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Sumário
.......................................................................................................................................................................................
DIREITOS POLÍTICOS....................................................................................................................................
SOBERANIA POPULAR - DEMOCRACIA DIRETA, DEMOCRACIA INDIRETA E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA..
INTRODUÇÃO...............................................................................................................................................
 2.SOBERANIA POPULAR E DEMOCRACIA............................................................................................................................................................
3. FORMAS DE EXERCÍCIO DA SOBERANIA POPULAR .........................................................................................................................................
 4. CONCLUSÃO.....................................................................................................................................................................................................
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DIREITOS POLÍTICOS
SOBERANIA POPULAR - DEMOCRACIA DIRETA, 
DEMOCRACIA INDIRETA E DEMOCRACIA 
REPRESENTATIVA
INTRODUÇÃO
 
 Caros alunos, abordaremos neste material os temas Direitos Políticos e Partidos Políticos. O assunto é regulado 
na Constituição Federal (Título II – Capítulo IV – Direitos Políticos – artigos 14 a 16; e Capítulo V – Dos partidos políticos,
artigo 17), e também na legislação infraconstitucional. Evidentemente, estes temas formam o fundamento 
constitucional do direito eleitoral
 Nosso foco principal, neste módulo, é a análise dos dispositivos constitucionais.
 O tema Direitos Políticos, em nossa Constituição, abarca basicamente sete grandes assuntos. Para facilitar seu 
estudo, dividiremos nosso material em sete partes, abordando cada um dos assuntos constitucionais, a saber:
- Tema 1 – Soberania Popular – Democracia Direta, Democracia Indireta e Democracia Representativa;
- Tema 2 – Cidadania ativa ou capacidade eleitoral ativa – direito de votar – direito de participar da vida política
votando;
- Tema 3 – Cidadania passiva ou capacidade eleitoral passiva – direito de ser votado – direito de participar da vida
política sendo candidato, sendo votado;
- Tema 4 – Ação de Impugnação de Mandato Eletivo e Consultas Populares;
- Tema 5 – Direitos políticos negativos – termo doutrinário – situações de perda e suspensão dos direitos políticos;
- Tema 6 – Princípio da anualidade da lei eleitoral;
- Tema 7 – Partidos Políticos.
 As disposições infraconstitucionais serão trabalhadas oportunamente, nos assuntos correlatos de Direito 
Eleitoral.
 A seguir, abordaremos o Tema 1 – Soberania Popular.
 
1. DIREITOS POLÍTICOS - CONCEITO
 Para os professores Clever Vasconcelos e Marco Antonio da Silva[1],
 Em síntese, os direitos políticos são o conjunto de prerrogativas de direto público que atribui ao nacional a
qualidade de cidadão, permitindo sua participação direta e indireta na formatação e organização da vontade do
Estado, como meio de exercício da soberania popular.
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 Já conforme a clássica definição de Pimenta Bueno[2], os direitos políticos são
 Os direitos políticos são prerrogativas, atributos, faculdades, ou poder de intervenção dos cidadãos ativos no
governo de seu país, intervenção direta ou indireta, mais ou menos ampla, segundo a intensidade do gozo desses
direitos. São o Jus Civitatis, os direitos cívicos, que se referem ao Poder Público, que autorizam o cidadão ativo a
participar na formação ou exercício da autoridade nacional, a exercer o direito de vontade ou eleitor, os direitos de
deputados ou senador, a ocupar cargos políticos e a manifestar suas opiniões sobre o governo do Estado.
 Finalmente, no Glossário Eleitoral do TSE[3] consta a seguinte definição de direitos políticos:
 Direitos políticos ou direitos de cidadania é o conjunto dos direitos atribuídos ao cidadão, que lhe permite, através
do voto, do exercício de cargos públicos ou da utilização de outros instrumentos constitucionais e legais, ter efetiva
participação e influência nas atividades de governo.
 Estar no gozo dos direitos políticos significa, pois, estar habilitado a alistar-se eleitoralmente, habilitar-se a
candidaturas para cargos eletivos ou a nomeações para certos cargos públicos não eletivos, participar de sufrágios,
votar em eleições, plebiscitos e referendos, apresentar projetos de lei pela via da iniciativa popular e propor ação
popular.
 Quem não está no gozo dos direitos políticos não poderá filiar-se a partido político e nem investir-se em qualquer
cargo público, mesmo não eletivo.
