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E-BOOK
GESTÃO AMBIENTAL I
Problemas ambientais no Brasil e no 
mundo
APRESENTAÇÃO
Atualmente presenciamos uma grande crise ambiental mundial, fomentada pela má gestão dos 
recursos naturais por décadas, principalmente após a revolução industrial. Um desses efeitos diz 
respeito às alterações climáticas, mais especificamente ao aquecimento global. Neste aspecto, 
entenda que o aquecimento global é natural, perante a escala do tempo geológico, no entanto, 
devido à intensa emissão de gases do efeito estufa (como CO2, CH4 e N2O), esse processo tem 
sido acelerado, e tem causado diversos efeitos, como o acelerado desgelo das calotas polares ou 
mesmo o aumento na intensidade de eventos climáticos, como, por exemplo, furacões. O 
aquecimento global é um aspecto relacionado diretamente à exploração do petróleo e à inserção 
de seus resíduos na atmosfera, mas podemos também relatar problemas com a poluição da água 
pelo esgoto sanitário, problema básico mas que perpetua-se desde as mais antigas civilizações 
humanas, e relacionado diretamente à saúde pública, ou mesmo à poluição do solo, que, por sua 
vez, reflete-se na qualidade do alimento que ingerimos. Esses são apenas alguns dos desafios 
ambientais que a humanidade terá que enfrentar e resolver. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprofundar o estudo acerca dos problemas 
ambientais, suas causas e também as ações necessárias para a sua solução.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever as questões ambientais no Brasil e no mundo.•
Identificar as causas dos problemas ambientais no Brasil e no mundo.•
Relacionar ações para evitar e minimizar impactos ambientais negativos.•
DESAFIO
A preocupação com os efeitos ou impactos ambientais, decorrentes da ação do homem no 
ambiente natural, passou a merecer maior atenção a partir da década de 1950. 
Essa preocupação foi motivada pela queda da qualidade de vida em algumas regiões do planeta. 
Surgiram movimentos ambientalistas e foram criadas entidades não governamentais sem fins 
lucrativos, alem de agências governamentais voltadas para a proteção ambiental. Sendo assim, é 
sabido que o ramo da construção civil é o que mais gera resíduos sólidos. 
Quais atitudes poderiam ser tomadas por você – um engenheiro - para minimizar a geração de 
resíduos e sua reutilização nas obras?
INFOGRÁFICO
Nos primórdios da civilização humana, os impactos ao meio ambiente eram facilmente 
absorvidos pelo meio, no entanto, após a revolução industrial, os impactos superaram a 
capacidade de autodepuração do sistema, causando, assim, grandes alterações negativas na 
qualidade dos aspectos ambientais. 
Acompanhe no Infográfico mais informações acerca das principais questões ambientais que 
assolam o Brasil e o mundo.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
As principais questões ambientais estão associadas à degradação do ambiente e, 
consequentemente, da vida, inclusive, do ser humano, caso este esteja vivendo nesse meio. 
Imagine-se respirando um ar contaminado, ou mesmo ingerindo água e alimentos contaminados. 
Pois é, hoje essa realidade não está distante e a crise ambiental só aumenta em todos os lugares 
do mundo. A causa: décadas e mais décadas de descaso, sendo os resíduos perigosos dispostos 
diretamente nos solos, nas águas e no ar, que são os mesmos recursos que necessitamos para 
viver. 
 
Além de detectar as causas e consequências dos inúmeros problemas ambientais, a procura por 
suas soluções deve ser priorizada, tendo em vista o manejo correto dos recursos e a perpetuação 
destes para as próximas gerações. Acompanhe, no capítulo Principais questões ambientais no 
Brasil e no mundo, da obra Gestão de recursos ambientais, algumas das ações e programas que 
podem ser realizados para minimizar os problemas ambientais.  
 
Boa leitura.
GESTÃO DE 
RECURSOS 
AMBIENTAIS
Agnes Reis
Principais questões 
ambientais no Brasil 
e no mundo
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Descrever as questões ambientais no Brasil e no mundo.
 � Identificar as causas dos problemas ambientais no Brasil e no mundo.
 � Relacionar ações para evitar e minimizar impactos ambientais 
negativos.
Introdução
Hoje, vivenciamos uma grande crise ambiental mundial, em consequência 
da má gestão de recursos naturais com o passar das décadas, princi-
palmente após a revolução industrial. Um desses efeitos diz respeito às 
alterações climáticas, especificamente, ao aquecimento global. Nesse 
aspecto, é preciso ter em mente que o aquecimento global é natural, den-
tro da escala do tempo geológico. No entanto, devido à intensa emissão 
de gases do efeito estufa, como CO
2
, o CH
4
 e o N
2
O, esse processo tem 
sido mais rápido, causando diversos efeitos, como o acelerado desgelo 
das calotas polares, ou mesmo o aumento na intensidade de eventos 
climáticos, como, por exemplo, furacões. Esse é um aspecto relacionado 
diretamente à exploração do petróleo e à emissão de seus resíduos para 
a atmosfera, mas podemos também relatar outros problemas, como a 
poluição da água pelo esgoto sanitário, um problema básico, mas que 
se perpetua desde as mais antigas civilizações humanas; relacionado 
diretamente à saúde pública, ou mesmo à poluição do solo que, por sua 
vez, reflete na qualidade do alimento que ingerimos. Esses são apenas 
alguns dos desafios ambientais que a humanidade terá que enfrentar e 
resolver para o futuro.
Neste capítulo, vamos aprofundar nosso estudo acerca dos problemas 
ambientais, suas causas e as ações necessárias para sua solução.
Questões ambientais no Brasil e no mundo
Nosso planeta é, atualmente, alvo de uma grande quantidade de problemas 
ambientais, decorrentes de fatores diversos, independentes e interligados, 
que podem se diferenciar em relação à localização e às especificidades locais.
Os efeitos podem ser visualizados de forma isolada ou cumulativa, sendo 
um consequência do outro. Os impactos podem ter diversas causas, assim 
como uma única ação pode desencadear muitos impactos. 
Podemos citar, como os principais problemas no mundo: 
 � poluição do ar;
 � desmatamento;
 � extinção de espécies;
 � degradação do solo;
 � superpopulação ou crescimento demográfico;
 � aquecimento climático, devido ao efeito estufa.
A questão é que, na prática, colocar apenas uma causa em primeiro lugar 
torna-se uma tarefa árdua, devido à correlação e à interdependência entre 
causas. Muitas vezes, há dificuldade em simplesmente definir uma escala 
de prioridade. 
Uma coisa é certa: existe relação entre a pobreza e a degradação ambien-
tal. Conforme pesquisa feita a cada dois anos pelas universidades de Yale e 
Columbia, 178 países foram classificados com base em 20 indicadores, dis-
tribuídos por nove categorias, como saúde ambiental, poluição do ar, recursos 
hídricos, biodiversidade e habitat. Os países de extrema pobreza possuem 
altos níveis de degradação de recursos naturais, possivelmente relacionado 
ao fato de que, por serem países pobres, não há dinheiro para tratamento de 
resíduos e efluentes. Como já mencionado anteriormente, uma única ação 
pode desencadear muitas consequências; por isso, vamos analisar apenas a 
deposição de resíduos sem prévio tratamento e sua correta disposição. Essa 
única ação pode causar contaminação do solo, da água, configurando sérios 
problemas de saúde pública, por serem vetores de doenças. 
Em 2013, o relatório sobre o índice de desenvolvimento humano (IDH), feito 
pelo programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD), mostrou 
Principais questões ambientais no Brasil e no mundo42
que é preciso enfrentar os problemas ambientais, pois se não os enfrentarmos, 
os avanços do desenvolvimento humano poderão regredir drasticamente. As 
regiões mais pobres do globo deverão ser as mais afetadas, com uma redução 
no IDH de 22% no sul da Ásia e de 24% na África Subsaariana.
Existemalguns fenômenos naturais que causam modificações no meio am-
biente, chamados distúrbios naturais. Um bom exemplo disso são os incêndios 
florestais espontâneos que ocorrem no bioma do cerrado brasileiro. Portanto, 
cabe lembrar que os desastres naturais são divididos em duas categorias de 
origem: climatológica e geológica.
Mesmo com a ocorrência desses fenômenos naturais, algumas atividades 
do homem que causam alterações no meio ambiente podem interferir no 
agravamento desses desastres, como desmatamento e assentamento de pessoas 
em zonas de risco.
No Brasil, os desastres mais frequentes são: deslizamento, enchentes, 
erosões, seca, incêndio florestal e chuva de granizo. Apesar disso, os desastres 
que mais causam impactos econômicos são os de origem geológica, como 
terremotos, vulcões e tsunamis.
Em muitos casos, a origem do desastre pode não ser esclarecida, por ter se 
iniciador de tal forma e desencadeado outro tipo de desastre. 
Em relação aos tipos de desastre, os maiores causadores de mortes de 
pessoas no mundo são os furacões e os terremotos; em terceiro lugar, estão 
as inundações, e em seguida, as tempestades elétricas e os tornados.
Figura 1. Grande cidade com níveis extremamente altos de 
poluição no ar, uma das principais causas dos problemas am-
bientais no mundo.
Fonte: nEwyyy/Shutterstock.com.
43Principais questões ambientais no Brasil e no mundo
Principais causas da problemática ambiental
Com o passar dos anos, verificou-se uma baixa capacidade de autodepuração 
do ar em relação ao grau e quantidade de emissão que a atmosfera recebe.
São dados reais que, em países em desenvolvimento ou países emergentes 
— países que possuem padrão de vida entre baixo e médio, base industrial 
em desenvolvimento e IDH variando entre médio e elevado —, de 500 mil a 
um milhão de pessoas morrem anualmente, devido à poluição atmosférica.
Ligada à agricultura mundial, a prática de queimadas é aplicada com o 
objetivo de “limpar” áreas a ser utilizadas para o cultivo de determinadas 
plantas, inclusive para a criação de gado e outras espécies que alimentam a 
indústria.
 � A poluição do ar tem como principal vilã as atividades antrópicas, 
impactando a saúde e o meio ambiente. A emissão gerada por determi-
nadas atividades, como o processo industrial, que apenas atendem aos 
padrões consumistas da sociedade, pode variar por questões culturais 
e tecnológicas.
 � O desmatamento é a remoção completa ou parcial de vegetação, atu-
almente tendo como causa principal a ação do homem. 
 � Sendo a maioria dos problemas ambientais relacionados à ação antrópica, 
seria equivalente colocar a superpopulação no ranking de causas dos 
problemas ambientais. O desmatamento afeta diretamente a qualidade 
de vida do homem, que é totalmente dependente deste recurso.
 � A extinção de espécies é consequência de outras ações, com grandes 
complicações para a fauna a partir de pequenas alterações no meio 
ambiente.
 � A degradação do solo pode ser causada por diversos fatores, sendo 
um deles a erosão (um fenômeno natural, facilmente intensificado pela 
ação do homem). Outros fatores que causam a degradação do solo são 
a salinização e a compactação, entre outros. 
 � A superpopulação (ou o crescimento demográfico) diz respeito ao 
número excessivo de pessoas habitando determinado local. Esta causa 
acaba se agravando principalmente em função da carência em políticas 
públicas e em planejamento urbano com definições de zonas.
Principais questões ambientais no Brasil e no mundo44
 � O aquecimento climático, decorrente do efeito estufa, nada mais é do 
que o aquecimento da temperatura média do oceano e da atmosfera 
terrestre, causado pelas emissões de gases, que intensificam o efeito 
estufa.
Figura 2. Processo de destruição do meio ambiente pelo desmatamento. 
Fonte: Marten_House/Shutterstock.com.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, recentemente, que uma em cada 
nove mortes ocorridas em 2012 estava relacionada a doenças causadas por agentes 
cancerígenos e outros poluentes presentes no ar.
Algumas soluções possíveis seriam substituir os combustíveis fósseis por energia 
renovável; o reflorestamento; reduzir as emissões originadas pela agricultura ou alterar 
processos industriais (DEUTSCHE WELLE, 2016).
45Principais questões ambientais no Brasil e no mundo
De acordo com relatório publicado pela revista científica The Lancet, a poluição do ar 
causou a morte de 101.739 pessoas no Brasil em 2015, o que equivale a 7,49% do total 
de mortes no país durante o período. 
De acordo com o estudo, a poluição do ar foi a grande vilã responsável pela maioria 
dos óbitos (70.685) (SILVER, 2017).
Ações para minimizar e evitar impactos 
ambientais negativos
Os impactos negativos normalmente estão associados a atividades do homem, 
estando ainda relacionados à falta de planejamento e a medidas preventivas. 
Visto que o conceito de impacto concerne às consequências que deter-
minadas ações podem trazer para o meio ambiente, é preciso buscar, através 
de estudos, alternativas para minimizar esses riscos, sendo necessário, pri-
meiramente, identificá-las de acordo com a atividade que estamos avaliando.
Minimizar significa reduzir os impactos ao meio ambiente no caso, aqueles 
inevitáveis. Um bom exemplo de minimização de impactos é a construção 
de uma cortina vegetal para conter as emissões de partículas para uma co-
munidade vizinha.
Um das ferramentas mais importantes e eficazes para minimizar impactos 
é o planejamento ambiental, pois, neste processo, aprofundamos conceitos, 
entendimentos e análises, proporcionando a projeção e a avaliação desses 
impactos, e, como consequência, a definição de melhores alternativas.
Para alcançarmos resultados, é necessário seguir alguns passos dentro do 
planejamento: 
 � planejar a realidade, com base em um conhecimento aprofundado, 
tendo como objetivo maior eficiência no processo e nas metas traçadas; 
 � elaborar estratégias para o alcance de metas;
 � planejar detalhadamente, avaliando todos os riscos possíveis, desde os 
mais comuns aos menos prováveis. 
Principais questões ambientais no Brasil e no mundo46
Para o planejamento, é importante que tenhamos profissionais qualificados, 
realmente preocupados e conscientes das necessidades reais de se manter 
um bom trabalho, pois este é fundamental, o alicerce para o sucesso e para a 
garantia de melhores condições para o meio ambiente.
Figura 3. Paisagem com impactos negativos associados.
Fonte: Roman Mikhailiuk/Shutterstock.com.
De acordo com pesquisas (BARBOSA, 2016), a Somália possui a 178º posição no ranking 
geral de qualidade ambiental. Com uma população de 10,2 milhões de habitantes, 
apresenta as seguintes classificações:
 � saúde: 18,55/166º;
 � qualidade do ar: 66,89/ 58º;
 � água e saneamento: 1,29/178º;
 � recursos hídricos: 3,96 /108º;
 � agricultura: 56/126º;
 � recursos pesqueiros: 0/ 8º;
 � biodiversidade e habitat: 1,75/172º.
47Principais questões ambientais no Brasil e no mundo
BARBOSA, V. Os 20 países do mundo com pior desempenho ambiental em 2014. 
Exame, 13 se. 2016. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mundo/os-20-paises-
-com-pior-desempenho-ambiental-em-2014/>. Acesso em: 10 jan. 2018.
DEUTSCHE WELLE. Os cinco maiores problemas ambientais do mundo e suas soluções. 
Terra, 13 out. 2016. Disponível em: <https://www.terra.com.br/noticias/os-cinco-
-maiores-problemas-ambientais-do-mundo-e-suas-solucoes,cf455538bbcf16f47b9
bae6cd2694d81jc6rr5as.html>. Acesso em: 10 jan. 2018.
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Índice de Desenvol-
vimento Humano Municipal Brasileiro. Brasília: PNUD, 2013. Disponível em: <file:///C:/
Users/10086049/Downloads/Livro_O%20%C3%8Dndice%20de%20Desenvolvi-
mento%20Humano%20Municipal%20Brasileiro.pdf>. Acesso em: 10 jan. 2018.
SILVER, K. Poluição mata mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil, diz relatório. BBC, 
20 out. 2017. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/geral-41692503>.Acesso em: 10 jan. 2018.
49Principais questões ambientais no Brasil e no mundo
Leituras recomendadas
ECYCLE. O que é a degradação dos solos? Entenda suas causas e alternativas. [S.l.]: 
eCycle, 2013. Disponível em: <https://www.ecycle.com.br/component/content/
article/63-meio-ambiente/4152-degradacao-dos-solos-causas-alternativas-desma-
tamento-acao-humana-vegetacao-erosao-lixiviacao-vocorocas-assoreamento-
-deslizamento-desertificacao-salinizacao-compactacao-contaminacao-poluicao-
-quimica-reflorestamento-conservacao-preservacao.html>. Acesso em: 10 jan. 2018.
NOGUEIRA-NETO, P. Os grandes problemas ambientais do mundo contemporâneo. São 
Paulo: IEA/USP, 2013. Disponível em: <http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/
nogueira_netoambientais.pdf>. Acesso em: 10 jan. 2018.
Principais questões ambientais no Brasil e no mundo50
DICA DO PROFESSOR
Quando tratamos das principais questões ambientais relacionadas à civilização humana, não 
podemos deixar de analisar melhor um dos primeiros problemas relacionados às aglomerações 
humanas, ou seja, as primeiras cidades, o tratamento dos resíduos cloacais, ou seja, o esgoto. 
Ocorre que esse continua sendo um dos principais problemas, não apenas do Brasil, mas 
mundialmente, relacionados com os países subdesenvolvidos. 
Acompanhe na Dica do Professor mais informações acerca do tema. 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
EXERCÍCIOS
1) (FGV-SP) Nos jornais em todo o mundo, cotidianamente a palavra crise está presente 
e associada à economia. Várias reuniões de lideranças mundiais são realizadas para 
discutir a crise econômica e, nelas, a questão ambiental é geralmente tratada com 
menor profundidade com que se discutem os problemas econômicos. Um dos grandes 
desafios para diminuir o peso da crise ambiental é:
A) Difundir, em escala global, os hábitos de consumo que estão presentes nos países 
tradicionalmente desenvolvidos.
B) Controlar a natalidade nos países mais pobres e emergentes de modo a retardar a chegada 
dos 8 bilhões de habitantes previstos para 2015.
C) Expandir modelos econômicos neoliberais que concretizem ações voltadas à educação 
ambiental nos países pobres.
D) Promover a desconcentração espacial das populações que vivem nos vales fluviais onde há 
forte pressão sobre os recursos naturais.
E) Desenvolver pesquisas de novas tecnologias para incentivar o uso de recursos naturais 
menos susceptíveis ao esgotamento.
2) A partir da revolução industrial e da utilização de grandes quantidades de 
combustíveis fósseis, que acabaram sendo incorporados à atmosfera, teve início um 
dos principais problemas ambientais do planeta, e que hoje é responsável pelo 
acelerado desgelo das calotas polares. De qual questão estamos falando?
A) Aquecimento global.
B) Extinção.
C) Desmatamento.
D) Poluição do ar.
E) Degradação do solo.
3) A degradação do solo é a alteração física, química ou biológica desse meio, e pode ser 
causada por diversos fatores, como: 
I - Agricultura 
II - Erosão 
III - Assoreamento 
Marque a alternativa que indica corretamente a causa ou causas da degradação do 
solo.
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) Apenas I e III.
4) As questões ambientais estão associadas à utilização e ao gerenciamento inadequado 
dos recursos naturais, causando impactos no meio ambiente e provocando, então, a 
crise ambiental que hoje presenciamos. Nossos rios estão alterados, nossos solos 
contaminados, nosso ar poluído. Com relação aos impactos ao recurso água e às 
doenças de veiculação hídrica, podemos afirmar que:
A) As doenças de veiculação hídrica estão associadas, principalmente, com a falta de 
saneamento básico.
B) As doenças de veiculação hídrica são causadas por metais pesados contidos nos efluentes 
domésticos.
C) As doenças de veiculação hídrica são causadas por microrganismos biológicos contidos 
nos efluentes industriais.
D) A poluição das águas superficiais não impacta os seres vivos diretamente.
E) As doenças de veiculação hídrica são causadas, principalmente, pela agricultura e 
pecuária.
5) Existem técnicas e métodos específicos para minimizar os problemas ambientais, mas 
tratando-se da utilização dos recursos naturais, o planejamento é a melhor maneira 
para utilizá-los racionalmente e impactar o mínimo possível no meio ambiente. Nesse 
sentido, é CORRETO afirmar que:
A) Através da análise de impactos ou mesmo riscos ambientais, é possível anteceder as 
interferências positivas de uma determinada atividade.
B) A indicação de ações para evitar ou minimizar cada um dos impactos negativos de uma 
determinada atividade antecede a identificação dos respectivos riscos e impactos.
C) Através da análise de impactos ou mesmo de riscos ambientais, é possível indicar métodos 
gerais para evitar ou minimizar cada um dos impactos negativos.
D) A identificação dos impactos e dos riscos compreende exatamente a indicação das ações 
necessárias para minimizar os impactos negativos.
E) A identificação prévia de impactos e de riscos permite agir exatamente nos aspectos 
negativos das atividades, evitando e minimizando-os.
NA PRÁTICA
A Amazônia, bioma que transcende as fronteiras do Brasil, é um bem natural e que tem 
importância fundamental na manutenção das condições globais de temperatura do planeta, bem 
como resguarda a maior fonte de água doce do mundo, e que compreende toda a extensão e 
tributários do rio Amazonas. Além disso, é um ambiente altamente rico em biodiversidade, 
inclusive, estima-se que grande parte ainda permanece desconhecida, principalmente quando se 
trata de insetos. No entanto, o desmatamento é um grande risco à preservação desse 
ecossistema. 
Acompanhe a seguir um relato que ilustra um pouco dessa realidade.
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Questões ambientais globais e relações internacionais: um chamado por ação
As relações internacionais serão essenciais nas soluções das principais questões ambientais 
mundiais. Nessa perspectiva, nas últimas décadas houve uma crescente abordagem dos temas 
ambientais nas Relações Internacionais. Acompanhe o artigo a seguir, que possui como objetivo 
discutir o tema ambiental associado às relações internacionais.
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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Desmatamento, poluição, desigualdade e doenças são apenas alguns dos maiores problemas 
associados às questões ambientais no Brasil e no mundo. Acompanhe uma publicação da 
Organização das Nações Unidas, com sede no Brasil, que apresenta os problemas ambientais e 
as suas possíveis ações tendo em vista o desenvolvimento sustentável.
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Consumo, um dos dilemas da sustentabilidade
O atual sistema da civilização humana, principalmente baseado no consumo, vai na contramão 
das demandas ambientais. Essa reflexão foi foco do artigo recentemente publicado, que coloca o 
atual padrão de consumo que vivenciamos como produto de um longo e lento processo histórico 
de construção social de uma cultura, sustentada por valores, normas e padrões que se 
reproduzem. Acesse o artigo na íntegra e perceba o grande desafio que temos diante da busca 
pela sustentabilidade.
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Gestão ambiental organizacional
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, vamos estudar a Gestão Ambiental Organizacional, ou seja, 
aquela que se desenvolve nas empresas. Veremos, também, os empreendimentos privados em 
geral. A base desta gestão é a ISO 14001, que também será analisada nesta unidade. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as características principais da Norma ISO 14001.•
Definir as vantagens de utilização de um sistemade gestão ambiental reconhecido 
internacionalmente.
•
Identificar os objetivos e princípios gerais que regem um sistema de gestão ambiental.•
DESAFIO
Você administra uma pequena empresa de produção artesanal de doces, por exemplo. Neste 
caso, você recebe a matéria-prima (frutas) de diversos lugares, conforme o tipo. Você tem dez 
funcionários, além de equipamentos para fabricação e embalagem dos doces. Numa visita de um 
especialista, você soube que, se implantasse um SGA simples, poderia economizar até 10% de 
gastos. A partir dessa situação, seu desafio será elaborar uma proposta que responda às seguinte 
questões: 
- O que você faria para implantar esse sistema? 
- Que aspectos você poderia incluir nele? 
- Como envolver todos os funcionários neste SGA? 
INFOGRÁFICO
A figura representa graficamente a ISO 14001 como um sistema de gestão ambiental. Cada 
elemento pode ser considerado como um subsistema independente que, na sequência, leve à 
melhoria contínua do próprio sistema.
CONTEÚDO DO LIVRO
Nesta Unidade de Aprendizagem, vamos trabalhar a Norma Internacional ISO 14001. Os 
conteúdos vinculados a esta unidade encontram-se nas páginas selecionadas no livro Ambiente: 
tecnologias.
Boa leitura!
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ORGANIZADORA
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Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB10/2052
A492 Ambiente [recurso eletrônico] : tecnologias / Organizadora, 
 Cibele Schwanke. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
 Bookman, 2013.
 Editado também como livro impresso em 2013.
 ISBN 978-85-8260-012-2
 1. Meio ambiente. 2. Conservação e proteção. 
 I. Schwanke, Cibele.
CDU 502.1
232
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O zoneamento urbano certamente é o mais difundido instrumento. Na definição 
de áreas destinadas à expansão urbana, é muito importante determinar o plano 
diretor que cada município irá adotar, de modo a articular os interesses de to-
dos os agentes envolvidos no processo. Como instrumento de gestão territorial 
urbana, o plano diretor também é um instrumento de gestão ambiental urbana, 
talvez o principal deles, sobretudo, pelo fato de não haver uma tradição de política 
ambiental em nível municipal no Brasil.
O documento do Ministério do Meio Ambiente para formulação e implementação 
de políticas públicas compatíveis com os princípios do desenvolvimento susten-
tável definidos na Agenda 21 (CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO 
AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 1992), intitulado Cidades sustentáveis, estabe-
lece quatro estratégias de sustentabilidade urbana identificadas como priori-
tárias para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras, duas das quais 
remetem diretamente ao plano diretor:
 1. Aperfeiçoar a regulação de uso e ocupação do solo urbano e promover o or-
denamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida 
da população, considerando a promoção da equidade, da eficiência e da qua-
lidade ambiental.
 2. Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade 
de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a 
dimensão ambiental urbana e assegurando a efetiva participação da sociedade.
Contudo, existe uma diferença muito grande entre os ideais existentes para a im-
plantação de um plano diretor e o que é observado na prática. Na maioria dos ca-
sos, esses desvios são induzidos pelo processo de especulação imobiliária e pelas 
mudanças de governo, o que induz a uma série de problemas ambientais de difícil 
resolução, sem o uso de alternativas mais drásticas de intervenção.
Gestão ambiental organizacional
O panorama atual de mercados em unificação e a globalização da competição, 
facilitada pela queda de barreiras alfandegárias, forçam as empresas a adotar 
uma nova visão quanto à amplitude de competidores em seu mercado. A atua-
ção das empresas pode ser restrita, mas a competição é globalizada, porque, po-
tencialmente, qualquer competidor é capaz de atender ao mercado em que uma 
ou outra empresa atua. Juntamente com esse panorama, a preocupação com os 
aspectos ambientais da produção, por parte dos governos e pela sociedade civil 
organizada, gerou uma nova demanda às empresas.
Nesse contexto, o objetivo para a emissão de uma norma internacional para 
o gerenciamento ambiental visa a possibilitar que ela possa ser utilizada como 
ponto de referência, por meio do qual as empresas possam ser comparadas. Essas 
normas possuem também o potencial de estender e difundir as boas práticas am-
bientais ao longo das fronteiras.
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A série de normas ISO 14000 vem ao encontro das necessidades das empresas de 
adotarem práticas gerenciais adequadas às exigências de mercado, universalizando 
os princípios e os procedimentos que permitirão uma expressão consistente de qua-
lidade ambiental. Essa série de normas possui duas abordagens de avaliação: avalia-
ção da organização e avaliação do produto, conforme apresentado na Figura 12.1.
Normas da série
NBR ISO 14.000
Avaliação da organização
Sistema de gestão ambiental
(ISO 14001 e 14004)
Avaliação do produto
Auditoriais ambientais
(ISO 14010 e 1412)
Avaliação de desempenho 
ambientais (ISO 14031)
Rotulagem ambiental
(ISO 14020 e 14025)
Análise do ciclo de vida
(ISO 14040 a 14049)
Figura 12.1 Normas ISO 14000.
A série de normas ISO 14000 é uma contribuição da International Organization for 
Standardization (ISO) ao campo do gerenciamento ambiental. Uma organização 
poderá decidir sobre a adoção dos requisitos ISO 14001 para sua gestão interna, 
bem como para a certificação ambiental, obtida a partir de auditorias de organis-
mos de certificação, externos à empresa.
Entre as vantagens de utilização de um sistema de gestão ambiental (SGA) norma-
lizado e adotado internacionalmente, podemos destacar:
 • Diferencial competitivo: melhora da imagem, aumento de produtividade e con-
quista de novos mercados.
 • Melhoria organizacional: gestão ambiental sistematizada, integração da qualida-
de ambiental à gestão dos negócios da empresa, conscientização ambiental dos 
funcionários e relacionamento de parceria com a comunidade.
 • Minimização de custos: eliminação de desperdícios, conquista da conformidade 
ao menor custo e racionalização dos recursos humanos, físicos e financeiros.
 • Minimização dos riscos: segurança legal, segurança das informações, minimiza-
ção dos acidentes e passivos ambientais, minimização dos riscos dos produtos e 
identificação de vulnerabilidade.
Entre os principais objetivos de um SGA, podemos citar:
 • Fornecer ferramentas necessárias para alcançar metas ambientais e melhoria 
contínua do desempenho de uma empresa.
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 • Buscar a qualidade ambiental.
 • Avaliar a estratégia da empresa (fator de diferenciação no mercado).
 • Adotar medidas de prevenção da poluição.
O sistema de gestão ambiental está fundamentado na adoção de medidas preven-
tivas à ocorrência de impactos adversos ao meio ambiente e se baseia em cinco 
princípios:
 • Conhecer o que deve ser feito. Assegure o comprometimento da empresa e defi-
na sua política de meio ambiente.
 • Elaborar o plano de ação para atender aos requisitos de sua política ambiental.
 • Assegurar condições para o cumprimento dos objetivos e das metas ambientais 
e implementar as ferramentas de sustentação necessárias.
 • Realizar avaliações qualitativas e quantitativas do desempenho ambiental da 
empresa.
 • Revisar e aperfeiçoar a política, os objetivos e as metas ambientais e as ações 
implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental 
da empresa.
Norma internacional ISO 14001
A ISO 14001 no Brasil é editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT), tendo sua última versão sido publicada em 31/12/2004 (2ª edição), com 
validade a partir de 31/01/2005. Essanorma especifica os requisitos relativos a 
um SGA, permitindo a uma organização formular política e objetivos que levem 
em conta os requisitos legais e as informações referentes aos impactos ambientais 
significativos.
A finalidade da ISO 14001 é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de po-
luição com as necessidades socioeconômicas. Sua adoção não garante, por si só, 
resultados ambientais ótimos. Ela não aborda e não inclui requisitos relativos a 
aspectos de gestão de saúde ocupacional e de segurança do trabalho.
A norma contém requisitos de sistema de gestão baseados no processo dinâmico 
e cíclico de planejar, executar, verificar e agir, o chamado PDCA: plan (planejar), 
do (executar), check (verificar), action (agir). O PDCA pode ser resumido conforme 
sugere a Figura 12.2:
 ASSISTA AO FILME
Assista ao vídeo Vida 
Reciclada ISO 14001, 
disponível no ambiente de 
aprendizagem
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Análise pela
administração
Verificação Implementação e
operação
Política ambiental
Melhoria contínua
Planejamento
Figura 12.2 Subsistemas da 
norma NBR ISO 14001.
Fonte: NBR ISO 14004 (2004b).
A etapa de planejamento inclui identificação e classificação dos aspectos am-
bientais, levantamento dos requisitos legais aplicáveis e definição de objetivos e 
metas ambientais. Os empresários precisam fazer as perguntas fundamentais re-
lativas aos seus negócios: “Onde estamos e para onde queremos ir?”. Responder a 
essas perguntas envolve três passos.
 • Fazer avaliação ambiental inicial: compreender a posição ambiental atual da 
empresa, as exigências legais impostas, os aspectos ambientais relevantes, suas 
práticas e posturas; identificar os pontos fortes e fracos.
 • Obter uma visão clara do futuro próximo: compreender os prováveis aspectos 
e impactos ambientais futuros e suas implicações no futuro da empresa, a fim de 
identificar os riscos e as oportunidades ambientais.
 • Estabelecer uma política ambiental: definir como a empresa irá reagir às ques-
tões ambientais atuais e futuras, antecipando-se a elas.
A etapa de implantação e operação implica definição de estruturas e responsa-
bilidades, treinamentos, comunicação, elaboração da documentação do sistema 
(incluindo a criação de procedimentos de controle operacional e atendimento das 
situações de emergência). Os colaboradores encarregados da implementação das 
ações devem definir responsabilidades e procedimentos, que devem ser aprova-
dos pela alta direção. Nessa etapa, o levantamento das atividades, sua descrição, 
incluindo sua interação com o meio ambiente, é a parte principal. A partir daí é 
que as outras atividades dessa etapa se desenvolvem.
Na etapa de verificação são executadas ações de monitoramento e medição, 
conforme padrões ou requisitos legais, sendo levantadas as não conformidades e 
gerados seus registros. Nessa etapa, geralmente faz-se uma auditoria do sistema 
para avaliação da eficácia da sua implantação. Esses resultados são analisados jun-
to à direção da empresa, que promove uma análise crítica e determina mudanças 
de rumo quando necessário.
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A empresa deve possuir instrumentos para responder à pergunta “Como estamos 
indo?”. Esses instrumentos de controle e monitoramento geralmente incluem re-
latórios sobre desempenho ambiental e geração de resíduos (sólidos, líquidos e 
gasosos). Eles também incluem ações corretivas e preventivas. O objetivo dessa 
etapa é avaliar a real condição ambiental da empresa em relação às suas políticas 
definidas, bem como aos objetivos e às metas presentes no plano de ação.
As etapas de análise pela administração e melhoria contínua se caracterizam 
por etapas de aperfeiçoamento do SGA. Deficiências ou imprevistos são identifica-
dos e corrigidos. O plano de ação deve ser revisado e adaptado, e os procedimen-
tos são melhorados ou reorientados, conforme a necessidade e a orientação da 
empresa. O emprego desse método propicia que a direção da organização iden-
tifique as mudanças que podem ou devem ser feitas no SGA e se devem retornar 
à fase de planejamento para introduzir tais alterações na política ambiental e no 
plano de ação.
O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos os níveis e funções, 
especialmente da alta administração. São elementos básicos do sistema de gestão 
ambiental (SGA):
 • política ambiental;
 • programa de gestão ambiental, considerando a avaliação ambiental inicial;
 • estrutura organizacional;
 • integração da gestão ambiental nas várias atividades de negócios da organização;
 • monitoramento, medição e registros;
 • ações corretivas e preventivas.
 • auditorias;
 • análises críticas;
 • treinamento;
 • comunicação interna/externa.
Basicamente, uma política ambiental é a expressão do compromisso da direção 
da empresa de introduzir a gestão ambiental em suas rotinas. A política ambiental 
é uma declaração pública das intenções e dos princípios de ação da empresa. É 
justamente essa política que deve orientar a definição dos objetivos gerais que a 
organização quer alcançar em termos de relação com o meio ambiente.
Um programa de gestão ambiental (ou plano de ação) pode se caracterizar 
como um conjunto de medidas que a empresa tomará na vigência do SGA. O pro-
grama ambiental traduz a política ambiental da organização em objetivos e metas 
237
e identifica as ações para atingi-los. Nesse sentido, define as responsabilidades 
dos colaboradores internos e aloca os recursos humanos e financeiros necessários 
para a sua implementação. Além disso, o programa deve levar em consideração 
os aspectos ambientais da organização, uma visão geral das exigências legais e 
outros requisitos aplicáveis.
Um sistema de gestão ambiental deve determinar a estrutura organizacional, 
estabelecendo tarefas, delegando autoridades e definindo responsabilidades para 
implementar as ações.
A integração do sistema de gestão ambiental com as operações comerciais inclui 
procedimentos para incorporar as medidas ambientais em outros aspectos das ope-
rações da empresa, tais como saúde e segurança operacional, compras, desenvol-
vimento de produtos, associações e aquisições, marketing, finanças, entre outras. 
Inclui também o desenvolvimento de procedimentos ambientais especiais, geral-
mente especificados em manuais e outras instruções de trabalho, descrevendo me-
didas e atitudes a serem tomadas na implementação do programa ambiental.
Nesse sentido, devemos entender por procedimentos para monitoramento, medi-
ção e manutenção de registros a atitude de documentar e monitorar os resultados 
de ações e programas específicos, assim como os efeitos globais das melhorias 
ambientais. Já as ações corretivas e preventivas têm por objetivo principal a eli-
minação das causas reais ou potenciais de não cumprimento de objetivos, metas, 
critérios e especificações integrantes do programa ambiental.
As auditorias para verificar a adequação, a eficiência e a implementação do siste-
ma de gestão ambiental têm suas metodologias amplamente explicitadas na série 
de normas ISO 14000. A organização deve assegurar que as auditorias internas do 
sistema de gestão ambiental sejam conduzidas em intervalos planejados.
Os objetivos da auditoria interna são:
 • Determinar se o sistema de gestão ambiental está em conformidade com os ar-
ranjos planejados para a gestão, incluindo-se os requisitos da norma.
 • Avaliar se o sistema de gestão ambiental foi adequadamente implementado e 
se é mantido.
 • Fornecer informações à administração sobre os resultados das auditorias.
Os procedimentos de auditoria devem ser estabelecidos, implementados e manti-
dos a fim de tratar das responsabilidades e dos requisitos para planejar e conduzir 
as auditorias, relatar os resultados, manter registros associados, bem como para 
determinar os critérios de auditoria, escopo, frequência e métodos.A seleção de auditores e a condução das auditorias devem assegurar a objetivi-
dade e a imparcialidade do processo. O auditor interno deve ser independente 
da área auditada. Também deve ser definida a periodicidade dos processos. Os 
 DEFINIÇÃO
Auditoria interna é uma 
atividade geralmente 
desempenhada pelo 
departamento de uma 
entidade, incumbido 
pela direção de efetuar 
verificações e de 
avaliar os sistemas 
e os procedimentos 
da entidade, com 
vistas a minimizar 
as probabilidades 
de fraudes, erros ou 
práticas ineficazes. A 
auditoria interna deve ser 
independente no seio da 
organização e se reportar 
diretamente à direção.
DEFINIÇÃO
 DICA
Leia o Capítulo 4 do livro 
Fundamentos da gestão 
ambiental, de Shigunov 
Neto, Campos e Shigunov 
(2009), e verifique como 
ocorre a integração dos 
sistemas de gestão.
238
auditores devem possuir qualificação, normalmente estabelecida pela própria 
organização. Ao término da auditoria deve ser elaborado um relatório. Análises 
críticas são realizadas periodicamente pela alta direção da organização, visando à 
adequação do sistema de gestão ambiental à luz das mudanças e circunstâncias, 
sejam elas organizacionais ou ambientais. Um importante elemento do sistema 
de gestão ambiental é o estabelecimento de rotinas de comunicação – entendi-
do como o estabelecimento de um fluxo comunicacional das partes interessadas, 
internas e externas à organização. No nível externo, relações com a comunidade 
para comunicar a política e as metas ambientais da organização; no nível interno, 
todos os níveis hierárquicos devem ter acesso às informações de gerenciamento 
ambiental que lhes interessem.
 PARA SABER MAIS
Consulte o site do INMETRO e verifique o histórico de certificações concedidas pelos Estados e as organi-
zações credenciadas pelo INMETRO para certificação da norma NBR ISO 14001.
PPARA SAB
O estabelecimento de treinamentos é altamente necessário para assegurar que 
todos os colaboradores entendam onde estão inseridos no contexto do SGA e 
em relação a suas atividades de trabalho, além da conscientização a respeito das 
questões ambientais relevantes, da política ambiental, dos objetivos, das metas e 
do papel de cada colaborador no sistema de gestão ambiental da empresa.
 JUNTANDO TUDO!
Realize uma busca na internet sobre a Conferência de Estocolmo em 1972. Essa pesquisa auxiliará você 
a entender o cenário mundial na década de 70 em relação ao controle da poluição industrial a partir dos 
sistemas de tratamento de poluentes, conhecido como end of pipe (fim de tubo).
Além disso, ela poderá auxiliá-lo a compreender o processo de licenciamento ambiental, essencial para 
autorização dos projetos, construções/ampliações ou operação de processos produtivos industriais. Após 
pesquisar, pense sobre como é possível relacionar este processo com a gestão ambiental adotada pelas 
empresas atualmente?
JJUNTAND
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REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14000: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin-
cípios sistemas e técnicas. 2. ed. Rio de Janeiro: ANBT, 2004a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14004: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin-
cípios sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ANBT, 2004b.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Diário Oficial da União, 5 out. 1988. Seção 1, n. 
191-A, p. 1.
BRASIL. Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980. Diário Oficial da União, 3 jul. 1980. Seção 1, n. 123, p. 585.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Diário Oficial da União, 2 set. 1981. Seção 1, n. 167, p. 16509.
CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 2., 1992, Rio de Janeiro. 
Agenda 21. Rio de Janeiro: [s.n.], 1992.
CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTE, 1., 1972, Estocolmo. Anais... Estocolmo: [s.n.], 
1972.
INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. Empresas certificadas ISO 14001. Rio de Ja-
neiro: INMETRO, 2012. Disponível em: �http://www.inmetro.gov.br/gestao14001�. Acesso em: 22 nov. 2012.
REIS, M. J. L. ISO 14000 gerenciamento ambiental: um novo desafio para a sua competitividade. São Paulo: Quali-
tymark, 1996.
SEIFFERT, M. E. B. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, 2010.
SHIGUNOV NETO, A.; CAMPOS, L. M. S.; SHIGUNOV, T. Fundamentos da gestão ambiental. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2009.
OBJETIVOS
Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de:
 Reconhecer a estrutura das relações organizacionais na sociedade.
 Explicar a importância da administração na gestão de organizações.
 Identificar as diferentes etapas envolvidas nos processos gerenciais (ou 
administrativos).
 Reconhecer as competências profissionais necessárias para funções de 
liderança nas organizações.
 Caracterizar as ferramentas necessárias para planejar as atividades em 
organizações, destacando a importância do planejamento estratégico.
 Explicar as influências atuais da questão socioambiental nos processos 
de gestão das organizações, em especial das empresas.
Gestão de organizações 
e sustentabilidade
capítulo 13
Cláudio V. S. Farias
Falar sobre gestão de organizações é uma tarefa bastante complexa, pois as organizações, 
por definição, possuem um comportamento complexo. Este capítulo lança alguns elementos 
iniciais necessários para a compreensão dos princípios básicos sobre como gerenciar 
organizações, sejam elas públicas, privadas, lucrativas, sem fins lucrativos, religiosas, etc.
Como ponto de partida, abordaremos o papel dos indivíduos em uma sociedade que é 
cada vez mais regida pelas organizações. Em geral, as organizações servem para melhorar 
a vida dos seres humanos, mas isso é efetivamente constatado em todas as organizações 
da sociedade. As organizações possuem características, gerais e particulares, e em cada 
uma delas existem funções (gerais e específicas) atribuídas aos seus gestores.
Desde sempre, mas de forma mais acentuada nesse momento, as organizações são 
governadas por princípios de racionalidade. Vamos aqui discutir até que ponto 
tais princípios são verdadeiros, apresentando quais as funções básicas da gestão e 
como se expressam nos diversos tipos de organização, introduzindo uma 
discussão-recente acerca da sustentabilidade como 
fator-chave nas organizações.
242
Até que ponto estamos 
cercados por organizações
Joana acorda pela manhã e, após realizar sua higiene matinal, toma café com sua 
família. Em seguida, vai à escola, ação que realiza todos os dias pela manhã. Nas 
terças e quintas à tarde, realiza trabalhos voluntários em uma organização não 
governamental (ONG) na área de educação ambiental. Nos sábados integra o 
grupo de escoteiros e, aos domingos, vai com sua avó ao culto de sua igreja, 
próxima à sua casa.
Talvez a semana de Joana seja muito semelhante a sua, não no que se refere às ati-
vidades em si, mas na presença marcante de organizações. Família, escola e igreja 
são exemplos de como as organizações estão presentes em nosso cotidiano. Mas 
afinal, o que vem a ser uma organização?
Assim, uma organização é um conjunto de pessoas e recursos, que tem por fina-
lidade atingir um objetivo comum, inatingível pelo esforço de uma única pessoa.
 PARA REFLETIR
As organizações fazem parte de seu cotidiano?
PPARA REF
Organizações e sociedade
Uma frase dita pelo filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778) serve para 
compreendermos a relação do homem com as organizações: “o homem nasce li-
vre, mas está sempre acorrentado.” Essa frase aparece em seu livro O contrato so-
cial, publicado em 1762, e se referia às amarras institucionais (em especial aquelas 
baseadas nas imposições religiosas e sociais) que oprimiam a maioria dos euro-
peus no período que antecedeu a Revolução Francesa.
 PENSAMENTO CRÍTICO
Você acredita, assimcomo Rousseau, que estamos “amarrados” às organizações? Pense sobre a atuali-
dade da frase.
PPENSAME
 DEFINIÇÃO
As organizações são 
entendidas como uma 
combinação de esforços 
individuais que têm por 
finalidade realizar objetivos 
coletivos. Além de seus 
integrantes (as pessoas), 
as organizações empregam 
diversos outros recursos, 
tais como máquinas e 
equipamentos, dinheiro, tempo, 
espaço e conhecimentos.
243
Na atualidade, nossas vinculações com as organizações modelam nossas vidas: 
nascemos em uma organização (hospital) e, quando morremos, somos enterrados 
ou cremados em outra organização (cemitério).
E não nos deparamos com as organizações apenas no início e no fim de nossas 
vidas: passamos por escolas, universidades; trabalhamos em empresas; nos filia-
mos a partidos políticos; nos associamos a clubes de lazer; temos nossos times de 
futebol de preferência; frequentamos festas, cinemas, restaurantes; frequentamos 
organizações que tratam de nossa espiritualidade (igrejas, sinagogas, mesquitas, 
entre outras).
Todas essas organizações possuem pontos em comum: influenciam e são influen-
ciadas pelas pessoas, além de possuirem rotinas e regras que orientam seus traba-
lhos e objetivos. Ao longo da história do homem, as organizações foram evoluin-
do, em forma e complexidade. Um tipo específico de organização são as empresas.
Uma empresa é uma organização, privada ou pública, que tem por objetivo su-
prir as pessoas com bens ou serviços necessários ou desejados. Essas empresas 
surgiram, nos moldes como conhecemos hoje, a partir da Revolução Industrial, 
em meados do século XVIII. O crescimento das empresas impôs o surgimento de 
técnicas e formas específicas de controlar a obtenção dos seus objetivos.
Nascia, assim, oficialmente a gestão ou a administração, entendida como um pro-
cesso de comunicação, coordenação e execução de ações visando à obtenção de 
objetivos comuns à empresa. A gestão, por sua vez, envolve atividades de articu-
lação entre as ações internas de uma empresa, bem como sua relação externa. O 
gestor, para além de um profissional técnico, é também um especialista em articu-
lar relações sociais, tanto entre si e com os outros como entre pessoas e processos 
organizacionais aos quais estão sujeitos.
 CURIOSIDADE
A palavra “administrador” aparece pela primeira vez na obra de Shakespeare Sonho de uma noite de verão, 
escrita em meados de 1590. O autor aponta para um personagem como o “administrador do riso”. No 
entanto, para administrar o riso é necessário compreender as piadas, as quais são histórias bem humora-
das, em geral muito contextualizadas. Essa ideia de contextualização é bastante atual e importante para 
compreender o papel desempenhado pelos gestores nos dias atuais.
Assim, administrar (ou gerenciar) é estar à frente de algo, sendo responsável pelo 
fluxo de processos, adotando uma sistemática racional. Mas, afinal, o que isso sig-
nifica? Significa que, ao adotar uma gestão racional, o administrador se ocupa de 
aplicar sistematicamente várias técnicas para alcançar uma determinada meta ou 
um objetivo.
244
Portanto, os administradores sempre atuam como indivíduos que interpretam (ou 
seja, compreendem) clientes, fornecedores, funcionários, governo, etc. Além disso, 
os administradores devem fazer interpretações em ambientes com rápidas mu-
danças, tais como os desejos dos consumidores, a tecnologia, o comportamento 
dos concorrentes, etc. 
É importante destacar que o trabalho do gestor requer compreensão, interpreta-
ção, comunicação, persuasão, liderança, negociação, motivação, entre outras. Com 
isso, não se está dizendo que os administradores são os únicos que pensam nas 
empresas. O que se está dizendo é que as exigências sobre um administrador reca-
em sobre habilidades cada vez mais compreensivas e analíticas, e menos manuais. 
Essas características ficarão mais claras ao longo da leitura deste capítulo.
A administração pode ser 
considerada um processo?
As pessoas acessam produtos e serviços porque existem organizações que se ocu-
pam em fornecê-los, tais como serviços de saúde, de água e energia, alimentação, 
diversão, educação, entre outros. Também, é por meio das organizações que as 
pessoas obtêm seus meios de subsistência, tais como salários, abonos, lucros e 
outras formas de remuneração que lhes possibilitam adquirir bens e serviços de 
que necessitam ou desejam.
Assim, ao vender produtos e pagar salários, por exemplo, as empresas movem as 
economias locais, regionais e nacionais. Para ter um bom desempenho de acordo 
com todas essas expectativas, as organizações precisam ser bem administradas.
Essa visão de que as atividades de gestão assumem um formato “circular” diz res-
peito ao entendimento que se tem da administração como um processo complexo 
com início, meio e fim. Além de uma atividade de feedback constante e múltiplas 
variáveis, por exemplo, tecnologia, meio ambiente, relações sociais, etc.
A partir desse entendimento, vários pesquisadores de organizações, entre eles ad-
ministradores, economistas, sociólogos, introduziram o conceito de “organizações 
complexas” para descrever o comportamento destas, bem como de seus mem-
bros, inseridos em um mundo cada vez mais diverso e multifacetado.
O que caracteriza uma organização complexa? Diversos estudos vêm sendo de-
senvolvidos, em especial a partir da década de 1960, tentando explicar e caracte-
 ASSISTA AO FILME
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Organização do trabalho, 
produzido pela equipe 
técnica do SENAI de São 
Paulo e veja a importância 
da divisão do trabalho nas 
organizações. Disponível 
no ambiente virtual de 
aprendizagem: www.
bookman.com.br/tekne.
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
DICA DO PROFESSOR
O vídeo a seguir apresenta os elementos fundamentais desenvolvidos nesta unidade, tais como o 
sistema conceitual básico relacionado à ISO 14001.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Analise os itens a seguir: 
 
I. Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001 e 1400 
II. Rotulagem ambiental (ISO 14020 e 1402 
III. Análise do ciclo de vida (ISO 14040 e 14049) 
IV. Auditorias ambientais (ISO 14010 e 1401 
V. Avaliação de desempenho (ISO 14031) 
 
Desses grupos de normas ISO 1400, dois não pertencem à avaliação da organização, e 
sim à avaliação do produto. Assinale a alternativa que indica APENAS esses dois 
grupos: 
A) I e II.
B) II e III.
C) I e III.
D) III e IV.
E) IV e V.
2) 
A série de normas ISO 14000 vem ao encontro das necessidades das empresas de 
adotarem práticas gerenciais adequadas às exigências de mercado, universalizando os 
princípios e os procedimentos que permitirão uma expressão consistente de qualidade 
ambiental. Essa série de normas possui duas abordagens de avaliação: a avaliação da 
organização e a avaliação do produto. Com base nessas avaliações, pode-se dizer 
CORRETAMENTE que: 
A) As normas ISO 14000 entram em contradição com as necessidades das empresas de 
adotarem práticas adequadas às exigências do mercado.
B) A avaliação do produto não está relacionada à organização do empreendimento.
C) As normas ISO 14000 caracterizam-se por terem uma abordagem avaliativa dos lucros das 
empresas.
D) Uma adequada implementação das normas ISO 14000 deve levar em consideração tanto a 
avaliação da organização quanto a avaliação do produto.
E) Se for feita a avaliação da organização, não será necessária a avaliação do produto.
3) Assinale os itens a seguir: 
 
I. Fornecer ferramentas necessárias para alcançar metas ambientais e melhoria 
contínua do desempenho de uma empresa. 
II. Buscar a qualidade ambiental. 
III. Aumentar os lucros da empresa. 
IV. Adotar medidas de prevenção da poluição. 
V. Buscar estabilidade da força de trabalho na empresa. 
 
