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1 EDUCAÇÃO, CORPO E MOVIMENTO – RECREAÇÃO E LAZER 1 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 O corpo e o movimento............................................................................ 4 Corpo e movimento – o descobrimento do corpo na educação infantil ... 8 A importância do movimento na educação infantil ................................. 21 A Importância da Recreação na Educação Infantil ................................ 23 CONCLUSÃO ........................................................................................ 35 REFERÊNCIA ........................................................................................ 36 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de comunicação. Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 3 INTRODUÇÃO O Desenvolvimento Motor é um componente do desenvolvimento geral do ser humano. É comumente definido como as alterações no comportamento motor através do ciclo da vida. Segundo Gabbard (1993), Desenvolvimento Motor é o processo de alterações no movimento humano como resultado da interação entre componentes genéticos e culturais. É importante mencionar que desenvolvimento nesse contexto refere-se a alterações motoras progressivas, isto é, o ser humano apresenta uma melhoria linear na performance motora e isso acontece toda vez que se torna necessário o aprimoramento de tais habilidades, mas com o passar dos anos, ou seja, com o processo de envelhecimento, essa performance se deteriora na velhice. Assim pode-se dizer que: definir Desenvolvimento Motor como sendo o estudo das características do comportamento motor e de como estas características mudam ao longo do tempo como resultado da maturação e experiência. A recreação infantil e o lazer contribuem para o desenvolvimento motor da criança, e de suma importância para o seu aprendizado, A recreação infantil, vai muito além de um momento de brincadeira na educação infantil, sua importância atinge o desenvolvimento motor, social, lúdico e também desenvolve o raciocínio. É importante que o público infantil tenha muitas atividades de recreação, aliás, o termo “recreio” foi derivado da palavra recreação. Inclusive ele é um exemplo clássico da recreação infantil, todos os dias por um determinado período, as crianças ficam livres para brincar ou fazer o que quiserem, mais importante considerar que além de atividades recreativas livres, as desenvolvidas em sala de aula através de atividades lúdicas e de alfabetização com escrita entre outras também se torna uma atividade recreativa bem divertida para as crianças. 4 O corpo e o movimento A partir da década de 80 até a década de 90, houve um intenso trabalho que resultou no Estatuto da Criança e do Adolescente e nas discussões a respeito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que foi promulgada no ano de 1996. Esta nova LDB, pela primeira vez, introduziu a educação infantil como a primeira etapa da educação básica. Nela, a educação infantil, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os 5 anos de idade. Esta deve ser ofertada em creches para as crianças de até 3 anos de idade e em pré-escolas, para crianças de 4 a 5 anos de idade. Essa primeira etapa, mesmo não sendo obrigatória, passa a ser um direito da criança e um dever do Estado. A partir daí, a educação de crianças pequenas passou a fazer parte do processo educacional. Partindo do reconhecimento de que a educação é direito de todas as crianças, um dever da família e do estado (LDB 9394/98 art. 2º) e de que a educação infantil se constitui como primeira etapa da educação básica e que tem como finalidade o desenvolvimento da criança até cinco anos de idade, em seus 5 aspectos físico, psicológico, intelectual e social. Com isso, a educação infantil que já vinha sendo objeto de pesquisas em vários lugares do mundo, também vê serem multiplicados os estudos aqui no Brasil, tendo como um de seus principais objetivos contribuir para a melhoria no atendimento da criança pequena. Sabe-se, que o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. Pois, ao movimentar-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo. KISHIMOTO (1996, p.452), ao discutir sobre Froebel, mostra que: "Froebel acreditou na criança, enalteceu sua perfeição, valorizou sai liberdade e desejou a expressão da natureza infantil por meio de brincadeiras livres e espontâneas. Instituiu uma pedagogia tendo a representação simbólica como eixo do trabalho educativo, sendo reconhecido por isso como psicólogo da infância". Nessa mesma direção, YAMIN (2001, p.12) aponte que o aprendizado nos jardins de infância "ocorria a partir de ações que exigissem o desenvolvimento dos movimentos físicos, juntamente com o funcionamento dos processos mentais. todas as atividades simples do dia-a-dia feitas em contato com a natureza eram a base para seu currículo". Na educação infantil é comum vermos as crianças o tempo todo sentadas, em silencio, realizando atividades escolares. Porém, para que as crianças possam ampliar o seu aprendizado, é preciso que os conceitos de educação estejam de acordo com as necessidades e seus interesses. Durante a brincadeira a criança assimila sem se dar conta. Por meio das atividades lúdicas a criança satisfaz seus desejos e representa a realidade que as circunda. 