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Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 Clínic� Médic�: Dor Torácic� 
 ⇋ Dor torácica (DT): Desafio ao emergencista – 
 5-10% da emergência; 
 ⇋ 50 a 70% necessitam permanecer em unidades 
 de dor torácica (UDT); 
 ⇋ Na maioria das vezes é associada à condições 
 de baixo risco; 
 ⇋ Quanto alto risco, a morbidade e mortalidade 
 são prevalentes; 
 ______________________ _ — Clínica da DT — _____________ ____________ 
 ➤ Diagnós�cos de Dor Torácica 
 ➠ E�ologias: 42% das queixas são do trato gastrointes�nal (doença ulcerosa pép�ca); 
 ■ 31% cardiopa�a isquêmica; 28% síndrome da parede torácica (osteomusculares); 
 ■ Outras: pericardite, pleurite, embolia pulmonar, câncer, aneurisma ao, estenose ao, herp.zoster; 
 ➤ Diagnós�cos Ameaçadores à Vida (P.E.D.I.R.) 
 ➠ P neumotórax hipertensivo — associado 
 à trauma ou procedimento 
 ➠ E mbolia pulmonar (TEP) — dor súbita, 
 pleurí�ca, TVP 
 ➠ D issecção de Aorta — dor intensa, 
 lancinante, irradiando pra dorso, pulsos 
 assimétricos, sinais neurológicos focais 
 ➠ I AM — dor intensa súbita com sensação 
 de peso, se espalhando, mão no peito, 
 vômitos, sudorese 
 ➠ R otura de esôfago — dor retroesternal 
 lancinante, enfisema subcutâneo, 
 alcoolismo, vômitos 
 ⤨ A DT pode irradiar e/ou apresentar-se da cabeça ao abdome; 
 ⦽ Sintomas equivalentes anginosos devem ter como diagnós�co diferencial a síndrome coronariana aguda e 
 devem ser manejados como tal, até ser excluídas 
 ➠ Equivalentes anginosos são mais comuns em mulheres e idosos 
 ➠ Equivalentes: epigastralgia, dispepsia, dispneia, sudorese, náuseas/vômitos, hipotensão e síncope 
 ★ Alerta ⇒ sexo feminno, idosos, diabé�cos e renais crônicos 
 Dor defini�vamente anginosa Dor retroesternal precipitada por esforço, com irradiação para ombro, pescoço 
 ou braço esquerdo, e atenuada por repouso ou nitrato em menos de 10min 
 Dor provavelmente anginosa Apresenta a maioria das caracterís�cas da dor defini�vamente anginosa 
 Dor provavelmente não anginosa Dor de caracterís�ca a�pica que não preenche critérios para dor anginosa 
 Dor defini�vamente não anginosa Dor sem correlação com a�vidade �sica, sugere ser de origem extracardíaca e 
 não é atenuada por nitratos 
 ⦽ DT ou Equivalente anginoso ______ 
 ➠ Se instável → monitor, oxigênio, acesso venoso ⇒ atendimento ABCD até estabilizar 
 ➠ Se estável → ECG, RX tórax, anamnese/exame �sico dirigido para doenças graves 
 ↪ Escores de risco para SCA, síndrome aór�ca, TEP 
 ↪ Doenças graves descartadas 
 ↪ Considerar diagnós�cos alterna�vos ⇒ sistemas pulmonar, cardiovascular, cardíaco não 
 anginoso, gastrointes�nal, musculoesquelé�co e psicogênico 
 ⇛ Síndrome aór�ca, SCA, TEP, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, rotura esofágica?? 
