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REDAÇÃO PUBLICITÁRIA IMPRESSA AULA 2 Prof. Marcelo Vitor Silva 2 CONVERSA INICIAL A campanha publicitária exige do redator um grande esforço, pois vai além da construção básica do texto e necessita de uma estrutura completa capaz de funcionar sozinha, em conjunto e em diferentes meios de transmissão da mensagem. Por essa razão, devemos conhecer as etapas que irão nos ajudar durante o desenvolvimento da campanha e as técnicas que podem ser utilizadas no processo de criação. CONTEXTUALIZANDO A demanda mais importante da rotina de uma agência é a criação de campanhas. Esse tipo de trabalho depende de um grande esforço e investimento de tempo da equipe criativa para ser executado com qualidade. O redator é um dos principais condutores desse processo, junto com o time de criação. Cabe a ele decidir quais caminhos devem ser tomados durante o desenho da campanha e suas decisões influenciam diretamente o resultado estético e de discurso do produto final. Quanto maior for o apoio de uma campanha nas etapas do processo de criação, maior será a chance do resultado final estar de acordo com a expectativa do público-alvo, afinal é ele quem deve assimilar as peças divulgadas nos mais diversos canais e unir os fragmentos que fazem parte de um mesmo discurso. TEMA 1 – CAMPANHA PUBLICITÁRIA A campanha publicitária é um esforço de comunicação que utiliza diferentes peças e meios para comunicar uma mensagem amarrada por um mesmo conceito e solução criativa. O termo é derivado da cultura militar, na qual, por meio de diversas ações táticas e estratégicas, um objetivo principal é perseguido durante um determinado período de tempo. Ambas as situações nos mostram o que, de fato, a definição do termo “campanha” representa dentro da comunicação: ela jamais será composta por apenas uma peça ou por várias, cada uma com um objetivo diferente. É preciso ter unidade e fazer com que todos os elementos de comunicação envolvidos trabalhem juntos com o intuito de atingir o objeto de interesse maior, seja qual for. 3 Como temos diversos materiais no enxoval de comunicação de uma campanha, são criados dois grupos distintos que ajudam a equipe criativa a encontrar a melhor estrutura para cada tipo de criação: on e off media. On media São as peças tradicionalmente divulgadas nos meios de comunicação de massa, como redes sociais, portais web, TV, rádio, revista, entre outros. Para que a comunicação chegue até o público final, é necessária a presença de um veículo de mídia, que será responsável por transmitir a mensagem do anunciante para o consumidor. Por exemplo, um web banner em um portal de notícias. Off media São os materiais que não dependem de um veículo de massa para serem reproduzidos, normalmente, tem alcance local e uma relação física mais próxima do consumidor, como a ambientação em um ponto de venda, o folheto entregue por um promotor no sinal de trânsito ou até mesmo a mala-direta entregue via correio. TEMA 2 – TIPOS DE CAMPANHA Além de conhecer os grupos de peça que compõem o enxoval de comunicação, também é importante entender que existem diversos tipos de campanha, que são utilizados de acordo com o objetivo de comunicação do cliente. Promocionais Aquelas que reforçam os atributos de um produto ou marca. Para serem consideradas, devem ter alguma relação com preço, oportunidade de compra ou momento do produto no mercado (lançamento, renovação, retirada de linha, etc.). Institucionais Desenvolvidas para trabalhar a imagem do cliente, comumente chamamos esse tipo de divulgação de “sem produto”, uma vez que está ligada diretamente à empresa anunciante, não a um produto/serviço oferecido pela marca. 4 Varejista O foco do varejo está na venda de um produto/serviço, por vezes de maneira agressiva ou apelativa (não no sentido negativo do termo) e a campanha varejista segue essa mesma tendência, apresentando a oportunidade de compra imediata do produto. Normalmente, são campanhas com menor apelo conceitual e muito mais racional, que demonstram atributos de benefício imediato, por exemplo, preço, prazo, quantidade e outros tipicamente racionais. Sociais Utilizadas por ONGs ou governos para a divulgação de suas atividades e também para conscientização sobre assuntos de interesse público. Esse tipo de comunicação não tem como objetivo a obtenção de lucro por meio da venda de produtos anunciados, portanto sua estrutura é mais voltada ao