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EDUCAÇÃO, CORPO E MOVIMENTO – 
RECREAÇÃO E LAZER 
 
 
 
 
Sumário 
 
NOSSA HISTÓRIA ................................... Erro! Indicador não definido. 
INTRODUÇÃO ......................................................................................... 2 
O corpo e o movimento............................................................................ 3 
Corpo e movimento – o descobrimento do corpo na educação infantil ... 7 
A importância do movimento na educação infantil ................................. 20 
A Importância da Recreação na Educação Infantil ................................ 22 
CONCLUSÃO ........................................................................................ 33 
REFERÊNCIA ........................................................................................ 34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O Desenvolvimento Motor é um componente do desenvolvimento geral do 
ser humano. É comumente definido como as alterações no comportamento 
motor através do ciclo da vida. Segundo Gabbard (1993), Desenvolvimento 
Motor é o processo de alterações no movimento humano como resultado da 
interação entre componentes genéticos e culturais. É importante mencionar que 
desenvolvimento nesse contexto refere-se a alterações motoras progressivas, 
isto é, o ser humano apresenta uma melhoria linear na performance motora e 
isso acontece toda vez que se torna necessário o aprimoramento de tais 
habilidades, mas com o passar dos anos, ou seja, com o processo de 
envelhecimento, essa performance se deteriora na velhice. Assim pode-se dizer 
que: definir Desenvolvimento Motor como sendo o estudo das características do 
comportamento motor e de como estas características mudam ao longo do 
tempo como resultado da maturação e experiência. 
A recreação infantil e o lazer contribuem para o desenvolvimento motor 
da criança, e de suma importância para o seu aprendizado, A recreação infantil, 
vai muito além de um momento de brincadeira na educação infantil, sua 
importância atinge o desenvolvimento motor, social, lúdico e também desenvolve 
o raciocínio. 
É importante que o público infantil tenha muitas atividades de recreação, 
aliás, o termo “recreio” foi derivado da palavra recreação. Inclusive ele é um 
exemplo clássico da recreação infantil, todos os dias por um determinado 
período, as crianças ficam livres para brincar ou fazer o que quiserem, mais 
importante considerar que além de atividades recreativas livres, as 
desenvolvidas em sala de aula através de atividades lúdicas e de alfabetização 
com escrita entre outras também se torna uma atividade recreativa bem divertida 
para as crianças. 
 
 
 
 
 
O corpo e o movimento 
 
A partir da década de 80 até a década de 90, houve um intenso trabalho 
que resultou no Estatuto da Criança e do Adolescente e nas discussões a 
respeito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que foi 
promulgada no ano de 1996. Esta nova LDB, pela primeira vez, introduziu a 
educação infantil como a primeira etapa da educação básica. Nela, a educação 
infantil, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os 5 anos 
de idade. 
 
 
Esta deve ser ofertada em creches para as crianças de até 3 anos de 
idade e em pré-escolas, para crianças de 4 a 5 anos de idade. Essa primeira 
etapa, mesmo não sendo obrigatória, passa a ser um direito da criança e um 
dever do Estado. A partir daí, a educação de crianças pequenas passou a fazer 
parte do processo educacional. 
 
 
Partindo do reconhecimento de que a educação é direito de todas as 
crianças, um dever da família e do estado (LDB 9394/98 art. 2º) e de que a 
educação infantil se constitui como primeira etapa da educação básica e que tem 
como finalidade o desenvolvimento da criança até cinco anos de idade, em seus 
aspectos físico, psicológico, intelectual e social. Com isso, a educação infantil 
que já vinha sendo objeto de pesquisas em vários lugares do mundo, também 
vê serem multiplicados os estudos aqui no Brasil, tendo como um de seus 
principais objetivos contribuir para a melhoria no atendimento da criança 
pequena. 
Sabe-se, que o movimento é uma importante dimensão do 
desenvolvimento e da cultura humana. Pois, ao movimentar-se, as crianças 
expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades 
do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, 
portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se 
em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem 
sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor 
expressivo. 
KISHIMOTO (1996, p.452), ao discutir sobre Froebel, mostra que: 
"Froebel acreditou na criança, enalteceu sua perfeição, valorizou sai 
liberdade e desejou a expressão da natureza infantil por meio de brincadeiras 
livres e espontâneas. Instituiu uma pedagogia tendo a representação simbólica 
como eixo do trabalho educativo, sendo reconhecido por isso como psicólogo da 
infância". 
Nessa mesma direção, YAMIN (2001, p.12) aponte que o aprendizado nos 
jardins de infância "ocorria a partir de ações que exigissem o desenvolvimento 
dos movimentos físicos, juntamente com o funcionamento dos processos 
mentais. todas as atividades simples do dia-a-dia feitas em contato com a 
natureza eram a base para seu currículo". 
Na educação infantil é comum vermos as crianças o tempo todo sentadas, 
em silencio, realizando atividades escolares. Porém, para que as crianças 
 
