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1 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
 
 
 
2 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
DOR LOMBAR ___________________________________________________________________________________ 3 
ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS_______________________________________________________________________ 8 
HEMORRAGIA DIGESTIVA _________________________________________________________________________ 17 
HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL __________________________________________________________________ 21 
HIPERTENSÃO PORTA ____________________________________________________________________________ 26 
SÍNDROME DE INSUFICIÊNCIA HEPATOCELULAR _______________________________________________________ 31 
OBSTRUÇÃO INTESTINAL _________________________________________________________________________ 34 
ONCOLOGIA ____________________________________________________________________________________ 38 
PER-OPERATÓRIO _______________________________________________________________________________ 52 
PROCTOLOGIA __________________________________________________________________________________ 58 
QUEIMADURAS _________________________________________________________________________________ 61 
DOR ABDOMINAL _______________________________________________________________________________ 62 
SÍNDROME DISFÁGICA ___________________________________________________________________________ 73 
SÍNDROME DISPÉPTICA ___________________________________________________________________________ 76 
MANEJO DE FERIDAS_____________________________________________________________________________ 81 
TRAUMA ______________________________________________________________________________________ 82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
CIRURGIA 
DOR LOMBAR 
OSTEOARTROSE 
Doença degenerativa articular 
 
a. Fisiopatologia 
Destruição da cartilagem > lesão subcondral (osso abaixo da 
cartilagem) > tentativa de regeneração > osteófitos 
 
b. Clínica – mulher, idosa, obesa 
 Dor crônica que melhora com repouso 
 Piora com a extensão do tronco 
 Rigidez pós repouso 50 anos 
Perda de peso 
Trauma recente 
CA 
Duração > 4-6 semanas 
Refratária 
Piora noturna 
Uso de corticoide 
Uso de drogas EV 
= 
RX! 
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4 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
a. Clínica – local mais comum: L4-L5, L5-S1 
 Lombociatalgia 
 Diminuição da força, sensibilidade e reflexos 
 Sinal de Laségue positivo – dor na região posterior da coxa com a elevação do MI entre 10-60 graus 
 
RAIZ DOR FRAQUEZA REFLEXO 
C5 Ombro, face anterior do braço Deltoide, bíceps Biciptal 
C6 Face lateral do braço, antebraço Bíceps, braquiorradial Braquiorradial 
C7 Face posterior do braço e antebraço Tríceps Triciptal 
L4 Face anterior da coxa e perna Quadríceps Patelar 
L5 Face lateral da coxa e perna Tibial anterior – dorsiflexão plantar - 
S1 Face posterior da coxa e perna Gastrocnêmio – flexão plantar Aquileu 
*Se a hérnia é entre L4-L5, a raiz acometida é L4! 
 
Nem sempre o nível da herniação coincide com o nível de saída da raiz nervosa!!! 
Ex: pode ter acometimento de L5 por protrusão discal em L3-L4 (e não em L5-S1) 
 
 
 
b. Diagnóstico 
 RM 
 
c. Tratamento 
 Repouso relativo 
 Analgésico/AINE 
 Corticoide (?) 
 
ESPONDILITE ANQUILOSANTE 
Entesite ascendente – coluna vertebral 
Sempre começa com uma sacroileíte! 
Homem jovem 
 
a. Clínica 
 Lombalgia inflamatória 
 Melhora com atividade física 
 Rigidez matinal > 30min 
 Posição do esquiador – coluna rígida 
 Uveíte anterior – extra-articular mais comum 
 Schober / Patrick-FABERE positivo 
 Oligoartrite de grandes articulações 
 Insuficiência aórtica – sopro diastólico 
 Fibrose pulmonar apical 
Cirurgia: 
 Refratário (6 semanas) 
 Piora sintomática 
 Síndrome da cauda equina – 
incontinência, anestesia em sela 
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5 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
b. Diagnóstico 
Clínica (> 3 meses) + Sacroileíte simétrica (imagem) 
HLA-B27 positivo 
FR e anti-CCP negativos 
 
c. Tratamento 
 Cessar tabagismo 
 AINE 
 Anti-TNF alfa – infliximabe 
 Anti-IL 17 – secuquinumabe 
 
d. Diagnóstico diferencial 
ARTRITE REATIVA 
 Artrite 3-4 semanas após infecção – intestinal (Shigella, Salmonella), 
genital (Chlamydia) 
 Oligoartrite de grandes articulações assimétrica + dactilite + balanite 
circinada + ceratodermia blenorrágica 
 Síndrome de Reiter: artrite + uretrite + conjuntivite 
 Tratamento: AINE + ATB 
 
 
 
MIELOMA MÚLTIPLO 
Tumor de plasmócitos (linfócitos B modificados) > 
excesso de imunoglobulinas (gamaglobulina – IgG) 
*O LB é produzido na MO e amadurecido no tecido linfoide – vira plasmócito ou LB de memória 
 
a. Clínica – homem, idoso, negro 
 Anemia – invasão da MO + anemia de doença crônica 
 Lesão óssea lítica – ativação de osteoclastos 
 Insuficiência renal – síndrome de Fanconi pelas cadeias 
leves (Bence-Jones), aumento de ácido úrico, 
nefrocalcinose, amiloidose 
 Compressão medular 
 Predisposição a infecções – Ig não funcionante 
 
Laboratório: 
 Hipercalcemia – diarreia, poliúria, confusão mental, QT curto 
 VHS aumentado – fenômeno de Rouleaux 
 Inversão A:G – mais globulina que albumina 
 Eletroforese de proteínas: pico monoclonal – componente M (> 3) / paraproteina / gamopatia monoclonal 
 EAS: proteinúria sem albuminúria – Bence-Jones não aparece no EAS! 
AMILOIDOSE: 
aglomerado de cadeias leves > proteína amiloide 
macroglossia, ICC, síndrome nefrótica – 
MM é a principal causa de amiloidose 1ª 
MM: proteinúria subnefrótica 
MM + amiloidose: proteinúria nefrótica 
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6 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
C Cálcio 
A Anemia 
R Rim 
O Osso 
b. Diagnóstico 
> 60% de plasmócitos na MO 
> 10% de plasmócitos na MO ou plasmocitoma + 1 CARO ou relação cadeias leves envolvidas / não envolvidas > 100 
ou 1 lesão focal na RM 
 
GAMOPATIA M. DE SIGN. INDETERMINADO 10% de plasmócitos na MO + componente M (> 3), mas sem CARO 
MIELOMA NÃO SECRETOR > 10% de plasmócitos + CARO, mas sem componente M 
MIELOMA OSTEOESCLERÓTICO – 
síndrome POEMS 
P – polineuropatia simétrica 
O – organomegalia (hepatoesplenomegalia)adenoma tóxico – cirurgia/ablação com iodo 
 
Frio: USG 
 
TSH NORMAL USG 
 
 60 anos 
Irradiação 
HF 
Rouquidão 
Crescimento 
USG: Chamas IV e V – vascularização central! 
Sólido 
Hipoecoico, irregular 
Microcalcificações 
*Linfonodo suspeito: hipoecoico, arredondado, > 0.5cm 
 
CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA – resultado da PAAF 
1 – Insatisfatória Repetir PAAF 
2 – Benigno Seguimento 
3 – Atipia indeterminada Repetir PAAF ou análise genética 
4 – Folicular Cirurgia ou análise genética 
5 – Suspeito Cirurgia 
6 – Maligno Cirurgia 
 
CA DE TIREOIDE 
▪ BEM DIFERENCIADO – mais comum, bom prognóstico, mulher jovem 
Características 
PAPILÍFERO FOLICULAR 
 Mais comum 
 Mulher 20-40 anos 
 Excelente prognóstico 
 2º mais comum 
 Mulher 40-60 anos 
 Bom prognóstico 
Pneumectomia: VEF1 > 80% (> 2L) 
Lobectomia: VEF1 >1.5L 
Exames pré-cirúrgicos: espirometria + 
gasometria + capacidade de difusão do CO 
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42 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Disseminação linfática 
 FR: irradiação / k-RAS 
 Corpos psamomatosos (microcalcificações) 
/ vidro fosco / órfã Annie 
 Disseminação hematogênica 
 FR: carência de iodo 
 Células foliculares 
Diagnóstico PAAF 
 
Biópsia 
*PAAF não diferencia CA de adenoma folicular! 
 
Tratamento 
 2cm: tireoidectomia total 
Seguimento 
Levotiroxina – supressão do TSH 
USG 6/6m 
Tireoglobulina > 1-2 ou Cintilografia positiva: ablação com iodo 
*Alto risco: > 40 anos, homem 
 
Corpos psamomatosos – parece uma papila 
 
 
 
▪ POUCO DIFERENCIADO – pior prognóstico 
Características 
MEDULAR ANAPLÁSICO 
 Células C/parafoliculares 
 Marcador: calcitonina, CEA 
 Pronto-oncogente RET – se positivo em 
parente de 1º grau: tireoidectomia 
profilática 
 Esporádico (80%) x Familiar (20%, 
associação com NEM2) 
 
NEM 2A: CMT + Feocromocitoma + Hiperpara 
NEM 2B: CMT + Feocromocitoma + Neuroma 
 Idoso 
 Pior prognóstico – crescimento rápido 
 Mais raro e mais agressivo 
 Mutação no p53 
 FR: carência de iodo 
Diagnóstico PAAF 
Tratamento Tireoidectomia total + linfadenectomia Traqueostomia + QT/RT 
Seguimento Calcitonina - 
 
PRÓSTATA 
CA DE PRÓSTATA 
a. Epidemiologia 
 Tumor maligno mais comum no Brasil 
 Adenocarcinoma (95%) 
 Geralmente multifocal, localizado na zona periférica 
 Letalidade baixa 
 
b. Fatores de risco 
 Idade avançada 
CÉLULAS DE HURTHLE 
 Variante mais agressiva e menos diferenciada do folicular 
 Grande tamanho 
 Citoplasma eosinofílico e granular: oncócitos 
 Tratamento: tireoidectomia total + linfadenectomia 
Metástase: 
osso – blástica (branca!) 
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43 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 HF 
 Negro 
 Dieta gordurosa, carnes vermelhas e defumadas 
*Tabagismo e HPB NÃO são FR! 
 
c. Clínica 
 Assintomático – crescimento periférico 
 Irritativos: urgência urinária 
 Obstrutivos: jato fraco 
 Dor – metástase óssea 
 
d. Diagnóstico 
 Biópsia transretal (6 quadrantes, 12 fragmentos) 
 
e. Rastreio – não é consenso 
 > 50 anos / > 45 anos se negro ou HF: toque retal (nodulações, irregularidade, 
endurecimento) + PSA 
 
Indicações de biópsia: 
 Toque retal alterado 
 PSA > 4 (> 2.5 se 0.75/ano 
Densidade > 15 – afastar HBP 
Fração livre 10, Gleason > 8, > T3 ou sintoma compatível com metástase 
 
BAIXO RISCO PSA 20 / Gleason 8-10 / ≥ T3 
 
g. Tratamento 
Localizada (≤ T2) 
 Prostatectomia radical 
 RT 
 Vigilância – se PSA queda da testosterona > aumenta receptores androgênicos na próstata > próstata responde 
desproporcionalmente a qualquer estímulo > aumento de tamanho na zona de transição 
 
Obstrução uretral 
Estática – mecânica Crescimento prostático exagerado – DHT 
Dinâmica – funcional 
Contração das fibras musculares do tecido prostático – receptores 
alfa1-adrenérgicos 
 
Resposta do m. detrusor 
Hipertrofia Diminuição da complacência e capacidade vesical 
Denervação 
parassimpática 
Instabilidade vesical – contrações involuntárias 
 
Fatores de risco 
 Idade avançada 
 Testículos funcionantes 
 Obesidade / síndrome metabólica 
 Fatores genéticos 
 
Clínica 
Obstrutivos – 
LUTS de esvaziamento 
Irritativos – 
LUTS de enchimento 
 Jato fraco e intermitente 
 Esforço miccional 
 Esvaziamento incompleto – retenção 
urinária crônica > incontinência por 
transbordamento 
 Hesitância 
 Gotejamento 
 Urgência miccional 
 Polaciúria 
 Incontinência urinária 
 Noctúria 
*Os sintomas NÃO são proporcionais ao tamanho da próstata! 
Diagnóstico 
 História clínica (IPSS) 
 Toque retal 
 EAS + Ureia / creatinina 
 PSA ( 80g / cálculo ou divertículo vesical 
Alfa1-bloqueador: hipotensão postural 
Finasterida: queda da libido, demora 6 meses para agir – PSA real é 2x maiorBEXIGA 
CA DE BEXIGA 
a. Epidemiologia 
 Tumor urotelial / células transicionais (95%) 
 
b. Fatores de risco 
 Tabagismo 
 Homem 
 > 40 anos 
 Exposição a hidrocarbonetos – pintor, frentista, sapateiro 
 
c. Clínica 
 Hematúria macroscópica indolor 
 
d. Diagnóstico 
 Citologia – se negativo, NÃO exclui! 
 Cistoscopia com biópsia (RTU com retirada do músculo adjacente!) 
 
e. Tratamento 
Não invade músculo (T1N0M0) 
RTU-B + seguimento 3/3m 
Recorrente / Multifocal (> 40%) / T1 > 3cm: + BCG intravesical 
Invade músculo (≥ T2) QT neo > cistectomia + linfadenectomia > QT adjuvante 
Metástase 
QT +/- ressecção da doença residual 
Tentar remissão completa! 
 
ESÔFAGO 
CA DE ESÔFAGO 
a. Fatores de risco 
Escamoso – externos Adenocarcinoma – internos 
 
 Tabagismo 
 Etilismo 
 Acalásia 
 Estenose cáustica 
 Tilose palmoplantar 
 HPV 
 
Médio-proximal 
*Mais comum 
 DRGE (esôfago de Barret) 
 Obesidade 
 
Distal 
Hematúria + > 40 anos = 
INVESTIGAR CA DE BEXIGA! 
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46 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
b. Clínica – evolução em meses 
 Disfagia de condução progressiva 
 Perda de peso 
 
c. Diagnóstico 
 Esofagografia: sinal da “maçã mordida”, sinal do “degrau” 
 EDA + biópsia 
Classificação de Siewert 
I 1-5cm acima da JEG, esôfago distal 
= CA de esôfago 
II 1cm proximal até 2cm distal da JEG 
III 2-5cm abaixo da JEG, estômago = CA de estômago 
 
d. Estadiamento 
 T: US endoscópico +/- broncoscopia 
 N: US endoscópico com PAAF + TC de tórax 
 M: TC tórax e abdome 
T1 – precoce 
a) Mucosa 
b) Submucosa 
T2 Muscular 
T3 Adventícia 
T4a Estruturas ressecáveis 
T4b Estruturas irressecáveis 
Não tem serosa!!!! – facilita metástase 
e. Tratamento 
Inicial – T1a Mucosectomia por EDA 
Padrão – Resto QT/RT neo (≥ T2, N+) > Esofagectomia + linfadenectomia 
Avançado – T4b / M1 Paliativo – dilatação esofágica / RT 
 
ESTÔMAGO 
CA DE ESTÔMAGO 
Adenocarcinoma (95%) 
*Proximal! 
 
a. Fatores de risco 
 Dieta – nitrogenados, defumados 
 Tabagismo 
 H. pylori – gastrite atrófica 
 Gastrectomia prévia – B2 
 Homem idoso 
 
b. Clínica 
 Dispepsia com sinais de alarme 
*Sd paraneoplásicas: acantose nigricans, tromboflebite migratória (Trousseau), ceratose 
seborreica (Leser-Trelat) 
 
c. Diagnóstico 
 Exame físico 
 EDA + biópsia 
 
 
Supraclavicular E – linfonodo Virchow 
Axilar E – linfonodo Irish 
Umbilical – peritoneal Irmã Maria José 
Prateleira retal – peritoneal Blummer 
Ovário – peritoneal Krukemberg 
Broncoscopia: avalia invasão da 
árvore traqueobrônquica (T4b) 
TC de tórax / PAAF: avalia 
linfonodomegalia (TB? Mx?) 
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47 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
d. Classificações 
BORRMAN – macro 
I Polipoide / Não ulcerado 
II Úlcera com bordas definidas 
III Úlcera com infiltração 
IV Infiltração / Linite plástica 
 
LAUREN – micro 
INTESTINAL – mais comum DIFUSO 
 Homem 
 Idoso 
 Esporádico 
 FR: gastrite atrófica (H. pylori) 
 Bem diferenciado 
 Estruturas glandulares 
 Melhor prognóstico 
 Distal 
 Disseminação hematogênica 
 Mulher 
 Jovem 
 Hereditário 
 FR: sangue A 
 Indiferenciado 
 Células em anel de sinete 
 Pior prognóstico 
 Proximal 
 Disseminação por contiguidade e linfática 
*Gene e-caderina 
e. Estadiamento 
 T: US endoscópico 
 N: US endoscópico com PAAF + TC de abdome 
 M: TC tórax e abdome + Laparoscopia 
 
T1 – precoce, 
independente do N 
a) Mucosa 
b) Submucosa 
T2 Muscular 
T3 Serosa 
T4 Estruturas adjacentes 
 
N3b > 15 linfonodos 
*Tem que retirar no MÍNIMO 16 linfonodos!!! 
f. Tratamento 
Inicial – 
T1a + Borrman I + Intestinal + QT + RT adjuvante (≥ T3, N+) 
Avançado – M1 Paliativo – Gastrectomia + QT 
*Perceba que nem todo CA precoce é candidato à mucosectomia! 
 