6 Portanto, é inegável que haja mudanças na estrutura educacional, por isso, ainda temos muito o que refletir a implementar a respeito da educação infantil. Um fator a ser discutido é a questão dos conteúdos a serem trabalhados nesse nível de ensino. Não podemos mais ter o conteúdo como sendo uma lista de itens que tem que ser assimilados pela criança. Dessa forma, é necessário rever este conceito e estruturar qual a melhor forma de lanças esses conteúdos a serem trabalhados com as crianças. "O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da atividade da criança.Pode-se dizer que no início do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade, que encontra sua eficácia e sentido principalmente na interação com o meio social, junto às pessoas com quem a criança interage diretamente. A externalização de sentimentos, emoções e estados íntimos poderão encontrar na expressividade do corpo um recurso privilegiado". (Referencial curricular nacional para a educação infantil, 1998, p.18) Para o Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998, p.15), o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana, visto que, "as crianças se movimentam desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo". Ao analisar os conteúdos de movimento apresentados nesse referencial, verifico que eles foram organizados em blocos: a expressividade, o equilíbrio e a coordenação. Expressividade: nessa direção, o Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998) sugere atividades para crianças de 0 a 3 anos: reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo, expressões de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral. Na atividade lúdica, para crianças de 4 a 5 anos, por meio da mediação do adulto, o jogo desenvolve a memória, a atenção, a linguagem, a imaginação e a personalidade. 7 Equilíbrio e coordenação: para as crianças de 0 a 3 anos são sugeridas atividades de exploração de diferentes posturas corporais, ampliação da destreza progressiva para deslocar-se no espaço e aperfeiçoamento dos gestos relacionados com encaixe, traçado de desenho, entre outros. Para crianças de 4 a 5 anos, são envolvidas atividades de correr, subir, descer, movimentar-se, dançar, entre outros. Por meio dessas atividades anteriormente sugeridas, percebo que todas estão relacionadas apenas ao desenvolvimento do corpo, como se o pensamento e as emoções estivessem fora dele. Certamente, essas atividades propostas são importantes para o desenvolvimento da criança, entretanto, o movimento não se restringe ao desenvolvimento das aprendizagens física e motora. O trabalho com o movimento não pode ser direcionado apenas para o desenvolvimento físico da criança. Pois a criança precisa nominar o seu movimento conscientemente para que tenha oportunidade de explorar o ambiente, criar novas relações de relacionamento com o seu corpo, de conhecê- lo e aprender a usá-lo de forma benéfica, funcional e intencional. (MELLO, 1996) 8 Corpo e movimento – o descobrimento do corpo na educação infantil O processo de aprendizagem do pré-escolar é essencialmente lúdico. A criança aprende brincando; por isso, esse trabalho se reveste de muita seriedade; através do brincar, a criança vai assumindo sua realidade, seu meio social, sua linguagem, seus usos e costumes; enfim, brincando, ela inicia a socialização. O estudo das sociedades chamadas primitivas demonstra a importância do jogo e das atividades recreativas na formação dos novos membros da sociedade. Os nossos índios muito cedo se iniciam na arte da pesca e caça, utilizando o arco e a flecha, assim como as meninas brincam de fazer panelinhas de barro ou trançar cestos. O que de início é mera recreação aos poucos vai 9 ganhando conotação de maior responsabilidade, de forma que a transição entre as atividades de meninice, adolescência e a idade adulta se realize sem uma ruptura. Brincando é que a criança busca informações desejadas, estabelece coordenações, organiza suas ideias, faz verificações, experimenta sensações, motivada pela necessidade interior e realizada pela própria atividade. Tudo isso vem demonstrar a importância de propiciar condições para as brincadeiras infantis. Todo e qualquer brinquedo é material instrutivo, desde que proporcione à criança