 ★ Avaliar AAS: Probabilidade maior de síndrome aór�ca ou SCA? 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➽ Exames complementares possíveis → USG à beira leito, ecocardiograma, angiotomografia de aorta, artérias 
 pulmonares ou coronárias, tomografia de tórax, endoscopia diges�va alta, dímero-D, troponina, hemograma, 
 proteína C rea�va, pró-calcitonina, enzimas pancreá�cas, enzimas lesão hepatocelular, enzimas canaliculares 
 ⦽ Diagnós�cos diferenciais: avaliação precoce da possibilidade de SCA e outros diagnós�cos que podem 
 necessitar internação; 
 ➠ Escores de risco e protocolos diagnós�cos ajudam a iden�ficar pacientes que podem ter alta precoce; 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⦽ Exames Iniciais na DT —> ECG feito e interpretado em até 10 minutos 
 ⦽ Escores de Risco 
 ⥹ Escore de Wells: 
 probabilidade do 
 diagnós�co se aproximar 
 da clínica do paciente 
 ⟾ Não precisa 
 decorar, mas sim 
 saber u�lizar 
 ⟾ Ajuda a tomar 
 conduta, à pedir 
 exames 
 ⥹ Escore de risco para 
 detecção de dissecção 
 de Aorta (ADD-RS) 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⥹ Heart Score ______ 
 ⟾ Desenvolvido com 
 caracterís�cas clínicas 
 escolhidas por plausibilidade 
 biológica e fáceis de lembrar 
 ★ Ó�mo instrumento para 
 estra�ficação de risco 
 ⟾ Considerado de baixo risco 
 quando varia de 0 a 3 pontos 
 ⇒ baixa mortalidade — 
 liberar e encaminhar para 
 seguimento ambulatorial 
 ⟾ Nenhum dos pacientes que 
 �veram alta precoce 
 evoluíram com evento adv. 
 grave até 30 dias após 
 evento inicial 
 ⟾ História, ECG, idade, fatores 
 de risco cardiovascular e troponina; 
 ____________________ ___ — ECG/ RX de Tórax — _________ ____________ 
 ★ Exames iniciais na avaliação da DT → ECG/ RX/ US beira leito 
 ➢ Takotsubo = síndrome do coração par�do – microlesões por má no�cia que leva a um �po de IAM 
 ➤ ECG: Principal exame para 
 avaliação de isquemia 
 coronariana — tem papel 
 também na sobrecarga do 
 ventrículo direito 
 ➤ RX Tórax: Mostra 
 pneumotórax, pneumonia, 
 alargamento de medias�no 
 ➤ US à beira leito: Mostra 
 pneumotórax, pneumonia, 
 derrame pericárdico e sinais de tamponamento, função 
 sistólica global 
 ➽ Eletrocardiograma ⇒ representação de um papel 
 milimetrado dos vetores resultantes da diferença de 
 potencial elétrico entre dois pontos do coração, ou 
 seja, de todo esse processo de despolarização e 
 repolarização cardíaca 
 ➠ Visualizado por meio das derivações frontais 
 (bipolares) e precordiais (unipolares) 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➽ Eletrodos – Derivações Precordiais 
 ➠ V1 = 4º espaço intercostal paraesternal direito (EIPD) 
 ➢ Boa para ver os átrios (fica em cima) 
 ➠ V2 = 4º EIP esquerdo (EIPE) 
 ➠ V3 = Entre V2 e V3 
 ➠ V4 = 5º EI, linha hemiclavicular 
 ➠ V5 = 5º EI, linha axilar anterior 
 ➠ V6 = 5º EI, linha axilar média 
 ➢ Bom para ver o ápice cardíaco 
 ⥹ Suspeita de Infarto de VD e/ou Parede Posterior → Usado quando desconfio de disfunção da câmara direita 
 ⟾ V3R e V4R ⇒ espelho de V3 e V4, mas do lado direito 
 ■ R na palavra V3R/4R significa lado direito 
 ⟾ V7 = 5° EI, em linha axilar posterior 
 ⟾ V8 = 5° EI, na ponta da escápula 
 ⟾ V9 = 5º EI, linha paravertebral 
 ⥹ Isquemia ⇒ Observar alterações do segmento ST 
 ➽ Derivações Frontais (bipolares) 
 ➸ D1; D2; D3; 
 ➸ Diferença braço direito pra 
 braço esquerdo (D1), braço 
 direito para perna esquerda 
 (D2), braço esquerdo para 
 perna esquerda (D3); 
 ➸ Es�mulo sai de cima para 
 baixo e para direita para 
 esquerda → D2 tem, 
 obrigatoriamente, todas as 