OUTROS 
LINFOMA 
MALT 
 Não-Hodgkin de células B 
 Erradicação da H. pylori (regressão do linfoma!) > sem resposta > QT 
GIST 
 Local mais comum: estômago 
 Origem: células de Cajal 
 Maioria é benigno 
 Pronto-oncogene KIT (CD117), CD34 
 Diagnóstico: EDA (lesão regular submucosa) – não faz biópsia (só se for irressecável!) 
 2cm / irregular / ulcerado / heterogêneo: gastrectomia atípica sem linfadenectomia +/- 
Imatinibe (KIT+, metástase, irressecável, > 3cm, > 4 mitoses/campo, recorrente) 
 
 
Metástase transcelômica – 
carcinomatose peritoneal 
TEM QUE FAZER LAPAROSCOPIA DIAGNÓSTICA! 
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48 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
COLORRETAL 
CA COLORRETAL 
Adenocarcinoma 
Sequência adenoma-carcinoma (8-10 anos) 
Mutação: gene APC – adquirida (80%) ou hereditária (PAF, 20%) 
 
Sobre pólipos 
Não neoplásicos Neoplásicos 
 Hiperplásicos – retossigmoide 
 Inflamatórios 
 Hamartomatosos 
 Adenocarcinoma – CA in situ 
 Adenoma – viloso! 
 Serrilhado 
*Pólipo = polipectomia > adenoma > colonoscopia em 3 anos 
a. Síndromes hereditárias 
POLIPOIDE HEREDITÁRIA 
▪ POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR (PAF) 
 Pólipos adenomatosos (> 100) 
 Gene APC mutante hereditário 
 100% evoluem para CCR 
 Retinite pigmentosa (75%) 
Variantes: 
Gardner PAF + dentes extranumerários + osteomas + tumores desmoides 
Turcot PAF + tumores do SNC 
 
NÃO POLIPOIDE HEREDITÁRIA 
▪ SÍNDROME DE LYNCH – instabilidade de microssatélites (MSH2, MLH1) 
Critérios de Amsterdam 
CABase do pólipo – submucosa / sésseis 
*Cabeça, ombro, joelho e pé 
 
e. Rastreamento – colonoscopia 
Esporádico ≥ 45 anos – HF 1º grau: 40 anos ou 10 anos antes 
Colectomia segmentar 
HF ≥ 40 anos 
Lynch ≥ 20 anos 
Colectomia total 
PAF ≥ 10 anos 
 
f. Estadiamento – TC de tórax/abdome + RM de pelve + CEA 
Dukes 
A Submucosa 
B 
1) Muscular 
2) Subserosa 
3) Órgãos 
C 
1) B1 e N+ 
2) B2 e N+ 
3) B3 e N+ 
D Metástase 
g. Tratamento 
CÓLON 
Colectomia + linfadenectomia + QT (≥ T3, N+, M+, invasão linfovascular, margem comprometida) 
*Mesmo se M1, pois evita complicações futuras (obstrução, perfuração) 
 
RETO – US transrretal 
Inicial – T1 
Excisão 
> 5cm (alto): endoscópica 
 cirurgia > QT adjuvante 
 
> 5cm da borda anal: ressecção abdominal baixa (RAB) + excisão do 
mesorreto + anastomose coloanal 1ª + ostomia de proteção 
 
CEA NÃO SERVE PARA DIAGNÓSTICO! 
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50 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
≤ 5 cm da borda anal: ressecção abdominoperineal (RAP, Miles) + 
excisão do mesorreto + colostomia definitiva 
Avançado – M1 
Metástase hepática: 
QT sistêmica/intra-arterial > ressecção 
 
Metástase pulmonar: 
Ressecção 
*Mesmo com a remissão completa do tumor após QT+RT neo, TEM que operar! 
 
PÂNCREAS 
CA DE PÂNCREAS 
Adenocarcinoma ductal 
a. Clínica 
Cabeça 
 Icterícia 
 Sinal de Courvoisier 
Corpo/Cauda 
 Dor abdominal – invasão do plexo nervoso celíaco 
 Perda de peso 
Síndrome de Trousseau: paraneoplásica – tromboflebite migratória / DM súbito 
b. Diagnóstico 
 TC de abdome + CA 19.9 (acompanhamento) 
*Se irressecável: biópsia 
 
c. Tratamento 
QT/RT neoadjuvante: 
 > 180 VMS ou veia porta 
 5cm / desejo de engravidar: 
cirurgia 
≤ 5cm: 
suspender ACO 
HEMANGIOMA – 
mais comum de 
todos 
 Mulher jovem 
 Síndrome de Kasabach-Merrit: plaquetopenia 
 TC: captação arterial periférica, centrípeta, 
homogênea, tardia 
Conservador 
HIPERPLASIA 
NODULAR FOCAL 
 Mulher jovem 
 TC: cicatriz central – pode ter wash out 
Conservador 
 
 
Hemangioma HNF 
IPNM: amilase! – tem comunicação com ducto pancreático principal 
Cística mucinosa: cisto único, septações finas, calcificação em casca de ovo 
Cística serosa: múltiplos cistos multiloculados, septos radiantes, calcificação 
central – não é cirúrgico! 
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51 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Adenoma 
 
TUMORES MALIGNOS 
METÁSTASES – 
maligno mais 
comum 
 Mais comum 
 TC: múltiplas lesões hipocaptantes – exceção: 
rim, mama, melanoma (hiper) > lesão em alvo 
Paliativo 
 
*CCR: Metastasectomia – 
sobrar > 20-25% fígado normal / 
40% Child A ou pós-QT 
HEPATO 
CARCINOMA 
 FR: cirrose, hepatite B, aflatoxina 
 Clínica: dor HD, perda de peso, hepatomegalia 
 Rastreamento: USG + AFP 6/6m – se cirrose, 
hepatite B crônica 
 Diagnóstico: TC (wash out + cirrose) / AFP > 400 
– NÃO precisa de biópsia! 
 TC: wash out em fígado cirrótico 
 
*2 exames de imagem ou 1 exame de imagem + AFP > 400 
Hepatectomia: 
Child A + sem HP + 
lesão única 5cm ou profundo 
 Tratamento: ressecção radial (margem de 1-2cm) / RT ou QT (> 5cm, alto 
grau) 
CA DE VESÍCULA BILIAR 
 Retirar pólipo assintomático se: > 1cm, > 50 anos, associado a colelitíase, 
crescimento 
 Após colecistectomia, veio que tinha CA: 
T1a (lâmina própria): acompanhamento com USG 
T1b (muscular): estender cirurgia com margem 2cm + hepatectomia dos 
seguimentos IVb e V 
T2, T3: + linfadenectomia 
 
PER-OPERATÓRIO 
PRÉ-OPERATÓRIO 
EXAMES PRÉ-OPERATÓRIOS 
Em relação ao paciente: 
 70 anos ECG + hemograma + eletrólitos + glicemia + função renal 
*Outros a depender das comorbidades 
 
Em relação à cirurgia: 
Estimativa de perda > 2L, neurocirurgia, 
cirurgia cardíaca e torácica 
Coagulograma 
Cirurgia cardíaca e torácica RX de tórax 
 
AVALIAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO 
AVALIAÇÃO CARDIOVASCULAR 
▪ ÍNDICE CARDÍACO REVISADO (ESCORE DE LEE) 
Avaliar: 
 Coronariopatia 
 IC 
 DRC (Cr > 2) 
 DM com insulina 
 AVC / AIT 
 Cirurgia torácica / abdominal / vascular suprainguinal 
 
Cirurgia contraindicada 
se cardiopatia ativa: 
Angina instável 
IC descompensada 
Arritmia grave 
Valvopatia grave 
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53 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
0, 1: cirurgia 
≥ 2: capacidade funcional ≥ 4 METs (subir ladeira, escada)? 
Sim: cirurgia 
Não: teste cardíaco não invasivo 
 
▪ ASA 
I – SAUDÁVEL - 
II – DOENÇA CONTROLADA 
(sem limitação) 
HAS/DM controlada, tabagista, etilista, gestação 
III – DOENÇA NÃO CONTROLADA 
(comlimitação) 
HAS/DM não controlada, IMC > 40, IAM/AVC > 3m 
IV – DOENÇA LIMITANTE IC descompensada, IAM/AVC 45min 
3 pontos 
 > 75 anos 
 HP ou familiar de TVP 
5 pontos 
 Cirurgia ortopédica, oncológica, bariátrica 
 AVC 3h se Cefazotina, > 4h se Cefazolina), sangramento excessivo 
 
 
AVALIAÇÃO 
NUTRICIONAL 
 Pré-albumina: mais sensível 
 Albumina: mais específico 
 Proteína ligante do retinol: mais precoce 
 Balanço nitrogenado: avaliação prognóstica 
*Harris-Benedict: peso, altura, idade e sexo 
 
NPT: 
F – fístula de alto débito (> 500ml/dia) 
I – íleo paralítico 
D – diarreia / vômitos intratáveis 
O – obstrução intestinal 
S – sd do intestino curto 
JEJUM 
 2h: líquidos claros 
 4h: leite materno 
 8h: sólidos 
*Realimentação precoce ( 10% em 6m ou 5% em 1m 
 Desnutrição 
 Sangramento estimado > 500ml 
 Impossibilidade de manter necessidades 
calóricas > 7-10 dias pós-op 
 Doença catabólica (queimadura, sepse, 
pancreatite, politrauma) 
 Albumina temp > tato > motor) 
*Aminoamidas 
 Agem na forma não ionizada 
 Quanto mais lipossolúvel, mais potente 
 Quanto maior a ligação proteica, maior a duração 
 Quanto maior o grau de ionização, menor a velocidade de ação 
*NÃO se ligam à proteínas plasmáticas! 
*Tem efeito inibitório (inibe a inibição)! 
 
Lidocaína 
 Potência média, dura 1-2h 
 Sem adrenalina: max 4-5mg/kg 
 Com adrenalina: max 7mg/kg – (max 500mg!) 
 
Bupivacaína / Ropivacanína – cardiotóxicos 
 Alta potência, dura 2-8h 
 Sem adrenalina: max 2mg/kg 
 Com adrenalina: max 3mg/kg 
RAQUIANESTESIA 
 Espaço subaracnoide – bloqueia tudo dali pra baixo 
 Apenas lombar – L2-L3, L3-L4 (cauda equina) 
 Precisa de menor quantidade – contato direto com as fibras 
 Menor duração 
 Efeito adverso: hipotensão, aumento da PIC, cefaleia (piora 
com ortostase – blood patch!) 
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56 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
ANESTESIA PERIDURAL 
 Espaço peridural – bloqueio do segmento 
 Torácica, lombar 
 Precisa de mais quantidade 
 Maior duração – pode colocar cateter para repicar 
 Efeito adverso: hipotensão 
ANESTESIA GERAL – 
analgesia + sedação + bloqueio 
muscular + bloqueio neurovegetativo 
1) Indução 
 Hipnótico IV e/ou halogenado (gás) 
 Ventilação sob máscara – NÃO FAZER: trauma, gestante 
 Bloqueador neuromuscular + opioide 
 IOT 
 
2) Manutenção 
3) Despertar 
*Hipotensão: não fazer Propofol, Midazolam / fazer Quetamina, Etomidato 
*Manter BIS 40-60 (0: sem atividade cortical / 100: acordado) 
 
FIOS DE SUTURA 
Monofilamentar Menor atrito / Maior memória / Menos infecção 
Absorvível Menor resistência 
Natural Mais reação inflamatória 
*Categute, linho, seda, algodão 
 
PÓS-OPERATÓRIO 
COMPLICAÇÕES DA FERIDA OPERATÓRIA 
SEROMA – 
acúmulo de linfa no SC 
 Tratamento: Compressão / Aspiração 
HEMATOMA – 
acúmulo de sangue e coágulo 
 Tratamento: reabrir e drenar – se volumoso 
DEISCÊNCIA APONEURÓTICA – 
defeito músculo-aponeurótico 
 4º ao 14º dia: líquido serohemático 
 Risco de evisceração, infecção de ferida e 
hérnia incisional 
 Tratamento: reoperar 
FÍSTULA 
Baixo débito: 500ml/24h 
 
 Tratamento: NPT + ATB (se favorável, sem 
sintomas) / reoperar (se desfavorável, com 
sintomas sistêmicos ou não tiver com dreno) 
 
INFECÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA 
Até 30 dias (ou 1 ano se prótese) após o procedimento 
 
SUPERFICIAL – pele + SC 
 Febre + dor + flogose + pus 
 Tratamento: retirar pontos, drenar e lavar 
PROFUNDA 
 Idem 
 Tratamento: retirar pontos, drenar e lavar + ATB 
DE ÓRGÃOS E CAVIDADES 
 Febre + distensão + toxemia 
 Tratamento: ATB + drenagem 
 
FEBRE NO CONTEXTO OPERATÓRIO 
PER-OPERATÓRIO 
 Infecção pré-existente 
 Reação a droga / transfusão 
 Hipertermia maligna 
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57 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
24-72H PÓS-OPERATÓRIO 
 Atelectasia – mais comum: cirurgia torácica e abdominal 
 Infecção necrosante de ferida (S. pyogenes / Clostridium perfringens) 
> 72H PÓS-OPERARÓRIO 
 Infecção da ferida operatória (S. aureus) 
 ITU 
 Pneumonia 
 Parotidite supurativa (S. aureus) 
 TVP 
 
HIPERTERMIA MALIGNA 
Síndrome muscular hereditária fármaco-induzida 
 FR: succinilcolina, anestésicos inalatórios (halotano, enflurano) 
 Sinal mais precoce: hipercapnia no capnógrafo 
 Tratamento: suspender fármaco + resfriamento + bicarbonato + 
Dantrolene 
 
CICATRIZAÇÃO 
INFLAMATÓRIA – 
exsudato 
 Principal: macrófagos 
 Chega primeiro: neutrófilos 
 Hemostasia + inflamação 
PROLIFERATIVA – 
tecido de granulação 
 Principal: fibroblasto 
 Fibroplasia + angiogênese + epitelização 
MATURAÇÃO – 
contração 
 Principal: miofibroblasto 
 Contração da ferida 
 Colágeno 3 > 1 
*Fatores que prejudicam: infecção, idade, DM, tabagismo, vasculopatia, anemia, hipoalbuminemia, deficiência de vitaminas (A, C, K) e zinco, 
corticoide 
 
REMIT 
METABÓLICA 
Diminui insulina > aumenta hormônios contrarregulares (cortisol, glucagon, GH, adrenalina) > 
catabolismo 
 
Glicogenólise – mantém glicemia por 12-24h 
Gliconeogênese – produção de glicose a partir de proteólise + lipólise 
Proteólise: libera glutamina e alanina 
Lipólise: libera AG + glicerol 
Lesão: libera lactato 
 
Glutamina, alanina, glicerol, lactato > fígado (gliconeogênese) > glicose 
AG > fígado (cetogênese) > corpos cetônicos 
*A adaptação cerebral ao consumo de corpos cetônicos, permite a redução da proteólise, poupando músculos 
ENDÓCRINA 
Cortisol 
 Gliconeogênese 
 Permite ação das catecolaminas 
Catecolaminas 
 Taquicardia 
 Vasoconstrição 
 Broncodilatação 
 Atonia intestinal 
Aldosterona 
 Retém Na e água 
 Excreta H e K 
ADH  Oligúria 
Glucagon 
 Gliconeogênese 
 Diminui insulina 
IMUNOLÓGICA 
IL-1, IL-2  Aumenta temperatura 
TNF-alfa  Anorexia 
*IL-4, IL-10, IL-13 são ANTI-inflamatórias! 
 
Abertura exagerada dos canais de cálcio > 
contração muscular incessante 
(hipermetabolismo muscular) > hipertermia + 
hipercapnia e acidose (consome O2 e libera 
CO2) + rabdomiólise (hipercalemia) 
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58 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Ciclo de Cori: lactato > glicose 
Ciclo de Felig: alanina > glicose 
 
Modulação 
METABÓLICA 2.000ml SG 5% no pré-operatório 
ENDÓCRINA Anestesia epidural 
IMUNOLÓGICA Cirurgia laparoscópica 
 
PROCTOLOGIA 
DOENÇA HEMORROIDÁRIA 
a. Etiologia 
 Constipação 
 Hipertensão porta 
 
b. Clínica 
INTERNA – acima da linha pectínea EXTERNA – abaixo da linha pectínea 
 Sangramento indolor 
 Prolapso 
 Dor perianal 
 
 
c. Tratamento 
INTERNA 
1º GRAU Sem prolapso Dieta (fibras + água) 
2º GRAU Prolapso com redução espontânea Ligadura 
3º GRAU Prolapso com redução manual Ligadura +/- cirurgia 
4º GRAU Prolapso irredutível Cirurgia 
 
A cirurgia pode ser: 
 Aberta: Milligan-Morgan – não dá ponto 
 Fechada: Ferguson – dá ponto 
*Tira todos os vasos (3 mamilos hemorroidários: 2 à direita, 1 à esquerda) 
 
EXTERNA 
 72h Banho de assento 
 
FISSURA ANAL 
Fissura > hipertonia contínua do esfíncter (porque dói) > isquemia (não cicatriza) > perpetuação da fissura 
 
AGUDA 
 6 semanas 
 Localizada na linha média posterior 
 Causa: higiene inadequada 
 Dor ao evacuar + sangue no papel 
 Dor ao evacuar + plicoma anal sentinela + 
papila hipertrófica + branca 
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59 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Dieta com fibras + Pomadas (lidocaína / diltiazem / 
corticoide) 
 
Pomadas (lidocaína / diltiazem / corticoide) > 
Esfincterotomia lateral interna parcial 
 
 
 
ABSCESSO ANORRETAL 
Infecção das glândulas de Chiari 
*Tem origem entre o esfíncter interno e externo, atravessa o esfíncter interno e armazena muco na camada 
submucosa 
 
a. Classificação 
Interesfincteriano Dá origem a todos os outros 
Perianal Mais comum 
Supraelevador / Pélvico Acima do músculo elevador do ânus 
Isquiorretal Região endurecida e com flogose nas nádegas 
 
 
b. Clínica 
 Dor perianal + abaulamento 
 
c. Tratamento 
 Drenagem imediata + ATB (se leucocitose ou febre) 
 
 
 
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60 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
FÍSTULAS ANORRETAIS 
Cronificação do abscesso 
 
a. Classificação 
Simples Complexos 
 Interesfincteriana – mais comum! 
 Transesfincteriana 
 Supraesfincteriana 
 Extraesfincteriana – iatrogênico! 
 
Regra de Goodsall-Salmon – prevê o trajeto das fístulas simples 40-50% 
 
CÁLCULO DA SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA – Regra dos 9 (Wallace) 
Cabeça 9 
Braço 9 
Tórax 36 
Perna 18 
Genitália / Palma da mão 1 
*Só 2º e 3º grau!!!!! 
 
