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INTRODUÇÃO À PERIODONTIA CIRÚRGICA 1. Cirurgia periodontal dentro do tratamento periodontal Os primeiros slides enfatizam um conceito fundamental: A cirurgia periodontal não deve ser a primeira opção de tratamento para a doença periodontal. Antes de qualquer procedimento cirúrgico, deve-se realizar a chamada: Terapia relacionada à causa Essa terapia consiste principalmente em: ● Controle do biofilme bacteriano. ● Orientação de higiene oral. ● Raspagem supra e subgengival. ● Alisamento radicular. ● Controle dos fatores retentivos de placa. A cirurgia só é indicada quando essas medidas não conseguem produzir os resultados desejados. Mensagem principal dos slides: Primeiro controla-se a causa da doença; depois avalia-se a necessidade cirúrgica. 2. Objetivos da cirurgia periodontal Os slides seguintes apresentam a pergunta: "Quais os objetivos da cirurgia periodontal?" A partir daí são descritos vários objetivos. Facilitar a remoção dos depósitos subgengivais Quando existem bolsas periodontais profundas, o acesso às superfícies radiculares torna-se difícil. A cirurgia permite: ● Melhor visualização. ● Melhor acesso aos instrumentos. ● Remoção mais eficiente de cálculo. ● Remoção mais eficiente de biofilme. Facilitar o controle de placa pelo paciente Após a cirurgia, a anatomia dos tecidos pode ficar mais favorável. Isso permite: ● Escovação mais eficiente. ● Uso facilitado do fio dental. ● Menor retenção de placa. Consequentemente ocorre menor risco de recidiva da doença. Redução do processo inflamatório Os slides destacam que a cirurgia contribui para diminuir sinais inflamatórios como: Edema Acúmulo de líquido nos tecidos. Hiperemia Aumento do fluxo sanguíneo local. Flacidez tecidual Perda da consistência normal da gengiva. Com a eliminação dos fatores etiológicos, a gengiva tende a recuperar características de normalidade. 3. Eliminação ou redução das bolsas periodontais Esse é um dos principais objetivos da cirurgia. As bolsas periodontais favorecem: ● Acúmulo bacteriano. ● Dificuldade de higienização. ● Progressão da doença. Por isso a cirurgia busca: Eliminar bolsas Ou Reduzir sua profundidade facilitando a manutenção periodontal. 4. Restabelecimento da normalidade periodontal Outro objetivo descrito nos slides é: Devolver aspectos de normalidade ao periodonto Isso significa restaurar: ● Forma gengival adequada. ● Contorno gengival fisiológico. ● Condições favoráveis para saúde dos tecidos. 5. Eliminação de depósitos microbianos em bolsas profundas Os slides ressaltam que em bolsas profundas a raspagem convencional pode apresentar limitações. A cirurgia permite: ● Acesso direto à raiz. ● Visualização do cálculo residual. ● Melhor descontaminação da superfície radicular. 6. Controle de áreas retentivas Outro objetivo apresentado é: Facilitar o controle de placa e remover áreas de retenção Essas áreas podem incluir: ● Restaurações mal adaptadas. ● Excesso de material restaurador. ● Alterações anatômicas. ● Contornos gengivais inadequados. Essas estruturas favorecem o acúmulo de biofilme e dificultam a higiene. 7. Criação de ambiente adequado para próteses e restaurações Os slides mencionam que a cirurgia também pode ser realizada para: Preparação protética ou Adequação do meio bucal Isso ocorre porque tecidos gengivais inflamados ou deformados podem comprometer: ● Moldagens. ● Ajuste de próteses. ● Adaptação de coroas. ● Estética final. 8. Terapia periodontal regenerativa Outro ponto apresentado é a possibilidade de: Regeneração periodontal O objetivo é tentar recuperar estruturas perdidas pela doença periodontal: ● Osso alveolar. ● Ligamento periodontal. ● Cemento radicular. A regeneração busca restaurar não apenas a forma, mas também a função dos tecidos. 9. Contraindicações da cirurgia periodontal Os slides passam então para situações em que a cirurgia não deve ser realizada. Estado sistêmico desfavorável Pacientes com condições sistêmicas descompensadas apresentam maior risco cirúrgico. Exemplos: ● Diabetes descontrolado. ● Hipertensão não controlada. ● Alterações imunológicas. Presença de infecções agudas Quando existe infecção ativa, o tratamento inicial deve controlar essa condição antes da cirurgia. Isso reduz: ● Risco de disseminação. ● Complicações pós-operatórias. ● Dificuldades de cicatrização. 