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SEGUROS DE PESSOAS
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da Escola de Negócios e Seguros – ENS
E73s Escola de Negócios e Seguros. Diretoria de Ensino Técnico.
 Seguros de pessoas / Supervisão e coordenação metodológica da Diretoria 
 de Ensino Técnico; assessoria técnica de Elizabeth Vieira Valente Bartolo.
 – 17. ed. – Rio de Janeiro: ENS, 2021.
 96 p. ; 28 cm
 1. Seguros de pessoas. I. Bartolo, Elizabeth Vieira Valente. II. Título. 
 
 0021-2541 CDU 368.91(072) 
REALIZAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS
SUPERVISÃO E COORDENAÇÃO METODOLÓGICA
DIRETORIA DE ENSINO TÉCNICO
ASSESSORIA TÉCNICA
ELIZABETH VIEIRA VALENTE BARTOLO – 2021/2020/2019
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS – GERÊNCIA DE CONTEÚDO E PLANEJAMENTO
PICTORAMA DESIGN
É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou de partes dele, 
sob quaisquer formas ou meios, sem permissão expressa da Escola.
17ª EDIÇÃO
RIO DE JANEIRO
2021
SEGUROS DE PESSOAS
A 
Escola de Negócios e Seguros promove, desde 1971, diversas 
iniciativas no âmbito educacional, que contribuem para um 
mercado de seguros, previdência complementar, capitalização 
e resseguro cada vez mais qualificado.
Principal provedora de serviços voltados à educação continuada, para 
profissionais que atuam nessa área, a Escola de Negócios e Seguros 
oferece a você a oportunidade de compartilhar conhecimento e 
experiências com uma equipe formada por especialistas que possuem 
sólida trajetória acadêmica.
A qualidade do nosso ensino, aliada à sua dedicação, é o caminho para 
o sucesso nesse mercado, no qual as mudanças são constantes e a 
competitividade é cada vez maior.
Seja bem-vindo à Escola de Negócios e Seguros.
SEGUROS DE PESSOAS
 1. CONCEITOS BÁSICOS 8 
UM POUCO DE HISTÓRIA 9
O Seguro de Pessoas no Tempo 9
SEGURO DE PESSOAS NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 
(LEI 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002) 10
NOÇÕES GERAIS 12
SUJEITOS DA OPERAÇÃO 13
FORMAS DE CONTRATAÇÃO 15
CUSTEIO DO PLANO 16
MODALIDADES DE ESTRUTURAÇÃO DAS COBERTURAS 16
Benefício Definido 16
Contribuição Variável 17
VALORES GARANTIDOS 18
ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 19
CARREGAMENTO 19
MIGRAÇÃO DE APÓLICES 21
FIXANDO CONCEITOS 1 22
SUMÁRIO
INTERATIVO
SEGUROS DE PESSOAS
 2. COBERTURAS DE RISCO 25 
INTRODUÇÃO 26
CONTRATAÇÃO 26
Proposta de Contratação 27
Proposta de Adesão 28
Apólice 29
Bilhete de Seguro 29
Certificado Individual 29
PERÍODO DE COBERTURA 30
CÁLCULO DO PRÊMIO 30
COBERTURAS 31
Morte (Natural ou Acidental) 32
Invalidez Laborativa Permanente Total por Doença (ILPD) 32
Invalidez Funcional Permanente Total por Doença (IFPD) 33
Doenças Graves 34
Acidentes Pessoais 34
Diárias por Incapacidade (DI) 39
Diárias por Internação Hospitalar (DIH) 39
Perda de Renda 40
Perda De Certificado De Habilitação De Voo (PCHV) 40
Auxílio-Funeral 40
SEGURO EDUCACIONAL 41
SEGURO PRESTAMISTA 43
Cobertura para Segurados Dependentes 43
CAPITAL SEGURADO 45
VIGÊNCIA 46
CARÊNCIA 47
CESSAÇÃO DE COBERTURA 48
PERDA DE DIREITOS 48
SEGUROS DE PESSOAS
CANCELAMENTO E REABILITAÇÃO DA APÓLICE 50
RENOVAÇÃO DA APÓLICE 50
RISCOS EXCLUÍDOS 51
DISTRIBUIÇÃO DE EXCEDENTE TÉCNICO 53
FORMA DE PAGAMENTO DA INDENIZAÇÃO 54
FIXANDO CONCEITOS 2 56
 3. COBERTURA POR SOBREVIVÊNCIA 64 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 65
CARACTERÍSTICAS DA COBERTURA POR SOBREVIVÊNCIA 66
MODALIDADES DE RENDA 70
PARÂMETROS TÉCNICOS 72
CARREGAMENTO 72
RESGATE 73
PORTABILIDADE 74
FIXANDO CONCEITOS 3 77
 4. NOÇÕES DE REGULAÇÃO DE SINISTRO E 
 ATUALIZAÇÃO DE VALORES 81 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O PROCESSO DE REGULAÇÃO DE SINISTROS 82
REGULAÇÃO DO PROCESSO DE SINISTRO 83
UMA NOÇÃO HISTÓRICA SOBRE ATUALIZAÇÃO DE VALORES 84
AS REGRAS ATUAIS DE ATUALIZAÇÃO DE VALORES 84
FIXANDO CONCEITOS 4 86
SEGUROS DE PESSOAS
 ESTUDOS DE CASO 88 
 ANEXOS 90 
 GABARITO 94 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 96 
8
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
01
BÁSICOS
CONCEITOS
■ Conhecer os aspectos
históricos do ramo de
seguro de pessoas e a
evolução histórica da
legislação de seguros do
Brasil, correlacionando tais
aspectos com a operação
do mercado de seguros
da atualidade.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
■ Reconhecer os conceitos 
básicos relacionados aos 
seguros de pessoas, bem 
como os sujeitos 
envolvidos na contratação 
deste tipo de seguro; 
Conhecer as formas de 
contratação, os tipos
de planos e coberturas 
oferecidas pelos seguros 
de pessoas.
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ UM POUCO DE HISTÓRIA
⊲ NOÇÕES GERAIS
⊲ SUJEITOS DA OPERAÇÃO
⊲ FORMAS DE CONTRATAÇÃO
⊲ CUSTEIO DO PLANO
⊲ MODALIDADES 
DE ESTRUTURAÇÃO 
DAS COBERTURAS
⊲ VALORES GARANTIDOS
⊲ ASSISTÊNCIA FINANCEIRA
⊲ CARREGAMENTO
⊲ MIGRAÇÃO DE APÓLICES
⊲ FIXANDO CONCEITOS 1
9
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
 UM POUCO DE HISTÓRIA 
A necessidade de segurança é inerente ao ser humano. Desde sua origem, 
sofrendo as consequências das situações climáticas e dos ataques de 
animais e de outros homens, de doenças, invalidez e morte, o homem sentiu 
a necessidade de buscar formas de proteção, desde a integração em tribos 
ou grupos até a criação de moradias que minimizassem certos perigos. 
Posteriormente, o homem comprovou haver situações que poderiam 
determinar a perda de seus bens e observou que, para desenvolver suas 
atividades com segurança, teria que descobrir alguma maneira de estar 
protegido. Surgiu então a “ideia” do seguro.
 — O Seguro de Pessoas no Tempo
O Código Comercial Brasileiro, publicado em 1850 e ainda em vigor – 
apenas nos itens referentes ao Direito Comercial Marítimo –, determinava a 
proibição da contratação dos seguros de vida de pessoas livres. Era permitida 
somente a contratação de seguros para as vidas dos escravos, já que não 
eram considerados pessoas, e sim mercadorias. Dessa forma, no Brasil, o 
seguro de vida teve sua prática retardada por ter sido considerado, durante 
longo tempo, uma especulação imoral.
Em 1905, surgiu um “plano” que cobria as vidas dos empregados de 
uma cadeia de armazéns varejistas, contratado por meio de diversas 
apólices individuais que exigiam a realização prévia de exames médicos. 
O “plano” utilizado foi o denominado seguro temporário renovável 
automaticamente e os prêmios das apólices eram recolhidos e pagos à 
seguradora pelo empregador. 
Em 1910, foi emitida, nos EUA, a primeira apólice de Seguro de Vida em 
Grupo, que apresentava como condições: não realização dos exames 
médicos individuais prévios, prêmios quitados pelos segurados e benefício 
por morte do funcionário pago ao beneficiário por ele indicado.
Saiba mais
Com a publicação do Código 
Civil Brasileiro, em 2002, foi 
necessário que a SUSEP e 
o CNSP revisassem todos 
os normativos, inclusive 
aqueles relacionados 
aos Seguros de Pessoas. 
Naquela oportunidade, foram 
consolidadas disposições 
dispersas em inúmeros 
normativos, com o objetivo 
de propiciar aos segurados 
mais informações e 
transparência quanto às suas 
obrigações aos seus direitos.
10
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
O Código Civil Brasileiro, publicado em 1916 e já inteiramente revogado, 
passou a considerar a vida e as faculdades humanas objetos seguráveis, o 
que foi mantido pelo Código Civil publicado em 2002 (Lei 10.406/02).
Em 1929, o Seguro de Vida em Grupo surgiu no Brasil, época em que o referido 
ramo já estava consolidado e modernizado nos EUA. Foi introduzido em nosso 
mercado, seguindo o modelo americano no que se referia a taxas e condições.
Em 1954, no Brasil, foi publicada uma portaria que definiu padrões para o 
ramo de acidentes pessoais, sendo aquele ano considerado o marco inicial 
para o desenvolvimento da carteira.
 SEGURO DE PESSOAS NO 
 CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 
 (LEI 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002) 
O Código Civil Brasileiro apresenta uma série de artigos aplicáveis aos 
seguros, sendo alguns voltados, exclusivamente, para os contratos de 
segurosser contratada. Essa última cobertura 
eleva significativamente os prêmios do seguro.
 — Cobertura para Segurados 
Dependentes
Trata-se da possibilidade de se contratar um seguro em que existe mais 
de um segurado. Nos seguros coletivos, o segurado titular é aquele que 
mantém vínculo com o estipulante (por exemplo, o funcionário da empre-
sa que contratou a apólice), e os segurados dependentes poderiam ser o 
cônjuge e filhos.
Podem ser admitidos como segurados, desde que previsto no plano e 
contratados pelo estipulante: o cônjuge, o(a) companheiro(a), os filhos, os 
enteados e os menores, considerados dependentes econômicos do com-
ponente principal do grupo, bem como outros membros da família.
As duas cláusulas que permitem a inclusão de coberturas para os compo-
nentes dependentes são: cláusula suplementar de inclusão de cônjuge 
e cláusula suplementar de inclusão de filhos.
A cláusula suplementar de inclusão de cônjuge define a inclusão no pla-
no dos cônjuges dos segurados principais, que pode ser feita das seguin-
tes formas:
 ■ automática – quando abranger os cônjuges de todos os segura-
dos principais;
 ■ facultativa – quando abranger os cônjuges dos segurados princi-
pais que assim o autorizarem.
44
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Equiparam-se aos cônjuges os companheiros dos segurados principais, 
se, ao tempo do contrato, o segurado era separado judicialmente ou já se 
encontrava separado de fato.
O capital segurado do cônjuge e dos filhos não pode ser superior a 100% 
do capital segurado do respectivo segurado principal.
A cláusula suplementar de inclusão de filhos define a inclusão no plano dos 
filhos do segurado principal e/ou do cônjuge segurado pela cláusula suple-
mentar de inclusão de cônjuge, que pode ser feita das seguintes formas:
 ■ automática – quando abranger os filhos de todos os segurados 
principais ou dos cônjuges segurados; 
 ■ facultativa – quando abranger os filhos dos segurados principais 
ou dos cônjuges segurados que assim o autorizarem.
Para os menores de 14 anos é permitido, exclusivamente, o oferecimento e 
a contratação de coberturas relacionadas ao reembolso de despesas, seja 
na condição de segurado principal ou de dependente.
Equiparam-se aos filhos os enteados e os menores considerados depen-
dentes econômicos do segurado principal.
Nos planos coletivos, quando ambos os cônjuges forem segurados princi-
pais do mesmo grupo segurado, os filhos poderão ser incluídos, uma única 
vez, como dependentes daquele de maior capital segurado, sendo este 
denominado como “segurado principal” para efeito da cláusula.
O capital segurado dos filhos não pode ser superior a 100% do capital 
segurado do respectivo segurado principal.
Na hipótese de morte simultânea (comoriência) do segurado principal e 
do(s) segurado(s) dependente(s), os capitais segurados referentes às 
coberturas dos segurados, principal e dependente(s), deverão ser pagos 
aos respectivos beneficiários indicados ou, na ausência destes, aos her-
deiros legais dos segurados.
Atenção
O critério para fixação do capital segurado da cláusula suplementar de inclusão de côn-
juge e da cláusula suplementar de inclusão de filhos deve ser estabelecido na respecti-
va cláusula ou nas condições especiais do plano de Seguros de Pessoas.
45
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 CAPITAL SEGURADO 
Entende-se como capital segurado o valor máximo, vigente na data do 
evento para a cobertura contratada, a ser pago ou reembolsado pela segu-
radora, no caso de ocorrência de sinistro coberto pela apólice.
Nos planos coletivos, para cada grupo pode haver uma ou mais classes de 
capitais segurados, devendo a respectiva escala ser fixada em função de 
fatores objetivos como:
 ■ uniforme – os capitais segurados são iguais para todos os compo-
nentes do grupo segurado;
 ■ múltiplo salarial – os capitais segurados são múltiplos do salário 
do componente principal;
 ■ escalonado – os capitais segurados acompanham um determinado 
critério preestabelecido em função da idade e do salário, por exemplo; 
 ■ global – os capitais segurados referentes a cada componente 
sofrem variações decorrentes de mudanças na composição do 
grupo segurado.
O capital segurado para a cobertura de despesas médicas, hospitalares e 
odontológicas representa o limite máximo de reembolso pelo mesmo evento.
No caso de invalidez parcial por acidente, a reintegração do capital segurado é 
automática após cada sinistro, geralmente sem cobrança de prêmio adicional.
Se após o pagamento da indenização por invalidez permanente por acidente, 
for verificada a morte do segurado em consequência do mesmo acidente, a 
importância já paga por invalidez permanente deverá ser deduzida do valor 
do capital segurado por morte, se esta cobertura tiver sido contratada.
Nos seguros em que o segurado for responsável pelo custeio do plano, total 
ou parcialmente, será vedada a redução, por parte da seguradora, do valor do 
capital segurado contratado sem a devida solicitação expressa do segurado.
Exemplo
Um segurado tem um capital segurado de R$ 100.000,00 e sofre um acidente, em que 
perde totalmente o uso de uma das mãos, recebendo 60% de indenização. Seu capital 
segurado, no entanto, é reintegrado, ou seja, volta a ser de R$ 100.000,00. Se tiver 
novo acidente, terá direito à nova indenização.
A reintegração se dá porque cada acidente é um evento aleatório, independente do 
anterior. Todavia, se for comprovada a Invalidez Permanente Total, não há reinte-
gração. A indenização é paga e o segurado é excluído do grupo.
46
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Importante
Considera-se como data do evento, para efeito de determinação do capital segurado, 
quando da liquidação dos sinistros:
1) para as coberturas de acidentes pessoais: a data do acidente;
2) para a cobertura de risco por invalidez, não consequente de acidente: a data indica-
da na declaração médica;
3) para as demais coberturas de risco: a data da ocorrência do evento coberto, conforme 
definido nas condições gerais ou especiais, ressalvado o disposto nos itens 1 e 2 acima.
 VIGÊNCIA 
O início de vigência é a data a partir da qual as coberturas de risco propos-
tas serão garantidas pela seguradora. A vigência de um plano com cober-
tura de risco é normalmente de um ano, sendo facultada a contratação por 
período diferente (dias, meses, anos, vitalício).
Deverão ser especificados nas apólices, nos certificados individuais e nas 
propostas o início e o final de vigência das coberturas contratadas, sendo 
que o início e o término de vigência ocorrerão sempre às 24 horas das 
datas neles indicadas.
Para as propostas que tenham sido recepcionadas sem pagamento de 
prêmio, o início de vigência da cobertura deverá coincidir com a data de 
aceitação da proposta ou com data distinta, desde que expressamente 
acordada entre as partes.
Em contrapartida, para as propostas que tenham sido recepcionadas com 
adiantamento de valor para futuro pagamento parcial ou total do prêmio, 
o início de vigência da cobertura será a partir da data de recepção da pro-
posta pela seguradora.
Importante
No caso de não renovação da 
apólice coletiva, as condições 
contratuais deverão ter sua 
vigência estendida, pelo 
estipulante e pela seguradora, 
até a extinção de todos os 
riscos cobertos relativos aos 
prêmios já pagos.
47
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 CARÊNCIA 
Entende-se como prazo de carência o período, contado a partir da data 
de início de vigência do seguro ou do aumento do capital segurado ou 
da recondução, no caso de suspensão, durante o qual, na ocorrência do 
sinistro, o segurado ou os beneficiários não terão direito à percepção dos 
capitais segurados contratados.
Os planos com cobertura de risco poderão estabelecer prazo de carência, 
devendo ser respeitado o limite máximo de 2 anos.
O prazo de carência, exceto no caso de suicídio ou de sua tentativa, não 
poderá exceder metade do prazo de vigênciaprevisto pela apólice, no caso 
de contratação individual, ou pelo certificado, no caso de contratação coletiva.
A carência poderá, a critério da seguradora, ser reduzida ou substituída por 
declaração pessoal de saúde ou de atividade ou exame médico.
O prazo de carência, quando previsto pelo plano de seguro, deverá:
1) no caso de planos individuais: ser fixado na proposta de contratação, 
condições gerais e nota técnica atuarial;
2) no caso de planos coletivos: ser fixado no contrato, na proposta de con-
tratação e na proposta de adesão, com expressa menção de sua existên-
cia nas condições gerais e na nota técnica atuarial.
O prazo de carência poderá ser aplicado aos aumentos de capital segu-
rado solicitados após o início de vigência, desde que assim conste das 
condições gerais.
Importante
Em caso de renovação de apólice, não será iniciado novo prazo de carência.
Para sinistros decorrentes de acidentes pessoais, não poderá ser estabelecido prazo 
de carência, exceto no caso de suicídio ou de sua tentativa, quando o referido pe-
ríodo corresponderá a dois anos ininterruptos, contados da data de contratação ou de 
adesão ao seguro ou ainda de sua recondução depois de suspenso.
No caso de migração de apólices, não será reiniciada a contagem de novo prazo de 
carência para segurados já incluídos no seguro pela apólice anterior, em relação às 
coberturas e aos respectivos valores já contratados.
48
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 CESSAÇÃO 
 DE COBERTURA 
Respeitado o período correspondente ao prêmio pago, a cobertura de 
cada segurado cessa, automaticamente, ao final do prazo de vigência da 
apólice, se esta não for renovada.
Na hipótese de o segurado, seus prepostos ou seus beneficiários agirem 
com dolo, fraude ou simulação na contratação do seguro ou durante sua 
vigência, ou ainda para obter ou para majorar a indenização, dá-se, auto-
maticamente, a caducidade do seguro, sem restituição dos prêmios, fican-
do a seguradora isenta de qualquer responsabilidade.
Respeitado o período correspondente ao prêmio pago, a cobertura do 
segurado principal cessa, ainda:
 ■ com o desaparecimento do vínculo entre o segurado principal e o 
estipulante, nos planos coletivos; 
 ■ quando o segurado solicitar sua exclusão da apólice ou quando 
deixar de contribuir com sua parte no prêmio.
Além das situações mencionadas acima e de outras, previstas nas condi-
ções gerais ou especiais dos planos, a cobertura de cada segurado depen-
dente cessa:
 ■ se for cancelada a respectiva cláusula suplementar;
 ■ com o cancelamento do seguro do segurado principal;
 ■ com a morte do segurado principal;
 ■ no caso de cessação da condição de dependente; 
 ■ a pedido do segurado principal, na hipótese de inclusão facultativa 
do segurado dependente.
 PERDA DE DIREITOS 
Das condições gerais dos planos, deverá constar que o segurado perderá 
o direito à indenização se agravar intencionalmente o risco.
