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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Gildenor Silva Fonseca
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atua-
ção no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professoras: Giselly Santos Mendes
Martiele Cortes Borges
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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Esta unidade analisará os aspectos relativos à Sustentabili-
dade e Responsabilidade Ambiental. Especificamente, foram desen-
volvidos os temas: a) BIM & Sustentabilidade, b) Gestão Ambiental e 
Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), e c) Sistemas de Certificação 
Ambiental. Trata-se de um estudo cuja base de construção está relacio-
nada às premissas ambientais ante as especificidades da construção 
civil, no que tange à relevância das temáticas, frente às demandas por 
vantagem competitiva. Os estudos revelam que a construção civil en-
frenta uma dualidade, pois está entre os segmentos que apresentam 
maior potencial de geração de impactos ambientais na condução das 
suas operações principais e de apoio, bem como está em processo con-
tínuo de expansão ao promover o desenvolvimento econômico e social. 
Entretanto, as ações quanto à responsabilidade socioambiental ainda 
apresentam certo nível de atraso em termos de efetiva implementação.
Sustentabilidade. Construção Civil. BIM. Gestão Ambiental. 
Certificação Ambiental.
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 CAPÍTULO 01
BIM & SUSTENTABILIDADE
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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Contextualizando o BIM e Sustentabilidade _____________________
Impactos Ambientais da Construção Civil _______________________
Aspectos Legais Relacionados à Construção Civil e seu Rebati-
mento no Campo Socioambiental _____________________________
Visão Geral da Legislação Ambiental Brasileira __________________ 18
 CAPÍTULO 02
GESTÃO AMBIENTAL E SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL (SGA)
Construção Sustentável e Certificações _________________________
Sustentabilidade e a Construção Civil ___________________________
Análise do Ciclo de Vida – ACV _________________________________
Análise de Ciclo de Vida Energético - ACVE ______________________
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23Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Imobiliários ___
27Avaliação de Restrições Ambientais para Uso e Ocupação do Solo 
Recapitulando _________________________________________________ 48
28Recapitulando _________________________________________________
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 CAPÍTULO 03
SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL
Emissões de CO2 nas Atividades da Construção Civil ______________
Inovações Tecnológicas ________________________________________
Conceitos Básicos, Políticas, Estrutura Governamental de Fisca-
lização ________________________________________________________
Exigências Ambientais na etapa de Projetos e Execuções de Em-
preendimentos ________________________________________________
Avaliação Ambiental Pós-Obra _________________________________
Avaliação da Sustentabilidade das Construções _________________
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Recapitulando _________________________________________________
Fechando a Unidade __________________________________________
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Referências ____________________________________________________ 74
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O segmento da construção civil se destaca por sua relevância 
em termos econômicos e sociais. Contudo, também se destaca pelos 
impactos ambientais advindos de suas operações. Desde as constru-
ções mais antigas aos atuais modelos de empreendimentos imobiliá-
rios, empregam-se os recursos naturais para sua execução.
A temática ambiental constitui um dos aspectos mais recorren-
tes em discussões, e ações dos maise a distribuição, a utilização, a manutenção, a reci-
clagem, a reutilização e a deposição final’ (SETAC, 1993).
Um dos desafios da ACV é que necessita de uma quantidade 
grande de dados, como os impactos ambientais referentes aos materiais 
usados, além de tempo. São muito utilizadas para a análise as categorias:
- Consumo de recursos não renováveis; 
- Consumo de água; 
- Poluição do ar;
- Potencial de aquecimento global; 
- Potencial de redução da camada de ozônio; 
- Potencial de eutrofização; 
- Uso de terra; 
- Potencial de acidificação; 
- Potencial de formação de smog; 
- Toxicidade humana; 
- Toxicidade ecológica; 
- Produção de resíduos; 
- Alteração de habitats. 
Cada categoria tem um peso diferente nos diversos países do 
mundo, uma vez que leva em consideração a quantidade existente em 
cada país. Por exemplo, em países com abundância de água, a produção 
de algo que demande maior quantidade de água não gera tanto impacto 
quanto a produção desse mesmo bem em um local com escassez de água.
Conforme a Figura 5, faz parte da Avaliação do Ciclo de Vida 
às seguintes fases:
a) Definições de Objetivo e Escopo;
b) Análise de Inventário do Ciclo de Vida (ICV);
c) Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida (AICV);
d) Interpretação do Ciclo de Vida. 
Figura 5: Fases de uma AVC
Fonte: ABNT, 2009.
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A Análise do Ciclo de Vida também é usada na construção civil. 
Essa preocupação existe porque o setor gera grande impacto no am-
biente, que podem ser diminuídos se for considerado uma construção 
sustentável. Por se tratar de um setor em que os materiais têm um ciclo 
de vida diferente e que as informações são escassas, é necessário que 
se faça as adaptações necessárias para utilização da ferramenta. 
Nessa indústria há duas principais formas de aplicar a ACV: 
Building Material and Component Combinations (BMCC), com maior 
foco em materiais de construção e Whole Process of the Construction 
(WPC), aplicada em todo o processo. 
ANÁLISE DE CICLO DE VIDA ENERGÉTICO - ACVE
As atividades de transporte e de transformação de matérias 
sempre necessitam de utilização de algum tipo de energia, por isso é 
necessário compreender os fluxos energéticos. Assim, é possível con-
sumir de forma adequada os recursos disponíveis. Para verificar a ener-
gia necessária para produzir determinado produto ou serviço é feita uma 
avaliação chamada análise energética. 
Uma forma de analisar os impactos ambientais causados pelas 
ações da construção civil é a Análise do Ciclo de Vida Energético das edi-
ficações. Para isso, essa análise leva em consideração o inventário de da-
dos de consumo energético, considerando o consumo direto e o indireto. 
A ACVE é mais simplificada do que ACV, mas permite a to-
mada de decisão sobre a eficiência energética como a emissão de ga-
ses estufa. A verificação realizada não leva em consideração múltiplas 
análises que a ACV utiliza, por isso acarreta menor tempo e custo para 
implementação (FAY, 2000). 
A Figura 6 apresenta o CVE de uma edificação.
Figura 6: Ciclo de Vida Energético de uma Edificação
Fonte: Tavares, 2006.
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A Energia Total é conjunto dos requisitos energéticos utilizada 
do início ao fim do processo conforme apontado na norma ISO 14040. 
A Energia Embutida é o conjunto de insumos usados para erguer uma 
edificação. A Energia Operacional é aquela usada para funcionamento 
dos equipamentos necessários. A Energia Recorrente, também conhe-
cida por Energia Embutida de Manutenção é relacionada aos insumos. 
Por fim, a Energia de Desconstrução é aquela aplicada ao final do ciclo, 
como a reciclagem, descarte ou reposição. 
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: COPASA Prova: Analista de Sa-
neamento - Biólogo
A normatização sobre política e gestão ambiental no Brasil inclui 
os níveis federal, estadual e municipal. São dispositivos legais vi-
gentes do nível municipal:
a) decretos.
b) portarias.
c) resoluções CONAMA.
d) leis urbanísticas.
QUESTÃO 2
Ano: 2018 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: Engenheiro/Enge-
nharia Sanitária e Ambiental
A base para um sistema de gestão ambiental é fundamentada no 
conceito Plan-Do-Check-Act (PDCA), um processo interativo utili-
zado pelas organizações para alcançar a melhoria contínua.
Com relação ao ciclo PDCA, é INCORRETO afirmar:
a) na etapa Plan, são definidos os objetivos ambientais que devem ser 
coerentes com a política ambiental, mensuráveis (se viável), monitora-
dos, comunicados e atualizados, como apropriado.
b) na etapa Act, poderão ser feitas melhorias como ação corretiva, me-
lhoria contínua, mudança inovadora, inovação e reorganização.
c) na etapa Check, os resultados são medidos em relação à política 
ambiental da organização, aos objetivos ambientais e a outro critério, 
usando indicadores.
d) durante a etapa Check, são obtidas as evidências de auditoria, que 
consistem em registros, declarações de fato ou outra informação perti-
nente aos critérios de auditoria, sendo estas verificáveis ou não.
e) na etapa Plan, a organização determinará os aspectos ambientais, 
sendo estes elementos de atividades, produtos ou serviços que intera-
gem ou podem interagir com o meio ambiente, podendo causar impac-
tos ambientais.
QUESTÃO 3
Ano: 2018 Banca: FADESP Órgão: IF-PA Prova: Professor - Enge-
nharia Ambiental
Analise os requisitos em relação a um Sistema de Gestão ambien-
tal (SGA):
I. potenciais consequências da inobservância de procedimento(s) 
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especificado(s).
II. aspectos ambientais significativos e respectivos impactos reais 
ou potenciais associados com seu trabalho e dos benefícios am-
bientais provenientes da melhoria do desempenho pessoal.
III. decisões e ações relacionadas a possíveis mudanças na po-
lítica ambiental, nos objetivos, metas e em outros elementos do 
sistema da gestão ambiental.
IV. suas funções e responsabilidades em atingir a conformidade 
com os requisitos do sistema da gestão ambiental.
A organização que deseje estabelecer, implementar, manter e apri-
morar um SGA deve estabelecer, implementar e manter procedi-
mento(s) para fazer com que as pessoas que trabalhem para ela ou 
em seu nome estejam conscientes dos requisitos expressos em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, II, III e IV.
QUESTÃO 4
Ano: 2018 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT Pro-
va: Técnico Nível Superior - Engenheiro Ambiental - Sanitarista
Para adequar o sistema de gestão ambiental de um campus univer-
sitário ao conceito de prevenção da poluição, foram estabelecidas 
novas ações, entretanto, uma delas causou discussão entre os es-
tudantes de Engenharia Ambiental que alegaram ser uma ação ina-
dequada. De acordo com os princípios de prevenção da poluição, 
os estudantes apontaram como a ação INADEQUADA:
a) o lançamento de campanha para redução da geração de resíduos
b) a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, 
visando redução do consumo energético
c) a implementação de rotina de manutenção preventiva de veículos e 
máquinas, objetivando a redução de eventuais emissões atmosféricas
d) a substituição de insumos à base de água por equivalentes à base de 
solventes orgânicos, visando redução de custo
QUESTÃO 5
Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: DEINFRA - SC Prova: Engenhei-
ro - Engenharia Ambiental
Assinale a alternativa que indica corretamente um importante instru-
mento de gestão para avaliar e monitorar a eficácia da implementação 
da política da qualidade ou a política ambiental de uma organização.
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a) Licença ambiental
b) Licenciamento
c) Perícia
d) Auditoria
e) Inspeção
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
A respeito do conceito de construções sustentáveis, quando se trata 
de construção de edifícios se utiliza o termo Edifício Verde (Construção 
Verde) ou Green Building, sendo este construído respeitando os pa-
drões sustentáveis definidos. As construções verdes buscam alcançar 
um desempenho ambiental em relação a cinco categorias: eficiência de 
água e energia, local sustentável, conservação de recursos e materiais 
e qualidade ambiental. Disserte a respeito das categorias apresentadas 
e sua participação no impacto ambiental, bem como utilizar-se de forma 
sustentável desses recursos. 
TREINO INÉDITO
De acordo com o Ciclo de Vida Energético de uma edificação, mar-
que o tipo de energia que não é apresentada no processo:
a) Energia Operacional
b) Energia Total 
c) Energia de Desconstrução
d) Energia de Manutenção
e) Energia Eólica
NA MÍDIA
7 MANEIRAS DE ATINGIR A SUSTENTABILIDADE NA CONSTRU-
ÇÃO CIVIL
A construção civil é a responsável pela geração de aproximadamente 
50% dos resíduos sólidos das grandes cidades. É um setor de grande 
representatividade econômica e também responsável por boa parte da 
degradação do meio ambiente. Por esse e outros fatores, a sustenta-
bilidade na construção civil é uma preocupação crescente. A sustenta-
bilidade deve ser um item avaliado desde o início da obra. Pense em 
soluções eficientes durante a construção até o fim da vida útil da edifi-
cação. Construir de maneira sustentável é priorizar o desenvolvimento 
sem comprometer os recursos naturais. A redução de impactos é uma 
preocupação com as gerações futuras. Nessa matéria, confira algumas 
formas de atingir a sustentabilidade na construção civil: Uso de energias 
renováveis, Preocupação com os materiais utilizados, Redução do des-
perdício de materiais, normas regulamentadoras, certificações verdes 
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em edifícios, Gerenciamento de resíduos e reaproveitamento de água.
Fonte: IBEC
Data: 11 set. 2019.