oportunidades reais de trabalho físico ou mental: um caixote, uma caixa, lápis de cor, uma coleção de objetos, uma corda, uma peteca e outros. Através do brinquedo, a criança tem oportunidade de se desenvolver. Aquela que tiver poucas oportunidades lúdicas apresentará dificuldades na idade adulta. Brincando, a criança penetra e interioriza o mundo adulto. A multiplicidade de formas e materiais induz a criança a Pensar e desenvolver sua capacidade criadora; Ter iniciativa própria; Ter despertada sua alegria no experimentar, no descobrir; Ampliar a capacidade de expressão; Estabelecer vínculos de amizade e consciência de vida grupal. Há, portanto, necessidade de adequação do brinquedo para que a criança seja levada a brincar. A lei da liberdade deve estar sempre presente no ato de brincar, pois o brincar deve estar livre de pressões exteriores. Brincar, para a criança, constitui um confronto com o meio ambiente, em nível de pré-realidade, e enquanto brinca ela aprende. Para a criança, brincar constitui um trabalho que encara tão seriamente quanto seu pai ou sua mãe veem seus serviços ou as tarefas domésticas. O que é fundamental é compreender que, através do brinquedo, a criança realiza a aprendizagem, desenvolvendo suas aptidões de forma natural e sem pressões (Bueno, 1984). 10 As crianças devem aprender a cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis (caminhada e contato com a natureza), sempre sob o olhar vigilante do cuidador, onde elas possam brincar com total liberdade. Esse é um dos aspectos básicos da qualidade de vida, em que devem agir com responsabilidade em relação ao seu corpo, à sua saúde e à saúde coletiva. Um simples passeio pode ser muito interessante para observar o senso de orientação que as crianças têm, apesar de sua pouca idade, pois com confiança essas crianças aprendem o caminho certo que os leva a cada parte aonde eles queiram ir. Durante um passeio simples as crianças podem observar pássaros, fazer apitos com folhas de árvores, escorregar no morro, trabalhar os cincos sentidos e outras formas de aprendizagem lúdicas que podem ser feitas sem que causem prejuízo ao corpo e à natureza. O corpo é o instrumento mais importante que o ser humano disponibiliza para trabalhar, se transformar. A pessoa, quando dança, utiliza o corpo experimentando diversas sensações, descobrindo inúmeras possibilidades de se movimentar, de se conectar consigo mesmo, descobrindo formas de se sentir bem com seu próprio corpo (Garaudy, 1980). É de suma importância levar em conta sempre que toda e qualquer atividade concorre para o desenvolvimento intelectual, social e moral dos alunos e faz com que possamos enxergar de que modo a escola e o professor estão contribuindo para isso. 11 Assim, a necessidade de trabalhar o corpo como está sendo proposto neste trabalho tem a função de mostrar a importância de incentivar as crianças a descobrir o corpo através das muitas linguagens que geram expressões próprias, significativas, por meio de um trabalho que crie possibilidade de integração do corpo com a mente. Ensinar e aprender estão sempre lado a lado, de tal maneira que quem ensina aprende porque reconhece um conhecimento antes aprendido e porque, observando a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para aprender, o professor se ajuda a descobrir incertezas, acertos e equívocos (Freire, 2003, p. 8). Durante o Fórum Mundial de Educação, numa entrevista com Bernard Charlot (2000), perguntou-se: “Durante suas pesquisas sobre a relação dos jovens brasileiros com o saber, o que lhe chamou mais atenção, na escola aqui no Brasil?” Ele respondeu: “O que mais me impressionou foi à importância que é dada ao lado afetivo do saber. Existe aqui uma importância muito forte entre o saber e o corpo. O saber deve ter efeitos emocionais para ter valor, e isso acontece tanto na cabeça do aluno como na do professor”. Talvezpor isso seja tão difícil deixar de ser “tia”, e isso pode trazer um problema muito forte, caso a “tia” não goste do aluno ou o aluno não goste da “tia”, pois aí ele não irá aprender. Perrenoud (2000), em seu livro Dez competências para ensinar, também mostra que é muito importante o trabalho e a relação que o professor tem com seus alunos, como podemos ver em duas competências: Competência nº 4 – Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho: Suscitar o desejo de aprender, explicar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de autoavaliação; Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou de escola) e negociar com eles diversos tipos de regras e de contatos; Oferecer atividades opcionais de formação à la carte; Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno. 12 Competência nº 5 – Trabalhar em equipe: Elaborar um projeto de equipe, representações