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DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSO 
TRIBUTÁRIO 
 
Módulo: Responsabilidade Tributária 
 
TEMA 06 – Causas de Extinção do Crédito 
Tributário: Decadência e Prescrição 
 
 
Aula 01 – Causas de Extinção do Crédito 
Tributário: Decadência e Prescrição 
 
Decadência e Prescrição: noções gerais 
O inciso V do art. 156 do CTN, apresenta a PRESCRIÇÃO e a 
DECADÊNCIA como HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: 
Art. 156 CTN. Extinguem o crédito tributário: 
(...) 
V - a prescrição e a decadência; 
(...) 
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou 
parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua 
constituição, observado o disposto nos artigos 144 e 149. 
 
A DECADÊNCIA é a perda do direito de constituir o crédito tributário 
(por lançamento ou Auto de Infração) que ocorre se o Fisco não exercê-lo 
dentro do prazo legal. Já a PRESCRIÇÃO é a causa de extinção do crédito 
tributário que ocorre quando a Fazenda Pública deixa escoar o prazo para 
propositura da ação de execução fiscal. 
 
 
KELVIN CARLOS JONASSON - 06536528956
 
 
 
Previsão Legal 
➢ Arts. 173 e 174 do CTN 
 
O art. 173 do Código Tributário Nacional (CTN) disciplina o instituto da 
DECADÊNCIA: 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado; 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, 
por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se 
definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da 
data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário 
pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória 
indispensável ao lançamento. 
 
Já o art. 174 do Código Tributário Nacional (CTN) disciplina o instituto da 
PRESCRIÇÃO: 
Art. 174 CTN. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve 
em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. 
Parágrafo único. A prescrição se interrompe: 
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe 
em reconhecimento do débito pelo devedor. 
 
➢ Art. 150, § 4º do CTN 
 
Art. 150 CTN. O lançamento por homologação, que ocorre quanto 
aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, 
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, 
expressamente a homologa. 
(...) 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a 
contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a 
Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o 
KELVIN CARLOS JONASSON - 06536528956
 
 
 
lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada 
a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
 
 
➢ Legislações que tratam dos temas Decadência e Prescrição 
 
• Art. 146, III, b, CF = LEI COMPLEMENTAR EM ÂMBITO NACIONAL é 
quem tratará sobre DECADÊNCIA e PRESCRIÇÃO. 
• Código Tributário Nacional = Lei nº 5.172/66 (é a lei complementar que 
trata sobre normas gerais em direito tributário). 
• CTN = Lei ordinária em sentido formal / Lei complementar em sentido 
material. 
 
A Constituição reserva, na órbita federal, certas matérias para a LEI 
COMPLEMENTAR, o que implica a proibição de que sejam veiculadas por leis 
ordinárias. Observe-se que, especificamente na alínea “b” da norma prevista no art. 
146, III da CF, PRESCRIÇÃO e DECADÊNCIA em Direito Tributário são temas 
reservados a LEI COMPLEMENTAR FEDERAL (mesmo no que diga respeito a 
tributos estaduais e municipais). Tal situação ensejou a declaração de 
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/90, que previa prazo de dez 
anos para os dois institutos, para cobrança de créditos da Seguridade Social. 
Tal assunto foi decidido pelo STF, na Súmula Vinculante nº 8, segundo a 
qual “são inconstitucionais o parágrafo único do art. 5º do Decreto-Lei nº 
1.569/1977 e os arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam da prescrição e 
decadência do crédito tributário”. 
Esses dispositivos determinavam o prazo de 10 (dez) anos para as 
contribuições do INSS. O STF entendeu que a Lei nº 8212/91 é LEI ORDINÁRIA. 
E, como a PRESCRIÇÃO e a DECADÊNCIA são tratadas pela LEI 
COMPLEMENTAR nacional, por isso, editou-se a Súmula Vinculante nº 8. 
Importante esclarecer que o CTN (Código Tributário Nacional), conforme 
explica o doutrinador Hugo de Brito Machado, “é lei ordinária, porque à época em 
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que foi editado não era exigível a utilização de lei complementar”. Contudo, 
tendo em vista que a matéria nele contida é, atualmente, privativa de lei 
complementar, somente uma outra lei complementar poderá alterá-lo. “É por 
essa razão que se diz que o CTN tem status de lei complementar, embora seja 
formalmente uma lei ordinária.1” 
Ademais, diz-se que a LEI COMPLEMENTAR FEDERAL vincula só os 
interesses da União Federal, não impedindo que os DEMAIS ENTES 
FEDERATIVOS legislem de FORMA SUPLEMENTAR. Porém, a LEI 
COMPLEMENTAR NACIONAL impede que os demais entes legislem de forma 
suplementar, pois ela vigora em âmbito nacional, tendo força nacional. O CTN, 
neste sentido, seria uma NORMA GERAL TRIBUTÁRIA NACIONAL. 
Nos termos do parágrafo único do art. 151 do CTN, a SUSPENSÃO DA 
EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO alcança somente a parte econômica da 
obrigação (principal), porém não altera o dever de cumprir as obrigações 
acessórias (este permanece inalterado). 
 