 A competência para legislar sobre Direito Eleitoral, nos termos da Constituição, é privativa da União (art. 22, I,
da Constituição). Não podemos nos esquecer, também, da competência legislativa complementar exercida pelo
Tribunal Superior Eleitoral. A Justiça Eleitoral tem poder de, por meio de Resoluções, expedir instruções para a
execução das leis eleitorais, criando situações gerais e abstratas (art. 1º, Parágrafo Único, e art. 23, IX, do Código
Eleitoral; art. 105 da Lei 9504/97).
 2.SOBERANIA POPULAR E DEMOCRACIA
 2.1. Conceito de soberania popular
 Só conseguimos conceituar soberania popular à vista do conceito de poder soberano. Tal conceito, por sua 
vez, demanda a compreensão do que significa poder dentro da ciência política.
 Poder, em geral, é uma força ou energia capaz de alterar uma situação, seja ela física, moral ou política. 
Quando pensamos em Estado, o poder é apontado como um de seus elementos, pois é através dele que o governo 
atua, cria as políticas públicas que pretende e as coloca em prática.
 A ideia de soberania, por sua vez, importa em não sujeição a nada, a nenhum outro. A soberania é, conforme 
ensina José Jairo Gomes (Direito Eleitoral, 2020), uma qualidade do poder.
 Portanto, o poder soberano é aquele que não se sujeita a nenhum outro, é o supremo poder. É o poder de 
decidir, que emana do povo e traz legitimidade ao poder exercido pelos representantes eleitos. A Constituição faz 
referência a ele logo no artigo 1º, Parágrafo Único:
 Constituição, Art. 1º, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
 O poder soberano, no entanto, não implica em arbitrariedade, já que seu exercício acontecerá por vias 
democráticas – nossa Constituição consagra a existência de um Estado Democrático de Direito.
 A soberania popular, desta forma, é o poder supremo, o poder superior de decidir. É a soberania popular que 
confere legitimidade ao exercício do poder estatal, legitimidade que é obtida e fundamentada na escolha realizada 
pelos eleitores nas urnas, através do sufrágio.
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 Uadi Lammêgo Bulos, citado por Pedro Lenza (Direito Constitucional Esquematizado, 2021) afirma que 
soberania popular “... é a qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da sociedade 
estatal, encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio universal e do voto direto, 
secreto e igualitário”.
2.2. Democracia
 A ideia de democracia tem suas origens na Grécia antiga, e hoje pode ser apontada, seguramente, como 
princípio e valor essencial das sociedades ocidentais, definindo aforma de sua organização e atuação, um dos mais 
preciosos valores da atualidade.
 Não há consenso, entre os doutrinadores, sobre o conceito de democracia. Entre os vários conceitos modernos
de democracia, um dos mais difundidos é aquele cunhado pelo presidente Abraham Lincoln – democracia é o governo 
do povo, pelo povo e para o povo. É a participação do povo que mantém a democracia viva. A democracia está 
interligada aos valores da liberdade e da igualdade, do respeito à dignidade da pessoa humana, e à existência e garantia 
de um debate público permanente sobre as questões relevantes da sociedade. Nesse sentido, é inafastável para o 
reconhecimento da existência de um sistema democrático a liberdade de manifestação e opinião, ao lado do livre 
acesso às informações.
 Por fim, para a plena vigência da democracia, é indispensável a presença de um sistema eleitoral sólido e 
confiável, que permita aos eleitores manifestar livremente sua vontade na escolha de seus representantes, conferindo 
assim legitimidade aos pleitos eleitorais, aos mandatos conferidos e, em última análise, ao próprio exercício do poder 
estatal.
 A ideia de democracia não está limitada ao exercício dos direitos políticos. Hoje ela deve ser compreendida, 
evidentemente, no seu aspecto político – participação dos cidadãos na formação da vontade do Estado –, mas 
também nos aspectos social – acesso a benefícios sociais e políticas públicas –; econômico – acesso aos bens e 
produtos gerados pelo país –; e também ético – acesso a uma estrutura protetiva aos direitos humanos e 
fundamentais, com prevalência ao respeito à dignidade da pessoa humana.