 
possam ampliar o seu aprendizado, é preciso que os conceitos de educação 
estejam de acordo com as necessidades e seus interesses. Durante a 
brincadeira a criança assimila sem se dar conta. Por meio das atividades lúdicas 
a criança satisfaz seus desejos e representa a realidade que as circunda. 
Portanto, é inegável que haja mudanças na estrutura educacional, por 
isso, ainda temos muito o que refletir a implementar a respeito da educação 
infantil. Um fator a ser discutido é a questão dos conteúdos a serem trabalhados 
nesse nível de ensino. Não podemos mais ter o conteúdo como sendo uma lista 
de itens que tem que ser assimilados pela criança. Dessa forma, é necessário 
rever este conceito e estruturar qual a melhor forma de lanças esses conteúdos 
a serem trabalhados com as crianças. 
"O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer 
partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica 
por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o 
apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da atividade da 
criança. Pode-se dizer que no início do desenvolvimento predomina a dimensão 
subjetiva da motricidade, que encontra sua eficácia e sentido principalmente na 
interação com o meio social, junto às pessoas com quem a criança interage 
diretamente. A externalização de sentimentos, emoções e estados íntimos 
poderão encontrar na expressividade do corpo um recurso privilegiado". 
(Referencial curricular nacional para a educação infantil, 1998, p.18) 
Para o Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998, p.15), o 
movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura 
humana, visto que, "as crianças se movimentam desde que nascem adquirindo 
cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais 
das possibilidades de interação com o mundo". 
Ao analisar os conteúdos de movimento apresentados nesse referencial, 
verifico que eles foram organizados em blocos: a expressividade, o equilíbrio e 
a coordenação. 
 
 
Expressividade: nessa direção, o Referencial Curricular Nacional 
(BRASIL, 1998) sugere atividades para crianças de 0 a 3 anos: reconhecimento 
progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo, expressões de 
sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral.Na atividade lúdica, para crianças de 4 a 5 anos, por meio da mediação do adulto, 
o jogo desenvolve a memória, a atenção, a linguagem, a imaginação e a 
personalidade. 
Equilíbrio e coordenação: para as crianças de 0 a 3 anos são sugeridas 
atividades de exploração de diferentes posturas corporais, ampliação da 
destreza progressiva para deslocar-se no espaço e aperfeiçoamento dos gestos 
relacionados com encaixe, traçado de desenho, entre outros. Para crianças de 
4 a 5 anos, são envolvidas atividades de correr, subir, descer, movimentar-se, 
dançar, entre outros. 
Por meio dessas atividades anteriormente sugeridas, percebo que todas 
estão relacionadas apenas ao desenvolvimento do corpo, como se o 
pensamento e as emoções estivessem fora dele. Certamente, essas atividades 
propostas são importantes para o desenvolvimento da criança, entretanto, o 
movimento não se restringe ao desenvolvimento das aprendizagens física e 
motora. 
O trabalho com o movimento não pode ser direcionado apenas para o 
desenvolvimento físico da criança. Pois a criança precisa nominar o seu 
movimento conscientemente para que tenha oportunidade de explorar o 
ambiente, criar novas relações de relacionamento com o seu corpo, de conhecê-
lo e aprender a usá-lo de forma benéfica, funcional e intencional. (MELLO, 1996) 
 
 
 
 
 
Corpo e movimento – o descobrimento do corpo na 
educação infantil 
 
 
 
O processo de aprendizagem do pré-escolar é essencialmente lúdico. A 
criança aprende brincando; por isso, esse trabalho se reveste de muita 
seriedade; através do brincar, a criança vai assumindo sua realidade, seu meio 
social, sua linguagem, seus usos e costumes; enfim, brincando, ela inicia a 
socialização. 
O estudo das sociedades chamadas primitivas demonstra a importância 
do jogo e das atividades recreativas na formação dos novos membros da 
sociedade. Os nossos índios muito cedo se iniciam na arte da pesca e caça, 
utilizando o arco e a flecha, assim como as meninas brincam de fazer panelinhas 
de barro ou trançar cestos. O que de início é mera recreação aos poucos vai 
 
