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<p>Desenvolvimento sustentável</p><p>Os conceitos e as definições sobre impacto e risco ambiental e sua relação com as atividades</p><p>antropogênicas. A importância da elaboração de um planejamento ambiental, os seus benefícios e a</p><p>análise de indicadores e ferramentas de sustentabilidade.</p><p>Prof.ª Rafaela Cristina Landeiro da Silva Rodrigues</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>Reconhecer que os avanços da engenharia podem levar a benefícios, mas também a problemas nos três</p><p>pilares da sustentabilidade (economia, sociedade e ambiente), bem como identificar o desenvolvimento</p><p>sustentável como a forma mais adequada para minimizar os impactos ambientais e maximizar os benefícios</p><p>para esses três pilares.</p><p>Objetivos</p><p>Relacionar os impactos ambientais às atividades antropogênicas.</p><p>Identificar os benefícios da realização de um planejamento ambiental.</p><p>Reconhecer a importância dos indicadores e das ferramentas de sustentabilidade.</p><p>Introdução</p><p>Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e entenda sobre o desenvolvimento sustentável e sua impacto</p><p>social.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>1. Os impactos ambientais e as atividades antropogênicas</p><p>Impactos ambientais</p><p>Acompanhe, neste vídeo, o conceito de impacto ambiental e como ele afeta as propriedades físicas, químicas</p><p>e biológicas do meio ambiente.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Impacto significa mudança, seja ela positiva ou negativa. Existe um impacto ambiental quando uma ação ou</p><p>atividade produz alterações no meio ambiente ou em algum de seus componentes.</p><p>O ambiente consiste em tudo ao nosso redor, ou, como afirmou o físico Albert Einstein (apud MILLER;</p><p>SPOOLMAN, 2015): “Ambiente é tudo aquilo que não sou”. Logo, trata-se das coisas vivas e inanimadas (ar,</p><p>água e energia) com as quais interagimos em uma rede complexa de relações que nos conectam uns aos</p><p>outros e com o mundo em que vivemos.</p><p>Segundo a Resolução Conama nº 1/1986, impacto ambiental pode ser definido como “qualquer alteração das</p><p>propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou</p><p>energia resultante das atividades humanas” que afetam:</p><p>Saúde, segurança e bem-estar da população</p><p>Atividades sociais e econômicas</p><p>Biota</p><p>Condições estéticas e sanitárias do meio ambiente</p><p>Qualidade dos recursos ambientais</p><p>A questão das atividades humanas é o elemento central do impacto ambiental, pois, para que ocorra o</p><p>impacto ambiental, deve haver alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio em razão de</p><p>atividades humanas.</p><p>Agora, pense em suas atividades diárias.Quais estariam causando impacto ambiental?</p><p>Se você acorda e escova os dentes, está adicionando compostos contidos na composição da sua</p><p>pasta de dente ao esgoto doméstico, não é? Caso o esgoto da sua residência não seja tratado em uma</p><p>estação de tratamento de esgoto, chegará às águas de um rio e causará impacto ambiental.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>1.</p><p>Se você se desloca por meios de transportes movidos a combustíveis fósseis, realiza outra atividade</p><p>humana com grandes impactos ambientais: tais combustíveis pioram a qualidade do ar e,</p><p>consequentemente, causam doenças respiratórias e outros males.</p><p>Atenção</p><p>Embora as mudanças possam ocorrer em virtude de causas naturais, apenas aquelas decorrentes da</p><p>ação antrópica (realizada pelo homem) são tratadas nesse contexto. Dessa forma, o termo impacto diz</p><p>respeito às alterações no meio ambiente físico, biótico e social em razão de atividades humanas em</p><p>andamento ou em fase de proposta.</p><p>A partir da definição apresentada, o impacto pode ser real ou potencial. Veja a seguir.</p><p>De acordo com a definição de impacto ambiental, devemos considerar dois aspectos importantes: o</p><p>ecológico, orientado para os estudos de impactos biológicos e geofísicos, e o humano, que contempla os</p><p>aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais.</p><p>Analisar os impactos ambientais é qualificar e quantificar essas alterações. As análises avaliam a</p><p>qualidade ambiental com e sem determinada ação ou empreendimento.</p><p>É necessário realizar as avaliações antes da realização de um projeto para efetuar o planejamento e a</p><p>formulação de propostas do ponto de vista ambiental, ou seja, considerar todos os fatores ambientais. Isso</p><p>deve acontecer por parte do empreendedor da atividade ou ação e por parte das autoridades públicas,</p><p>quando aprovam ou rejeitam uma proposta ou determinada alternativa.</p><p>Obrigatoriamente, os seguintes agentes modificadores do meio devem ser considerados durante a avaliação</p><p>de um possível impacto ambiental:</p><p>• Poluição atmosférica e da água.</p><p>• Uso e degradação dos solos.</p><p>• Substâncias radioativas.</p><p>• Ruído.</p><p>• Alterações na biocenose (fauna e flora).</p><p>• Uso e mudanças no uso do território e dos recursos</p><p>naturais.</p><p>• Expropriação do terreno e especulações imobiliárias.</p><p>• Doenças e variação da população.</p><p>• Taxa de emprego, incrementos econômicos (comércio,</p><p>serviços etc.).</p><p>• Locais histórico-culturais que possam ser afetados.</p><p>• Moradia, infraestrutura viária e sanitária.</p><p>• Serviços comunitários e equipamentos urbanos.</p><p>Os estudos de impacto ambiental devem avaliar as consequências de determinada ação para prevenir</p><p>alterações na qualidade do ambiente após a execução de uma ação ou um projeto.</p><p>2.</p><p>Real</p><p>Quando a atividade já estiver em</p><p>execução.</p><p>Potencial</p><p>Resulta de uma atividade que ainda</p><p>será praticada, que está na fase de</p><p>proposta.</p><p>Riscos ambientais</p><p>Confira os impactos ambientais das atividades de engenharia ao longo do tempo e a importância da</p><p>sustentabilidade.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>A análise de riscos ambientais é uma atividade correlata à análise de impactos, podendo inclusive ocorrer em</p><p>conjunto. A análise de riscos envolve a identificação, a avaliação, o gerenciamento e a contenção de riscos ao</p><p>ambiente e à saúde pública. Os estudos de riscos ambientais antecipam eventos ambientalmente maléficos,</p><p>planejando ações de controle e de emergência.</p><p>Um dos principais objetivos da produção e da utilização comercial de produtos e de várias áreas de atividade</p><p>humana é a redução do risco.</p><p>Observe que dois elementos determinam a extensão do risco ambiental: o perigo propriamente dito e a</p><p>exposição ao perigo. Veja a seguir.</p><p>Perigo</p><p>É a fonte dos danos ou a externalidade</p><p>negativa, como emissões venenosas de</p><p>fábricas ou produtos químicos tóxicos</p><p>derramados em um rio.</p><p>Exposição</p><p>Refere-se à trajetória entre a fonte dos danos e</p><p>a população ou o recurso natural afetado.</p><p>Embora o perigo e a exposição definam igualmente o risco ambiental, cada um deles pode afetar o resultado</p><p>independentemente do outro. Isto é, alguns perigos são de menor impacto relativo, mas afetam grande parte</p><p>da população. Outros, como alguns produtos químicos, são perigosos, mas a exposição a eles é limitada.</p><p>Os riscos ambientais resultam de exposição a um perigo ambiental potencial. Os perigos ambientais</p><p>podem ser compostos químicos específicos ou misturas químicas, como fumaça de cigarros, mesmo</p><p>em fumantes passivos, e fumaça proveniente do escapamento de carros.</p><p>Eles também podem ser patogênicos (organismos vivos como bactérias e vírus, que podem causar doenças</p><p>em outro organismo) ou resultado da destruição da camada de ozônio, das mudanças climáticas e da</p><p>escassez de água.</p><p>Os riscos de um composto químico podem envolver seus</p><p>efeitos tóxicos ou o perigo que ele representa para os</p><p>trabalhadores e para uma comunidade, por exemplo, por</p><p>causar uma explosão. Os riscos têm sido historicamente</p><p>gerenciados de acordo com a questão da exposição.</p><p>Por exemplo, a exposição pode ser limitada quando os</p><p>trabalhadores usam roupas protetoras e equipamentos de</p><p>proteção individual (EPIs) ou quando se utilizam sinais de</p><p>notificação para caminhões que transportam produtos</p><p>químicos perigosos ou cargas infectantes.</p><p>Podemos representar o risco como uma equação</p><p>matemática da seguinte forma:</p><p>Os riscos são produto de uma função de perigo e exposição. Se o perigo se aproxima</p><p>como a</p><p>finalidade de promoção da sustentabilidade ecológica, econômica e social. Dessa forma, é possível combinar</p><p>o crescimento econômico e a proteção dos recursos naturais para as presentes e futuras gerações em</p><p>decorrência do reconhecimento de valor intrínseco à biodiversidade e a seus componentes.</p><p>A competência para a elaboração dos ZEEs nacional e regional, relativos aos biomas brasileiros ou</p><p>territórios considerados como prioritários, é do poder público federal, podendo ser articulada em</p><p>cooperação com os estados.</p><p>Outro ambiente territorial que engloba os instrumentos de gestão é a zona costeira.</p><p>A Constituição Federal, no art. 225, estabelece que a zona costeira é: “Um patrimônio nacional, e sua</p><p>utilização far-se-á, na forma de lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente,</p><p>inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”.</p><p>O principal instrumento de gerenciamento ambiental</p><p>costeiro é o zoneamento ambiental, em que as áreas</p><p>costeiras são divididas em grandes compartimentos,</p><p>conforme suas potencialidades naturais e perspectivas de</p><p>uso, tanto das porções continentais como das marítimas.</p><p>Ainda relacionado aos instrumentos de gestão ambiental</p><p>territorial, consta a gestão ambiental dos recursos hídricos</p><p>e das bacias hidrográficas. A gestão ambiental dos recursos</p><p>hídricos no Brasil tem, em sua cronologia, um marco</p><p>importante dado pela instituição da Política Nacional de</p><p>Recursos Hídricos, Lei federal nº. 9.433, de 8 de janeiro de</p><p>1997, que criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de</p><p>Recursos Hídricos.</p><p>O Sistema Nacional de Recursos Hídricos é integrado pelos seguintes órgãos:</p><p>Órgãos integrantes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos.</p><p>Dentro do processo de gestão dos recursos hídricos, o planejamento é representado pelo Plano Nacional de</p><p>Recursos Hídricos, com a participação direta de diversos segmentos da sociedade civil, de institutos de</p><p>ensino e pesquisa, do governo e de setores usuários da água.</p><p>O Plano Nacional de Recursos Hídricos tem o seguinte objetivo:</p><p>Estabelecer um pacto nacional para a definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a</p><p>melhoria da oferta de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e considerando</p><p>ser a água um elemento estruturante para a implementação das políticas setoriais, sob a ótica do</p><p>desenvolvimento sustentável e da inclusão social.</p><p>Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos</p><p>Confira neste vídeo uma análise sobre os instrumentos de gerenciamento ambiental de comando e controle,</p><p>autocontrole e autorregulação e licenciamento ambiental.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Esses instrumentos têm chamado a atenção do sistema produtivo e de serviços, pois podem propiciar ganhos</p><p>financeiros e aumento da competitividade.</p><p>Veja, a seguir, exemplos de instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos:</p><p>Instrumentos de comando e controle</p><p>Os instrumentos de comando e controle são fundamentados na criação de políticas públicas e nas respectivas</p><p>regulamentações legais nos mais diversos níveis de administração pública, como a municipal, a estadual e a</p><p>federal. Essas regulamentações legais são do tipo repressivo e incluem leis, decretos, portarias, resoluções e</p><p>normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e definem penalizações, como multas,</p><p>paralisação e/ou interdição, ou termos de ajustamento de conduta junto ao Ministério Público.