Das condições gerais e da proposta, deverá constar a informação de que se o 
segurado, seu representante legal ou seu corretor de seguros fizerem decla-
rações inexatas ou omitirem circunstâncias que possam influir na aceitação 
da proposta ou no valor do prêmio, ficará prejudicado o direito à indenização, 
além de estar o segurado obrigado ao pagamento do prêmio vencido.
49
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Entretanto, deve ficar claro que se a inexatidão ou a omissão nas declara-
ções não resultar de má-fé do segurado, a seguradora poderá:
1) na hipótese de não ocorrência do sinistro:
 ■ cancelar o plano, retendo a parcela proporcional ao tempo decor-
rido do prêmio originalmente pactuado; 
 ■ mediante acordo entre as partes, permitir a continuidade do plano, 
cobrando a diferença de prêmio cabível ou restringindo a cober-
tura contratada.
2) na hipótese de ocorrência de sinistro com pagamento parcial do 
capital segurado:
 ■ cancelar o seguro, após o pagamento da indenização, retendo a 
parcela calculada proporcionalmente ao tempo decorrido do prê-
mio originalmente pactuado, acrescido da diferença cabível; 
 ■ mediante acordo entre as partes, permitir a continuidade do segu-
ro, cobrando a diferença de prêmio cabível ou deduzindo-a do 
valor a ser pago ao segurado ou ao beneficiário, ou restringindo a 
cobertura contratada para riscos futuros.
3) na hipótese de ocorrência de sinistro com pagamento integral do 
capital segurado:
 ■ cancelar o seguro após o pagamento da indenização, deduzindo a 
diferença de prêmio cabível do valor a ser indenizado.
Deverá, também, constar das condições gerais do plano de seguro que o 
segurado é obrigado a comunicar à seguradora, logo que saiba, qualquer 
fato suscetível de agravar o risco coberto, sob pena de perder o direito à 
cobertura, se ficar comprovado que silenciou de má-fé.
Nesses casos, a seguradora, desde que o faça nos 15 dias seguintes ao 
recebimento do aviso de agravação do risco, poderá dar ciência ao segu-
rado, por escrito, de sua decisão de cancelar o seguro ou, mediante acor-
do entre as partes, restringir a cobertura contratada ou cobrar a diferença 
de prêmio cabível, sendo que o cancelamento do plano só será eficaz 30 
dias após a notificação, devendo ser restituída a diferença do prêmio, cal-
culada proporcionalmente ao período a decorrer.
50
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 CANCELAMENTO E 
 REABILITAÇÃO DA APÓLICE 
O contrato de seguro pode ser rescindido a qualquer tempo mediante 
acordo entre as partes contratantes, devendo ser observada, no caso dos 
planos coletivos, a anuência prévia e expressa de segurados que repre-
sentem, no mínimo, 3/4 do grupo segurado.
As apólices não podem ser canceladas durante a vigência, pela segurado-
ra, sob a alegação de alteração da natureza dos riscos.
O não pagamento do prêmio por parte do segurado ou estipulante nos 
prazos estipulados nas condições contratuais, poderá acarretar o cance-
lamento da apólice ou do certificado individual, a partir do primeiro dia de 
vigência do período de cobertura a que se referir a cobrança.
No caso de não ocorrer o cancelamento imediato da apólice ou do certifi-
cado individual, por inadimplência do segurado ou do estipulante, deverá 
ser adotada uma das seguintes hipóteses pela seguradora:
 ■ prazo de tolerância – cobertura dos sinistros ocorridos durante 
o período de inadimplência, com a consequente cobrança do prê-
mio devido ou, quando for o caso, seu abatimento da indenização 
paga ao(s) beneficiário(s); 
 ■ prazo de suspensão – não cobertura dos sinistros ocorridos 
durante o período de inadimplência, sendo vedada a cobrança dos 
prêmios referentes a esse período.
Os prazos de tolerância ou suspensão tratados acima deverão estar espe-
cificados nas condições gerais do plano.
 RENOVAÇÃO 
 DA APÓLICE 
A renovação automática do plano, desde que haja previsão expressa em suas 
condições gerais, só poderá ocorrer uma única vez e por igual período, devendo 
as renovações posteriores serem feitas, obrigatoriamente, de forma expressa.
A renovação automática não se aplica aos segurados, nos planos individuais, 
e estipulantes, nos planos coletivos, ou à seguradora que comunicarem o 
desinteresse na continuidade do plano, mediante aviso prévio de, no míni-
mo, 60 dias que antecedam o final da vigência da apólice.
51
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
A renovação expressa poderá ser efetivada quantas vezes se fizer neces-
sária, se realizada pelo estipulante nos seguros coletivos, e desde que não 
implique ônus, dever para os segurados ou redução de seus direitos, bem 
como pelo próprio segurado, em se tratando de seguros individuais.
Caso haja, na renovação, alteração da apólice que implique ônus, dever 
aos segurados ou a redução de seus direitos, deverá haver anuência pré-
via e expressa de, pelo menos, 3/4 do grupo segurado.
A renovação que não implicar em alteração da apólice, com ônus ou deve-
res adicionais para os segurados ou ainda a redução de seus direitos, 
poderáser feita pelo estipulante.
Nas renovações expressas, caso a seguradora não tenha interesse em 
renovar a apólice, deverá comunicar aos segurados e ao estipulante, 
mediante aviso prévio de, no mínimo, 60 dias que antecedam o final de 
vigência da apólice.
 RISCOS EXCLUÍDOS 
Os planos possuem níveis distintos de exclusão. Por esse motivo, é impres-
cindível a leitura atenta das condições gerais do plano a ser contratado.
Na relação dos riscos excluídos, deverão constar os danos causados por 
atos ilícitos dolosos praticados pelo segurado, pelo beneficiário ou pelo 
representante, de um ou de outro.
Nos seguros contratados por pessoas jurídicas, deverão ser excluídos, 
além dos citados acima, os danos causados por atos ilícitos dolosos prati-
cados por seus sócios controladores, dirigentes e administradores, pelos 
beneficiários e pelos respectivos representantes.
Não pode ser estipulada, entre as partes, cláusula que exclua o suicídio ou 
sua tentativa, após os primeiros dois anos de vigência inicial do contrato ou 
de sua recondução depois de suspenso.
Caso as condições gerais ou especiais excluam doença preexistente das 
coberturas do seguro, esta deverá ser definida como doença de conheci-
mento do segurado e não declarada na proposta de contratação ou, no 
caso de contratação coletiva, na proposta de adesão.
52
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
De acordo com o Código Civil, é vedada a exclusão de morte ou de incapacidade do 
segurado quando provier da utilização de meio de transporte mais arriscado, da pres-
tação de serviço militar, da prática de esporte ou de atos de humanidade em auxílio de 
outrem.
É permitida a ampliação ou a extensão de cobertura a riscos de acidentes pessoais ex-
cluídos ou não previstos nas disposições normativas, mediante a elaboração de planos 
específicos e a cobrança adicional de prêmio, ficando esta emissão condicionada à 
aceitação prévia de resseguro, sempre que houver excedente a ressegurar.
Usualmente, não estão cobertos pelo Seguro de Acidentes Pessoais os 
riscos decorrentes de:
 ■ atos ou operações de guerra, com ou sem declaração formal, 
guerra química ou bacteriológica, guerra civil, guerrilha, revolução, 
agitação, motim, revolta ou outras perturbações da ordem pública 
e delas decorrentes, exceto a prestação de serviço militar ou atos 
de humanidade em auxílio de outrem;
 ■ uso de material nuclear para quaisquer fins, incluindo a explosão 
nuclear, provocada ou não, bem como a contaminação radioativa 
ou a exposição a radiações nucleares ou ionizantes;
 ■ furacões, ciclones, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas e 
outras convulsões da natureza;
 ■ ato reconhecidamente perigoso que não seja motivado por neces-
sidade justificada, exceto prática de esporte e utilização de meio 
de transporte mais arriscado;
 ■ prática, por parte do segurado, do beneficiário ou do representan-
te legal, de um ou de outro, de atos ilícitos ou contrários à lei;
 ■ perturbações e intoxicações alimentares de qualquer espécie bem 
como intoxicações decorrentes da ação de produtos químicos, 
drogas ou medicamentos, salvo quando prescritos por médico, em 
decorrência de acidente coberto; 
 ■ suicídio ou tentativa de suicídio, ocorrida nos primeiros dois anos 
contados a partir do início de vigência do seguro, ou de sua recon-
dução depois de suspenso.
53
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 DISTRIBUIÇÃO DE 
 EXCEDENTE TÉCNICO 
Exclusivamente nos planos coletivos, poderá ser adotada cláusula de exce-
dente técnico estabelecendo as condições de distribuição, ao estipulante 
ou aos segurados do grupo, dos resultados técnicos da apólice.
Consideram-se como receitas, para fins de apuração dos resultados técni-
cos, no mínimo:
 ■ prêmios de competência correspondentes ao período de vigência 
da apólice efetivamente pagos; 
 ■ estorno de sinistros computados em períodos anteriores e, defini-
tivamente, não devidos.
São despesas mínimas para fins de apuração dos resultados técnicos:
 ■ comissões de corretagem pagas durante o período;
 ■ comissões de administração pagas durante o período;
 ■ valor total dos sinistros ocorridos em qualquer época e ainda não 
considerados até o fim do período de apuração, computando-se 
de uma só vez os sinistros com pagamento parcelado;
 ■ saldos negativos dos períodos anteriores, ainda não compensados;
 ■ despesas efetivas de administração, acordadas com o estipulante.
As receitas e as despesas devem ser atualizadas monetariamente desde:
 ■ o respectivo pagamento, para prêmios e comissões;
 ■ o aviso à seguradora, para os sinistros;
 ■ a respectiva apuração, para os saldos negativos anteriores;
 ■ as datas em que incorreram, para as despesas de administração;
 ■ outras datas estabelecidas na cláusula de excedente técnico, para 
receitas ou despesas não previstas no rol mínimo descrito acima.
A apuração do resultado técnico deve ser atualizada, monetariamente, 
desde o término do período de apuração determinado no contrato até a 
data da distribuição do excedente técnico, destinando-se aos segurados 
ou estipulante um percentual do resultado apurado, estabelecido no contrato.
54
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
A distribuição de excedentes técnicos deve ser realizada após o término 
do prazo previsto no contrato, depois de pagas todas as faturas do período 
e no prazo máximo de 60 dias a contar da última quitação, vedado qual-
quer adiantamento a título de resultados técnicos.
Nos seguros, parcial ou totalmente contributários, o excedente técnico a 
ser distribuído deve ser, respectivamente, proporcional ou integralmente 
destinado ao segurado, podendo ainda ser revertido em benefícios ao 
grupo segurado, na forma estabelecida na cláusula de excedente técnico. 
Nesses casos, deverá ser incluída, no certificado individual, a informação 
de que o segurado tem direito ao excedente técnico.
 FORMA DE PAGAMENTO 
 DA INDENIZAÇÃO 
A indenização pode ser paga de uma única vez (capital) ou sob a forma de 
renda. De modo geral, o critério é estabelecido pelo segurado, na contra-
tação do plano pelo segurado. Entretanto, existe a possibilidade de que 
seja dada a opção, ao beneficiário, da escolha do critério, no que diz res-
peito ao recebimento do capital segurado.
No que se refere às rendas, elas podem ser pagas nas formas mensal, trimes-
tral, quadrimestral, semestral ou anual, sendo a forma mensal a mais comum.
As rendas, também chamadas de anuidades, designam uma sucessão de 
pagamentos feitos em intervalos regulares e podem ser classificadas em:
 ■ vitalícias – caracterizadas pelo pagamento enquanto o segurado 
ou beneficiário sobreviver;
 ■ temporárias – caracterizadas pelo pagamento durante um período 
de tempo predeterminado em contrato.
Além dessa classificação, essas rendas ainda podem ser:
 ■ renda certa – trata-se de uma renda, exclusivamente, financeira, 
independentemente da sobrevivência ou não do beneficiário. É 
considerada certa porque é paga durante um prazo previamente 
acordado e determinado.
Atenção
O plano de seguro poderá 
admitir a hipótese de 
substituição do pagamento 
da indenização em dinheiro 
por pagamento em bens 
ou serviços, desde que 
expressamente solicitada pelo 
segurado ou beneficiários.
55
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 ■
Exemplo
Suponha um plano com cobertura de morte por qualquer causa, sendo a indenização 
paga ao beneficiário indicado pelo segurado por 60 meses (prazo certo).
Dessa forma, o compromisso da seguradora é pagar ao beneficiário indicado pelo se-
gurado a indenização a que este tem direito pelo período de 60 meses. Caso o bene-
ficiário venha a falecer antes de completado o prazo de 60 meses, seus beneficiários 
terão direito a continuar a receber a indenização pelo prazo que estiver faltando para 
completar o prazo certo. Inexistindo beneficiários remanescentes, a indenização será 
paga aos sucessores legítimos, observada a legislação vigente, até o términodo prazo 
certo contratado. Nesse caso, findos os 60 meses, extingue-se a indenização.
renda aleatória – trata-se de uma renda atuarial, pois considera a 
probabilidade de morte do beneficiário.
Exemplo
Suponha agora um plano com cobertura de morte natural, sendo a indenização paga 
ao beneficiário indicado pelo segurado enquanto estiver vivo.
Dessa forma, o compromisso da seguradora é pagar ao beneficiário indicado pelo se-
gurado a indenização a que este tem direito enquanto ele sobreviver. Quando ocorrer a 
morte do beneficiário, o compromisso da seguradora terminará.
É importante destacar que esses contratos têm sua estrutura técnica dife-
renciada. Desse modo, não caberá ao consumidor que contrata um segu-
ro estruturado sob a forma de renda aleatória pleitear cobertura similar 
à daqueles que contrataram uma renda certa. Os direitos serão distintos.
Outro aspecto a ser observado é o de que as rendas vitalícias são aleató-
rias (pois não se sabe quando o beneficiário falecerá), enquanto as rendas 
temporárias podem ser tanto aleatórias quanto certas. 
56
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 FIXANDO CONCEITOS 2 
Marque a alternativa correta
1. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) As coberturas de risco são aquelas coberturas dos Seguros de Pes-
soas cujo evento gerador não seja a sobrevivência do segurado a 
uma data predeterminada.
(b) A denominação de qualquer plano de Seguro de Vida está condi-
cionada, sempre, ao oferecimento da cobertura por sobrevivência.
(c) Na formalização da contratação de um plano de Seguros de Pessoas 
com cobertura de risco, são utilizados os seguintes instrumentos 
contratuais: apólice e certificado individual.
(d) A seguradora pode rejeitar um proponente, de acordo com o Código 
Civil, pela única razão de ser portador de deficiência, sem configu-
rar discriminação.
(e) É facultada a inclusão, nas condições contratuais, de cláusula de 
concorrência de apólices.
2. Sobre a contratação das coberturas de risco, podemos afirmar que:
(a) O preenchimento de proposta de adesão não é obrigatório.
(b) O preenchimento de proposta de adesão não é obrigatório no caso 
de Seguros de Pessoas com capital global e contratação sob a for-
ma de bilhete.
(c) Na contratação de um plano coletivo, quem assina a proposta de 
contratação é o segurado.
(d) O certificado individual é o documento destinado ao segurado, emi-
tido pela seguradora no caso de contratação individual.
(e) É obrigatória a emissão e o envio ao segurado do certificado indivi-
dual, pela seguradora, somente no início do seguro.
3. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) O período de cobertura das coberturas de risco somente pode ser 
temporário.
(b) A taxa pura das coberturas de risco tem de ser diferenciada por ida-
de ou faixa etária, não havendo a possibilidade de ser única para 
todo o grupo.
(c) O cálculo do valor do prêmio, realizado pelos subscritores, não leva 
em consideração o perfil do proponente ou do segurado, bem como 
da cobertura contratada.
(d) O período de cobertura pode ser vitalício ou indeterminado.
57
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
(e) Para os seguros que prevejam alteração de taxa por faixa etária, 
deverá ser estabelecido, nas Condições Gerais, que os prêmios 
serão alterados de acordo com a faixa etária do segurado.
4. Sobre as coberturas dos Seguros de Pessoas, podemos afirmar que:
(a) As coberturas não podem ser divididas em básicas e adicionais.
(b) Os planos não podem oferecer, juntas, as coberturas de morte natu-
ral e diárias de incapacidade temporária.
(c) A invalidez funcional permanente total por doença é aquela para 
a qual não se pode esperar recuperação ou reabilitação, com os 
recursos terapêuticos disponíveis no momento de sua constatação, 
para a atividade laborativa principal do segurado.
(d) Não podem figurar como segurados da cobertura de invalidez 
laborativa permanente por doença as pessoas que não exerçam 
qualquer atividade laborativa, sendo vedados o oferecimento e a 
cobrança de prêmio para o seu custeio, por parte da seguradora.
(e) Reconhecida a invalidez laborativa pela seguradora, a indenização 
deve ser paga, sempre, sob a forma de renda certa, temporária ou 
vitalícia, em prestações mensais, iguais e sucessivas.
5. Sobre a cobertura de invalidez e suas características, podemos afirmar que:
(a) O objetivo da cobertura de invalidez laborativa permanente total por 
doença é garantir o pagamento de indenização em caso de invali-
dez consequente de doença que cause a perda da existência inde-
pendente do segurado.
(b) É possível o oferecimento de cobertura em que o pagamento da 
indenização esteja condicionado à impossibilidade do exercício, 
pelo segurado, de toda e qualquer atividade laborativa.
(c) Os casos de invalidez permanente por doença devem ser comprova-
dos por meio de declaração médica.
(d) A aposentadoria por invalidez concedida por instituições oficiais de 
58
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
previdência caracteriza, por si só, o estado de invalidez permanente.
(e) O prazo para a constituição de eventual junta médica será no máxi-
mo de 30 dias a contar da data da indicação do membro nomeado 
pelo segurado.
6. Sobre as coberturas relacionadas a acidentes pessoais, podemos afir-
mar que:
(a) As coberturas de acidentes pessoais são somente: morte acidental, 
e invalidez permanente total por acidente
(b) Não cabe ao segurado a livre escolha dos prestadores dos serviços 
médico-hospitalares e odontológicos.
(c) A cobertura de despesas médicas, hospitalares e odontológicas tem 
por objetivo garantir o reembolso, limitado ao capital segurado, das 
despesas efetuadas pelo segurado para o tratamento das conse-
quências de acidente coberto, iniciado, sob orientação médica, nos 
30 primeiros dias contados da data do acidente.
(d) As indenizações pagáveis por morte e por invalidez permanente 
total ou parcial por acidente são cumulativas.
(e) Quando a indicação médica sobre a extensão das lesões for estabe-
lecida em termos de grau máximo, médio ou mínimo, sem a indica-
ção exata do grau de redução funcional apresentado, a indenização 
será calculada, respectivamente, com base nas seguintes percenta-
gens: 75%, 50% e 30%.
7. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) As coberturas de Diárias por Incapacidade (DI) e Diárias por Internação 
Hospitalar (DIH) podem ser decorrentes de acidente pessoal ou não.
(b) Não é garantida a livre escolha dos prestadores de serviço pelos 
beneficiários, com o respectivo reembolso das despesas efetuadas 
na cobertura de auxílio-funeral, quando a seguradora oferecer a 
alternativa de prestação de serviços.
59
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
(c) Não existe diferença entre assistência funeral e Seguro Auxílio-Funeral.
(d) Na assistência funeral, existe sempre a opção de livre escolha.
(e) Na assistência funeral, os serviços de funeral são prestados direta-
mente pela seguradora.
8. Sobre a possibilidade de inclusão dos filhos e cônjuge, podemos afirmar que:
(a) Nos planos contratados sob a forma coletiva, podem ser admitidos 
somente o cônjuge e os filhos como segurados dependentes.
(b) A inclusão do cônjuge e dos filhos pode ser feita da forma automá-
tica ou facultativa.
(c) O capital segurado do cônjuge pode ser superior a 100% do capital 
segurado do respectivo segurado principal.
(d) Na hipótese de comoriência, somente os capitais segurados referen-
tes às coberturas do segurado principal devem ser pagos.
(e) Nos planos coletivos, quando ambos os cônjuges forem segurados prin-
cipais do mesmo grupo segurado, os filhos podem ser incluídos uma 
única vez como dependentes daquele de menor capital segurado.