emocional e à reflexão do público. Políticas O objetivo principal desse tipo de campanha é promover a imagem política de um indivíduo ou partido, para fins eleitorais. Essa modalidade pode ser empregada para obter votos para a eleição popular como para informar a população sobre os serviços desenvolvidos por determinada entidade política. Marketing ou venda direta Composta por materiais que oferecem uma resposta direta do público para a ação proposta, oferecendo, por exemplo, um código de desconto ou de benefícios para quem compra e apresenta a peça no estabelecimento. Elas podem oferecer vantagens gerais para todo tipo de público ou podem estar diretamente ligadas às preferências do consumidor (com informações obtidas por meio de ferramentas de controle de vendas e relacionamento). TEMA 3 – TEMAS DE CAMPANHA O tema da campanha é a decisão criativa que vai direcionar o texto publicitário (e também a direção de arte) na busca por elementos de comunicação que reforcem a ideia que pretendemos passar. Esse tema deve 5 estar ligado diretamente à promessa básica e ao conceito, pois funciona em conjunto com ambos, para apresentar uma criação mais harmônica e concisa. O desenvolvimento do tema tem duas funções principais no conjunto da comunicação: estabelecer a unidade da campanha e reforçar o processo de persuasão da mensagem. Unidade de campanha É inegável que toda a campanha precisa ter um fio condutor, uma espinha dorsal responsável por sustentar e manter conectadas todas as peças que se espalham por diversos meios de comunicação. Manter tudo isso embaixo do mesmo guarda-chuva também é função do tema. Fazer com que o consumidor identifique a relação de inúmeras peças, unidas pela mesma ideia e fragmentadas em diversos canais, é a real importância do tema dentro da unidade da campanha. Caso contrário, estaríamos apenas falando de peças soltas que possuem um objetivo em comum, mas não são capazes de se relacionar. Processo de persuasão Já falamos sobre essa situação na aula anterior: o grande vencedor é aquele que consegue ser lembrado pelo consumidor em meio ao bombardeio de anúncios recebidos todos os dias. O tema deve ser um grande contribuinte para que esse processo ocorra, apresentando-se de maneira impactante, forte e com alto potencial de memorização e diferenciação. Essa escolha deve ser feita levando em consideração, principalmente, o público-alvo, afinal só tem apelo aquilo que interessa a quem está ouvindo, portanto a relevância na escolha do tema possibilita maior capacidade de persuasão. Definindo o tema Cabe, quase sempre, ao redator a tarefa de definir o tema da campanha, com base nas informações do cliente ou da área de planejamento. Além disso, sua validação pode percorrer muitos outros departamentos do cliente e da agência. Definir o tema para uma campanha é muito mais complexo do que definir o tema de uma peça isolada, pois a peça tem a vida útil muito mais curta e 6 precisa fazer sentido somente naquele momento e contexto de veiculação. A campanha, por sua vez, precisa ser ampla, resistente ao tempo e à quantidade de exposições. Precisa durar sem enjoar. Imagine o tema como o norte que toda a comunicação deverá seguir. Não é simplesmente o pedido do cliente traduzido em outras palavras, é uma soluçãoque permite inúmeros desdobramentos e possibilidades, pode fazer sentido com uma imagem, várias ou nenhuma. Pode ser curto o bastante para estar presente em um skip vídeo de 5 segundos ou em um manifesto de dois minutos. Por isso, a tarefa se torna tão dura e, ao mesmo tempo, recompensadora. Nada melhor do que perceber que seu tema foi bem aceito pelo público e chegou ao final da ação, gerando engajamento e resultados positivos. Racional X emocional Independentemente de qual seja a escolha para o tema de campanha, o redator deverá esbarrar na decisão de como apresentar os atributos da marca/produto, de maneira racional ou emocional. Os dois caminhos oferecem vantagens e desvantagens, mas o que determina sua escolha é a necessidade de comunicação do cliente e a abertura do público frente ao assunto apresentado. Se o produto tiver uma vantagem técnica bastante evidente ou mesmo um diferencial notável, o caminho racional se torna mais simples e, por vezes, poderoso, afinal você apenas estará evidenciando aquilo que pode ser facilmente percebido. Entretanto, nem sempre, você poderá trabalhar com algo que ofereça grandes diferenciais ou possua vantagens