Leia a notícia na íntegra o artigo: Disponível em: . Acesso em: 24 mai. 2021.
NA PRÁTICA
O impacto ambiental causado pelas ações humanas tem trazido diver-
sos problemas. Na indústria da Construção Civil também se percebe 
essa questão, então a construção sustentável aparece como alternativa 
para os impactos ambientais causados pela indústria tradicional. Para 
que um profissional possa trabalhar nessa área, é essencial que ele 
conheça os conceitos e consiga aplicá-los.
Um exemplo de prática da sustentabilidade nas edificações é a utiliza-
ção de materiais alternativos como as cinzas de queima de biomassa, 
bem como a utilização de energia solar em projetos de aquecimento da 
água e na iluminação. Isso, porém, só se torna viável quando o profis-
sional conhece bem o funcionamento das fontes alternativas e conse-
gue verificar que existe ganho ambiental, mas também gera economia 
de custos inseridos no projeto. Dessa forma, é possível aplicar os co-
nhecimentos na prática diária do profissional da indústria da construção 
civil, basta ter o olhar analítico e o interesse em buscar formas mais 
sustentáveis de utilização e aplicação de materiais e energia renovável. 
PARA SABER MAIS
Título: METODOLOGIA DE ANÁLISE DO CICLO DE VIDA ENERGÉTI-
CO DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS BRASILEIRAS
TAVARES, S. F. Metodologia de Análise do Ciclo de Vida Energético de 
Edificações Residenciais Brasileiras. Florianópolis, 2006.
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Com a maior preocupação em relação aos impactos das ações 
humanas no ambiente e visando ao desenvolvimento sustentável, di-
versas ações foram tomadas ao longo dos anos. Para melhor entender 
este capítulo, o Quadro 7 apresenta em ordem cronológica o desenvol-
vimento das discussões a respeito da Sustentabilidade no mundo.
SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO
AMBIENTAL
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Quadro 7: Sequência cronológica dos acontecimentos mais significativos ao 
nível do Desenvolvimento
Fonte: Torgal; Jalali (2010)
EMISSÕES DE CO2 NAS ATIVIDADES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
As mudanças relacionadas ao desequilíbrio ambiental têm sido 
discutidas há anos no mudo todo. Isso porque os estudiosos acreditam que 
não havendo um movimento em direção à diminuição da poluição ocorre-
rão mudanças ambientais significativas que acarretarão mudanças econô-
micas também. Nesse sentido, um dos maiores problemas enfrentados é o 
aumento desenfreado da emissão de gases de efeito estufa (GEE). 
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Gases de efeito estufa, quando gerados em quantidades ade-
quadas, mantêm o planeta aquecido. Caso não houvesse esse aqueci-
mento, a temperatura da Terra seria entre 15 e 20 graus abaixo de zero.
O efeito estufa é essencial para que haja vida no planeta, mas a 
sua acentuação causa mudanças negativas como prejuízos ambientais. 
Isso ocorre porque alguns gases permanecem na atmosfera por longos 
períodos. Essa emissão de GEE adicional, causados por ações humanas, 
como as atividades industriais, agrícolas e de pecuária, são fortes respon-
sáveis pela emissão excessiva desses gases. Esse aumento dos GEE na 
atmosfera é considerado responsável pelas mudanças climáticas atuais. 
Após diversos debates e reuniões realizadas por diversos paí-
ses, foi assinado o Protocolo de Kyoto em 1997 no Japão. Esse docu-
mento foi assinado por 81 países que participaram na 3ª Conferência 
das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climá-
ticas. A importância desse material se deu por ser o primeiro tratado 
internacional de controle de GEE. Foi estabelecida a meta de redução 
de 5,2% das emissões até o período de 2008-2012 (AGÊNCIA SENA-
DO, [s.d.]). Nesse protocolo estabeleceu-se a redução das emissões do 
dióxido de carbono (CO2) e do metano (CH4).
Em 1988, a partir do Conselho Internacional para Iniciativas 
Locais (ICLEI), foi lançada na América Latina a Campanha das Cidades 
pela Proteção do Clima. Essa campanha definiu que deveria haver uma 
diminuição de 10% nas emissões de GEE sendo o ano de 2010 o pra-
zo. No Brasil, o município do Rio de Janeiro foi o primeiro a assumir o 
compromisso de cumprir o acordado. A partir do Decreto nº 27.596/07, 
o Rio de Janeiro passou a realizar compensações para atingir o efeito 
carbono-zero dos empreendimentos e obras licenciadas pela prefeitura. 
O planejamento de obras é um processo importante para as 
atividades realizadas pela construção civil, uma vez que a avaliação 
dos impactos ambientais deve estar presente nessa programação. Nes-
se sentido, devem-se identificar aspectos essenciais relacionados aos 
recursos ambientais e aos resíduos dessa atividade. Com isso, pensar 
em medidas mitigatórias para neutralizar os efeitos negativos gerados 
a partir da construção civil é de extrema relevância na busca de uma 
construção sustentável. 
A indústria da construção civil consome 75% dos recursos 
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naturais para colocar em prática suas atividades (AGOPYAN; JOHN, 
OLIVEIRA, 2008). Com matérias-primas escassas, os custos de produ-
ção do setor são altos, fazendo com que as empresas tenham margensmenores e impactando diretamente no lucro. Isso faz com que essas 
empresas tenham que buscar alternativas que agreguem valor às cons-
truções, sendo uma dessas alternativas as construções sustentáveis.
Assim, por ser um setor que emite grande parte do CO2 lançado 
na atmosfera, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, essa 
é uma das preocupações dos empreendimentos sustentáveis. Conforme 
apresentado na Figura 7, as emissões de CO2 a partir do cimento e a 
queima de combustíveis fósseis teve um crescimento importante.
Figura 7: Gráfico de Emissão de CO2
Fonte: IPCC, (2014, p. 3).
A produção de cimento é citada na literatura como responsável 
por 2-7% das emissões de CO2 no planeta, pois o concreto é o mate-
rial mais usado nas obras, depois da água. Além disso, a construção 
civil consome recursos naturais não renováveis e gera muitos resíduos, 
chegando a 50% da dos resíduos sólidos urbanos (JOHN, 2005). Os 
materiais que são considerados os vilões do meio ambiente por emitir 
maior índice de CO2 na natureza são:
- Cimento;
- Cal;
- Aço (ferro);
- Areia e brita;
- Cerâmica vermelha;
- PVC.
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No Brasil, calculou-se o valor médio mínimo de 9,2 toneladas 
de CO2, lançadas na atmosfera por casa, com 40 m² de área construí-
da pela Companhia de Habitação do Paraná – COHAPAR. Esse valor 
equivale a 229 kg CO2 /m² de área construída, emitidos no processo de 
produção e transporte dos principais produtos utilizados na construção 
(STACHERA JÚNIOR, 2006).
O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) faz 
a análise das edificações considerando apenas a fase de operações 
como a iluminação, o uso de energias mais eficientes e aquecimento. 
Dessa forma, a parte de produção não entra nesse cálculo, é somada 
ao setor industrial. Como a maior parte da energia é usada na fase de 
utilização, é essencial que se busque a melhoria da eficiência energéti-
ca das construções reduzindo as emissões de CO2.
Para que isso ocorra é necessário que haja uma integração dos 
sistemas de construção com a arquitetura, comercialização e venda de 
materiais e o design. É relevante considerar que no Brasil a produção de 
energia elétrica é menor do que a maior parte dos países por ser hidroe-
létrica. A Figura 8 apresenta um gráfico das emissões de CO2 no mundo.
Figura 8: Gráfico de Emissões de CO2 no mundo
Fonte: Marland; Boden; Andres, (2003).
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Com a necessidade de reduzir os efeitos do CO2 lançado na 
atmosfera, surgiu o termo armazenamento de carbono, ou seja, empre-
gar medidas que busquem absorver o excesso do CO2 da atmosfera. 
Esse conceito foi consagrado na Conferência de Kyoto (1997). A nature-
za, através da fotossíntese, realiza a remoção natural do CO2, mas não 
é suficiente devido ao excesso de lançamento de gases de efeito estufa. 
Assim, algumas medidas são aplicadas, como por exemplo:
- Plantio de árvores: atividade economicamente viável para as 
empresas e remove o CO2 em curto prazo.
- Fertilização oceânica: é a fertilização oceânica com ferro; adi-
cionando-o às camadas superiores do oceano estimulam a floração de 
fito plâncton.
- Harvested Wood Products (HWP): produtos que utilizam ma-
deira de reflorestamento.
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Materiais e Técnicas Construtivas de Menor Impacto
O IPCC (2014) afirma que o setor da construção civil é um dos 
que tem maior potencial para desenvolvimento e uso de tecnologias que 
auxiliem na mitigação das emissões de gases do efeito estufa. Por isso, 
é necessário buscar técnicas e materiais que geram menor impacto na 
natureza. Algumas técnicas são usadas a partir da busca pela eficiência 
energética: melhora da qualidade do uso de energia elétrica nas cons-
truções, trazendo benefícios ao meio ambiente e aos consumidores fi-
nais que podem diminuir os custos de sua utilização. 
- Cobertura verde ou telhado ecológico: é usada para minimi-
zar os gastos de energia com o resfriamento e aquecimento interno das 
construções. Ajudam no isolamento acústico, reduzem o escoamento 
da água, ajudam a diminuir a poluição do ar e melhora da qualidade do 
ar pela absorção do CO2.
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Figura 9: Cobertura Verde
Fonte: Bigstock, 2018.
- Uso eficiente de janelas e vidros: vidro duplo termoacústico 
que proporciona economia de energia e redução do uso de aquecedo-
res e ar-condicionado, além do isolamento acústico.
- Energia eólica: o vento pode ser usado nas construções para 
bombeamento da água, acionamento de máquinas, funcionamento de 
moinhos e transformando em energia elétrica.
- O aquecimento de água pelo Sol: muito efetivo para reduzir 
os custos das construções. Para colocar o aquecimento pelo Sol em 
prática, é necessário que a instalação esteja adequada, com os mate-
riais e equipamentos que potencializem os efeitos. 
- Energia fotovoltaica: painéis fotovoltaicos posicionados em 
locais que maximizem a exposição ao sol são capazes de gerar energia 
elétrica que pode até ser conectada à rede pública.
Figura 10: Placa Solar
 
Fonte: Edgar SU, 2020.
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Assim como as técnicas citadas acima, existem materiais que 
podem ser usados nas construções que são mais sustentáveis e pode 
diminuir os efeitos negativos gerados a natureza:
- Cimento ecológico: utilizam até 70% dos resíduos das siderúrgi-
cas. Além de gerar impacto menor porque emite menos CO2 na atmosfera. 
- Tijolo ecológico: não é gerado a partir da queima da madeira, 
é produzido por prensagem hidráulica. É o material de menor impacto 
ambiental e pode ser usado em áreas externas por serem muito resis-
tentes e bons isolantes acústicos.
- Torneiras automáticas: torneiras com sensores automáticos 
para reduzir a quantidade de água jogada fora desnecessariamente.
- Piso de bambu: o bambu é um recurso natural que é renová-
vel e abundante, de alta absorção de carbono. 
- Telhas ecológicas: telhas recicladas produzidas por embala-
gens de Tetra Pack. Reflete a luz solar gerando uma situação térmica 
mais agradável nos ambientes internos das construções.
- Lâmpadas de LED: baixo consumo de energia.
- Bacia com descarga dupla: duas opções de volume de água 
usado na descarga.
- Madeira plástica: são plásticos reciclados e resíduos vegetais 
de agroindústrias; podem ser usados em áreas externas, como fachadas.
- Tintas de terra: são produzidas com matérias-primas naturais, 
compostas por terra crua, e não utilizam derivados do petróleo em sua 
composição.
CONCEITOS BÁSICOS, POLÍTICAS, ESTRUTURA GOVERNAMEN-
TAL DE FISCALIZAÇÃO
A construção civil é um dos setores que mais geram resíduos. 
Sendo assim, é necessário que haja políticas relacionadas ao tratamento 
desses dejetos. Através da Resolução Nº 307 de 05/07/02-DOU, o Con-
selho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) traçou diretrizes para o 
gerenciamento de resíduos da construção civil. Essa resolução, art. 2°, 
inciso I, define as especificações de resíduos da construção civil como: 
[...] os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de 
obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação 
de terrenos tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, 
rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, ar-
gamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, 
fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos, caliça ou metralha.