9. Sobre o Seguro Educacional, podemos afirmar que:
(a) O Seguro Educacional tem por objetivo quitar as despesas com edu-
cação do beneficiário, em razão da ocorrência dos eventos cober-
tos.
(b) Os Seguros de Acidentes Pessoais que visem, exclusivamente,à 
cobertura de acidentes dos educandos, durante a permanência no 
estabelecimento de ensino ou no seu trajeto, incluem-se na moda-
lidade educacional.
(c) Quando o educando for responsável pelo pagamento das mensali-
dades escolares, pode ser oferecida a cobertura de morte natural.
(d) O pagamento periódico da indenização referente, exclusivamente, às 
mensalidades escolares pode ser realizado diretamente ao estabele-
cimento de ensino, desde que haja prévia anuência do responsável 
pelo educando, ou deste último quando maior, a ser firmada periodi-
camente.
(e) O Seguro Educacional não pode prever o pagamento da indeniza-
60
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
ção de forma única.
10. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) O Seguro Prestamista somente pode prever a cobertura de morte.
(b) Os capitais segurados dos componentes dependentes podem ser 
superiores aos do respectivo componente principal.
(c) Se após o pagamento da indenização por invalidez permanente por aci-
dente, for verificada a morte do segurado em consequência do mesmo 
acidente, a importância já paga por invalidez permanente deverá ser 
deduzida do valor do capital segurado por morte, se esta cobertura tiver 
sido contratada.
(d) No capital uniforme, os capitais segurados referentes a cada compo-
nente sofrem variações decorrentes de mudanças na composição 
do grupo segurado.
(e) O primeiro beneficiário do Seguro Prestamista é o próprio estipulan-
te, e a indenização é o valor do saldo da dívida ou do compromisso.
11. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) Respeitado o período correspondente ao prêmio pago, a cobertura 
de cada segurado cessa, automaticamente, no final do prazo de 
vigência da apólice, se esta não for renovada.
(b) O plano com cobertura de risco poderá estabelecer prazo de carên-
cia, devendo ser respeitado o limite de três anos.
(c) O prazo de carência não poderá ser aplicado aos aumentos de capi-
tal segurado solicitados após o início de vigência.
(d) A carência não poderá ser reduzida ou substituída por declaração 
pessoal de saúde ou de atividade ou exame médico.
(e) Em caso de renovação de apólice, será iniciado novo prazo de carência.
12. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) O segurado é obrigado a comunicar à seguradora, logo que saiba, 
qualquer fato suscetível de agravar o risco coberto, sob pena de per-
der o direito à cobertura, se ficar comprovado que silenciou de má-fé.
(b) O contrato de seguro pode ser rescindido a qualquer tempo median-
te acordo entre as partes contratantes, devendo ser observado, no 
caso dos seguros coletivos, a anuência prévia e expressa de segu-
rados que representem, no máximo, 3/4 do grupo segurado.
(c) As apólices poderão ser canceladas pela seguradora, durante a 
vigência, caso haja alteração da natureza dos riscos.
(d) O não pagamento do prêmio, por parte do segurado ou estipulante, 
nos prazos estipulados nas condições contratuais não poderá acar-
retar o cancelamento da apólice ou do certificado individual.
(e) O custeio do plano sob a forma mensal é considerado fracionamento 
61
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
do prêmio.
13. Sobre a renovação, podemos afirmar que:
(a) A renovação automática não se aplica aos segurados, nos planos indi-
viduais, e estipulantes, nos planos coletivos, ou à seguradora que 
comunicarem o desinteresse na continuidade do plano, mediante avi-
so prévio de, no mínimo, 30 dias que antecedam o final da vigência da 
apólice.
(b) Na renovação não há necessidade de haver anuência prévia e expres-
sa de, pelo menos, 3/4 do grupo segurado, mesmo que a alteração 
da apólice implique ônus, dever aos segurados ou a redução de seus 
direitos.
(c) A renovação expressa poderá ser efetivada quantas vezes se fizer 
necessária, desde que realizada, pelo estipulante, nos seguros coleti-
vos, independentemente de haver ônus ou dever para os segurados, 
ou redução de seus direitos, visto que o estipulante representa os 
segurados nesses casos.
(d) A renovação automática do plano, desde que haja previsão expressa 
nas condições gerais do plano, só poderá ocorrer uma única vez e por 
igual período, devendo as renovações posteriores serem feitas, obri-
gatoriamente, de forma expressa.
(e) Nas renovações expressas, caso a seguradora não tenha interesse 
em renovar a apólice, deverá comunicar aos segurados e ao estipu-
lante, mediante aviso prévio de, no mínimo, 30 dias que antecedam o 
final de vigência da apólice.
14. Sobre os riscos excluídos, podemos afirmar que:
(a) Os planos com coberturas de risco não possuem níveis distintos 
de exclusão.
(b) Pode ser estipulada entre as partes cláusula que exclua o suicídio ou sua 
tentativa, após os dois primeiros anos de vigência inicial do contrato.
(c) É permitida a exclusão de morte ou de incapacidade do segurado 
quando provier da utilização de meio de transporte mais arriscado.
(d) Não é permitida a ampliação ou a extensão de cobertura a riscos de 
acidentes pessoais excluídos.
(e) Os riscos decorrentes de furacões e de ciclones, usualmente, não estão 
cobertos pelo Seguro de Acidentes Pessoais.
15. Sobre a distribuição de excedente técnico, podemos afirmar que:
(a) A apuração do resultado técnico não está sujeita à atualização monetária.
(b) Nos seguros contributários, o excedente técnico a ser distribuído deve 
ser, respectivamente, proporcional ou integralmente destinado ao 
segurado, podendo ainda ser revertido em benefícios ao grupo segura-
do na forma estabelecida na cláusula de excedente técnico.
62
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
(c) Uma das receitas que devem ser consideradas na apuração dos 
resultados técnicos é a comissão de corretagem paga no período.
(d) A distribuição de excedentes técnicos deve ser realizada após o 
término do prazo previsto no contrato, depois de pagas todas as 
faturas do período e no prazo máximo de 30 dias a contar da últi-
ma quitação, vedado qualquer adiantamento a título de resultados 
técnicos.
(e) A cláusula de excedente técnico poderá existir somente nos planos 
contratados na forma individual.
16. Sobre as formas de pagamento da indenização, podemos afirmar que:
(a) As indenizações referentes às coberturas de risco somente podem 
ser pagas sob a forma de renda.
(b) Os planos não poderão admitir a hipótese de substituição do pagamen-
to da indenização em dinheiro por pagamento em bens ou serviços.
(c) As rendas podem ser pagas sob a forma vitalícia.
(d) A renda certa é uma renda atuarial.
(e) A renda certa considera a probabilidade de morte do beneficiário.
63
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
64
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
03
COBERTURA
por SOBREVIVÊNCIA
 ■ Assimilar as características 
dos planos de 
sobrevivência, sendo 
capaz de correlacionar 
cada uma delas com as 
respectivas necessidades 
dos clientes.
 ■ Reconhecer como 
funciona o VGBL durante 
a fase de acumulação de 
recursos, correlacionando 
suas características com 
as possíveis necessidades 
dos clientes.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
 ■ Conhecer os percentuais 
máximos de carregamento 
e suas formas de 
cobranças, reconhecendo 
tais informações em 
exemplos práticos. 
 ■ Reconhecer as situações 
em que o segurado 
poderá pedir resgate e 
portabilidade analisando 
exemplos práticos.
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ CONSIDERAÇÕES INICIAIS
⊲ CARACTERÍSTICAS 
DA COBERTURA 
POR SOBREVIVÊNCIA
⊲ MODALIDADES DE RENDA
⊲ PARÂMETROS TÉCNICOS
⊲ CARREGAMENTO
⊲ RESGATE
⊲ PORTABILIDADE
⊲ FIXANDO CONCEITOS 3
65
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Esta unidade trata da cobertura por sobrevivência, bastante difundida 
nos dias atuais pelo produto Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL. 
Entretanto, até o início do ano de 2002, poucos eram os planos com 
cobertura por sobrevivência comercializados pelas seguradoras.
A explicação para isso decorre do processo inflacionário vivenciado peloBrasil ao longo da década de 1980 e primeira metade da década de 1990, 
da ausência de regras claras e da falta de incentivos fiscais adequados que 
pudessem atrair os consumidores.
Uma das principais premissas apontadas para o desenvolvimento dos 
produtos de acumulação (o VGBL é um exemplo desses produtos) refere-
-se ao desenvolvimento de políticas macroeconômicas que estimulam a 
poupança de longo prazo, contribuindo para a estabilidade da oferta de 
produtos e, consequentemente, para o crescimento do mercado.
A estabilidade trazida pelo Plano Real gerou a demanda por novos produ-
tos e serviços, o que abriu uma janela de oportunidades para as segurado-
ras no que se refere à captação de poupanças privadas.
Com a regulamentação do Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL, do Pla-
no com Atualização Garantida e Performance – PAGP, do Plano com Remu-
neração Garantida e Performance – PRGP e dos critérios de apuração e de 
reversão de resultados financeiros (excedentes), viu-se que uma parte da 
população – aquela que usufruía do benefício fiscal concedido pelo Gover-
no – estava satisfatoriamente atendida. Entretanto, restava ainda desenvol-
ver produtos de acumulação destinados a atender um público-alvo amplo, 
abrangendo assalariados e autônomos de todas as classes de renda.
Vendo a existência de potenciais consumidores de produtos de acumu-
lação, a SUSEP regulamentou o Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL, 
66
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
o Vida com Atualização Garantida e Performance – VAGP e o Vida com 
Remuneração Garantida e Performance – VRGP no Ramo de Seguros de 
Pessoas com cobertura por sobrevivência. Esses produtos funcionam 
exatamente como um plano de Previdência Complementar, havendo 
diferenciação apenas no tratamento tributário e, consequentemente, no 
público-alvo. 
O VGBL é indicado para quem faz a declaração simples do Imposto de 
Renda ou para quem faz a completa e já aplica 12% da receita tributável 
em um PGBL e ainda pretende aplicar um valor adicional em previdência. 
O VGBL não permite dedução à receita tributável, por outro lado, tributa 
somente os rendimentos e não o valor integral do resgate.
 CARACTERÍSTICAS DA COBERTURA 
 POR SOBREVIVÊNCIA 
A cobertura por sobrevivência dos Seguros de Pessoas pode ser oferecida 
isoladamente ou em conjunto com a cobertura (ou coberturas) de risco. É 
sempre estruturada sob o regime financeiro de capitalização e tem por 
finalidade o pagamento do capital segurado, de uma única vez ou sob for-
ma de renda, a pessoas físicas vinculadas ou não a um estipulante.
Ressalvado o caso de concessão de renda imediata, adquirida mediante 
pagamento único, o evento gerador do pagamento do capital segurado, 
nos planos com cobertura por sobrevivência, é sempre a sobrevivência do 
segurado ao período de diferimento contratualmente previsto.
A cobertura por sobrevivência poderá ser estruturada nas modalidades de 
Contribuição Variável e de Benefício Definido, cujas definições foram abor-
dadas na Unidade 1.
A cobertura por sobrevivência poderá ser contratada de forma individual ou 
coletiva. A contratação deverá ser efetivada por meio de proposta de con-
tratação e, no caso de plano coletivo, a adesão à apólice pelos proponentes 
será precedida do preenchimento da respectiva proposta de adesão.
A contratação sob a forma coletiva pelo estipulante, destina-se a grupos de 
pessoas que a ela estejam vinculadas de qualquer forma lícita, devendo o 
vínculo ser estabelecido em contrato.
No caso de contratação coletiva, o plano deverá estar disponível a todos os 
componentes do grupo que mantenham vínculo com o estipulante. A adesão 
é facultativa, e podem ser admitidos como segurados do plano: o cônjuge, o(a) 
Observação
O VGBL funciona exatamente 
da mesma forma que o PGBL.
O VAGP funciona exatamente 
da mesma forma que o PAGP.
O VRGP funciona exatamente 
da mesma forma que o PRGP.
67
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
companheiro(a), os filhos, os enteados e os menores considerados dependen-
tes econômicos do componente do grupo.
O regulamento e a nota técnica atuarial deverão prever a forma e o 
critério de custeio (pagamento de prêmios pelos segurados ou pelo 
estipulante-instituidor). O valor e a periodicidade do pagamento dos prê-
mios poderão ser previamente fixados, ficando facultado às seguradoras 
estabelecer critérios objetivos no regulamento do plano, limitando o 
valor máximo de aportes extraordinários e vedando cláusulas que preve-
jam qualquer tipo de discricionariedade por parte da seguradora e cujos 
efeitos não sejam claros e transparentes para os segurados.
Ressalvado o disposto anteriormente, na modalidade de contribuição variá-
vel, fica facultado ao segurado pagar prêmios adicionais de qualquer valor.
Os planos de seguros de pessoas com cobertura por sobrevivência serão 
dos seguintes tipos:
Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)
Este plano garante aos segurados, durante o período de diferi-
mento, a remuneração da PMBaC, com base na rentabilidade da(s) 
carteira(s) de investimentos dos FIEs em que estejam aplicados os 
respectivos recursos, sem garantia de remuneração mínima e de 
atualização de valores, além de ser sempre estruturado na modali-
dade de contribuição variável sem reversão.
O VGBL é um produto do tipo unit link (ou unidade de conta), que 
vincula a acumulação de recursos de uma conta individualizada à 
performance de um fundo de investimento financeiro especialmente 
constituído, sem qualquer tipo de garantia de rentabilidade durante 
a fase de acumulação, ou seja, não há qualquer risco biométrico ou 
financeiro para a seguradora durante o período de diferimento.
Tendo em vista que o VGBL é um plano de contribuição variá-
vel, o segurado pode fazer aportes variáveis de acordo com sua 
conveniência, desde que as seguradoras não estabeleçam, em 
seus regulamentos, critérios objetivos limitando o valor máximo 
de aportes extraordinários.
Vida Gerador de Benefício Livre Programado 
(VGBL Programado)
O VGBL Programado garante aos segurados, durante o perío-
do de diferimento, a remuneração da Provisão Matemática 
de Benefícios a Conceder, com base na rentabilidade da(s) 
carteira(s) de investimentos de FIEs em que esteja aplicada a 
totalidade dos respectivos recursos, sem garantia de remune-
ração mínima e de atualização de valores, além de ser sempre 
estruturado na modalidade de contribuição variável. O VGBL 
Programado oferece, adicionalmente, a possibilidade de con-
68
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
tratação, durante o período de diferimento, de pagamentos 
financeiros programados na forma definida no Regulamento e 
na Nota Técnica Atuarial.
Vida com Remuneração Garantida e Performance 
(VRGP)
Garante aos segurados, durante o período de diferimento, remu-
neração por meio da contratação de índice de atualização de 
valores e de taxa de juros bem como reversão, parcial ou total, de 
resultados financeiros.
Vida com Remuneração Garantida e Performance 
sem Atualização (VRSA) 
Garante aos segurados, durante o período de diferimento, remu-
neração por meio da contratação de taxa de juros e reversão, par-
cial ou total, de resultados financeiros. É sempre estruturado na 
modalidade de contribuição variável.
Vida com Atualização Garantida e Performance 
(VAGP)
Garante aos segurados, durante o período de diferimento, por 
meio da contratação de índice de preços, apenas a atualização 
de valores e a reversão, parcial ou total, de resultados financeiros.
Dotal Puro
Garante ao segurado, durante o período de diferimento, remu-
neração por meio da contratação de índice de atualização de 
 valores, taxa de juros e, opcionalmente, tábua de mortalidade, 
sem reversão de resultados financeiros, sendo o capital segurado 
pago ao segurado sobrevivente ao término do período de diferi-
mento. É sempre estruturado na modalidade de benefício definido.
Dotal Misto
Garante o pagamento do capital seguradoque será pago em fun-
ção da sobrevivência do segurado ao período de diferimento ou em 
função de sua morte ocorrida durante aquele período, sem rever-
são de resultados financeiros. É sempre estruturado na modalidade 
de benefício definido e no regime financeiro de capitalização.
Plano Dotal Misto com Performance
Garante o capital segurado que será pago em função da sobrevi-
vência do segurado ao período de diferimento ou em função da 
sua morte ocorrida durante aquele período, com reversão, parcial 
ou total, de resultados financeiros durante o período de diferimen-
to. É sempre estruturado na modalidade de benefício definido e no 
regime financeiro de capitalização. 
69
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
Vida com Renda Imediata (VRI)
Garante, mediante prêmio único, o pagamento do capital segura-
do sob a forma de renda imediata.
Vida com Desempenho Referenciado (VDR)
Apresenta, durante o período de diferimento, garantia mínima de 
desempenho, segundo critérios definidos no plano, e a reversão, 
parcial ou total, de resultados financeiros, sendo sempre estrutura-
do na modalidade de contribuição variável.
O plano VDR deve apresentar cláusula de desempenho atrelado 
ao percentual de um índice de renda fixa de ampla divulgação.
Atenção
O VRGP e o VAGP podem ser estruturados na modalidade de contribuição variável ou 
na modalidade de benefício definido.
Em todos os tipos de plano, poderá ser prevista, contratualmente, a reversão de 
resultados financeiros durante o período de pagamento do capital segurado sob a 
forma de renda.
Os planos dotais poderão conter previsão de cláusula de atualização de valores, 
segundo a qual os prêmios serão anualmente reajustados de forma a garantir a varia-
ção anual integral do índice de preços para os correspondentes capitais segurados. 
Nesses casos, a cláusula de atualização de valores deverá ser redigida de modo a 
tornar claro para os segurados que o reajuste anual aplicado aos prêmios superará a 
variação anual aplicada aos capitais segurados, de forma a proteger os valores des-
ses capitais segurados.
FIE é o fundo de investimento especialmente constituído, ou o fundo de inves-
timento em quotas de fundos de investimento especialmente constituídos, FAC, 
cujos únicos quotistas sejam seguradoras e entidades abertas de Previdência 
Complementar ou, no caso de fundo com patrimônio segregado, segurados e 
participantes de planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre ou PGBL – Plano 
Gerador de Benefício Livre.
70
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
TIPOS DE PLANOS DE COBERTURA POR 
SOBREVIVÊNCIA DURANTE A FASE DE ACUMULAÇÃO
PLANO MODALIDADE
PERÍODO DE ACUMULAÇÃO DOS RECURSOS – PERÍODO DE DIFERIMENTO
REMUNERAÇÃO 
(TAXA DE JUROS)
ATUALIZAÇÃO 
(ÍNDICE DE 
PREÇOS)
REVERSÃO DE 
RESULTADOS 
FINANCEIROS
VGBL CV
Baseada na rentabilidade da 
carteira do FIE em que estão 
aplicados os recursos
Não há
Não há, pois a totalidade 
da rentabilidade é repas-
sada ao participante
VRGP CV ou BD
Pode ser 
contratada até 6% a.a.
Com base em índice 
de preços contratado
É obrigatória, com base 
em percentual contratado
VAGP CV ou BD Não há
Com base em índice 
de preços contratado
É obrigatória, com base 
em percentual contratado
VRSA CV
Pode ser 
contratada até 6% a.a.
Não há
É obrigatória, com base 
em percentual contratado
VDR CV Índice de renda fixa Índice de renda fixa
É obrigatória, com base 
em percentual contratado
Dotal Misto BD
Pode ser contratada até 6% 
a.a.
Com base em índice 
de preços contratado
Não há
Dotal 
Misto com 
 performance
BD
Pode ser contratada até 6% 
a.a.
Com base em índice 
de preços contratado
É obrigatória, com base 
em percentual contratado
Dotal Puro BD
Pode ser contratada até 6% 
a.a.
Com base em índice 
de preços contratado
Não há
CV – Contribuição Variável 
BD – Benefício Definido.
 MODALIDADES DE RENDA 
Finda a fase de acumulação de recursos, o segurado pode optar por rece-
ber, à vista, o saldo acumulado em sua PMBaC ou transformá-lo em um tipo 
de renda, cujo valor é calculado em função de sua idade, da modalidade 
de renda escolhida e dos parâmetros técnicos do plano contratado (taxa 
de juros e tábua de mortalidade). As principais modalidades de renda são:
71
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
Renda Mensal Vitalícia
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado a partir 
da data escolhida para concessão da indenização. O pagamento 
da renda cessa com a morte do segurado.