 
ganhando conotação de maior responsabilidade, de forma que a transição entre 
as atividades de meninice, adolescência e a idade adulta se realize sem uma 
ruptura. 
Brincando é que a criança busca informações desejadas, estabelece 
coordenações, organiza suas ideias, faz verificações, experimenta sensações, 
motivada pela necessidade interior e realizada pela própria atividade. Tudo isso 
vem demonstrar a importância de propiciar condições para as brincadeiras 
infantis. Todo e qualquer brinquedo é material instrutivo, desde que proporcione 
à criança oportunidades reais de trabalho físico ou mental: um caixote, uma 
caixa, lápis de cor, uma coleção de objetos, uma corda, uma peteca e outros. 
Através do brinquedo, a criança tem oportunidade de se desenvolver. 
Aquela que tiver poucas oportunidades lúdicas apresentará dificuldades na idade 
adulta. Brincando, a criança penetra e interioriza o mundo adulto. 
A multiplicidade de formas e materiais induz a criança a 
• Pensar e desenvolver sua capacidade criadora; 
• Ter iniciativa própria; 
• Ter despertada sua alegria no experimentar, no descobrir; 
• Ampliar a capacidade de expressão; 
• Estabelecer vínculos de amizade e consciência de vida grupal. 
Há, portanto, necessidade de adequação do brinquedo para que a criança 
seja levada a brincar. A lei da liberdade deve estar sempre presente no ato de 
brincar, pois o brincar deve estar livre de pressões exteriores. 
Brincar, para a criança, constitui um confronto com o meio ambiente, em 
nível de pré-realidade, e enquanto brinca ela aprende. Para a criança, brincar 
constitui um trabalho que encara tão seriamente quanto seu pai ou sua mãe 
veem seus serviços ou as tarefas domésticas. 
 
 
O que é fundamental é compreender que, através do brinquedo, a criança 
realiza a aprendizagem, desenvolvendo suas aptidões de forma natural e sem 
pressões (Bueno, 1984). 
As crianças devem aprender a cuidar do próprio corpo, valorizando e 
adotando hábitos saudáveis (caminhada e contato com a natureza), sempre sob 
o olhar vigilante do cuidador, onde elas possam brincar com total liberdade. Esse 
é um dos aspectos básicos da qualidade de vida, em que devem agir com 
responsabilidade em relação ao seu corpo, à sua saúde e à saúde coletiva. 
Um simples passeio pode ser muito interessante para observar o senso 
de orientação que as crianças têm, apesar de sua pouca idade, pois com 
confiança essas crianças aprendem o caminho certo que os leva a cada parte 
aonde eles queiram ir. 
Durante um passeio simples as crianças podem observar pássaros, fazer 
apitos com folhas de árvores, escorregar no morro, trabalhar os cincos sentidos 
e outras formas de aprendizagem lúdicas que podem ser feitas sem que causem 
prejuízo ao corpo e à natureza. 
 
 
O corpo é o instrumento mais importante que o ser humano disponibiliza 
para trabalhar, se transformar. A pessoa, quando dança, utiliza o corpo 
experimentando diversas sensações, descobrindo inúmeras possibilidades de se 
 
 
movimentar, de se conectar consigo mesmo, descobrindo formas de se sentir 
bem com seu próprio corpo (Garaudy, 1980). 
É de suma importância levar em conta sempre que toda e qualquer 
atividade concorre para o desenvolvimento intelectual, social e moral dos alunos 
e faz com que possamos enxergar de que modo a escola e o professor estão 
contribuindo para isso. 
Assim, a necessidade de trabalhar o corpo como está sendo proposto 
neste trabalho tem a função de mostrar a importância de incentivar as crianças 
a descobrir o corpo através das muitas linguagens que geram expressões 
próprias, significativas, por meio de um trabalho que crie possibilidade de 
integração do corpo com a mente. 
Ensinar e aprender estão sempre lado a lado, de tal maneira que quem 
ensina aprende porque reconhece um conhecimento antes aprendido e porque, 
observando a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para 
aprender, o professor se ajuda a descobrir incertezas, acertos e equívocos 
(Freire, 2003, p. 8). 
Durante o Fórum Mundial de Educação, numa entrevista com Bernard 
Charlot (2000), perguntou-se: “Durante suas pesquisas sobre a relação dos 
jovens brasileiros com o saber, o que lhe chamou mais atenção, na escola aqui 
no Brasil?” Ele respondeu: “O que mais me impressionou foi à importância que 
é dada ao lado afetivo do saber. Existe aqui uma importância muito forte entre o 
saber e o corpo. O saber deve ter efeitos emocionais para ter valor, e isso 
acontece tanto na cabeça do aluno como na do professor”. Talvez por isso seja 
tão difícil deixar de ser “tia”, e isso pode trazer um problema muito forte, caso a 
“tia” não goste do aluno ou o aluno não goste da “tia”, pois aí ele não ira aprender. 
Perrenoud (2000), em seu livro Dez competências para ensinar, também 
mostra que é muito importante o trabalho e a relação que o professor tem com 
seus alunos, como podemos ver em duas competências: 
Competência nº 4 – Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu 
trabalho: 
 