comuns; Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões; Formar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais; Administrar crises ou conflitos interpessoais. Em relação responsável pela turma e pela supervisão do trabalho deve existir a presença de um compromisso diante de suas funções, com a atenção que dá a cada uma de suas crianças individualmente, sabendo inclusive o histórico de vida de cada uma dentro e fora da escola. Deve conhecer os pais de cada uma, suas dificuldades e como essas crianças passam seus finais de semana, orientando quando possível suas atividades durante eles. Deve se preocupar com cada aluno como indivíduo, isolado e em relação à sua presença e postura diante da turma. Diariamente deve fazer um planejamento das aulas com material pesquisado em diferentes fontes, respeitando as facilidades e dificuldades de seus alunos e observando suas necessidades em relação às atividades lúdicas. A responsabilidade ética, política e profissional do professor faz com que ele tenha a obrigação de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente, pois essa atividade exige que sua preparação, sua capacidade, sua formação se tornem processos permanentes. A escola deve estar sempre atenta às constantes transformações do cotidiano de forma crítica e reflexiva, a fim de acompanhar a evolução dos tempos e os desafios de inserir os alunos no universo cultural. O professor deve ser estimulado a criar atitudes de pesquisa, a teorizar e criticar suas práticas, a reconhecer que cada um é um sujeito de sua própria aprendizagem e a ser mediador na construção de conhecimentos e valores. A escola deve pensar que o espaço da sala de aula é essencialmente um espaço de integração, para que os alunos possam construir de forma sistemática os valores e conhecimentos significativos para a sua vida pessoal e para a vida 13 em sociedade. Para que isso ocorra, deve ser feito um trabalho desde os anos iniciais de forma a respeitar o professor e ter solidariedade com os companheiros de turma, funcionários, pessoas mais velhas, respeito com o meio ambiente, conscientização dos acontecimentos diários ocorridos em nossa sociedade por meio de noticiários de jornais etc. A criança e seu corpo O mais marcante das crianças é a energia vital, pois seus corpos vibram em tudo que fazem. Elas são movimento e gostam muito de se movimentar, geralmente entram de “corpo inteiro” nas brincadeiras. O corpo é explorado pela criança desde seus primeiros meses de vida. Ele é o verdadeiro órgão da aprendizagem e a estrutura que serve de suporte para a aprendizagem. É o responsável pela captação das informações e pelo registro delas, pois todo o aprendizado passa por ele. As crianças fazem seu descobrimento do mundo e das pessoas por meio do contato físico e de suas ações. É muito importante encorajar as crianças a vivenciar, a sentir e a entender sua corporeidade em uma relação com o meio e com o mundo. Elas percebem os sentidos, captam, recebem os sons, sentem os cheiros e sabores por meio de seus corpos. 14 Muitas mães estimulam o desenvolvimento global da criança de forma natural enquanto conversam com seus filhos, na alimentação, no banho, na demonstração de carinho e afeto e, à medida que se desenvolvem, suas vivências vão se ampliando. É de fundamental importância para a criança promover a construção da sua própria identidade e autoimagem, mediante o conhecimento do seu corpo, desenvolvendo assim capacidades motoras básicas como rolar, andar, correr, pular, dançar, rasgar, recortar, ter noção de cuidados com o seu corpo, adotando hábitos de higiene, familiarizando-se principalmente com sua imagem, descobrindo e reconhecendo as sensações que o seu corpo produz, seus movimentos, suas possibilidades e limites. Deve vivenciar diferenciadas sensações, percepções, emoções, para que possa descobrir suas possibilidades e assim ampliar suas linguagens: corporal, gestual e oral, expressando-se de diversas formas na sua relação com adultos e outras crianças, conversando, dramatizando, imitando, cantando, desenhando, jogando. Assim, a criança irá gradativamente incorporar essas vivências e tomar consciência de seu corpo. A criança é um ser em desenvolvimento. Desde os primeiros anos de vida, vivencia afetividade, compreensão e constrói o conhecimento a partir de interações com outras pessoas e com o meio em que vive. 15 Uma criança que conhece a si mesma e ao seu corpo adquire domínio sobre seus movimentos e em sua relação com o mundo externo. A importância da Psicomotricidade no processo de aprendizagem A Psicomotricidade existe em todos os gestos e atividades que desenvolvem a motricidade da criança, que se fazem necessários para o conhecimento e domínio do corpo. É fator indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança. Sua estrutura