</p><p>Exemplo</p><p>No Brasil, um dos principais marcos legais da história ambiental foi a Política Nacional do Meio Ambiente,</p><p>criada por meio da Lei federal nº 6.939, de 9 de setembro de 1981, que define como seus instrumentos o</p><p>zoneamento ambiental.</p><p>Instrumentos de autocontrole e autorregulação</p><p>Podem ser incluídos nesta categoria os instrumentos de gestão focados por excelência na esfera privada e de</p><p>natureza voluntária, como a certificação ISO 14001. Trata-se de um mecanismo indireto de comando e</p><p>controle, pois organizações certificadas com a ISO 14001 são verificadas quanto ao cumprimento da</p><p>legislação ambiental pertinente à atividade e ao local onde estão inseridas.</p><p>A certificação ambiental surgiu da necessidade de diferenciar os produtos e serviços que apresentavam um</p><p>desempenho ambiental adequado e sustentável. Há vários tipos de certificações ambientais. Alguns exemplos</p><p>são:</p><p>Leadership in energy and environmental design (leed)</p><p>Selo de certificação e orientação ambiental de edifícios desenvolvido pela Green Building Council. É o</p><p>selo ecológico com maior reconhecimento internacional, sendo adotado nos cinco continentes.</p><p>Procel edifica (Eficiência energética em edificações)</p><p>Selo desenvolvido pela Eletrobras/Procel, dirigido a edifícios comerciais de serviços públicos, além do</p><p>setor da construção civil. Tem como objetivo promover a eficiência energética, com incentivos a</p><p>projetos que estimulem e aproveitem a iluminação e a ventilação natural dos edifícios.</p><p>Weel</p><p>Foi criado pelo International Well Building Istitute, em 2015, e é o primeiro selo que foca a saúde e o</p><p>bem-estar dos usuários, sendo um complemento e uma alternativa às outras certificações. Parte da</p><p>premissa de que o maior custo de uma edificação comercial é das pessoas que as habitam. Existem</p><p>diferentes níveis de certificação, entre a prata, o ouro e a platina. A classificação final foi calculada a</p><p>partir de 102 características descritivas, divididas em 7 áreas de avaliação, como ar, água,</p><p>alimentação, iluminação, saúde física, conforto e mente.</p><p>Em resumo, as certificações ambientais são formas de verificar o quanto um edifício, por exemplo,</p><p>possui de características sustentáveis.</p><p>Licenciamento ambiental</p><p>É um instrumento de política pública para regular as atividades com potencial de degradação ambiental, de</p><p>acordo com a Lei federal nº 6.938/1981. Segundo a Resolução Conama nº 237/1997, é definido como um</p><p>procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, a instalação, a</p><p>ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas</p><p>efetiva ou potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação</p><p>ambiental, além das estabelecidas no Anexo 1 da referida resolução.</p><p>No Rio de Janeiro, o licenciamento ambiental é realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que</p><p>estabelece as seguintes categorias de licença:</p><p>Licença prévia (LP)</p><p>Fase preliminar de planejamento da atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas</p><p>fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais</p><p>de uso do solo. É nessa fase que deve ser solicitado, quando for o caso, o EIA (Estudo de Impacto</p><p>Ambiental)/Rima (Relatório de Impacto Ambiental).</p><p>Licença de instalação (LI)</p><p>Autoriza o início da implantação, de acordo com as especificações constantes do projeto aprovado.</p><p>Licença de operação (LO)</p><p>Autoriza, após as verificações necessárias, o início da operação da atividade licenciada e o</p><p>funcionamento e seus equipamentos de acordo com o estabelecido na LP e LI.</p><p>Existem muitos outros instrumentos disseminados nos meios produtivos e de serviços que consideram</p><p>aspectos relacionados ao aumento da eficiência do uso de insumos, energia, recursos naturais e resíduos, o</p><p>que leva à redução dos impactos ambientais dos empreendimentos e melhora o seu desempenho ambiental e</p><p>econômico.</p><p>Com uma legislação cada vez mais restritiva à degradação da Terra, vem aumentando a preocupação com o</p><p>que acontece após o consumo dos produtos, isto é, quando eles não têm mais vida útil ou se tornam</p><p>obsoletos.</p><p>Esses novos conceitos levam o setor produtivo a oferecer produtos cada vez mais sustentáveis. Deve-se levar</p><p>em consideração o ciclo completo, desde a origem dos materiais, como eles são processados, quais resíduos</p><p>são gerados durante a cadeia produtiva, quais produtos são feitos a partir dos materiais e o que acontece</p><p>com esses produtos durante o seu uso e o fim de sua vida comercial. Essa concepção vai de encontro à</p><p>Avaliação</p><p>do Ciclo de Vida do produto (ACV), que também pode ser referenciada pela expressão do berço ao</p><p>túmulo. A ACV é um instrumento de gestão ambiental que considera todos os estágios de produção.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>O zoneamento ambiental ou ecológico econômico (ZEE) é um importante instrumento de ordenação territorial,</p><p>devendo ser obrigatoriamente considerado durante a implantação de planos, obras e atividades públicas e</p><p>privadas. Considere as seguintes afirmativas sobre o ZEE.</p><p>I. Tem a função de definir medidas e padrões de proteção ambiental para a manutenção da qualidade do</p><p>ambiente, dos recursos hídricos e do solo, assim como para a conservação da biodiversidade.</p><p>II. Normatiza as atividades que podem ser desenvolvidas em cada zona e indica de que maneira a zona pode</p><p>ser utilizada.</p><p>III. A competência para a elaboração dos ZEEs nacional e regional, relativo aos biomas brasileiros ou aos</p><p>territórios considerados como prioritários, é do poder público federal, podendo ser articulada com os estados.</p><p>IV. Na elaboração do ZEE, não devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades</p><p>dos ecossistemas</p><p>V. O ZEE contempla as zonas de conservação e preservação ambientais.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A</p><p>I, II e III.</p><p>B</p><p>I, III e IV.</p><p>C</p><p>III, IV e V.</p><p>D</p><p>I, II, III e V.</p><p>E</p><p>II, III, IV e V.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>Na elaboração do ZEE, devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos</p><p>ecossistemas para o estabelecimento da distribuição espacial das atividades econômicas, com a finalidade</p><p>de promover a sustentabilidade ecológica, econômica e social. O ZEE deve possibilitar o crescimento</p><p>econômico e a proteção dos recursos naturais em favor da presente e das futuras gerações em decorrência</p><p>do reconhecimento de valor intrínseco à biodiversidade e a seus componentes.</p><p>Questão 2</p><p>Existem numerosos exemplos de indicadores relacionados à dimensão social da sustentabilidade. Um dos que</p><p>tem merecido maior destaque ultimamente é o índice de desenvolvimento humano (IDH). Ele foi desenvolvido</p><p>pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que, em seu relatório, sugere que a medida do</p><p>desenvolvimento humano deve focar três elementos. Quais são eles?</p><p>A</p><p>Longevidade, conhecimento e riqueza per capita.</p><p>B</p><p>Conhecimento, padrão de vida decente e riqueza per capita.</p><p>C</p><p>Transporte e fluxo de material, longevidade e padrão de vida decente.</p><p>D</p><p>Longevidade, conhecimento e padrão de vida decente.</p><p>E</p><p>Conhecimento, riqueza per capita e transporte e fluxo de material.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>O índice de desenvolvimento humano parte do pressuposto de que, para aferir o avanço de uma população,</p><p>não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais,</p><p>culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana. O índice sugere que a medida do</p><p>desenvolvimento humano deve focar a longevidade, o conhecimento e o padrão de vida decente.</p><p>4. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>Com todos os instrumentos de sustentabilidade exemplificados, temos uma ideia de como a humanidade vem</p><p>evoluindo e se dando conta, a passos lentos, de que é necessário que todos façam a sua parte para preservar</p><p>a Terra. Se quisermos preservar nossa existência, devemos rever nossos conceitos sobre o que é importante</p><p>e, acima de tudo, sobre o que é necessário para que tenhamos uma vida com desenvolvimento social,</p><p>econômico e ambiental.</p><p>O amplo objetivo do desenvolvimento sustentável exige mudanças fundamentais no modo como a sociedade</p><p>toma as decisões. Os métodos de tomada de decisões disponíveis aos engenheiros estendem-se dos mais</p><p>objetivos (técnicos) aos mais subjetivos (éticos). Conforme as decisões de engenharia passam de técnicas</p><p>para éticas, elas se tornam cada vez menos quantitativas e cada vez mais sujeitas aos gostos pessoais, aos</p><p>prejulgamentos e às preocupações do responsável pelas decisões.</p><p>O desafio é obter prosperidade econômica, alterando a atividade do mercado, de modo que os recursos</p><p>naturais e o meio ambiente sejam protegidos. Efetuar mudanças dessa magnitude exige um conceito diferente</p><p>de política do que aquele que se apoia em regras e limites: instrumentos de controle que frequentemente se</p><p>opõem ao incentivo de mercado do poluidor. Caso a sociedade deseje manter um compromisso de longo</p><p>prazo para preservar a Terra, é preciso haver uma motivação para fazê-lo, além da fuga das penalidades por</p><p>não cumprir as leis.</p><p>Explore +</p><p>Confira as indicações que separamos especialmente para você!</p><p>• Pesquise no site da Agência Nacional de Águas sobre os indicadores de qualidade.</p><p>• Pesquise no site da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos sobre os indicadores da</p><p>OECD.</p><p>• Faça uma pesquisa sobre zoneamento nos sites das seguintes instituições: Ministério do Meio Ambiente e</p><p>Instituto Estadual do Ambiente.</p><p>• Para saber mais sobre certificações ambientais, pesquise no site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e</p><p>Pequenas Empresas (Sebrae).</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Do conceito de P+L para o conceito de PCS. Brasília, DF: Ministério do</p><p>Meio Ambiente, s. d. Consultado na internet em 27 mar. 2020.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e</p><p>mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981. Dispõe sobre a criação de Estações Ecológicas, Áreas de</p><p>Proteção Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981.</p><p>BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no</p><p>9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2010.</p><p>BRASIL. Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF,</p><p>nº 247, 22 dez. 1997, p. 30841-30843. Consultado na internet em: 27 mar. 2020.</p><p>BRASIL. Plano Nacional de Recursos Hídricos. Brasília, DF: Ministério de Meio Ambiente, 2006.</p><p>BRITO, L. et al. Influência das atividades antrópicas na qualidade das águas da bacia hidrográfica do Rio</p><p>Salitre. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 9, n. 4, p. 596-602, 15 abr. 2005.</p><p>CASTRO, C.; LEMOS, C. Planejamento ambiental. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2016.</p><p>CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Procel Edifica: eficiência energética nas</p><p>edificações. Consultado na internet em: 27 mar. 2020.</p><p>CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. CONAMA. Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Critérios</p><p>básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Brasília, DF: Presidência da República, 1986.</p><p>LIMA-GUIMARÃES, S. T. et al.Gestão de áreas de riscos e desastres ambientais. Rio Claro: IGCE/UNESP/RIO</p><p>CLARO, 2012.</p><p>MENDES, J. A. M. Plano de emergência ambiental – Obra: construção do Hospital Regional do Vale do</p><p>Jaguaribe. Marquise engenharia, 2 mar. 2018.