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A Resolução CONAMA nº 307/2002 e suas atualizaçõesclassi-
ficam os resíduos em quatro classes:
I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como 
agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de 
pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos prove-
nientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e repa-
ros de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas 
de revestimento, dentre outros), argamassa e concreto; c) de processo de 
fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, 
tubos, meios-fios, dentre outros) produzidas nos canteiros de obras; 
II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras desti-
nações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, 
embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso;
III - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desen-
volvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permi-
tam a sua reciclagem/recuperação;
IV - Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo 
de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles 
contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, refor-
mas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, 
bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto 
ou outros produtos nocivos à saúde (BRASIL, 2002).
Outra importante resolução do CONAMA é a Resolução nº 448 
de 18 de janeiro de 2012, que faz alterações na Resolução 307/2002 
colocando adequações a respeito da Lei 12.305/2010. Essa lei também 
é conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos e prevê o ge-
renciamento e responsabilização pelos resíduos de origem em obras 
públicas ou em atividades privadas, originadas em qualquer tamanho 
de geradores. Essa determinação firmou que os municípios e o Distrito 
Federal devem elaborar os Planos de Gestão de Resíduos de Constru-
ção Civil até janeiro de 2013. Esses planos devem estar em acordo com 
os planos municipais. 
A PNRS traz a obrigatoriedade do gerenciamento dos resíduos 
sólidos pelos geradores e pelo poder público. Essa política tem como 
base alguns fundamentos:
Art. 6o São princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I - a prevenção e a precaução; 
II - o poluidor-pagador e o protetor-recebedor; 
III - a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as vari-
áveis ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública; 
IV - o desenvolvimento sustentável; 
V - a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a pre-
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ços competitivos, de bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessi-
dades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do impacto ambien-
tal e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à 
capacidade de sustentação estimada do planeta; 
VI - a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor em-
presarial e demais segmentos da sociedade; 
VII - a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
VIII - o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um 
bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de 
cidadania; 
IX - o respeito às diversidades locais e regionais; 
X - o direito da sociedade à informação e ao controle social; 
XI - a razoabilidade e a proporcionalidade (BRASIL, 2010).
Além de preocupações com saúde pública e a gestão integra-
da de resíduos, um dos objetivos dessa política é incentivar a adesão 
de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços. O 
descarte adequado no meio ambiente, entretanto, não é o único fim para 
os bens consumidos, conforme Brasil (2010) existe uma ordem que deve 
ser seguida na gestão dos resíduos sólidos, inclusive da construção civil:
a) Não geração;
b) Redução;
c) Reutilização;
d) Reciclagem;
e) Tratamento dos resíduos sólidos;
f) Disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Os resíduos da construção civil não podem ser dispostos em ater-
ros de resíduos sólidos urbanos, nem em encostas, terrenos vagos ou em 
áreas protegidas, isso é considerado descarte ilegal. O Quadro 8 apresen-
ta os principais instrumentos normativos nacionais que apresentam dire-
trizes para gestão sustentável de resíduos e abrangem a construção civil:
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Quadro 8: Principais Instrumentos Normativos e Legais do Brasil
Fonte: Ministério do Meio Ambiente (2012).
Além das formas de fiscalização comentadas nas normativas, 
pode-se contar com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável 
(CBCS) para que mais empreendimentos possam realizar as devidas 
atividades de gerenciamento de resíduos, entre outras ações susten-
táveis. Para que a fiscalização seja efetiva, é necessário contar com a 
parceria público-privada de todos os atores do setor.
EXIGÊNCIAS AMBIENTAIS NA ETAPA DE PROJETOS E EXECU-
ÇÕES DE EMPREENDIMENTOS
A redução de resíduos provenientes de uma construção ou demo-
lição passa por todas as etapas do projeto. Em cada etapa é possível rea-
lizar alguns procedimentos que auxiliam no desenvolvimento sustentável. 
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Fase Inicial: decisão de construir. Nessa etapa, o importante 
é pensar nos meios tecnológicos que serão usados e no quanto eles 
interferem no meio ambiente. É importante perceber que quanto maior a 
intervenção, maior é o impacto causado. Além disso, nessa etapa deve-
-se pensar na utilização da reciclagem e de racionalização de recursos 
e diminuição de resíduos.
Desenvolvimento (Projeto): nessa fase é que se desenvolve 
o projeto, por isso é importante a participação de arquitetos e pessoas 
que entendam da escolha dos melhores materiais e da otimização de 
sua utilização.
Execução (Construção): nessa etapa a maior preocupação é 
com o gerenciamento dos resíduos, pensando em como minimizar as 
perdas e qual destino dar aos resíduos que não puderem ser reincorpo-
rados. É importante lembrar que é de responsabilidade dos construtores 
e demais participantes da obra a separação adequada nos resíduos.
Fase da Manutenção (Uso): nessa etapa é possível perceber a 
qualidade da construção, pois quanto maior a qualidade, menor a gera-
ção de resíduos. Essa fase é a de reformas e modernização das cons-
truções, percebe-se a vida útil dos materiais e estruturas construídas. 
Quanto mais flexível o projeto, melhor para integrar novas tecnologias e 
fazer alterações necessárias visando diminuir o uso de recursos e me-
nos descarte. No Brasil, não há cultura de manutenção preventiva nos 
projetos, por isso a necessidade de manutenções costuma aparecer de 
forma inesperada, aumentando os custos.
Demolição: final do ciclo de vida - nessa fase é necessário con-
siderar um prolongamento da vida útil do empreendimento e dos seus 
componentes. Pode-se pensar em incentivos públicos e privados para 
priorizar a modernização de tais empreendimentos em relação à demo-
lição. Além de incentivar que, se necessária a demolição, se recicle, ao 
máximo, os componentes das construções consideradas. 
AVALIAÇÃO AMBIENTAL PÓS-OBRA
Tem se discutido muito a respeito das avaliações pós-utilização 
da construção civil uma vez que as edificações apresentam problemas 
de desempenho em pouco tempo de vida útil. O desempenho dessas 
construções é verificado a partir da ABNT NBR 15575:2013. Apesar dis-
so, essa norma só avalia as construções habitacionais, não levando em 
conta outros tipos de estruturas. Isso faz com que novas metodologias 
devam surgir para avaliar o desempenho dessas outras construções.
Os resultados a partir das avaliações de desempenho das 
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construções podem orientar as intervenções e manutenções nas edifi-
cações. Assim, deve-se levar em consideração que as modificações e 
reformas geram necessidade de utilização de recursos naturais e que 
gera muitos resíduos, aumentando o impacto ambiental causado.
Os Sistemas de Gestão Ambiental (GSA) foram consolidados 
na década de 1980 e, conforme a Associação Brasileira de Normas Téc-
nicas (ABNT), deve compreender:
- Estrutura organizacional;
- Responsabilidades;
- Práticas;
- Procedimentos;
- Processos;
- Recurso.
Além disso, deve apresentar requisitos para medir o desempenho 
ambiental. A GSA é uma ferramenta que traz os elementos adequados para 
avaliar as medidas de mitigação dos impactos ambientais nas construções. 
Assim, a Avaliação de Desempenho Ambiental tem por objetivo avaliar o 
desempenho de uma organização de forma contínua, considerando todas 
as etapas de um projeto de edificação. Entretanto, o setor de construção 
civil está defasado em relação a demais setores como a indústria na gestão 
dos impactos ambientais que surgem a partir de suas atividades.
A NBR ISO 14001:2004 avalia a política ambiental para assegu-
rar que os SGA e os processos das empresas de construção estão se-
guindo as especificações de um comportamento ambiental responsável.
AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS CONSTRUÇÕES
A avaliação da sustentabilidade nas construções é realizada 
através de métodos existentes em todo o mundo, entretanto nenhum 
dos métodos existentes foi aceito internacionalmente. Isso, porque os 
critérios utilizados têm alto grau de subjetividade, o que segue a mesma 
direção do próprio conceito de sustentabilidade.
Apesar disso, os métodos de avaliação seguem sendo criados e 
utilizados. Assim, é necessário que se incorpore indicadores de sustentabi-
lidade para que possam ser aplicados e medidos. Cada metodologia apre-
senta princípios e benefícios diferentes, conforme apresenta o Quadro 9.
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Quadro 9: Metodologias de Avaliação da Sustentabilidade nas Construções
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Fonte: FERNANDES, 2013.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-PI Prova: Ana-
lista Ministerial - Engenharia Civil
A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, 
julgue o item subsequente.
O sistema PROCEL EDIFICA teve origem no Programa Brasileiro de 
Etiquetagem (PBE), que permitia aos consumidores avaliar e aper-
feiçoar o consumo de energia dos equipamentos eletrodomésticos.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO 2
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-PI Prova: Ana-
lista Ministerial - Engenharia Civil
A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, 
julgue o item subsequente.
As escolas são construções avaliadas pelo LEED.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO 3
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-PI Prova: Ana-
lista Ministerial - Engenharia Civil
A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, 
julgue o item subsequente.
Uma das críticas mais recorrentes à definição usual de construção 
sustentável é a ausência de preocupação em mitigar incômodos 
acústicos.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO 4
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-PI Prova: Ana-
lista Ministerial - Engenharia Civil
A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, 
julgue o item subsequente.
No sistema de certificação LEED, quatorze critérios de análise são 
estabelecidos e, em cada um deles, a edificação pode receber a 
qualificação de bom, superior ou excelente.
( ) Certo
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( ) Errado
QUESTÃO 5
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-PI Prova: Ana-
lista Ministerial - Engenharia Civil
A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, 
julgue o item subsequente.
O potencial de economia de consumo de energia elétrica no se-
tor de edificações é expressivo apenas para os projetos atuais de 
novas construções. A economia de consumo de energia elétrica, 
mesmo com o emprego do retrofit de construções, continua a ser 
inexpressiva.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
O Intergovernmental Panel on Climate Change (2014) afirma que o setor 
da construção civil é um dos que tem maior potencial para desenvolvimen-
to e uso de tecnologias que auxiliem na mitigação das emissões de gases 
do efeito estufa. Por isso, é necessário buscar técnicas e materiais que ge-
ram menor impacto à natureza. Dessa forma, comente a respeito de duas 
técnicas e dois materiais que podem ser usados nas construções e são 
mais sustentáveis, diminuindo os efeitos negativos gerados à natureza.
TREINO INÉDITO
Na definição dos materiais para implementação de uma obra sus-
tentável, alguns critérios devem ser levados em conta, EXCETO:
a) Durabilidade
b) Origem da matéria-prima
c) Gastos com energia para transformação
d) Qualidade
e) Indicadores de sustentabilidade
NA MÍDIA
BRASKEM ASSUME NOVO COMPROMISSO: NEUTRALIZAR SUAS 
EMISSÕES DE CARBONO ATÉ 2050 
O plástico é um material amplamente usado na produção dos mais di-
versos produtos, além do uso em embalagens, na construção civil e até 
mesmo na área da saúde. Esse é um material versátil, tem baixo custo 
para produção, além de ser seguro e propriedades que permitem a sua 
reciclagem. Essas características não são por acaso, o setor de produ-
ção de plástico investe muito em tecnologia e, nos últimos tempos, vem 
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buscando se adequar à agenda sustentável. A Braskem - maior produtora 
de resinas termoplásticas nas Américas e a principal produtora de poli-
propileno nos Estados Unidos- tem feito pesquisas e altos investimentos 
no sentido de dar ao material o máximo de propriedades sustentáveis, a 
exemplo disso eles lançaram há dez anos o plástico verde. "Há cerca de 
quatro meses, a Braskem se tornou parceira do Instituto Muda e passou 
a apoiar a instalação dos projetos de reciclagem em condomínios, em 
um total de 1.000 apartamentos. Parcerias como a que a Braskem tem 
com o Instituto Muda confirmam a estratégia da companhia em avançar 
com o desenvolvimento sustentável no setor químico. O movimento é 
desafiador. Recentemente, a empresa anunciou seu novo compromisso: 
neutralizar suas emissões de carbono até 2050. Fará parte dessa trilha a 
eliminação de resíduos plásticos e o combate aos efeitos das mudanças 
climáticas por meio da economia circular de carbono neutro."
Fonte: Época Negócios
Data: 12 jan. 2021.
Leia a notícia na íntegra: Disponível em: . 
Acesso em: 04 jun. 2021.
