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Desenvolvimento sustentável Os conceitos e as definições sobre impacto e risco ambiental e sua relação com as atividades antropogênicas. A importância da elaboração de um planejamento ambiental, os seus benefícios e a análise de indicadores e ferramentas de sustentabilidade. Profa. Rafaela Cristina Landeiro da Silva Rodrigues 1. Itens iniciais Propósito Reconhecer que os avanços da engenharia podem levar a benefícios, mas também a problemas nos três pilares da sustentabilidade (economia, sociedade e ambiente), bem como identificar o desenvolvimento sustentável como a forma mais adequada para minimizar os impactos ambientais e maximizar os benefícios para esses três pilares. Objetivos Relacionar os impactos ambientais às atividades antropogênicas. Identificar os benefícios da realização de um planejamento ambiental. Reconhecer a importância dos indicadores e das ferramentas de sustentabilidade. Introdução Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e entenda sobre o desenvolvimento sustentável e sua impacto social. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Fala, mestre! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O vídeo discute a importância da sustentabilidade na engenharia, independente da formação ou habilidade. A sustentabilidade é abordada em conjunto com a redução de custos, enfatizando que esse equilíbrio é essencial. O papel do engenheiro é destacado tanto na realização das necessidades do cliente quanto em cumprir a legislação vigente e pensar nas futuras gerações. O vídeo explica que sustentabilidade envolve o uso racional e consciente dos recursos, e menciona o tripé da sustentabilidade, que consiste em aspectos sociais, econômicos e ambientais. A questão da escolha de materiais menos poluentes e economicamente viáveis também é abordada. Além disso, o vídeo fala sobre o conceito ESG (Environmental, Social, and Governance) que está em alta na indústria e universidades. Finaliza discutindo o impacto ambiental, que pode ser positivo ou negativo, dependendo da alteração feita na natureza. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • • 1. Os impactos ambientais e as atividades antropogênicas Impactos ambientais Acompanhe, neste vídeo, o conceito de impacto ambiental e como ele afeta as propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Impacto significa mudança, seja ela positiva ou negativa. Existe um impacto ambiental quando uma ação ou atividade produz alterações no meio ambiente ou em algum de seus componentes. O ambiente consiste em tudo ao nosso redor, ou, como afirmou o físico Albert Einstein (apud MILLER; SPOOLMAN, 2015): “Ambiente é tudo aquilo que não sou”. Logo, trata-se das coisas vivas e inanimadas (ar, água e energia) com as quais interagimos em uma rede complexa de relações que nos conectam uns aos outros e com o mundo em que vivemos. Segundo a Resolução Conama nº 1/1986, impacto ambiental pode ser definido como “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas” que afetam: Saúde, segurança e bem-estar da população Atividades sociais e econômicas Biota Condições estéticas e sanitárias do meio ambiente Qualidade dos recursos ambientais A questão das atividades humanas é o elemento central do impacto ambiental, pois, para que ocorra o impacto ambiental, deve haver alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio em razão de atividades humanas. Agora, pense em suas atividades diárias.Quais estariam causando impacto ambiental? Se você acorda e escova os dentes, está adicionando compostos contidos na composição da sua pasta de dente ao esgoto doméstico, não é? Caso o esgoto da sua residência não seja tratado em uma estação de tratamento de esgoto, chegará às águas de um rio e causará impacto ambiental. • • • • • 1. Se você se desloca por meios de transportes movidos a combustíveis fósseis, realiza outra atividade humana com grandes impactos ambientais: tais combustíveis pioram a qualidade do ar e, consequentemente, causam doenças respiratórias e outros males. Atenção Embora as mudanças possam ocorrer em virtude de causas naturais, apenas aquelas decorrentes da ação antrópica (realizada pelo homem) são tratadas nesse contexto. Dessa forma, o termo impacto diz respeito às alterações no meio ambiente físico, biótico e social em razão de atividades humanas em andamento ou em fase de proposta. A partir da definição apresentada, o impacto pode ser real ou potencial. Veja a seguir. De acordo com a definição de impacto ambiental, devemos considerar dois aspectos importantes: o ecológico, orientado para os estudos de impactos biológicos e geofísicos, e o humano, que contempla os aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais. Analisar os impactos ambientais é qualificar e quantificar essas alterações. As análises avaliam a qualidade ambiental com e sem determinada ação ou empreendimento. É necessário realizar as avaliações antes da realização de um projeto para efetuar o planejamento e a formulação de propostas do ponto de vista ambiental, ou seja, considerar todos os fatores ambientais. Isso deve acontecer por parte do empreendedor da atividade ou ação e por parte das autoridades públicas, quando aprovam ou rejeitam uma proposta ou determinada alternativa. Obrigatoriamente, os seguintes agentes modificadores do meio devem ser considerados durante a avaliação de um possível impacto ambiental: • Poluição atmosférica e da água. • Uso e degradação dos solos. • Substâncias radioativas. • Ruído. • Alterações na biocenose (fauna e flora). • Uso e mudanças no uso do território e dos recursos naturais. • Expropriação do terreno e especulações imobiliárias. • Doenças e variação da população. • Taxa de emprego, incrementos econômicos (comércio, serviços etc.). • Locais histórico-culturais que possam ser afetados. • Moradia, infraestrutura viária e sanitária. • Serviços comunitários e equipamentos urbanos. Os estudos de impacto ambiental devem avaliar as consequências de determinada ação para prevenir alterações na qualidade do ambiente após a execução de uma ação ou um projeto. 2. Real Quando a atividade já estiver em execução. Potencial Resulta de uma atividade que ainda será praticada, que está na fase de proposta. Riscos ambientais Confira os impactos ambientais das atividades de engenharia ao longo do tempo e a importância da sustentabilidade. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A análise de riscos ambientais é uma atividade correlata à análise de impactos, podendo inclusive ocorrer em conjunto. A análise de riscos envolve a identificação, a avaliação, o gerenciamento e a contenção de riscos ao ambiente e à saúde pública. Os estudos de riscos ambientais antecipam eventos ambientalmente maléficos, planejando ações de controle e de emergência. Um dos principais objetivos da produção e da utilização comercial de produtos e de várias áreas de atividade humana é a redução do risco. Observe que dois elementos determinam a extensão do risco ambiental: o perigo propriamente dito e a exposição ao perigo. Veja a seguir. Perigo É a fonte dos danos ou a externalidade negativa, como emissões venenosas de fábricas ou produtos químicos tóxicos derramados em um rio. Exposição Refere-se à trajetória entre a fonte dos danos e a população ou o recurso natural afetado. Embora o perigo e a exposição definam igualmente o risco ambiental, cada um deles pode afetar o resultado independentemente do outro. Isto é, alguns perigos são de menor impacto relativo, mas afetam grande parte da população. Outros, como alguns produtos químicos, são perigosos, mas a exposição a eles é limitada. Os riscos ambientais resultam de exposição a um perigo ambiental potencial. Os perigos ambientais podem ser compostosalinhados e não concorrentes. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O amplo objetivo do desenvolvimento sustentável exige mudanças fundamentais no modo como a sociedade toma as decisões. O desafio é obter prosperidade econômica, alterando a atividade do mercado, de modo que os recursos naturais e o meio ambiente sejam protegidos. Efetuar mudanças dessa magnitude exige um conceito diferente de política do que aquele que se apoia em regras e limites, isto é, instrumentos de controle que frequentemente se opõem ao incentivo de mercado do poluidor. Se a sociedade deve manter um compromisso de longo prazo para preservar a Terra, é preciso que haja uma motivação para fazê-lo, além da fuga das penalidades por não cumprir as leis. A motivação deve ser compatível com os incentivos econômicos. A premissa é que o crescimento econômico e a qualidade ambiental possam ser objetivos reforçadores, e não concorrentes. As percepções precisam ser mudadas para reconhecer que a preservação dos recursos e a redução da poluição podem intensificar os interesses privados, bem como os sociais. Atenção Concomitantemente ao incremento do planejamento ambiental e à gestão para um desenvolvimento sustentável, foram criados preceitos sobre a maneira como esses processos devem ocorrer, com leis especificas, normas técnicas e diretrizes de conduta. Esses preceitos formam um arcabouço de conhecimento e permitem que o processo de planejamento e gestão para o desenvolvimento sustentável se torne cada vez mais eficiente. Nesse processo, dois grupos podem ser apresentados: Instrumentos de gestão ambiental territorial Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos Conheça mais sobre esses grupos a seguir. Instrumentos de gestão ambiental territorial Neste vídeo, você conhecerá os instrumentos de gerenciamento ambiental urbano e costeiro. Assista! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Dos instrumentos relacionados à gestão ambiental territorial, um dos mais conhecidos e utilizados é o zoneamento. O zoneamento é usado para o planejamento ambiental e do uso do solo. Vale destacar que zoneamento significa definir ou criar zonas com funções específicas. Em um ambiente urbano, podem ser criadas zonas residenciais, de circulação e de produção. Outros exemplos são as zonas de conservação ou preservação ambientais, que estão inseridas em um zoneamento ambiental ou ecológico econômico (ZEE). ZEE O zoneamento ecológico econômico é um instrumento de ordenação territorial que deve ser obrigatoriamente considerado durante a implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas. Ele tem a função de definir medidas e padrões de proteção ambiental para a manutenção da qualidade do ambiente, dos recursos hídricos e do solo, como também da conservação da biodiversidade, colocando em prática os preceitos do desenvolvimento sustentável. Resumindo O zoneamento normatiza as atividades que podem ser desenvolvidas em cada zona e indica de que maneira ela pode ser utilizada. Cada tipo de zona apresenta normas específicas quanto ao funcionamento e desenvolvimento das atividades que podem ser desenvolvidas. Na elaboração do ZEE, devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos ecossistemas para o estabelecimento da distribuição espacial das atividades econômicas, assim como a finalidade de promoção da sustentabilidade ecológica, econômica e social. Dessa forma, é possível combinar o crescimento econômico e a proteção dos recursos naturais para as presentes e futuras gerações em decorrência do reconhecimento de valor intrínseco à biodiversidade e a seus componentes. A competência para a elaboração dos ZEEs nacional e regional, relativos aos biomas brasileiros ou territórios considerados como prioritários, é do poder público federal, podendo ser articulada em cooperação com os estados. Outro ambiente territorial que engloba os instrumentos de gestão é a zona costeira. A Constituição Federal, no art. 225, estabelece que a zona costeira é: “Um patrimônio nacional, e sua • • utilização far-se-á, na forma de lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”. O principal instrumento de gerenciamento ambiental costeiro é o zoneamento ambiental, em que as áreas costeiras são divididas em grandes compartimentos, conforme suas potencialidades naturais e perspectivas de uso, tanto das porções continentais como das marítimas. Ainda relacionado aos instrumentos de gestão ambiental territorial, consta a gestão ambiental dos recursos hídricos e das bacias hidrográficas. A gestão ambiental dos recursos hídricos no Brasil tem, em sua cronologia, um marco importante dado pela instituição da Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei federal nº. 