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EMPREENDEDORISMO Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa A Primeira Revolução Industrial se iniciou na Inglaterra, no século XVIII e foi de 1750 a 1850. Nesse momento, tivemos a transição da manufatura para o sistema fabril que foi alavancado por invenções, como: máquina de fiar, tear mecânico e máquina a vapor. Os processos passaram a ser mecanizados. Houve então, a expansão das indústrias têxteis, da metalurgia, da siderurgia e dos transportes. A Segunda Revolução Industrial se inicia em meados do dezenove e foi de 1850 a 1950. Foi um período “marcado pela consolidação do progresso científico e tecnológico.” Descobertas de relevo valem ser mencionadas, tais como: invenção da lâmpada, telégrafo, telefone, televisão, cinema, rádio, além de avanços na área da saúde. O uso do aço na construção de máquinas, pontes, estruturas e fábricas. Em relação ao transporte, vale ressaltar as ferrovias, o automóvel e o avião. “Esse conjunto de mudanças e invenções foram essenciais para revolucionar o sistema industrial. Elas trouxeram um novo panorama à vida social e econômica da população, denominando de Capitalismo Industrial. A Terceira Revolução Industrial se inicia em meados do vinte, indo de 1950 aos dias atuais. Avanços são notados nas ciências, na tecnologia e na informática “(com o surgimento de computadores, criação da internet, dos softwares e dos dispositivos móveis) da robótica e da eletrônica.” A energia atômica e nuclear é amplamente utilizada na criação “de bombas nucleares, pois pode substituir fontes de energia e também alguns combustíveis. A Quarta Revolução Industrial se caracteriza por um processo de desindustrialização, o que se torna uma ironia. O capitalismo abandona a produção e abraça a financeirização da economia. REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa TECNOLOGIAS INDÚSTRIA 4.0 Big data, Manufatura aditiva, Realidade aumentada, Robótica, Internet das coisas, Simulação, Ciber segurança, Cloud computing, Sistemas de integração Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Joseph A. Schumpeter foi um dos precursores dos estudos sobre empreendedorismo. Ele escreveu, em 1942, um livro chamado Capitalismo, Socialismo e Democracia, no qual destacou a função dos empreendedores na formação da riqueza das nações. Esse autor utilizou o termo destruição criativa como mola propulsora para a criação de novos produtos, meios de produção mais eficientes e empresas mais eficazes em seus mercados, impulsionando sobremaneira o capitalismo e a competitividade. EMPREENDEDORISMO D E F I N I Ç Ã O Para ficar mais claro, vamos expor um exemplo do processo de destruição criativa, mais especificamente aquela que foi executada quando um inventor criou o mecanismo para controlar a injeção de combustível em um motor de combustão de maneira eletrônica (injeção eletrônica), equipando, hoje, todos os carros e decretando a morte do antigo sistema de injeção por meio dos carburadores, tornando, assim, os automóveis mais eficientes (econômicos) e contribuindo para a preservação do meio ambiente. Outros exemplos da destruição criativa são: computadores substituindo as máquinas de escrever, a locomotiva elétrica substituindo a movida a vapor e, também, os celulares substituindo os telefones públicos e transformando os em peças de museu. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa De acordo com Juliano (2011, p. 2), o empreendedor é aquele que resolve assumir o risco de iniciar uma organização, é o indivíduo que imagina, desenvolve e realiza o que imaginou. Empreendedores são aquelas pessoas diferenciadas, dotadas de motivação única e apaixonadas pelo que fazem, com o forte desejo de deixar a sua marca e serem reconhecidas. EMPREENDEDORISMO D E F I N I Ç Ã O VOCÊ SABIA? A palavra “empreender” vem do latim e, de maneira geral, significa tomar a decisão de realizar uma tarefa difícil e laboriosa ou, ainda, colocar um plano em execução. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa A autonomia está ligada à independência e liberdade para tomar decisões. “A satisfação de ser chefe de si mesmo é a melhor sensação que algumas pessoas podem experimentar. O desafio gera entusiasmo para manter o sentimento de realização e, quando realizado, o empreendedor se esforça mais ainda para enfrentar novos desafios, criando um círculo virtuoso a ele e, consequentemente, ao seu empreendimento. O controle financeiro fornece segurança e visão da realidade. O empreendedor passa a dispor de importantes informações para tomar suas decisões. VANTAGENS PARA O EMPREENDEDOR O sacrifício pessoal é um custo que deve ser considerado, pois será exigida dedicação