</p><p>ROMEIRO, A. R. Desenvolvimento sustentável: uma perspectiva econômico-ecológica. Estudos Avançados, v.</p><p>26, n. 74, p. 65-92, 2012. Consultado na internet em: 27 mar. 2020.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de textos, 2008.</p><p>STAMM, H. R. Método para Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) em projetos de grande porte: estudo de</p><p>caso de uma usina termelétrica. 2003. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal</p><p>de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.</p><p>TOMINAGA, L. K.; SANTORO, J.; AMARAL, R. Desastres naturais: conhecer para prevenir. 3. ed. São Paulo:</p><p>Instituto Geológico, 2015.</p><p>Desenvolvimento sustentável</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>Objetivos</p><p>Introdução</p><p>Conteúdo interativo</p><p>1. Os impactos ambientais e as atividades antropogênicas</p><p>Impactos ambientais</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Atenção</p><p>Riscos ambientais</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Perigo</p><p>Exposição</p><p>Atenção</p><p>Solvente</p><p>Solução de limpeza</p><p>Saiba mais</p><p>Impactos ambientais dos projetos e das atividades de engenharia</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Exemplo</p><p>Saiba mais</p><p>Previsão de impacto e análise de risco ambiental</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Magnitude</p><p>Relevância</p><p>Abrangência</p><p>Método Ad hoc</p><p>Listagens de controle</p><p>Matrizes de impactos</p><p>Sobreposição de mapas</p><p>Redes de interação</p><p>Modelos de simulação</p><p>Saiba mais</p><p>Emergências ambientais</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>2. Os benefícios do planejamento ambiental</p><p>Planejamento ambiental</p><p>Saiba mais</p><p>1</p><p>2</p><p>Você sabe quais são as fases do processo de planejamento?</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Desafios da sustentabilidade</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Exemplo</p><p>Capital Natural</p><p>Pegadas ecológicas</p><p>Pontos ecológicos</p><p>Atenção</p><p>Energia</p><p>Minerais metálicos</p><p>Minerais não metálicos</p><p>Saiba mais</p><p>Saiba mais</p><p>Estações ecológicas</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Saiba mais</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Lei de proteção da biodiversidade (Lei nº 13.123/2015)</p><p>Código florestal (Lei nº 12.651/2012)</p><p>Lei de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010)</p><p>Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) (Lei nº 12.187/2009)</p><p>Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) (Lei nº 9.985/2000)</p><p>Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</p><p>Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997)</p><p>Constituição Federal (1988)</p><p>Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981)</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>3. Os indicadores e as ferramentas de sustentabilidade</p><p>Métricas e indicadores de sustentabilidade</p><p>Saiba mais</p><p>Indicadores de sustentabilidade</p><p>Indicadores ambientais</p><p>Exemplo 1</p><p>Exemplo 2</p><p>Exemplo 3</p><p>Agora você consegue mensurar o desenvolvimento sustentável?</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Ferramentas de sustentabilidade</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Atenção</p><p>Instrumentos de gestão ambiental territorial</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Resumindo</p><p>Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Instrumentos de comando e controle</p><p>Exemplo</p><p>Instrumentos de autocontrole e autorregulação</p><p>Leadership in energy and environmental design (leed)</p><p>Procel edifica (Eficiência energética em edificações)</p><p>Weel</p><p>Licenciamento ambiental</p><p>Licença prévia (LP)</p><p>Licença de instalação (LI)</p><p>Licença de operação (LO)</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>4. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>Explore +</p><p>Referências</p><p>do infinitamente grande,</p><p>os riscos só podem ser reduzidos a quase zero se a exposição for reduzida a quase zero. No entanto, quando</p><p>o perigo tende a zero, a exposição pode se aproximar do infinito sem afetar significativamente o risco.</p><p>Atenção</p><p>A redução do perigo é um modo muito mais garantido de diminuir riscos do que a diminuição da</p><p>exposição. Os fatores humanos que desempenham um papel fundamental no sucesso da limitação da</p><p>exposição e que exigem um esforço consciente e constante são muito menos cruciais em cenários de</p><p>redução do perigo.</p><p>Compare, por exemplo, a utilização de um solvente orgânico volátil, inflamável e um pouco tóxico na limpeza e</p><p>para desengraxar peças de metal usinado com o uso de uma solução aquosa de um agente limpante atóxico.</p><p>Solvente</p><p>Para operar com o solvente de forma segura, é</p><p>necessária vigilância constante para evitar o</p><p>perigo. Falhas nas medidas de proteção podem</p><p>causar um acidente grave ou lesões sérias.</p><p>Solução de limpeza</p><p>A solução de limpeza aquosa não apresenta</p><p>qualquer desses perigos, e alguma falha nas</p><p>medidas de proteção não causariam problemas.</p><p>Saiba mais</p><p>Perigo: Formação de misturas explosivas com o ar ou a exposição excessiva dos trabalhadores à</p><p>inalação do solvente.</p><p>As relações entre riscos, perigo e exposição são extremamente importantes porque os métodos atuais para</p><p>proteção da saúde humana e do ambiente estão muito ligados ao paradigma de riscos e dependem quase</p><p>exclusivamente do controle da exposição.</p><p>Os consequentes esforços da engenharia para diminuir a probabilidade de exposição a uma ampla variedade</p><p>de perigos, incluindo intoxicantes, substâncias reativas, inflamáveis e explosivos, têm sido significativos.</p><p>Entretanto, essa estratégia é bastante cara e ela ainda pode, como uma função da probabilidade, falhar no</p><p>final.</p><p>Quando o controle à exposição falha, o risco é igual a uma função do perigo. Essa relação implica a</p><p>necessidade de projetar moléculas, produtos, processos, comportamentos sociais e sistemas para que a</p><p>saúde e a segurança não dependam de controles ou sistemas que possam falhar ou ser sabotados</p><p>(intencionalmente ou acidentalmente), mas que dependam do uso de compostos químicos e materiais</p><p>benignos (minimamente perigosos).</p><p>Impactos ambientais dos projetos e das atividades de</p><p>engenharia</p><p>Neste vídeo, vamos mostrar os impactos ambientais das atividades de engenharia ao longo do tempo e a</p><p>importância da sustentabilidade. Assista!</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O homem começou a interagir de maneira diferente com os ecossistemas a partir do momento em que</p><p>desenvolveu a agricultura e outras formas de alterar a dinâmica do meio ambiente a seu favor. As alterações</p><p>geradas pelo ser humano tomaram proporções bem maiores nas últimas décadas, com o desenvolvimento da</p><p>sociedade e a busca dos países por crescimento econômico.</p><p>A busca pela prosperidade econômica, além da própria existência das sociedades como conhecemos, prevê a</p><p>degradação ambiental e a utilização de seus recursos. Algumas evidências disso seriam o aumento de</p><p>contaminantes provenientes de atividade industrial e mineração, o uso insustentável de recursos naturais e a</p><p>disposição inadequada de resíduos.</p><p>A visão teológica e filosófica do homem como guardião da Terra vigora outra vez, agora sob a ótica científica,</p><p>muito mais por necessidade do que por benevolência para com a natureza. Assim, é de incumbência da</p><p>humanidade examinar suas ações e harmonizá-las para que possam assegurar que o planeta continue</p><p>habitável.</p><p>Os estudos de impactos e riscos ambientais são o primeiro passo racional nesse processo, pois</p><p>representam a oportunidade de o homem considerar, na sua tomada de decisão, os efeitos de suas</p><p>ações, o que normalmente não ocorre no mercado de troca de bens e serviços. Esses efeitos</p><p>precisam ser discutidos contra as vantagens econômicas derivadas de determinada ação.</p><p>Qualquer projeto de engenharia, grande ou pequeno, inclui uma série de decisões tomadas pelos engenheiros</p><p>em sua implantação. Às vezes, tais decisões revelam-se equivocadas. Muitas delas, no entanto, tomadas</p><p>diariamente centenas de vezes por milhares de engenheiros, estão corretas e, assim, aprimoram o conjunto da</p><p>civilização humana, protegem o meio ambiente e reforçam a integridade dessa profissão.</p><p>Como raramente a tomada de decisões em engenharia se mostra equivocada, esse processo é pouco</p><p>conhecido e discutido. No entanto, quando uma decisão se revela equivocada, os resultados geralmente são</p><p>catastróficos. Um exemplo é a Ciclovia Tim Maia. Um trecho dessa ciclovia, na Avenida Niemeyer, que liga três</p><p>bairros da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, caiu durante um temporal.</p><p>Ciclovia Tim Maia.</p><p>Como afirma Gray (apud VESILIND; MORGAN, 2015), médicos só podem ferir uma pessoa por vez, ao passo</p><p>que engenheiros têm potencial para ferir milhares, devido a sistemas projetados incorretamente.</p><p>Exemplo</p><p>Nos estágios preliminares do projeto de um processo de manufatura, há bastante flexibilidade no</p><p>desenvolvimento de soluções que impeçam ou minimizem os riscos por meio de decisões que eliminem o</p><p>uso e a produção de compostos químicos perigosos. Um engenheiro não projetaria intencionalmente um</p><p>processo de manufatura se o resultado direto propiciasse que os trabalhadores da indústria e os</p><p>membros da comunidade contraíssem câncer ou que os peixes de um rio local morressem após a</p><p>exposição à descarga de água residuária.</p><p>Contudo, os impactos adversos nos homens e nos ecossistemas infelizmente são o resultado de muitas de</p><p>nossas práticas atuais de projeto de engenharia. Os profissionais estão agora adotando a “química verde” e a</p><p>“engenharia verde” como meios para desenvolver compostos químicos, materiais, processos e serviços que</p><p>reduzam ou eliminem o uso e a geração de substâncias perigosas, com riscos reduzidos à saúde humana e ao</p><p>ambiente.</p><p>Tome como exemplo os edifícios. Reflita, por alguns minutos, sobre a variedade de materiais usados na</p><p>construção de prédios, sobre a lista de materiais e revestimentos usados para decorar e mobiliar um imóvel e</p><p>sobre o número de compostos químicos usados durante a operação e a manutenção do edifício.</p><p>Quantos desses materiais estruturais, adesivos, selantes, coberturas para o chão e paredes, componentes de</p><p>mobiliário e agentes de limpeza são selecionados com base em critérios para maximizar a saúde e a</p><p>produtividade dos habitantes do edifício, com a minimização do impacto adverso potencial (os riscos) aos</p><p>humanos e ao ambiente?</p><p>Saiba mais</p><p>Infelizmente, a resposta a essa pergunta é a seguinte: muito poucos. O projeto verde de edifícios leva em</p><p>consideração a saúde dos ocupantes e o impacto no ambiente associados a escolhas de materiais.</p><p>Ambientes internos mal projetados e gerenciados têm um grande impacto econômico adverso na</p><p>sociedade, além do aumento dos custos da saúde e a menor produtividade no trabalho.</p><p>Nos anos 1970, os cientistas Paul Ehrlich e John Holdren desenvolveram um modelo simples que mostrava</p><p>como o tamanho populacional (P), a afluência ou o consumo de recursos por pessoa (A) e os efeitos</p><p>ambientais benéficos e prejudiciais das tecnologias (T) ajudam a determinar o impacto ambiental (I) das</p><p>atividades humanas (uma estimativa aproximada do quanto a humanidade está degradando o capital natural</p><p>de que depende). Podemos resumir esse modelo de forma simples:</p><p>Algumas formas de tecnologia — fábricas poluentes, usinas de energia e carvão e veículos movidos a</p><p>combustíveis fósseis — elevam o impacto ambiental e aumentam o fator T na equação. Outras tecnologias, ao</p><p>reduzirem o impacto ambiental, diminuem o fator T. Os exemplos são:</p><p>Controle da poluição e tecnologias de prevenção.