10. Gengivectomia A partir dos slides seguintes começa o estudo específico da: Gengivectomia A gengivectomia consiste na remoção cirúrgica de tecido gengival. É indicada principalmente para: ● Eliminação de bolsas supraósseas. ● Remoção de hiperplasias gengivais. ● Correção do contorno gengival. 11. Etapas da gengivectomia Os slides mostram uma sequência clínica composta por: 1. Avaliação da mucosa gengival 2. Sondagem periodontal 3. Demarcação dos pontos sangrantes 4. Incisão primária 5. Incisão secundária 6. Incisão terciária (quando necessária) 7. Remoção do tecido 8. Acabamento cirúrgico 12. Avaliação da mucosa gengival Antes da cirurgia deve-se avaliar: Quantidade de gengiva Verificar a largura de tecido queratinizado. Os slides destacam: Gengiva queratinizada maior que 2 mm Considerada favorável para o procedimento. Qualidade do tecido Observa-se: ● Espessura. ● Resistência. ● Integridade. Coloração A cor auxilia na avaliação do estado inflamatório. Ranhura gengival A presença da textura em "casca de laranja" geralmente indica tecido saudável. Impacto estético Importante principalmente em regiões anteriores. 13. Sondagem periodontal Após a avaliação gengival realiza-se: Sondagem periodontal Objetivos: ● Determinar profundidade das bolsas. ● Identificar áreas comprometidas. ● Planejar a quantidade de tecido a ser removida. 14. Demarcação dos pontos sangrantes Essa etapa recebe bastante atenção nos slides. A demarcação consiste em: Perfurar a mucosa gengival no sentido: Ápico-cervical Esses pontos funcionam como guia para a incisão. Finalidade dos pontos sangrantes Permitir que o operador acompanhe: ● O contorno original da gengiva. ● O formato da bolsa periodontal. ● A quantidade de tecido que deverá ser removida. 15. Incisão primária Após a demarcação é realizada a incisão principal. Os slides destacam que: Deve ser feita levemente apical aos pontos sangrantes Essa posição permite a remoção adequada da parede da bolsa periodontal. 16. Posicionamento da lâmina Os últimos slides desse bloco mostram a forma correta de posicionamento da lâmina. São demonstradas: Lâmina posicionada coronariamente e Lâmina posicionada apicalmente para obtenção do ângulo correto de corte. 17. Bisel externo Os slides 24 a 30 iniciam o tema: Incisão em bisel externo Essa incisão é feita da superfície externa da gengiva em direção ao tecido subjacente. O objetivo é remover a parede da bolsa periodontal e criar um contorno gengival fisiológico. Indicações do bisel externo Os slides listam: Bolsas supraósseas Quando a base da bolsa está acima da crista óssea. Hiperplasias medicamentosas Aumento gengival provocado por medicamentos. Correções da arquitetura gengival Quando há necessidade de remodelar o contorno dos tecidos. Boa quantidade de gengiva queratinizada Condição necessária para evitar perda excessiva de tecido. 18. Incisão em Bisel Externo Os slides continuam detalhando essa técnica, que é considerada a incisão clássica da gengivectomia. Conceito A incisão em bisel externo é realizada na superfície externa da gengiva, direcionando o corte em direção à base da bolsa periodontal. Seu objetivo é remover a parede da bolsa e restabelecer um contorno gengival fisiológico. Objetivos da Incisão em Bisel Externo Os slides destacam que essa incisão busca: ● Eliminar a parede moleda bolsa periodontal. ● Reduzir a profundidade da bolsa. ● Criar contornos gengivais mais anatômicos. ● Facilitar a higienização futura. ● Melhorar a saúde periodontal. Após a remoção do tecido doente, a gengiva apresenta um formato mais favorável para a manutenção da saúde bucal. 19. Características da Incisão O professor destaca que a incisão não deve ser feita perpendicularmente ao tecido. Ela deve apresentar uma inclinação adequada para: ● Produzir uma margem gengival fina. ● Evitar degraus teciduais. ● Favorecer a cicatrização. ● Produzir melhor resultado estético. Uma margem muito espessa pode dificultar a adaptação dos tecidos durante o reparo. 