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Tórax e Mediastino LIMITES Superior: Anteriormente – fúrcula esternal Posteriormente – C7/T1 Lateralmente – primeiras costelas Lateral: gradil costal Inferior: Diafragma Anterior: Apêndice xifoide Posterior: T12 - Limite toracoabdominal: Anterior – 4º/6º EIC Lateral – 6º/8º EIC Posterior – 8º/10º EIC MUSCULATURA Inspiração Principais: intercostais externos, parte condral dos intercostais internos, diafragma Acessórios: esternocleidomastóideo, escaleno anterior, escaleno médio, escaleno posterior Expiração: processo quiescente Ativa/Forçada: intercostais internos, reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdome “não existe externo no esterno” - idade – sarcopenia – mais tecido adiposo - idosos na UTI + VM = atrofia da musculatura; pós extubação – traqueostomia: aspirar melhor a secreção acumulada. CAVIDADE TORÁCICA Parede externa: pele e músculos Parede interna: pleura Parietal: produz líquido Visceral: absorve líquido produzido pela parietal Líquido pleural: deslizamento; evitar atrito pleural - processo inflamatório: mais produção do que absorção; empiema (acúmulo de pus); encarceramento pulmonar → Descorticação Pulmonar TRAUMAS TORÁCICOS Traumas Fechados x Traumas abertos - 85% das lesões torácicas – drenagem torácica/toracotomia ao nível da linha axilar média, 5º/6º EIC • Toracotomia fechada sob selo d’água: deixar dreno posterior dentro da cavidade torácica - 5d - drenar acúmulo de sangue, pus ou liquido - observação da quantidade de líquido drenado - retirar quando não mais drenar nada ou não houver mais bolhas de água - curativo após retirada do dreno • Toracotomia de alívio: sem deixar dreno; condições de emergência • Toracotomia aberta: drenar 1500ml imediatamente ou 200ml/h por 3h sucessivas • Toracocentese: paciente sentado; faz-se incisão no 8º EIC - objetivo: alívio e/ou coleta de material - aspiração por agulha de líquidos de um derrame pleural - dx ou tto Obs.: Tórax Hipertensivo e Balanço do Mediastino - Aumento da pressão na caixa torácica faz com que o pulmão homolateral seja colabado. A continuidade do processo leva o outro pulmão a ser comprimido pelo coração, levando à morte. A esse processo chamamos de Balanço do Mediastino ou Deslocamento do Mediastino. Para evitar, pode-se usar o curativo de 3 pontas. - Na tuberculose, o empiema não se resolve com dreno. Faz-se então uma abertura do tórax, seguida de lavagem por soro. Não ocorre balanço de mediastino, pois a gravidade do processo inflamatório gerou fibrose, fazendo com que o mediastino se torne fixo. MEDIASTINO Região mediana entre a cavidade pleural e a pericárdica Ângulo de Louis (sínfise manúbrio-esternal; 2ºEIC) divide-o em Superior e Inferior que, por sua vez, é dividido em anterior, médio e posterior Mediastino superior – vasos da base Mediastino inferior: Anterior – vasos linfáticos, gordura Médio – coração Posterior – esôfago, veia ázigo Tamponamento cardíaco: acúmulo de sangue → impede expansão pericárdica → prejuica batimentos → altera distribuição de sangue → Tríade de Beck: distensão jugular + hipofonese de bulhas + hipotensão - conduta: incisão no apêndice xifoide para aspirar sangue Pneumotórax hipertensivo: turgência jugular + falta de ar VASCULARIZAÇÃO Irrigação: aorta torácica Visceral: - Pericárdicas - Bronquiais - Esofágicas - Mediastinais Parietal: - Intercostais posteriores - Subcostais - Frênicas superiores Drenagem: sistema ázigo - V. hemiázigo acessória - V. hemiázigo - V. ázigo