</p><p>Turbinas eólicas e células solares, que geram eletricidade sem poluir.</p><p>Carros com combustível eficiente.</p><p>Em outras palavras, algumas formas de tecnologia são ambientalmente perigosas e outras, benéficas.</p><p>Na maioria dos países menos desenvolvidos, os fatores principais do impacto ambiental total são o tamanho</p><p>da população e a degradação</p><p>dos recursos renováveis, como o número crescente de pessoas pobres. Nos</p><p>países desenvolvidos, as altas taxas de uso de recurso per capita e o consequente alto nível de poluição e</p><p>degradação ambiental são, em geral, os fatores utilizados para determinar o impacto ambiental total.</p><p>Impacto (I) = População (P) x Afluência (A) x Tecnologia (T)</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Previsão de impacto e análise de risco ambiental</p><p>Conheça neste vídeo os estudos integrados sobre previsão de impacto e análise de risco para avaliação da</p><p>possibilidade de ocorrência de um acidente, como evitá-lo e mitigá-lo após sua ocorrência.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>A definição da previsão dos impactos ambientais foi elaborada na década de 1960 e deu base para o</p><p>estabelecimento da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), pois era preciso prevenir os impactos analisando os</p><p>riscos envolvidos.</p><p>O impacto ambiental está associado ao fator tempo, visto que podem ser feitos projetos para amenizar os</p><p>prejuízos ambientais de uma ação, conforme ilustra a imagem.</p><p>Representação gráfica de um impacto ambiental.</p><p>É importante lembrar que, de acordo com a Resolução 001/86 do CONAMA, em seu art. 1º, o impacto</p><p>ambiental se refere a mudanças causadas nas propriedades do meio ambiente por meio da ação de humanos.</p><p>Essas ações podem gerar perdas no que tange à saúde, à segurança e ao conforto da sociedade, bem como</p><p>impactar na maneira como a população se relaciona com o meio.</p><p>De acordo com a legislação, podemos ter a impressão de que os impactos são sempre negativos. No entanto,</p><p>os impactos ambientais podem afetar favorável ou desfavoravelmente o meio ambiente.</p><p>Portanto, a AIA considera os aspectos positivos e negativos, também chamado de “benefícios e</p><p>adversidades”, e podem participar de tal avaliação as partes interessadas (responsável pelo projeto) e</p><p>afetadas, o poder público (órgão municipal).</p><p>A previsão de impacto e a análise de risco são estudos integrados que têm por objetivo a avaliação</p><p>da possibilidade de ocorrer um acidente, e o que pode ser feito para evitá-lo, bem como mitigá-lo</p><p>após sua ocorrência.</p><p>Dessa forma, quando pensamos em qualquer projeto, é necessário considerar quais são os riscos envolvidos.</p><p>Essa ação colabora na avaliação das consequências enquanto estão ocorrendo, até porque é nessa fase que</p><p>os danos no meio ambiente aparecem e os acidentes de uma operação podem ser evitados.</p><p>As modificações provocadas no meio em decorrência das atividades humanas e suas consequências nos</p><p>meios físicos, biológicos e socioeconômicos têm demonstrado que é preciso incluir as questões ambientais no</p><p>processo decisório a partir do momento da avaliação de propostas e planejamento de um projeto de ocupação</p><p>territorial, o qual está atrelado à implantação das atividades econômicas.</p><p>A identificação e caracterização dos impactos ambientais nos permite analisá-los de forma quantitativa e</p><p>qualitativa, de modo que poderão ser classificados em categorias de importância. Sanchez (2013) lista</p><p>diversos tipos de atributos ou categorias, como:</p><p>Magnitude</p><p>Reversível ou irreversível: Quando a causa e o impacto acabam, o meio alterado retorna ao que</p><p>era antes, ou nunca mais poderá ser o mesmo.</p><p>Duração: Pode ser temporária ou permanente.</p><p>Incidência: Direta ou indireta. A direta é uma mudança decorrente de um aspecto ambiental</p><p>gerado por um processo. Já a indireta é proveniente de um impacto direto que produz</p><p>impactos secundários.</p><p>Prazo para manifestação do impacto: Pode ser curto, médio e longo prazo.</p><p>Relevância</p><p>Cumulatividade: O impacto pode ficar mais intenso pela continuidade da ação do seu agente</p><p>gerador.</p><p>Sinergia: É a forma que um impacto pode causar influência ou induzir outros a acontecerem.</p><p>Importância: Muito pequena, pequena, média, grande ou muito grande. Quando é algo muito</p><p>pequeno, há dificuldade de identificar a alteração, e portanto, ela não é identificada nem</p><p>medida. Quando ela é pequena, já é possível medir, mas não há ganhos ou perdas na qualidade</p><p>ambiental da área. Isso não acontece na média, já que há ganhos e perdas. Por fim, a grande e</p><p>muito grandes são ganhos e perdas expressivas na qualidade ambiental da área afetada.</p><p>Abrangência</p><p>Pontual: É quando a modificação afeta somente a área de intervenção, ou seja, a área</p><p>diretamente afetada.</p><p>Local: É quando a modificação afeta também o entorno da área de intervenção, ou seja, a área</p><p>indiretamente afetada.</p><p>Conforme há mais categorias e impactos, sua caracterização aumenta e sua significância pode ser analisada.</p><p>Quanto maior, mais grave poderá ser o problema ambiental, e mais difícil sua mitigação.</p><p>São vários os métodos existentes para análise e avaliação dos impactos ambientais. Trouxemos a seguir</p><p>alguns deles:</p><p>Método Ad hoc</p><p>Este método, também chamado de julgamento de especialistas, é utilizado quando há pouca</p><p>informação sobre o projeto ou empreendimento e quando não temos detalhamento da área em que</p><p>este projeto será executado. Ele perfaz um grupo multidisciplinar de profissionais que detêm</p><p>conhecimentos variados nas áreas do projeto e no meio ambiente.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Listagens de controle</p><p>Também conhecidas como listagens de verificação, são materiais construídos a partir de situações</p><p>que já foram vividas. A maior parte das listas de controle é orientada para a identificação dos</p><p>impactos potenciais sobre fatores ambientais considerados relevantes, diferenciando-se umas das</p><p>outras pelo nível de sofisticação aplicado. Tais análises são feitas em menor tempo, sendo mais</p><p>rápidas, pois não consideram detalhamentos de origem e magnitude.</p><p>Matrizes de impactos</p><p>Assim como as listagens de controle, as matrizes apresentam inúmeras possibilidades de variação.</p><p>Elas foram construídas no formato de tabela, em que, no eixo horizontal, são consideradas as</p><p>características ambientais e, no eixo vertical, as ações e impactos, tanto positivos como negativos.</p><p>Sobreposição de mapas</p><p>A informação mais importante deste método são os mapas, ou seja, é preciso ter uma base</p><p>cartográfica que represente a abrangência dos impactos ambientais no território onde o projeto ou</p><p>empreendimento será instalado.</p><p>Os mapas podem ter aspectos físicos, químicos, biológicos, sociais, econômicos, culturais, entre</p><p>outros; e uma das formas que permitirá a interpretação é a sobreposição. Quando se sobrepõe,</p><p>poderá ser identificada a área afetada e quais serão os impactos e efeitos do projeto nos aspectos.</p><p>Redes de interação</p><p>Podem ser definidas como uma representação esquemática de uma sequência de impactos</p><p>ambientais de uma intervenção no meio. O principal objetivo dessa metodologia é a determinação das</p><p>relações entre as ações, sendo que muitas vezes elas podem estar associadas ou interligadas, não</p><p>somente uma relação de causa e consequência, mas como se fosse uma relação em cadeia com</p><p>impactos diretos e indiretos.</p><p>Modelos de simulação</p><p>Esta metodologia está relacionada com as redes de interação, quando se observa tendências que</p><p>foram utilizadas no desenvolvimento de modelos matemáticos para a simulação dos impactos</p><p>ambientais.</p><p>Citamos seis dos modelos mais utilizados, mas a escolha do método vai depender de qual é utilizado para</p><p>qual situação de impacto, e qual os especialistas do estudo terão maior familiaridade.</p><p>De acordo com Stamm (2003), a definição de qual método será utilizado e que melhor se aplica vai depender</p><p>de vários fatores, como:</p><p>Características e dimensões do projeto.</p><p>Resultados esperados desta avaliação.</p><p>Se existem outras possibilidades.</p><p>Listagem dos possíveis impactos.</p><p>Facilidades na utilização do método e experiência da equipe que executará a Avaliação de Impacto</p><p>Ambiental (AIA).</p><p>Levantamento dos recursos necessários versus recursos disponíveis.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Avaliação sobre qual é o tipo de envolvimento público durante a aplicação do método.</p><p>Vivência do empreendedor neste tipo de método.</p><p>Para uma maior assertividade, pode ser feita uma combinação desses métodos.</p><p>Ainda podemos citar os documentos EIA e RIMA, na continuidade</p><p>da Previsão de Impacto e Análise de Risco</p><p>Ambiental. O EIA é uma sigla para Estudo de Impacto Ambiental, enquanto o RIMA significa o Relatório de</p><p>Impacto Ambiental.</p><p>EIA e RIMA são documentos associados à intensidade e dimensão do impacto no meio ambiente. Vejamos</p><p>suas diferenças!</p><p>Mas, ambos documentos são importantes e fundamentais para licenciamentos ambientais de grande potencial</p><p>poluidor.</p><p>Os estudos de impacto ambiental estão previstos na Lei Federal nº 6.938, de 1981, que reconheceu e instituiu</p><p>a Política Nacional do Meio Ambiente para o bem de toda a sociedade, e de forma específica na Resolução</p><p>CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) 001/86 de 23 de janeiro de 1986.</p><p>O objetivo principal desses documentos é o controle e a medição do impacto ambiental, de forma que também</p><p>analisa a viabilidade de um novo empreendimento ou atividade, a fim de autorizar ou não sua implantação e/</p><p>ou funcionamento.</p><p>Mas, quando é exigido um EIA/RIMA?</p><p>Saiba mais</p><p>Depende da complexidade, tipologia, porte e localização do empreendimento e/ou atividade. Além disso,</p><p>esses estudos deverão ser elaborados por uma equipe multidisciplinar independente, legalmente</p><p>habilitada nos conselhos de classe (Exemplo: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA), e</p><p>contratada pelo empreendedor.</p><p>Vamos agora a um caso interessante: alguns municípios - como Uberaba (MG) - possuem leis de patrimônio</p><p>geológico, pois lá já foram encontrados fósseis importantes. Para esses locais, há a necessidade de um laudo</p><p>geológico para aprovar a movimentação de solo durante uma escavação (como as para empreendimentos</p><p>verticais). Para projetos mais complexo e com área elevada, um EIA ou RIMA é importante.</p><p>Emergências ambientais</p><p>Explore, neste vídeo, os riscos que podem causar emergências e como elaborar um plano de emergência</p><p>ambiental.</p><p>•</p><p>•</p><p>EIA</p><p>É o estudo completo, com várias páginas</p><p>pormenorizadas, e na qual os técnicos da</p><p>área vão avaliar seu conteúdo.</p><p>RIMA</p><p>É o resumo do EIA, com linguagem</p><p>menos técnica e rebuscada, a fim de</p><p>garantir que seu conteúdo fique mais</p><p>fácil de entender para a população</p><p>participante da audiência pública.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>São ocorrências que não podem ser previstas e/ou não são desejáveis. Podem causar danos diretos ou</p><p>indiretos ao meio ambiente e à saúde pública, além de prejuízos econômicos e sociais, ocorrendo em</p><p>diferentes níveis de gravidade.</p><p>Para evitar as condições que causam emergências, como incêndios, sinistros e ameaças externas, é</p><p>fundamental prever os riscos que podem as ocasionar. Uma das formas de garantir a antecipação é</p><p>elaborando um plano de emergência ambiental, que tem as funções de identificar os cenários emergenciais e</p><p>definir as ações que devem ser seguidas no caso de desencadeamento de emergências.