NA PRÁTICA
A sustentabilidade entrou nas discussões de todas as áreas da econo-
mia, seja por opção ou por normativas que obriguem algumas medidas 
que devem ser tomadas em cada situação. O profissional da área de 
construção civil não é diferente, principalmente por se tratar de uma 
área responsável pelo uso de boa parte dos recursos naturais e por 
gerar tamanha poluição para o meio ambiente. Nesse sentido, surge a 
necessidade de capacitação dos profissionais que possam trazer so-
luções diferentes para o uso de recursos e mitigação das emissõesde 
gases de efeito estufa, por exemplo. Um profissional capacitado deve 
conhecer técnicas como a utilização de vidros duplos e energia solar 
nas construções, bem como uso de materiais como telhas ecológicas 
e madeira plástica. É essencial que o profissional pense e implemente 
projetos que visem à melhoria do uso de recursos e que sejam susten-
táveis. Porém, é importante que todos os processos sejam realizados 
com acompanhamento de um especialista, porque usar materiais e téc-
nicas diferentes sugerem novos processos e modificações dos projetos. 
PARA SABER MAIS
Vídeo sobre o assunto: Sustentabilidade na construção civil - Pesquisa 
em Pauta - UFRGS TV. Disponível em: . 
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GABARITOS
CAPÍTULO 1
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
A indústria da construção civil é uma das que mais consome recursos 
naturais, bem como possui como saídas elementos relacionados à po-
luição e à degradação ambiental. Logo, atualmente, o ramo da constru-
ção civil dedica maior atenção ao tema sustentabilidade, assim como 
muitos setores da sociedade. 
As métricas de sustentabilidade aplicadas à construção civil visam asse-
gurar que antes, durante e após a execução de empreendimentos, sejam 
previstas e realizadas ações que viabilizem a redução de impactos am-
bientais provenientes de suas operações e que tais operações ao mes-
mo tempo contribuam à viabilidade e desenvolvimento econômico, bem 
como à promoção de qualidade de vida às atuais e futuras gerações. 
O olhar sustentável em construções pode abarcar estratégias como: es-
colha de materiais com possível reutilização, otimização da exploração 
dos recursos naturais, bem como o desenvolvimento e a aplicação de 
formas alternativas de consumo, contribuindo, assim, com a redução do 
impacto da construção civil sob o meio ambiente.
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
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CAPÍTULO 2
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Atuar com construção sustentável pode apresentar diversas vantagens 
ao longo do processo. Isso se mostra presente na economia de água, 
de energia e de materiais utilizados. Além dessas vantagens, pode-se 
adicionar à lista a redução das emissões poluentes e o aumento do ciclo 
de vida das construções. Essas vantagens, entretanto, não são percebi-
das diretamente no dia a dia das construções, apenas no médio e longo 
prazo é possível perceber os resultados nos custos do projeto.
Nessa questão, o aluno deve tratar a respeito da sustentabilidade nas 
construções, além de apresentar os aspectos como: eficiência de água 
que pode ser fruto de reaproveitamento da chuva, por exemplo; de energia 
como a energia solar e de biomassa; o local sustentável; conservação de 
recursos e materiais; o uso de materiais reciclados; e qualidade ambiental, 
que pode ser medida através de algum sistema definido pelas empresas. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: E
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CAPÍTULO 3
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Algumas técnicas são usadas a partir da busca pela eficiência energética: 
melhora da qualidade do uso de energia elétrica nas construções, trazen-
do benefícios ao meio ambiente e aos consumidores finais que podem 
diminuir os custos de sua utilização. Nesse sentido, uma das técnicas 
muito comentadas na atualidade é o telhado ecológico ou construção 
verde. Essa cobertura é usada para minimizar os gastos de energia com 
o resfriamento e aquecimento interno das construções. Ajudam no iso-
lamento acústico, reduzem o escoamento da água, ajudam a diminuir a 
poluição do ar e melhora da qualidade do ar pela absorção do CO2. 
Outra técnica usada é a energia fotovoltaica: painéis fotovoltaicos posi-
cionados em locais que maximizem a exposição ao sol são capazes de 
gerar energia elétrica que pode até ser conectada à rede publica. Nesse 
sentido, o aluno pode comentar a respeito de outras técnicas. Quanto 
aos materiais, os alunos podem comentar a respeito de diversos tipos 
como cimento ecológico e o piso de bambu. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: E
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Svariados segmentos. No que tange 
a construção civil, muitos são os desafios e oportunidades em termos so-
ciais e ambientais, devido aos muitos impactos e problemas associados. 
Frente a isso, atualmente, tanto o segmento quanto as partes correlatas 
da construção civil atentam à degradação ambiental de seus processos, 
bem como à necessidade de preservação ambiental em suas atuações.
A sustentabilidade aplicada à construção civil visa contribuir à 
mitigação dos impactos decorrentes das práticas construtivas. Observa-
-se, assim, um maior empenho das partes interessadas em desenvolver 
alternativas tecnológicas que viabilizem a construção sustentável, isto 
é, ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.
Dentro desta perspectiva de adequação das práticas de constru-
ção às premissas de sustentabilidade, o objetivo desta unidade é propiciar 
a você o conhecimento acerca de alguns dos aspectos técnicos que abar-
cam a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental, bem como possui 
como finalidade, demonstrar a aplicação dos conceitos de sustentabilidade 
na construção civil. Para tanto, discutiremos alguns conceitos seminais que 
esclarecerão estas temáticas em seus diferentes contextos de aplicação.
O capítulo 1 discorre sobre BIM & Sustentabilidade, e é apre-
sentado em seis subtítulos que abordam: a contextualização do BIM e 
sustentabilidade, uma visão geral sobre licenças ambientais, a legisla-
ção ambiental brasileira e a explanação acerca dos impactos ambien-
tais e sociais associados à construção civil.
O Capítulo 2 ocupa-se em desenvolver a temática da gestão 
ambiental, bem como esclarecer as especificidades de sistemas de 
gestão ambiental sob o viés da construção civil. Nesse sentido, são 
desenvolvidos aspectos relacionados à construção sustentável e suas 
certificações, práticas sustentáveis, e análise do ciclo de vida.
E para finalizar a nossa unidade, o Capítulo 3 desenvolverá o 
tema “Sistemas de Certificação Ambiental”. Em relação às nossas mé-
tricas de estudo, estas abarcarão os seguintes pontos: inovações, ma-
teriais e técnicas construtivas de menor impacto; conceitos, políticas, 
estruturas de fiscalização e avaliação relacionados a aspectos ambien-
tais e à construção sustentável.
Assim, através dessa produção, será possível compreender a 
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Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental como processos rela-
cionados à maximização do desenvolvimento do segmento da constru-
ção civil.
Leia cada capítulo com muita atenção, faça as questões para 
avaliação para, assim, compreender o funcionamento e importância da 
prescrição Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental, bem como 
realizar um bom proveito do estudo desta área.
Desejamos bons estudos e sucesso na sua vida acadêmica!
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CONTEXTUALIZANDO O BIM E SUSTENTABILIDADE
Houve um tempo em que a gestão ambiental e a sustentabili-
dade eram temas vistos como empecilho à competitividade. Investir em 
aspectos como produção limpa, destinação de resíduos e redução de 
emissões eram considerados como um custo ou um mal necessário. 
Atualmente, tais questões constituem um valor comum a muitas orga-
nizações, principalmente aos grandes grupos de investimento, que já 
reconhecem quais são as organizações capazes de aliar estratégias de 
crescimento à redução de impactos ambientais.
BIM & SUSTENTABILIDADE
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Ainda são poucas as organizações que visualizam tal temática 
como um assunto estratégico e relevante frente à elaboração de planos 
de crescimento de longo prazo. É necessário que as organizações vi-
sualizem na adoção de práticas ambientais a construção de vantagens 
competitivas tais como: (i) valoração do empreendimento; (ii) demons-
tração do comprometimento com a questão ambiental; (iii) mapeamento 
de processos e impactos ambientais; (iv) construção de conhecimento 
ambiental; e (v) redução de custos.
O processo de minimização do impacto das atividades antrópi-
cas, cada vez mais, solicita um novo posicionamento frente às questões 
ambientais, seja pontuando-as em processos decisórios ou em novas 
concepções de produtos ou processos. Nesse sentido, é relevante a 
concepção de novos diferenciais para competir, com base na inovação 
e sustentabilidade.
Nesse viés, o processo de inovação está relacionado a toda 
mudança realizada com êxito e que gere resultado positivo para a orga-
nização, já a inovação frente ao meio ambiente foca em oportunidades 
de melhoria de desempenho ambiental (em processos, produtos ou mo-
delos de gestão), bem como em redução de impactos ambientais asso-
ciados ao empreendimento. Do mesmo modo, a inovação com vistas 
ao meio ambiente somente possui legitimidade quando há o equilíbrio 
entre as necessidades ambientais e os objetivos de uma organização, 
ou seja, o benefício ambiental (consciência e responsabilidade) deve 
ser coerente com o econômico (competitividade e lucratividade).
Frente ao apelo de sustentabilidade, as organizações, com 
maior frequência, passam a orientar suas estratégias: à redução de 
impacto ambiental, ao apelo ambiental e à satisfação de clientes. No 
âmbito organizacional, os objetivos mais representativos compreen-
dem a eficiência, a lucratividade e a manutenção de suas relações com 
stakeholders (COELHO; PRZEYBILOVICZ; CUNHA, 2010).
De modo mais amplo, a questão ambiental nas organizações deve 
ser compreendida não apenas como um processo de redução de custos, 
mas, sim, como um pilar organizacional que agregue valor. Dessa forma, 
a adoção de padrões ambientais poderá habilitar processos de inovação, 
os quais sejam capazes não somente de reduzir custos, mas, também, de 
gerar valor. Nesse sentido, torna-se relevante o uso da tecnologia BIM (Bui-
lding Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção).
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A área da construção civil compreende a produção de obras e 
abrange atividades como: planejamento, projeto, execução, manuten-
ção e restauração. Bem como é uma área relevante ao desenvolvimen-
to da nação brasileira, devido a sua extensa cadeia produtiva e a sua 
elevada capacidade de contratação.
A construção civil possui como característica a heterogeneidade, 
ou seja, relaciona múltiplas atividades provenientes de diversas empresas, 
com o emprego de ampla e variada tecnologia e qualificação. Atente-se 
que se trata de um segmento de relevante intervenção em ciclos produtivos 
ao propiciar a geração de consumo de bens e serviços de outros setores.
Assim, compreenda a heterogeneidade na construção civil 
como uma série de atividades com diferentes complexidades baseadas 
na diversificação de produtos, tecnologias e demandas, podendo neste 
tipo de cadeia serem observadas grandes organizações com tecnologia 
de ponta, até microempresas de baixo poder tecnológico.
Cada vez mais, a indústria da construção civil tem se revela-
do um setor flexível em termos tecnológicos, organizacionais, sociais e 
econômicos. É um setor em constante mudança, ante a necessidade de 
adaptação às múltiplas condições ambientais ou conforme a região de 
atuação (TOMAZI, 2005). 
Uma forma de atendimento a tais mudanças é o emprego do 
conceito BIM em projetos de construções. O BIM compreende o uso de 
modelos 3D que facilitam a assimilação e projeção do produto final, isto 
é, do empreendimento imobiliário.
O BIM compreende um conceito de gerenciamento e agrega-
ção de informaçõesde um projeto de uma construção. Através dessa 
tecnologia as partes envolvidas em um planejamento podem acessar 
informações sobre cada detalhe da construção. Por meio desse con-
ceito a dinâmica do projeto é facilitada, pois os profissionais envolvidos 
podem, ao mesmo tempo, utilizar o mesmo arquivo, adicionando as in-
formações que competem à sua especialidade, bem como visualizar as 
atualizações em tempo real.
O BIM orientado à sustentabilidade visa que os projetos de 
forma coesa administrem informações que resultem em práticas sus-
tentáveis e econômicas como: análise do uso das formas de energia 
empregadas (elétrica, solar, eólica, hidroelétrica), proposição de estru-
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turas que racionalizem a iluminação, o desenvolvimento de sistemas de 
ventilação cruzada, o desenvolvimento e aplicação de materiais com 
perfis ecológicos, aplicação de sistemas que habilitem a redução do 
consumo de água (captação, reuso) etc.
Observe no Quadro 1 a seguir as formas pelas quais o BIM e a 
sustentabilidade podem interagir:
Quadro 1: Exemplos de interações - BIM e Sustentabilidade
Fonte: Autoras (2021).
Conforme a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Ja-
neiro (FIRJAN, 2013), em seu estudo sobre as tendências tecnológicas 
na indústria de construção civil no segmento de edificações, o setor de 
empreendimentos imobiliários é um dos setores mais importantes para 
a economia de uma nação. Ressaltando que nos últimos anos esse 
segmento passou por um significativo processo de expansão, porém 
ainda enfrentando constantes desafios, como a necessidade de cons-
tante investimento e atendimento às demandas legais e de mercado. 