 
• Suscitar o desejo de aprender, explicar a relação com o saber, o sentido 
do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de 
autoavaliação; 
• Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou 
de escola) e negociar com eles diversos tipos de regras e de contatos; 
• Oferecer atividades opcionais de formação à la carte; 
• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno. 
Competência nº 5 – Trabalhar em equipe: 
• Elaborar um projeto de equipe, representações comuns; 
• Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões; 
• Formar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas 
profissionais; 
• Administrar crises ou conflitos interpessoais. 
Em relação responsável pela turma e pela supervisão do trabalho deve 
existir a presença de um compromissodiante de suas funções, com a atenção 
que dá a cada uma de suas crianças individualmente, sabendo inclusive o 
histórico de vida de cada uma dentro e fora da escola. Deve conhecer os pais de 
cada uma, suas dificuldades e como essas crianças passam seus finais de 
semana, orientando quando possível suas atividades durante eles. Deve se 
preocupar com cada aluno como indivíduo, isolado e em relação à sua presença 
e postura diante da turma. Diariamente deve fazer um planejamento das aulas 
com material pesquisado em diferentes fontes, respeitando as facilidades e 
dificuldades de seus alunos e observando suas necessidades em relação às 
atividades lúdicas. 
A responsabilidade ética, política e profissional do professor faz com que 
ele tenha a obrigação de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo 
de iniciar sua atividade docente, pois essa atividade exige que sua preparação, 
sua capacidade, sua formação se tornem processos permanentes. 
 
 
A escola deve estar sempre atenta às constantes transformações do 
cotidiano de forma crítica e reflexiva, a fim de acompanhar a evolução dos 
tempos e os desafios de inserir os alunos no universo cultural. 
O professor deve ser estimulado a criar atitudes de pesquisa, a teorizar e 
criticar suas práticas, a reconhecer que cada um é um sujeito de sua própria 
aprendizagem e a ser mediador na construção de conhecimentos e valores. 
A escola deve pensar que o espaço da sala de aula é essencialmente um 
espaço de integração, para que os alunos possam construir de forma sistemática 
os valores e conhecimentos significativos para a sua vida pessoal e para a vida 
em sociedade. Para que isso ocorra, deve ser feito um trabalho desde os anos 
iniciais de forma a respeitar o professor e ter solidariedade com os companheiros 
de turma, funcionários, pessoas mais velhas, respeito com o meio ambiente, 
conscientização dos acontecimentos diários ocorridos em nossa sociedade por 
meio de noticiários de jornais etc. 
 
• A criança e seu corpo 
 
O mais marcante das crianças é a energia vital, pois seus corpos vibram 
em tudo que fazem. Elas são movimento e gostam muito de se movimentar, 
geralmente entram de “corpo inteiro” nas brincadeiras. 
O corpo é explorado pela criança desde seus primeiros meses de vida. 
Ele é o verdadeiro órgão da aprendizagem e a estrutura que serve de suporte 
para a aprendizagem. É o responsável pela captação das informações e pelo 
registro delas, pois todo o aprendizado passa por ele. 
As crianças fazem seu descobrimento do mundo e das pessoas por meio 
do contato físico e de suas ações. É muito importante encorajar as crianças a 
vivenciar, a sentir e a entender sua corporeidade em uma relação com o meio e 
com o mundo. Elas percebem os sentidos, captam, recebem os sons, sentem os 
cheiros e sabores por meio de seus corpos. 
 
 
 
Muitas mães estimulam o desenvolvimento global da criança de forma 
natural enquanto conversam com seus filhos, na alimentação, no banho, na 
demonstração de carinho e afeto e, à medida que se desenvolvem, suas 
vivências vão se ampliando. 
É de fundamental importância para a criança promover a construção da 
sua própria identidade e autoimagem, mediante o conhecimento do seu corpo, 
desenvolvendo assim capacidades motoras básicas como rolar, andar, correr, 
pular, dançar, rasgar, recortar, ter noção de cuidados com o seu corpo, adotando 
hábitos de higiene, familiarizando-se principalmente com sua imagem, 
descobrindo e reconhecendo as sensações que o seu corpo produz, seus 
movimentos, suas possibilidades e limites. Deve vivenciar diferenciadas 
sensações, percepções, emoções, para que possa descobrir suas possibilidades 
e assim ampliar suas linguagens: corporal, gestual e oral, expressando-se de 
diversas formas na sua relação com adultos e outras crianças, conversando, 
dramatizando, imitando, cantando, desenhando, jogando. Assim, a criança irá 
gradativamente incorporar essas vivências e tomar consciência de seu corpo. 
 