</p><p>Ao executar qualquer atividade, seja de pequeno, médio ou grande porte, primeiro, é fundamental analisar</p><p>criteriosamente todos os fatores envolvidos no sistema, a fim de definir os riscos potenciais e como</p><p>acontecimentos desejáveis e indesejáveis podem ocorrer ou quais podem ser previstos e/ou planejados ou</p><p>não.</p><p>Os acidentes podem ser de causas naturais, como erupções vulcânicas, ou causados por ações da</p><p>humanidade, como vazamentos em reatores nucleares. Entre diversos acidentes que geram danos ao meio</p><p>ambiente, os que acontecem com mais frequência no mundo são:</p><p>Derramamento de óleo nos mares.</p><p>Incêndios (em áreas urbanas ou florestais).</p><p>Explosões.</p><p>Colisões.</p><p>O atual estado de emergência ambiental é uma ameaça crítica ao meio ambiente e à saúde pública, devido à</p><p>grande quantidade de emissão de poluentes, o que potencializa alguns desastres naturais, como chuva ácida.</p><p>Entre as diversas consequências de um acidente ou uma emergência ambiental, podemos destacar:</p><p>Poluição do ar, do solo e da água.</p><p>Danos à fauna e flora.</p><p>Danos à saúde humana.</p><p>Prejuízos econômicos.</p><p>O Plano de emergência ambiental (PEA) é o documento utilizado para identificar os cenários emergenciais e</p><p>definir as ações a serem seguidas, no caso do desencadeamento de tais processos emergenciais. Ele é</p><p>necessário para instalações industriais e municípios que possuem riscos ambientais.</p><p>O objetivo do PEA é atender aos procedimentos de segurança e às exigências legais e integradas de</p><p>segurança, meio ambiente e saúde, com o propósito de proteger as pessoas, o meio ambiente, os</p><p>equipamentos e as instalações e as relações com as comunidades afetadas pelo projeto ou empreendimento.</p><p>O PEA deve conter os procedimentos de resposta às situações emergenciais, além de definir as atribuições e</p><p>as responsabilidades dos envolvidos, a fim de propiciar as condições necessárias para o pronto atendimento</p><p>às emergências, por meio de ações rápidas e seguras.</p><p>O plano deve ser estruturado com os seguintes itens:</p><p>Identificação da instalação ou do empreendimento.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Localização geográfica da atividade.</p><p>Uso da área.</p><p>Descrição das instalações.</p><p>Cenários acidentais.</p><p>Área de abrangência e limitação do plano.</p><p>Estrutura organizacional de resposta.</p><p>Ações de resposta às situações emergenciais.</p><p>Recursos humanos e materiais disponíveis.</p><p>Divulgação, estabelecimento, integração com outras instituições.</p><p>Manutenção do plano.</p><p>Programa de treinamento e simulados.</p><p>Proposta de monitoramento de áreas que vierem a ser afetadas.</p><p>Implantação do PAE.</p><p>Equipe técnica.</p><p>Confira, a seguir, alguns exemplos em que o PEA pode ser aplicado!</p><p>Derrame ou vazamento de produtos químicos.</p><p>Extravasamento de efluentes.</p><p>Queda de resíduos sólidos durante o transporte.</p><p>Situações de incêndios.</p><p>Além do PEA, podem ser aplicados simulados de emergência. Uma situação real de combate e controle a</p><p>emergência é reproduzida, visando verificar se os procedimentos estabelecidos, os recursos humanos e</p><p>materiais e a logística apresentam, na prática, o desempenho estabelecido no planejamento. Uma ocorrência</p><p>pode acontecer de várias formas, inclusive, com fatores que dificultem o atendimento.</p><p>Dessa forma, é necessário promover periodicamente exercícios com simulados programados, com base em</p><p>hipóteses acidentais e procedimentos para atender à emergência do PEA.</p><p>No que se refere aos acidentes ambientais, todos os colaboradores de uma organização deverão passar por</p><p>treinamento antes de iniciarem suas atividades, independentemente de quais forem, com o objetivo de que</p><p>sejam capazes de agir corretamente quando houver alguma anormalidade. É importante que os treinamentos</p><p>e os simulados sejam efetuados por profissionais capacitados, como bombeiro civil. Observe o exemplo a</p><p>seguir.</p><p>Simulado atendimento emergencial.</p><p>Os simulados devem ocorrer com objetivo de:</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Testar os recursos disponíveis.</p><p>Identificar os procedimentos falhos e corrigi-los.</p><p>Reconhecer as situações críticas.</p><p>Identificar as necessidade de adequação nos procedimentos e as oportunidades de melhoria das</p><p>ações que foram definidas no Plano de emergência ambiental.</p><p>Avaliar a capacidade de reação e tomada de decisão dos colaboradores na ocorrência de situações</p><p>anormais.</p><p>É recomendado que os simulados ocorram de forma periódica. Além disso, após a ocorrência de emergência</p><p>ambiental (real ou simulada), a necessidade de revisão do plano deverá ser avaliada. A partir do simulado,</p><p>podem ser identificados pontos de revisão e melhoria.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>O consumo mundial de água aumentou mais de seis vezes em menos de um século, mais que o dobro das</p><p>taxas de crescimento da população. Em nível global, os recursos hídricos tendem a se tornar mais escassos,</p><p>devido aos processos de uso e de poluição crescentes, caso não haja ações enérgicas para a melhoria da</p><p>gestão da oferta e da demanda da água. No contexto da influência das atividades antrópicas para a qualidade</p><p>das águas, considere as seguintes atividades relacionadas com a poluição das águas.</p><p>I. Produção de alimentos com utilização de agrotóxicos.</p><p>II. Produção de alimentos com utilização</p><p>de fertilizantes.</p><p>III. Operação de uma empresa, com LO, na produção de solventes.</p><p>IV. Cemitérios.</p><p>V. Atividades industriais e de mineração.</p><p>São atividades relacionadas à poluição das águas as indicadas nos itens</p><p>A</p><p>I, II e III.</p><p>B</p><p>II, IV e V.</p><p>C</p><p>I, II, IV e V.</p><p>D</p><p>II, III e V.</p><p>E</p><p>I, II, III e IV.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>A alternativa C está correta.</p><p>A produção de alimentos com agrotóxicos e fertilizantes apresenta a possibilidade de contaminação da</p><p>água, visto que, por exemplo, com a chuva, ocorre a lixiviação dos agrotóxicos e dos fertilizantes que</p><p>podem se infiltrar e contaminar as águas subterrâneas ou um rio. Os agrotóxicos são compostos difíceis de</p><p>serem degradados e, portanto, permanecerão no ambiente durante longos períodos. Já os fertilizantes</p><p>contribuem para a eutrofização (crescimento excessivo das plantas) nos corpos hídricos, pois o objetivo da</p><p>aplicação desses componentes é fornecer nutrientes para a plantação; porém, em excesso nas águas,</p><p>causam desequilíbrio. Para cemitérios e lixões, há atividades que podem gerar o necrochorume e o</p><p>chorume, líquido proveniente da decomposição da matéria orgânica. Assim, em um terreno sem preparação</p><p>adequada, esses líquidos se infiltrarão no solo e contaminarão a água subterrânea. Nas atividades de</p><p>mineração e industriais, temos os contaminantes e os resíduos industriais, que causam poluição hídrica. Em</p><p>relação à operação de uma empresa de produção de solventes, como qualquer outra empresa que</p><p>contenha licença ambiental, ainda sendo especificada a licença de operação (LO), já é previsto o</p><p>tratamento dos efluentes gerados por essa empresa. Dessa forma, a empresa não poderá contaminar um</p><p>rio, por exemplo.</p><p>Questão 2</p><p>A respeito das questões ambientais e do desenvolvimento sustentável que permeiam as discussões da</p><p>sociedade atual, assinale a opção correta:</p><p>A</p><p>O conceito de desenvolvimento sustentável começou a ser elaborado no início do século XVI, antes mesmo da</p><p>Primeira Revolução Industrial.</p><p>B</p><p>Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, representantes de 113 países se reuniram para debater questões relativas</p><p>ao meio ambiente. Esse encontro é considerado como a primeira mobilização em torno desse tema.</p><p>C</p><p>Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento</p><p>(Rio-92). Nesse encontro, foi assinado o Protocolo de Quioto por todos os países que participaram do evento.</p><p>D</p><p>Em 2002, o Egito abrigou a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável. Nesse encontro foram</p><p>discutidas somente questões relacionadas ao meio ambiente. Esse encontro recebeu a denominação de</p><p>Rio+10, pois aconteceu 10 anos após a conferência do Rio-92.</p><p>E</p><p>O conceito de desenvolvimento sustentável foi concebido no século XIX, durante a Segunda Revolução</p><p>Industrial.</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como Conferência</p><p>de Estocolmo, em 1972, foi a primeira grande reunião de chefes de estado organizada pelas Nações Unidas</p><p>(ONU) para tratar das questões relacionadas à degradação do meio ambiente. As conferências</p><p>internacionais posteriores, como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e</p><p>Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, conhecida como Eco-92, e o Protocolo de Quioto,</p><p>em 1997, contribuíram para que a questão ambiental ganhasse cada vez mais importância nas questões</p><p>políticas nos domínios de gestão nos níveis regional, nacional e internacional. Dez anos após e Eco-92, a</p><p>ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento sustentável em</p><p>Joanesburgo (África do Sul). Nos debates, os países revisaram as metas da Agenda 21, um dos principais</p><p>resultados da Eco-92.</p><p>2. Os benefícios do planejamento ambiental</p><p>Planejamento ambiental</p><p>Por definição, planejar significa elaborar, em etapas e com bases técnicas, planos e programas com objetivos</p><p>definidos. Todas as atividades humanas requerem planejamento. Necessitamos de organização, de controle,</p><p>do estabelecimento de metas.</p><p>Você já realizou seu planejamento para esta semana? Quais são seus objetivos para o dia de hoje? De que</p><p>maneira você alcançará esses objetivos? Respondendo a essas questões, você realiza etapas de um</p><p>planejamento.</p><p>O planejamento deve ser encarado como a execução de um plano norteador para o futuro,</p><p>estabelecendo os objetivos e, na sequência, propondo os mecanismos para que eles sejam</p><p>alcançados.</p><p>Porém, é preciso ter em mente que um planejamento não segue uma única fórmula, pois algumas habilidades</p><p>são necessárias para realizar um planejamento, como a capacidade de inovar e perceber necessidades de</p><p>mudanças.</p><p>Alguns elementos são fundamentais em um planejamento,</p><p>tais como:</p><p>• Postura proativa, com a orientação do plano de ação para</p><p>o futuro.</p><p>• Orientação em curto, médio e longo prazos.</p><p>• Apresentação de vulnerabilidade, riscos e</p><p>potencialidades.</p><p>• Oferecimento de diferentes possibilidades de ação,</p><p>conforme circunstâncias variáveis no tempo.</p><p>• Listagem de recursos tecnológicos e financeiros</p><p>necessários.</p><p>O planejamento ambiental exige uma abordagem</p><p>interdisciplinar e integrada por causa do caráter complexo das questões ambientais. Profissionais de várias</p><p>formações acadêmicas estão envolvidos com questões de planejamento ambiental, como engenheiros,</p><p>químicos, geógrafos, biólogos, economistas, sociólogos e profissionais de nível técnico.</p><p>Planejamento ambiental</p><p>Ordenamento e sistematização de ações e exercícios para conservação e proteção ambiental, bem como</p><p>um estudo que propõe resoluções para problemas futuros na esfera ambiental.</p><p>Saiba mais</p><p>Geralmente, esses profissionais estão concentrados em órgãos públicos municipais, estaduais ou</p><p>federais. Porém, o setor privado, por pressões sociais, políticas e econômicas, tem percebido a</p><p>importância dos aspectos ambientais e vem desenvolvendo mais trabalhos com profissionais</p><p>permanentes em seu quadro ou com consultores ambientais temporários.</p><p>Vamos conhecer agora um exemplo na prática!