20. Instrumentos Utilizados Os slides apresentam as lâminas e instrumentos normalmente empregados. Entre eles: Lâmina nº 15 Muito utilizada em áreas pequenas e de difícil acesso. Lâmina nº 12 Indicada principalmente para regiões posteriores e áreas interproximais. Facas periodontais Utilizadas para contornar regiões específicas da gengiva. O objetivo é permitir um corte contínuo e preciso. 21. Vantagens da Gengivectomia Os slides apresentam diversos benefícios da técnica. Simplicidade Operatória É considerada uma técnica relativamente simples quando comparada a procedimentos com retalhos. Boa Visualização A remoção direta da parede da bolsa permite ampla visualização da área tratada. Resultados Previsíveis Quando bem indicada, apresenta boa previsibilidade clínica. Redução da Profundidade de Sondagem A eliminação da bolsa reduz a profundidade observada durante o exame periodontal. 22. Limitações da Gengivectomia Os slides enfatizam que a gengivectomia possui limitações importantes. Não Permite Visualização Óssea O procedimento remove tecido gengival, mas não oferece acesso adequado ao osso alveolar. Por isso, não é a melhor escolha quando existe necessidade de tratamento ósseo. Dificuldade em Defeitos Infraósseos Quando a bolsa está localizada abaixo da crista óssea, a gengivectomia apresenta resultados limitados. Nesses casos, geralmente são indicadas cirurgias a retalho. Possível Desconforto Pós-operatório Como grande área de tecido fica exposta após a cirurgia, pode ocorrer: ● Dor. ● Sensibilidade. ● Desconforto durante a alimentação. 23. Contraindicações da Gengivectomia Os slides apresentam várias situações em que o procedimento não deve ser realizado. Pouca Gengiva Queratinizada Quando a quantidade de gengiva queratinizada é insuficiente, a remoção de tecido pode comprometer a saúde periodontal futura. Necessidade de Cirurgia Óssea Quando há necessidade de: ● Osteoplastia. ● Ostectomia. ● Correção de defeitos ósseos. A gengivectomia não é a melhor opção. Regiões Estéticas Em áreas anteriores, a remoção excessiva de tecido pode causar comprometimento estético. Defeitos Infraósseos Novamente os slides reforçam que esses defeitos normalmente necessitam de técnicas mais complexas. 24. Incisão Secundária A partir deste ponto, os slides passam a abordar a segunda etapa cirúrgica. Conceito A incisão secundária é realizada após a incisão principal. Também recebe o nome de: Incisão Intrasulcular porque é executada dentro do sulco gengival. Objetivo Sua principal função é: Separar o tecido remanescente da superfície dental facilitando a remoção completa da parede da bolsa. 25. Incisão Intrasulcular Os slides dão grande destaque a essa técnica. Como é realizada A lâmina é inserida dentro do sulco gengival. O corte segue em direção apical até encontrar a incisão primária. Dessa forma ocorre a liberação completa do tecido. Vantagens ● Preserva maior quantidade de tecido. ● Permite melhor controle da remoção. ● Facilita o acabamento cirúrgico. ● Favorece melhor adaptação tecidual. 26. Remoção do Colar Gengival Após as incisões, forma-se um tecido chamado: Colar gengival Esse tecido corresponde à parede da bolsa removida cirurgicamente. Remoção A remoção geralmente é realizada com: ● Curetas periodontais. ● Instrumentos específicos para debridamento. A eliminação completa desse tecido é importante para o sucesso do procedimento. 27. Curetagem da Área Operada Após a remoção do colar gengival, os slides mostram a realização da curetagem. Objetivos Remover: ● Tecido de granulação. ● Restos inflamatórios. ● Biofilme residual. ● Cálculo remanescente. Essa etapa contribui para uma cicatrização adequada. 28. Alisamento Radicular Após a curetagem é realizada a raspagem e o alisamento radicular. Finalidade Produzir uma superfície radicular: ● Limpa. ● Lisa. ● Biologicamente compatível. Isso favorece a reinserção dos tecidos e reduz a retenção bacteriana. 