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Técnico em Administração
Reponsabilidade Social e Ambiental
Instituto Federal Sul-rio-grandense
Campus Pelotas - Visconde da Graça
Marcelo Freitas Gil
2011
Pelotas - RS
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
Equipe de Elaboração
Campus Pelotas - Visconde da Graça /CAVG
Coordenação Institucional
Cinara Ourique do Nascimento/CAVG
Professor-autor
Marcelo Freitas Gil/CAVG
Projeto Gráfico
Eduardo Meneses 
Fábio Brumana
Equipe Técnica
Gil Velleda/CAVG
Ivana Patrícia Iahnke Steim/CAVG
Maria Isabel Giusti Moreira/CAVG
Pablo Brauner Viegas/CAVG
Paula Garcia Lima/CAVG
Rodrigo da Cruz Casalinho/CAVG
Diagramação
Maria Isabel Giusti Moreira/CAVG
Pablo Brauner Viegas/CAVG
Revisão
Cristiane Silveira dos Santos /CAVG
Marchiori Quevedo/CAVG
Angelita Hentges/CAVG
Ficha catalográfica
© Campus Pelotas - Visconde da Graça
Este Caderno foi elaborado em parceria entre o Campus Pelotas - Agrotécnico Vis-
conde da Graça (CAVG) e o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e-Tec Brasil.
Amigo(a) estudante!
O Ministério da Educação vem desenvolvendo Políticas e Programas para 
expansãoda Educação Básica e do Ensino Superior no País. Um dos caminhos 
encontrados para que essa expansão se efetive com maior rapidez e eficiên-
cia é a modalidade a distância. No mundo inteiro são milhões os estudantes 
que frequentam cursos a distância. Aqui no Brasil, são mais de 300 mil os 
matriculados em cursos regulares de Ensino Médio e Superior a distância, 
oferecidos por instituições públicas e privadas de ensino.
Em 2005, o MEC implantou o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), 
hoje, consolidado como o maior programa nacional de formação de profes-
sores, em nível superior. 
Para expansão e melhoria da educação profissional e fortalecimento do Ensi-
no Médio, o MEC está implementando o Programa Escola Técnica Aberta do 
Brasil (e-TecBrasil). Espera, assim, oferecer aos jovens das periferias dos gran-
des centros urbano se dos municípios do interior do País oportunidades para 
maior escolaridade, melhores condições de inserção no mundo do trabalho 
e, dessa forma, com elevado potencial para o desenvolvimento produtivo 
regional.
O e-Tec é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Educação Pro-
fissionale Tecnológica (SETEC), a Secretaria de Educação a Distância (SED) 
do Ministério daEducação, as universidades e escolas técnicas estaduais e 
federais.
O Programa apóia a oferta de cursos técnicos de nível médio por parte das 
escolas públicas de educação profissional federais, estaduais, municipais e, 
por outro lado,a adequação da infra-estrutura de escolas públicas estaduais 
e municipais.
Do primeiro Edital do e-Tec Brasil participaram 430 proponentes de ade-
quaçãode escolas e 74 instituições de ensino técnico, as quais propuseram 
147 cursos técnicos de nível médio, abrangendo 14 áreas profissionais. 
Apresentação e-Tec Brasil
O resultado desse Edital contemplou 193 escolas em 20 unidades fede-
rativas. A perspectiva do Programa é que sejam ofertadas10.000 vagas, 
em 250 polos, até 2010.
Assim, a modalidade de Educação a Distância oferece nova interface para 
amais expressiva expansão da rede federal de educação tecnológica dos úl-
timos anos: aconstrução dos novos centros federais (CEFETs), a organização 
dos Institutos Federaisde Educação Tecnológica (IFETs) e de seus campi.
O Programa e-Tec Brasil vai sendo desenhado na construção coletiva e par-
ticipaçãoativa nas ações de democratização e expansão da educação profis-
sional no País, valendo-se dos pilares da educação a distância, sustentados 
pela formação continuadade professores e pela utilização dos recursos tec-
nológicos disponíveis.
A equipe que coordena o Programa e-Tec Brasil lhe deseja sucesso na sua 
formação profissional e na sua caminhada no curso a distância em que está 
matriculado(a).
Brasília, Ministério da Educação – setembro de 2008.
Sumário
Apresentação e-Tec Brasil 3
Sumário 5
Indicação de Ícones 7
Palavra do professor-autor 9
Outros - instituição validadora 11
Apresentação da Disciplina 13
Projeto instrucional 15
1 Gestão Social e Ambiental 17
1.1 A gestão social e Ambiental e seus princípios 17
1.2 Responsabilidade Social e Ambiental 19
1.3 A Responsabilidade Social e Ambiental e as Novas 
 Oportunidades de Negócios 21
2 Modelos e Estratégias de Gestão Social e Ambiental 25
2.1 Modelos e Estratégias de Gestão Social e Ambiental 25
Atividades de aprendizagem 31
Referências 33
Currículo do professor 35
Indicação de Ícones
Os ícones funcionam como elementos gráficos utilizados para facilitar a or-
ganização e a leitura do texto. Veja a função de cada um deles:
Atenção: Mostra pontos relevantes encontrados no texto.
Saiba mais: Oferece novas informações que enriquecem o as-
sunto como “curiosidades” ou notícias recentes relacionadas ao 
tema estudado.
