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Vestibulares Historiografia H1007 - (Unioeste) Leia e analise o fragmento abaixo Desde 2013, o autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante – também conhecido pelas siglas ISIL ou ISIS, na tradução do nome do grupo em inglês – luta pela conquista de territórios na Síria e no Iraque, travando uma guerra que já deixou mais de 230 mil mortos e milhões de desabrigados. [...] Para afirmar a superioridade do Islamismo, o Estado Islâmico tem se esforçado para destruir sí�os arqueológicos e históricos de civilizações e religiões an�gas, numa tenta�va de apagar o passado. [...] Em quase três anos de conflitos, o ISIS destruiu, pelo menos, treze sí�os arqueológicos ou ruínas históricas. ALENCAR, Lucas. Treze locais históricos destruídos pelo Estado Islâmico. 04 jan. 2016. Disponível em: h�ps://revistagalileu.globo.com/Sociedade/no�cia/2016/01/13- locais- historicos-destruidos-pelo-estado-islamico.html Ao tratarmos de evidências e procedimentos para análise de processos históricos, é CORRETO afirmar que a) a análise histórica não necessita dessas evidências, já que elas eram apenas u�lizadas como foco de visitação turís�ca. Pois, o material necessário para a reflexão histórica encontra-se registrado em documentos impressos e arquivos públicos. b) a destruição desses registros históricos não faz parte do modo como o Estado Islâmico propõe impor certa leitura da história a par�r dos seus interesses e domínio, esses atos foram realizados por erro de alvos durante os ataques realizados. c) a destruição dos sí�os arqueológicos e históricos se deve apenas a um conflito no Oriente Médio em função das prá�cas religiosas e à intolerância pela intervenção estrangeira. d) prá�cas como as realizadas pelo Estado Islâmico, ao destruírem sí�os arqueológicos e históricos, destacam como o debate sobre memória e história faz parte das disputas de poder, inclusive, como tenta�va de imposição de certo nacionalismo como controle do presente e do passado para intenções futuras. e) as fontes são materiais importantes na inves�gação histórica acadêmica. O historiador se u�liza desses indícios para aprofundar pesquisas; com destaque para períodos, fatos e sujeitos. Porém, o uso de sí�os arqueológicos e históricos são desnecessários ao ensino de história, por isso podem ser facilmente descartados. H1003 - (Ufu) O estudo e a escrita da História realizados por pesquisadores são chamados de historiografia. Essa é feita com base em pesquisa de documentos e na interpretação desses documentos pautados em teorias e métodos dos mais diversos, que criam sen�dos e relações entre o passado e o presente. Em relação a essas informações, assinale a alterna�va correta. 1@professorferretto @prof_ferretto a) O elemento central da pesquisa histórica é a opinião do historiador, pautada em sua convicção polí�ca e par�dária. b) O marxismo é a principal linha interpreta�va que guia a historiografia contemporânea. c) O que orienta a pesquisa histórica são as perguntas, ou os problemas, formulados em nosso próprio tempo a par�r dos documentos disponíveis para a construção do conhecimento. d) Uma vez que a pesquisa histórica está relacionada com o contexto do historiador, afirma-se que a História é uma ciência sem método. H1022 - (Uern) É impossível compreender seu tempo para quem ignora todo o passado. Ser uma pessoa contemporânea e também ter consciência das heranças, consen�das ou contestadas. (René Remond. in Bi�encourt, C.Ensino da História. Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez. 2004. p. 155.) A história tem um caráter instrumental para a compreensão das experiências sociais, culturais, tecnológicas, polí�cas e econômicas da humanidade ao longo do tempo. Sobre o papel da história na formação da cidadania, assinale a alterna�va correta. a) O ensino da história não apenas contribui para o desenvolvimento da consciência, mas dá suporte à construção da própria iden�dade do indivíduo. b) No decorrer dos períodos históricos, a fundamentação teórica que incita a obediência às leis foi a principal contribuição da história na formação cidadã. c) A história, em uma visão contemporânea, passou a ter como prioridade o estudo do presente, dando ao passado um caráter arcaico e an�quado, dispensável à pesquisa histórica. d) A história como ciência básica e fundamentalmente teórica incide de forma rela�va e tênue nas a�vidades prá�cas da vida humana, tendo, portanto, neutralidade em relação à polí�ca. H1009 - (Udesc) O conhecimento histórico acadêmico ou cien�fico é construído, prioritariamente, por meio de prá�cas de inves�gação e análise. Para a construção do conhecimento histórico, as fontes ou ves�gios são, portanto, elementos fundamentais. Analise os itens abaixo, e coloque (V) para o que for fonte histórica e (F) para o que não for fonte histórica. (__) Jornais e Revistas (__) Fotografias (__) Documentos oficiais de Estado (__) Cartas e documentos pessoais Assinale a alterna�va correta, de cima para baixo. a) V – V – V – V b) V – F – F – F c) F – V – V – V d) V – V – F – F e) F – V – V – F H1004 - (I�a) A História é uma ciência, que estuda os seres humanos em diferentes épocas. O historiador é o pesquisador responsável pela construção do conhecimento histórico. Para isso, ele u�liza as fontes históricas. A respeito das fontes históricas, é correto afirmar que: I. As fontes materiais são registros como: documentos oficiais e privados, livros, pinturas, construções, roupas etc. II. Entre as fontes imateriais, podemos destacar os relatos orais, músicas, danças e festas. III. A importância de uma fonte histórica independe do olhar do pesquisador, do tempo e do espaço em que ele se encontra. Assinale a alterna�va que apresenta proposições corretas. a) Somente as alterna�vas I e III estão corretas. b) Somente as alterna�vas II e III estão corretas. c) Somente a alterna�va I está correta. d) Somente as alterna�vas I e II estão corretas. e) Somente a alterna�va III está correta. H1014 - (Uece) História, como área do conhecimento, possui, hoje, especificidades que a definem, dentre as quais encontra- se a caracterís�ca de 2@professorferretto @prof_ferretto a) ater-se apenas a documentos escritos, não aceitando como fonte outros �pos de informação tais como informações originadas na oralidade ou produzidas pela mídia. b) não se ater apenas aos fatos realizados por governantes e poderosos, tomando os eventos co�dianos e as prá�cas sociais como importantes temas históricos. c) entender o tempo histórico e o tempo cronológico como iguais, uma vez que ambos são caracterizados por ter medidas constantes e exatas de tempo. d) reconhecer apenas grandes eventos documentados oficialmente como um fato histórico. H1011 - (C�mg) Nem sempre a memória de Vargas recebeu tratamento tão nobre. Em primeiro lugar, porque se trata de um personagem bastante ambíguo – se por um lado contribuiu com inegáveis avanços para o desenvolvimento do país, por outro liderou um período autoritário e de repressão polí�ca em seu primeiro governo (1930-1945). Além disso, no úl�mo meio século, o Brasil atravessou grandes mudanças polí�cas e ins�tucionais. À experiência democrá�ca iniciada em 1946 sucederam-se, a par�r de 1964, vinte anos de ditadura militar, até que em 1985 se iniciasse novo processo de construção democrá�ca. Para cada um desses momentos veio à tona um Vargas diferente. (FERREIRA, Maria de Moraes. Vargas para todos os gostos. Revista de História. Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, ano 3, n. 35, p. 14-19, ago. 2008.) A memória de Getúlio Vargas ganha interpretações diversas PORQUE sua ambiguidade permite que, em momentos históricos dis�ntos, seja apropriada de maneiras variadas. Sobre essas duas proposições, é correto afirmar que a) a primeira é verdadeira e a segunda é falsa. b) a primeira é falsa e a segunda é verdadeira. c) as duas são verdadeiras e a segunda jus�fica a primeira. d) as duas são verdadeirase a segunda não jus�fica a primeira. H1020 - (Uece) Leia atentamente o seguinte excerto: “Se o homem comum não conhece as suas origens ele é como um macaco louco. Ele não conhece ao certo as relações de sua