29. Remodelação dos Contornos Gengivais Os slides mostram que após a remoção dos tecidos é necessário realizar acabamento cirúrgico. Objetivos ● Eliminar irregularidades. ● Criar contornos fisiológicos. ● Produzir margens gengivais harmoniosas. ● Melhorar o resultado estético. O contorno final deve reproduzir a anatomia gengival saudável. 30. Curativo Periodontal Nos últimos slides desse bloco começa a discussão sobre o uso do curativo periodontal. Funções O curativo pode ser utilizado para: ● Proteger a ferida cirúrgica. ● Reduzir desconforto. ● Proteger contra traumas mecânicos. ● Auxiliar no período inicial de cicatrização. Importante Os slides ressaltam que o curativo: Não acelera a cicatrização Sua função principal é proteção e conforto pós-operatório. 31. Cicatrização Inicial Após Gengivectomia Os slides finais deste bloco iniciam o tema da reparação tecidual. Nas primeiras horas ocorre: Formação do coágulo sanguíneo O coágulo é fundamental porque: ● Protege a área operada. ● Serve de matriz para migração celular. ● Dá início ao processo cicatricial. 32. Retalho Original de Widman Modificado Os slides iniciam apresentando uma das técnicas mais importantes da Periodontia Cirúrgica. Conceito O Retalho Original de Widman Modificado é uma técnica de acesso cirúrgico que tem como principal objetivo: ● Permitir visualização direta da raiz. ● Facilitar a raspagem radicular. ● Remover tecido inflamado. ● Preservar ao máximo os tecidos periodontais saudáveis. Essa técnica também é conhecida como: Técnica de raspagem em campo aberto porque permite que o profissional visualize diretamente as superfícies que serão instrumentadas. 33. Terceira Incisão do Retalho de Widman Os slides 62 e 63 destacam a chamada: Terceira incisão Ela é realizada: ● Perpendicularmente à superfície radicular. ● O mais próximo possível da crista óssea. Objetivo da terceira incisão Separar completamente o chamado: Colar de tecido que permanece aderido após as incisões iniciais. Essa remoção permite: ● Melhor visualização da área. ● Eliminação de tecido inflamado residual. ● Melhor adaptação dos tecidos durante a cicatrização. 34. Vantagens do Retalho de Widman Modificado Os slides seguintes apresentam diversas vantagens da técnica. Melhor adaptação dos tecidos moles Após o tratamento, os tecidos gengivais conseguem adaptar-se melhor às superfícies radiculares. Isso favorece: ● Cicatrização. ● Estabilidade periodontal. ● Redução da inflamação. Menor trauma cirúrgico Comparado a procedimentos mais agressivos, o retalho de Widman promove: ● Menor exposição radicular. ● Menor exposição óssea. ● Menor agressão tecidual. Benefícios estéticos Os slides enfatizam que a técnica apresenta vantagens especialmente em: Regiões anteriores porque tende a preservar melhor os tecidos gengivais e reduzir alterações estéticas indesejáveis. 35. Preservação das Estruturas Periodontais Outro ponto importante destacado é que o retalho de Widman busca preservar ao máximo: ● Gengiva saudável. ● Osso alveolar remanescente. ● Arquiteturaperiodontal existente. Essa preservação favorece melhores resultados a longo prazo. 36. Proteção do Osso Remanescente Os slides ressaltam uma vantagem importante: Melhor proteção do tecido ósseo remanescente Como a técnica é conservadora, ocorre menor exposição do osso durante o procedimento. Consequentemente há: ● Menor trauma cirúrgico. ● Menor reabsorção óssea pós-operatória. ● Melhor manutenção dos níveis ósseos. 37. Diminuição da Bolsa Periodontal Outro benefício apresentado é: Redução da profundidade das bolsas Isso ocorre por: ● Eliminação do tecido inflamado. ● Melhor adaptação gengival. ● Cicatrização dos tecidos. O resultado final é uma profundidade de sondagem mais favorável para manutenção periodontal. 38. Cirurgia a Retalho Modificado de Kirkland Nos slides 71 e 72 é introduzida outra técnica muito utilizada. Conceito A técnica de Kirkland é considerada uma modificação dos procedimentos de acesso periodontal. Seu objetivo principal é: ● Expor a superfície radicular. ● Permitir descontaminação adequada. ● Preservar tecidos gengivais. 