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Responsável pelo Conteúdo: 
Profa. Dra. Maria Aparecida Conti 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gestalt 
Nesta unidade veremos a corrente psicológica GESTALT, sua 
origem, os principais teóricos que colaboraram com sua 
estruturação, os principais conceitos e sua aplicabilidade ao 
mundo contemporâneo. 
Você conhecerá a origem, a histórica da Gestalt e a 
contribuição de seus principais teóricos, como também 
assimilará os seus conceitos estruturais, tais como 
“Organização Perceptual - Assimilação e Contraste”; “Figura e 
fundo”. 
Os temas estão estruturados na seguinte sequencia: I- A 
origem e a história da Gestalt; II- Os conceitos estruturais: 
Organização Perceptual - Assimilação e Contraste; Figura e 
fundo; III- A aplicação da Gestalt nas distintas áreas. 
Atenção 
Para um bom aproveitamento do curso, leia o material teórico atentamente antes de realizar 
as atividades. É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma. 
 
 
 
 
 
 
 
Gestalt é uma palavra alemã, adotada hoje no mundo todo para referir-se a uma linha 
psicológica. Não há uma tradução literal, mas Gestalten significa “dar forma, dar uma 
estrutura significante”. 
A Psicologia da Gestalt surgiu na Alemanha em 1912 e foi introduzida nos EUA em 
1920. Seu fundador foi Max Wertheimer (1820-1943) tendo como principais seguidores, 
Wolfgang Köhler e Kurt Koffka. Esses pesquisadores partiram de pesquisas acerca do 
problema da percepção visual do movimento. Exploraram estudos psicofísicos que 
relacionaram a forma e sua percepção. 
 
 
Contextualização 
 
 
 
 
 
A Escola da Gestalt 
 
A Origem e a história da Gestalt 
 
 Para Bock e cols (1994) a Gestalt é uma das tendências teóricas mais coerentes e 
coesas da história da Psicologia. Seus articuladores se preocuparam em construir não só uma 
teoria consistente, mas também uma base metodológica forte. 
 Vale ressaltar que a árvore genealógica da Gestalt se ergueu sobre várias raízes por 
meio da combinação de inúmeras correntes filosóficas. 
 Observe o Quadro 1 com as descrições dos principais pensadores e os respectivos 
temas que influenciaram diretamente a Gestalt. 
 No final do século passado muitos estudiosos procuravam compreender o fenômeno 
psicológico em seus aspectos naturais (principalmente no sentido da mensurabilidade). Ernst 
Mach (1838-1916), físico, e Chrinstiam Von Ehrenfels (1859-1932), filósofo e psicólogo, 
desenvolviam estudos em psicofísica na tentativa de relacionar as sensações (o dado 
psicológico) ao espaço-forma e tempo-forma (o dado físico). Podem ser considerados como os 
mais diretos antecessores da Psicologia da Gestalt, pois iniciaram seus estudos pela percepção 
e sensação do movimento. 
 Nesse período os Gestaltistas estavam preocupados em compreender quais os 
processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando o estímulo físico é percebido 
pelo sujeito como uma forma diferente da que ele tem na realidade. 
Material Teórico 
 
 
Quadro1- Filósofos e os respectivos temas de influência na corrente psicológica Gestalt. 
Autores Nascimento. Morte 
Temas que influenciaram 
diretamente a Gestalt 
Sóren Kierkegaard 1813 1855 
Filósofo dinamarquês precursor do existencialismo. O 
valor da subjetividade e da contradição "Quanto mais eu 
penso, menos sou, e quanto menos eu penso, mais eu 
sou”. 
Frantz Bentano 1838 1917 Precursor da fenomenologia descritiva 
Edmund Husserl 1859 1938 
O “pai” da fenomenologia (1907). Descrever e não 
explicar os fenômenos: "voltar do discurso para as coisas, 
as próprias coisas, tais como aparecem na verdade, no 
nível dos fatos vividos, antes de qualquer elaboração 
conceitual deformadora". Interdependência do sujeito e do 
objeto. Experiência original de cada um na relação vivida 
no mundo. 
Max Scheler 1874 1928 
Fenomenologia da afetividade: são a intuição emocional e 
a simpatia que permitem o contato profundo. 
Martin Büber 
1878 1965 
Propõe o encontro autêntico, a relação direta e fraterna. 
Publicou a obra: “O Eu e o Tu”, em 1923. 
Ludwig Binswanger 1881 1966 
Fundador da Sociedade Suíça de Psicanálise. Criador da 
análise existencial (Dasein-analyse): o homem é 
responsável por sua própria existência, por sua presença 
no mundo. 
Eugene Minkowski 1885 1972 
Psiquiatra francês de origem polonesa. Importância 
fenomenológica do contato e da função do toque. 
Karl Jaspers 1889 1969 
Psicopatologia fenomenológica existencialista. Aperfeiçoar 
a consciência de sua existência em relação ao mundo. 
Martin Heidegger 1889 1976 
Análise existencial do "estar-aqui" (Dasein). Valorização da 
angústia e da dúvida existencial. A finitude do ser. Nada 
mais se pode fazer pelo homem senão torná-lo ansioso. 
Gabriel Marcel 1889 1973 
Filósofo existencial cristão. 
"Se falo dos outros, nego a eles uma existência real". Milita 
por uma "filosofia concreta" alimentada pelo diálogo entre 
dois “tus”. 
J. Paul Sartre 1905 1980 
Análise existencial fenomenológica “Existir é jogar”. 
Responsabilidade pela escolha de seu projeto, de sua parte 
de liberdade. 
Maurice Merleau-Ponty 1908 1961 
Valoriza a experiência vivida e a percepção corporal 
imediata. Publicou “Fenomenologia da percepção” em 
1945. 
Fonte: Ginger & Ginger (1995). P.35. 
 