 ondas posi�vas (onda P, QRS, T) → Se algo em D2 está nega�vo confirma alteração; 
 ■ aVR ⇒ É o contrário de D2, tudo deve estar nega�vo. Se posi�vo, considerar alteração ou 
 dextrocardia; 
 ★ 1 quadradinho horizontal = 40ms em eixo X → velocidade 
 ★ 1 quadradão (5 quadradinhos) = 200ms → velocidade 
 ★ 1 quadradinho ver�cal = 0,1mv 
 ★ 1 quadradão = 0,5mv 
 ⥹ Onda P → Contração atrial → Se sobrecarregado há alteração da P, 
 podendo ter alteração da voltagem (> 2,5 quadradinho) ou da 
 velocidade (> 3 quadradinho); 
 ➸ Necessário período de repouso do átrio até a contração ventricular → diástole atrial (P-R) – 5 
 quadradinhos (se ultrapassa é atraso na condução);➸ Massa – quanto maior a massa, maior a amplitude de despolarização 
 ■ Ventrículo esquerdo tem amplitude de despolarização maior que o direito 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⥹ QRS → Contração ventricular → Deve ter 3 
 quadradinhos (120ms) 
 ➸ Bloqueio em ramo alargará o QRS 
 ■ Ultrapassa os 3 quadradinhos 
 ⥹ Onda T → Repolarização ventricular → 
 diástole ventricular para receber novo fluxo do 
 sangue para nova sístole 
 ➸ Observar tempo de descanso (final de 
 Q- final de T – Intervalo QT) 
 ■ Normal até 2 quadradões 
 ➸ Assimétrica posi�va, ascendência 
 lenta e descendência rápida 
 ➽ O ritmo do coração pode ser quebrado por 
 alteração da a�vação elétrica cardíaca, 
 gerando arritmias, que também são causa de DT; 
 ➤ RX de Tórax: Saber grau de penetração, 
 regular para não estar muito penetrado 
 (escuro) ou pouco penetrado (claro) — 
 regulado de acordo com o quanto é 
 visto a coluna vertebral, portanto se 
 enxergarmos muita coluna, de forma 
 ní�da, indica que o filme queimou por 
 muita penetração de raios X. O ideal é 
 como está indicado na imagem; 
 ➢ Avaliar qualidade, 
 centralização: 
 ■ Duas clavículas, retas ao 
 centro, não rotacionadas, com 
 distância regularizada 
 ■ Avaliar campos pulmonares, 
 quan�dade de costelas ⇒ 
 normal até no máximo 10 
 espaços intercostais – acima de 
 10 é a presença do f enômeno 
 de hiperinsuflação, que 
 também apresenta a re�ficação 
 da cúpula diafragmá�ca, 
 aumento da transparência 
 pulmonar (mais escuro), 
 coração não consegue se 
 repousar em cima do diafragma (coração em gota pendular – enfisema pulmonar); 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➥ Silhueta cardíaca ______ 
 ⟾ O AE é o átrio que mais aumenta de 
 tamanho, crescendo em direção ao 
 AD, denominado de sinal do duplo 
 contorno 
 ⟾ Aumento do VD resulta na subida da 
 ponta do coração, gerando a 
 cardiomegalia e o aspecto do 
 coração em bota 
 ⟾ Aumento do VE resulta no 
 “mergulho” do coração ao 
 diafragma, atrapalhando a silhueta 
 esquerda 
 ⟾ Aumento do AD resulta no coração 
 globalizado 
 ➥ Estruturas pulmonares ___ 
 ➜ Traqueia (visualizar se está centrada) 
 ➜ Hilos pulmonares (vasos sanguíneos, 
 patológico se vão para ápice do 
 pulmão → aumento da pressão do 
 capilar, ou seja, sinal de congestão = 
 padrão em asas de borboleta → 
 piorar até preencher os espaços 
 alveolares, deixando mais branco → 
 edema agudo de pulmão , claro 
 difuso) 
 ➤ Alterações no ECG ___ 
 ⧪ SCA – IAM c/ SST ___ 
 ➪ A alteração da isquemia deve 
 respeitar derivações con�nuas da mesma parede, 
 obedecendo o território da artéria acome�da 
 ★ Endocardio, miocardio, pericárdio (transmural) – 
 pode aparecer SST na pericardite 
 ➪ V2 e V3 → 1 mm não é suficiente para diagnós�co 
 ■ Mulher, ≥ 1,5 mm 
 ■ Homem ≤ 40 anos, ≥ 2 mm 
 ■ Homem > 40 anos, > 2,5 mm 
 ➪ Em derivações adicionais V3R, V4R, V7 e V8, ≥ 0,5 mm 