39. Etapas da Técnica de Kirkland Os slides mostram uma sequência cirúrgica bem definida. 1. Incisão A cirurgia inicia com a realização da incisão planejada. 2. Afastamento da Gengiva Após a incisão: O retalho é deslocado permitindo a exposição da superfície radicular. 3. Exposição da Raiz Com o retalho afastado torna-se possível: ● Visualizar cálculo residual. ● Visualizar áreas contaminadas. ● Acessar regiões profundas. 4. Debridamento Mecânico Os slides destacam a realização do: Debridamento mecânico que consiste na remoção de: ● Biofilme. ● Cálculo. ● Tecido de granulação. ● Resíduos inflamatórios. 5. Reposicionamento do Retalho Após o tratamento da área: O retalho retorna à posição original preservando a anatomia dos tecidos. 40. Objetivo Principal da Técnica de Kirkland O professor destaca que o objetivo não é remover grandes quantidades de tecido. A finalidade principal é: Melhorar o acesso para raspagem e descontaminação. 41. Retalho Reposicionado Apicalmente A partir do slide 74 inicia-se um dos assuntos mais cobrados em provas de Periodontia. Conceito O retalho reposicionado apicalmente consiste no deslocamento da gengiva em direção apical após a cirurgia. Isso promove: ● Redução das bolsas periodontais. ● Exposição de maior quantidade de coroa clínica. ● Facilitação da higiene. 42. Incisões Utilizadas Os slides mostram que a técnica utiliza: Incisões paralelas associadas a: Incisão marginal em bisel invertido Função da Incisão em Bisel Invertido Separar: ● Tecido inflamado. ● Parede da bolsa periodontal. preservando tecidos saudáveis. 43. Retalho de Espessura Total Os slides destacam que o procedimento normalmente utiliza: Retalho mucoperiostal (espessura total) Nesse tipo de retalho ocorre: ● Descolamento da gengiva. ● Descolamento do periósteo. ● Exposição do osso alveolar. 44. Desgaste Ósseo Após o levantamento do retalho pode ser necessário realizar: Osteoplastia ou Ostectomia dependendo da anatomia óssea existente. Objetivo Criar uma arquitetura óssea mais favorável para a manutenção periodontal. 45. Reposicionamento Apical Após a correção necessária: O retalho é reposicionado mais apicalmente e fixado por meio de suturas. 46. Resultado Clínico O reposicionamento apical gera: ● Menor profundidade de bolsa. ● Melhor acesso para higiene. ● Maior exposição coronária. Por isso a técnica também é utilizada em: Aumento de coroa clínica. 47. Vantagens do Retalho Reposicionado Apicalmente Os slides apresentam várias vantagens. Profundidade de Bolsa Mínima Uma das maiores vantagens é a obtenção de: Profundidade de sondagem reduzida após a cicatrização. Melhor Controle da Posição Gengival A técnica permite controlar com precisão: ● Altura gengival. ● Contorno gengival. ● Posição final da margem. Menor Recorrência de Bolsas A redução das bolsas favorece estabilidade periodontal a longo prazo. 48. Limitações da Técnica Os slides também apresentam algumas desvantagens. Recessão Gengival Como a gengiva é deslocada para apical, pode ocorrer: Recessão gengival principalmente em áreas estéticas. Sensibilidade Dentinária A exposição radicular pode causar: ● Sensibilidade térmica. ● Sensibilidade tátil. Comprometimento Estético Especialmente em dentes anteriores. 49. Modificações para Regiões Estéticas Os slides mostram adaptações da técnica para: Região anterior da maxila onde a estética é mais crítica. Nessas situações a cirurgia é modificada para minimizar alterações visíveis. 50. Técnica em Regiões Interproximais Os slides 85 a 90 detalham as incisões realizadas entre os dentes. Incisão Intrasulcular Realizada nas faces: ● Vestibulares. ● Proximais. Essa incisão acompanha o sulco gengival. Incisão Semilunar Os slides mostram uma: Incisão semilunar na face palatina ou lingual passando pelas áreas interdentais. Manipulação do Tecido Interdental Após as incisões: O tecido interdental é rebatido e deslocado através do espaço interproximal. Isso permite: ● Melhor adaptação dos tecidos. ● Maior preservação da anatomia gengival. Suturas O bloco termina mostrando: Reposicionamento do retalho seguido pela realização das: Suturas na face palatina/lingual para estabilização dos tecidos durante a cicatrização. 