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. O Sistema Nacional de Recursos Hídricos é integrado pelos seguintes órgãos: Órgãos integrantes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Dentro do processo de gestão dos recursos hídricos, o planejamento é representado pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos, com a participação direta de diversos segmentos da sociedade civil, de institutos de ensino e pesquisa, do governo e de setores usuários da água. O Plano Nacional de Recursos Hídricos tem o seguinte objetivo: Estabelecer um pacto nacional para a definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a melhoria da oferta de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e considerando ser a água um elemento estruturante para a implementação das políticas setoriais, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da inclusão social. Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos Confira neste vídeo uma análise sobre os instrumentos de gerenciamento ambiental de comando e controle, autocontrole e autorregulação e licenciamento ambiental. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Esses instrumentos têm chamado a atenção do sistema produtivo e de serviços, pois podem propiciar ganhos financeiros e aumento da competitividade. Veja, a seguir, exemplos de instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos: Instrumentos de comando e controle Os instrumentos de comando e controle são fundamentados na criação de políticas públicas e nas respectivas regulamentações legais nos mais diversos níveis de administração pública, como a municipal, a estadual e a federal. Essas regulamentações legais são do tipo repressivo e incluem leis, decretos, portarias, resoluções e normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e definem penalizações, como multas, paralisação e/ou interdição, ou termos de ajustamento de conduta junto ao Ministério Público. Exemplo No Brasil, um dos principais marcos legais da história ambiental foi a Política Nacional do Meio Ambiente, criada por meio da Lei federal nº 6.939, de 9 de setembro de 1981, que define como seus instrumentos o zoneamento ambiental. Instrumentos de autocontrole e autorregulação Podem ser incluídos nesta categoria os instrumentos de gestão focados por excelência na esfera privada e de natureza voluntária, como a certificação ISO 14001. Trata-se de um mecanismo indireto de comando e controle, pois organizações certificadas com a ISO 14001 são verificadas quanto ao cumprimento da legislação ambiental pertinente à atividade e ao local onde estão inseridas. A certificação ambiental surgiu da necessidade de diferenciar os produtos e serviços que apresentavam um desempenho ambiental adequado e sustentável. Há vários tipos de certificações ambientais. Alguns exemplos são: Leadership in energy and environmental design (leed) Selo de certificação e orientação ambiental de edifícios desenvolvido pela Green Building Council. É o selo ecológico com maior reconhecimento internacional, sendo adotado nos cinco continentes. Procel edifica (Eficiência energética em edificações)Selo desenvolvido pela Eletrobras/Procel, dirigido a edifícios comerciais de serviços públicos, além do setor da construção civil. Tem como objetivo promover a eficiência energética, com incentivos a projetos que estimulem e aproveitem a iluminação e a ventilação natural dos edifícios. Weel Foi criado pelo International Well Building Istitute, em 2015, e é o primeiro selo que foca a saúde e o bem-estar dos usuários, sendo um complemento e uma alternativa às outras certificações. Parte da premissa de que o maior custo de uma edificação comercial é das pessoas que as habitam. Existem diferentes níveis de certificação, entre a prata, o ouro e a platina. A classificação final foi calculada a partir de 102 características descritivas, divididas em 7 áreas de avaliação, como ar, água, alimentação, iluminação, saúde física, conforto e mente. Em resumo, as certificações ambientais são formas de verificar o quanto um edifício, por exemplo, possui de características sustentáveis. Licenciamento ambiental É um instrumento de política pública para regular as atividades com potencial de degradação ambiental, de acordo com a Lei federal nº 6.938/1981. Segundo a Resolução Conama nº 237/1997, é definido como um procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, a instalação, a ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, além das estabelecidas no Anexo 1 da referida resolução. No Rio de Janeiro, o licenciamento ambiental é realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que estabelece as seguintes categorias de licença: Licença prévia (LP) Fase preliminar de planejamento da atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo. É nessa fase que deve ser solicitado, quando for o caso, o EIA (Estudo de Impacto Ambiental)/Rima (Relatório de Impacto Ambiental). Licença de instalação (LI) Autoriza o início da implantação, de acordo com as especificações constantes do projeto aprovado. Licença de operação (LO) Autoriza, após as verificações necessárias, o início da operação da atividade licenciada e o funcionamento e seus equipamentos de acordo com o estabelecido na LP e LI. Existem muitos outros instrumentos disseminados nos meios produtivos e de serviços que consideram aspectos relacionados ao aumento da eficiência do uso de insumos, energia, recursos naturais e resíduos, o que leva à redução dos impactos ambientais dos empreendimentos e melhora o seu desempenho ambiental e econômico. Com uma legislação cada vez mais restritiva à degradação da Terra, vem aumentando a preocupação com o que acontece após o consumo dos produtos, isto é, quando eles não têm mais vida útil ou se tornam obsoletos. Esses novos conceitos levam o setor produtivo a oferecer produtos cada vez mais sustentáveis. Deve-se levar em consideração o ciclo completo, desde a origem dos materiais, como eles são processados, quais resíduos são gerados durante a cadeia produtiva, quais produtos são feitos a partir dos materiais e o que acontece com esses produtos durante o seu uso e o fim de sua vida comercial. Essa concepção vai de encontro à Avaliação do Ciclo de Vida do produto (ACV), que também pode ser referenciada pela expressão do berço ao túmulo. A ACV é um instrumento de gestão ambiental que considera todos os estágios de produção. Verificando o aprendizado Questão 1 O zoneamento ambiental ou ecológico econômico (ZEE) é um importante instrumento de ordenação territorial, devendo ser obrigatoriamente considerado durante a implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas. Considere as seguintes afirmativas sobre o ZEE. I. Tem a função de definir medidas e padrões de proteção ambiental para a manutenção da qualidade do ambiente, dos recursos hídricos e do solo, assim como para a conservação da biodiversidade. II. Normatiza as atividades que podem ser desenvolvidas em cada zona e indica de que maneira a zona pode ser utilizada. III. A competência para a elaboração dos ZEEs nacional e regional, relativo aos biomas brasileiros ou aos territórios considerados como prioritários, é do poder público federal, podendo ser articulada com os estados. IV. Na elaboração do ZEE, não devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos ecossistemas V. O ZEE contempla as zonas de conservação e preservação ambientais. Está correto o que se afirma em A I, II e III. B I, III e IV. C III, IV e V. D I, II, III e V. E II, III, IV e V. A alternativa D está correta. Na elaboração do ZEE, devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos ecossistemas para o estabelecimento da distribuição espacial das atividades econômicas, com a finalidade de promover a sustentabilidade ecológica, econômica e social. O ZEE deve possibilitar o crescimento econômico e a proteção dos recursos naturais em favor da presente e das futuras gerações em decorrência do reconhecimento de valor intrínseco à biodiversidade e a seus componentes. Questão 2 Existem numerosos exemplos de indicadores relacionados à dimensão social da sustentabilidade. Um dos que tem merecido maior destaque ultimamente é o índice de desenvolvimento humano (IDH). Ele foi desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que, em seu relatório, sugere que a medida do desenvolvimento humano deve focar três elementos. Quais são eles? A Longevidade, conhecimento e riqueza per capita. B Conhecimento, padrão de vida decente e riqueza per capita. C Transporte e fluxo de material, longevidade e padrão de vida decente. D Longevidade, conhecimento e padrão de vida decente. E Conhecimento, riqueza per capita e transporte e fluxo de material. A alternativa D está correta. O índice de desenvolvimento humano parte do pressuposto de que, para aferir o avanço de uma população, não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana. O índice sugere que a medida do desenvolvimento humano deve focar a longevidade, o conhecimento e o padrão de vida decente. 4. Conclusão Considerações finais Com todos os instrumentos de sustentabilidade exemplificados, temos uma ideia de como a humanidade vem evoluindo e se dando conta, a passos lentos, de que é necessário que todos façam a sua parte para preservar a Terra. Se quisermos preservar nossa existência, devemos rever nossos conceitos sobre o que é importante e, acima de tudo, sobre o que é necessário para que tenhamos uma vida com desenvolvimento social, econômico e ambiental. O amplo objetivo do desenvolvimento sustentável exige mudanças fundamentais no modo como a sociedade toma as decisões. Os métodos de tomada de decisões disponíveis aos engenheiros estendem-se dos mais objetivos (técnicos) aos mais subjetivos (éticos). Conforme as decisões de engenharia passam de técnicas para éticas, elas se tornam cada vez menos quantitativas e cada vez mais sujeitas aos gostos pessoais, aos prejulgamentos e às preocupações do responsável pelas decisões. O desafio é obter prosperidade econômica, alterando a atividade do mercado, de modo que os recursos naturais e o meio ambiente sejam protegidos. Efetuar mudanças dessa magnitude exige um conceito diferente de política do que aquele que se apoia em regras e limites: instrumentos de controle que frequentemente se opõem ao incentivo de mercado do poluidor. Caso a sociedade deseje manter um compromisso de longo prazo para preservar a Terra, é preciso haver uma motivação para fazê-lo, além da fuga das penalidades por não cumprir as leis. Explore + Confira as indicações que separamos especialmente para você! • Pesquise no site da Agência Nacional de Águas sobre os indicadores de qualidade.