serve de base para o processo intelectivo e de aprendizagem da criança. Quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema pode, em grande parte, estar no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. O desenvolvimento do esquema corporal, lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal e pré-escrita são fundamentais na aprendizagem, e uma dificuldade em um desses aspectos irá provavelmente prejudicar o processo de aprendizagem. A palavra é antecipada pelo ato, e é uma ferramenta psicológica organizadora de grande importância. Caso ocorram falhas no desenvolvimento motor, poderá também haver dificuldades na aquisição da linguagem verbal e escrita, faltando à criança um repertório de vivências concretas que serviriam ao seu universo simbólico constituído na linguagem, indo assim afetar o processo 16 de aprendizagem. A criança cujo desenvolvimento psicomotor é mal constituído poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, na distinção de letras, na ordenação de sílabas, no pensamento abstrato (Matemática) e em aprendizagens mais complexas. A escola ainda mantém o caráter mecanicista instalado na Educação Infantil, ignorando a Psicomotricidade. Os professores preocupam-se muito com a leitura e a escrita, porém muitas vezes não sabem como resolver as dificuldades que alguns alunos apresentam, rotulando-os como portadores de distúrbios de aprendizagem; todavia, muitas dessas dificuldades poderiam ser resolvidas na própria escola e até evitadas precocemente se houvesse um olhar atento e qualificado por parte dos educadores para o desenvolvimento psicomotor. Hoje temos consciência da importância da Psicomotricidade, uma vez que ela vem trazendo oportunidades para que as crianças possam desenvolver suas capacidades básicas, aumentar seu potencial motor e, através de movimentos, atingir aquisições mais elaboradas, como as intelectuais,auxiliando a sanar essas dificuldades. Por volta dos três anos, as aquisições da criança são consideráveis e já possuem as coordenações neuromotoras essenciais, como andar, correr, pular, falar, se expressar, utilizando jogos e brincadeiras. Esses aprendizados são, sem dúvida, o resultado de uma maturação orgânica progressiva, mas também vêm da experiência pessoal e são parte do produto parcial da educação. Foram obtidos e são complementados progressivamente ao tocar, ao apalpar, ao andar, ao cair, ao comparar. Essa ligação estreita entre maturação e experiência neuromotora, segundo Henri Wallon (1975), passa por diferentes estados: • Estado de impulsividade motora – em que os atos são simples descargas de reflexos; 17 • Estados emotivos – as primeiras emoções aparecem no tônus muscular. As situações são conhecidas pela agitação que produzem, evidenciando a interação da criança com o meio; • Estado sensitivo-motor – coordenação mútua de percepções diversas (adquire a marcha, a preensão e o desenvolvimento simbólico e da linguagem); • Estado projetivo – mobilidade intencional dirigida para o objeto. Associa a necessidade do uso de gestos para exteriorizar o ato mental (inteligência prática e simbólica). Do ato motor à representação mental graduam-se todos os níveis de relação entre o organismo e o meio (Wallon, 1975). O desenvolvimento, esse autor, é uma constante e progressiva construção com predominância afetiva e cognitiva. Na segunda infância surgem as aquisições motoras, neuromotoras e perceptivo-motoras, tomada de consciência do próprio corpo, afirmação da dominância lateral, orientação em relação a si mesmo, adaptação ao mundo exterior. Esse período é, ao mesmo tempo, o período de aprendizagens essenciais e de integração progressiva no plano social. Trata-se do período escolar, em que a psicomotricidade deve ser desenvolvida e a criança de aprendizagem lenta terá que ter, ao seu lado, adultos que interpretem o significado de seus movimentos e expressões, auxiliando-a na satisfação de suas necessidades. Na Educação Infantil, deve-se ter como prioridade a ajuda à criança para que esta possa ter uma percepção adequada de si mesma, compreendendo suas possibilidades e limitações reais e, ao mesmo tempo, auxiliá-la a se expressar corporalmente com maior liberdade, conquistando e aperfeiçoando novas competências motoras. 