1º GRAU 
Epiderme 
Eritema, ardência e dor – ex: queimadura solar Hidratante + AINE 
2º GRAU / 
ESPESSURA PARCIAL 
+ Derme 
Superficial (derme papilar): eritema, dor, com bolhas 
Profunda (derme reticular): palidez, dor, com/sem bolhas 
Superficial: Curativo + ATB 
tópico (sulfadiazina de 
prata) 
Profunda: Excisão precoce 
do tecido necrótico + 
enxerto 
3º GRAU / 
ESPESSURA TOTAL 
+ Subcutâneo 
Indolor, aspecto em couro (escara) 
Excisão precoce do tecido 
necrótico + enxerto 
4º GRAU 
Ossos, tendões, 
músculos 
Elétrica - 
QUÍMICA Álcali é mais grave que ácido! 
Irrigação com água morna 
sob baixa pressão (15-20L ou 
30min) 
 
Tratamento 
▪ REPOSIÇÃO VOLÊMICA – Ringer Lactato 
PARKLAND 4 x Peso x SCQ 
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62 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
ATLS 2 x Peso x SCQ 
COM A LESÃO 
 Analgesia + limpeza com degermante + debridamento 
 Não fazer ATB 
 Fazer profilaxia de tétano 
 Tratamento da síndrome compartimental 
 
Escarotomia – 
 incisão até subcutâneo 
Queimadura de espessura total circunferencial EXTERNA 
Fasciotomia – 
 incisão até fáscia muscular 
Queimadura INTERNA – elétrica 
 
▪ CTQ 
Indicações: 
 2º grau > 10% 
 3º grau 
 Face, mão/pé, genitália, articulações 
 Química / elétrica / inalação 
 Comorbidades que pode piorar 
 Crianças 
Intoxicações 
MONÓXIDO DE CARBONO (CO) CIANETO 
 Cefaleia + rebaixamento do nível de consciência 
 Diferença entre satO2 e paO2 
 Oxímetro NÃO é confiável! 
 Diagnóstico: dosagem de carboxi-hemoglobina 
 Tratamento: IOT com FiO2 100% ou câmara 
hiperbárica 
 Rebaixamento do nível de consciência 
 Diagnóstico: aumento do lactato 
 Tratamento: vitamina B12 
 
ENXERTO RETALHO 
 Não tem pedículo vascular 
 48h: neovascularização 
 Queimaduras 
 Tem pedículo vascular 
 Grandes perdas teciduais 
Axial: 1 único grande pedículo – mais viável, menos 
retração, pior inervação 
Ao acaso: pequenos vasos do plexo subdérmico (só 
pele + subcutâneo) – geralmente próximos ao defeito 
 
DOR ABDOMINAL 
 
Abordagem 
1) Avaliar gravidade – choque? 
2) Alívio sintomático – dor, náusea/vômito 
3) Excluir gravidez e DIP – se mulher em idade fértil 
4) Definir se é Clínico x Cirúrgico 
 
COMPLICAÇÕES 
Úlcera de Curling: estresse (HDA) 
Úlcera de Marjolin: CEC 
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63 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
ABDOME AGUDO CLÍNICO 
DOR ABDOMINAL + 
 
ENCEFALOPATIA (NEUROPSIQUIÁTRICO) 
INTOXICAÇÃO – presença de exposição 
▪ SATURNISMO 
 Intoxicação pelo chumbo 
 Fator de risco: mineradoras, baterias, indústria automobilística, tintas, projéteis 
 
a. Clínica 
 Dor abdominal, distensão 
 Anemia microcítica 
 Disfunção erétil, queda da libido 
 Encefalopatia, amnésia, demência 
 Distúrbio psiquiátrico 
 Linha gengival de Burton (azulada) 
 
b. Diagnóstico 
 Dosagem de chumbo sérico 
 
c. Tratamento 
 Interromper exposição 
 Quelantes: dimercaprol / DMSA / EDTA / vitamina C 
 
METABÓLICO – HF parecida / fator precipitante 
▪ PORFIRIA INTERMITENTE AGUDA 
 Porfiria: distúrbio na síntese da porfiria do heme (ferro + 
protoporfirina) – é um grupo de doenças, depende de qual 
enzima está faltando 
 
a. Fisiopatologia 
Deficiência da HMB sintase ou porfobilinogênio deaminase (PBG > HMG) > precipitantes: álcool, tabagismo, drogas, 
estresse, progesterona > aumento de PBG e ALA > interação com receptores de dor no abdome 
 
b. Epidemiologia 
 20-30 anos 
 
c. Clínica 
Surtos de: 
 Dor abdominal, distensão, hiperperistaltismo 
 Hiperatividade simpática 
 Neuropatia periférica, convulsão 
 Distúrbio psiquiátrico 
 
d. Diagnóstico 
 Dosagem de PBG urinário – 1º exame! 
 Dosagem de ALA urinário 
 PGB deaminase eritrocitária / teste genético 
 
Porfiria cutânea tarda – deficiência de 
uroporifirinogênio descarboxilase 
Lesão cutânea (fibrose!) com exposição à luz + 
anemia 
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64 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
e. Tratamento 
 Afastar precipitantes 
 Hematina / Arginato de heme – dá o heme pronto pra não estimular a cascata 
 SG hipertônico 10% – succinil-Coa desvia para o metabolismo do carboidrato e não estimula cascata 
 
FEBRE PRÉVIA 
INFECÇÃO 
▪ FEBRE TIFOIDE 
a. Etiologia 
 Salmonella entérica (sorotipo Typhi) 
*Fator de risco: falta de saneamento/higiene – transmissão fecal-oral 
 
b. Fisiopatologia 
Hipocloridria (ex: IBP) > Salmonella não morre > atinge intestino e penetra pelas placas de Peyer (dor abdominal) > 
atinge circulação > penetra na pele (roséola) + SNC (torpor) > volta para o intestino > sistema imune já conhece > 
reação imune exacerbada > hemorragia + perfuração intestinal 
 
c. Clínica 
1ª-2ª semana 
 Febre 
 Sinal de Faget 
 Dor abdominal 
 Roséolas 
 Torpor 
 
3ª-4ª semana 
 Melhora clínica 
 Hemorragia digestiva – mais comum 
 Perfuração ileal – mais grave 
 
*Portador crônico (2-5%) – bactéria esconde na vesícula biliar (FR: doença biliar, cistite por S. haematobium) > 
prolifera > sai com a bile > bactéria no intestino > bactéria nas fezes > perpetuação do ciclo de transmissão 
 
d. Diagnóstico 
 Hemocultura – positiva em 50-70% 
 Coprocultura – positiva em 30-40% 
 Mielocultura – positiva em > 90% (mesmo com uso de ATB!) 
 
e. Tratamento 
 Agudo: Cefalosporina de 3ª / Ciprofloxacino / Cloranfenicol 
 Crônico: Ciprofloxacino por 4 semanas + colecistectomia (se coprocultura de controle positiva) 
 Grave: Dexametasona 
*Vacina: viajantes para áreas endêmicas 
 
ABDOME AGUDO CIRÚRGICO 
APENDICITE AGUDA 
a. Fisiopatologia 
 Apêndice: estrutura tubular (“mini intestino”) localizado no ceco (intestino grosso) – embora sua base seja 
fixa, a ponta pode estar em qualquer lugar (retrocecal é mais comum!) 
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65 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Principais bactérias: Bacteroides fragilis, E. coli 
 
Obstrução da luz (fecalito, hiperplasia linfoide) > distensão > dor periumbilical (peritônio visceral – dor vaga, 
inespecífica) > 12-24h > isquemia (aumenta pressão na parede e comprime artérias que irrigam de fora pra dentro) > 
dor em FID (peritônio parietal – dor localizada, somática) 
 
b. Clínica 
 Dor periumbilical que migra para FID 
 Anorexia, náuseas/vômitos, febre (geralmente baixa), disúria/piúria (retrocecal – íntimo contato com 
bexiga/ureter) 
 Sinais clássicos: 
 
Blumberg Descompressão súbita dolorosa no ponto de McBurney 
Rovsing 
Compressão em FIE e dor em FID – se não sentiu dor: compressão até 
colo transverso (peristalse reversa) 
Dunphy Dor em FID que piora com tosse 
Lenander 
Temperatura retal > temperatura axilar em pelo menos 1 grau – não é 
específico, reflete doenças pélvicas 
Lapinsky Dor na FID com a extensão do MID 
*Ponto de McBurney: linha imaginária entre a crista ilíaca e a cicatriz umbilical, divide em 3, no 1/3 mais lateral – 
local onde o apêndice é encontrado na maioria das vezes 
 
c. Diagnóstico 
 Alta probabilidade (história clássica, homem, 10-30 anos): clínico 
 Média probabilidade (criança, idoso, mulher, obeso): imagem 
 Suspeita de complicação (massa, > 48h): imagem 
 
Criança / Gestante USG 
Espessamento da parede (≥ 7mm), aumento da vascularização, 
dificuldade na compressão, “em alvo” 
*Na gestante, se USG inconclusivo: RM! 
Homem / Não 
gestante 
TC (padrão-ouro) 
Espessamento da parede (≥ 7mm), borramento da gordura 
periapendicular, abscesso, fecalito 
 
 
 
 
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66 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
d. Tratamento 
SIMPLES  Apendicectomia + ATB profilático 
COMPLICADA 
 
 Abscesso: drenagem + ATB terapia (4-7d) + colonoscopia após 4-6 
semanas +/- apendicectomia tardia 
 
 Fleimão (*Laparotomia branca: apendicectomia 
 
▪ ESCORE DE ALVARADO – probabilidade de ser apendicite 
 Dor que migra para FID 
 Anorexia 
 Náuseas/vômitos 
 Dor à palpação em FID – 2! 
 Descompressão positiva em FID 
 Temperatura > 37.5 
 Leucocitose – 2! 
 Desvio para esquerda – no modificado, não considera 
 
0-3: improvável 
4-6: provável – observar por 12h ou imagem 
7-10: muito provável – apendicectomia 
 
e. Diagnóstico diferencial 
Apendagite (epiploica) 
 Torção do apêndice epiploico (localizado no cólon) 
 Tratamento: conservador – é autolimitado 
Linfadenite mesentérica 
 Criança + história de infecção recente 
 Tratamento: conservador – é autolimitado 
 
DOENÇA DIVERTICULAR 
Fisiopatologia 
Baixo consumo de fibras > fezes duras e finas > maior pressão nos cólons > herniação de 
mucosa e submucosa (falso!) onde entram as artérias retas na camada muscular 
 
 Mais comum em idosos do Ocidente 
 Local mais comum: sigmoide 
 Assintomático 
 
Diagnóstico – geralmente incidental 
 Colonoscopia 
 Clister opaco 
 
Complicações 
 Hemorragia – cólon D 
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67 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Diverticulite (mais comum!) – cólon E 
 
DIVERTICULITE AGUDA 
a. Fisiopatologia 
Obstrução da luz (fecalitos) > distensão + isquemia > microperfurações > abscesso pericólico (tentativa de bloquear) 
 
b. Clínica – “apendicite do lado esquerdo no idoso” 
 Dor na FIE de início insidioso (há alguns dias) 
 Recorrente 
 
c. Diagnóstico 
 TC: parede espessa, borramento da gordura 
*Colonoscopia após 4-6 semanas – afastar CA colorretal 
 
▪ CLASSIFICAÇÃO DE HINCHEY 
I 
Abscesso pericólico 
Ia: fleimão – apenas borramento 
Ib: abscesso – coleção 
II Abscesso pélvico 
III Peritonite purulenta 
IV Peritonite fecal 
*Classificação de Kaiser acompanha a de Hinchey, através dos achados na TC! 
*O 1º episódio tem maior risco de perfuração! 
 
 
Diverticulite 
d. Tratamento 
SIMPLES (I) 
abscesso 500) – amilase normal 
*Outras: drogas, pós-CPRE, escorpião, idiopática 
 
b. Diagnóstico 
Critérios de Atlanta – 2 dos 3 
 Clínica: dor abdominal em barra/faixa (irradia pro dorso), 
náuseas/vômitos 
 Laboratório: amilase e lipase > 3x 
 Imagem: TC com contraste + USG (colelitíase) 
 
Amilase e lipase se elevam > 2h, mas a lipase 
permanece alta por mais tempo (7-10 dias) e é mais 
específica 
APACHE II: precisa de parâmetros intensivos, 
mas a resposta é imediata! 
Ranson: avaliado na enfermaria, mas a 
resposta não é imediata! 
 
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70 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Sinal de Cullen e de Grey-Turner – hemorragia retroperitoneal 
 
Sobre a TC com contraste: 
Indicação: dúvida ou quadro grave 
Ideal após 72h 
 
c. Classificação 
Edematosa (80%) Necrosante (20%) 
 Apenas edema do pâncreas 
 Autolimitada (3-7 dias) 
 TC com captação homogênea 
 Extensa necrose 
 Hemorragia retroperitoneal 
 Evolução de 3-6 semanas 
 TC com captação heterogênea 
 
 
Forma edematosa Forma necrosante 
d. Prognóstico 
CRITÉRIOS DE RANSON 
Na admissão Dentro de 48h da admissão 
 > 55 anos 
 Leucocitose > 16.000 
 Glicose > 200 
 LDH > 350 
 AST (TGO) > 250 
 Queda do Ht > 10 
 Aumento do BUN > 5 
 Cálcio 4 
 Perda> 6 litros 
*Na biliar não tem PaO2! 
 
NÃO CONSIDERA AMILASE, LIPASE, BILIRRUBINA E TGP (ALT)! 
*Não tem relação com o prognóstico! 
 
CRITÉRIOS DE ATLANTA (REVISÃO) 
Leve Sem falência orgânica ou complicação 
Moderadamente grave Falência orgânica transitória ( 48h) 
 
CRITÉRIOS DE BALTAZAR 
A Normal 0 
B Edema 1 
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71 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
C Borramento da gordura peripancreática 2 
D 1 coleção 3 
E ≥ 2 coleções ou gás 4 
+ 
Sem necrose 0 
 50% 6 
 
GRAVE: 
Ranson ≥ 3 
Balthazar ≥ 6 
APACHE II ≥ 8 
PCR (> 48h) > 150 
 
e. Tratamento 
Medidas gerais 
 Dieta zero – se grave: enteral / NPT logo após estabilização 
 Reposição volêmica 
 Controle eletrolítico 
 Analgesia com opioide 
 
f. Complicações 
 EDEMATOSA NECROSANTE 
 
necrosectomia se infecção, dor 
persistente ou falha nutricional 
 
 
Pseudocisto 
 
 
Evolução da necrose para WON 
*Se colangite ou icterícia 
progressiva/persistente: CPRE 
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72 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
NECROSE INFECTADA 
 Clínica: piora clínica geralmente após 7 dias 
 Diagnóstico: TC com sinal da “bolha de sabão” (gás) / punção + cultura 
 Tratamento: ATB (imipenem) + necrosectomia após 3-4 semanas 
 
 
Sinal da bolha de sabão 
Antes da alta: 
 Colecistectomia (se biliar) – leve: na mesma internação / grave: após 6 semanas 
 
PANCREATITE CRÔNICA 
a. Fisiopatologia 
Inflamação > fibrose > calcificação progressiva e irreversível > insuficiência pancreática (endócrina e exócrina) 
 
b. Etiologia 
 Alcóolica (70-80%) 
*Outras: idiopática, genética, autoimune, metabólica 
 
c. Clínica 
 Dor – “comeu, doeu” 
 Esteatorreia – ins. pancreática exócrina 
 DM – ins. pancreática endócrina 
 Icterícia, colangite – fibrose e retração 
*Amilase e lipase normais, mesmo na agudização! 
 
d. Diagnóstico 
 Biópsia – padrão-ouro 
 TC: dilatação dos ductos, calcificação e atrofia 
 USG endoscópico: microcalcificações – alterações mais precoces 
 CPRE – se for pra intervenção endoscópica 
 Teste da secretina 
 
e. Tratamento – paliativo 
 Suspender álcool e tabagismo – todos! 
 Esteatorreia: dieta pobre em gordura, fracionar refeições, enzimas pancreáticas + IBP 
 DM: hipoglicemiante ou insulina 
 Dor: analgesia escalonada 
 
Cirurgia 
 Indicação: dor refratária 
 Obrigatório: CPRE antes – avaliar ducto principal 
Dilatado: descompressão 
Não dilatado: ressecção 
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73 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Ducto principal: 
Dilatação por 
cálculos/estenose 
 CPRE (retirada de cálculos / stent na estenose) 
Refratário a CPRE com 
dilatação > 7mm 
 Descompressão cirúrgica – cirurgia de Puestow modificado/Partington-
Rochelle (pancreatojejunostomia em Y de Roux) 
*Se dilatação única: pancreatectomia segmentar 
Sem dilatação  Pancreatectomia total 
 
SÍNDROME DISFÁGICA 
a. Classificação – disfagia 
De transferência – alta De condução – baixa 
 1/3 proximal – m. esquelético 
 Engasgo – dificuldade de transferir alimento da 
boca para o esôfago 
Doenças musculares ou neurológicas (miastenia, 
polimiosite, AVC) 
*Faz parte do caso clínico 
 2/3 distais – m. liso 
 Entalo – dificuldade de transferir alimento do 
esôfago para estômago 
 Obstrução mecânica ou distúrbio motor 
*É o principal do caso clínico 
 
DISFAGIA DE CONDUÇÃO 
a. Clínica 
 Disfagia – entalo 
 Regurgitação 
 Halitose 
 Perda de peso 
 
b. Conduta 
 Esofagografia baritada – visualização indireta da luz do esôfago através de contraste ingerido 
 
c. Etiologia 
Obstrução mecânica Distúrbio motor 
 Divertículos – de Zenker 
 Anel de Schatzki 
 Tumores 
 Estenose péptica 
 Acalásia 
 Espasmo esofagiano difuso 
 Esclerodermia 
 