 ➪ BRE (bloqueio do ramo esquerdo) novo sugere IAM 
 ➢ Comum em idosos com marca-passo 
 ★ Prova: Dominância em parede inferior/posterior ⇒ considerar a dominância da direita 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⦽ Critérios de SGARBOSSA : Todo paciente com BRE tem algum supra, logo devemos ver se é significa�va 
 ⥱ Supra ST ≥ 1mm , em concordância com QRS/T (qrs e t para o mesmo lado, nega�vo ou posi�vo) 
 ⥱ Infra ST ≥ 1mm em V1, V2 e V3 
 ⥱ Elevação do segmento ST ≥ 5mm em discordância com QRS/T 
 ★ Não precisa decorar pra prova 
 ⧪ SCA — IAM sem SST ______ 
 ➧ Alterações dinâmicas do segmento ST e alterações da onda T são indica�vas de IAM, porém ocorrem em 
 menos de 50% dos pacientes; 
 ➡ Prognós�cos → Infra ≥ 0,05 mV / Inversão de 
 ondas T > 0,3 mV 
 ⥅ Isquemia subendocárdica : ondas T altas e apiculadas 
 ⥓ Infarto s/ SST ou angina instável 
 ⥓ Indis�nguível da hipercalemia 
 ⥅ Isquemia subepicárdica: ondas T nega�vas e 
 simétricas 
 ⥓ Evolução da isquemia (grau maior) de infra ST 
 ⥓ Alteração também vista na sobrecarga 
 ventricular esquerda e com uso de digitálico 
 ⧪ Síndromes Aór�cas Agudas ______ 
 ➧ Alterações no ECG são comuns entre os pacientes com dissecção aór�ca, com até 40-50% apresentando 
 alterações do segmento ST ou da onda T 
 ➧ Aneurismas de Aorta ⇒ caracterizar gravidade ⇒ joga no score, pensa em história familiar, doenças de 
 válvula, clínica da dor 
 ★ Se tudo se somar, realizamos a 
 angiotomografia e faz o 
 diagnós�co 
 ➧ ECG pode estar normal, portanto 
 realizamos um exame de sangue ⇒ 
 D-dímero 
 ➢ Se alterado, pode significar também a 
 dissecção da aorta 
 ➢ Pensar em dissecção aór�ca em sintomas 
 após procedimento de cateterismo 
 ➢ Aneurisma pode levar à dissecção da aorta 
 ➧ Radiografia pode ajudar em diagnós�co presun�vo, 
 demonstrando um alargamento do medias�no, 
 principalmente da parte da aorta 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⧪ Tromboembolismo Pulmonar ______ 
 ➧ Os achados do ECG podem ser inespecíficos, sendo o achado mais comum a taquicardia sinusal 
 ➧ O único sinal específico da TEP é bastante 
 incomum (ultrassônicas que voltam em 
 forma de eco, usada em vibração de frequência 
 > 20KHz 
 ↬ Cristais presentes nos transdutores 
 formam a onda mecânica – O gel é o 
 meio de condução 
 ⧪ Necessidade de meio �sico para propagação 
 ↬ Ao entrar em contato com a super�cie, 
 uma onda é refle�da e retorna à fonte 
 emissora ⇒ ecos 
 ⟰ Sondas de Alta Frequência ⇒ Estruturas superficiais, maior definição 
 ⟱ Sondas de Baixa Frequência ⇒ Estruturas profundas, menor definição 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➽ Setorial: Ângulo de visão de 90° e frequência de 2-8 MHz 
 ⟾ Pequena área de contato — varredura em espaço intercostal 
 ⟾ Exames cardiovasculares 
 ➽ Linear: Imagem em forma de retângulo , frequências altas 5-20 MHz 
 ⟾ Estruturas superficiais como região cervical, procedimentos guiados, pleura 
 ➽ Convexo: Imagem em leque, frequências baixas 2-6 MHz 
 ⟾ Ângulo de abertura até 80° 
 ⟾ Regiões mais profundas, com maior campo de visão, como o abdome, veia 
 cava, rins, órgãos intra-abdominais 
 ⟾ Chega a tecidos mais profundos, apesar de menos ni�dez 
 ➤ Protocolos — Emergência / Terapia Intensiva ____ 
 ➜ Protocolo FAST – trauma 
 ⇉ Avaliação de líquido livre na cavidade → Espaço esplenorrenal, hepatorrenal, 
 espaço de morrison, avaliação da bexiga, vasos abdominais (veia cava, aorta); 
 ⇉ Derrame pericárdico traumá�co ⇒ janela subxifoide; 
 ⇉ Campos pulmonares em caso de pneumotórax; 