Renda Mensal Temporária 
Consiste em uma renda paga temporária e exclusivamente ao 
segurado, cessando com o seu falecimento ou o fim da tempora-
riedade contratada, o que ocorrer primeiro.
Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado a partir 
da data escolhida para a concessão da indenização. No entanto, 
se durante o período de auferimento da renda ocorrer o falecimen-
to do segurado, antes de ter completado o prazo mínimo de garan-
tia escolhido, a renda será paga aos beneficiários, pelo período 
restante do prazo mínimo de garantia.
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado a partir 
da data escolhida para a concessão da indenização. Ocorrendo o 
falecimento do segurado, durante a percepção dessa renda, um 
percentual de seu valor estabelecido na proposta será revertido 
vitaliciamente ao beneficiário indicado. Na hipótese de falecimen-
to do beneficiário antes do segurado e durante o período de rece-
bimento da renda, a reversibilidade estará extinta, sem direito a 
compensações ou devoluções dos valores pagos.
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao 
Cônjuge com Continuidade aos Menores
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado a partir 
da data escolhida para a concessão da indenização. Ocorrendo o 
falecimento do segurado durante a percepção dessa renda, um 
percentual de seu valor estabelecido na proposta será revertido 
vitaliciamente ao cônjuge e, na falta deste, reversível temporaria-
mente aos menores até que o mais novo complete uma idade con-
siderada como maioridade, conforme estabelecido no regulamen-
to do plano (a denominada “maioridade contratual”).
Atenção
A regulamentação vigente 
delega à SUSEP a faculdade 
de, verificada a má 
administração dos recursos, 
determinar à seguradora, 
cotista única do FIE, a 
substituição da instituição 
financeira administradora.
Observação
Os planos VRGP, VRSA, VAGP, 
Dotal Puro, Dotal Misto, Dotal 
Misto com Performance e VRI 
também podem oferecer essas 
modalidades de renda.
72
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
 PARÂMETROS TÉCNICOS 
Acabamos de ver que, com o fim da fase de acumulação de recursos, 
o segurado pode optar por receber, à vista, o saldo acumulado em sua 
PMBaC ou transformá-lo em um tipo de renda, cujo valor é calculado em 
função da sua idade, da modalidade de renda escolhida e dos parâmetros 
técnicos do plano contratado (taxa de juros e tábua de mortalidade).
Com relação à taxa de juros, a regulamentação estabelece que no período 
(ou períodos) em que houver garantia mínima de remuneração, a taxa de 
juros contratualmente prevista deverá respeitar o limite fixado pela SUSEP, 
observado o máximo de 6% ao ano ou seu equivalente efetivo mensal.
Já para as tábuas de mortalidade, a regulamentação estabelece que a 
tábua de mortalidade que será utilizada para cálculo do fator de renda 
será aquela definida no plano submetido à aprovação da SUSEP, devendo 
ser observado o limite máximo da taxa de mortalidade constante da tábua 
AT-2000 Male.
Ainda com relação às tábuas biométricas, as seguradoras podem adotar, 
na estruturação dos planos com cobertura por sobrevivência, uma tábua 
biométrica elaborada por instituição independente, com reconhecida 
capacidade técnica, cujo critério de elaboração e atualização tenha sido 
previamente aprovado pela SUSEP.
 CARREGAMENTO 
Conforme vimos na Unidade 1, o carregamentoé a denominação da remu-
neração que as seguradoras recebem para fazer face à manutenção de 
sua operação.
Relembrando, devem ser observados os seguintes limites: 
 ■ 10% para as coberturas estruturadas na modalidade de contribui-
ção variável;
 ■ 30% para as coberturas estruturadas na modalidade de benefício 
definido.
Os percentuais de carregamento deverão constar da proposta de contra-
tação e da de adesão, bem como do contrato e, para os planos individuais, 
também do regulamento e da nota técnica atuarial.
73
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
Os percentuais de carregamento incidirão, exclusivamente, sobre o valor 
dos prêmios efetivamente pagos à seguradora, ficando vedada a cobrança 
de quaisquer outros valores.
O carregamento poderá ser cobrado:
 ■ no pagamento dos prêmios;
 ■ no resgate ou na portabilidade de recursos, calculado, proporcio-
nalmente, ao saldo do valor nominal dos prêmios pagos, contido 
no montante resgatado ou portado.
 RESGATE 
O segurado poderá solicitar, independentemente do número de prêmios 
pagos, resgate parcial ou total dos recursos do saldo da PMBaC, após o 
cumprimento de período de carência, que deverá estar compreendido 
entre 60 (sessenta) dias e 60 (sessenta) meses, a contar da data de proto-
colo da proposta de contratação ou de adesão na seguradora.
Uma vez solicitado o primeiro resgate, outro pedido somente poderá ser 
feito após o cumprimento do intervalo estabelecido no plano, que deverá 
estar compreendido entre 60 dias e 06 (seis) meses.
Ressalte-se, no entanto, que os resgates ficarão suspensos enquanto não 
forem quitadas todas as contraprestações relativas a eventual assistência 
financeira contratada pelo segurado, na proporção correspondente ao sal-
do devedor da assistência financeira, acrescidos dos impostos e carrega-
mentos devidos.
O pagamento do resgate será efetivado da seguinte forma:
Resgate total
Considera-se o valor dos saldos da PMBaC e da provisão de exce-
dentes financeiros, calculados, na forma da regulamentação em 
vigor, no 3º (terceiro) dia útil anterior à data do pagamento.
Resgate parcial
Considera-se o valor ou percentual estipulado pelo segurado e 
com base, exclusivamente, no saldo da PMBaC, calculado, na for-
ma da regulamentação em vigor, no 3º (terceiro) dia útil anterior à 
data de pagamento.
74
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Nos planos estruturados na modalidade de benefício definido, é vedado o resgate parcial.
A provisão técnica de excedentes financeiros somente existe nos períodos (acumulação 
ou de pagamento do capital segurado sob a forma de renda) em que seja garantida a 
reversão de resultados financeiros.
Ressalvados os encargos de saída e o carregamento postecipado, não será permitida a 
cobrança de quaisquer despesas por ocasião do resgate.
 PORTABILIDADE 
Independentemente do número de prêmios pagos, o segurado poderá 
solicitar a portabilidade, total ou parcial, de recursos do saldo da PMBaC 
para outro plano com cobertura por sobrevivência, após o cumprimento 
do período de carência, contado da data de protocolo da proposta de con-
tratação ou de adesão na seguradora.
Para o VGBL ou VGBL Programado o período de carência será de 60 dias. 
O prazo de carência será estendido para 180 dias, exclusivamente, para pla-
nos destinados aos proponentes que forem investidores qualificados. Para 
os planos do tipo VRGP, VAGP, VRSA, VDR, Dotal Puro, Dotal Misto e Dotal 
Misto com Performance, o período de carência de que trata o caput deverá 
estar compreendido entre 60 dias e 24 meses. O prazo mínimo de carência 
estabelecido será estendido para 180 dias, exclusivamente, para planos des-
tinados aos proponentes que forem investidores qualificados.
Quando se tratar de portabilidades entre planos com cobertura por 
sobrevivência da mesma seguradora, poderão ser estabelecidos perío-
dos inferiores aos mencionados anteriormente. 
Importante ressaltar que não poderão ser solicitadas portabilidades com 
intervalo inferior a 60 dias.
O conceito de proponente investidor qualificado é definido conforme as 
regras estipuladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
75
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Da mesma forma que no resgate, as portabilidades também ficarão suspensas enquanto 
não forem quitadas todas as contraprestações relativas a eventual assistência financeira 
contratada pelo segurado, também fica vedada a portabilidade parcial nos planos estrutura-
dos na modalidade de benefício definido.
Com vistas a limitar o seu risco, é facultado às seguradoras que estabeleçam critérios 
objetivos no regulamento dos planos para aceitação de valores oriundos de portabilidades, 
sendo vedadas cláusulas que prevejam qualquer tipo de discricionariedade e cujos efeitos 
não sejam claros e transparentes para os segurados.
A portabilidade será efetivada da seguinte forma:
Portabilidade Total
Com base no valor dos saldos da PMBaC e da provisão técnica de 
excedentes financeiros, calculados na forma da regulamentação 
em vigor.
Portabilidade Parcial
Considera-se o valor ou o percentual solicitado pelo segurado e 
com base no saldo da PMBaC, calculado na forma da regulamen-
tação em vigor.
A portabilidade efetivar-se-á mediante solicitação do segurado, devida-
mente registrada na seguradora, informando:
 ■ o plano (ou planos) de Seguros de Pessoas com cobertura por 
sobrevivência, quando da mesma seguradora;
 ■ o plano (ou planos) com cobertura por sobrevivência e respectiva 
seguradora, quando para outra sociedade;
 ■ o respectivo valor ou percentual do saldo da PMBaC;
 ■ as respectivas datas.
Os recursos financeiros serão portados diretamente entre as segurado-
ras, ficando vedado seu trânsito, sob qualquer forma, pelo segurado. Tais 
recursos deverão ser recepcionados e contabilizados na PMBaC.
76
UNIDADE 3
SEGUROS DE PESSOAS
 
Atenção
São vedadas:
 ■ a cobrança de carregamento sobre o valor dos recursos portados pela seguradora receptora;
 ■ a portabilidade de recursos entre segurados;
 ■ a cobrança de quaisquer importâncias pela seguradora cedente dos recursos, exceto 
as relativas às tarifas bancárias necessárias à portabilidade, ao encargo de saída e ao 
carregamento postecipado.
 
77
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
 FIXANDO CONCEITOS 3 
Marque a alternativa correta
1. Sobre a cobertura por sobrevivência, podemos afirmar que: 
(a) Para o início de comercialização dos Planos com cobertura por 
sobrevivência, as seguradoras não precisam de prévia autorização 
da SUSEP.
(b) Os prêmios pagos para cobertura por sobrevivência dos planos de 
Seguros de Pessoas não são dedutíveis para fins de tributação.
(c) O IOF incidente sobre os prêmios pagos para a cobertura por sobre-
vivência dos planos de Seguros de Pessoas é de 7%.
(d) O VGBL funciona exatamente da mesma forma que o PRGP.
(e) O público-alvo do VGBL e dos planos de Previdência Complementar 
é o mesmo.
2. Sobre a cobertura por sobrevivência e suas características, podemos 
afirmar que: 
(a) Não pode ser oferecida em conjunto com outras coberturas de risco.
(b) Pode ser estruturada no regime financeiro de capitalização ou no regi-
me financeiro de repartição de capitais de cobertura.
(c) Somente podem ser comercializadas de forma individual.
(d) O evento gerador do pagamento do capital segurado será sempre a 
sobrevivência do segurado ao período de diferimento contratualmente 
previsto.
(e) Somente pode ser estruturada na modalidade de contribuição variável.
78
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
3. Sobre as coberturas por sobrevivência, podemos afirmar que:
(a) Quando a cobertura por sobrevivência for estruturada na modalida-
de de benefício definido, o capital segurado, pagável de uma única 
vez ou sob a forma de renda, será calculado somente ao final do 
período de diferimento.
(b) No caso de contratação coletiva, a adesão à apólice, pelos propo-
nentes, será precedida do preenchimento da respectivaproposta 
de contratação.
(c) No caso de contratação sob a forma coletiva, o vínculo entre o gru-
po e o estipulante deve ser estabelecido nas condições gerais do 
plano.
(d) Em função da cobertura por sobrevivência, os planos deverão ser 
apenas dos seguintes tipos: VGBL, VAGP e VRGP.
(e) É facultado às seguradoras estabelecerem critérios objetivos no 
regulamento do plano, limitando o valor máximo de aportes extraor-
dinários.
4. Sobre os planos dotais, podemos afirmar que:
(a) O Dotal Puro é um plano sem reversão de resultados financeiros e 
sempre estruturado na modalidade de benefício definido.
(b) O Dotal Misto é um plano com reversão de resultados financeiros e 
sempre estruturado na modalidade de benefício definido.
(c) O Dotal Misto com Performance é um plano sem reversão de resul-
tados financeiros e sempre estruturado na modalidade de benefício 
definido.
(d) O Dotal Misto e o Dotal Puro garantem duas coberturas: sobrevivên-
cia e morte.
(e) Dos planos dotais, o único que oferece reversão de resultados finan-
ceiros durante o período de diferimento é o Dotal Misto.
5. Sobre a portabilidade, podemos afirmar que:
(a) O Segurado poderá solicitar a portabilidade, total ou parcial, após o 
cumprimento do período de carência.
(b) O Segurado poderá solicitar a portabilidade, total ou parcial, sem a 
necessidade do cumprimento de qualquer período de carência.
(c) O Beneficiário poderá solicitar a portabilidade, total ou parcial, após 
o cumprimento do período de carência.
(d) O Beneficiário poderá solicitar a portabilidade, somente se esta for 
total, após o cumprimento do período de carência.
(e) O Segurado poderá solicitar a portabilidade, sem a necessidade do 
cumprimento de qualquer período de carência, somente se esta 
portabilidade for total.
79
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
6. Sobre as características dos planos com cobertura por sobrevivência, 
podemos afirmar que:
(a) O VGBL é um plano cujo carregamento máximo admitido é de 30%.
(b) O VRSA é um plano sempre estruturado na modalidade de benefício 
definido.
(c) O VRGP não pode ser estruturado na modalidade de benefício defi-
nido.
(d) O VAGP somente pode ser estruturado na modalidade de contribui-
ção variável.
(e) O VGBL somente pode ser estruturado na modalidade de contribui-
ção variável e no regime financeiro de capitalização.
Marque a alternativa correta
7. Uma característica do VGBL durante a fase de acumulação dos recursos é:
(a) Ter percentual de carregamento igual a 30%.
(b) Garantir juros de 6% ao ano.
(c) Ter a provisão matemática de benefícios a conceder atualizada pelo 
IGPM.
(d) Não permitir portabilidade dos recursos acumulados.
(e) Ser estruturado na modalidade de contribuição variável.
8. O dotal misto é um produto que é sempre estruturado no(a):
(a) Modalidade de contribuição variável.
(b) Modalidade de benefício definido.
(c) Regime financeiro de repartição simples.
(d) Regime financeiro de repartição de capitais de cobertura.
(e) Modalidade de benefício definido com reversão de resultados finan-
ceiros.
9. O dotal puro é um produto que é sempre estruturado no(a):
(a) Modalidade de contribuição variável.
80
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
(b) Modalidade de benefício definido.
(c) Regime financeiro de repartição simples.
(d) Regime financeiro de repartição de capitais de cobertura.
(e) Modalidade de benefício definido com reversão de resultados
financeiros.
10. O percentual máximo de carregamento a ser cobrado de um segurado 
que tenha contratado um VRGP estruturado na modalidade de contribuição 
variável é de:
(a) 3%
(b) 5%
(c) 10%
(d) 30%
(e) 49%
81
UNIDADE 4
SEGUROS DE PESSOAS
04
 ■ Compreender os 
processos de regulação 
de sinistros de forma 
que possa orientar seus 
clientes sempre que 
necessário.
 ■ Reconhecer os 
documentos necessários 
a regulação das 
principais coberturas, 
visando a melhor 
orientação para os 
clientes.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
 ■ Conhecer a definição 
de regulação de 
sinistro, reconhecendo 
sua importância para 
seguradora.
 ■ Conhecer as regras de 
atualização de valores, 
visando a orientação dos 
clientes.
 ■ Conhecer os índices que 
podem ser utilizados para 
atualização dos valores 
dos planos
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
SOBRE O PROCESSO DE 
REGULAÇÃO DE SINISTROS
⊲ REGULAÇÃO DO 
PROCESSO DE SINISTRO
⊲ UMA NOÇÃO HISTÓRICA SOBRE 
ATUALIZAÇÃO DE VALORES
⊲ AS REGRAS ATUAIS DE 
ATUALIZAÇÃO DE VALORES
⊲ FIXANDO CONCEITOS 4
 NOÇÕES de
 REGULAÇÃO de 
 SINISTRO e
ATUALIZAÇÃO de VALORES
82
UNIDADE 4
SEGUROS DE PESSOAS
 CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O 
 PROCESSO DE REGULAÇÃO 
 DE SINISTROS 
Esta unidade abordará um pouco a regulação dos sinistros das cobertu-
ras de risco. Os conceitos aqui discutidos são importantes, pois o corretor 
será sempre o intermediário, não só no momento da contratação mas 
também na hora do sinistro, auxiliando em um momento bastante difícil.
Desse modo, a regulação ou liquidação de sinistros deve merecer, por 
parte das seguradoras, um cuidado muito especial, tão grande ou maior 
do que o dedicado às demais operações.
O pagamento de indenizações é, certamente, a melhor propaganda do 
negócio e, para que essa propaganda obtenha melhor efeito, é necessá-
rio que as indenizações sejam justas.
Indenizações pagas sem critério, maiores ou menores do que são real-
mente devidas, abalam o crédito, o conceito das seguradoras e da pró-
pria instituição do seguro.
A regulação ou liquidação de sinistro é o processo de apuração dos 
prejuízos sofridos pelo segurado e por todos os demais elementos que 
influenciam no cálculo da indenização e no direito a ela.
83
UNIDADE 4
SEGUROS DE PESSOAS
 REGULAÇÃO DO 
 PROCESSO DE SINISTRO 
Os procedimentos e os prazos para a liquidação de sinistros deverão constar 
das condições gerais, com a especificação dos documentos básicos previstos a 
serem apresentados para cada tipo de cobertura, sendo facultado à Seguradora, 
no caso de dúvida fundada e justificável, a solicitação de outros documentos.
Importante
A tramitação de inquérito policial não é causa de indeferimento para o pagamento da inde-
nização. Portanto, é vedado o condicionamento do pagamento da indenização à apresenta-
ção de documentos relacionados à tramitação ou à conclusão de inquérito policial.
É considerada abusiva a inclusão nas condições contratuais de cláusulas que 
 disponham sobre exigência de:
 ■ alvará judicial como pressuposto para o cumprimento de obrigação pactuada, cabendo 
à seguradora verificar somente a regularidade da representação quando o pagamento 
da indenização devido não for efetuado diretamente ao beneficiário;
 ■ certidão de nascimento atualizada.
 
O prazo para o pagamento das indenizações deverá ser estabelecido 
pela seguradora, não podendo ser superior a 30 dias, contados a partir 
da entrega de todos os documentos básicos, ressalvado os casos de soli-
citação de documentação ou informação complementar, em que o prazo 
para pagamento da indenização é suspenso, voltando a correr a partir do 
primeiro dia útil subsequente àquele em que forem completamente aten-
didas as exigências.
Observe-se que somente é possível à seguradora solicitar documentos 
complementares uma única vez, oportunidade na qual deverão ser reque-
ridos todos os documentos necessários, na medida em que não houver 
nova oportunidade de solicitação de tais documentos.
O não pagamento da indenização no prazo previsto implicará a aplicação 
de juros de mora a partir da data do atraso, sem prejuízo de sua atualiza-
ção, nos termos da legislação específica.
O pagamento da indenização poderá ser realizado sob a forma de parce-
la única ou de renda, sendo admissível que o plano com cobertura de ris-
co preveja a hipótese de substituição do pagamento da indenização em 
84
UNIDADE 4
SEGUROS DE PESSOAS
dinheiro por pagamento em bens ou serviços, desde queexpressamente 
solicitada por segurado ou beneficiários.
O pagamento da indenização não deve estar condicionado a nenhuma 
restrição temporal, sendo vedada a inclusão de cláusula que disponha 
sobre a fixação de prazo máximo para a comunicação de sinistro.
 UMA NOÇÃO HISTÓRICA SOBRE 
 ATUALIZAÇÃO DE VALORES 
Embora no Decreto-Lei 73/66 já houvesse a previsão da possibilidade de 
atualização monetária de valores nos contratos de seguros, a correção 
monetária só se tornou obrigatória no final de 1968, quando foi publicada 
a Lei 5.488, cujo foco eram as indenizações. Ao longo das décadas e dos 
diversos planos visando a estabilização da moeda no Brasil, foram ado-
tados inúmeros atos normativos que tratavam das atualizações mone-
tárias e da periodicidade de suas aplicações. A título de exemplo, os 
atos normativos que tratam da atualização de valores – Resolução CNSP 
103/2004 e Circular SUSEP 255/2004 – revogaram quase 47 normas.