São tendências do setor indicadas pelo estudo:
a) Atuação sustentável: compreende a adoção de práticas sus-
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tentáveis em projetos de forma a reduzir custos e a geração de resíduos, 
observando, ao mesmo tempo, os requisitos de qualidade estrutural e se-
gurança do processo de implementação do empreendimento. Um exemplo 
desta tendência está no atendimento dos critérios da norma NBR 15.575.
A norma NBR 15.575 possui como escopo o desempenho de edi-
ficações habitacionais. Atua sobre os insumos empregados em uma cons-
trução, alinhando-os à qualidade de uso (funcionalidade) do futuro imóvel. 
Tal aspecto legal prevê um padrão de qualidade aos empreendimentos.
b) Automação predial: essa tendência visa a aspectos como: oti-
mização das atividades, redução de erros, falha humana e custos ope-
racionais. Como consequência, essa tendência visa ao incremento da 
segurança e economia durante a implementação de empreendimentos. 
Assim, para que tais resultados sejam atingidos é premente o investimen-
to em tecnologias, o que respaldou o conceito de construção inteligente.
Recorde que construção inteligente é aquela cujo projeto cum-
pre seu fim de forma eficiente e econômica. Logo, a falta de inovação 
no segmento pode inviabilizar que determinados projetos sejam produ-
tivos, eficientes e econômicos (TEXEIRA, 2010).
c) Uso de energia renovável: implica no emprego de sistemas que 
gerem energia durante o desenvolvimento do empreendimento ou no uso 
do projeto. Por exemplo, o uso de placas solares como fonte de energia às 
operações da obra ao mesmo tempo em que reduz custos de projeto.
Essa tendência é relevante, visto que a indústria da construção 
civil recebe destaque no que tange ao impacto de suas operações. As-
sim, caro estudante, o viés da sustentabilidade na indústria da constru-
ção civil mostra-se uma tendência irreversível.
A Agenda 21 estabeleceu que uma construção sustentável 
deve observar todo o ciclo de vida dos processos envolvidos, ou seja, 
desde o desenvolvimento do projeto até a obtenção da matéria prima e 
insumos, a execução do empreendimento, sua demolição e o tratamen-
to dos resíduos gerados.
d) Realidade aumentada: na construção civil, projetos desenvol-
vidos a partir de realidade aumentada podem ter a visualização facilitada 
da estrutura projetada em tamanho real, antes da execução e término do 
empreendimento. Atente-se que tal aplicação permite a identificação de 
possibilidades, bem como observa o alinhamento e precisão demanda-
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dos à obra, além de contribuir à redução de ocorrência de risco e erros.
e) Aplicação de materiais novos: essa tendência visa orientar 
o setor quanto a necessidade de otimização de recursos, combinando 
o binômio baixo custo e sustentabilidade. Logo, de forma prática, essa 
tendência desafia o segmento em suas operações e relações a cons-
tantemente buscar, desenvolver ou investir em alternativas que promo-
vam a redução do desperdício e a geração de resíduos.
f) Realidade virtual e softwares de segurança: são tecnologias 
que objetivam auxiliar o desenvolvimento das operações de dado em-
preendimento. Essas tecnologias permitem a simulação de situações típi-
cas de canteiros de obras, bem como permitem a capacitação no uso de 
determinados equipamentos sem riscos de acidentes. Reduzindo, assim, 
a ocorrência futura de irregularidades, e acidentes no canteiro de obra.
Em suma, ao contextualizarmos BIM e sustentabilidade é pre-
mente observar que a cadeia da construção civil demanda modelos de 
gestão atualizados e alinhados aos elos da sua estrutura, bem como às 
tendências do segmento. Isto é, construir empreendimentos que visem 
à redução dos impactos ambientais associados.
VISÃO GERAL DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA
Com maior frequência, a temática ambiental passa a compor a 
pauta de ações de muitas organizações. Isto é, a variável ambiental re-
vela-se item de relevante impacto sob decisões estratégicas, sejam es-
tas motivadas pelo atendimento legal ou pelas demandas de mercado.
O modo como esta variável vem sendo tratada é algo tão rele-
vante que norteia significativa parcela do mercado. Em uma realidade 
na qual legislações, normas e acordos punem ou premiam ações, os 
grupos investidores passam, cada vez mais, a valorizar práticas susten-
táveis que ultrapassem a esfera ecológica que sejam determinantes à 
continuidade de qualquer tipo de negócio.
Frente a esse contexto de acirrada competitividade, muitas or-
ganizações procuram desenvolver habilidades e competências que as 
possam diferenciar da concorrência e que também as auxiliem em seus 
processos de manutenção de mercado. Dentre as habilidades e com-
petências de diferenciação observa-se a capacidade de inovar. De ma-
neira similar à inovação, a gestão ambiental também tem se convertido 
em vetor de diferenciação uma vez que o controle de elementos com 
potencial poluidor de qualquer tipo de atividade contribui diretamente à 
visibilidade e aceitação das partes interessadas.
Sistemas de Gestão Ambiental demandam rotinas, padrões e 
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procedimentos, dentre muitos aspectos necessários a uma eficaz imple-
mentação. Uma adequada identificação de aspectos ambientais consta 
entre as métricas necessárias a qualquer organização que busque im-
plantar um Sistema de Gestão Ambiental. Conforme Lundberg, Balfors 
e Folkeson (2007, p. 385, tradução nossa) “[...] a identificação dos as-
pectos ambientais é reconhecida como um dos aspectos mais comple-
xos ao estabelecimento de um Sistema de Gestão Ambiental, estando 
sujeito a críticas, como, por exemplo, falta de transparência”.
O aspecto fundamental a ser observado frente à temática am-
biental é o posicionamento consciente das organizações no que tange a 
relevância que esta merece. Observe a premente inversão de conceitos 
como o simples senso de cumprimento de normasao senso de respon-
sabilidade ante as atividades, conciliando a lucratividade do empreendi-
mento à proteção ao meio ambiente, seja em seus produtos ou serviços.
Outro ponto de destaque é a conscientização das partes inte-
ressadas frente à variável socioambiental, fato este que levou muitas 
organizações a repensarem suas operações, modelos de gestão e de-
senvolvimento e processos decisórios, em que as organizações devem 
pautar suas operações de forma a não atender somente adaptações e 
cumprimento à legislação vigente, mas, também, estar orientadas a um 
patamar no qual a produtividade e o consumo sejam compatíveis com a 
questão ambiental e a sustentabilidade.
Desta forma, a gestão ambiental deixou de ser uma função ex-
clusivamente orientada à produção, tornando-se uma função estratégica a 
ponto de influenciar os processos de planejamento estratégico, tomada de 
decisão e marketing de relacionamento, bem como as atividades de inova-
ção e desenvolvimento organizacional. Como consequência, percebe-se a 
necessidade de reavaliação das práticas existentes de modo a potencia-
lizar a interação do meio ambiente aos processos e produtos existentes 
(DONAIRE, 1994; OMETTO; SOUZA; GUELERE NETO, 2007).
Como visto, os empreendimentos e suas operações consti-
tuem relevantes consumidores de recursos naturais. Observe que, as-
sim como ocorre com produtos e serviços, um empreendimento tam-
bém pode atestar sua conformidade no que tange à questão ambiental. 
Nesse viés, a certificação ambiental visa atestar que as construções 
sejam sustentáveis, em todas as fases de seu ciclo de vida.
Atualmente, existem muitos instrumentos que medem o de-
sempenho ambiental de edificações. Podem ser citadas as certifica-
ções: LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, GBC 
Casa, GBC Condomínio, GBC Zero Energy, Selo Procel PBE Edifica 
e Selo Casa Azul da Caixa. Atente-se que todos esses instrumentos 
visam reduzir o impacto ambiental do segmento, bem como promover o 
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desenvolvimento sustentável equilibrado.
Atualmente, o Brasil encontra-se em quinto lugar no ranking de 
países com mais edificações que buscam a certificação LEED, estando 
atrás de países como Estados Unidos, Canadá, China e Índia. Tal certi-
ficação é empregada em 143 países, isso permite a geração de dados 
comparativos entre os empreendimentos. Destaca-se a existência de 
uma plataforma online chamada Arc que facilita a comparação de de-
sempenho entre os empreendimentos. O Brasil é o segundo país com 
maior número de projetos nesta plataforma. Disponível em: https://www.
gbcbrasil.org.br/o-que-sao-as-certificacoes-ambientais-e-qual-a-sua-
-importancia/?gclid=CjwKCAjwv_iEBhASEiwARoemvIbE_25DYEJFIfN-
mEb1ytzqpHrRmUD_mSBConTsLV2e2UPqBcitS6BoC0sAQAvD_BwE. 
Acesso em: 14 mai. 2021.
A legislação ambiental brasileira visa proteger o meio ambiente 
e reduzir o impacto das ações antrópicas. Atualmente, o ordenamento 
jurídico ambiental é conduzido e fiscalizado por órgãos ambientais na-
cionais, estaduais ou municipais, sendo estes responsáveis por elaborar 
e fazer cumprir as regulamentações e atos administrativos relacionados.
Quanto ao escopo de atuação da legislação ambiental brasileira, 
observa-se que esta, em suas múltiplas frentes de atuação, trata da pre-
servação ambiental, por meio de ações preventivas que reduzam o im-
pacto ambiental proveniente de atividades de elevado potencial poluidor.
A visão geral da legislação ambiental brasileira consiste no 
conjunto de leis, decretos e resoluções ambientais vigentes. Possuin-
do como objetivo estabelecer regramentos quanto ao uso, aplicação e 
operações de empreendimentos e cidadãos, em convergência às pre-
missas da preservação ambiental. 
Sendo um princípio previsto na Constituição Federal em seu Ar-
tigo nº 225, a proteção ambiental é reconhecida como um direito, no qual 
é prevista e garantida a proteção do meio ambiente de forma a mantê-lo 
sadio com vista ao direito à vida e existência dos seres humanos. Tal 
direito deve ser observado pelo Poder Público e pela coletividade, isto é, 
ambas as partes possuem a responsabilidade pela proteção ambiental.
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IMPACTOS AMBIENTAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
A construção civil está entre os segmentos que apresenta maior 
potencial de geração de impactos ambientais na condução das suas ope-
rações principais e de apoio. É importante destacar que, embora, haja a 
consciência acerca dos impactos ambientais associados ao segmento, 
se observa o baixo número de organizações que objetivam a implantação 
de sistemas de gestão ambiental. No entanto, Sakr, Sherif e El-Haggar 
(2010) destacam que as organizações que mantiverem tal postura en-
frentarão, cada vez mais, aspectos limitantes às suas operações e com-
petitividade em face aos requisitos da regulamentação ambiental.
A baixa adesão, muitas vezes, é justificada pelos custos in-
corridos em sua implantação. E, também, pela prática ser considerada 
apenas como uma mera formalização para o acesso a determinados 
contratos. Segundo Barbieri (2007), há aquelas organizações que ex-
ploram o uso de ferramentas de gestão ambiental como forma de am-
pliar a participação do componente ambiental em suas operações, para 
assim desfrutarem dos benefícios agregados à prática.
Estudos de Sakr, Sherif e El-Haggar (2010) caracterizam a 
construção civil como um segmento estratégico ao desenvolvimento 
de economias, mas, também, como um segmento deflagrador de de-
gradação ambiental. Trata-se de um dos setores econômicos que mais 
se apropria de recursos naturais, caracterizado pela ampla ocupação e 
transformação de paisagens. Logo, se conduzido de forma inadequada 
pode gerar significativos impactos ambientais decorrentes do consumo 
e do descarte de bens naturais ou manufaturados, bem como aqueles 
provenientes da degradação e da poluição geradas por suas operações.
Contudo, Rodríguez, Alegre e Martínez (2011) pontuam que a 
construção civil, também pode incorrer em impactos positivos ao pro-
porcionar o incremento da qualidade de vida da sociedade através da 
implantação de adequadas e sustentáveis infraestruturas.
Eis que se apresenta a dualidade do segmento, na qual a cons-
trução civil em processo contínuo de expansão ao promover o desen-
volvimento econômico e social, também se revela uma atividade defla-
gradora de impactos ambientais, cujas ações quanto à responsabilidade 
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socioambiental ainda apresentam certo nível de atraso em termos de 
efetiva implementação.
