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LARA ROMANCINI TASCA 
 APG III - HAS 
 Fisiopatologia, Epidemiologia, Manifestações Clínicas, 
 Etiologia e Fatores de Risco da HAS 
 Fisiopatologia 
 A HAS é uma condição complexa que resulta de um desequilíbrio entre os mecanismos de 
 aumento e diminuição da pressão arterial. Vários fatores podem contribuir para esse 
 desequilíbrio, incluindo: 
 Aumento da resistência vascular periférica: As artérias se contraem, dificultando o fluxo 
 sanguíneo. 
 Aumento do volume sanguíneo: O coração bombeia mais sangue para o sistema circulatório. 
 Alterações na função renal: Os rins retêm mais sódio e água, aumentando o volume 
 sanguíneo. 
 Disfunção endotelial: O endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos) perde sua função 
 de relaxamento, contribuindo para a vasoconstrição. 
 Epidemiologia: 
 A HAS é uma doença crônica de alta prevalência global, afetando milhões de pessoas. É um 
 importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente 
 vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A prevalência da HAS aumenta com a idade e 
 está associada a diversos fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, tabagismo e 
 histórico familiar. 
 Manifestações Clínicas: 
 A HAS é frequentemente assintomática, sendo diagnosticada durante exames de rotina. 
 Quando presentes, os sintomas podem incluir: 
 - Cefaleia: Dor de cabeça, geralmente localizada na nuca ou têmporas. 
 - Vertigem: Sensação de tontura ou instabilidade. 
 - Zumbido nos ouvidos: Ruídos ou zumbidos persistentes. 
 - Visão turva: Dificuldade em enxergar com nitidez. 
 - Sangramento nasal: Episódios frequentes de sangramento nasal. 
 Etiologia: 
 A etiologia da HAS é multifatorial, ou seja, envolve diversos fatores que interagem entre si. 
 As causas podem ser classificadas em: 
 Hipertensão essencial: A forma mais comum, sem causa identificável, e geralmente 
 relacionada a fatores de risco como idade, genética, obesidade e estilo de vida. 
 Hipertensão secundária: Causada por outras doenças ou condições, como doenças renais, 
 distúrbios endócrinos, uso de medicamentos e defeitos estruturais do coração. 
 Fatores de Risco: 
 Idade: A prevalência aumenta com a idade. 
 Genética: Histórico familiar de hipertensão aumenta o risco. 
 Obesidade: O excesso de peso aumenta a carga de trabalho do coração. 
 Sedentarismo: A falta de atividade física contribui para o aumento da pressão arterial. 
 Tabagismo: A nicotina causa vasoconstrição e aumenta a frequência cardíaca. 
 Consumo excessivo de sal: O sódio aumenta a retenção de líquidos e eleva a pressão 
 arterial. 
 Consumo excessivo de álcool: O álcool pode aumentar a pressão arterial, especialmente em 
 grandes quantidades. 
 Diabetes: A diabetes mellitus aumenta o risco de desenvolver hipertensão. 
 Dislipidemia: Níveis elevados de colesterol e triglicerídeos podem contribuir para a 
 hipertensão. 
 Estresse: O estresse crônico pode ativar o sistema nervoso simpático, aumentando a 
 pressão arterial. 
 Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da HAS 
 Diagnóstico: 
 O diagnóstico da HAS é feito através da medida da pressão arterial em diferentes ocasiões. 
 A pressão arterial é considerada elevada quando os valores são iguais ou superiores a 140 
 mmHg para a pressão sistólica e 90 mmHg para a pressão diastólica. 
 Tratamento: 
 O tratamento da HAS visa controlar a pressão arterial e prevenir complicações. Ele inclui: 
 Mudanças no estilo de vida: Perda de peso, prática regular de atividade física, dieta 
 saudável com baixo teor de sódio, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo. 
 Medicamentos: Diuréticos, beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de 
 angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA), bloqueadores 
 dos canais de cálcio e outros. A escolha do medicamento dependerá da causa da 
 hipertensão e das características do paciente. 
 Prevenção: 
 A prevenção da HAS envolve a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo: 
 Alimentação equilibrada: Reduzir o consumo de sódio, aumentar o consumo de frutas, 
 legumes e verduras. 
 Atividade física regular: Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada na 
 maioria dos dias da semana. 
 Manutenção do peso ideal: Controlar o peso através de uma dieta equilibrada e atividade 
 física. 
 Não fumar: O tabagismo é um fator de risco importante para a hipertensão. 
 Moderar o consumo de álcool: Limitar o consumo de bebidas alcoólicas. 
 Controle do estresse: Praticar técnicas de relaxamento e buscar apoio social. 
 Monitoramento regular da pressão arterial: Pessoas com fatores de risco devem medir a 
 pressão arterial regularmente. 
 É importante ressaltar que a hipertensão é uma doença crônica que requer tratamento 
 contínuo e acompanhamento médico regular.

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