18 O movimento e sua aprendizagem levam as crianças a desenvolver: • Habilidades motoras, que levem a criança a aprender a conhecer seu próprio corpo e a se movimentar expressivamente; • Um saber corporal que inclua as dimensões do movimento, desde funções que indiquem afetividades e representações de movimentos; • Trocas afetivas; • A comunicação e a expressão das ideias; • A exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço; • A apropriação da imagem corporal; • As percepções rítmicas, estimulando reações novas, através de jogos corporais e danças; • Habilidades motoras finas no desenho, na pintura, na modelagem, na escultura, no recorte, na colagem e nas atividades de escrita. Os materiais que colaboram para as experiências motoras podem incluir: • Túneis para as crianças percorrerem; • Caixas de madeira; • Materiais que rolem e onde as crianças possam entrar; • Instrumentos musicais ou geradores de som (bandinhas de diversos objetos); • Cordas e bastões; • Bancos, sacos de diversos tamanhos, pneus, tijolos; • Espelhos; • Papéis de todos os tamanhos e formatos; 19 • Giz, lápis, canetas hidrográficas (de diversos tamanhos); • Elásticos e outros. Estimular atividades corporais para além da sala de aula auxiliaria os alunos a vencer melhor os desafios da leitura e da escrita. Além disso, pode-se destacar o fato de que as brincadeiras e os jogos são importantes no mundo da fantasia da criança, tornando possível transcender o mundo imediatamente disponível, diretamente perceptível. O mundo perceptível das pessoas é sempre um mundo significativo, isto é, é sempre um mundo interpretado por alguém e, portanto, singular e subjetivo, tal como a escrita. A atitude da escola frente à espontaneidade do movimento de cada criança poderá influenciar fortemente o rumo do processo de aprendizagem da criança. A escola que trabalha para o desenvolvimento psicomotor da criança tende a contribuir para o bom aprendizado. A educação psicomotora ajuda a criança a adquirir o estágio de perfeição motora até o final da infância nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos planos rítmico e espacial. É indiscutível que o exercício físico é muito necessário para o desenvolvimento mental, corporal e emocional do ser humano – e em especial da criança. O exercício físico estimula a respiração, a circulação, o aparelho digestivo, além de fortalecer os ossos, músculos e aumentar a capacidade física geral, dando ao corpo um pleno desenvolvimento. Quanto à parte cognitiva, se a criança possuir bom controle motor poderá explorar o mundo exterior, fazendo experiências concretas que ajudam ampliar seu repertório de atividades e ajudar a solucionar problemas, adquirindo assim várias noções básicas para seu desenvolvimento intelectual, o que permitirá também tomar conhecimento do mundo que a rodeia e ter domínio da relação corpo-meio. Quando o professor se conscientizar de que a educação pelo movimento é uma peça fundamental na construção pedagógica, que permite à criança 20 resolver mais facilmente os problemas atuais de sua escolaridade e a prepara, por outro lado, para sua existência no mundo adulto, essa atividade não ficará mais relegada ao segundo plano, sobretudo porque o professor constatará que esse material educativo não verbal constituído pelo movimento é por vezes um meio insubstituível para afirmar certas percepções, desenvolver formas de atenção e pôr em jogo determinados aspectos da inteligência. O trabalho do pedagogo, consciente da importância e utilidade da psicomotricidade na escola, é orientar o professor, motivando-o por meio de conscientização da validade de sua aplicação e despertando o seu interesse para que possam ajudar os que estão envolvidos no processo de ensino- aprendizagem a chegar ao sucesso desejado. 21 A importância do movimento na educação infantil O movimento é muito importante para o pleno desenvolvimento da criança. Desde o nascimento, ela já passa a utilizar o próprio corpo para interagir com o ambiente e com as pessoas. Segundo Vygotsky, há uma ‘zona de desenvolvimento proximal’, que se refere à distância entre o nível de Desenvolvimento atual – determinado através da solução de problemas pela criança, sem ajuda de alguém mais experiente Potencial de desenvolvimento – medido através da solução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com crianças mais experientes.” Desta forma, “a brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da 22 vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-escolar.” Esses movimentos são gradativamente aperfeiçoados pelas crianças, como forma de entender o mundo a seu redor. Com isso, passa a manusear objetos, engatinhar, caminhar, correr, saltar, brincar. Enfim, a crianças utilizam o movimento como meio de expressar suas emoções e seus pensamentos. Portanto, o movimento é utilizado pela criança como uma linguagem, tanto para agir com o meio físico como para se comunicar com as pessoas. Por isso, a escola deve criar situações favoráveis para que a criança se desenvolva de tal forma que amplie os conhecimentossobre si mesma, explore o ambiente físico e social e supere desafios. Ao professor de educação física cabe proporcionar atividades que possam estimular as crianças para que elas percebam seus recursos corporais, bem como suas capacidades e limitações. Os educadores devem criar inúmeras possibilidades para que as crianças se sintam seguras e livres para aperfeiçoarem suas habilidades motoras. 