Glossário: Utilizado para definir um termo, palavra ou expres-
são utlizada no texto
Midias integradas: Indica livros, filmes, músicas sites, progra-
mas de TV, ou qualquer outra fonte de informação relacionada 
ao conteúdo apresentado.
Pratique: Indica exercícios e/ou Atividades Complementares 
que você deve realizar.
Resumo: Traz uma síntese das idéias mais importantes apresen-
ta das no texto/aula.
Avaliação: Indica Atividades de Avaliação de Aprendizagem da 
aula.
Prezados alunos
 Esta disciplina tem como objetivo instrumentalizar uma reflexão crí-
tica no que diz respeito às questões relativas à responsabilidade social e 
ambiental. Pretende-se com ela que o aluno possa refletir sobre o exercício 
da cidadania em uma sociedade marcada pela necessidade de uma postura 
ética diante das questões sociais e ambientais, principalmente por parte da-
queles que irão desempenhar uma função técnica na área da administração.
 Considerando-se que o conhecimento é algo que se constrói de ma-
neira conjunta, através da troca de experiências e do diálogo permanente 
entre os atores sociais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, gos-
taria de deixar claro a minha disposição de aprender com vocês e de poder 
auxiliá-los nesta caminhada que agora se inicia. 
 Considerando-se que todo processo de ensino-aprendizagem é sem-
pre um sistema aberto, onde não pode haver lugar para qualquer tipo de 
pretensão e visão totalitária acerca do processo de construção do conhe-
cimento, proponho que todos nós vivenciemos esta disciplina como uma 
oportunidade para aprendermos e trocarmos informações que sejam rele-
vantes em nossa área de atuação.
 Sendo assim, sejam todos bem-vindos e boas leituras.
Marcelo Freitas Gil
Palavra do professor-autor
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 9
Outros - instituição validadora
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 11
Apresentação da Disciplina
 Responsabilidade social diz respeito ao cumprimento de deveres e 
obrigações em relação à sociedade na qual se está inserido. A necessidade 
de se cumprirem esses deveres e obrigações alcança pessoas e empresas 
presentes em uma dada sociedade. Para muitos sociólogos responsabilidade 
social é a forma de retribuir a um determinado grupo social, por algo alcan-
çado ou permitido, modificando hábitos e costumes, ou mesmo, o perfil dos 
sujeitos ou locais que recebem o impacto da trasformação.
 É justamente nesse sentido que a responsabilidade social se associa 
à responsabilidade ambiental, na medida em que a obrigação de preservar o 
meio ambiente onde estamos inseridos é de todos nós, pessoas e empresas, 
incluindo-se, nessa relação também, os governos, agentes representativos 
dos cidadãos e das pessoas no âmbito político. 
 Como exemplo podemos citar o caso de uma empresa que se instala 
em uma determinada região antes ocupada por um grupo de moradores. 
Digamos que esses moradores utilizavam esse espaço para a criação de ani-
mais, prática através da qual produziam recursos para a suasobrevivência. 
Surge, então, para essa empresa, de acordo com os princípios éticos que 
norteiam a responsabilidade social, a necessidade de estabelecer um novo 
cenário no local que possibilite a sobrevivência daqueles antigos moradores, 
garantindo-lhes a dignidade humana, enquanto cidadãos.
 Por outro lado, observando-se os mesmos princípios éticos, é obri-
gação dessa empresa zelar para a conservação do ambiente geográfico no 
qual ela está se inserindo, tomando todas as medidas cabíveis para diminuir, 
o quanto possível, o impacto ambiental causado pelas transformações de-
correntes de sua instalação. Além disso, é sua obrigação utilizar de forma 
responsável os recursos naturais de que necessita para o seu processo pro-
dutivo, evitando esgotar os recursos naturais.
 Seguindo-se o mesmo raciocínio, cabe ao governo, na qualidade de 
gerenciador do Estado que a todos representa, através de órgãos próprios, 
fiscalizar todo esse processo, a fim de garantir a segurança social e ambien-
tal, através da criação de legislação específica, bem como através da criação 
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 13
de órgãos capazes de fazê-lo.
 Nesta disciplina estudaremos todas essas relações, por vezes muito 
tensas no ambiente social em que nos inserimos, onde o modo de produção 
capitalista vem ditando uma forma de pensar e agir em que a necessidade 
do lucro vem sempre em primeiro lugar, sendo relegadas a um segundo pla-
no as questões sociais e ambientais. Bons estudos!!!
Instituição: 
 Instituto Federal Sul-rio-grandense
 Campus Pelotas - Visconde da Graça
Nome do Curso: Técnico em Administração
Professor-autor: Marcelo Freitas Gil
Disciplina: Reponsabilidade Social e Ambiental
PROJETO INSTRUCIONAL
Ementa básica da disciplina: Evolução da questão ambiental e social 
no mundo e no ambiente administrativo. Desenvolvimento sustentável e 
crescimento econômico. O meio ambiente como um problema (e oportu-
nidade) de negócios. Ecoeficiência e outros modelos de gestão ambiental. 
Sistemas de gestão ambiental. Instrumentos para gestão ambiental. Estraté-
gias de gestão social e ambiental. Gestão de organizações do terceiro setor.
Projeto instrucional
Semana Aula Objetivos e aprendizagem Recursos
Carga 
Horária 
(Horas)
1ª
Unidade I: Gestão Social e Ambiental.
Apresentar os princípios da gestão social e 
ambiental e as oportunidades de negócios 
em torno da utilização adequada do meio 
ambiente.