Entre os itens mencionados,quais representam os objetivos de um Sistema de Gestão 
Ambiental (SGA)? 
A) I, II e III.
B) II, III e IV.
C) III, IV e V.
D) II, IV e V.
E) I, II e IV.
4) Segundo o site Mundo Ambiente Engenharia, um Sistema de Gestão Ambiental está 
fundamentado na adoção de medidas preventivas à ocorrência de impactos adversos 
ao Meio Ambiente. A partir dessa observação, analise os itens a seguir: 
 
I. Conhecer o que deve ser feito. Assegurar o comprometimento da empresa e definir 
sua política de Meio Ambiente. 
II. Buscar a qualidade ambiental. 
III. Adotar medidas de prevenção da poluição. 
IV. Realizar avaliações quantitativas e qualitativas do desempenho ambiental da 
empresa. 
V. Elaborar o plano de ação para atender os requisitos da política ambiental. 
 
Entre os itens supracitados, quais representam alguns princípios do SGA? 
A) I, II e III.
B) II, III e IV.
C) I, IV e V.
D) I, II e V.
E) I, III e V.
5) Avalie os itens a seguir: 
 
I. Redução da poluição. 
II. Estabilização da força de trabalho. 
III. Planejamento. 
IV. Implementação e operação. 
V. Verificação. 
 
Entre os itens mencionados, quais representam etapas ou subsistemas do Sistema de 
Gestão Ambiental ISO 14001? 
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) II, III e IV.
D) II, IV e V.
E) III, IV e V.
NA PRÁTICA
Atualmente, os grandes empreendimentos são praticamente obrigados a obter a ISO 14001. Isso 
não é uma exigência nacional, mas uma necessidade para entrar no Mercado Internacional, pois 
muitos países só aceitam produtos que tenham o selo ISO 14001. Veja o exemplo a seguir.
Veja outro exemplo de resultados a partir da implantação da ISO 14001.
Veja aqui
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Meio ambiente e sustentabilidade
ROSA, André H.; FRACETO, Leonardo F. ; MOSCHINI-CARLOS, Viviane (Org.). Meio 
ambiente e sustentabilidade. Porto Alegre : Bookman, 2012. p. 392-398.
https://www.fiat.com.br/sustentabilidade/meio-ambiente/iso-14001.html
EIA - Estudo de impacto ambiental
APRESENTAÇÃO
O Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) foi instituído no Brasil pela Política Nacional 
do Meio Ambiente (PNMA), através da Lei n.o 6938/81, sendo regulamentado pela Resolução 
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) n.o 001/1986. Dessa forma, a instalação 
de empreendimentos com impactos ambientais significativos exige a realização de estudos de 
impactos ambientais, bem como do Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA/RIMA). O 
EIA engloba várias etapas, com o principal objetivo de identificar os impactos ambientais 
(principalmente negativos) nas diferentes esferas (social, econômica e ambiental) que um 
empreendimento pode ocasionar. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá os conceitos que regem os estudos de impactos 
ambientais, bem como as atividades/empreendimento que necessitam apresentar o EIA. Além 
disso, serão apresentadas as principais etapas e metodologias envolvidas nesse tipo de estudo 
ambiental.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir EIA e apresentar obras/atividades sujeitas a esse estudo.•
Identificar quais as etapas envolvidas para a elaboração do EIA.•
Reconhecer algumas metodologias para a identificação de impactos ambientais.•
DESAFIO
A apresentação de EIA/RIMA deve ser feita apenas nos casos de atividades potencialmente 
causadoras de significativa degradação do meio ambiente.
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Dessa forma, seu desafio consiste em responder se a construção do aeroporto necessita ou não 
da elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental 
(EIA/RIMA). Justifique sua resposta, indicando a legislação que você usou para se basear.
 
Quais são os impactos ambientais negativos que um aeroporto poderia ocasionar (cite pelo 
menos três)?
Lembre-se que a construção do aeroporto é para pequenas aeronaves, principalmente agrícolas, 
e alguns voos esporádicos de passageiros.
INFOGRÁFICO
Dependendo do porte e dos impactos ambientais que determinado empreendimento/atividade 
pode ocasionar, o EIA poderá levar bastante tempo, podendo chegar até mesmo a 1 ano. É 
necessário analisar os impactos na fauna migratória, como, por exemplo, em hidrelétricas, onde 
necessita-se saber ao certo se a atividade irá interferir na piracema (período em que os peixes 
sobem os rios para reprodução).
Porém, para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental, bem como do Relatório de Impacto 
de Meio Ambiente, é necessária a realização de várias etapas, visando realizar o correto 
levantamento de todos os dados e estudos necessários.
No Infográfico a seguir você visualizará cada uma delas.
CONTEÚDO DO LIVRO
Em relação ao meio ambiente e ao licenciamento ambiental, não pode-se deixar de abordar um 
dos instrumentos de controle preventivo de danos ambientais mais importante. Trata-se do 
Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que é obrigatório, de acordo com Conselho Nacional do 
Meio Ambiente (CONAMA) n.º 001/1986, para a atividade ou empreendimento causador de 
significativo impacto ambiental. Esse estudo consiste em um controle preventivo de danos 
ambientais para a atividade onde for constatado um grande perigo ao meio ambiente e ao 
constatá-lo são avaliados os meios para evitar ou minimizar os prejuízos causados.
Para entender mais a respeito das etapas e das diferentes metodologias aplicadas ao EIA, leia o 
capítulo Estudo de Impacto Ambiental, parte do livro Licenciamento Ambiental, base teórica 
desta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura.
LICENCIAMENTO 
AMBIENTAL 
Ronei Stein
Revisão técnica:
Vanessa de Souza Machado 
Bióloga
Mestre e Doutora em Ciências Biológicas
Professora de Curso de Tecnologia 
em Gestão Ambiental
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB-10/2147
S818l Stein, Ronei Tiago.
Licenciamento ambiental / Ronei Tiago Stein ; [revisão 
técnica: Vanessa de Souza Machado]. – Porto Alegre: 
SAGAH, 2017.
265 p. : il ; 22,5 cm.
ISBN 978-85-9502-277-5
1. Ciências Biológicas. 2. Licenças ambientais. I. Título.
CDU 502.13
Estudo de Impacto 
Ambiental
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Defi nir Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e apresentar obras/ativi-
dades sujeitas a ele.
  Verifi car quais são as etapas envolvidas para elaboração do EIA.
  Reconhecer algumas metodologias para identifi cação de impactos 
ambientais.
Introdução
O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental 
(EIA/RIMA) foram instituídos no Brasil pela Política Nacional do Meio 
Ambiente (PNMA), por meio da Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, e 
regulamentado pela Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA) nº. 001, de 23 de janeiro de 1986. Dessa forma, a instalação 
de empreendimentos com impactos ambientais significativos exige a 
realização de estudos de impactos ambientais, bem como a criação de 
um relatório de impacto de meio ambiente (EIA/RIMA).
O EIA engloba várias etapas e tem como objetivo principal identificar 
os impactos ambientais (principalmente negativos) que um empre-
endimento pode ocasionar nas diferentes esferas (social, econômica e 
ambiental). 
Neste capítulo, serão definidos conceitos que regem o estudo de 
impactos ambientais e quais são as atividades/empreendimentos que 
necessitam apresentar o EIA. Além disso, serão apresentadas as principais 
etapas e metodologias envolvidas nesse tipo de estudo ambiental.
U N I D A D E 3
Definição de Estudo de Impacto Ambiental
O EIA é um procedimento administrativo que, apoiado em uma avaliação 
de impacto sobre as incidências ambientais de determinado projeto e em 
um processo de participação pública sobre tais incidências, subsidia o órgão 
ambiental, em termos de aprovação, modifi cação ou recusa de um projeto. 
Deacordo com o art. 22 da Resolução CONAMA nº. 001/86, “dependerá de 
elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto 
ambiental — RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão estadual 
competente, e do IBAMA em caráter supletivo, o licenciamento de atividades 
modifi cadoras do meio ambiente” (BRASIL, 1986).
O EIA/RIMA deve ser realizado por uma equipe técnica multidisciplinar, que contará com 
profissionais das mais diferentes áreas, como geólogos, físicos, biólogos, psicólogos, 
sociólogos, advogados, engenheiros (de diferentes setores), arqueólogos, entre outros, 
os quais avaliarão os impactos ambientais positivos e negativos do empreendimento 
pretendido. Objetiva-se com isso a elaboração de um estudo completo e profundo a 
respeito da pretensa atividade, conforme ressalta Fiorillo (2014).
A maior parcela das bibliografias apresenta o conceito de EIA e RIMA de 
forma interligada. Portanto, EIA/RIMA consiste em um estudo prévio que 
serve de instrumento de planejamento e subsídio à tomada de decisões sobre um 
projeto a ser estabelecido em determinada área ou meio. O EIA/RIMA tem como 
objetivo antecipar e apoiar a decisão, fornecendo aos decisores (órgão público) 
informações sobre as implantações ambientais significativas de determinadas 
ações propostas, sugerindo modificações da ação visando à eliminação dos 
potenciais impactos adversos e potenciação dos impactos positivos e, ainda, 
propondo os meios de minimização dos potenciais impactos inevitáveis.
O RIMA reflete as conclusões do EIA, conforme definido no art. 9º da Resolução CONAMA 
nº. 001/1986. O relatório deve apresentar uma linguagem simples e objetiva, tornando-o 
formal perante o Poder Público e a sociedade (BRASIL, 1986).
Estudo de Impacto Ambiental146
Neste capítulo, estudaremos apenas o EIA, o qual compreende levanta-
mento da literatura científica e legal pertinente, trabalhos de campo, análises 
de laboratório, bem como a redação do relatório. O EIA deverá contemplar a 
proposição de medidas mitigadoras e de controle ambiental, garantindo o uso 
sustentável dos recursos naturais. Desse modo, o EIA deve seguir um roteiro 
que contenha (aborde) pelo menos as etapas a seguir, conforme Ministério 
do Meio Ambiente (BRASIL, 2009).
  Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto: a primeira 
atividade em um estudo de impacto ambiental é o diagnóstico ambiental 
da área a ser estudada, que é uma atividade extremamente importante, 
pois serve de base para as atividades posteriores. O diagnóstico deve 
conter a descrição dos recursos ambientais e suas interações, caracteri-
zando as condições ambientais antes da implantação do projeto, assim 
como contemplar os meios físico, biótico e socioeconômico. 
Um problema encontrado nessa etapa é a falta de disponibilidade de dados como 
informações cartográficas atualizadas e em escalas adequadas, dados referentes aos 
componentes físicos e biológicos do meio ambiente, dados econômicos e sociais 
da população local, etc. Nem sempre existem todos os dados necessários para o 
diagnóstico da área, o que exige, na maioria das vezes, trabalho de campo para sua 
complementação.
  Avaliação de Impacto Ambiental (AIA): análise dos impactos am-
bientais do projeto e das suas alternativas, por meio de identificação, 
previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis 
impactos relevantes (diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo 
prazos, temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; a dis-
tribuição dos ônus; e benefícios sociais). Essa etapa, de maneira geral, 
é mais complexa devido à variedade de impactos que podem ocorrer 
sobre os sistemas ambientais na área de estudo.
  Medidas mitigadoras: são aquelas destinadas a corrigir impactos 
negativos ou a reduzir sua magnitude. Identificados os impactos, 
deve-se pesquisar quais são os mecanismos capazes de reduzi-los 
ou anulá-los.
147Estudo de Impacto Ambiental
  Programa de monitoramento dos impactos: estabelecidos no EIA, plano 
que permite comparar, durante a implantação e operação da atividade, os 
impactos previstos com os que efetivamente ocorreram. O programa deve 
permitir o acompanhamento da implantação e da operação de todas as 
medidas mitigadoras e compensatórias previstas, dentro do cronograma 
proposto, ficando automaticamente vinculado à licença prévia (LP), 
de forma que a continuidade do processo de licenciamento permita a 
verificação da efetiva implementação das medidas propostas.
Struchel (2016) comenta que, quando o processo de licenciamento ambiental 
tiver por pressuposto o EIA, esse estudo é elaborado e apresentando anterior-
mente à emissão da LP. Trata-se de um procedimento administrativo prévio 
à implantação do empreendimento e ao início da atividade, que faz parte do 
requerimento de licença ambiental e sujeita-se a três condicionantes básicas:
  transparência administrativa, pois todas informações devem ser públi-
cas, salvo o sigilo industrial;
  consulta aos interessados, pois a comunidade tem o direito e o dever 
de participar;
  motivação da decisão ambiental, pois as metodologias de investigação 
dos impactos ambientais (negativos e positivos) devem ser claramente 
apresentadas.
Atividades/empreendimentos sujeitos 
ao Estudo de Impacto Ambiental
O art. 225 da Constituição Federal, de 05 de outubro de 1988, exige a apresen-
tação de EIA/RIMA apenas nos casos de “atividades potencialmente causadora 
de signifi cativa degradação do meio ambiente” (BRASIL, 1988). Por essa 
razão, Machado (2012) ressalta que não é qualquer atividade capaz de lesar 
o meio ambiente que deve ser precedida do EIA/RIMA, apenas aquelas que 
agravem substancialmente o risco de dano a esse bem jurídico constitucional. 
Entre elas, podemos citar:
  estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamentos;
  ferrovias;
  portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
  aeroportos;
Estudo de Impacto Ambiental148
  oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de 
esgotos sanitários;
  linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 kV;
  obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos (hidrelétricas);
  extração de combustível fóssil;
  extração de minério, inclusive os de classe II;
  aterros sanitários e de processamento e destino final de resíduos tóxicos 
ou perigosos;
  usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia 
primária, acima de 10MV.
Apesar de a Resolução CONAMA nº 001/86, em seu art. 2º, listar os casos de empreendi-
mentos ou atividades sujeitas ao EIA e ao RIMA, caberá ao órgão ambiental competente 
identificar as atividades e os empreendimentos causadores de impactos significativos.
Etapas do Estudo de Impacto Ambiental/
Relatório de Impacto Ambiental
O EIA e o seu respectivo RIMA devem ser previamente defi nidos junto ao 
órgão ambiental, por meio do termo de referência (TR). O TR é o instrumento 
orientador para a elaboração de qualquer tipo de estudo ambiental e tem por 
objetivo estabelecer as diretrizes orientadoras, o conteúdo e a abrangência 
do estudo exigido do empreendedor, em etapa antecedente à implantação da 
atividade modifi cadora do meio ambiente.
O TR é elaborado pelo órgão ambiental a partir das informações prestadas pelo 
empreendedor na fase de pedido de licenciamento ambiental. Em alguns casos, o 
órgão ambiental solicita que o empreendedor elabore o TR, reservando-se ao papel 
de julgá-lo e aprová-lo.
149Estudo de Impacto Ambiental
Após definido o TR, o próximo passo é contratar uma equipe multidisci-
plinar para realizar o trabalho/levantamento, de acordo com a caraterização 
do empreendimento e os seus possíveis impactos ambientais (positivos e 
negativos) no meio físico, biológico e socioeconômico. É imprescindível que 
toda a equipe entenda a atividade proposta, pois deve ser considerada para a 
avaliação dos impactos específicos sobre os distintos meios diagnosticados.Além disso, é importante analisar os currículos de todos membros, verificando 
se possuem experiência na área. Todos devem assinar o trabalho e indicar o 
seu número de inscrição nos respectivos conselhos profissionais (Conselho 
Regional de Engenharia e Agronomia, Conselho Regional de Química, Con-
selho Regional de Biologia).
Os impactos no meio físico, biológico e socioeconômico diferem quando tratamos 
das atividades de geração de energia hidrelétrica ou mesmo eólica. No primeiro caso, 
temos um manancial (recurso hídrico) diretamente inserido na área de operação da 
atividade, impactando mais especificamente a fauna aquática e terrestre, bem como 
na vegetação ciliar. Já no segundo caso, de geração eólica, os impactos são mais 
perceptíveis nos animais alados que voam, em aves ou mesmo mamíferos (morcegos). 
É durante a caracterização do empreendimento que se abordam todos os 
aspectos ligados à nova atividade. Informações básicas do empreendimento, 
como Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), razão social, endereço, 
atividade principal, infraestrutura, área total da empresa e da sua operação, 
matéria-prima, processo e resíduos gerados, devem ser previamente apresen-
tadas. A partir da definição e caracterização da empresa, e levando em consi-
deração o potencial de impactos da atividade, o próximo passo é caracterizar 
as áreas de influência do empreendimento, que, de forma geral, são definidas 
com base na área aferrada pelo empreendimento, no conhecimento da equipe 
técnica ou mesmo em impactos específicos em algum dos meios diagnosti-
cados. Existem várias denominações para designar as áreas de influência, 
mas as mais utilizadas e ilustradas nos EIA/RIMAs estão elencadas a seguir.
  Área Diretamente Afetada (ADA): diz respeito à área que sofrerá 
os impactos diretos, ou seja, a área que será diretamente alterada pela 
implantação do empreendimento.
Estudo de Impacto Ambiental150
  Área de Influência Direta (AID): compreende a área indiretamente 
afetada pela implantação da obra, integrando as regiões do entorno e 
também as vias de acesso ao empreendimento.
  Área de Influência Indireta (AII): refere-se à área maior, mais abran-
gente, que pode ser afetada pelo empreendimento. Pode ser definida, por 
exemplo, com base na área de uma bacia hidrográfica, quando existir 
o risco de os efeitos do empreendimento atingirem tais proporções.
Definido o TR, realizada a contratação da equipe técnica e a caracterização 
do empreendimento, o passo seguinte é realizar o diagnóstico ambiental da 
área. Os meios a serem diagnosticados, nas três áreas de influência definidas, 
são o físico, o biológico e o socioeconômico. Dados primários e secundários 
devem embasar os levantamentos e diagnósticos das áreas de influência do 
empreendimento.
Concluída a fase de diagnóstico, ou seja, da compreensão da situação 
atual da área, a próxima etapa é a análise de impactos. Essa é uma parte 
um tanto subjetiva, pois imagina-se como será o efeito da implantação do 
empreendimento sobre os distintos meios diagnosticados, tanto positivo como 
negativo. Nesse sentido, existem metodologias de levantamento de impactos, 
das mais simples às mais complexas, que utilizam métodos qualitativos ou 
quantitativos, mas com foco na identificação dos principais impactos (em 
especial os negativos) gerados pela atividade. 
Após o diagnóstico e a AIA, o estágio seguinte consiste nas medidas 
mitigadoras, as quais visam achar soluções que possam remediar/minimizar 
os impactos ambientais (principalmente os negativos). Podemos citar como 
exemplos de medidas mitigadoras realizar o plantio de mudas de árvores, 
construir taludes para conter a erosão, regar o solo para evitar a emissão de 
material particulado, capturar e transferir os animais silvestres que podem 
ser afetados, e edificar novos núcleos habitacionais. A seguir são elencados 
alguns tipos de medidas mitigadoras.
  Medidas mitigadoras preventivas: têm como objetivo minimizar ou 
eliminar potenciais eventos adversos que se apresentam para causar 
prejuízos aos itens ambientais do meio natural (físico, biótico e antró-
pico). Busca anteceder o impacto negativo.
  Medidas mitigadoras corretivas: visam restabelecer a situação anterior 
à ocorrência de um evento adverso sobre o item ambiental destacado 
nos meios físico, biótico e antrópico, por meio de ações de controle ou 
de eliminação/controle do fator provocador do impacto.
151Estudo de Impacto Ambiental
  Medidas mitigadoras compensatórias: procuram repor bens socio-
ambientais perdidos em decorrência de ações diretas ou indiretas do 
empreendimento.
  Medidas potencializadoras: buscam otimizar e maximizar o efeito de 
um impacto positivo decorrente direta ou indiretamente da implantação 
do empreendimento.
É fundamental que haja um planejamento do EIA e organização dos trabalhos que serão 
realizados. Um diagnóstico incorreto ou mesmo omisso pode gerar enormes conflitos 
de terra, os quais são realidade nos dias atuais. Além disso, um estudo mal elaborado 
pode ocasionar enormes prejuízos ambientais, principalmente para a fauna e a flora. 
Portanto, dependendo da atividade/empreendimento, a conclusão do EIA poderá levar 
até um ano, pois é necessário, por exemplo, a análise da presença de animais migratórios. 
Metodologias para o Estudo 
de Impacto Ambiental
Antes de defi nir quais são as metodologias empregadas nos estudos de impacto 
ambiental, é preciso comentar sobre as informações que devem constar no 
EIA/RIMA. Veja o quadro abaixo.
Informações no EIA/RIMA
Informações gerais Identifica, localiza, informa e 
sintetiza o empreendimento.
Caracterização do 
empreendimento
Refere-se ao planejamento, à implantação, 
à operação e à desativação da obra.
Área de influência Limita sua área geográfica, 
representando-a em mapas.
Diagnóstico ambiental Caracteriza o ambiente da área antes 
da implantação do empreendimento.
Quadro 1. Informações que devem constar no EIA/RIMA.
(Continua)
Estudo de Impacto Ambiental152
De forma geral, os estudos de impacto ambiental devem atentar para quatro 
pontos principais, a saber: a identificação causa-efeito, a previsão ou cálculo 
dos efeitos e magnitudes dos impactos, a interpretação dos impactos e efeitos 
ambientais e a prevenção dos efeitos.
Existem diferentes métodos que podem ser aplicados no Estudo de Impacto Am-
biental, os quais não são estabelecidos pela legislação. Podem e devem, portanto, ser 
modificados de acordo com o tipo de projeto que será desenvolvido. Além disso, os 
impactos devem ser considerados durante todas as fases do empreendimento: fase 
preliminar (LP), fase de instalação (licença de instalação [LI]), fase de operação (licença 
de operação [LO]) e fase de desativação (se for o caso).
(Continuação)
Fonte: Autor.
Informações no EIA/RIMA
Qualidade ambiental Expõe as interações e descreve as inter-
relações dos componentes bióticos, 
abióticos e antrópicos do sistema, 
apresentando-os em um quadro sintético.
Fatores ambientais São responsáveis pela pormenorização 
do meio físico, meio biótico, meio 
antrópico, em função das características 
da área onde se desenvolverá o projeto.
AIA Identifica e interpreta os prováveis 
impactos ocorridos nas diferentes fases do 
projeto. Leva-se em conta a repercussão 
do empreendimento sobre o meio.
Medidas mitigadoras São medidas que visam minimizar 
os impactos adversos, especificando 
sua natureza, época em que deverão 
ser adotadas, prazo de duração, fator 
ambiental específico a que se destinam e 
responsabilidade pela sua implantação.
Quadro 1. Informações que devem constar no EIA/RIMA.
153Estudo de Impacto Ambiental
De acordo com a Resolução CONAMA nº. 001/1986, a AIA deve considerar 
alguns atributos:
  natureza — os impactos são benéficos ou adversos, positivos ou negativos?
  duração — os impactos são temporários ou permanentes?
  incidência — os impactos são diretos (ocorrem na área onde o empreen-
dimentoserá implantado) ou são indiretos (podem afetar outras regiões)?
  reversibilidade — os impactos são reversíveis ou irreversíveis?
  sinergia — os impactos são cumulativos ou sinérgicos (acumulativos)? 
(BRASIL, 1986).
Os métodos de AIA objetivam comparar, organizar e analisar informações 
sobre impactos ambientais de uma determinada atividade, incluindo formas de 
apresentação escrita e visual desses dados. Quanto aos métodos de avaliação 
de impactos e ponderação de atributos, os mais utilizados em EIAs/RIMAs 
estão descritos a seguir.
Listagens de controle (checklist): apresenta uma relação dos impactos mais 
relevantes, associando-os ou não ao respectivo aspecto (a causa do impacto) 
ou mesmo ao meio afetado (físico, biológico, socioeconômico). Além disso, o 
método permite avaliar os impactos por meio da atribuição de qualifi cações ou 
quantifi cação de atributos como magnitude e natureza. Seu emprego também 
permite a elaboração e aplicação de questionários. Como vantagem, essa 
ferramenta pode ser considerada simples e de fácil visualização, no entanto, 
não permite caracterizar e discutir cada impacto de forma mais minuciosa.
Matrizes de interação (matriz de Leopold): aponta os impactos em uma 
matriz bidimensional. Em um eixo são relacionadas as características do 
ambiente e, no outro, as ações (aspectos) do projeto. Na quadrícula de intera-
ção entre os dois eixos, é possível identifi car e avaliar o impacto quanto aos 
atributos avaliadores propostos no método. Entre as vantagens do método, está 
a facilidade de observação dos impactos além da avaliação e interação dos 
atributos. Por outro lado, a quantidade de atributos avaliadores é menor que 
na aplicação de outras ferramentas, como o checklist, por exemplo.
Após a identificação e a valoração dos impactos ambientais, é preciso 
indicar as medidas mitigadoras e compensatórias para cada impacto detectado 
no estudo. As medidas mitigadoras podem ser classificadas quanto a natureza 
(preventiva ou corretiva), fase (construção, operação e/ou desativação), duração 
(curto, médio ou longo), e responsabilidade (empreendedor ou poder público). 
Estudo de Impacto Ambiental154
A Quadro 2 apresenta alguns critérios que devem ser avaliados na instalação 
e na operação do empreendimento e alguns planos de monitoramento.
Fonte: Do autor.
Etapa do 
empreendimento Itens a serem avaliados
Instalação Redução das interferências e transtornos 
à população, no que se refere às emissões 
atmosféricas, ruídos tráfego de máquinas.
Controle dos impactos resultantes das obras de 
terraplanagem (erosão e instabilidade do solo).
Mitigação da retirada de cobertura vegetal.
Proteção de nascentes, cursos d’água 
e lagoas existentes na área.
Proteção do patrimônio histórico e paisagístico.
Mitigação do incremento da impermeabilização do solo;
Mitigação dos efeitos do lançamento das águas pluviais.
Destinação final adequada para efluentes sanitários 
e resíduos sólidos gerados no canteiro de obras 
e demais instalações de apoio administrativo.
Operação Garantia de segurança à população do entorno.
Garantia de atendimento de transporte 
coletivo ao empreendimento.
Tratamento e disposição final de efluentes 
sanitários do empreendimento.
Coleta e destino final de resíduos sólidos.
Arborização do sistema viário e espaços de uso comum.
Recuperação e revegetação das áreas degradas.
Planos de 
monitoramento
O monitoramento proposto deverá abordar, no mínimo:
  plano de avaliação das obras destinadas à contenção 
de encostas e drenagem pluvial;
  plano de acompanhamento do desenvolvimento da 
arborização;
  plano de monitoramento do sistema de 
abastecimento e da qualidade da água;
  plano de monitoramento do sistema de tratamento 
de efluentes líquidos.
Quadro 2. Itens que devem ser avaliados ao londo do EIA para que sejam encontradas 
medidas mitigadoras.
155Estudo de Impacto Ambiental
O EIA/RIMA é obrigado por lei, mas o método de avaliação dos impactos 
dependerá da equipe técnica que desenvolverá o estudo. Qualquer que seja o 
método escolhido para utilização, o mais importante é descrever detalhada-
mente cada impacto detectado, bem como as formas de mitigar ou compensar 
cada um desses impactos.
1. Existem diferentes metodologias 
usadas nos EIA, para o meio físico, 
o biológico e o socioeconômico. 
Entre as alternativas a seguir, 
qual está correta em relação 
a essas metodologias?
a) No checklist, os impactos são 
demostrados na forma de matriz.
b) A metodologia baseada em 
redes de interação baseia-se 
na construção de redes de 
interação e fluxogramas para 
a indicação dos impactos 
ambientais causados somente na 
construção do empreendimento.
c) A sobreposição de cartas é 
uma metodologia que permite 
uma boa compreensão de 
relações espaciais. Sua adoção 
é indicada nos projetos de 
desenvolvimento regional e 
com configuração linear.
d) O método de matriz consiste na 
construção de redes de interação 
e fluxogramas para a indicação 
dos impactos ambientais.
e) No método quantitativo há 
a qualificação dos impactos, 
que permite obter índices 
de qualidade ambiental.
2. Com relação aos conceitos que 
regem o EIA/RIMA, assinale 
a alternativa correta.
a) Os EIA/RIMA são elaborados 
pelo empreendedor, sendo que 
o órgão ambiental competente 
deverá arcar com os custos.
b) No RIMA, são apresentados os 
resultados obtidos no EIA em uma 
linguagem acessível à população.
c) Os EIA/RIMA são exigidos para 
todos os empreendimentos que 
possam causar algum tipo de 
impacto ambiental negativo.
d) Os EIA/RIMA são elaborados 
pelo empreendedor por meio 
da contratação de profissionais 
somente da área ambiental.
e) O EIA deve ser realizado 
pelo órgão ambiental e 
pelo empreendedor.
3. Assinale a alternativa que se refere 
corretamente ao Estudo de Impacto 
Ambiental (EIA) e ao Relatório 
de Impacto Ambiental (RIMA).
a) O RIMA possui conteúdo 
específico e de difícil 
entendimento para leigos.
b) O RIMA precede o EIA.
c) O EIA-RIMA é um estudo 
complexo elaborado por 
diversos especialistas.
d) O órgão ambiental definirá se 
deverá ser desenvolvido um 
EIA ou um RIMA para cada 
Estudo de Impacto Ambiental156
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Caderno de licenciamento ambiental. Brasília: 
MMA, 2009. 
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado Federal, 1988. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 001, de 23 de janeiro de 
1986. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.
html>. Acesso em: 22 nov. 2017.
FIORILLO, C. A. P. Curso de Direito Ambiental. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
MACHADO, A. Q. Licenciamento ambiental: atuação preventiva do Estado à luz da Cons-
tituição da República Federativa do Brasil. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012. 
STRUCHEL, A. C. O. Licenciamento ambiental municipal. São Paulo: Oficina de Textos, 
2016. 
empreendimento específico.
e) É o EIA que serve de base para 
a apresentação do estudo 
de impactos à comunidade 
durante a audiência pública.
4. Existem algumas atividades/
empreendimentos que necessitam 
apresentar o EIA/RIMA. Entre as 
alternativas a seguir, qual é um 
exemplo de empreendimento 
cuja apresentação desse tipo de 
estudo ambiental é obrigatória?
a) Supressão de vegetação 
acima de dois hectares.
b) Construção de empreendimentos 
acima de 300 m².
c) Projetos de aquacultura.
d) Linha de transmissão de 
energia com 500 KV.
e) Estradas com uma 
faixa de rodagem.
5. Entre as alternativas a seguir, 
qual está correta em relação as 
etapas que envolvem o EIA?
a) Diagnóstico ambiental, 
AIA, medidas mitigadoras e 
elaboração de programas.
b) Identificação dos processos 
e estabelecimento de 
indicadores, mensuração 
qualitativa e quantitativa, 
viabilização ambiental e 
plano de ação ambiental.
c) Elaboração do Plano de 
Mobilização Social, realização 
dodiagnóstico, apresentação 
do prognóstico e concepção 
de programas, projetos e ações 
necessárias para atingir as metas.
d) Diagnóstico ambiental, 
AIA, medidas mitigadoras, 
elaboração de programas 
e mobilização social.
e) Diagnóstico ambiental, 
prognóstico ambiental, 
medidas mitigadoras e 
plano de ação ambiental.
157Estudo de Impacto Ambiental
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Os métodos de avaliação de impacto ambiental servem de referência nos estudos ambientais 
para se determinar, de forma mais precisa, a significância de uma alteração ambiental. Também 
são usados para padronizar e facilitar a abordagem do meio físico que, em geral, leva em 
consideração vários aspectos. Quaisquer metodologias de abordagem podem ser utilizadas, 
desde que em acordo com a literatura nacional e/ou internacional sobre o assunto. Porém, deve-
se tomar cuidado, pois a maioria dos métodos apresenta caráter subjetivo na abordagem do meio 
físico.
Portanto, devem ser utilizados critérios bem definidos para a escolha do método a ser usado, ou 
seja, cada método tem uma aplicação definida, sendo utilizado conforme o caso.
Para saber mais a respeito das principais metodologias utilizadas no Estudo de Impacto 
Ambiental, assista ao vídeo a seguir.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Existem diferentes metodologias usadas nos Estudos de Impactos Ambientais (EIA), 
tanto para o meio físico, biológico como socioeconômico. Entre as alternativas a 
seguir, qual está CORRETA em relação a essas metodologias? 
A) No checklist, os impactos são demostrados na forma de matriz.
B) A metodologia baseada em redes de interação baseia-se na construção de redes de 
interação e fluxogramas para a indicação dos impactos ambientais causados somente na 
construção do empreendimento.
C) A sobreposição de cartas é uma metodologia que permite uma boa compreensão de 
relações espaciais. Sua adoção é indicada nos projetos de desenvolvimento regional e com 
configuração linear.
D) O método de matriz consiste na construção de redes de interação e fluxogramas para a 
indicação dos impactos ambientais.
E) No método quantitativo há a qualificação dos impactos, obtendo-se índices de qualidade 
ambiental.
2) Em relação aos conceitos que regem o EIA/RIMA, assinale a alternativa CORRETA.
A) Os EIA/RIMA são elaborados pelo empreendedor, sendo que o órgão ambiental 
competente deverá arcar com os custos.
B) No RIMA são apresentados os resultados obtidos no EIA em uma linguagem acessível à 
população.
C) Os EIA/RIMA são exigidos para todos os empreendimentos que possam causar algum tipo 
de impacto ambiental negativo.
D) Os EIA/RIMA são elaborados pelo empreendedor por meio da contratação de profissionais 
somente da área ambiental.
E) O EIA deve ser realizado pelo órgão ambiental e pelo empreendedor.
3) Assinale a alternativa que se refere corretamente ao Estudo de Impacto Ambiental 
(EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). 
A) O RIMA possui conteúdo específico e de difícil entendimento para leigos.
B) O RIMA precede o EIA.
C) O EIA/RIMA é um estudo complexo elaborado por diversos especialistas.
D) O órgão ambiental definirá se deverá ser desenvolvido um EIA ou um RIMA para cada 
empreendimento específico.
E) É o EIA que serve de base para a apresentação do estudo de impactos à comunidade 
durante a audiência pública.
4) Existem algumas atividades/empreendimentos que necessitam apresentar 
EIA/RIMA. Entre as alternativas a seguir, qual é um exemplo de empreendimento 
que necessita apresentar esse tipo de estudo ambiental? 
A) Supressão de vegetação acima de 2 hectares.
B) Construção de empreendimentos acima de 300 m2.
C) Projetos de aquacultura.
D) Linha de transmissão de energia com 500 KV.
E) Estradas com 1 faixa de rodagem.
5) O Estudo de Impacto Ambiental deverá ser realizado por equipe multidisciplinar 
envolvendo ações técnicas e científicas, destinadas a analisar e prever os impactos que 
a implantação de um projeto trará ao meio ambiente. O Estudo de Impacto 
Ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades técnicas: 
I. Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. 
II. Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas. 
III. Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos. 
IV. Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento. 
V. Elaboração de relatório de avaliação ambiental. 
É correto o que se afirma APENAS em: 
A) I, II, III e IV.
B) I e II.
C) I, II e III.
D) III, IV e V.
E) II, III, IV e V.
NA PRÁTICA
Acabar com a seca do nordeste é mais do que um sonho, é um projeto com a maior 
infraestrutura hídrica que o Brasil jamais viu antes. Estamos falando da transposição do rio São 
Francisco, obra de infraestrutura do Governo Federal que tem o objetivo de levar água para 12 
milhões de pessoas de 390 municípios de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Entretanto, desde que entrou em cena, o projeto tem gerado muita polêmica. Em relação ao 
Estudo de Impacto Ambiental, este foi um grande desafio, devido à extensão do 
empreendimento e pelos mais diversos impactos ambientais negativos que a obra poderá 
ocasionar, principalmente para o meio ambiente.
Acompanhe a seguir quais são os principais impactos ambientais negativos desta obra.
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Avaliação de impacto ambiental: metodologias aplicadas no Brasil
Leia, no artigo a seguir, um estudo sobre as diferentes metodologias utilizadas/implantadas no 
Estudo de Impacto Ambiental no Brasil.
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Estudo de impacto ambiental nas APAs
Muitas vezes as atividades/empreendimentos ocasionam em impactos ambientais em áreas de 
preservação permanente (APP). Confira no vídeo a seguir como ocorre o EIA nesse tipo de 
local.
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Situação de Impacto Ambiental: um estudo em uma Indústria de Extração Mineral
O presente trabalho tem como objetivo diagnosticar a situação da Gestão Ambiental da ALFA, 
com base na metodologia proposta pelo CEBDES
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Metodologias de Estudos e Impactos 
Ambientais (EIA - RIMA)
APRESENTAÇÃO
A instalação de empreendimentos com impactos ambientais significativos exige a realização de 
estudos de impactos ambientais e de relatório de impacto de meio ambiente (EIA/RIMA). O 
estudo de impacto ambiental engloba várias etapas com o objetivo de identificar quais os 
impactos, nas esferas social, econômica e ambiental, um empreendimento pode causar na sua 
área de influência. 
Nesta Unidade de Aprendizagem você ira identificar quais as etapas que envolvem a elaboração 
de um estudo de impacto ambiental, bem como a forma que a população pode manifestar-se no 
processo de decisão sobre a instalação de empreendimentos.
Bons estudos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a base legal de Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Meio Ambiente.•
Verificar quais as etapas envolvidas para elaboração de Estudo de Impacto Ambiental.•
Reconhecer algumas metodologias para identificação de impactos ambientais.•
DESAFIO
Em geral, para a instalação de empreendimentos com atividades poluidoras ou potencialmente 
poluidoras, é necessária a autorização do órgão ambiental competente para que sejam 
implantados. 
Assim, a resolução Conama n. 001, de 23 de janeiro de 1986, estabelece as definições, as 
responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da 
Avaliação de Impacto Ambientalcomo um dos instrumentos da Política Nacional do Meio 
Ambiente.
Você sabia que os múltiplos aspectos ambientais que envolvem a implantação de um 
empreendimento podem ser relacionados com vários impactos ambientais?
Com base no exposto, relacione alguns aspectos ambientais com os seus respectivos impactos 
ambientais para a implantação de uma indústria.
INFOGRÁFICO
Para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto de Meio 
Ambiente é necessária a realização de várias etapas. No infográfico você visualizará cada uma 
delas.
CONTEÚDO DO LIVRO
O Estudo do Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente (RIMA) são 
definidos pela resolução Conama n. 001 (BRASIL, 1986).
No capítulo Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA - RIMA), da obra Avaliação 
de impactos ambientais você pode conhecer mais sobre as etapas que envolvem a elaboração de 
um estudo de impacto ambiental, bem como a forma que a população pode se manifestar no 
processo de decisão sobre a instalação de empreendimentos.
Boa leitura.
AVALIAÇÃO DE 
IMPACTOS 
AMBIENTAIS
Vanessa Machado
Metodologias de 
Estudos e Impactos 
Ambientais (EIA/RIMA)
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar a base legal de estudos de impacto ambiental/relatório 
de meio ambiente.
  Verificar quais as etapas envolvidas para a elaboração de estudos de 
impacto ambiental.
  Reconhecer algumas metodologias para identificação de impactos 
ambientais.
Introdução
A instalação de empreendimentos com impactos ambientais significativos 
exige a realização de estudos de impactos ambientais e de relatórios 
de impactos sobre o meio ambiente (EIA/RIMA). O estudo de impacto 
ambiental engloba várias etapas com o objetivo de identificar quais os 
impactos, nas esferas social, econômica e ambiental, um empreendimento 
pode causar na sua área de influência. Neste capítulo, você irá identificar 
quais as etapas que envolvem a elaboração de um estudo de impacto 
ambiental, bem como a forma que a população pode se manifestar no 
processo de decisão sobre a instalação de empreendimentos.
Base legal – EIA/RIMA
A poluição generalizada aliada à ocorrência dos grandes desastres ambientais 
registrados na história favoreceram o desenvolvimento de questionamentos 
quanto à qualidade ambiental e até mesmo de saúde pública. Tais refl exões, 
que cresceram principalmente nas últimas décadas, alavancaram a formulação 
de diretrizes ambientais, primeiramente em países desenvolvidos, como nos 
EUA ou até mesmo na França. A proposta desses países embasou a legislação 
brasileira, e, portanto, indicam a aplicação de metodologia específi ca para a 
avaliação dos impactos ambientais e indicação de ações de minimização e 
compensação dos considerados efeitos negativos ao meio ambiente e à fauna, 
além de subsidiar estudos prévios de diagnósticos das áreas onde serão im-
plantados novos empreendimentos. No Brasil, a implementação de políticas 
ambientais de estudo de impactos está associada principalmente a uma pressão 
do Banco Mundial, que, na década de 70 e 80, estava fi nanciando grandes 
empreendimentos energéticos no norte do Brasil. Foi, então, em 1981, com 
a publicação da primeira versão da Política Nacional do Meio Ambiente 
(PNMA), Lei nº 6.938/81 e seu respectivo Decreto nº 88.351/83, que fi cou 
consolidada a Avaliação de Impactos Ambientais (AIA) como instrumento 
da PNMA. Entretanto, somente cinco anos após, com a Resolução CONAMA 
nº 0001/86 do CONAMA, estabeleceram-se as defi nições, as responsabili-
dades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação 
da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política 
Nacional do Meio Ambiente no território brasileiro. No art. 2 dessa Resolução 
fi ca determinado claramente a obrigatoriedade da elaboração do Estudo de 
Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente 
(EIA/RIMA) como determinante para a aprovação de empreendimentos e 
atividades modifi cadoras do meio ambiente. Tais relatórios passam, ainda, a 
fazer parte do processo de licenciamento ambiental, também instituído como 
um instrumento da PNMA em 1981. O processo de licenciamento se trata de 
um procedimento administrativo junto ao órgão ambiental para autorizar, ou 
seja, licenciar, a instalação, ampliação e operação de atividades que utilizem 
recursos naturais ou até mesmo que possam ser potencialmente poluidoras. 
Durante esse processo, três licenças ambientais devem ser requeridas: a Licença 
Prévia, a Licença de Instalação e a Licença de Operação. Especifi camente, o 
EIA-RIMA é solicitado na fase da Licença Prévia. (BRASIL, 1983)
Quanto às atividades sujeitas ao EIA/RIMA, a Resolução CONAMA nº 
0001/86 apresentou uma listagem delas, inserindo, dentre outras atividades, a 
implantação de estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento; 
ferrovias; portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos; aero-
portos, oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de 
esgotos sanitários; linhas de transmissão de energia elétrica acima de 230KV; 
obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem para 
fins hidrelétricos, acima de 10MW, de saneamento ou de irrigação, abertura 
de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, 
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)142
abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques; extração de 
combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão); extração de minério; aterros sani-
tários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos; usinas 
de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária, acima 
de 10MW; complexo e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, 
siderúrgicos, cloroquímicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de 
recursos hídricos); e distritos industriais e zonas estritamente industriais — ZEI. 
Uma revisão das atividades foi posteriormente apresentada em resolução especí-
fica sobre as diretrizes do licenciamento, a Resolução nº 237/97 do CONAMA.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) possui uma particularidade importante 
quando consideramos a preservação do meio ambiente: a sua aplicação prévia, 
ou seja, anterior à implantação do empreendimento em questão. Nesse sentido, o 
EIA/RIMA pode ser considerado um instrumento de planejamento inserido no 
âmbito das políticas públicas. O EIA compreende um documento técnico que tem 
por finalidade diagnosticar o ambiente onde será implantado o empreendimento, 
identificar, prever e interpretar os efeitos que essa implantação terá no meio 
ambiente, além de propor ações de minimização e controle dos efeitos negativos 
produzidos pela alteração que será feita. Esse estudo prévio irá, então, embasar 
a tomada de decisão por parte do órgão ambiental em conceder ou não a licença 
prévia (LP). Outra particularidade diz respeito ao Relatório de Impacto sobre 
o Meio Ambiente, o RIMA, que deve ser elaborado com o mesmo conteúdo do 
EIA, mas de forma mais simplificada, para que possa ser lido e compreendido 
por leigos no assunto. Esse relatório é assim disponibilizado para a comunidade 
do entorno do empreendimento e a todos os interessados (ONGs, instituições de 
ensino, etc.) para que, no momento da Audiência Pública — fase essencial do 
processo de licenciamento prévio, que é uma espécie de reunião pública onde se 
apresentam os resultados do EIA —, possa ser discutido com toda a comunidade 
a implantação do empreendimento. Essa etapa também subsidia a tomada de 
decisão por parte do órgão ambiental em conceder ou não a licença prévia (LP).
EIA/RIMA, um estudo multidisciplinar
A elaboração do EIA/RIMA é de caráter multidisciplinar, ou seja, ele engloba 
várias áreas de estudo (Figura 1). Aspectos físicos, biológicos e socioeconô-
micos devem ser levantados, ou seja,diagnosticados. Devem ser elaborados 
mapas e cartas para mostrar e exemplifi car cada aspecto diagnosticado. Nesse 
sentido, vários profi ssionais — como biólogos, geólogos, agrônomos, sociólo-
gos, engenheiros, entre outros — são fundamentais e irão compor a equipe de 
elaboração desse estudo. Além disso, uma coordenação dessa equipe também 
143Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
é de fundamental importância para a correta interdisciplinaridade que esse 
estudo exige. Reuniões constantes são necessárias para delimitação das ati-
vidades e posteriormente para a análise de impactos e devidas indicações de 
minimização dos efeitos negativos.
Figura 1. Os três meios diagnosticados durante a elaboração do Estudo de 
Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
Fonte: (a) Ruslan Gusev/Shutterstock.com; (b) Ondrej Prosicky/Shutterstock.com; (c) 
Polamaii/Shutterstock.com;
O Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/
RIMA) são instrumentos de planejamento e, portanto, subsidiam a tomada de decisão 
por parte do órgão ambiental em conceder ou não a licença prévia (LP) durante o 
processo de Licenciamento Ambiental.
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)144
Etapas do EIA/RIMA
O Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambien-
tal (EIA/RIMA) devem ser previamente defi nidos junto ao órgão ambiental 
por meio do Termo de Referência (TR). O órgão ambiental já disponibiliza 
TRs para a elaboração de EIA/RIMAs para diversas atividades, tendo em 
vista que alguns aspectos são distintos e dependem, portanto, da atividade 
em questão. Os TRs são documentos nos quais constam todos os estudos 
que devem ser realizados durante o EIA/RIMA. Por exemplo, é no TR que 
será estabelecido a sazonalidade das amostragens de fauna, ou seja, se o 
diagnóstico irá abordar o levantamento da fauna nas 4 estações do ano ou 
apenas em duas estações. Para atividades novas, pode ser proposto o TR 
para aprovação do órgão ambiental. A defi nição do TR é a primeira etapa 
para uma correta elaboração dos estudos vinculados ao EIA/RIMA. Após a 
defi nição do TR, é importante defi nir a equipe de trabalho, desde o gestor do 
projeto até os distintos técnicos que participarão do levantamento e estudo 
de impactos do respectivo estudo.
A etapa seguinte à de definição do TR e equipe multidisciplinar de 
trabalho é a caraterização do empreendimento. É imprescindível que toda 
a equipe entenda a atividade proposta, uma vez que essa deve ser consi-
derada para a avaliação dos impactos específicos sobre os distintos meios 
diagnosticados. Por exemplo, os impactos sobre o meio físico, biológico 
e socioeconômico diferem quando tratamos das atividades de geração 
de energia hidroelétrica ou até mesmo eólica. No primeiro caso, temos 
um manancial diretamente inserido na área de operação da atividade, 
impactando mais especificamente a fauna aquática e terrestre, enquanto 
no segundo caso, de geração eólica, os impactos são mais perceptíveis nos 
animais alados, que voam, em aves ou até mesmo mamíferos (morcegos). 
É durante a caracterização do empreendimento que se abordam todos os 
aspectos ligados à nova atividade. Informações básicas do empreendimento 
— como CNPJ, razão social, endereço, atividade principal, infraestrutura, 
área total da empresa e de sua operação, matéria-prima, processo e resíduos 
gerados — devem ser previamente apresentadas. A partir da definição e 
caracterização da empresa, e levando-se em consideração o potencial de 
impactos da atividade, o próximo passo é caracterizar as áreas de influência 
do empreendimento, que, de forma geral, são definidas com base na área 
aferrada pelo empreendimento, no conhecimento da equipe técnica ou 
até mesmo em impactos específicos em algum dos meios diagnosticados. 
145Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
Existem várias denominações para designar as áreas de influência, mas 
as mais utilizadas e ilustradas nos EIA/RIMAs são:
  Área Diretamente Afetada (ADA): diz respeito à área que sofrerá 
os impactos diretos, ou seja, a área que será diretamente alterada pela 
implantação do empreendimento.
  Área de Influência Direta (AID): compreende a área indiretamente 
afetada pela implantação do empreendimento, integrando as áreas do 
entorno e também as vias de acesso ao empreendimento.
  Área de Influência Indireta (AII): refere-se à área maior, mais 
abrangente, que pode ser afetada pelo empreendimento. Essa pode 
ser definida, por exemplo, com base na área de uma Bacia Hidrográ-
fica, quando existir o risco dos efeitos do empreendimento atingir tais 
proporções. Um exemplo recente é o desastre de Mariana (MG), que 
chegou até o oceano.
O diagnóstico é o passo seguinte na elaboração do Estudo de Impacto 
Ambiental (EIA). Os meios que devem ser diagnosticados, nas três áreas 
de influência definidas, devem ser o físico, o biológico e o socioeconômico 
(Figura 1). Dados primários e secundários devem embasar os levantamentos 
e diagnósticos das áreas de influência do empreendimento. Concluída a fase 
de diagnóstico, ou seja, da compreensão da situação atual da área, o passo 
seguinte é a análise de impactos. Essa é uma parte um tanto subjetiva, pois 
imagina-se como será o efeito da implantação do empreendimento sobre 
os distintos meios diagnosticados, tanto positivos como negativos. Nesse 
sentido, existem distintas metodologias de levantamento de impactos, das 
mais simples às mais complexas, utilizando métodos qualitativos ou até 
mesmo quantitativos, mas com foco principalmente na identificação dos 
principais impactos gerados pela atividade. Para finalizar o EIA/RIMA 
e chegar, portanto, ao objetivo primordial da aplicação da análise de im-
pactos, é proposto um capítulo distinto listando os Projetos e Programas 
que irão integrar o monitoramento dos impactos durante distintas fases do 
empreendimento, fase de instalação, operação, e atualmente também a fase 
de desativação, da atividade proposta. 
É importante salientar que o EIA deve ser elaborado de forma minuciosa 
e técnica. No entanto, a equipe ainda precisa transformar essas informações 
para uma abordagem mais simplificada e disponível para leitura do público em 
geral, ou seja, elaborar o RIMA. Dessa forma, a construção do RIMA deve ser 
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)146
feita da mesma forma que a do EIA, com os mesmos conteúdos e etapas, mas 
escrito com uma linguagem mais acessível, ou seja, o mais simples possível. 
Esse documento, o EIA/RIMA, é, então, protocolado para o requerimento da 
Licença Prévia (LP) durante o processo de licenciamento. O EIA é analisado 
pelo órgão ambiental, o RIMA deve ser disponibilizado para a comunidade 
e discutido na ocasião da Audiência Pública, e o resultado dessas análises 
deverá subsidiar, assim, a decisão do órgão ambiental no deferimento ou não 
da LP para o empreendimento.
Para finalizar, cabe salientar que o planejamento é fundamental para a 
correta elaboração de qualquer trabalho, assim como o do EIA/RIMA. Além 
disso, porém, a ética é um campo fundamental de entendimento para uma 
abordagem correta da utilização do solo em qualquer que seja a área utilizada. 
Um diagnóstico incorreto ou até mesmo omisso pode gerar enormes confli-
tos de terra, e esses compreendem realidades dos dias atuais. Fainguelernt 
(2016), ao apresentar uma retrospectiva acerca do licenciamento ambiental 
da área da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, a qual apresenta conflito com 
distintos povos indígenas, coloca em cheque a ausência de tais informações 
no respectivo EIA/RIMA apresentado ao IBAMA, órgão ambiental federal 
responsável pelo licenciamento da UHE de Belo Monte.
Figura 2. Sequência de elaboração do EIA.
Fonte: (a) Africa Studio/Shutterstock.com; (b) Vacancylizm/Shutterstock.com; (c) Vacancylizm/Shut-
terstock.com; (d) ESB Professional/Shutterstock.com. (e) ESB Professional/Shutterstock.com;(f) Africa 
Studio/Shutterstock.com.
a) TR
Caracterização do
Empreendimento
b)
Áreas de 
Influência
c)
Diagnóstico
Ambiental
d)
Análise dos
Impactos
Ambientais
e)
Programas de
Monitoramento 
e Minimização 
de Impactos
f )
a) TR
Caracterização do
Empreendimento
b)
Áreas de
Influência
c)
Diagnóstico
Ambiental
d)
Análise dos
Impactos
Ambientais
e)
Programas de
Monitoramento
e Minimização
de Impactos
f )f )
147Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
Acompanhe uma análise crítica acerca da transposição do Rio São Francisco para 
saber mais sobre a abordagem prática do EIA/RIMA — nesse caso, da má elaboração 
e aplicação do EIA/RIMA (HENKES, 2014). 
Metodologias para o Estudo 
de Impactos Ambientais
De forma geral, os estudos de impactos ambientais devem atentar para quatro 
pontos principais: a identifi cação causa-efeito, a previsão ou cálculo dos efeitos 
e magnitudes dos impactos, a interpretação dos impactos e efeitos ambientais 
e a prevenção deles.
Existem distintos métodos que podem ser aplicados para o Estudo dos 
Impactos Ambientais. Esses métodos não são estabelecidos pela legislação e, 
dessa forma, podem e devem ser modificados de acordo com o tipo de projeto 
que será desenvolvido. Vale relembrar que impacto ambiental é qualquer 
modificação da condição natural de uma determinada área, seja de caráter 
negativo ou até mesmo positivo, sobre os três meios diagnosticados: meio 
físico, biológico e socioeconômico (Figura 1). Além disso, os impactos devem 
ser considerados durante todas as fases do empreendimento: fase preliminar 
(LP), fase de instalação (LI), fase de operação (LO) e fase de desativação.
Os métodos de análise de impactos ambientais objetivam comparar, orga-
nizar e analisar informações sobre impactos ambientais de uma determinada 
atividade, incluindo formas de apresentação escrita e visual desses dados. A 
análise dos impactos deve ser realizada a partir da ponderação ou valoração 
de atributos. A Resolução CONAMA nº 0001/86 postula que a análise de 
impactos deve considerar os seguintes atributos:
  Impactos benéficos ou adversos; positivo ou negativo (natureza).
  Impactos temporários ou permanentes (duração).
  Impactos diretos ou indiretos (incidência).
  Impactos reversíveis ou irreversíveis (reversibilidade).
  Impactos cumulativos ou sinérgicos (sinergia). 
Outros atributos também podem ser utilizados, como relevância, magni-
tura e abrangência, por exemplo. 
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)148
Quanto aos métodos de avaliação de impactos e ponderação de atributos, 
os mais utilizados em EIA/RIMAs são:
1. Listagens de controle (checklists): apresentam uma relação dos 
impactos mais relevantes, associando-os ou não ao respectivo aspecto 
(a causa do impacto) ou até mesmo ao meio afetado (físico, biológico, 
socioeconômico). Além disso, o método permite avaliar os impactos 
pela atribuição de qualificações ou quantificação de atributos como 
magnitude, natureza, dentre outros. A aplicação desse método também 
permite a elaboração e aplicação de questionários. Como vantagem, 
esse método pode ser considerado simples e de fácil visualização, 
mas não permite caracterizar e discutir de forma mais minuciosa 
cada impacto.
2. Matrizes de interação (matriz de Leopold): método que apresenta os 
impactos em uma matriz bidimensional. Em um eixo são relacionadas 
as características do ambiente e, no outro, as ações (aspectos) do projeto. 
Na quadrícula de interação entre os dois eixos, é possível identificar e 
avaliar o impacto quanto aos atributos avaliadores propostos no método. 
Dentre as vantagens do método está a facilidade de observação dos 
impactos além da avaliação e interação dos atributos, mas, por outro 
lado, a quantidade de atributos avaliadores é menor do que na aplicação 
de outros métodos, como o checklist por exemplo.
Além do checklist e da matriz de interação, existem outros métodos menos 
utilizados em EIA/RIMAs, como:
  Métodos ad hoc: consistem na reunião de especialistas de distintas 
áreas, os quais irão realizar uma avaliação preliminar dos impactos, e 
definição da melhor estratégia de trabalho a ser adotada. Dessa forma, 
o método não é incluído em EIA/RIMAs, mas sim em fases prelimina-
res de tomada de decisão quanto à elaboração do estudo de impactos, 
principalmente para aquelas em que há escassez de dados. Possui a 
vantagem de realizar uma avaliação simples, objetiva e dissertativa, 
mas não avalia ou pondera atributos aos impactos identificados.
  Redes de interação (diagramas de sistema; networks): método que 
expressa os impactos na forma de uma sequência de eventos por dia-
gramas, gráficos ou até mesmo fluxogramas. Apesar de fornecer uma 
abordagem mais integrada de causas e efeitos (impactos), esse método 
não permite a avaliação e valoração de atributos.
149Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
  Superposição de cartas (overlays): este método é baseado na elabora-
ção de vários mapas e cartas da mesma área, mas destacando aspectos 
ambientais distintos, como relevo, declividade etc. Pela superposição 
desses mapas, identificam-se as áreas com maior ocorrência de impactos 
ou que esses serão mais significativos. A facilidade de observação dos 
impactos é uma vantagem do método, mas, como desvantagem, não há 
a identificação da importância relativa de cada impacto.
  Modelos de simulação: modelos específicos que simulam um de-
terminado sistema ambiental como autodepuração ou até mesmo 
dispersão de poluentes atmosféricos. A vantagem está na consideração 
da dinâmica do sistema e na interação dos fatores e impactos, mas 
é um método de alto custo e, além disso, os modelos podem não 
condizer com a realidade.
Após a identificação e valoração dos impactos ambientais, é preciso in-
dicar as medidas mitigadoras para cada impacto detectado no estudo. Tais 
medidas visam amenizar ou mitigar os efeitos deletérios sobre o ambiente e 
seus componentes. As medidas mitigadoras podem ser classificadas quanto à:
  Natureza: preventiva ou corretiva.
  Fase: construção, operação e/ou desativação.
  Duração: curta, média ou longa.
  Responsabilidade: empreendedor ou poder público.
Alguns impactos negativos não podem ser mitigados, e essa observação 
deve estar clara no EIA/RIMA. Além de programas de mitigação, devem ainda 
ser indicados programas de monitoramento, que são programas de acompa-
nhamento das características físicas e biológicas da área durante a construção 
ou operação do empreendimento, que visam, assim, minimizar ou até mesmo 
compensar os impactos da atividade. Os impactos positivos na natureza podem 
e devem estar relacionados a programas e projetos que maximizem seus efeitos 
ao longo do processo de instalação ou operação da atividade.
Para finalizar, cabe salientar que existe a obrigatoriedade da elaboração 
do EIA/RIMA, mas o método de avaliação dos impactos vai de acordo com 
a equipe técnica que desenvolverá o estudo. Qualquer que seja o método 
escolhido para utilização, o mais importante é descrever detalhadamente 
cada impacto detectado, bem como as formas de mitigar ou compensar cada 
um desses impactos.
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)150
Para você ver um exemplo da avaliação de impactos, acesse o Relatório de Impacto 
Ambiental (RIMA) elaborado para um Projeto de Irrigação do Assentamento Santa 
Mônica, em Terenos, MS, e submetido ao IBAMA (FIBRACON, 2016).
1. Sobre as metodologias 
para a determinação de 
impactos ambientais, assinale 
a sentença correta:
a) No método quantitativo há 
a qualificação dos impactos, 
obtendo-se índices de 
qualidade ambiental.
b) O método de matriz consiste na 
construção de redes de interação 
e fluxogramas para a indicação 
dos impactos ambientais.
c) A sobreposição de cartas é 
uma metodologia que permite 
uma boa compreensão de 
relações espaciais. Sua adoção 
é indicada nos projetos de 
desenvolvimento regional e 
com configuraçãolinear.
d) A metodologia baseada em 
redes de interação baseia-se 
na construção de redes de 
interação e fluxogramas para 
a indicação dos impactos 
ambientais causados somente na 
construção do empreendimento. 
e) No checklist, os impactos são 
demostrados na forma de matriz.
2. Sobre o conceito de impacto 
ambiental é correto afirmar que:
a) Impacto ambiental é qualquer 
alteração que cause impacto 
negativo sobre as propriedades 
do meio ambiente, causada 
por qualquer forma de 
matéria ou energia resultante 
das atividades humanas.
b) Impacto ambiental é qualquer 
alteração das propriedades 
físicas, químicas, biológicas do 
meio ambiente, causada pelas 
atividades antrópicas e que 
afetem diretamente: a saúde, 
a segurança e o bem-estar 
da população e a qualidade 
dos recursos ambientais.
c) Impacto ambiental é qualquer 
alteração das propriedades 
químicas e biológicas do 
meio ambiente, causada por 
qualquer forma de matéria 
ou energia resultante das 
atividades humanas que 
afetem diretamente a saúde, 
a segurança, e o bem-estar 
da população; as atividades 
sociais e econômicas; a biota; as 
condições estéticas e sanitárias 
ambientais; a qualidade 
dos recursos ambientais.
151Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
d) Impacto ambiental é qualquer 
alteração das propriedades 
físicas, químicas e biológicas 
do meio ambiente, causada 
por qualquer forma de matéria 
ou energia resultante das 
atividades humanas que afetem 
diretamente ou indiretamente 
a segurança e o bem-estar 
da população; as atividades 
sociais e econômicas; a biota 
e as condições estéticas e 
sanitárias ambientais.
e) Impacto ambiental é qualquer 
alteração das propriedades 
físicas, químicas, biológicas do 
meio ambiente, causada por 
qualquer forma de matéria 
ou energia resultante das 
atividades humanas que afetem 
diretamente ou indiretamente 
a saúde, a segurança, e o 
bem-estar da população; as 
atividades sociais e econômicas; 
a biota; as condições estéticas e 
sanitárias ambientais; a qualidade 
dos recursos ambientais.
3. Quais as etapas de um Estudo 
de Impacto Ambiental (EIA)?
a) Diagnóstico ambiental, análise 
dos impactos ambientais, 
medidas mitigadoras e 
elaboração de programas.
b) Identificação dos processos 
e estabelecimento de 
indicadores, mensuração 
qualitativa e quantitativa, 
viabilização ambiental e 
plano de ação ambiental.
c) Elaboração do Plano de 
Mobilização Social, realização 
do diagnóstico, apresentação 
do prognóstico e concepção 
de programas, projetos e ações 
necessárias para atingir as metas.
d) Diagnóstico ambiental, análise 
dos impactos ambientais, 
medidas mitigadoras, 
elaboração de programas 
e mobilização social.
e) Diagnóstico ambiental, 
prognóstico ambiental, 
medidas mitigadoras e 
plano de ação ambiental.
4. Sobre o EIA/RIMA é 
correto afirmar que:
a) A sigla EIA significa Estudo 
Prévio de Impacto Ambiental e 
deve ser realizado pelo órgão 
ambiental e pelo empreendedor.
b) Os EIA/RIMA (Estudo de Impacto 
Ambiental/Relatório de Meio 
Ambiente) são elaborados pelo 
empreendedor por meio da 
contratação de profissionais 
somente da área ambiental.
c) Os EIA/RIMA (Elaboração de 
Estudo de Impacto Ambiental/
Relatório de Impacto 
Ambiental) são elaborados 
para empreendimentos 
potencialmente 
causadores de impactos e 
degradação ambiental.
d) No RIMA (Relatório de Meio 
Ambiente) são apresentados os 
resultados obtidos no EIA (Estudo 
de Impacto Ambiental) em uma 
linguagem acessível à população.
e) Os EIA/RIMA (Estudo de Impacto 
Ambiental e Relatório de Meio 
Ambiente) são elaborados pelo 
empreendedor, sendo que 
os custos dos estudos serão 
a cargo do poder público.
5. Assinale a alternativa que se 
refere corretamente ao Estudo de 
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)152
Impacto Ambiental (EIA) e Relatório 
de Impacto Ambiental (RIMA).
a) O RIMA possui conteúdo 
específico e de difícil 
entendimento para leigos.
b) O RIMA precede o EIA.
c) O EIA-RIMA é um estudo 
complexo elaborado por 
diversos especialistas.
d) O órgão ambiental definirá se 
deverá ser desenvolvido um 
EIA ou um RIMA para cada 
empreendimento específico. 
e) É o EIA que serve de base para 
a apresentação do estudo 
de impactos a comunidade 
durante a Audiência Pública.
BRASIL. Decreto nº 88.351, de 1º de Junho de 1983. Regulamenta a Lei n° 6.938, de 31 
de agosto de 1981, e a Lei n° 6.902, de 27 de abril de 1981, que dispõem, respectiva-
mente, sobre a Política Nacional do Meio Ambiente e sobre a criação de Estações 
Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental, e dá outras providências. Brasília: Presi-
dência da República, 1983. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/
decret/1980-1987/decreto-88351-1-junho-1983-438446-publicacaooriginal-1-pe.
html>. Acesso em: 19 jun. 2017.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Brasília: Presidência da República, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/L6938.htm>. Acesso em: 15 jun. 2017.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Reso-
lução CONAMA nº 0001, de 23 de janeiro de 1986. Brasília: CONAMA, 1986. Disponível 
em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html>. Acesso em: 
15 jun. 2017.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Brasília: CONAMA, 1997. Disponível 
em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html>. Acesso 
em: 15 jun. 2017.
FAINGUELERNT, M. B. A trajetória histórica do processo de licenciamento ambiental 
da usina hidrelétrica de Belo Monte. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 19, n. 2, p. 
247-266, abr./jun. 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-
-753X2016000200245&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em: 15 jun. 2017.
FIBRACON. Relatório de impacto ambiental: RIMA. Terenos: FIBRAcon, 2016. Disponível 
em: <http://www.imasul.ms.gov.br/wp-content/uploads/sites/74/2015/06/RIMA-
-Irriga%C3%A7%C3%A3o-Terenos.pdf>. Acesso em: 15 jun. 2017.
153Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)
HENKES, S. L. A política, o direito e o desenvolvimento: um estudo sobre a transpo-
sição do Rio São Francisco. Revista Direito GV, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 497-536, jul./
dez. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi
d=S1808-24322014000200497>. Acesso em: 15 jun. 2017.
Leituras recomendadas
BASSO, L. A.; VERDUM, R. Avaliação de Impacto Ambiental: Eia e Rima como instru-
mentos técnicos e de gestão ambiental. In: VERDUM, R.; MEDEIROS, R. M. V. (Org.). Re-
latório de impacto ambiental: legislação, elaboração e resultados. Porto Alegre: UFRGS, 
2006. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/pgdr/publicacoes/producaotextual/
roberto-verdum/basso-luis-alberto-verdum-r-avaliacao-de-impacto-ambiental-eia-
-e-rima-como-instrumentos-tecnicos-e-de-gestao-ambiental-in-roberto-verdum-
-rosa-maria-vieira-medeiros-org-rima-relatorio-de-impacto-ambiental-legislacao-
-elaboracao-e-resultados-5a-ed-porto>. Acesso em: 15 jun. 2017.
ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à química ambiental. 2. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2009. 
ROSA, A. H.; FRACETO, L. F.; MOSCHINI-CARLOS, V. Meio ambiente e sustentabilidade. 
Porto Alegre: Bookman, 2012. 
SCHWANKE, C. Ambiente: tecnologias. Porto Alegre: Bookman, 2013. (Série Tekne).
Metodologias de Estudos e Impactos Ambientais (EIA/RIMA)154
 