51. Cicatrização Após Cirurgias Periodontais Os slides iniciam explicando que o sucesso de qualquer cirurgia periodontal depende diretamente da cicatrização dos tecidos. A cicatrização é um processo biológico complexo que envolve: ● Formação de coágulo sanguíneo. ● Resposta inflamatória. ● Migração celular. ● Formação de novo tecido conjuntivo. ● Remodelação tecidual. O objetivo final é restabelecer a saúde periodontal e permitir estabilidade dos tecidos. 52. Formação do Coágulo A primeira etapa após a cirurgia é a formação do coágulo sanguíneo. Importância do coágulo O coágulo atua como: ● Proteção da ferida cirúrgica. ● Matriz para migração celular. ● Fonte inicial de fatores de crescimento. ● Estrutura fundamental para o reparo. Sem um coágulo estável a cicatrização pode ser comprometida. 53. Fase Inflamatória Os slides destacam que a inflamação inicial é uma etapa fisiológica e necessária. Durante essa fase ocorre: Vasodilatação Aumento do fluxo sanguíneo local. Migração de células inflamatórias Principalmente: ● Neutrófilos. ● Macrófagos. Essas células removem: ● Bactérias. ● Restos celulares. ● Tecidos necrosados. 54. Fase Proliferativa Após a fase inflamatória inicia-se a fase proliferativa. Nessa etapa ocorre: Formação do tecido de granulação Tecido altamente vascularizado responsável pela reparação inicial. Formação de novos vasos Também chamada de: Angiogênese Os novos vasos garantem nutrição adequada para os tecidos em reparação. Proliferação de fibroblastos Os fibroblastos produzem: ● Colágeno. ● Matriz extracelular. Esses componentes são essenciais para a reorganização dos tecidos. 55. Fase de Maturação Os slides explicam que essa fase pode durar semanas ou meses. Nela ocorre: Remodelação do colágeno As fibras passam por reorganização e alinhamento. Aumento da resistência tecidual Os tecidos tornam-se progressivamente mais estáveis. Maturação do epitélio O revestimento gengival readquire características funcionais adequadas. 56. Cicatrização Após Retalho de Widman Os slides mostram a sequência de reparo após essa técnica. Primeiros dias ● Formação do coágulo. ● Início da resposta inflamatória. ● Adaptação inicial do retalho. Primeiras semanas ● Formação de tecido conjuntivo jovem. ● Reepitelização progressiva. Período tardio ● Organizaçãodas fibras. ● Estabilização da inserção periodontal. 57. Cicatrização Após Retalho Reposicionado Apicalmente Os slides mostram diferenças em relação à técnica anterior. Como há deslocamento da margem gengival para apical, ocorre: Remodelação mais extensa dos tecidos Além disso: ● A nova posição gengival precisa ser estabilizada. ● O tecido adapta-se à nova anatomia radicular. 58. Formação de Nova Inserção Os slides discutem um conceito importante: Nova inserção periodontal Ela corresponde à formação de: ● Novo cemento. ● Novas fibras periodontais. ● Nova ligação funcional entre dente e periodonto. Entretanto, os slides destacam que nem toda cicatrização resulta em regeneração verdadeira. 59. Reparo x Regeneração Tema frequentemente cobrado em provas. Reparo É a cicatrização que restabelece a continuidade dos tecidos sem reproduzir completamente a estrutura original. O reparo pode ocorrer por: ● Epitélio juncional longo. ● Adaptação dos tecidos. Regeneração Consiste na reconstrução dos tecidos perdidos. Inclui formação de: ● Osso alveolar. ● Ligamento periodontal. ● Cemento radicular. A regeneração representa o resultado biológico ideal. 60. Resultados Clínicos Esperados Após a cirurgia periodontal, espera-se observar: Redução da profundidade de sondagem Uma das principais metas terapêuticas. Menor sangramento à sondagem Indicando redução da inflamação. Melhor adaptação gengival Os tecidos tornam-se mais firmes e estáveis. Facilidade de higienização O paciente consegue controlar melhor o biofilme. 61. Controle de Placa no Pós-operatório Os slides reforçam que o sucesso cirúrgico depende do paciente. Mesmo uma cirurgia bem executada pode falhar caso haja: ● Acúmulo de biofilme. ● Higiene deficiente. ● Falta de manutenção periodontal. Manutenção periodontal É considerada essencial para: ● Preservação dos resultados. ● Prevenção da recorrência da doença. 