Algumas semelhanças e diferenças entre Decadência e Prescrição 
➢ EM SÍNTESE 
 
 
1 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018, p. 123. 
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➢ ALGUMAS SEMELHANÇAS: 
 
• Prazo: 05 anos (quinquenal) Prazo comum a ambos, tanto DECADÊNCIA quanto 
PRESCRIÇÃO 
 
• Se houver DECADÊNCIA ou PRESCRIÇÃO e ocorre pagamento, há direito de 
restituição, pois o FISCO não pode enriquecer ilicitamente com o dinheiro do 
contribuinte. Nas palavras de Alexandre Mazza: “Como o CTN trata da decadência 
e da prescrição, ambas como “causas de extinção do crédito tributário”, se o 
contribuinte realiza um pagamento de tributo decaído ou prescrito, nos dois 
casos terá direito à repetição de indébito, na medida em que pagou dívida que 
não existia mais.2” 
 
• Ambas são MODALIDADES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. 
 
• “A decadência e a prescrição são expressões de segurança jurídica, fundadas na 
ideia de que a inércia no exercício de um direito, pelo prazo legalmente 
assinalado, conduz ao seu perecimento.3” 
 
• “A prescrição pode ser reconhecida de ofício, a exemplo do que já ocorria com a 
decadência4” 
 
• Ambas são FORMAS JURÍDICAS DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. 
Segundo Caparroz: “As formas de extinção do crédito podem ser financeiras 
(pagamento, valores expressos em moeda, dação em pagamento) ou jurídicas 
(prescrição, decadência, decisões finais nas esferas administrativas ou judiciais)5.” 
 
• STJ, Súmula 106: “Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora 
na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o 
acolhimento da arguição de prescrição ou decadência.” 
 
2 MAZZA. Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 986. 
3 COSTA, Regina Helena. Curso de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018, p. 211. 
4 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p.737. 
5 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 737. 
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➢ ALGUMAS DIFERENÇAS: 
A doutrina desenvolveu vários critérios para diferenciar prazos prescricionais 
e decadenciais. Vejamos alguns deles. 
 
• “A PRESCRIÇÃO admite a interrupção de seu prazo (art. 174, parágrafo único – 
que recomeça novamente) e a suspensão (art. 151 – que continua pelo tempo 
faltante) 6”. 
 
• Porém, “não há causas de suspensão ou interrupção da fluência do prazo 
DECADENCIAL7”. 
 
• “Convém ressaltar que o lançamento efetuado dentro do prazo de cinco anos 
afasta a DECADÊNCIA e possibilita, depois da constituição definitiva do 
crédito tributário, o início da contagem do prazo prescricional.” Assim, 
“podemos usar como premissa, para fins de raciocínio, que o lançamento atua 
como um divisor de águas entre os fenômenos da decadência e da prescrição. 
Qualquer prazo anterior ao lançamento diz respeito à decadência, enquanto os 
prazos posteriores ao lançamento válido só podem tratar de prescrição.8” Observe 
o quadro ilustrativo abaixo: 
 
 
 
6 CASSONE, Vittório. Direito tributário. 28. ed. São Paulo: Atlas, 2018, p. 245. 
7 MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 987. 
8 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 733. 
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• Tendo em vista esses momentos diferenciados da aplicação da DECADÊNCIA e da 
PRESCRIÇÃO, “podemos afirmar que os dois institutos são mutuamente 
excludentes, pois não podem coexistir em relação ao mesmo fato gerador e 
crédito tributário.9” 
 
• “O PRAZO DECADENCIAL homenageia a estabilidade das relações e o 
princípio da segurança jurídica, enquanto o PRAZO PRESCRICIONAL tem por 
objetivo combater eventual inércia ou falta de eficiência da administração 
tributária.10” 
Ainda quanto aos critérios de diferenciação, importante destacar o 
entendimento desenvolvido por AGNELO AMORIM FILHO em seu artigo “Critério 
Científico para Distinguir a Prescrição da Decadência e para Identificar as Ações 
Imprescritíveis”11 . 
O professor Agnelo divide os DIREITOS SUBJETIVOS em 2 (duas) partes: 
✓ Direitos prestacionais: Pressupõem, para sua fruição, algum comportamento do 
devedor (ex: devedor inadimple obrigação de pagar, então, a partir daí, o credor pode 
cobrar) - Estes direitos sujeitam-se à PRESCRIÇÃO. 
✓ Direitos potestativos: Podem ser exercidos independentemente de um 
comportamento do devedor (ex: revogação de mandato; aceitação ou renúncia de 
herança) - Esses direitos sujeitam-se à DECADÊNCIA. 
 
