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Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmacoes a seguir.
(__) A História privilegia, nos seus estudos, as experiências coletivas dos grandes grupos humanos, excluindo a vida do indivíduo comum.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A historiografia desconsidera a memória oral para registrar as formas culturais de compreensão do mundo.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Nos museus e cemitérios, descansam os personagens históricos cujas ideias não mais afetarão os vivos.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Memória e história são noções diferentes, mas se complementam e interagem quando depoimentos orais são registrados em documentos.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Um fato histórico gera uma diversidade de documentos, e as interpretações sobre ele ressignificam o seu teor.

A História, segundo o historiador Marc Bloch, pode ser definida como a ciência do homem no tempo. Quando estudada em instituições escolares, ela é, comumente, dividida em: Idade Antiga, Idade Medieval, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Sobre este modelo de organização do tempo histórico em períodos ou idades, analise as proposições.
I. O modelo acima foi instituído na Grécia durante o século IV a.C. por Aristóteles que, na época, assumia as funções de tutor de Alexandre da Macedônia.
II. A adoção deste modelo demonstra o forte vínculo existente entre os programas escolares de história e a tradição europeia, na medida em que as idades são organizadas a partir de processos ocorridos majoritariamente no Continente Europeu.
III. O modelo citado foi desenvolvido e institucionalizado em 1837, pelo Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, e refere-se, exclusivamente, aos processos ocorridos a partir do Descobrimento do Brasil, em 1500.
a) Somente a afirmação I é verdadeira.
b) Somente a afirmação III é verdadeira.
c) Somente as afirmações I e II são verdadeiras.
d) Somente as afirmações II e III são verdadeiras.
e) Somente a afirmação II é verdadeira.

Os textos expõem duas concepções historiográficas: Positivista e da Nova História, ou Escola dos Annales. Ao analisá-los, é possível inferir que.
c) os historiadores tradicionais pensam na história como essencialmente uma narrativa dos acontecimentos, enquanto a Nova História está mais preocupada com a análise das estruturas.

Esse fragmento de texto aborda a inovação do conhecimento histórico a partir da segunda metade do século XX, conhecida como Nova História. Desde então, novos sujeitos tornaram-se objetos da pesquisa histórica, observando-se o seu protagonismo em diferentes esferas sociais.
Com base nessa informação, é INCORRETO afirmar que compuseram o novo grupo de indivíduos estudados.
a) as mulheres atenienses na Grécia clássica.
b) os imperadores e os generais da Roma antiga.
c) as comunidades manicomiais e as étnicas.
d) os afrodescendentes no continente americano.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
a) os historiadores, ao privilegiarem a realidade dos fatos, esperavam produzir um conhecimento científico que analisasse os processos e seus significados, abrindo espaço para a subjetividade humana em suas análises.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, como forma de expressar a neutralidade do historiador.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
c) era uma história temática, na medida em que acreditava que tudo o que o homem fazia e, até mesmo o que ele não fazia, poderia ser considerado fato histórico.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória é a recordação das coisas que ficaram no passado, desvinculada do presente e da experiência histórica.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A história é a forma de conhecimento que investiga aquilo que os seres humanos construíram no tempo e no espaço; neste sentido, ela é materialista.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória é mais verdadeira que a história, porque se relaciona com a experiência vivida pelo indivíduo, e a experiência é mais fidedigna que a representação.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória coletiva é aquela que, compartilhada por um grupo, substitui a história devido ao conceito de experiência.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A história utiliza-se dos veículos de memória para garantir a objetividade necessária a toda forma de conhecimento.

Com base na charge (figura 4), no texto I e nos conhecimentos sobre história e memória, considere as afirmacoes a seguir.
I. Os museus são instituições com dimensões políticas, pois a preservação, a organização e a disposição de documentos implicam a criação e a manutenção de uma memória em detrimento de narrativas silenciadas.
II. Os museus são instituições importantes por preservarem o patrimônio do passado remoto de uma cultura em detrimento da sociedade contemporânea.
III. A criação e a preservação da memória coletiva realizada pelos museus são inclusivas em relação a outras narrativas, permitindo abordar a história de forma objetiva.
IV. O incêndio do Museu Nacional destruiu parte do patrimônio material brasileiro, acarretando implicações sobre o patrimônio imaterial, a memória e as identidades públicas.

É uma tarefa difícil realizar um diagnóstico do tempo presente. Definir o presente como “época”? Os marcos canônicos (geralmente de natureza política) variam, sabidamente, ao gosto das experiências nacionais.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
a) o recorte temporal de História Contemporânea é natural e consensual entre as civilizações ocidentais e resume o que podemos definir como História do Tempo Presente.
b) experiências traumáticas marcadas, por exemplo, pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa experiência de tempo presente e delimitam o início da História Contemporânea.
c) as balizas cronológicas da História que definem as periodizações usadas pelas grandes narrativas históricas e livros escolares são de natureza política, variando de acordo com as experiências nacionais.
d) os riscos de se construir narrativas múltiplas sobre a história do tempo presente tornam urgente uma revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas universais na linearidade do tempo histórico.

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Questões resolvidas

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmacoes a seguir.
(__) A História privilegia, nos seus estudos, as experiências coletivas dos grandes grupos humanos, excluindo a vida do indivíduo comum.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A historiografia desconsidera a memória oral para registrar as formas culturais de compreensão do mundo.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Nos museus e cemitérios, descansam os personagens históricos cujas ideias não mais afetarão os vivos.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Memória e história são noções diferentes, mas se complementam e interagem quando depoimentos orais são registrados em documentos.

Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) Um fato histórico gera uma diversidade de documentos, e as interpretações sobre ele ressignificam o seu teor.