</p><p>Analisaremos uma bacia hidrográfica, onde se pretende melhorar a qualidade da água fluvial.</p><p>Veja a seguir como o processo ocorre.</p><p>1</p><p>No primeiro ciclo de planejamento ambiental, o</p><p>objetivo principal seria a diminuição da turbidez,</p><p>com a contenção de processos erosivos</p><p>pontuais e dispersos e o replantio de mata ciliar.</p><p>2</p><p>Após esse ciclo ser avaliado e o objetivo</p><p>considerado alcançado, o próximo ciclo poderia</p><p>ter o objetivo de diminuir a demanda bioquímica</p><p>de oxigênio (DBO), com a eliminação do</p><p>lançamento de efluentes não tratados no curso</p><p>fluvial, a detecção das fontes lançadoras e seu</p><p>redirecionamento para uma estação de</p><p>tratamento de esgoto.</p><p>O principal objetivo de um planejamento ambiental é atingir o desenvolvimento sustentável, minimizando os</p><p>impactos, preservando e conservando os recursos naturais. Há muitas maneiras de alcançar os objetivos de</p><p>um planejamento ambiental.</p><p>Como já mencionado anteriormente, não existe uma fórmula única. Os mecanismos, isto é, as formas de</p><p>implementação do planejamento, dependerão do contexto político, econômico, institucional e cultural em que</p><p>o planejamento ocorre.</p><p>Você sabe quais são as fases do processo de planejamento?</p><p>Compreenda melhor cada uma dessas etapas a partir de um caso real.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Desafios da sustentabilidade</p><p>Assista ao vídeo e confira como os recursos renováveis e não renováveis afetam o meio ambiente.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade vem da demanda por materiais de que o homem</p><p>necessita, ou ao menos quer para satisfazer seus desejos por padrões de vida mais elevados. Os materiais</p><p>necessários às sociedades contemporâneas podem ser fornecidos por fontes extrativistas (não renováveis) ou</p><p>renováveis.</p><p>A utilização de recursos minerais tem fortes laços com a tecnologia, a energia e o ambiente. As perturbações</p><p>em um desses elementos normalmente causam perturbações nos outros.</p><p>Exemplo</p><p>As reduções nos</p><p>níveis de poluentes presentes nos gases de escape de automóveis, para diminuir a</p><p>poluição do ar, exigem o uso de dispositivos catalisadores, que contêm metais do grupo platina, um</p><p>recurso mineral valioso e insubstituível. Assim, podemos perceber que precisamos extrair um recurso</p><p>não renovável, a platina, para diminuir a poluição do ar.</p><p>Apesar dos nossos muitos avanços científicos e tecnológicos, somos totalmente dependentes do ambiente</p><p>para ter ar e água limpos, além de comida, abrigo, energia e tudo mais de que precisamos para nos</p><p>mantermos vivos e saudáveis. Como resultado, somos parte e não estamos à parte do restante da natureza.</p><p>Há amplas evidências e concordâncias de que estamos degradando o nosso próprio sistema de suporte à vida</p><p>e que, neste século, tal comportamento ameaçará a civilização humana e a existência de várias espécies do</p><p>mundo. Parte do problema decorre da ignorância sobre como a Terra funciona, sobre como nossas ações</p><p>afetam seus sistemas de sustentação da vida e sobre como podemos mudar nosso comportamento em</p><p>relação ao planeta e, portanto, em relação a nós mesmos. A correção dessa falta de conhecimento começa</p><p>pela compreensão de três ideias importantes, que formam a base da conscientização ambiental:</p><p>Capital Natural</p><p>O capital natural (recursos e serviços naturais</p><p>que mantêm o homem e outras espécies vivos e</p><p>sustentam nossas economias, como o Sol) é</p><p>importante porque sustenta a vida na Terra.</p><p>Pegadas ecológicas</p><p>Nossas pegadas ecológicas são imensas e</p><p>estão se propagando com rapidez. Na verdade,</p><p>já excederam a capacidade ecológica da Terra.</p><p>Pontos ecológicos</p><p>Os pontos ecológicos de ruptura e alterações</p><p>climáticas são irreversíveis, o que significa que</p><p>nunca devem ser ultrapassados. Uma vez</p><p>ultrapassados, nem o dinheiro nem a tecnologia</p><p>nos salvarão das consequências prejudiciais,</p><p>que poderão durar milhares de anos.</p><p>O desejo de aprimorar a qualidade de vida mediante a melhoria da qualidade ambiental e a maior consciência</p><p>da limitação dos recursos naturais é fundamental para o entendimento da divergência entre a proteção do</p><p>meio ambiente e o crescimento econômico.</p><p>Atenção</p><p>Fica evidente a necessidade de obter um completo conhecimento, dispondo de uma série de</p><p>informações sobre implantação de realizações industriais, urbanas, turísticas, energéticas e de obras</p><p>públicas, para que a opinião pública possa se pronunciar, julgar e avaliar realmente se os efeitos dessas</p><p>realizações são ou não importantes.</p><p>Em engenharia, raramente há “o melhor jeito” de projetar alguma coisa. Caso houvesse, a engenharia se</p><p>estagnaria, a inovação cessaria, e a paralisia técnica iria se estabelecer. Assim como temos de reconhecer que</p><p>não há uma única obra de arte perfeita, como uma pintura, também não existe uma instalação perfeita de</p><p>tratamento de água. Se houvesse uma pintura ou uma instalação perfeita, todas as instalações de tratamento</p><p>do futuro se pareceriam com ela, assim como todas as pinturas seriam iguais.</p><p>O estudante de engenharia costuma aprender, durante os primeiros anos do curso, que todas as lições de</p><p>casa e questões de prova possuem uma única resposta “certa”, sendo todas as outras “erradas”. Porém, na</p><p>prática da profissão, muitas decisões técnicas podem estar certas, o que faz com que um problema possa</p><p>apresentar várias soluções técnicas igualmente corretas.</p><p>Quando pensamos nos desafios da sustentabilidade, precisamos lembrar que, na crosta terrestre,</p><p>existem recursos renováveis e não renováveis.</p><p>A energia solar é chamada de recurso renovável porque seu fornecimento é contínuo, com a expectativa de</p><p>que ele dure, no mínimo, 6 bilhões de anos, até o momento em que o Sol complete o seu ciclo de vida.</p><p>Recurso renovável</p><p>Florestas, pradarias, populações de peixes, água fresca, ar fresco e solo fértil.</p><p>A natureza leva períodos que vão de vários dias a centenas</p><p>de anos para se reconstituir. Os recursos renováveis</p><p>existem por meio de processos naturais, o que significa que</p><p>não podemos usá-los mais rápido do que a natureza pode</p><p>renová-los.</p><p>A taxa mais elevada em que um recurso renovável pode ser</p><p>usado indefinidamente sem reduzir seu suprimento</p><p>disponível é chamada rendimento sustentável. Outros</p><p>recursos, como ouro e ferro, por exemplo, existem em</p><p>quantidade ou estoque fixos.</p><p>Em uma escala de tempo muito mais curta dos seres</p><p>humanos, de centenas a milhares de anos, esses recursos</p><p>podem ser esgotados muito mais rápido do que são formados.</p><p>Os estoques esgotáveis incluem recursos de:</p><p>Energia</p><p>Carvão e petróleo.</p><p>Minerais metálicos</p><p>Cobre e alumínio.</p><p>Minerais não metálicos</p><p>Sal e areia.</p><p>Alguns analistas acreditam que a engenhosidade do homem encontrará substitutos quando os suprimentos de</p><p>minerais fundamentais se tornarem muito caros ou escassos. Podemos tentar encontrar substitutos para os</p><p>recursos escassos, reduzir o desperdício de recursos e reciclar e reutilizar minerais.</p><p>A forma mais sustentável de usar os recursos minerais não</p><p>renováveis (especialmente metais escassos, como o ouro, o</p><p>ferro, o cobre, o alumínio e a platina) é reciclá-los ou</p><p>reutilizá-los. A reciclagem tem impacto ambiental muito</p><p>menor do que a mineração e o processamento de metais a</p><p>partir de minérios.</p><p>A reciclagem de latas de bebidas e sucata de alumínio</p><p>produz 95% menos poluição do ar, 97% menos poluição da</p><p>água e usa 95% menos energia do que a mineração e o</p><p>processamento de minério de alumínio.</p><p>Como no processo de limpeza e reutilização os itens não</p><p>são fundidos nem reprocessados, o impacto ambiental é</p><p>muito menor.</p><p>Saiba mais</p><p>O Japão tem investido fortemente na extração e reciclagem de ouro, platina e vários metais de terras-</p><p>raras encontrados no lixo eletrônico, que são vistos como minas urbanas. Se pensarmos somente nos</p><p>celulares como exemplo de lixo eletrônico, vemos que eles possuem 35,10% de metais, como alumínio,</p><p>ferro, cobre, cobalto, zinco, níquel, estanho, ouro, prata, entre outros.Estudos indicam que, em abril de</p><p>2019, havia 230 milhões de celulares ativos no Brasil. Faça as contas! Se supormos que cada celular tem</p><p>uma massa de 100 gramas, teremos aproximadamente 8.050 toneladas de metais!</p><p>Por falar em metais de terras-raras, você sabe quais são eles e qual a sua importância?</p><p>Os 17 elementos ou metais de terras-raras, que incluem escândio e ítrio e 15 lantanídeos, encontram-se perto</p><p>da parte inferior da tabela periódica. Por causa da força magnética e de outras propriedades únicas, esses</p><p>elementos e os seus minerais (sobretudo os óxidos que podem ser convertidos em metais de terras-raras) são</p><p>muito importantes para as tecnologias modernas amplamente utilizadas.</p><p>Esses metais são utilizados, por exemplo, em telas de cristal líquido para computadores, telas de TV e outros</p><p>dispositivos eletrônicos, energia fluorescente, lâmpadas LED, células solares, chips de computadores, baterias</p><p>recarregáveis, cabos de fibra óptica, telefones celulares, baterias e motores para carros elétricos. Metais de</p><p>terras-raras também são vitais para as aplicações militares, tais como sistemas de orientação de mísseis,</p><p>bombas inteligentes, lasers, radares, eletrônica de aeronaves e satélites. Também existe a possibilidade de</p><p>encontrar substitutos para os minerais escassos por meio da nanotecnologia.</p><p>Já ouviu falar em nanotecnologia?</p><p>A nanotecnologia usa a ciência e a engenharia para manipular e criar materiais a partir de átomos e moléculas</p><p>em escala ultrapequena, com menos de 100 nanômetros. O ponto final desta frase tem cerca de um milhão de</p><p>nanômetros de diâmetro.</p><p>Na escala nanométrica, os materiais convencionais têm propriedades não convencionais e inesperadas. Os</p><p>cientistas planejam usar substâncias abundantes, como carbono, silício, titânio e boro, para criar</p><p>medicamentos, células solares e até carrocerias de automóveis.</p><p>Os nanomateriais já foram usados em mais de 1.100 produtos de consumo, e esse número está crescendo</p><p>rapidamente. Alguns desses produtos são: revestimentos resistentes a manchas e livres de rugas em roupa,</p><p>meias que se alimentam de odores, revestimentos autolimpantes em</p><p>óculos de sol e para-brisas, protetores</p><p>solares, produtos de cuidados da pele que penetram profundamente e embalagens de alimentos que liberam</p><p>partículas de prata para matar bactérias, leveduras e fungos.</p><p>Então, qual é a dificuldade?</p><p>Idealmente, esse processo de fabricação de baixo para cima ocorreria com pouco dano ambiental, sem</p><p>esgotamento de recursos não renováveis e com muitos potenciais benefícios ambientais. Porém, há</p><p>preocupações relacionadas a alguns possíveis efeitos indesejados e prejudiciais para a saúde dos seres</p><p>humanos.</p><p>À medida que as partículas ficam menores, tornam-se mais reativas e potencialmente tóxicas para os seres</p><p>humanos e outros animais. Estudos de laboratório mostram que as nanopartículas podem passar da placenta</p><p>da mãe para o feto e se mover da passagem nasal para o cérebro.</p><p>Saiba mais</p><p>De acordo com muitos analistas, são necessárias duas etapas antes de a nanotecnologia ser expandida</p><p>mais amplamente. Em primeiro lugar, é preciso investigar cuidadosamente os seus riscos potenciais. Em</p><p>segundo, o desenvolvimento de diretrizes e regulamentos para controlar suas crescentes aplicações até</p><p>que saibamos mais sobre os efeitos potencialmente nocivos dessa nova tecnologia deve ser priorizado.