 
 
9 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 733 
10 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 733 
11 Disponível em: http://www.revistadireito.ufc.br/index.php/revdir/article/view/434 – Acesso em 24/04/2022. 
 
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Desta forma, pode-se concluir que: 
 
➢ é DECADENCIAL o prazo para que o Fisco constitua um crédito tributário, já que 
é um direito potestativo. 
 
➢ NÃO CORRE PRAZO PRESCRICIONAL ou DECADENCIAL entre o lançamento 
provisório (não transitou em julgado administrativamente) e o lançamento definitivo (transitou 
em julgado administrativamente), tendo em vista que o direito potestativo já foi exercido 
(quanto à decadência) e tendo em vista que o crédito está suspenso pelo recurso interposto 
(quanto à prescrição). 
 
➢ A PRESCRIÇÃO começa a correr após o crédito ter sido constituído e ter se 
esgotado o prazo para pagamento voluntário (pois só a partir desse momento é que o 
devedor poderá agir, surgindo alguma pretensão) 
 
 
Decadência Tributária 
 
Definição 
Com a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, surge, para FISCO, 
um direito potestativo (poder dever) de constituir o crédito tributário mediante 
lançamento (art. 142, § ú, CTN). Em virtude da segurança jurídica, e para não 
eternizar as relações jurídicas, o ORDENAMENTO JURÍDICO impõe que tal 
direito seja CONSTITUÍDO em UM PRAZO EXTINTIVO (decadencial), sob pena 
de PERDA do próprio direito de crédito. 
Diante disso, concluí-se que a DECADÊNCIA TRIBUTÁRIA consiste na 
PERDA DO DIREITO do Fisco de constituir o crédito tributário pelo 
lançamento. 
Segundo a doutrinadora Regina Helena Costa: 
A decadência, genericamente considerada, corresponde à 
extinção de um direito material pelo seu não exercício durante 
determinado lapso temporal, fixado em lei. Portanto, pressupõe 
a inércia do titular do direito em exercê-lo. No âmbito tributário, a 
decadência refere-se à extinção do direito da Fazenda Pública – 
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traduzido em poder-dever – de efetuar o lançamento, em razão 
de sua inércia pelo decurso do prazo de cinco anos.12 
 
Prazo 
O PRAZO DA DECADÊNCIA é de 5 (cinco) anos, contados: 
 
• Lançamento de Ofício ou por Declaração: art. 173, I do CTN – 1º DIA DO 
EXERCÍCIO FINANCEIRO SEGUINTE daquele em que o lançamento deveria 
ter sido efetuado (REGRA GERAL); 
 
• Lançamento por Homologação: quando existe um pagamento a menor; art. 
150, § 4º do CTN - DATA DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR 
 
De acordo com Hugo de Brito Machado: 
O prazo de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir 
o crédito tributário é de cinco anos: 
A) nos tributos submetidos a lançamento por homologação, 
contados da ocorrência dos respectivos fatos geradores, salvo 
a hipótese de dolo, fraude ou simulação (CTN, art. 150, § 4º); 
B) nos tributos submetidos a outras modalidades de lançamento, 
ou no caso de ocorrência de dolo, fraude ou simulação no 
âmbito de lançamento por homologação, contados do primeiro 
dia do ano seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter 
sido efetuado (CTN, art. 173, I). Tal prazo é antecipado, porém, se 
ao longo do ano anterior for tomada alguma medida preparatória 
para o lançamento, hipótese em que os cinco anos iniciam-se na 
data dessa medida (CTN, art. 173, parágrafo único); 
C) no caso de mera correção de crédito tributário anteriormente 
anulado por vício formal, contado da data em que se tornar 
definitiva a decisão que terminar o anulamento respectivo 
(CTN, art. 173, II).13” 
 
Importante destacar, portanto, que apesar de existir uma regra geral, há 
diversos casos especiais para o início da contagem. 
 
12 COSTA. Regina Helena. Curso de direito tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018, p. 212. 
13 MACHADO. Hugo de Brito. (Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 236. 
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Observe-se, primeiramente, o caso de aplicação do parágrafo único do 
art. 173 do CTN: 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado; 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se 
definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da 
data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito 
tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer 
medida preparatória indispensável ao lançamento. 
 