DICA DO PROFESSOR
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente (RIMA) são 
instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Assista ao vídeo e conheça mais sobre o 
assunto.
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EXERCÍCIOS
1) Sobre as metodologiaspara a determinação de impactos ambientais, assinale a 
sentença correta.
A) No método quantitativo há a qualificação dos impactos, obtendo-se índices de qualidade 
ambiental.
B) O método de matriz consiste na construção de redes de interação e fluxogramas para a 
indicação dos impactos ambientais.
C) A sobreposição de cartas é uma metodologia que permite uma boa compreensão de 
relações espaciais. Sua adoção é indicada nos projetos de desenvolvimento regional e com 
configuração linear.
D) A metodologia baseada em redes de interação baseia-se na construção de redes de 
interação e fluxogramas para a indicação dos impactos ambientais causados somente na 
construção do empreendimento.
E) No checklist, os impactos são demostrados na forma de matriz.
2) Sobre o conceito de impacto ambiental é CORRETO afirmar que:
A) Impacto ambiental é qualquer alteração que cause impacto negativo sobre as propriedades 
do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das 
atividades humanas.
B) Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do 
meio ambiente, causada pelas atividades antrópicas e que afetem diretamente: a saúde, a 
segurança e o bem-estar da população e a qualidade dos recursos ambientais.
C) Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades químicas e biológicas do meio 
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades 
humanas que afetem diretamente a saúde, a segurança, e o bem-estar da população; as 
atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias ambientais; a 
qualidade dos recursos ambientais.
D) Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do 
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades 
humanas que afetem diretamente ou indiretamente a segurança e o bem- -estar da 
população; as atividades sociais e econômicas; a biota e as condições estéticas e sanitárias 
ambientais.
E) Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do 
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades 
humanas que afetem diretamente ou indiretamente a saúde, a segurança, e o bem-estar da 
população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias 
ambientais; a qualidade dos recursos ambientais.
3) Quais as etapas de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA)?
A) Diagnóstico ambiental, análise dos impactos ambientais, medidas mitigadoras e elaboração 
de programas.
B) Identificação dos processos e estabelecimento de indicadores, mensuração qualitativa e 
quantitativa, viabilização ambiental e plano de ação ambiental.
C) Elaboração do Plano de Mobilização Social, realização do diagnóstico, apresentação do 
prognóstico e concepção de programas, projetos e ações necessárias para atingir as metas.
D) Diagnóstico ambiental, análise dos impactos ambientais, medidas mitigadoras, elaboração 
de programas e mobilização social.
E) Diagnóstico ambiental, prognóstico ambiental, medidas mitigadoras e plano de ação 
ambiental.
4) Sobre o EIA/RIMA é CORRETO afirmar que:
A) A sigla EIA significa Estudo Prévio de Impacto Ambiental e deve ser realizado pelo órgão 
ambiental e pelo empreendedor.
B) Os EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) são 
elaborados pelo empreendedor por meio da contratação de profissionais somente da área 
ambiental.
C) Os EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) são 
elaborados para empreendimentos potencialmente causadores de impactos e degradação 
ambiental.
D) No RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) são apresentados os resultados obtidos no 
EIA (Estudo de Impacto Ambiental) em uma linguagem técnica, assim como no EIA.
E) Os EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) são 
elaborados pelo empreendedor, sendo que os custos dos estudos serão a cargo do poder 
público.
5) Assinale a alternativa que se refere corretamente ao Estudo de Impacto Ambiental 
(EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
A) O RIMA possui conteúdo específico e de difícil entendimento para leigos.
B) O RIMA precede o EIA.
C) O EIA-RIMA é um estudo complexo elaborado por diversos especialistas.
D) O órgão ambiental definirá se deverá ser desenvolvido um EIA ou um RIMA para cada 
empreendimento específico.
E) É o EIA que serve de base para a apresentação do estudo de impactos a comunidade 
durante a Audiência Pública.
NA PRÁTICA
O Estudo de Impacto Ambiental visa apontar os impactos ambiental, social e econômico da 
instalação de empreendimentos, permitindo o desenvolvimento sustentável da área onde um 
empreendimento pode ser instalado.
Para a análise da viabilidade de implantação do Parque Hotel Marina Ponta do Coral, em 
Florianópolis, Santa Catarina, foi realizado um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu 
respectivo Relatório de Meio Ambiente (RIMA).
No RIMA, que pode ser acessado por todos nós, podemos identificar os impactos causados pelo 
empreendimento, bem como as medidas e os programas ambientais a serem adotados para 
minimizar tais impactos.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Resolução Conama nº 1, de 23 de janeiro de 1986
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EIA‐RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - 
LINHA 17 – OURO – Ligação do Aeroporto de Congonhas à rede 
metroferroviária
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Avaliação de impacto ambiental: metodologias aplicadas no Brasil
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Estudo de Impacto Ambiental nas APAs
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Impactos ambientais causados por construção de hidrelétricas
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As principais leis ambientais
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai identificar as principais legislações que versam sobre 
a questão ambiental e que podem contribuir para a formação em Engenharia. Além disso, refletir 
sobre a importância dessas leis para o planejamento e gestão ambiental.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar as principais leis ambientais em vigor no país.•
Discutir sobre a importância da aplicação da legislação para o planejamento ambiental.•
Reconhecer os princípios nos quais se baseiam nossa legislação ambiental.•
DESAFIO
A Política Nacional do Meio Ambiente foi instituída pela Lei n. 6.938 (BRASIL, 1981), tendo 
por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, 
visando assegurar, no país, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da 
segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Com base no exposto, elenque os 
princípios da Politica Nacional de Meio Ambiente e os relacione com os instrumentos da 
referida lei.
INFOGRÁFICO
A implementação de princípios legais promove a melhoria da qualidade ambiental. Acompanhe 
no infográfico os princípios que regem a legislação ambiental.
CONTEÚDO DO LIVRO
A implementação da Política nacional de meio ambiente é realizada por meio de seus 
instrumentos. Para conhecer mais sobre os instrumentos, leia o item 5, "Instrumentos da Política 
Nacional de Meio Ambiente", que consta no artigo "Aspectos gerais da política nacional do 
meio ambiente – comentários sobre a Lei no 6.938/81", elaborado por T. Q. Farias.
 