 
A criança é um ser em desenvolvimento. Desde os primeiros anos de vida, 
vivencia afetividade, compreensão e constrói o conhecimento a partir de 
interações com outras pessoas e com o meio em que vive. 
Uma criança que conhece a si mesma e ao seu corpo adquire domínio 
sobre seus movimentos e em sua relação com o mundo externo. 
• A importância da Psicomotricidade no processo de 
aprendizagem 
 
A Psicomotricidade existe em todos os gestos e atividades que 
desenvolvem a motricidade da criança, que se fazem necessários para o 
conhecimento e domínio do corpo. É fator indispensável ao desenvolvimento 
global e uniforme da criança. Sua estrutura serve de base para o processo 
intelectivo e de aprendizagem da criança. Quando uma criança apresenta 
dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema pode, em grande parte, estar 
no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. 
O desenvolvimento do esquema corporal, lateralidade, estruturação 
espacial, orientação temporal e pré-escrita são fundamentais na aprendizagem, 
e uma dificuldade em um desses aspectos irá provavelmente prejudicar o 
processo de aprendizagem. 
 
 
A palavra é antecipada pelo ato, e é uma ferramenta psicológica 
organizadora de grande importância. Caso ocorram falhas no desenvolvimento 
motor, poderá também haver dificuldades na aquisição da linguagem verbal e 
escrita, faltando à criança um repertório de vivências concretas que serviriam ao 
seu universo simbólico constituído na linguagem, indo assim afetar o processo 
de aprendizagem. A criança cujo desenvolvimento psicomotor é mal constituído 
poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, na 
distinção de letras, na ordenação de sílabas, no pensamento abstrato 
(Matemática) e em aprendizagens mais complexas. 
A escola ainda mantém o caráter mecanicista instalado na Educação 
Infantil, ignorando a Psicomotricidade. Os professores preocupam-se muito com 
a leitura e a escrita, porém muitas vezes não sabem como resolver as 
dificuldades que alguns alunos apresentam, rotulando-os como portadores de 
distúrbios de aprendizagem; todavia, muitas dessas dificuldades poderiam ser 
resolvidas na própria escola e até evitadas precocemente se houvesse um olhar 
atento e qualificado por parte dos educadores para o desenvolvimento 
psicomotor. 
Hoje temos consciência da importância da Psicomotricidade, uma vez que 
ela vem trazendo oportunidades para que as crianças possam desenvolver suas 
capacidades básicas, aumentar seu potencial motor e, através de movimentos, 
atingir aquisições mais elaboradas, como as intelectuais, auxiliando a sanar 
essas dificuldades. 
Por volta dos três anos, as aquisições da criança são consideráveis e já 
possuem as coordenações neuromotoras essenciais, como andar, correr, pular, 
falar, se expressar, utilizando jogos e brincadeiras. Esses aprendizados são, 
sem dúvida, o resultado de uma maturação orgânica progressiva, mas também 
vêm da experiência pessoal e são parte do produto parcial da educação. Foram 
obtidos e são complementados progressivamente ao tocar, ao apalpar, ao andar, 
ao cair, ao comparar. 
 
 
Essa ligação estreita entre maturação e experiência neuromotora, 
segundo Henri Wallon (1975), passa por diferentes estados: 
 
• Estado de impulsividade motora – em que os atos são simples descargas de 
reflexos; 
• Estados emotivos – as primeiras emoções aparecem no tônus muscular. As 
situações são conhecidas pela agitação que produzem, evidenciando a interação 
da criança com o meio; 
• Estado sensitivo-motor – coordenação mútua de percepções diversas (adquire 
a marcha, a preensão e o desenvolvimento simbólico e da linguagem); 
• Estado projetivo – mobilidade intencional dirigida para o objeto. Associa a 
necessidade do uso de gestos para exteriorizar o ato mental (inteligência prática 
e simbólica). 
 
Do ato motor à representação mental graduam-se todos osníveis de 
relação entre o organismo e o meio (Wallon, 1975). O desenvolvimento, esse 
autor, é uma constante e progressiva construção com predominância afetiva e 
cognitiva. 
Na segunda infância surgem as aquisições motoras, neuromotoras e 
perceptivo-motoras, tomada de consciência do próprio corpo, afirmação da 
dominância lateral, orientação em relação a si mesmo, adaptação ao mundo 
exterior. 
Esse período é, ao mesmo tempo, o período de aprendizagens essenciais 
e de integração progressiva no plano social. Trata-se do período escolar, em que 
a psicomotricidade deve ser desenvolvida e a criança de aprendizagem lenta 
terá que ter, ao seu lado, adultos que interpretem o significado de seus 
movimentos e expressões, auxiliando-a na satisfação de suas necessidades. 
 