A História, segundo o historiador Marc Bloch, pode ser definida como a ciência do homem no tempo. Quando estudada em instituições escolares, ela é, comumente, dividida em: Idade Antiga, Idade Medieval, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Sobre este modelo de organização do tempo histórico em períodos ou idades, analise as proposições.
I. O modelo acima foi instituído na Grécia durante o século IV a.C. por Aristóteles que, na época, assumia as funções de tutor de Alexandre da Macedônia.
II. A adoção deste modelo demonstra o forte vínculo existente entre os programas escolares de história e a tradição europeia, na medida em que as idades são organizadas a partir de processos ocorridos majoritariamente no Continente Europeu.
III. O modelo citado foi desenvolvido e institucionalizado em 1837, pelo Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, e refere-se, exclusivamente, aos processos ocorridos a partir do Descobrimento do Brasil, em 1500.
a) Somente a afirmação I é verdadeira.
b) Somente a afirmação III é verdadeira.
c) Somente as afirmações I e II são verdadeiras.
d) Somente as afirmações II e III são verdadeiras.
e) Somente a afirmação II é verdadeira.

Os textos expõem duas concepções historiográficas: Positivista e da Nova História, ou Escola dos Annales. Ao analisá-los, é possível inferir que.
c) os historiadores tradicionais pensam na história como essencialmente uma narrativa dos acontecimentos, enquanto a Nova História está mais preocupada com a análise das estruturas.

Esse fragmento de texto aborda a inovação do conhecimento histórico a partir da segunda metade do século XX, conhecida como Nova História. Desde então, novos sujeitos tornaram-se objetos da pesquisa histórica, observando-se o seu protagonismo em diferentes esferas sociais.
Com base nessa informação, é INCORRETO afirmar que compuseram o novo grupo de indivíduos estudados.
a) as mulheres atenienses na Grécia clássica.
b) os imperadores e os generais da Roma antiga.
c) as comunidades manicomiais e as étnicas.
d) os afrodescendentes no continente americano.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
a) os historiadores, ao privilegiarem a realidade dos fatos, esperavam produzir um conhecimento científico que analisasse os processos e seus significados, abrindo espaço para a subjetividade humana em suas análises.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, como forma de expressar a neutralidade do historiador.

Por muito tempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como tinham ocorrido”. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que.
c) era uma história temática, na medida em que acreditava que tudo o que o homem fazia e, até mesmo o que ele não fazia, poderia ser considerado fato histórico.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória é a recordação das coisas que ficaram no passado, desvinculada do presente e da experiência histórica.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A história é a forma de conhecimento que investiga aquilo que os seres humanos construíram no tempo e no espaço; neste sentido, ela é materialista.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória é mais verdadeira que a história, porque se relaciona com a experiência vivida pelo indivíduo, e a experiência é mais fidedigna que a representação.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A memória coletiva é aquela que, compartilhada por um grupo, substitui a história devido ao conceito de experiência.

Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmações a seguir.
(__) A história utiliza-se dos veículos de memória para garantir a objetividade necessária a toda forma de conhecimento.

Com base na charge (figura 4), no texto I e nos conhecimentos sobre história e memória, considere as afirmacoes a seguir.
I. Os museus são instituições com dimensões políticas, pois a preservação, a organização e a disposição de documentos implicam a criação e a manutenção de uma memória em detrimento de narrativas silenciadas.
II. Os museus são instituições importantes por preservarem o patrimônio do passado remoto de uma cultura em detrimento da sociedade contemporânea.
III. A criação e a preservação da memória coletiva realizada pelos museus são inclusivas em relação a outras narrativas, permitindo abordar a história de forma objetiva.
IV. O incêndio do Museu Nacional destruiu parte do patrimônio material brasileiro, acarretando implicações sobre o patrimônio imaterial, a memória e as identidades públicas.

É uma tarefa difícil realizar um diagnóstico do tempo presente. Definir o presente como “época”? Os marcos canônicos (geralmente de natureza política) variam, sabidamente, ao gosto das experiências nacionais.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
a) o recorte temporal de História Contemporânea é natural e consensual entre as civilizações ocidentais e resume o que podemos definir como História do Tempo Presente.
b) experiências traumáticas marcadas, por exemplo, pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa experiência de tempo presente e delimitam o início da História Contemporânea.
c) as balizas cronológicas da História que definem as periodizações usadas pelas grandes narrativas históricas e livros escolares são de natureza política, variando de acordo com as experiências nacionais.
d) os riscos de se construir narrativas múltiplas sobre a história do tempo presente tornam urgente uma revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas universais na linearidade do tempo histórico.

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Vestibulares
Historiografia
H1007 - (Unioeste)
Leia e analise o fragmento abaixo
 
Desde 2013, o autoproclamado Estado Islâmico do Iraque
e do Levante – também conhecido pelas siglas ISIL ou
ISIS, na tradução do nome do grupo em inglês – luta pela
conquista de territórios na Síria e no Iraque, travando
uma guerra que já deixou mais de 230 mil mortos e
milhões de desabrigados. [...] Para afirmar a
superioridade do Islamismo, o Estado Islâmico tem se
esforçado para destruir sí�os arqueológicos e históricos
de civilizações e religiões an�gas, numa tenta�va de
apagar o passado. [...] Em quase três anos de conflitos, o
ISIS destruiu, pelo menos, treze sí�os arqueológicos ou
ruínas históricas.
ALENCAR, Lucas. Treze locais históricos destruídos pelo
Estado Islâmico. 04 jan. 2016.
Disponível em:
h�ps://revistagalileu.globo.com/Sociedade/no�cia/2016/01/13-
locais-
historicos-destruidos-pelo-estado-islamico.html
 