 
Como se pode ler da redação do artigo supramencionado, esta regra se 
aplica nos casos em que o CONTRIBUINTE foi NOTIFICADO de uma medida 
preparatória indispensável do lançamento, podendo-se dizer, por 
conseguinte, que se trata das seguintes hipóteses: 
(i) TRIBUTOS sujeitos ao LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO em 
que o sujeito passivo não efetue o pagamento antecipado; 
 
(ii) TRIBUTOS sujeitos ao LANÇAMENTO DE OFÍCIO; 
 
 
(iii) TRIBUTOS sujeitos ao LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃOem 
que o sujeito passivo atue com dolo, fraude ou simulação. 
 
Ademais, há que se observar a situação do inc. I do art. 173 do CTN. No 
caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o sujeito passivo 
não efetua o pagamento antecipado, no caso de tributos sujeitos ao lançamento de 
ofício, bem como nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação 
em que o sujeito passivo atua com dolo, fraude ou simulação, incide o disposto no 
art. 173, I, CTN, in verbis: 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado; 
 
 
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Conforme bem explicitado pelo doutrinador aludido anteriormente, Alexandre 
Mazza, deve-se lembrar, neste caso, da Súmula nº 555 do STJ: “Quando não 
houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco 
constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do 
CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa.14” 
Veja-se também a situação em que incide o disposto no art. 150, § 4º, do 
CTN: Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que houve 
pagamento (mesmo que tenha sido parcial) e em que não ocorreu fraude, dolo ou 
simulação. 
Art. 150 CTN. O lançamento por homologação, que ocorre quanto 
aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, 
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, 
expressamente a homologa. 
(...) 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, 
a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que 
a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado 
o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se 
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
 
 
Sendo assim, conforme pode ser vislumbrado da leitura do dispositivo legal 
supramencionado, o direito de o Fisco lançar eventual quantia remanescente 
fica prejudicado pela DECADÊNCIA, caso transcorrido o prazo de 5 (cinco) 
anos contados da ocorrência do fato gerador, sem o pronunciamento da 
Fazenda Pública. Desta forma, se foi declarado um imposto de R$ 100.000,00, 
mesmo que tenha sido paga só uma parte deste valor, e desde que não tenha 
ocorrido dolo, fraude ou simulação, e, depois, a Fazenda apura que, na verdade, o 
imposto era de R$ 150.000,00, passados 5 anos sem manifestação da Fazenda, o 
Fisco não pode mais cobrar a diferença a maior de R$ 50.000,00. 
 
14 MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 988. 
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Por fim, aponta-se os casos de aplicação do inc. II do art. 173 do CTN. Esta 
regra se aplica quando há decadência do direito de lançamento do Fisco, em 
razão de anulação do lançamento anterior, por vício formal. 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: (...) 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, 
por vício formal, o lançamento anteriormente. 
 
Aula 02 – Decadência 
 
Contagem do prazo decadencial 
 
➢ Art. 173, II, CTN: Anulação do lançamento por vício formal (ato administrativo 
plenamente vinculado). 
 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
(...) 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, 
por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 
 
Ainda, conforme a Súmula nº 473 do STF, seguindo o PRINCÍPIO DA 
AUTOTUTELA DO FISCO: 
Súmula 473 do STF → A administração pode ANULAR SEUS PRÓPRIOS ATOS, quando 
eivados de VÍCIOS que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou 
REVOGÁ-LOS, por motivo de (i) conveniência ou (ii) oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
Conforme já explicado na aula anterior, o art. 173, inc. II do CTN é um caso 
de aplicação da decadência do direito de lançamento em razão da anulação, por 
VÍCIO FORMAL, do lançamento anterior. 
Os VÍCIOS FORMAIS são vícios das normas de processo e procedimento, 
enquanto os VÍCIOS MATERIAIS ferem o conteúdo das normas e dos princípios. 
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Assim, a ANULAÇÃO DO LANÇAMENTO POR VÍCIO FORMAL (vício 
procedimental) gera uma INTERRUPÇÃO do prazo decadencial, que passa, 
portanto, a ser contado novamente do início, a partir da data em que transitar em 
julgado a decisão que anulou o lançamento anterior de maneira definitiva. 
 
Imposto de Renda 
 
• Fato Gerador: Complexivo (o contribuinte pode auferir renda em um período 
pré-definido) 
• Prazo aplicável: 173, I, CTN 
 
➢ Ex.: Ano-base 2013 
 
➢ De 1º/jan a 31/dez 2013 – Contribuinte aufere renda; 
➢ Abril/2014 – declaração de ajustes; 
➢ 01/01/2015 - início da contagem da decadência. 
 