Unidades I e II
10
Unidade II: Modelos e estratégias de 
gestão social e ambiental.
Apresentar e discutir os modelos, estraté-
gias e instrumentos para a gestão social e 
ambiental em empresas e organizações do 
terceiro setor.
Atividade 1 – Debater, sistematizar e 
avaliar conhecimentos a partir da realiza-
ção de debate no fórum.
Debater e sistematizar o conhecimento con-
struído na semana, avaliando os alunos
1
Atividade 2 – Atividade avaliativa – 
produção textual
Avaliar aproveitamento dos alunos 2
Atividade 3 – Atividade avaliativa – 
produção textual
Avaliar aproveitamento dos alunos 2
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 15
Objetivos da aula
Apresentar os princípios da gestão social e ambiental e as oportunida-
des de negócios em torno da utilização adequada do meio ambiente
1 Gestão Social e Ambiental
1.1 A gestão social e Ambiental e seus 
princípios
 Para iniciarmos os nossos estudos é importante partirmos de um 
conceito de gestão, que pode ser entendida como o processo de gerencia-
mento, de administração de uma determinada instituição ou agrupamento 
de pessoas que se relacionem em um determinado ambiente, físico ou não, 
orientadas para um objetivo comum, normalmente determinado de empre-
sa. Nesse sentido, empresa assume o significado de empreendimento, de 
esforços humanos organizados e realizados em comum com um fim espe-
cífico. É importante que se diga que tais instituições podem ser públicas ou 
privadas, com fins lucrativos ou não (TACHIZAWA, 2002).
 Podemos dizer que a Revolução Industrial, ocorrida a partir do final 
do século XVIII, proporcionou o desenvolvimento de um processo cada vez 
mais complexo de administração dos novos empreendimentos que passaram 
a surgir com o desenvolvimento do modo de produção capitalista.
 A Revolução Industrial deu novo fôlego ao capitalismo e as relações 
sociais e econômicas passaram a assumir um grau cada vez maior de com-
plexidade. Novas empresas surgiram e formaram-se os grandes conglome-
rados industriais e financeiros. Por outro lado, o próprio Estado teve de se 
modificar, a fim de atender a novas demandas, surgidas graças à formação 
de novos grupos sociais, como o proletariado e a burguesia industrial. Por 
sua vez, a legislação também teve de avançar, frente aos novos embates que 
passaram a ter lugar na sociedade transformada pelo processo de industria-
lização crescente. Tivemos, assim, o surgimento de normas para regular o 
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 17
mercado financeiro, as relações entre empresários e trabalhadores, a obriga-
ção do Estado em tutelar de fato os seus cidadãos e, mais recentemente, as 
normas de proteção ao meio ambiente.
 Uma das mudanças mais profundas ocasionadas pela Revolução In-
dustrial deu-se no espaço geográfico, com o processo de urbanização ace-
lerado, o êxodo rural, o surgimento das fábricas, a poluição e a degradação 
ambiental decorrente da própria industrialização.
 Em razão de tudo isso, tivemos um grande desenvolvimento da 
Administração, disciplina que vem buscando encontrar soluções para as 
questões gerenciais que se colocam na atualidade, quando enfrentamos, por 
exemplo, sérios problemas de ordem social e ambiental, decorrentes do pró-
prio desenvolvimento do capitalismo, modo de produção que tem na busca 
do lucro a sua principal característica.
 Assim, vários teóricos da Administração têm buscado desenvolver 
ferramentas gerenciais que possibilitem o desenvolvimento econômico com 
o devido respeito ao meio ambiente, de modo a proporcionar também a in-
clusão social de setores da sociedade antes marginalizados, através de ações 
concebidas e orientadas por padrões éticos, capazes de conciliar a necessi-
dade do lucro com o respeito às necessidades sociais e ambientais (TACHI-
ZAWA, 2002).
 O Estado, por sua vez, vem desenvolvendo mecanismos legais que 
possibilitem o crescimento e desenvolvimento econômico respeitando-se o 
meio ambiente e a própria sociedade. No plano internacional, organismos 
como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial vêm in-
centivando o crescimento econômico associado a investimentos em áreas 
sociais e na proteção do meio ambiente. 
 Nesse sentido, podemos dizer que a gestão social e ambiental orienta 
as empresas, e mesmo os governos, no desenvolvimento de ações e projetos 
de responsabilidade social e ambiental, que valorizem o relacionamento 
ético entre empresa, trabalhadores, entidades públicas, comunidade e meio 
ambiente, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e inclusivo de 
vários setores da produção, tais como o agronegócio, a mineração, as insti-
tuições financeiras, a indústria, etc.
Atenção: De acordo com o 
Dicionário Básico de Filosofia, 
a Ética é: “Do grego Ethike, de 
ethikós: que diz respeito aos 
costumes. Parte da filosofia 
prática que tem por objetivo 
elaborar uma reflexão sobre 
os problemas fundamentais da 
moral (finalidade e sentido da 
vida humana, os fundamentos 
da obrigação e do dever, 
natureza do bem e do mal, 
o valor da consciência moral 
etc.) mas fundada num estudo 
me¬tafísico do conjunto das 
regras de conduta consideradas 
como universalmente válidas”. 