Ao tratarmos de evidências e procedimentos para análise
de processos históricos, é CORRETO afirmar que 
a) a análise histórica não necessita dessas evidências, já
que elas eram apenas u�lizadas como foco de
visitação turís�ca. Pois, o material necessário para a
reflexão histórica encontra-se registrado em
documentos impressos e arquivos públicos. 
b) a destruição desses registros históricos não faz parte
do modo como o Estado Islâmico propõe impor certa
leitura da história a par�r dos seus interesses e
domínio, esses atos foram realizados por erro de alvos
durante os ataques realizados. 
c) a destruição dos sí�os arqueológicos e históricos se
deve apenas a um conflito no Oriente Médio em
função das prá�cas religiosas e à intolerância pela
intervenção estrangeira. 
d) prá�cas como as realizadas pelo Estado Islâmico, ao
destruírem sí�os arqueológicos e históricos, destacam
como o debate sobre memória e história faz parte das
disputas de poder, inclusive, como tenta�va de
imposição de certo nacionalismo como controle do
presente e do passado para intenções futuras. 
e) as fontes são materiais importantes na inves�gação
histórica acadêmica. O historiador se u�liza desses
indícios para aprofundar pesquisas; com destaque
para períodos, fatos e sujeitos. Porém, o uso de sí�os
arqueológicos e históricos são desnecessários ao
ensino de história, por isso podem ser facilmente
descartados. 
H1003 - (Ufu)
O estudo e a escrita da História realizados por
pesquisadores são chamados de historiografia. Essa é
feita com base em pesquisa de documentos e na
interpretação desses documentos pautados em teorias e
métodos dos mais diversos, que criam sen�dos e
relações entre o passado e o presente.
Em relação a essas informações, assinale a alterna�va
correta. 
1@professorferretto @prof_ferretto
a) O elemento central da pesquisa histórica é a opinião
do historiador, pautada em sua convicção polí�ca e
par�dária. 
b) O marxismo é a principal linha interpreta�va que guia
a historiografia contemporânea. 
c) O que orienta a pesquisa histórica são as perguntas, ou
os problemas, formulados em nosso próprio tempo a
par�r dos documentos disponíveis para a construção
do conhecimento. 
d) Uma vez que a pesquisa histórica está relacionada
com o contexto do historiador, afirma-se que a
História é uma ciência sem método. 
H1022 - (Uern)
É impossível compreender seu tempo para quem ignora
todo o passado. Ser uma pessoa contemporânea e
também ter consciência das heranças, consen�das ou
contestadas.
(René Remond. in Bi�encourt, C.Ensino da História.
Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez. 2004. p.
155.)
 
A história tem um caráter instrumental para a
compreensão das experiências sociais, culturais,
tecnológicas, polí�cas e econômicas da humanidade ao
longo do tempo. Sobre o papel da história na formação
da cidadania, assinale a alterna�va correta. 
a) O ensino da história não apenas contribui para o
desenvolvimento da consciência, mas dá suporte à
construção da própria iden�dade do indivíduo. 
b) No decorrer dos períodos históricos, a fundamentação
teórica que incita a obediência às leis foi a principal
contribuição da história na formação cidadã. 
c) A história, em uma visão contemporânea, passou a ter
como prioridade o estudo do presente, dando ao
passado um caráter arcaico e an�quado, dispensável à
pesquisa histórica. 
d) A história como ciência básica e fundamentalmente
teórica incide de forma rela�va e tênue nas a�vidades
prá�cas da vida humana, tendo, portanto,
neutralidade em relação à polí�ca. 
H1009 - (Udesc)
O conhecimento histórico acadêmico ou cien�fico é
construído, prioritariamente, por meio de prá�cas de
inves�gação e análise. Para a construção do
conhecimento histórico, as fontes ou ves�gios são,
portanto, elementos fundamentais. 
 
Analise os itens abaixo, e coloque (V) para o que for fonte
histórica e (F) para o que não for fonte histórica. 
 
(__) Jornais e Revistas 
(__) Fotografias 
(__) Documentos oficiais de Estado 
(__) Cartas e documentos pessoais 
 
Assinale a alterna�va correta, de cima para baixo. 
a) V – V – V – V 
b) V – F – F – F 
c) F – V – V – V 
d) V – V – F – F 
e) F – V – V – F 
H1004 - (I�a)
A História é uma ciência, que estuda os seres humanos
em diferentes épocas. O historiador é o pesquisador
responsável pela construção do conhecimento histórico.
Para isso, ele u�liza as fontes históricas. A respeito das
fontes históricas, é correto afirmar que:
 
I. As fontes materiais são registros como: documentos
oficiais e privados, livros, pinturas, construções, roupas
etc.
II. Entre as fontes imateriais, podemos destacar os relatos
orais, músicas, danças e festas.
III. A importância de uma fonte histórica independe do
olhar do pesquisador, do tempo e do espaço em que ele
se encontra.
 