• Pesquise no site da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos sobre os indicadores da OECD. • Faça uma pesquisa sobre zoneamento nos sites das seguintes instituições: Ministério do Meio Ambiente e Instituto Estadual do Ambiente. • Para saber mais sobre certificações ambientais, pesquise no site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Referências BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Do conceito de P+L para o conceito de PCS. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, s. d. Consultado na internet em 27 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981. BRASIL. Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981. Dispõe sobre a criação de Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981. BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2010. BRASIL. Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, nº 247, 22 dez. 1997, p. 30841-30843. Consultado na internet em: 27 mar. 2020. BRASIL. Plano Nacional de Recursos Hídricos. Brasília, DF: Ministério de Meio Ambiente, 2006. BRITO, L. et al. Influência das atividades antrópicas na qualidade das águas da bacia hidrográfica do Rio Salitre. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 9, n. 4, p. 596-602, 15 abr. 2005. CASTRO, C.; LEMOS, C. Planejamento ambiental. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2016. CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Procel Edifica: eficiência energética nas edificações. Consultado na internet em: 27 mar. 2020. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. CONAMA. Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Brasília, DF: Presidência da República, 1986. LIMA-GUIMARÃES, S. T. et al.Gestão de áreas de riscos e desastres ambientais. Rio Claro: IGCE/UNESP/RIO CLARO, 2012. MENDES, J. A. M. Plano de emergência ambiental – Obra: construção do Hospital Regional do Vale do Jaguaribe. Marquise engenharia, 2 mar. 2018. ROMEIRO, A. R. Desenvolvimento sustentável: uma perspectiva econômico-ecológica. Estudos Avançados, v. 26, n. 74, p. 65-92, 2012. Consultado na internet em: 27 mar. 2020. SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de textos, 2008. STAMM, H. R. Método para Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) em projetos de grande porte: estudo de caso de uma usina termelétrica. 2003. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. TOMINAGA, L. K.; SANTORO, J.; AMARAL, R. Desastres naturais: conhecer para prevenir. 3. ed. São Paulo: Instituto Geológico, 2015. Desenvolvimento sustentável 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução Conteúdo interativo Fala, mestre! Conteúdo interativo Conteúdo interativo 1. Os impactos ambientais e as atividades antropogênicas Impactos ambientais Conteúdo interativo Atenção Riscos ambientais Conteúdo interativo Perigo Exposição Atenção Solvente Solução de limpeza Saiba mais Impactos ambientais dos projetos e das atividades de engenharia Conteúdo interativo Exemplo Saiba mais Previsão de impacto e análise de risco ambiental Conteúdo interativo Magnitude Relevância Abrangência Método Ad hoc Listagens de controle Matrizes de impactos Sobreposição de mapas Redes de interação Modelos de simulação Saiba mais Emergências ambientais Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Os benefícios do planejamento ambiental Planejamento ambiental Fala, mestre! Conteúdo interativo Saiba mais 1 2 Você sabe quais são as fases do processo de planejamento? Conteúdo interativo Desafios da sustentabilidade Conteúdo interativo Exemplo Capital Natural Pegadas ecológicas Pontos ecológicos Atenção Energia Minerais metálicos Minerais não metálicos Saiba mais Saiba mais Estações ecológicas Conteúdo interativo Saiba mais Política Nacional do Meio Ambiente Conteúdo interativo Lei de proteção da biodiversidade (Lei nº 13.123/2015) Código florestal (Lei nº 12.651/2012) Lei de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) (Lei nº 12.187/2009) Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) (Lei nº 9.985/2000) Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997) Constituição Federal (1988) Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981) Verificando o aprendizado 3. Os indicadores e as ferramentas de sustentabilidade Métricas e indicadores de sustentabilidade Fala, mestre! Conteúdo interativo Saiba mais Indicadores de sustentabilidade Indicadores ambientais Exemplo 1 Exemplo 2 Exemplo 3 Agora você consegue mensurar o desenvolvimento sustentável? Conteúdo interativo Ferramentas de sustentabilidade Conteúdo interativo Atenção Instrumentos de gestão ambiental territorial Conteúdo interativo Resumindo Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos Conteúdo interativo Instrumentos de comando e controle Exemplo Instrumentos de autocontrole e autorregulação Leadership in energy and environmental design (leed) Procel edifica (Eficiência energética em edificações) Weel Licenciamento ambiental Licença prévia (LP) Licença de instalação (LI) Licença de operação (LO) Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Explore + Referênciasquímicos específicos ou misturas químicas, como fumaça de cigarros, mesmo em fumantes passivos, e fumaça proveniente do escapamento de carros. Eles também podem ser patogênicos (organismos vivos como bactérias e vírus, que podem causar doenças em outro organismo) ou resultado da destruição da camada de ozônio, das mudanças climáticas e da escassez de água. Os riscos de um composto químico podem envolver seus efeitos tóxicos ou o perigo que ele representa para os trabalhadores e para uma comunidade, por exemplo, por causar uma explosão. Os riscos têm sido historicamente gerenciados de acordo com a questão da exposição. Por exemplo, a exposição pode ser limitada quando os trabalhadores usam roupas protetoras e equipamentos de proteção individual (EPIs) ou quando se utilizam sinais de notificação para caminhões que transportam produtos químicos perigosos ou cargas infectantes. Podemos representar o risco como uma equação matemática da seguinte forma: Os riscos são produto de uma função de perigo e exposição. Se o perigo se aproxima do infinitamente grande, os riscos só podem ser reduzidos a quase zero se a exposição for reduzida a quase zero. No entanto, quando o perigo tende a zero, a exposição pode se aproximar do infinito sem afetar significativamente o risco. Atenção A redução do perigo é um modo muito mais garantido de diminuir riscos do que a diminuição da exposição. Os fatores humanos que desempenham um papel fundamental no sucesso da limitação da exposição e que exigem um esforço consciente e constante são muito menos cruciais em cenários de redução do perigo. Compare, por exemplo, a utilização de um solvente orgânico volátil, inflamável e um pouco tóxico na limpeza e para desengraxar peças de metal usinado com o uso de uma solução aquosa de um agente limpante atóxico. Solvente Para operar com o solvente de forma segura, é necessária vigilância constante para evitar o perigo. Falhas nas medidas de proteção podem causar um acidente grave ou lesões sérias. Solução de limpeza A solução de limpeza aquosa não apresenta qualquer desses perigos, e alguma falha nas medidas de proteção não causariam problemas. Saiba mais Perigo: Formação de misturas explosivas com o ar ou a exposição excessiva dos trabalhadores à inalação do solvente. As relações entre riscos, perigo e exposição são extremamente importantes porque os métodos atuais para proteção da saúde humana e do ambiente estão muito ligados ao paradigma de riscos e dependem quase exclusivamente do controle da exposição. Os consequentes esforços da engenharia para diminuir a probabilidade de exposição a uma ampla variedade de perigos, incluindo intoxicantes, substâncias reativas, inflamáveis e explosivos, têm sido significativos. Entretanto, essa estratégia é bastante cara e ela ainda pode, como uma função da probabilidade, falhar no final. Quando o controle à exposição falha, o risco é igual a uma função do perigo. Essa relação implica a necessidade de projetar moléculas, produtos, processos, comportamentos sociais e sistemas para que a saúde e a segurança não dependam de controles ou sistemas que possam falhar ou ser sabotados (intencionalmente ou acidentalmente), mas que dependam do uso de compostos químicos e materiais benignos (minimamente perigosos). Impactos ambientais dos projetos e das atividades de engenharia Neste vídeo, vamos mostrar os impactos ambientais das atividades de engenharia ao longo do tempo e a importância da sustentabilidade. Assista! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O homem começou a interagir de maneira diferente com os ecossistemas a partir do momento em que desenvolveu a agricultura e outras formas de alterar a dinâmica do meio ambiente a seu favor. As alterações geradas pelo ser humano tomaram proporções bem maiores nas últimas décadas, com o desenvolvimento da sociedade e a busca dos países por crescimento econômico. A busca pela prosperidade econômica, além da própria existência das sociedades como conhecemos, prevê a degradação ambiental e a utilização de seus recursos. Algumas evidências disso seriam o aumento de contaminantes provenientes de atividade industrial e mineração, o uso insustentável de recursos naturais e a disposição inadequada de resíduos. A visão teológica e filosófica do homem como guardião da Terra vigora outra vez, agora sob a ótica científica, muito mais por necessidade do que por benevolência para com a natureza. Assim, é de incumbência da humanidade examinar suas ações e harmonizá-las para que possam assegurar que o planeta continue habitável. Os estudos de impactos e riscos ambientais são o primeiro passo racional nesse processo, pois representam a oportunidade de o homem considerar, na sua tomada de decisão, os efeitos de suas ações, o que normalmente não ocorre no mercado de troca de bens e serviços. Esses efeitos precisam ser discutidos contra as vantagens econômicas derivadas de determinada ação. Qualquer projeto de engenharia, grande ou pequeno, inclui uma série de decisões tomadas pelos engenheiros em sua implantação. Às vezes, tais decisões revelam-se equivocadas. Muitas delas, no entanto, tomadas diariamente centenas de vezes por milhares de engenheiros, estão corretas e, assim, aprimoram o conjunto da civilização humana, protegem o meio ambiente e reforçam a integridade dessa profissão. Como raramente a tomada de decisões em engenharia se mostra equivocada, esse processo é pouco conhecido e discutido. No entanto, quando uma decisão se revela equivocada, os resultados geralmente são catastróficos. Um exemplo é a Ciclovia Tim Maia. Um trecho dessa ciclovia, na Avenida Niemeyer, que liga três bairros da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, caiu durante um temporal. Ciclovia Tim Maia. Como afirma Gray (apud VESILIND; MORGAN, 2015), médicos só podem ferir uma pessoa por vez, ao passo que engenheiros têm potencial para ferir milhares, devido a sistemas projetados incorretamente. Exemplo Nos estágios preliminares do projeto de um processo de manufatura, há bastante flexibilidade no