 2.3. Classificação dos regimes democrá�cos
 Conforme a doutrina, os regimes democráticos são classificados em três espécies:
 - Democracia direta: o povo exerce o poder por si mesmo, sem intermediários ou representantes. Este é o 
modelo clássico, o ideal de autogoverno, onde coincidem as vontades dos governantes e governados;
 - Democracia representativa ou indireta: o povo, enquanto soberano, elege representantes e outorga-lhes 
poderes para que, em nome deles e para eles, governem o país. A participação das pessoas se dá no momento da 
escolha dos mandatários;
 - Democracia semidireta, mista ou participativa: sistema híbrido, que reúne elementos dos dois sistemas 
anteriores. É o modelo adotado pela Constituição brasileira de 1988, pois a soberania popular pode ser exercida de 
forma direta – através do plebiscito, referendo, iniciativa popular de leis e ação popular, e de forma indireta – através 
da eleição de mandatários para ocupar cargos nos poderes Executivo e Legislativo. Como regra, o governo e o 
parlamento são formados com base na representação, contudo existem algumas decisões em que o povo participa de 
forma imediata.
 Nossa Constituição aponta os seguintes meios de exercício da soberania popular, no seu artigo 14:
 Constituição, Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
 I - plebiscito;
 II - referendo;
 III - iniciativa popular.
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3. FORMAS DE EXERCÍCIO DA SOBERANIA POPULAR 
3.1. Exercício da soberania pela via indireta – democracia indireta
 Em regra, a soberania é exercida de maneira indireta, através dos representantes eleitos. A escolha dos
representantes se dará através do sufrágio universal, pelo voto direto, secreto, universal e periódico.
 3.1.1. Sufrágio Universal
 Sufrágio significa aprovação, apoio, concordância. É o direito público subjetivo democrático, através do qual
a coletividade – o povo – participa da vida política do Estado. Traduz-se no direito de votar e ser votado.
 O sufrágio é a essência dos direitos políticos , na medida que permite a participação popular na formação da
vontade do Estado. O sufrágio possui duas dimensões: uma ativa, também chamada capacidade eleitoral ativa ou
cidadania ativa, que corresponde ao direito de votar; e uma passiva, capacidade eleitoral passiva ou cidadania passiva,
que é o direito de ser votado.
 O sufrágio é considerado universal quando admite a grande maioria da população ao exercício do voto, ou
seja, os requisitos para alistar-se eleitor são mínimos e facilmente atingíveis. No ordenamento brasileiro, em suma,
todos os brasileiros natos e naturalizados, maiores de dezesseis anos podem alistar-se como eleitores, desde que não se
enquadrem na situação de conscritos (aqueles que estão prestando serviço militar obrigatório). O alistamento e voto
são, em regra, obrigatórios para os brasileiros natos e naturalizados que possuem mais dezoito anos completos e
menos de setenta anos.
 No Brasil, as mulheres só foram admitidas ao voto, em abrangência nacional, com o advento do Código
Eleitoral de 1932. A primeira previsão constitucional do voto das mulheres aconteceu na Constituição de 1934, sendo
que a primeira eleição presidencial com sufrágio feminino efetivo só aconteceu em 1946. A professora Celina
Guimarães Vianna foi a primeira eleitora do Brasil, alistando-se aos 29 anos de idade. Com advento da Lei nº 660, de 25
de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado que estabeleceu que não haveria distinção de sexo
para o exercício do sufrágio. Assim, em 25 de novembro de 1927, na cidade de Mossoró, foi incluído o nome de Celina
Guimarães Vianna na lista dos eleitores do Rio Grande do Norte. O fato repercutiu mundialmente, por se tratar não
somente da primeira eleitora do Brasil, como da América Latina[4].
 No ordenamento brasileiro, o conceito jurídico de cidadania está intimamente ligado ao exercício dos direitos
políticos. É cidadão todo aquele nacional chamado a participar da vida política do país. Cidadão, portanto, é o
brasileiro que se alistou eleitor, sendo a cidadania atestada pelo título de eleitor válido.
 O sufrágio universal é cláusula pétrea:
 Constituição, Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
 II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
 3.1.2. Outras espécies de sufrágio
 - Sufrágio censitário: baseado na capacidade econômica dos indivíduos. Somente são admitidos ao voto os
indivíduos que possuam determinada renda, ou sejam detentores de determinadas posses. Foi adotado no Brasil pelas
Constituições Imperial de 1824, na qual o sufrágio ficava condicionado à comprovação de renda mínima (para ser
eleitor, a renda deveria ser de, ao menos, cem mil réis anuais por bens de raiz, indústria ou comércio, ou empregos; já
para se candidatar, exigia-se a renda mínima de quatrocentos mil réis anuais) e, em parte, na Constituição Republicana
de 1891.