diferentes dos concorrentes. Então é necessário evocar uma alternativa emocional que faça com que o consumidor se identifique com a promessa e com a imagem vendida. Pense que as duas situações oferecem a possibilidade de transformar atributos básicos em mensagem de grande persuasão. Veja o exemplo: Promessa básica O novo processador Intel i7 é comprovadamente 20% mais rápido do que os processadores da concorrência. Tema escolhido O processador mais rápido que você já viu. Solução racional Intel i7. O processador mais rápido do mercado já pode ser seu. 7 Solução emocional Intel i7. A performance que você precisa para aproveitar mais tempo longe do computador. Na primeira opção, a racionalidade da ideia limita a interação do leitor, mas passa a mensagem de maneira clara. Já a segunda opção traz o principal atributo do produto (velocidade de processamento) e, ao mesmo tempo, oferece outras vantagens ao público, que talvez nem ele esperasse (como um computador eficiente, que executa tarefas com mais agilidade, o consumidor pode passar mais tempo fazendo o que quiser). TEMA 4 – LINHAS CRIATIVAS Com seu tema escolhido e validado, você já possui a matriz conceitual que irá amarrar todas as peças da comunicação, mas ainda tem muita coisa a ser definida, como a linha criativa, por exemplo. Entenda a linha criativa como o tipo de abordagem que deve ser feita com o seu tema. Você pode testar diferentes linhas criativas até encontrar a que melhor se adeque à sua mensagem e ao seu público. De maneira geral, todo produto pode ser trabalhado por diferentes linhas. Não existe uma regra do que usar ou não usar. Para nos guiar entre as possibilidades, selecionamos a obra Redação Publicitária para Cursos de Comunicação, das autoras Tânia Hoff e Lourdes Gabriel, que compila diversas opções de linha criativa que podem ser utilizadas como condutoras da campanha. Humorístico Tradicional na publicidade brasileira, o uso do humor na propaganda é uma maneira simpática e eficiente de conquistar a empatia do público-alvo. Lembre-se de que a proposta humorística deve estar associada diretamente ao contexto do seu produto. Caso contrário, o consumidor corre o risco de lembrar da piada, mas não da sua marca. Exemplo: Acha que seu salário acaba rápido? É por que você ainda não conhece a rapidez do novo Intel i7. 8 Erótico Utilizar a sensualidade como elemento de atenção também é outro recurso clássico da propaganda. Mesmo que não esteja explícito, o uso de figuras ou textos erotizados pode gerar bons resultados na comunicação. Exemplo: O novo intel i7 é como você: nunca quer parar. Narrativo Contar uma história é uma ótima maneira de prender a atenção, quanto mais envolvente e interessante ela for, mais difícil será que o seu público queira romper o contato com a comunicação. Nem sempre há espaço para explorar histórias complexas, mas uma boa trama pode surgir em poucas linhas. Exemplo: Em 1999, o governo americano buscava por um computador tão potente que pudesse ser mais rápido do que todos os desktops conectados à web. Muitos disseram que era impossível. O tempo passou, mas a ideia não. E então, em 2017, surge, no laboratório da Intel, a reposta: o i7. Será mesmo que ele tem todo esse poder? Bom, só há uma maneira de descobrir... com você! Intertextual Muitos dizem que as pessoas não prestam atenção em anúncios, pois sabem que eles são anúncios. E se elas não souberem? A linha intertextual permite “camuflar” a peça de outras formas, como notícias, relatos, cases e outras modalidades de texto. Exemplo: Cientistas conseguem desenvolver o computador mais rápido do mundo com o novo Intel i7. Testemunhal Se você tem em mãos um produto que precisa do endosso de uma celebridade ou mesmo do depoimento de alguém para reforçar a mensagem, a linha testemunhal é bastante efetiva. Mesmo que não ofereça o impacto de outras opções, coloca o consumidor em uma zona de segurança com relação à compra do produto, o que pode ser interessante. Exemplo: “Com o novo Intel i7 eu tenho a performance que preciso para nunca ficar na mão” Roberto Costa – Gerente de T.I da LexCorp. 