Neste caso, aplica-se o art. 173, I, CTN: “O direito de a Fazenda Pública 
constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: (...) 
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido efetuado”. 
Isso porque o inc. I do art. 173 do CTN se aplica aos TRIBUTOS 
LANÇADOS DE OFÍCIO, como é o caso do IPTU. 
O dia 01 de janeiro do ano seguinte consiste no “primeiro dia do exercício 
seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado”, conforme 
disposto na norma legal mencionada. 
Além de se aplicar aos tributos sujeitos ao lançamento de ofício, esta regra 
também se aplica ao caso dos tributos sujeitos ao LANÇAMENTO POR 
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HOMOLOGAÇÃO em que o contribuinte não efetue o pagamento antecipado. 
 
➢ OBS: Se houve lançamento por homologação e ocorreu pagamento antecipado, ainda 
que parcial, aplica-se o art. 150, § 4º do CTN, conforme já explicitado anteriormente. 
 
➢ Ademais, a regra do art. 173, I, CTN também se aplica nos casos em que o 
contribuinte atua com dolo, fraude ou simulação (contagem a partir do dia 01 de 
janeiro do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado). 
 
Tributos sujeitos a Lançamento por Homologação 
• EXISTÊNCIA DA DECLARAÇÃO E INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO 
✓ Súmula nº 436 STJ: não há que se falar em decadência. 
Súmula nº 436 STJ: A entrega de declaração pelo contribuinte 
reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, 
dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
 
 
• INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO E PAGAMENTO: 
✓ Art. 173, I, CTN: REGRA GERAL 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado;” 
 
• ATO DE PAGAMENTO A MENOR REALIZADO COM DOLO, FRAUDE OU 
SIMULAÇÃO: 
✓ Art. 173, I, CTN: REGRA GERAL 
Art. 173 CTN. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado;” 
 
• AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO E AUSÊNCIA DE PAGAMENTO (não paga 
e não declara): 
✓ Art. 173, I, CTN: REGRA GERAL 
 
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Art. 173 CTN. “O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito 
tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado; 
 
 
✓ Súmula 555 STJ 
Súmula 555 do STJ: “Quando não houver declaração do débito, o 
prazo decadencialquinquenal para o Fisco constituir o crédito 
tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, 
nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa.” 
 
• ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO E ENTREGA DA DECLARAÇÃO 
(pagamento a menor) 
 
✓ Art. 150, § 4º, CTN 
Art. 150 CTN. O lançamento por homologação, que ocorre quanto 
aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, 
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, 
expressamente a homologa. 
(...) 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco 
anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse 
prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, 
considera-se homologado o lançamento e definitivamente 
extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, 
fraude ou simulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: Em caso de PAGAMENTO MENOR do que o devido, o Fisco possui um prazo de 5 
anos para apurar eventual diferença nos valores recolhidos e efetuar, de OFÍCIO, o lançamento 
suplementar daquilo que faltar. 
 Esse prazo de 5 anos é contado do dia em que ocorreu o fato gerador, na forma do § 4º 
do art. 150. 
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Aula 03 – Prescrição 
 
Prescrição 
 
O inciso V do art. 156 do CTN, apresenta a PRESCRIÇÃO como uma das 
HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: 
Art. 156 CTN. Extinguem o crédito tributário: 
(...) 
V - a prescrição e a decadência; 
(...) 
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou 
parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua 
constituição, observado o disposto nos artigos 144 e 149. 
 
 
A PRESCRIÇÃO é a causa de extinção do crédito tributário que ocorre 
quando a Fazenda Pública deixa escoar o prazo para propositura da ação de 
execução fiscal. 
Passemos ao estudo de algumas importantes características desta 
modalidade de extinção do crédito tributário. 
 
Definição 
 
A PRESCRIÇÃO TRIBUTÁRIA consiste na perda do direito do Fisco de 
cobrar judicialmente o crédito tributário através da Execução Fiscal. 
Nas palavras do professor Alexandre Mazza: 
Prescrição é a causa de extinção do crédito tributário que ocorre 
quando a Fazenda Pública deixa escoar o prazo para 
propositura da ação de execução fiscal. Sobre o tema, estabelece 
o art. 174 do CTN: A ação para cobrança do crédito tributário 
prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição 
definitiva. Assim, o prazo prescricional para propositura da ação de 
cobrança é de 5 anos. Como o art. 156, V, do CTN trata da 
prescrição como causa de extinção do próprio crédito tributário, e 
não de uma simples perda da faculdade processual de acionar o 
Judiciário para exercer o direito de cobrança, se o contribuinte realiza 
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pagamento de dívida prescrita ou decaída terá direito à repetição do 
indébito.15” 
 