</p><p>Estações ecológicas</p><p>Conheça, neste vídeo, as áreas que representam os ecossistemas brasileiros, denominadas estações</p><p>ecológicas, e seus propósitos para proteger e conservar o ambiente natural.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>A Lei nº 6.902, publicada em 27 de abril de 1981, considera as estações ecológicas áreas peculiares que</p><p>representam os ecossistemas brasileiros e são destinadas ao desenvolvimento de pesquisas científicas. Além</p><p>disso, seu objetivo é proteger e conservar o ambiente natural que ali se encontra.</p><p>O Poder Executivo destina, no mínimo, 90% de área das estações ecológicas para a preservação da biota. Os</p><p>10% restantes, ou menos, podem ser utilizados em pesquisas relacionadas à ecologia, mesmo gerando</p><p>modificações no local.</p><p>Sendo unidades de conservação do tipo</p><p>proteção integral, o artigo 8º, inciso I, da Lei</p><p>Federal nº 9.985/2000, do Sistema Nacional de</p><p>Unidades de Conservação da Natureza (SNUC),</p><p>também estabelece que as estações ecológicas</p><p>“têm como principal objetivo a preservação da</p><p>natureza e a realização de pesquisas</p><p>científicas”.</p><p>Com o objetivo de preservar a natureza e</p><p>desenvolver pesquisas (que devem ser</p><p>previamente autorizadas), os governos</p><p>federais, estaduais e municipais criam as estações ecológicas. Não são permitidas visitas a esses locais, a</p><p>menos que o objetivo seja educacional. Nesse caso, é preciso consultar o que rege o Plano de manejo do local</p><p>ou o regulamento.</p><p>Na estação ecológica, alterações dos ecossistemas somente são permitidas em caso de:</p><p>Medidas que visem à restauração de ecossistemas modificados.</p><p>Manejo de espécies, para preservar a diversidade biológica.</p><p>Coleta de componentes dos ecossistemas, para fins científicos.</p><p>Pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que o causado pela simples</p><p>observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas. Isso se dará em uma área</p><p>correspondente a, no máximo, 3% da extensão total da unidade e até o limite de 1.500 hectares.</p><p>Além disso, na área reservada às estações ecológicas, proíbe-se:</p><p>Presença de rebanho de animais domésticos de propriedade particular.</p><p>Exploração de recursos naturais, exceto para fins experimentais, que não causem prejuízo à</p><p>manutenção da biota nativa; exceto o disposto no § 2º do art. 1º.</p><p>Porte e uso de armas de qualquer tipo.</p><p>Porte e uso de instrumentos de corte de árvores.</p><p>Porte e uso de redes para apanhar animais e outros artefatos de captura.</p><p>As infrações à citada lei podem se referir à apreensão de material proibido e ao pagamento de indenizações</p><p>proporcionais aos estragos gerados. As estações ecológicas não devem serem utilizadas para fins aos quais</p><p>não foram criadas, podendo haver pena de enquadramento, como desvio de finalidade e/ou abuso de poder.</p><p>O homem como agente que modifica a paisagem.</p><p>Por que implantar e estruturar estações ecológicas?</p><p>Saiba mais</p><p>Para desenvolver estudos comparativos (antes e depois) de locais ocupados pelo homem e alterados</p><p>por sua ação, para otimizar o planejamento regional e proporcionar o uso racional de recursos naturais.</p><p>As estações ecológicas potencializam a teoria e a prática do desenvolvimento sustentável e aumentam o</p><p>conhecimento sobre espaços ricos em interesse ambiental.</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente</p><p>Neste vídeo, vamos apresentar as leis ambientais vinculadas ao planejamento ambiental. Assista!</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Trata-se de um conjunto de princípios, diretrizes e instrumentos que norteiam a atuação do poder público na</p><p>proteção, conservação e preservação do meio ambiente no Brasil. Ela foi estabelecida pela Lei nº 6.938/1981 e</p><p>tem como objetivo central promover o desenvolvimento sustentável, conciliando o progresso econômico à</p><p>conservação ambiental.</p><p>Os princípios que orientam a Política Nacional do Meio Ambiente incluem:</p><p>A preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental propícia à vida.</p><p>A compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a preservação da qualidade do meio</p><p>ambiente e do equilíbrio ecológico.</p><p>A definição de áreas prioritárias de ação governamental.</p><p>O estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental.</p><p>O desenvolvimento de pesquisas e tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos</p><p>ambientais.</p><p>A difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente.</p><p>A preservação dos recursos ambientais e sua restauração, visando ao uso racional e à disponibilidade</p><p>permanente.</p><p>A obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao meio ambiente.</p><p>A Lei nº 6.938/1981 ainda aborda a proteção dos ecossistemas e a preservação de áreas representativas, que</p><p>estabelece os fins da Política Nacional do Meio Ambiente. Entre esses fins, destacam-se a proteção dos</p><p>ecossistemas, com a preservação de áreas representativas, e a recuperação de áreas degradadas.</p><p>Além disso, a lei prevê a definição de áreas prioritárias de ação governamental, o controle e zoneamento das</p><p>atividades potencial ou efetivamente poluidoras e a imposição da obrigação de recuperar e/ou indenizar os</p><p>danos causados ao meio ambiente.</p><p>Se você fizer uma rápida pesquisa, verá que existem diversas leis ambientais importantes no Brasil.</p><p>Antes de falar delas, é importante compreender que a legislação ambiental brasileira é abrangente e aborda</p><p>muitas questões relacionadas à proteção do meio ambiente, à conservação da biodiversidade, ao uso</p><p>sustentável dos recursos naturais e à conscientização ambiental. Assim, é possível monitorar as atividades</p><p>humanas para que elas não prejudiquem irreversivelmente o ecossistema.</p><p>Vejamos alguns dos principais aspectos da legislação ambiental no Brasil:</p><p>2015</p><p>Lei de proteção da biodiversidade (Lei nº 13.123/2015)</p><p>Determina regras para o acesso ao patrimônio genético e aos conhecimentos tradicionais associados,</p><p>bem como a repartição de benefícios gerados a partir desses recursos.</p><p>2012</p><p>Código florestal (Lei nº 12.651/2012)</p><p>Regulamenta o uso da terra e a preservação de florestas e áreas de preservação permanente. Ele</p><p>estabelece regras para a conservação ambiental, a restauração de áreas degradadas e o uso</p><p>responsável dos recursos naturais.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>2010</p><p>Lei de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010)</p><p>Trata da gestão de resíduos sólidos, promovendo a coleta seletiva, a reciclagem, o tratamento</p><p>adequado de resíduos e a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.</p><p>2009</p><p>Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) (Lei nº 12.187/2009)</p><p>Determina ações para mitigar as mudanças climáticas, incluindo a redução das emissões de gases de</p><p>efeito estufa.</p><p>2000</p><p>Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) (Lei nº 9.985/2000)</p><p>Estabelece as bases</p><p>para criar, gerir e regulamentar as unidades de conservação no Brasil. Trata-se</p><p>de áreas protegidas destinadas à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos</p><p>naturais e à pesquisa científica.</p><p>1998</p><p>Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</p><p>Dispõe crimes ambientais e estabelece penalidades para a poluição, o desmatamento ilegal e o tráfico</p><p>de animais silvestres, entre outros. Também estabelece a responsabilidade ambiental de pessoas</p><p>físicas e jurídicas.</p><p>1997</p><p>Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997)</p><p>Dispõe a gestão sustentável dos recursos hídricos, incluindo a criação de comitês de bacias</p><p>hidrográficas e a promoção do uso racional da água.</p><p>1988</p><p>Constituição Federal (1988)</p><p>Estabelece as bases para a proteção do meio ambiente, garantindo que se trata de um direito de</p><p>todos. O governo deve preservá-lo para as gerações futuras. A CF também estabelece a competência</p><p>dos estados e municípios na gestão ambiental.</p><p>1981</p><p>Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981)</p><p>Estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e as diretrizes gerais para a sua</p><p>proteção, incluindo a análise de impacto ambiental e a criação de unidades de conservação.</p><p>O Brasil também é signatário de acordos e convenções internacionais, como o Acordo de Paris sobre</p><p>mudanças climáticas e a Convenção sobre diversidade biológica.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Quanto ao planejamento ambiental, assinale a alternativa correta.</p><p>A</p><p>A proteção do meio ambiente e a sustentabilidade econômica e de recursos naturais são possíveis sem que</p><p>sejam necessárias transformações nos ambientes urbanos.</p><p>B</p><p>A qualidade de vida não está relacionada à proteção do meio ambiente.</p><p>C</p><p>O diagnóstico é uma das etapas mais simples do planejamento ambiental.</p><p>D</p><p>A identificação dos objetivos é uma das etapas mais importantes do planejamento ambiental.</p><p>E</p><p>Um planejamento ambiental não contempla a etapa de prognóstico.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>A identificação dos objetivos afeta as etapas seguintes do planejamento, por isso possui tamanha</p><p>importância. O objetivo, ou os objetivos, deve indicar o ponto a que se quer chegar. Após destacar os</p><p>objetivos, é preciso passar para a etapa de diagnóstico, em que são levantadas as informações. A</p><p>informação é, portanto, a base para o planejamento ambiental. Na sequência, tem-se o prognóstico, o</p><p>momento de olhar para as possíveis tendências, os cenários e as alternativas futuras. O planejamento</p><p>levanta as informações ambientais, sociais, econômicas, políticas etc., sobre o passado e o presente,</p><p>sempre olhando para o futuro e tentando identificar as tendências e os cenários futuros na região</p><p>estudada.</p><p>Questão 2</p><p>Você estudou que uma das fases de um planejamento ambiental é a fase de prognóstico. Essa fase representa</p><p>o momento de olhar para possíveis tendências, cenários e alternativas futuras.</p><p>Suponha que você trabalha em uma empresa que produz alumínio metálico, em uma equipe que está</p><p>elaborando um planejamento ambiental. Como o alumínio não é encontrado diretamente em estado metálico</p><p>na crosta terrestre, sua obtenção parte da mineração da bauxita e segue para as etapas posteriores de</p><p>refinaria e redução. Grande quantidade de energia é gasta na obtenção do alumínio metálico, principalmente</p><p>no processo de redução.</p><p>Devido ao grande consumo de energia, a empresa tem sua própria usina termoelétrica, que utiliza como</p><p>combustível carvão mineral (recurso não renovável) para gerar parte da energia que é consumida. O objetivo</p><p>do planejamento ambiental que está sendo elaborado é controlar as emissões atmosféricas liberadas nos</p><p>processos industriais da empresa.</p><p>Indique qual opção se enquadra na fase de prognóstico do planejamento ambiental realizado pela sua equipe,</p><p>visando ao desenvolvimento sustentável.</p><p>A</p><p>Substituição do carvão mineral pelo carvão vegetal.</p><p>B</p><p>Utilização de gás natural.</p><p>C</p><p>Construção de uma usina hidrelétrica.</p><p>D</p><p>Instalação de placas solares.</p><p>E</p><p>Construção de uma usina termoelétrica.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>A melhor alternativa é utilizar recursos renováveis como o Sol e a água, porém, para a geração de energia a</p><p>partir da construção de uma usina hidrelétrica, muito impacto será causado na fase inicial da construção.</p><p>Dessa forma, a melhor alternativa seria a geração de energia a partir de placas solares.