23 A Importância da Recreação na Educação Infantil Crianças brincam, correm e se divertem frequentemente. Já é de conhecimento geral que isso faz parte do crescimento e que são atividades naturais. Mas se engana quem pensa que elas devem estar restritas aos finais de semana, ou apenas dentro de casa: a escola também pode ser lugar de brincar. Não e apenas permitir tudo em sala de aula, mas sim de separar um tempo, na educação infantil, para a recreação. Períodos recreativos são tão importantes quanto a transmissão de conteúdo para crianças pequenas, até os seis anos de idade. São nessas atividades lúdicas que as crianças passam a entender os conceitos de cooperação, interatividade e sociabilidade. Na escola, essas são coisas essenciais a serem aprendidas, principalmente por se tratar de um lugar no qual as crianças podem realmente interagir. Mas mesmo ao falar sobre brincadeiras individuais, a recreação segue sendo importante: ela ajuda a aprimorar as habilidades motoras e cognitivas. 24 É preciso compreender que o desenvolvimento educacional das crianças não se baseia apenas na alfabetização e em outros conteúdos dados através de lousa e livros. Nesta fase, elas ainda estão entrando em contato com o próprio corpo e com aqueles ao seu redor; estão descobrindo o que podem e não podem fazer; e estão entendendo o que o mundo tem a oferecer. Elas precisam da recreação para se desenvolverem e, tão importante quanto, para descobrirem a felicidade. O entretenimento passivo, como filmes ou livros, por mais que estes possam ser úteis por algumas razões, não substitui as práticas físicas.. Tipos de atividades recreativas Como dito acima, a recreação é uma atividade de lazer, mas não é uma prática específica. Cada pessoa se diverte mais com algo específico, portando as atividades recreativas são bastante variáveis. Segue abaixo alguns tipos de atividades recreativas. 25 Recreação e Lazer Uma boa alternativa de recreação infantil é procurar algum local sossegado e em contato com a natureza, pode ser mesmo uma pequena pracinha, ou embaixo de uma árvore. Esse simples ato já é uma atividade recreativa, principalmente para demonstrar cores e sensações as crianças. Há quem prefira se sentar e ficar descansando, quem gosta de andar observando o verde e os animais que ali habitam. 26 As atividades recreativas coletivas são muito importantes, fonte de interatividade e coletividade é desenvolvido. Também podemos relacionar a fala que é muito estimulada ao trocar palavras com os coleguinhas durante a recreação. O tradicional cinema também é uma poderosa ferramenta de lazer, pode ser montado na salinha de aula um momento de atividade com filmes e apresentação de teatros com fantoches e até mesmo um teatro ensaiado com a turma de acordo com a idade escolar. 27 Recreação com atividade física, arte, e brincadeiras É bastante comum que as pessoas se sintam bem praticando atividades físicas, seja aquela brincadeira com bolas ou mesmo aquele caminhar de leve pelo pátio da escola ou local livre que esteja disponível para visitação, passeios escolares sem dúvida são bem divertidos e uma atividade extracurricular que as crianças adoram. O esporte sempre foi uma atividade recreativa, inclusive sendo estimulada na educação. 28 A música, artesanato e todos os processos artísticos também são consideradas atividades de recreação. Organizar uma mostra cultural infantil, com apresentação de atividades desenvolvidas pelos alunos através de pinturas, projetos com coral e apresentação de peças teatrais. Do mesmo modo, as brincadeiras e jogos também são muito prazerosos. Seja aquelas brincadeiras clássicas, ou mesmo os jogos digitais tecnológicos, o importante é o desenvolvimento infantil e estimular a imaginação! 29 A recreação infantil, vai muito além de um momento de brincadeira na educação infantil, sua importância atinge o desenvolvimento motor, social, lúdico e também desenvolve o raciocínio. É importante que o público infantil tenha muitas atividades de recreação, aliás, o termo “recreio” foi derivado da palavra recreação. Inclusive ele é um exemplo clássico da recreação infantil, todos os dias por um determinado período, as crianças ficam livres para brincar ou fazer o que quiserem, mais importante considerar que além de atividades recreativas livres, as desenvolvidas em sala de aula através de atividades lúdicas e de alfabetização com escrita entre outras também se torna uma atividade recreativa bem divertida para as crianças. 