 ⇉ Indicação de laparotomia com maior convicção; 
 ➜ Protocolo BLUE – insuf. respiratória aguda ➜ Protocolo RUSH – choque circulatório 
 ➤ Avaliação Cardíaca ______ 
 ➥ Estado hemodinâmico; 
 ➥ Choque circulatório; 
 ➜ Sugerir e�ologia; 
 ➥ Guiar procedimentos invasivos; 
 ➥ Checar posicionamento de disposi�vos; 
 ➥ Avaliar tamanho de cavidades, 
 aproximação, déficits segmentares de 
 parede, mobilidade da válvula mitral… 
 ➤ Janelas ______ 
 ★ Janelas mais usadas são as marcadas: 
 apical, paraesternal, subcostal e 
 paraesternal direita; 
 ➜ Janela Apical: Posicionar acima do 
 ictus, vendo as 4 câmaras cardíacas 
 em plano sagital 
 ➵ 1º visto são os ventrículos e 
 os átrios de forma mais 
 profunda ⇒ VE massa maior que VD, abaixo do VE o AE e entre eles estará a válvula mitral; 
 ➵ VD susce�vel à pressões, por possuir 1/3 da massa do VE ⇒ se 1:1 ou maior que VE, indica�vo de 
 sobrecarga de pressão em VD; 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➵ Abaixo de VD estará o 
 AD — se mudar a 
 angulação, poderemos 
 ver a saída da aorta, 
 proporcionando um 
 apical 5 câmaras 
 (ventrículos, átrios e 
 trato de saída aór�ca) 
 ⇉ Valva aór�ca 
 pode ser 
 grosseiramente avaliada pelo USG point of care, apesar de não ser o melhor exame para tal 
 ➜ Janela do Clínico: Incidência subcostal/subxifoide de 04 câmaras: Posicionado logo abaixo do apêndice xifóide 
 ★ Posição de 3 horas, 
 sem pôr muita pressão 
 ➵ Bom para verificar 
 acúmulo de líquidos 
 posteriores 
 ➵ Faz parte da avaliação 
 do trauma 
 ➵ Consegue enxergar 
 parte do �gado, que 
 está próximo do VD, AD logo acima e câmaras da esquerda de forma mais profunda (AE mais profundo); 
 ➵ Líquido do derrame pericárdico se acumula de forma mais posterior, podendo ser circunferencial de 
 acordo com a gravidade; 
 ➜ Janela Paraesternal Longitudinal: Inclinar aparelho na posição das 10 horas, iniciar em 3º EI, mover para cima e 
 para baixo conforme 
 necessidade; 
 ➵ Avalia VE, AE, valva 
 mitral, e acima um 
 pouco do VD, AD, 
 avaliar trato de saída da 
 aorta e parte da valva 
 da aór�ca e mitral 
 ➵ Avalia déficit 
 segmentar, pois 
 visualiza toda as 
 paredes de forma 
 circunferencial; 
 ➜ Janela Paraesternal 
 Transversal: altura da valva 
 mitral, inclinar transdutor a 
 par�r do ombro direito do 
 paciente, mantendo na 
 posição de 2 horas; 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➵ VE com aparÊncia arredondada, visualizando folhetos anterior e 
 posterior da valva mitral; 
 ★ Incidência de Veia Cava Inferior: Posição de 12horas —> Melhor local de 
 medir a Veia Cava é logo atrás da veia supra hepá�ca 
 ★ Saber destacar estruturas para a prova, ver vídeos no AVA. A posição de 
 cada janela geralmente varia de paciente para paciente, não sendo uma 
 regra específica; 
 ➤ Parâmetros Avaliados ______ 
 ➵ Função cardíaca ⇒ análise qualita�va (subje�va) de forma emergencial – não subs�tui ECO oficial 
 ➵ Derrame pericárdico ⇒ acúmulo de líquido exterior exercendo pressão sobre o coração 
 ★ Imagem: tamponamento cardíaco —> Líquido circunferencial e VD muito colabado 
 ➢ Diagnós�co é clínico —> taquicardia por baixo débito —> repôr volemia salva o paciente, até 
 par�r para pericardiocentese 
 ⦽ Sinais de Tamponamento _____ 
 ⇉ Derrame circunferencial e coração hiperdinâmico 
 ➢ “swinging heart” 
 ⇉ Colabamento das câmaras direitas 
 ➢ VD é muito susce�vel à pressão 
 ⇉ VCI distendida e com baixa variação inspiratória —> turgência 
 jugular por compressão, pois derrame não deixa VD funcionar 
 corretamente 
 ⇉ Desvio septal para o interior do VE na inspiração e para o VD na expiração 