Prazo 
 
O início do prazo prescricional, é o primeiro passo para se saber até quando 
o Fisco poderá cobrar aquele crédito tributário. 
O prazo prescricional é de 05 (cinco) anos, contatados da constituição 
definitiva do crédito tributário. 
Lembre-se que a constituição definitiva do crédito tributário pode 
ocorrer de 2 (duas) maneiras: 
 
• 31o (trigésimo) primeiro dia, contados da notificação do lançamento 
tributário, quando não houver pagamento ou defesa administrativa 
tempestiva; 
 
• Decisão administrativa irreformável, na hipótese em que haja lançamento 
tributário e o sujeito passivo, no prazo hábil, contesta-o através de 
defesa(s) administrativa(s). Sobrevindo a última decisão desfavorável ao 
contribuinte, operar-se-á sua irreformalidade (art. 42 do Dec. 70.235/72). 
 
Logo, se o SUJEITO PASSIVO recebe o LANÇAMENTO e não paga e nem 
se defende, no 31º dia aquele lançamento que ocorreu tornou-se incontroverso, ou 
seja, DEFINITIVO. Abrindo-se um prazo de 05 (cinco) anos para a Fazenda 
inscrever em dívida ativa e mover a Ação de Execução Fiscal (no intuito de cobrar a 
Execução Fiscal). 
Ou então, o sujeito passivo recebe o lançamento do tributo e não paga, mas 
dentro do prazo de 30 (trinta dias) ele se defende por meio de DEFESA 
 
15 MAZZA. Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 989/990. 
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ADMINISTRATIVA. Todavia, ele perde na 1ª instância, ele vai então para instância 
administrativa recursal16, e ele também perde na 2ª instancia administrativa. Opera-
se contra ele a chamada DECISÃO ADMINISTRATIVA IRREFORMÁVEL, e com 
isso constituí definitivamente o crédito tributário. Agora sim, a Fazenda possui o 
prazo de 05 (cinco) anos para inscrever em dívida ativa e promover a Ação de 
Execução Fiscal. 
Sobre o prazo prescricional, a doutrinadora Regina Helena Costa 
disciplinou: 
O prazo prescricional flui a partir da data da ‘ constituição definitiva do 
crédito tributário´, ou seja, do lançamento eficaz, assim entendido 
aquele regularmente comunicado, pela notificação, ao devedor. A partir 
daí flui o prazo para o sujeito passivo pagar ou apresentar impugnação. 
No silêncio deste ou decidida definitivamente a impugnação no sentido 
da legitimidade da exigência, começa a correr o tempo dentro da qual a 
Fazenda Pública poderá ingressar com a execução fiscal. Assinale-se 
que , no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, 
diante do distinto regime jurídico que os disciplina, a declaração do 
débito tributário efetuado pelo sujeito passivo correspondente ao 
lançamento eficaz. 17 
 
Suspensão do Prazo Prescricional 
 
Na SUSPENSÃO do PRAZO PRESCRICIONAL o prazo não flui 
TEMPORARIAMENTE, sendo RETOMADO SEU CURSO assim que cessa a 
causa suspensiva, sem desconsiderar o prazo já decorrido. 
Diferentemente do que ocorre na DECADÊNCIA18, o prazo 
PRESCRICIONAL pode ser SUSPENSO ou INTERROMPIDO. Podendo ocorrer 
diversas vezes (quantas vezes forem necessárias, não há limite), por meio das 
hipóteses de suspensão do crédito tributário previstas no art. 151 do CTN. 
 
16 Ou seja, ele vai do art. 14 para o art. 33. Dec. 70.235/72 
17 COSTA. Regina Helena. .Curso de direito tributário. 1. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2009, p. 271. 
18 Lembre-se que como regra a decadência não se suspende ou se interrompe, salvo na hipótese de 
interrupção por vício formal (art. 173,§2º CTN) 
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Ou seja, as causas de suspensão do crédito tributário também são 
CAUSAS DE SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO, razão pela qual o prazo não flui 
nesses casos.Este tem sido o entendimento doutrinário e jurisprudencial. 
Como já vimos neste módulo, o art. 151 do Código Tributário Nacional (CTN) 
prevê 6 (SEIS) CAUSAS DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO, ou seja, 6 (SEIS) CAUSAS DE SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO: 
1) MORATÓRIA; 
2) DEPÓSITO INTEGRAL; 
3) RECLAMAÇÕES E RECURSOS ADMINISTRATIVOS; 
4) CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA; 
5) CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA NAS DEMAIS AÇÕES; 
6) PARCELAMENTO. 
A inércia do credor e o fluxo do tempo são prazos extintivos. O primeiro é 
inevitável e o segundo depende de lei. Nos casos de suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário acima citados, o credor (FISCO) não pode agir, isto é, não pode 
cobrar a dívida. Isso ocorre porque que a lei o impede em razão da existência de 
uma das hipóteses de suspensão do crédito tributário (art. 151 do CTN). 
Destaca-se que o único caso de SUSPENSÃO DO PRAZO 
PRESCRICIONAL previsto expressamente no Código Tributário Nacional (CTN) é 
o referente a ANULAÇÃO DA MORATÓRIA, em casos de dolo ou simulação do 
beneficiado (art. 155, § ú CTN). 
Para melhor compreender comofunciona a SUSPENSÃO, atente-se ao 
esquema abaixo: 
 