62. Comparação entre Terapia Cirúrgica e Não Cirúrgica Os slides apresentam uma análise comparativa. Terapia Não Cirúrgica Inclui: ● Raspagem. ● Alisamento radicular. ● Controle de placa. Vantagens ● Menor custo. ● Menor morbidade. ● Menor desconforto. Limitações ● Acesso reduzido em bolsas profundas. ● Dificuldade de descontaminação completa em alguns casos. 63. Terapia Cirúrgica Inclui: ● Gengivectomia. ● Retalhos periodontais. ● Procedimentos ósseos. Vantagens ● Melhor acesso visual. ● Melhor acesso mecânico. ● Possibilidade de remodelação óssea. ● Redução mais expressiva das bolsas. 64. Evidências Clínicas Apresentadas Os slides mostram que diversos estudos compararam: Terapia cirúrgica versus Terapia não cirúrgica Os resultados demonstram que ambas podem apresentar bons resultados. Contudo: Bolsas profundas tendem a responder melhor às abordagens cirúrgicas. 65. Importância da Seleção dos Casos Os slides enfatizam que: Não existe uma única técnica ideal para todos os pacientes. A escolha depende de: ● Profundidade da bolsa. ● Morfologia óssea. ● Quantidade de gengiva queratinizada. ● Condição sistêmica. ● Necessidades estéticas. 66. Princípios Fundamentais da Cirurgia Periodontal Nos slides finais, o professor resume os princípios que devem orientar todas as cirurgias. Diagnóstico correto A escolha da técnica depende do diagnóstico periodontal adequado. Planejamento individualizado Cada paciente deve ser avaliado individualmente. Controle da infecção Sem controle do biofilme não existe sucesso periodontal duradouro. Preservação dos tecidos Sempre que possível deve-se conservar: ● Gengiva saudável. ● Osso remanescente. ● Estruturas periodontais importantes. Manutenção periodontal A fase de manutenção é considerada indispensável para estabilidade dos resultados. INTRODUÇÃO À PERIODONTIA CIRÚRGICA 1. Cirurgia periodontal dentro do tratamento periodontal Terapia relacionada à causa 2. Objetivos da cirurgia periodontal "Quais os objetivos da cirurgia periodontal?" Facilitar a remoção dos depósitos subgengivais Facilitar o controle de placa pelo paciente Redução do processo inflamatório Edema Hiperemia Flacidez tecidual 3. Eliminação ou redução das bolsas periodontais Eliminar bolsas Reduzir sua profundidade 4. Restabelecimento da normalidade periodontal Devolver aspectos de normalidade ao periodonto 5. Eliminação de depósitos microbianos em bolsas profundas 6. Controle de áreas retentivas Facilitar o controle de placa e remover áreas de retenção 7. Criação de ambiente adequado para próteses e restaurações Preparação protética Adequação do meio bucal 8. Terapia periodontal regenerativa Regeneração periodontal 9. Contraindicações da cirurgia periodontal Estado sistêmico desfavorável Presença de infecções agudas 10. Gengivectomia Gengivectomia 11. Etapas da gengivectomia 1. Avaliação da mucosa gengival 2. Sondagem periodontal 3. Demarcação dos pontos sangrantes 4. Incisão primária 5. Incisão secundária 6. Incisão terciária (quando necessária) 7. Remoção do tecido 8. Acabamento cirúrgico 12. Avaliação da mucosa gengival Quantidade de gengiva Gengiva queratinizada maior que 2 mm Qualidade do tecido Coloração Ranhura gengival Impacto estético 13. Sondagem periodontal Sondagem periodontal 14. Demarcação dos pontos sangrantes Perfurar a mucosa gengival Ápico-cervical Finalidade dos pontos sangrantes 15. Incisão primária Deve ser feita levemente apical aos pontos sangrantes 16. Posicionamento da lâmina Lâmina posicionada coronariamente Lâmina posicionada apicalmente 17. Bisel externo Incisão em bisel externo Indicações do bisel externo Bolsas supraósseas Hiperplasias medicamentosas Correções da arquitetura gengival Boa quantidade de gengiva queratinizada 18. Incisão em Bisel Externo Conceito Objetivos da Incisão em Bisel Externo 19. Características da Incisão 20. Instrumentos Utilizados Lâmina nº 15 Lâmina nº 12 Facas periodontais 21. Vantagens da Gengivectomia Simplicidade