grande família, é como um dragão descomunal. Ele que não conhece as circunstâncias e o curso das ações de seu nobre pai e avô é como um homem que, tendo preparado a dor para seus filhos, joga-os neste mundo”. MOMIGLIANO, A. As raízes clássicas da historiografia moderna. Bauru: EDUSC, 2004, p.55 Do trecho acima, depreendem-se algumas caracterís�cas da escrita da História, quais sejam: a) conservação da memória do passado, quadro cronológico e interpretação dos acontecimentos. b) conhecimento da natureza, origem das espécies animais e lembrança ancestral. c) dialé�ca socrá�ca, valores teóricos e morais e busca pela verdade intrínseca da origem humana. d) a�tude crí�ca em relação ao registro dos acontecimentos, desinteresse pelo passado e árvore genealógica. H1000 - (Ufu) Cabe ao historiador dis�nguir os contextos, as funções, os es�los, os argumentos, os pontos de vista e as intenções do autor das fontes. Ou, colocando de outra forma, compete ao estudioso da História realizar a leitura crí�ca [...] do documento. Samara, Eni de Mesquita et. alli. História & Documento: metodologia de pesquisa. Belo Horizonte: Autên�ca, 2007. p. 123-4. (Adaptado) De acordo com o texto acima, é INCORRETO afirmar que a) fonte histórica é tudo aquilo que pode fornecer ao historiador informações sobre o passado. Todavia, de acordo com o objeto de estudo de um historiador, determinadas fontes podem ser apropriadas ou não para sua análise. b) apesar de exis�rem vários �pos de fontes disponíveis ao historiador, as únicas que realmente são corretas e revelam o conhecimento histórico são as fontes escritas. c) um documento não pode ser entendido como a realidade histórica em si, mas como veículo de porções ou de partes dessa realidade. d) as fontes são sempre exploradas com os filtros do presente do pesquisador, de acordo com valores, preocupações, medos e conflitos do período em que estão sendo analisadas. H1015 - (Ufrgs) 3@professorferretto @prof_ferretto Leia o segmento abaixo. Nossa história colonial não se confunde com a con�nuidade do nosso território colonial. ALENCASTRO, L.F. O trato dos viventes; formação do Brasil no Atlân�co sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 9. Considerando a história brasileira, assinale a alterna�va correta. a) A realidade territorial do Brasil foi definida exclusivamente em tratados diplomá�cos, estabelecidos durante os conflitos entre Portugal e Espanha. b) A compreensão da história brasileira exige o entendimento das relações sociais e econômicas, man�das pelos colonos com a África e com a Europa. c) A história da formação do Brasil é independente da relação comercial entre as diversas regiões do território brasileiro. d) A ocupação da zona litorânea e a do interior do Brasil foram simultâneas. e) O território do Brasil colonial é desimportante para o estudo da história brasileira. H0997 - (Upe) Em 1990, o autor espanhol Luís Soler escreveu: “No Recife(...) acabei por me conscien�zar a respeito dessa qualidade de arte popular e passei a sen�r sua penetração e significado junto ao povo, a me informar sobre o seu marcante cul�vo no sertão nordes�no (...) as influências árabes não se diluíram nas terras ibéricas a ponto de estarem já deglu�das e descaracterizadas entre os portugueses que colonizaram o Brasil. Ao contrário, elas predominavam, com ní�dos perfis, nos modos e no conceito de vida dos lusos-colonizadores, sendo precisamente no sertão brasileiro que vieram a ser preservadas vivas e inteiras, incontaminadas pelos modismos evolu�vos (...)”