DIVERTÍCULOS 
▪ DIVERTÍCULO DE ZENKER 
Hipertonia do EES (m. cricofaríngeo) > expulsão de mucosa e submucosa do esôfago através do triângulo de Killian 
(região de maior fragilidade entre os músculos crico e tireofaríngeo) > divertículo hipofaríngeo/Zenker 
 
a. Características 
 Ocorre por pulsão 
 Falso (não tem camada muscular) 
 Localizado na transição faringoesofágica 
 Mais comum em idoso (> 70 anos) e à esquerda 
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74 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
b. Clínica 
 Disfagia de condução – entalo 
 Halitose 
 Regurgitação 
 Broncoaspiração de repetição 
 Massa palpável cervical 
 
c. Diagnóstico 
 Esofagografia baritada (imagem em adição) – padrão ouro 
 
d. Tratamento 
 mediastinite 
 
▪ OUTROS DIVERTÍCULOS 
a. Características 
MÉDIO-ESOFÁGICO EPIFRÊNICO 
 Verdadeiro 
 Localizado no 1/3 médio do esôfago 
 Ocorre por tração – linfonodos inflamados (ex: TB) 
ou infecções fibrosantes 
 Também pode ocorrer por pulsão – distúrbios 
motores 
 Falso 
 Localização no 1/3 distal do esôfago – 
acima do diafragma 
 Ocorre por pulsão – distúrbios motores 
 
b. Diagnóstico 
 Esofagografia baritada 
*Geralmente é assintomático 
 
c. Tratamento 
 Sintomáticos 
 > 2cm 
 
ACALÁSIA 
Destruição dos plexos mioentéricos > hipertonia do EEI (P > 35mmHg) + perda do relaxamento fisiológico do EEI + 
peristalse anormal > acúmulo de alimento > megaesôfago 
*É fator de risco para CA de esôfago! 
 
a. Classificação 
 Primária: idiopática (destruição do plexo de Auerbach) – mais comum 
 Secundária: doença de Chagas (destruição do plexo de Auerbach + Meissner) 
 
b. Clínica 
 Disfagia de condução 
 Regurgitação 
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75 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Perda de peso 
*CA de esôfago: evolução em meses, pacientes idosos, perda de peso rápida 
 
c. Diagnóstico 
 Esofagografia baritada – sinal do bico de pássaro/chama de vela 
(afilamento do contraste) 
 EDA – afastar CA 
 Esofagomanometria – padrão ouro 
 
d. Tratamento 
Classificação de Mascarenhas 
I – normal, só hipertonia 
do EEI 
 10cm Esofagectomia 
 
ANEL DE SCHATZKI 
Estreitamento laminar do corpo do esôfago 
 
a. Clínica – síndrome do steakhouse 
 Disfagia de condução intermitente – grandes pedaços de 
alimentos 
 
b. Diagnóstico 
 Esofagografia baritada 
 
c. Tratamento 
 Dilatação endoscópica 
 
d. Diagnóstico diferencial 
PLUMMER-VINSON / 
PATERSON-KELLY 
 Estreitamento laminar hipofaríngeo – mais alto 
 Associação com anemia ferropriva 
 
ESPASMO ESOFAGIANO DIFUSO 
Contrações simultâneas + vigorosas (P > 120mmHg) + longas (> 2.5 segundos) do corpo do esôfago 
 
a. Clínica 
 Disfagia 
 “Cólica esofágica”: precordialgia – dd com IAM! 
 
b. Diagnóstico 
 Esofagografia baritada –esôfago em saca-rolhas 
 Esofagomanometria com teste provocativo – contrações simultâneas 
 
c. Tratamento 
 Nitrato, BCC 
 Miotomia longitudinal – se grave/refratário 
 
Se P > 400: esôfago em quebra nozes 
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76 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
SÍNDROME DISPÉPTICA 
Dispepsia: dor epigástrica ≥ 1 mês 
*Refluxo não é dispepsia, mas confunde! 
 
RISCO DE CA: > 40 anos / sinal de alarme: perda de peso, anemia, disfagia, odinofagia 
 
> 40 anos OU sinal de alarme: 
EDA 
 testa e trata H. 
pylori > IBP > tricíclico > procinético 
 
> IBP > tricíclico > procinético 
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) 
Perda dos mecanismos antirrefluxo (relaxamento transitório do EEI, hipotonia do EEI ou hérnia de hiato) > conteúdo 
gástrico (ácido) no esôfago 
*Episódios de refluxo são normais – DRGE é caracterizada por manifestação clínica ou endoscópica 
 
 
 
a. Clínica 
Esofagiano – típicos Extra-esofagianos – atípicos 
 Pirose – queimação retroesternal 
 Regurgitação 
 
Complicações (50%): 
 Esofagite 
 Úlcera 
 Estenose péptica (dispepsia) 
 Esôfago de Barret 
 Faringite 
 Tosse crônica 
 Rouquidão 
 Broncoespasmo 
 Pneumonia 
 
b. Diagnóstico 
 Clínico 
EDA se: 
> 40-45 anos 
Sinais de alarme – anemia, odinofagia, disfagia, perda de peso 
Refratariedade 
*Alterações são vistas apenas em 50%!!!!! 
▪ ESÔFAGO DE BARRET 
 DRGE > esofagite erosiva > metaplasia intestinal (escamoso > cilíndrico) 
 Fator de risco para adenocarcinoma – lesão pré-adenocarcinomatosa! 
 Diagnóstico: EDA (vermelho-salmão) + biópsia (metaplasia intestinal, células caliciformes) 
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77 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Tratamento: IBP crônico 
 
Acompanhamento: 
Sem displasia EDA a cada 3-5 anos 
Displasia de baixo grau EDA anual / ablação endoscópica 
Displasia de alto grau – CA in situ Ablação endoscópica 
CA invasivo Esofagectomia 
 
c. Tratamento 
1) Medidas antirrefluxo 
 Perder peso 
 Elevar cabeceira 
 Deitar após 2-3h da alimentação 
 Eliminar alimentos que pessoalmente causem sintomas 
 
2) Tratamento farmacológico 
 IBP por 8 semanas, pela manhã em jejum – omeprazol 20mg, pantoprazol 40mg, esomeprazol 40mg, 
lansoprazol 30mg 
*Recorrência: IBP sob demanda ou crônico 
*Sem melhora: IBP dose dobrada (2x/dia) 
 
3) Cirurgia antirrefluxo – fundoplicatura 
Indicações: 
 Refratário à dose dobrada de IBP 
 Recorrência – alternativa ao uso crônico 
 Complicação: estenose, úlcera 
 
Exames pré-operatórios: 
 pHmetria 24h – confirmação (padrão-ouro) 
 Esofagomanometria – escolher técnica 
 
Técnicas: 
Manometria normal – a peristalse é 
normal, vai conseguir vencer a 
fundoplicatura e não gerar acalásia 
Fundoplicatura total – Nissen 
Manometria com p barreira mucosa 
 COX-2: do mal > inflamação 
 
AINE não seletivo: inibe COX-1 e COX-2 
AINE seletivo (coxibe): inibe COX-2 
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78 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
b. Fisiopatologia 
Facilitadores 
AINEs Inibição da COX-1 > diminui produção de prostaglandinas > diminui barreira gástrica 
H. pylori 
1) Infecção do antro > destrói células D > diminui somatostatina e aumenta gastrina > 
hipercloridria 
2) Infecção disseminada > destrói todas as células > hipocloridria + diminui barreira gástrica 
 
c. Clínica 
GÁSTRICA DUODENAL 
Dispepsia piora com alimentação 
Dispepsia piora 2-3h após alimentação e à noite 
*Mais comum 
 
Posterior: sangramento 
Anterior: perfuração 
 
d. Diagnóstico 
 40 anos ou sinal de alarme: EDA – se gástrica: + biópsia + controle de cura (nova EDA após 8-12 semanas) 
 
SEMPRE PESQUISAR H. PYLORI 
Fez EDA: teste rápido da urease / histologia 
Não fez EDA: urease respiratória / antígeno fecal / sorologia 
 
e. Classificação 
HIPERCLORIDRIA 
Duodenal - 
Gástrica tipo II Corpo gástrico 
Gástrica tipo III Pré-pilórica 
HIPOCLORIDRIA 
Gástrica tipo I Pequena curvatura baixa 
Gástrica tipo IV Pequena curvatura alta 
 
 
f. Tratamento 
1) Farmacológico 
 IBP por 4-8 semanas 
 Suspender AINEs 
 Tratar H. pylori: Claritromicina 500mg 12/12h + Amoxicilina 1g 12/12h + Omeprazol 20mg 12/12h por 14 
dias – diminui recorrência! 
 
CONTROLE DE CURA 
Úlcera gástrica: nova EDA após 8-12 semanas 
H. pylori: 4 semanas após término do tratamento – NÃO serve sorologia (fica positivo pra sempre)! 
 
 
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79 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
2) Cirúrgico 
Indicações: 
 Refratário 
 Recidiva 
 Perfuração 
 Hemorragia refratária 
 Obstrução 
 
Regras: 
 Se hipercloridria: vagotomia + antrectomia 
 Se gástrica: retirar a úlcera (CA?) 
 
Duodenal 
 Vagotomia troncular + antrectomia (mais complicações, menos recidiva) 
 Vagotomia troncular + piloroplastia 
 Vagotomia superseletiva/gástrica proximal (menos complicações, mais recidiva) 
Gástrica I  Gastrectomia distal/antrectomia + reconstrução a BI 
Gástrica II, III  Vagotomia troncular + gastrectomia distal/antrectomia + reconstrução a BI/BII 
Gástrica IV  Gastrectomia subtotal + Y de Roux 
 
 
 
 
 
 
 
INDICAÇÕES DE TRATAMENTO DO H. PYLORI: 
Absolutas: 
 Dispepsia 
 Úlcera péptica 
 Linfoma MALT 
 
Outras: 
 HF 1º grau / HP de CA de estômago 
 Lesões pré-neoplásicas (Barret, gastrite atrófica) 
 Anemia ferropriva inexplicada 
 Deficiência de B12 
 PTI 
 Uso crônico de AINE 
Vagotomia troncular: o nervo vago emite um ramo que controla o 
relaxamento pilórico para o esvaziamento gástrico – com a vagotomia 
troncular, o piloro não relaxa, por isso tem que fazer junto a piloroplastia 
Billroth I: gastroduodenostomia (“junta o que sobrou”) 
Billroth II: gastrojejunostomia + alça aferente (recebe 
secreção pancreática, biliar) 
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80 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Complicações: 
▪ SÍNDROME DE DUMPING 
 Ausência de piloro > perde a barreira/freio do piloro > alimento vai direto pro duodeno 
 Mais comum em BII 
 Tratamento: medidas dietéticas – fracionar refeições, deitar após as refeições 
 
Precoce 
 15-30min após alimentação 
 Problema mecânico: rápido esvaziamento gástrico pós-prandial > distensão intestinal 
(sintomas gastrointestinais + vasomotores) 
 Dor, náusea, diarreia + taquicardia, palpitação, rubor 
Tardia 
 1-3h após a alimentação 
 Problema hormonal: rápida elevação da glicose > hiperinsulinemia > hipoglicemia 
(alimento acaba e insulina continua alta) 
 Tontura, confusão mental, taquicardia, sudorese 
 
▪ GASTRITE ALCALINA Ausência de piloro > refluxo biliar e pancreático para o estomago > gastrite 
 Mais comum em BII 
 Dor abdominal contínua em queimação, vômitos biliosos que não aliviam a dor 
 Tratamento: Y de Roux 
 
▪ SÍNDROME DA ALÇA AFERENTE 
 Angulação da alça aferente > semi-obstrução > acúmulo de secreção pancreática e biliar > distensão > 
aumento da pressão dentro da alça > vômitos biliosos em jato 
 Só ocorre em BII 
 Dor abdominal que piora com alimentação, vômitos biliosos em jato que aliviam a dor 
 Tratamento: Y de Roux 
 
ESOFAGITE 
EOSINOFÍLICA 
 Disfagia, impactação, dor torácica, pirose 
 DRGE refratária ao tratamento 
 EDA: anéis, estenoses, sulcos lineares 
 Tratamento: dieta + corticoide tópico 
ZOLLINGER-ELLISON 
(GASTRINOMA) 
 Úlcera péptica refratária + diarreia + sem AINE, sem H. pylori 
 Associada a NEM1 – melhor prognóstico 
 Gastrina > 1.000 + pH 10 ANOS Vacina Vacina* 
 24h – 
20% 
 Sepse 
 TEP 
 Disfunção de múltiplos órgãos 
Bom atendimento médico 
 
▪ TRIAGEM 
Número de vítimas capacidade de atendimento Maior chance de sobrevida 
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83 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
▪ ÍNDICES DE TRAUMA – avalia a probabilidade de sobrevida 
TRAUMA SCORE – TS 
 Glasgow 
 FR 
 Esforço respiratório 
 PAS 
 Enchimento capilar 
- 
REVISED TRAUMA SCORE – RTS 
*Score fisiológico 
 Glasgow 
 FR 
 PAS 
Avalia mortalidade precoce 
INJURY SEVERITY SCORE – ISS 
*Score anatômico 
Baseado no AIS – avalia gravidade 
das lesões: 
 Exame físico 
 Exame radiológico 
 Cirurgia 
 Autópsia 
Avalia mortalidade tardia 
TRAUMA AND INJURY SEVERITY 
SCORE – TRISS 
*Colégio Americano de Cirurgiões 
RTS + ISS + idade ≤ 54 + mecanismo 
do trauma 
- 
 
Garantir a sua segurança – cena segura? 
 
A – COLUNA CERVICAL + VIA AÉREA 
▪ ESTABILIZAR A COLUNA CERVICAL 
 Colar + prancha + coxim 
*Retirar se: sem dor espontânea + à palpação + à mobilização + paciente consciente 
 
▪ VIA AÉREA – fonação preservada? 
 Pérvia: oferecer O2 (MAF 10-12 l/min) 
 Não: afastar corpo estranho / queda de base de língua (Jaw-Thrust) > via aérea artificial 
 
Indicações de VA artificial: 
 Apneia 
 Proteção de VA – vômitos, sangramento de face, queimadura de face/VA 
 Hematoma cervical pulsátil/expansão – rouquidão 
 Incapacidade de manter oxigenação 
 TCE grave (Glasgow ≤ 8) 
 
Tipos: 
DEFINITIVA – 
protege VA (balonete na traqueia) 
 Intubação orotraqueal 
 Intubação nasotraqueal – pct consciente 
 Cricotireoidostomia cirúrgica 
 Traqueostomia 
TEMPORÁRIA – 
não protege VA 
 Cricotireoidostomia por punção 
 Máscara laríngea 
 Combitubo 
 
IOT – SEQUÊNCIA RÁPIDA 
 Etomidato (0.3mg/kg) + Succinilcolina (1mg/kg) 
 Manobra de Sellick (compressão da cartilagem cricoide) – diminui risco de broncoaspiração, mas dificulta a 
visualização 
 Avaliação do tubo – visualização direta + exame físico + capnografia + RX de tórax 
*Cormack-Lehane, Mallampati e LEMON 
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84 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
SE NÃO CONSEGUE 
INTUBAR 
MÁSCARA LARÍNGEA – temporária 
 Não precisa de laringoscopia 
 
COMBITUBO – temporária 
 Intuba o esôfago 
 Acesso às cegas 
SE NÃO TEM OU 
QUER DEFINITIVA 
CRICOTIREOIDOSTOMIA CIRÚRGICA – definitiva 
 Acesso pela membrana cricotireoidea 
 
CRICOTIREOIDOSTOMIA POR PUNÇÃO – temporária 
 tenta IOT, faz TQT se não conseguir 
 
B – RESPIRAÇÃO 
 Oferecer O2 (10-12L/min) 
 Exame respiratório 
 OxímetroE – endocrinopatia (hipogonadismo) 
M – monoclonal gamopatia 
S – alterações cutâneas (hiperpigmentação) 
*As lesões ósseas são blásticas! 
MACROGLOBULINEMIA DE WALDENSTROM 
 MO ocupada por linfócitos plasmocitoides produtores de IgM 
 Linfonodomegalia + hepatoesplenomegalia + síndrome da 
hiperviscosidade + crioglobulinemia 
 Tratamento: Rituximab +/- plasmaférese 
 
c. Classificação 
IgG Mais comum, melhor prognóstico 
IgD Pior prognóstico 
IgA - 
Cadeia leve - 
*Não tem aumento de IgM! 
 
d. Estadiamento – ISS 
 B2-microglobulina – principal fator prognóstico 
 
e. Tratamento 
 QT – RVP (lenalinomida, bortezomib, dexametasona) 
 Transplante autólogo de MO – 6 
*Urease converte amônio em amônia, que é uma base 
ÁCIDO ÚRICO – 
5-10% 
 Hiperuricosúria – pH 1cm 
 Refratário 
 Recorrente 
 Obstrução com insuficiência renal 
 Cálculo coraliforme 
*Se ácido úrico: tentar conservador antes 
▪ LECO 
 Proximal + 2cm 
 Proximal + densidade > 1.000UH 
 Polo renal inferior 
 Cálculo coraliforme 
 
▪ URETEROSCOPIA 
 Ureter médio/distal 
 
▪ LITÍASE COMPLICADA – litíase + pielonefrite ou IR obstrutiva (IRA) 
Desobstrução imediata 
 Nefrostomia percutânea 
 Cateter duplo J ureteral 
 
2) CRÔNICO 
 Estimular ingesta hídrica 
 
OXALATO DE CÁLCIO 
 Restrição de sódio e proteína 
 Tiazídico – se refratário 
*Não restringir cálcio!!!! – aumenta absorção intestinal de oxalato 
ESTRUVITA 
 Tratar infecção 
 Ácido aceto-hidroxâmico – inibidor da urease 
ÁCIDO ÚRICO 
 Restrição de purinas 
 Citrato de potássio – alcaliniza a urina 
 Alopurinol 
 
URGÊNCIAS UROLÓGICAS 
TORÇÃO TESTICULAR 
– 12-18 anos 
 Testículo horizontalizado (sinal de Angel) 
 Reflexo cremastérico ausente 
 Doppler: ausência de fluxo 
 Tratamento: orquidopexia bilateral 
ORQUIEPIDIDIMITE 
 Dor melhora com elevação manual do testículo (sinal de Prehn) 
 Reflexo cremastérico presente 
 Doppler: fluxo aumentado 
 Tratamento: cultura + biópsia 
DII / Gastrectomia: 
disabsorção > vitaminas lipossolúveis ligam-se ao 
cálcio > sobra oxalato > mais oxalato é absorvido > 
mais oxalato na urina > oxalato se liga ao cálcio > 
oxalato de cálcio 
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8 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
PRIAPISMO 
Alto fluxo (não-isquêmico, tipo 1) 
 Causas: fístula arterio-cavernosa após trauma pélvico 
 Ausência de dor 
 Resolução espontânea 
 