9 Ficcional Também conhecido como lúdico, é um caminho que tem pouco compromisso com a realidade e encontra na fantasia uma maneira efetiva de dialogar com o público-alvo. Pense que nem sempre as informações técnicas e as aplicações práticas vão despertar interesse. Apelar para o irreal apresenta um vasto mundo de opções Exemplo: Homem de Ferro, Exterminador do Futuro e Optimus Prime. Sabe o que eles têm em comum? Todos usam o novo processador Intel i7. E aí, vai querer ficar para trás? Comparativo Uma linha bastante racional, mas capaz de mostrar claramente o impacto da chegada do produto na vida do consumidor. Você pode traduzir sua promessa básica em resultados efetivos e mostrá-los ao público, que precisa compreender a importância do que você está oferecendo. Exemplo: Você passa mais tempo esperando um vídeo carregar do que assistindo a ele? O novo Intel i7 oferece maior qualidade e velocidade na reprodução de vídeos, com a tecnologia GEOPlay embarcada. Diga adeus à espera e comece a aproveitar tudo o que a web pode oferecer. Informativo Com sorte, seu produto terá uma lista de recursos/vantagens que, por si só, já são de grande interesse do público. Você pode aproveitar para contá-las e transformar a informação na principal vertente da sua campanha. Exemplo: Com mais de 20 milhões de transistores, o processador Intel i7 foi desenvolvido durante cinco anos para entregar alta performance com baixo consumo de energia. Os módulos de memória otimizados e a tecnologia TurboBoost permitem um volume de processamento inédito para desktops. 10 Irônico Considerada uma variante mais perigosa do bom humor, a linha da ironia funciona bem, quando não exagera na dose e nem subestima a inteligência do consumidor. Ele deve sentir-se recompensando, e não enganado. Exemplo: Enquanto você lê este anúncio, o novo processador Intel i7 já fez mais de 763 mil operações matemáticas de alta complexidade. Está se achando devagar? Imagina a concorrência... Polêmico Sem dúvida, a polêmica desperta a atenção do público, mas também pode causar rejeição, portanto é preciso seguir por uma linha bastante sólida antes de apostar nesse caminho. Tabus e assuntos que dividem a opinião pública são alguns recursos empregados para dar sustentação ao tema. Exemplo: Os hackers russos conseguiram mudar o curso da eleição americana. Tomara que eles demorem para descobrir o que o novo processador Intel i7 podefazer. Autoritário A maneira mais direta de comunicar algo para o seu público. O texto deve ser afirmativo e deixar pouca ou nenhuma margem para consideração. Exemplo: O novo Intel i7 é o processador mais rápido que você já tem. TEMA 5 – APELOS BÁSICOS Durante o desenvolvimento da campanha, você já foi capaz de definir o tema e escolher a linha criativa a ser seguida. Agora chegou o momento de elencar os apelos básicos para o consumidor. O apelo básico é o que desperta, no consumidor, uma necessidade a ser suprida. Estamos falando diretamente do processo cíclico da busca pela satisfação. Em nossas vidas, sempre haverá necessidades básicas e complementares que precisam ser saciadas, e cada público-alvo pode ser atendido de diferentes maneiras. Um smartphone pode suprir a necessidade básica de comunicação, assim como a necessidade de status e aceitação. Pode significar, também, liberdade e independência. 11 No fim das contas, uma necessidade nunca está sozinha, sempre vem acompanhada de outras. É fundamental que você defina quais apelos básicos deseja reforçar na sua campanha para aumentar ainda mais as chances de empatia e adesão do público pretendido. Necessidades a serem supridas Vamos utilizar a catalogação feita das necessidades básicas por Marchioni (2001 p. 90-91-92), para listar quais apelos podem estar presentes na estrutura da campanha e auxiliar na recepção da mensagem: As pessoas desejam: • adquirir ou colecionar coisas • afeição • agressão • alegria/humor • ambição • amor à família • amor-próprio • aparência pessoal • apetite • apreciar a beleza • aprovação social • atrair e ser atraída sexualmente • beleza • conformar-se • conforto • conservar seus bens • coordenar os outros • cultura • satisfazer a curiosidade • desabafar • economizar • evadir-se psicologicamente • exibir-se • expressar sua personalidade • ficar orgulhosa de suas posses • fugir da dor • ganhar a afeição dos outros • adquirir controle sob aspectos de sua vida • ganhar dinheiro • receber elogios • higiene • imitar o admirável • imitar os outros • impulso de afirmação • independência • liderar • melhorar a saúde • melhorar a si mesma mensalmente • melhorar/desenvolver-se • mudança • perseverança • poder/competição • proteger a família • proteger a reputação • resistir à dominação dos outros • satisfazer o apetite • saúde • segurança • solidariedade • tirar proveito das oportunidades. As pessoas querem ter: • autoconfiança • coisas belas • estilo • influência sobre os outros • melhor aparência • orgulho de seus talentos • popularidade • prestígio • saúde • segurança em idade avançada • tempo. Desejam poupar: • aborrecimentos • desconforto • dinheiro • dúvidas • embaraços • ofensas a outros • riscos preocupações • tempo • trabalho. 