Assinale a alterna�va que apresenta proposições
corretas. 
a) Somente as alterna�vas I e III estão corretas. 
b) Somente as alterna�vas II e III estão corretas. 
c) Somente a alterna�va I está correta. 
d) Somente as alterna�vas I e II estão corretas. 
e) Somente a alterna�va III está correta. 
H1014 - (Uece)
História, como área do conhecimento, possui, hoje,
especificidades que a definem, dentre as quais encontra-
se a caracterís�ca de 
2@professorferretto @prof_ferretto
a) ater-se apenas a documentos escritos, não aceitando
como fonte outros �pos de informação tais como
informações originadas na oralidade ou produzidas
pela mídia. 
b) não se ater apenas aos fatos realizados por
governantes e poderosos, tomando os eventos
co�dianos e as prá�cas sociais como importantes
temas históricos. 
c) entender o tempo histórico e o tempo cronológico
como iguais, uma vez que ambos são caracterizados
por ter medidas constantes e exatas de tempo. 
d) reconhecer apenas grandes eventos documentados
oficialmente como um fato histórico. 
H1011 - (C�mg)
Nem sempre a memória de Vargas recebeu tratamento
tão nobre. Em primeiro lugar, porque se trata de um
personagem bastante ambíguo – se por um lado
contribuiu com inegáveis avanços para o
desenvolvimento do país, por outro liderou um período
autoritário e de repressão polí�ca em seu primeiro
governo (1930-1945). Além disso, no úl�mo meio século,
o Brasil atravessou grandes mudanças polí�cas e
ins�tucionais. À experiência democrá�ca iniciada em
1946 sucederam-se, a par�r de 1964, vinte anos de
ditadura militar, até que em 1985 se iniciasse novo
processo de construção democrá�ca. Para cada um
desses momentos veio à tona um Vargas diferente.
(FERREIRA, Maria de Moraes. Vargas para todos os
gostos. Revista de História. Rio de Janeiro, Biblioteca
Nacional, ano 3, n. 35, p. 14-19, ago. 2008.)
 
A memória de Getúlio Vargas ganha interpretações
diversas
 
PORQUE
 
sua ambiguidade permite que, em momentos históricos
dis�ntos, seja apropriada de maneiras variadas.
 
Sobre essas duas proposições, é correto afirmar que 
a) a primeira é verdadeira e a segunda é falsa. 
b) a primeira é falsa e a segunda é verdadeira. 
c) as duas são verdadeiras e a segunda jus�fica a
primeira. 
d) as duas são verdadeirase a segunda não jus�fica a
primeira. 
H1020 - (Uece)
Leia atentamente o seguinte excerto:
 
“Se o homem comum não conhece as suas origens ele é
como um macaco louco. Ele não conhece ao certo as
relações de sua grande família, é como um dragão
descomunal. Ele que não conhece as circunstâncias e o
curso das ações de seu nobre pai e avô é como um
homem que, tendo preparado a dor para seus filhos,
joga-os neste mundo”.
MOMIGLIANO, A. As raízes clássicas da historiografia
moderna. Bauru: EDUSC, 2004, p.55
 
Do trecho acima, depreendem-se algumas caracterís�cas
da escrita da História, quais sejam: 
a) conservação da memória do passado, quadro
cronológico e interpretação dos acontecimentos. 
b) conhecimento da natureza, origem das espécies
animais e lembrança ancestral. 
c) dialé�ca socrá�ca, valores teóricos e morais e busca
pela verdade intrínseca da origem humana. 
d) a�tude crí�ca em relação ao registro dos
acontecimentos, desinteresse pelo passado e árvore
genealógica. 
H1000 - (Ufu)
Cabe ao historiador dis�nguir os contextos, as funções,
os es�los, os argumentos, os pontos de vista e as
intenções do autor das fontes. Ou, colocando de outra
forma, compete ao estudioso da História realizar a leitura
crí�ca [...] do documento.
Samara, Eni de Mesquita et. alli. História & Documento:
metodologia de pesquisa. Belo Horizonte: Autên�ca,
2007. p. 123-4. (Adaptado)
 
De acordo com o texto acima, é INCORRETO afirmar que 
a) fonte histórica é tudo aquilo que pode fornecer ao
historiador informações sobre o passado. Todavia, de
acordo com o objeto de estudo de um historiador,
determinadas fontes podem ser apropriadas ou não
para sua análise. 
b) apesar de exis�rem vários �pos de fontes disponíveis
ao historiador, as únicas que realmente são corretas e
revelam o conhecimento histórico são as fontes
escritas. 
c) um documento não pode ser entendido como a
realidade histórica em si, mas como veículo de porções
ou de partes dessa realidade. 
d) as fontes são sempre exploradas com os filtros do
presente do pesquisador, de acordo com valores,
preocupações, medos e conflitos do período em que
estão sendo analisadas. 
H1015 - (Ufrgs)
3@professorferretto @prof_ferretto
Leia o segmento abaixo.
 
Nossa história colonial não se confunde com a
con�nuidade do nosso território colonial.
ALENCASTRO, L.F. O trato dos viventes; formação do
Brasil no Atlân�co sul. São Paulo: Companhia das Letras,
2000. p. 9.
 
Considerando a história brasileira, assinale a alterna�va
correta. 
a) A realidade territorial do Brasil foi definida
exclusivamente em tratados diplomá�cos,
estabelecidos durante os conflitos entre Portugal e
Espanha. 
b) A compreensão da história brasileira exige o
entendimento das relações sociais e econômicas,
man�das pelos colonos com a África e com a Europa. 
c) A história da formação do Brasil é independente da
relação comercial entre as diversas regiões do
território brasileiro. 
d) A ocupação da zona litorânea e a do interior do Brasil
foram simultâneas. 
e) O território do Brasil colonial é desimportante para o
estudo da história brasileira. 
H0997 - (Upe)
Em 1990, o autor espanhol Luís Soler escreveu:
 
“No Recife(...) acabei por me conscien�zar a respeito
dessa qualidade de arte popular e passei a sen�r sua
penetração e significado junto ao povo, a me informar
sobre o seu marcante cul�vo no sertão nordes�no (...) as
influências árabes não se diluíram nas terras ibéricas a
ponto de estarem já deglu�das e descaracterizadas entre
os portugueses que colonizaram o Brasil. Ao contrário,
elas predominavam, com ní�dos perfis, nos modos e no
conceito de vida dos lusos-colonizadores, sendo
precisamente no sertão brasileiro que vieram a ser
preservadas vivas e inteiras, incontaminadas pelos
modismos evolu�vos (...)”.
Disponível em: h�ps://historiaislamica.com/pt/como-
seculos-de-isl-em-portugal-deixaram-uma-forte-
influencia-muculmana-na-cultura-nordes�na/?
�clid=IwAR1ah4WD6bxFkMj4Rxsq1kFoMNQxQgHHOA0-
pKFkMJnLksUBaUsJw3qmzyo Acesso em: 17 de jun.
2021.
 