 - Sufrágio cultural ou capacitário: fundado na capacidade intelectual dos indivíduos. Só são concedidos
direitos políticos àqueles que possuem determinados níveis de conhecimento, atestados por diploma escolar.
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 - Sufrágio masculino: aquele que exclui as mulheres do processo político, com base unicamente na questão de
sexo/gênero. Revela um inaceitável preconceito contra a mulher.
 - Sufrágio igual: todos os cidadãos estão equiparados, o voto de todos possui o mesmo peso político.
Decorre do princípio da isonomia.
 - Sufrágio desigual: determinados votantes possuem votos qualificados, com valor maior que os demais.
Exemplos: voto familiar – o pai detém o número de votos equivalente ao número de filhos; voto plural – um mesmo
eleitor pode votar, mais de uma vez, na mesma eleição, na mesma circunscrição; voto múltiplo - um mesmo eleitor
pode votar, mais de uma vez, na mesmaeleição, em várias circunscrições eleitorais.
 3.1.3. Voto
 O voto é o exercício do sufrágio, é a concretização do direito ao sufrágio.
 O voto possui as seguintes características, que são protegidas pela cláusula pétrea do artigo 60, §4º da
Constituição:
 - Direto: não há intermediários entre o eleitor e o candidato - o eleitor vota diretamente na pessoa que se
candidatou ao cargo a ser preenchido. Voto indireto: o eleitor escolhe um representante para integrar um colégio
eleitoral, cabendo a esse colégio a escolha do mandatário.
 - Secreto: garantia oferecida ao eleitor, para que este tenha ampla liberdade de escolher o candidato que
melhor lhe aprouver. Se dá mediante o escrutínio – ato de depositar o voto físico ou eletrônico em uma urna,
devidamente protegido pela cabine de votação (cabine indevassável, conforme diz a legislação eleitoral). 
 - Universal: desdobramento o sufrágio universal. As condições para exercício do voto devem abranger o maior
número possível de pessoas. Não cabem restrições de ordem econômica, intelectual, censitária, de gênero,
étnico/racial etc.
 - Periódico : garantia de que haverá, de tempos em tempos, eleições para a escolha de novos mandatários. Se
contrapõe a ideia de mandatos vitalícios.
 Note que o voto obrigatório não é cláusula pétrea! Em tese, através de uma Emenda Constitucional, o
constituinte reformador pode estabelecer o voto facultativo, alterando o artigo 14, §1º, I da Constituição.
 Nossa Constituição prevê uma hipótese de eleição indireta:
Constituição, Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
depois de aberta a última vaga.
 § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os
cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
 § 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
 O STF entende que a regra do art. 81, § 1º não é de reprodução obrigatória. Os Estados podem, por exemplo,
prever eleição direta nesses casos, pois não incide, nessa hipótese, o chamado princípio da simetria. A Constituição do
Estado de São Paulo, a título ilustrativo, não prevê eleição indireta:
Constituição do Estado de São Paulo, Art. 41. Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador, far-se-á eleição
noventa dias depois de aberta a última vaga.
 §2º - Em qualquer dos casos, os sucessores deverão completar o período de governo restante.
 O sufrágio, no ordenamento brasileiro, é universal e igual. Portanto, nosso voto é paritário: o voto tem igual
valor para todos. Cada eleitor “vale” um voto. É o princípio one man, one vote do direito americano.
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 Não confunda o conceito de voto com o de escrutínio: escrutínio é o ato de votar, o procedimento, o ato de
depositar o voto, físico ou eletrônico, na urna. É que se chama, em linguagem comum, de eleição.
 Finalmente, registramos que o voto é secreto e sigiloso, sendo a cabine eleitoral indevassável. Não há mais
lugar, portanto, para o famigerado voto de cabresto, largamente utilizado da República Velha. Para assegurar o sigilo do
voto, nossa legislação eleitoral atual estabelece a proibição do uso/porte, na cabine de votação, de câmera
fotográfica, filmadora, aparelho celular, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa
comprometer o sigilo do voto, ainda que desligados[5].
 3.2. Exercício da soberania pela via direta – democracia direta
 A Constituição estabelece o exercício da soberania popular, pela via direta, mediante os institutos do
plebiscito, referendo e iniciativa popular. A doutrina identifica, ainda, o manejo da ação popular como exercício da
soberania pela via direta. Não vamos estudar, aqui, a ação popular, tema próprio ao Direito Constitucional e ao Direito
processual civil.