extrema e quase exclusiva ao negócio, podendo provocar afastamento familiar e falta de lazer. A sobrecarga de responsabilidade significa que o empreendedor é o responsável, quase único, por tudo o que possa acontecer, afinal, foi ele quem investiu no empreendimento. A fase inicial dos empreendimentos emergentes e de pequeno porte não permite erros. Sua ocorrência pode ser sinal de falência. DESVANTAGENS PARA O EMPREENDEDOR Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Juliano (2011, p. 3) aponta que, independentemente do motivo, é certo que o candidato a empreendedor deverá estar consciente de que o sucesso do seu empreendimento dependerá, em grande parte, da elaboração de um plano de negócios. Trata-se de uma metodologia utilizada para descrever, detalhadamente, como será o empreendimento a ser edificado, visando diminuir os riscos e as incertezas e servindo de base para a obtenção dos recursos necessários à implantação. O plano de negócios também serve para orientar as relações do empreendedor com os sócios, empregados, parceiros, órgãos governamentais, agentes financiadores, clientes e fornecedores. No entanto, vale dizer que sua elaboração ainda não é uma atividade considerada relevante por grande parte dos empreendedores, fato que contribui significativamente para o alto número de mortalidade de novos empreendimentos. EMPREENDEDOR SUCESSO NO NEGÓCIO Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa TIPOS DE EMPREENDE DORES Empreendedorismo por oportunidade O empreendedorismo por oportunidade, por sua vez, ocorre quando o empreendedor identifica uma determinada necessidade ou desejo na sociedade. Essa demanda cria a oportunidade para que esse empreendedor ofereça a solução que as pessoas pedem sob a forma de um produto ou serviço. Em geral, esse tipo de empreendedorismo parte de uma escolha individual, em que a pessoa tem habilidades a serem exploradas em favor do mercado. São indivíduos com acesso a algum capital e com conhecimentos comerciais prévios. Empreendem de modo mais planejado e estratégico, ao contrário de quem empreende por necessidade. IN ST RU TO RA E D N EU ZA F LÁ V IA Empreendedores por oportunidade são, portanto, pessoas extremamente observadoras e atentas às demandas dos mercados. Unindo as suas reservas financeiras e os seus conhecimentos, tomam a atitude ousada de superar os desafios de ter um negócio, mas fazem isso por escolha. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa TIPOS DE EMPREENDE DORES Empreendedorismo por necessidade O empreendedor por necessidade é aquele que decide investir em um negócio próprio porque a situação em que se encontra o acabou levando a isso. Em geral, o empreendedor por necessidade é aquela pessoa que estava desempregada há certo tempo e não consegue emprego. Pode ser também aquele profissional que ficou longe do mercado de trabalho por muitos anos e está com dificuldades para conseguir uma recolocação profissional. São essas as pessoas que encontram no empreendedorismo uma forma de obter renda e contornar os seus problemas financeiros — ou até mesmo problemas ligados à autoestima e à carreira profissional. Nessa modalidade, os empreendedores não têm muitos conhecimentos comerciais ou acesso a um capital expressivo para investir. Frequentemente, são indivíduos que perderam o emprego e passam por redução na sua renda familiar. Com poucaexperiência profissional, encontram em um negócio próprio uma chance de ter mais estabilidade financeira e também de realização pessoal. IN ST RU TO RA E D N EU ZA F LÁ V IA Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.ibccoaching.com.br/portal/qualidade-de-vida/autoestima-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ PERFIL DO EMPREENDEDOR IMPORTANTE Após a Primeira Guerra Mundial, em 1918, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu uma grande campanha de fomento ao empreendedorismo no continente europeu, com o objetivo de reconstruir economicamente a Europa. Contudo, a maioria dos empreendimentos criados por meio desse financiamento não obteve sucesso e grande parte do dinheiro empregado foi desperdiçada. Em 1939, foi iniciada a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945, e a Europa novamente foi castigada e destruída. Assim, ONU mobilizou-se mais uma vez para financiar a reconstrução do continente e, desta vez, não quis errar e acarretar no insucesso na investida, de modo a valorizar esse investimento e evitar o desperdício dos recursos financeiros. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Perfil do Empreendedor Você sabe o que a ONU fez para evitar o fracasso novamente? Antes de liberar os recursos financeiros, a ONU preocupou-se em identificar qual seria o perfil ideal de um empreendedor, realizando uma pesquisa com empresários de sucesso e objetivando levantar comportamentos comuns entre eles e que os levaram ao sucesso nos seus empreendimentos. O resultado dessa pesquisa mostrou que existem dez comportamentos essenciais para que um empreendedor tenha sucesso, e foi com base nela que a entidade criou um programa de capacitação para formar empreendedores. Só após a aplicação desse programa educacional é que o dinheiro para o financiamento dos empreendimentos foi liberado. Mas esse programa de desenvolvimento de empreendedores só foi realizado na Europa? Ele não chegou ao Brasil? Sim, ele chegou ao Brasil e é ministrado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), chamado de Empretec. O programa é realizado durante dez dias consecutivos, em tempo integral (full time), com atividades práticas que exercitam esses comportamentos. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa PERFIL DO EMPREENDEDOR Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa TIPOS DE EMPREENDEDORISMO Empreendedorismo social Empreendedorismo digital Empreendedorismo verde Empreendedorismo informal Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Empreendedorismo social diz respeito a empresas que são criadas com o objetivo de solucionar um problema da sociedade, meio ambiente, formação profissional, área da saúde, entre outros. O foco principal dessas empresas não é necessariamente o lucro, porém, elas podem obtê-lo através da realização de suas atividades. Empreendedorismo digital Com o crescimento da internet, muitas empresas se expandiram para o meio digital. E, atualmente, algumas organizações operam exclusivamente no ambiente virtual. Um ponto positivo desse tipo de empreendimento é que ele não exige um alto investimento para iniciar a operação. Porém, o empreendedor precisa ter um bom conhecimento sobre o mercado em que deseja ingressar. Loja virtual, criador de conteúdo, infoprodutos, aplicativos. Empreendedorismo verde O empreendedorismo verde é composto por organizações que se preocupam em como suas ações impactam o meio ambiente. Isso se torna uma das diretrizes das empresas. Dessa forma, as organizações adotam práticas voltadas à sustentabilidade e economizam recursos naturais na produção de produtos, além de ser um diferencial competitivo que fortalece a imagem da empresa diante dos concorrentes. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Definição de intraempreendedorismo O intraempreendedorismo, também conhecido como empreendedorismo corporativo. Neste, o funcionário age de forma independente para criar novas unidades de negócio ou fomentar a inovação na unidade de negócio na qual trabalha. O intraempreendedor aplica os comportamentos empreendedores em benefício da organização, assumindo e dividindo os riscos das suas ações com a empresa. Essa é a grande diferença entre ele e o empreendedor, pois este último age para abrir o seu próprio negócio, sendo o único responsável pelos riscos envolvidos no processo. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Definição de intraempreendedorismo A figura do intraempreendedor pode ser encontrada e caracterizada naqueles que agem como proprietários da empresa. Contudo, para que isso possa ocorrer, a empresa deve criar e incentivar uma cultura inovadora e impor um clima que favoreça a criatividade, sem prever ou executar punições para qualquer erro relacionado ao trabalho que possa ocorrer, afinal, o medo de errar é o principal vilão do processo criativo e inovador. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Distinção de Empreendedor e Empresário No caso do empresário, ele pode até possuir algumas das características do empreendedor, mas suas competências estarão sempre voltadas para a perpetuação do negócio ou da empresa. Empresários abrem suas empresas, mas muitos compram ou herdam negócios prontos, e assim, optam por administrá-los sem grandes inovações, seguindo a risca a forma como era gerenciado. Ao contrário do empreendedor, o empresário não é um realizador de novas ideias somando criatividade e imaginação. Ele dificilmente corre os riscos de um empreendedor e para ele importa ter uma visão mais concreta do que é ter e gerenciar um negócio. O empresário quer manter rotina financeira, gerenciar equipe ou aumentar ou aumentar vendas. Ou seja, empreendedor é paixão, empresário é profissão. EMPRESÁRIO O QUE É SER EMPRESÁRIO? Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.sebrae-sc.com.br/ebook/o-que-e-lideranca O empreendedor promove mudanças em processos e equipes através da implantação de suas ideias inovadoras. Ele pode ou não ser dono de uma empresa, a principal característica, é que ele tem esse potencial de inovar, realizar os planos e de gerar transformação em qualquer tipo de ambiente. Em outras palavras, é aquela pessoa que faz, que sai da zona de conforto e da área de sonhos e parte para a ação. É um realizador que coloca em prática novas ideias, por meio da criatividade. O empreendedor enxerga oportunidades que ninguém viu até o momento e sabe colocar novos planos em prática, seja abrindo um negócio ou concebendo um projeto. Exemplos de empreendedores de sucesso não faltam. A postura é focada na paixão por inovar e gerar riquezas e mudanças no cotidiano das pessoas. O empreendedor costuma ser identificado pelas seguintes características: – Tem iniciativa; – É persistente; – Planeja suas ações; – Tem autoconfiança; – É líder; – Age com coragem; – Preza pela eficiência; – É otimista. EMPREENDEDOR O QUE É SER EMPREENDEDOR? Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.sebrae-sc.com.br/video/como-gerar-inovacao-na-minha-empresa http://blog.sebrae-sc.com.br/empreendedores-de-sucesso/ http://blog.sebrae-sc.com.br/empreendedor-de-sucesso/ “Esforce-se para não ser um sucesso, mas sim para ser valioso”. A L B E R T E I N S T E I N Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein Faturamento máximo de R$ 81.000,00 por ano; O dono não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa; É permitido ter no máximo um funcionário; A atividade econômica exercida deve estar prevista no Anexo XI, da Resolução CGSN nº140. Segundo o Portal do Empreendedor, não são todas as atividades econômicas que podem ser qualificadas para um empresário se tornar um Microempreendedor Individual (MEI). É preciso estar atento às seguintes condições: Em relação aos tributos federais, o Microempreendedor Individual é enquadrado no sistema do Simples Nacional, ficando isento do Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL. A única taxa será mensal, que varia entre R$ 48,70 (comércio ouindústria), R$ 52,70 (prestação de serviços) ou R$ 53,70 (atividades mistas, comércio e/ou indústria e serviços). MICROEMPREEENDEDOR INDIVIDUAL TIPOS DE EMPRESÁRIOS Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=92278 https://www.terraempresas.com.br/blog/beneficios-do-mei-e-do-profissional-autonomo/?cdConvenio=CVTR00002030 https://www.terraempresas.com.br/blog/pequena-empresa-qual-e-a-diferenca-entre-microempresa-epp-e-mei/?cdConvenio=CVTR00002030 Faturamento máximo de R$ 360.000,00 por ano; O dono pode ser sócio em outra empresa; É possível contratar mais de um funcionário; Assim com o MEI, o Empresário Individual (EI) também é um profissional que trabalha por conta própria. No entanto, existem algumas diferenças. Confira: A razão social de um empresário individual deve ser composta pelo nome civil do proprietário (podendo ser completo ou abreviado). Além disso, é possível acrescentar um outro nome em referência à atividade econômica ou à forma como o negócio é conhecido no ambiente empresarial. Para esse tipo de empresa, o patrimônio do dono e da organização precisam ser os mesmos. Dessa forma, em caso de uma ou mais dívidas, o responsável responde de forma ilimitada pelos compromissos financeiros do negócio. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL TIPOS DE EMPRESÁRIOS Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Ter capital social mínimo equivalente a cem vezes o valor do salário mínimo vigente à época da constituição; Ter uma personalidade jurídica própria (art. 44, VI, do CC), distinta do seu titular; Sócios são permitidos. EIRELI é a abreviação para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. As principais características desse tipo de pessoa jurídica são: Quando o seu negócio é caracterizado como EIRELI, o empresário tem a oportunidade de optar pelo que se adapta melhor à empresa, consequentemente podendo escolher o modelo de tributação de sua preferência. Das diversas opções, a mais escolhida por pequenos empreendedores é o Simples Nacional. EMPRESÁRIO EIRELI TIPOS DE EMPRESÁRIOS Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Principais tipos Societários do Brasil: O que é uma sociedade empresarial? Uma sociedade empresarial é uma dupla ou mais pessoas que se une em algum tipo de sociedade para a realização de um projeto profissional, dividindo tarefas e responsabilidades legais, de acordo com o que é definido no início do relacionamento legal. Embora a definição seja bastante simples, existem diferentes relações possíveis de sociedade e também diversas questões que tornam a ação complexa o bastante para exigir um bom planejamento, estudos e auxílio contábil para melhor tomada de decisões. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Sociedade Simples Uma empresa de sociedade simples, é composta por prestadores de serviço – aqueles profissionais que têm a profissão como sua principal atividade no mercado ou que simplesmente o executem na empresa. De uma maneira generalizada, esse tipo de sociedade necessita de um registro de classe para ser formado, como é caso do CREA, que habilita o trabalho de corretores de imóvel. Para formalizar esse tipo de sociedade não é necessário o registro na Junta Comercial, mas é essencial que ocorra o registro no Cartório e Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa Sociedade Limitada A sociedade limitada envolve uma empresa que possui o investimento financeiro de todos os seus sócios, podendo ser constituída por quantas pessoas for desejado, e até mesmo outras empresas (pessoas jurídicas) em alguns casos. Para organizar essa relação, um dos sócios deve ser atribuído como o administrador a empresa, possuindo a responsabilidade legal pela função no contrato social da empresa. A sociedade limitada possui mais obrigações, como por exemplo, ela precisa ser registrada na Junta Comercial e sua razão social deve incluir a sigla LTDA. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ Sociedade Anônima A sociedade anônima é um dos tipos de sociedade mais comuns no Brasil, podendo ser constituída por dois ou mais sócios, com o objetivo de acúmulo de capital O capital social desse tipo de empresa é distribuído através de cotas, podendo existir em dois formatos: as abertas, em que as ações estarão disponibilizadas na bolsa de valores e as fechadas, que não permitem a prática. Muitos acreditam no modelo como mais indicado para casos mais específicos e complexos, deixando a sociedade limitada para os casos mais recorrentes e simples. Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-uma-empresa-ltda-os-passos-para-formalizar-uma-sociedade-limitada/ O que é transferência de know-how das franquias? A transferência de know-how nada mais é que uma cópia do modelo de negócio. Ou seja, tudo que envolve a gestão, operação e divulgação da empresa é copiado e transferido para uma loja “gêmea”. Você ter uma franquia de uma determinada marca significa basicamente que você possui um irmão gêmea ou um clone de um negócio. No franchising, a frase “nada se cria, tudo se copia”, aliás, é praxe. Mesmo assim, faz parte do processo de evolução das franquias empresariais irem se adaptando ao mercado com o passar dos anos. E é neste momento em que os franqueados — aqueles que possuem um negócio gêmeo de outro — entram em ação, pois são eles que passarão feedbacks que direcionarão a marca na criação de novas estratégias de negócio, para depois serem novamente replicadas às lojas franqueadas. O grande exemplo das franquias Um dos exemplos mais conhecidos de franquia empresarial é a gigante norte-americana McDonald’s. Após atingir o pico do sucesso em seu, até então, único restaurante, a marca, que pertencia aos irmãos Richard e Maurice Mac McDonald, não tinha mais para onde crescer. Eles se recusavam a abrir outra unidade própria, quando um simples vendedor apareceu com uma oferta para copiar o modelo de negócio dos irmãos (inclusive os estilos da cozinha, operação e distribuição) e abrir outras lojas com a mesma bandeira. Anos depois, Roy Kroc — o simples vendedor —, abriu a primeira franquia do McDonald’s para não parar nunca mais. Hoje são mais de 5 mil unidades em todo o planeta. Mais de mil apenas no Brasil. ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS FRANQUIAS Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.portaldofranchising.com.br/franquia-mcdonalds-alimentacao/ P ara entender o que é market place, nada melhor do que recorrer a uma comparação: market place é como se fosse um shopping center virtual. Trata-se de uma plataforma on-line que reúne vendedores dos mais diversos produtos e prestadores de serviços de diferentes segmentos. Por meio dessa plataforma, os clientes podem comprar de vários varejistas e negociar serviços pagando tudo junto. Em suma, na dúvida, devemos pensar na ideia de que ele promove a conexão entre oferta e demanda. Nesse sentido, devemos enxergar essa ferramenta levando em conta dois tipos de acesso.De um lado, o dos vendedores que oferecem produtos e serviços, e de outro, os clientes, que visualizam as ofertas e fazem as compras. Vale destacar que o market place, enquanto modelo de negócio, costuma se concentrar em nichos específicos: vestuário (Dafiti); alimentação (iFood); imóveis (Quinto Andar) e carros (Webmotors), por exemplo. Com esse foco, fica mais fácil atingir o público-alvo e, como consequência, fidelizar mais clientes. ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS MARKETING PLACE Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.am3solucoes.com.br/blog/7-passos-para-fidelizar-seus-clientes/ C oncessão 1.ato ou efeito de conceder; cedência; transigência 2.permissão; autorização 3.privilégio 4.DIREITO transferência temporária do direito de exploração de um serviço público, feita por uma pessoa de direito público (o Estado, por exemplo) para uma entidade privada, passando aquele exercício a correr por conta e risco da concessionária. ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS CONCESSÃO Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa A Concessão pública é o contrato firmado entre a administração pública e uma empresa privada, para que esta passe a executar e explorar economicamente um serviço público onde são remuneradas por meio de tarifas pagas pelos usuários. São exemplos de concessões os aeroportos, rodovias e o setor de petróleo e gás. Enquanto nas privatizações ocorre uma venda definitiva de ativo público, as concessões ocorrem por um período determinado pelo contrato. Quando o contrato se encerra, o ativo retorna para o Estado, que deve avaliar se fará ou não uma nova concessão. No Brasil, há ampla experiência de concessões nos setores de infraestrutura, como no caso dos aeroportos, ferrovias e rodovias. Há também modelos de concessão para a gestão de serviços de saúde e educação, empresas de transporte público coletivo, serviços de saneamento, cultura, turismo, esporte, lazer, ciência e tecnologia, dentre outros. Uma concessão deve acontecer quando a modalidade de exploração privada apresenta mais vantagens do que a exploração pelo Estado, em termos de eficiência alocativa dos recursos e da gestão dos ativos. Nesses casos, com a maior participação privada na prestação dos serviços e gestão dos ativos, o poder público também aumenta a sua capacidade técnica e gerencial para atuar em outros setores Assim como a privatização, a concessão busca melhorar a qualidade do serviço prestado, que traz benefícios para os consumidores finais, ou seja, os usuários dos serviços. Além de atrair investimentos, os programas de concessão também são geradores de empregos e renda, essenciais para o crescimento do país e para o aumento da competitividade para as empresas. ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS CONCESSÃO Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa O que é arrendamento? Arrendamento é um contrato de cessão entre duas partes, onde um proprietário repassa seu bem para outra pessoa utilizar, mediante o pagamento de remuneração. A transação de arrendamento envolve sempre duas partes: o arrendatário, parte usuária do bem arrendado, que irá usufruir do mesmo; e o arrendador: parte proprietária do bem arrendado, que cede os direitos de uso ao arrendatário. Ou seja, esse tipo de negociação funciona como uma espécie de locação, onde uma pessoa cede à outra o direito de utilizar um bem por determinado período. Nesse tempo, pode ocorrer valorização do imóvel, de forma benéfica para o arrendador. Qual a diferença entre arrendamento e aluguel? Muitas vezes, o processo de arrendar um bem pode ser confundido com um simples aluguel. Porém, a diferença entre os dois está na possibilidade do arrendatário, ao final do contrato, comprar definitivamente o bem. Esta opção é dada já no contrato de arrendamento. Por meio dela, o arrendatário pode utilizar parte do que foi pago durante o decorrer do contrato para abater no valor final da compra. Muitas vezes, as pessoas ficam em dúvida entre comprar ou alugar uma coisa. Alugar é pagar pelo uso, sendo mais barato do que comprar – no entanto, é sempre importante estar atento às cláusulas de aluguel. Mas ao comprar, se tem a propriedade total para fazer o que quiser com o bem. Porém, existe um tipo de operação que funciona como um aluguel e uma compra ao mesmo tempo: o arrendamento. ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS ARRENDAMENTO Instrutora Adm. Edneuza Flávia de Castro Costa https://www.suno.com.br/artigos/valorizacao-de-imoveis/ https://www.suno.com.br/artigos/clausulas-de-aluguel/ BIBLIOGRAFIA BRITTO, Francisco; WEVER, Luiz. Empreendedores brasileiros: vivendo e aprendendo com grandes nomes. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2013. DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2011. DRUCKER, Peter F. Administração em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 2020. HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P. Empreendedorismo. 5. ed., Porto Alegre: Bookman, 2004. PINCHOT III, Gifford. Intrapreneuring: por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor. São Paulo: Harbra, 2015 "ESTA BILIOGRAFIA É BÁSICA NÃO ESGOTA O ASSUNTO."