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Filosofia
Aula 2 – 2º Bimestre
Montesquieu / Rousseau
· MONTESQUIEU:
1. Ontologia
2. Conceito de Lei
3. Divisão das leis
3.1 Naturais
3.2 Positivas
4. Natureza do governo
5. Liberdade
6. Separação de poderes
· ROUSSEAU
1. Século das luzes. Esclarecimento precursor de Kant
2. Progresso das ciências das artes
3. Conhecimento X Moral
4. Empirismo
5. Pacto Social
6. Propriedade
7. Liberdade
8. Vontade e Representação 
9. Soberania inalienável e indivisível 
10. Governo funcionário do povo 
MONTESQUIEU
Com traços de enciclopedismo, ora aparecendo como o pai da sociologia, ora como inspirador do determinismo geográfico, e quase sempre como aquele que, na ciência política, desenvolveu a teoria dos três poderes, que ainda hoje permanece como uma das condições de funcionamento do Estado de direito. 
2. Conceito de Lei: 
As leis em seu significado mais amplo, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas: neste sentido, todos os seres possuem suas leis; a divindade tem suas leis; o mundo material tem suas leis; as inteligências superiores ao homem têm suas leis; os animais têm suas leis; o homem tem suas leis. 
Lei – relação que deriva da natureza do ser. São relativas: elas mudam conforme a região. 
3. Divisão das leis: 
· Naturais: antes de todas as leis, estão as leis da natureza, assim chamadas por derivarem unicamente da constituição de nosso ser. Para conhecê-las bem é, preciso considerar um homem antes do estabelecimento das sociedades. As leis da natureza serão as que receberia em semelhante estado. 
As leis são naturais, leis da natureza, a paz. 
1º LEI DA NATUREZA
2º LEI – ALIMENTAR-SE
3º LEI – AMOR
4º LEI – DESEJO DE VIVER EM SOCIEDADE
· Positivas: assim que os homens encontram sociedade, perdem o sentimento de sua fraqueza; a igualdade que havia entre eles deixa de existir, e o estado de guerra tem início. 
Considerados como habitantes de um planeta tão grande que é necessário haver diferentes povos, eles possuem leis na relação que esses povos mantêm entre si, esse é o direito das gentes (Direito internacional) (ESTADO X ESTADO). Considerados enquanto vivendo em uma sociedade que deve ser mantida, possuem leis na relação que os governam mantêm com os que são governados; esse é o direito político. (ESTADO X CIDADÃO). E também possuem leis na relação que todos os cidadãos mantêm entre si, esse é o direito civil. 
A lei em geral, é a razão humana, enquanto esta governa todos os povos da Terra; e as leis políticas e civis de cada nação não devem ser senão os casos particulares aos quais se aplica a razão humana. 
Lei positiva = lei originada do Estado Civil. 
4. Natureza do governo: há três espécies de governo: republicano; monárquico e o despótico. Para descobrir-lhes a natureza, basta a ideia que deles têm os homens menos instruídos. Suponho três definições ou, antes, três fatos: um que o governo republicano é aquele que em todo o povo, ou apenas uma parte do povo, tem o poder soberano; o monárquico, aquele em que uma só pessoa governa, mas por meio de leis fixas e estabelecidas; enquanto, no despótico, uma só pessoa, sem lei e sem regra, tudo conduz, por sua vontade e por seus caprichos. 
5. Liberdade: liberdade é um conceito político / civil. 
É bem na verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste em fazer – se o que se quer. Num Estado, isto é, numa sociedade em que existem leis, a liberdade só pode consistir em poder fazer o que se deve querer e a não ser coagido a fazer o que não se deve querer. É preciso ter em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; e, se o cidadão pudesse fazer o que elas proíbem, ela não teria mais liberdade, porque os outros também teriam esse poder, 
7. Separação de poderes: há em cada estado, três espécies de poderes: o poder legislativo (Hoje Legislativo), o poder executivo das coisas que dependem dos direitos das gentes (Hoje Executivo), e o poder executivo das que dependem do direito civil (Hoje o Judiciário). 
Pelo primeiro, o príncipe, ou o magistrado, elabora leis para um certo tempo ou para sempre, e corrige ou revoga as existentes. Pelo segundo, faz a paz ou a guerra, envia ou recebe embaixadas, instaura a segurança, impede as invasões. Pelo terceiro, pune os crimes, ou julga as pendências entre particulares. Chamaremos a este último o poder de julgar e ao outro simplesmente o poder executivo do Estado. 