desenvolvimento de soluções que impeçam ou minimizem os riscos por meio de decisões que eliminem o uso e a produção de compostos químicos perigosos. Um engenheiro não projetaria intencionalmente um processo de manufatura se o resultado direto propiciasse que os trabalhadores da indústria e os membros da comunidade contraíssem câncer ou que os peixes de um rio local morressem após a exposição à descarga de água residuária. Contudo, os impactos adversos nos homens e nos ecossistemas infelizmente são o resultado de muitas de nossas práticas atuais de projeto de engenharia. Os profissionais estão agora adotando a “química verde” e a “engenharia verde” como meios para desenvolver compostos químicos, materiais, processos e serviços que reduzam ou eliminem o uso e a geração de substâncias perigosas, com riscos reduzidos à saúde humana e ao ambiente. Tome como exemplo os edifícios. Reflita, por alguns minutos, sobre a variedade de materiais usados na construção de prédios, sobre a lista de materiais e revestimentos usados para decorar e mobiliar um imóvel e sobre o número de compostos químicos usados durante a operação e a manutenção do edifício. Quantos desses materiais estruturais, adesivos, selantes, coberturas para o chão e paredes, componentes de mobiliário e agentes de limpeza são selecionados com base em critérios para maximizar a saúde e a produtividade dos habitantes do edifício, com a minimização do impacto adverso potencial (os riscos) aos humanos e ao ambiente? Saiba mais Infelizmente, a resposta a essa pergunta é a seguinte: muito poucos. O projeto verde de edifícios leva em consideração a saúde dos ocupantes e o impacto no ambiente associados a escolhas de materiais. Ambientes internos mal projetados e gerenciados têm um grande impacto econômico adverso na sociedade, além do aumento dos custos da saúde e a menor produtividade no trabalho. Nos anos 1970, os cientistas Paul Ehrlich e John Holdren desenvolveram um modelosimples que mostrava como o tamanho populacional (P), a afluência ou o consumo de recursos por pessoa (A) e os efeitos ambientais benéficos e prejudiciais das tecnologias (T) ajudam a determinar o impacto ambiental (I) das atividades humanas (uma estimativa aproximada do quanto a humanidade está degradando o capital natural de que depende). Podemos resumir esse modelo de forma simples: Algumas formas de tecnologia — fábricas poluentes, usinas de energia e carvão e veículos movidos a combustíveis fósseis — elevam o impacto ambiental e aumentam o fator T na equação. Outras tecnologias, ao reduzirem o impacto ambiental, diminuem o fator T. Os exemplos são: Controle da poluição e tecnologias de prevenção. Turbinas eólicas e células solares, que geram eletricidade sem poluir. Carros com combustível eficiente. Em outras palavras, algumas formas de tecnologia são ambientalmente perigosas e outras, benéficas. Na maioria dos países menos desenvolvidos, os fatores principais do impacto ambiental total são o tamanho da população e a degradação dos recursos renováveis, como o número crescente de pessoas pobres. Nos países desenvolvidos, as altas taxas de uso de recurso per capita e o consequente alto nível de poluição e degradação ambiental são, em geral, os fatores utilizados para determinar o impacto ambiental total. Impacto (I) = População (P) x Afluência (A) x Tecnologia (T) • • • Previsão de impacto e análise de risco ambiental Conheça neste vídeo os estudos integrados sobre previsão de impacto e análise de risco para avaliação da possibilidade de ocorrência de um acidente, como evitá-lo e mitigá-lo após sua ocorrência. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A definição da previsão dos impactos ambientais foi elaborada na década de 1960 e deu base para o estabelecimento da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), pois era preciso prevenir os impactos analisando os riscos envolvidos. O impacto ambiental está associado ao fator tempo, visto que podem ser feitos projetos para amenizar os prejuízos ambientais de uma ação, conforme ilustra a imagem. Representação gráfica de um impacto ambiental. É importante lembrar que, de acordo com a Resolução 001/86 do CONAMA, em seu art. 1º, o impacto ambiental se refere a mudanças causadas nas propriedades do meio ambiente por meio da ação de humanos. Essas ações podem gerar perdas no que tange à saúde, à segurança e ao conforto da sociedade, bem como impactar na maneira como a população se relaciona com o meio. De acordo com a legislação, podemos ter a impressão de que os impactos são sempre negativos. No entanto, os impactos ambientais podem afetar favorável ou desfavoravelmente o meio ambiente. Portanto, a AIA considera os aspectos positivos e negativos, também chamado de “benefícios e adversidades”, e podem participar de tal avaliação as partes interessadas (responsável pelo projeto) e afetadas, o poder público (órgão municipal). A previsão de impacto e a análise de risco são estudos integrados que têm por objetivo a avaliação da possibilidade de ocorrer um acidente, e o que pode ser feito para evitá-lo, bem como mitigá-lo após sua ocorrência. Dessa forma, quando pensamos em qualquer projeto, é necessário considerar quais são os riscos envolvidos. Essa ação colabora na avaliação das consequências enquanto estão ocorrendo, até porque é nessa fase que os danos no meio ambiente aparecem e os acidentes de uma operação podem ser evitados. As modificações provocadas no meio em decorrência das atividades humanas e suas consequências nos meios físicos, biológicos e socioeconômicos têm demonstrado que é preciso incluir as questões ambientais no processo decisório a partir do momento da avaliação de propostas e planejamento de um projeto de ocupação territorial, o qual está atrelado à implantação das atividades econômicas. A identificação e caracterização dos impactos ambientais nos permite analisá-los de forma quantitativa e qualitativa, de modo que poderão ser classificados em categorias de importância. Sanchez (2013) lista diversos tipos de atributos ou categorias, como: Magnitude Reversível ou irreversível: Quando a causa e o impacto acabam, o meio alterado retorna ao que era antes, ou nunca mais poderá ser o mesmo. Duração: Pode ser temporária ou permanente. Incidência: Direta ou indireta. A direta é uma mudança decorrente de um aspecto ambiental gerado por um processo. Já a indireta é proveniente de um impacto direto que produz impactos secundários. Prazo para manifestação do impacto: Pode ser curto, médio e longo prazo. Relevância Cumulatividade: O impacto pode ficar mais intenso pela continuidade da ação do seu agente gerador. Sinergia: É a forma que um impacto pode causar influência ou induzir outros a acontecerem. Importância: Muito pequena, pequena, média, grande ou muito grande. Quando é algo muito pequeno, há dificuldade de identificar a alteração, e portanto, ela não é identificada nem medida. Quando ela é pequena, já é possível medir, mas não há ganhos ou perdas na qualidade ambiental da área. Isso não acontece na média, já que há ganhos e perdas. Por fim, a grande e muito grandes são ganhos e perdas expressivas na qualidade ambiental da área afetada. Abrangência Pontual: É quando a modificação afeta somente a área de intervenção, ou seja, a área diretamente afetada. Local: É quando a modificação afeta também o entorno da área de intervenção, ou seja, a área indiretamente afetada. Conforme há mais categorias e impactos, sua caracterização aumenta e sua significância pode ser analisada. Quanto maior, mais grave poderá ser o problema ambiental, e mais difícil sua mitigação. São vários os métodos existentes para análise e avaliação dos impactos ambientais. Trouxemos a seguir alguns deles: Método Ad hoc Este método, também chamado de julgamento de especialistas, é utilizado quando há pouca informação sobre o projeto ou empreendimento e quando não temos detalhamento da área em que este projeto será executado. Ele perfaz um grupo multidisciplinar de profissionais que detêm conhecimentos variados nas áreas do projeto e no meio ambiente. • • • • • • • • • Listagens de controle Também conhecidas como listagens de verificação, são materiais construídos a partir de situações que já foram vividas. A maior parte das listas de controle é orientada para a identificação dos impactos potenciais sobre fatores ambientais considerados relevantes, diferenciando-se umas das outras pelo nível de sofisticação aplicado. Tais análises são feitas em menor tempo, sendo mais rápidas, pois não consideram detalhamentos de origem e magnitude. Matrizes de impactos Assim como as listagens de controle, as matrizes apresentam inúmeras possibilidades de variação. Elas foram construídas no formato de tabela, em que, no eixo horizontal, são consideradas as características ambientais e, no eixo vertical, as ações e impactos, tanto positivos como negativos. Sobreposição de mapas A informação mais importante deste método são os mapas, ou seja, é preciso ter uma base cartográfica que represente a abrangência dos impactos ambientais no território onde o projeto ou empreendimento será instalado. Os mapas podem ter aspectos físicos, químicos, biológicos, sociais, econômicos, culturais, entre outros; e uma das formas que permitirá a interpretação é a sobreposição. Quando se sobrepõe, poderá ser identificada a área afetada e quais serão os impactos e efeitos do projeto nos aspectos. Redes de interação Podem ser definidas como uma representação esquemática de uma sequência de impactos ambientais de uma intervenção no meio. O principal objetivo dessa metodologia é a determinação das relações entre as ações, sendo que muitas vezes elas podem estar associadas ou interligadas, não somente uma relação de causa e consequência, mas como se fosse uma relação em cadeia com impactos diretos e indiretos. Modelos de simulação Esta metodologia está relacionada com as redes de interação, quando se observa tendências queforam utilizadas no desenvolvimento de modelos matemáticos para a simulação dos impactos ambientais. Citamos seis dos modelos mais utilizados, mas a escolha do método vai depender de qual é utilizado para qual situação de impacto, e qual os especialistas do estudo terão maior familiaridade. De acordo com Stamm (2003), a definição de qual método será utilizado e que melhor se aplica vai depender de vários fatores, como: Características e dimensões do projeto. Resultados esperados desta avaliação. Se existem outras possibilidades. Listagem dos possíveis impactos. Facilidades na utilização do método e experiência da equipe que executará a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). Levantamento dos recursos necessários versus recursos disponíveis. • • • • • • Avaliação sobre qual é o tipo de envolvimento público durante a aplicação do método. Vivência do empreendedor neste tipo de método. Para uma maior assertividade, pode ser feita uma combinação desses métodos. Ainda podemos citar os documentos EIA e RIMA, na continuidade da Previsão de Impacto e Análise de Risco Ambiental. O EIA é uma sigla para Estudo de Impacto Ambiental, enquanto o RIMA significa o Relatório de Impacto Ambiental. EIA e RIMA são documentos associados à intensidade e dimensão do impacto no meio ambiente. Vejamos suas diferenças! Mas, ambos documentos são importantes e fundamentais para licenciamentos ambientais de grande potencial poluidor. Os estudos de impacto ambiental estão previstos na Lei Federal nº 6.938, de 1981, que reconheceu e instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente para o bem de toda a sociedade, e de forma específica na Resolução CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) 001/86 de 23 de janeiro de 1986. O objetivo principal desses documentos é o controle e a medição do impacto ambiental, de forma que também analisa a viabilidade de um novo empreendimento ou atividade, a fim de autorizar ou não sua implantação e/ ou funcionamento. Mas, quando é exigido um EIA/RIMA? Saiba mais Depende da complexidade, tipologia, porte e localização do empreendimento e/ou atividade. Além disso, esses estudos deverão ser elaborados por uma equipe multidisciplinar independente, legalmente habilitada nos conselhos de classe (Exemplo: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA), e contratada pelo empreendedor. Vamos agora a um caso interessante: alguns municípios - como Uberaba (MG) - possuem leis de patrimônio geológico, pois lá já foram encontrados fósseis importantes. Para esses locais, há a necessidade de um laudo geológico para aprovar a movimentação de solo durante uma escavação (como as para empreendimentos verticais). Para projetos mais complexo e com área elevada, um EIA ou RIMA é importante. Emergências ambientais Explore, neste vídeo, os riscos que podem causar emergências e como elaborar um plano de emergência ambiental. • • EIA É o estudo completo, com várias páginas pormenorizadas, e na qual os técnicos da área vão avaliar seu conteúdo. RIMA É o resumo do EIA, com linguagem menos técnica e rebuscada, a fim de garantir que seu conteúdo fique mais fácil de entender para a população participante da audiência pública. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. São ocorrências que não podem ser previstas e/ou não são desejáveis. Podem causar danos diretos ou indiretos ao meio ambiente e à saúde pública, além de prejuízos econômicos e sociais, ocorrendo em diferentes níveis de gravidade. Para evitar as condições que causam emergências, como incêndios, sinistros e ameaças externas, é fundamental prever os riscos que podem as ocasionar. Uma das formas de garantir a antecipação é elaborando um plano de emergência ambiental, que tem as funções de identificar os cenários emergenciais e definir as ações que devem ser seguidas no caso de desencadeamento de emergências. Ao executar qualquer atividade, seja de pequeno, médio ou grande porte, primeiro, é fundamental analisar criteriosamente todos os fatores envolvidos no sistema, a fim de definir os riscos potenciais e como acontecimentos desejáveis e indesejáveis podem ocorrer ou quais podem ser previstos e/ou planejados ou não. Os acidentes podem ser de causas naturais, como erupções vulcânicas, ou causados por ações da humanidade, como vazamentos em reatores nucleares. Entre diversos acidentes que geram danos ao meio ambiente, os que acontecem com mais frequência no mundo são: Derramamento de óleo nos mares. Incêndios (em áreas urbanas ou florestais). Explosões. Colisões. O atual estado de emergência ambiental é uma ameaça crítica ao meio ambiente e à saúde pública, devido à grande quantidade de emissão de poluentes, o que potencializa alguns desastres naturais, como chuva ácida. Entre as diversas consequências de um acidente ou uma emergência ambiental, podemos destacar: Poluição do ar, do solo e da água. Danos à fauna e flora. Danos à saúde humana. Prejuízos econômicos. O Plano de emergência ambiental (PEA) é o documento utilizado para identificar os cenários emergenciais e definir as ações a serem seguidas, no caso do desencadeamento de tais processos emergenciais. Ele é necessário para instalações industriais e municípios que possuem riscos ambientais. O objetivo do PEA é atender aos procedimentos de segurança e às exigências legais e integradas de segurança, meio ambiente e saúde, com o propósito de proteger as pessoas, o meio ambiente, os equipamentos e as instalações e as relações com as comunidades afetadas pelo projeto ou empreendimento. O PEA deve conter os procedimentos de resposta às situações emergenciais, além de definir as atribuições e as responsabilidades dos envolvidos, a fim de propiciar as condições necessárias para o pronto atendimento às emergências, por meio de ações rápidas e seguras. O plano deve ser estruturado com os seguintes itens: Identificação da instalação ou do empreendimento. • • • • • Localização geográfica da atividade. Uso da área. Descrição das instalações. Cenários acidentais. Área de abrangência e limitação do plano. Estrutura organizacional de resposta. Ações de resposta às situações emergenciais. Recursos humanos e materiais disponíveis. Divulgação, estabelecimento, integração com outras instituições. Manutenção do plano. Programa de treinamento e simulados. Proposta de monitoramento de áreas que vierem a ser afetadas. Implantação do PAE. Equipe técnica. Confira, a seguir, alguns exemplos em que o PEA pode ser aplicado! Derrame ou vazamento de produtos químicos. Extravasamento de efluentes. Queda de resíduos sólidos durante o transporte. Situações de incêndios. Além do PEA, podem ser aplicados simulados de emergência. Uma situação real de combate e controle a emergência é reproduzida, visando verificar se os procedimentos estabelecidos, os recursos humanos e materiais e a logística apresentam, na prática, o desempenho estabelecido no planejamento. Uma ocorrência pode acontecer de várias formas, inclusive, com fatores que dificultem o atendimento. Dessa forma, é necessário promover periodicamente exercícios com simulados programados, com base em hipóteses acidentais e procedimentos para atender à emergência do PEA. No que se refere aos acidentes ambientais, todos os colaboradores de uma organização deverão passar por treinamento antes de iniciarem suas atividades, independentemente de quais forem, com o objetivo de que sejam capazes de agir corretamente quando houver alguma anormalidade. É importante que os treinamentos e os simulados sejam efetuados por profissionais capacitados, como bombeiro civil. Observe o exemplo a seguir. Simulado atendimento emergencial. Os simulados devem ocorrer com objetivo de: • • • • • • • • • • • • • • • • • • Testar os recursos disponíveis. Identificar os procedimentos falhos e corrigi-los. Reconhecer as situações críticas. Identificar as necessidade de adequação nos procedimentos e as oportunidades de melhoria das ações queforam definidas no Plano de emergência ambiental. Avaliar a capacidade de reação e tomada de decisão dos colaboradores na ocorrência de situações anormais. É recomendado que os simulados ocorram de forma periódica. Além disso, após a ocorrência de emergência ambiental (real ou simulada), a necessidade de revisão do plano deverá ser avaliada. A partir do simulado, podem ser identificados pontos de revisão e melhoria. Verificando o aprendizado Questão 1 O consumo mundial de água aumentou mais de seis vezes em menos de um século, mais que o dobro das taxas de crescimento da população. Em nível global, os recursos hídricos tendem a se tornar mais escassos, devido aos processos de uso e de poluição crescentes, caso não haja ações enérgicas para a melhoria da gestão da oferta e da demanda da água. No contexto da influência das atividades antrópicas para a qualidade das águas, considere as seguintes atividades relacionadas com a poluição das águas. I. Produção de alimentos com utilização de agrotóxicos. II. Produção de alimentos com utilização de fertilizantes. III. Operação de uma empresa, com LO, na produção de solventes. IV. Cemitérios. V. Atividades industriais e de mineração. São atividades relacionadas à poluição das águas as indicadas nos itens A I, II e III. B II, IV e V. C I, II, IV e V. D II, III e V. E I, II, III e IV. A alternativa C está correta. • • • • • A produção de alimentos com agrotóxicos e fertilizantes apresenta a possibilidade de contaminação da água, visto que, por exemplo, com a chuva, ocorre a lixiviação dos agrotóxicos e dos fertilizantes que podem se infiltrar e contaminar as águas subterrâneas ou um rio. Os agrotóxicos são compostos difíceis de serem degradados e, portanto, permanecerão no ambiente durante longos períodos. Já os fertilizantes contribuem para a eutrofização (crescimento excessivo das plantas) nos corpos hídricos, pois o objetivo da aplicação desses componentes é fornecer nutrientes para a plantação; porém, em excesso nas águas, causam desequilíbrio. Para cemitérios e lixões, há atividades que podem gerar o necrochorume e o chorume, líquido proveniente da decomposição da matéria orgânica. Assim, em um terreno sem preparação adequada, esses líquidos se infiltrarão no solo e contaminarão a água subterrânea. Nas atividades de mineração e industriais, temos os contaminantes e os resíduos industriais, que causam poluição hídrica. Em relação à operação de uma empresa de produção de solventes, como qualquer outra empresa que contenha licença ambiental, ainda sendo especificada a licença de operação (LO), já é previsto o tratamento dos efluentes gerados por essa empresa. Dessa forma, a empresa não poderá contaminar um rio, por exemplo. Questão 2 A respeito das questões ambientais e do desenvolvimento sustentável que permeiam as discussões da sociedade atual, assinale a opção correta: A O conceito de desenvolvimento sustentável começou a ser elaborado no início do século XVI, antes mesmo da Primeira Revolução Industrial. B Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, representantes de 113 países se reuniram para debater questões relativas ao meio ambiente. Esse encontro é considerado como a primeira mobilização em torno desse tema. C Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92). Nesse encontro, foi assinado o Protocolo de Quioto por todos os países que participaram do evento. D Em 2002, o Egito abrigou a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável. Nesse encontro foram discutidas somente questões relacionadas ao meio ambiente. Esse encontro recebeu a denominação de Rio+10, pois aconteceu 10 anos após a conferência do Rio-92. E O conceito de desenvolvimento sustentável foi concebido no século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial. A alternativa B está correta. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como Conferência de Estocolmo, em 1972, foi a primeira grande reunião de chefes de estado organizada pelas Nações Unidas (ONU) para tratar das questões relacionadas à degradação do meio ambiente. As conferências internacionais posteriores, como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, conhecida como Eco-92, e o Protocolo de Quioto, em 1997, contribuíram para que a questão ambiental ganhasse cada vez mais importância nas questões políticas nos domínios de gestão nos níveis regional, nacional e internacional. Dez anos após e Eco-92, a ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento sustentável em Joanesburgo (África do Sul). Nos debates, os países revisaram as metas da Agenda 21, um dos principais resultados da Eco-92. 