 
Na Educação Infantil, deve-se ter como prioridade a ajuda à criança para 
que esta possa ter uma percepção adequada de si mesma, compreendendo 
suas possibilidades e limitações reais e, ao mesmo tempo, auxiliá-la a se 
expressar corporalmente com maior liberdade, conquistando e aperfeiçoando 
novas competências motoras. 
O movimento e sua aprendizagem levam as crianças a desenvolver: 
 
• Habilidades motoras, que levem a criança a aprender a conhecer seu próprio 
corpo e a se movimentar expressivamente; 
• Um saber corporal que inclua as dimensões do movimento, desde funções que 
indiquem afetividades e representações de movimentos; 
• Trocas afetivas; 
• A comunicação e a expressão das ideias; 
• A exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço; 
• A apropriação da imagem corporal; 
• As percepções rítmicas, estimulando reações novas, através de jogos corporais 
e danças; 
• Habilidades motoras finas no desenho, na pintura, na modelagem, na escultura, 
no recorte, na colagem e nas atividades de escrita. 
 
Os materiais que colaboram para as experiências motoras podem 
incluir: 
 
• Túneis para as crianças percorrerem; 
• Caixas de madeira; 
• Materiais que rolem e onde as crianças possam entrar; 
 
 
• Instrumentos musicais ou geradores de som (bandinhas de diversos objetos); 
• Cordas e bastões; 
• Bancos, sacos de diversos tamanhos, pneus, tijolos; 
• Espelhos; 
• Papéis de todos os tamanhos e formatos; 
• Giz, lápis, canetas hidrográficas (de diversos tamanhos); 
• Elásticos e outros. 
 
Estimular atividades corporais para além da sala de aula auxiliaria os 
alunos a vencer melhor os desafios da leitura e da escrita. 
Além disso, pode-se destacar o fato de que as brincadeiras e os jogos são 
importantes no mundo da fantasia da criança, tornando possível transcender o 
mundo imediatamente disponível, diretamente perceptível. O mundo perceptível 
das pessoas é sempre um mundo significativo, isto é, é sempre um mundo 
interpretado por alguém e, portanto, singular e subjetivo, tal como a escrita. 
A atitude da escola frente à espontaneidade do movimento de cada 
criança poderá influenciar fortemente o rumo do processo de aprendizagem da 
criança. A escola que trabalha para o desenvolvimento psicomotor da criança 
tende a contribuir para o bom aprendizado. 
A educação psicomotora ajuda a criança a adquirir o estágio de perfeição 
motora até o final da infância nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos 
planos rítmico e espacial. 
É indiscutível que o exercício físico é muito necessário para o 
desenvolvimento mental, corporal e emocional do ser humano – e em especial 
da criança. O exercício físico estimula a respiração, a circulação, o aparelho 
digestivo, além de fortalecer os ossos, músculos e aumentar a capacidade física 
geral, dando ao corpo um pleno desenvolvimento. 
 
 
Quanto à parte cognitiva, se a criança possuir bom controle motor poderá 
explorar o mundo exterior, fazendo experiências concretas que ajudam ampliar 
seu repertório de atividades e ajudar a solucionar problemas, adquirindo assim 
várias noções básicas para seu desenvolvimento intelectual, o que permitirá 
também tomar conhecimento do mundo que a rodeia e ter domínio da relação 
corpo-meio. 
Quando o professor se conscientizar de que a educação pelo movimento 
é uma peça fundamental na construção pedagógica, que permite à criança 
resolver mais facilmente os problemas atuais de sua escolaridade e a prepara, 
por outro lado, para sua existência no mundo adulto, essa atividade não ficará 
mais relegada ao segundo plano, sobretudo porque o professor constatará que 
esse material educativo não verbal constituído pelo movimento é por vezes um 
meio insubstituível para afirmar certas percepções, desenvolver formas de 
atenção e pôr em jogo determinados aspectos da inteligência. 
O trabalho do pedagogo, consciente da importância e utilidade da 
psicomotricidade na escola, é orientar o professor, motivando-o por meio de 
conscientização da validade de sua aplicação e despertando o seu interesse 
para que possam ajudar os que estão envolvidos no processo de ensino-
aprendizagem a chegar ao sucesso desejado. 
 
 
 
A importância do movimento na educação infantil 
 
 
O movimento é muito importante para o pleno desenvolvimento da 
criança. Desde o nascimento, ela já passa a utilizar o próprio corpo para interagir 
com o ambiente e com as pessoas. Segundo Vygotsky, há uma ‘zona 
de desenvolvimento proximal’, que se refere à distância entre o nível de 
 Desenvolvimento atual – determinado através da solução de problemas 
pela criança, sem ajuda de alguém mais experiente 
Potencial de desenvolvimento – medido através da solução de problemas 
sob a orientação de adultos ou em colaboração com crianças mais experientes.” 
Desta forma, “a brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para 
mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em 
relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa situação de 
 