ROUSSEAU
Século XVIII – século das luzes – o auge do iluminismo – Grande crítico do iluminismo. Ele era burguês. Dentre os filósofos do chamado século das luzes, que preconizavam a difusão do saber como o meio mais eficaz para se pôr fim à superstição, à ignorância, ao império da opinião e do preceito, e que acreditavam estar dando uma contribuição enorme para o progresso do espirito humano. 
2. Progresso das ciências das artes: o progresso das ciências e das artes não fez o homem melhor, quem torna o homem melhor são as leis que educam o homem a ser melhor. A crítica às ciências e às artes, contudo, não significa uma recusa do que seria a verdadeira ciência. 
3. Conhecimento X Moral: de certa maneira, se Rousseau não partilha com seus contemporâneos o ideal da difusão das luzes do saber, pode-se dizer que, ao invocar o ideal do sábio, sua exigência é ainda maior do que a deles, porque acompanhada de uma forte conotação moral. A verdadeira filosofia é a virtude, esta ciência sublime das almas simples, cujos princípios estão gravados em todos os corações. Para se conhecer suas leis basta voltar-se para si mesmo e ouvir a voz da sua consciência no silencio das paixões. 
4. Empirismo: Resultado: fruto da vontade humana. Ele é um empirista (sensível). Um crítico da razão. 
5. Pacto Social: para ele, Pacto Social é uma união / associação de força e liberdade; isto é, o que ele vai constituir dando origem ao legislativo e executivo. O homem para ele nasce bom, o que o torna mal é a sociedade. O objetivo dele é legitimar o Estado e não buscar a sua razão de ser. 
6. Propriedade: é a origem das desigualdades, Termo que ele usa: Domínio real. Ninguém sai prejudicado, porque o corpo soberano que surge após o contrato é o único a determinar o modo de funcionamento da máquina política, chegando até mesmo a ponto de poder determinar a forma de distribuição da propriedade, como uma das atribuições possíveis, já que a alienação da propriedade de cada parte constante foi total e sem reservas. O Domínio Real são os direitos da propriedade. A autoridade da Igreja está no símbolo - o poder do Estado também está no símbolo. 
7.Liberdade: estariam dadas todas as condições para a realização da liberdade civil, pois o povo soberano, sendo ao mesmo tempo parte ativa e passiva, isto é, agente do processo de elaboração das leis e aquele que obedece a essas mesmas leis, tem todas as condições para se constituir enquanto um ser autônomo, agindo por si mesmo. Nestas condições haveria uma conjugação perfeita entre a liberdade e a obediência. Obedecer à lei que se prescreve a si mesmo é um ato de liberdade. Fórmula que seria desenvolvida mais tarde por Kant. Um povo, portanto, só será livre quando tiver todas as condições de elaborar suas leis num clima de igualdade, de tal modo que a obediência a essas mesmas leis signifique, na verdade, uma submissão à deliberação de si mesmo e de cada cidadão, como partes do poder soberano. Isto é, uma submissão à vontade geral e não à vontade de um indivíduo em particular ou de um grupo de indivíduos. 
Para ele o que liberta um homem são as leis.
1ª DIVISÃO = Leis políticas; é a relação entre o Estado e o Cidadão. 
2ª DIVISÃO = Lei Civil = 
3ª DIVISÃO = Leis Penais; não são leis de liberdade
4ª DIVISÃO = Leis NÃO escritas; leis dos usos / costumes / opinião.
MAIS IMPORTANTE: SEGUNDO ELE SÃO LEIS QUE ESTÃO GRAVADAS NO NOSSO CORAÇÃO. RESULTADO DA NOSSA VONTADE. 
8.Vontade e a representação: vontade é o exercício do poder legislativo. Representação é o poder executivo. Tal condição é a primeirade legitimidade da vida política, ou seja, aquela que marca a sua fundação através de um pacto legitimo, onde a alienação é total e onde a condição de todos é a de igualdade. 
9. Soberania inalienável e indivisível: Vontade de todos: cada um tem uma vontade (geral). A soberania é indivisível (inalienável) 
10. governo funcionário do poder: Para Rousseau, antes de mais nada, impõe-se definir o governo, o corpo administrativo do Estado, como funcionário do soberano, como um órgão ilimitado pelo poder do povo e não como um corpo autônomo ou então como o próprio poder máximo, confundindo-se neste caso como soberano. Mesmo sob um regime monárquico, segundo Rousseau, o povo pode manter-se como soberano, desde que o monarca se caracterize como funcionário do povo. O exercício da vontade geral através de representantes significa uma sobreposição de vontades. Ninguém pode querer por um outro. Quando isso corre, a vontade de quem a delegou não mais existe ou não está sendo levada em consideração. 
Cérebro
 EXECUTIVO
 Coração
 LEGISLATIVO
 VONTADE