Esse texto descreve a 
a) imutabilidade da cultura popular. 
b) cultura popular como fonte histórica. 
c) ex�nção da cultura islâmica pós-conquista. 
d) importância da cultura galega para a formação do
Brasil. 
e) ausência, na cultura nordes�na, dos elementos
europeus. 
H1017 - (Upe)
A Europa é uma criação feita diante do outro. Suas
fronteiras são culturais e se opõem em três ao que não é
Europa: a Ásia, os Árabes, que assediam a Europa,
primeira frente an�europeia; o ‘leste’ sempre indefinido;
e finalmente o Oceano”.
FEBVRE, Lucien. A Europa – gênese de uma civilização.
Bauru: Edusc, 2004, p. 118-121. (Adaptado)
 
O trecho acima representa certa historiografia europeia,
que se caracteriza pelo 
a) Mul�culturalismo – valoriza as contribuições das
diversas populações na criação da civilização
europeia. 
b) Orientalismo – entende o Oriente como uma criação
pacífica e igualitária do Ocidente. 
c) Eurocentrismo – entende a Europa como centro da
civilização, ameaçada pela barbárie e obrigada a
expandir os limites da Humanidade. 
d) Humanismo – percebe uma mesma essência em todas
as manifestações do gênio humano, disfarçada por
elementos culturais diversos. 
e) Materialismo Histórico – privilegia os elementos
econômicos sobre os culturais e polí�cos. 
H0996 - (Unicamp)
É uma tarefa di�cil realizar um diagnós�co do tempo
presente. Definir o presente como “época”? Os marcos
canônicos (geralmente de natureza polí�ca) variam,
sabidamente, ao gosto das experiências nacionais. Na
França, na península Ibérica e no Brasil, o marco que
define o início da história contemporânea é a Revolução
Francesa. Na Alemanha e na Inglaterra, o historiador que
se dedica à história contemporânea trabalha
preferencialmente com eventos posteriores à II Guerra
Mundial. Contemporânea, na Rússia, é a história
posterior a 1918. Na Itália, por sua vez, trata-se do
período que advém após o Congresso de Viena (1814-
1815).
(Adaptado de Helena Miranda Mollo, Sergio da Mata,
Mateus Henrique de Faria Pereira e Flávia Varella, Tempo
presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV,
2012. Posição Kindle: 107-111.)
4@professorferretto @prof_ferretto
 
A par�r da leitura do texto, é correto afirmar que 
a) o recorte temporal de História Contemporânea é
natural e consensual entre as civilizações ocidentais e
resume o que podemos definir como História do
Tempo Presente. 
b) experiências traumá�cas marcadas, por exemplo,
pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa
experiência de tempo presente e delimitam o início da
História Contemporânea. 
c) as balizas cronológicas da História que definem as
periodizações usadas pelas grandes narra�vas
históricas e livros escolares são de natureza polí�ca,
variando de acordo com as experiências nacionais. 
d) os riscos de se construir narra�vas múl�plas sobre a
história do tempo presente tornam urgente uma
revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas
universais na linearidade do tempo histórico. 
H1013 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque
em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na
escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos
esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas
na chuva. Hora de morrer.
(Disponível em:
. Acesso
em: 11 jul. 2017.)
 
Esta é uma fala do androide Roy que queria eliminar
Decard, no filme Blade Runner, o Caçador de
Androides (1982), dirigido por Ridley Sco�. No entanto,
no combate, Roy o salvou da morte. Essa reflexão
apresenta a noção de uma existência construída por
múl�plas experiências as quais, que por serem as
memórias de Roy, se perderiam para sempre.
 
Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre
os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F
(falso) às afirma�vas a seguir.
 
(__) A História privilegia, nos seus estudos, as
experiências cole�vas dos grandes grupos humanos,
excluindo a vidado indivíduo comum.
(__) A historiografia desconsidera a memória oral para
registrar as formas culturais de compreensão do mundo.
(__) Nos museus e cemitérios, descansam os
personagens históricos cujas ideias não mais afetarão os
vivos.
(__) Memória e história são noções diferentes, mas se
complementam e interagem quando depoimentos orais
são registrados em documentos.
(__) Um fato histórico gera uma diversidade de
documentos, e as interpretações sobre ele ressignificam
o seu teor.
 
Assinale a alterna�va que contém, de cima para baixo, a
sequência correta. 
a) V, F, F, V, F 
b) V, F, V, F, V 
c) V, V, F, V, F 
d) F, F, F, V, V 
e) F, V, V, F, V 
H1016 - (Ufu)
Enfim, sabemos que a “história nacional” e a “cultura
brasileira” não eram en�dades naturais. E todo o esforço
dos homens de letras foi o de transformar determinados
valores, personagens, sen�mentos e acontecimentos em
tradições que deveriam por sua vez ser experimentadas e
guardadas como en�dade natural. Se essas tradições
correspondiam ou não à verdade dos acontecimentos
não importa, nem cons�tui uma questão, na medida em
que elas não visavam a descrever uma realidade, mas sim
conferir-lhe um sen�do, bem como produzir a
solidariedade social e viabilizar um projeto cole�vo, de
nação e de República. 
DANTAS, Carolina Vianna. Cultura história, República e o
lugar dos descendentes de africanos na nação. In: ABREU,
Martha; SOIHET, Rachel e GONTIJO, Rebeca
(orgs.). Cultura polí�ca e leituras do passado:
historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2007, p. 245 (Adaptado).
 