A construção civil abrange atividades de produção de obras, 
desde o planejamento, projeto, execução, manutenção, à restauração 
de obras. Sua atuação pode compreender diferentes segmentos: edifí-
cios, estradas, portos, aeroportos, canais de navegação, túneis, instala-
ções prediais, obras de saneamento, de fundações e de terra em geral 
(CGEE, 2009).
Observe que independentemente do segmento de atuação, a 
área abarcará relevante e ampla interação com o meio ambiente. Sendo 
que tal interação pode compreender pontos como: supressão vegetal, 
movimentação do solo, consumo de recursos naturais e geração de re-
síduos. Logo, os aspectos ambientais associados ao segmento devem 
ser gerenciados com vista à minimização dos seus impactos ambientais.
Logo, nunca foi tão premente relacionar as atividades do setor 
de construção civil aos impactos gerados, pois ao promover o desenvol-
vimento aumenta a demanda por insumos naturais, o que consequente-
mente implica na geração de resíduos e impactos ambientais negativos.
ASPECTOS LEGAIS RELACIONADOS À CONSTRUÇÃO CIVIL E 
SEU REBATIMENTO NO CAMPO SOCIOAMBIENTAL
As organizações sendo parte integranteda sociedade devem 
participar não somente com a oferta de produtos ou serviços de qua-
lidade, mas também com ações relacionadas aos problemas sociais 
e ambientais existentes. As organizações devem reconhecer no meio 
ambiente uma prioridade, além de um fator determinante e essencial 
ao desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade empresarial trata 
do compromisso da organização frente ao desenvolvimento sustentá-
vel, denotando a interdisciplinaridade entre aspectos: ambientais (ecoe-
ficiência operacional), sociais (responsabilidade social) e econômicos 
(diferencial competitivo) (PIMENTA, 2010).
A construção civil brasileira é muito relevante ao desenvolvi-
mento econômico e social, pois abarca desde a qualidade de vida da 
população até a infraestrutura do país. Esse segmento, portanto, atua 
como elemento propulsor da atividade econômica nacional ao movi-
mentar um representativo volume de recursos ao longo de sua cadeia 
(SILVA, 2002). Observe a relevância do segmento ante o desenvolvi-
mento de uma nação, uma vez que as atividades presentes em sua 
cadeia geram consumo de bens e serviços de outros setores.
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Como observado, a construção civil é uma área de alocação de 
recursos, bem como contribuiu ao desenvolvimento social, uma vez que 
representa uma fonte geradora de postos de trabalho. Tendo, portanto, 
uma significativa representatividade na economia brasileira, conforme 
dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC (2020), 
o setor iniciou 2020 vislumbrando um horizonte de crescimento de 3%, 
com potencial para geração de 150 mil a 200 mil postos de trabalho.
Trata-se de um segmento fortemente impactado por tendên-
cias e mudanças setoriais, compreendendo uma das prioridades na alo-
cação de recursos de economias, com vistas ao fortalecimento social 
(SILVA, 2002; TEXEIRA, 2010).
LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁ-
RIOS
Observe que muitas organizações, seja pelo atendimento aos 
requisitos legais ou de mercado vêm integrando continuamente o as-
pecto ambiental em suas atividades. Bem como demandam tal postura 
de seus fornecedores que também devem demonstrar em seus forneci-
mentos o comprometimento com o tema.
Empreendimentos imobiliários utilizam uma série de serviços, 
o que representa um desafio à construção civil. Pois, alguns desses 
prestadores, com destaque às pequenas e médias empresas, podem 
apresentar baixa ou nenhuma integração das métricas de gestão am-
biental em suas atividades. E, assim, revelam-se fontes geradoras de 
impactos ambientais que não podem ser negligenciadas.
A indústria da construção civil compreende uma complexa ca-
deia produtiva de múltiplos setores industriais tais como: mineração, side-
rurgia do aço, metalurgia do alumínio e do cobre, vidro, cerâmica, madei-
ra, plásticos, equipamentos elétricos e mecânicos, fios e cabos e diversos 
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prestadores de serviços (MELLO, 2007). Logo, observe que se trata de 
uma área que possui muitas interfaces com outros setores industriais. 
Bem como impacta sobre os demais setores e suas cadeias produtivas.
Antes de abordarmos o tema “licenciamento ambiental de em-
preendimentos imobiliários” é importante compreender a mecânica do 
ciclo de vida de um empreendimento, bem como ocorrem suas intera-
ções com o meio ambiente. Sánchez (2006), em seus estudos, definiu 
tal ciclo em quatro fases, a saber: planejamento e projeto, implantação 
e construção, operação e funcionamento e desativação e fechamento. 
No Quadro 2 são sumarizadas tais fases.
Quadro 2: Ciclo de Vida de um empreendimento
Fonte: Baseado em Sánchez (2006).
Meio Antrópico compreende a parte do licenciamento ambien-
tal que abarca aspectos como: economia, arrecadação, postos de tra-
balho, instrumentos públicos que indiquem possíveis impactos do em-
preendimento no que tange à questão social e econômica do local.
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Conforme Bononi (2004, p. 235)
O licenciamento praticado a partir da década de 1980 trouxe novas ferramen-
tas à gestão ambiental e ao controle das áreas verdes. Ele pode abranger o 
âmbito federal, quando se trata de biomas protegidos pela legislação federal 
ou empreendimentos que causam impactos em áreas interestaduais. A parte 
técnica é analisada pelo Ministério do Meio Ambiente e a proposta, depen-
dendo da abrangência e do interesse, é apreciada pelo Conama.
O que nos permite constar que o processo de licenciamento 
ambiental é muito relevante e necessário, uma vez que possui o poder 
de limitar o uso desses recursos por atividades ou empreendimentos 
que serão avaliados por órgãos competentes quanto à sua adequação 
ao meio ambiente.
O Licenciamento ambiental compreende um procedimento ad-
ministrativo que habilita atividades ou empreendimentos a fazerem uso, 
dentro de certas limitações, dos recursos ambientais. Trata-se, pois, de 
um relevante instrumento que alia a temática do meio ambiente ao de-
senvolvimento socioeconômico ao limitar a ação de atividades de em-
preendimento com potencial de poluição ou degradação ambiental.
Sabemos que a construção civil contribui sobremaneira ao de-
senvolvimento social e econômico de um local, mas também contribui 
ao desenvolvimento urbano, sendo este promovido pelo crescente in-
vestimento em empreendimentos imobiliários. No que tange a esse tipo 
de empreendimento, sua aprovação está diretamente relacionada à ob-
tenção de licenciamento ambiental.
Logo, o licenciamento ambiental, em termos de empreendi-
mentos imobiliários, ao acompanhar o desenvolvimento urbano, tam-
bém limita e regulariza tal crescimento para que ocorra de forma orde-
nada e em conformidade ao planejamento urbano vigente.
O licenciamento ambiental em empreendimentos imobiliários 
visa garantir que as estruturas atendam aos requisitos em termos de 
habitação, bem-estar e segurança. Ao mesmo tempo em que regulariza 
a implantação de infraestruturas básicas que observem o percentual 
mínimo de áreas verde e a proteção de unidades de conservação.
O processo de licenciamento é extremamente burocratizado, 
mas é necessário à liberação de empreendimentos. De forma sumariza-
da, compreende três etapas: a licença prévia, a licença de instalação e 
a licença de operação. No Quadro 3 tais etapas são comentadas.
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Quadro 3: Etapas de Licenciamento
Fonte: Autoras (2021).
Logo, os empreendimentos imobiliários que buscam as devi-
das licenças ambientais visam compatibilizar a concepção de seu pro-
jeto de construção às variáveis ambientais do espaço em que ocorrerá 
sua implantação. Cumpre comentar que juntamente ao processo de li-
cenciamento se faz necessária a elaboração de laudos específicos, pro-
jetos e plantas relacionadas, bem como o estudo detalhado do impacto 
do empreendimento imobiliário.
Um exemplo de laudo necessário a empreendimentos imobiliá-
rios é o Laudo de Caracterização Vegetal, que compreende o levanta-
mento da vegetação local (tipo, estágio de desenvolvimento e população) 
e busca identificar a existência de vegetação nativa que necessite de cor-
te (supressão). O que demanda prévia autorização e ações de mitigação.
O Licenciamento possui como função proteger o meio ambien-
te e a coletividade, através da aplicação de regramentos e especifica-
ções às empresas cujas atividades poluem ou causam degradação am-
biental. Em contrapartida salvaguarda as partes quanto a situações de 
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risco ambiental,insalubridade, vulnerabilidade, desastres naturais etc.
O Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Imobiliários 
segue a Resolução n° 237 do CONAMA. Nesta são indicados os tipos 
de empreendimentos atuantes em na zona urbana que demandam o 
licenciamento ambiental. São exemplos: empreendimentos industriais 
que poluem ou que causam degradação ambiental; atividades agrope-
cuárias, de pesca e criação de animais; segmento da mineração; em-
preendimentos imobiliários (objeto de nosso estudo); entre outros tipos.
AVALIAÇÃO DE RESTRIÇÕES AMBIENTAIS PARA USO E OCUPA-
ÇÃO DO SOLO
O solo urbano é o principal instrumento no que tange ao li-
cenciamento ambiental para empreendimentos imobiliários. Na fase de 
licenciamento de instalação, por exemplo, são solicitadas medidas de 
controle ambiental. Considerando o solo urbano como principal instru-
mento são exemplos de medidas de controle: escavação e movimenta-
ção do solo, otimização de trânsito com entulho ou solo removido.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2018 Banca: CETREDE Órgão: EMATERCE Prova: Agente de 
ATER - Engenharia Florestal
A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente Nº 237 de 19 
de dezembro de 1997 dispõe sobre os procedimentos e critérios 
utilizados no processo de licenciamento ambiental, de forma a efe-
tivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento 
de gestão ambiental. Considerando essa Resolução, assinale a op-
ção INCORRETA.
a) A licença ambiental para empreendimentos e atividades considera-
dos efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação 
do meio ambiente dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e 
respectivo relatório de impacto sobre o mesmo (EIA/RIMA).
b) As licenças ambientais poderão ser expedidas, isolada ou sucessi-
vamente, de acordo com a natureza, as características e a fase do em-
preendimento ou da atividade.
c) O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar 
os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 6 (seis) anos e, 
no máximo, 12 (doze) anos.
d) A renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou em-
preendimento deverá ser requerida com antecedência mínima de 120 
(cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na 
respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a ma-
nifestação definitiva do órgão ambiental competente.
e) Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as ativida-
des e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que 
deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente.
QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: NC-UFPR Órgão: ITAIPU BINACIONAL Prova: 
Profissional de Nível Universitário Jr - Engenharia Florestal
A respeito de licença ambiental, identifique as afirmativas a seguir 
como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) LP é a primeira etapa do licenciamento, em que o órgão licencia-
dor avalia a localização e a concepção do empreendimento, ates-
tando a sua viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos 
básicos para as próximas fases. A LP funciona como um alicer-
ce para a edificação de todo o empreendimento. Nesta etapa, são 
definidos todos os aspectos referentes ao controle ambiental da 
empresa. De início, o órgão licenciador determina se a área suge-
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rida para a instalação da empresa é tecnicamente adequada. Esse 
estudo de viabilidade é baseado no Zoneamento Municipal.
( ) O prazo de validade de cada licença difere de uma atividade 
para outra, de acordo com a tipologia e a situação ambiental da 
área onde está instalada. Os prazos de validade das licenças são: 
LP, não superior a 5 anos; LI, não superior a 6 anos; LO, mínimo, 4 
anos e, no máximo, 10 anos.
( ) Nas condutas lesivas ao meio ambiente, responsabilidade ob-
jetiva é aquela na qual o poluidor e seus sucessores, bem como 
qualquer um que tenha contribuído para o dano, serão considera-
dos responsáveis perante a lei. Nesse caso, os responsáveis res-
ponderão, individual ou conjuntamente, pelo pagamento do total 
da indenização devida.
( ) Em caso de dano ambiental, o empresário envolvido, os agentes 
corresponsáveis (pessoas físicas) e a empresa (pessoa jurídica) 
sofrerão sanções nas esferas cível, administrativa e penal.
Assinale alternativa que apresenta a sequência correta, de cima 
para baixo.
a) V – V – V – F.
b) V – V – F – V.
c) F – F – V – V.
d) F – V – F – V.
e) V – F – V – F.
QUESTÃO 3
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: Engenharia Flo-
restal
Durante a fase de planejamento ou de elaboração de projeto de 
empreendimento florestal, existem diversos macro e micro fatores 
que precisam ser levados em consideração.