 3.2.1. Plebiscito e Referendo
 Plebiscito e referendo são formas de consulta aos eleitores, para que deliberem sobre matéria relevante, se
manifestando de forma favorável ou contrária. Este conceito é encontrado no artigo 2º, caput, da Lei 9709/98:
 Lei 9709/98, Art. 2º Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria
de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
 § 1º O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto,
aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
 § 2º O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a
respectiva ratificação ou rejeição.
 O diferencial entre os institutos é, justamente, o momento da efetivação da consulta:
 - No plebiscito, a consulta é prévia: a convocação acontece durante a tramitação do projeto de lei, para que
os eleitores manifestem concordância ou não com a ideia legislativa;
 - No referendo, a consulta é posterior: o ato legislativo está pronto e acabado, os eleitores se manifestam pela
ratificação ou rejeição do ato legislativo.
 O Congresso Nacional, via decreto legislativo, convoca plebiscito e autoriza a realização de referendo:
 Constituição, Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
 XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
 Historicamente, tivemos no Brasil as seguintes experiências relevantes com esses institutos:
 - Referendo para a manutenção ou rejeição do sistema parlamentarista de governo – 1963;
 - Plebiscito para a escolha da forma (república/monarquia constitucional) e sistema de governo
(presidencialismo/parlamentarismo) – 1993;
 - Referendo sobre a manutenção ou rejeição da proibição de comércio de armas de fogo e munições no
território nacional – 2005;
 - Referendo no estado do Acre, para definição de fuso horário – 2010;
 - Plebiscitos no estado do Pará, para definição sobre a formação dos estados de Carajás e Tapajós – 2011.
 3.2.2. Iniciativa popular
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 Através da iniciativa popular, parte do eleitorado pode deflagrar o processo legislativo ordinário,
apresentando projeto de lei, que iniciará sua tramitação na Câmara dos Deputados. Pelas regras constitucionais atuais,
a iniciativa deve ser subscrita por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco
Estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles:
 Constituição, Art. 61, § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados
de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados,
com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
 Observe que a iniciativa popular serve, apenas, para iniciar o processo legislativo ordinário. O projeto
tramitará normalmente no parlamento, e poderá, ao final, ser aprovado ou rejeitado. Também são admitidas emendas
parlamentares. Caso aprovado no parlamento, será submetido à sanção ou veto pelo Presidente da República.
 Não se admite, contudo, a rejeição do projeto de lei de iniciativa popular por vício de forma (art. 13, §2º da Lei
9709/98). Neste caso, a Câmara dos Deputados, enquanto casa iniciadora, realizará as necessárias adequações de
técnica legislativa e redação do projeto de lei.
 Iniciativa popular em âmbito estadual: a lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual
(art. 27, §4º, Constituição).
 Iniciativa popular em âmbito municipal: projetos de lei de interesse específico do município, da cidade ou de
bairros. Necessita do apoio de, no mínimo, 5% do eleitorado do município (art. 29, XIII,Constituição).
 Considerando o rigor dos requisitos para a apresentação de projeto de lei de iniciativa popular, especialmente
em relação ao número de assinaturas necessárias, este importante instrumento de democracia direta acaba não tendo
grande destaque no Brasil.
 Conforme apontado por Pedro Lenza, em geral os projetos que são apoiados por iniciativa popular acabam
sendo subscritos, também, por algum dos atores que tem competência constitucional para iniciar o processo
legislativo. A iniciativa popular acaba servindo mais como instrumento de pressão para a deflagração do processo
legislativo. O autor aponta os seguintes exemplos:
 - Projeto Glória Perez – alteração da lei dos Crimes Hediondos em 1993. Houve coleta de assinaturas, mas o
projeto de lei foi, na prática, encaminhado pelo Presidente da República;
 - Lei dos Bispos – Lei 9840/99 – ciou a figura da captação ilícita de sufrágio. A coleta de assinaturas foi
capitaneada pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, com apoio da CNBB e outras entidades, iniciada em 1997. O
projeto foi apresentado à Câmara dos Deputados, e acabou subscrito por sessenta parlamentares;
 - Lei 11124/2005 – criou o Fundo Nacional para a Moradia Popular. Esta lei deriva, de fato, de projeto de lei de
iniciativa popular.
 - Lei complementar 135/2010 – Lei da Ficha Limpa. O projeto contou com o apoio de mais de um milhão e
setecentas mil assinaturas, e foi protocolado como projeto de iniciativa popular. Entretanto, acabou sendo subscrito
por parlamentares e tramitou conjuntamente a projeto originário do Executivo. Assim, não se trata, efetivamente, de
projeto de iniciativa popular, embora demonstrada a ampla aceitação da sociedade quanto ao teor da iniciativa.