12 Querem evitar: • críticas • dor física • perda de dinheiro • perda de posses • preocupações • esforço • problemas. Desejam conquistar: • admiração • popularidade • prazer • promoção social e profissional • saúde melhor • boa aparência • elogios • mais tempo de lazer • satisfação. Desejam ser: • as primeiras • atualizadas • bons pais • bons parentes • criativas • eficientes • gregárias • hospitaleiras • individuais e únicas • orgulhosas de suas posses • parte de um grupo • populares • reconhecidas como autoridade naquilo que fazem • sociáveis. Desejam estar: • atualizadas • na moda • seguras. Existem ainda mais necessidades que podem ser atendidas dentro da estrutura dos apelos básicos, entretanto aqueles que consideramos os mais importantes para o processo de desenvolvimento de campanha estão listados acima. Devemos reforçar que qualquer conjunto de comunicação pode suprir diversas necessidades. Escolher, então, quais devem ser utilizadas e em que momento da campanha está totalmente ligado ao público-alvo. Nunca se esqueça de considerar os apelos mais significativos para o seu ouvinte. TROCANDO IDEIAS Ao desenvolver um texto ou mensagem, esperamos sempre que o destinatário final compreenda exatamente aquilo que estamos querendo dizer. Quando o entendimento não é aquele que se espera e a comunicação acaba por falhar, o time criativo pode ser responsabilizado pela falta de aderência das peças. Esse problema pode ser minimizado (e muitas vezes evitado) quando o discurso faz uso de diversos apelos básicos com os quais o público pode se identificar. Você acredita que é possível trabalhar diferentes apelos na estrutura 13 de uma única peça? E no papel de consumidor, você consegue identificar quais apelos básicos são os importantes a serem supridos? NA PRÁTICA Com o conteúdo visto hoje, você já é capaz de iniciar o desenvolvimento de uma campanha publicitária a nível de tema, linha criativa e apelos básicos. Vamos, então, reforçar o desdobramento de um tema em diferentes linhas criativas. Procure utilizar todas as que foram vistas na aula. Produto: cartão de crédito MasterCard pré-pago Promessa básica: o primeiro cartão de crédito sem juros do Brasil Tema: Agora você pode mais. Além disso, tente extrair do texto de cada linha pelo menos 5 apelos básicos que são atendidos com a sua criação. FINALIZANDO O desenvolvimento de uma campanha publicitária é o principal desafio dentro das agências de publicidade e, também, a tarefa mais comum. As etapas de criação da campanha e as possibilidades que surgem durante a elaboração da proposta são vastas, por isso, invista um bom tempo no estudo de cada momento desse processo. Cada tipo de campanha vem para atender uma necessidade de comunicação da marca ou produto. Nem sempre você precisa vender algo, mas sim informar, conscientizar e esclarecer. Ao escolher um tema para a sua campanha, você está armando um grande guarda-chuva que dará suporte a todo o desdobramento seguinte. Então, exercite e teste muitos caminhos antes de definir, pois somente um tema forte o bastante pode sustentar inúmeras peças ao longo do tempo. Quando seu tema estiver pronto e conectando todas as peças que virão a seguir, escolha a linha criativa mais adequada ao seu público. Só será possível gerar empatia se a sua mensagem atender a expectativa do consumidor naquele momento em que o seu discurso é apresentado. Por fim, os seres humanos são feitos de necessidades que, quando são atendidas, geram interesse e satisfação. Não se esqueça de sempre perguntar 14 ao seu texto quais dessas necessidades estão sendo atendidas. Se não houver muitas para listar, pense melhor antes de considerar sua campanha finalizada. REFERÊNCIAS HOFF, Tânia; GABRIELLI, Lourdes. Redação Publicitária. Rio de Janeiro: Campus, 2004. FIGUEIREDO, Celso. Redação publicitária: sedução pela palavra. São Paulo: Pioneira: Thomson Learning, 2005. MARCHIONI, Rubens. Criatividade e redação. O que é, como se faz. Parte dois: transformar ideias criativas em textos eficientes. São Paulo: Edições Loyola, 2000.