 AS REGRAS ATUAIS 
 DE ATUALIZAÇÃO DE VALORES 
Os planos com coberturas estruturadas na modalidade de benefício defi-
nido deverão conter cláusula de atualização anual de valores com base em 
índice pactuado. Exceção à regra são as contratações com vigência igual ou 
inferior a 1 ano, que não poderão conter cláusula de atualização de valores.
Dessa forma, os capitais segurados e os prêmios serão atualizados na 
data de aniversário da contratação, com base no índice pactuado, fican-
do facultado o estabelecimento de outra data-base, desde que os valo-
res, contratualmente previsto sejam atualizados até essa outra data-base 
e, a partir de então, seja respeitada a periodicidade anual.
Entretanto, quando as coberturas de risco forem custeadas mediante o 
pagamento de prêmio único, os capitais segurados deverão ser atuali-
zados pelo índice pactuado até a data de ocorrência do evento gerador.
85
UNIDADE 4
SEGUROS DE PESSOAS
Alternativamente à atualização de valores, existe a possibilidade de adoção 
de cláusula de recálculo do capital segurado durante o período que antece-
de o pagamento da indenização, segundo fatores objetivos (variação salarial, 
mensalidade escolar) expressos nas condições gerais, na apólice, no certifica-
do, nas propostas e no contrato, devendo ser observado que essa possibilida-
de está restrita às coberturas estruturadas no regime financeiro de repartição 
e que tenham sido contratadas sob a forma coletiva.
Já os planos com coberturas estruturadas na modalidade de contribui-
ção variável poderão conter cláusula de atualização anual dos prêmios 
com base no índice pactuado.
Atenção
O índice e a periodicidade de atualização de valores deverão constar das condições gerais, 
da apólice, das propostas e, quando for o caso de plano coletivo, do respectivo contrato.
No caso de extinção do índice pactuado em contrato, deverá ser utilizado o IPCA/IBGE.
86
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
 FIXANDO CONCEITOS 4 
Marque a alternativa correta
1. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) A regulação de sinistro é o processo de apuração dos prejuízos sofri-
dos pelo segurador e por todos os demais elementos que influem 
no cálculo da indenização e no seu direito a ela.
(b) A seguradora poderá solicitar documentos complementares quantas 
vezes forem necessárias.
(c) Os segurados deverão ser informados sobre os procedimentos para 
liquidação de sinistros, com especificação dos documentos básicos 
previstos a serem apresentados para cada tipo de cobertura, não 
sendo facultado às seguradoras, mesmo no caso de dúvida funda-
da e justificável, a solicitação de outros documentos.
(d) O prazo para pagamento das indenizações deverá ser estabelecido 
pela seguradora, não podendo ser superior a 60 dias, contados a 
partir da entrega de todos os documentos básicos.
(e) O não pagamento da indenização no prazo previsto implicará a apli-
cação de juros de mora a partir da data do atraso, sem prejuízo de 
sua atualização, nos termos da legislação específica.
2. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) É admissível que o plano de Seguros de Pessoas com cobertura de 
risco preveja a hipótese de substituição do pagamento da indeni-
zação em dinheiro por pagamento em bens ou serviços, desde que 
expressamente solicitada pelo segurado ou pelos beneficiários.
(b) O pagamento da indenização pode estar condicionado à restrição 
temporal.
(c) Pode ser incluída cláusula nas condições contratuais que disponha 
sobre a fixação de prazo máximo para a comunicação de sinistro.
(d) A tramitação do inquérito policial é causa de indeferimento para o 
pagamento da indenização.
(e) Não é considerada abusiva a inclusão nas condições contratuais de cláu-
sula que disponha sobre exigência de certidão de nascimento atualizada.
87
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
3. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) O plano VGBL deverá conter, obrigatoriamente, cláusula de atualiza-
ção anual dos prêmios.
(b) O plano VRSA sempre deverá conter cláusula de atualização anual 
dos prêmios.
(c) As contratações com vigência igual ou inferior a 1 ano poderão con-
ter cláusula de atualização de valores.
(d) Alternativamente à atualização de valores, existe, para as coberturas 
estruturadas no regime financeiro de capitalização, a possibilidade 
de adoção de cláusula de recálculo do capital segurado durante o 
período que antecede a concessão da indenização.
(e) O índice e a periodicidade de atualização de valores deverão cons-
tar das condições gerais, da apólice, das propostas e, quando for o 
caso de plano coletivo, do respectivo contrato.
88SEGUROS DE PESSOAS
 ESTUDOS DE CASO 
Caso 1
Uma apólice foi contratada pela empresa “Petróleo ABC S/A”, objeti vando 
contemplar todos os seus funcionários. Os colaboradores participaram 
com R$ 50 reais fixos no custeio do seguro. Existem 15.000 colaborado-
res com carteira assinada, mas apenas 7.000 aderiram à apólice.
Com base nas informações apresentadas, identifique:
1. Quem é o estipulante da apólice?
2. Quem são os segurados na apólice?
3. Qual é o tipo de estipulante desse seguro?
4. Qual é o tipo de apólice contratada nesse caso?
5. Qual é o tipo de seguro contratado nesse caso?
6. Qual é o grupo segurável?
7. Qual é o grupo segurado?
Caso 2
Um segurado, com cobertura para Morte Qualquer Causa com capital 
de R$ 100 mil e Indenização Especial por Acidente no valor de R$ 100 
mil, cometeu suicídio, passados 26 meses da contratação da apólice. 
Durante esse tempo, sua apólice esteve suspensa por 90 dias, por falta 
de pagamento. Qual é o valor de indenização a ser paga pela segura-
dora? Justifique sua decisão.
Caso 3
A empresa ABC contratou para seus colaboradores um seguro de Vida em 
Grupo, 100% pago pela empresa, com capital uniforme de R$ 200 mil para 
cobertura de Morte Qualquer Causa (cobertura básica), 100% da cobertura 
básica para Morte Acidental e 100% da cobertura básica para IPA.
Um dos seus colaboradores sofreu um acidente pessoal e teve a perda 
total do uso de um dos membros superiores. Alguns meses após o recebi-
mento da indenização pela perda do uso de um dos membros superiores, 
o colaborador veio a falecer em decorrência de complicações do acidente.
ESTUDOS DE CASO
89SEGUROS DE PESSOAS
Com base nas informações apresentadas, responda:
1. O seguro é contributário ou não contributário? 
2. Qual a cobertura que dá o direito ao colaborador de receber a pri-
meira parte da indenização? 
3. Qual o valor da indenização recebida pelo colaborador que sofreu o 
acidente pessoal? 
4. Qual o valor da indenização recebida pelos beneficiários após o seu 
falecimento?
ESTUDOS DE CASO
90
ANEXOS
SEGUROS DE PESSOAS
 ANEXOS 
EXEMPLO DE TABELA PARA CÁLCULO DA 
INDENIZAÇÃO EM CASO DE INVALIDEZ PERMANENTE
DISCRIMINAÇÃO
% SOBRE A 
IMPORTÂNCIA 
SEGURADA
Invalidez 
Permanente 
Total
Perda total da visão de ambos os olhos 100
Perda total do uso de ambos os membros superiores 100
Perda totalde pessoas. 
Os principais são:
[...]
Art. 789 – Nos seguros de pessoas, o capital segurado é livremente estipula-
do pelo proponente, que pode contratar mais de um seguro sobre 
o mesmo interesse, com o mesmo ou diversos seguradores.
Art. 790 – No seguro sobre a vida de outros, o proponente é obrigado a 
declarar, sob pena de falsidade, o seu interesse pela preserva-
ção da vida do segurado.
Parágrafo único. Até prova em contrário, presume-se o interes-
se, quando o segurado é cônjuge, ascendente ou descendente 
do proponente.
Art. 791 – Se o segurado não renunciar à faculdade, ou se o seguro não 
tiver como causa declarada a garantia de alguma obrigação, é 
lícita a substituição do beneficiário, por ato entre vivos ou de 
última vontade.
Parágrafo único. O segurador, que não for cientificado opor-
tunamente da substituição, desobrigar-se-á pagando o capital 
segurado ao antigo beneficiário.
11
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Art. 792 – Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se por qual-
quer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado 
será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente, 
e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da 
vocação hereditária.
Parágrafo único. Na falta das pessoas indicadas neste artigo, 
serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado 
os privou dos meios necessários à subsistência.
Art. 793 – É válida a instituição do companheiro como beneficiário, se ao 
tempo do contrato o segurado era separado judicialmente, ou já 
se encontrava separado de fato.
Art. 794 – No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de mor-
te, o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado, 
nem se considera herança para todos os efeitos de direito.
Art. 795 – É nula, no seguro de pessoa, qualquer transação para pagamen-
to reduzido do capital segurado.
Art. 796 – O prêmio, no seguro de vida, será conveniado por prazo limitado, 
ou por toda a vida do segurado.
Parágrafo único. Em qualquer hipótese, no seguro individual, o 
segurador não terá ação para cobrar o prêmio vencido, cuja falta 
de pagamento, nos prazos previstos, acarretará, conforme se 
estipular, a resolução do contrato, com a restituição da reserva já 
formada, ou a redução do capital garantido proporcionalmente 
ao prêmio pago.
Art. 797 – No seguro de vida para o caso de morte, é lícito estipular-se um 
prazo de carência, durante o qual o segurador não responde 
pela ocorrência do sinistro.
Parágrafo único. No caso deste artigo, o segurador é obrigado 
a devolver ao beneficiário o montante da reserva técnica já 
formada.
Art. 798 – O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o 
segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial 
do contrato, ou da sua recondução depois de suspenso, obser-
vado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo, é 
nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por 
suicídio do segurado.
Art. 799 – O segurador não pode eximir-se ao pagamento do seguro, ainda 
que da apólice conste a restrição, se a morte ou a incapacidade 
do segurado provier da utilização de meio de transporte mais 
arriscado, da prestação de serviço militar, da prática de esporte, 
ou de atos de humanidade em auxílio de outrem.
12
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Art. 800 – Nos seguros de pessoas, o segurador não pode sub-rogar-se 
nos direitos e ações do segurado, ou do beneficiário, contra o 
causador do sinistro.
Art. 801 – O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou 
jurídica em proveito do grupo que a ela, de qualquer modo, se 
vincule.
§ 1º O estipulante não representa o segurador perante o grupo 
segurado, e é o único responsável, para com o segurador, pelo 
cumprimento de todas as obrigações contratuais.
§ 2º A modificação da apólice em vigor dependerá da anuência 
expressa de segurados que representam 3/4 do grupo.
Art. 802 – Não se compreende nas disposições desta Seção a garantia do 
reembolso de despesas hospitalares ou de tratamento médico, 
nem o custeio das despesas de luto e de funeral do segurado.
 NOÇÕES GERAIS 
Os planos de seguros de pessoas são aqueles destinados a oferecer 
coberturas de risco (por exemplo, morte, invalidez, doenças graves) ou 
coberturas por sobrevivência.
Atenção
A cobertura por sobrevivência é aquela que garante o pagamento do capital segurado 
pela sobrevivência do segurado ao período de diferimento contratado ou a compra, 
mediante pagamento único, de renda imediata.
As coberturas de risco são aquelas coberturas dos seguros de pessoas cujo evento 
gerador não é a sobrevivência do segurado a uma data predeterminada.
Em resumo, todas aquelas situações que não se enquadram no conceito de cobertura 
de sobrevivência apresentado acima, automaticamente, são entendidas como cobertu-
ra de risco.
13
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
 SUJEITOS DA 
 OPERAÇÃO 
Na contratação de um plano de seguros de pessoas estão envolvidas as 
seguintes partes:
Segurado
Pessoa física que contrata o plano ou, no caso de contratação sob 
a forma coletiva, que adere ao plano.
Seguradora
Pessoa jurídica obrigatoriamente constituída sob a forma de socie-
dade anônima – S/A, que assume a responsabilidade pela cobertura 
dos riscos especificados na apólice, mediante o recebimento do prê-
mio correspondente.
Corretor
Pessoa física ou jurídica que faz a intermediação da contratação 
do plano.
Beneficiário
Desde que respeitadas as determinações legais e regulamentares, 
beneficiário é a pessoa física ou jurídica livremente indicada pelo 
segurado para receber os valores dos capitais segurados – indeni-
zações –, na hipótese de ocorrência do sinistro.
Estipulante 
Pessoa física ou jurídica que propõe a contratação de plano coletivo, 
ficando investido de poderes de representação do segurado, nos 
termos da legislação e regulamentação em vigor.
Sobre o Estipulante
O estipulante só pode ser beneficiário em um plano de seguros de pessoas 
se comprovado o legítimo interesse para que ele figure nessa condição.
Esse é o caso, por exemplo, do Seguro Prestamista, que veremos mais adiante. 
O estipulante será identificado como:
 ■ estipulante-instituidor: aquele que participa, total ou parcial-
mente do custeio do plano; 
 ■ estipulante-averbador: aquele que não participa do custeio 
do plano.
Não podem ser estipulantes, salvo quando estiverem estipulando apólices 
para seus próprios funcionários:
Atenção
A figura do Estipulante existe 
somente nos planos de 
seguros coletivos.
14
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
 ■ corretoras de seguros, seus sócios, dirigentes, administradores, 
empregados, prepostos ou representantes;
 ■ corretores; 
 ■ sociedades seguradoras, seus dirigentes, administradores, empre-
gados, prepostos ou representantes.
O estipulante tem várias obrigações a cumprir, como:
 ■ fornecer à seguradora todas as informações necessárias para a 
análise e a aceitação do risco;
 ■ manter a seguradora informada a respeito dos dados cadastrais dos 
segurados, das alterações na natureza do risco coberto, bem como 
de quaisquer eventos que possam, no futuro, resultar em sinistro;
 ■ fornecer ao segurado, sempre que solicitado, quaisquer informações 
relativas ao contrato de seguro;
 ■ comunicar de imediato à seguradora a ocorrência de qualquer 
sinistro ou expectativa de sinistro, referente ao grupo que repre-
senta, assim que delas tiver conhecimento, quando tal comunica-
ção estiver sob sua responsabilidade;
 ■ dar ciência aos segurados dos procedimentos e prazos estipula-
dos para a liquidação dos sinistros; 
 ■ comunicar de imediato à SUSEP quaisquer procedimentos que 
considerar irregulares quanto ao seguro contratado, bem como 
fornecer àquela autarquia quaisquer informações solicitadas den-
tro do prazo por ela estabelecido.
Sempre que houver qualquer alteração nasdo uso de ambos os membros inferiores 100
Perda total do uso de ambas as mãos 100
Perda total do uso de um 
membro superior e de um membro inferior
100
Perda total do uso de uma das mãos e de um dos pés 100
Perda total do uso de ambos os pés 100
Alienação mental total e incurável 100
DISCRIMINAÇÃO
% SOBRE A 
IMPORTÂNCIA 
SEGURADA
Invalidez 
Permanente 
Parcial e 
Diversos
Perda total da visão de um olho 30
Perda total da visão de um olho, 
quando o segurado já não tiver a outra vista
70
Surdez total incurável de ambos os ouvidos 40
Surdez total incurável de um dos ouvidos 20
Mudez incurável 50
Fratura não consolidada do maxilar inferior 20
Imobilidade do segmento cervical da coluna vertebral 20
Imobilidade do segmento 
toracolombossacral da coluna vertebral
25
91
ANEXOS
SEGUROS DE PESSOAS
DISCRIMINAÇÃO
% SOBRE A 
IMPORTÂNCIA 
SEGURADA
Invalidez 
Permanente 
Parcial e 
Membros 
Superiores
Perda total do uso de um dos membros superiores 70
Perda total do uso de uma das mãos 60
Fratura não consolidada de um dos úmeros 50
Fratura não consolidada 
de um dos segmentos radioulnares
30
Anquilose total de um dos ombros 25
Anquilose total de um dos cotovelos 25
Anquilose total de um dos punhos 20
Perda total do uso de um dos 
polegares, inclusive o metacarpiano
25
Perda total do uso de um dos 
polegares, exclusive o metacarpiano
18
Perda total do uso da falange distal do polegar 9
Perda total do uso de um dos dedos indicadores 15
Perda total do uso de um dos 
dedos mínimos ou um dos dedos médios
12
Perda total do uso de um dos dedos anulares 9
Perda total do uso de qualquer falange, excluídas 
as do polegar: indenização equivalente a 1/3 do 
valor do respectivo dedo
92
ANEXOS
SEGUROS DE PESSOAS
DISCRIMINAÇÃO
% SOBRE A 
IMPORTÂNCIA 
SEGURADA
Invalidez 
Permanente 
Parcial e 
Membros 
inferiores
Perda total do uso de um dos membros inferiores 70
Perda total do uso de um dos pés 50
Fratura não consolidada de um fêmur 50
Fratura não consolidada 
de um dos segmentos tíbioperoneiros 
25
Fratura não consolidada da rótula 20
Fratura não consolidada de um pé 20
Anquilose total de um dos joelhos 20
Anquilose total de um dos tornozelos 20
Anquilose total de um quadril 20
Perda parcial de um dos pés, isto é, perda de 
todos os dedos e de uma parte do mesmo pé
25
Amputação do 1º dedo 10
Amputação de qualquer outro dedo 3
Perda total do uso de uma falange do 1º dedo: in-
denização equivalente a 1/2; e, dos demais dedos, 
equivalente a 1/3 do respectivo dedo
Encurtamento de um dos membros inferiores:
– de cinco centímetros ou mais 15
– de quatro centímetros 10
– de três centímetros 6
– menos de três centímetros
sem 
indenização
93
ANEXOS
SEGUROS DE PESSOAS
TABELA DE INDENIZAÇÃO PARA INVALIDEZ PERMANENTE TOTAL OU PARCIAL 
POR ACIDENTE (EXEMPLOS) 
• Perda total da visão 
de um olho – 30%
• Perda total da visão 
de um olho quando 
não tiver a outra vista – 70%
• Fratura não consolidada 
do fêmur – 50%
• Fratura não consolidada
de uma perna – 25%
• Perda total do uso
de uma perna – 70%
• Encurtamento 
de uma das pernas de
 » 5 centímetros ou mais – 15%
 » 4 centímetros – 10%
 » 3 centímetros – 6%
 » menos de 3 centímetros 
 (sem indenização)
• Surdez total incurável 
de um ouvido – 20%
• Surdez total de 
ambos os ouvidos – 40%
• Fratura não consolidada 
de um dos braços – 30%
• Perda total do uso 
de um dos braços – 70%
• Anquilose total de um
dos ombros – 25%
• Anquilose total de 
um quadril – 20%
• Perda total do uso 
de uma das mãos – 60%
• Fratura não consolidada 
da rótula – 20%
• Anquilose total de
 um joelho – 20%
• Anquilose total de um 
dos tornozelos – 20%
• Fratura não consolidada 
do maxilar inferior – 20%
• Mudez incurável – 50%
• Anquilose total de 
um dos cotovelos – 25%
• Anquilose total de 
um dos punhos – 20%
• Amputação do 
primeiro dedo – 10% 
• Amputação de 
qualquer outro dedo – 3%
• Fratura não consolidada
de um pé – 20%
 • Perda total de um dos pés – 50%
 • Perda parcial de um dos pés 
(Perda de todos os dedos do pé e de 
uma parte do mesmo pé) – 25%
• Metacarpiano 
Polegar – 25%
• Metacarpiano 
• Falange distal
• Falange média
• Falange próxima
• Polegar – 18%
• Indicador – 15%
• Médio – 12%
• Anular – 9%
• Mínimo – 12%
PERDA TOTAL - 100%
• Perda total da visão de ambos os olhos
• Perda total do uso de ambos os braços
• Perda total do uso de ambas as pernas
• Perda total do uso de ambas as mãos
• Perda total do uso de um braço e de 
uma perna
• Perda total do uso de uma das mãos e 
de um dos pés
• Perda total do uso de ambos os pés
• Alienação mental total incurável
94
GABARITO
SEGUROS DE PESSOAS
 GABARITO 
Fixando Conceitos
UNIDADE 1 UNIDADE 2
1 – A 6 – B 1 – A 6 – C 11 – A 16 – C
2 – D 7 – B 2 – B 7 – A 12 – A
3 – D 3 – E 8 – B 13 – D
4 – E 4 – D 9 – D 14 – E
5 – C 5 – C 10 – E 15 – B
UNIDADE 3 UNIDADE 4
1 – B 6 – E 1 – E
2 – D 7 – E 2 – A
3 – E 8 – B 3 – E
4 – A 9 – B
5 – A 10 – C
Estudos de Caso
Caso 1
1. Petróleo ABC S/A.
2. Funcionários da empresa petróleo Abc S/A.
3. Estipulante-instituidor.
4. Coletiva.
5. Contributário.
6. 15.000 colaboradores.