 Finalmente, registramos que nosso ordenamento não contempla, expressamente, a iniciativa popular de
PEC – proposta de emenda constitucional. Alguns autores apontam que essa iniciativa seria possível, lastreada numa
interpretação sistemática da Constituição. Algumas Constituições Estaduais (Acre, Alagoas, Amapá, entre outras)
trazem previsão expressa para iniciativa popular de PEC estadual. O STF considerou compatíveis com a Constituição da
República tais previsões nas Constituições Estaduais.
 Não se admite, porém, iniciativa popular em matérias de iniciativa exclusiva de determinados titulares –
iniciativa exclusiva ou reservada.
 3.2.3. Outros institutos de democracia participativa não previstos na nossa 
Constituição – recall e veto popular
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 O recall tem origem nos Estados Unidos. É uma modalidade de revogação popular do mandato eletivo, por 
exemplo em razão do não cumprimento de promessas de campanha. José Afonso da Silva, citado por Pedro Lenza 
(Direito Constitucional Esquematizado, 2021), denomina o instituto como revocação popular, apontando ser um 
“instituto de natureza política, pelo qual os eleitores, pela via eleitoral, podem revocar mandatos populares”. Alguns 
autores apontam que esse instituto poderia ser inserido no ordenamento brasileiro numa eventual alteração do sistema 
eleitoral, de proporcional para distrital, distrital misto ou distritão.
 Já o veto popular seria o instrumento pelo qual o povo poderia vetar projeto de lei, podendo arquivá-los 
mesmo contra a vontade do parlamento. Conforme a maioria dos autores, o veto popular incidiria após a aprovação do 
projeto de lei pelo parlamento, mas antes de sua entrada em vigor. Nesse período, entre aprovação e vigência, haveria 
um prazo para que os cidadãos requeiram que o corpo eleitoral se manifeste sobre a norma publicada, aprovando-a ou 
rejeitando-a. Se a manifestação for pela rejeição, tal lei seria considerada inexistente.
 Existem propostas de emenda constitucional tramitando no Congresso Nacional prevendo a incorporação 
desses institutos ao nosso ordenamento jurídico.
(CESPE – SECONT/ES – 2022)
 Considerando as disposições constitucionais acerca da administração pública e dos direitos e garantias 
fundamentais, julgue o item a seguir.
 A iniciativa popular, a autoria de ação popular e o exercício da soberania popular pelo sufrágio universal e pelo 
voto direto e secreto são modalidades por meio das quais o cidadão pode exercer direitos políticos.
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede o conhecimento acerca dos institutos relacionados à soberania popular.
 O item está certo. Todos os institutos mencionados estão relacionados ao exercício dos direitos políticos por 
parte dos cidadãos.
RESPOSTA: Item correto.
(FCC – TRT/17ª REGIÃO – 2022)
De acordo com a Constituição Federal, a soberania popular será exercida
 A) apenas pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, sendo o alistamento
e o voto obrigatórios para os maiores de dezoito anos, proibidos para os analfabetos e facultativos somente para os
maiores de setenta e cinco anos e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
 B) pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, apenas
mediante plebiscito e referendo, sendo o alistamento e o voto obrigatórios para os maiores de dezoito anos e
facultativos somente para os maiores de setenta e cinco anos, para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos
e para os analfabetos.
 C) apenas pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, sendo o alistamento e
o voto obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, para os maiores de sessenta
anos e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
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 D) pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular, sendo o alistamento e o voto obrigatórios para os maiores de
dezoito anos, proibidos para os analfabetos e facultativos para os maiores de setenta anos e para os maiores de
dezesseis e menores de dezoito anos.
 E) pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular, sendo o alistamento e o voto obrigatórios para os maiores de
dezoito anos e facultativos para os analfabetos, para os maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis e
menores de dezoito anos.
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede o conhecimento acerca das normas constitucionais que tratam da soberania popular, bem
como das regras sobre a capacidade eleitoral ativa.
 A alternativa A está errada. A soberania popular é exercida também de forma direta, através do plebiscito,
referendo e iniciativa popular. O alistamento e o voto são facultativos para os analfabetos e para os maiores de setenta
anos.
 A alternativa B está errada. A soberania popular é exercida, também, através da iniciativa popular. Além disso,
o alistamento e o voto são facultativos para os maiores de setenta anos.