2. Os benefícios do planejamento ambiental Planejamento ambiental Fala, mestre! O vídeo aborda diversas tragédias causadas por fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, em Petrópolis, no litoral de São Paulo, e no Rio Grande do Sul. Especialistas atribuem esses desastres ao aquecimento global provocado pela emissão de gases de efeito estufa e pelo desmatamento. Além disso, o vídeo discute a matriz energética e elétrica do Brasil e do mundo, destacando a dependência de fontes não renováveis e a necessidade de transição para fontes renováveis. O Brasil se destaca no uso de energias limpas, mas ainda depende significativamente do petróleo. O contexto histórico das discussões sobre mudanças climáticas é apresentado, incluindo acordos e conferências internacionais como as COPs e o Acordo de Paris. O vídeo também menciona as possíveis consequências do aquecimento global para o agronegócio brasileiro e a importância de medidas para mitigar esses impactos. No final, são feitas perguntas sobre o tema, com explicações sobre a comparação de custos entre fontes de energia e os objetivos dos acordos climáticos internacionais. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Por definição, planejar significa elaborar, em etapas e com bases técnicas, planos e programas com objetivos definidos. Todas as atividades humanas requerem planejamento. Necessitamos de organização, de controle, do estabelecimento de metas. Você já realizou seu planejamento para esta semana? Quais são seus objetivos para o dia de hoje? De que maneira você alcançará esses objetivos? Respondendo a essas questões, você realiza etapas de um planejamento. O planejamento deve ser encarado como a execução de um plano norteador para o futuro, estabelecendo os objetivos e, na sequência, propondo os mecanismos para que eles sejam alcançados. Porém, é preciso ter em mente que um planejamento não segue uma única fórmula, pois algumas habilidades são necessárias para realizar um planejamento, como a capacidade de inovar e perceber necessidades de mudanças. Alguns elementos são fundamentais em um planejamento, tais como: • Postura proativa, com a orientação do plano de ação para o futuro. • Orientação em curto, médio e longo prazos. • Apresentação de vulnerabilidade, riscos e potencialidades. • Oferecimento de diferentes possibilidades de ação, conforme circunstâncias variáveis no tempo. • Listagem de recursos tecnológicos e financeiros necessários. O planejamento ambiental exige uma abordagem interdisciplinar e integrada por causa do caráter complexo das questões ambientais. Profissionais de várias formações acadêmicas estão envolvidos com questões de planejamento ambiental, como engenheiros, químicos, geógrafos, biólogos, economistas, sociólogos e profissionais de nível técnico. Planejamento ambiental Ordenamento e sistematização de ações e exercícios para conservação e proteção ambiental, bem como um estudo que propõe resoluções para problemas futuros na esfera ambiental. Saiba mais Geralmente, esses profissionais estão concentrados em órgãos públicos municipais, estaduais ou federais. Porém, o setor privado, por pressões sociais, políticas e econômicas, tem percebido a importânciados aspectos ambientais e vem desenvolvendo mais trabalhos com profissionais permanentes em seu quadro ou com consultores ambientais temporários. Vamos conhecer agora um exemplo na prática! Analisaremos uma bacia hidrográfica, onde se pretende melhorar a qualidade da água fluvial. Veja a seguir como o processo ocorre. 1 No primeiro ciclo de planejamento ambiental, o objetivo principal seria a diminuição da turbidez, com a contenção de processos erosivos pontuais e dispersos e o replantio de mata ciliar. 2 Após esse ciclo ser avaliado e o objetivo considerado alcançado, o próximo ciclo poderia ter o objetivo de diminuir a demanda bioquímica de oxigênio (DBO), com a eliminação do lançamento de efluentes não tratados no curso fluvial, a detecção das fontes lançadoras e seu redirecionamento para uma estação de tratamento de esgoto. O principal objetivo de um planejamento ambiental é atingir o desenvolvimento sustentável, minimizando os impactos, preservando e conservando os recursos naturais. Há muitas maneiras de alcançar os objetivos de um planejamento ambiental. Como já mencionado anteriormente, não existe uma fórmula única. Os mecanismos, isto é, as formas de implementação do planejamento, dependerão do contexto político, econômico, institucional e cultural em que o planejamento ocorre. Você sabe quais são as fases do processo de planejamento? Compreenda melhor cada uma dessas etapas a partir de um caso real. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Desafios da sustentabilidade Assista ao vídeo e confira como os recursos renováveis e não renováveis afetam o meio ambiente. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade vem da demanda por materiais de que o homem necessita, ou ao menos quer para satisfazer seus desejos por padrões de vida mais elevados. Os materiais necessários às sociedades contemporâneas podem ser fornecidos por fontes extrativistas (não renováveis) ou renováveis. A utilização de recursos minerais tem fortes laços com a tecnologia, a energia e o ambiente. As perturbações em um desses elementos normalmente causam perturbações nos outros. Exemplo As reduções nos níveis de poluentes presentes nos gases de escape de automóveis, para diminuir a poluição do ar, exigem o uso de dispositivos catalisadores, que contêm metais do grupo platina, um recurso mineral valioso e insubstituível. Assim, podemos perceber que precisamos extrair um recurso não renovável, a platina, para diminuir a poluição do ar. Apesar dos nossos muitos avanços científicos e tecnológicos, somos totalmente dependentes do ambiente para ter ar e água limpos, além de comida, abrigo, energia e tudo mais de que precisamos para nos mantermos vivos e saudáveis. Como resultado, somos parte e não estamos à parte do restante da natureza. Há amplas evidências e concordâncias de que estamos degradando o nosso próprio sistema de suporte à vida e que, neste século, tal comportamento ameaçará a civilização humana e a existência de várias espécies do mundo. Parte do problema decorre da ignorância sobre como a Terra funciona, sobre como nossas ações afetam seus sistemas de sustentação da vida e sobre como podemos mudar nosso comportamento em relação ao planeta e, portanto, em relação a nós mesmos. A correção dessa falta de conhecimento começa pela compreensão de três ideias importantes, que formam a base da conscientização ambiental: Capital Natural O capital natural (recursos e serviços naturais que mantêm o homem e outras espécies vivos e sustentam nossas economias, como o Sol) é importante porque sustenta a vida na Terra. Pegadas ecológicas Nossas pegadas ecológicas são imensas e estão se propagando com rapidez. Na verdade, já excederam a capacidade ecológica da Terra. Pontos ecológicos Os pontos ecológicos de ruptura e alterações climáticas são irreversíveis, o que significa que nunca devem ser ultrapassados. Uma vez ultrapassados, nem o dinheiro nem a tecnologia nos salvarão das consequências prejudiciais, que poderão durar milhares de anos. O desejo de aprimorar a qualidade de vida mediante a melhoria da qualidade ambiental e a maior consciência da limitação dos recursos naturais é fundamental para o entendimento da divergência entre a proteção do meio ambiente e o crescimento econômico. Atenção Fica evidente a necessidade de obter um completo conhecimento, dispondo de uma série de informações sobre implantação de realizações industriais, urbanas, turísticas, energéticas e de obras públicas, para que a opinião pública possa se pronunciar, julgar e avaliar realmente se os efeitos dessas realizações são ou não importantes. Em engenharia, raramente há “o melhor jeito” de projetar alguma coisa. Caso houvesse, a engenharia se estagnaria, a inovação cessaria, e a paralisia técnica iria se estabelecer. Assim como temos de reconhecer que não há uma única obra de arte perfeita, como uma pintura, também não existe uma instalação perfeita de tratamento de água. Se houvesse uma pintura ou uma instalação perfeita, todas as instalações de tratamento do futuro se pareceriam com ela, assim como todas as pinturas seriam iguais. O estudante de engenharia costuma aprender, durante os primeiros anos do curso, que todas as lições de casa e questões de prova possuem uma única resposta “certa”, sendo todas as outras “erradas”. Porém, na prática da profissão, muitas decisões técnicas podem estar certas, o que faz com que um problema possa apresentar várias soluções técnicas igualmente corretas. Quando pensamos nos desafios da sustentabilidade, precisamos lembrar que, na crosta terrestre, existem recursos renováveis e não renováveis. A energia solar é chamada de recurso renovável porque seu fornecimento é contínuo, com a expectativa de que ele dure, no mínimo, 6 bilhões de anos, até o momento em que o Sol complete o seu ciclo de vida. Recurso renovável Florestas, pradarias, populações de peixes, água fresca, ar fresco e solo fértil. A natureza leva períodos que vão de vários dias a centenas de anos para se reconstituir. Os recursos renováveis existem por meio de processos naturais, o que significa que não podemos usá-los mais rápido do que a natureza pode renová-los. A taxa mais elevada em que um recurso renovável pode ser usado indefinidamente sem reduzir seu suprimento disponível é chamada rendimento sustentável. Outros recursos, como ouro e ferro, por exemplo, existem em quantidade ou estoque fixos. Em uma escala de tempo muito mais curta dos seres humanos, de centenas a milhares de anos, esses recursos podem ser esgotados muito mais rápido do que são formados. Os estoques esgotáveis incluem recursos de: Energia Carvão e petróleo. Minerais metálicos Cobre e alumínio. Minerais não metálicos Sal e areia. Alguns analistas acreditam que a engenhosidade do homem encontrará substitutos quando os suprimentos de minerais fundamentais se tornarem muito caros ou escassos. Podemos tentar encontrar substitutos para os recursos escassos, reduzir o desperdício de recursos e reciclar e reutilizar minerais. A forma mais sustentável de usar os recursos minerais não renováveis (especialmente metais escassos, como o ouro, o ferro, o cobre, o alumínio e a platina) é reciclá-los ou reutilizá-los. A reciclagem tem impacto ambiental muito menor do que a mineração e o processamento de metais a partir de minérios. A reciclagem de latas de bebidas e sucata de alumínio produz 95% menos poluição do ar, 97% menos poluição da água e usa 95% menos energia do que a mineração e o processamento de minério de alumínio. Como no processo de limpeza e reutilização os itens não são fundidos nem reprocessados, o impacto ambiental é muito menor. Saiba mais O Japão tem investido fortemente na extração e reciclagem de ouro, platina e vários metais de terras- raras encontrados no lixo eletrônico, que são vistos como minas urbanas. Se pensarmos somente nos celulares como exemplo de lixo eletrônico, vemos que eles possuem35,10% de metais, como alumínio, ferro, cobre, cobalto, zinco, níquel, estanho, ouro, prata, entre outros.Estudos indicam que, em abril de 2019, havia 230 milhões de celulares ativos no Brasil. Faça as contas! Se supormos que cada celular tem uma massa de 100 gramas, teremos aproximadamente 8.050 toneladas de metais! Por falar em metais de terras-raras, você sabe quais são eles e qual a sua importância? Os 17 elementos ou metais de terras-raras, que incluem escândio e ítrio e 15 lantanídeos, encontram-se perto da parte inferior da tabela periódica. Por causa da força magnética e de outras propriedades únicas, esses elementos e os seus minerais (sobretudo os óxidos que podem ser convertidos em metais