Baixo fluxo (isquêmico, tipo 2) – mais comum 
 Causas: anemia falciforme, CA, cocaína 
 Tratamento: lavagem cavernosa com SF 0.9% / injeção de 
adrenalina, efedrina 
 
ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS 
CIRURGIA BARIÁTRICA 
Fisiologia 
Anorexígenos Orexígenos 
 Leptina – adipócito 
 CCK, GLP-1, PYY – intestino 
 Grelina – estômago (fundo e corpo) 
 
Obesidade: dificuldade de induzir a saciedade – aumenta grelina, diminui leptina / CCK / GLP-1 / PYY 
 
CLASSIFICAÇÃO 
25-29.9 Sobrepeso 
30-34.5 Obesidade grau I 
35-39.9 Obesidade grau II 
≥ 40 Obesidade grau III 
≥ 50 Super-obeso 
≥ 60 Super-superobeso 
 
Indicações de cirurgia: 
IMC > 40 
> 18 anos ou 16 com autorização 
IMC ≥ 35 + comorbidade 
IMC ≥ 30 + DM2 grave > 30 anos 
 
É obrigatório: 
 Refratário à 2 anos de tratamento clínico – endocrinologia, nutricionista 
 Controlar drogas e etilismo, distúrbios psiquiátricos 
 Plena compreensão da cirurgia 
 
Técnicas 
BANDA GÁSTRICA AJUSTÁVEL 
 Restritiva 
 Anel regulável na JEG 
 Complicações: deslocamento do anel, reganho de peso 
SLEEVE 
 Restritiva + hormonal 
 Gastrectomia vertical – retira a parte do estomago que produz grelina 
 Complicações: fístula do ângulo de His, DRGE 
BYPASS GÁSTRICO EM Y DE 
ROUX 
 Restritiva + disabsortiva – mista restritiva 
 Pouch gástrico (restritivo) + Y de Roux (disabsortivo) 
 Complicações: deiscência de anastomose (gastrojejunal não tem bile, 
jejunojejunal tem bile), hérnia de Petersen (interna, obstrução 
intestinal), deficiência de ferro / B12 / B1 
SCORPINARO 
 Disabsortiva + restritiva – mista disabsortiva 
 Gastrectomia horizontal (tira o piloro e com canal comum muito 
curto) + colecistectomia 
 Complicações: + desnutrição proteica, úlcera de anastomose 
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9 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
SWITCH-DUODENAL 
 Disabsortiva + restritiva – mista disabsortiva 
 Gastrectomia vertical (deixa piloro e tem canal comum mais longo) + 
colecistectomia + apendicectomia 
 Complicações: + desnutrição proteica 
*Independente da técnica, todos necessitam de controle e eventual reposição de vitaminas e cálcio 
 
DRGE, DM Y de Roux 
Deficiência nutricional prévia / 
tumor gástrico 
Sleeve 
 
 
COMPLICAÇÕES PÓS-BARIÁTRICA 
SLEEVE  Fístula de His 
BGYR 
 Fístula alimentar (gastrojejunal) / biliar (jejunojejunal) 
 Coledocolitíase 
 Hérnia de Petersen 
 Obstrução – sem vômitos: alça biliopancreática 
TODAS 
 Estenose 
 Hemorragia 
 Reganho de peso 
 Intolerância alimentar 
 Deficiências vitamínicas 
 
Estenose 
 EDA / esofagografia > dilatação com balão 
*Se falha: transformar Sleeve em Y de Roux 
Fístula 
 Precoce ( 6 semanas): septotomia + dilatação 
Coledocolitíase 
no BGYR 
 CVL + exploração de via biliar + dreno de Kehr 
Reganho de peso  EDA / esofagografia > plasma de argônio (reduzir lumen) 
 
VASCULAR 
ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL 
Aneurisma: dilatação > 50% do diâmetro (geralmente > 3cm) – diferente de ectasia 
 
a. Classificação 
 Fusiforme – mais comum 
 Sacular 
 
b. Etiologia 
 Degenerativo (aterosclerose) 
 
c. Localização 
I – INFRARRENAL (mais comum) Segmento livre abaixo das artérias renais 
II – JUSTARRENAL Imediatamente após a emergência das artérias renais 
Verdadeiro: contém todas as camadas 
Pseudoaneurisma: hematoma pulsátil não 
contido por todas as camadas 
 
10 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
III – PARARRENAL Engloba a emergência das artérias renais 
IV – TORACOABDOMINAIS Acima e abaixo da emergência das artérias renais 
 
d. Fatores de risco 
Formação Expansão / Ruptura 
 Tabagismo – principal 
 Sexo masculinode pulso 
 
TRAUMA DE TÓRAX 
PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO 
a. Clínica – componente ventilatório + hemodinâmico 
 MVF diminuído/abolido 
 Hipertimpanismo 
 Desvio contralateral da traqueia 
 Turgência jugular 
 Hipotensão – choque obstrutivo 
 
b. Diagnóstico 
 Clínico! 
*Pode usar FAST, se de fácil acesso – sinal do código de barra, ausência de 
deslizamento pleural 
 
c. Tratamento 
Imediato 
Toracocentese de alívio – 
adultos: 4º e 5º EIC anterior a LAM / criança: 2º EIC na linha hemiclavicular 
Definitivo Drenagem em selo d’água (toracostomia) – 5º EIC anterior a LAM 
 
Drenou e não melhorou: 
▪ LESÃO DE GRANDE VIA AÉREA 
 Diagnóstico: broncoscopia 
 Conduta imediata: IOT seletiva / 2º dreno 
 Conduta definitiva: toracotomia 
 
PNEUMOTÓRAX ABERTO – lesão ≥ 2/3 da traqueia 
a. Clínica 
 Dispneia 
 Ferida soprante 
 MVF diminuído 
Principal causa: barotrauma por VM 
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85 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
*Pode evoluir para pneumotórax hipertensivo 
 
b. Tratamento 
Imediata Curativo em 3 pontas 
Definitiva Drenagem em selo d’água (toracostomia) – 5º EIC anterior a LAM 
 
TÓRAX INSTÁVEL E CONTUSÃO PULMONAR – fraturas em ≥ 2 arcos costais consecutivos em pelo menos 2 pontos 
a. Clínica 
 Dor 
 Respiração paradoxal 
 
b. Tratamento 
 Suporte: analgesia + O2 
 
CONTUSÃO PULMONAR 
 RX com consolidações – altera > 24-48h 
 Tratamento: analgesia + O2 + oximetria e gasometria > IOT + VM se hipoxemia (paO2 10mmHg na inspiração 
 Sinal de Kussmaul – piora da turgência jugular na inspiração 
 
b. Diagnóstico 
 Clínica + FAST 
 
c. Tratamento 
Imediata Pericardiocentese (15-20ml) 
Definitiva Toracotomia + reparo da lesão 
*Pode ir direto para toracotomia 
 
LESÃO DE AORTA – ao nível do ligamento arterioso 
a. Clínica 
 Discrepância entre os pulsos dos MMSS e MMII 
*Se história compatível: investigar! – ex: fratura de esterno, fratura de 1º e 2º arcos costais 
 
O que gera insuficiência respiratória é a 
dor e a contusão pulmonar – 
e não a respiração paradoxal 
Maciço: 
 Drenagem > 1500ml 
 > 200-300ml em 2-4h 
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86 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
b. Diagnóstico 
 RX: alargamento do mediastino (> 8cm), perda do contorno aórtico, 
desvio da traqueia/TOT para direita 
 AngioTC / aortografia – confirma 
 
c. Tratamento 
 Tratar outras lesões – fica estável por 24h 
 Manter FC 40% / > 2000ml 
PA Normal Normal Hipotensão Hipotensão 
FC 100 > 120 > 140 
Sangue Não Não Sim Sim (maciço) 
 
▪ REPOSIÇÃO VOLÊMICA 
 2 acessos periféricos – se não conseguiu: veia central, dissecção de safena, intra-ósseo 
 RL ou SF 0.9% aquecido 
 Adulto: 1000ml / Criança: 20ml/kg – não melhorou: hemoderivados 
 
▪ ÁCIDO TRANEXÂMICO 
 Antifibrinolítico – inibe a plasmina, responsável pela fibrinólise (avaliado pelo tromboelastograma) 
 Indicações: sangramento não compressível 
 1ª dose nas primeiras 3h e dose de reforço em 8h 
 
▪ AVALIAR PERFUSÃO 
 Diurese: > 0.5ml/kg/h (adultos), > 1ml/kg/h (crianças) 
 Sonda vesical – contraindicações: sangue no meato uretral, retenção urinária, hematoma perineal, fratura 
de pelve > afastar lesão de uretra: uretrocistografia retrógrada 
 
HIPOTENSÃO PERMISSIVA – reanimação de controle de danos 
 Manter PA mínima (PAS 90 / PAM 65) para garantir a perfusão, sem aumentar sangramento 
 Contraindicação: TCE, TRM 
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87 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
TRANSFUSÃO MACIÇA 
 > 10U/24h ou > 4U/1h 
 1 CH : 1 P : 1 CP 
 Sangue O negativo até a tipagem 
 Indicações: classe IV, ABC ≥ 2pts 
 
TRAUMA DE ABDOME 
CONTUSO PENETRANTE 
Baço 
PAB: Fígado 
PAF: Intestino delgado 
Exames 
TC – 
estável 
 Avalia lesões específicas (determina o grau) e o retroperitônio 
 Exige estabilidade hemodinâmica 
 Não é ideal para: vísceras ocas, diafragma 
VIDEOLAPAROSCOPIA – 
estável 
Indicações: 
 Lesão toracoabdominal 
 Lesão do diafragma – laparatomia (rafia!) 
 Dúvida 
LAVADO PERITONEAL 
DIAGNÓSTICO (LPD) – 
instável 
 Mais sensível para identificar sangue 
 Feito à beira do leito 
 
Aspirado inicial: 
 ≥ 10ml de sangue 
 Conteúdo TGI 
 
Pós-lavado: 
 Gram + 
 Hemácias > 100.000 
 Leucócitos > 500 
 Bile / fibras alimentares 
FAST – 
instável 
 Identifica líquido livre (anecoica) – no trauma: sangue! 
 Feito à beira do leito 
 
Onde procurar: 
 Saco pericárdico 
 Hepatorrenal 
 Esplenorrenal 
 Suprapúbico 
*E-FAST: + Tórax (avalia hemo/pneumotórax) 
 
 
Quando indicar o tratamento conservador? 
Abdome não é cirúrgico 
Estabilidade hemodinâmica 
Lugar com CTI 
Capacidade de intervenção imediata – cirurgia, angioembolização 
 
Quando indicar a laparotomia? 
PENETRANTE CONTUSO 
 Choque 
 Evisceração 
 Peritonite 
 Peritonite 
 Retro/pneumoperitônio 
 
ABC 
Penetrante 
FAST + 
PAS ≤ 90 
FC ≥ 120 
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88 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
PENETRANTE NÃO CIRÚRGICO – não tem choque, peritonite ou evisceração 
PAF 
PAREDE ANTERIOR: Laparotomia 
FLANCO / DORSO: TC (se estável) 
PAB 
1) EXPLORAÇÃO DIGITAL DA FERIDA 
 Negativo: sutura + alta 
 Positivo / Duvidoso: observação 24h + exame físico + Hb 8/8h 
 
2) ALTERAÇÃO? 
 Não: reiniciar dieta + alta 
 Sim: 
 Virou cirúrgico: laparotomia 
 Leucocitose / Queda da Hb > 3: TC/FAST/LPD > positivo > laparotomia 
 
CONTUSO NÃO CIRÚRGICO – não tem peritonite ou retro/pneumoperitônio 
ESTÁVEL TC PARA AVALIAR GRAU DAS LESÕES (+/- FAST antes) 
*FAST positivo NÃO contraindica TC!!!! 
INSTÁVELNÃO POLITRAUMA: Laparotomia 
POLITRAUMA: FAST/LPD > positivo > laparotomia 
 
BAÇO 
Sinal de Kehr: dor referida na região infra-
escapular 
 Lesão grau IV – desvascularização > ¼ 
 Lesão grau V – pulverização 
 
Rafia ou esplenectomia parcial/total 
FÍGADO 
 Lesão grau VI – avulsão 
 
1) Rafia, clipe cirúrgico, hemostático tópico ou 
ressecção segmentar 
2) Manobra de Pringle (clampeamento do 
ligamento hepatoduodenal) 
3) Compressão – sangramento é da VCI ou veias 
hepáticas 
DUODENO – 
retroperitoneal 
Laceração: dor lombar que irradia para 
escroto, crepitação ao toque retal + RX com 
retropneumoperitônio (ar delimita rins) 
Contusão: guidon da bike ou coice, náuseas 
e vômitos + RX com empilhamento de 
moedas 
 Laceração 
DELGADO / 
MESENTÉRIO 
Sinal do cinto de segurança + TC/FAST com 
líquido livre 
 50% da circunferência: ressecção + 
anastomose 
GROSSO *Transverso é o mais afetado! 
Estável: ressecção + anastomose +/- ostomia 
protetora 
Instável: Hartmann 
RETO Raro – protegido pela pelve 
Terço distal / Face lateral / Face posterior 
(extraperitoneal): colostomia de proteção + 
dreno 
URETRA* 
Queda a cavaleiro (anterior – peniana, 
bulbar) ou fratura de pelve (posterior – 
membranosa, prostática) + 
uretrorragia, retenção vesical, bexigoma 
 
*Uretrografia retrógrada 
 Cistostomia 
*NÃO SONDAR! 
BEXIGA* 
Hematúria 
Trauma direto: intraperitoneal > líquido 
livre, peritonite! 
Fratura de pelve: extraperitoneal 
Intraperitoneal: lapatoromia 
Extraperitoneal: sondagem por 10-14 dias 
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89 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
RIM 
Hematúria, fratura de arcos costais 
posteriores 
 Hematoma pulsátil / em expansão 
(>25mm) 
 Extravasamento de contraste 
*Lesão de sistema coletor / de vasos renais: grau IV 
 
Angioembolização ou nefrectomia 
 
▪ HEMATOMAS RETROPERITONEAIS 
 Trauma penetrante / Contuso em zona 1: laparotomia! 
 
▪ CIRURGIA PARA CONTROLE DE DANOS – evitar a tríade letal: hipotermia + 
coagulopatia + acidose 
1) Cirurgia inicial breve: controle da hemorragia e lesões grosseiras + 
peritoneostomia 
2) Reanimação em CTI (24-72h): controle da hipotermia, DHE e distúrbios 
hemorrágicos 
3) Cirurgia definitiva: reparo definitivo 
 
▪ SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL (SCA) 
 PIA ≥ 21 + consequências (IRPa, IRA, hipotensão, HIC) 
 Tratamento: 
Grau III (21-25): conservador – posição supina, reposição com cautela, 
drenagem de coleções, analgesia e sedação 
Grau IV (> 25): + descompressão 
 
FRATURA DE PELVE 
a. Clínica 
 Discrepância dos MMII 
 Rotação lateral dos MMII 
 Hematoma em região perineal 
 Uretrorragia 
 Dor e crepitação 
*Fratura em livro aberto: sangramento venoso 
 
b. Tratamento 
 Amarrar a pelve (ao nível do trocanter maior) 
Melhorou? 
- Sim: cirurgia ortopédica (fixação externa) 
- Não: FAST > sangue intraperitoneal (= lesão abdominal)? 
Não: sangramento da pelve arterial > angioembolização (estável) / packing pré-peritoneal 
Sim: laparotomia 
 
D – DISFUNÇÃO NEUROLÓGICA 
 Glasgow 
 Pupilas – miose (1), normal (2), midríase (3) 
 Déficit focal 
 
TCE 
GLASGOW – 3 a 15 
ABERTURA OCULAR 
1 – Ausente 
2 – À pressão 
3 – Ao chamado 
4 – Espontâneo 
Normal 5-7 
HIA I 12-15 
HIA II 16-20 
HIA III 21-25 
HIA IV > 25 
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SANGRAMENTO DE PELVIS E RETROPERITONEAL 
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SE SANGRAMENTO VENOSO ULTILIZAR TAMPONAMENTO COM GASAS NO RETROPERITONEO 
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Realce
 
90 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
RESPOSTA VERBAL 
1 – Ausente 
2 – Sons incompreensíveis 
3 – Palavras inapropriadas 
4 – Confuso 
5 – Orientado 
RESPOSTA MOTORA 
1 – Ausente 
2 – Extensão (descerebra) 
3 – Flexão anormal (decortica) 
4 – Flexão normal (movimento inespecífico) 
5 – Localiza 
6 – Obedece comandos 
*Melhor resposta! 
GLASGOW-P (ECG – RP) – 1 a 15 
Ambas reagem 0 
1 reage -1 
Nenhuma reage -2 
 
TCE LEVE – 13-15 
Observação 
 
Indicações de TC: 
 Glasgow 2) 
 > 65 anos 
 Uso de anticoagulantes 
 Perda da consciência prolongada 
 Amnésia retrógrada 
 Mecanismo perigoso de trauma: ejeção do veículo, atropelamento, 
queda > 5 degraus ou 0.9m ( 2a), vítima fatal 
TCE MODERADO – 9-12 
TC + avaliação neurocirúrgica + reavaliação seriada + 
nova TC após 24h se piora ou alteração na TC inicial 
TCE GRAVE – ≤ 8 
+ IOT + cateter de PIC + manter PPC > 70 (PPC = PAM – PIC) 
 
Medidas: 
 PAS > 100 (50-69 anos) ou > 110 
 Cabeceira elevada (30-45 graus) 
 Drenagem liquórica 
 Osmoterapia com manitol (se normotenso) ou salina hipertônica (se 
hipotenso) 
 Hiperventilação leve e transitória – se refratário 
*Corticoide e hipotermia não melhoram prognóstico! 
 