 A alternativa C está errada. A soberania popular é exercida também de forma direta, através do plebiscito,
referendo e iniciativa popular. Além disso, o alistamento e o voto são facultativos para os maiores de setenta anos.
 A alternativa D está errada. O alistamento e o voto são facultativos para os analfabetos.
 A alternativa E está certa.
RESPOSTA: E
(FCC – DPE/AM – 2019)
 A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos,
mais a iniciativa popular, o referendo e o plebiscito. Tais instrumentos previstos na Constituição Federal vigente
correspondem ao modelo
 A) do pluralismo político.B) da democracia indireta.
 C) da democracia direta.
 D) da democracia semidireta.
 E) do veto popular.
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede que o candidato aponte a alternativa correta sobre as regras constitucionais a respeito dos
instrumentos de exercício da soberania popular.
 A alternativa A está errada. O pluralismo político não diz respeito à soberania popular, mas sim à
diversidade/multiplicidade de partidos políticos existentes no nosso ordenamento jurídico.
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 A alternativa B está errada. Na democracia indireta, o poder é exercido pelos representantes eleitos pelo povo,
não havendo possibilidade de exercício direto pelos eleitores.
 A alternativa C está errada. Na democracia direta, há o exercício direto do poder pelo povo, através do
autogoverno, não havendo a figura do mandatário eleito.
 A alternativa D está certa. No modelo constitucional brasileiro, em regra a soberania popular é exercida de
forma indireta, através da eleição dos representantes eleitos. Entretanto, existem instrumentos de exercício na via
direta – plebiscito, referendo e iniciativa popular.
 A alternativa E está errada. O veto popular não está previsto, atualmente, em nosso ordenamento
constitucional.
RESPOSTA: D
(FGV – TJ/BA – 2015)
 Diante dos recentes protestos da população por todo o Brasil, muito se tem discutido sobre a participação mais
ativa do cidadão no processo legislativo. Como instrumento de manifestação da soberania popular, é correto afirmar
que a iniciativa popular:
 A) consiste na apresentação, ao Senado Federal, de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do
eleitorado nacional, distribuído pelo menos por três Estados, que trate de matérias especificadas na Constituição,
relacionadas aos direitos e garantias fundamentais;
 B) somente pode ocorrer em âmbito federal, já que o texto constitucional não trata de iniciativa popular em
nível estadual e municipal, sendo vedada às constituições estaduais e às leis orgânicas dispor sobre a matéria;
 C) consiste na possibilidade de o eleitorado nacional deflagrar processo legislativo de lei complementar, lei
ordinária, emenda à Constituição ou medida provisória mediante proposta de, no mínimo, um por cento de todo o
eleitorado nacional, distribuído por pelo menos sete Estados;
 D) é espécie de processo legislativo realizado diretamente pela população que apresenta o projeto de lei ao
Congresso Nacional, que deve analisar apenas aspectos formais de sua constitucionalidade, vedada a rejeição do
projeto em seu mérito, para não desnaturar a essência do instituto;
 E) pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um
por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento
dos eleitores de cada um deles.
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede o conhecimento acerca das normas constitucionais que tratam da iniciativa popular de leis.
 Conforme o artigo 62, § 2º da Constituição, a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara
dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos
por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
 A alternativa A está errada. A apresentação do projeto de lei se dá perante a Câmara dos Deputados; o apoio
deve acontecer em pelo menos cinco Estados; não há restrição a temas especificados na Constituição relacionados a
direitos e garantias fundamentais.
 A alternativa B está errada. A Constituição admite iniciativa popular em âmbito estadual e municipal.
 A alternativa C está errada. A Constituição não admite iniciativa popular de emenda à Constituição ou medida
provisória; a proposta não é de 1% de todo o eleitorado nacional.
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 A alternativa D está errada. O projeto não é apresentado ao Congresso Nacional, mas sim à Câmara dos
Deputados; o projeto será analisado normalmente, podendo ser rejeitado no mérito.
 A alternativa E está certa.
RESPOSTA: E
(IBFC – SEPLAG/SE – 2018)
 A democracia, segundo Aristóteles, deve ser totalmente soberana, mas com duas limitações: não deve ir além
dos órgãos de deliberação e julgamento, pois estes são poderes coletivos expressos em uma Constituição (o conjunto
do povo é superior a cada um dos indivíduos) e não exigem competência técnica; a segunda limitação é o dever de agir
de acordo com as leis. Com base no que foi citado acima, leia atentamente as afirmações abaixo:
 I. A definição processual de democracia, também chamada procedimental, considera que, além do direito de
voto, a seleção dos representantes políticos deve ocorrer a partir de um processo eleitoral livre, ou seja, “competitivo”.
