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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO OESTE DEPARTAMENTO DE ENG. DE ALIMENTOS E ENG. QUÍMICA MECÂNICA DOS SÓLIDOS B – 5MSDB Deformação na Flexão Prof. Neudi José Bordignon 1 Lei de Hooke – Deformação na Flexão ❑ Lei de Hooke ❑ Material Frágil: apresenta pouca deformação antes da ruptura. Exemplo: Ferro fundido, concreto. A F = L L = 1 Lei de Hooke – Deformação na Flexão ❑ Lei de Hooke ❑ Material Dúctil: sofre grande alongamento antes de romper-se. Exemplo: Aço. A F = L L = 1 Lei de Hooke – Deformação na Flexão ❑ Lei de Hooke ❑ Módulo de elasticidade (módulo de Young) =E E 1 Lei de Hooke – Deformação na Flexão ❑ Lei de Hooke =E 1 Deformação na Flexão ❑ Deformações nas vigas ❑ As cargas transversais que atuam nas vigas causam deformações, curvando seu eixo longitudinal. ❑ A curva na qual se transforma o eixo da viga, inicialmente reto, recebe o nome de linha elástica. 1 Deformação na Flexão dx dy dx dv tg == 1 Deformação na Flexão Derivando-se o ângulo em relação a x: dx dy dx dv tg == 2 2 2 2 dx yd dx vd dx d == 1 Deformação na Flexão ❑ Da geometria analítica, a expressão da curvatura para um ponto de ordenadas x e y vale: ❑ Como: é pequeno ❑ Logo: ( ) 2 3 22 3 2 2 2 2 3 2 2 2 ´1 ´´ 11 1 v v dx dv dx vd dx dy dx yd + = + = + = dx dv dx dy = 0 2 dx dy 2 2 2 21 dx yd dx vd == 1 Deformação na Flexão ❑ Da geometria, define-se curvatura como: ❑ Da teoria da flexão sabe-se que: EI M −= 1 2 2 2 21 dx yd dx vd dx d === EI M dx yd dx vd −== 2 2 2 2 M dx vd EI −= 2 2 1 Deformação na Flexão ❑ x e v são as coordenadas da linha elástica; ❑ E é o módulo de elasticidade do material; ❑ I é o momento de inércia da seção transversal da viga. ❑ A equação acima foi deduzida a partir das seguintes hipóteses: 1) Validade da Lei de Hooke (material no regime elástico linear); 2) As seções planas permanecem planas após a deformação; 3) Deslocamentos pequenos: 4) Barra prismática (barra de eixo reto e seção transversal constante). 5) Despreza-se a deformação por cisalhamento que é pequena comparada à da flexão. M dx vd EI −= 2 2 tg 1 Deformação na Flexão Resumindo: equação simplificada da elástica ❑ A primeira integração da equação simplificada da linha elástica representa o declive da elástica (ângulo) . ❑ A segunda integração da equação simplificada da linha elástica representa a flecha y. EI M dx yd −= 2 2 1 Deformação na Flexão ❑ Equação da declividade da elástica = rotação da elástica. +−=== 12 2 cdx EI M dx yd dx dy 1 Deformação na Flexão ❑ Equação do afundamento da elástica (flecha) = deslocamento linear. +== 2cdx dx dy y 1 Deformação na Flexão ❑ C1 e C2 são constantes de integração determinadas pelas condições do problema, quer nos apoios, quer nos limites dos trechos de variação da expressão . ❑ Condições de contorno: 1) nos apoios articulados fixos ou móveis, não haverá afundamentos (y=0) máximos (viga bi-apoiada); EI M 1 Deformação na Flexão ❑ C1 e C2 são constantes de integração determinadas pelas condições do problema, quer nos apoios, quer no limites dos trechos de variação da expressão . ❑ Condições de contorno: 2) Nos engastes não há afundamento nem rotação; EI M 1 Deformação na Flexão ❑ C1 e C2 são constantes de integração determinadas pelas condições do problema, quer nos apoios, quer no limites dos trechos de variação da expressão . ❑ Condições de contorno: 3) Por outro lado, nos engastes, em pontos de balanço, teremos os máximos afundamentos e as máximas rotações; EI M 1 Deformação na Flexão ❑ C1 e C2 são constantes de integração determinadas pelas condições do problema, quer nos apoios, quer no limites dos trechos de variação da expressão . ❑ Condições de contorno: 4) Em viga apoiada simétrica o afundamento máximo (flecha máxima), dar-se-á no meio do vão, onde ocorrerá giro nulo; EI M 1 Deformação na Flexão ❑ C1 e C2 são constantes de integração determinadas pelas condições do problema, quer nos apoios, quer no limites dos trechos de variação da expressão . ❑ Condições de contorno: 5) Nos nós rígidos, teremos iguais giros e afundamentos nulos. EI M 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação diferencial da elástica, o giro e a flecha no ponto C. EI M dx yd −= 2 2 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação diferencial da elástica, o giro e a flecha no ponto C. ❑ Eq. dif. da Elástica: 22 2 2 2 qx x ql dx yd EI +−= 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação diferencial da elástica, o giro e a flecha no ponto C. ❑ Eq. da Curvatura: 2446 3 2 3 ql x qlqx EI +−= 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação diferencial da elástica, o giro e a flecha no ponto C. ❑ Eq. da flecha: x ql x qlqx EIy +−= 241224 3 3 4 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação da elástica, o giro e a flecha no ponto C. ❑ Giro em C: 323 64 24 lxlx EI q C +−= 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 1) Determinar a Equação da elástica, o giro e a flecha no ponto C. ❑ Flecha em C: xlxlx EI q yC +−= 334 2 24 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 2) Determinar a flecha máxima e os giros nos pontos A e B. 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 2) Determinar a flecha máxima e os giros nos pontos A e B. EI ql lyymáx == 384 5 )2/( 4 EI ql A 24 3 += EI ql B 24 3 −= 1 Deformação na Flexão ❑ Exercícios: 3) Uma viga acha-se engastada por uma das extremidades em um pilar de grande rigidez, enquanto que a outra extremidade está simplesmente apoiada. A viga tem comprimento l e sua carga é q kgf por unidade de comprimento. A deflexão y à distância x da extremidade engastada satisfaz a equação: onde E é o módulo de elasticidade do material (depende do tipo de material de que é constituida a viga), e I é o momento de inércia (depende da forma da seção transversal). A que distância da extremidade engastada ocorre a deflexão máxima? Slide 1: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28