de terras-raras) são muito importantes para as tecnologias modernas amplamente utilizadas. Esses metais são utilizados, por exemplo, em telas de cristal líquido para computadores, telas de TV e outros dispositivos eletrônicos, energia fluorescente, lâmpadas LED, células solares, chips de computadores, baterias recarregáveis, cabos de fibra óptica, telefones celulares, baterias e motores para carros elétricos. Metais de terras-raras também são vitais para as aplicações militares, tais como sistemas de orientação de mísseis, bombas inteligentes, lasers, radares, eletrônica de aeronaves e satélites. Também existe a possibilidade de encontrar substitutos para os minerais escassos por meio da nanotecnologia. Já ouviu falar em nanotecnologia? A nanotecnologia usa a ciência e a engenharia para manipular e criar materiais a partir de átomos e moléculas em escala ultrapequena, com menos de 100 nanômetros. O ponto final desta frase tem cerca de um milhão de nanômetros de diâmetro. Na escala nanométrica, os materiais convencionais têm propriedades não convencionais e inesperadas. Os cientistas planejam usar substâncias abundantes, como carbono, silício, titânio e boro, para criar medicamentos, células solares e até carrocerias de automóveis. Os nanomateriais já foram usados em mais de 1.100 produtos de consumo, e esse número está crescendo rapidamente. Alguns desses produtos são: revestimentos resistentes a manchas e livres de rugas em roupa, meias que se alimentam de odores, revestimentos autolimpantes em óculos de sol e para-brisas, protetores solares, produtos de cuidados da pele que penetram profundamente e embalagens de alimentos que liberam partículas de prata para matar bactérias, leveduras e fungos. Então, qual é a dificuldade? Idealmente, esse processo de fabricação de baixo para cima ocorreria com pouco dano ambiental, sem esgotamento de recursos não renováveis e com muitos potenciais benefícios ambientais. Porém, há preocupações relacionadas a alguns possíveis efeitos indesejados e prejudiciais para a saúde dos seres humanos. À medida que as partículas ficam menores, tornam-se mais reativas e potencialmente tóxicas para os seres humanos e outros animais. Estudos de laboratório mostram que as nanopartículas podem passar da placenta da mãe para o feto e se mover da passagem nasal para o cérebro. Saiba mais De acordo com muitos analistas, são necessárias duas etapas antes de a nanotecnologia ser expandida mais amplamente. Em primeiro lugar, é preciso investigar cuidadosamente os seus riscos potenciais. Em segundo, o desenvolvimento de diretrizes e regulamentos para controlar suas crescentes aplicações até que saibamos mais sobre os efeitos potencialmente nocivos dessa nova tecnologia deve ser priorizado. Estações ecológicas Conheça, neste vídeo, as áreas que representam os ecossistemas brasileiros, denominadas estações ecológicas, e seus propósitos para proteger e conservar o ambiente natural. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A Lei nº 6.902, publicada em 27 de abril de 1981, considera as estações ecológicas áreas peculiares que representam os ecossistemas brasileiros e são destinadas ao desenvolvimento de pesquisas científicas. Além disso, seu objetivo é proteger e conservar o ambiente natural que ali se encontra. O Poder Executivo destina, no mínimo, 90% de área das estações ecológicas para a preservação da biota. Os 10% restantes, ou menos, podem ser utilizados em pesquisas relacionadas à ecologia, mesmo gerando modificações no local. Sendo unidades de conservação do tipo proteção integral, o artigo 8º, inciso I, da Lei Federal nº 9.985/2000, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), também estabelece que as estações ecológicas “têm como principal objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas”. Com o objetivo de preservar a natureza e desenvolver pesquisas (que devem ser previamente autorizadas), os governos federais, estaduais e municipais criam as estações ecológicas. Não são permitidas visitas a esses locais, a menos que o objetivo seja educacional. Nesse caso, é preciso consultar o que rege o Plano de manejo do local ou o regulamento. Na estação ecológica, alterações dos ecossistemas somente são permitidas em caso de: Medidas que visem à restauração de ecossistemas modificados. Manejo de espécies, para preservar a diversidade biológica. Coleta de componentes dos ecossistemas, para fins científicos. Pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que o causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas. Isso se dará em uma área correspondente a, no máximo, 3% da extensão total da unidade e até o limite de 1.500 hectares. Além disso, na área reservada às estações ecológicas, proíbe-se: Presença de rebanho de animais domésticos de propriedade particular. Exploração de recursos naturais, exceto para fins experimentais, que não causem prejuízo à manutenção da biota nativa; exceto o disposto no § 2º do art. 1º. Porte e uso de armas de qualquer tipo. Porte e uso de instrumentos de corte de árvores. Porte e uso de redes para apanhar animais e outros artefatos de captura. As infrações à citada lei podem se referir à apreensão de material proibido e ao pagamento de indenizações proporcionais aos estragos gerados. As estações ecológicas não devem serem utilizadas para fins aos quais não foram criadas, podendo haver pena de enquadramento, como desvio de finalidade e/ou abuso de poder. O homem como agente que modifica a paisagem. Por que implantar e estruturar estações ecológicas? Saiba mais Para desenvolver estudos comparativos (antes e depois) de locais ocupados pelo homem e alterados por sua ação, para otimizar o planejamento regional e proporcionar o uso racional de recursos naturais. As estações ecológicas potencializam a teoria e a prática do desenvolvimento sustentável e aumentam o conhecimento sobre espaços ricos em interesse ambiental. Política Nacional do Meio Ambiente Neste vídeo, vamos apresentar as leis ambientais vinculadas ao planejamento ambiental. Assista! • • • • • • • • • Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Trata-se de um conjunto de princípios, diretrizes e instrumentos que norteiam a atuação do poder público na proteção, conservação e preservação do meio ambiente no Brasil. Ela foi estabelecida pela Lei nº 6.938/1981 e tem como objetivo central promover o desenvolvimento sustentável, conciliando o progresso econômico à conservação ambiental. Os princípios que orientam a Política Nacional do Meio Ambiente incluem: A preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. A compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. A definição de áreas prioritárias de ação governamental. O estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental. O desenvolvimento de pesquisas e tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos ambientais. A difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente. A preservação dos recursos ambientais e sua restauração, visando ao uso racional e à disponibilidade permanente. A obrigação de recuperar e/ouindenizar os danos causados ao meio ambiente. A Lei nº 6.938/1981 ainda aborda a proteção dos ecossistemas e a preservação de áreas representativas, que estabelece os fins da Política Nacional do Meio Ambiente. Entre esses fins, destacam-se a proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas, e a recuperação de áreas degradadas. Além disso, a lei prevê a definição de áreas prioritárias de ação governamental, o controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras e a imposição da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao meio ambiente. Se você fizer uma rápida pesquisa, verá que existem diversas leis ambientais importantes no Brasil. Antes de falar delas, é importante compreender que a legislação ambiental brasileira é abrangente e aborda muitas questões relacionadas à proteção do meio ambiente, à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos naturais e à conscientização ambiental. Assim, é possível monitorar as atividades humanas para que elas não prejudiquem irreversivelmente o ecossistema. Vejamos alguns dos principais aspectos da legislação ambiental no Brasil: 2015 Lei de proteção da biodiversidade (Lei nº 13.123/2015) Determina regras para o acesso ao patrimônio genético e aos conhecimentos tradicionais associados, bem como a repartição de benefícios gerados a partir desses recursos. 2012 Código florestal (Lei nº 12.651/2012) Regulamenta o uso da terra e a preservação de florestas e áreas de preservação permanente. Ele estabelece regras para a conservação ambiental, a restauração de áreas degradadas e o uso responsável dos recursos naturais. • • • • • • • • 2010 Lei de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) Trata da gestão de resíduos sólidos, promovendo a coleta seletiva, a reciclagem, o tratamento adequado de resíduos e a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. 2009 Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) (Lei nº 12.187/2009) Determina ações para mitigar as mudanças climáticas, incluindo a redução das emissões de gases de efeito estufa. 2000 Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) (Lei nº 9.985/2000) Estabelece as bases para criar, gerir e regulamentar as unidades de conservação no Brasil. Trata-se de áreas protegidas destinadas à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos naturais e à pesquisa científica. 1998 Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) Dispõe crimes ambientais e estabelece penalidades para a poluição, o desmatamento ilegal e o tráfico de animais silvestres, entre outros. Também estabelece a responsabilidade ambiental de pessoas físicas e jurídicas. 1997 Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997) Dispõe a gestão sustentável dos recursos hídricos, incluindo a criação de comitês de bacias hidrográficas e a promoção do uso racional da água. 1988 Constituição Federal (1988) Estabelece as bases para a proteção do meio ambiente, garantindo que se trata de um direito de todos. O governo deve preservá-lo para as gerações futuras. A CF também estabelece a competência dos estados e municípios na gestão ambiental. 