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Arresto X Sequestro X Penhora 
por ACS — publicado há 2 anos 
O arresto é uma medida judicial de apreensão de vários bens de um devedor para garantir 
um futuro pagamento da dívida. Geralmente, é aplicado no início do processo de 
execução. 
 
Diferente do arresto, o sequestro é a arrecadação de um bem específico, que esteja 
sendo disputado em ação judicial. Como não há certeza quanto quem é o proprietário ou 
detentor dos direitos, o bem fica indisponível até decisão final no processo. O intuito do 
sequestro é evitar a deterioração ou perda do bem. 
 
Penhora é uma forma de tomada de bem ou direito de um devedor, por ato de um juiz, 
com a finalidade de efetivar o pagamento da quantia devida no processo. Quando a 
penhora é decretada, o bem fica com restrição de venda, o que evita que o devedor o 
transfira para terceiros e garante que o bem possa ser utilizado para pagamento parcial ou 
total da dívida. 
 
Todos são medidas de constrangimento judicial de bens. 
 
Veja o que diz a Lei: 
 
Código de Processo Civil – Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. 
 
Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto, 
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer 
outra medida idônea para asseguração do direito. 
... 
Art. 830. Se o oficial de justiça não encontrar o executado, arrestar-lhe-á tantos bens 
quantos bastem para garantir a execução. 
 
§ 1º Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto, o oficial de justiça procurará o 
executado 2 (duas) vezes em dias distintos e, havendo suspeita de ocultação, realizará a 
citação com hora certa, certificando pormenorizadamente o ocorrido. 
 
§ 2º Incumbe ao exequente requerer a citação por edital, uma vez frustradas a pessoal e a 
com hora certa. 
 
§ 3º Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o arresto converter-se-á 
em penhora, independentemente de termo. 
Art. 831. A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do 
principal atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios. 
Art. 832. Não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou 
inalienáveis.

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