A transição para a República, no Brasil, também foi
marcada por “batalhas de memórias” e pela criação e
recriação de mitos polí�cos entre os grupos polí�cos que
procuravam afirmar seu poder. Esta dimensão simbólica
pode ser ainda exemplificada 
5@professorferretto @prof_ferretto
a) pela forte expansão do posi�vismo que pode ser
exemplificada pelo grande número de igrejas
posi�vistas na cidade do Rio de Janeiro. 
b) pela reabilitação de personagens importantes do
período colonial que eram iden�ficados com a causa
republicana, como Tiradentes. 
c) pelo esvaziamento das forças militares responsáveis
pela Proclamação, cada vez mais vistas como
retrógradas e incapazes de promover o
republicanismo. 
d) pelo afastamento ideológico em relação aos países do
con�nente americano, os quais, com exceção dos
Estados Unidos, eram vistos como repúblicas frágeis e
atravessadas por conflitos internos. 
H1008 - (I�a)
A festa do dois de Julho vem, ao longo do tempo,
notabilizando-se como um momento importante da
memória oficial da Bahia. Sobre ela podemos afirmar: 
a) É o dia em que os Índios atacaram os inimigos
colonizadores e conseguiram ajudar os baianos a
expulsar os portugueses da Cidade de Salvador. Por
isso estariam representados, como símbolos da festa,
o caboclo e a cabocla. 
b) É uma festa religiosa que tem no dia 2 de Julho o seu
ritual mundano. 
c) Um ritual a serviço dos governantes eleitos, que
mantêm as festas para testarem sua popularidade. 
d) É uma festa que celebra, além da expulsão da
presença portuguesa colonizadora, vários aspectos da
cultura religiosa e popular do povo baiano. 
e) Celebra a proclamação da República. 
H1012 - (Udesc)
A História, segundo o historiador Marc Bloch, pode ser
definida como a ciência do homem no tempo. Quando
estudada em ins�tuições escolares, ela é, comumente,
dividida em: Idade An�ga, Idade Medieval, Idade
Moderna e Idade Contemporânea. 
Sobre este modelo de organização do tempo histórico em
períodos ou idades, analise as proposições. 
 
I. O modelo acima foi ins�tuído na Grécia durante o
século IV a.C. por Aristóteles que, na época, assumia as
funções de tutor de Alexandre da Macedônia. 
II. A adoção deste modelo demonstra o forte vínculo
existente entre os programas escolares de história e a
tradição europeia, na medida em que as idades são
organizadas a par�r de processos ocorridos
majoritariamente no Con�nente Europeu. 
III. O modelo citado foi desenvolvido e ins�tucionalizado
em 1837, pelo Ins�tuto Histórico Geográfico Brasileiro, e
refere-se, exclusivamente, aos processos ocorridos a
par�r do Descobrimento do Brasil, em 1500. 
 
Assinale a alterna�va correta. 
a) Somente a afirma�va I é verdadeira. 
b) Somente a afirma�va III é verdadeira. 
c) Somente as afirma�vas I e II são verdadeiras. 
d) Somente as afirma�vas II e III são verdadeiras. 
e) Somente a afirma�va II é verdadeira. 
H1021 - (Uern)
Leia os textos.
Tão obje�va é a História para os posi�vistas que um de
seus maiores ensinamentos é a busca incessante de fatos
históricos e sua comprovação empírica. Daí a
necessidade, como pregavam, de se u�lizar na pesquisa e
análise o máximo de documentos possíveis.
(Disponível em:
h�p://www.klepsidra.net/klepsidra7/annales.html.)
 
A nova história não estuda épocas. [...] Aqui reside o
conceito de “História de Longa Duração”.
Segundo Braudel, a história situa-se em três escalões: a
super�cie, uma história dos acontecimentos que se
insere no tempo curto; a meia encosta, uma história
conjuntural, que segue um ritmo mais lento; e, em
profundidade, uma história de longa duração, que põe
em causa os séculos.
(Disponível em:
h�p://www.klepsidra.net/klepsidra7/annales.html.)
 
Os textos expõem duas concepções historiográficas:
Posi�vista e da Nova História, ou Escola dos Annales. Ao
analisá-los, é possível inferir que 
a) ambos concordam que a história é um verdadeiro
exercício de erudição, acima de qualquer ciência e dos
progressos da humanidade. 
b) para os posi�vistas, a história é uma ciência
secundária, embora consiga obter a totalidade sobre
todos os fatos não deixando dúvidas no que se refere
à sua veracidade. 
c) os historiadores tradicionais pensam na história como
essencialmente uma narra�va dos acontecimentos,
enquanto a Nova História está mais preocupada com a
análise das estruturas. 
d) a busca dos fatos, segundo os representantes
dos Annales, é feita pela observação minuciosa dos
textos e documentos oficiais, da mesma maneira que
o químico, ou outro cien�sta, o faz. 
6@professorferretto @prof_ferretto
H1018 - (Upe)
A criação e o enraizamento de mitos polí�cos, como é o
caso de Tiradentes, devem ser entendidos na concretude
das experiências e das referências sociais que
“naturalizaram” a sua aceitação, permi�ndo sua
circulação, seu reconhecimento e facilitando sua
apropriação pela população.
FONSECA, Thais Nívia de Lima. A Inconfidência Mineira e
Tiradentes vistos pela imprensa. A vitalização dos mitos
(1930-1960). Revista Brasileira de História. São Paulo, v.
22, nº 44, pp. 439-462, 2002. (Adaptado)
 