(JAPIASSÚ & MARCON¬DES, 
2006)
Atenção
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 18
 Com base no que dissemos acima, atualmente, considera-se que a 
gestão das empresas não deve ser norteada apenas para o cumprimento de 
interesses dos proprietários dessas, mas também para os de outros deten-
toresde interesses, tais como, por exemplo, as comunidades locais, os tra-
balhadores, os fornecedores, os clientes, as autoridades públicas, os concor-
rentes e a sociedade como um todo. Isso implica em dizer que a gestão deve 
ser submetida aos preceitos éticos formatados de acordo com o conceito de 
responsabilidade social. 
 Em 2001, a União Europeia editou um importante documento, cha-
mado de Livro Verde, que versa justamente sobre a necessidade de se pensar 
as relações produtivas e sociais através da ótica da responsabilidade social. 
De acordo com esse documento, a responsabilidade social é um conceito, 
segundo o qual, as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para 
uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo.
1.2 Responsabilidade Social e Ambien-
tal
 
 De acordo com Carlos Cabral-Cardoso (2006), o conceito de respon-
sabilidade social deve ser entendido em dois níveis: 
•	 O nível interno: relaciona-se com os trabalhadores e, mais generica-
mente, com todas as partes interessadas e afetadas pela empresa e que, 
a seu turno, podem influenciar nos seus resultados; 
•	 O nível externo: diz respeito às consequências das ações de uma orga-
nização sobre os seus componentes externos, por exemplo, como o meio 
ambiente.
 Desta forma, a empresa gerenciada de acordo com os princípios da 
responsabilidade social deve desenvolver ações coordenadas que visem im-
plementar projetos com a finalidade de beneficiar aqueles indivíduos dire-
tamente ligados a elas, bem como à sociedade como um todo. Um dos 
exemplos que se destaca nos dias de hoje é a ação de muitas empresas que 
mantém projetos na área educacional, benecifiando as famílias de seus fun-
cionários, ou mesmo, a comunidade na qual estão inseridas. Ações como 
essas tendem a beneficiar diretamente a empresa, cuja imagem se torna 
Visite o site a seguir e 
conheça os principais 
preceitos do Livro Verde da 
União Européia:
http://europa.eu/legislation_
summaries/employment_
a n d _ s o c i a l _ p o l i c y /
employment_rights_and_
work_organisation/n26034_
pt.htm
Mídias 
integradas
ATENÇÃO: Você utilizará 
o que aprender nas visitas 
indicadas quando for resolver 
os exercícios no ambiente 
e realizar as atividades de 
avaliação. Portanto, não deixe 
de visitar os sites indicados. O 
conteúdo desses sites, apesar de 
ser complementar ao que está 
sendo tratado nesta apostila, 
ajudará a melhor compreender 
os temas aqui discutidos.
Atenção
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 19
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/employment_rights_and_work_organisation/n26034_pt.htm
positiva diante dos consumidores, além de contribuir no processo de cons-
trução de uma sociedade mais justa, na qual os cidadãos possam ter acesso 
a seus direitos básicos ─ como é o caso da educação.
 No que diz respeito ao nível externo, podemos definir a gestão am-
biental como o processo de administração do exercício de atividades econômicas 
e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, sendo eles 
renováveis ou não (CABRAL-CARDOSO, 2006). Da mesma forma, a empresa 
que se preocupa em implementar ações norteadas pelos princípios da res-
ponsabilidade social, no que diz respeito ao meio ambiente, solidifica uma 
boa imagem, além de contribuir para a preservação dos recursos naturais e 
evitar uma série de inconvenientes, conforme veremos a seguir.
 É desta maneira que o conceito de Responsabilidade Social se articu-
la diretamente com o conceito de Responsabilidade Ambiental. De acordo 
com Tachizawa (2002), Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitu-
des, individuais ou empresariais, voltado para o desenvolvimento sustentável 
do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento 
econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e para as 
gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.
 Assim sendo, a gestão ambiental deve ter como princípio o uso de 
práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a recicla-
gem das matérias-primas utilizadas nos diversos setores da produção e a redução 
do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Por-
tanto, fazem parte do corpo de conhecimentos associados à gestão ambien-
tal as seguintes técnicas:
1. recuperação de áreas degradadas;
2. métodos para a exploração sustentável de recursos naturais;
3. técnicas de reflorestamento;
4. estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação e liberação de 
novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas já exis-
tentes. 
 Dentro da perspectiva que abordamos acima, os governos criaram 
legislação específica para nortear as atividades sociais e econômicas com o 
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 20
http://pt.wikipedia.org/wiki/Atividade_econ%C3%B4mica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Recursos_naturais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biodiversidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mat%C3%A9rias-primas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Impacto_ambiental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_sustent%C3%A1vel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reflorestamento
devido respeito ao meio ambiente. Assim, se uma empresa (atividade eco-
nômica) for se instalar em uma determinada região, ou mesmo, expandir as 
suas atividades onde já está instalada, ela deverá cumprir os dispostivos le-
gais que tratam da proteção ao meio ambiente, obtendo, inclusive, o devido 
licenciamento ambiental do órgão competente para executar o seu projeto 
de instalação ou ampliação. Exigências semelhantes são feitas para a instala-
ção, por exemplo, de um condomínio residencial (atividade social).
 Como já foi dito, existem órgãos específicos que tratam desse pro-
cesso de licenciamento ambiental e que fiscalizam o setor. No Brasil temos 
o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Re-
nováveis (IBAMA) e no Rio Grande do Sul temos a Fundação Estadual de 
Proteção Ambiental (FEPAM). 