 II. A soberania popular enquanto ação democrática é um ideal possível em todas as sociedades, pois o poder
desde os atenienses é exercido pelo povo.
 III. A diminuição da participação político partidária fortalece a democracia e a torna cada vez mais eficiente,
consensual e legitima.
 IV. O único modo de tornar possível o exercício da democracia é atribuir cada vez menos ao cidadão o direito
de participar direta ou indiretamente na tomada de decisões coletivas.
 Estão corretas as afirmativas:
 A) I, apenas
 B) II e IV, apenas
 C) I, II e III, apenas
 D) IV, apenas
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede o conhecimento acerca da ideia de democracia, pedindo ao candidato que aponte as
afirmativas corretas.
 A afirmativa I está certa. Trata-se do conceito básico de democracia.
 A afirmativa II está errada. A soberania popular também comporta a possibilidade de exercício do poder pela
via indireta, através dos representantes eleitos. Assim, nem sempre, o poder é exercido (diretamente) pelo povo.
 A afirmativa III está errada. Ao contrário, é o aumento da participação político-partidária que fortalece a
democracia.
 A afirmativa IV está errada. Quanto mais participação do cidadão, direta ou indireta, mais possível é o exercício
da democracia.
 Está certa, portanto, apenas a afirmativa I.
RESPOSTA: A
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(VUNESP – CÂMARA DE CAMPO LIMPO PAULISTA/SP – 2018)
 A democracia representativa brasileira é suavizada com a presença, no nosso ordenamento jurídico, de
mecanismos que são próprios das democracias diretas: plebiscito e referendo. A respeito desses dois mecanismos de
participação popular, assinale a alternativa correta.
 A) É da competência exclusiva da Câmara dos Deputados autorizar referendo, por meio da edição de um
decreto legislativo.
 B) O referendo é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto,
aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
 C) O plebiscito pode ter seu trâmite iniciado pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
plebiscito subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional.
 D) É da competência exclusiva do Congresso Nacional convocar plebiscito.
 E) O plebiscito é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a
respectiva ratificação ou rejeição.
RESOLUÇÃO:
 O examinador pede o conhecimento acerca das normas constitucionais que tratam do plebiscito e do
referendo.
 A alternativa A está errada. A competência para autorizar referendo é exclusiva do Congresso Nacional.
 A alternativa B está errada. O referendoé realizado após a elaboração do ato legislativo.
 A alternativa C está errada. O plebiscito será convocado, via decreto legislativo, pelo Congresso Nacional.
 A alternativa D está certa. É a competência prevista no artigo 49, XV, da Constituição.
 A alternativa E está errada. O plebiscito é convocado antes da realização do ato legislativo.
RESPOSTA: D
 4. CONCLUSÃO
 Espero que você tenha gostado da análise que fizemos a respeito da soberania popular, da democracia e dos 
institutos que lhe são correlatos. Em caso de dúvidas, estou à disposição pelos canais de atendimento do Direção, e 
também em meu perfil no Instagram, @profrobsonoliveira.
 Desejo sucesso em seus estudos e que, o quanto antes, venha a sua aprovação! Um abraço!
[1] VASCONCELOS, Clever; SILVA, Marco Antonio da. Direito Eleitoral, 2ª. Edição, SaraivaJur.
[2] PIMENTA BUENO, José Antonio, Marquês de São Vicente. Direito público brazileiro e analyse da Constituição do
Império (pág. 467). Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve & C., 1857. Disponível em
https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/185600, acesso em 21/11/2023.
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https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/185600
[3] BRASIL. Direitos Políticos. Glossário Eleitoral do TSE. Disponível em https://www.tse.jus.br/servicos-
eleitorais/glossario/termos-iniciados-com-a-letra-d, acesso em 21/11/2023.
[4] BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Professora Celina Guimarães Vianna, primeira eleitora do Brasil. Disponível
em https://www.tse.jus.br/imagens/fotos/professora-celina-guimaraes-vianna-primeira-eleitora-do-brasil, acesso em
21/11/2023.
[5] Vide art. 91-A, Parágrafo Único, da Lei 9504/97 e Art. 116 da Res. TSE 23669/2021 (Atos preparatórios para as
Eleições de 2022).
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