Leia mais
DICA DO PROFESSOR
Os princípios do direito ambiental é que fundamentam a nossa legislação!
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EXERCÍCIOS
1) 
http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/26875-26877-1-PB.pdf
A definição dos espaços territoriaisespecialmente protegidos é fundamental para a 
manutenção dos processos ecológicos. Sobre o instituto da Reserva Legal, de acordo 
com o Novo Código Florestal (Lei n. 12.651/2012), assinale a afirmativa correta. 
A) Pode ser instituído em área rural ou urbana, desde que necessário à reabilitação dos 
processos ecológicos.
B) Incide apenas sobre imóveis rurais, e sua área deve ser mantida sem prejuízo da aplicação 
das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente.
C) Foi restringida, de acordo com a Lei n. 12.651/2012, às propriedades abrangidas por 
Unidades de Conservação.
D) Incide apenas sobre imóveis públicos, consistindo em área protegida para a preservação da 
estabilidade geológica e da biodiversidade.
E) A reserva legal das florestas, bem como de outros espaços protegidos, são meras 
limitações administrativas que não integram o direito de propriedade, sendo que seu 
ingresso no Registro e Imóveis cumpre apenas função de publicidade.
2) A Política Nacional do Meio Ambiente é um conjunto de instrumentos legais, 
científicos, técnicos, políticos e econômicos destinados à promoção do 
desenvolvimento sustentável. Todos os princípios abaixo estão relacionados com a 
Política nacional do meio ambiente, EXCETO: 
A) Estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso 
e manejo de recursos ambientais.
B) Recuperação de áreas degradadas e proteção de áreas ameaçadas de degradação.
C) Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.
D) Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais.
E) Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras.
3) De acordo com a Política Nacional de Saneamento Básico, estabelecida pela lei 
n°11.445 (BRASIL, 2007), assinale a alternativa que corresponde ao disposto nessa 
lei. 
A) Fica definido que os planos de saneamento deverão identificar as possibilidades de 
implantação de soluções consorciadas ou compartilhadas com outros municípios.
B) Os serviços de limpeza pública são de competência municipal e não podem ser delegados 
ou dados em concessão.
C) Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um prestador execute 
atividade interdependente com outra, a relação entre elas deverá ser regulada por contrato 
e haverá entidade única encarregada das funções de regulação e de fiscalização.
D) O serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto 
pelos serviços de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e 
outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.
E) O abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos 
resíduos sólidos e os recursos hídricos são integrantes dos serviços públicos de 
saneamento.
4) A Lei dos Crimes Ambientais (BRASIL, 1998) dispõe sobre as sanções penais e 
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Nos 
crimes contra a fauna, em virtude de agravamento de atividade ou conduta, as penas 
poderão ser aumentadas em até o triplo se essas atividades: 
A) Forem contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.
B) Se o crime decorre do exercício de caça profissional.
C) Forem realizadas em período noturno.
D) Em período proibido à caça.
E) Realizadas com abuso de licença.
5) Com relação à evolução da legislação ambiental brasileira, assinale a alternativa 
CORRETA. 
A) Atualmente, a legislação brasileira não possui norma específica de crimes ambientais.
B) As Ordenações Manuelinas foram editadas em 1521 contendo dispositivos de caráter 
ambiental.
C) No primeiro Código Criminal, datado de 1830, o corte ilegal de madeira não era 
caracterizado como crime.
D) Os resíduos sólidos não têm legislação específica no Brasil.
E) A legislação brasileira não possui norma específica de proteção ambiental.
NA PRÁTICA
Acompanhe quatro histórias que explicam exatamente de que forma pode originar-se um crime 
ambiental e conheça a lei que enquadra esses tipos de crimes.
As quatro histórias exemplificam casos que se enquadram dentro da Lei de Crimes 
Ambientais n. 9.605/1998.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Os princípios do direito ambiental: uma alternativa na busca pelo desenvolvimento 
sustentável
No presente estudo aborda-se a importância dos princípios no sistema jurídico brasileiro, 
examinando-se, ainda, alguns dos mais importantes princípios do direito ambiental.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Via Justiça - Lei de Crimes Ambientais
Para falar sobre o assunto, foram convidados a juíza Maria Isabel Fleck, da 1a Vara Criminal de 
Belo Horizonte, e o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, 
Carlos Eduardo Ferreira Pinto para o canal Via justiça.
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Fiscalização Ambiental
Esta publicação disponibilizada pelo Ministério Público do Ceará incorpora diversos 
conhecimentos e inúmeras experiências bem sucedidas de instituições que atuam na 
conservação ambiental por todo país.
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Conhecendo as legislações ambientais 
específicas
APRESENTAÇÃO
Os problemas ambientais podem ser causados devido a fatores naturais ou pela interferência 
humana. Aqueles que provêm de causa natural, nem sempre podem ser previstos e, mesmo 
quando são, não são fáceis de se controlar, mas quando sua origem é devido à interferência 
humana, há uma grande previsibilidade e, hoje em dia, são arduamente tratados para que sejam 
evitados. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá as legislações ambientais que auxiliam no 
conhecimento dos instrumentos para a prevenção e controle de tais problemas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Compreender a função da legislação ambiental.•
Reconhecer a importância da legislação ambiental.•
Elencar formas de prevenções ambientais através da legislação ambiental.•
DESAFIO
Em uma área na região metropolitana verifica-se uma ocupação populacional irregular. Por se 
tratar de uma área não planejada, não há o fornecimento de serviços de saneamento básico 
(água, esgoto, coleta de lixo), ocasionando a contaminação do solo e das nascentes, que são 
formadoras do rio que atravessa o perímetro urbano. Outro fator agravante é a destruição da 
mata ciliar, pois mais moradias estão sendo construídas na área.
A área é considerada ambientalmente frágil, por estudos desenvolvidos na região, sendo 
importante salientar que não suportará por mais tempo esse povoamento descontrolado e sem 
infraestrutura.
Qual é a solução mais adequada para esse caso?
INFOGRÁFICO
Um dos dilemas que afligem o espaço urbano é o lixo, tanto pela sua quantidade quanto pelo 
tipo produzido. Isso vem ocorrendo devido ao crescimento populacional e ao grande consumo 
de produtos (alimentos, vestimentas, equipamentos eletrônicos, etc.). No momento de seu 
descarte ou durante a sua produção, faz com que enormes quantidades de resíduos sejam 
acumuladas em vastas áreas, trazendo inúmeras complicações ambientais.
Veja no Infográfico como outros países enfrentam o problema.
CONTEÚDO DO LIVRO
Para compreender como as legislações são importantes para o desenvolvimento saudável do 
espaço urbano, e para que seus habitantes tenham qualidade de vida, realize a leitura do capítulo 
Legislações ambientais específicas, da obra Legislação urbana e prática profissional, base 
teórica para esta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura.
LEGISLAÇÃO 
URBANA E 
PRÁTICA 
PROFISSIONAL
Vanessa Ramires
Legislações ambientais 
específicas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Compreender a função da legislação ambiental.
 � Reconhecer a importância da legislação ambiental.
 � Elencar as formasde prevenção ambiental por meio da legislação 
ambiental.
Introdução
Existem dois tipos de problemas ambientais: os de causas naturais e os 
de interferências humanas. Os problemas de causas naturais nem sempre 
podem ser previstos e, mesmo quando o são, é difícil controlá-los. Já os 
causados por interferências humanas são facilmente previstos e, hoje em 
dia, arduamente tratados.
Neste capítulo, você irá ler sobre as legislações ambientais que auxi-
liam no conhecimento dos instrumentos para a prevenção e o controle 
de tais problemas.
Função da legislação ambiental
Os problemas que afetam o meio ambiente surgem, a princípio, em aglo-
merações humanas, portanto, dentro dos municípios. Por isso, devem partir 
dos municípios as primeiras preocupações com o meio ambiente, focando, 
inicialmente, na conscientização da população. É importante que a população 
que utiliza os espaços urbanos saiba das consequências da falta de preservação 
ambiental, para que as mudanças necessárias tenham a participação da popu-
U N I D A D E 3
lação e do poder público, gerando o desenvolvimento adequado e aplicável 
dos planos de gestão do meio ambiente.
As cidades são orientadas a criar um conselho municipal que discuta os 
assuntos vinculados ao meio ambiente. Para atender à Constituição Federal, 
que, em seu art. 225, estabelece que todos têm direito de usufruir de um meio 
ambiente ecologicamente equilibrado, é importante a criação desse conselho 
(BRASIL, 1988). O Conselho Municipal do Meio Ambiente trabalha em 
conjunto com a população, o poder público, os setores empresariais e os 
políticos, buscando crescimento e desenvolvimento econômico sustentável, 
que desenvolva soluções para o uso dos recursos naturais e para recuperar os 
danos ambientais já existentes.
A sustentabilidade ambiental, pela importância que tem, não deve ser 
tratada como um dogma, correndo o risco de deixar o desenvolvimento de 
uma região inteira estagnado, para preservar o meio ambiente.
O Conselho Municipal de Meio Ambiente, apesar de não ter poder político 
ou a função de criar leis (o que está sob responsabilidade do poder legislativo 
municipal), é um importante instrumento do exercício de democracia, de 
educação para a cidadania e para o convívio entre os diversos setores da 
sociedade com interesses distintos quando traz a população para discutir 
problemas ambientais e suas soluções ou mesmo formas de preservação. 
Portanto, tem como função dar assessorias às prefeituras, às secretarias e ao 
órgão ambiental municipal.
Além do art. 225 da Constituição Federal, citado anteriormente, é neces-
sário frisar também a importância do art. 23, que fala sobre a proteção do 
meio ambiente e o combate à poluição, e do art. 24, que trata sobre assuntos 
pertinentes à floresta, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa 
do solo e de recursos naturais, proteção ao meio ambiente e ao controle da 
poluição, além das responsabilidades daqueles que causarem danos ao meio 
ambiente (BRASIL, 1988).
Apesar de ter que partir dos municípios as primeiras preocupações com o 
meio ambiente, por se tratar do local de início dos danos ambientais, a Cons-
tituição Federal ressalta que é dever da União e dos Estados a criação de leis 
que sirvam para o controle e a fiscalização de todos os problemas causados 
ao meio ambiente.
Podemos citar ainda a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 (BRASIL, 
1981), que aborda a política nacional do meio ambiente, seus fins, mecanismos 
de formulações e aplicações. Por meio dessa lei, foi criado o Sistema Nacional 
Legislações ambientais específicas60
do Meio Ambiente, responsável pela melhoria da qualidade ambiental. Ela 
traz inúmeros princípios e diretrizes, além de estabelecer responsabilidades 
que devem ser atendidas pelo possível poluidor.
A Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, por sua vez, aborda os crimes 
considerados como ambientais e estabelece as infrações e penas aplicáveis.
Existe uma imensidão de leis no Brasil que tratam sobre o meio ambiente, 
além das já mencionadas. Entre elas, podemos citar:
 � a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que aborda a política nacional 
de educação ambiental;
 � a Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que aborda a política nacional 
dos recursos hídricos;
 � a Lei nº 4.471, de 15 de setembro de 1965, alterada pela Medida 
Provisória nº 1956-50, de 26 de maio de 2000, chamada de Código 
Florestal;
 � a Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, Lei do Sistema Nacional de 
Unidades de Conservação da Natureza (SNUC);
 � a Portaria Normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nº 348, de 14 de março de 1990, 
sobre a qualidade do ar;
 � as Resoluções do Conselho Nacional do meio Ambiente (Conama) nº 
01, de 23 de janeiro de 1986, e nº 237, de 19 de dezembro de 1997, sobre 
o licenciamento de obras.
Esse é um breve levantamento das leis que abordam o meio ambiente, 
as quais devem se relacionar às leis já citadas e ser analisadas em conjunto.
Importância da legislação ambiental
A legislação ambiental brasileira tem como finalidade a preservação ambiental, 
orientada por leis e normas jurídicas. Por meio de leis e normas, foram esta-
belecidos os direitos e deveres da população, os instrumentos de conservação 
do meio ambiente e as normas de uso dos diferentes ecossistemas, visando 
o uso sustentável do meio ambiente, bem como conservando e recuperando 
as reservas naturais. A Figura 1 ilustra um esquema de desenvolvimento 
econômico sustentável.
61Legislações ambientais específicas
Figura 1. Desenvolvimento econômico sustentável.
Fonte: ArtRoseStudio/Shutterstock.com.
É necessário também estabelecer um desenvolvimento adequado para 
as empresas, sem que elas prejudiquem o meio ambiente. Por isso, são 
importantes a criação e a aplicação de uma legislação ambiental. Por meio 
delas, as empresas conseguem identificar os efeitos que podem gerar para 
o meio ambiente e como é possível gerenciá-los, de forma preventiva e 
controlada.
A legislação ambiental brasileira é considerada uma das mais avançadas 
do mundo. Apesar de o Brasil apresentar um meio ambiente bastante vasto 
e diverso, ele precisa ser preservado. Muito da preocupação do País hoje em 
relação à preservação do meio ambiente devemos à Conferência das Nações 
Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92), desenvolvida 
pela Organização das Nações Unidas (ONU), para debater sobre o meio am-
biente, da qual o Brasil foi sede em 1990.
Antes disso, na década de 1970, já existia uma preocupação com a pre-
servação do meio ambiente, com naturalistas inserindo temas ambientais no 
ensino e na ciência.
É necessário que a população tenha acesso fácil e claro à situação ambiental 
da sua cidade, para que se sinta responsável pela sua preservação e manutenção. 
Isso faz parte da uma educação ambiental que construa conhecimento, criando 
na população uma mentalidade mais ambiental.
A educação ambiental é uma fonte de informação que deve ser distribu-
ída de forma justa e democrática socialmente, para atender ao art. 225 da 
Constituição Federal, possibilitando a todos o direito a um meio ambiente 
ecologicamente equilibrado.
Legislações ambientais específicas62
A educação ambiental é algo que influencia diretamente nosso dia a dia. 
Exemplos claros disso são o lixo urbano e a coleta seletiva. É importante 
mencionarmos que a coleta domiciliar de lixo é desigual. As regiões mais 
carentes são as menos atendidas e normalmente as menos informadas sobre 
a separação do lixo para a coleta seletiva, quando esta é fornecida pelo poder 
público municipal.
O lixo urbano está entre os mais poluentes e que levam mais tempo para se 
deteriorar. Por conta disso, os lixões a céu aberto se espalham pelo território 
e, em outros casos, são deixados em lugares inapropriados, acumulando-se 
em rios, banhados, florestas e oceanos, afetando mais do que a saúde do ser 
humano,ou seja, prejudica todo o ecossistema (fauna, flora e meio ambiente).
Ao tratarmos do tema desenvolvimento versus meio ambiente no âmbito 
energético, encontramos uma barreira difícil de transpor no Brasil. Grande 
parte da energia elétrica produzida no Brasil é gerada por meio de usinas 
hidrelétricas, como a de Itaipu, mostrada na Figura 2.
Figura 2. Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional.
Fonte: Deni Williams/Shuttersotck.com.
É necessário um profundo estudo ambiental para a implantação de uma 
usina hidrelétrica, pois é possível destruir um bioma por completo, com a área 
inundada, para a implantação da usina. Temos, nesse caso, uma balança que 
63Legislações ambientais específicas
deve estar equilibrada. Os danos ambientais não podem ser maiores do que os 
benefícios sociais e econômicos que uma usina hidrelétrica possa proporcionar 
à região a ser implantada.
A usina hidrelétrica de Belo Monte está sendo cons-
truída na bacia do rio Xingu, no estado do Pará. Trata-
-se de um projeto bastante polêmico, em especial 
pela questão ambiental. Se quiser saber mais sobre 
a usina, acesse o link ou o código a seguir.
https://goo.gl/jV0Ad9
Quando falamos sobre abastecimento de energia ou de água nas cidades, 
a educação ambiental é um tema extremamente importante.
Desde que o Brasil identificou a necessidade de um período de raciona-
mento de água e energia elétrica, a população passou a pensar melhor sobre 
os antigos costumes, como lavar carros e calçadas com água jorrando pelas 
mangueiras ou deixar aparelhos de ar-condicionado 24 horas por dia ligados. 
Hoje há maior consciência de utilização desses recursos.
As mesmas leis relacionadas ao meio ambiente e utilizadas na implantação 
de uma usina hidrelétrica precisam ser consultadas na implantação de novas 
indústrias.
O território nacional brasileiro é muito grande, diferentemente de um país 
como a China, e menos industrial. Mesmo assim, sofremos com o aqueci-
mento global. Como consequência da poluição do ar, o buraco na camada de 
ozônio aumenta cada vez mais. A Figura 3 apresenta outro efeito que pode 
ser observado em alguns pontos da China, principalmente em áreas urbanas, 
onde o sistema respiratório da população já é afetado.
Legislações ambientais específicas64
Figura 3. Poluição na China.
Fonte: Testing/Shutterstock.com.
É por meio da legislação ambiental que o Brasil vem buscando diminuir 
os impactos ambientais. O poder público, junto com a população e os em-
presários, deseja que o crescimento e o desenvolvimento econômico possam 
afetar o mínimo possível o meio ambiente, por meio da fiscalização eficiente 
e da conscientização.
Formas de prevenção ambiental
A legislação ambiental segue dois sentidos: a preservação ambiental e o reparo 
de danos ambientais. A preservação é um instrumento de proteção que pode 
ser dividido em:
 � licenciamento ambiental;
 � estudo de impacto ambiental;
 � zoneamento ambiental.
O licenciamento ambiental é um procedimento administrativo em que as 
empresas encaminham aos órgãos ambientais competentes um projeto buscando 
65Legislações ambientais específicas
o licenciamento de uma empresa, indústria ou loteamento a ser instalado em 
uma localização específica. O órgão responsável por esse licenciamento irá 
analisar se a documentação está completa e se a localização para a instalação 
não se trata de uma área de preservação ambiental. A Figura 4 ilustra a análise 
ambiental.
Figura 4. Análise ambiental.
Fonte: Goodluz/Shutterstock.com.
Entre os instrumentos de proteção, é muito importante o desenvolvimento 
de estudos e relatórios sobre o impacto ambiental que a instalação dessa 
empresa, indústria ou loteamento pode ocasionar na área de sua implantação. 
Esse estudo deve ser apresentado aos órgãos competentes, comprovando a 
viabilidade ambiental do empreendimento.
O zoneamento ambiental servirá como parâmetro para o zoneamento 
urbano. É por meio desse zoneamento que as cidades devem delimitar quais 
áreas podem e quais não podem receber indústrias ou moradias, por exemplo, 
e para onde o perímetro urbano da cidade pode crescer sem fragilizar o meio 
ambiente.
As legislações ambientais devem delimitar o maior dano que uma atividade 
pode causar. São essas legislações que devem impor parâmetros para medir 
a pureza do ar ou da água e a fragilidade ambiental de uma zona, estabele-
cendo se esta suporta ou não uma alta densidade populacional, por exemplo. 
Legislações ambientais específicas66
Algumas indústrias podem produzir uma quantidade absurda de poluentes, 
os quais devem ser tratados antes de entrar em contato com o meio ambiente.
Mesmo com toda a documentação adequada e com comprovação de que 
o empreendimento não irá afetar a área de implantação, sempre existe a pos-
sibilidade de um acidente que resulte em um dano ambiental.
É claro que danos ambientais são investigados e julgados. Caso não sejam 
encontradas atitudes irregulares que tenham culminado no acidente, não é pos-
sível culpar alguém pelo dano ambiental causado. Porém, independentemente 
de o dano ser considerado culposo ou não, é necessário haver um responsável 
civil ambiental. Portanto, a empresa causadora deverá se responsabilizar pelo 
dano e reparo, mesmo que não seja considerada culpada.
As formas de reparação do dano causado podem ser in natura (que se 
trata de uma reposição), uma indenização financeira ou uma compensação.
Quando falamos sobre o sistema ambiental, é difícil mensurar formas de 
reposição e indenização. Como repor uma árvore centenária ou uma espécie que 
foi extinta, por exemplo, ou como podemos estabelecer o valor do ar puro e da 
água potável? Por isso, o mais comum nesses casos é a compensação, na qual 
as empresas podem contribuir com a manutenção ou preservação de parques 
ecológicos, desenvolver projetos de educação ambiental, entre outras ações.
A Figura 5 retrata a Barragem de Fundão, em Mariana, um dos últimos 
desastres ambientas que ocorreram no Brasil, que pode ser considerado um 
dos piores e com mais impactos ambientais na história do País.
Figura 5. Barragem de Fundão.
Fonte: Gustavo Basso/Shutterstock.com.
67Legislações ambientais específicas
Acessando o link ou o código a seguir, você pode 
assistir ao vídeo Os segredos da lama – documentário 
Mariana e aprender mais sobre o desastre ambiental 
na Barragem de Fundão, em Minas Gerais.
https://goo.gl/nffpVh
O rompimento da Barragem de Fundão lançou no ecossistema da cidade 
de Mariana e da região uma grande quantidade de rejeitos de mineração. O 
rejeito de mineração é composto, nesse caso, de lama, água e óxido de ferro. 
Essa mistura, atingindo o solo, cria uma cobertura que levará anos para secar, 
o que impossibilita a execução de novas construções, impedindo também o 
desenvolvimento de vegetação, já que o rejeito é deficiente em matéria orgânica 
e muda o pH do solo por onde passa, tornando esse solo infértil.
Além do impacto no solo, o impacto hídrico também foi muito comentado, 
já que o rejeito atingiu rios, destruiu mata ciliar, soterrou nascentes e alterou 
cursos d’água. A poluição com o rejeito matou os peixes e as algas, atingiu 
rios e seus afluentes até chegar ao oceano, afetando a vida marinha.
Esse é um exemplo emblemático de como o impacto ambiental pode afetar 
nossas vidas e a economia de uma região.
O rompimento da Barragem de Fundão hoje impossibilita a moradia pelos 
riscos à saúde, que ainda não podem ser calculados, e impede o plantio e a 
pesca, já que os rios e o solo estão poluídos, tudo devido a apenas um desastre 
ambiental.
Legislações ambientais específicas68
1. Segundo a Constituição 
Federal, quem tem o dever 
de criar leis que sirvam para 
o controle e a fiscalização de 
todos os problemas causados 
ao meio ambiente? 
a) Municípios.
b) Conselho Municipal do 
Meio Ambiente.
c) Poder Legislativo Municipal.
d) Exclusivamente a União.
e) União e os Estados.
2. Qual a função do Conselho 
Municipal do Meio 
Ambiente?a) Trabalhar em conjunto com a 
população, o poder público, 
os setores empresariais 
e os políticos, buscando 
crescimento e desenvolvimento 
econômico sustentável, que 
desenvolva soluções para o 
uso dos recursos naturais e 
para recuperação dos danos 
ambientais já existentes.
b) Criar leis que busquem a 
preservação do meio ambiente.
c) Aprovar alterações ambientais 
no plano diretor, na lei 
de uso e ocupação solo 
e no código de obras.
d) Fiscalizar alterações 
ambientais do município.
e) Receber as denúncias, 
sobre atentados ambientais, 
é sua única função.
3. Em que ano os temas ambientais 
foram inseridos no ensino 
e na ciência no Brasil?
a) Em 1990.
b) Durante a ECO-92.
c) Na década de 1970.
d) Em 1988.
e) Durante a ECO-92 na 
década de 1970.
4. Qual o artigo da Constituição Federal 
afirma que todos têm o direito de 
usufruir de um meio ambiente 
ecologicamente equilibrado?
a) Art. 30.
b) Art. 225.
c) Art. 227.
d) Art. 23.
e) Art. 196.
5. Quais as formas de reparo para 
um dano ambiental comprovado, 
independentemente se o responsável 
civil for considerado culpado ou não?
a) Reposição, indenização 
financeira ou compensação.
b) Reposição e compensação.
c) Trabalhos de conscientização 
ambiental.
d) Somente indenização financeira.
e) Indenização financeira 
e compensação.
69Legislações ambientais específicas
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: 
Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providên-
cias. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>. Acesso 
em: 24 nov. 2017.
HARADA, C. Os segredos da lama: documentário Mariana. 2016. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=LveHtdeWS1Q >. Acesso em: 24 nov. 2017.
PENA, R. F. A. Usina de Belo Monte. [201-?]. Disponível em: <http://mundoeducacao.
bol.uol.com.br/geografia/usina-belo-monte.htm>. Acesso em: 24 nov. 2017.
Leituras recomendadas
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Municipal de Meio Ambiente. Conselho 
Municipal de Meio Ambiente – CMMA O que é? [200-?]. Disponível em: <http://www.
mma.gov.br/port/conama/conselhos/conselhos.cfm>. Acesso 14 set. 2017.
CICLO ASSESSORIA E SERVIÇOS. Importância da legislação ambiental. 2010. Disponível 
em: <http://cicloambiental.net/site/postagem-nova/>. Acesso em: 24 nov. 2017.
ELETRONUCLEAR. Legislação ambiental. [200-?]. Disponível em: <Mhttp://www.ele-
tronuclear.gov.br/hotsites/eia/v01_05_legislacao.html>. Acesso em: 24 nov. 2017.
RUSCHEL, C. V. Prevenção e reparação de danos ambientais. 2012. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=CgoXJBC8-6k>. Acesso em: 24 nov. 2017.
RUSCHEINSKY, A. (Org.). Educação ambiental: abordagens múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: 
Penso, 2012. 
SANTOS, V. S. dos. Acidente em Mariana (MG) e seus impactos ambientais. [2016]. Dis-
ponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/acidente-mariana-
-mg-seus-impactos-ambientais.htm>. Acesso em: 24 nov. 2017.
TRATREZ. Legislação ambiental. 2009. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/tratrez/
legislao-ambiental>. Acesso em: 24 nov. 2017.
Legislações ambientais específicas70
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Acompanhe e compreenda, na Dica do professor, as legislações ambientais específicas, como 
surgiu a preocupação com o meio ambiente, quais as suas finalidades e como protegem o meio 
ambiente.
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EXERCÍCIOS
1) Segundo a Constituição federal, quem tem o dever de criar leis que sirvam para o 
controle e a fiscalização de todos os problemas causados ao meio ambiente? 
A) Os municípios.
B) O Conselho municipal do meio ambiente.
C) O Poder Legislativo Municipal.
D) É exclusivamente a União.
E) A União e os Estados.
2) Qual é a função do Conselho Municipal do Meio Ambiente? 
A) Trabalhar em conjunto com a população, o poder público, os setores empresariais e os 
políticos, buscando um crescimento e um desenvolvimento econômico sustentável, que 
desenvolva soluções para o uso dos recursos naturais, e para recuperar os danos ambientais 
já existentes.
B) Criar leis que visem à preservação do meio ambiente.
C) Aprovar alterações ambientais no Plano Diretor, Lei de uso e ocupação solo e código de 
obras.
D) Fiscalizar alterações ambientais do município.
E) O Conselho Municipal do Meio Ambiente tem como sua única função receber as 
denúncias sobre atentados ambientais.
3) Em relação às áreas de preservação permanente “APPs”, assinale a opção correta:
A) São áreas protegidas, previstas no chamado novo Código Florestal, cobertas ou não por 
vegetação nativa, cuja função ambiental inclui a preservação dos recursos hídricos e da 
paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade e a proteção do solo.
B) São unidades de conservação criadas segundo tipologia prevista no novo Código Florestal 
que se diferenciam da reserva legal pela restrição total da supressão e do manejo de 
vegetação.
C) São áreas localizadas por ato administrativo em grandes propriedades, para cumprimento 
da função socioambiental, que, na região sudeste, deve corresponder no mínimo a 20% 
(vinte por cento) da área total do imóvel.
D) São unidades de conservação de proteção integral, criadas pelo novo Código Florestal, 
incluindo topos de morro, faixas marginais de rios e áreas de restingas.
E) São áreas previstas no novo Código Florestal cuja vegetação só pode ser alterada nos casos 
de utilidade pública relevante.
Qual é o artigo da Constituição federal que afirma que todos têm direito de usufruir 4) 
de um meio ambiente ecologicamente equilibrado? 
A) Art. 30.
B) Art. 225.
C) Art. 227.
D) Art. 23.
E) Art. 196.
5) Quais são as formas de reparo para um dano ambiental comprovado, indiferente se o 
responsável civil for considerado culpado ou não? 
A) Reposição, indenização financeira ou compensação.
B) Reposição e compensação.
C) Trabalhos de conscientização ambiental.
D) Somente indenização financeira.
E) Indenização financeira e compensação.
NA PRÁTICA
A construção civil, no Brasil, passou por um momento de superaquecimento nos últimos anos, 
tendo uma queda ocasionada pelo cenário econômico atual. Com esse aquecimento, os resíduos 
de construção aumentaram na mesma proporção. Esses resíduos variam desde madeiras de 
caixarias e formas de vigas, pilares e lajes, até tijolos quebrados e latas de tintas. Assim, ao 
falarmos em legislação ambiental, aliada ao crescimento sustentável e ao destino correto de 
resíduos e sua a separação, vimos que há muitas formas de reaproveitar esses materiais.
Portanto, o profissional de arquitetura que é consciente de sua responsabilidade, que não foca 
somente na qualidade do projeto, mas também como se conduz a construção, deve-se preocupar 
com os rejeitos resultantes e seu impacto no ambiente. Para a redução tanto dos resíduos quanto 
a extração de matéria-prima para a produção de materiais destinados à construção civil, o 
aproveitamento pode e deve ocorrer!
Veja quais são os materiais e de que forma podem ser aproveitados.
 
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
As sete principais leis ambientais brasileiras
Para se compreender melhor o tema, é necessário uma leitura sobre aquelas que são 
consideradas as principais leis sobre meio ambiente no Brasil.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
As 17 leis ambientais do Brasil
Essas leis tornam a legislação brasileira uma das mais completas existentes, sendo seu principal 
objtetivo a preservação do patrimônio ambiental.Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Os Segredos da Lama
O documentário Os Segredos da Lama relata o desastre ambiental ocorrido em decorrência do 
rompimento da barragem de Fundão em Mariana/MG.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Direito e Legislação Ambiental
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai identificar as principais legislações que versam sobre 
a questão ambiental e refletir sobre a importância da implementação dessas leis para o 
planejamento ambiental. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar as principais leis ambientais em vigor no país.•
Discutir sobre a importância da aplicação da legislação para o planejamento ambiental.•
Reconhecer os princípios nos quais se baseiam nossa legislação ambiental.•
DESAFIO
A Política Nacional do Meio Ambiente foi instituída pela Lei n. 6.938 (BRASIL, 1981), tendo 
por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, 
visando assegurar, no país, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da 
segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Com base no exposto, elenque os 
princípios da Politica Nacional de Meio Ambiente e os relacione com os instrumentos da 
referida lei.
INFOGRÁFICO
A implementação de princípios legais promove a melhoria da qualidade ambiental. Acompanhe 
no infográfico os princípios que regem a legislação ambiental.
CONTEÚDO DO LIVRO
A implementação da Política nacional de meio ambiente é realizada por meio de seus 
instrumentos. Para conhecer mais sobre os instrumentos, leia o capítulo Direito e Legislação 
Ambiental, da obra Gestão de recursos ambientais.
Boa leitura.
GESTÃO DE 
RECURSOS 
AMBIENTAIS 
Roger Santos Camargo
Direito e legislação 
ambiental
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Analisar as principais leis ambientais em vigor no país.
 � Discutir sobre a importância da aplicação da legislação para o pla-
nejamento ambiental.
 � Reconhecer os princípios nos quais se baseiam nossa legislação
ambiental.
Introdução
A legislação ambiental foi concebida ao longo das necessidades huma-
nas mais aparentes e das prioridades econômicas, principalmente no 
Brasil. Nas últimas décadas, com muitos impactos ambientais sentidos 
pela sociedade, leis completas e com foco no interesse da coletividade 
ganharam força e peso. 
Neste capítulo, você será apresentado às principais leis ambientais, 
à sua relevância e aos princípios jurídicos nas quais foram embasadas. 
É esperado que, após a leitura do material, você entenda a grande res-
ponsabilidade que é realizar a gestão dos recursos naturais, tendo em 
vista a legislação e a sustentabilidade, mas que, com certeza, é meritosa.
Principais leis ambientais e sua relevância
O Brasil possui uma forte legislação ambiental, considerada uma das mais 
completas e complexas do mundo. O Direito Ambiental é uma especialização 
de fundo teórico, área que tem crescido gradativamente, mas todos os profis-
sionais que lidam com questões ambientais precisam conhecer as principais 
leis da área. As regulamentações sobre o meio ambiente estão disponíveis e 
podem ser consultadas na Internet, pois seria maçante e improdutivo todas 
serem abordadas neste capítulo. A melhor forma de estudo da legislação 
ambiental é consultar o próprio documento on-line, visto que é atualizado 
com frequência. O país nasceu com uma legislação vinda de Portugal. No 
Quadro 1 você confere a cronologia do direito ambiental brasileiro.
Legislação Ano de origem Pontos principais
Ordenações Afonsinas 1446 Proibiu o corte de 
árvores frutíferas 
Ordenações Manuelinas 1521 Acrescentou, na legislação, 
a proibição de caça que 
cause sofrimento a lebres, 
coelhos e perdizes 
Carta Régia 1541 Proibiu o desperdício de Pau-
brasil e regulamenta o corte
Ordenações Filipinas 1603 Adicionou, à legislação, 
pena para quem jogar 
materiais para matar peixes
Regimento sobre 
o Pau-brasil
1605 Estabeleceu pena de morte 
para quem cortasse o Pau-brasil 
sem autorização da Coroa
Código Criminal 
do Império
1830 Penas de multa e prisão para 
corte ilegal de árvores
Código Penal de 1890 1890 Multa para o responsável por 
incêndio em áreas verdes
Quadro 1. Histórico das primeiras legislações brasileiras.
Como você pode notar, a evolução da legislação foi lenta e atrelada, muitas 
vezes, aos interesses de Portugal, que via o Brasil apenas como fonte de riquezas 
para exploração. Esse modo de crescimento afetou a natureza nacional e ainda 
é presente no país. Com o Brasil independente e republicano, inúmeras leis 
surgiram e alteraram, de forma definitiva, a relação da sociedade com o meio 
ambiente. A seguir, serão apresentadas importantes leis vigentes que poderão 
ser consultadas, na íntegra, no site do Senado Brasileiro. 
Direito e legislação ambiental122
Constituição Federal de 1988
A Constituição de 1988 foi um marco ambiental para o Brasil por considerar 
que o ecossistema equilibrado é direito de todos. Grandes desastres ambien-
tais sem precedentes, como o de Chernobyl (1979), o da indústria química 
Seveso (1976) e os graves problemas de saúde causados pelos poluentes em 
Cubatão (SP), impulsionaram a consolidação de regulamentação federal para 
o monitoramento dos impactos ambientais. 
Entre os artigos que foram inovadores, destaca-se o Art. 225º. Confira 
alguns trechos (BRASIL, 1988):
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder 
público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes 
e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo 
ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fis-
calizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.
Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981
Essa lei estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente, considerada a mais 
relevante das leis ambientais. Criou e implementou os Estudos de Impacto 
Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), documentos 
necessários para analisar e aprovar a instalação de um empreendimento. 
Também definiu, conceitualmente, vários termos e a obrigatoriedade da edu-
cação ambiental em todos os níveis. Analise os incisos do Art. 2º a seguir, que 
descrevem os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o 
meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado 
e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso 
racional e a proteção dos recursos ambientais;
123Direito e legislação ambiental
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas (Regulamento);
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da 
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do 
meio ambiente (BRASIL, 1981).
Você sabe dizer qual a diferença entre EIA e RIMA? 
Para empreendimentos que se utilizarão de recursos naturais, os dois relatórios são 
necessários para liberação. O EIA mostrará os dados da área e os estudos dos impactos 
ao ambiente que foram pesquisados pelos especialistas, bem comoas ações para 
reduzir o prejuízo. O RIMA trará as conclusões sobre o EIA apresentado e pode ser 
aceito ou indeferido, sendo de domínio público. 
Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998
É conhecida como a Lei de Crimes Ambientais ou Lei da Vida. A lei tipifica os 
crimes ambientais e as respectivas penas atribuídas. Muitas vezes classificada 
por determinados peritos como contraditória, é a referência para identificar 
e punir o delito ambiental. A lei é bastante discutida e há projetos no Senado 
para alterações referentes às punições. Examine os trechos do Art. 29º:
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, 
nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização 
da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas:
I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em de-
sacordo com a obtida;
II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural.
§ 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ame-
açada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de 
aplicar a pena.
§ 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies 
nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham 
Direito e legislação ambiental124
todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território 
brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.
§ 4º A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado:
I - contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que so-
mente no local da infração;
II - em período proibido à caça.
§ 5º A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça 
profissional (BRASIL, 1998).
Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012
Conhecido como Código Florestal, regulamenta todas as medidas de proteção 
que envolvem as áreas com cobertura vegetal ou que foram devastadas. A 
lei define os parâmetros de classificação dos locais protegidos e os níveis de 
exploração permitidos e também caracteriza as contravenções penais. O Código 
Florestal teve sua última alteração no ano de 2012, com muitas polêmicas. 
Muitos ambientalistas acreditam que houve retrocesso sob alguns aspectos, 
como no Art. 67º: 
Nos imóveis rurais que detinham, em 22 de julho de 2008, área de até 4 
(quatro) módulos fiscais e que possuam remanescente de vegetação nativa em 
percentuais inferiores ao previsto no art. 12, a Reserva Legal será constituída 
com a área ocupada com a vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008, 
vedadas novas conversões para uso alternativo do solo (BRASIL, 2012).
 Coincidentemente ou não, o Brasil aumentou o desmatamento 
nos anos posteriores ao novo Código Florestal. 
O Código Florestal é um instrumento de conhecimento e também de análise crítica 
para os profissionais preocupados com a gestão ambiental. Ler o Código Florestal, bem 
como tentar compreender por que alguns artigos foram intensamente debatidos e 
outros vetados pela então Presidenta Dilma Rousseff, é acompanhar o jogo de interesses 
envolvidos na preservação dos habitats. Para ajudá-lo a entender a dimensão dessa lei 
e as futuras consequências, você pode ler o artigo Reflexos do novo Código Florestal nas 
Áreas de Preservação Permanente – APPs – urbanas (AZEVEDO; OLIVEIRA, 2014), no link: 
https://goo.gl/FsBVBL
125Direito e legislação ambiental
Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007
A Lei do Saneamento define os direitos da população e outras diretrizes 
referentes ao saneamento básico. Como saneamento básico, a lei entende o 
acesso ao abastecimento de água potável, o acesso à rede de esgoto, a limpeza 
urbana e o adequado destino dos resíduos sólidos e também a drenagem das 
águas pluviais do município. Leia um trecho do Art. 12º:
Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um prestador 
execute atividade interdependente com outra, a relação entre elas deverá ser 
regulada por contrato e haverá entidade única encarregada das funções de 
regulação e de fiscalização.
§ 1o A entidade de regulação definirá, pelo menos:
I - as normas técnicas relativas à qualidade, quantidade e regularidade dos 
serviços prestados aos usuários e entre os diferentes prestadores envolvidos;
II - as normas econômicas e financeiras relativas às tarifas, aos subsídios 
e aos pagamentos por serviços prestados aos usuários e entre os diferentes 
prestadores envolvidos;
III - a garantia de pagamento de serviços prestados entre os diferentes pres-
tadores dos serviços;
IV - os mecanismos de pagamento de diferenças relativas a inadimplemento 
dos usuários, perdas comerciais e físicas e outros créditos devidos, quando 
for o caso;
V - o sistema contábil específico para os prestadores que atuem em mais de 
um Município (BRASIL, 2007).
O direito do cidadão ao saneamento, conforme lido no Art. 12º, não ne-
cessita ser realizado por um serviço público, ou seja, é de responsabilidade do 
governo municipal ou de um consórcio entre as cidades, que pode terceirizar 
o serviço, desde que mantenha o controle sobre o serviço ofertado e fiscalize. 
Juntamente com a Lei do Saneamento, outra lei imprescindível e relacionada com a 
água é a Política dos Recursos Hídricos, sancionada pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro 
de 1997. A política esclarece pontos importantes para a gestão dos recursos hídricos, 
tais como a classificação dos corpos de água e os aspectos de direito e cobrança no 
uso do recurso hídrico. Para saber mais, acesse o link: 
https://goo.gl/0q4Ou
Direito e legislação ambiental126
Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos reúne diretrizes, objetivos, metas e 
ações para o manejo e a gestão adequada desse tipo de resíduo, tanto para os 
poderes públicos, como para os empreendimentos particulares. A intenção é 
cobrar de todos os setores o planejamento responsável dos resíduos sólidos. 
Um dos grandes avanços da lei é o fomento da logística reversa e a responsa-
bilidade compartilhada. No Art. 3º temos o entendimento dessas estratégias: 
XII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social 
caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados 
a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, 
para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra 
destinação final ambientalmente adequada. 
XVII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjun-
to de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, 
distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços 
públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar 
o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os 
impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do 
ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei (BRASIL, 2010). 
Importância das leis para o planejamento 
ambiental 
Regras sociais ou na Constituição asseguram que o modo de vida da maior 
parte da sociedade seja viável. As leis foram criadas para que todos possam 
se beneficiar com a convivência em conjunto, mas sem que haja prejuízo a 
alguém por isso. E claro, se há algum dano, as consequências podem ser 
grandes e o responsável sofrer penalizações. As mudanças do estilo de vida, 
da mentalidade e, por conseguinte, de maior consciência ambiental formaram 
e ainda fazem mudar a legislação do meio ambiente. 
Com muitos impactos ambientais irreversíveis, como a extinção da arara 
azul pequena (Anodorhynchus glaucus), o planejamento ambiental é de in-
teresse coletivo, além de auxiliar o empreendimento a seguir a legislação 
pertinente. Mas você sabe o que é planejamento ambiental? 
127Direito e legislação ambiental
Integrante da gestão ambiental, o planejamento ambiental busca,por meio 
de estratégias e métodos, a forma mais sustentável de utilizar recursos naturais. 
O foco é a proteção e o respeito à natureza. O país não é reconhecido por es-
pecialistas da área ambiental como sendo de grande atuação no planejamento 
ambiental. Tal fato revela que há muito a ser feito, estudado e implementado 
e que o domínio da legislação ambiental é uma ferramenta imprescindível 
para tal. 
O planejamento ambiental, aliado às leis, deve sempre buscar:
 � Evitar problemas socioambientais.
 � Mitigar ao máximo os impactos socioambientais.
 � Priorizar o crescimento das vantagens socioambientais.
 � Traçar metas ambientais ambiciosas. 
Agora que você compreendeu a magnitude do estudo da robusta legislação 
ambiental brasileira, serão mostrados os pormenores de cada lei quanto à sua 
aplicação no planejamento ambiental e na busca pela sustentabilidade.
Importância do Art. 225º
O Art. 225º relacionou a qualidade de vida ao aspecto ambiental e garantiu, 
por lei, que todos têm o direito de usufruir de um meio ambiente saudável 
(BRASIL, 1988). Ainda, é interessante notar a responsabilidade assumida pelo 
poder público com a pesquisa, o patrimônio genético e com a proteção e a 
criação dos habitats naturais. Você pode perceber também que há preocupação 
com as necessidades das próximas gerações, o que implica em todos terem 
papéis atuantes na preservação do meio ambiente.
Importância da Lei nº 6.938/81
Esta determinou os tipos de documentos necessários para as organizações 
estarem em dia com a legislação ambiental e os valores dos serviços prestados, 
como vistorias, licenças e autorizações. A Lei nº 6.938/81 também delimitou o 
papel do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) como órgão que 
estabelece as normas e os critérios para as licenças ambientais, item obriga-
tório desde a promulgação da lei. Outros trâmites burocráticos referentes aos 
licenciamentos também foram descritos na legislação.
Direito e legislação ambiental128
Importância da Lei de Crimes Ambientais
A lei estipula não só o crime, mas as circunstâncias que podem pesar para 
o aumento da pena, bem como para a redução ou a anulação. Outros pontos 
relevantes são a criminalização da pessoa jurídica e as penas de sanções 
restritivas de direito, como prestação de serviços comunitários, suspensão 
total ou parcial da atividade, perda de licenças e outras. Na Figura 1, temos 
um exemplo de crime ambiental.
Figura 1. O crime para caça e/ou reclusão de animais silvestres, sem permissão, é de 
reclusão de até 1 ano e multa.
Fonte: icosha/Shutterstock.com.
Importância do Código Florestal
A lei reforçou a responsabilidade do Brasil com a preservação da sua riqueza 
florestal, sua biodiversidade e seu ecossistema. Além disso, incluiu a partici-
pação e o compromisso ambiental de grandes e pequenos ruralistas e colocou 
o poder público, independentemente do nível, em conjunto com a sociedade, 
como protagonistas para conservar a vegetação nativa. 
129Direito e legislação ambiental
Importância da Lei do Saneamento
A Lei do Saneamento legitima o acesso universal à água como direito, for-
nece proteção ao meio ambiente por meio da preservação das fontes de água, 
possibilita a articulação política para a aquisição do saneamento das cidades, 
o controle social e o incentivo à sustentabilidade. O saneamento básico ainda 
não é realidade em boa parte do Brasil, por isso, a cobrança da aplicação da 
lei é um direito da população.
Importância da Política de Resíduos Sólidos
Essa política possibilitou um acordo entre as esferas públicas e os empre-
endimentos para que houvesse destinação sustentável dos resíduos, vetou a 
continuidade dos aterros a céu aberto (os famosos lixões), estabeleceu a logística 
reversa como estratégia ambiental na legislação e incluiu os catadores de lixo 
cooperativados como protagonistas no processo. 
Apesar disso, mesmo com a lei, os “lixões” não deixaram de existir. Infe-
lizmente, mais da metade das cidades brasileiras não cumprem a legislação, 
o que deixa claro o quanto ainda se tem para planejar sobre os resíduos. 
Princípios ambientais da legislação
Os princípios ambientais são significativos, não apenas na área jurídica, mas 
para o gestor ambiental estar ciente das regras e das interpretações da legislação. 
Com base nos princípios, é possível analisar a maneira como a preservação 
da natureza acontece e é entendida pela sociedade. O número de princípios 
varia conforme o autor, portanto, aqui, serão destacados os mais prevalentes.
Princípio da dignidade do ser humano
Tendo os homens como foco principal quando se pensa no desenvolvimento 
sustentável, o meio ambiente equilibrado é prioridade para que os indivíduos 
possam gozar de saúde, qualidade de vida e bem-estar social. Não só as so-
Direito e legislação ambiental130
ciedades se organizaram de forma dependente dos recursos naturais para seu 
desenvolvimento, como elas também necessitam da natureza saudável para 
atingir o mínimo de dignidade humana. 
Princípio do desenvolvimento sustentável
A única maneira de desenvolver a sociedade de forma sustentável é com a 
aplicação de tecnologias pensadas para tal e com a diminuição dos problemas 
sociais. Há relação estreita entre danos ambientais e pobreza, pois, em geral, 
a questão ambiental em regiões carentes acaba por não ser prioridade. Por 
isso, para que haja manutenção e para que o incentivo ao meio ambiente seja 
respeitado, o desenvolvimento sustentável precisa fazer parte da agenda das 
lideranças governamentais e dos demais setores. 
Princípio da precaução
Todas as atividades que envolvem o meio ambiente deixam impactos, sejam 
eles positivos ou negativos. Estabelecer os riscos da intervenção e avaliar os 
prejuízos e o planejamento para contenção é uma questão ética. Na dúvida de 
possíveis danos e restrições, até mesmo o impedimento da ação acaba por ser 
o mais seguro. De maneira sucinta, o princípio rege a cautela para qualquer 
atividade no meio ambiente. 
Princípio da responsabilidade
Concomitante ao Art. 225º da Constituição, o princípio da responsabilidade 
preconiza que os causadores de prejuízos ambientais sofrerão as devidas penas 
(BRASIL, 1988). Estas podem ser sanções penais, cíveis ou administrativas. 
Tanto os custos da reparação ou da compensação também são arcados pelos 
culpados, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, e até mesmo o erro de 
prevenção ou de precaução são cabíveis de penalização. A Figura 2 representa 
um caso hipotético que envolve a disposição de rejeitos de forma inadequada. 
131Direito e legislação ambiental
Figura 2. Apesar de serem proibidos por lei, os “lixões” ainda são comuns no Brasil. 
Fonte: kaband/Shutterstock.com.
Imagine que houve uma denúncia, por parte de uma ONG (Organização Não Gover-
namental) ambiental, relatando que uma fábrica de calçados de determinada cidade 
está despejando os resíduos da produção de maneira irregular no antigo “lixão”. A 
autoridade ambiental verificou o aterro e identificou uma grande quantidade de couros, 
panos, sapatos e plástico, inclusive com a marca do empreendimento estampado, o 
que não deixou mais dúvidas. 
A indústria, em consonância com o Princípio da Responsabilidade e a Política Nacional 
dos Resíduos Sólidos, recebeu a seguinte pena: incinerar os produtos tóxicos, proibição 
da produção até apresentar o plano de destino dos resíduos e multa. 
Direito e legislação ambiental132
Princípio do poluidor pagador
O princípio é entendido como a contribuição da instituição por utilizar os 
recursos naturais, que são considerados como bens comuns. Dessa forma, 
o estabelecimento deve contabilizar todos os custos necessários para evitar
desperdício e manter a sustentabilidade em pauta, além de tomar todas as
devidas providências para não causar maiores impactos ambientais. O custo é 
entendido como uma forma da organização não se apropriar ao seu bel-prazer 
dos recursos da natureza.
Princípio do equilíbrio
Antes de implementar uma ação sobreo meio ambiente, o responsável precisa 
contrabalancear todos os prós e os contras. Caso a iniciativa pese negativamente 
para o meio ambiente, há desequilíbrio e necessidade de adaptação. Todas 
as possíveis consequências da operação devem ser rastreadas e a escolha 
da continuidade da intervenção decidida pelos benefícios que trará, sob os 
aspectos econômicos, ambientais e sociais. 
Princípio da prevenção
O princípio indica que os riscos e os danos ambientais de conhecimento notório 
devem ser devidamente prevenidos. Com base em prejuízos consolidados na 
literatura científica ou os apontados pelo Estudo de Impacto Ambiental, estes 
necessitam ser estudados e trabalhados com cautela para que as lesões ao meio 
ambiente sejam prevenidas. 
133Direito e legislação ambiental
AZAVEDO, R. E. S.; OLIVEIRA, V. P. V. Reflexos do novo Código Florestal nas áreas 
de preservação permanente – APPs – urbanas. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 
v. 29, p. 71-91, abr. 2014. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/made/article/
viewFile/32381/22438>. Acesso em: 22 fev. 2018.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da 
República, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicao.htm>. Acesso em: 22 fev. 2018.
134Direito e legislação ambiental
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Brasília: Presidência da República, 1981. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm>. Acesso em: 
09 fev. 2018.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Brasília: Presidência da República, 1998. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/leis/L9605.htm>. Acesso em: 
09 fev. 2018.
BRASIL. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Brasília: Presidência da República, 2007. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11445. 
htm>. Acesso em: 09 fev. 2018.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Brasília: Presidência da República, 2010. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305. 
htm>. Acesso em: 09 fev. 2018.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Brasília: Presidência da República, 2012. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651. 
htm>. Acesso em: 09 fev. 2018.
Leituras Recomendadas
ALVIM, M. Novo Código Florestal: cinco anos depois. O Globo, 04 jun. 2017. Disponível 
em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/meio-ambiente/novo-codigo-
-florestal-cinco-anos-depois-21432468>. Acesso em: 09 fev. 2018.
SILVA, F. L. P.; FELÍCIA, M. J. Os princípios gerais do direito ambiental. Colloquium 
Socialis, Presidente Prudente, v. 1, n. esp., p. 632-640, jan./abr. 2017. Disponível em: 
<http://www.unoeste.br/site/enepe/2016/suplementos/area/Socialis/Direito/OS%20 
PRINC%C3%8DPIOS%20GERAIS%20DO%20DIREITO%20AMBIENTAL.pdf>. Acesso 
em: 09 fev. 2018.
SILVA, G. C. L. Os princípios do direito ambiental. [S.l.]: E-Gov, 2012. Disponível em: <http://
www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/os-princ%C3%ADpios-do-direito-ambiental>. 
Acesso em: 09 fev. 2018.
 e legislação ambiental135 Direito
DICA DO PROFESSOR
Os princípios do direito ambiental é que fundamentam a nossa legislação.
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EXERCÍCIOS
1) Assinale a opção INCORRETA com relação aos princípios do direito ambiental. 
A) O Princípio da Precaução estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente, exceto 
se houver a certeza de que as alterações não causaram reações adversas.
B) O Princípio do Poluidor-pagador estabelece que as pessoas físicas ou jurídicas devem 
pagar os custos das medidas que sejam necessárias para eliminar ou reduzir a 
contaminação ao limite fixado pelos padrões ou medidas equivalentes que assegurem a 
qualidade de vida.
C) O Princípio da Prevenção se aplica aos casos em que os impactos ambientais já são 
conhecidos, restando certo a obrigatoriedade do licenciamento ambiental e do Estudo de 
Impacto Ambiental (EIA).
D) O Princípio do Equilíbrio é aquele no qual devem ser pesadas todas as implicações de uma 
intervenção no meio ambiente, buscando-se adotar a solução que melhor concilie um 
resultado globalmente positivo.
E) Pelo Princípio da Responsabilidade, fica definido que o poluidor, pessoa física ou jurídica, 
responde por suas ações ou omissões em prejuízo do meio ambiente, ficando sujeito a 
pagamento de multa.
A Política Nacional do Meio Ambiente é um conjunto de instrumentos legais, 2) 
científicos, técnicos, políticos e econômicos destinados à promoção do 
desenvolvimento sustentável. Todos os princípios abaixo estão relacionados com a 
Política nacional do meio ambiente, EXCETO: 
A) Estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso 
e manejo de recursos ambientais.
B) Recuperação de áreas degradadas e proteção de áreas ameaçadas de degradação.
C) Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.
D) Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais.
E) Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras.
3) De acordo com a Política Nacional de Saneamento Básico, estabelecida pela lei 
n°11.445 (BRASIL, 2007), assinale a alternativa que corresponde ao disposto nessa 
lei. 
A) Fica definido que os planos de saneamento deverão identificar as possibilidades de 
implantação de soluções consorciadas ou compartilhadas com outros municípios.
B) Os serviços de limpeza pública são de competência municipal e não podem ser delegados 
ou dados em concessão.
C) Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um prestador execute 
atividade interdependente com outra, a relação entre elas deverá ser regulada por contrato 
e haverá entidade única encarregada das funções de regulação e de fiscalização.
O serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto 
pelos serviços de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e 
D) 
outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.
E) O abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos 
resíduos sólidos e os recursos hídricos são integrantes dos serviços públicos de 
saneamento.
4) A Lei dos Crimes Ambientais (BRASIL, 1998) dispõe sobre as sanções penais e 
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Nos 
crimes contra a fauna, em virtude de agravamento de atividade ou conduta, as penas 
poderão ser aumentadas em até o triplo se essas atividades: 
A) Forem contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.
B) Se o crime decorre do exercício de caça profissional.
C) Forem realizadas em período noturno.
D) Em período proibido à caça.
E) Realizadas com abuso de licença.
5) Com relação à evolução da legislação ambiental brasileira, assinale a alternativa 
CORRETA. 
A) Atualmente, a legislação brasileira não possui norma específica de crimes ambientais.
B) As Ordenações Manuelinas foram editadas em 1521 contendo dispositivos de caráter 
ambiental.
No primeiro Código Criminal, datado de 1830, o corte ilegal de madeira não era C) 
caracterizado como crime.
D) Os resíduos sólidos não têm legislação específica no Brasil.
E) A legislação brasileira não possui norma específica de proteção ambiental.
NA PRÁTICA
Acompanhe quatro histórias que explicam exatamente de que forma pode originar-se um crime 
ambiental e conheça a lei que enquadra esses tipos de crimes.
 
