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TRATAMENTO PERIODONTAL NÃO - CIRÚRGICO Tratamento Periodontal não - cirúrgico Biofilme Dental Doença Periodontal Fatores genéticos Hospedeiro Fatores ambientais DOENÇA PERIODONTAL Progressão da Doença Periodontal • Perda de inserção 0,1 a 0,2 mm/ano (média em adultos não tratados); • Diversos fatores influenciam, havendo diferenças entre indivíduos e entre sítios; • Alguns sítios progredirão severamente e outros insignificantemente. WW -AAP, 1996 Tratamento Periodontal não - cirúrgico Biofilme Dental Doença Periodontal Fatores genéticos Hospedeiro Fatores ambientais TRATAMENTO DA DOENÇA PERIODONTAL TRATAMENTOS NÃO CIRÚRGICOS TRATAMENTOS CIRÚRGICOS ✓Restaurar a compatibilidade biológica das superfícies radiculares e retardar o processo da doença. Objetivos do Tratamento Periodontal REINSERÇÃO? NOVA INSERÇÃO? REGENERAÇÃO? EPITÉLIO JUNCIONAL LONGO Objetivos do Tratamento Periodontal Controle dos fatores etiológicos locais Eliminação da inflamação tecidual Estabilização do nível de inserção Manutenção da dentição Objetivos do Tratamento Periodontal Sucesso do Tratamento Periodontal depende: Profissional conhecimento, habilidade, experiência e equipamentos necessários Paciente cooperação com a higiene oral Resposta Imune do Hospedeiro Gravidade da Doença Plano de Tratamento Periodontal Terapia Periodontal Não- Cirúrgica • Terapia inicial • Terapia relacionada com à causa (Lindhe, 1997) • Terapia não-cirúrgica (Lindhe et al., 2014) • Fase etiotrópica da terapia (Carranza, 1990) • Terapia antiinfecciosa (Genco, 1990) • Fase higiênica (Chaves e Caffese, 1985) • Fase I da terapia periodontal (Carranza et al., 2011) Terapia Periodontal Não-Cirúrgia Procedimentos fundamentais que tem como principal objetivo eliminar e prevenir a recorrência de depósitos bacterianos localizados supra e subgengivalmente nas superfícies dentárias Lindhe et al., 2014. Eliminar bactérias que habitam o biofilme! Eliminar o biofilme calcificado da superfície do dente! “Restaurar saúde gengival, removendo elementos da superfície dentária que causam inflamação gengival” Carranza. Periodontia Clínica; 2007 • nº microorganismos subgengivais • alteração na composição da placa subgengival Gram negativos anaeróbicos Gram positivos facultativos Aggregatibacter actinomycetemcomitans Porphyromonas gingivalis Prevotella intermedia Terapia Periodontal Não- Cirúrgica Terapia Periodontal Não- Cirúrgica Fases: 1. Motivação e Instrução do Paciente 2. Raspagem e Alisamento Radicular 3. Procedimentos Complementares 1) MOTIVAÇÃO E INSTRUÇÃO DO PACIENTE Controle de placa é essencial para o sucesso do tratamento! Deve ser realizada na primeira consulta! Motivação e Instrução do Paciente Cooperação Consciente → motivação, desejo e habilidade → mudança de comportamento Carranza, 2004 Informar e instruir o paciente: • a sua condição clínica • o que significa essa condição • como será tratada • o futuro após o tratamento • papel do biofilme bacteriano • métodos de higiene oral • detecção de alterações gengivais • participação do paciente 2) RASPAGEM E ALISAMENTO RADICULAR( RAR) Raspagem e Alisamento Radicular Objetivos ➢ Eliminar ou substituir uma microbiota patogênica por uma normal → redução da inflamação clínica; ➢ Transformar bolsas ativas em inativas ou sulcos rasos e sadios; ➢ Ganho de inserção clínica; ➢ Cessar progressão da doença. RAR - Fases ▪ Fase exploradora ▪ Raspagem ▪ Alisamento Radicular Eficiência dos procedimentos de RAR • Profundidade da bolsa • Anatomia radicular • Posição do dente • Presença de furca • Habilidade e conhecimento do operador Lindhe, 2005 Princípios da Instrumentação ✓Acesso, visão, iluminação, retração de lábios e bochechas ✓Campo operatório ✓Posições: paciente e operador ✓Condições do instrumental: Pattison & Pattison, 2002 RAR - Instrumentação ➢ Preensão - empunhadura de caneta modificada ➢ Apoio digital - dedo médio RASPAGEM E ALISAMENTO RADICULAR Supragengival Subgengival Instrumental - Ativação Angulagem ➢ inserção – 0º ➢ RAR – 45º-90º Pattison & Pattison, 2002 Ângulo de Trabalho É o ângulo formado entre a face coronária da lâmina e o dente Brunimento do cálculo RARInserção do instrumento Dilaceração tecidual Raspagem e Alisamento Radicular Sequência ✓Sextantes, Quadrantes ou arcadas ✓ Regiões com mais depósitos ✓ Supra e subgengival Lindhe, 2005 Raspagem e Alisamento Radicular Movimento de raspagem ✓ Pressão entre a borda cortante e a superfície radicular; ✓ Movimento forte de tração – golpe de trabalho; ✓ Vários movimentos curtos e firmes; ✓ Rotação de mão, punho e antebraço; ✓ Parte final da haste paralela ao longo eixo do dente. Lindhe, 2005 Movimento de alisamento ✓ Curetas ✓ Movimento moderado a leve de tração – golpe de acabamento; ✓ Vários movimentos longos de impulsão; ✓ Rotação de punho e antebraço; ✓ Parte final da haste paralela ao longo eixo do dente. Raspagem e Alisamento Radicular Direção do movimento ➢ Vertical ➢ Horizontal ➢ Oblíquo ➢ Sentico apical-coronário Tratamento Periodontal não cirúrgico Raspagem Supragengival ✓ Procedimento inicial ✓ Remoção de cálculo e biofilme supragengival ✓ Cálculo menos resistente ✓ Fácil acesso ✓ Pode ser completada em uma sessão ✓ Cinzéis, foices, enxadas e curetas Lindhe, 2005; Sobrape, 2005 Raspagem Supragengival Carranza, 2004; Lindhe, 2005 Efeitos da RAR supragengival: ➢ Alterações na microbiota supragengival ➢ Melhoras clínicas limitadas: ↓ sangramento marginal e bolsas sem alteração no nível de inserção ➢ Superfície dental não favorável ao acúmulo de depósitos ➢ Afeta ambiente subgengival ➢ Facilita realização do exame periodontal ➢ Facilita a prática de auto-controle de placa Raspagem Subgengival ✓ Preferencialmente sob anestesia local ✓ Cálculo mais duro e resistente ✓ Visibilidade comprometida ✓ Sensibilidade tátil ✓ Movimentos limitados Lindhe, 2005; Sobrape, 2005 Raspagem Subgengival Carranza, 2004 Efeitos da RAR subgengival • Diminuição dos patógenos periodontais • Diminuição da profundidade de bolsa Avaliação da RAR ▪ Visual • Características teciduais • Cálculo supragengival ▪ Exploração Tátil • Cálculo subgengival • Superfície radicular Lindhe, 2005 Raspagem e Alisamento Radicular Cálculo residual ▪ Áreas profundas ▪ Áreas de furca ▪ Ângulos proximais ▪ Junção cemento/esmalte ▪ Superfícies côncavas Lindhe, 2005 Resultados da RAR Melhoras clínicas: ➢ Redução de patógenos periodontais ➢ Redução na Profundidade de Sondagem ➢ Ganho de inserção clínica ➢ Redução na mobilidade dental ➢ Resolução da inflamação e do sangramento A cicatrização da terapia não cirurgica está completa após 3 meses. Tratamento Periodontal Sensibilidade dentinária Recessões gengivais Redução da Inflamação ✓ Eliminação do sangramento e supuração ✓ Redução do fluido do sulco gengival ✓ Redução das células inflamatórias nos tecidos ✓ Reparação da matriz do tecido conjuntivo