 
faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da 
vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de 
desenvolvimento pré-escolar.” 
Esses movimentos são gradativamente aperfeiçoados pelas crianças, 
como forma de entender o mundo a seu redor. Com isso, passa a manusear 
objetos, engatinhar, caminhar, correr, saltar, brincar. Enfim, a crianças utilizam o 
movimento como meio de expressar suas emoções e seus pensamentos. 
Portanto, o movimento é utilizado pela criança como uma linguagem, tanto 
para agir com o meio físico como para se comunicar com as pessoas. Por isso, 
a escola deve criar situações favoráveis para que a criança se desenvolva de tal 
forma que amplie os conhecimentos sobre si mesma, explore o ambiente físico 
e social e supere desafios. 
Ao professor de educação física cabe proporcionar atividades que 
possam estimular as crianças para que elas percebam seus recursos corporais, 
bem como suas capacidades e limitações. Os educadores devem criar inúmeras 
possibilidades para que as crianças se sintam seguras e livres para 
aperfeiçoarem suas habilidades motoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Importância da Recreação na Educação Infantil 
 
 
 
Crianças brincam, correm e se divertem frequentemente. Já é de 
conhecimento geral que isso faz parte do crescimento e que são atividades 
naturais. Mas se engana quem pensa que elas devem estar restritas aos finais 
de semana, ou apenas dentro de casa: a escola também pode ser lugar de 
brincar. 
Não e apenas permitir tudo em sala de aula, mas sim de separar um 
tempo, na educação infantil, para a recreação. Períodos recreativos são tão 
importantes quanto a transmissão de conteúdo para crianças pequenas, até os 
seis anos de idade. 
São nessas atividades lúdicas que as crianças passam a entender 
os conceitos de cooperação, interatividade e sociabilidade. Na escola, essas são 
coisas essenciais a serem aprendidas, principalmente por se tratar de um lugar 
no qual as crianças podem realmente interagir. Mas mesmo ao falar sobre 
 
 
brincadeirasindividuais, a recreação segue sendo importante: ela ajuda 
a aprimorar as habilidades motoras e cognitivas. 
 
É preciso compreender que o desenvolvimento educacional das crianças 
não se baseia apenas na alfabetização e em outros conteúdos dados através de 
lousa e livros. Nesta fase, elas ainda estão entrando em contato com o próprio 
corpo e com aqueles ao seu redor; estão descobrindo o que podem e não podem 
fazer; e estão entendendo o que o mundo tem a oferecer. Elas precisam da 
recreação para se desenvolverem e, tão importante quanto, para descobrirem a 
felicidade. 
O entretenimento passivo, como filmes ou livros, por mais que estes 
possam ser úteis por algumas razões, não substitui as práticas físicas.. 
• Tipos de atividades recreativas 
Como dito acima, a recreação é uma atividade de lazer, mas não é uma 
prática específica. Cada pessoa se diverte mais com algo específico, portando 
as atividades recreativas são bastante variáveis. 
Segue abaixo alguns tipos de atividades recreativas. 
 
 
 
 
Recreação e Lazer 
Uma boa alternativa de recreação infantil é procurar algum local 
sossegado e em contato com a natureza, pode ser mesmo uma pequena 
pracinha, ou embaixo de uma árvore. Esse simples ato já é uma atividade 
recreativa, principalmente para demonstrar cores e sensações as crianças. Há 
quem prefira se sentar e ficar descansando, quem gosta de andar observando o 
verde e os animais que ali habitam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
As atividades recreativas coletivas são muito importantes, fonte de 
interatividade e coletividade é desenvolvido. Também podemos relacionar a fala 
que é muito estimulada ao trocar palavras com os coleguinhas durante a 
recreação. 
O tradicional cinema também é uma poderosa ferramenta de lazer, pode 
ser montado na salinha de aula um momento de atividade com filmes e 
apresentação de teatros com fantoches e até mesmo um teatro ensaiado com a 
turma de acordo com a idade escolar. 
 
Recreação com atividade física, arte, e brincadeiras 
É bastante comum que as pessoas se sintam bem praticando atividades 
físicas, seja aquela brincadeira com bolas ou mesmo aquele caminhar de leve 
pelo pátio da escola ou local livre que esteja disponível para visitação, passeios 
escolares sem dúvida são bem divertidos e uma atividade extracurricular que as 
 
 
crianças adoram. O esporte sempre foi uma atividade recreativa, inclusive sendo 
estimulada na educação. 
 
A música, artesanato e todos os processos artísticos também são 
consideradas atividades de recreação. Organizar uma mostra cultural infantil, 
com apresentação de atividades desenvolvidas pelos alunos através de pinturas, 
projetos com coral e apresentação de peças teatrais. 
Do mesmo modo, as brincadeiras e jogos também são muito prazerosos. 
Seja aquelas brincadeiras clássicas, ou mesmo os jogos digitais tecnológicos, o 
importante é o desenvolvimento infantil e estimular a imaginação! 
 