As quatro histórias exemplificam casos que se enquadram dentro da Lei de Crimes 
Ambientais n. 9.605/1998.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Os princípios do direito ambiental: uma alternativa na busca pelo desenvolvimento 
sustentável
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Instrumentos de políticas públicas e seus impactos para a sustentabilidadeConteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Via Justiça - Lei de Crimes ambientais
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Fiscalização ambiental
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Princípios da responsabilidade 
socioambiental
APRESENTAÇÃO
Para entender a responsabilidade socioambiental, é preciso conhecer como a sociedade e suas 
atividades diárias influenciam o meio ambiente, ou seja, no seu próprio meio. 
Nesta Unidade Aprendizagem, você vai conhecer os principais conceitos da responsabilidade 
social, seu papel e importância como conceito e prática norteadora de condutas mais 
sustentáveis. Você vai ver ações que irão orientar e auxiliar na redução de impactos negativos. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o conceito de responsabilidade socioambiental e relacioná-lo com os pilares do 
desenvolvimento sustentável e com as relações de consumo.
•
Verificar o conceito de capital natural relacionando-o com recursos naturais e impactos 
socioambientais.
•
Analisar nossa atual conjuntura de saúde e meio ambiente, apontando medidas e 
mecanismos para atingir condições de responsabilidade socioambiental.
•
DESAFIO
Uma concessionária representante da montadora Toyota elabora um projeto com intenção de 
incorporar o conceito de melhoria contínua. Além disso, precisam se candidatar e fixar campo 
em um grande parque tecnológico, em que um dos requisitos é ter pelo menos 60% das suas 
unidades de produção certificadas. Dentro de diversos requisitos, essa unidade precisa passar 
por auditorias e conquistar certificação, assegurando-lhes qualidade nos processos, 
comprometimento e responsabilidade social e ambiental.
Você, como consultor, iria propor que tipo de certificação? Como lhes orientaria? Quais seriam 
suas propostas e metas para atingir essa política?
INFOGRÁFICO
Nesse infográfico, você vai conhecer os principais conceitos sobre a responsabilidade 
socioambiental, seu papel e importância como conceito e práticas mais éticas e sustentáveis.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
No capítulo Responsabilidade Socioambiental, da obra Responsabilidade Socioambiental, você 
vai conhecer os principais conceitos da responsabilidade social, seu papel e importância como 
conceito e prática norteadora de condutas mais sustentáveis. Você vai conhecer ainda as ações 
que irão orientar e auxiliar na redução de impactos negativos. Para entender a responsabilidade 
socioambiental, é preciso conhecer como a sociedade e suas atividades diárias influenciam o 
meio ambiente, ou seja, seu próprio meio.
Boa leitura.
RESPONSABILIDADE 
SOCIOAMBIENTAL
Thais Miranda
Responsabilidade 
Socioambiental
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identifi car o conceito de responsabilidade socioambiental e relacioná-
-lo com os pilares do desenvolvimento sustentável e relações de
consumo.
 Verifi car o conceito de Capital Natural relacionando com recursos
naturais e impactos socioambientais.
 Analisar a nossa atual conjuntura de saúde e meio ambiente, apon-
tando medidas e mecanismos para atingir condições de responsa-
bilidade socioambiental.
Introdução
Neste texto, você vai conhecer os principais conceitos da responsabilidade 
social, seu papel e sua importância como conceito e prática norteadora de 
condutas mais sustentáveis. Iremos ver ações que irão orientar e auxiliar 
na redução de impactos negativos. Para entender a responsabilidade 
socioambiental, é preciso conhecer como a sociedade e suas atividades 
diárias influenciam o meio ambiente, ou seja, no seu próprio meio.
Responsabilidade socioambiental e os pilares 
do desenvolvimento sustentável 
A responsabilidade socioambiental é um termo atual, que fi cou muito eviden-
ciado no âmbito empresarial, como uma forma de conciliar produtividade, 
qualidade, ética e bem estar social e ambiental. Voltando sua atenção para 
condições laborais mais salubres e justas, estendendo-se também para con-
dições mais dignas às famílias dos trabalhadores e comunidade de entorno.
É preciso considerar que problemas e adversidades locais/pontuais im-
pactam e refletem de alguma forma e em algum momento no bem estar de 
todos. Para alguns autores pode representar um olhar, mecanicista e um tanto 
tendencioso a interesses corporativos de produção, mas de qualquer forma, é 
um ponto de partida, um movimento que se inicia de tempos onde “social e 
ambiental” estavam sempre dissociados entre eles e em segundo plano – sempre 
inferiores comparados à conjuntura produtiva e econômica.
Para melhor compreender o conceito socioambiental é importante conhecer 
três aspectos conhecidos como, “pilares” da sustentabilidade. 
Além disso, esses aspectos podem ser as engrenagens mais lógicas e mo-
trizes das interações humanas e da vida. De acordo com a imagem a seguir, 
podemos visualizar os três aspectos: 
Figura 1. Homem, dinheiro e natureza.
Social
EconômicoAmbiental
Observando a imagem, você pode ver que esses aspectos (social, ambiental 
e econômico) são mecanismos que não funcionam de forma independente, eles 
são como um sistema de produção. As maquinas dependem de alguém que as 
opere, esse suposto operador precisa de ferramentas e materiais para operar, e 
dessa forma produzindo, então, um subproduto. A última etapa não existe sem 
as anteriores, e as estas não precisariam existir se não houvesse a última etapa. 
Responsabilidade socioambiental120
Os círculos azul e verde (social e econômico) são extremamente dependentes 
entre si e do círculo vermelho (ambiental). É possível notar três fatores:
  a economia não precisaria existir se não houvesse pessoas ou se não 
existissem produtos para trocar;
  a sociedade não existiria sem a economia (dinheiro, produtos e troca), 
muito menos sem a natureza (água, ar e alimento), e;
  ironicamente, a única esfera que coexiste independentemente das outras 
é a ambiental, pois esta não precisa de pessoas e nem de moeda para 
se manter.
As relações de consumo e meio ambiente são claras, pois, a maioria dos 
produtos exige matéria–prima na produção, na qual provém de recursos na-
turais (extraídos da natureza), portanto, quanto maior o consumo, maior são 
os danos causados ao ambiente de onde os retiramos. O aumento do nosso 
consumo causa não apenas impactos ambientais, mas também sociais, como 
poluição da água, ar e contaminações do solo. Na Figura 2, você pode ver o 
homem interagindo com o ambiente e causando impactos negativos.
Figura 2. Prática de extração das castanheiras.
Fonte: Século Diário (2014).
É importante discutir causas e efeitos da problemática socioambiental. 
Pois estes estão vinculadas a distintas questões econômicas e geopolíticas, 
por exemplo, de quesitos que são cruciais a sobrevivência de espécies. 
Abraham Maslow foi um grande pesquisador que tentou entender a interação 
do ser humano com suas necessidades. Com isso em mente, ele dividiu as 
necessidades humanas em níveis hierárquicos, colocando como prioridade as 
121Responsabilidade Socioambiental
necessidades de baixo nível, e assim que estas fossem realizadas seguiria até 
chegar as de nível mais alto, visando à autorrealização. Esta hierarquia ficou 
conhecida por pirâmide de Maslow. Você pode ver a pirâmide de Maslow e 
suas hierarquias na Figura 3: 
Figura 3. Hierarquia das necessidades na pirâmide de Maslow.
Autorrealização
Estima
Sociais
Segurança
Fisiológicas
Teoria das necessidades
Pirâmide de Maslow
A pirâmide define um conjunto de cinco necessidades: 
  Necessidades fisiológicas (básicas), tais como: a fome, a sede, sono 
abrigo, etc.
  Necessidades de segurança, tais como: sentir-se seguro em casa, ter 
emprego estável, ter condições de cuidar da saúde (plano de saúde), etc. 
  Necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos, tais 
como: pertencer a um grupo, fazer parte deum clube, etc. 
  Necessidades de estima, as quais passam por dois caminhos: o reconhe-
cimento da capacidade pessoal e o reconhecimento dos outros mediante 
a nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos. 
  Necessidades de autorrealização, nas quais o indivíduo procura tornar-se 
aquilo que ele pode ser.
Responsabilidade socioambiental122
Agora pare e reflita sobre a pirâmide de Maslow e sua relação com o 
capitalismo e com o consumo. Você notará que o ser humano sempre almeja 
mais em função do meio ao qual ele acessa. Quanto maior a satisfação de 
suas necessidades “básicas” (fisiológicas, de segurança e sociais), maior é a 
procura por novas necessidades, alimentadas pelo consumismo e pelo status. 
Logicamente, diante do sistema econômico vigente (capitalismo), o consumo é 
a base para a geração de renda, pois ele gera produção, a qual gera empregos. 
Estes, por sua vez, geram renda e, consequentemente, aumentam o consumo.
Capital Natural
Você sabe o que é capital natural? A expressão “Capital Natural” é utilizada 
para englobar todos os recursos naturais, como solo, água, ar, os serviços 
ecossistêmicos associados a eles e tudo o que torna possível a existência hu-
mana. Muitas vezes, essas matérias-primas são vistas apenas como meios de 
produção e nem sempre é dado o devido valor sobre a possibilidade de serem 
fontes renováveis ou não. Esse uso rotineiro dos recursos naturais acaba sendo 
feito de forma insustentável. Compreender a importância desses recursos nos 
ajuda, também, a entender a base de nossa economia, ou seja, é no Capital 
Natural que estão os elementos que garantem a existência de vida na terra. 
A somatória de todos os benefícios que os ecossistemas equilibrados for-
necem ao homem representa a ideia central de Capital Natural. Tais benefícios 
podem ser desde o uso de água potável, até conceitos ligados a valores culturais, 
por exemplo. A compreensão da importância do Capital Natural foi um dos 
pontos positivos resultantes da Rio +20. Veja na Figura 4, o infográfico com 
as principais abordagens vinculadas ao meio ambiente:
123Responsabilidade Socioambiental
As atividades humanas produzem impactos no meio ambiente. Muitas 
vezes, achamos que esses impactos sempre são negativos e, realmente, estes 
são os mais preocupantes. Os impactos estão diretamente relacionados com 
o aumento crescente das áreas urbanas, multiplicação de veículos automoti-
vos, uso irresponsável dos recursos, consumo exagerado de bens materiais, 
produção constante de lixo e o consumo de produtos e serviços. No entanto, 
também produzimos impactos positivos, como a recuperação de uma área 
degradada, a geração de emprego em um novo empreendimento, etc. 
Relembrando que, segundo a resolução Conama Nº001 de janeiro de 1986, 
o impacto ambiental é definido como
[...] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas 
do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia 
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam 
a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e 
econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; 
e a qualidade dos recursos ambientais.
Você pode perceberá, portanto, que não apenas as grandes empresas afetam 
o meio, nós, provocamos impactos ambientais diariamente. Na Figura 5, você 
pode ver dois exemplos de impactos ambientais.
Figura 4. Abordagens vinculadas ao meio ambiente.
Principais
abordagens
vinculadas ao 
meio ambiente
Desenvolvimento
sustentável
Agenda 21
Capitalismo naturalEducação ambiental
Responsabilidade socioambiental124
  Positivo: manejo do solo – reconstituição de área degradada.
  Negativo: descartes de resíduos
Figura 5. Aspectos positivos e negativos.
Muitas empresas têm uma grande parcela de culpa em relação aos impactos 
negativos, por exemplo, emitem poluentes diretamente em corpos hídricos, 
impactam na qualidade da água e na possibilidade de ganhos que acontecem 
nas comunidades ribeirinhas.
As construções de hidroelétricas são outro exemplo de grande impacto ao 
ambiente e as comunidades locais, pois propiciam alagamentos, que destroem 
ambientes e fauna e reduzem as possibilidades econômicas locais. 
Você pode analisar os impactos ambientais qualificando e quantificando 
estas alterações, avaliando a qualidade ambiental com e sem determinada 
ação ou empreendimento.
125Responsabilidade Socioambiental
Você também pode ajudar a diminuir o impacto ambiental negativo. Veja a seguir 
algumas dicas:
  Economize água;
  Evite o consumo exagerado de energia;
  Separe os lixos orgânicos e recicláveis;
  Diminua o uso de automóveis;
  Consuma apenas o necessário e evite compras compulsivas;
  Utilize produtos ecológicos e biodegradáveis;
  Não jogue lixos nas ruas;
  Não jogue fora objetos e roupas que não usa mais. Opte por fazer doações.
Relações existentes entre saúde e 
meio ambiente 
É preciso ampliar as discussões entre saúde pública e ambiente. Somos seres 
consideravelmente vulneráveis, logo “bem estar e saúde” são pautas delicadas 
e que tem relações diversas com diferentes áreas, visto que, em países que 
ainda estão em desenvolvimento, um dos grandes problemas da área da saúde 
é relacionado às condições de saneamento – oferta de água, solo, alimentos 
em quantidades e qualidades signifi cativas e assistência médica, sempre foram 
alguns dos obstáculos quando tratado desse assunto, assim como condições e 
serviços disponíveis ao alcance de todos.
Saúde e meio ambiente são um conjunto de aspectos e condições físicas, 
químicas e biológicas estreitamente ligadas à qualidade de vida. Tais aspectos 
recebem influencia direta das condições e fatores de um meio ambiente em 
condições saudáveis, com níveis aceitáveis em qualidade de ar, água e solo. 
Você precisa entender que “meio ambiente” é todo espaço que cerca a sociedade, 
ou seja, nossa casa, trabalho, ruas, campo e cidades onde vivemos.
Nesse sentido, surge à necessidade de olhar com maior preocupação para 
a poluição sonora e visual, o trânsito e a falta de mobilidade urbana, além do 
saneamento básico, as relações pessoais, a água, o ar, enfim, tudo o que possa 
levar à degradação local e global do ambiente.
Responsabilidade socioambiental126
Nossa problemática em relação as interferências do homem no meio am-
biente é antiga. Na perseguição por avanços tecnológicos e das metrópoles, 
o homem foi criando outros problemas mais perigosos, muitas intervenções 
físico-químicas foram feitas e catástrofes como acidentes nucleares, incêndios, 
vazamentos de gases, entre outros, que cada vez mais fazem parte do nosso 
entorno e contato físico. 
Muitos problemas na saúde das pessoas são causados pelo meio em que 
vivem, assim, quanto mais urbanizado e industrializado o país se torna, mais 
o meio ambiente sofre alterações e, consequentemente a população é afetada. 
Os altos índices de gastroenterites ou doenças parasitárias em comunidades 
onde há falta de saneamento básico indicam essa influência. Nas Figuras 6 e 
7, você pode observar alguns problemas de impacto na:
Figura 6. Impactos na saúde.
Fonte: Parasitologia (2010).
127Responsabilidade Socioambiental
Na Figura 8, você pode observar um infográfico que apresenta os fatores 
mais importantes do meio ambiente e que interferem na saúde humana. Observe 
que se trata de fatores físicos, químicos e sociais, ou seja, que pertencem ao 
meio ambiente no seu sentido mais amplo.
Figura 7. Problemas no saneamento.
Fonte: Obvious (2013). 
Responsabilidade socioambiental128
O meio ambiente deve ser visto como um sistema complexo em que in-
teratuam tanto os componentes físicos e biológicos quanto os econômicos e 
sociais. Estas interações podem interferir na saúde humana, principalmente 
quando não existe uma consciência clara desta relação ou quando medidas 
preventivas não são tomadas, apenas as corretivas.
Figura 8. Fatores que interferem na saúde humana.
Águapara
consumo humano
Solo
Desastres naturais
Fatores físicos
Ar
Contaminantes ambientais
e substâncias químicas
Acidentes com produtos
perigosos
Ambiente de trabalho
Fatores determinantes e
condicionantes do meio
ambiente que interferem na 
saúde humana
129Responsabilidade Socioambiental
Em um cenário em que a população mundial e consequentemente a demanda 
por alimentos é crescente, vários estudos têm demonstrado que em torno de 
40% dos solos do mundo estão poluídos e degradados. Tudo isso é preocupante 
se levarmos em consideração que a natureza leva em torno de 400 anos para 
formar apenas uma camada de 1 cm de solo. 
Você precisa saber por meio dos livros de história, várias civilizações 
importantes tiveram seu declínio intimamente associado à falência de seus 
sistemas agrícolas, principalmente devido ao esgotamento da saúde de seus 
solos. O interesse mundial pelo tema qualidade/saúde do solo e água é cres-
cente e evidencia a preocupação da sociedade com esse recurso natural. A 
determinação da qualidade do solo e água não é uma tarefa fácil devido a 
multiplicidade de fatores químicos, físicos e biológicos que resultam no seu 
“funcionamento” e suas variações, em função do tempo e espaço. 
De alguma forma, todos os tipos de componentes que utilizamos e que 
podem se tornar poluentes entram em contato de alguma forma com o ar, 
Uma das interações que podem interferir na saúde humana é o aumento do número 
de indivíduos infectados pela dengue: 
a) O individuo pode ainda não estar cientes que não se pode deixar água parada 
em garrafas, pneus, etc. Se essa prática fosse inibida, a aparição dessa doença na 
população poderia diminuir e até mesmo ser erradicada.
b) O estado maior e os representantes da população devem seguir implantando 
programas preventivos, tais como campanhas de conscientização, recolhimento 
de lixo e entulhos, limpeza de terrenos desocupados e outros, com objetivo de 
evitar o surgimento desta doença em épocas de chuvas.
Problemas de saneamento. Dengue.
Responsabilidade socioambiental130
terra e água; principalmente se dispomos ou descartamos de qualquer forma 
no ambiente, como próximos de um leito aquático. Lâmpadas fluorescentes 
e baterias, por exemplo, possuem diversos poluentes e metais pesados, que 
com contato frequente com o corpo humano e em longo prazo ocasionam em 
dores, tumores e diversos outros sintomas. 
Em setembro de 1987, um dos mais graves casos de exposição à radiação do mundo 
ocorreu em Goiânia (GO), por meio da contaminação pelo material radioativo Césio 137. 
Na ocasião, dois catadores de lixo arrobaram um aparelho radiológico nos escombros 
de um antigo hospital e encontraram um pó branco que emitia luminosidade azul. 
Os catadores levaram o material radioativo a outros pontos da cidade, contaminando 
pessoas, água, solo e ar. Pelo menos quatro morreram devido à exposição, e centenas 
de outras desenvolveram doenças.
Medidas e mecanismos para alcançar condições 
de Responsabilidade Socioambiental
Para uma mudança de paradigma é preciso envolver o setor econômico e pri-
vado para possibilitar avanços socioambientais. Portanto, a responsabilidade 
socioambiental corporativa é um conjunto de Políticas e Práticas de condução do 
negócio, que considera o diálogo entre a empresa e seu entorno (comunidades, 
empresas, governo, movimento social, ONGs, etc.). Esta área de temática se 
dedica a parcerias intersetoriais, na busca da melhoria da qualidade de vida das 
populações no entorno desses grandes empreendimentos, por meio de: 
a) Efetiva aplicação dos conceitos de Responsabilidade Social e Ambiental, 
priorizando o diálogo entre corporações e comunidades de seu entorno;
b) Desenvolvimento de metodologias de pesquisa-ação que criem siste-
mas de monitoramento, baseados em indicadores socioeconômicos e 
ambientais, capazes de mensurar a melhoria de qualidade de vida e o 
impacto das atividades empresariais;
131Responsabilidade Socioambiental
c) Por meio da pesquisa-ação facilitar a reflexão das comunidades sobre 
a realidade local e de seu entorno, internalizando os aprendizados em 
planos de desenvolvimento local e/ou politicagens práticas empresarias;
d) Incorporação das temáticas de Gênero nas estratégias de desenvolvi-
mento comunitário e nas políticas e práticas empresariais (a gênese das 
desigualdades e insustentabilidade);
e) Implementação de ações para evitar a perda da sociobiodiversidade e 
para enfrentar as mudanças climáticas.
Destaca-se também o princípio da atuação responsável o “Responsible 
Care”, este foi criado em 1984 no Canadá, pelas indústrias químicas, com o 
apoio da Chemical Manufactures Association (CMA). No Brasil, é difundido 
pela ABIQUIM desde 1992. A partir de 1998 a adesão dos sócios da ABIQUIM 
a este modelo é obrigatória. O programa enfoca saúde, segurança e meio 
ambiente, conhecidos internacionalmente pela sigla SHE (Safety, Health and 
Environmental).
Atualmente é cada vez mais difundido nas empresas o princípio básico 
da gestão sustentável da cadeia de suprimentos (supply chain management). 
É assegurar maior visibilidade aos custos e outros eventos relacionados com 
a produção para satisfação da demanda, com o objetivo de minimizar os 
gastos do conjunto das operações produtivas e da logística entre as empresas 
(FERNANDES; BERTON, 2005). O planejamento e controle da produção 
não apenas cuidam da parte de maximizar lucros e atender as demandas de 
materiais dos clientes internos, mas deve cuidar para evitar que a geração de 
estoques represente um gasto ambiental desnecessário.
O The Natural Step, ainda é um passo relativamente complexo por parte 
das empresas, e vem sendo proposto por uma organização independente 
que apresenta uma metodologia para atingir sustentabilidade empresarial. 
Considerando a concentração das substâncias extraídas da crosta terrestre, 
concentração das substâncias produzidas pela sociedade, degradação do meio 
físico e do meio biológico e necessidades humanas (BARBIERI, 2004).
Responsabilidade socioambiental132
A responsabilidade socioambiental (RSA) como estratégia organizacional vislumbra as 
questões sociais e ambientais que dizem respeito às preocupações com os impactos 
resultantes das operações organizacionais e seus efeitos. Isto ultrapassa fronteiras 
nacionais atingindo o mercado global que sofre pressões em torno da conservação 
ambiental. Neste contexto é crescente o número de organizações que procuram 
conformidades e normalizações da RSA reconhecidas em escala global, sob pena de 
perderem competitividade.
Tais conformidades e normatizações são assegurados aos órgãos fiscalizadores 
e parceiros de trabalho como selos, rótulos e certificações de qualidade. Hoje são 
inúmeras estas certificações e empresas que fazem este tipo de auditoria.
Para adquirir certificações, exemplo: Normas Brasileiras, é importante implementar 
um sistema de gestão (ambiental ou qualidade); Estas incluem respeito, ética e com-
prometimento com a qualidade de vida – afirmando a sua política. 
133Responsabilidade Socioambiental
Tecnologias sustentáveis, mais limpas e recursos renováveis
O termo tecnologia sustentável, tem uma ligação obrigatória com a palavra “respon-
sabilidade”, pois esta é uma das principais premissas desta tecnologia. Todas as ações 
que são tomadas por nós, positivas ou negativas, possuem consequências que refletem 
diretamente no ambiente em que vivemos. Estas podem ser também adaptações de 
tecnologias já existentes, assim como as futuras tecnologias, dando-lhes cada vez mais 
eficiência, de modo que os impactos ambientais sejam menores.
Pode-se dizer que a combinação perfeita para companhias e produções seria uma 
união entre tecnologias sustentáveis e recursos renováveis. Veja a seguir as diferenças 
entre recursos renováveis e não renováveis:
  Um recurso renovável é aquele que, normalmente, não se esgota facilmente 
devido à rápida velocidade de renovação e capacidade de manutenção. Estesrecursos surgem da natureza e são matérias-primas essenciais para a fabricação de 
produtos que atendem as necessidades das pessoas. A Energia Solar, por exemplo, 
é um recurso natural renovável, assim como a biomassa e a energia geotérmica.
  Um recurso não renovável é um recurso natural que não pode ser regenerado 
ou reutilizado a uma escala que possa sustentar o seu consumo. Esses recursos 
existem muitas vezes em quantidades fixas, ou são consumidos mais rapidamente 
do que a natureza pode produzi-los. Os combustíveis fósseis como o petróleo 
são exemplos de recursos não renováveis, enquanto que recursos como madeira 
(quando colhida de forma sustentável) ou metais (que podem ser reciclados) são 
considerados recursos renováveis. 
No entanto, estas definições não levam em consideração o aumento do consumo: 
para que a madeira seja um recurso renovável, é necessário aumentar a sua produção 
de acordo com as necessidades da sociedade; por outro lado, os metais existentes 
na crosta terrestre são finitos, e a sua reciclagem pode diminuir as consequências do 
aumento normal do consumo apenas em parte.
Responsabilidade socioambiental134
Produção mais limpa (P+L)
Visa conservação de matérias-primas, água e energia, eliminação de matérias-primas 
tóxicas e redução, na fonte, da quantidade e toxicidade das emissões e dos resíduos 
gerados; aos produtos, pela redução dos seus impactos negativos ao longo de seu ciclo 
de vida, desde a extração de matérias-primas até a sua disposição final; aos serviços, 
pela incorporação das questões ambientais em suas fases de planejamento e execução.
Neutralização de Carbono
São ações que buscam neutralizar a emissão de carbono gerada por suas atividades. 
Esta postura visa diminuir o impacto de gases como o dióxido de carbono (CO
2
), que 
são emitidos na natureza, gerando o efeito estufa e as mudanças climáticas que já são 
um problema atual no Planeta. A elevação do nível dos oceanos, os incêndios mais 
frequentes em áreas florestais e as alterações nas correntes marítimas são alguns dos 
resultados já aparentes.
Ecodesign
Concepção para produtos e embalagens que sejam mais respeitosos e compatibilizados 
com o meio ambiente, ou seja, que causem o menor impacto ambiental negativo 
possível. O objetivo é a concepção de produtos que produzam impactos positivos e 
reduzam impactos ambientais.
O Ecodesign também tem o papel de contribuir como coletivo educador, suprindo 
a falta de informações e preparo do público em geral a respeito de procedimentos 
ambientalmente mais corretos. Não somente procura minimizar os impactos dos 
produtos na fase de sua elaboração, mas se preocupa também na sua utilização e 
na gestão de seus resíduos, na medida em que prevê que o elemento antrópico 
(ação humana), colabore para a redução dos impactos também nas fases sujeitas ao 
comportamento humano.
135Responsabilidade Socioambiental
Responsabilidade socioambiental136
BARBIERI, J. C. Gestão ambiental organizacional: conceitos, modelos e instrumentos. São 
Paulo: Saraiva, 2004.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA n.001, de 23 de 
janeiro de 1986. Brasília, DF, 1986. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/
conama/res/res86/res0186.html>. Acesso em: 21 dez. 2016.
FERNANADES, B. H. R.; BERTON, l. H. Administração estratégica: da competência empre-
endedora à avaliação de desempenho. São Paulo: Saraiva, 2005.
OBVIOUS. 2003. Disponível em: <http://obviousmag.org/>. Acesso em: 21 dez. 2016.
PARASITOLOGIA. 2014. Disponível em: <http://anacliceat2010.blogspot.com.br/>. 
Acesso em: 21 dez. 2016.
RIOS, T. de M. Educação e gestão socioambiental: a experiência do programa Catavida de 
Novo Hamburgo – RS. 95 fls. 2015. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade 
do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2015.
RIOS, T. M. (Org.). Responsabilidade socioambiental. Porto Alegre: SAGAH, 2016.
SÉCULO DIÁRIO. 2014. Disponível em: <http://seculodiario.com.br/>. Acesso em: 21 
dez. 2016.
DICA DO PROFESSOR
A Dica do professor para esta unidade sobre responsabilidade socioambiental é a aplicabilidade 
da teoria do pensamento sistêmico para ajudar a refletir sobre problemáticas ambientais e 
sociais.
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EXERCÍCIOS
1) O homem ocasiona alterações no meio ambiente em geral, seja nos componentes 
físicos, biológicos ou sociais. Sua atividade provoca situações que afetaram a saúde 
humana. Analise os itens a seguir: 
I. Acidentes nucleares 
II. Tsunamis 
III. Epidemias, como a peste negra 
IV. Incêndios e vazamentos de gases em grandes indústrias 
V. Terremotos 
 
Tendo em vista os itens acima, assinale a alternativa que indica três problemas de 
responsabilidade humana que afetam o meio ambiente e provocam problemas de 
saúde: 
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) I, IV e V.
D) II, III e IV.
E) II, III e V.
2) O que podemos chamar de impactos ambientais? 
A) Conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos 
diretos ou indiretos no ambiente ou na sociedade.
B) Extração de matéria-prima.
C) Condições relacionadas a mudanças climáticas e efeito estufa.
D) Impactos sociais, principalmente em países em desenvolvimento.
E) Alteração ou efeito ambiental considerado significativo quando são detectados somente 
por meio da avaliação de projeto de um determinado empreendimento, podendo ser 
negativo ou positivo.
3) A responsabilidade socioambiental procura aliar produtividade, qualidade, ética e 
bem-estar social e ambiental, e assim está baseada em três pilares, os mesmos pilares 
da sustentabilidade. Marque a alternativa que indica corretamente quais são esses 
“pilares”. 
A) Social, Econômico e Mundial.
B) Econômico, Ambiental e Jurídico.
C) Social, Ambiental e Econômico.
D) Ambiental, Jurídico e Mundial.
E) Econômico, Social e Político.
4) "A floresta virgem é o produto de muitos milhões de anos que passaram desde a 
origem do nosso planeta. Se for abatida, pode crescer uma nova floresta, mas a 
continuidade é interrompida. A ruptura nos ciclos de vida natural de plantas e 
animais significa que a floresta nunca será aquilo que seria se as árvores não tivessem 
sido cortadas. A partir do momento em que a floresta é abatida ou inundada, a 
ligação com o passado perde-se para sempre. Trata-se de um custo que será 
suportado por todas as gerações que nos sucederem no planeta. É por isso que os 
ambientalistas têm razão quando se referem ao meio natural como um "legado 
mundial".
Mas, e as futuras gerações? Estarão elas preocupadas com essas questões amanhã? 
As crianças e os jovens, como indivíduos principais das futuras gerações, têm sido, 
cada vez mais, estimulados a apreciar ambientes fechados, onde podem relacionar-se 
com jogos de computadores, celulares e outros equipamentos interativos virtuais, 
desviando sua atenção de questões ambientais e do impacto disso em vidas no futuro, 
apesar dos esforços em contrário realizados por alguns setores. Observe- se que, se 
perguntarmos a uma criança ou a um jovem se eles desejam ficar dentro dos seus 
quartos, com computadores e jogos eletrônicos, ou passear em uma praça, não é 
improvável que escolham a primeira opção. Essas posições de jovens e crianças 
preocupam tanto quanto o descaso com o desmatamento de florestas hoje e seus 
efeitos amanhã."
SINGER, P. Ética Prática. 2 ed. Lisboa: Gradiva, 2002, p. 292 (adaptado).
Assinale a alternativa que melhor reflete a realidade do texto:
A) Engajamento de crianças e jovens na preservação do legado natural: uma necessidade 
imediata.
B) Redução de investimentos no setor de comércio eletrônico: proteção das gerações futuras.
C) Preferências atuais de lazer de jovens e crianças: preocupação dos ambientalistas.
D) Computador: o legado mundial para as gerações futuras.
E) A falta de Socialização dos jovens Influenciando o contexto socioambiental.
5) Como opçõesde tecnologias sustentáveis podemos citar: 
A) Eco design e motores carburantes.
B) Motores a reação e energia eólica.
C) Combustíveis fósseis e energia solar.
D) Ecodesign e neutralização de carbono.
E) Recursos renováveis e combustível à base de carvão.
NA PRÁTICA
As oficinas mecânicas autorizadas da Volkswagen que oferecem serviços, como troca de peças, 
acessórios, serviços mecânicos e elétricos são consideradas (legislação e política ambiental 
estadual e federal) empreendimentos de pequeno porte, portanto, não é compulsória a licença 
ambiental, ou seja, a realização de estudo de impacto ambiental para começar a funcionar.
Essa prestação de serviço irá precisar apenas de alvará de funcionamento para comprovar que 
está adequada às normas de segurança, mas, sem dúvidas, provoca alguns impactos (físico, 
biológico e social).
Esses impactos são de baixa magnitude e podem ser positivos e negativos. Para reduzir esses 
impactos e manter sua proposta de responsabilidade, essas autorizadas devem seguir passos 
rigorosos como:
- Ao fim de vida útil, as peças e os filtros não podem ser simplesmente descartados, devem ser 
reenviados ao produtor (logística reversa).
- Todos os resíduos devem ser separados para não comprometer resíduos que poderão ser 
reutilizados.
- Em unidades como da cidade de Novo Hamburgo, resíduos de qualidade são destinados a 
cooperativas que os vendem. Essas unidades possuem recirculação de água e filtros, para não 
entregá-la contaminada ao ambiente e comunidade de entorno; além de recirculação, possuem 
coifas e exaustores que reduzem a emissão de gases externamente e reduzem impactos da saúde 
laboral.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Consumo sustentável - Manual de Educação
Abrimos com este Manual uma possibilidade de diálogo do governo com a sociedade. Um 
convite à ação individual e coletiva dos cidadãos organizados.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Responsabilidade socioambiental e gestão ambiental na esfera privada
Assista o vídeo do Canal UNIVESP para saber mais sobre responsabilidade socioambiental e 
gestão ambiental na esfera privada
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Licenciamento Ambiental
APRESENTAÇÃO
Seja bem-vindo a esta Unidade de Aprendizagem onde será possível identificar as principais 
etapas envolvidas no processo de licenciamento ambiental. Além disso, você vai entender como 
o sistema de licenciamento ambiental pode contribuir para a implementação de políticas de 
desenvolvimento sustentável nas cidades e nas empresas.  
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Distinguir as etapas que compõem o processo de licenciamento ambiental.•
Identificar as vantagens obtidas com a implementação de ações relacionadas ao processo 
de licenciamento ambiental.
•
Reconhecer a base legal envolvida no licenciamento ambiental.•
DESAFIO
Você sabia que atualmente a questão ambiental é um tema discutido em todos os setores de uma 
empresa? A implementação das ações de melhoria da qualidade ambiental pode ser um 
investimento e um diferencial de mercado da empresa.
Assim, qual órgão ambiental será responsável pelo acompanhamento do processo, quais as 
etapas a serem realizadas, quais os tipos de licenças necessárias para a instalação e operação 
desta unidade de fabricação e seus respectivos prazos de emissão, bem como as validades de 
cada uma das licenças? 
INFOGRÁFICO
As etapas e responsabilidades no processo de licenciamento ambiental podem ser visualizadas 
no infográfico. 
 