1.3 A Responsabilidade Social e Ambien-
tal e as Novas Oportunidades de Negó-
cios
 Com base no que vimos até agora podemos dizer que a prática da 
gestão ambiental acabou por introduzir a variável ambiental no planejamen-
to empresarial. Quando essa variável ambiental é bem aplicada no processo 
de planejamento de uma empresa, tal medida permite a redução de custos 
diretos e indiretos, a saber: 
•	 redução de custos diretos: diminuição do desperdício de matérias-primas 
e de recursos cada vez mais escassos e mais dispendiosos, como água e 
energia;
•	 redução de custos indiretos: diminuição de custos representados por san-
ções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente ou à saúde de 
funcionários e da população de comunidades que tenham proximidade 
geográfica com as unidades de produção da empresa. 
 Atualmente, frente à complexidade crescente das questões ambien-
tais, temos tido até mesmo a criação de leis que obrigam a prática da respon-
sabilidade pós-consumo, como é o caso da produção de pneus e baterias, em 
que se torna necessário que o fabricante se reponsabilize em dar um destino 
a esses bens, mesmo após o consumidor tê-los comprado e utilizado.
Visite o site dessas duas 
instituições e reflita sobre o 
que acabou de apreender. 
Não esqueça que as visitas aossites indicados facilitarão o 
aproveitamento nas atividades 
de avaliação, conforme foi dito 
acima.
IBAMA: http://www.ibama.gov.br/
FEPAM: http://www.fepam.rs.gov.br/ 
Mídias 
integradas
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 21
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_de_neg%C3%B3cios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_de_neg%C3%B3cios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Custos
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia
http://pt.wikipedia.org/wiki/San%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/San%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Indeniza%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde
http://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_p%C3%B3s-consumo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_p%C3%B3s-consumo
 http://www.ibama.gov.br/
http://www.fepam.rs.gov.br/ 
 Isso acontece porque, na medida em que a sociedade vai se cons-
cientizando da necessidade de preservar o meio ambiente, a própria opinião 
pública começa a pressionar o meio empresarial, no sentido de esse buscar 
meios de desenvolver suas atividades econômicas de maneira a não afetar o 
meio ambiente ou, ainda, minimizar esse impacto. 
 Assim, o próprio mercado consumidor passa a realizar uma verdadeira 
seleção em relação aos produtos que consome em função da responsabili-
dade social e ambiental das empresas que os produzem. Desta forma, para 
facilitar o controle e o processo de seleção por parte dos consumidores, sur-
giram várias certificações, tais como as da família ISO14000, que atestam 
que uma determinada empresa executa suas atividades com base nos pre-
ceitos da gestão ambiental. Ou seja, produtos certificados pelas normas ISO 
14000 têm a garantia de terem sido produzidos por empresas que respeitam 
o meio ambiente, através de processos gerenciais que visam neutralizar ou 
diminuir o impacto ambiental de suas ações.
 Visando atender a esse mercado em crescimento, muitas empresas 
estão apostando na realização de projetos sociais e na utilização de meca-
nismos gerenciais que garantam o seu crescimento com o devido respeito ao 
meio ambiente. Hoje são comuns as empresas que apostam no desenvolvi-
mento de projetos sociais por elas mesmas concebidos e postos em prática. 
Outras associam-se a Organizações Não Governamentais ou até mesmo ao 
Poder Público, com o objetivo de patrocinar projetos semelhantes.
 Também é comum vermos empresas que realizam projetos ambien-
tais, como reflorestamento e de cuidados com a fauna e a flora, ou mesmo 
iniciativas inovadoras, como a utilização de matéria-prima alternativa para 
uma série de empreendimentos, nos vários ramos da produção.
 Tais iniciativas (além de serem novas oportunidades para investimen-
tos e geração de emprego e renda, à medida que abrem novas brechas no 
mercado, capazes de produzir novos negócios) funcionam também como 
mecanismos de inserção dessas empresas junto aos consumidores, hoje cada 
vez mais exigentes em relação às questões sociais e ambientais. Ou seja, a 
imagem que essas empresas constroem de si mesmas, através da adoção 
dessas estratégias, devidamente anunciadas ao público consumidor, torna-
se positiva e atrai esses mesmos consumidores, gerando também, por sua 
vez, novas oportunidades de negócios até mesmo no campo publicitário. 
Visite o site do “Ambiente 
Brasil” e veja como estão 
estruturadas as normas ISO 
14000:
http://ambientes.
ambientebrasil.com.br/gestao/
iso_14000.html 
Mídias 
integradas
Preste atenção: ISO 14000 
é uma série de normas 
desenvolvidas pela International 
Organization for Standardization 
(ISO) e que estabelecem 
diretrizes sobre a área de gestão 
ambiental dentro de empresas.
Atenção
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 22
http://pt.wikipedia.org/wiki/Opini%C3%A3o_p%C3%BAblica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Opini%C3%A3o_p%C3%BAblica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_consumidor
http://pt.wikipedia.org/wiki/ISO14000
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/iso_14000.html
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/iso_14000.html
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/iso_14000.html
 Por outro lado, toda essa preocupação do mercado com as questões 
sociais e ambientais desencadeou o aumento da procura de profissionais 
especializados em técnicas de gestão social e ambiental pelas empresas. Isso 
motivou o surgimento de cursos superiores voltados para a formação desses 
profissionais, tais como os de Tecnólogo em Gestão Ambiental, de Engenharia Am-
biental, Bacharelado em Gestão Ambiental e Tecnologia do Meio Ambiente, 
além de Especializações em Gestão Ambiental. Além disso, tem sido comum 
a criação de disciplinas que tratem dessas questões em outras áreas de co-
nhecimento que sejam associadas às diversas engenharias e dos cursos de 
Administração.