 
 
Uma das principais contribuições da Gestalt para a Psicologia refere-se à concepção do 
homem de forma integrada. A teoria afirma que só é possível compreender este homem e a 
situação a ele relacionada, por meio do conhecimento de todas as “partes” envolvidas no 
“todo”. Para tanto, propõem alguns conceitos que iremos discorrer brevemente e você terá a 
oportunidade de aprofundá-los com a leitura de um texto que será sugerido no próximo tema. 
 Podemos definir assim a Gestalt como uma teoria e técnica psicológica, segundo os 
quais nosso campo perceptivo se organiza espontaneamente sob a forma de conjuntos 
estruturantes e significantes - “formas boas” ou gestalts fortes e plenas (Ginger & Ginger, 
1995). 
 
Os Conceitos Estruturais: Organização Perceptual - Assimilação e 
Contraste; Figura e Fundo 
 
A aplicação da Gestalt nas distintas áreas de pesquisa 
 
 O conceito central da Gestalt é a PERCEPÇÃO, entendida como a forma que o 
indivíduo apreende as informações provenientes do ambiente externo. A Gestalt entende que 
é de suma importância a disposição em que são apresentados à percepção os elementos 
unitários, ou seja, os estímulos que compõem o todo. Uma das formulações bastante 
conhecidas dessa teoria refere-se à concepção de que "o todo é diferente da soma de 
suas das partes", ou seja, a percepção que temos de um todo não é o resultado de um 
processo de simples adição das partes que o compõem. 
 Para Bock e cols. (1994) a indissociabilidade da parte em relação ao todo permite que 
quando o indivíduo observa o fragmento de um objeto, ocorra uma tendência natural à 
restauração do equilíbrio da forma, proporcionando assim o entendimento do que foi 
percebido. Esse fenômeno perceptivo é norteado pela busca de fechamento, simetria e 
regularidade dos pontos que compõem uma figura (objeto). 
 Outro tópico importante diz respeito à “Boa forma”, ou seja por meio da percepção é 
possível explicar como chegamos a compreender aquilo que foi observado. A tendência da 
percepção em buscar a boa-forma permitirá a relação figura-fundo. Quanto mais clara 
estiver a forma (boa forma), mais clara será a separação entre figura e fundo. Já se os 
elementos percebidos não apresentam equilíbrio, simetria, estabilidade, simplicidade e 
regularidade, não será possível alcançar a boa-forma. Sendo assim, o elemento que 
objetivamos compreender deve ser apresentado em seus aspectos básicos, de tal maneira que 
a tendência à boa-forma conduza ao entendimento. 
 
 
 E por fim, o conceito de campo psicológico,entendido como um campo de forças 
que atua na percepção, nos levando a procurar a boa-forma. Figurativamente podemos 
relacioná-lo a um campo magnético criado por um imã (a força de atração e repulsão). Esse 
campo de força psicológico tem uma tendência que garante a busca da melhor forma possível 
em situações que não estão muito estruturadas. 
 Esses conteúdos serão aprofundados por meio da leitura de um artigo científico. O 
mesmo encontra-se disponível na internet e você deverá acessar o respectivo link para realizar 
a leitura. 
 O texto “A psicologia da Gestalt e a ciência empírica contemporânea” 
descreve o ponto central de atenção da teoria da Gestalt; ou seja, a percepção humana por 
meio dos seus cinco sentidos: audição, visão, paladar, tato, olfato. Explora ainda a ideia de 
que o “todo é diferente da soma de suas partes”, isto é, a percepção que temos de um todo 
não é o resultado de um processo de simples adição das partes que o compõe. Propõe a 
indissociabilidade da parte em relação ao todo e assim permite que quando vemos o 
fragmento de um objeto, ocorra uma tendência à restauração do equilíbrio da forma, 
proporcionando assim o entendimento do que foi percebido. Esse fenômeno perceptivo é 
norteado pela organização perceptual classificada nos fenômenos de assimilação e contraste; 
figura e fundo; fechamento, simetria e regularidade dos pontos que compõem uma figura 
(objeto). Aborda ainda a aplicação dos conceitos da Gestalt em pesquisas. 
 Vale ainda ressaltar, mesmo não sendo discutido pelo autor, que os conceitos 
propostos pela Gestalt são aplicados em diversas áreas, como clínica (getalt-terapia), 
recrutamento e seleção, na área educacional entre outras. Você terá oportunidade de explorar 
este tópico mais a frente. 
 O acesso ao texto “A psicologia da Gestalt e a ciência empírica 
contemporânea” será realizado por meio do link 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722002000100002 
 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722002000100002
 
 
 
 
 
Mais informações acerca do tema “Gestalt” podem ser encontradas no texto 
relacionado abaixo. 
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; e TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. 
Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13º ed. São Paulo: Saraiva, 2005, 
capítulo 4. 
 
 
 
 
Material Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
BOCK, A. M. B., FURTADO, O. e TEIXEIRA, M.L. Psicologias – Uma introdução ao estudo 
da Psicologia. 6a edição. São Paulo: Ed. Saraiva, 1994. 
ENGELMANN A. A psicologia da Gestalt e a ciência empírica contemporânea. Disponível em: 
. 
Acesso em: 29 Jan. 2009. 
GINGER, S e GINGER, G. Gestalt – Uma terapia do contato. 2a edição São Paulo: Summus, 
1995. 
 
 
 
Referências 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722002000100002
 
 
 
 
 
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Anotações

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