CONTEÚDO DO LIVRO
O processo de licenciamento ambiental é constituído pela emissão de diferentes licenças, 
correspondentes a cada etapa de implementação e operação de um empreendimento.
Para conhecer mais sobre as principais etapas envolvidas no processo de licenciamento 
ambiental e entender como o sistema de licenciamento ambiental pode contribuir para a 
implementação de políticas de desenvolvimento sustentável nas cidades e nas empresas, leia o 
capítulo Licenciamento Ambiental, da obra Avaliação de impactos ambientais.
Boa leitura.
Ronei Tiago Stein
MEIO AMBIENTE
Revisão técnica:
Vanessa de Souza Machado
Mestre e Doutora em Ciências
Graduada em Ciências Biológicas
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB – 10/2147
M499 Meio ambiente [recurso eletrônico] / Ronei Tiago Stein
... [et al.]; [revisão técnica : Vanessa de Souza Machado]. – 
Porto Alegre : SAGAH, 2018.
ISBN 978-85-9502-573-8
Engenharia de produção. 2. Meio ambiente. I. Stein,
Ronei Tiago.
CDU 502
Licenciamento ambiental
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Distinguir os tipos e as etapas que compõem o processo de licen-
ciamento ambiental.
 � Identificar as vantagens obtidas com a implementação de ações 
relacionadas ao processo de licenciamento ambiental.
 � Reconhecer a base legal envolvida no licenciamento ambiental.
Introdução
Neste capítulo, será possível identificar as principais etapas envolvidas 
no processo de licenciamento ambiental. Além disso, você vai entender 
como o sistema de licenciamento ambiental pode contribuir para a 
implementação de políticas de desenvolvimento sustentável nas cidades 
e nas empresas.
Principais tipos de licenças ambientais
Em território nacional, existem três esferas do governo (União, Estados e 
Municípios) que têm legislações específicas. A União fixa diretrizes gerais 
e estabelece as responsabilidades próprias. As outras duas esferas fixam 
normas complementares. Porém, é fundamental comentar que elas apenas 
devem restringir a legislação, jamais podendo ser menos rigorosas que o 
órgão ambiental federal. Além das constituições federal e estaduais e das leis 
orgânicas municipais, outros diplomas legais tratam dos aspectos ambientais, 
como, por exemplo, os decretos. 
É fundamental entender as competências de cada órgão (federal, estadual 
e municipal). Com a publicação da Lei nº 11.284/2006 e da Lei Complementar 
(LC)140/2011, a União teve seu papel reformulado no que se refere à gestão dos 
recursos florestais, cabendo a ela a gestão de empreendimentos e atividades 
(BRASIL, 2006; 2011):
 � Localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe.
 � Localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma conti-
nental ou na zona econômica exclusiva.
 � Localizados ou desenvolvidos em terras indígenas.
 � Localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas 
pela União, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs).
 � Localizados ou desenvolvidos em 2 (dois) ou mais Estados.
Nesse sentido, ficaram os Estados e Municípios incumbidos de gerir os 
temas que dizem respeito a:
 � Licenciamento ambiental de propriedades rurais.
 � Licenciamento de desmatamento.
 � Licenciamento do manejo florestal para produção de madeira ou pro-
dutos não madeireiros.
 � Licenciamento para plantio e corte (reflorestamentos).
 � Controle do fluxo da madeira e de produtos florestais não madeireiros.
 � Reposição florestal.
 � Monitoramento e fiscalização.
 � Fomento, assistência técnica e incentivos à produção florestal.
 � Compensação ambiental.
O processo de licenciamento ambiental é constituído basicamente por três 
tipos de licenças, sendo que cada uma é exigida em uma etapa específica do 
licenciamento. Dessa forma, tem-se:
 � Licença Prévia: conferida na fase inicial, atesta a viabilidade ambiental 
do empreendimento ou atividade e estabelece requisitos básicos a serem 
atendidos nas fases de instalação e operação, observando os planos 
municipais, estaduais ou federais ambientais e de uso do solo, neles 
incluídas as diretrizes do plano diretor. 
 � Licença de Instalação: expressa o consentimento para o início da 
implementação do empreendimento ou atividade, de acordo com as 
especificaçõesdo Projeto Executivo aprovado, conforme conteúdo do 
inciso II do artigo 8º da Resolução CONAMA nº 237/1997.
 � Licença de Operação: possibilita o início da ocupação dos empreen-
dimentos ou início das atividades após a verificação do efetivo cum-
primento das licenças anteriores, nos moldes do inciso III do artigo 8º 
da Resolução CONAMA nº 237/1997.
Licenciamento ambiental84
Uma equipe multidisciplinar pode estar envolvida em um projeto de licenciamento 
ambiental, dependendo do porte, da magnitude e do grau poluidor da obra/atividade. 
Para cada projeto ambiental encaminhado (LP, LI e LO), os profissionais envolvidos 
devem entregar a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no órgão ambiental. 
A ART é um instrumento de defesa da sociedade, garantido que as obras e os serviços 
serão prestados por profissionais habilitados; além disso, proporciona segurança jurídica 
para o contratante, caso haja problemas com a obra/estudo.
Principais etapas do licenciamento ambiental
No que se refere às etapas que compõem o licenciamento ambiental, é im-
portante ressaltar que cada estado e município poderá exigir documentos e 
estudos separadamente, da mesma forma que os trâmites legais para protocolar 
o projeto. O procedimento para obter o licenciamento ambiental descrito neste 
capítulo tem a intenção de servir como um molde, ou seja, não poderá ser 
usado para todos os tipos de órgãos ambientais. É indicado antes de iniciar 
um projeto ambiental, consultar o órgão ambiental competente para saber 
exatamente quais são os documentos e estudos que devem ser providenciados, 
a fim de evitar surpresas no andamento do processo.
As solicitações de documentos licenciatórios, como licenças, declarações, autoriza-
ções, certificados, entre outros, somente serão protocolados com a apresentação da 
documentação necessária e completa.
Para facilitar o entendimento de como deverá ocorrer o encaminhamento 
do licenciamento ambiental (LP, LI e LO) em relação ao Estudo de Impacto 
Ambiental (EIA), bem como a análise do projeto pelo órgão ambiental, o TCU 
(2004) apresenta 14 (quatorze) procedimentos básicos, sendo estes:
 � Procedimento 1: o empreendedor protocoliza, no órgão ambiental, o 
seu pedido de licença prévia, acompanhado do esboço do projeto de 
seu empreendimento.
85Licenciamento ambiental
 � Procedimento 2: o órgão ambiental avalia os projetos, realiza vistoria 
no local e, com base nisso, elabora os termos de referências dos estudos 
ambientais e efetua o registro do empreendimento em cadastro próprio.
 � Procedimento 3: o empreendedor entrega ao órgão ambiental cópia dos 
estudos ambientais, realizados de acordo com os termos de referência 
elaborados pelo próprio órgão de meio ambiente.
 � Procedimento 4: o órgão ambiental verifica se os estudos foram 
realizados de forma satisfatória. Em caso negativo, são devolvidos 
para complementação. O prazo total para a análise é de um ano 
(CONAMA, 1997).
 � Procedimento 5: o órgão ambiental emite parecer favorável ou não 
à implementação do empreendimento, fixando o valor da compensa-
ção ambiental. Emite a licença prévia, estabelecendo condicionantes 
que, se cumpridas, habilitam o empreendedor a adquirir a licença de 
instalação.
 � Procedimento 6: o empreendedor retira, no órgão ambiental, a licença 
prévia, à qual dá publicidade. Obtida a licença, elabora o projeto básico 
do empreendimento.
 � Procedimento 7: o empreendedor detalha os programas ambientais e 
os apresenta ao órgão ambiental com o pedido de licença de instalação.
 � Procedimento 8: o órgão ambiental avalia se houve o cumprimento 
das condicionantes da licença prévia. Em caso positivo, emite a licença 
de instalação com condicionantes que, se implementadas, habilitam o 
empreendedor a obter a licença de operação.
 � Procedimento 9: o empreendedor retira, no órgão ambiental, a licença 
de instalação, à qual dá publicidade.
 � Procedimento 10: o órgão ambiental monitora, durante a vigência da 
LI, a implementação das condicionantes da licença de instalação e, 
constatando que está satisfatória, a pedido do empreendedor, emite a 
licença de operação.
 � Procedimento 11: o empreendedor retira, no órgão ambiental, a licença 
de operação, à qual dá publicidade.
 � Procedimento 12: o órgão ambiental realiza o monitoramento das 
condicionantes e dos impactos ambientais do empreendimento durante 
o tempo em que existir a atividade ou o empreendimento licenciado.
 � Procedimento 13: o empreendedor apresenta requerimento solicitando 
a renovação da licença de operação, acompanhado da documentação 
exigida, com antecedência mínima de 120 dias da expiração do prazo 
de validade da licença anterior.
Licenciamento ambiental86
 � Procedimento 14: o órgão ambiental, com base nas informações geradas 
pelo monitoramento das condicionantes, pronuncia-se sobre a renovação 
da licença no prazo de 120 dias, sob pena de a LO ser prorrogada por 
decurso de prazo.
Vantagens do licenciamento ambiental
O licenciamento ambiental é um procedimento técnico-administrativo pelo qual 
o órgão ambiental competente avalia empreendimentos potencialmente causa-
dores de impacto ambiental, autorizando, ou não, sua instalação e operação. A 
avaliação envolve o estudo da localização do empreendimento, do seu porte e 
dos processos construtivos e produtivos utilizados, a fim de verificar se suas 
características podem provocar interferências negativas no meio ambiente, tais 
como a poluição do ar, a geração de resíduos, a intervenção em cursos d’água e 
a supressão de vegetação nativa. Sendo assim, o processo de licenciamento 
estabelece regras, condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
devem ser cumpridas, tanto na fase de instalação do empreendimento quanto 
na sua fase de operação.
Dessa forma, o licenciamento é uma exigência legal, mas quais são exata-
mente as vantagens ou benefícios do licenciamento ambiental? Não é apenas 
o meio ambiente que sai ganhando com o licenciamento de determinada 
atividade, mas toda a sociedade. Entre alguns dos principais benefícios do 
licenciamento ambiental para o meio ambiente, pode-se citar:
 � proteger o meio ambiente para as futuras gerações;
 � proteger os ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
 � planejar e fiscalizar o uso dos recursos ambientais;
 � garantir a qualidade dos recursos renováveis;
 � racionalizar o uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
 � proteger áreas ameaçadas de degradação.
No que se refere às vantagens do licenciamento ambiental para empresas/
corporações, além da redução de possibilidade de multas e da poluição am-
biental, podemos destacar:
 � Benefícios estratégicos: diferenciação no mercado; demonstração do 
compromisso da empresa com o meio ambiente e com o futuro; confiança 
oferecida às partes interessadas; melhoria na imagem perante órgãos 
87Licenciamento ambiental
regulamentadores; facilidade na obtenção de licenças e autorizações; 
simpatia de clientes e usuários; facilidade no acesso ao mercado in-
ternacional; atração de parceiros; antecipação à tendência de caráter 
mandatário e às exigências dos clientes, entre outros.
 � Benefícios operacionais: melhoria na gestão de riscos ambientais 
atuais e futuros; melhoria dos procedimentos operacionais; melhoria da 
produtividade; melhoria nas condições de saúde e segurança no trabalho; 
redução de acidentes que impliquem responsabilidade civil; estabele-
cimento de rotina para análise das áreas do negócio que possam afetar 
o meio ambiente; estímulo ao desenvolvimento e compartilhamento de 
soluções ambientais; facilidade na transferência de tecnologia; melhoria 
no desempenho dos funcionários e dos equipamentos, entre outros.
 � Benefícios financeiros: diminuição dos riscos de incorrer em infrações 
legais e regulamentares; redução potencial nas despesas, com seguros, 
produtos e serviços adquiridos, além do comportamento global no 
mercado; possibilidade de redução de custos; possibilidade de economia 
de despesas no consumode água, energia e matéria-prima. 
No entanto, não são apenas as indústrias que necessitam de licenciamento am-
biental, as propriedades rurais que precisarem realizar alguma atividade que possa 
ocasionar passivos ambientais também devem requer o licenciamento ambiental. 
Assim, o licenciamento para áreas rurais proporciona os seguintes benefícios: 
 � planejamento do imóvel rural;
 � comprovação de regularidade ambiental (após validação pelo órgão 
ambiental competente);
 � acesso/continuidade do acesso ao crédito (financiamentos);
 � acesso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Uma das exigências do licenciamento ambiental é saber a quantidade e 
destinação dos resíduos sólidos de um determinado empreendimento. Desta 
forma, uma das exigências da licença de operação é a apresentação do Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Essa exigência do PGRS apresenta 
algumas vantagens, como, por exemplo: minimização da geração de resíduos; 
destinação correta dos resíduos; diminuição dos impactos ambientais e visuais; 
preservação dos recursos naturais renováveis e não renováveis; receita na venda 
de materiais recicláveis; redução com os gastos de disposição; diminuição da 
quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários; marketing positivo, em 
virtude da imagem de responsabilidade social e ecológica da empresa adepta 
Licenciamento ambiental88
de tais práticas; satisfação da sociedade; cumprimento da Legislação em vigor; 
melhoria da qualidade de vida tanto das pessoas quanto dos seres vivos.
Vantagens do licenciamento ambiental para a sociedade 
O licenciamento ambiental apresenta vantagens para o órgão ambiental, para 
o empreendimento e para a sociedade de um modo geral. Provavelmente 
você esteja se perguntando como a sociedade irá obter algum benefício com 
o licenciamento ambiental de uma indústria, por exemplo. A sociedade sai 
ganhando quando as atividades/empreendimentos estão conforme as legislações 
ambientais estabelecem, como, por exemplo:
 � As propriedades rurais respeitam as áreas de preservação permanente 
e as reservas legais.
 � O desmatamento ocorre de uma forma controlada.
 � As indústrias realizam o correto gerenciamento de seus resíduos.
 � O despejo de efluentes líquidos indústrias é baseado em parâmetros 
de qualidade.
 � Os recursos hídricos são respeitados.
Com isso, toda a sociedade acaba se beneficiando direta ou indiretamente, 
pois o meio ambiente é um bem de todos. Além disso, quanto maiores os 
cuidados com a preservação ambiental, menores os índices de patogenias 
e gastos desnecessários com os quais a sociedade irá arcar (principalmente 
por meio do aumento de impostos). Assim, em vez de realizar a limpeza e 
tratamento de recursos hídricos, solos, ar, entre outros, esse dinheiro poderá 
ser gasto em outras áreas, como saúde, educação, segurança, entre outras 
áreas que atualmente estão carentes em território nacional. 
Base legal do licenciamento ambiental
Em território nacional, as primeiras tentativas de aplicação de metodologias 
para avaliação de impactos ambientais foram decorrentes de exigências de 
órgãos financeiros internacionais para aprovação de empréstimos a projetos 
governamentais. Com a crescente conscientização da sociedade, principal-
mente internacional, tornou-se cada vez mais necessária a adoção de práticas 
adequadas de gerenciamento ambiental em quaisquer atividades modificadoras 
do meio ambiente (BRASIL, 2009).
89Licenciamento ambiental
Dessa forma, em 1988, surgiu a Constituição Federal, a qual estabeleceu 
diversos serviços comuns a todas as esferas da federação, entre os quais 
a preservação do meio ambiente. (BRASIL, 1988). O Ministério do Meio 
Ambiente (BRASIL, 2009) ressalta que esses serviços remetem à cooperação 
entre os responsáveis e à gestão compartilhada, fortalecendo a ação municipal 
e a ação cooperada entre os entes federados.
A Constituição Federal previu, em seu artigo 225, que “todos têm direito 
ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletivi-
dade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” 
(BRASIL, 1988). Com isso, o meio ambiente tornou-se direito fundamental 
do cidadão, cabendo tanto ao governo quanto a cada indivíduo o dever de 
resguardá-lo (TRIBUNAL..., 2007).
A previsão do licenciamento na legislação ordinária surgiu com a edição 
da Lei 6.938/81, que, em seu artigo 10, estabelece: a construção, instalação, 
ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras 
de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, 
bem como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, 
dependerão de prévio licenciamento por órgão estadual competente, integrante 
do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e do Instituto Brasileiro 
do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em caráter 
supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis.
Segundo a Resolução Conselho Nacional do Meio Ambiente nº 237, de 1997, 
a localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de 
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais conside-
rados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como os empreendimentos 
capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão 
de prévio licenciamento do órgão ambiental competente (CONAMA, 1997).
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) apresenta importância fundamental 
em relação ao licenciamento ambiente. Dentre as várias resoluções estabelecidas pelo 
CONAMA, destacam-se duas:
 � Resolução CONAMA 01 de 1986: dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais 
para a avaliação de impacto ambiental.
 � Resolução CONAMA 237/1997: regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental 
estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.
Licenciamento ambiental90
Reforçando a Política Nacional do Meio Ambiente, surgiu, em 12 de fe-
vereiro de 1998, a Lei nº 9.605, que dispõe sobre as sanções penais e ad-
ministrativas lesivas ao meio ambiente, em seu artigo 60, estabelecendo a 
obrigatoriedade do licenciamento ambiental das atividades degradadoras da 
qualidade ambiental, contendo, inclusive, as penalidades a serem aplicadas 
ao infrator. Essa mesma legislação, em seus artigos 66 e 67, descreve também 
como crime ambiental quando um funcionário público afirma falsa ou enga-
nosamente, omite a verdade ou sonega informações, podendo pegar uma pena 
de reclusão de um a três anos e multa. Além disso, quando um funcionário 
público concede licença, autorização ou permissão em desacordo com as 
normas ambientais, poderá sofrer uma pena de detenção de um a três anos, 
além de sanções. (BRASIL, 1998).
Quando da solicitação de licença prévia, o órgão ambiental especifica 
os estudos ambientais que devem ser apresentados como condição para a 
concessão do licenciamento do empreendimento. Dessa forma, entende-se 
por estudos ambientais os que avaliam os aspectos ambientais relacionados 
à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empre-
endimento apresentados como subsídio para a análise da licença requerida.
Os principais documentos solicitados em um processo de licenciamento ambiental são:
 � Requerimento: documento destinado à formalização do requerimento para 
todas as modalidades de licenciamento de atividades poluidoras, degradantes e/
ou modificadoras do meio ambiente.
 � Roteiro de caracterização do empreendimento (RCE): principal documento 
técnico apresentado pelo interessado ao requerer a licença ou autorização 
ambiental, contendo estudos que devem ser elaborados por profissional que 
detenha habilitação legal para a sua execução, sendo necessário o registro 
da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou similar (de acordo com o 
Conselho Profissional).
 � Estudos ambientais: existem diversos estudos que podem ser exigidos pelo 
órgão ambiental,como o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto 
Ambiental (EIA/RIMA), o Relatório Ambiental Simplificado (RAS), o Estudo Am-
biental Simplificado (EAS), o Plano de Controle Ambiental (PCA), o Relatório de 
Controle Ambiental (RCA), o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), 
entre diversos outros.
 � Projeto Básico Ambiental (PBA): deve apresentar programas de monitoramento, 
medidas mitigatórias e compensatórias, bem como programa de educação am-
biental (se for o caso).
91Licenciamento ambiental
É de suma importância compreender a diferença entre licenciamento am-
biental e licença ambiental, que se caracteriza da seguinte forma:
 � Licenciamento ambiental: procedimento (processo) administrativo pelo 
qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, 
ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras dos 
recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras. 
Ou, então, o licenciamento busca analisar atividades/empreendimentos que 
possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e 
regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso (BRASIL, 2009).
 � Licença ambiental: consiste na autorização emitida pelo órgão público 
competente. É fornecida ao empreendedor para exercer seu direito 
à livre iniciativa, desde que atendidas as precauções requeridas, vi-
sando resguardar o direito coletivo ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado. Devido à sua natureza autorizativa, a licença ambiental 
apresenta um caráter precário. Ou seja, a licença pode ser caçada caso 
as condições estabelecidas pelo órgão ambiental não sejam cumpridas.
Outra legislação de grande importância no licenciamento ambiental é a Lei 
12.305/2010, que trata sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira. A 
elaboração de Planos de Resíduos Sólidos deve ser feita pelo setor público a nível 
federal, estadual e municipal e por empresas públicas ou privadas. (BRASIL, 2010). 
Os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) são documentos com 
valor jurídico que comprovam a capacidade de uma empresa de gerir todos os 
resíduos que eventualmente venham a ser gerados. A intenção de ter um documento 
como esse é ter segurança de que os processos produtivos em uma determinada 
cidade ou país sejam controlados para evitar grandes poluições ambientais e as 
devidas consequências para a saúde pública e o desequilíbrio da fauna e da flora. 
É importante que o PGRS descreva os tipos de resíduos gerados no empre-
endimento; assim, os profissionais necessitam saber identificar e classificar os 
resíduos de forma correta (Figura 1). Segundo a Norma Brasileira ABNT NBR 
10.004/2004, os resíduos sólidos são os resíduos nos estados sólido e semissólido 
que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, 
agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nessa definição os lodos pro-
venientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos 
e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas 
particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou 
corpos de água ou que exijam, para isso, soluções técnicas e economicamente 
inviáveis em face de melhorar a tecnologia disponível (ASSOCIAÇÃO..., 2004).
Licenciamento ambiental92
Figura 1. Os empreendimentos precisam identificar, classificar e dar o destino correto dos 
seus resíduos.
Fonte: Peter Gudella/Shutterstock.com.
Seria impossível abordar toda a legislação a respeito do licenciamento 
ambiental devido à sua vasta lista. Porém, é importante comentar que cada 
estado e seus municípios podem apresentar legislações próprias, que poderão 
ser mais restritivas que as legislações federais, mas que jamais podem passar 
sobre as legislações impostas pela União. 
1. Os processos de licenciamento 
ambiental de uma atividade com 
impacto nacional, localizada em 
três estados brasileiros, compete a 
que órgão ambiental: 
a) Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (CONAMA).
b) Fundação estadual de 
meio ambiente (FEAM).
c) Instituto brasileiro do meio 
ambiente e dos recursos 
naturais renováveis (Ibama).
d) Sistema nacional de meio 
ambiente (Sisnama).
e) Ministério do Meio 
Ambiente (MMA).
2. Sobre o licenciamento 
ambiental, assinale a sentença 
93Licenciamento ambiental
que NÃO está correta:
a) Ao licenciamento ambiente 
deve se dar publicidade.
b) Considerando o exposto na Lei 
Federal nº 6.938 (BRASIL, 1981) 
e respeitadas as peculiaridades, 
o licenciamento ambiental 
é de competência do órgão 
ambiental estadual.
c) O licenciamento ambiental é 
um dos instrumentos da Lei 
Federal nº 6.938 (BRASIL, 1981).
d) A resolução Conama n. 237 
(BRASIL, 1997) apresenta 
as atividades que estão 
sujeitas ao processo de 
licenciamento ambiental.
e) Mesmo sendo obras de 
importância social e econômica, 
estações de tratamento de água, 
antes de serem construídas e 
operadas, devem ser licenciadas.
3. Vamos considerar que uma 
empresa mecânica de fabricação 
de peças com tratamento térmico 
e impacto ambiental local deseje 
se instalar no município de Porto 
Alegre. Sobre o seu licenciamento 
ambiental é CORRETO afirmar que:
a) O licenciamento será conduzido 
pelo Ibama (Instituto brasileiro 
do meio ambiente e dos 
recursos naturais renováveis), 
pois essa atividade consta no 
Anexo 1 da Resolução Conama 
nº 237 (BRASIL, 1997).
b) O licenciamento tramitará 
na FEPAM (órgão ambiental 
estadual), visto que Porto 
Alegre é a capital estadual.
c) A licença prévia será emitida 
pelo órgão ambiental municipal 
competente, sendo que o 
prazo de emissão, segundo 
a resolução Conama nº 237 
(BRASIL, 1997), é de 12 meses.
d) O licenciamento ambiental 
será conduzido pelo órgão 
ambiental municipal competente, 
seguindo os critérios 
estabelecidos na Resolução 
Conama nº 237 (BRASIL, 1997).
e) O licenciamento tramitará no 
Ibama, pois, mesmo sendo de 
impacto local, Porto Alegre é a 
capital de estado federado.
4. Segundo a Resolução Conama 
 nº 237 (CONAMA, 1997), o processo 
de licenciamento resulta na emissão 
de três licenças: prévia, de instalação 
e de operação. Sobre essas licenças, 
assinale a sentença INCORRETA.
a) O prazo de validade da licença de 
operação (LO) é de no mínimo 
dois anos, devendo sua renovação 
ser requerida com no mínimo 120 
dias antes de expirar sua validade.
b) No processo de licenciamento 
ambiental, a sequência de 
emissão das licenças é: prévia, 
de instalação e de operação.
c) O prazo de validade da 
licença prévia não pode 
exceder cinco anos.
d) A licença prévia e a licença de 
instalação poderão ter os prazos 
de validade prorrogados. 
e) A licença de operação poderá 
ter seu prazo de validade 
após a avaliação de seu 
desempenho ambiental no 
período de vigência anterior.
5. No que se refere às licenças 
ambientais, é CORRETO afirmar que:
a) A licença de operação tem prazo 
de validade indeterminado, 
sendo que não necessita 
de revisão ao longo do 
Licenciamento ambiental94
período de funcionamento 
do empreendimento.
b) O empreendedor que obtiver 
sua licença de operação não 
precisará comunicar ao órgão 
ambiental alterações no 
processo produtivo, bem como 
ampliação da área de influência.
c) Se a licença ambiental for 
requerida a qualquer tempo 
antes da expiração do seu 
prazo de validade, este será 
automaticamente prorrogado 
até a manifestação definitiva 
do órgão competente.
d) A emissão da licença ambiental 
libera o empreendedor 
licenciado de seu dever de 
reparar danos ambientais.
e) A licença de operação apresenta 
restrições e condições para 
o funcionamento de um 
empreendimento com o 
objetivo de atender aos padrões 
de qualidade ambiental.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRAS DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004/2004. Resíduos sólidos 
– classificação. São Paulo: ABNT, 2004.
BRASIL. Constituição (1988). Constituiçãoda República Federativa do Brasil. Brasília, DF: 
Senado Federal, 1988. 292 p.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Brasília, DF, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.
htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e admi-
nistrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras 
providências. Brasília, DF, 1998. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/L9605.htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
BRASIL. Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006. Dispõe sobre a gestão de florestas públicas 
para a produção sustentável; institui, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, o 
Serviço Florestal Brasileiro - SFB; cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal 
- FNDF; altera as Leis nº 10.683, de 28 de maio de 2003, 5.868, de 12 de dezembro de 
1972, 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, 4.771, de 15 de setembro de 1965, 6.938, de 
31 de agosto de 1981, e 6.015, de 31 de dezembro de 1973; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2006. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.
cfm?codlegi=485>. Acesso em: 13 dez. 2017.
95Licenciamento ambiental
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
BRASIL. Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Brasília, DF, 2011. Disponível 
e: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Caderno de licenciamento ambiental. Brasília, 
DF: Ministério do Meio Ambiente, 2009. 
CONAMA. Resolução CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Brasília, DF: Ministério 
do Meio Ambiente, 1986. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/
res/res86/res0186.html>. Acesso em: 13 dez. 2017.
CONAMA. Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Brasília, DF: Ministério do Meio 
Ambiente, 1986. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/
res23797.html>. Acesso em: 13 dez. 2017.
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Cartilha de licenciamento ambiental. 2.ed. Brasília: 
TCU, 2007.
Leituras recomendadas
MACHADO, A. Q. Licenciamento ambiental: atuação preventiva do Estado à luz da Cons-
tituição da República Federativa do Brasil. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012. 
SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: 
Oficina de Textos, 2008. 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Cartilha de licenciamento ambiental. Brasília, DF: TCU, 
2004. 57p. Disponível em: <http://www.ambiente.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_ar-
quivos/cart_tcu.PDF>. Acesso em: 30 nov. 2017.
Licenciamento ambiental96
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
O licenciamento ambiental é um processo que se constitui em um dos instrumentos da Política 
Nacional de Meio Ambiente (lei federal n. 6.938, de 31 de agosto de 1981). Assista ao vídeo e 
confira mais sobre o assunto. 
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EXERCÍCIOS
1) Os processos de licenciamento ambiental de uma atividade com impacto nacional, 
localizada em três estados brasileiros, compete a que órgão ambiental: 
A) Conselho nacional de meio ambiente – Conama.
B) Fundação estadual de meio ambiente - FEAM.
C) Instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis – Ibama.
D) Sistema nacional de meio ambiente - Sisnama.
E) Ministério do meio ambiente - MMA.
2) Sobre o licenciamento ambiental, assinale a sentença que NÃO está correta: 
A) Ao licenciamento ambiente deve se dar publicidade.
B) Considerando o exposto na Lei federal n. 6.938 (BRASIL, 1981) e respeitadas as 
peculiaridades, o licenciamento ambiental é de competência do órgão ambiental estadual.
C) O licenciamento ambiental é um dos instrumentos da Lei federal n. 6.938 (BRASIL, 
1981).
D) A resolução Conama n. 237 (BRASIL, 1997) apresenta as atividades que estão sujeitas ao 
processo de licenciamento ambiental.
E) Mesmo sendo obras de importância social e econômica, estações de tratamento de água, 
antes de serem construídas e operadas, devem ser licenciadas.
3) Vamos considerar que uma empresa mecânica de fabricação de peças com 
tratamento térmico e impacto ambiental local deseje se instalar no município de 
Porto Alegre. Sobre o seu licenciamento ambiental é CORRETO afirmar que: 
A) O licenciamento será conduzido pelo Ibama (Instituto brasileiro do meio ambiente e dos 
recursos naturais renováveis), pois essa atividade consta no Anexo 1 da resolução Conama 
n. 237 (BRASIL, 1997).
B) O licenciamento tramitará na FEPAM (órgão ambiental estadual), visto que Porto Alegre é 
a capital estadual.
C) A licença prévia será emitida pelo órgão ambiental municipal competente, sendo que o 
prazo de emissão, segundo a resolução Conama n. 237 (BRASIL, 1997), é de 12 meses.
D) O licenciamento ambiental será conduzido pelo órgão ambiental municipal competente, 
seguindo os critérios estabelecidos na resolução Conama n. 237 (BRASIL, 1997).
E) O licenciamento tramitará no Ibama, pois, mesmo sendo de impacto local, Porto Alegre é a 
capital de estado federado.
Segundo a resolução Conama n. 237 (BRASIL, 1997), o processo de licenciamento 
resulta na emissão de três licenças: prévia, de instalação e de operação. Sobre essas 
4) 
licenças, assinale a sentença INCORRETA. 
A) O prazo de validade da licença de operação (LO) é de no mínimo 2 anos, devendo sua 
renovação ser requerida com no mínimo 120 dias antes de expirar sua validade.
B) No processo de licenciamento ambiental, a sequência de emissão das licenças é: prévia, de 
instalação e de operação.
C) O prazo de validade da licença prévia não pode exceder 5 anos.
D) A licença prévia e a licença de instalação poderão ter os prazos de validade prorrogados.
E) A licença de operação poderá ter seu prazo de validade após a avaliação de seu 
desempenho ambiental no período de vigência anterior.
5) No que se refere às licenças ambientais, é CORRETO afirmar que: 
A) A licença de operação tem prazo de validade indeterminado, sendo que não necessita de 
revisão ao longo do período de funcionamento do empreendimento.
B) O empreendedor que obtiver sua licença de operação não precisará comunicar ao órgão 
ambiental alterações no processo produtivo, bem como ampliação da área de influência.
C) Se a licença ambiental for requerida a qualquer tempo antes da expiração do seu prazo de 
validade, este será automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão 
competente.
D) A emissão da licença ambiental libera o empreendedor licenciado de seu dever de reparar 
danos ambientais.
E) A licença de operação apresenta restrições e condições para o funcionamento de um 
empreendimento com o objetivo de atender aos padrões de qualidade ambiental.
NA PRÁTICA
A busca pela melhoria da qualidade ambiental é um desafio individual e coletivo. Nesse sentido, 
a adequação ambiental de grandes empreendimentos, por meio do processo de licenciamento 
ambiental, é uma forma de minimizar os impactos negativos dessas obras necessárias para a 
sociedade, assegurando a qualidade ambiental e o desenvolvimento econômico. A construção de 
Complexos Hidrelétricos é um exemplo de grande empreendimento que afeta o nosso cotidiano. 
Quer saber como? 
 