As representações da imagem de Tiradentes,
considerando-se as informações ob�das no texto, estão
ligadas na história brasileira 
a) à criação do império. 
b) à liberdade e ao patrio�smo. 
c) ao movimento pós-colonial. 
d) à defesa do regime colonial. 
e) ao republicanismo e ao escravismo. 
H1010 - (Ufu)
Objeto de estudo da nova historiografia, a “(...) história
da vida co�diana e privada é a história de pequenos
prazeres, dos detalhes quase invisíveis, dos dramas do
banal, do insignificante, das coisas deixadas ‘de lado’.”
DEL PRIORI, Mary. História do co�diano e da vida privada.
In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo
(Org.). Domínios da história: ensaios de teoria e
metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
 
Esse fragmento de texto aborda a inovação do
conhecimento histórico a par�r da segunda metade do
século XX, conhecida como Nova História. Desde então,
novos sujeitos tornaram-se objetos da pesquisa histórica,
observando-se o seu protagonismo em diferentes esferas
sociais.
 
Com base nessa informação, é INCORRETO afirmar que
compuseram o novo grupo de indivíduos estudados 
a) as mulheres atenienses na Grécia clássica. 
b) os imperadores e os generais da Roma an�ga. 
c) as comunidades manicomiais e as étnicas. 
d) os afrodescendentes no con�nente americano. 
H1023 - (Ucs)
Por muitotempo, os historiadores acreditaram que
deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como
�nham ocorrido”. Dentre as caracterís�cas do
conhecimento histórico que assim produziam, é correto
afirmar que 
a) os historiadores, ao privilegiarem a realidade dos
fatos, esperavam produzir um conhecimento cien�fico
que analisasse os processos e seus significados,
abrindo espaço para a subje�vidade humana em suas
análises. 
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e
datas, que pretendia uma verdade absoluta, como
forma de expressar a neutralidade do historiador. 
c) era uma história temá�ca, na medida em que
acreditava que tudo o que o homem fazia e, até
mesmo o que ele não fazia, poderia ser considerado
fato histórico. 
d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram
amplamente documentados, como as festas populares
e a cultura das pessoas ordinárias. 
e) o fundamental era compreender o funcionamento
econômico da sociedade, que é o determinante de
tudo e garante a neutralidade do historiador. 
H0995 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Num lugar escolhido da biblioteca do mosteiro [de Ulm]
ergue-se uma magnífica escultura barroca. É figura dupla
da história. Na frente, Cronos, o deus alado. É um ancião
com a fronte cingida; a mão esquerda segura um imenso
livro do qual a direita tenta arrancar uma folha. Atrás, e
em desaprumo, a própria história. O olhar é sério e
perscrutador; um pé derruba uma cornucópia de onde
escorre uma chuva de ouro e prata, sinal de instabilidade;
a mão esquerda detém o gesto do deus, enquanto a
direita exibe os instrumentos da história: o livro, o
�nteiro e o es�lo.
RICOEUR, P. A memória, a história, o esquecimento.
Campinas: Ed. UNICAMP, 2007, p. 67.
Segundo a mitologia grega, Clio, a musa da história, é
filha de Zeus e de Mnemósine, a memória. 
 
Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F
(falso) às afirma�vas a seguir. 
 
(__) A memória é a recordação das coisas que ficaram no
passado, desvinculada do presente e da experiência
histórica. 
(__) A história é a forma de conhecimento que inves�ga
aquilo que os seres humanos construíram no tempo e no
espaço; neste sen�do, ela é materialista. 
(__) A memória é mais verdadeira que a história, porque
se relaciona com a experiência vivida pelo indivíduo, e a
experiência é mais fidedigna que a representação. 
7@professorferretto @prof_ferretto
(__) A memória cole�va é aquela que, compar�lhada por
um grupo, subs�tui a história devido ao conceito de
experiência. 
(__) A história u�liza-se dos veículos de memória para
garan�r a obje�vidade necessária a toda forma de
conhecimento.
 
Assinale a alterna�va que contém, de cima para baixo, a
sequência correta. 
a) V, V, F, F, V. 
b) V, V, V, F, F. 
c) F, V, F, F, V. 
d) F, F, V, V, F. 
e) F, F, F, V, V. 
H0998 - (Unesp)
A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para
perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente
ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e
o além: circula entre os deuses e entre os homens, não
todos os homens, mas os heróis, preferencialmente
mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles
que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem
duração, acabado.
(François Hartog. Regimes de historicidade: presen�smo
e experiências do tempo, 2015. Adaptado.)
 
O texto afirma que a obra de Homero 
a) ques�ona as ações heroicas dos povos fundadores da
Grécia An�ga, pois se baseia na concepção filosófica
de physis. 
b) valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que
estão no fundamento das concepções modernas de
tempo e história. 
c) é fundadora da ideia de história, pois concebe o
passado como um tempo que prossegue no presente e
ensina os homens a aprenderem com seus erros. 
d) iden�fica uma forma do pensamento mí�co e uma
visão de passado estranha à ideia de diálogo entre
temporalidades, que caracteriza a história. 
e) desenvolve uma abordagem crí�ca do passado e uma
reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da
filosofia pré-socrá�ca. 
H1005 - (Uel)
 
Texto 
 
Assim como [...] [Mário de Andrade] reconhece e afirma
que há uma gota de sangue em cada poema, assim
também, parafraseando o poeta, queremos reconhecer e
sustentar que há uma gota de sangue em cada museu.
[...] Admi�r a presença de sangue no museu significa
também aceitá-lo como arena, como espaço de conflito,
como campo de tradição e contradição. Toda a ins�tuição
museal apresenta um determinado discurso sobre a
realidade. Este discurso, como é natural, não é natural e
compõe-se de som e de silêncio, de cheio e de vazio, de
presença e de ausência, de lembrança e de
esquecimento.
CHAGAS, Mario Souza. Há uma gota de sangue em cada
museu: a ó�ca museológica de Mario de Andrade. 2. ed.
Chapecó: Argos, 2015. v. 1. p.19. 
 