30 Com o auxílio da recreação, as crianças conseguem um aprendizado melhor, além de aumentar o interesse pela escola. Outro exemplo clássico de recreação infantil é a educação física, a disciplina faz parte da grade escolar do ensino fundamental e médio. Além do desenvolvimento motor, a educação física tem a missão de ser uma atividade recreativa. Atividades de recreação para educação infantil Existem alguns exemplos de atividades que podem ser feitas na educação infantil como formas de recreação, são elas: 31 Pintar Em um local aberto, distribua papel, pinceis e tintas para os pequenos. Instrua-os a pintar qualquer coisa que quiserem. Preste auxílio para aqueles que precisarem. Uma boa dica é usar tintas à base de água, pois saem com mais facilidade das roupas e do corpo e não causam danos para criança, é importante salientar que o monitoramento é extremamente importante. Música O uso da música na educação infantil é muito bem-vindo, e ela pode ser implementada de diversas formas. Uma delas é colocar uma música específica 32 para que as crianças prestem atenção e reconheçam os sons, pedindo para explicarem o que ouviram. Outra maneira é colocar uma música instrumental de fundo e distribuir vários equipamentos que produzem sons, assim as crianças podem criar a própria música. Use chocalhos, pandeiros, tamborins e outros instrumentos. Desenhar a si mesmo Essa atividade recreativa é mais recomendada para crianças mais novas. Em uma cartolina ou pedaço de papel desenhe o contorno do corpo das crianças, depois dê o contorno de cada um para o respectivo dono. 33 Peça para que as crianças escrevam o nome e desenhe os detalhes do corpo de cada um, como olhos, nariz e boca. Também é possível fazer o contorno apenas da parte de cima do corpo de cada um. Atividade para educação infantil em sala Caixa de sensações A caixa de sensações é uma brincadeira muito interessante. Monte uma caixa de tamanho razoável, enfeite e faça um buraco a parte de cima, mas não muito grande. Caso seja necessário, vende os olhos da criança que for participar. Depois, peça para que ela coloque a mão na caixa e tende adivinhar que objeto está segurando. 34 Todas essas atividades recreativas possuem suma importância no desenvolvimento infantil, pode-se também trabalhar com diversas outras atividades de alfabetização e letramento com os pequenos para um melhor desenvolvimento intelectual. 35 CONCLUSÃO O desenvolvimento motor é de extrema importância, pois e com isso que as crianças são capazes de controlar seu próprio corpo. O desenvolvimento motor e o processo no qual ocorre uma maturação do sistema nervoso central (cérebro) permitindo que tanto receba informações do meio quantointeraja com o meio ambiente. Isso ocorre através de estímulos. O aprimoramento motor é o ponto de partida de todo o desenvolvimento motor da criança. E esse desenvolvimento repercute na vida futura da criança tanto nos aspectos sociais, intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade motora a criança se refugie do meio o qual não domina. O desenvolvimento motor faz com que a criança se torne independente, pois com o movimento dos braços ela manipula objetos e com o andar ela tem a possibilidade de exploração ampliada assim aumentando a sua visão de mundo. Estudos mostram que a estimulação precoce, principalmente em crianças nascidas pré-termo e com baixo peso, pode fazer a diferença em uma idade mais avançada. Pode até ser que a criança desenvolva, por exemplo, a memória visual para saber qual ícone é de seu interesse, mas isso só atrasara muitas funções do desenvolvimento como por exemplo a fala; pode também acarretar problemas de interação social, aprendizagem entre outras. As atividades de recreação e lazer são de suma importância para o desenvolvimento e aprendizados desde criança ate a vida adulta. As atividades recreativas coletivas são muito importantes, fonte de interatividade e coletividade é desenvolvido. Também podemos relacionar a fala que é muito estimulada ao trocar palavras com os coleguinhas durante a recreação. Com o auxílio da recreação, as crianças conseguem um aprendizado melhor, além de aumentar o interesse pela escola. 36 REFERÊNCIA BEE, Helen. A criança em desenvolvimento. Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. 7ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. BENNET, William. Il. Michael Hague. O livro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977. BIAGGIO, A. M. B. Psicologia do desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 2001. BOCK, A. M. B. Psicologia. São Paulo: Saraiva, 1999. BRANDÃO, Heliana; FROESELER, Maria das Graças V. G. O livro dos jogos e das brincadeiras: para todas as idades. Belo Horizonte: Leitura, 1997. BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Artes. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental; Rio de Janeiro: DP&A, 2000. BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental. 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