Complexos Hidrelétricos são considerados empreendimentos que podem causar grandes 
alterações ambientais e, por isso, seu licenciamento envolve a elaboração do Estudo de Impacto 
Ambiental/Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA/RIMA). Esse documento tem como 
objetivo central avaliar as modificações na paisagem e identificar os impactosambientais.
A partir do estudo de EIA/RIMA, são propostas medidas e ações para maximizar os impactos 
positivos e minimizar os negativos, viabilizando assim o empreendimento. Essas medidas e 
ações serão aplicadas durante as fases de instalação e operação do novo empreendimento, 
garantindo um desenvolvimento mais sustentável. 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Mudam regras de licenciamento para rodovias, portos, petróleo e energia - 28/10/2011
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Meio Ambiente por Inteiro - Licença ambiental (28/02/15)
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal
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Resolução nº 237 , de 19 de dezembro de 1997
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Licenciamento ambiental: propostas para aperfeiçoamento
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Tratamento de emissões gasosas
APRESENTAÇÃO
Nessa Unidade de Aprendizagem você vai analisar alguns dos aspectos que contribuem para a 
poluição atmosférica, que causa danos ao meio ambiente e à saúde do homem. Também vai 
conhecer os principais gases causadores da poluição e do efeito estufa. Como não poderia faltar, 
serão apresentados os principais equipamentos para o tratamento das emissões atmosféricas. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os principais poluentes atmosféricos.•
Relacionar as fontes e as causas da poluição atmosférica.•
Identificar as principais tecnologias para tratamento da poluição atmosférica.•
DESAFIO
Uma empresa solicitou a você a análise técnica de sistemas de tratamento de emissões 
atmosféricas para remoção de material particulado. Sabendo que há vários sistemas, compare as 
principais tecnologias considerando suas vantagens.
INFOGRÁFICO
O infográfico mostra que a poluição atmosférica pode ser proveniente de distintas fontes de 
poluição e de diversos poluentes.
CONTEÚDO DO LIVRO
A poluição atmosférica é resultado da ação antrópica sobre o meio.
Entenda essa relação no livro Meio Ambiente e sustentabilidade, começando sua leitura no 
tópico Introdução até finalizar o item Material particulado".
Leia também o título Mudança de paradigma na área de saúde e meio ambiente até o final deste 
tópico.
M514 Meio ambiente e sustentabilidade [recurso eletrônico] / 
 Organizadores, André Henrique Rosa, Leonardo Fernandes 
 Fraceto, Viviane Moschini-Carlos. – Dados eletrônicos. – 
 Porto Alegre : Bookman, 2012. 
 Editado também como livro impresso em 2012. 
 ISBN 978-85-407-0197-7
 1. Meio ambiente. 2. Sustentabilidade. I. Rosa, André
Henrique. II. Fraceto, Leonardo Fernandes. III. Moschini- 
Carlos, Viviane. 
CDU 502-022.316
Catalogação na publicação: Natascha Helena Franz Hoppen CRB10/2150
13
Tratamento de emissões gasosas
LEANDRO CARDOSO DE MORAIS, VALQUÍRIA DE CAMPOS, JO DWECK, 
MANUEL ENRIQUE GAMERO GUANDIQUE e PEDRO MAURÍCIO BÜCHLER
para geração de energia nos setores indus-
trial, elétrico e de transportes de grande 
parte das economias do mundo.
Com o desenvolvimento industrial e 
urbano, houve, em todo o mundo, um au-
mento da emissão de poluentes atmosféri-
cos. O acréscimo das concentrações atmos-
féricas dessas substâncias, e sua deposição 
no solo, nas plantas e nos materiais é respon-
sável por danos à saúde, prejuízos em plan-
tações, danos florestais, degradação no solo, 
causando desequilíbrio em ecossistemas.
A poluição do ar em centros urbanos 
está relacionada a problemas respiratórios, 
INTRODUÇÃO
A poluição do ar ocorre principalmente de-
vido às atividades antrópicas. Com a revo-
lução industrial, que teve seu início no sé-
culo XVIII, a poluição atmosférica teve um 
aumento significativo. Naquele tempo, se 
usava o carvão mineral, que em sua queima 
despejava na atmosfera das cidades indus-
trializadas milhares de quilos de poluentes.
Hoje em dia, a poluição é resultado 
principal da queima de combustíveis fósseis 
como o carvão mineral e os derivados do 
petróleo. Esses combustíveis são utilizados 
Objetivos do capítulo
Com o aumento de processos industriais em todo o mundo, ocorreu o aumento de 
emissões gasosas. Essas emissões são causadoras de inúmeros problemas no meio 
ambiente, provocando o desequilíbrio em ecossistemas terrestres e aquáticos, 
tendo também grande influência na saúde da população mundial, quando inaladas, 
direta ou indiretamente. Como esses gases são gerados a partir de processos in-
dustriais, são na sua maioria altamente tóxicos, ou, quando combinados com outros 
gases do processo de fabricação ou mesmo da atmosfera, se tornam tóxicos. O 
grande problema destes, quando lançados na atmosfera, é que se misturam com 
outros gases existentes, inclusive o ar que respiramos, e assim são carreados para 
nosso organismo. Sendo assim, há a necessidade de se ter um rigoroso controle 
das emissões gasosas. Alguns métodos de controle de emissões industriais estão 
descritos neste capítulo, porém, é importante dizer que existem outras metodolo-
gias que podem ser utilizadas para o controle e tratamento dos gases gerados nas 
indústrias. Os equipamentos para controle de emissões dependem do tipo de mis-
tura gasosa, tamanho de partículas e temperatura de saída do fluxo gasoso.
302 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
como alergias, rinites alérgicas, bronquite, 
podendo causar também dor de cabeça, ir-
ritação nos olhos e garganta, doenças carci-
nogênicas, entre outras. É prejudicial às 
construções, monumentos e ecossistemas, 
pois leva à formação da chamada chuva 
ácida, que degrada as construções por oxi-
dação química e danifica ecossistemas, po-
dendo causar a morte destes.
A poluição do ar afeta também o 
clima. O fenômeno conhecido como efeito 
estufa, que aumenta a temperatura do pla-
neta, cresce a cada dia. O efeito estufa é de-
corrente dos gases poluentes que formam 
uma camada de poluição na atmosfera, blo-
queando a dissipação do calor. Desta forma, 
o calor fica concentrado na atmosfera, pro-
vocando mudanças climáticas. Essas mu-
danças podem afetar a humanidade, pois
por causa de fortes chuvas, tufões, maremo-
tos e aumento do nível dos oceanos, catás-
trofes poderão ocorrer.
PRINCIPAIS POLUENTES
Dióxido de Enxofre (SO2): esse poluente se 
apresenta na baixa atmosfera. O dióxido de 
enxofre natural é proveniente de erupções 
vulcânicas e da decomposição vegetal e ani-
mal, no solo, pântanos e oceanos. Já o dió-
xido de enxofre de fonte artificial é prove-
niente da queima de combustíveis fósseis, 
como o petróleo e seus derivados.
A hulha (FeS2) contém de 1 a 3% de 
enxofre, que, por meio de queima, produz o 
dióxido de enxofre, visto na reação a seguir. 
Os óleos pesados da destilação de petróleo 
contêm de 1 a 2% de enxofre, em alguns pa-
íses esse teor chega a 5%. Uma quantidade 
de 0,1 a 0,2 ppm (partes por milhão) já é 
prejudicial à saúde humana.
4FeS2(s) + 11O2 → 2Fe2O3 + SO2 R(1)
Alguns fatores podem influenciar as 
reações de dióxido de enxofre, como a tem-
peratura, intensidade de luz, umidade, 
transporte atmosférico e características de 
materiais particulados. Esse poluente sofre 
reações químicas formando partículas. A 
maior parte do SO2 presente na atmosfera é 
oxidada a ácido sulfúrico e sulfatos, parti-
cularmente sulfato de amônio e sulfato de 
hidrogênio amônio.
Sobre a saúde humana, o principal 
efei to é causado no aparelho respiratório.
O dióxido de enxofre, quando conver-
tido em ácido sulfúrico, provoca a chuva 
ácida que pode destruir as plantas. Reações 
que ocorrem na atmosfera são:
SO2(g) + 2O2(g) → 2SO2(g) R(2)
 SO3(g) + H2O(g) → H2SO4(g) R(3)
Uma maneira de reduzir a presença 
desse gás na atmosfera é a remoção do en-
xofre do carvão e do óleo antes da com-
bustão através da injeção de calcário pul-
verizado nas fornalhas.A decomposição 
do calcário produz cal e gás carbônico, o 
óxido de cálcio reage com o dióxido de en-
xofre formando sulfito de cálcio, conforme 
reação R(4):
CaO + SO2 → CaSO3 R(4)
As partículas de CaSO3 sólidas e uma 
parte de SO2 são removidas do gás de com-
bustão por uma suspensão aquosa de cal.
Óxidos de nitrogênio (NOx)
Os óxidos mais encontrados na atmosfera 
são: o óxido nitroso, óxido nítrico e o dióxi-
do de nitrogênio.
Cerca de 60% das emissões de óxido 
nitroso são provenientes de fontes naturais, 
de emanações de solos, principalmente os 
tropicais, e aparecem em grande quantidade 
nos oceanos. O monóxido de nitrogênio 
(NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2) são 
poluentes provenientes do escape de veículos 
Meio ambiente e sustentabilidade 303
motorizados, aviões, fábricas de fertilizantes, 
explosivos, termoelétricas e queimadas.
Como o ar utilizado para combustão 
dentro de motores dos automóveis possui 
oxigênio e nitrogênio, com a elevação da 
tem peratura no sistema, para ocorrer a com-
bustão acontece a reação entre esses gases, 
produzindo o monóxido de nitrogênio.
N2(g) + O2(g) → 2NO(g) R(5)
E esse gás é oxidado formando dióxi-
do de nitrogênio:
2NO(g) + O2(g) → 2NO2(g) R(6)
O NO2 reage com a água formando 
ácido nítrico (causador da chuva ácida) e o 
monóxido nitroso.
 3NO2(g) + 3H2O(L) → 2H3O+
(aq) +
2NO3
-
(aq) + NO(g) 
R(7)
Os óxidos de nitrogênio sofrem trans-
formações fotoquímicas no meio ambiente 
o que leva à formação de ozônio.
Monóxido de carbono (CO)
O monóxido de carbono é um gás incolor, 
inodoro e tóxico, sendo um dos principais 
poluentes da atmosfera. Esse gás é emitido 
pelo escamento dos automóveis – por meio 
de combustão incompleta ocorrida no 
motor dos carros –, por material que con-
tém carbono, derivado de combustíveis fós-
seis e está presente na reação de oxidação do 
metano.
O monóxido de carbono é um gás 
inerte, não causando grandes problemas à 
vegetação e aos materiais expostos à atmos-
fera, mas, se aspirado em determinadas con-
centrações, pode levar à morte.
Como a combustão incompleta é a 
fonte primária de emissões do monóxido 
de carbono, medidas, como a utilização de 
catalisadores, são bastante úteis para auxi-
liar na oxidação do monóxido de carbono 
em dióxido de carbono que é processado 
pelas plantas.
Material particulado
As partículas presentes na atmosfera podem 
ser sólidas ou gotículas de líquido. O mate-
rial particulado, como os aerossóis atmos-
féricos, são partículas sólidas ou líquidas 
com diâmetro inferior a 100µ. As partículas 
com tamanho entre 0,001 e 10µ se encon-
tram normalmente em suspensão no ar em 
regiões próximas às fontes de poluição, 
como áreas industriais e urbanas, rodovias 
e usinas elétricas.
Partículas sólidas muito pequenas in-
cluem o iodeto de prata, negro de fumo, 
núcleos de combustão e de sal marinho. As 
partículas maiores incluem poeira de solo, 
poeira de cimento, poeira de fundições, 
entre outros. O material particulado líqui-
do inclui gotas de chuva, névoa e neblina de 
ácido sulfúrico.
As partículas de sal marinho são for-
madas pelas bolhas que explodem na água 
do mar formando pequenas partículas de 
aerossol. A evaporação da água dessas par-
tículas forma partículas sólidas de núcleos 
de sal marinho. Algumas são de origem 
biológica como bactérias, fungos, vírus e 
pólen.
Os efeitos dos materiais particulados 
em forma isolada ou combinada com po-
luentes gasosos podem ser prejudiciais à 
saúde humana.
MEDIDAS DA POLUIÇÂO 
ATMOSFÉRICA
Quando um combustível é queimado, ocor-
re a liberação de partículas sólidas e gases. 
Quando esse material é suficientemente 
leve, ele sobe para a atmosfera.
Meio ambiente e sustentabilidade 163
de determinadas populações, na realização 
de avaliações do impacto de mudanças am-
bientais produzidas por projetos econômi-
cos e sociais, no próprio ecossistema local e 
na saúde das populações humanas para a 
tomada de decisão sobre o desenvolvimen-
to de projetos. Essas avaliações têm como fi-
nalidade oferecer informações sobre os pro-
váveis impactos e as possíveis medidas para 
reduzir e ou prevenir essas situações de 
risco.
MUDANÇA DE PARADIGMA 
NA ÁREA DE SAÚDE E 
MEIO AMBIENTE
As últimas décadas registraram vários even-
tos na área tanto de meio ambiente como 
da saúde, documentando a mudança de 
uma série de paradigmas nessas áreas. A 
mudança de valores se reflete na atualização 
do conceito de saúde que reconhece que, 
para enfatizar o viés profilático, deve ser re-
conhecida a relevância da interferência di-
reta ou indireta dos fatores ambientais na 
prevenção de doenças e agravos à saúde hu-
mana.
A Declaração da Conferência sobre 
cuidados Primários de Saúde da OMS-
-UNICEF, que ocorreu em 1978 em Alma-
-Ata, no Cazaquistão, enfatiza a saúde como 
um direito humano fundamental. Permitiu 
que a saúde, como um bem público, se in-
corporasse à legislação nacional e interna-
cional como instrumento de ações que ob-
jetivassem a redução das desigualdades do 
estado de saúde dos povos, principalmente 
entre os de países desenvolvidos e em de-
senvolvimento.
Portanto, a saúde não mais se explica 
exclusivamente pela ausência de doença, 
apoiada principalmente em intervenções 
clínico-cirúrgicas ou em medidas preventi-
vas tradicionais, mas sim como resultado de 
ações de caráter intersetorial, que a conside-
rem um produto e, ao mesmo tempo, um 
insumo do desenvolvimento. Em 1986, 
ocorreu no Canadá a Primeira Conferência 
Internacional sobre a Promoção da Saúde, 
na qual foi promulgada, pela Organização 
Mundial da Saúde, a “Carta de Ottawa para 
promoção da Saúde” atendendo à demanda 
de uma nova concepção de saúde pública. 
Nesse contexto, delineou-se um cenário no 
qual a importância da qualidade do meio 
ambiente era redimensionada para um espa-
ço ecossocial. Definiram-se linhas de ação 
no sentido de se criarem ambientes favorá-
veis à saúde, os chamados ambientes saudá-
veis. Inúmeras conferências internacionais 
sobre o tema se sucederam e vêm influen-
ciando políticas de saúde coletiva dos mais 
diversos países.
O texto da Constituição Federal Brasi-
leira, promulgada em 1988, já reflete essa 
concepção de relação intrínseca entre meio 
ambiente e saúde. Em seu Artigo 196, a 
saúde é definida como direito de todos e 
dever do Estado, garantido mediante políti-
cas sociais e econômicas que visem à redu-
ção do risco de doença e de outros agravos e 
ao acesso universal e igualitário às ações e 
serviços para sua promoção, proteção e re-
cuperação.
Já em seu Art. 225, prevê que todos 
têm direito ao meio ambiente ecologica-
mente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida, 
impondo-se ao Poder Público e à coletivi-
dade o dever de defendê-lo, preservá-lo 
para as presentes e futuras gerações.
Em 1990 a Organização Mundial da 
Saúde cria uma Comissão de Saúde e Meio 
Ambiente. Durante essa mesma década, o 
Brasil deu início à elaboração da Política 
Nacional de Saúde Ambiental, possibilitan-
do posteriormente a implantação do Siste-
ma de Vigilância em Saúde Ambiental com 
o objetivo de compreender as relações entre 
os elementos ambientais e de saúde sobre os 
quais cabe à saúde pública intervir.
164 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
De acordo com o documento “Subsí-
dios para construção da Política Nacional de 
Saúde Ambiental”, divulgado em 2007 pelo 
Ministério da Saúde, o campo da Saúde Am-
biental compreende a área da saúde pública 
afeita ao conhecimento científico e à for-
mulação de políticas públicas e as corres-
pondentes intervenções (ação) relacionadas 
à interação entre a saúde humana e os fato-
res do meio ambiente natural e antrópico 
que a determinam, condicionam e influen-
ciam, com vistas a melhorar a qualidade de 
vida do ser humano sob o ponto de vista da 
sustentabilidade.
Nesse sentido, a articulação e a visão 
de indissociabilidade entre as áreas de meio 
ambiente e saúde aponta para a necessidade 
de açõespreventivas, tanto relacionadas à 
proteção do meio ambiente como à promo-
ção de saúde. No caso particular da vigilân-
cia em saúde, a Fundação Nacional de 
Saúde (FUNASA) estruturou o Sistema Na-
cional de Vigilância Ambiental em Saúde 
(SINVAS). Sua regulamentação através da 
Instrução Normativa No 1 do Ministério da 
Saúde, de 25 de setembro de 2001, definiu 
competências no âmbito federal dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios e, 
para esses fins, apontou também como 
prioridades para intervenção os fatores bio-
lógicos representados pelos vetores, hospe-
deiros, reservatórios e animais peçonhen-
tos; e os fatores não biológicos, que incluem 
a qualidade da água para consumo huma-
no, ar, solo, contaminantes ambientais, de-
sastres naturais e acidentes com produtos 
perigosos.
A Vigilância Ambiental em Saúde é 
definida pela Fundação Nacional da Saúde 
como um conjunto de ações que proporciona 
o conhecimento e a detecção de qualquer mu-
dança nos fatores determinantes e condicio-
nantes do meio ambiente que interferem na 
saúde humana, com a finalidade de identifi-
car as medidas de prevenção e controle dos fa-
tores de risco ambientais relacionados às do-
enças ou outros agravos à saúde. Compete ao 
sistema produzir, integrar, processar e in-
terpretar informações que sirvam de ins-
trumentos para que o Sistema Unificado de 
Saúde possa planejar e executar ações relati-
vas à promoção de saúde e de prevenção e 
controle de doenças relacionadas ao am-
biente.
A Vigilância em Saúde Ambiental foi 
estruturada por meio do Subsistema Nacio-
nal de Vigilância em Saúde Ambiental, re-
gulamentado pela Instrução Normativa 
MS/SVS Nº 1, de 7 de março de 2005. O 
Subsistema Nacional de Vigilância em 
Saúde Ambiental – SINVSA compreende o 
conjunto de ações e serviços prestados por 
órgãos e entidades públicas e privadas, rela-
tivos à vigilância em saúde ambiental, vi-
sando ao conhecimento e à detecção ou pre-
venção de qualquer mudança nos fatores 
determinantes e condicionantes do meio 
ambiente que interferem na saúde humana, 
com a finalidade de recomendar e adotar 
medidas de promoção da saúde ambiental, 
prevenção e controle dos fatores de risco re-
lacionados às doenças e outros agravos à 
saúde, em especial:
I. água para consumo humano;
II. ar;
III. solo;
IV. contaminantes ambientais e substân-
cias químicas;
V. desastres naturais;
VI. acidentes com produtos perigosos;
VII. fatores físicos; e
VIII. ambiente de trabalho.
Parágrafo Único – Os procedimentos de vi-
gilância epidemiológica das doenças e agra-
vos à saúde humana associados a contami-
nantes ambientais, especialmente os rela-
cionados com a exposição a agrotóxicos, 
amianto, mercúrio, benzeno e chumbo serão 
de responsabilidade da Coordenação Geral de 
Vigilância Ambiental em Saúde – CGVAM.
O conceito ampliado de exposição, 
tratado não como um atributo da pessoa, 
Meio ambiente e sustentabilidade 165
mas como conjunto de relações complexas 
entre a sociedade e o ambiente, é central 
para a definição de indicadores e para a 
orientação da prática de vigilância ambien-
tal. Entre as dificuldades encontradas para 
sua efetivação no Sistema Único de Saúde 
no Brasil, estão a necessidade de reestrutu-
ração das ações de vigilância em saúde e a 
formação de equipes multidisciplinares, 
com capacidade de diálogo com outros se-
tores, além da construção de sistemas de in-
formação capazes de auxiliar a análise de si-
tuações de saúde e a tomada de decisões. 
Por exemplo, a Figura 7.5 mostra o poten-
Figura 7.5
Mapa da distribuição espacial do Risco Relativo da incidência de tuberculose em Rio Claro, 
São Paulo, Brasil.
166 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
cial do uso de indicadores de risco para ges-
tão e planejamento em vigilância ambiental 
que, muitas vezes, não são incorporados aos 
métodos de análise.
Como tentativa de articular as esferas 
governamentais e demais atores envolvidos 
nesse processo e consolidar a Política Na-
cional de Saúde Ambiental, o Ministério de 
Meio Ambiente programou para dezembro 
de 2009, em Brasília, a I Conferência Nacio-
nal de Saúde Ambiental.
INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES 
DE PROMOÇÃO DE SAÚDE 
E PROTEÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
Ações de integração dos vários setores en-
volvidos são sempre bem-vindas e necessá-
rias. A complexidade das questões socioam-
bientais exige cada vez mais preparo para 
seu enfrentamento, pois muitas vezes a apa-
rente resolução de um problema pode agra-
var outro. O equacionamento dessas situa-
ções é um grande desafio. Geralmente, a 
promoção à saúde e a proteção ao meio am-
biente são vistas como valores que intera-
gem sempre em harmonia. No entanto, em-
bora a interface e a interdependência dessas 
duas questões seja inquestionável, as ações 
voltadas para promoção da saúde, se conce-
bidas de forma desarticulada da proteção 
ao meio ambiente, podem gerar um cenário 
muito negativo. Por exemplo, a produção 
de alimento em larga escala, como ação de 
combate à fome, normalmente representa a 
ocupação de extensas áreas de vegetação 
natural substituídas pelas culturas utiliza-
das como alimentos. Isso tem representado 
desmatamento, destruição de hábitats natu-
rais e também pode significar a introdução 
local de inúmeros contaminantes no ar, na 
água e no solo com a justificativa de manter 
a produtividade e combater as pragas, o que 
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
DICA DO PROFESSOR
Para minimizar os efeitos dos distintos poluentes atmosféricos, é necessário empregar 
tecnologias para seu tratamento. Acompanhe a videoaula.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Os poluentes atmosféricos podem ser provenientes de fontes fixas e móveis. Também 
a poluição pode ser classificada como de fontes naturais ou artificiais. Assinale a 
alternativa que NÃO retrata um causador da poluição atmosférica. 
A) Indústria petroquímica.
B) Queimadas em campos.
C) Gases de emissões vulcânicas.
D) Oxigênio.
E) Veículos automotores.
2) As crescentes emissões de alguns gases têm causado sérios problemas ambientais, 
como, por exemplo, a intensificação do efeito estufa. Os principais gases do efeito 
estufa ou gases estufa são: dióxido de carbono (CO2), gás metano (CH4), óxido 
nitroso (N2O), perfluorcarbonetos, hexafluoreto de enxofre (SF6) e 
hidrofluorcarbonetos (HFCs). Indique a ação que NÃO contribui para a redução do 
efeito estufa. 
A) Não adotar estratégias para a redução da geração de resíduos sólidos.
B) Aumentar a produção agropecuária em bases sustentáveis.
C) Fazer revisões periódicas nos automóveis e calibrar os pneus.
D) Aumento da cobertura vegetal.
E) Tirar os aparelhos eletrônicos da tomada.
3) A destruição da camada de ozônio, a intensificação do efeito estufa e as chuvas ácidas 
são três consequências da poluição atmosférica. Os principais gases envolvidos são, 
respectivamente: 
A) Clorofluorcarbono, dióxido de enxofre e dióxido de carbono.
B) Dióxido de enxofre, dióxido de carbono e clorofluorcarbono.
C) Dióxido de carbono, clorofluorcarbono e dióxido de enxofre.
D) Clorofluorcarbono, dióxido de carbono e dióxido de enxofre.
E) Dióxido de carbono, dióxido de enxofre e clorofluorcarbono.
4) Dentre as principais causas de doenças relacionadas à poluição do ar, podemos 
destacar os acidentes vasculares cerebrais, câncer, doenças cardíacas e doenças 
respiratórias. Além de irritação das mucosas, da garganta e bronquite. Assim, um 
importante poluente atmosférico tem a propriedade de se combinar com a 
hemoglobina do sangue, anulando-a para o transporte de gás oxigênio. Assinale esse 
poluente. 
A) Ozônio.
B) Metano.
C) Dióxido de carbono.
D) Dióxido de enxofre.
E) Monóxido de carbono.
5) Entre os principais poluentes atmosféricos podemos citar os materiais particulados 
que são constituídos por poeiras, fumaças e outros materiaissuspensos na atmosfera. 
Quanto menor o diâmetro das partículas que compõem os materiais particulados, 
maiores são os impactos ambientais provocados sobre a saúde. Dentre as tecnologias 
para tratamento de poluição atmosférica que podem ser utilizadas para remoção de 
materiais particulados, podemos citar uma em que o fluxo gasoso é forçado a passar 
por um material esponjoso onde o material particulado fica retido. Essa técnica 
chama-se: 
A) Ciclone
B) Filtro de manga
C) Coletor Gravitacional
D) Lavador de Gás
E) Precipitador Eletrostático
NA PRÁTICA
Estudos científicos comprovam que o aumento da temperatura no planeta está associado à 
emissão de poluentes na atmosfera. A questão é: o que cada um de nós pode fazer para 
contribuir com a redução da emissão desses gases? No diálogo de João e Maria eles discutem 
sobre o tema.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Novo relatório do IPCC sobre aquecimento de 1,5°C pede mais esforços para ação 
climática
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Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) - Centro de Previsão do Tempo e Estudos 
Climáticos (CPTEC) - Qualidade do ar
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Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) - Qualidade do ar da região 
Metropolitana de São Paulo
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Gerenciamento de Resíduos Sólidos
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai analisar conceitos, tecnologias e desafios no 
gerenciamento de resíduos sólidos. Os resíduos sólidos são gerados por todos nós, que somos 
responsáveis pela sua separação e pela participação na coleta seletiva. 
Você vai estudar, além da coleta seletiva, que é um dos instrumentos da Política Nacional de 
Resíduos Sólidos, outros princípios importantes para a gestão dos resíduos. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Classificar os resíduos sólidos.•
Refletir sobre a atual forma de gestão dos resíduos sólidos urbanos.•
Identificar possíveis formas de tratamento de resíduos sólidos.•
DESAFIO
Você foi contratado pelo poder público municipal para auxiliar na organização do sistema de 
gestão dos resíduos sólidos, de forma a atender aos critérios técnicos que constam em normas e 
legislações. 
Para tanto, o trabalho inicial é elencar as principais tipologias de resíduos sólidos quanto à sua 
origem e aos responsáveis pelo seu manejo, lembrando que deve haver um embasamento legal 
para que o trabalho de fato seja posto em prática.
INFOGRÁFICO
A reciclagem dos resíduos sólidos é fundamental para a sua gestão.
CONTEÚDO DO LIVRO
Para saber o conceito de resíduo, sua origem e classificação, as principais formas de gestão, as 
técnicas de tratamento e a legislação correspondente ao tema, leia o capítulo a seguir e 
apronfunde seus estudos.
Boa Leitura!
SANEAMENTO
Magnum Eltz
Gerenciamento de 
resíduos sólidos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Classificar os resíduos sólidos.
 � Refletir a atual forma de gestão dos resíduos sólidos urbanos.
 � Identificar possíveis formas de tratamento de resíduos sólidos.
Introdução
Neste texto, você vai analisar conceitos, tecnologias e desafios no geren-
ciamento de resíduos sólidos. Os resíduos sólidos são gerados por todos 
nós, que somos responsáveis pela sua separação e pela participação na 
coleta seletiva. Você vai estudar, além da coleta seletiva, que é um dos 
instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, outros princípios 
importantes para a gestão dos resíduos.
Resíduos sólidos — definições gerais
Os materiais sempre fizeram parte da história da humanidade, e a relação dos 
povos com eles muitas vezes foi determinante. O desenvolvimento da área de 
pesquisa de materiais acompanhou as novas necessidades da população, cujo 
dia a dia ficou mais complexo. A maioria da população está concentrada em 
aglomerados urbanos e precisa ter suprida sua necessidade de água, alimentos 
e uma infinidade de outros produtos e serviços. Além disso, há a necessidade 
de atender uma população mundial estimada em 7,5 bilhões de pessoas, o que 
significa que temos de explorar cada vez mais o planeta para garantirmos a 
própria sobrevivência (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
Antes de iniciarmos a discussão a respeito de resíduos sólidos urbanos 
(RSU), é importante diferenciar as expressões “lixo” e “resíduos”. Segundo 
Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (2012) estabelecem as seguintes definições:
 � Lixo é todo e qualquer produto ou material que não tenha serventia; 
assim, o lixo deve ser disposto. 
 � Resíduo é todo e qualquer produto ou material, proveniente de um 
processo, que ainda pode ter serventia, podendo ser reaproveitado por 
meio de reutilização ou reciclagem. 
 � Resíduo sólido é o resíduo cuja composição não permite o escoamento 
livre. 
A quantidade de resíduos gerados é enorme, ocasionando a poluição das 
águas (superficiais e subterrâneas), do solo e do ar, já que, em muitos casos, 
esses materiais não são dispostos de forma ambientalmente correta. Veja na 
Figura 1 um aterro, que exemplifica a quantidade de resíduos sólidos gerada 
nas cidades.
Figura 1. Exemplo da quantidade de resíduos sólidos urbanos gerados.
Fonte: vchal/Shutterstock.com.
Gerenciamento de resíduos sólidos2
Entre os fatores que influenciam na geração de resíduos sólidos urbanos, 
pode-se mencionar a economia do país (boom econômico e recessão); o número 
de habitantes da região; a área relativa de produção; as variações sazonais e 
condições climáticas; os hábitos e costumes da população; o nível educacional 
e poder aquisitivo; o tipo de equipamento e frequência de coleta; a segregação 
na origem; as leis e regulamentação específicas; e a tecnologia.
Classificação de resíduos sólidos
Os resíduos podem ser classificados quanto ao seu estado físico em resíduos 
gasosos, líquidos ou sólidos. Os resíduos gasosos são gerados pela queima 
de combustíveis ou materiais diversos, ou pelos processos produtivos. Os 
resíduos líquidos, por sua vez, são divididos da seguinte maneira:
 � Efluentes domésticos: efluente líquido gerado na atividade urbana, com 
carga poluidora essencialmente orgânica (como por exemplo os esgotos).
 � Efluentes industrias: gerados pela atividade industrial. Podem ser 
orgânicos ou inorgânicos.
Os resíduos sólidos compõem o maior grupo de resíduos e são classificados 
conforme listado abaixo.
 � Resíduos sólidos industrias: gerados pela atividade industrial. Podem 
ser orgânicos, como os resíduos sólidos gerados em indústrias alimen-
tícias, ou inorgânicos, gerados em indústrias que produzam metais, 
plásticos, entre outros.
 � Resíduos urbanos: incluem o resíduo domiciliar gerado nas residências; 
o resíduo comercial, produzido em escritórios, lojas, hotéis, supermer-
cados, restaurantes e em outros estabelecimentos afins; os resíduos de 
serviços, oriundos da limpeza pública urbana; além dos resíduos de 
varrição das vias públicas, limpezas de galerias, terrenos, córregos, 
praias, feiras, podas, capinação.
3Gerenciamento de resíduos sólidos
De acordo com o Senado Federal (BRASIL, 2018), os cerca de 7 bilhões de seres humanos 
espalhados pelo mundo produzem anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos 
sólidos urbanos (RSU), o que gera em média de 1,2 kg por dia per capita. Quase a 
metade desse total é gerada por menos de 30 países, os mais desenvolvidos do mundo. 
Se o número parece assustador, um cenário ainda mais sombrio é traçado por estudos 
da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Banco Mundial: daqui a 10 anos, serão 
2,2 bilhões de toneladas anuais. Na metade deste século, se o ritmo atual for mantido, 
teremos 9 bilhões de habitantes e 4 bilhões de toneladas de lixo urbano por ano.
 � Resíduos de serviços de saúde:são os resíduos produzidos em hos-
pitais, clínicas médicas e veterinárias, laboratórios de análises clíni-
cas, farmácias, centros de saúde, consultórios odontológicos e outros 
estabelecimentos afins. Esses resíduos podem ser agrupados em dois 
níveis distintos: 
 ■ resíduos comuns: compreendem os restos de alimentos, papéis, in-
vólucros, etc.; 
 ■ resíduos sépticos: constituídos de restos de salas de cirurgia, áreas 
de isolamento, centros de hemodiálise, etc. O seu manuseio (acon-
dicionamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final) 
exige atenção especial, devido ao potencial risco à saúde pública 
que podem oferecer.
 � Resíduos de portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviá-
rios: constituem os resíduos sépticos, que podem conter organismos 
patogênicos e veicular doenças de outras cidades, estados e países, 
como materiais de higiene e de asseio pessoal, restos de alimentos, etc.
 � Resíduos agrícolas: correspondem aos resíduos das atividades da 
agricultura e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos 
agrícolas, ração, restos de colheita, esterco animal. A maior preocupação, 
no momento, está voltada para as embalagens de agroquímicos, pelo alto 
grau de toxicidade que apresentam, sendo alvo de legislação específica. 
 � Resíduos da construção civil: resíduos de demolições, restos de obras, 
solos de escavações, entre outros.
 � Resíduos radioativos (lixo atômico): são resíduos provenientes dos 
combustíveis nucleares. Seu gerenciamento é de competência exclusiva 
da CNEN — Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Gerenciamento de resíduos sólidos4
Segundo a ABNT (NBR 10.004/2004), os resíduos sólidos são resíduos nos estados sólidos 
e semissólidos que resultam de atividades da comunidade. Essas atividades são de 
origem industrial, doméstica, de serviços de saúde, comercial, agrícola, de serviços e de 
varrição. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas 
de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle 
de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável 
o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d’água, ou exijam, para isso, 
soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
Gestão dos resíduos sólidos urbanos
O Brasil tem uma série de problemas associados aos resíduos sólidos urbanos 
(RSU). A sua geração tem crescido de forma acentuada em função da urbani-
zação crescente nas últimas décadas, o aumento da renda e do consumo e de 
mudanças nos hábitos de vida da população. Os problemas são os mais diversos, 
como a falta de coleta seletiva em determinadas localidades e, principalmente, 
a destinação inadequada dos resíduos sólidos na maior parte do território 
nacional. Uma parcela significativa dos resíduos gerados é disposta de forma 
inadequada em “lixões” ou aterros controlados, gerando diversos problemas 
ambientais, além de problemas sociais e de saúde para as famílias que vivem 
nesses ambientes (TONETO JÚNIOR; DOURADO; SAIANI, 2014).
Em consonância às crescentes preocupações ambientais relacionadas à 
preservação dos recursos naturais e aos impactos e sociais ocasionados pelo 
crescimento econômico e pela geração de resíduos, foi sancionada, em 2 de 
agosto de 2010, a Lei nº. 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS). Essa legislação contém instrumentos importantes para per-
mitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas 
ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos 
resíduos sólidos.
Entre os principais objetivos da gestão de resíduos sólidos urbanos, estão:
 � diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados;
 � diminuir a quantidade de material aterrado.
5Gerenciamento de resíduos sólidos
Mas como esses dois objetivos podem ser atingidos? Basicamente, eles 
podem ser atingidos coma redução da geração de resíduos sólidos, promovendo 
o reaproveitamento por meio da reciclagem e da reutilização de materiais (com 
artesanato, por exemplo). Temos com isso uma série de benefícios, que incluem:
 � conscientização sobre a não renovação de recursos naturais e a neces-
sidade de proteção ambiental;
 � menor exploração de recursos naturais;
 � economia de importação de matérias-primas;
 � geração de emprego e renda;
 � menor consumo de energia e água na fabricação;
 � custos de produção mais baixos na produção;
 � diminuição da poluição do ar, das águas e dos solos;
 � menor quantidade de resíduos aterrados e aumento da vida útil de aterros;
 � menor ocorrência de problemas ambientais.
A Lei nº. 12.305/2010 estabelece a prevenção e redução da geração de resíduos pro-
pondo a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos 
para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo 
que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação am-
bientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado). 
Ela institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, 
importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo 
dos resíduos sólidos urbanos na logística reversa dos resíduos e embalagens pré-
-consumo e pós-consumo (BRASIL, 2010).
A Lei nº. 12.305/2010, em seu artigo 10, incumbe ao Distrito Federal e aos 
municípios a gestão integrada dos resíduos sólidos gerados nos respectivos 
territórios, sem prejuízo das competências de controle e fiscalização dos 
órgãos federais e estaduais do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente), 
do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) e do Suasa (Sistema 
Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária). Também incumbe ao ge-
rador do resíduo sólido a responsabilidade pelo gerenciamento de resíduos 
(BRASIL, 2010).
Gerenciamento de resíduos sólidos6
Coleta seletiva
A coleta seletiva é a forma de gestão dos RSU mais utilizada no Brasil. Ela 
consiste em um mecanismo de recolha dos resíduos, os quais são classificados 
de acordo com sua origem e depositados em contentores indicados por cores. 
Dessa forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo 
orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). O lixo orgâ-
nico é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos 
orgânicos (BARBOSA, 2014), conforme veremos mais adiante neste capítulo.
A Resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº. 275, 
de 25 de abril de 2001, estabeleceu um código de cores para diferentes tipos de 
resíduos na coleta seletiva. No padrão das cores dos contentores, os materiais 
que cada um deles recebe são (BRASIL, 2001): 
 � azul: papéis e papelões; 
 � verde: vidros; 
 � vermelho: plásticos; 
 � amarelo: metais; 
 � marrom: resíduos orgânicos; 
 � preto: madeiras; 
 � cinza: materiais não reciclados; 
 � branco: lixos hospitalares; 
 � laranja: resíduos perigosos; 
 � roxo: resíduos radioativos.
A coleta seletiva representa a maneira ecológica mais adequada para o 
descarte de lixo. Associada à educação ambiental e ao desenvolvimento sus-
tentável, a coleta seletiva evita a poluição do solo e das águas. O princípio 
que rege a coleta seletiva são os três Rs — reduzir, reutilizar e reciclar. Esse 
princípio ficou mundialmente conhecido pela sua aparição na Agenda 21, um 
documento elaborado por 179 países durante a Conferência das Nações Unidas 
para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), conforme menciona 
Barbosa (2014).
 � reduzir: mudança de hábitos de consumo, reduzindo assim a prolife-
ração de lixo;
 � reutilizar: reutilização de materiais, como sacolas de supermercado, 
potes de vidro e plástico, entre outros;
7Gerenciamento de resíduos sólidos
 � reciclar: com processos artesanais ou industriais, transformam-se ma-
teriais usados em novos produtos.
A Figura 2 apresenta a base de uma boagestão de resíduos.
Figura 2. Base de prioridades para uma boa gestão de resíduos.
Redução da geração
de resíduos Reutilização dos
resíduos
Reciclagem dos
resíduos Destino Final
correto
De modo geral, a reciclagem tem por objetivo o reaproveitamento de um 
material beneficiado como matéria-prima para um novo produto. Entre as 
vantagens dessa prática, tem-se a diminuição do uso de recursos naturais 
(água e energia) que seriam consumidos na nova produção desses materiais, 
o aumento da vida útil dos aterros, a diminuição gastos públicos e a geração 
de renda para os catadores de material reciclável.
Reciclagem
Como os materiais são reciclados? Veja, a seguir, uma pequena descrição 
dos principais tipos de materiais que compõem os RSU, conforme menciona 
Barbosa (2014).
 � Vidro: este material pode ser reciclado ilimitadamente. Inicialmente, 
recebe uma lavagem para retirada das sujidades e, em seguida, passa 
por um processo de trituração. Os cacos são então aquecidos e fundidos 
a uma temperatura acima de 1.300°C. Após esse processo, garrafas, 
copos, entre outros, podem ser moldados e utilizados novamente.
 � Plástico: após a coleta, o plástico é lavado e enviado a um processo de 
descontaminação, permitindo a sua granulação. Os processos de seleção, 
moagem, lavagem e descontaminação seguem padrões específicos.
Gerenciamento de resíduos sólidos8
 � Metais: normalmente são 100% recicláveis, e o alumínio é o principal 
exemplo. O processo de seu reaproveitamento consiste na retirada de 
impurezas, como areia, terra e metais ferrosos, remoção das tintas e 
vernizes e, por fim, fundição do metal. Em um forno específico, ele fica 
em estado líquido, para depois se tornar laminado. São essas chapas 
que são transformadas em novas latas/produtos.
 � Papelão/papel: os papéis recicláveis são separados por tipo e vendidos 
para os “aparistas”, que transformam os papéis em aparas que são 
enfardadas e vendidas para as indústrias, onde o papel é cortado em 
tiras, colocado em um tanque de água quente e mexido até que forme 
uma pasta de celulose. Posteriormente, drena-se a água e retiram-se 
as impurezas. Em seguida, ele é despejado sobre uma tela de arame, a 
água passa e restam as fibras. O material é seco, prensado por pesados 
cilindros a vapor, alisado por rolos de ferro e enrolado em bobinas, 
passando então a ser papel novamente.
 � Pneus: ocorre inicialmente a separação da borracha vulcanizada de 
outros componentes, como metais e tecidos. Os pneus são cortados em 
lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas 
e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, 
como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido 
pode ser então refinado em moinhos até́ a obtenção de uma manta 
uniforme ou extrudado para a obtenção de grânulos de borracha. 
O plástico é o resíduo mais abundante de todos, provoca 
diversos impactos ambientais e leva séculos para se de-
compor. Existem inúmeras pesquisas que buscam encon-
trar maneiras de acelerar a decomposição desse material; 
em uma pesquisa promissora, cientistas já determinaram 
a estrutura de uma enzima bacteriana que pode produzir 
plásticos biodegradáveis. Se quiser entender mais esse 
estudo, acesse e leia o artigo disponível no link a seguir.
https://goo.gl/D9Mxkp
9Gerenciamento de resíduos sólidos
Tratamento dos resíduos sólidos urbanos
De acordo com Jardim, Yoshida e Machado Filho (2012), o manejo dos resíduos 
sólidos depende de vários fatores, entre os quais devem ser ressaltados a forma 
de geração, o acondicionamento na fonte geradora, a coleta, o transporte, o 
processamento, a recuperação e a disposição final. Portanto, deve-se criar 
um sistema dirigido pelos princípios de engenharia e técnicas de projetos, 
que possibilite a construção de dispositivos capazes de propiciar a segurança 
sanitária às comunidades contra os efeitos adversos dos resíduos.
Veja a seguir os tipos de tratamento mais usuais dos resíduos sólidos 
urbanos que não podem ser reciclados.
Aterros sanitários: consistem na forma de disposição final de resíduos sólidos 
urbanos, construídos dentro de critérios de engenharia e normas operacionais 
específicas, proporcionando confinamento seguro dos resíduos. A degradação 
da matéria orgânica ocorre de forma anaeróbica (sem presença de oxigênio). 
As etapas de construção e funcionamento de uma aterro sanitário são estas:
 � o lixo (material sem serventia) é lançado sobre o terreno e recoberto 
com solo do próprio local, de forma a isolá-lo do ambiente, formando 
câmaras/células;
 � pela própria movimentação das máquinas de terraplanagem na execução 
do aterro, o lixo é compactado e seu volume substancialmente reduzido;
 � nas câmeras ou células, a degradação tem início com a fase aeróbia. 
A biodegradação aeróbia cessa com o esgotamento do pouco oxigênio 
existente;
 � processa-se então a biodegradação anaeróbia, com a liberação de gás 
e uma substância escura, constituída pelos resíduos orgânicos apenas 
parcialmente biodegradados, denomina chorume;
 � o chorume se acumula no fundo das câmaras e tende a se infiltrar-se 
no solo, podendo alcançar o lençol freático, o que pode ocasionar sua 
contaminação. Assim, é fundamental realizar o revestimento adequado 
das câmaras;
 � a decomposição da matéria orgânica gera gás metano, que se acumula 
nas porções superiores das câmaras. Logo, deve-se instalar tubulações 
responsáveis pela drenagem e posterior queima ou beneficiamento e 
utilização do gás. 
Gerenciamento de resíduos sólidos10
Para a construção de aterros sanitários, existem normas específicas que tratam da 
captação e tratamento de gases e chorume.
A Figura 3 ilustra o funcionamento um aterro sanitário.
Figura 3. Exemplo de um aterro sanitário. Após os resíduos passarem 
por uma triagem, os resíduos não recicláveis são colocados em células/
câmeras (a) e o chorume (líquido proveniente da decomposição dos 
resíduos) é drenado para outros células, passando por tratamento (b).
Fonte: Arquivo pessoal do autor (2018).
(a)
(b)
11Gerenciamento de resíduos sólidos
Devido ao enorme volume de resíduos gerados no Brasil, atrelados aos 
altos custos financeiros para a implantação de um aterro sanitário, é muito 
comum o uso de aterros controlados como forma de disposição final dos 
resíduos sólidos. Conforme a NBR 8849, de 30 de abril de 1985, da ABNT, a 
qual acabou sendo cancelada em 15 de junho de 2015, aterro controlado é uma 
técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos 
ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais. 
Esse método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, 
cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada 
de trabalho (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985).
Com essa técnica de disposição é produzida, em geral, poluição localizada, 
não havendo impermeabilização de base (comprometendo a qualidade do solo 
e das águas subterrâneas), nem sistema de tratamento de percolado (chorume 
mais água de infiltração) ou de extração e queima controlada dos gases gerados. 
O aterro controlado é preferível ao lixão, mas apresenta qualidade bastante 
inferior ao aterro sanitário.
Compostagem: é mais uma técnica idealizada para se obter mais rapidamente 
e em melhores condições a desejada estabilização da matéria orgânica (KIEHL, 
1985). De acordo com Fernandes e Silva (2006), a compostagem pode ser 
definida como uma bioxidação aeróbia exotérmica de um substrato orgânico 
heterogêneo, no estado sólido, caracterizado pela produção de CO2, água, 
liberação de substâncias minerais e formação de matéria orgânica estável. 
Portanto, é um processo biológico e, para que se realize de maneira satisfa-
tória, é necessário que alguns parâmetros físico-químicos sejam respeitados, 
permitindo que os microrganismos encontrem condições favoráveis para 
transformarem a matéria orgânica. A Figura 4 apresenta uma ilustraçãodas 
células de um sistema de compostagem.
Gerenciamento de resíduos sólidos12
Figura 4. Exemplo de um sistema de compostagem. Os resíduos 
orgânicos ficam em células para serem decompostos (a); o chorume 
(líquido proveniente da decomposição dos resíduos) é drenado para 
outras células, passando por posterior tratamento (b); os resíduos, 
após determinado período, resultam em adubo (a).
Fonte: (a) e (b) Arquivo pessoal do autor (2018) e (c) MR. KHATAWUT/Shut-
terstock.com.
(a)
(b)
(c)
13Gerenciamento de resíduos sólidos
Levando-se em conta que mais da metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no 
Brasil são orgânicos, a compostagem apresenta diversas vantagens, como, por exemplo, 
a economia do aterro sanitário, o aproveitamento agrícola da matéria orgânica, a 
reciclagem de nutrientes para o solo e a eliminação de agentes patogênicos. Além 
disso, é considerado um processo ambientalmente seguro.
Existem dois métodos de compostagem:
 � método natural: o material é disposto em pilhas e a aeração é realizada por revol-
vimentos periódicos; o tempo de compostagem varia entre 4 a 6 meses;
 � método acelerado: a aeração é forçada por tubulações perfuradas ou em reatores 
rotatórios; o tempo de compostagem varia de 2 a 3 meses.
Incineração: os resíduos são reduzidos a cinzas e gases decorrentes de sua 
combustão (queima). Por meio de instrumentação e controle, a combustão 
pode ser otimizada, de modo a diminuir a quantidade de matéria parcialmente 
oxidada, reduzindo os inconvenientes da disposição dos resíduos sólidos 
restantes, das emissões gasosas e da fuligem. É muito importante conhecer a 
carga que alimentará o sistema e cuidar as emissões atmosféricas.
O vídeo disponível no link a seguir apresenta um caso de incineração como forma de 
tratamento de RSU, confira:
https://goo.gl/oq9MK1
1. No que tange aos resíduos 
sólidos, analise as alternativas 
e marque o item correto.
a) Os resíduos são caracterizados 
como tudo aquilo que não 
tem mais utilidade e não 
apresenta nenhum valor.
b) A maior parte dos resíduos 
produzidos pela população de 
alta renda é de origem orgânica.
Gerenciamento de resíduos sólidos14
c) A crescente produção de 
resíduos não é prejudicial 
ao meio ambiente, visto que 
ocorre a coleta desse material.
d) O resíduo recebe classificação 
de acordo com sua fonte 
geradora e composição do 
material, havendo a necessidade 
de tratamento específico 
para cada tipologia.
e) A população não deve se 
preocupar em reduzir a 
produção de resíduos, visto 
que esse material é reciclado.
2. No artigo 33 da Política Nacional dos 
Resíduos Sólidos, fica obrigatória a 
logística reversa para agrotóxicos, 
pilhas e baterias, pneus, óleos 
lubrificantes, lâmpadas fluorescentes 
e eletroeletrônicos. Considerando 
as informações acima e o contexto 
da situação dos produtos após o 
uso pelo consumidor, a logística 
reversa recomenda, em relação a 
esses produtos, que se faça o:
a) envio para aterros sanitários sem 
a atuação do poder público.
b) envio para aterros sanitários 
sem a participação dos 
fabricantes e comerciantes.
c) envio para o serviço público 
de limpeza urbana.
d) encaminhamento para aterro 
de resíduos perigosos.
e) envio por parte dos 
consumidores para os 
comerciantes ou distribuidores, 
os quais deverão efetuar a 
devolução aos fabricantes 
ou aos importadores dos 
produtos e das embalagens.
3. A maioria das cidades brasileiras não 
adota soluções apropriadas para a 
destinação final dos resíduos sólidos, 
o que causa muitos problemas 
para a saúde da população e 
para o meio ambiente. Com 
relação aos diferentes métodos 
de tratamento de resíduos sólidos 
urbanos, é correto afirmar:
a) os aterros sanitários podem ser 
um abrigo de transmissores de 
doenças, como ratos e moscas.
b) a incineração tem como 
vantagem o baixo investimento.
c) a grande vantagem de um 
aterro sanitário é que o lixiviado 
percola no solo, evitando 
contaminação das águas.
d) a decomposição aeróbia da 
matéria orgânica no aterro 
sanitário resulta em elevada 
produção de metano.
e) a biodigestão anaeróbia é o 
processo de decomposição 
de matéria orgânica por 
bactérias em meio onde há 
ausência de oxigênio.
4. Assinale a alternativa que NÃO 
condiz com os tipos de coleta.
a) Coleta seletiva é o termo 
utilizado para a coleta 
dos materiais que podem 
ser reciclados.
b) A coleta convencional deve 
coletar apenas os rejeitos 
e o material orgânico.
c) É necessária a segregação 
dos resíduos na origem.
d) O rejeito deve ser encaminhado 
juntamente com a coleta seletiva.
e) A coleta seletiva é um dos 
instrumentos da Política 
Nacional de Resíduos Sólidos.
5. A Política Nacional de Resíduos 
Sólidos apresenta a classificação dos 
resíduos sólidos. Aponte a categoria 
de resíduos que está INCORRETA.
15Gerenciamento de resíduos sólidos
a) Resíduos domiciliares 
são originários das 
residências urbanas.
b) Resíduos de limpeza urbana 
são aqueles originados 
da varrição de ruas.
c) Resíduos sólidos urbanos 
engloba os resíduos domiciliares, 
de serviços de limpeza 
urbana e os gerados em 
estabelecimentos comerciais 
e prestadores de serviços.
d) Resíduos de serviços de saúde 
são aqueles gerados em 
estabelecimentos prestadores 
de serviços de saúde.
e) Resíduos de construção 
civil incluem os gerados em 
reformas e demolições.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 8849: apresentação 
de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos: procedimento. São 
Paulo: ABNT, 1985. Cancelada em 15 jun. 2015. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10004: classificação 
de resíduos. São Paulo: ABNT, 2004.
BARBOSA, R. P. Resíduos sólidos: impactos, manejo e gestão ambiental. São Paulo: 
Érica, 2014. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº. 275, de 25 de 
abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser 
adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas 
informativas para a coleta seletiva. DOU, Brasília, DF, 117-E, seção 1, p. 80, 19 jun. 2001.
BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 06 jun. 2018.
BRASIL. Senado Federal. Aumento da produção de lixo tem custo ambiental. Em 
discussão, Brasília, DF, n. 22, set. 2014. Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/
emdiscussao/edicoes/residuos-solidos/mundo-rumo-a-4-bilhoes-de-toneladas-por- 
ano>. Acesso em: 27 maio 2018.
FERNANDES, F.; SILVA, S. M. C. P. Manual prático para a compostagem de biossólidos. 
Londrina, PR: UEL, 2006. Disponível em: <https://www.finep.gov.br/images/apoio-e- 
financiamento/historico-de-programas/prosab/Livro_Compostagem.pdf>. Acesso 
em: 06 jun. 2018.
JARDIM, A.; YOSHIDA, C.; MACHADO FILHO, J. V. Política nacional, gestão e gerenciamento 
de resíduos sólidos. Barueri, SP: Manole, 2012.
Gerenciamento de resíduos sólidos16
KIEHL, E. J. Fertilizantes orgânicos. Piracicaba, SP: Agronômica Ceres, 1985.
ROSA, A. H.; FRACETO, L. F.; MOSCHINI-CARLOS, V. (Org.). Meio ambiente e sustentabi-
lidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
TONETO JÚNIOR, R.; DOURADO, J.; SAIANI, C. C. S. (Org.). Resíduos sólidos no Brasil: 
oportunidades e desafios da Lei Federal n 12.305 (Lei de Resíduos Sólidos). Barueri, 
SP: Minha Editora, 2014.
Leituras recomendadas
IBRAHIN, F. I. D. Análise ambiental: gerenciamento de resíduos e tratamento de efluen-
tes. São Paulo: Érica, 2015. 
NASCIMENTO NETO, P. Resíduos sólidos urbanos: perspectivas de gestão intermunicipal 
em regiões metropolitanas. São Paulo: Atlas, 2013.
17Gerenciamento de resíduos sólidos
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
A PolíticaNacional de Resíduos Sólidos indica as diretrizes e metas a serem adotadas para a 
gestão integrada dos resíduos sólidos
 
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EXERCÍCIOS
1) No que tange aos resíduos sólidos, analise as alternativas e marque o item 
CORRETO.
A) Os resíduos são caracterizados como tudo aquilo que não tem mais utilidade e não 
apresenta nenhum valor.
B) A maior parte dos resíduos produzidos pela população de alta renda é de origem orgânica.
C) A crescente produção de resíduos não é prejudicial ao meio ambiente, visto que ocorre a 
coleta desse material.
D) O resíduo recebe classificação de acordo com sua fonte geradora e composição do 
material, havendo a necessidade de tratamento específico para cada tipologia.
E) A população não deve se preocupar em reduzir a produção de resíduos, visto que esse 
material é reciclado.
No artigo 33 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, fica obrigatória a logística 
reversa para agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas 
fluorescentes e eletroeletrônicos. Considerando as informações acima e o contexto da 
2) 
situação dos produtos após o uso pelo consumidor, a logística reversa recomenda, em 
relação a esses produtos, que se faça o:
A) Envio para aterros sanitários sem a atuação do poder público.
B) Envio para aterros sanitários sem a participação dos fabricantes e comerciantes.
C) Envio para o serviço público de limpeza urbana.
D) Encaminhamento para aterro de resíduos perigosos.
E) Envio por parte dos consumidores para os comerciantes ou distribuidores, os quais deverão 
efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos e das embalagens.
3) A maioria das cidades brasileiras não adota soluções apropriadas para a destinação 
final dos resíduos sólidos, o que causa muitos problemas para a saúde da população e 
para o meio ambiente. Com relação aos diferentes métodos de tratamento de resíduos 
sólidos urbanos, é CORRETO afirmar:
A) Os aterros sanitários podem ser um abrigo de transmissores de doenças, como ratos e 
moscas.
B) A incineração tem como vantagens o baixo investimento.
C) A grande vantagem de um aterro sanitário é que o lixiviado percola no solo, evitando 
contaminação das águas.
D) A decomposição aeróbia da matéria orgânica no aterro sanitário resulta em elevada 
produção de metano.
E) A biodigestão anaeróbia é o processo de decomposição de matéria orgânica por bactérias 
em meio onde há ausência de oxigênio.
4) Assinale a alternativa que não condiz com os tipos de coleta.
A) Coleta seletiva é o termo utilizado para a coleta dos materiais que são possíveis de serem 
reciclados.
B) A coleta convencional deve coletar apenas os rejeitos e o material orgânico.
C) É necessária a segregação dos resíduos na origem.
D) O rejeito deve ser encaminhado juntamente com a coleta seletiva.
E) A coleta seletiva é um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
5) A Política Nacional de Resíduos Sólidos classifica o resíduo sólido de acordo com sua 
origem e o tipo de material. Aponte a categoria de resíduos que está INCORRETA. 
A) Resíduos sólidos industriais podem ser orgânicos ou inorgânicos.
B) Resíduos de limpeza pública urbana são aqueles originados da varrição de ruas.
C) Resíduos sólidos urbanos engloba apenas os resíduos domiciliares e de serviços de limpeza 
urbana.
D) Resíduos de serviços de saúde são aqueles gerados em estabelecimentos prestadores de 
serviços de saúde.
E) Resíduos de construção civil incluem os gerados em reformas e demolições.
NA PRÁTICA
O Brasil, através da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, nos trouxe muitos desafios. Entre 
esses está a logística reversa que se refere a um conjunto de ações com objetivo de viabilizar o 
retorno dos resíduos sólidos ao ciclo produtivo. 
As estratégias para a implementação da logística reversa ocorrem através de acordos setoriais.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
O maior aterro sanitário da América do Sul
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O que é coleta seletiva?
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Gerenciamento e Tratamento de 
Resíduos Sólidos Industriais
APRESENTAÇÃO
Os resíduos industriais são gerados nos processos de produção de bens de consumo, sendo que 
seu gerenciamento, tratamento e destinação final são um dos desafios que empresários e 
técnicos enfrentam em suas rotinas diárias. Nesta unidade você vai verificar quais as normas 
usualmente utilizadas para a classificação dos resíduos industriais. Conhecendo as classes de 
resíduos, é possível definir os princípios de gerenciamento e o tratamento que se aplica a eles. 
Você vai ainda analisar os aspectos de classificação, gerenciamento e tratamento de resíduos 
industriais. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as normas relacionadas à classificação de resíduos gerados em indústrias.•
Identificar as etapas para a elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos 
industriais.
•
Analisar as vantagens da implementação de sistemas de gerenciamento ambiental em 
indústria.
•
DESAFIO
Você foi contratado por uma empresa para ser o responsável técnico pelo setor de meio 
ambiente. Entre os novos desafios da sua função está o de implementar um plano de 
gerenciamento de resíduos sólidos desta empresa. Sendo assim, seu diretor solicita que você 
elabore e apresente quais as etapas que devem constar no plano e o objetivo de cada uma delas.
INFOGRÁFICO
A escala de prioridade do gerenciamento de resíduos deve ser considerada na elaboração do 
plano de gerenciamento. Acompanhe no infográfico a ordem de prioridade.
CONTEÚDO DO LIVRO
Em virtude das características dos resíduos industriais, diferentes tecnologias podem ser 
empregadas para seu tratamento.
Leia o capítulo Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais da obra 
Saneamento e aprofunde seus conhecimentos.
Boa leitura.
GESTÃO 
AMBIENTAL
Ronei Tiago Stein
Gerenciamento e 
tratamento de resíduos 
sólidos industriais 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer as normas relacionadas à classificação de resíduos gerados 
na indústria.
 � Identificar as etapas para a elaboração de um plano de gerenciamento 
de resíduos industriais.
 � Analisar as vantagens da implementação de sistemas de gerencia-
mento ambiental na indústria.
Introdução
Os resíduos industriais são gerados nos processos de produção de bens 
de consumo, e seu gerenciamento, tratamento e destinação final são um 
dos desafios que empresários e técnicos enfrentam em suas rotinas diárias.
Neste capítulo, você vai verificar quais as normas usualmente utilizadas 
para a classificação dos resíduos industriais. Conhecendo as classes de 
resíduos, é possível definir os princípios de gerenciamento e o tratamento 
que se aplica a eles. Você vai ainda analisar os aspectos de classificação, 
gerenciamento e tratamento de resíduos industriais.
Classificação dos resíduos gerados na indústria
As atividades industriais geram diferentes tipos de resíduos, originados dos 
mais diversos ramos, como metalurgia, celulose e papel, setor alimentício, 
mineração, entre outros (JARDIM; YOSHIDA; MACHADO FILHO, 2012). 
O artigo 13, da Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010, Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS), define resíduos industriais como aqueles gerados 
nos processos produtivos e instalações industriais. Entre os resíduos industriais, 
inclui-se também grande quantidade de material perigoso, que necessita de 
tratamento especial devido ao seu alto potencial de impacto ambiental e à saúde. 
De acordo com ABNT NBR 10.004, de 30 de novembro de 2004, os resíduos 
sólidos são classificados da seguinte maneira (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMASTÉCNICAS, 2004):
Classe I — Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam periculosidade. 
A periculosidade de um resíduo se encontra em suas propriedades físicas, 
químicas ou infectocontagiosas, que apresentam riscos à saúde pública (pro-
vocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices) e 
ao meio ambiente (quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada). 
Esses resíduos exigem tratamento e disposição especiais em função de suas 
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e 
patogenicidade.
A periculosidade dos resíduos em geral depende dos seguintes fatores: natureza 
(inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, sendo es-
sas definidas pela ABNT NBR 10.004:2004); concentração; mobilidade; persistência e 
bioacumulação; degradação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
A NBR 10.004/2004 ressalta ainda que os resíduos perigosos podem ser 
classificados assim (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNI-
CAS, 2004):
 � Inflamabilidade: um resíduo é classificado como inflamável quando:
 ■ é líquido e tem ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado con-
forme ABNT NBR 14598, de 4 de dezembro de 2012, ou equivalente, 
excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% de álcool 
em volume;
 ■ não é líquido e é capaz de, sob condições de temperatura e pressão 
de 25°C e 0,1 MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de 
umidade ou por alterações químicas espontâneas; quando inflamada, 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais2
tem queima vigorosa e persistentemente, dificultando a extinção 
do fogo;
 ■ é um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio 
e, como resultado, estimular a combustão e aumentar a intensidade 
do fogo em outro material;
 ■ é um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal 
sobre transporte de produtos perigosos (Portaria nº. 204, de 20 de 
maio de 1997, do Ministério dos Transportes).
 � Corrosividade: um resíduo é classificado como corrosivo se:
 ■ for aquoso e apresentar pH inferior ou igual a 2, ou superior ou igual 
a 12,5, ou se sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, 
produzir uma solução que apresente pH inferior a 2 ou superior ou 
igual a 12,5;
 ■ for líquida ou, quando misturada em peso equivalente de água, pro-
duzir um líquido e corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior 
que 6,35 mm ao ano, a uma temperatura de 55°C, de acordo com 
USEPA SW 846 ou equivalente.
 � Reatividade: um resíduo é classificado como reativo se apresentar as 
seguintes propriedades:
 ■ ser normalmente instável e reagir de forma violenta e imediata, 
sem detonar;
 ■ reagir violentamente com a água;
 ■ formar misturas potencialmente explosivas com a água;
 ■ gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quantidades suficientes 
para provocar danos à saúde pública ou ao meio ambiente, quando 
misturados com a água;
 ■ possuir em sua constituição os íons CN− ou S2− em concentrações que 
ultrapassem os limites de 250 mg de HCN liberável por quilograma 
de resíduo ou 500 mg de H
2
S liberável por quilograma de resíduo, 
de acordo com ensaio estabelecido no USEPA — SW 846;
 ■ ser capaz de produzir reação explosiva ou detonante sob a ação 
de forte estímulo, ação catalítica ou temperatura em ambientes 
confinados;
 ■ ser capaz de produzir, prontamente, reação ou decomposição deto-
nante ou explosiva a 25°C e 0,1 MPa (1 atm);
 ■ ser explosivo, definido como uma substância fabricada para produzir 
um resultado prático, por meio de explosão ou efeito pirotécnico, 
esteja ou não esta substância contida em dispositivo preparado para 
esse fim.
3Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
 � Toxicidade: um resíduo é classificado como tóxico se apresentar estas 
propriedades:
 ■ quando o extrato obtido da amostra, segundo a ABNT NBR 10.005, 
de 30 de janeiro de 2004, contiver qualquer um dos contaminantes 
em concentrações superiores aos valores constantes no anexo F;
 ■ quando possuir uma ou mais substâncias constantes no anexo C da 
NBR 10.004/2004 e apresentar toxicidade.
 � Patogenicidade: o resíduo será patogênico se houver suspeita de conter 
micro-organismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxirribonu-
cleico (ADN) ou ácido ribonucleico (ARN) recombinantes, organismos 
geneticamente modificados, plasmídeos, cloroplastos, mitocôndrias ou 
toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais.
Classe II — Resíduos não perigosos: os resíduos não perigosos, por sua vez, 
dividem-se em duas subclasses:
 � II A — Não Inertes: apresentam como propriedades principais a biode-
gradabilidade e a combustibilidade ou solubilidade em água.
 � II B — Inertes: tipo de resíduo que, devido as suas características e 
composição físico-química, não sofre transformações físicas, químicas 
ou biológicas de relevo, mantendo-se inalterados por um longo período 
de tempo. De acordo com a legislação, os resíduos inertes estão aptos 
a ser depositados em aterros sanitários. 
Toda movimentação de resíduos de um empreendimento ou empresa deve ser do-
cumentada. Uma planilha de movimentação de resíduos atua como meio de registro 
de toda a remessa de resíduos que está sendo destinada. 
É importante que as empresas disponibilizem lixeiras devidamente iden-
tificadas para cada tipo de resíduo. A resolução CONAMA nº. 275, de 24 de 
abril de 2001, dispõe do código de cores para os diferentes tipos de resíduos a 
ser adotado na identificação de coletores e transportadores (BRASIL, 2001). 
Os recipientes utilizados no acondicionamento deverão estar etiquetados, 
seguindo o código de cores: 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais4
 � azul: papel/papelão; 
 � vermelho: plástico; 
 � verde: vidro; 
 � preto: madeira; 
 � amarelo: metal; 
 � laranja: resíduos perigosos; 
 � roxo: resíduos radioativos;
 � marrom: resíduos orgânicos; 
 � cinza: resíduo geral não reciclável, ou misturado, ou contaminado, não 
passível de separação. Exemplos: papel (embolado, etiquetas e toalhas), 
embalagens (chicletes, balas e alimentos), clipes e grampos, caneta e 
pincel atômico, luvas, borracha. 
O armazenamento dos resíduos sólidos Classe I (perigosos) deve ser con-
forme a norma ABNT NBR 12.235/1992. Essa norma dispõe que o armazena-
mento deve ser feito de modo a não alterar a quantidade/qualidade do resíduo. 
O resíduo deve ser acondicionado até reciclagem, recuperação, tratamento 
e/ou disposição final, em contêineres, tambores, tanques e/ou a granel. A 
norma exige que seja feita uma análise das propriedades físicas e químicas 
do resíduo antes de ele ser armazenado (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 1992).
O local utilizado para o armazenamento de resíduos sólidos deve ser proje-
tado de modo que o perigo de contaminação ambiental seja minimizado; que 
sejam respeitadas as distâncias indicadas pela legislação vigente no que se 
refere a mananciais hídricos, lençol freático, núcleos habitacionais, logradouros 
públicos, rede viária, atividades industriais que poderão gerar faíscas, vapores 
reativos, umidade excessiva, etc.; que sejam evitados os riscos potenciais de 
fenômenos naturais como chuva, ventanias, inundações, marés altas, queda 
de barreiras, deslizamentos de terra, afundamento do terreno, erosão, etc. 
O local também deve ser isolado de forma que impeça o acesso de pessoas 
estranhas e sinalizado de forma que indique o risco presente no local. Veja 
alguns exemplos de sinalização de risco na Figura 1.
5Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Figura 1. Algumas sinalizações utilizadas para indicar risco.
Fonte: Cool Vector Maker/Shutterstock.com.
Risco de incêndio Risco de choque 
elétrico
Cuidado, risco de 
radiação
Cuidado, risco de 
corrosão
Cuidado, risco de exposição 
a produtos tóxicos
Cuidado, risco de 
explosão
A norma aplicável ao armazenamento de resíduos Classe II (não perigosos) 
é a NBR 11.174/1990. Essa norma dispõe que o armazenamentodeve ser feito 
de maneira que minimize o risco de contaminação ambiental. O local deve ser 
aprovado pelo órgão ambiental do estado e atender a legislação específica. Os 
resíduos de Classe II não devem ser armazenados com resíduos de Classe I. O 
armazenamento pode ser realizado em contêineres e/ou tambores, em tanques 
e a granel (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1990).
Etapas para a elaboração de um Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos — PNRS (Lei nº. 12.305, de 
2 de agosto de 2010), regulamentada pelo Decreto nº. 7.404, de 23 de dezembro 
de 2010, os geradores de resíduos sólidos que não sejam qualificados como de 
limpeza urbana são obrigados a elaborarem seus devidos Planos de Geren-
ciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) para demonstrar a sua capacidade 
de dar uma destinação final ambientalmente adequada aos seus resíduos 
(BRASIL, 2010). Na grande maioria dos casos, o PGRS é exigido pelo órgão 
ambiental competente quando o empreendimento solicita a licença ambiental. 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais6
O gerador do resíduo, o tipo de atividade, a quantidade gerada de cada 
resíduo, a qualidade ou o tipo de resíduo que é gerado e a localidade da ge-
ração dos resíduos sólidos são condições de contorno para a sua elaboração 
(JARDIM; YOSHIDA; MACHADO FILHO, 2012). O relatório de movimen-
tação de resíduos e de registro de armazenamento pode seguir os modelos 
das Tabelas 2 e 3 do anexo referente à ABNT NBR12.235, de 30 de maio de 
1992, (Armazenamento de Resíduos Perigosos) e do Anexo A e B referente à 
ABNT NBR 11.174, de 30 de agosto de 1990, (Armazenamento de Resíduos 
Classe II). O relatório deve conter as seguintes informações:
 � Descrição do empreendimento e da atividade: devem ser informados 
o nome da empresa, CNPJ e quais atividades/serviços são exercidos 
pela empresa.
 � Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados: devem 
ser descritos a origem dos resíduos, o volume e a caracterização dos 
resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados. 
Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Na-
cional do Meio Ambiente), do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) 
e do Suasa (Sistema Único de Atenção a Sanidade Agropecuária) e, se houver, 
o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, deve-se incluir:
 � explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de 
resíduos sólidos;
 � definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do geren-
ciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador;
 � identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros 
geradores;
 � ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de 
gerenciamento incorreto ou acidentes;
 � metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de 
resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do 
Sisnama, do SNVS e do Suasa, à reutilização e reciclagem;
 � se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo 
de vida dos produtos, na forma do art. 31 da Lei nº. 12.305/2010;
 � medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos 
sólidos;
 � periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência 
da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do Sisnama.
7Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Dessa forma, os PGRS devem estabelecer os tipos e as quantidades de 
resíduos gerados em determinado empreendimento. Também devem apontar e 
descrever as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde às 
etapas de segregação, acondicionamento, armazenamento provisório, transporte 
e destinação final dos resíduos gerados na operação da empresa.
O PGRS deve especificar medidas alternativas para o controle e a mini-
mização de danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio quando da 
ocorrência de situações anormais envolvendo quaisquer das etapas do geren-
ciamento do resíduo. Assim, além dos itens citados anteriormente, o PGRS 
industrial deve apresentar um plano de contingência, no qual deverão constar 
a forma de acionamento (telefone, e-mail, pager, etc.), os recursos humanos e 
materiais envolvidos para o controle dos riscos, a definição das competências, 
responsabilidades e obrigações das equipes de trabalho, e as providências a 
serem adotadas em caso de acidente ou emergência.
Normalmente, o PGRS será apresentado mediante o preenchimento de 
três tabelas, I, II e II, anexas ao termo de referência. Será acompanhado de 
texto descritivo do plano de gerenciamento e será devidamente assinado pelo 
responsável técnico, o qual deverá apresentar a Anotação de Responsabilidade 
Técnica (ART).
Na Tabela I deve ser apresentada a identificação do gerador, com os seguin-
tes itens: razão social; número do CNPJ; nome fantasia (se houver); endereço 
completo; telefone; e-mail; área total; número total de funcionários (próprios e 
terceirizados); responsável legal; responsável técnico pelo PGRS; tipo de ativi-
dade. Veja no Quadro 1 um exemplo de planilha de identificação do gerador.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais8
Tabela I — Identificação do gerador
Razão social: Padaria do João CNPJ: XXXXXXXX/XXXX-XX
Nome fantasia: não possui nome fantasia
Endereço: Rua XX, nº. XX, Município: XXXXXXXXXXX UF: XX
CEP: 
XXXXX-XXX
Telefone: XX 
XXXXXXXXX
Fax: XX 
XXXXXXXXX
E-mail: XXX@XXX.com
ÁREA TOTAL: 450,00 m2 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 05
PRÓPRIOS: 05 TERCEIRIZADOS: 
0
RESPONSÁVEL PELO PGRS: Eng. Ambiental XXX
RESPONSÁVEL LEGAL: João
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Padaria e Confeitaria
Quadro 1. Exemplo de planilha de identificação do gerador
A Tabela II refere-se aos resíduos gerados; nela devem ser apresentados o 
resíduo (plástico, vidro, metal....); a classe; a unidade e equipamento gerador; 
o acondicionamento/armazenagem; o tratamento adotado; a frequência de 
geração; o estoque. Quadro 2 apresenta um exemplo de como essas informa-
ções devem ser apresentadas em um PGRS. É importante definir essas tabelas 
com o número de folha, caso elas ocupam mais de uma página, dependendo 
da quantidade de resíduos gerados por uma determinada empresa/indústria.
Por fim, na Tabela III deve-se apresentar o plano de movimentação de 
resíduos, contando com as seguintes informações: tipo de resíduo; data de 
entrada; quantidade; local de estocagem temporária; data prevista para saída; 
quantidade; transporte a ser utilizado; destinação final. O Quadro 3 apresenta 
um exemplo desse tipo de tabela.
9Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
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Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais10
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11Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Existem algumas abreviações que podem ser utilizados no preenchimento da Tabela 
II e da Tabela II, como, por exemplo: CATE = catalisador exaurido; U = unidade; BB = 
“big-bags”; Tb = tambores; Sc = sacos; AG = a granel; Bb = bombonas; PRN = pátio de 
resíduos enquadrado na NBR 12.235/1987; PR = pátio de resíduos não enquadrado na 
NBR 12.235/1987; ACA = a céu aberto; GP = galpão de produtos/matérias primas, B = 
baias; entre outros.
Relação entre PGRS e licenciamento ambiental
O licenciamento ambiental é um procedimento técnico-administrativo pelo 
qual o órgão ambiental competente avalia os empreendimentos potencialmente 
causadores de impacto ambiental, autorizando, ou não, sua instalação e opera-
ção. A avaliação envolve o estudo da localização do empreendimento, do seu 
porte e dos processos construtivo e produtivo utilizados, a fim de verificar se 
suas características podem provocar interferências negativas no meio ambiente, 
como poluição do ar, geração de resíduos, intervenção em cursos d’água e 
supressão de vegetação nativa. Sendo assim, o processo de licenciamento 
estabelece regras, condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
devem ser cumpridas tanto na fase de instalação do empreendimento quanto 
na sua fase de operação.
A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 
1981), em seu art. 10, estabelece que 
[...] a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos 
e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva ou 
potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de 
causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento por órgão 
estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente — 
SISNAMA, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais 
Renováveis — IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças 
exigíveis (BRASIL, 1981, documento on-line).
Existem diferentes tipos de licenciamento ambiental, e eles são expedidos 
pelo poder executivo. A Resolução Conama nº. 237, de 22 de dezembro de 
1997, art. 8º, precedida pelo Decreto nº. 99.274, de 6 de junho de 1990, art. 19, 
desdobra as licenças em três subespécies:
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais12
 � Licença ambiental prévia (LP): concedida na fase preliminar do 
planejamento da atividade ou empreendimento, aprovando a sua loca-
lização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo 
os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas 
fases de implementação (FIORILLO, 2014).
 � Licença ambiental de instalação (LI): de acordo com Fiorillo (2014), 
obrigatoriamente é procedida pela licença prévia, sendo definida como 
a licença que autoriza a instalação do empreendimento ou atividade 
de acordo com as especificações dos planos, programas e projetos 
aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condi-
cionantes. Nesta etapa, o órgão ambiental competente poderá solicitar o 
PGRS, referente à geração e ao destino dos resíduos de construção civil.
 � Licença ambiental de operação (LO): sucede a licença de insta-
lação, tendo como finalidade autorizar a “operação da atividade ou 
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que 
consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e 
condicionantes determinadas para a operação”, conforme dispõe o art. 
8º, III, da Resolução Conama nº. 237/1997 (BRASIL, 1997).
O PGRS é exigido pelo órgão ambiental tanto na licença de instalação (LI) como na 
licença de operação (LO). Na LI, o órgão ambiental pode solicitar o PGRS dos resíduos 
da construção do empreendimento, descrevendo o que será feito com os resíduos 
e quem (empresa devidamente licenciada) será o responsável pelo recolhimento 
dos mesmos. Já durante a LO, deve-se apresentar o PGRS descrevendo quais serão 
os resíduos gerados no processo produtivo e qual a destinação e quantidade dos 
mesmos. Além disso, o órgão ambiental pode solicitar que, de tempos em tempos, 
sejam apresentados recibos de destinação desses resíduos. 
A elaboração de planos de resíduos sólidos deve ser feita pelo setor público 
em nível federal, estadual e municipal e por empresas públicas ou privadas. 
Além disso, o PGRS é um documento com valor jurídico, que comprova a 
capacidade de uma empresa de gerir todos os resíduos que eventualmente venha 
a gerar. O objetivo central desse documento é garantir que haja segurança 
nos processos produtivos, e que eles sejam controlados para evitar grandes 
13Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
poluições ambientais e consequências para a saúde pública e o desequilíbrio 
da fauna e da flora.
Conforme o art. 20º, da Lei Federal nº. 12.305/2010, as empresas que 
estão sujeitas à elaboração do PGRS são aquelas que, em suas atividades, 
geram resíduos perigosos ou resíduos não perigosos que, por sua natureza, 
composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo 
poder público municipal (BRASIL, 2010).
Vantagens do gerenciamento ambiental 
em indústrias
O principal objetivo do licenciamento ambiental é promover o desenvolvi-
mento (da sociedade e da economia) sem impactar de forma negativa no meio 
ambiente, para que tanto as gerações do presente como as futuras desfrutem 
de um ambiente equilibrado. Nesse contexto, todas as atividades que, de uma 
forma ou outra, estão sujeitas a impactos ambientais deverão estar munidas 
do licenciamento ambiental. 
O licenciamento é uma exigência legal. Mas quais são exatamente as van-
tagens/benefícios do licenciamento ambiental? Não é apenas o meio ambiente 
que sai ganhando com o licenciamento de determinada atividade, mas também 
toda a sociedade. Entre alguns dos principais benefícios do licenciamento 
ambiental para o meio ambiente, pode-se citar:
 � proteger o meio ambiente para as futuras gerações;
 � proteger os ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
 � planejar e fiscalizar o uso dos recursos ambientais;
 � garantir a qualidade dos recursos renováveis;
 � racionalizar o uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
 � proteger áreas ameaçadas de degradação.
Em se tratando das vantagens que empresas/corporações poderão obter 
com a implantação de um PGRS, pode-se citar:
 � Benefícios estratégicos: diferenciação no mercado; demonstração do 
compromisso da empresa como meio ambiente e com o futuro; confiança 
oferecida às partes interessadas; melhoria na imagem perante órgãos 
regulamentadores; facilidade na obtenção de licenças e autorizações; 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais14
simpatia de clientes e usuários; facilidade no acesso ao mercado in-
ternacional; atração de parceiros; antecipação à tendência de caráter 
mandatário e às exigências dos clientes, entre outros.
 � Benefícios operacionais: melhoria na gestão de riscos ambientais 
atuais e futuros; melhoria dos procedimentos operacionais; melhoria da 
produtividade; melhoria nas condições de saúde e segurança no trabalho; 
redução de acidentes que impliquem responsabilidade civil; estabele-
cimento de rotina para análise das áreas do negócio que possam afetar 
o meio ambiente; estímulo ao desenvolvimento e compartilhamento de 
soluções ambientais; facilidade na transferência de tecnologia; melhoria 
no desempenho dos funcionários e dos equipamentos, entre outros.
 � Benefícios financeiros: diminuição dos riscos de incorrer em infrações 
legais e regulamentares; redução potencial nas despesas com seguros, 
produtos e serviços adquiridos, além do comportamento global no 
mercado; possibilidade de redução de custos; possibilidade de economia 
de despesas no consumo de água, energia e matéria-prima. 
Os principais objetivos do PGRS são a minimização da geração de resíduos; 
a destinação correta dos resíduos; a diminuição dos impactos ambientais e 
visuais; a preservação dos recursos naturais renováveis e não renováveis; a 
receita na venda de materiais recicláveis; a redução dos gastos de disposição; 
a diminuição da quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários; 
o marketing positivo, em virtude da imagem de responsabilidade social e 
ecológica da empresa adepta de tais práticas; a satisfação da sociedade; o 
cumprimento da Legislação em vigor; a melhoria da qualidade de vida, tanto 
das pessoas como dos seres vivos.
Em relação às vantagens que empresas poderão obter com práticas de 
gerenciamento ambiental, a norma ISO 14.001 (sistema de gestão ambiental) 
descreve que, além de responder às exigências da comunidade mundial e do 
consumidor-cidadão, elas também oferecem às organizações vantagens com-
petitivas matematicamente mensuráveis, como (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 2004):
 � maior satisfação dos clientes, pois o consumidor esclarecido hoje 
valoriza muito mais as empresas e produtos que demonstrem bom 
desempenho ambiental;
 � melhoria da imagem da empresa junto a clientes, governo, comunidade, 
vizinhos, ONGs e mídia;
15Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
 � conquista de novos mercados, pois a preocupação ambiental é um 
fator de competitividade, facilitando a expansão em novos mercados, 
e a empresa que souber explorar bem esse aspecto conseguirá cativar 
novos clientes;
 � redução de custos pela eliminação de desperdícios, obtida com uma 
análise cuidadosa do uso de água e energia e da geração de resíduos, 
pelo menor risco de ter de arcar com multas ou ações legais por descum-
primento da legislação e pelo menor passivo ambiental, com menores 
riscos para administradores e acionistas;
 � conscientização ambiental de toda a empresa, do pessoal da produção, 
do setor ambiental, de todos os seus diretores, gerentes, projetistas e 
operários, que perpetuam isso pela comunidade em que habitam;
 � maior permanência no mercado, por não ocorrerem reações negativas 
dos consumidores;
 � maior facilidade na obtenção de financiamentos, pois uma empresa 
com um bom desempenho ambiental tem mais facilidade de conseguir 
financiamento junto a bancos e órgãos ambientais, além de desfrutar 
de uma melhor imagem;
 � maior interesse da empresa em demonstrar à sociedade que ela tem 
um sistema de gestão ambiental estruturado e que as ações preventivas 
têm prioridade sobre as corretivas, ou seja, que a empresa adota todas 
as medidas necessárias para evitar impactos ambientais, qualquer que 
seja sua relevância.
A gestão ambiental em organizações, de acordo com Jabbour (2013), quando 
implantada, pode gerar vários benefícios. Quanto mais evoluída a gestão 
ambiental de uma organização, mais intensos e mais diversificados poderão 
ser os benefícios auferidos. Geralmente, essas vantagens estão associadas a 
dois tipos de benefícios: 
 � Benefícios internos: estão relacionados a melhorias observadas nas 
diversas dimensões do desempenho organizacional, como o desempenho 
operacional, o desempenho em inovação e o desempenho de mercado.
 � Benefícios externos: podem ser entendidos como contribuições que se 
estendem à sociedade de forma mais ampla, como a influência sobre as 
regulamentações ambientais, as contribuições para o desenvolvimento 
sustentável e as parcerias com outras organizações.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais16
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 14001: sistemas da 
gestão ambiental: requisitos com orientações para uso. São Paulo: ABNT, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11174: armazenamento de 
resíduos classes II — não inertes e III — inertes. Rio de Janeiro: ABNT, 1990.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12235: armazenamento de 
resíduos perigosos. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: classificação de resíduos. 
São Paulo: ABNT, 2004.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº. 275, de 25 de 
abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser 
adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas 
informativas para a coleta seletiva. DOU, Brasília, DF, 117-E, seção 1, p. 80, 19 jun. 2001.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro 
de 1997. Brasília, DF, 1997. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/
res/res97/res23797.html>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Decreto nº. 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 
de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê 
Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para 
a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. Brasília, 
DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/
decreto/d7404.htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Decreto nº. 99.274, de 6 de junho de 1990. Regulamenta a Lei nº. 6.902, de 27 
de abril de 1981, e a Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõem, respecti-
vamente sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e 
sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências. Brasília, DF, 
1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d99274.
htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Brasília, DF, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.
htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
17Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 06 jun. 2018.
FIORILLO, C. A. P. Curso de direito ambiental. 15. Ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
JABBOUR, A. B. L S. Gestão ambiental nas organizações: fundamentos e tendências. 
São Paulo: Atlas, 2013. 
JARDIM, A.; YOSHIDA, C.; MACHADO FILHO, J. V. Política nacional, gestão e gerenciamento 
de resíduos sólidos. Barueri, SP: Manole, 2012.
Leituras recomendadas
IBRAHIN, F. I. D. Análise ambiental: gerenciamento de resíduos e tratamentode efluen-
tes. São Paulo: Érica, 2015. 
NASCIMENTO NETO, P. Resíduos sólidos urbanos: perspectivas de gestão intermunicipal 
em regiões metropolitanas. São Paulo: Atlas, 2013.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais18
 