7. 7.000 colaboradores.
95
GABARITO
SEGUROS DE PESSOAS
Caso 2
Não há indenização a ser paga, pois, apesar de passados dois anos da 
contratação da apólice, houve suspensão da cobertura durante a vigência, 
que deveria ser compensada ao final do período. Como o sinistro ocorreu 
passados 26 meses e não 28, não há indenização a ser paga, conforme 
previsto no artigo 798 do Código Civil, transcrito a seguir:
Art. 798 – O beneficiário não tem direito ao capital estipulado 
quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigên-
cia inicial do contrato, ou da sua recondução depois de suspenso, 
observado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo, é 
nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por 
suicídio do segurado.
Caso 3
1. O seguro é não contributário porque o prêmio é 100% pago pela empresa
2. A cobertura que dá o direito ao colaborador de receber a primeira parte 
da indenização é a cobertura de IPA. 
3. De acordo com a tabela para cálculo da indenização em caso de inva-
lidez permanente, a perda total do uso de um dos membros superiores é 
uma invalidez parcial e a indenização é de 70% do valor contratado para 
a garantia, ou seja 0,7 x R$ 200 mil = R$ 140 mil. O colaborador recebeu 
R$ 140 mil pela invalidez parcial. 
4. As indenizações pagáveis por morte e por invalidez permanente total ou 
parcial por acidente não são cumulativas. Assim, se o colaborador receber 
indenização por invalidez decorrente de acidente e, mais tarde, vier a falecer 
em função do mesmo acidente, a indenização recebida pela invalidez será 
deduzida daquela que lhe é devida por morte. Como o colaborador veio a 
falecer após alguns meses em consequência do acidente, os beneficiários 
receberão a diferença entre o valor do Capital da cobertura de morte e o 
valor indenizado pela cobertura de IPA, ou seja: R$ 200 mil – R$ 140 mil = 
R$ 60 mil.
96
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SEGUROS DE PESSOAS
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Seguros 
de pessoas. Assessoria técnica de Elizabeth Vieira Valente Bartolo. 16. ed. 
Rio de Janeiro: ENS, 2020. 96 p.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS, Dicionário de Seguros – vocabu-
lário conceituado de seguros. 2.ed. ver. ampl. Rio de Janeiro: Funenseg, 
2000. 160p.
SOUZA, Antonio Lober Ferreira de et.al. Dicionário de seguros: vocabu-
lário conceituado de seguros. Técnico de Documentação Teresinha 
 Castello Ribeiro. 3.ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: IRB Brasil Re/Funenseg, 
2011. 256 p.
Sites
www.susep.gov.br
http://www.susep.gov.br
	conceitos
	BÁSICOS
	 uM POUCO DE HISTÓRIA 
	O Seguro de Pessoas no Tempo
	 SEGURO DE PESSOAS NO 
 CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 
 (LEI10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002) 
	 NOÇÕES GERAIS 
	 SUJEITOS da 
 OPERAÇÃO 
	 FORMAS DE 
 CONTRATAÇÃO 
	 CUSTEIO 
 do plano 
	 MODALIDADES DE ESTRUTURAÇÃO 
 DAS COBERTURAS 
	Benefício Definido
	Contribuição Variável
	 valores 
 garantidos 
	 ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 
	 CARREGAMENTO 
	 MIGRAÇÃO DE APÓLICES 
	 FIXANDO CONCEITOS 1 
	COBERTURAS
	de RISCO
	 INTRODUÇÃO 
	 CONTRATAÇÃO 
	 Proposta de Contratação 
	Proposta de Adesão 
	Apólice
	Bilhete de Seguro
	Certificado Individual
	 PERÍODO DE 
 COBERTURA 
	 CÁLCULO 
 DO PRÊMIO 
	 COBERTURAS 
	Morte (Natural ou Acidental)
	Invalidez Laborativa Permanente Total por Doença (ILPD)
	Invalidez Funcional Permanente Total por Doença (IFPD)
	Doenças Graves
	Acidentes Pessoais
	Diárias por Incapacidade (DI)
	Diárias por Internação Hospitalar (DIH)
	Perda de Renda
	Perda De Certificado De Habilitação De Voo (PCHV)
	Auxílio-Funeral
	 SEGURO 
 EDUCACIONAL 
	 SEGURO PRESTAMISTA 
	Cobertura para Segurados Dependentes
	 CAPITAL SEGURADO 
	 VIGÊNCIA 
	 CARÊNCIA 
	 CESSAÇÃO 
 DE COBERTURA 
	 PERDA DE DIREITOS 
	 CANCELAMENTO E 
 REABILITAÇÃO DA APÓLICE 
	 RENOVAÇÃO 
 DA APÓLICE 
	 RISCOS EXCLUÍDOS 
	 DISTRIBUIÇÃO DE 
 EXCEDENTE TÉCNICO 
	 FORMA DE PAGAMENTO 
 DA INDENIZAÇÃO 
	 Fixando Conceitos 2 
	COBERTURA
	por SOBREVIVÊNCIA
	 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
	 CARACTERÍSTICAS DA COBERTURA 
 POR SOBREVIVÊNCIA 
	 MODALIDADES DE RENDA 
	 PARÂMETROS TÉCNICOS 
	 CARREGAMENTO 
	 RESGATE 
	 PORTABILIDADE 
	 Fixando Conceitos 3 
	 NOÇÕES de
	 Regulação de
 Sinistro e
	Atualização de Valores
	 CONSIDERAÇÕES INICIAIS sobre o 
 processo de regulação 
 de sinistros 
	 REGULAÇÃO DO 
 PROCESSO DE SINISTRO 
	 UMA NOÇÃO HISTÓRICA sobre 
 Atualização de Valores 
	 AS REGRAS ATUAIS 
 de atualização de valores 
	 Fixando Conceitos 4 
	 Estudos de Caso 
	 anexoS 
	 Gabarito 
	 Referências Bibliográficascondições contratuais que 
implique modificação nas escolhas dos segurados, ônus ou dever para eles, 
a referida alteração somente será válida com a anuência prévia e expressa 
de segurados que representem, no mínimo, 3/4 do grupo segurado.
Quando o plano for contratado com previsão de consignação em folha, as 
condições gerais deverão conter dispositivo determinando que a ausência 
do repasse dos valores dos prêmios recolhidos dos segurados pelo consig-
nante à seguradora não poderá causar qualquer prejuízo aos segurados ou 
respectivos beneficiários, no que se refere à cobertura e aos demais direitos.
Nos seguros contributários, ou seja, quando os segurados são respon-
sáveis pelo pagamento, total ou parcial, dos valores dos prêmios, o não 
repasse dos valores dos prêmios recolhidos dos segurados pelo estipulan-
te à seguradora, nos prazos contratualmente estabelecidos, poderá acar-
retar a suspensão ou o cancelamento da cobertura, a critério da segurado-
ra, além de sujeitar o estipulante às cominações legais.
15
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Nas apólices coletivas, em que o estipulante possui com o grupo segurado, 
exclusivamente, o vínculo de natureza securitária referente à contratação 
do seguro, deverá haver tratamento de apólice individual, no que concerne 
ao relacionamento dos segurados com a seguradora.
Nos seguros contributários, é vedado ao estipulante:
I - cobrar dos segurados quaisquer valores relativos ao seguro além 
dos especificados pela seguradora;
II - rescindir o contrato sem anuência prévia e expressa de um número 
de segurados que represente, no mínimo, 3/4 do grupo segurado;
III - efetuar propaganda e promoção do seguro sem prévia anuência 
da seguradora; 
IV - vincular a contratação de seguros a qualquer de seus produtos.
Os sujeitos vinculados ao estipulante são caracterizados da seguinte forma:
 ■ componente segurado: pessoa que já aderiu ao seguro, tendo sido 
aceita pela sociedade seguradora, ou seja, que já participa do pla-
no coletivo de seguros de pessoas contratado pelo estipulante; 
 ■ componente segurável: pessoa que pode vir a ser incluída no pla-
no, ou seja, pessoa passível de se tornar um componente segurado.
Saiba mais
A regulamentação vigente estabelece que na proposta e nas condições gerais do 
plano deverá constar a informação de que o segurado poderá consultar a situação 
cadastral de seu corretor de seguros no site www.susep.gov.br, por meio do número 
de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.
 FORMAS DE 
 CONTRATAÇÃO 
Os planos de seguros de pessoas podem ser contratados de duas formas: 
individual ou coletiva.
 ■ individual: quando a relação entre os segurados e a seguradora 
é direta;
 ■ coletiva: quando a relação entre os segurados e a seguradora é 
indireta, por meio do estipulante.
http://www.susep.gov.br
16
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
A contratação coletiva se destina a garantir coberturas para grupos de pessoas que, de 
uma forma lícita, vinculem-se ao estipulante, devendo o vínculo entre essas pessoas e o 
estipulante estar definido no contrato de forma clara e objetiva.
 CUSTEIO 
 DO PLANO 
O custeio do plano pode ser:
 ■ não contributário: quando os segurados não pagam os valores dos 
prêmios, sendo o plano inteiramente custeado pelo estipulante; 
 ■ contributário: quando os segurados são responsáveis pelo paga-
mento, total ou parcial, dos valores dos prêmios.
 MODALIDADES DE ESTRUTURAÇÃO 
 DAS COBERTURAS 
As coberturas podem ser estruturadas na forma de benefício definido ou 
de contribuição variável.
 — Benefício Definido
A cobertura estruturada na forma de benefício definido é aquela em que 
o valor do capital segurado, pagável de uma única vez ou sob a forma de 
renda, e o valor do prêmio são previamente estabelecidos na proposta.
17
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Importante
Todas as coberturas de risco são estruturadas na modalidade de benefício definido.
Exemplos:
1) Quando o segurado contrata um plano com cobertura de morte (cobertura de risco), 
ele está contratando uma cobertura que é estruturada na modalidade de benefício de-
finido, pois os valores do capital segurado e do prêmio já estão previamente definidos 
na proposta.
2) Quando o segurado contrata um plano e define, no momento da contratação, o capi-
tal segurado que irá receber à vista ao final do período de diferimento, caso sobreviva, 
ele está contratando uma cobertura estruturada na modalidade de benefício definido.
 — Contribuição Variável
Na cobertura estruturada na modalidade de contribuição variável, o 
segurado tem a opção de poder efetuar contribuições ao plano a qual-
quer tempo e de valor definido por ele, independentemente dos valores 
e prazos de pagamento de prêmios estarem definidos na proposta de 
contratação. Ou seja, nas coberturas estruturadas na modalidade de con-
tribuição variável, não é obrigatório que o valor da contribuição e o prazo 
de pagamento dos prêmios estejam previamente definidos na proposta.
Destaca-se que o valor do capital segurado, pagável de uma única vez ou 
sob a forma de renda, será calculado ao final do período de diferimento, 
com base no saldo acumulado na Provisão Matemática de Benefícios a 
Conceder (PMBaC) e no fator de cálculo.
A Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC) corresponde aos com-
promissos da Seguradora para com os segurados de seus respectivos planos, relativos 
aos benefícios a conceder sob o regime financeiro de capitalização.
Parágrafo Único. A provisão deve ser constituída para a cobertura de benefícios 
decor rentes de planos ou produtos estruturados no regime financeiro de capitalização. 
Fator de cálculo
Resultado numérico calculado mediante a utilização de taxa de juros e tábua de mortali-
dade, quando for o caso, utilizado para obtenção do capital segurado a ser pago sob a 
forma de renda.
18
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Somente a cobertura por sobrevivência pode ser estruturada na modalidade de 
contribuição variável.
Exemplo: o Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL – é um plano em que o segu-
rado paga prêmios que podem ou não ter os seus valores estabelecidos previamente. 
Ao final do período de diferimento, a seguradora calcula o valor do capital segurado, 
pago sob a forma de renda, com base no valor acumulado na PMBaC e no fator de 
 cálculo. É fácil imaginar que quanto mais o segurado tiver acumulado, maior será o 
valor de renda que ele irá receber.
Período de diferimento 
Período compreendido entre a data de início de vigência da cobertura por sobrevivên-
cia e a data contratualmente prevista para início do pagamento do capital segurado.
 VALORES 
 GARANTIDOS 
Representam direitos dos segurados ou dos beneficiários previstos nos 
planos com cobertura de morte, estruturada no regime financeiro de capi-
talização, e nos planos com cobertura por sobrevivência. São eles: 
Resgate
Corresponde ao direito que os segurados e, quando tecnicamen-
te possível, os beneficiários têm de retirar os recursos da PMBaC 
durante o período de diferimento, desde que observadas determi-
nadas regras;
Portabilidade
É o direito garantido aos segurados de movimentar os recursos da 
PMBaC durante o período de diferimento, desde que observadas 
determinadas regras.
Saldamento
Consiste na manutenção da cobertura originalmente contratada, 
com redução proporcional do capital segurado contratado, na 
eventualidade da paralisação do pagamento dos prêmios. 
Quando previsto nas condições gerais, o saldamento pode ser 
efetuado automaticamente pela sociedade seguradora, quando 
o segurado deixa de pagar o plano e não solicita o resgate dos 
Atenção
No caso de portabilidade, os 
recursos financeiros deverão 
ser movimentados diretamente 
entre as sociedades 
seguradoras, ficando vedado 
que transitem, de qualquer 
forma, pelo segurado ou pelo 
estipulante.
O saldamento e o seguro 
prolongado deverão manter 
as principais característicasda cobertura originalmente 
contratada, sendo facultada 
a utilização de tábua de 
mortalidade distinta para 
cálculo do seguro prolongado, 
desde que prevista na nota 
técnica atuarial.
19
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
recursos acumulados na PMBaC. Nesses casos, a sociedade segu-
radora deve comunicar ao segurado o fato, de forma a ficar claro 
que o segurado tem direito a uma cobertura com capital segurado 
menor do que aquele inicialmente contratado sem a necessidade 
de continuar a pagar prêmios.
Seguro prolongado
Consiste na manutenção temporária da cobertura contratada, 
mantendo o capital segurado originalmente contratado, na even-
tualidade de ocorrer a paralisação do pagamento dos prêmios.
Nos planos com cobertura por sobrevivência, é obrigatória a previsão de 
dois valores garantidos: resgate e portabilidade.
Em contrapartida, nos planos com cobertura de risco, e desde que tal 
cobertura seja estruturada no regime financeiro de capitalização, é possível 
a previsão dos seguintes valores garantidos: resgate, portabilidade, 
saldamento e seguro prolongado.
 ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 
A assistência financeira é o empréstimo financeiro oferecido ao titular do 
plano, sendo vedada a concessão ao segurado que possua, exclusivamente, 
plano estruturado no regime financeiro de repartição.
Para tal, é firmado contrato entre o segurado e a seguradora, e a assistência 
financeira somente poderá ser concedida durante o período anterior ao 
pagamento da indenização do seguro.
 CARREGAMENTO 
O Carregamento é a denominação da remuneração que as seguradoras 
recebem para custear a manutenção de sua operação.
O critério e a forma de cobrança do carregamento deverão constar da 
proposta de contratação e da proposta de adesão, do regulamento, da 
nota técnica atuarial e, no caso de planos coletivos, do contrato, devendo 
ser observados os seguintes limites, conforme o tipo de estruturação:
Cobertura de Risco
Não há limite de carregamento. 
20
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
Cobertura por Sobrevivência
 » 10% para as coberturas estruturadas na modalidade de contri-
buição variável; 
 » 30% para as coberturas estruturadas na modalidade de bene-
fício definido.
Os percentuais de carregamento deverão constar da proposta de 
contratação e da proposta de adesão, bem como do contrato. Para os 
planos individuais, os percentuais de carregamento também deverão 
constar do regulamento e da nota técnica atuarial.
Os percentuais de carregamento incidirão, exclusivamente, sobre o 
valor dos prêmios efetivamente pagos à seguradora, ficando vedada a 
cobrança de quaisquer outros valores.
O carregamento poderá ser cobrado:
 ■ no pagamento dos prêmios; 
 ■ no resgate ou na portabilidade de recursos.
Nota Técnica Atuarial 
Documento técnico elaborado por atuário contendo a formulação utilizada nos cálculos 
do prêmio, as formas de custeio e as obrigações, considerando os regimes financeiros 
adotados no plano.
Saiba mais
Existem planos que admitem a cobrança de carregamento em percentual superior 
aos 30%, aplicado, exclusivamente, sobre os prêmios pagos durante os primeiros 120 
dias de vigência do plano, desde que o valor do carregamento nivelado durante a 
vigência do plano não seja superior a 30% do prêmio efetuado para a cobertura de 
sobrevivência e a periodicidade de pagamento do prêmio seja, no máximo, anual.
As sociedades seguradoras ficam obrigadas, caso estruturem planos na forma prevista 
acima, a devolverem 100% dos prêmios pagos referentes à cobertura por sobrevivência 
bem como a parcela do prêmio da cobertura de risco referente ao risco a decorrer, no 
caso de solicitação de cancelamento do plano, por qualquer motivo, dentro dos primeiros 
120 dias de vigência do plano.
21
UNIDADE 1
SEGUROS DE PESSOAS
 MIGRAÇÃO DE APÓLICES 
A migração de apólices consiste na transferência de apólice coletiva, em 
período não coincidente com o término da respectiva vigência.
No caso de recepção de grupo de segurados e assistidos, originado 
em processo de migração de apólices, deverão ser admitidos todos os 
componentes do grupo cuja cobertura esteja em vigor, inclusive aqueles 
afastados do serviço ativo por acidente ou doença, podendo ser estendidas 
à nova seguradora as condições gerais, as condições especiais, o contrato 
e a nota técnica atuarial, mediante autorização da SUSEP, na forma da 
regulação específica.
Nos casos de migração de apólices, não será iniciada a contagem de novo 
prazo de carência para segurados já incluídos no seguro pela apólice 
anterior, em relação às coberturas e aos respectivos valores já contratados.
22
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
 FIXANDO CONCEITOS 1 
1. Analise as alternativas abaixo e marque a correta:
(a) Os seguros de pessoas podem ser contratados de forma individual 
ou coletiva.
(b) Os seguros de pessoas somente podem ser contributários.
(c) Nos seguros de pessoas não contributários, os segurados são res-
ponsáveis pelo pagamento total dos prêmios.
(d) O estipulante somente pode ser uma pessoa jurídica.
(e) A pessoa jurídica que, sem ter subscrito proposta de contratação, 
tenha sua participação restrita à condição de consignante, também 
é considerada estipulante.
2. Sobre o estipulante, podemos afirmar que:
(a) Será identificado como estipulante-instituidor quando não participar
do custeio do plano.
(b) Uma corretora de seguros nunca pode ser estipulante.
(c) Somente seguradoras podem ser estipulantes.
(d) O estipulante deve fornecer à SUSEP quaisquer informações solicitadas, 
dentro do prazo por ela estabelecido.
(e) O estipulante representa a seguradora perante o grupo segurado.
3. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) Nos seguros contributários, sempre que houver alteração nas con-
dições contratuais que implique em modificação nas escolhas dos 
segurados, em ônus ou em dever para eles, a referida alteração 
somente será válida com a anuência prévia e expressa de segura-
dos que representem, no máximo, 3/4 do grupo segurado.
(b) Nos seguros contributários, o não repasse dos prêmios à segurado-
ra, nos prazos contratualmente estabelecidos, não poderá acarretar 
a suspensão ou o cancelamento da cobertura.
(c) Componente segurado é a pessoa que pode vir a ser incluída no 
plano.
(d) Migração de apólice consiste na transferência de apólice coletiva, 
em período não coincidente com o término da respectiva vigência.
(e) Quando o estipulante paga parte dos prêmios, fica facultado a ele 
rescindir o contrato, sem necessidade de anuência dos segurados.
23
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
4. Sobre as modalidades de estruturação de uma cobertura de seguros de 
pessoas, podemos afirmar que a(s):
(a) Coberturas dos seguros de pessoas somente podem ser estrutura-
das na modalidade de benefício definido.