 
 
 
 
A recreação infantil, vai muito além de um momento de brincadeira na 
educação infantil, sua importância atinge o desenvolvimento motor, social, lúdico 
e também desenvolve o raciocínio. 
É importante que o público infantil tenha muitas atividades de recreação, 
aliás, o termo “recreio” foi derivado da palavra recreação. Inclusive ele é um 
exemplo clássico da recreação infantil, todos os dias por um determinado 
período, as crianças ficam livres para brincar ou fazer o que quiserem, mais 
importante considerar que além de atividades recreativas livres, as 
desenvolvidas em sala de aula através de atividades lúdicas e de alfabetização 
com escrita entre outras também se torna uma atividade recreativa bem divertida 
para as crianças. 
 
 
 
Com o auxílio da recreação, as crianças conseguem um aprendizado 
melhor, além de aumentar o interesse pela escola. 
Outro exemplo clássico de recreação infantil é a educação física, a 
disciplina faz parte da grade escolar do ensino fundamental e médio. Além do 
desenvolvimento motor, a educação física tem a missão de ser uma atividade 
recreativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades de recreação para educação infantil 
Existem alguns exemplos de atividades que podem ser feitas na educação 
infantil como formas de recreação, são elas: 
 
Pintar 
Em um local aberto, distribua papel, pinceis e tintas para os pequenos. 
Instrua-os a pintar qualquer coisa que quiserem. Preste auxílio para aqueles que 
precisarem. Uma boa dica é usar tintas à base de água, pois saem com mais 
facilidade das roupas e do corpo e não causam danos para criança, é importante 
salientar que o monitoramento é extremamente importante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Música 
O uso da música na educação infantil é muito bem-vindo, e ela pode ser 
implementada de diversas formas. Uma delas é colocar uma música específica 
para que as crianças prestem atenção e reconheçam os sons, pedindo para 
explicarem o que ouviram. 
Outra maneira é colocar uma música instrumental de fundo e distribuir 
vários equipamentos que produzem sons, assim as crianças podem criar a 
própria música. Use chocalhos, pandeiros, tamborins e outros instrumentos. 
 
 
 
 
 
 
Desenhar a si mesmo 
Essa atividade recreativa é mais recomendada para crianças mais novas. 
Em uma cartolina ou pedaço de papel desenhe o contorno do corpo das crianças, 
depois dê o contorno de cada um para o respectivo dono. 
Peça para que as crianças escrevam o nome e desenhe os detalhes do 
corpo de cada um, como olhos, nariz e boca. Também é possível fazer o 
contorno apenas da parte de cima do corpo de cada um. 
 
Atividade para educação infantil em sala 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caixa de sensações 
A caixa de sensações é uma brincadeira muito interessante. Monte uma 
caixa de tamanho razoável, enfeite e faça um buraco a parte de cima, mas não 
muito grande. Caso seja necessário, vende os olhos da criança que for participar. 
Depois, peça para que ela coloque a mão na caixa e tende adivinhar que 
objeto está segurando. 
 
 
Todas essas atividades recreativas possuem suma importância no 
desenvolvimento infantil, pode-se também trabalhar com diversas 
outras atividades de alfabetização e letramento com os pequenos para um 
melhor desenvolvimento intelectual. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
O desenvolvimento motor é de extrema importância, pois e com isso que 
as crianças são capazes de controlar seu próprio corpo. O desenvolvimento 
motor e o processo no qual ocorre uma maturação do sistema nervoso central 
(cérebro) permitindo que tanto receba informações do meio quanto interaja com 
o meio ambiente. Isso ocorre através de estímulos. 
O aprimoramento motor é o ponto de partida de todo o desenvolvimento 
motor da criança. E esse desenvolvimento repercute na vida futura da criança 
tanto nos aspectos sociais, intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade 
motora a criança se refugie do meio o qual não domina. O desenvolvimento 
motor faz com que a criança se torne independente, pois com o movimento dos 
braços ela manipula objetos e com o andar ela tem a possibilidade de exploração 
ampliada assim aumentando a sua visão de mundo. 
 Estudos mostram que a estimulação precoce, principalmente em crianças 
nascidas pré-termo e com baixo peso, pode fazer a diferença em uma idade mais 
avançada. Pode até ser que a criança desenvolva, por exemplo, a memória 
visual para saber qual ícone é de seu interesse, mas isso só atrasara muitas 
funções do desenvolvimento como por exemplo a fala; pode também acarretar 
problemas de interação social, aprendizagem entre outras. 
As atividades de recreação e lazer são de suma importância para o 
desenvolvimento e aprendizados desde criança ate a vida adulta. As atividades 
recreativas coletivas são muito importantes, fonte de interatividade e coletividade 
é desenvolvido. Também podemos relacionar a fala que é muito estimulada ao 
trocar palavras com os coleguinhas durantea recreação. Com o auxílio da 
recreação, as crianças conseguem um aprendizado melhor, além de aumentar 
o interesse pela escola. 
 
 
 
 
 
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