</p><p>3. Os indicadores e as ferramentas de sustentabilidade</p><p>Métricas e indicadores de sustentabilidade</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) adotou a Agenda 21 para</p><p>transformar o desenvolvimento sustentável em uma meta global aceitável. Para colocar os princípios da</p><p>sustentabilidade em prática e adotar as orientações da Agenda 21, essa conferência criou a Comissão de</p><p>Desenvolvimento Sustentável, cuja principal responsabilidade é monitorar os progressos alcançados,</p><p>utilizando, por exemplo, indicadores de desenvolvimento sustentável.</p><p>(Rio 92) adotou a Agenda 21</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento é mais conhecida como</p><p>Rio-92. A Agenda 21 foi assinada por 179 países, criando um programa de ação baseado em um</p><p>documento de 40 capítulos.</p><p>Saiba mais</p><p>Indicadores: Um indicador, em geral, é algo que aponta para uma questão ou para uma condição. Seu</p><p>propósito é mostrar se um sistema está funcionando bem. Se houver um problema, um indicador pode</p><p>ajudar a determinar qual direção tomar para resolver a questão.</p><p>Os indicadores devem ser observados a partir de suas funções (BELLEN, 2004), que são:</p><p>Indicadores de desenvolvimento sustentável.</p><p>Um exemplo de indicador é o medidor de gasolina de um carro, que mostra o quanto de combustível ainda há</p><p>no veículo. Se o medidor indicar que o tanque está quase vazio, você sabe que é hora de abastecer. Outro</p><p>exemplo de indicador é um boletim de meio período escolar, que mostra se o aluno está se saindo</p><p>suficientemente bem para cursar a próxima etapa ou se é necessária uma ajuda extra.</p><p>Os dois indicadores fornecem informações para ajudar a prevenir ou a resolver problemas antes que eles se</p><p>tornem graves demais. Veja um pouco mais a seguir.</p><p>Indicadores de sustentabilidade</p><p>Um indicador de sustentabilidade mede o progresso no sentido de um objetivo de sustentabilidade a</p><p>ser alcançado. O conceito de desenvolvimento sustentável abrange muitas questões e dimensões.</p><p>Isso se reflete nos sistemas de indicadores mais conhecidos que atuam em diferentes dimensões,</p><p>procurando mensurar a sustentabilidade do desenvolvimento.</p><p>Dessa forma, indicadores de sustentabilidade devem representar a natureza multidimensional da</p><p>sustentabilidade, considerando as facetas ambiental, social e econômica.</p><p>Indicadores ambientais</p><p>Quando se trata de indicadores ambientais, algumas aproximações são feitas utilizando o sistema de</p><p>média (água, ar, solo, recursos) ou o sistema de metas, com os parâmetros legais como objetivos dos</p><p>indicadores.</p><p>Para a questão da água, por exemplo, existe o índice de qualidade de água (IQA), desenvolvido para</p><p>avaliar a qualidade da água para o abastecimento público. O IQA é calculado com base em alguns</p><p>parâmetros, como temperatura da água, pH e oxigênio dissolvido. As variáveis de qualidade, que</p><p>fazem parte do cálculo do IQA, refletem, principalmente, a contaminação dos corpos hídricos</p><p>ocasionada pelo lançamento de esgotos domésticos. Um valor baixo de IQA indica a má qualidade da</p><p>água para abastecimento.</p><p>Atualmente, a maior fonte de indicadores ambientais é a publicação regular da Organization for Economic</p><p>Cooperation and Development (OECD), que fornece um primeiro mecanismo para monitoramento do</p><p>progresso ambiental para os países que fazem parte da instituição.</p><p>Organization for Economic Cooperation and Development</p><p>A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico é um fórum com 36 países, fundado</p><p>em 1961, para estimular o progresso econômico e o comércio mundial.</p><p>Os indicadores ambientais da OECD são regularmente</p><p>utilizados nos exames dos desempenhos ambientais.</p><p>Trata-se de uma valiosa ferramenta</p><p>para o</p><p>acompanhamento da integração das decisões econômicas</p><p>e ambientais, para a análise das políticas de meio ambiente</p><p>e avaliação dos resultados. O sistema utiliza o modelo PSR</p><p>(pressure, state, response), um dos sistemas que vem</p><p>adquirindo cada vez mais importância internacionalmente.</p><p>Entenda:</p><p>Indicadores ambientais PSR.</p><p>Conheça, a seguir, outros exemplos de indicadores:</p><p>Exemplo 1</p><p>Outra abordagem da dimensão ecológica faz referência a indicadores relacionados a transporte e</p><p>fluxo de material, consumo total de material (TMC – total material consumption) e a recursos e</p><p>energia, como o indicador de entrada total de material (TMI – total material input). Embora o propósito</p><p>do indicador seja ambiental, a metodologia utilizada para o cálculo é econômica.</p><p>Exemplo 2</p><p>O fluxo de materiais e energia é importante, mas não é o único aspecto relevante no que diz respeito</p><p>à sustentabilidade. Um dos aspectos mais importantes para manter o capital natural é a manutenção</p><p>da diversidade biológica. Nesse campo, outro indicador parcialmente conhecido é o biodiversity</p><p>indicators for policy-makers, do World Resources Institute (WRI) — o Instituto de Recursos Mundiais</p><p>foi criado em 1982, em resposta às preocupações ambientais das décadas de 1960 e 1970.</p><p>Exemplo 3</p><p>Quanto à dimensão econômica, sistemas de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável</p><p>têm surgido com mais força nos últimos tempos. Um sistema interessante de indicadores econômicos</p><p>é o monitoring environmental progress (MEP - monitoramento do progresso ambiental), desenvolvido</p><p>pelo Banco Mundial, que se fundamenta na ideia de que a sustentabilidade é medida por uma riqueza</p><p>per capita não decrescente. Os primeiros relatórios de riqueza foram produzidos em 1995.</p><p>Existem também numerosos exemplos de indicadores relacionados à dimensão social da sustentabilidade.</p><p>Veja a seguir alguns deles:</p><p>• Um dos que tem merecido maior destaque ultimamente é o índice de desenvolvimento humano (IDH). Ele foi</p><p>desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que, em seu relatório, sugere que a</p><p>medida do desenvolvimento humano deve focar três elementos: longevidade, conhecimento e padrão de vida</p><p>decente.</p><p>Para o item longevidade, o padrão considerado é a expectativa de vida ao nascimento, que é associada à</p><p>nutrição adequada e a um bom sistema de saúde, por exemplo. O conhecimento se refere à capacidade de</p><p>leitura ou ao grau de alfabetização, algo necessário para a vida produtiva dentro da sociedade moderna. Para</p><p>verificar o padrão de vida, o indicador mais confiável e com maior facilidade de obtenção é a receita per</p><p>capita.</p><p>• Existem várias tentativas para avaliar a sustentabilidade. A partir de sistemas mais específicos, foram</p><p>elaboradas formas para integrar as diversas dimensões da sustentabilidade. O driving force, state, response</p><p>(DSR) é um dos métodos mais conhecidos para integrar as várias dimensões do desenvolvimento sustentável.</p><p>Esse método foi adotado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em 1995, como</p><p>uma ferramenta capaz de organizar informações sobre o desenvolvimento.</p><p>O sistema DSR foi desenvolvido a partir do sistema PSR utilizado pela OECD. No sistema DSR, o item pressure</p><p>(P) foi substituído por driving force (D), para que fosse possível incorporar os aspectos sociais, econômicos e</p><p>institucionais do desenvolvimento sustentável.</p><p>Driving force, State, Response</p><p>Nesse sistema, o item Driving force representa as atividades humanas, processos e padrões que causam</p><p>impacto no desenvolvimento sustentável. Alguns exemplos são as taxas de crescimento da população e</p><p>de emissão de CO2.</p><p>Apesar da existência de diversos sistemas relacionados à medida da sustentabilidade, há elementos que</p><p>ainda não foram devidamente estudados e desenvolvidos. Podemos recordar rapidamente alguns desses</p><p>aspectos, como a multidimensionalidade do conceito de desenvolvimento sustentável, a complexidade que</p><p>decorre da agregação de variáveis não relacionadas diretamente, a questão da transparência e sistemas de</p><p>avaliação, a existência dos julgamentos de valor e sua ponderação nos diversos sistemas, o tipo de processo</p><p>decisório envolvido, assim como o tipo de variável envolvida (qualitativa, quantitativa ou ambas).</p><p>Agora você consegue mensurar o desenvolvimento sustentável?</p><p>Veja como podemos definir e mensurar o desenvolvimento sustentável e quais os desafios para colocá-lo em</p><p>prática.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Ferramentas de sustentabilidade</p><p>Veja neste vídeo como o crescimento econômico e a preservação ambiental podem ter objetivos alinhados e</p><p>não concorrentes.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O amplo objetivo do desenvolvimento sustentável exige mudanças fundamentais no modo como a sociedade</p><p>toma as decisões. O desafio é obter prosperidade econômica, alterando a atividade do mercado, de modo que</p><p>os recursos naturais e o meio ambiente sejam protegidos.</p><p>Efetuar mudanças dessa magnitude exige um conceito diferente de política do que aquele que se apoia em</p><p>regras e limites, isto é, instrumentos de controle que frequentemente se opõem ao incentivo de mercado do</p><p>poluidor. Se a sociedade deve manter um compromisso de longo prazo para preservar a Terra, é preciso que</p><p>haja uma motivação para fazê-lo, além da fuga das penalidades por não cumprir as leis.</p><p>A motivação deve ser compatível com os incentivos econômicos. A premissa é que o crescimento econômico</p><p>e a qualidade ambiental possam ser objetivos reforçadores, e não concorrentes. As percepções precisam ser</p><p>mudadas para reconhecer que a preservação dos recursos e a redução da poluição podem intensificar os</p><p>interesses privados, bem como os sociais.</p><p>Atenção</p><p>Concomitantemente ao incremento do planejamento ambiental e à gestão para um desenvolvimento</p><p>sustentável, foram criados preceitos sobre a maneira como esses processos devem ocorrer, com leis</p><p>especificas, normas técnicas e diretrizes de conduta. Esses preceitos formam um arcabouço de</p><p>conhecimento e permitem que o processo de planejamento e gestão para o desenvolvimento sustentável</p><p>se torne cada vez mais eficiente.</p><p>Nesse processo, dois grupos podem ser apresentados:</p><p>Instrumentos de gestão ambiental territorial</p><p>Instrumentos de gestão ambiental de empreendimentos</p><p>Conheça mais sobre esses grupos a seguir.</p><p>Instrumentos de gestão ambiental territorial</p><p>Neste vídeo, você conhecerá os instrumentos de gerenciamento ambiental urbano e costeiro. Assista!</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Dos instrumentos relacionados à gestão ambiental territorial, um dos mais conhecidos e utilizados é o</p><p>zoneamento.</p><p>O zoneamento é usado para o planejamento ambiental e do uso do solo. Vale destacar que zoneamento</p><p>significa definir ou criar zonas com funções específicas. Em um ambiente urbano, podem ser criadas zonas</p><p>•</p><p>•</p><p>residenciais, de circulação e de produção. Outros exemplos são as zonas de conservação ou preservação</p><p>ambientais, que estão inseridas em um zoneamento ambiental ou ecológico econômico (ZEE).</p><p>ZEE</p><p>O zoneamento ecológico econômico é um instrumento de ordenação territorial que deve ser</p><p>obrigatoriamente considerado durante a implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas.</p><p>Ele tem a função de definir medidas e padrões de proteção ambiental para a manutenção da qualidade</p><p>do ambiente, dos recursos hídricos e do solo, como também da conservação da biodiversidade,</p><p>colocando em prática os preceitos do desenvolvimento sustentável.</p><p>Resumindo</p><p>O zoneamento normatiza as atividades que podem ser desenvolvidas em cada zona e indica de que</p><p>maneira ela pode ser utilizada. Cada tipo de zona apresenta normas específicas quanto ao</p><p>funcionamento e desenvolvimento das atividades que podem ser desenvolvidas.</p><p>Na elaboração do ZEE, devem ser consideradas a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos</p><p>ecossistemas para o estabelecimento da distribuição espacial das atividades econômicas, assim</p>