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 23
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecn%C3%B3logo_em_gest%C3%A3o_ambiental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenharia_Ambiental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenharia_Ambiental
2.1 Modelos e Estratégias de Gestão So-
cial e Ambiental
 
 Na unidade anterior, discutimos os conceitos de responsabilidade so-
cial e de gestão, com o objetivo de analisarmos o que seria um processo de 
gestão orientado pelos preceitos da ética, atendendo às necessidades sociais 
e ambientais da sociedade em que vivemos.
 Nesta unidade, vamos discutir como se estruturam as políticas sociais 
e ambientais nas organizações, levadas a efeito como instrumentos para o 
atendimento destas necessidades das quais falamos na unidade anterior.
 Para iniciarmos o nosso estudo, é preciso traçarmos claramente duas 
definições:
1. Organizações: em sentido geral organização é o modo em que se 
arranja um sistema, facilitando o alcance de um objetivo previamente 
determinado. É a forma escolhida para arranjar, dispor ou classificar ob-
jetos, documentos e informações. Segundo Montana (2003, p.  170), 
organizar é o processo de reunir recursos físicos e humanos essenciais à 
consecução dos objetivos de uma empresa. A estrutura de uma organi-
zação é representada através do seu organograma. Em Administração, 
organização tem dois sentidos:
•	 Combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar pro-
Objetivos da aula
Possibilitar ao aluno os instrumentos teóricos necessários para 
facilitar a compreensão acerca dos modelos, estratégias e ins-
trumentos para a gestão social e ambiental em empresas e or-
ganizações do terceiro setor, proporcionando, assim, a possibili-
dade de fazê-lo refletir e debater a respeito de tal temática.
2 Modelos e Estratégias de Gestão 
Social e Ambiental
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 25
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organograma
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o
pósitos coletivos. Exemplo: empresas, associações, órgãos do governo, 
enfim, qualquer entidade pública ou privada. Ou seja, a organização em 
uma empresa determina o que fará cada integrante para alcançar o ob-
jetivo coletivo, do grupo;
•	 Modo como foi estruturado, dividido e sequenciado o trabalho. Ou seja, 
um conjunto bem determinado de procedimentos, divididos e sequen-
ciados (geralmente em um organograma) necessários para se realizar um 
trabalho.
 Nesse sentido é importante observar que essa definição engloba as 
organizações como um todo, incluindo também aquelas que pertecem ao 
que atualmente os especialistas chamam de Terceiro Setor. 
 Segundo Montaño (2002), Terceiro Setor é uma terminologia so-
ciológica que dá significado a todas as iniciativas privadas de utilidade pública 
com origem na sociedade civil. A palavra é uma tradução de Third Sector, um 
vocábulo muito utilizado nos Estados Unidos para definir as diversas organiza-
ções sem vínculos diretos com o Primeiro Setor (Público, o Estado) e o Segundo 
Setor (Privado, o Mercado). De um modo mais simplificado, o Terceiro Setor é o 
conjunto de entidades da sociedade civilcom fins públicos e não-lucrativas.
2. Gestão social e ambiental: Sistema de administração empresarial que 
dá ênfase na sustentabilidade e na Responsabilidade Social. Desta for-
ma, a Gestão Social e Ambiental visa o uso de práticas e métodos admi-
nistrativos que sejam capazes de reduzir ao máximo o impacto ambiental 
das atividades econômicas nos recursos da natureza e ao mesmo tempo 
promover a inclusão social (TACHIZAWA, 2002).
 No mundo em que vivemos, de relações sociais muito complexas, 
não cabe apenas ao Estado, enquanto organização, preocupar-se com a for-
matação de políticas sociais e ambientais. Outras organizações, tais como as 
empresas, precisam igualmente prestar a sua contribuição para a solução 
das questões sociais e ambientais, visando garantir o bem estar da popu-
lação e a preservação dos recursos do planeta. Cada vez mais a sociedade 
exige dessas organizações o desenvolvimento de políticas adequadas ao mo-
mento histórico que vivenciamos, de intensa utilização dos recursos naturais 
e multiplicação das necessidades sociais. Os consumidores, muito mais escla-
recidos do que antigamente, estão cada vez mais exigentes nesse sentido.
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 26
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Privada
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BAblica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_civil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%B5es
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%B5es
http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_setor
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BAblico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_setor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_setor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Privado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado
 Podemos dizer que o desenvolvimento de mecanismos para a execu-
ção da Gestão Social e Ambiental é fruto de uma longa construção histórica 
que se deu dentro do contexto do capitalismo, modo de produção que não 
satisfaz todas as necessidades sociais. Sendo assim, ao longo do tempo, os 
mais diversos grupos sociais passaram a forçar o Estado e as empresas a de-
senvolver políticas para atender a essas necessidades. Constituíram-se assim, 
principalmente ao longo do último século, diversos movimentos sociais de 
luta em prol dos mais variados temas, tais como, por exemplo, a proteção 
do meio ambiente. Toda uma legislação foi criada tendo por base essa luta 
da sociedade para ter as suas necessidades asseguradas e respeitadas pelas 
organizações existentes dentro do modo de produção capitalista. 