Com base na charge (figura 4), no texto I e nos
conhecimentos sobre história e memória, considere as
afirma�vas a seguir.
 
I. Os museus são ins�tuições com dimensões polí�cas,
pois a preservação, a organização e a disposição de
documentos implicam a criação e a manutenção de uma
memória em detrimento de narra�vas silenciadas.
II. Os museus são ins�tuições importantes por
preservarem o patrimônio do passado remoto de uma
cultura em detrimento da sociedade contemporânea.
III. A criação e a preservação da memória cole�va
realizada pelos museus são inclusivas em relação a outras
narra�vas, permi�ndo abordar a história de forma
obje�va.
IV. O incêndio do Museu Nacional destruiu parte do
patrimônio material brasileiro, acarretando implicações
sobre o patrimônio imaterial, a memória e as iden�dades
públicas.
8@professorferretto @prof_ferretto
 
Assinale a alterna�va correta. 
a) Somente as afirma�vas I e II são corretas. 
b) Somente as afirma�vas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirma�vas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirma�vas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirma�vas II, III e IV são corretas. 
H0999 - (C�mg)
O texto a seguir apresenta reformulações curriculares na
área de História produzidas pelo governo do Estado de
Israel, na década de 1970, quando já haviam decorrido
intensos conflitos com os países árabes.
 
Um estudo ainda superficial do curso de História revela
que ele é feito para enaltecer a história dos judeus e
apresentá-la sob a melhor luz possível, ao passo que a
visão da história árabe é a tal ponto deturpada que beira
a men�ra. A história árabe é apresentada como uma
série de revoluções, massacres e disputas intermináveis,
de modo a obscurecer as conquistas árabes. Do mesmo
modo, o tempo dedicado à história árabe é curto. No
quinto ano, por exemplo, alunos de dez anos passam dez
horas (ou períodos) estudando os “hebreus” e somente
cinco a “Península Arábica”. E, mesmo quando estudam a
Península Arábica, sua atenção é atraída para as
comunidades judaicas, como es�pulado no
programa. [...]
JIRYIS, S. The Arabs in Israel. Trad. Inea Englet. New York:
Monthly Review Press, 1976, p. 210-2 Apud SAID,
Edward. A Questão da Pales�na. São Paulo: Editora
Unesp, 2012, p. 147.
 
Nesse contexto, o ensino de História em Israel assumiu o
papel de 
a) promover sen�mento de pertencimento e lealdade
por meio da educação. 
b) valorizar conteúdos que abordassem a diversidade
religiosa presente na região. 
c) desenvolver uma consciência que favorecia o
isolamento dos israelenses no território. 
d) u�lizar a educação como ferramenta de assimilação
das diferenças entre árabes e pales�nos. 
H1001 - (Uece)
Atenção e cuidado devem guiar a escrita historiográfica,
que se u�liza de diferentes �pos de memória para
compreender o passado. A memória está, de diversas
maneiras, presente em todas as sociedades como
experiência vivida; está em monumentos, em obras e
manuais, e em tradições que ins�tuem matrizes de
pensamentos. São categorias que evidenciam a
separação entre a memória e a história: 
a) registro oficial, categorização e esquecimento. 
b) alinhamentos entre passado, presente e futuro. 
c) aquisição, armazenamento e tempo.d) sele�vidade, cristalização e reatualização. 
H1503 - (Unicamp)
É uma tarefa di�cil realizar um diagnós�co do tempo
presente. Definir o presente como “época”? Os marcos
canônicos (geralmente de natureza polí�ca) variam,
sabidamente, ao gosto das experiências nacionais. Na
França, na península Ibérica e no Brasil, o marco que
define o início da história contemporânea é a Revolução
Francesa. Na Alemanha e na Inglaterra, o historiador que
se dedica à história contemporânea trabalha
preferencialmente com eventos posteriores à II Guerra
Mundial. Contemporânea, na Rússia, é a história
posterior a 1918. Na Itália, por sua vez, trata-se do
período que advém após o Congresso de Viena (1814-
1815).
(Adaptado de Helena Miranda Mollo, Sergio da Mata,
Mateus Henrique de Faria Pereira e Flávia Varella, Tempo
presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV,
2012. Posição Kindle: 107-111.)
 
A par�r da leitura do texto, é correto afirmar que
a) o recorte temporal de História Contemporânea é
natural e consensual entre as civilizações ocidentais e
resume o que podemos definir como História do
Tempo Presente.
b) experiências traumá�cas marcadas, por exemplo,
pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa
experiência de tempo presente e delimitam o início da
História Contemporânea. 
c) as balizas cronológicas da História que definem as
periodizações usadas pelas grandes narra�vas
históricas e livros escolares são de natureza polí�ca,
variando de acordo com as experiências nacionais. 
d) os riscos de se construir narra�vas múl�plas sobre a
história do tempo presente tornam urgente uma
revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas
universais na linearidade do tempo histórico. 
9@professorferretto @prof_ferretto