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Art. 2º, § 3º da LEF (créditos não tributários) 
O art. 2º , § 3º, da Lei nº 6.830/80, Lei de Execuções Fiscais, prevê que a 
INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA suspende a prescrição por 180 (cento e oitenta) 
dias ou até a distribuição da Execução Fiscal. Ocorre que, a referida previsão da 
LEF não se aplica a créditos tributários, aplicando-se tão somente a CRÉDITOS 
NÃO TRIBUTÁRIOS. Isso ocorre, porque a LEF é uma lei ordinária, e, portanto, 
não pode tratar de assunto específico de LEI COMPLEMENTAR. Atente-se a 
explicação do quadro: 
 
Interrupção do prazo prescricional 
 O art. 174, parágrafo único, CTN prevê HIPÓTESES DE INTERRUPÇÃO DO 
PRAZO PRESCRICIONAL, vejamos: 
Art. 174 CTN. A ação para a cobrança do crédito tributário 
prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição 
definitiva. 
Parágrafo único. A prescrição se interrompe: 
 I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução 
fiscal; 
 II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
 IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que 
importe em reconhecimento do débito pelo devedor. 
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Observa-se que as causas de INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO 
encontram-se TAXATIVAMENTE previstas nos 4 (quatro) incisos do parágrafo único 
do art. 174 do CTN. 
Destaca-se que quando se INTERROMPE A PRESCRIÇÃO o prazo volta a 
ser contado do zero. 
 
 
Aula 04 – Demais modalidades de Extinção 
 
Parcelamento 
 
O PARCELAMENTO é um ato extrajudicial que CONFESSA A DÍVIDA. 
Ocorre, que ele ao mesmo tempo, tem natureza jurídica de suspensão e de 
interrupção da prescrição do crédito tributário. 
➢ Parcelamento - Natureza jurídica de suspensão ou interrupção da 
prescrição do crédito 
Ex.: MP 783 PERT (Programa Especial de Regularização Tributária) / IN: 1711 
(SRFB) 
➔ Necessário um termo de aceite (termo geral de confissão de dívida). 
 
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 Solução: NATUREZA DÚPLICE! 
➔ Adesão: INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO (art. 174, parágrafo único, IV, 
CTN) 
➔ Ato contínuo: SUSPENSÃO (art. 151, VI, CTN). 
 
Ou seja, o PARCELAMENTO possui NATUREZA DÚPLICE, ele ao 
mesmo tempo interrompe e suspende a exigibilidade. No ATO DE ADESÃO o 
PARCELAMENTO interrompe a prescrição. Todavia, se o contribuinte 
descumpre o parcelamento volta a contar do zero. Então, se é descumprido o 
parcelamento, volta a ser contado do início. 
 
Prescrição Intercorrente 
 
A PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE é a prescrição do processo 
executivo, a qual encontra-se prevista no art. 40,§ 4º da LEF (Lei nº 6.830/80). 
 
Definição 
Como bem pontua Caparroz, a prescrição intercorrente “atingiria o crédito 
tributário nos casos em que o credor, mesmo depois do início da ação 
executiva de cobrança, permanecesse inerte por tempo superior ao previsto 
em lei19”. 
Na lição de Vittório Cassone: 
Prescrição intercorrente: É a prescrição que surge após a 
propositura da ação que, inicialmente produto de entendimento 
doutrinários e jurisprudenciais, foi introduzido pela Lei nº 11.051/04, 
acrescentado o § 4º ao art. 40 da Lei no 6.830/80, nestes termos: 
§ 4º Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver ocorrido o 
prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, 
poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la 
de imediato.”20 
 