 Também como fruto dessa caminhada surgiram as organizações 
não governamentais (ONGs), exemplo de organizações pertencentes ao 
Terceiro Setor, que buscam, entre outros objetivos, representar grupos sociais 
específicos e interesses os mais diversos, na luta pelo respeito às questões 
sociais e ambientais. Tais entidades atuam, muitas vezes, em verdadeiras 
brechas deixadas pelo Estado, junto a grupos sociais marginalizados e em 
locais, por vezes, esquecidos pelas autoridades.
 Os governos, por sua vez, em diversas ocasiões, buscam estabelecer 
parcerias com organizações privadas, como empresas e ONGs, na perspecti-
va de ampliar a cobertura social que devem oferecer aos cidadãos.
 Algo interessante e merecedor de uma reflexão é o fato de que os 
mecanismos de Gestão Social e Ambiental - quando implantados, seja pelo 
Estado, através da criação de agências estatais que regulamentam e fiscali-
zam a proteção ao meio ambiente, seja por organizações privadas - são sem-
pre custeado pela própria sociedade,. No caso do Estado o custeio ocorre 
através dos impostos e taxas. Por outro lado, quando implementados pelas 
empresas, o seu custo é absorvido, em geral, pelos consumidores dos produ-
tos comercializados por essas empresas. 
 Contudo, é um custo necessário, haja vista que tem como objetivo 
garantir a sustentabilidade, isto é, a capacidade de a sociedade continuar 
produzindo o que necessita para o seu desenvolvimento sem esgotar os re-
cursos naturais do planeta, realizando, ao mesmo tempo, a inclusão social.
 No que diz respeito às empresas, a necessidade do desenvolvimento 
de mecanismos de Gestão Social e Ambiental fundamenta-se no fato de 
Visite o site do Greenpeace, um 
dos grupos mais importantes do 
mundo na luta pela preservação 
do meio ambiente e verifiquei 
na página do Greenpeace 
que eles estão fazendo 
uma manifestação contra a 
construção de Angra 3.
Não esqueça: o conteúdo 
lido nos sites visitados poderá 
ser cobrado nas atividades 
avaliativas. Portanto, não deixe 
de fazer as visitas indicadas.
http://www.greenpeace.org/
brasil/pt/ 
Mídias 
integradas
Visite o site a seguir e faça uma 
nova reflexão sobre o sentido da 
ética. Compare o que ler no site 
com a definição apresentada no 
início da apostila. Você precisará 
dessa comparação para resolver 
alguns dos exercícios e realizar 
as atividades de avaliação no 
ambiente: 
h t tp : / /www.dhnet .o rg .br /
d i r e i t o s / c o d e t i c a / t e x t o s /
oque_e_etica.html
Mídias 
integradas
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 27
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/
http://www.dhnet.org.br/direitos/codetica/textos/oque_e_etica.html
http://www.dhnet.org.br/direitos/codetica/textos/oque_e_etica.html
http://www.dhnet.org.br/direitos/codetica/textos/oque_e_etica.html
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/
que essas empresas existem apenas em razão da sociedade na qual elas se 
inserem. No caso das indústrias, por exemplo, essas utilizam recursos natu-
rais como matéria-prima cuja exploração afeta ao conjunto global da própria 
sociedade. Assim sendo, nada mais justo que haja uma contraprestação, seja 
ela de natureza eminentemente social ou mesmo ambiental, com o desen-
volvimento de uma gestão que possibilitem a inclusão social e a preservação 
dos recursos naturais do planeta.
 No contexto atual, podemos citar exemplos de desenvolvimento de 
políticas sociais e ambientais em várias áreas específicas, tanto pelos gover-
nos quanto por outras organizações. Para tanto, são utilizadas estratégias e 
instrumentos de gestão que visem, por exemplo, o que chamamos de eco-
eficiência, isto é, um modelo de gestão capaz de fomentar a produção de 
modo sustentável, minimizando as agressões ao meio ambiente, sem com-
prometer as gerações futuras (CAVALCANTI, 1995).
 A ecoeficiência pode ser obtida através da união entre fornecimen-
to de bens e serviços sustentáveis a preços competitivos que satisfaçam as 
necessidades humanas, promovendo assim e assim a redução dos impactos 
ambientais e de consumo de recursos naturais. No âmbito da poluição am-
biental, por exemplo, uma organização ecoeficiente é aquela que consegue 
produzir mais e melhor, com menores recursos e menores resíduos. 
 Para a concretização da ecoeficiência, são indispensáveis oito estra-
tégias básicas:
1. Minimizar a utilização de materiais na produção de bens e serviços;
2. Minimizar a utilização energética na produção de bens e serviços;
3. Minimizar a dispersão de agentes tóxicos;
4. Fomentar a reciclabilidade dos materiais;
5. Maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis;
6. Estender a durabilidade dos produtos;
7. Aumentar a durabilidade dos bens produzidos;
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 28
http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3xico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Recurso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Produto
8. Promover a educação dos consumidores para um uso mais racional 
dos recursos naturais e energéticos.
 Partindo-se desses princípios, atualmente é possível falarmos de 
Sistemas de Gestão Ambiental (SAGs). De maneira geral, podemos definir 
Sistema de Gestão Ambiental como a parte do sistema de gestão que com-
preende a estrutura organizacional, as responsabilidades,as práticas, os pro-
cedimentos, os processos e recursos para aplicar, elaborar, revisar e manter a 
política ambiental da organização (CAVALCANTI, 1995).