Em relação a esses fatores, é INCORRETO afirmar que
a) na fase inicial do projeto, quando são tratadas as condições gerais de 
implantação, não é necessário definir um objetivo de uso para a floresta 
a ser implantada.
b) a escolha do espaçamento é uma das decisões mais importantes a 
ser considerada por impactar toda a estrutura de custos e de planeja-
mento do viveiro, das atividades silviculturais e, até mesmo, da colheita.
c) as opções de lazer, de educação e de bem-estar na região de implan-
tação do projeto devem ser consideradas, uma vez que a saúde mental 
dos trabalhadores é fundamental para o bom andamento do projeto.
d) o tamanho e a localização do viveiro florestal vão depender da quantida-
de de mudas e da tecnologia de produção das mudas a serem utilizadas.
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QUESTÃO 4
Ano: 2019 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Juiz de Fora - MG 
Prova: Analista Ambiental - Engenheiro Florestal
É notória a dificuldade de fiscalização e controle de todas as ativi-
dades humanas que geram alterações nos meios físicos, químicos, 
biológicos, sociais e econômicos. Na esfera federal, a lei comple-
mentar n° 140/2011 buscou descentralizar o licenciamento ao nível 
local. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) Os empreendimentos e atividades são licenciados ou autorizados, 
ambientalmente, por um único ente federativo.
b) As Secretarias Municipais de Meio Ambiente precisam estar cadas-
tradas no SISNAMA para licenciarem empreendimentos previstos pela 
lei complementar federal 140/2011.
c) As atividades ou empreendimentos que possam causar impacto am-
biental no âmbito local deverão ser definidas pelo CONAMA.
d) A ação supletiva deve ser solicitada pelo ente originariamente deten-
tor da atribuição de licenciar.
e) A atuação subsidiária ocorre quando o ente da Federação substitui o 
ente federativo originariamente detentor das atribuições.
QUESTÃO 5
Ano: 2018 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Santa Luzia - MG Pro-
va: Engenheiro Florestal
A Deliberação Normativa COPAM nº 217/2017, estabelece critérios 
para classificação, segundo o porte e potencial poluidor, bem como 
os critérios locacionais a serem utilizados para definição das moda-
lidades de licenciamento ambiental de empreendimentos e ativida-
des utilizadores de recursos ambientais no Estado de Minas Gerais.
Assinale a alternativa que apresenta um critério locacional que 
NÃO é contemplado por essa legislação:
a) Localização prevista em zona de amortecimento de unidade de con-
servação de proteção integral, ou na faixa de 3km do seu entorno quan-
do não houver zona de amortecimento estabelecida por plano de mane-
jo; excluídas as áreas urbanas.
b) Localização prevista em unidade de conservação de uso sustentável, 
exceto APA.
c) Localização prevista em reserva da biosfera, incluindo as áreas urbanas.
d) Supressão de vegetação nativa, exceto árvores isoladas
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
No que tange à construção civil, um tema recorrente é a sustentabili-
dade em suasoperações. Trata-se de uma atividade geradora de resí-
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duos e usuária de um significativo volume de recursos naturais. Logo, 
cada vez mais, os empreendimentos são desafiados a operacionalizar 
empreendimentos que visem à minimização dos impactos provenientes 
das atividades em construções. Nesse viés, disserte sobre o papel da 
sustentabilidade na construção civil.
TREINO INÉDITO
Tipo de licença ambiental que visa ao atendimento dos requisitos 
de projeto, bem como a realização de ações com vistas ao controle 
ambiental do empreendimento. 
a) Licenciamento ambiental
b) Licença de operação 
c) Licença de instalação
d) Licença prévia
e) Licença preliminar
NA MÍDIA
21 MATERIAIS SUSTENTÁVEIS PARA UMA OBRA ECOLOGICA-
MENTE CORRETA
Na página “Condomínios Verdes” no tema construções sustentáveis cor-
robora-se um dos aspectos tratados ao longo do capítulo: o uso de mate-
riais sustentáveis. Neste artigo reforça-se que o segmento da construção 
civil se encontra entre segmentos com maior potencial poluidor do meio 
ambiente, mas destaca que existem alternativas ecológicas disponíveis 
no mercado. O artigo também apresenta um estudo conduzido pela con-
sultoria PwC de 2015 que visou identificar os países que possuíam maior 
número de consumidores orientados ao consumo de produtos e servi-
ços de empresas que atuassem em conformidade ao desenvolvimento 
sustentável, e o Brasil foi apontado em primeiro lugar. Para reverter tal 
situação, é indicado no artigo que o agente da transformação precisa ser 
o profissional da área, apresentando alternativas ecológicas, e de forma 
a contribuir a tal desafio apresentam uma seleção de materiais sustentá-
veis que podem ser utilizados em construções.
Fonte: Condomínios Verdes
Data: 28 fev. 2020.
Leia a notícia na íntegra: Disponível em: . Acesso em: 14 mai. 2021.
NA PRÁTICA
Atualmente, o emprego assertivo de materiais na construção civil tem 
se revelado um desafio aos profissionais da área, pois, com maior fre-
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quência, é solicitado que as escolhas estejam alinhadas ao conceito de 
sustentabilidade. Isso ocorre porque a concepção de construção sus-
tentável atende à demanda de equilíbrio entre meio ambiente e as prá-
ticas do segmento. Logo, o profissional dessa e de outras áreas devem 
repensar o conceito de sustentabilidade em todas as etapas de suas 
atividades e operações.
De forma prática é muito importante o uso e a aplicação de materiais 
sustentáveis em empreendimentos, visto que os recursos naturais se 
tornam excessos. Cabe ao profissional ao desenvolver seu conceito, 
também projetá-lo empregando materiais sustentáveis, pois esses ma-
teriais além de atenderem a demanda de aspectos psicográficos de 
mercado, também geram menor impacto sob o meio ambiente. São 
exemplos de aplicações da área: o emprego de madeira proveniente de 
reflorestamento, a indicação e aplicação de tijolo de adobe e estruturas 
de concreto com isopor e PET.
PARA SABER MAIS
Título: INDUSTRIALIZAÇÃO, MEIO AMBIENTE, INOVAÇÃO E COM-
PETITIVIDADE
LUSTOSA, M. C. J. Industrialização, Meio Ambiente, Inovação e Com-
petitividade. In: MAY, P. H.; LUSTOSA, M. C.; VINHA, V. (organizado-
res). Economia do Meio Ambiente – Teoria e Prática. 3. ed. Rio de Ja-
neiro: Elsevier, p. 155-172, 2003.
Título: GESTÃO AMBIENTAL, RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUS-
TENTABILIDADE.
DIAS, R. Gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Sustentabilida-
de. São Paulo: Atlas, 2011.
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CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL E CERTIFICAÇÕES
A Sustentabilidade é um tema que ganhou notoriedade no mun-
do todo na década de 1990. Foi na Rio-92 que um acordo foi assinado 
pelos representantes de diversos países, a Agenda 21, cujo propósito 
era atingir algumas metas pré-definidas para sustentabilidade. Foram 
acordados alguns objetivos apresentados pela Agenda 21:
- Criar uma estrutura de abordagem e terminologia que adicio-
nasse valor às agendas nacionais ou regionais e subsetoriais; 
- Criar um documento fonte para a definição de atividades de 
investigação e desenvolvimento na construção civil;
- Criar uma agenda para atividades locais realizadas pelo CIB 
(International Council for Research and Innovation Building and Cons-
GESTÃO AMBIENTAL E SISTEMAS
DE GESTÃO AMBIENTAL(SGA)
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truction) e pelas organizações internacionais, suas parceiras.
Em 1994, na Flórida (EUA), a temática da construção civil foi 
discutida na primeira Conferência Mundial sobre Construção Sustentá-
vel. Nesse contexto, a construção sustentável foi entendida como uma 
aplicação dos conceitos que envolvem a sustentabilidade nas atividades 
desenvolvidas pela construção civil. Dessa forma, é sua responsabilidade 
a gestão eficiente dos recursos utilizados, bem como do ambiente cons-
truído. Na conferência, alguns princípios foram discutidos e sugeridos:
- Minimizar o consumo de recursos;
- Maximizar a reutilização dos recursos;
- Utilizar recursos renováveis e recicláveis;
- Proteger o ambiente natural;
- Criar um ambiente saudável e não tóxico;
- Fomentar a qualidade ao criar o ambiente construído (KI-
BERT, 1994).
Foi fruto dessa conferência o conceito de construção sustentá-
vel: “criação e gestão responsável de um ambiente construído saudá-
vel, tendo em consideração os princípios ecológicos (para evitar danos 
ambientais) e a utilização eficiente dos recursos” (KILBERT, 2008, p. 
432). A construção sustentável é aquela comprometida com o desen-
volvimento sustentável.
A construção civil é um setor que já é considerado o consumi-
dor de metade dos recursos naturais do mundo, sendo 70% da madeira, 
40% de água, 45% de energia e 60% da terra cultivável. Por ser um se-
tor que se utiliza muito dos recursos naturais existentes, é um dos mais 
importantes na discussão da sustentabilidade, já que sua participação 
pode causar impactos consideráveis na natureza. 
A construção sustentável visa conciliar a eficiência de sistemas 
e materiais, no que tange ao consumo de energia. Bem como, aquele 
tipo de construção que aumente a vida útil dos espaços. 
As construções sustentáveis apresentam algumas caracterís-
ticas comuns:
a) Proporciona saúde e bem-estar aos usuários;
b) Gestão sustentável da fase de implementação da obra;
c) Minimizar o consumo de água e energia tanto na obra como 
na vida útil da construção;
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d) Promover a ecoeficiência a partir do uso de matérias-primas;
e) Minimizar a geração de resíduos e contaminação;
f) Integração com o meio ambiente e uso mínimo de terreno;
g) Redução nos impactos negativos no entorno ou não geração;
h) Adaptabilidade às gerações futuras.
A construção civil atua por meio de projetos que envolvem 
diversos atores como projetistas, construtores e usuários. Um projeto 
pode ser composto por três fases, a pré-construção, a construção e 
a fase de pós-construção. Para isso, são necessários recursos como 
energia, água, materiais e há geração de resíduos. A construção sus-
tentável, por sua vez, não é diferente, mas o que a diferencia é a preo-
cupação em todas as fases com a forma de utilização desses recursos. 
Conforme apresentado na Figura 1.
Figura 1 - Construção Sustentável
Fonte: PINHEIRO (2003, p. 2).
Atuar comconstrução sustentável pode apresentar diversas 
vantagens ao longo do processo. Isso se mostra presente na economia 
de água, de energia e de materiais utilizados. Além dessas vantagens, 
pode-se adicionar à lista a redução das emissões poluentes e o aumento 
do ciclo de vida das construções. Essas vantagens, entretanto, não são 
percebidas diretamente no dia a dia das construções, apenas no médio 
e longo prazo é possível perceber os resultados nos custos do projeto. 
Ademais, optar por uma construção sustentável possibilita a melhora da 
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qualidade habitacional e construtiva de um edifício, por exemplo. 
Ainda sobre o conceito de construções sustentáveis, quando se 
trata de construção de edifícios se utiliza o termo Edifício Verde (Cons-
trução Verde) ou Green Building, sendo este construído respeitando os 
padrões sustentáveis definidos. As construções verdes buscam alcan-
çar um desempenho ambiental em relação a cinco categorias: eficiência 
de água e energia, local sustentável, conservação de recursos e mate-
riais e qualidade ambiental (Figura 2).
Figura 2 - Características de um Edifício Verde
Fonte: Nova Arquitetura, 2011.
Um dos desafios encontrados para a implementação de Cons-
truções Sustentáveis é que, em geral, as obras são realizadas por dife-
rentes empreiteiros e nem sempre a comunicação flui da melhor forma 
para compartilhamento de informações. Assim, cada um tem sua forma 
de trabalhar e, muitas vezes, acabam desperdiçando muito material. Al-
gumas técnicas podem ser usadas para reaproveitamento de recursos 
e aproveitamento de recursos renováveis como: 
- Utilização de luz solar;
- Telhados verdes; 
- Uso de e grandes jardins para infiltração da água da chuva 
no solo;
- Uso de cascalho, ao invés de asfalto nas áreas de circulação.