. Disponível em: h�ps://historiaislamica.com/pt/como- seculos-de-isl-em-portugal-deixaram-uma-forte- influencia-muculmana-na-cultura-nordes�na/? �clid=IwAR1ah4WD6bxFkMj4Rxsq1kFoMNQxQgHHOA0- pKFkMJnLksUBaUsJw3qmzyo Acesso em: 17 de jun. 2021. Esse texto descreve a a) imutabilidade da cultura popular. b) cultura popular como fonte histórica. c) ex�nção da cultura islâmica pós-conquista. d) importância da cultura galega para a formação do Brasil. e) ausência, na cultura nordes�na, dos elementos europeus. H1017 - (Upe) A Europa é uma criação feita diante do outro. Suas fronteiras são culturais e se opõem em três ao que não é Europa: a Ásia, os Árabes, que assediam a Europa, primeira frente an�europeia; o ‘leste’ sempre indefinido; e finalmente o Oceano”. FEBVRE, Lucien. A Europa – gênese de uma civilização. Bauru: Edusc, 2004, p. 118-121. (Adaptado) O trecho acima representa certa historiografia europeia, que se caracteriza pelo a) Mul�culturalismo – valoriza as contribuições das diversas populações na criação da civilização europeia. b) Orientalismo – entende o Oriente como uma criação pacífica e igualitária do Ocidente. c) Eurocentrismo – entende a Europa como centro da civilização, ameaçada pela barbárie e obrigada a expandir os limites da Humanidade. d) Humanismo – percebe uma mesma essência em todas as manifestações do gênio humano, disfarçada por elementos culturais diversos. e) Materialismo Histórico – privilegia os elementos econômicos sobre os culturais e polí�cos. H0996 - (Unicamp) É uma tarefa di�cil realizar um diagnós�co do tempo presente. Definir o presente como “época”? Os marcos canônicos (geralmente de natureza polí�ca) variam, sabidamente, ao gosto das experiências nacionais. Na França, na península Ibérica e no Brasil, o marco que define o início da história contemporânea é a Revolução Francesa. Na Alemanha e na Inglaterra, o historiador que se dedica à história contemporânea trabalha preferencialmente com eventos posteriores à II Guerra Mundial. Contemporânea, na Rússia, é a história posterior a 1918. Na Itália, por sua vez, trata-se do período que advém após o Congresso de Viena (1814- 1815). (Adaptado de Helena Miranda Mollo, Sergio da Mata, Mateus Henrique de Faria Pereira e Flávia Varella, Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. Posição Kindle: 107-111.) 4@professorferretto @prof_ferretto A par�r da leitura do texto, é correto afirmar que a) o recorte temporal de História Contemporânea é natural e consensual entre as civilizações ocidentais e resume o que podemos definir como História do Tempo Presente. b) experiências traumá�cas marcadas, por exemplo, pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa experiência de tempo presente e delimitam o início da História Contemporânea. c) as balizas cronológicas da História que definem as periodizações usadas pelas grandes narra�vas históricas e livros escolares são de natureza polí�ca, variando de acordo com as experiências nacionais. d) os riscos de se construir narra�vas múl�plas sobre a história do tempo presente tornam urgente uma revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas universais na linearidade do tempo histórico. H1013 - (Uel) Leia o texto a seguir. Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer. (Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2017.) Esta é uma fala do androide Roy que queria eliminar Decard, no filme Blade Runner, o Caçador de Androides (1982), dirigido por Ridley Sco�. No entanto, no combate, Roy o salvou da morte. Essa reflexão apresenta a noção de uma existência construída por múl�plas experiências as quais, que por serem as memórias de Roy, se perderiam para sempre. Com base nos conhecimentos hoje predominantes sobre os fundamentos da história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirma�vas a seguir. (__) A História privilegia, nos seus estudos, as experiências cole�vas dos grandes grupos humanos, excluindo a vidado indivíduo comum. (__) A historiografia desconsidera a memória oral para registrar as formas culturais de compreensão do mundo. (__) Nos museus e cemitérios, descansam os personagens históricos cujas ideias não mais afetarão os vivos. (__) Memória e história são noções diferentes, mas se complementam e interagem quando depoimentos orais são registrados em documentos. (__) Um fato histórico gera uma diversidade de documentos, e as interpretações sobre ele ressignificam o seu teor. Assinale a alterna�va que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, F, F, V, F b) V, F, V, F, V c) V, V, F, V, F d) F, F, F, V, V e) F, V, V, F, V H1016 - (Ufu) Enfim, sabemos que a “história nacional” e a “cultura brasileira” não eram en�dades naturais. E todo o esforço dos homens de letras foi o de transformar determinados valores, personagens, sen�mentos e acontecimentos em tradições que deveriam por sua vez ser experimentadas e guardadas como en�dade natural. Se essas tradições correspondiam ou não à verdade dos acontecimentos não importa, nem cons�tui uma questão, na medida em que elas não visavam a descrever uma realidade, mas sim conferir-lhe um sen�do, bem como produzir a solidariedade social e viabilizar um projeto cole�vo, de nação e de República. DANTAS, Carolina Vianna. Cultura história, República e o lugar dos descendentes de africanos na nação. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel e GONTIJO, Rebeca (orgs.). Cultura polí�ca e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 245 (Adaptado). A transição para a República, no Brasil, também foi marcada por “batalhas de memórias” e pela criação e recriação de mitos polí�cos entre os grupos polí�cos que procuravam afirmar seu poder. Esta dimensão simbólica pode ser ainda exemplificada 5@professorferretto @prof_ferretto a) pela forte expansão do posi�vismo que pode ser exemplificada pelo grande número de igrejas posi�vistas na cidade do Rio de Janeiro. b) pela reabilitação de personagens importantes do período colonial que eram iden�ficados com a causa republicana, como Tiradentes. c) pelo esvaziamento das forças militares responsáveis pela Proclamação, cada vez mais vistas como retrógradas e incapazes de promover o republicanismo. d) pelo afastamento ideológico em relação aos países do con�nente americano, os quais, com exceção dos Estados Unidos, eram vistos como repúblicas frágeis e atravessadas por conflitos internos. H1008 - (I�a) A festa do dois de Julho vem, ao longo do tempo, notabilizando-se como um momento importante da memória oficial da Bahia. Sobre ela podemos afirmar: a) É o dia em que os Índios atacaram os inimigos colonizadores e conseguiram ajudar os baianos a expulsar os portugueses da Cidade de Salvador. Por isso estariam representados, como símbolos da festa, o caboclo e a cabocla. b) É uma festa religiosa que tem no dia 2 de Julho o seu ritual mundano. c) Um ritual a serviço dos governantes eleitos, que mantêm as festas para testarem sua popularidade. d) É uma festa que celebra, além da expulsão da presença portuguesa colonizadora, vários aspectos da cultura religiosa e popular do povo baiano. e) Celebra a proclamação da República. H1012 - (Udesc) A História, segundo o historiador Marc Bloch, pode ser definida como a ciência do homem no tempo. Quando estudada em ins�tuições escolares, ela é, comumente, dividida em: Idade An�ga, Idade Medieval, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Sobre este modelo de organização do tempo histórico em períodos ou idades, analise as proposições. I. O modelo acima foi ins�tuído na Grécia durante o século IV a.C. por Aristóteles que, na época, assumia as funções de tutor de Alexandre da Macedônia. II. A adoção deste modelo demonstra o forte vínculo existente entre os programas escolares de história e a tradição europeia, na medida em que as idades são organizadas a par�r de processos ocorridos majoritariamente no Con�nente Europeu. III. O modelo citado foi desenvolvido e ins�tucionalizado em 1837, pelo Ins�tuto Histórico Geográfico Brasileiro, e refere-se, exclusivamente, aos processos ocorridos a par�r do Descobrimento do Brasil, em 1500. Assinale a alterna�va correta. a) Somente a afirma�va I é verdadeira. b) Somente a afirma�va III é verdadeira. c) Somente as afirma�vas I e II são verdadeiras. d) Somente as afirma�vas II e III são verdadeiras. e) Somente a afirma�va II é verdadeira. H1021 - (Uern) Leia os textos. Tão obje�va é a História para os posi�vistas que um de seus maiores ensinamentos é a busca incessante de fatos históricos e sua comprovação empírica. Daí a necessidade, como pregavam, de se u�lizar na pesquisa e análise o máximo de documentos possíveis. (Disponível em: h�p://www.klepsidra.net/klepsidra7/annales.html.) A nova história não estuda épocas. [...] Aqui