19 CAPARROZ. Rodrigo. (Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 736). 
20 CASSONE, Vittório. Direito tributário. 28. ed. São Paulo: Atlas, 2018, p. 247. 
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Art. 40, § 4º, Lei nº 6.830/80 (LEF) 
Há previsão específica sobre a matéria Prescrição Intercorrente no art. 40 
da Lei de Execuções Fiscais (LEF), in verbis: 
Art. 40. O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for 
localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa 
recair a penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de 
prescrição. 
§ 1º Suspenso o curso da execução, será aberta vista dos autos ao 
representante judicial da Fazenda Pública. 
§ 2º Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano, sem que seja 
localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz 
ordenará o arquivamento dos autos. 
§ 3º Encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os 
bens, serão desarquivados os autos para prosseguimento da 
execução. 
§ 4º Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido 
o prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda 
Pública, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição 
intercorrente e decretá-la de imediato. 
§ 5º A manifestação prévia da Fazenda Pública prevista no § 4º 
deste artigo será dispensada no caso de cobranças judiciais cujo 
valor seja inferior ao mínimo fixado por ato do Ministro de Estado da 
Fazenda. 
 
 
ATENÇÃO: PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE = PRESCRIÇÃO DO PROCESSO EXECUTIVO 
 Previsão: art. 40, § 4º , Lei 6.830/80 
 
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Explica Caparroz que: “A jurisprudência do STJ já reconhecia a 
possibilidade de prescrição intercorrente e cristalizou esse entendimento na 
Súmula 314, posto que o art. 40 da Lei de Execuções Fiscais não pode colidir 
com o disposto no CTN, que é o instrumento hábil para tratar de prescrição.21” 
 
➢ Súmula 314 STJ 
Súmula 314 do STJ: Em execução fiscal, não localizados bens 
penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se 
inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente.” 
 
Reconhecimento de ofício 
Ainda acompanhando Caparroz: “Ressalte-se que, atualmente, a 
prescrição pode ser reconhecida de ofício, a exemplo do que já ocorria com a 
decadência.22” 
 
Prescrição Intercorrente x Lei Complementar 
 
• Art. 2º § 3º da Lei nº 6.830/80 = PRESCRIÇÃO MATERIAL 
 
Art. 2º Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública aquela definida 
como tributária ou não tributária na Lei nº 4.320, de 17 de março de 
1964, com as alterações posteriores, que estatui normas gerais de 
direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e 
balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito 
Federal.(...) 
§ 3º A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da 
legalidade, será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e 
certeza do crédito e suspenderá a prescrição, para todos os efeitos 
de direito, por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se 
esta ocorrer antes de findo aquele prazo. 
 
• Art. 40, § 4º da Lei 6.830/80 = PRESCRIÇÃO PROCESSUAL 
 
21 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 737. 
22 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 737. 
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Art. 40. O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for 
localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair 
a penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de prescrição. 
(...) 
§ 4º Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido o 
prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, 
poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la 
de imediato.” 
 
É válida a questão da PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE tratada pela LEF, 
não precisa ser tratada pelo CTN, pois a PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE trata de 
QUESTÕES PROCESSUAIS, podendo uma LEI ORDINÁRIA tratar de questões 
processuais. 
Súmula nº 106 do STJ 
Ainda, importante observar a Súmula nº 106 do STJ: 
Súmula 106 do STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o seu 
exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo 
da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou 
decadência. 
 
 
Efeitos 
 
• LEI DECLARADA INCONSTITUCIONALpossui efeitos EX TUNC, fato que poderia 
gerar DIREITO DE REPETIÇÃO 
 
• Modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade (Art. 27 da Lei nº 
9.868/99): 
a) razões de segurança jurídica; ou 
b) excepcional interesse social. 
 
Atente-se ao art. 27 da Lei nº 9.868/99: 
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e 
tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional 
interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de 
dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela 
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declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu 
trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. 
 
• O STF poderá, por maioria de 2/3 de seus membros, modular os efeitos de EX 
TUNC para EX NUNC, não havendo que se falar em direito de restituição ao 
particular. 
Exemplo: Exclusão do ICMS da base do PIS e COFINS. Houve modulação de 
efeitos. A modulação de efeitos pode tirar o direito da restituição para não haver 
impacto orçamentário no Poder Público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Bibliografia 
CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 19 ed. Ver. São 
Paulo, Saraiva, 2007. 
 
CASSONE, Vittório. Direito tributário. 28. ed. São Paulo: Atlas, 2018. 
 
COSTA, Regina Helena. Direito Tributário Brasileiro. 1 ed., São Paulo: 
Saraiva, 2009. 
 
CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro 
Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. 
 
MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 36. ed. São Paulo: 
Malheiros, 2015. 
 
MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019 
 
SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário, 13 ed., São Paulo: Saraiva 
Educação, 2021. 
 
 
 
 
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