 ★ Diagnós�co diferencial TEP : síncope, evento súbito, hipoxemia — VD distendido / deslocado por 
 aumento da pressão da veia por trombo, dilatando 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➼ Volemia – análise da VCI 
 ➵ Duas causas de parada/agudização da DT: derrame e TEP 
 ➵ Perda da variação fisiológica inspiratória (normal é colabar 
 em 50% de seu calibre) 
 ⦽ 1,5 a 2,5 cm é a variabilidade de distensão da VCI 
 ⦽ > 2,5 cm pode ser indica�vo de hipervolemia 
 ➵ Na imagem: Lado B acima, como a foto, e abaixo vemos o 
 filme, o modo M; 
 ⦽ Tromboembolismo Pulmonar ___ 
 ⤨ Baixa adaptação das câmaras direitas à pressão 
 ⇉ Dilatação do VD 
 ⇉ Movimento paradoxal do septo 
 ➢ Septo vai em direção ao VE 
 ⇉ Insuficiência tricúspide secundária 
 ⇉ Hipocinesia, déficit de contra�lidade 
 ⤨ VCI distendida e com baixa variabilidade 
 inspiratória 
 ⤨ Diferente do derrame pericárdio, o aumento da 
 pressão é internamente, por um trombo 
 ★ Imagem 1º: VD normal, triangular, 1/3 do VE 
 ★ Imagem 2º: TEP maciço, pois mostra VD distendido, dilatado, espremendo VE 
 ⇉ TEP segmentares não ocasiona mudança drás�ca na imagem 
 ___________________ — Casos Clínicos em POCUS — ______________ ______ 
 (imagens são vídeos na verdade) 
 ➽ CASO 1: 72 anos, rebaixamento do nível de consciência e relato de dor 
 precordial precedendo o quadro. 
 ○ Hipertenso, diabé�co, DRC em hemodiálise há 1 ano. 
 ○ Ao exame: Pele fria, sudoreica, 70x40mmHg, SpO2 81% 
 ? Com a imagem encontrada no ECO, qual a provável causa do choque? 
 ■ R: Coração dilatado em imagem, com baixa contra�lidade. 
 Pensar em SCA de alto risco por dor precordial, por IAM com 
 choque cardiogênico ; 
 ➽ CASO 2: Mulher, 58 anos, procura atendimento por ansiedade extrema e dor no peito 
 após desentendimento com familiares. Apresenta dor �pica, hipotensa na avaliação, 
 com perfusão len�ficada. Hipertensa, ECG evidencia Supra ST + Inversão de T 
 ? O que sugere na imagem? 
 ■ R: Takotsubo – síndrome do coração cardíaca ⇒obstrução do trato de 
 saída do coração → baixo débito, choque, supra st, dor �pica ⇒ 
 diagnós�co conduzido como SCA, mas que em cateterismo não 
 demonstra obstrução ( marcador de necrose posi�vo por infarto de 
 microvasculatura) 
 Alexandre Garrido Dor Torácica / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➽ CASO 3: Paciente de 69 anos, foi subme�do à passagem de marca-passo há menos de 
 24h, evolui com hipotensão, dispneia e turgência jugular. 
 ? Qual achado na imagem sugere que podemos implicar o derrame pericárdico 
 apresentado ao quadro do paciente? 
 ■ R: Hemopericárdio demonstrado por hipotensão, turgência, dispnéia, 
 após procedimento invasivo 
 ➽ CASO 4: Paciente portador de linfoma não hodgkin internado para 
 ciclo de quimioterapia, refere ter notado assimetria de MMII pela 
 manhã e evolui durante o dia com dor torácica, febre e um episódio 
 de síncope com duração inferior a 1 min; 
 ? Qual hipótese para o quadro? 
 ■ R: TEP 
 ? O que corrobora com essa hipótese na imagem? 
 ■ R: VCI com baixa distensibilidade na inspiração 
 ➢ Local mais comum de tromboembolismo é 
 na junção safena-femoral, se distendendo e 
 indo para o pulmão 
 ➽ CASO 5: Paciente apresentando quadro súbito de palpitações, 
 associado à hipoxemia e estertores bolhosos bilateralmente em 
 ambos os pulmões; PA: 150x100mmHg; FC 221BPM; SpO2 80% AA; 
 Taquiarritmia com QRS estreito e ritmo regular; 
 ? Taquisupra com ritmo sinusal ⇒ Reversão medicamentosa 
 com adenosina;

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