No Brasil, algumas práticas sustentáveis nas construções são 
apresentadas pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura 
(AsBEA) e pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS):
 
- aproveitamento de condições naturais locais;
- utilizar mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural;
- implantação e análise do entorno;
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- não provocar ou reduzir impactos no entorno – paisagem, temperaturas e 
concentração de calor, sensação de bem-estar;
- qualidade ambiental interna e externa;
- gestão sustentável da implantação da obra;
- adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários;
- uso de matérias-primas que contribuam com a ecoeficiência do processo;
- redução do consumo energético;
- redução do consumo de água;
- reduzir, reutilizar, reciclar e dispor corretamente os resíduos sólidos;
- introduzir inovações tecnológicas sempre que possível e viável;
- educação ambiental: conscientização dos envolvidos no processo (MOTTA; 
AGUILAR, 2008, p. 93).
A construção civil sofreu mudança de tecnologia para que os 
impactos sobre o ambiente construído fossem reduzidos. As certifica-
ções ambientais são usadas como ferramenta política na busca da in-
serção social, socioambiental e econômica no setor da construção civil. 
Ambiente, economia e sociedade, essas são as três esferas propostas 
por John Elkington conhecidas como o triple bottom line (tripé da sus-
tentabilidade), de acordo com a Figura 3:
Figura 3: Tripé da Sustentabilidade aplicado às organizações
Fonte: Baseado em Pedroso (2007).
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Certificações Ambientais na Construção Civil
Na busca por alcançar um desenvolvimento sustentável, levan-
do em consideração os impactos gerados pelo setor de construção civil, 
a Inglaterra (1990) lança o primeiro sistema para avaliar as construções 
no mundo: Building Research Establishment Environmental Assessment 
Method (BREEAM). Esse sistema lança uma forma de certificação, um 
selo "verde".
Ainda, nesse ano, é apresentado por Norman Foster um ar-
tigo que discute o papel da engenharia e arquitetura no processo de 
construção fazendo crítica aos impactos ambientais gerados. O artigo 
Architecture and Sustainability sugere que se deve pensar:
- Por que ocupar novas áreas, quando podemos recuperar áreas? 
- Por que demolir edifícios que poderiam ser utilizados para 
novos usos? Por que utilizar intensa iluminação artificial onde podemos 
aproveitar a luz do dia? 
- Por que utilizar condicionamento de ar onde nós podemos 
simplesmente abrir uma janela?
Richard Rogers apresenta, em 1997, um livro que propõe for-
mas de cidades do futuro, buscando harmonia e equilíbrio entre a na-
tureza e o homem. Em 1999, o CIB apresenta a Agenda 21, conforme 
comentado anteriormente. Além disso, é criado, nos EUA um incenti-
vo financeiro e econômico para as construções verdes, o Leadership 
in Energy and Environmental Design (certificação LEED) pelo USGBC 
(U.S. Green Building Council). 
A certificação LEED é um sistema que consiste em um agru-
pamento de normas que devem ser usadas para avaliar as construções 
sustentáveis, levando em consideração o ciclo de vida. Esse sistema 
mede e classifica as construções em termos de sustentabilidade. A cer-
tificação LEED é realizada por terceiros e utiliza estratégias para melho-
ria de desempenho, dentre elas destacam-se: 
- Eficiência energética;
- consumo de água;
- redução de emissões de CO2;
- qualidade ambiental;
- gestão dos recursos e sensibilidade aos seus impactos.
Portanto, essa certificação busca avaliar edifícios que pos-
suem projetos passíveis de mensuração com a intenção de eliminar 
os impactos ambientais causados pela atividade. Portanto, a fase de 
concepção do projeto é essencial para a implementação das melhorias 
apresentadas anteriormente. 
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A LEED tem níveis definidos pelo grau de proteção ambiental 
que o empreendimento consegue implementar. Para que essa avaliação 
ocorra, o empreendimento deve apresentar documentos que apresen-
tem os critérios obrigatórios que serão avaliados a partir de um sistema 
de pontuação. Há níveis para essa certificação, depende da pontuação. 
A figura 4 apresenta os quatro níveis da certificação LEED. 
Figura 4: Níveis da Certificação LEED
 
Fonte: GBCB, 2011.
Na Figura 4 são apresentados os quatro níveis da LEED, no 
qual a certificação Básica é para aqueles empreendimentos que alcan-
çam de 26 a 32 pontos, a Prata para 33 a 38 pontos, a Ouro é entre 39 
e 51 pontos e Platina é para empreendimentos que alcançam de 52 a 
69 pontos na avaliação. 
Acompanhando os movimentos mundiais em prol da sustenta-
bilidade, em 2002, a França lançou uma certificação para construções, 
o HQE (Haute Qualité Environnementale. No Brasil, em 2008 foi criado 
o selo ambiental AQUA (Alta Qualidade Ambiental) aplicada pela Fun-
dação Vanzolini, baseada na certificação francesa HQE. Essa certifica-
ção busca a qualidade ambiental, tanto dos empreendimentos quanto 
de seus equipamentos, para a satisfação das necessidades de respon-
der eficientemente aos impactos ambientais sem perder o conforto dos 
ambientes externos e internos das construções. 
A Fundação Vanzolini é uma instituição sem fins lucrativos que se 
responsabiliza pela implementação da AQUA no Brasil. O processo é rea-
lizado a partir de consultorias independentes e é indicado para empreendi-
mentos novos de construção ou reabilitação. Existem diversos benefícios 
na adoção de uma certificação AQUA, tanto para o empreendedor quanto 
para o comprador e o ambiente, conforme apresentado no Quadro 4:
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Quadro 4: Benefícios doProcesso AQUA
 
Fonte: FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2011.
A AQUA é uma certificação que implementa um sistema de 
gestão ambiental, busca a adaptação do ambiente (interno e externo) e 
as informações devem ser transmitidas ao empreendedor e aos usuá-
rios. Para isso, é necessário ter uma referência técnica na estruturação 
da certificação, portanto são dois os elementos essenciais:
- Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) - para avaliar 
o sistema de gestão ambiental implementado. Esta estrutura utilizada 
permite que haja a organização necessária para se atingir a qualidade 
ambiental desejada. O SGE determina os critérios de qualidade am-
biental, organizando e controlando os processos operacionais em todas 
as suas fases (FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2011).
- Qualidade Ambiental do Edifício (QAE) - para analisar o de-
sempenho técnico e arquitetônico da construção.
Os dois sistemas de certificações mais utilizados no Brasil são 
o LEED e o AQUA, por isso, este material focou nessas duas modalida-
des de certificação por se tratar da maior prática no país. O Quadro 5 
apresenta um resumo das diferenças de estruturação de cada processo:
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Quadro 5: Estruturação LEED x AQUA
 
Fonte: COELHO, 2010.
SUSTENTABILIDADE E A CONSTRUÇÃO CIVIL
As atividades da construção civil têm impacto direto no ambien-
te em que vivemos. Tanto de forma positiva quanto de forma negativa, 
os prédios e demais construções alteram o meio em que são inseridos. 
Dessa forma, ao aplicar os conceitos de sustentabilidade e edifícios ver-
des, é possível verificar diversas mudanças nesses impactos. 
Impactos Associados
A implementação de políticas e processos sustentáveis geram 
impacto no ambiente, mas também nos custos da empresa que imple-
menta tais ações. No que tange aos edifícios, pode-se citar como im-
pacto positivo ao meio ambiente:
- Tratamento total do esgoto;
- Uso da Energia solar para aquecimento da água;
- Reciclagem da água de banho e lavatório ;
- Isolação térmica de fachadas;
- Uso de vidro insulado, entre outros.
Conforme apresentado por Ceotto (2009), existem ferramentas 
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que analisam e priorizam as ações em edifícios residenciais, assim, o 
Quadro 6 apresenta os impactos positivos do meio ambiente classifica-
dos em maior ou menor impacto tanto no ambiente como nos custos. 
Quadro 6: Alternativas de soluções e impacto em edifícios
 
Fonte: CEOTTO, 2008.
Uso Racional de Energia, Água e Recursos Renováveis
Um dos maiores desafios para a implementação de constru-
ções sustentáveis é o uso racional dos recursos naturais. As constru-
ções devem encontrar a melhor forma de utilizar a energia, a água e 
demais recursos renováveis. 
Para que a utilização da água seja considerada responsável é 
necessário reduzir o seu consumo e aproveitar as fontes disponíveis, 
como a água da chuva por exemplo. Essa utilização traz benefícios am-
bientais para os usuários e pode trazer uma economia gerando redução 
do custo associado à conta de água. 
A reutilização da água não é, entretanto, a única forma de pen-
sar a sustentabilidade desse recurso. Após o uso, a água pode conter 
agentes contaminantes e causar estragos importantes nas fontes desse 
recurso, portanto é essencial que a água usada nas construções passe 
por tratamentos antes de retornarem ao meio ambiente. 
Outro recurso de importante discussão é a energia elétrica, uma 
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vez que a sua produção envolve investimentos altos e utiliza-se de grandes 
áreas que nem sempre são de recursos renováveis. Por isso, nas constru-
ções sustentáveis busca-se a eficiência energética, usando fontes alterna-
tivas a tradicionalmente usada (hidroelétrica), reduzindo a utilização. 
A partir da geração de energia própria com fontes renováveis 
como a eólica e a solar, é possível conseguir essa eficiência ecológica. 
Um dos produtos mais acessível a maior parte da população é o siste-
ma de aquecimento solar da água. A energia solar pode ser usada tam-
bém com a climatização do ambiente interno da construção, bem como 
da iluminação dos edifícios.
O Brasil, em relação à energia solar, é considerado privilegiado, 
visto a imensa incidência de raios solares emitidos em seu território e 
pelas reservas de quartzo para a produção do silício, utilizados na fabri-
cação de células solares. Ainda, em razão disso, vários são os benefícios 
como gases não poluentes na atmosfera comparada a outras energias, a 
mínima manutenção em suas centrais, a sua utilização em lugares remo-
tos ou de difícil acesso e uma grande vida útil de seus sistemas implanta-
dos. Entretanto, ainda causa alguns impactos ambientais como emissões 
de produtos tóxicos durante a produção do insumo utilizado para a produ-
ção dos módulos e componentes periféricos, não podendo ser usado nos 
períodos de chuva e noturno (AGUILAR et al., 2012).
A biomassa é uma fonte de energia renovável que é utilizada tam-
bém pela construção civil. A queima de biomassa produz cinzas e uma das 
formas de aplicação desse resíduo é na construção civil. Apesar de a areia 
ser um material de custo baixo, seu transporte encarece a sua utilização. 
Por isso, as cinzas passam a ser uma alternativa, uma vez que 
reduz os custos. As cinzas são usadas principalmente na produção de 
materiais de cimento. Esse uso é uma forma significativa de redução 
dos impactos ambientais das usinas que beneficiam cana-de-açúcar. 
Isso ocorre porque o que seria descarte e geraria custo para descartar 
se torna matéria prima e passa a gerar receita com a sua venda. Dessa 
forma o que é descarte para um passa a ser à base da outra indústria.
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Materiais de Construções e a Sustentabilidade
Uma das questões discutidas a respeito dos impactos ambien-
tais relacionados à construção civil está na possibilidade de esgotamen-
to de recursos naturais não renováveis devido a sua utilização como 
matéria prima. Com isso, levanta-se uma procura por formas alternati-
vas de matéria-prima e melhor utilização dos recursos. 
Na definição dos materiais para implementação de uma obra 
sustentável, alguns critérios devem ser levados em conta:
- Origem da matéria-prima;
- Extração;
- Processamento;
- Gastos com energia para transformação;
- Emissão de poluentes;
- Biocompatibilidade;
- Durabilidade;
- Qualidade;
- Outros.
Outro aspecto importante relacionado à escolha de materiais 
na utilização da construção civil é que existe uma preferência por ma-
teriais que:
- Não são tóxicos;
- Incorporam baixa energia;
- São recicláveis;
- Que reaproveitam resíduos de outras indústrias;
- Originados por fontes renováveis;
- Baixa emissão de GEE;
- Sejam duráveis;
- Seja analisado o ciclo de vida. 
ANÁLISE DO CICLO DE VIDA – ACV
A análise ou avaliação do ciclo de vida é uma ferramenta de aná-
lise de alternativas muito usada na atualidade. Essa ferramenta tem como 
objetivo avaliar os impactos ambientais de produtos e serviços a partir de 
entradas (como matérias-primas) e saídas (como emissão de gases e pro-
dutos) de um determinado sistema. O ciclo de vida consiste nas etapas:
- Extração da matéria-prima
- Transporte
A utilização dessa ferramenta deve seguir padrões regulamen-
tados pelas normas ISO 14040, ISO14041, ISO14042 e ISO14043. 
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A análise do ciclo de vida ‘inclui o ciclo de vida completo do produto, processo 
ou atividade, ou seja, a extração e o processamento de matérias-primas, a 
fabricação, o transporte

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