Operatória Boa Visualização Resultados Previsíveis Redução da Profundidade de Sondagem 22. Limitações da Gengivectomia Não Permite Visualização Óssea Dificuldade em Defeitos Infraósseos Possível Desconforto Pós-operatório 23. Contraindicações da Gengivectomia Pouca Gengiva Queratinizada Necessidade de Cirurgia Óssea Regiões Estéticas Defeitos Infraósseos 24. Incisão Secundária Conceito Incisão Intrasulcular Objetivo Separar o tecido remanescente da superfície dental 25. Incisão Intrasulcular Como é realizada Vantagens 26. Remoção do Colar Gengival Colar gengival Remoção 27. Curetagem da Área Operada Objetivos 28. Alisamento Radicular Finalidade 29. Remodelação dos Contornos Gengivais Objetivos 30. Curativo Periodontal Funções Importante Não acelera a cicatrização 31. Cicatrização Inicial Após Gengivectomia Formação do coágulo sanguíneo 32. Retalho Original de Widman Modificado Conceito Técnica de raspagem em campo aberto 33. Terceira Incisão do Retalho de Widman Terceira incisão Objetivo da terceira incisão Colar de tecido 34. Vantagens do Retalho de Widman Modificado Melhor adaptação dos tecidos moles Menor trauma cirúrgico Benefícios estéticos Regiões anteriores 35. Preservação das Estruturas Periodontais 36. Proteção do Osso Remanescente Melhor proteção do tecido ósseo remanescente 37. Diminuição da Bolsa Periodontal Redução da profundidade das bolsas 38. Cirurgia a Retalho Modificado de Kirkland Conceito 39. Etapas da Técnica de Kirkland 1. Incisão 2. Afastamento da Gengiva O retalho é deslocado 3. Exposição da Raiz 4. Debridamento Mecânico Debridamento mecânico 5. Reposicionamento do Retalho O retalho retorna à posiçãooriginal 40. Objetivo Principal da Técnica de Kirkland Melhorar o acesso para raspagem e descontaminação. 41. Retalho Reposicionado Apicalmente Conceito 42. Incisões Utilizadas Incisões paralelas Incisão marginal em bisel invertido Função da Incisão em Bisel Invertido 43. Retalho de Espessura Total Retalho mucoperiostal (espessura total) 44. Desgaste Ósseo Osteoplastia Ostectomia Objetivo 45. Reposicionamento Apical O retalho é reposicionado mais apicalmente 46. Resultado Clínico Aumento de coroa clínica. 47. Vantagens do Retalho Reposicionado Apicalmente Profundidade de Bolsa Mínima Profundidade de sondagem reduzida Melhor Controle da Posição Gengival Menor Recorrência de Bolsas 48. Limitações da Técnica Recessão Gengival Recessão gengival Sensibilidade Dentinária Comprometimento Estético 49. Modificações para Regiões Estéticas Região anterior da maxila 50. Técnica em Regiões Interproximais Incisão Intrasulcular Incisão Semilunar Incisão semilunar na face palatina ou lingual Manipulação do Tecido Interdental O tecido interdental é rebatido Suturas Reposicionamento do retalho Suturas na face palatina/lingual 51. Cicatrização Após Cirurgias Periodontais 52. Formação do Coágulo Importância do coágulo 53. Fase Inflamatória Vasodilatação Migração de células inflamatórias 54. Fase Proliferativa Formação do tecido de granulação Formação de novos vasos Angiogênese Proliferação de fibroblastos 55. Fase de Maturação Remodelação do colágeno Aumento da resistência tecidual Maturação do epitélio 56. Cicatrização Após Retalho de Widman Primeiros dias Primeiras semanas Período tardio 57. Cicatrização Após Retalho Reposicionado Apicalmente Remodelação mais extensa dos tecidos 58. Formação de Nova Inserção Nova inserção periodontal 59. Reparo x Regeneração Reparo Regeneração 60. Resultados Clínicos Esperados Redução da profundidade de sondagem Menor sangramento à sondagem Melhor adaptação gengival Facilidade de higienização 61. Controle de Placa no Pós-operatório Manutenção periodontal 62. Comparação entre Terapia Cirúrgica e Não Cirúrgica Terapia Não Cirúrgica Vantagens Limitações 63. Terapia Cirúrgica Vantagens 64. Evidências Clínicas Apresentadas Terapia cirúrgica Terapia não cirúrgica Bolsas profundas 65. Importância da Seleção dos Casos 66. Princípios Fundamentais da Cirurgia Periodontal Diagnóstico correto Planejamento individualizado Controle da infecção Preservação dos tecidos Manutenção periodontal