1981 Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981) Estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e as diretrizes gerais para a sua proteção, incluindo a análise de impacto ambiental e a criação de unidades de conservação. O Brasil também é signatário de acordos e convenções internacionais, como o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e a Convenção sobre diversidade biológica. Verificando o aprendizado Questão 1 Quanto ao planejamento ambiental, assinale a alternativa correta. A A proteção do meio ambiente e a sustentabilidade econômica e de recursos naturais são possíveis sem que sejam necessárias transformações nos ambientes urbanos. B A qualidade de vida não está relacionada à proteção do meio ambiente. C O diagnóstico é uma das etapas mais simples do planejamento ambiental. D A identificação dos objetivos é uma das etapas mais importantes do planejamento ambiental. E Um planejamento ambiental não contempla a etapa de prognóstico. A alternativa D está correta. A identificação dos objetivos afeta as etapas seguintes do planejamento, por isso possui tamanha importância. O objetivo, ou os objetivos, deve indicar o ponto a que se quer chegar. Após destacar os objetivos, é preciso passar para a etapa de diagnóstico, em que são levantadas as informações. A informação é, portanto, a base para o planejamento ambiental. Na sequência, tem-se o prognóstico, o momento de olhar para as possíveis tendências, os cenários e as alternativas futuras. O planejamento levanta as informações ambientais, sociais, econômicas, políticas etc., sobre o passado e o presente, sempre olhando para o futuro e tentando identificar as tendências e os cenários futuros na região estudada. Questão 2 Você estudou que uma das fases de um planejamento ambiental é a fase de prognóstico. Essa fase representa o momento de olhar para possíveis tendências, cenários e alternativas futuras. Suponha que você trabalha em uma empresa que produz alumínio metálico, em uma equipe que está elaborando um planejamento ambiental. Como o alumínio não é encontrado diretamente em estado metálico na crosta terrestre, sua obtenção parte da mineração da bauxita e segue para as etapas posteriores de refinaria e redução. Grande quantidade de energia é gasta na obtenção do alumínio metálico, principalmente no processo de redução. Devido ao grande consumo de energia, a empresa tem sua própria usina termoelétrica, que utiliza como combustível carvão mineral (recurso não renovável) para gerar parte da energia que é consumida. O objetivo do planejamento ambiental que está sendo elaborado é controlar as emissões atmosféricas liberadas nos processos industriais da empresa. Indique qual opção se enquadra na fase de prognóstico do planejamento ambiental realizado pela sua equipe, visando ao desenvolvimento sustentável. A Substituição do carvão mineral pelo carvão vegetal. B Utilização de gás natural. C Construção de uma usina hidrelétrica. D Instalação de placas solares. E Construção de uma usina termoelétrica. A alternativa D está correta. A melhor alternativa é utilizar recursos renováveis como o Sol e a água, porém, para a geração de energia a partir da construção de uma usina hidrelétrica, muito impacto será causado na fase inicial da construção. Dessa forma, a melhor alternativa seria a geração de energia a partir de placas solares. 3. Os indicadores e as ferramentas de sustentabilidade Métricas e indicadores de sustentabilidade Fala, mestre! O vídeo aborda as profundas e rápidas transformações contemporâneas, destacando inovações como a biotecnologia, a inteligência artificial e as energias renováveis. Um marco relevante é o sequenciamento completo do genoma humano por pesquisadores e avanços como a regeneração celular e a clonagem de espécies ameaçadas. No entanto, desafios globais como a crise climática, a desigualdade social e a desinformação persistem. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 13, visam combater essas questões através de ações como a transição energética e a criação de cidades sustentáveis, exemplificadas pelas "cidades esponja". Esses esforços buscam mitigar os impactos ambientais e promover um futuro mais justo e próspero. O Brasil participa ativamente com o Plano Clima, destacando-se pela liderança técnica e diálogo aberto. O vídeo enfatiza a importância de reduzir a pegada ecológica e a responsabilidade coletiva para enfrentar os desafios climáticos, além de explorar como tecnologias e práticas inovadoras podem contribuir para um desenvolvimento sustentável. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) adotou a Agenda 21 para transformar o desenvolvimento sustentável em uma meta global aceitável.Para colocar os princípios da sustentabilidade em prática e adotar as orientações da Agenda 21, essa conferência criou a Comissão de Desenvolvimento Sustentável, cuja principal responsabilidade é monitorar os progressos alcançados, utilizando, por exemplo, indicadores de desenvolvimento sustentável. (Rio 92) adotou a Agenda 21 A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento é mais conhecida como Rio-92. A Agenda 21 foi assinada por 179 países, criando um programa de ação baseado em um documento de 40 capítulos. Saiba mais Indicadores: Um indicador, em geral, é algo que aponta para uma questão ou para uma condição. Seu propósito é mostrar se um sistema está funcionando bem. Se houver um problema, um indicador pode ajudar a determinar qual direção tomar para resolver a questão. Os indicadores devem ser observados a partir de suas funções (BELLEN, 2004), que são: Indicadores de desenvolvimento sustentável. Um exemplo de indicador é o medidor de gasolina de um carro, que mostra o quanto de combustível ainda há no veículo. Se o medidor indicar que o tanque está quase vazio, você sabe que é hora de abastecer. Outro exemplo de indicador é um boletim de meio período escolar, que mostra se o aluno está se saindo suficientemente bem para cursar a próxima etapa ou se é necessária uma ajuda extra. Os dois indicadores fornecem informações para ajudar a prevenir ou a resolver problemas antes que eles se tornem graves demais. Veja um pouco mais a seguir. Indicadores de sustentabilidade Um indicador de sustentabilidade mede o progresso no sentido de um objetivo de sustentabilidade a ser alcançado. O conceito de desenvolvimento sustentável abrange muitas questões e dimensões. Isso se reflete nos sistemas de indicadores mais conhecidos que atuam em diferentes dimensões, procurando mensurar a sustentabilidade do desenvolvimento. Dessa forma, indicadores de sustentabilidade devem representar a natureza multidimensional da sustentabilidade, considerando as facetas ambiental, social e econômica. Indicadores ambientais Quando se trata de indicadores ambientais, algumas aproximações são feitas utilizando o sistema de média (água, ar, solo, recursos) ou o sistema de metas, com os parâmetros legais como objetivos dos indicadores. Para a questão da água, por exemplo, existe o índice de qualidade de água (IQA), desenvolvido para avaliar a qualidade da água para o abastecimento público. O IQA é calculado com base em alguns parâmetros, como temperatura da água, pH e oxigênio dissolvido. As variáveis de qualidade, que fazem parte do cálculo do IQA, refletem, principalmente, a contaminação dos corpos hídricos ocasionada pelo lançamento de esgotos domésticos. Um valor baixo de IQA indica a má qualidade da água para abastecimento. Atualmente, a maior fonte de indicadores ambientais é a publicação regular da Organization for Economic Cooperation and Development (OECD), que fornece um primeiro mecanismo para monitoramento do progresso ambiental para os países que fazem parte da instituição. Organization for Economic Cooperation and Development A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico é um fórum com 36 países, fundado em 1961, para estimular o progresso econômico e o comércio mundial. Os indicadores ambientais da OECD são regularmente utilizados nos exames dos desempenhos ambientais. Trata-se de uma valiosa ferramenta para o acompanhamento da integração das decisões econômicas e ambientais, para a análise das políticas de meio ambiente e avaliação dos resultados. O sistema utiliza o modelo PSR (pressure, state, response), um dos sistemas que vem adquirindo cada vez mais importância internacionalmente. Entenda: Indicadores ambientais PSR. Conheça, a seguir, outros exemplos de indicadores: Exemplo 1 Outra abordagem da dimensão ecológica faz referência a indicadores relacionados a transporte e fluxo de material, consumo total de material (TMC – total material consumption) e a recursos e energia, como o indicador de entrada total de material (TMI – total material input). Embora o propósito do indicador seja ambiental, a metodologia utilizada para o cálculo é econômica. Exemplo 2 O fluxo de materiais e energia é importante, mas não é o único aspecto relevante no que diz respeito à sustentabilidade. Um dos aspectos mais importantes para manter o capital natural é a manutenção da diversidade biológica. Nesse campo, outro indicador parcialmente conhecido é o biodiversity indicators for policy-makers, do World Resources Institute (WRI) — o Instituto de Recursos Mundiais foi criado em 1982, em resposta às preocupações ambientais das décadas de 1960 e 1970. Exemplo 3 Quanto à dimensão econômica, sistemas de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável têm surgido com mais força nos últimos tempos. Um sistema interessante de indicadores econômicos é o monitoring environmental progress (MEP - monitoramento do progresso ambiental), desenvolvido pelo Banco Mundial, que se fundamenta na ideia de que a sustentabilidade é medida por uma riqueza per capita não decrescente. Os primeiros relatórios de riqueza foram produzidos em 1995. Existem também numerosos exemplos de indicadores relacionados à dimensão social da sustentabilidade. Veja a seguir alguns deles: • Um dos que tem merecido maior destaque ultimamente é o índice de desenvolvimento humano (IDH). Ele foi desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que, em seu relatório, sugere que a medida do desenvolvimento humano deve focar três elementos: longevidade, conhecimento e padrão de vida decente. Para o item longevidade, o padrão considerado é a expectativa de vida ao nascimento, que é associada à nutrição adequada e a um bom sistema de saúde, por exemplo. O conhecimento se refere à capacidade de leitura ou ao grau de alfabetização, algo necessário para a vida produtiva dentro da sociedade moderna. Para verificar o padrão de vida, o indicador mais confiável e com maior facilidade de obtenção é a receita per capita. • Existem várias tentativas para avaliar a sustentabilidade. A partir de sistemas mais específicos, foram elaboradas formas para integrar as diversas dimensões da sustentabilidade. O driving force, state, response (DSR) é um dos métodos mais conhecidos para integrar as várias dimensões do desenvolvimento sustentável. Esse método foi adotado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em 1995, como uma ferramenta capaz de organizar informações sobre o desenvolvimento. O sistema DSR foi desenvolvido a partir do sistema PSR utilizado pela OECD. No sistema DSR, o item pressure (P) foi substituído por driving force (D), para que fosse possível incorporar os aspectos sociais, econômicos e institucionais do desenvolvimento sustentável. Driving force, State, Response Nesse sistema, o item Driving force representa as atividades humanas, processos e padrões que causam impacto no desenvolvimento sustentável. Alguns exemplos são as taxas de crescimento da população e de emissão de CO2. Apesar da existência de diversos sistemas relacionados à medida da sustentabilidade, há elementos que ainda não foram devidamente estudados e desenvolvidos. Podemos recordar rapidamente alguns desses aspectos, como a multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento sustentável, a complexidade que decorre da agregação de variáveis não relacionadas diretamente, a questão da transparência e sistemas de avaliação, a existência dos julgamentos de valor e sua ponderação nos diversos sistemas, o tipo de processo decisório envolvido, assim como o tipo de variável envolvida (qualitativa, quantitativa ou ambas). Agora você consegue mensurar o desenvolvimento sustentável? Veja como podemos definir e mensurar o desenvolvimento sustentável e quais os desafios para colocá-lo em prática. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Ferramentas de sustentabilidade Veja neste vídeo como o crescimento econômico e a preservação ambiental podem ter objetivos