(b) Cobertura estruturada na modalidade de benefício definido é aquela 
em que os valores do capital segurado e do prêmio podem ser esta-
belecidos previamente, na proposta.
(c) Cobertura por sobrevivência é sempre estruturada na modalidade 
de benefício definido.
(d) Cobertura de morte natural não pode ser estruturada na modalidade 
de benefício definido.
(e) Cobertura de invalidez é sempre estruturada na modalidade de 
benefício definido.
5. Podemos afirmar que a alternativa correta é:
(a) Somente a cobertura por sobrevivência pode ser estruturada na 
modalidade de benefício definido.
(b) O VGBL é um exemplo de um plano com cobertura por sobrevivên-
cia, estruturado na modalidade de benefício definido.
(c) A cobertura estruturada na modalidade de contribuição variável é 
aquela em que o valor e o prazo de pagamento dos prêmios podem 
ser definidos previamente, na proposta.
(d) O valor do capital segurado de uma cobertura de risco, pagável de 
uma única vez ou sob a forma de renda, somente é conhecido no 
momento do sinistro.
(e) A cobertura por sobrevivência estruturada na modalidade de con-
tribuição variável implica,necessariamente, na definição do valor 
do capital segurado, pagável de uma única vez ou sob a forma de 
renda, na proposta.
6. Sobre os valores garantidos, podemos afirmar que:
(a) Nos planos com cobertura por sobrevivência, é obrigatória a previ-
são de dois valores garantidos: resgate e saldamento.
(b) Nos planos com cobertura por sobrevivência, é possível que os 
beneficiários retirem os recursos da PMBaC.
(c) Nos planos com cobertura por sobrevivência, a portabilidade dos 
recursos é um direito garantido ao segurado e seus beneficiários.
(d) Nos planos com coberturas de risco, estruturadas no regime finan-
ceiro de repartição, é possível a previsão de saldamento.
(e) O saldamento somente é possível nos planos com cobertura por 
sobrevivência.
24
FIXANDO CONCEITOS
SEGUROS DE PESSOAS
7. Sobre os valores garantidos, podemos afirmar que:
(a) O seguro prolongado consiste na manutenção da cobertura original-
mente contratada, com redução proporcional do capital segurado 
contratado, na eventualidade de paralisação do pagamento dos prê-
mios.
(b) Quando previsto nas condições gerais, o saldamento pode ser efetuado 
automaticamente pela seguradora, quando o segurado deixa de pagar 
o plano e não solicita o resgate dos recursos acumulados na PMBaC.
(c) A portabilidade não é um valor garantido para as coberturas de risco.
(d) O resgate é um direito garantido que os planos com cobertura de ris-
co têm, desde que essas coberturas sejam estruturadas no regime 
financeiro de repartição de capitais de cobertura.
(e) É obrigatória a previsão do resgate sempre que as coberturas de 
risco forem estruturadas no regime financeiro de capitalização.
25
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
02
COBERTURAS
de RISCO
 ■ Entender as nuances 
técnicas e operacionais 
das coberturas de 
risco, permitindo a 
comercialização de 
produtos de seguros 
em conformidade com 
as condições gerais 
propostas.
 ■ Reconhecer os 
instrumentos de 
contratação de um 
plano de seguros, 
compreendendo as 
principais características 
dos seguros de pessoas.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
 ■ Entender os fatores que 
influenciam o cálculo 
do prêmio da cobertura 
de morte, bem como 
distinguir o Seguro Auxílio 
Funeral da Assistência 
Funeral. 
 ■ Assimilar as características 
dos planos e coberturas 
de risco, sendo capaz de 
correlacionar cada uma 
delas com as respectivas 
necessidades dos 
clientes.
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ INTRODUÇÃO
⊲ CONTRATAÇÃO
⊲ PERÍODO DE COBERTURA
⊲ CÁLCULO DO PRÊMIO
⊲ COBERTURAS
⊲ SEGURO EDUCACIONAL
⊲ SEGURO PRESTAMISTA
⊲ CAPITAL SEGURADO
⊲ VIGÊNCIA
⊲ CARÊNCIA
⊲ CESSAÇÃO DE COBERTURA
⊲ PERDA DE DIREITOS
⊲ CANCELAMENTO E 
REABILITAÇÃO DA APÓLICE
⊲ RENOVAÇÃO DA APÓLICE
⊲ RISCOS EXCLUÍDOS
⊲ DISTRIBUIÇÃO DE 
EXCEDENTE TÉCNICO
⊲ FORMA DE PAGAMENTO 
DA INDENIZAÇÃO
⊲ FIXANDO CONCEITOS 2
26
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 INTRODUÇÃO 
Os planos com coberturas de risco (morte, invalidez, doenças graves) 
têm por objetivo garantir o pagamento de uma indenização ao segura-
do e aos seus beneficiários, observadas as condições contratuais e as 
garantias contratadas. 
Como exemplo desses planos, temos o Seguro de Vida, o Seguro Fune-
ral, o Seguro de Acidentes Pessoais, o Seguro Educacional, o Seguro Via-
gem, o Seguro Prestamista, o Seguro de Diária por Internação Hospitalar, o 
Seguro-Desemprego (perda de renda), o Seguro de Diária por Incapacida-
de e o Seguro de Perda de Certificado de Habilitação de Voo.
As coberturas de risco são aquelas coberturas dos seguros de pessoas 
cujo evento gerador não é a sobrevivência do segurado a uma data pre-
determinada.
Capital Contratado é o valor a ser pago pela seguradora na ocorrência 
do sinistro, limitado ao valor do capital segurado da respectiva cobertura 
contratada.
 CONTRATAÇÃO 
Na formalização da contratação de um plano de seguros de pessoas 
com cobertura de risco são utilizados os seguintes instrumentos contra-
tuais: proposta de contratação, proposta de adesão, apólice, bilhete e 
certificado individual.
Quando da assinatura da proposta ou da solicitação de aumento do valor 
do capital segurado, para efeito de subscrição, é facultado à seguradora 
27
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
solicitar informação ao proponente ou ao segurado a respeito da contra-
tação de outros seguros de pessoas com coberturas concomitantes. Por 
outro lado, é vedado o estabelecimento de cláusula que obrigue o segu-
rado a comunicar à seguradora sobre a contratação posterior de outros 
seguros de pessoas com coberturas concomitantes.
A rejeição de proponente pela razão única de ser portador de deficiência 
configurará discriminação e será passível de punição, nos termos da legis-
lação específica.
Nas condições contratuais, é vedada a inclusão de cláusula de concorrên-
cia de apólices, exceto no caso de coberturas que garantam o reembolso 
de despesas.
 — Proposta de Contratação 
A proposta de contratação é o documento que contém a declaração do 
risco e dos elementos essenciais do interesse a ser garantido.
Na proposta de contratação, o proponente, pessoa física ou jurídica, 
expressa a intenção de contratar uma cobertura (ou coberturas), manifes-
tando pleno conhecimento das condições contratuais.
Atenção
A contratação de um plano de seguros de pessoas deverá ser efetivada por meio de 
preenchimento de proposta de contratação.
Nos planos coletivos, a adesão à apólice pelos proponentes deverá ser precedida do 
preenchimento de proposta de adesão.
A seguradora somente poderá aceitar o protocolo de proposta preenchida, datada e 
assinada pelo proponente, por seu representante legal (pai, mãe, procurador ou tutor) 
ou pelo corretor de seguros, exceto quando a contratação se der por meio de bilhete.
Nos planos coletivos, a seguradora deverá ter a comprovação da data de protocolo da 
proposta de cada proponente.
O preenchimento de proposta de adesão é obrigatório, exceto no caso de seguros de 
pessoas com capital global e contratação sob a forma de bilhete.
Seguros de pessoas com capital global é a modalidade de contratação coletiva de 
coberturas de risco em que o valor do capital segurado referente a cada componente 
sofre variações decorrentes de mudanças na composição do grupo segurado.
28
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Proponente é o interessado em contratar a cobertura (ou coberturas), no caso de con-
tratação individual, ou em aderir ao contrato, no caso de contratação coletiva.
Na contratação de um plano coletivo, quem assina a proposta de contratação é o esti-
pulante. Já na contratação de um plano individual, quem assina a proposta de contra-
tação é o segurado.
 — Proposta de Adesão 
A proposta de adesão é o documento que contém a declaração do risco e 
dos elementos essenciais do interesse a ser garantido.
Na proposta de adesão, o proponente, pessoa física, expressa a intenção 
de aderir à contratação coletiva, manifestando pleno conhecimento das 
condições contratuais.
Com o objetivo de dar transparência aos segurados quanto aos seus direi-
tos e suas obrigações, a regulamentação das coberturas de risco prevê 
que as propostas de contratação e as de adesão deverão:
 ■ informar o percentual (ou percentuais) de reversão de excedente 
técnico bem como o prazo de carência, quando previsto pelo plano;
 ■ fazer constar: a) os valores, em moeda corrente nacional, do prê-
mio à vista, e, quando for o caso, do prêmio total fracionado de 
cada uma das parcelas; b) a taxa de juros remuneratórios pactua-
da; c) o número e a periodicidade das parcelas; d) os juros de mora 
ou outros acréscimos legalmente previstos;
 ■ discriminar a forma e o critério de custeio de cada cobertura con-
tratada;
 ■ estabelecer os valores dos prêmios e dos capitais segurados, dis-
criminados por cobertura. Os valores deverão ser estabelecidos 
na proposta de contratação, nos casos de planos individuais, e na 
proposta de adesão, nos casos de planoscoletivos;
 ■ conter a informação de que:
– se o segurado, seu representante legal, ou seu corretor de segu-
ros fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam 
influir na aceitação da proposta ou no valor do prêmio, ficará preju-
dicado o direito à indenização, além de estar o segurado obrigado 
ao pagamento do prêmio vencido;
Importante
A informação do registro do 
plano na SUSEP não implica, 
por parte daquela Autarquia, 
incentivo ou recomendação 
à sua comercialização. 
Essa informação deverá ser 
inserida, necessariamente, em 
todo e qualquer material de 
comercialização e propaganda 
utilizado pela seguradora.
29
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
– a aceitação do seguro estará sujeita à análise do risco;
– o registro do plano na SUSEP não implica, por parte da SUSEP, 
incentivo ou recomendação à sua comercialização.
– o segurado poderá consultar a situação cadastral de seu corretor 
de seguros, no site www.susep.gov.br, utilizando-se do número 
de registro profissional na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.
 — Apólice
Após receber a proposta de contratação, a seguradora emite a apólice, 
assinada por um representante legal da seguradora, que é o documento 
que formaliza a aceitação da cobertura solicitada pelo proponente, nos 
planos individuais, ou pelo estipulante, nos planos coletivos.
 — Bilhete de Seguro
Documento jurídico emitido pela seguradora que dispensa a obrigato-
riedade da proposta e substitui a apólice. É utilizado para agilizar a contra-
tação de determinada modalidade de seguro.
 — Certificado Individual
O certificado individual é o documento destinado ao segurado, emitido pela 
seguradora no caso de contratação coletiva, quando da aceitação do pro-
ponente, das renovações do seguro e nas alterações de valores do capital 
segurado ou do prêmio. Seu envio aos segurados é obrigatório, não se apli-
cando apenas nos casos de seguros de pessoas com capital global.
A mesma regulamentação estabelece ainda que:
 ■ deverão constar da proposta de contratação (no caso de planos 
individuais) ou da proposta de adesão (no caso de planos coleti-
vos) e da respectiva apólice os valores do prêmio à vista e, quando 
for o caso, do prêmio total fracionado de cada uma das parcelas, 
ambos expressos em moeda nacional, além da taxa de juros remu-
neratórios pactuada, do número de parcelas, sua periodicidade e 
os juros de mora ou outros acréscimos legalmente previstos;
 ■ o início e o final da vigência das coberturas contratadas deverão 
ser especificados na apólice, no certificado individual e nas pro-
postas de contratação e de adesão; 
 ■ para os seguros que não tenham cobertura vitalícia, deverá constar 
em destaque, na proposta de contratação, na proposta de adesão, na 
apólice e do certificado individual, a seguinte informação: “Este segu-
http://www.susep.gov.br
30
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
ro é por prazo determinado, tendo a seguradora a faculdade de não 
renovar a apólice na data de vencimento, sem devolução dos prêmios 
pagos nos termos da apólice”.
 PERÍODO DE 
 COBERTURA 
O período de cobertura é aquele durante o qual o segurado ou os benefi-
ciários, quando for o caso, farão jus aos capitais segurados contratados. O 
período de cobertura pode ser temporário ou vitalício.
Período de cobertura temporário é aquele em que o pagamento do capi-
tal segurado somente será feito se o evento ocorrer dentro de período 
perfeitamente determinado no contrato.
Período de cobertura vitalício é aquele em que o pagamento do capital 
segurado será feito quando ocorrer o evento, a qualquer tempo. 
 CÁLCULO 
 DO PRÊMIO 
O valor do prêmio é fundamental para a manutenção dos níveis de equilí-
brio das apólices.
Seu cálculo leva em consideração o perfil do proponente ou do segurado, 
bem como da cobertura contratada.
É da junção desses dois fatores que os subscritores, após analisar a massa 
segurada nos casos de contratação coletiva, precificam o valor do prêmio.
Nesse sentido, é importantíssimo que sejam analisadas a idade do propo-
nente/segurado, em paralelo com seu perfil médico, componentes heredi-
tários, esportes praticados, estilo de vida (profissão, sedentarismo, tabagis-
mo, obesidade) e doenças preexistentes.
Tal análise deve ser acrescida por aquela das coberturas contratadas, já 
que o subscritor terá que levar em consideração a junção das caracterís-
ticas pessoais do proponente/segurado com as coberturas pretendidas, 
para poder fixar o valor do prêmio. Exemplo: se o proponente pretende 
Exemplo
Um plano de seguros de 
pessoas com cobertura de 
morte por qualquer causa 
pode ter um período de 
cobertura temporário ou 
vitalício. No primeiro caso, 
os beneficiários somente 
receberão o capital segurado 
se a morte do segurado 
ocorrer dentro de período 
perfeitamente determinado 
no contrato, enquanto no 
segundo caso, o capital 
segurado será pago quando 
ocorrer a morte do segurado, a 
qualquer tempo.
31
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
a contratação de uma cobertura de acidentes pessoais e, em seu perfil, 
consta que ele pratica salto de paraquedas, a fixação do valor do prêmio 
levará em consideração essa junção do perfil com a cobertura contratada 
gerando, possivelmente, um prêmio agravado.
Dessa forma, podemos dizer que a fixação do valor do prêmio influen-
cia, sobremodo, os custos da apólice e, consequentemente, a comissão 
de corretagem da renovação, a distribuição do Excedente Técnico e a 
manutenção do relacionamento das partes envolvidas na contratação.
Nas contratações de planos coletivos, o primeiro passo para o cálculo do 
prêmio é calcular a taxa pura. Essa taxa pode ser única para todo o grupo 
segurado ou diferenciada por idade ou faixa etária. Ela é chamada de 
“pura” porque não considera os carregamentos para custeios comerciais 
e administrativos, apenas o risco.
 COBERTURAS 
Os planos podem oferecer, juntos ou separadamente, os seguintes tipos 
de coberturas:
 ■ Morte (Natural ou Acidental).
 ■ Invalidez Laborativa Permanente Total por Doença (ILPD).
Atenção
É importante que fique claro para o segurado que, além da atualização monetária, o 
valor dos prêmios sofrerá acréscimo anualmente, em decorrência da mudança de idade 
do segurado. Sofrerá acréscimo também em consequência do aumento do risco, com a 
finalidade de manter o equilíbrio atuarial, financeiro e econômico do plano.
Para os seguros que prevejam alteração de taxa por faixa etária, deverá ser estabeleci-
do, nas condições gerais, que os prêmios serão alterados de acordo com a faixa etária 
do segurado.
Nos planos contratados de forma coletiva, o modo como os prêmios serão alterados de 
acordo com a faixa etária do segurado, incluindo os valores ou percentuais, deverão 
constar das condições contratuais e ser disponibilizados aos proponentes quando da 
adesão ao seguro. No caso dos planos contratados de forma individual, deverá constar 
das condições gerais, um item estabelecendo a forma como os prêmios serão altera-
dos de acordo com a faixa etária do segurado, incluindo os valores ou percentuais.
A nova regulamentação, diferentemente da anterior, não estabelece mais as taxas para 
as coberturas, devendo a nota técnica atuarial especificá-las.
32
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 ■ Invalidez Funcional Permanente Total por Doença (IFPD).
 ■ Doenças Graves.
 ■ Acidentes Pessoais.
 — Morte (Natural ou Acidental)
O objetivo desta cobertura é garantir o pagamento do capital segurado ao 
beneficiário em caso de morte do segurado principal, tanto por causas 
naturais como acidentais.
 — Invalidez Laborativa Permanente 
Total por Doença (ILPD)
O objetivo desta cobertura é garantir o pagamento de indenização em 
caso de invalidez laborativa permanente total, consequente de doença.
A invalidez laborativa permanente total por doença é aquela para a qual 
não se pode esperar recuperação ou reabilitação, com os recursos tera-
pêuticos disponíveis no momentode sua constatação, para a atividade 
laborativa principal do segurado, ou seja, para aquela pela qual o segurado 
obteve maior renda dentro de determinado exercício anual, definido nas 
condições contratuais.
Consideram-se, também, total e permanentemente inválidos, para efeitos 
dessa cobertura, os segurados portadores de doença em fase terminal 
atestada por profissional legalmente habilitado.
Não podem figurar como segurados dessa cobertura as pessoas que 
não exerçam qualquer atividade laborativa, sendo vedado o oferecimento 
e a cobrança de prêmio para o seu custeio, por parte da seguradora.
Importante
A denominação de qualquer plano de seguro como sendo de vida, exceto quando pre-
vista a cobertura por sobrevivência, está condicionada ao oferecimento da cobertura 
de morte por causas naturais e acidentais.
A garantia de morte para os segurados menores de 14 anos destina-se ao reembolso 
das despesas com funeral, devidamente comprovadas.
33
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Reconhecida a invalidez laborativa pela seguradora, a indenização deve ser 
paga de uma só vez ou sob a forma de renda certa, temporária ou vitalícia, em 
prestações mensais, iguais e sucessivas, conforme acordado entre as partes.
Após o pagamento da indenização ou da primeira parcela, quando paga 
sob a forma de renda, o segurado poderá ser automaticamente excluído 
da apólice, conforme a estruturação técnica do plano, com a consequente 
devolução de valores eventualmente pagos após a constatação da invali-
dez, devidamente atualizados nos termos da regulamentação específica.
No caso de o segurado não ser excluído da apólice, se o estado de inva-
lidez laborativa cessar antes do término do pagamento da renda contra-
tada, o valor do capital segurado da cobertura de ILPD será reintegrado.
Após o pagamento da indenização ou da primeira parcela, quando paga 
sob a forma de renda, caso o segurado permaneça na apólice, o valor do 
prêmio deverá ser ajustado, de acordo com as coberturas remanescentes, 
a partir da respectiva data de pagamento da indenização.
 — Invalidez Funcional Permanente 
Total por Doença (IFPD)
O objetivo desta cobertura é garantir o pagamento de indenização em 
caso de invalidez funcional permanente total, consequente de doença que 
cause a perda da existência independente do segurado.
É considerada perda da existência independente do segurado a ocorrên-
cia de quadro clínico incapacitante que inviabilize de forma irreversível o 
pleno exercício das relações autonômicas do segurado, comprovado na 
forma definida nas condições gerais ou especiais do seguro.
Consideram-se, também, total e permanentemente inválidos para os efei-
tos dessa cobertura, os segurados portadores de doença em fase terminal, 
atestada por profissional legalmente habilitado.
A forma e a periodicidade de pagamento da indenização seguem os 
mesmos critérios da garantia de invalidez laborativa permanente total 
por doença.
Importante
Os casos de invalidez permanente por doença, previstos nas coberturas apresentadas 
anteriormente, devem ser comprovados pela apresentação de declaração médica.
A aposentadoria por invalidez concedida por instituições oficiais de previdência ou 
assemelhadas não caracteriza por si só o estado de invalidez permanente.