reside o conceito de “História de Longa Duração”. Segundo Braudel, a história situa-se em três escalões: a super�cie, uma história dos acontecimentos que se insere no tempo curto; a meia encosta, uma história conjuntural, que segue um ritmo mais lento; e, em profundidade, uma história de longa duração, que põe em causa os séculos. (Disponível em: h�p://www.klepsidra.net/klepsidra7/annales.html.) Os textos expõem duas concepções historiográficas: Posi�vista e da Nova História, ou Escola dos Annales. Ao analisá-los, é possível inferir que a) ambos concordam que a história é um verdadeiro exercício de erudição, acima de qualquer ciência e dos progressos da humanidade. b) para os posi�vistas, a história é uma ciência secundária, embora consiga obter a totalidade sobre todos os fatos não deixando dúvidas no que se refere à sua veracidade. c) os historiadores tradicionais pensam na história como essencialmente uma narra�va dos acontecimentos, enquanto a Nova História está mais preocupada com a análise das estruturas. d) a busca dos fatos, segundo os representantes dos Annales, é feita pela observação minuciosa dos textos e documentos oficiais, da mesma maneira que o químico, ou outro cien�sta, o faz. 6@professorferretto @prof_ferretto H1018 - (Upe) A criação e o enraizamento de mitos polí�cos, como é o caso de Tiradentes, devem ser entendidos na concretude das experiências e das referências sociais que “naturalizaram” a sua aceitação, permi�ndo sua circulação, seu reconhecimento e facilitando sua apropriação pela população. FONSECA, Thais Nívia de Lima. A Inconfidência Mineira e Tiradentes vistos pela imprensa. A vitalização dos mitos (1930-1960). Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 22, nº 44, pp. 439-462, 2002. (Adaptado) As representações da imagem de Tiradentes, considerando-se as informações ob�das no texto, estão ligadas na história brasileira a) à criação do império. b) à liberdade e ao patrio�smo. c) ao movimento pós-colonial. d) à defesa do regime colonial. e) ao republicanismo e ao escravismo. H1010 - (Ufu) Objeto de estudo da nova historiografia, a “(...) história da vida co�diana e privada é a história de pequenos prazeres, dos detalhes quase invisíveis, dos dramas do banal, do insignificante, das coisas deixadas ‘de lado’.” DEL PRIORI, Mary. História do co�diano e da vida privada. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Org.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Esse fragmento de texto aborda a inovação do conhecimento histórico a par�r da segunda metade do século XX, conhecida como Nova História. Desde então, novos sujeitos tornaram-se objetos da pesquisa histórica, observando-se o seu protagonismo em diferentes esferas sociais. Com base nessa informação, é INCORRETO afirmar que compuseram o novo grupo de indivíduos estudados a) as mulheres atenienses na Grécia clássica. b) os imperadores e os generais da Roma an�ga. c) as comunidades manicomiais e as étnicas. d) os afrodescendentes no con�nente americano. H1023 - (Ucs) Por muitotempo, os historiadores acreditaram que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como �nham ocorrido”. Dentre as caracterís�cas do conhecimento histórico que assim produziam, é correto afirmar que a) os historiadores, ao privilegiarem a realidade dos fatos, esperavam produzir um conhecimento cien�fico que analisasse os processos e seus significados, abrindo espaço para a subje�vidade humana em suas análises. b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, como forma de expressar a neutralidade do historiador. c) era uma história temá�ca, na medida em que acreditava que tudo o que o homem fazia e, até mesmo o que ele não fazia, poderia ser considerado fato histórico. d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como as festas populares e a cultura das pessoas ordinárias. e) o fundamental era compreender o funcionamento econômico da sociedade, que é o determinante de tudo e garante a neutralidade do historiador. H0995 - (Uel) Leia o texto a seguir. Num lugar escolhido da biblioteca do mosteiro [de Ulm] ergue-se uma magnífica escultura barroca. É figura dupla da história. Na frente, Cronos, o deus alado. É um ancião com a fronte cingida; a mão esquerda segura um imenso livro do qual a direita tenta arrancar uma folha. Atrás, e em desaprumo, a própria história. O olhar é sério e perscrutador; um pé derruba uma cornucópia de onde escorre uma chuva de ouro e prata, sinal de instabilidade; a mão esquerda detém o gesto do deus, enquanto a direita exibe os instrumentos da história: o livro, o �nteiro e o es�lo. RICOEUR, P. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Ed. UNICAMP, 2007, p. 67. Segundo a mitologia grega, Clio, a musa da história, é filha de Zeus e de Mnemósine, a memória. Sobre memória e história, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirma�vas a seguir. (__) A memória é a recordação das coisas que ficaram no passado, desvinculada do presente e da experiência histórica. (__) A história é a forma de conhecimento que inves�ga aquilo que os seres humanos construíram no tempo e no espaço; neste sen�do, ela é materialista. (__) A memória é mais verdadeira que a história, porque se relaciona com a experiência vivida pelo indivíduo, e a experiência é mais fidedigna que a representação. 7@professorferretto @prof_ferretto (__) A memória cole�va é aquela que, compar�lhada por um grupo, subs�tui a história devido ao conceito de experiência. (__) A história u�liza-se dos veículos de memória para garan�r a obje�vidade necessária a toda forma de conhecimento. Assinale a alterna�va que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, F, V. b) V, V, V, F, F. c) F, V, F, F, V. d) F, F, V, V, F. e) F, F, F, V, V. H0998 - (Unesp) A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado. (François Hartog. Regimes de historicidade: presen�smo e experiências do tempo, 2015. Adaptado.) O texto afirma que a obra de Homero a) ques�ona as ações heroicas dos povos fundadores da Grécia An�ga, pois se baseia na concepção filosófica de physis. b) valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que estão no fundamento das concepções modernas de tempo e história. c) é fundadora da ideia de história, pois concebe o passado como um tempo que prossegue no presente e ensina os homens a aprenderem com seus erros. d) iden�fica uma forma do pensamento mí�co e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, que caracteriza a história. e) desenvolve uma abordagem crí�ca do passado e uma reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da filosofia pré-socrá�ca. H1005 - (Uel) Texto Assim como [...] [Mário de Andrade] reconhece e afirma que há uma gota de sangue em cada poema, assim também, parafraseando o poeta, queremos reconhecer e sustentar que há uma gota de sangue em cada museu. [...] Admi�r a presença de sangue no museu significa também aceitá-lo como arena, como espaço de conflito, como campo de tradição e contradição. Toda a ins�tuição museal apresenta um determinado discurso sobre a realidade. Este discurso, como é natural, não é natural e compõe-se de som e de silêncio, de cheio e de vazio, de presença e de ausência, de lembrança e de esquecimento. CHAGAS, Mario Souza. Há uma gota de sangue em cada museu: a ó�ca museológica de Mario de Andrade. 2. ed. Chapecó: Argos, 2015. v. 1. p.19. Com base na charge (figura 4), no texto I e nos conhecimentos sobre história e memória, considere as afirma�vas a seguir. I. Os museus são ins�tuições com dimensões polí�cas, pois a preservação, a organização e a disposição de documentos implicam a criação e a manutenção de uma memória em detrimento de narra�vas silenciadas. II. Os museus são ins�tuições importantes por preservarem o patrimônio do passado remoto de uma cultura em detrimento da sociedade contemporânea. III. A criação e a preservação da memória cole�va realizada pelos museus são inclusivas em relação a outras narra�vas, permi�ndo abordar a história de forma obje�va. IV. O incêndio do Museu Nacional destruiu parte do patrimônio material brasileiro, acarretando implicações sobre o patrimônio imaterial, a memória e as iden�dades públicas. 