DICA DO PROFESSOR
O gerenciamento de resíduos industriais engloba aspectos relacionados à sua classificação, bem 
como o planejamento de seu manejo.
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EXERCÍCIOS
1) Resíduos perigosos, de acordo com a NBR 10.004 (ABNT, 2004), são aqueles resíduos 
que possuem as seguintes características:
A) Combustibilidade, corrosividade e reatividade.
B) Corrosividade, reatividade e solubilidade em água.
C) Inflamabilidade, toxicidade e patogenicidade.
D) Inerte, patogenicidade e toxicidade.
E) Biodegradabilidade, reatividade e toxicidade.
2) Considerando o artigo 9 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata da escala 
de prioridade da gestão de resíduos sólidos, podemos afirmar que:
A) A disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é prioritária na escala de 
gerenciamento.
B) A reutilização não pode ser considerada como uma estratégia prioritária no gerenciamento 
de resíduos sólidos, visto que esses não têm mais utilidade em um processo industrial.
C) Reduzir, reutilizar e reciclar são três conceitos que não podem ser aplicados ao meio 
industrial, visto que são necessárias matérias-primas virgens na maioria dos processos.
D) A não geração é a etapa mais difícil de ser alcançada na escala de prioridades de 
gerenciamento de resíduos industriais, portanto é difícil de ser atingida.
E) Conciliar os princípios de não geração, redução, reutilização, reciclagem é um desafio às 
empresas, mas trazem uma série de vantagens à empresa.
3) Sobre as etapas para elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos 
industriais, indique a sentença ERRADA.
A) O plano de gerenciamento deve ser elaborado considerando somente a realidade da 
empresa, e não as diretrizes municipais.
B) No plano de gerenciamento de resíduos industriais devem ser apresentadas as metas de 
minimização da geração de resíduos sólidos.
C) O diagnóstico do manejo de resíduos sólidos na empresa é etapa fundamental para a 
indicação das melhorias em seu gerenciamento.
D) Algumas empresas possuem passivos ambientais, sendo que esses devem ser descritos no 
plano, bem como as medidas saneadoras que serão adotadas.
E) As ações preventivas e corretivas relacionadas a acidentes ou manejo inadequado dos 
resíduos sólidos devem estar descritas no plano de gerenciamento.
4) Qual das afirmações NÃO caracteriza uma vantagem da adoção de um sistema de 
gerenciamento de resíduos industriais?
A) Contribui para a diminuição de danos ambientais.
B) Atende aos critérios de legislação ambiental em vigor.
C) Diminui as possibilidade de reciclagem de resíduos sólidos.
D) Reduz desperdícios do processo industrial.
E) Contribui para a melhoria da imagem da empresa.
5) O aterro de resíduos industriais é uma das tecnologias para o tratamento e disposição 
final ambientalmente adequada. A construção e a operação desse sistema devem 
atender aos critérios definidos em normas (NBR 10.157 – para aterros de resíduos 
perigosos). Indique a sentença que apresenta uma condição de operação do aterro 
INADEQUADA:
A) Implantação, operação e monitoramento de sistema de tratamento de gases.
B) Monitoramento das águas subterrâneas durante o período de operação do aterro industrial.
C) Impermeabilização com camadas de argila e material polimérico de alta densidade.
D) Adoção de sistema de tratamento de líquido percolado.
E) Implantação de sistema de drenagem.
NA PRÁTICA
Em cada cena da história fica evidente o quão importante é gerenciar e tratar resíduos sólidos. 
Com atitudes como essa, ganha o meio ambiente, ganha o consumidor e ganha o empresário 
que, ao pensar na sustentabilidade, agrega valor à sua marca e gera economias para a empresa.
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Fundamentos de projeto de edificações sustentáveis
Elaboração de plano de gerenciamento de resíduos sólidos de empresas de fundição de 
ferro fundido de pequeno porte
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A indústria química no contexto da ecologia industrial
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Projeto Série 100% Seguro | Gerenciamento de resíduos (Versão Completa) – SESI
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Coprocessamento de resíduos da Fundação Proamb - Transformação de resíduos 
industriais em energia
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Tratamento de Efluentes
APRESENTAÇÃO
Em virtude das atividades do homem em suas rotinas diárias (nas suas residências e em seu 
ambiente de trabalho) há a produção de efluentes, os quais na sua composição possuem 
poluentes. Para que o lançamento desses efluentes não altere a qualidade da água dos recursos 
hídricos é necessária a implantação de sistemas de tratamento. 
Nesta Unidade de Aprendizagem você irá identificar os principais sistemas de tratamento de 
efluentes e a legislação aplicável a essa temática. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Distinguir os tipos de tratamento que podem ser adotados para a remoção da carga 
poluidora de efluentes.
•
Analisar a legislação aplicável ao tratamento de efluentes.•
Identificar as possíveis tecnologias para tratamento de lodo formado no sistema de 
tratamento de efluentes.
•
DESAFIO
A indústria é uma das principais atividades que produzem efluentes com elevada carga 
poluidora. A composição da água residual pode variar conforme as características dos insumos 
dos processos de fabricação. Sendo assim, as configurações das estações de tratamento podem 
variar.
INFOGRÁFICO
As possíveis formas de tratamento de efluentes foram hierarquizadas no infográfico.
CONTEÚDO DO LIVRO
O tratamento pode variar conforme as características de cada tipo de efluentes. Além disso, o 
objetivo da implantação de sistemas de tratamento é a remoção da carga poluidora, de forma a 
atender aos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação.Esses aspectos são abordados no 
capítulo 14 do livro Meio ambiente e sustentabilidade nos itens “Indicadores aplicados a 
efluentes” e “Legislação aplicada”. Leia esses dois itens para entender melhor sobre legislação e 
padrões de qualidade de efluentes.
Boa Leitura!
M514 Meio ambiente e sustentabilidade [recurso eletrônico] / 
 Organizadores, André Henrique Rosa, Leonardo Fernandes 
 Fraceto, Viviane Moschini-Carlos. – Dados eletrônicos. – 
 Porto Alegre : Bookman, 2012. 
 Editado também como livro impresso em 2012. 
 ISBN 978-85-407-0197-7
 1. Meio ambiente. 2. Sustentabilidade. I. Rosa, André 
 Henrique. II. Fraceto, Leonardo Fernandes. III. Moschini- 
 Carlos, Viviane. 
CDU 502-022.316
Catalogação na publicação: Natascha Helena Franz Hoppen CRB10/2150
334 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
que assegurem que os efluentes tratados 
não provocarão impactos ambientais graves 
no curso d’água receptor.
Indicadores aplicados 
a efluentes
Apesar do grande avanço da química analí-
tica na identificação e análise de compostos, 
a realização dessa tarefa para todas as subs-
tâncias presentes no efluente é um trabalho 
praticamente impossível, devido à enorme 
demanda de tempo e um custo muito eleva-
do. Por consequência, são utilizados indica-
dores de poluição, como, por exemplo, a 
DBO, DQO e COT para matéria orgânica 
(apresentados no item 2.2), teor de óleos de 
graxas para a quantificação de compostos 
orgânicos hidrofóbicos e a toxicidade para 
avaliação do potencial tóxico do efluente.
Devido à facilidade na determina-
ção da DQO, esse parâmetro é largamen-
te utilizado para a caracterização de 
efluentes. A razão entre a DBOe a DQO 
fornece indicações sobre a biodegradabili-
dade de um efluente, ou seja, sobre a capa-
cidade do efluente ser estabilizado por 
processos bioquímicos, intermediado por 
microrganismos.
O teor de óleos e graxas é um indica-
dor representativo de uma ampla classe de 
substâncias que podem ser solubilizadas e 
extraídas por solventes orgânicos. Com esse 
parâmetro, é possível quantificar os po-
luentes hidrofóbicos, os quais são capazes 
de interagir com as membranas biológicas, 
resultando em efeitos tóxicos.
A toxicidade é um importante parâ-
metro de controle da qualidade dos efluen-
tes. É determinada em bioensaios, sendo 
observada a resposta de uma dada popula-
ção de organismos quando submetidos a 
diferentes concentrações do efluente. Para a 
realização dos testes, são utilizados organis-
mos como bactérias, algas, microcrustáceos 
e peixes.
Legislação aplicada
O lançamento de efluentes nos corpos re-
ceptores está regido pela Resolução Cona-
ma no 357 (2005). Dessa forma, os efluentes 
de qualquer fonte poluidora somente pode-
rão ser lançados, direta ou indiretamente, 
nos corpos d’água, após o devido tratamen-
to e desde que obedeçam às condições, pa-
drões e exigências dispostos nessa Resolu-
ção e, eventualmente, em outras normas 
aplicáveis.
Mediante fundamentação técnica, o 
órgão ambiental competente poderá, a 
qualquer momento, acrescentar outras con-
dições e padrões, ou torná-los mais restriti-
vos, tendo em vista as condições locais, e 
exigir a melhor tecnologia disponível para o 
tratamento dos efluentes, compatível com 
as condições do respectivo curso d’água su-
perficial. É vedado o lançamento e a autori-
zação de lançamento de efluentes em desa-
cordo com as condições e padrões estabele-
cidos na Resolução Conama no 357 (2005).
O órgão ambiental competente po-
derá, excepcionalmente, autorizar o lança-
mento de efluente acima das condições e 
padrões estabelecidos no art. 34, da Reso-
lução Conama no 357 (2005), desde que 
observados os seguintes requisitos: com-
provação de relevante interesse público, 
devidamente motivado; atendimento ao 
enqua dramento e às metas intermediárias 
e finais, progressivas e obrigatórias; reali-
zação de Estudo de Impacto Ambiental – 
EIA, às expensas do empreendedor res-
ponsável pelo lançamento; estabelecimen-
to de tratamento e exigências para esse 
lançamento; e fixação de prazo máximo 
para o lançamento excepcional.
As condições de lançamento de 
efluentes são: pH entre 5 a 9; temperatura: 
inferior a 40 ºC, sendo que a variação de 
temperatura do corpo receptor não deverá 
exceder a 3 ºC na zona de mistura; materiais 
sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 
hora em cone Imhoff. Para o lançamento 
Meio ambiente e sustentabilidade 335
em lagos e lagoas, cuja velocidade de circu-
lação seja praticamente nula, os materiais 
sedimentáveis deverão estar praticamente 
ausentes; regime de lançamento com vazão 
máxima de até 1,5 vezes a vazão média do 
período de atividade diária do agente polui-
dor, exceto nos casos permitidos pela auto-
ridade competente; óleos e graxas – óleos 
minerais: até 20 mg/L, óleos vegetais e gor-
duras animais: até 50 mg/L; e ausência de 
materiais flutuantes. No Brasil, para o lan-
çamento de efluentes, a avaliação do cum-
primento aos padrões da legislação é, na 
maioria dos estados, baseada na DBO, 
sendo a DQO utilizada apenas em poucas 
localidades.
Segundo a Resolução Conama no 357 
(2005), quando a vazão do corpo de água 
estiver abaixo da vazão de referência, o 
órgão ambiental competente poderá esta-
belecer restrições e medidas adicionais, de 
caráter excepcional e temporário, aos lança-
mentos de efluentes que possam acarretar 
efeitos tóxicos agudos em organismos aquá-
ticos ou inviabilizar o abastecimento das 
populações. Os efluentes provenientes de 
serviços de saúde e estabelecimentos nos 
quais haja despejos infectados com micror-
ganismos patogênicos só poderão ser lança-
dos após tratamento especial.
Cabe ressaltar ainda que é proibido o 
lançamento de qualquer tipo de efluente 
em águas classificadas como Especiais. Para 
as outras classes de água doce, descritas no 
item 2.4, existem alguns valores dos indica-
dores de qualidade da água que devem ser 
obedecidos no lançamento de efluentes em 
corpos d’água.
Técnicas de tratamento
Para o tratamento de efluentes, normal-
mente são empregados métodos físicos, nos 
quais predomina a aplicação de forças físi-
cas como o gradeamento, floculação, sedi-
mentação, flotação e filtração; métodos 
químicos, nos quais a remoção ou conver-
são dos contaminantes ocorre pela adição 
de produtos químicos ou devido às reações 
químicas (precipitação química, adsorção, 
desinfecção); e/ou biológicos, nos quais a 
remoção de contaminantes ocorre por meio 
de atividade biológica (processos aeróbios e 
anaeróbios).
Um efluente pode conter poluentes 
orgânicos e inorgânicos, os quais podem 
estar solubilizados na fase aquosa ou em 
suspensão na forma de partículas. O mate-
rial em suspensão pode ser removido por 
métodos físico-químicos, cuja escolha de-
pende das características do material (ta-
manho, densidade, entre outras), enquanto 
a remoção do material solúvel é mais difícil, 
podendo ser empregadas técnicas físico-quí-
micas e/ou biológicas. As técnicas de trata-
mento baseadas em processos de coagula-
ção, seguidos por flotação ou sedimentação, 
apresentam uma elevada eficiência na re-
moção de material particulado. Entretanto, 
para remoção de compostos coloridos e 
compostos orgânicos dissolvidos são defi-
cientes, enquanto os processos de adsorção 
em carvão ativado são significativamente 
mais eficazes.
Os processos de tratamento visam à 
adequação dos efluentes aos padrões de 
lançamento de despejos, de forma que, se o 
efluente de uma unidade de tratamento pri-
mário estiver de acordo com a legislação, o 
mesmo pode ser lançado diretamente no 
corpo receptor. Caso contrário, esse efluen-
te deve ser conduzido para uma unidade de 
tratamento subsequente de modo a torná-
-lo adequado para ser lançado no curso 
d’água.
Antes de se iniciar a concepção do sis-
tema de tratamento e o tratamento propria-
mente dito, deve-se ter claro qual o objetivo 
a ser alcançado, ou seja, qual o nível de qua-
lidade do efluente tratado que se deseja, 
uma vez que existem fatores limitantes, 
como o custo envolvido para o tratamento. 
Salienta-se que os requisitos a serem atingi-
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
 
DICA DO PROFESSOR
Vários são os tipos de sistemas de tratamento de efluentes. Assista ao vídeo para conhecê-los!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Assinale a alternativa que se refere a tipos de tratamento biológicos. 
A) Lagoas aeróbias e gradeamento.
B) Filtros biológicos e caixa de areia.
C) Desarenador e floculador.
D) Lodos ativados e lagoa anaeróbia.
E) Lodos ativados e sedimentador.
O funcionamento de uma Estação de tratamento de efluente (ETE) compreende 
basicamente as seguintes etapas: I - Tratamento preliminar é constituído por 
processos físicos, onde é feita a remoção dos materiais em suspensão. II - Tratamento 
primário é constituído por processos físico-químicos. Nesta etapa procede-se a 
equalização e neutralização da carga do efluente a partir de um tanque de 
equalização e adição de produtos químicos e a posterior separação de partículas por 
meio de processos de floculação e sedimentação. III - Tratamento secundário é a 
etapa na qual ocorre a remoção da matéria orgânica, por meio de reações 
bioquímicas, podendo os processos serem aeróbios ou anaeróbios. IV - Tratamento 
terciário é empregado com a finalidade de se conseguir remoções adicionais de 
poluentes em águas residuárias. Os processos de tratamento terciário são idênticos 
2) 
para cada tipo de efluente. Com base nos conceitos apresentados, assinale a 
alternativaCORRETA. 
A) Todas estão certas.
B) Apenas a IV está errada.
C) Apenas a I está correta.
D) Todas estão erradas.
E) Somente a II e a IV estão corretas.
3) No comparativo entre as variáveis DBO e DQO para efluentes domésticos, observa-se 
que: 
A) A DQO é sempre menor que a DBO.
B) Normalmente a DQO é menor que a DBO.
C) A DQO é sempre igual a DBO.
D) A razão entre a DBO e a DQO fornece indicações entre a biodegradabilidade do efluente.
E) Não há como compará-los, pois a DBO estima apenas a matéria inorgânica.
4) Sobre o reator UASB, assinale a alternativa CORRETA. 
A) O reator UASB possui elevada produção de lodo biológico.
B) O reator UASB é bastante aplicado para tratar despejos com elevado teor de sólidos 
voláteis e produz um efluente de boa qualidade.
C) O reator UASB trata águas residuárias por meio do processo biológico anaeróbio da 
matéria orgânica.
D) A parte inferior do reator UASB possui um separador trifásico, que permite a saída do 
efluente clarificado, a coleta do biogás gerado no processo e a retenção dos sólidos dentro 
do sistema.
E) O lodo retirado periodicamente do sistema ainda deverá passar por tratamento específico.
5) Indique a alternativa CORRETA sobre lodos ativados para tratamento de efluentes. 
A) O processo de lodos ativados consiste em se provocar o desenvolvimento de uma cultura 
microbiológica na forma de flocos em um tanque de aeração.
B) O processo de lodos ativados apresenta reduzida eficiência na remoção de DBO.
C) O processo de tratamento por lodos ativados é físico-químico e biológico.
D) O sistema de tratamento por lodos ativados possui elevada capacidade de remoção de 
coliformes.
E) Os fungos e as algas são desejáveis no tratamento por lodos ativados.
NA PRÁTICA
Todos os anos o Instituto Trata Brasil divulga o Ranking do Saneamento no país. No estudo são 
avaliadas as condições do serviço de esgoto, no qual inclui a infraestrutura para coleta e 
tratamento. 
O estudo é realizado a partir dos dados que constam no Sistema Nacional de Informações de 
Saneamento e é um indicativo do que ainda precisamos melhorar para a universalização dos 
serviços de esgotamento sanitário. Uma maior cobertura desse serviço melhora as condições de 
vida da população e do meio ambiente. 
O Ranking do Saneamento apresenta a posição em que cada uma das 100 maiores cidade do 
Brasil encontra-se com relação aos serviços de coleta de esgoto.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Resolução n. 430 de 13 de maio de 2011
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Resolução n. 357 de 17 de março de 2005
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Projeto do Senai ajuda empresas no tratamento de efluentes industriais
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Estação de tratamento de efluentes Natura
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Análise de projeto e operação de estação de tratamento de esgoto em Cravinhos (SP), 
Brasil
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Produção mais limpa
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, conheceremos o conceito de Produção Mais Limpa (P+L) e 
distinguiremos os principais benefícios econômicos e ambientais da adoção desse tipo de 
programa. Além disso, identificaremos algumas etapas para a implantação de métodos de 
produção mais limpa que podem ser um diferencial nos processos produtivos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a aplicação do programa P+L na prevenção e minimização da geração de 
resíduos, assim como na valorização dos resíduos ainda descartados nesses processos e em 
outros relacionados à indústria em geral.
•
Identificar as etapas para implementação da P+L.•
Analisar as vantagens da implementação de programas P+L.•
DESAFIO
Uma empresa moveleira vem monitorando seu processo produtivo. Ao longo desse período, os 
gestores ambientais verificaram que a quantidade de resíduos estava aumentando, assim como 
outras matérias-primas e insumos. Para otimizar o processo, sugeriram a adoção de técnicas de 
P+L.
Para esclarecer à diretoria as modificações a serem realizadas, indique ações para cada nível de 
intervenção.
INFOGRÁFICO
Acompanhe no infográfico as diversas ações que podem ser realizadas para a implantação da 
P+L.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
A P+L envolve novos conceitos de produção. A definição e os princípios podem ser encontrados 
no livro Meio ambiente e sustentabilidade. Leia todo o item Produção mais limpa.
M514 Meio ambiente e sustentabilidade [recurso eletrônico] / 
 Organizadores, André Henrique Rosa, Leonardo Fernandes 
 Fraceto, Viviane Moschini-Carlos. – Dados eletrônicos. – 
 Porto Alegre : Bookman, 2012. 
 Editado também como livro impresso em 2012. 
 ISBN 978-85-407-0197-7
 1. Meio ambiente. 2. Sustentabilidade. I. Rosa, André 
 Henrique. II. Fraceto, Leonardo Fernandes. III. Moschini- 
 Carlos, Viviane. 
CDU 502-022.316
Catalogação na publicação: Natascha Helena Franz Hoppen CRB10/2150
398 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
cursos naturais e resíduos; o que leva à re-
dução dos impactos ambientais dos empre-
endimentos e melhora o seu desempenho 
ambiental e econômico, os quais serão apre-
sentados neste capítulo.
Produção mais limpa
A definição do conceito de Produção Mais 
Limpa (P+L) foi elaborada pelo Programa 
das Nações Unidas para o Meio Ambiente 
(PNUMA), no início da década de 1990. Se-
gundo esse órgão, o P+L corresponde a 
aplicação contínua de uma estratégia am-
biental preventiva integrada aos processos, 
produtos e serviços para aumentar a ecoefi-
ciência e reduzir os riscos ao homem e ao 
meio ambiente (UNIDO, 2011).
Desde 1994, o PNUMA, em parceria 
com a Organização das Nações Unidas para 
o Desenvolvimento Industrial (ONUDI),
vem desenvolvendo esse modelo de produ-
ção, quando se estabeleceu o programa
Centro Nacional de Produção mais Limpa
(CNPML). Tal programa visa incentivar a
criação de centros de P+L, especialmente
nos países em desenvolvimento, sendo que
o ONUDI atua como agência executiva, ad-
ministrando os recursos financeiros e pro-
vendo orientação técnica nos processos in-
dustriais abordados pelos centros e o
PNUMA se responsabiliza pela dissemina-
ção de conceitos, desenvolvimento de estra-
tégias, ferramentas, políticas e disponibili-
zação de materiais sobre P+L.
No Brasil, o Centro Nacional de Tecno-
logias Limpas foi fundado em 1995 e se en-
contra na unidade local do Serviço Nacional 
de Aprendizagem Industrial (SENAI), vin-
culado à Federação das Indústrias do Rio 
Grande do Sul (FIERGS). Entre as ativida-
des do centro, destaca-se a disseminação da 
informação; a implementação de progra-
mas de Produção mais Limpa nos setores 
produtivos; a capacitação de profissionais e 
a atuação em políticas ambientais (CNTL/
SENAI-RS, 2011).
Os principais benefícios econômicos e 
ambientais da adoção de programas de P+L 
incluem: eliminação dos desperdícios, mi-
nimização ou eliminação de matérias-pri-
mas que causem impactos ambientais nega-
tivos, redução de resíduos e emissões, redu-
ção dos custos de gerenciamento dos 
resíduos, minimização dos passivos am-
bientais, incremento na saúde e segurança 
no trabalho (SEBRAE/CNTL/SENAI-RS, 
2005).
A produção mais limpa apresenta os 
três níveis de intervenção, em ordem de-
crescente, segundo classificação de CNTL/
SENAI-RS (2011). Assim, o nível 1 é o que 
mais se destaca e corresponde a evitar a ge-
ração de resíduos e emissões. Para aqueles 
resíduos que não podem ser reduzidos ou 
evitados, eles devem ser reintroduzidos no 
processo produtivo, por meio da reciclagem 
interna (nível 2). O nível 3 se refere a resí-
duos que devem ser enviados para uma re-
ciclagem externa à empresa, pela impossibi-
lidade de aproveitamento no processo de 
produção.
Ecoeficiência
O termo ecoeficiência foi introduzidoem 
1992 pelo Conselho Empresarial Mundial 
para o Desenvolvimento Sustentável – 
World Business Council for Sustainable De-
velopment (WBCSD), que apresenta a se-
guinte definição (WBCSD, 1997): “Ecoefi-
ciência é atingida pela distribuição de 
produtos e serviços a preço competitivo 
que satisfaçam as necessidades humanas e 
garantam a qualidade de vida, ao mesmo 
tempo que, progressivamente, reduzam os 
impactos ambientais e a demanda por re-
cursos naturais ao longo do seu ciclo de 
vida, a um nível no mínimo igual à capaci-
dade de suporte da terra”. Segundo essa 
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado 
para esta Unidade de Aprendizagem. Na 
Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a 
obra na íntegra.
DICA DO PROFESSOR
A P+L é uma estratégia que contribui para o processo produtivo e para a melhoria das condições 
ambientais. Assista ao vídeo!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) P+L significa a aplicação contínua de uma estratégia econômica, ambiental e 
tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso 
de matérias-primas, água e energia por meio da não geração, minimização ou 
reciclagem de resíduos gerados em um processo produtivo. A partir disso, é 
INCORRETO afirmar que: 
A) A P+L proporciona ganhos financeiros por meio da melhoria da utilização de matérias-
primas, água, energia e da não geração de resíduos.
B) A P+L pode aumentar a competitividade por meio da redução de custos de produção e 
melhorar o bem-estar da comunidade.
C) A P+L encaixa-se em qualquer ramo ou atividade, considerando a variável ambiental em 
todos os níveis da organização, envolvendo as questões ambientais com ganhos 
econômicos para a empresa.
D) Para a P+L, todo resíduo deve ser considerado um produto de valor econômico positivo.
E) A implementação da P+L como prática de ecoeficiência é, sobretudo, um exemplo de 
responsabilidade social corporativa e de sustentabilidade.
2) Sobre a P+L, é INCORRETO afirmar que: 
A) Relaciona a compra de matérias-primas, a engenharia de produto, o design, o pós-venda e 
as questões ambientais com ganhos econômicos para a empresa.
B) Refere-se a ações que, implementadas dentro da empresa, têm o objetivo de tornar o 
processo mais eficiente no emprego de seus insumos, gerando mais produtos e menos 
resíduos.
C) Por meio da implantação de um programa de P+L, a atividade produtiva identifica as 
tecnologias limpas menos adequadas para o seu processo produtivo.
D) Envolve a prevenção da geração de resíduos e efluentes, bem como emissões na fonte, o 
que evita processos e materiais potencialmente tóxicos.
E) Uma das vantagens da P+L é que os riscos são reduzidos e a transparência é aumentada.
3) Aponte a alternativa que NÃO está de acordo com os benefícios da P+L: 
A) A P+L procura eliminar o lançamento de resíduos no meio ambiente, bem como reduzi-lo 
substancialmente.
B) Processos produtivos ideais, de acordo com o conceito de P+L, ocorrem em um circuito 
fechado, sem contaminar o meio ambiente e utilizando os recursos naturais com a máxima 
eficiência possível.
C) A P+L requer os mais altos níveis de eficiência energética na produção de bens e serviços.
D) O produto final não precisa ser ambientalmente correto, desde que o processo produtivo 
envolva prevenção da poluição.
E) A embalagem do produto deve ser eliminada ou minimizada sempre que possível e, 
quando necessário, deve gerar o menor impacto ambiental possível.
4) A P+L apresenta três níveis de intervenção de acordo com a classificação do Centro 
Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL/SENAI-RS) (2011). Assinale a alternativa 
CORRETA. 
A) Nível 1: corresponde a evitar a geração de resíduos e emissões. Nível 2: são os resíduos 
que não podem ser reduzidos ou evitados, devendo ser reintroduzidos no processo 
produtivo por meio da reciclagem interna. Nível 3: são os resíduos que devem ser enviados 
para uma reciclagem externa à empresa, pela impossibilidade de aproveitamento no 
processo de produção.
B) Nível 1: são os resíduos que não podem ser reduzidos ou evitados, devendo ser 
reintroduzidos no processo produtivo por meio da reciclagem interna. Nível 2: corresponde 
a evitar a geração de resíduos e emissões. Nível 3: são os resíduos que devem ser enviados 
para uma reciclagem externa à empresa pela impossibilidade de aproveitamento no 
processo de produção.
C) Nível 1: são os resíduos que devem ser enviados para uma reciclagem externa à empresa, 
pela impossibilidade de aproveitamento no processo de produção. Nível 2: corresponde a 
evitar a geração de resíduos e emissões. Nível 3: são os resíduos que não podem ser 
reduzidos ou evitados, devendo ser reintroduzidos no processo produtivo por meio da 
reciclagem interna.
D) Nível 1: corresponde a evitar a geração de resíduos e emissões. Nível 2: são os resíduos 
que devem ser enviados para uma reciclagem externa à empresa, pela impossibilidade de 
aproveitamento no processo de produção. Nível 3: são os resíduos que não podem ser 
reduzidos ou evitados, devendo ser reintroduzidos no processo produtivo por meio da 
reciclagem interna.
E) Nível 1: resíduos que não podem ser reduzidos ou evitados, devendo ser reintroduzidos no 
processo produtivo por meio da reciclagem interna. Nível 2: são os resíduos que devem ser 
enviados para uma reciclagem externa à empresa pela impossibilidade de aproveitamento 
no processo de produção. Nível 3: corresponde a evitar a geração de resíduos e emissões.
5) 
Considerando os principais benefícios da adoção de programas de P+L, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) Eliminação dos desperdícios.
B) Minimização ou eliminação de matérias-primas que causem impactos ambientais 
negativos.
C) Maximização dos passivos ambientais.
D) Redução dos custos de gerenciamento dos resíduos.
E) Incremento na saúde e segurança no trabalho.
NA PRÁTICA
A adoção de técnicas de P+L pode ser um diferencial para as empresas, melhorando o 
aproveitamento de recursos e contribuindo para a sua imagem.
A AGCO, empresa fabricante de equipamentos para produtores rurais, implantou o Programa de 
Produção Mais Limpa, que está inserido no seu sistema de gestão ambiental.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Produção Mais Limpa
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A Produção Mais Limpa na micro e pequena empresa
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Guia da Produção Mais Limpa – Faça você mesmo
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A produção mais limpa como geradora de inovação e competitividade
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Metodologias de Produção Mais Limpa: um estudo de caso no pólo metal-mecânico da 
serra gaúcha.
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Sistemas de Gestão Ambiental – ISO 
14.000
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai conhecer os princípios de um sistema de gestão 
ambiental (SGA). Entre os tópicos que serão abordados está a série de normas ISO 14.000, que 
fornece diretrizes técnicas para o SGA; você estudará seus objetivos e sua importância.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as etapas do sistema de gestão ambiental (SGA).•
Conhecer as principais vantagens do sistema de gestão ambiental (SGA).•
Listar as principais normas da série ISO 14.000.•
DESAFIO
O ciclo PDCA de melhoria é uma ferramenta da qualidade utilizada no controle do processo 
para a solução de problemas. A sigla PDCA apresenta quatro fases e vem dos termos em inglês: 
Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar) e Action (Agir corretivamente).
Assim, podemos afirmar que o ciclo PDCA consiste em uma sequência de procedimentos 
lógicos que objetiva localizar a causa fundamental de um problema para posteriormente eliminá-

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