LESÃO CEREBRAL DIFUSA – lesão por desaceleração 
▪ CONCUSSÃO – “nocaute” 
 Perda súbita da consciência transitória ( 5mm 
 
 
 
E – EXPOSIÇÃO + CONTROLE DO AMBIENTE 
 Expor todo o paciente + prevenir hipotermia 
 
X-ABCDE (PHTLS) – atendimento pré-hospitalar 
Se exsanguinante: primeiro comprime 
 
TRAUMA DE PESCOÇO 
Instável, sangramento ativo, hematoma expansivo, enfisema subcutâneo? 
Sim: cirurgia 
Não: penetrou platisma? > sim > cirurgia 
TRAUMA DE FACE – 
não é urgência! 
 LeFort I: separa os dentes do osso maxilar (disjunção dentoalveolar) 
 LeFort II: separa o osso nasal + maxilar do osso frontal 
 LeFort III: linha de fratura passa dentro da órbita 
 
 
 
 
 
 
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PRIMEIRO PACIENTE TEM UMA CONCUSÃO E APAGA DEPOIS O HEMATOMA AUMENTA E CAUSA DESCENSO DO SNC NOVAMENTE Idade avançada 
 Raça branca 
 HF + 
 Hipercolesterolemia 
 HAS 
 DPOC 
*DM NÃO É FR! 
 Tabagismo 
 Sexo feminino 
 Diâmetro inicial, crescimento rápido 
 HAS 
 Transplante renal / cardíaco 
 VEF1 diminuído 
 Sacular 
 
Fatores de proteção 
 DM 
 Sexo feminino 
 Negros 
 
e. Diagnóstico 
USG 
 Rastreio, diagnóstico e seguimento 
 Avalia diâmetro transverso e longitudinal 
 Não avalia ruptura! 
AngioTC 
 Mais preciso para delinear a anatomia e o diâmetro 
 Classifica 
 Avalia trombos e calcificações 
AngioRM 
 Ausência de radiação e contraste iodado 
 Não identifica calcificações 
Arteriografia 
 Avalia acometimento de outros vasos 
 Padrão-ouro, mas muito invasivo 
 Não identifica trombos 
 
 
 
f. Rastreamento – USG 
2.5-2.9 cm 5 anos 
3.0-3.4 cm 3 anos 
3.5-4.4 cm 1 ano 
4.5-5.4 cm 6/6m 
≥ 5.5 cm Cirurgia eletiva 
g. Tratamento 
▪ CLÍNICO 
 Seguimento com USG 
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11 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Suspender tabagismo – principal, diminui expansão! 
 Controle da HAS e dislipidemia – diminui RCV, mas não a expansão! 
 
▪ CIRÚRGICO 
Indicações: 
 Diâmetro transverso ≥ 5.5 cm 
 Sacular 
 Aumento > 0.5cm/6m ou 1cm/1ano 
 Sintomático 
 Complicações – infecção, embolização 
 
Reparo aberto Reparo endovascular 
 Complicações: IAM, IRA 
Indicações: 
 Comorbidades (alto risco cirúrgico) + anatomia 
favorável 
 Vantagem no pós-operatório imediato, mas 
resultados semelhantes a médio/longo prazo 
 Complicações: sítio de punção (hematoma, 
pseudoaneurisma), endoleak 
 
Endoleak: 
 Principal causa de falha no reparo endovascular 
 Vazamento de sangue entre a prótese e a parede do aneurisma 
 
I – Falha na vedação proximal (A) ou distal (B) Tratamento imediato 
II – Enchimento retrógrado (lombares ou AMI) – mais comum Se dilatação: embolização 
III – Falha de 1 componente ou na vedação entre eles Tratamento imediato 
IV – Vazamento pelos poros da prótese Auto-limitado 
V – Dilatação, sem vazamento Auto-limitado 
 
RUPTURA DO ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL 
 Clínica: massa pulsátil + dor abdominal + hipotensão – presente em 1/3 dos casos 
 Diagnóstico: angio-TC (estável) 
 Tratamento: endovascular (estável + anatomia favorável) / balão intra-aórtico > endovascular (instável) 
*Cirurgia aberta se: sem controle do sangramento, anatomia desfavorável, sangramento após a endoprótese 
 
 
 
DISSECÇÃO DE AORTA 
Rasgo na íntima, formando um falso lúmen da média 
 
a. Fatores de risco 
 HAS – principal! 
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12 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Aterosclerose 
 Cocaína e crack 
 Atividade física extenuante 
 Síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos 
 Valva aórtica bicúspide, coartação de aorta, sd de Turner 
 Gestação 
 
 
b. Classificação 
Stanford 
A) Ascendente 
B) Não pega ascendente 
DeBakey 
I) Ascendente + Descendente 
II) Ascendente 
III) Descendente (a. só torácica, b. torácica + abdominal) 
A = I, II / B = III 
 
 
c. Clínica 
 A: dor torácica, náuseas, sudorese 
 B: dor em região toracodorsal 
 
d. Diagnóstico 
 Estável: angioTC 
 Instável: eco transtorácico 
 
e. Tratamento 
 UTI + analgesia por opioide 
 BB +/- Nitroprussiato de sódio – manter FC bifurcação das ilíacas > 
aorta 
 Quadro clínico catastrófico e exuberante 
 Claudicação prévia 
 Evolução da DAP (aterosclerose) 
 Quadro clínico brando – colaterais 
 
b. Clínica – 6Ps 
 Pain 
 Palidez 
 Parestesia 
 Pulsos diminuídos – PODE ter pulso normal!!! 
 Paralisia 
 Poiquilotermia – diferença de temperatura 
 
c. Tratamento 
 Proteção térmica (algodão ortopédico) 
 Heparinização 
Rutheford 
I – Viável, sem ameaça 
Arteriografia + trombolítico Trombose 
IIA – Ameaça reversível com tratamento 
IIB – Ameaça reversível com tratamento IMEDIATO Embolectomia (Fogarty) 
Embolia 
III – Irreversível (rigidez, anestesia, paralisia!) Amputação 
 
INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA 
Varizes dos MMII 
a. Fatores de risco 
 > 50 anos 
 Sexo feminino 
 Postura durante atividade profissional 
 TVP 
 
b. Clínica – maioria assintomático 
 Dor e sensação de peso 
 Prurido 
 Alterações cutâneas: telangiectasias, veias reticulares 
 Úlceras – áreas com alterações tróficas, acima do maléolo medial, única, fundo plano, secretante (úmida) 
 Tromboflebite e erisipela de repetição 
 
c. Classificação – CEAP (clínica, etiologia, anatomia, fisiopatologia) 
C0 Sem sinais visíveis 
C1 Telangiectasias ou veias reticulares 
C2 Varizes 
C3 Varizes + edema 
C4 a) Hiperpigmentação ou eczema b) Lipodermatoesclerose 
C5 Úlcera cicatrizada 
C6 Úlcera ativa 
S: sintomático / A: assintomático 
d. Tratamento 
▪ CLÍNICO 
 Elevação do membro 
 Deambulação, atividade física 
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15 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Meias de compressão (20-30mmHg) - > 40mmHg se recorrência 
 
▪ INTERVENÇÃO 
C1 Escleroterapia / Laser 
C2 Cirurgia 
C3, C4 Meias elásticas / Cirurgia 
C5 Cirurgia na insuficiência superficial / Meias elásticas (> 40mmHg) 
C6 Curativo / Avaliar cirurgia 
 
Úlceras 
ARTERIAL VENOSA 
 Sem edema 
 Pulso ausente 
 Seca 
 Melhora com membro pendente 
 Região distal (dedos) 
 Claudicação intermitente 
 Edema 
 Pulso presente 
 Úmida 
 Melhora com membro em elevação 
 Quente 
 Acima do maléolo medial 
 
 
 
CIRURGIA PEDIÁTRICA 
CERVICAL 
CISTO TIREOGLOSSO 
 Causa: persistência do forame cego 
 Massa indolor, móvel à deglutição e protrusão da língua, na linha média 
 Tratamento: cirurgia de Sistrunk 
CISTO BRANQUIAL 
 Cisto na borda anterior do ECM, no ângulo da mandíbula Tratamento: excisão 
 
PAREDE ABDOMINAL 
ONFALOCELE 
 Umbilical, alças recobertas por membrana 
 Associado a outras malformações  Parto cesárea 
 SNG + hidratação + ATB + 
proteger conteúdo + cirurgia GASTROSQUISE 
 Paraumbilical (mais comum à direita), 
alças expostas 
 Relação com atresia intestinal 
 
DIGESTÓRIO 
ATRESIA DE 
ESÔFAGO 
 Sialorreia, engasgo, distensão (se fístula), SNG que não passa 
 HP de polidrâmnio 
 Associada a outras malformações (VACTREL) 
 Tratamento: gastrostomia de urgência > anastomose ou esofagocoloplastia 
 
A) Só atresia 
B) Atresia com fístula proximal 
C) Atresia com fístula distal – mais comum 
D) Atresia com fístula proximal e distal 
E) Só fístula (em H) 
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16 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
ESTENOSE 
HIPERTRÓFICA DO 
PILORO 
 2-8ª semana de vida 
 Vômitos NÃO biliosos + distensão abdominal com peristaltismo de luta (ondas de 
Kussmaul) + massa palpável (oliva) + desidratação 
 Alcalose metabólica hipoclorêmica 
 Diagnóstico: USG (sinal do alvo) 
 Tratamento: pilorotomia de Fredet-Ramstedt 
ATRESIA DUODENAL 
 Ao nascer 
 Vômitos biliosos 
 Associado a sd de Down e polidrâmnio 
 RX: sinal da dupla bolha 
 Tratamento: duodenoduodenostomia 
*A atresia mais comum é a jejunoileal 
ÂNUS 
IMPERFURADO 
 Aguardar 24h investigando outras malformações e aparecimento de fístulas 
(indica a posição do ânus) 
 Alto: colostomia 
 Baixo: anoplastia 
 
RESPIRATÓRIO 
HÉRNIAS 
DIAFRAGMÁTICAS 
 Morgnani: central (forame de Larry), rara, mais grave 
 Bochdalek: esquerda (póstero-lateral), mais comum 
 Dispneia, diminuição do MV, RHA na ausculta torácica, abdome escavado 
 Não faz VPP! Vai direto para IOT! 
 Tratamento: laparotomia oblíqua subcostal 
 
VIAS BILIARES 
ATRSIA DE VIAS 
BILIARES 
 Vias biliares vão sendo progressivamente substituídas por fibrose 
 Icterícia na 2ª/3ª semana às custas de BD + acolia fecal + colúria 
 Diagnóstico: USG + biópsia 
 Tratamento: cirurgia de Kasai (até 8ª semana) 
 
GENITOURINÁRIO 
CRIPTORQUIDIA 
 Palpável: retrátil x ectópico x inguinal 
 Não palpável: intra-abdominal x ausente > videolaparoscopia! 
 Tratamento: 
 Palpável: HCG IM ou GnRH nasal 
 Não palpável: orquidopexia (6-12m) 
TORÇÃO 
TESTICULAR 
 Twist + isquemia 
 Dor abrupta + Doppler sem fluxo 
 Phren negativo + Angel positivo 
 Reflexo cremastérico ausente 
 Tratamento: orquidopexia bilateral ( redução manual imediata!! 
 Tratamento: 
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17 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 3 anos / fimose cerrada / infecção de repetição: cirurgia até 10 anos 
 
HEMORRAGIA DIGESTIVA 
a. Conduta 
1) ESTABILIZAÇÃO CLÍNICA 
 Cristaloide 
 Hemácias – se perda > 30% (> 1500ml), Hb 1.5 
 Plaquetas – se jejuno) 
Alta – 
esôfago, estômago, duodeno 
Baixa 
– jejuno, íleo, cólon, reto e ânus 
 Mais comum (80%) e mais grave 
 Hematêmese, melena, hematoquezia 
 SNG: sangue, borra de café 
 Diagnóstico: EDA 6U de hemácias) ou hemorragia recorrente 
 Sangramento pequeno e contínuo (transfusão > 3U/dia) 
 
Técnicas: 
Úlcera duodenal – aa. gastroduodenal Pilorotomia + Ulcerorrafia + Vagotomia troncular + Piloroplastia 
Úlcera gástrica Gastrectomia + B1/B2/Y de Roux 
 
VARIZES ESOFÁGICAS 
Risco: pressão portal > 12mmHg 
 
1) TERAPIA CLÍNICA 
 Terlipressina / Octreotide / Somatostatina IV – antes da EDA! 
 
2) TERAPIA ENDOSCÓPICA 
 Ligadura ou escleroterapia 
*Se refratário: balão / TIPS / cirurgia 
 
3) PROFILAXIA 
 Primária: BB ou ligadura 
 Secundária: BB + ligadura 
 
 
 
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19 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
LACERAÇÃO DE MALLORY-WEISS 
 Vômitos vigorosos (etilista, gestante..) 
 Diagnóstico: EDA – laceração na junção esofagogástrica (pequena curvatura) 
 Tratamento: suporte (90% autolimitados) 
 
 
NÃO CONFUNDIR! 
SÍNDROME DE BOERHAAVE 
Ruptura do esôfago devido a vômitos vigorosos 
Tríade de Mackle: dor torácica + enfisema cervicomediastinal + vômitos 
 
OUTROS 
HEMOBILIA 
 Sangue na via biliar 
 História: trauma hepático, cirurgia hepatobiliar, CA hepático – fístula entre o 
vaso e o ducto biliar 
 Clínica: hemorragia + dor em HD + icterícia (tríade de Sandblom/Quincke) 
 Diagnóstico e tratamento: arteriografia 
ECTASIA VASCULAR 
 Dilatação de veias na mucosa gástrica – “estômago em melancia” 
 História: mulher, cirrose, colagenose (esclerodermia) 
 Clínica: anemia ferropriva, sangramento pequeno e crônico 
 Diagnóstico e tratamento: EDA com coagulação + ferro + transfusão 
DIEULAFOY 
 Dilatação de uma artéria na submucosa – pequena curvatura do estômago 
 História/clínica: homem com sangramento maciço, indolor e recorrente 
 Diagnóstico e tratamento: EDA com coagulação 
GASTRITE (LAMG) 
 Múltiplas erosões na mucosa gástrica por isquemia 
 História: paciente internado – principalmente com coagulopatia e 
necessidade de VM por > 48h 
 Tratamento: IBP – pode aumentar risco de PNM nosocomial 
HEMOSSUCUS 
PANCREÁTICO 
 Erosão de um pseudocisto na artéria esplênica 
 Clínica: HDA + dor abdominal + HP de pancreatite 
Tratamento: arteriografia 
SÍNDROME DE RENDU-
OSLER-WEBER 
 Telangiectasia hemorrágica hereditária 
 Epistaxes de repetição + telangiectasias mucocutâneas + HF positiva 
 
 
 Ectasia vascular Dieulafoy 
 
Curling: úlcera gástrica no grande queimado 
Cushing: úlcera gástrica no TCE 
Marjolin: CEC em queimadura de 2º grau 
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20 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA 
Conduta: 
1) TOQUE RETAL / ANUSCOPIA 
 Afastar doença hemorroidária 
 
2) EDA 
 Afastar HDA 
 
3) TRATAMENTO 
Sangramento leve/moderado Colonoscopia com coagulação 
Lesão não visualizada Cintilografia / angiografia 
Sangramento maciço Angiografia (0.5-1ml/min) 
Se nada resolveu: colectomia 
Causas – DDD 
 Divertículo 
 Displasia vascular 
 CA colorretal (adenocarcinoma!) 
 
 
Cintilografia com hemácias marcadas 
 
DOENÇA DIVERTICULAR 
 Pseudodivertículo – não tem camada muscular 
 FR: idoso, constipado crônico, dieta pobre em fibras 
 Maioria é assintomática 
 Local mais comum: cólon esquerdo 
 
Complicações: 
 Diverticulite – mais comum em cólon esquerdo 
 Sangramento – mais comum em cólon direito 
*Ou inflama ou sangra! 
 
1) COLONOSCOPIA 
 Embolização 
 
2) CIRURGIA 
 
DIVERTÍCULO DE MECKEL 
 Jovens – principal causa de HDB em secreção de ácido > úlcera em íleo adjacente > sangramento 
 Diagnóstico: cintilografia (colonoscopia não chega até lá!) 
 Tratamento: ressecção 
 
Cintilografia com marcador para secreção ácida 
 
DISPLASIA VASCULAR 
 Má formação vascular intestinal > ectasia venosa na submucosa 
 Pode ocorrer em todo o TGI 
 Local mais comum: ceco 
 Sangramento é mais comum no cólon direito 
 Principal causa de HDB do intestino delgado 
 Principal causa de sangramento obscuro – diagnóstico por cápsula 
endoscópica (nem a EDA nem a colonoscopia chegam no íleo) 
 Associação com estenose aórtica (síndrome de Heyder), doença renal e 
doença de Von Willebrand 
 Tratamento: colonoscopia / inibidor VEGF / embolização por angiografia / 
cirurgia 
 
Sangramento obscuro: repetir EDA + colonoscopia > foco não encontrado > investigar intestino delgado (angiografia, 
cápsula endoscópica, cintilografia, angioTC) 
 
HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL 
Ao abrir o paciente: 
1) Pele 
2) Tecido subcutâneo – fáscia de Camper (superficial) e 
de Scarpa (profunda) 
3) Aponeurose do m. oblíquo externo + Ligamento 
inguinal/Poupart (espessamento) 
4) Canal inguinal 
5) M. oblíquo interno 
6) M. transverso 
7) Fáscia transversalis 
8) Gordura pré-peritoneal 
9) Peritônio 
10) Cavidade abdominal 
 
CANAL INGUINAL – túnel entre a musculatura da parede abdominal 
Vai do anel inguinal interno até o anel inguinal externo (superior > inferior, lateral > medial, posterior > anterior) 
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22 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Parede posterior: 
 Fáscia transversalis – frágil, fina, esburacada 
 Músculo transverso 
 Músculo oblíquo interno 
 
Parede anterior: 
 Aponeurose do músculo oblíquo externo 
*Ligamento inguinal (Poupart) – da crista ilíaca anterossuperior ao tubérculo púbico 
 
Passa dentro do canal inguinal: 
HOMEM 
Funículo espermático (músculo cremaster, vasos deferentes, plexo pampiniforme) + 
conduto peritônio-vaginal obliterado (ligamento de Cloquet) 
MULHER Ligamento redondo do útero + canal de Nuck obliterado 
 
Buracos da fáscia transversalis: 
 Anel inguinal interno – início do canal inguinal 
 Canal femoral – abaixo do ligamento inguinal 
 
Buraco na aponeurose do músculo oblíquo externo: 
 Anel inguinal externo – final do canal inguinal 
Orifício miopectíneo de Fruchaud: 
 Borda lateral do m. reto 
 Ligamento de Cooper 
 M. iliopsoas 
 M. oblíquo interno 
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23 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
 
HÉRNIA INGUINAL INDIRETA – mais comum, homens 
a. Características 
 Se anuncia através do anel inguinal interno 
 Típica da infância 
 Entre as inguinais, tem maior risco de encarceramento! 
 Mais comum à direita – do lado esquerdo tem o sigmoide 
 
b. Causa – defeito congênito 
 Não fechamento do conduto peritônio-vaginal – imita o caminho percorrido pelo testículo 
 
HÉRNIA INGUINAL DIRETA 
a. Características 
 Se anuncia através do triângulo de Hasselbach 
 
b. Causa – defeito adquirido 
 Enfraquecimento da parede posterior – fáscia 
transversalis (triângulo de Hasselbach) 
 
COMO DIFERENCIAR? 
 INDIRETA DIRETA 
Vasos epigástricos inferiores  Lateral  Medial 
Toque no canal inguinal  Ponta do dedo  Polpa do dedo 
Manobra de Landivar – 
oclusão do anel inguinal externo 
 Não aparece  Aparece 
*Se dúvida: USG > RM 
 
Limites do triângulo de Hasselbach: 
 Ligamento inguinal 
 Vasos epigástricos inferiores 
 Borda lateral do músculo reto abdominal 
Hérnia inguinal indireta se anuncia 
através do anel inguinal interno, típica 
da infância e é a que mais incarcera 
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24 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
 
HÉRNIA FEMORAL/CRURAL 
 Se anuncia abaixo do ligamento inguinal 
 Mais comum em mulheres 
 Mais comum à direita – à esquerda tem o sigmoide 
 Entre todas, tem maior risco de encarceramento! 
 
CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS – baseado no que é mais comum 
I Indireta com anel inguinal interno normal 
II Indireta com anel inguinal interno dilatado 
III 
Defeito na parede postRESrior 
a) Direta 
b) Indireta 
c) Femoral/Crural 
IV 
Recidivante 
a) Direta 
b) Indireta 
c) Femoral/Crural 
d) Mista 
 
TRATAMENTO – independe do tipo 
REDUTÍVEL – vai e volta  Cirurgia eletiva 
ENCARCERADA – vai e não volta 
 Redução manual (manobra de Taxe) + cirurgia eletiva 
 Cirurgia de urgência (inguinotomia) – se refratário / > 6-
8h / obstrução 
ESTRANGULADA – isquemia (irritação 
peritoneal, hiperemia, hipotensão) 
 Cirurgia de emergência (inguinotomia) 
*Se redução espontânea: laparotomia 
*Expectante: homem idoso pouco sintomático com alto risco cirúrgico 
 
▪ ABORDAGEM ANTERIOR – herniorrafia anterior + reforço posterior 
Formas de fazer o reforço posterior 
Bassini Sutura entre a fáscia e o músculo com tensão – maior risco de recidiva 
Shouldice Imbricação de músculos com tensão (4 planos) – mais complexa 
Lichtenstein – de escolha! Tela livre de tensão suturada ao longo do ligamento inguinal 
McVay – hérnia femoral Sutura entre o tendão conjunto e o ligamento de Cooper 
*Criança: não faz reforço da parede posterior, não coloca tela 
▪ ABORDAGEM POSTERIOR – acesso pré-peritoneal (“por trás”) + reforço posterior 
Indicações: 
 Primárias e unilaterais 
 Mulheres 
 Bilaterais 
 Recidivas – tentar técnica contrária a que já foi utilizada*Recobre todo o orifício de Fruchard (corrige inguinal e femoral) 
 
Stoppa: tela bilateral gigante com incisão infraumbilical – 
indicação: bilateral, recidivada ou incisional 
Limites do canal femoral: 
 Trato iliopúbico (Thomson) 
 Ligamento de Cooper 
 Veia femoral 
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25 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Formas de acesso: 
 TEP – Totalmente extraperitoneal 
 TAPP – Transabdominal pré-peritoneal 
 
Anatomia laparoscópica: 
Y INVERTIDO 
 Vasos epigástricos inferiores 
 Vasos deferentes – medial 
 Vasos espermáticos – lateral 
 Trato iliopúbico (ligamento inguinal) 
TRIÂNGULOS 
 Hérnias diretas: medial aos vasos epigástricos inferiores 
 Hérnias indiretas: lateral aos vasos epigástricos inferiores 
 Hérnias femorais: abaixo do trato iliopúbico (ligamento inguinal) 
 
Triângulo de Doom – da desgraça! Triângulo da dor 
 Entre os vasos deferentes (medial) e vasos 
espermáticos (lateral) 
 Por onde passam vasos ilíacos externos 
 Entre os vasos espermáticos (medial) e trato 
iliopúbico (lateral) 
 Por onde passa a inervação 
 
NUNCA FIXAR A TELA ABAIXO DO TRATO ILIOPÚBICO OU LATERAL AOS VASOS DEFERENTES – 
onde estão o triângulo da Doom e da dor 
 
 
COMPLICAÇÕES 
▪ DOR CRÔNICA 
 Complicação mais comum nos reparos abertos com uso de tela 
 
▪ ORQUITE ISQUÊMICA 
 Trombose do plexo pampiniforme 
 Dor + edema testicular 
 Evolui com atrofia testicular 
 Tratamento: conservador (analgesia) 
 
▪ LESÃO DE NERVOS – mais comum na aberta 
ABERTA VIDEO 
 Ilioinguinal – coxa medial, raiz do pênis/lábios 
maiores, reflexo cremastérico (aferente) 
 Ilio-hipogástrico 
 Genitofemoral (ramo genital) 
 Cutâneo-femoral lateral 
 Femoral 
 Genitofemoral (ramo femoral) 
 
▪ RECIDIVA 
 Mais comum na direta 
 Principal causa: erro técnico 
 NÃO tem diferença entre o reparo aberto e o laparoscópico! 
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26 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
HÉRNIA UMBILICAL 
NA CRIANÇA – defeito congênito NO ADULTO – defeito adquirido 
Tratamento 
 Conservador – resolução espontânea até 4-6 
anos 
 
Indicações de cirurgia: 
 Concomitante a hérnia inguinal 
 Defeito > 2cm 
 DVP 
 Não fechamento com até 4-6 anos 
Tratamento 
 Conservador 
 
Indicações de cirurgia: 
 Sintomático 
 Cirrose 
 Ascite 
 
HÉRNIAS LOMBARES 
Características: 
 Maioria adquirida e unilateral 
 Idosos 
 Encarceramento é raro 
 
HÉRNIA DE GRYNFELT HÉRNIA DE PETIT 
 Se anuncia no triângulo lombar superior 
(abaixo da 12ª costela) – mais comum 
 Se anuncia no triângulo lombar inferior (acima 
da crista ilíaca) 
 
HÉRNIA DE SPIEGEL 
Características: 
 Se anuncia entre a borda lateral do músculo reto abdominal e a linha de Spiegel/semilunar (junção da 
musculatura mais lateral do abdome) 
 Sobre ou abaixo da linha arqueada de Douglas (ao nível da cicatriz umbilical) 
 Diagnóstico: exame de imagem 
 
OUTRAS 
RICHTER 
 Pinçamento da borda antimesentérica 
 Faz isquemia sem obstrução 
 Mais comum na hérnia femoral 
LITTRÉ  Divertículo de Meckel 
AMYAND  Apêndice na hérnia inguinal 
GARANGEOT  Apêndice na hérnia femoral 
EPIGÁSTRICAS 
 Do apêndice xifoide até a cicatriz umbilical 
 Dor desproporcional ao tamanho – orifício é muito pequeno 
POR DESLIZAMENTO  Víscera – cólon > bexiga 
OBTURATÓRIA 
 Mulheres idosas 
 Dor na face medial da coxa (sinal de Howship-Romberg) 
PANTALONA  Indireta + direta 
INCISIONAL 
 FR: infecção da ferida cirúrgica, obesidade 
 Colágeno 3 > 1 
 
HIPERTENSÃO PORTA 
a. Anatomia 
▪ SISTEMA PORTA HEPÁTICO 
Veia mesentérica superior + veia esplênica > veia porta > capilares dentro do fígado > veia hepática > átrio direito 
 
Também drenam para o sistema porta: 
 Veia gástrica esquerda (esôfago, fundo gástrico) > veia porta 
Sistema porta: veia que se forma entre 2 
redes de capilares 
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27 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Veia gástrica curta (fundo gástrico) > veia esplênica 
 Veia mesentérica inferior (cólon, reto, ânus) > veia esplênica 
 
Hipertensão porta = obstrução dos sinusoides hepáticos (fibrose + nódulos de regeneração) + hiperfluxo no sistema 
porta (vasodilatação esplâncnica) 
 
b. Clínica 
 Esplenomegalia 
 Varizes – esofágica, fundo gástrico, anorretal, abdominal 
 Cabeça de medusa – recanalização da veia umbilical 
 Encefalopatia (amônia “by-passa” o fígado e não é convertida em ureia) 
 Ascite – se aumento de pressão no sinusoide! 
 
c. Diagnóstico 
 USG Doppler: veia porta > 12mm, veia esplênica > 9mm, fluxo hepatofugal 
 Elastografia: > 15-21 kPa 
 Gradiente pressórico entre veia porta e VCI: > 5 mmHg 
 
d. Classificação 
HIPERTENSÃO PORTA – pressão > 5mmHg 
PRÉ-HEPÁTICA 
 
 Trombose de veia porta: hipercoagulabilidade (adultos), infecção de cateter umbilical (RN) 
 Trombose de veia esplênica: pancreatite crônica (hipertensão porta segmentar) > varizes 
de fundo gástrico isoladas 
 
INTRA-HEPÁTICA 
Pré-sinusoidal 
 
 Esquistossomose: reação granulomatosa no espaço porta 
*Pode provocar ascite se infecção muito grande ou cirrose associada 
 
Sinusoidal 
 
 Cirrose: ascite + insuficiência hepática 
 
Pós-sinusoidal 
 
 Doença veno-oclusiva: doença do enxerto/hospedeiro, doença do chá 
da Jamaica 
 
Hipertensão porta > congestão venosa > inversão do 
fluxo / recanalização de vasos preexistentes > varizes 
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28 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
PÓS-HEPÁTICA – 
hepatomegalia! 
 
 Budd-Chiari (trombose da veia hepática) 
 Obstrução de VCI: trombose, neoplasia 
 Doença cardíaca: pericardite constritiva, insuficiência tricúspide 
 
 
Pré-hepática, intra-hepática pré-sinusoidal Muitas varizes + pouca ascite 
Intra-hepática sinusoidal, intra-hepática pós-sinusoidal, pós-hepática Muita ascite + poucas varizes 
 
VARIZES DE ESÔFAGO 
Pressão > 5 Hipertensão porta 
Pressão ≥ 10 mmHg Varizes 
Pressão ≥ 12 Risco de ruptura de varizes 
 
NUNCA SANGROU – rastrear varizes de esôfago com EDA em pacientes com clínica/risco de HP (ex: cirrose) 
Profilaxia primária se: 
- Child B ou C 
- Cherry red spots (pontos vermelhos) 
- Calibre médio (≥ 5mm) ou grande (> 20mm) 
 
BB ou ligadura elástica por EDA 
 
ESTÁ SANGRANDO 
Estabilização hemodinâmica 
 Reposição volêmica com cristaloide 
 
Medicamentos 
 Somatostatina / octreotide / terlipressina – vasoconstrição esplâncnica 
 Omeprazol 80mg IV 
 Ceftriaxona 1g 24/24h > após melhora > Norfloxacino (total = 7 dias) – prevenção de PBE 
 
Descobrir fonte e tratar 
1) EDA – sempre! 
 Esofágica: ligadura elástica / escleroterapia 
 Gástrica: cianoacrilato 
 
2) BALÃO – se sangramento refratário 
 Usar por no máximo 24h 
 
3) TIPS – se sangramento refratário 
 Shunt portossistêmica intra-hepático transjugular 
 Vantagens: controle imediato do sangramento, melhora ascite, permite o transplante 
 Desvantagens: encefalopatia, estenose e pouca disponibilidade 
 Contraindicação: IC grave, cistos hepáticos 
 
4) CIRURGIA DE URGÊNCIA – se contraindicação ao TIPS 
 Shunt não seletivo (portocava término-lateral ou latero-lateral) 
 Mortalidade muito alta!Gastropatia hipertensiva portal (GHP): mucosa com 
áreas esbranquiçadas reticulares entremeadas a 
áreas róseas sangrantes (“pele de cobra”) > perda 
crônica de sangue pelo TGI > anemia 
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29 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
JÁ SANGROU 
Profilaxia secundária: 
BB + ligadura elástica por EDA 
 
*Se refratário: TIPS / transplante / cirurgia com shunt seletivo – esplenorrenal distal (Warren) ou desconexão ázigo-
portal com esplenectomia (1ª escolha na esquistossomose) 
 
ASCITE 
a. Diagnóstico 
 USG – detecta > 100ml 
 Exame físico: piparote, macicez móvel, semicírculos de Skoda, toque retal rechaçado 
 
▪ PARACENTESE DIAGNÓSTICA 
GASA = albumina soro – albumina ascite 
GASA ≥ 1,1 
Transudato – 
hipertensão porta 
PTN > 2,5 IC, Budd Chiari 
PTN 2,5 Neoplasia, TB, pâncreas 
PTN 5 litros: repor 6-10g de albumina por litro retirado 
 TIPS 
 Transplante hepático 
 
c. Complicações 
PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE) 
Translocação bacteriana > infecção (bactéria no líquido ascítico) > inflamação > vasodilatação dos vasos do peritônio 
 
 Etiologia: E. coli – translocação monobacteriana 
 Clínica: ascite + febre + dor abdominal + encefalopatia 
 Diagnóstico: PNM > 250 + cultura monobacteriana positiva 
 Tratamento: cefalosporina de 3ª geração (cefotaxima) por 5 dias 
 
 
Profilaxia 
Primária 
 
1) Aguda: após HDA por varizes 
 Ceftriaxona > após melhora > Norfloxacina, total de 7 dias 
 
2) Crônica: ascite com PTN 3 
 Norfloxacina até transplante hepático ou melhora da PTN 
 
Transudato: pouca proteína na ascite > GASA alto 
Exsudato: muita proteína na ascite > GASA baixo 
PNM > 250 = TRATAMENTO! 
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30 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Secundária 
 
 Após PBE (todos!): Norfloxacina 
 
Síndrome 
hepatorrenal 
 
 Após PBE (todos!): Albumina 1.5g/kg no 1º dia e 1g/kg no 3º dia 
 
 
Diagnóstico diferencial 
Ascite neutrofílica PNM > 250 + cultura negativa Tto = PBE 
Bacterascite PNM ATB / 
assintomático > nova paracentese 
Peritonite bacteriana 
secundária – 
polimicrobiana 
Peritonite franca 
PMN > 250 + 2: PTN > 1g / glicose amônia no sangue > 
sangue “bypassa” o fígado e não é detoxificado > amônia atravessa barreira hematoencefálica > ativação do sistema 
GABA (depressão do SNC) 
 
 Causas: insuficiência hepatocelular, hipertensão porta 
 Fatores desencadeantes: HDA, PBE, constipação intestinal, diurético, 
alcalose (rouba H+ do NH4), BZD 
 Clínica: alteração do sono, agitação, desorientação, flapping, coma.. 
 Diagnóstico: clínico – não dosa amônia! 
 Tratamento: lactulose + ATB (rifamixina, neomicina, metronidazol) / transplante 
 
Classificação 
A Associada à falência hepática aguda 
B Associada à by-pass portossistêmico 
C Associada à cirrose + hipertensão porta 
 
I Confusão leve, inversão do ciclo sono-vigília, irritabilidade 
II Letargia, comportamento inapropriado, flapping (asterixis) 
III Torpor, desorientação temporo-espacial 
IV Coma 
 
SÍNDROME HEPATORRENAL 
Produção exagerada de NO > vasodilatação esplâncnica > vasoconstrição renal exagerada (tentativa de 
compensação) > IRA 
 
 Clínica: IRA “pré-renal” que não melhora com volume + urina concentrada e com sódio baixo 
 Diagnóstico: de exclusão! – tem que excluir outras causas de IRA (suspender diurético por pelo menos 2 dias 
+ ausência de resposta com albumina) 
 Tratamento: albumina + terlipressina / transplante hepático 
Classificação 
Tipo 1 
 Rápida progressão – sobrevida: 2.5 
Tipo 2 
 Insidiosa – melhor prognóstico 
 Espontânea 
 Cr 1.5-2 
Lactulose: laxativo + transforma amônia 
em amônio (não atravessa BHE) 
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31 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
SÍNDROME HEPATOPULMONAR 
Produção exagerada de NO > vasodilatação esplâncnica + vasodilatação pulmonar > dilatação dos capilares deixa as 
hemácias longe da área de troca gasosa > sangue não oxigenado “bypassa” alvéolos 
 
 Clínica: platipneia (dispneia em ortostase) + ortodeóxia (queda da saturação em ortostase) 
 Tratamento: transplante hepático 
 
 
SÍNDROME DE INSUFICIÊNCIA HEPATOCELULAR 
Aguda (fulminante): icterícia + encefalopatia + coagulopatia 
Crônica (cirrótico): “estigmas hepáticos” 
 
a. Clínica 
“Estigmas hepáticos”: 
 Eritema palmar 
 Telangiectasia (aranhas vasculares) 
 Ginecomastia 
 Rarefação de pelos 
 Baqueteamento digital 
 Contratura de Dupuytren – álcool! 
 Tumefação de parótidas – álcool! 
 
a. Estadiamento 
CHILD-PUGH – Beata 
 1 2 3 
Bilirrubina 3 
Encefalopatia - I, II III, IV 
Albumina > 3,5 3-3,5 2,3 / > 6s 
Ascite - Leve (USG) Moderada (EF) 
 