8@professorferretto @prof_ferretto Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas I e II são corretas. b) Somente as afirma�vas I e IV são corretas. c) Somente as afirma�vas III e IV são corretas. d) Somente as afirma�vas I, II e III são corretas. e) Somente as afirma�vas II, III e IV são corretas. H0999 - (C�mg) O texto a seguir apresenta reformulações curriculares na área de História produzidas pelo governo do Estado de Israel, na década de 1970, quando já haviam decorrido intensos conflitos com os países árabes. Um estudo ainda superficial do curso de História revela que ele é feito para enaltecer a história dos judeus e apresentá-la sob a melhor luz possível, ao passo que a visão da história árabe é a tal ponto deturpada que beira a men�ra. A história árabe é apresentada como uma série de revoluções, massacres e disputas intermináveis, de modo a obscurecer as conquistas árabes. Do mesmo modo, o tempo dedicado à história árabe é curto. No quinto ano, por exemplo, alunos de dez anos passam dez horas (ou períodos) estudando os “hebreus” e somente cinco a “Península Arábica”. E, mesmo quando estudam a Península Arábica, sua atenção é atraída para as comunidades judaicas, como es�pulado no programa. [...] JIRYIS, S. The Arabs in Israel. Trad. Inea Englet. New York: Monthly Review Press, 1976, p. 210-2 Apud SAID, Edward. A Questão da Pales�na. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 147. Nesse contexto, o ensino de História em Israel assumiu o papel de a) promover sen�mento de pertencimento e lealdade por meio da educação. b) valorizar conteúdos que abordassem a diversidade religiosa presente na região. c) desenvolver uma consciência que favorecia o isolamento dos israelenses no território. d) u�lizar a educação como ferramenta de assimilação das diferenças entre árabes e pales�nos. H1001 - (Uece) Atenção e cuidado devem guiar a escrita historiográfica, que se u�liza de diferentes �pos de memória para compreender o passado. A memória está, de diversas maneiras, presente em todas as sociedades como experiência vivida; está em monumentos, em obras e manuais, e em tradições que ins�tuem matrizes de pensamentos. São categorias que evidenciam a separação entre a memória e a história: a) registro oficial, categorização e esquecimento. b) alinhamentos entre passado, presente e futuro. c) aquisição, armazenamento e tempo.d) sele�vidade, cristalização e reatualização. H1503 - (Unicamp) É uma tarefa di�cil realizar um diagnós�co do tempo presente. Definir o presente como “época”? Os marcos canônicos (geralmente de natureza polí�ca) variam, sabidamente, ao gosto das experiências nacionais. Na França, na península Ibérica e no Brasil, o marco que define o início da história contemporânea é a Revolução Francesa. Na Alemanha e na Inglaterra, o historiador que se dedica à história contemporânea trabalha preferencialmente com eventos posteriores à II Guerra Mundial. Contemporânea, na Rússia, é a história posterior a 1918. Na Itália, por sua vez, trata-se do período que advém após o Congresso de Viena (1814- 1815). (Adaptado de Helena Miranda Mollo, Sergio da Mata, Mateus Henrique de Faria Pereira e Flávia Varella, Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. Posição Kindle: 107-111.) A par�r da leitura do texto, é correto afirmar que a) o recorte temporal de História Contemporânea é natural e consensual entre as civilizações ocidentais e resume o que podemos definir como História do Tempo Presente. b) experiências traumá�cas marcadas, por exemplo, pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa experiência de tempo presente e delimitam o início da História Contemporânea. c) as balizas cronológicas da História que definem as periodizações usadas pelas grandes narra�vas históricas e livros escolares são de natureza polí�ca, variando de acordo com as experiências nacionais. d) os riscos de se construir narra�vas múl�plas sobre a história do tempo presente tornam urgente uma revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas universais na linearidade do tempo histórico. 9@professorferretto @prof_ferretto