Atenção
É vedado o oferecimento 
de cobertura em que o 
pagamento da indenização 
esteja condicionado à 
impossibilidade do exercício, 
pelo segurado, de toda e 
qualquer atividade laborativa.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 — Doenças Graves
Esta cobertura tem por objetivo garantir o pagamento de indenização 
em decorrência do diagnóstico de doenças devidamente especificadas 
e caracterizadas nas condições gerais ou especiais do plano de seguro 
como “graves”, sendo vedada a estipulação de critérios de cálculo do capi-
tal segurado com base nas despesas médicas e hospitalares incorridas 
pelo segurado para o tratamento da doença.
 — Acidentes Pessoais
As coberturas relacionadas a acidentes pessoais, normalmente incluídas 
nos planos de Seguro de Acidentes Pessoais, têm por objetivo garantir aos 
beneficiários do segurado ou a ele próprio o pagamento de uma indeniza-
ção, caso venha a falecer ou se tornar inválido em decorrência de acidente 
pessoal ou, ainda, tenha a necessidade de se submeter a tratamento médi-
co em função de acidente.
Incluem-se no conceito de acidente pessoal os danos físicos decorrentes de:
 ■ ação da temperatura do ambiente ou influência atmosférica, quando 
a elas o segurado ficar sujeito, em decorrência de acidente coberto;
 ■ escapamento acidental de gases e vapores;
 ■ sequestros e tentativas de sequestros; 
 ■ alterações anatômicas ou funcionais da coluna vertebral, de ori-
gem traumática, causadas, exclusivamente, por fraturas ou luxa-
ções, radiologicamente comprovadas.
Nas situações em que está prevista a indenização por suicídio, esta deverá 
ocorrer como acidente pessoal e não como morte natural.
Estão excluídos do conceito de acidentes pessoais:
 ■ doenças, incluídas as profissionais, quaisquer que sejam suas cau-
sas, ainda que provocadas, desencadeadas ou agravadas, direta 
ou indiretamente por acidente, ressalvadas as infecções, os esta-
dos septicêmicos e as embolias resultantes de ferimento visível 
causado em decorrência de acidente coberto;
 ■ intercorrências ou complicações consequentes da realização de 
exames, tratamentos clínicos ou cirúrgicos, quando não decorren-
tes de acidente coberto;
 ■ lesões decorrentes, dependentes, predispostas ou facilitadas por 
esforços repetitivos ou microtraumas cumulativos, ou que tenham 
relação de causa e efeito com eles, assim como as lesões classificadas 
como: Lesão por Esforços Repetitivos – LER, Doenças Osteomuscula-
Observação
Acidente pessoal é o evento 
com data caracterizada, 
exclusivo e diretamente 
externo, súbito, involuntário, 
violento e causador de 
lesão física que, por si só 
e independentemente de 
toda e qualquer outra causa, 
tenha como consequência 
direta a morte ou a invalidez 
permanente, total ou parcial, 
do segurado ou que torne 
necessário tratamento médico.
35
UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
res Relacionadas ao Trabalho – DORT, Lesão por Trauma Continuado 
ou Contínuo – LTC ou similares que venham a ser aceitas pela classe 
médico-científica bem como suas consequências pós-tratamentos, 
inclusive cirúrgicos, em qualquer tempo; 
 ■ situações reconhecidas por instituições oficiais de previdência ou 
assemelhadas como “invalidez acidentária”, nas quais o evento 
causador da lesão não se enquadre integralmente na caracteriza-
ção de invalidez por acidente pessoal.
Exemplo
As situações descritas, a seguir, evidenciam riscos cobertos, ou seja, apresentam casos 
que dão direito à cobertura de Acidentes Pessoais:
1) um segurado sofre um grave acidente que o impossibilita de se locomover em busca 
de socorro. Se as condições meteorológicas forem adversas, como chuva e frio, ficando 
o segurado por muito tempo exposto até ser socorrido e, em decorrência disso, contrair 
pneumonia que lhe venha a ser fatal, esse evento terá cobertura, visto ter sido motiva-
do por traumatismos que impediram sua mobilidade;
2) um segurado sofre um atropelamento e, em consequência desse acidente, tem um 
braço amputado; 
3) um segurado é vítima de assalto, ocasião em que é ferido. O ferimento gera séria infecção.
Morte Acidental
Esta cobertura tem por objetivo garantir aos beneficiários designados pelo 
segurado o pagamento de indenização específica, caso o falecimento do 
segurado tenha sido ocasionado por acidente pessoal coberto.
Invalidez Permanente Total ou 
Parcial por Acidente (IPA)
Esta cobertura tem por objetivo garantir ao próprio segurado o paga-
mento de uma indenização referente à perda, redução ou impotência 
funcional definitiva, total ou parcial, de membros ou órgãos, ocasionada 
por acidente coberto.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
As indenizaçõespor morte ou invalidez permanente total ou parcial por acidente, 
geralmente, são pagas de uma só vez, podendo haver a opção expressa, do segurado, 
pela transformação da indenização em renda.
Na hipótese de indenização sob a forma de renda, a taxa de juros deve observar o 
limite máximo de 6% a.a. ou sua equivalente efetiva mensal.
As indenizações pagáveis por morte e por invalidez permanente total ou parcial por aci-
dente não são cumulativas. Dessa forma, se o segurado receber indenização por invali-
dez decorrente de acidente e, mais tarde, vier a falecer em função do mesmo acidente, a 
indenização recebida pela invalidez será deduzida daquela que lhe é devida por morte.
A indenização paga por invalidez permanente total ou parcial por acidente é devida ao 
próprio segurado, quando caracterizada sua invalidez. Após a conclusão do tratamento, 
ou esgotados os recursos terapêuticos disponíveis para sua recuperação, e constatada 
e avaliada a invalidez permanente quando da alta médica definitiva, a seguradora deve 
pagar a respectiva indenização, de acordo com os percentuais estabelecidos nas con-
dições gerais ou especiais do seguro.
Não ficando abolidas por completo as funções do membro ou órgão lesa-
do, a indenização por perda parcial é calculada pela aplicação, à porcenta-
gem prevista no plano para sua perda total, do grau de redução funcional 
apresentado.
A tabela para o cálculo da indenização da cobertura de IPA, usualmente 
utilizada pelo mercado, consta dos Anexos deste manual.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Quando a indicação médica sobre a extensão das lesões for estabelecida em termos de grau 
máximo, médio ou mínimo, sem a indicação exata do grau de redução funcional apresentado, 
a indenização será calculada, respectivamente, com base nas seguintes percentagens:
 ■ Grau máximo: 75% dos percentuais constantes da tabela.
 ■ Grau médio: 50% dos percentuais constantes da tabela.
 ■ Grau mínimo: 25% dos percentuais constantes da tabela.
Exemplo:
Um segurado contratou uma cobertura de Acidentes Pessoais com capital de R$ 
100.000,00 na garantia de IPA (Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente) e 
sofreu um acidente que lhe atinge um dos pés. Segundo a indicação médica, trata-se 
de uma lesão de grau mínimo. 
Supondo-se que a tabela constante dos Anexos tenha sido utilizada, verifica-se que a 
porcentagem para a perda total do uso de um dos pés é de 50% da importância segu-
rada. Todavia, como o médico indicou que o grau da lesão foi mínimo, ele só terá direito 
a 25% desse R$ 50.000,00. Dessa forma, sua indenização será de R$ 12.500,00.
São ainda procedimentos relativos à invalidez permanente total ou parcial 
por acidente:
 ■ nos casos cuja especificação não consta da tabela, a indenização 
deve ser estabelecida, levando em consideração a diminuição per-
manente da capacidade física do segurado, sem que a sua profis-
são tenha qualquer peso nesta aferição; 
 ■ se mais de um órgão ou membro for lesionado no mesmo aci-
dente, a indenização será determinada pela soma dos percen-
tuais respectivos constantes da tabela. A indenização resultan-
te não poderá, em qualquer hipótese, ser superior a 100% do 
capital segurado para a garantia.
 ■ quando membros ou órgãos não forem íntegros ou inteiramen-
te funcionais antes do acidente, a indenização será estabelecida 
deduzindo-se, da porcentagem indicada na tabela, a porcentagem 
correspondente à invalidez preexistente;
 ■ os danos de natureza estética, ou seja, aqueles que apenas afetam 
a aparência do segurado, sem implicarem perda ou redução da 
funcionalidade das partes afetadas, estão excluídos da cobertu-
ra de invalidez permanente assim como a perda de dentes;
 ■ a invalidez permanente indenizável deve sempre ser comprovada 
mediante a apresentação de laudo médico detalhado à seguradora; 
Exemplo
Em um mesmo acidente pessoal, 
um segurado sofreu perda total 
do uso de uma das mãos e 
perda total da visão de ambos os 
olhos. Considerando-se que ele 
contratou um seguro com garantia 
básica (IPA) de R$ 100.000,00, 
contendo a Tabela de Indenização 
apresentada no Anexo, verificamos 
que ele teria direito à seguinte 
indenização: 60% do capital 
segurado pela perda da mão (R$ 
60.000,00) e 100% do capital 
segurado pela perda da visão de 
ambos os olhos (R$ 100.000,00).
Logo, a indenização total seria de 
R$ 160.000,00. 
Todavia, como o máximo a ser 
pago num mesmo acidente é 100% 
do capital da garantia contratada, o 
segurado receberá R$ 100.000,00.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Saiba mais
No caso de divergências sobre a causa, natureza ou extensão de lesões, bem como 
sobre a avaliação da incapacidade relacionada ao segurado, a seguradora deverá 
propor ao segurado, por meio de correspondência escrita, dentro do prazo de 15 
dias, a contar da data da contestação, a constituição de junta médica. Essa junta será 
formada por três membros, sendo um nomeado pela seguradora, outro pelo segurado 
e um terceiro, desempatador, escolhido pelos dois nomeados. Cada uma das partes 
pagará os honorários do médico que tiver designado; os do terceiro serão pagos, em 
partes iguais, pelo segurado e pela seguradora. O prazo para a constituição da junta 
médica será de, no máximo, 15 dias a contar da data da indicação do membro 
nomeado pelo segurado.
Despesas Médicas, Hospitalares 
e Odontológicas (DMHO)
Esta cobertura tem por objetivo garantir o reembolso, limitado ao capital 
segurado, das despesas efetuadas pelo segurado para o tratamento das 
consequências de acidente coberto, iniciado sob orientação médica, nos 
30 primeiros dias contados da data do acidente. Ela cobre as despesas 
médicas e dentárias, assim como os custos de diárias hospitalares que, a 
critério médico, sejam necessárias à recuperação do segurado.
Cabe ao segurado a livre escolha dos prestadores dos serviços 
 médico-hospitalares e odontológicos, desde que legalmente habilitados.
As seguradoras estão autorizadas a estabelecer acordos ou convênios 
com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos, a fim 
de facilitar a prestação da assistência ao segurado, mas preservando sem-
pre a livre escolha que esse segurado venha a fazer fora daquela rede.
É possível a contratação da cláusula prevendo franquia dedutível do total a 
reembolsar, com redução da taxa.
 ■ Franquia – valor previsto na apólice com o qual o segurado parti-
cipará em caso de sinistro.
 ■ Franquia dedutível – tipo de franquia mais utilizado, cujo valor é 
deduzido de todos os prejuízos.
Para fins de ressarcimento, parcial ou total, das despesas médico-hospita-
lares efetuadas, são exigidos comprovantes originais e relatórios do médi-
co assistente ou do dentista.
São ressarcidas, também, as despesas cobertas efetuadas no exterior. 
Nesse caso, o ressarcimento toma como base o câmbio oficial de venda 
Importante
Não estão abrangidas as 
despesas decorrentes de:
- acompanhantes;
- estados de convalescença 
(após o recebimento da alta 
médica); 
- aparelhos referentes a 
órteses de qualquer natureza 
e a próteses de caráter 
permanente, excetuadas 
as próteses pela perda de 
dentes naturais.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
da moeda estrangeira na data do efetivo pagamento realizado pelo segu-
rado. A conversão à moeda nacional é atualizada monetariamente, pela 
seguradora, quando da liquidação do sinistro.
Importante
As coberturas relacionadas a acidentes pessoais podem ser oferecidas em um plano 
de seguro de acidentes pessoais ou em qualquer outro plano de seguros de pessoas 
como, por exemplo, o seguro de vida em grupo.
Um plano de seguros de pessoas bastante comum no mercado é o seguro viagem, 
que tem por objetivo garantir aos segurados, durante o período de viagem previamente 
determinado, o pagamento de indenização quando da ocorrência de riscos previstos e 
cobertos nos termos das condições gerais e especiais contratadas.
Entretanto,deve-se observar que esse tipo de seguro deve oferecer, no mínimo, as cober-
turas básicas de morte acidental ou de invalidez permanente total ou parcial por acidente.
Além disso, outras coberturas poderão ser oferecidas no seguro viagem, desde que estejam 
relacionadas a viagens. Um exemplo seria a indenização referente à perda de bagagem.
 — Diárias por Incapacidade (DI)
Esta cobertura consiste no pagamento de diárias a partir da caracterização 
da impossibilidade contínua e ininterrupta de o segurado exercer a sua 
profissão ou ocupação.
O pagamento das diárias ocorrerá durante o período em que o segura-
do se encontrar sob tratamento, sendo efetuado a partir do 1º dia após o 
período de franquia de, no máximo, 15 dias.
Geralmente, é oferecido o limite máximo de 360 diárias por período con-
tratual. Esse limite também é o máximo pagável por um mesmo evento.
 — Diárias por Internação 
Hospitalar (DIH)
Esta cobertura tem por objetivo garantir o pagamento de indenização pro-
porcional ao período de internação do segurado, observados o período de 
franquia e o limite contratual máximo por evento, fixados nas condições 
gerais ou especiais.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
O período de franquia deve ser no máximo de 15 dias a contar da data do 
evento, e o valor do capital segurado deve ser estabelecido sob a forma de 
diária, independentemente das despesas efetuadas pelo segurado.
Importante
As coberturas de Diárias por Incapacidade (DI) e Diárias por Internação Hospitalar (DIH) 
podem ser decorrentes de acidente pessoal ou não. A abrangência dessas coberturas 
é determinada pela seguradora nas condições gerais do plano.
 — Perda de Renda
Esta cobertura garante o pagamento de indenização em caso de perda de 
emprego.
Deverão ser observados os critérios estabelecidos no plano tais como: 
tempo mínimo de carteira profissional assinada, tempo mínimo no último 
emprego, motivos de demissão, entre outros.
 — Perda De Certificado De 
Habilitação De Voo (PCHV)
O PCHV
Esta cobertura foi criada, especialmente, para profissionais de 
aviação. Garante uma indenização ao segurado, na hipótese da 
perda definitiva do Certificado de Habilitação Técnica de Voo, 
decorrente de acidente ou doença durante a vigência do seguro. 
 — Auxílio-Funeral
Esta cobertura garante o reembolso das despesas com o funeral até o 
limite do capital segurado.
É importante destacar que, ainda que a seguradora ofereça a alternativa 
de prestação de serviços, é garantida a livre escolha dos prestadores de 
serviço pelos beneficiários, com o respectivo reembolso das despesas 
efetuadas.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
Atenção
Você sabe qual é a diferença entre o Seguro Auxílio-Funeral e a Assistência Funeral?
O Seguro Auxílio-Funeral é uma modalidade do Seguros de Pessoas. Portanto, todas as 
seguradoras autorizadas a operar no Ramo Vida podem comercializar essa cobertura, 
desde que incluída em algum plano devidamente protocolado na SUSEP.
A cobertura de Auxílio-Funeral, geralmente com capital segurado de baixo valor, tem 
por objetivo reembolsar os gastos referentes ao funeral no caso de morte do segurado. 
Sua caracterização como seguro está condicionada à livre escolha dos prestado-
res de serviços, com cobrança de prêmio e constituição de provisão.
De forma distinta, a Assistência Funeral é tratada como um serviço complementar ao 
contrato de seguro, não havendo direito à livre escolha, ou seja, o segurado fica limita-
do aos prestadores de serviço indicados pela seguradora.
Nesse caso, deve ser observado que:
1) os serviços não podem ser prestados diretamente pela seguradora;
2) os serviços terão seus regulamentos previstos em documento próprio, apartado das 
condições contratuais do seguro;
3) quando cobrado do segurado, o pagamento dos serviços deverá estar discriminado 
em apartado ao prêmio de seguro; 
4) o regulamento não poderá prever o pagamento em espécie ou reembolso ao segurado.
 SEGURO 
 EDUCACIONAL 
O Seguro Educacional visa auxiliar o custeio das despesas com a educa-
ção do beneficiário, em razão da ocorrência dos eventos cobertos.
O Seguro Educacional deverá conter condições gerais elaboradas especial-
mente para o produto. O beneficiário dessa modalidade de seguro será 
sempre o educando, ainda que representado ou assistido, na forma da lei.
O plano de Seguro Educacional poderá ser estruturado com quaisquer 
coberturas de risco, sendo que, quando o educando for responsável pelo 
pagamento das mensalidades escolares, não poderão ser oferecidas 
coberturas para risco que impeçam o educando de estudar.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
O pagamento da indenização relativo às coberturas de perda de renda e 
por invalidez temporária fica limitado ao período estabelecido nas condi-
ções contratuais, havendo reintegração do capital segurado após o retor-
no às atividades laborativas, no caso de perda de renda, ou após alta médi-
ca definitiva, no caso de invalidez temporária.
O capital segurado deve ser estabelecido para auxiliar o pagamento das 
mensalidades e, opcional ou adicionalmente, de outras despesas escola-
res, facultando-se, ainda, o estabelecimento de um valor a ser pago ao final 
do 2º ou 3º graus como apoio e incentivo à iniciação profissional.
O pagamento da indenização poderá ser realizado de forma mensal, 
bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anual, conforme contrato..
O pagamento de indenização de forma única só pode ocorrer nos seguin-
tes casos:
1) quando o capital segurado se restringir ao último ano letivo do período 
contratado;
2) quando o pagamento da indenização se referir: 
a. à invalidez do educando;
b. à concessão de um dote ao final do período de formação;
c. às despesas escolares do ano de referência.
É facultada a previsão contratual de suspensão do pagamento da indeni-
zação decorrente de descontinuidade dos estudos, sem perda de direito 
dos valores indenizáveis e de sua respectiva atualização monetária, uma 
vez caracterizado o evento coberto.
Importante
Considerando que existe a possibilidade de diferenciação nos critérios de atualização 
das mensalidades escolares e do capital segurado, deverá ser observado que o capital 
segurado pode não ser suficiente para quitar integralmente as mensalidades. Por esse 
motivo, é vedada a utilização da terminologia “garantia de custeio educacional” na 
designação do Seguro Educacional.
Além disso, deve ficar claro que não se incluem, na modalidade educacional, os segu-
ros de acidentes pessoais que visem, exclusivamente, à cobertura de acidentes dos 
educandos durante a permanência no estabelecimento de ensino ou em seu trajeto.
Atenção
O pagamento periódico 
da indenização referente, 
exclusivamente, às 
mensalidades escolares pode 
ser realizado diretamente ao 
estabelecimento de ensino, 
desde que haja prévia 
anuência do responsável pelo 
educando ou deste último, 
quando maior, a ser firmada 
periodicamente.
A periodicidade do pagamento 
da indenização e da anuência 
a que se refere o caput deve 
ser, no máximo, semestral.
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UNIDADE 2
SEGUROS DE PESSOAS
 SEGURO PRESTAMISTA 
O Seguro Prestamista objetiva o pagamento de prestações ou a quitação 
do saldo devedor da compra de bens adquiridos pelo segurado ou da 
tomada de empréstimos por ele realizada. Esse seguro se configura como 
uma proteção financeira para empresas que vendem a crédito bem como 
ao segurado que fica livre da responsabilidade em caso de sinistro.
Nos Seguros Prestamistas, o primeiro beneficiário será sempre o esti-
pulante, pelo valor do saldo da dívida ou do compromisso, devendo a 
diferença que ultrapassá-lo, quando for o caso, ser paga ao beneficiário 
indicado pelo segurado, aos herdeiros legais ou ao próprio segurado, no 
caso de invalidez.
É comum a contratação dos seguros prestamistas contendo as coberturas 
de Morte, Invalidez por Acidente e/ou Doença. Eventualmente, a cobertura 
de Perda de Renda também pode

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