A: 5, 6 
B: 7, 8, 9 
C: > 10 
 
MELD – BIC (prioridade no transplante) 
Bilirrubina 
INR (TAP) 
Creatinina 
 
b. Causas – VIDA 
 Vírus: B e C 
 Infiltração gordurosa: alcóolica, não alcóolica 
 Depósito: hemocromatose, doença de Wilson 
 Autoimune 
 
 
 
Hiperestrogenismo + Hipoandrogenismo = 
fenótipo feminino 
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32 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA 
a. Fisiopatologia 
Resistência à insulina > dificuldade de utilização da glicose > utilização de gordura > acúmulo de AGL no fígado > 
hipertrigliceridemia + aumento de TNF-alfa > estresse oxidativo > lesão hepática 
 
Esteatose > Esteato-hepatite/NASH (25%) > Cirrose (10-50%) 
*Maior risco de cirrose: > 45 anos, DM, obeso 
b. Clínica 
Hepatite alcóolica Hepatite não alcóolica 
 AST/TGO > ALT/TGP + GGT + VCM 
 Ocorre com a libação no bebedor crônico (>20-
40g/dia) 
 Febre + dor abdominal + icterícia 
 Aumento de parótidas, contratura de Dupuytren 
 Tratamento: abstinência + corticoide (Maddrey > 
32) 
 ALT/TGP > AST/TGO + ferritina 
Assintomático + síndrome metabólica 
 Diagnóstico de exclusão! 
 Tratamento: perda de peso + pioglitazona 
 
HEPATITE B CRÔNICA 
a. Conceito 
 HBsAg positivo > 6m 
 Cronificação: adultos (5%), crianças (30%), RN (90%) 
 
b. Tratamento 
Indicações: 
 Replicação viral (HBeAg ou HBV-DNA > 2.000) + > 30 anos ou lesão hepatocelular (ALT/TGP > 2x) 
 Exame complementar (biópsia ≥ A2F2, elastografia) 
 Coinfecção (HCV, HIV) 
 Imunossupressão (drogas, QT) 
 Família (HF de hepatocarcinoma) 
 Extra-hepáticas (PAN, GN membranosa, doença de Gianotti-Crosti) 
 
Medicamentos: 
HBeAg positivo Interferon (alfapeg-IFN) via SC por 48 semanas 
HBeAg negativo / sem 
resposta ao IFN / HIV 
Tenofovir VO por tempo indefinido 
Nefropata / Hepatopata 
grave / QT 
Entecavir VO por tempo indefinido 
 
Meta: HBsAg negativo 
 
HEPATITE C CRÔNICA 
a. Conceito 
 HCV-RNA positivo > 6m 
 Cronificação: 80-90% 
 Sempre solicitar genotipagem – tipo 1 é o mais comum e o que menos responde ao tratamento! 
*Muito mutagênico 
 
b. Tratamento – todos! 
Pangenotípico 
Sofosbuvir + Velpatasvir por 12 semanas 
*Se Child B/C: por 24 semanas ou + Ribavirina 
 
1) Imunotolerância: HBeAg + TGO/TGP normais 
2) Imunoeliminação: HBeAg + TGO/TGP aumentadas 
3) Soroconversão: HBeAg – com anti-HBe e HBsAg + 
RECIFE 
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33 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Meta: resposta virológica sustentada (HCV-RNA negativo 24 semanas após tto) 
 
c. Controle de cura 
 F3-F4 ou grupo de risco: HCV-RNA anual + USG 6/6m 
 
Hepatite B Hepatite C 
 RN > criança > adulto 
 PAN, GN membranosa, doença de Gianotti-Crosti 
 Alguns: IFN, TDF ou Entecavir 
 80-90% 
 Crioglobulinemia, GN mesângiocapilar, líquen, porfiria 
 Todos: Sofosbuvir + Velpatasvir (SV) 
 
DOENÇA DE WILSON 
a. Fisiopatologia 
Mutação genética (autossômico recessivo) que se expressa no fígado (ATP7B) > redução da excreção de cobre pelo 
fígado + redução da produção de ceruloplasmina > acúmulo de cobre nos tecidos 
 
b. Clínica – jovem (5-30 anos!) 
 Doença hepática – aguda ou crônica 
 Alterações neurológicas – síndrome parkinsoniana, distonias, 
alteração da personalidade 
 Anel de Kayser-Fleishner – córnea (membrana de Descemet) 
Outros: hemólise com CD negativo, lesão tubular proximal (Fanconi), catarata 
 
c. Diagnóstico 
 Dosagem de ceruloplasmina diminuída 100 
 Teste genético 
 Biópsia hepática – se dúvida 
 
d. Tratamento 
 Quelantes: zinco, trientina, D-penicilamina 
 Transplante hepático – Nazer > 9 
 
HEMOCROMATOSE 
a. Fisiopatologia 
Mutação no gene HFE > aumento da absorção intestinal de ferro > acúmulo e deposição de ferro nos tecidos 
 
b. Clínica – caucasiano (40-50 anos), comum 
 Hepatomegalia / hepatocarcinoma (risco 100x maior) 
 Heart – IC, arritmias 
 Hiperglicemia – insulina-dependente (70%) 
 Hiperpigmentação cutânea – “DM bronzeado” 
 Hipogonadismo – atrofia testicular 
 Hartrite + condrocalcinose (pseudogota) 
*Infecção por Vibrio vulnificus: ingestão de ostras! 
 
c. Diagnóstico 
 Saturação de transferrina > 50-60% 
 Ferritina > 200 
 Teste genético: mutação C282Y e H63D + rastrear parentes de 1º grau 
 RM: hipossinal em T2 
Lesão do SNC = anéis de KF! 
6Hs 
“DM bronzeado” 
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34 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Biópsia hepática – se dúvida ou ferritina > 1000 
 
d. Tratamento 
 Flebotomias (sangria) 
 Transplante hepático – não cura! 
 
Meta: ferritina 10mm: TC ou RM > padrão típico (wash out) > diagnóstico (não precisa de biópsia) 
 
OBSTRUÇÃO INTESTINAL 
Dor abdominal + parada da eliminação de gases e fezes + distensão abdominal 
 
a. Classificação 
Mecanismo 
Mecânica Funcional 
Agente físico – brida, tumor 
Comprometimento da função 
motora 
 
Altura 
Alta – até o jejuno Baixa – íleo e cólon 
Vômitos precoces Vômitos tardios, fecaloide 
 
Grau 
Total Suboclusão 
Não passa nada Diarreia paradoxal 
 
Gravidade 
Simples Complicada 
- 
Isquemia de alça – 
estrangulamento 
(febre, taquicardia, alteração 
do nível de consciência) 
*Não dá pra diferenciar pela clínica! 
b. Clínica 
 Parada de eliminação de gases e fezes 
 Dor em cólica 
 Distensão abdominal 
 Vômitos – precoce (alta), tardio/fecaloide (baixa) 
 Diarreia paradoxal – se suboclusão 
 Peristalse aumentada (de luta) – timbre metálico/borborigmos, ondas de Kussmaul 
 
Toque retal – gases, fezes, massa, fecaloma 
 Ampola retal vazia: obstrução completa/mecânica 
 Ampola retal cheia: obstrução funcional 
 
Deficiência de alfa1-antitripsina: 
cirrose + enfisema pulmonar + 
paniculite necrosante/psoríase 
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35 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
c. Diagnóstico 
Laboratório 
 Alcalose metabólica hipoclorêmica – vômitos 
 Hipocalemia – SRAA 
 Acidose metabólica – se isquemia de alça (estrangulamento) 
 
RX – sempre (rotina de abdome agudo) 
 3 incidências: tórax AP + abdome em pé + abdome deitado 
 Define o local da obstrução 
 
Delgado Cólon 
 Distensão central (até 5cm) 
 Pregas coniventes – empilhamento de moedas 
 Níveis hidroaéreos em degrau – em pé 
 Distensão periférica (grosseira) 
 Haustrações – formato em moldura 
*Se RX inconclusivo: TC 
 
 
Delgado Cólon 
 
d. Tratamento 
 Suporte: dieta zero, hidratação venosa, SNG, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básico 
 
Parcial e não complicada / Funcional Conservador – observar por 24-48h 
Total ou complicada Cirurgia 
 
MECÂNICA 
DELGADO – local mais comum de obstrução 
▪ BRIDA/ADERÊNCIA – mais comum 
 Obstrução + cirurgia abdominal prévia (independente do tempo)!!!! – principalmente andar inferior 
 
Tratamento 
Não complicada Suporte (48h) + gastrografin 
Complicada / Refratário Lise das aderências (aberta ou vídeo) 
*Gastrografin: contraste hiperosmolar – ajuda na resolução do edema e na monitorização 
 
▪ ÍLEO BILIAR 
 Obstrução intestinal por um cálculo biliar 
 Colecistite + fístula entre a vesícula e o duodeno > impactação no íleo distal > obstrução do int. delgado 
 Local mais comum: íleo distal 
 
Síndrome de Bouveret: obstrução alta (impactação do cálculo no piloro ou duodeno) 
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36 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
Diagnóstico 
 RX/TC: pneumobilia + cálculo ectópico + distensão do delgado – tríade de Rigler 
 
 
 
Tratamento 
 Suporte 
 Retirada do cálculo (enterolitotomia) + colecistectomia 
 
▪ NEOPLASIAS – mais comum distal à flexura esplênica 
▪ HÉRNIAS 
 
CÓLON 
▪ CACOLORRETAL – mais comum 
 Principal: tumor carcinoide 
 
▪ VOLVO 
 Pode ocorrer em qualquer segmento do TGI! 
 Sigmoide > ceco > gástrico 
 Torção sobre o próprio eixo > obstrução em alça fechada (2 pontos simultâneos) > evolução rápida para 
isquemia 
 
Diagnóstico 
 RX: “grão de café”, “U invertido” 
 Enema baritado: afilamento (“bico de pássaro”) 
 
 
 
 
Obstrução em alça fechada mais comum: 
obstrução colônica + válvula íleo-cecal 
competente 
SÍNDROME DE WILKIE / DA AMS 
 Compressão do duodeno pela artéria 
mesentérica superior 
 Fator de risco: perda de peso 
(anorexia/cirurgia bariátrica) 
 Diagnóstico: duodenografia 
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37 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Tratamento 
Não complicada Descompressão endoscópica + sigmoidectomia eletiva 
Complicada / Refratário Cirurgia de urgência (Hartmann) 
Alto risco de recorrência! 
*Volvo de ceco: cirurgia (colectomia direita com anastomose 1ª) 
 
INFÂNCIA 
▪ INTUSSUSCEPÇÃO – mais comum 
 Invaginação de uma alça dentro da outra 
 Criança: idiopática / Adulto: pólipo, divertículo, tumor 
 Local mais comum: junção ileocecal 
 
Clínica – 3 meses - 6 anos 
 Dor abdominal paroxística e intermitente – “choro incontrolável” 
 Massa em salsicha 
 Fezes em “geleia de framboesa” 
 
Diagnóstico – clínico + imagem 
 RX 
 USG: sinal do alvo, pseudorim 
 Enema: imagem em crescente – diagnóstico e terapêutico! 
 
Tratamento 
 Redução com enema – bário, hidrossolúvel ou ar 
 Refratário / Adulto: cirurgia 
 
▪ DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG – aganglionose intestinal congênita 
 Atraso na eliminação de mecônio + constipação desde o nascimento + ampola 
retal vazia + fezes explosivas após toque retal 
 Enema: ponto de obstrução (área de constrição) + dilatação a montante 
 Biópsia (padrão-ouro): ausência de células ganglionares 
 Tratamento: cirurgia (Duhamel / Soave) 
 
▪ BENZOAR 
 Alimento não digerido – cabelo, linho.. 
 EDA – diagnóstico e terapêutico 
 
▪ ÁSCARIS 
▪ HÉRNIA 
 
FUNCIONAL 
ÍLEO PARALÍTICO 
 Todo o intestino 
 
Causas 
 Pós operatório – é fisiológico (delgado: 24h / estômago: 48h / cólon: 72h) 
 Drogas – opioide, DHE, inflamação 
 
Clínica 
 Parada da eliminação de gases e fezes 
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38 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 Dor abdominal 
 Distensão abdominal 
 Peristalse diminuída 
 
Tratamento 
 Excluir causas mecânicas + suporte 
 
PSEUDO OBSTRUÇÃO COLÔNICA AGUDA (SÍNDROME DE OGILVIE) 
 Apenas o cólon 
 
Causas 
 Paciente grave (CTI, sepse) 
 
Clínica 
 Parada da eliminação de gases e fezes 
 Dor abdominal 
 Distensão do cólon 
 Peristalse presente 
 
Tratamento 
 Excluir causas mecânicas + suporte 
 Sem resposta (48-72h) / Ceco > 12cm: Neostigmina (parassimpático mimético) 
 Sem resposta: descompressão colonoscópica 
 Sem resposta: cecostomia percutânea ou cirúrgica 
 
ONCOLOGIA 
PULMÃO 
NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO 
 Lesão assintomática no RX com até 3cm (6cm) – > 3cm: massa! 
 
BENIGNO – cicatriz de TB, hamartoma MALIGNO – CA de pulmão 
Conduta: 
acompanhamento com RX, TC, PET de 3-6m / 
2 anos 
 Tabagismo 
 ≥ 35 anos 
 > 2cm (> 0.8cm) 
 Crescimento em 2 anos 
 Calcificação excêntrica/salpicada 
 Irregular, espiculado 
 
Conduta: 
biópsia / ressecção 
*Forma mais comum de apresentação do CA! 
 
 
Adenocarcinoma com calcificação excêntrica / Margens espiculadas 
Neostigmina 
Cuidado com bradicardia: atropina! 
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39 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 
 
Hamartoma (benigno – densidade de gordura) – calcificação em pipoca! 
 
CARCINOMA BRONCOGÊNICO 
Origem no epitélio respiratório – brônquios, bronquíolos e alvéolos 
*CA que mais mata! 
a. Classificação 
NÃO PEQUENAS CÉLULAS – 
mais comum 
PEQUENAS CÉLULAS (OAT CELL) 
Adenocarcinoma 
 Mais comum 
 Incidência vem aumentando 
 Paciente atípico: mulher jovem não tabagista 
 Acometimento periférico – derrame pleural 
 
*Bronquioloalveolar: variante do adenocarcinoma – bem 
diferenciado, melhor prognóstico, TC com vidro fosco, menor 
relação com tabagismo 
 
Epidermoide/Escamoso 
 2º mais comum 
 Paciente típico: idoso tabagista 
 Acometimento central – cavitação 
 
Grandes células 
 Mais raro 
 Acometimento periférico 
 Mais agressivo, pior prognóstico 
 Origem neuroendócrina 
 Acometimento central 
 Biópsia: citoplasma escasso 
 
b. Clínica 
 Tosse – mais comum 
 Hemoptise – central 
 Dispneia 
 Dor torácica 
SÍNDROMES COMPRESSIVAS 
Síndrome de Pancoast 
(sulco superior) – 
epidermoide 
Epidermoide 
 Dor torácica – destruição do gradil costal 
 Compressão do plexo braquial – parestesia em 
região ulnar 
 Síndrome de Horner – ptose, miose, anidrose, 
enoftalmia 
Síndrome da VCS – 
oat cell 
Oat cell 
 Edema de face 
 Pletora 
 Turgência jugular 
 Varizes no tórax e MMSS 
 
SÍNDROMES PARANEOPLÁSICAS 
Hipercalcemia – PTH-like Epidermide  QT curto 
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40 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
Osteoartropatia pulmonar hipertrófica Adenocarcinoma  Baqueteamento digital 
Síndrome de Cushing – ACTH ectópico 
SIADH 
Síndrome de Eaton-Lambert 
Oat cell 
 Fácies de lua cheia, obesidade 
central, hiperpigmentação 
 Oligúria, hiponatremia 
 Miastenia, reflexos diminuídos, 
disautonomia 
 
c. Rastreamento – não é consenso! 
 Tabagista de 50-80 anos com > 20 maços/ano: TC sem contraste anual 
 Interromper após 15 anos sem doença 
 
d. Diagnóstico 
Biópsia 
 Periférico: biópsia percutânea (core biópsia) / toracotomia / videotoracoscopia (VATS) 
 Central: broncoscopia / USG endoscópica / escarro 
 
e. Estadiamento 
NÃO PEQUENAS CÉLULAS – TNM 
T1 
Nódulo (≤ 3cm) 
a) ≤ 1cm 
b) ≤ 2cm 
c) ≤ 3cm 
T2 
3-5cm ou brônquio fonte 
a) 3-4cm 
b) 4-5cm 
T3 
5-7cm 
 Pleura / Pericárdio parietal 
 Parede torácica / N. frênico 
 Nódulo satélite no mesmo lobo 
T4 
> 7cm 
 Coração / Traqueia / Esôfago – irressecável 
 Nódulo satélite ipsilateral em lobo diferente – ressecável 
 
N1 Hilares 
N2 Mediastinais ipsilaterais 
N3 Contralaterais / Supraclaviculares – irressecável 
*Mediastinoscopia ou US endobrônquico + biópsia 
 
M1 
a) Derrame pleural/pericárdico neoplásico ou nódulo 
satélite contralateral 
b) Único órgão – osso, cérebro 
c) Vários órgãos 
*RM/TC de SNC 
 
PEQUENAS CÉLULAS (OAT CELL) 
Limitado 1 hemitórax 
Extenso Bilateral 
 
f. Tratamento 
▪ NÃO PEQUENAS CÉLULAS 
 1A (NPS): ressecção 
 1B ou 2: ressecção + QT 
 3A: ressecção + QT / QT + RT 
Irressecável: 
 T4 – exceto nódulo ipsilateral 
 N3 
 M1 
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41 Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo – 2021 
 3B: QT + RT 
 4: QT paliativa 
*Até 3A pode fazer cirurgia! 
 
▪ PEQUENAS CÉLULAS (OAT CELL) 
 Limitado: QT + RT 
 Extenso: QT paliativa 
 
Tabagismo: TCC + adesivos de nicotina + Bupropiona (se depressão) / Varenicilina iniciar 1 semana antes 
 
TIREOIDE 
NÓDULO DE TIREOIDE – CA não altera função da tireoide! 
 
AVALIAR TSH 
TSH SUPRIMIDO Cintilografia 
 
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