 No caso de uma empresa que execute um Sistema de Gestão Am-
biental, por exemplo, é possível apontar uma série de vantagens para o seu 
crescimento e consolidação no mercado, tais como:
1. Melhora da sua imagem diante dos consumidores, estimulando o seu 
crescimento;
2. Segurança no que diz respeito ao não recebimento de sanções legais por 
descumprimento de normais ambientais;
3. Economia com a redução do uso de matérias-primas, água e energia;
4. Maior qualidade dos produtos e melhor aceitação social dos mesmos;
5. Possibilidade de acesso a recursos de financiamento disponíveis somente 
para empresas que cumprem metas sociais e ambientais;
6. Possibilidade de manter-se atuando no mercado por maiores períodos 
de tempo, graças ao uso racional dos recursos de que carece para so-
breviver.
 Por outro lado, muitas empresas, preocupadas com as questões so-
ciais da atualidade, vêm desenvolvendo uma série de ações que visam a 
promover a educação e a inclusão social. São alguns exemplos:
•	 diversas empresas, tais como os bancos, vêm desenvolvendo projetos 
educacionais junto às comunidades marginalizadas, além de atenderem 
famílias diretamente ligadas ao seu contexto empresarial;
•	 diversos órgãos públicos e empresas privadas, em obediência às normas 
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 29
legais, vêm abrindo espaço para a contratação de pessoas com necessi-
dades especiais, antes quase que completamente marginalizadas pelo 
mercado de trabalho;
•	 muitas empresas que exploram diretamente os recursos naturais 
do planeta vêm desenvolvendo projetos de conservação e recupe-
ração de áreas degradadas pelas suas próprias atividades.
 É importante que se repita o que foi dito no item anterior: tais ações 
servem também para a consolidação da imagem dessas empresas já que 
os consumidores, atualmente, exigem tal postura e preferem comprar de 
empresas que desenvolvam ações sociais e ambientais dignas de respeito. 
Portanto, o desenvolvimento de mecanismos de Gestão Social e Ambiental 
não é apenas uma atitude ética nos tempos em que vivemos, mas diante 
das exigências do mercado, impõe-se como uma atitude racional, dentro da 
lógica do próprio capitalismo.
 Com base naquilo que você leu e sobre o que refletiu até esse mo-
mento de nossa disciplina resolva o Exercício 1, colocando V para as afirma-
tivas verdadeiras e F para as afirmativas falsas:
 Importante: Para resolver este exercício, se você tiver alguma dú-
vida, visite novamente os sites indicados ao longo das duas unidades que 
acabou de estudar.
 Esta atividade não está incluída na avaliação, é apenas um exercício!
Exercício 1:
1. ( ) Gestão pode ser corretamente entendida como o processo de geren-
ciamento, de administração de uma determinada instituição ou agrupamen-
to de pessoas que se relacionem em um determinado ambiente, físico ou 
não, orientadas para um objetivo comum, normalmente determinado de 
empresa.
2. ( ) A Administração tem buscado desenvolver ferramentas gerenciais que 
possibilitem o desenvolvimento econômico com o devido respeito ao meio 
ambiente, de modo a proporcionar, também, a inclusão social de setores da 
sociedade antes marginalizados.
3. ( ) A responsabilidade social é um conceito segundo o qual as empresas 
decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e 
para um ambiente mais limpo.
4. ( ) A Gestão Social e Ambiental tem como objetivo apenas preservar o 
meio ambiente, sem se preocupar com a inclusão social.
5.( ) Os governos, em diversas ocasiões, buscam estabelecer parcerias com 
organizações privadas, como empresas e ONGs, na perspectiva de ampliar a 
cobertura social que devem oferecer aos cidadãos.
6. ( ) O processo histórico de elaboração de mecanismos de Gestão Social 
Atividades de aprendizagem
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 31
e Ambiental desenvolveu-se sem que houvesse nenhuma participação dos 
cidadãos.
7. ( ) Nos dias atuais os governos não têm buscado qualquer parceria com 
a iniciativa privada para o estabelecimento de políticas públicas.
8. ( ) Atualmente, os estudiosos da Administração não têm qualquer pre-
ocupação em desenvolver ferramentas de gestão que se preocupem com a 
preservação do planeta.
9. ( ) Podemos entender por organização somente as empresas comerciais.
10. ( ) Uma das mudanças mais significativas produzidas pela Revolução 
Industrial foi justamente o impacto da atividade industrial sobre o meio am-
biente.
Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 32
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http://www.cm-amadora.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=42786
http://www.cm-amadora.pt
Currículo do professor
Marcelo Freitas Gil é Licenciado em História e Bacharel em Direito pela UFPel. 
Possui Especialização em Mídias Integradas à Educação pelo IFSul e Mestra-
do em Ciências Sociais pela UFPel. Atualmente é aluno do curso de Dou-
torado em Educação na UFPel. Tem experiência de pesquisa nas áreas de 
Antropologia, História e Sociologia da Religião e do Direito. Durante dez 
anos atuou como professor da rede pública estadual de ensino, na cidade 
de Pedro Osório, lecionando as disciplinas de História e Sociologia para o En-
sino Fundamental e Médio do Colégio Estadual Getúlio Vargas. É professor 
do IFSul, Campus Visconde da Graça, desde agosto de 2010, onde leciona 
as disciplinas de Cooperativismo I e II e Metodologia e Técnicas de Pesquisa 
para o Curso Superior em Gestão de Cooperativas. 
e-Tec BrasilReponsabilidade Social e Ambiental 35