Carranza, 2004 Resposta Tecidual • Restauração do contorno fisiológico gengival • Formação de epitélio juncional longo Carranza, 2004 Polimento Coronário após RAR Objetivos: ✓Desorganizar a placa bacteriana ✓Remover placa bacteriana/machas ✓Remoção de riscos e irregularidades Desvantagens: ✓Remoção de estrutura dental • Full- mouth disinfection ✓Raspagem e alisamento radicular dentro de um período de 24 h, irrigação subgengival (repetida 3x de 10 em 10 min) com gel de clorexidina a 1%, escovação da língua com clorexidina 0,2%. Desinfecção total da boca 3) PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES Procedimentos Complementares São todas as manobras terapêuticas que visam facilitar a higienização pelo paciente,onde é removido fatores adicionais de retençãode placa Lindhe, 2005 Procedimentos Complementares ✓ Tratamento de restaurações e coroas mal-adaptadas ✓ Restauração de lesões cariosas ✓ Correção de próteses mal-adaptadas ✓ Tratamento de áreas de impactação alimentar ✓ Tratamento de trauma oclusal ✓ Splintagem: Contenção provisória ✓ Pequenos movimentos ortodônticos ✓ Eliminação de dentes condenados Restaurações de lesões cariosas LUIZ ANTÔNIO BORELLI BARROS LUIZ ANTÔNIO BORELLI BARROS LUIZ ANTÔNIO BORELLI BARROS • Reavaliação dos parâmetros clínicos periodontais após tratamento básico; • Determinar a necessidade de terapia adicional; Reavaliação • Redução da inflamação; • Redução da PS; • Ganho de inserção; • Redução da mobilidade dental; • Aumento da densidade mineral óssea. Reavaliação • Parâmetros Avaliados: Índice de placa → Higiene bucal Profundidade de Sondagem/Sangramento à Sondagem → Inflamação Nível de Inserção → Cicatrização Periodontal Reavaliação Slide 1: TRATAMENTO PERIODONTAL NÃO - CIRÚRGICO Slide 2 Slide 3: Progressão da Doença Periodontal Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8: Objetivos do Tratamento Periodontal Slide 9 Slide 10: Objetivos do Tratamento Periodontal Slide 11: Objetivos do Tratamento Periodontal Slide 12: Sucesso do Tratamento Periodontal depende: Slide 13: Plano de Tratamento Periodontal Slide 14: Terapia Periodontal Não- Cirúrgica Slide 15: Terapia Periodontal Não-Cirúrgia Slide 16 Slide 17: Terapia Periodontal Não- Cirúrgica Slide 18 Slide 19: Motivação e Instrução do Paciente Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24: Raspagem e Alisamento Radicular Slide 25: RAR - Fases Slide 26: Eficiência dos procedimentos de RAR Slide 27: Princípios da Instrumentação Slide 28: RAR - Instrumentação Slide 29: RASPAGEM E ALISAMENTO RADICULAR Slide 30: Instrumental - Ativação Slide 31 Slide 32: Raspagem e Alisamento Radicular Slide 33: Raspagem e Alisamento Radicular Slide 34: Raspagem e Alisamento Radicular Slide 35 Slide 36: Raspagem Supragengival Slide 37: Raspagem Supragengival Slide 38: Efeitos da RAR supragengival: Slide 39: Raspagem Subgengival Slide 40: Raspagem Subgengival Slide 41: Efeitos da RAR subgengival Slide 42: Avaliação da RAR Slide 43: Raspagem e Alisamento Radicular Slide 44: Resultados da RAR Slide 45: Tratamento Periodontal Slide 46: Redução da Inflamação Slide 47: Resposta Tecidual Slide 48: Polimento Coronário após RAR Slide 49: Desinfecção total da boca Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54: Procedimentos Complementares Slide 55: Procedimentos Complementares Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59: Reavaliação Slide 60: Reavaliação Slide 61: Reavaliação