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É o momento no qual o médico veterinário coleta os 
primeiros fatos sobre o estado de saúde e físico do 
animal em caráter preliminar através de uma entrevista 
com o proprietário/ tutor ou tratador. Nela, o 
profissional tira suas impressões pela observação e 
avalia as possibilidades de tratamento e abordagens 
adequadas para o caso. 
 Frequência cardíaca; 
 Frequência respiratória; 
 Temperatura corporal. 
 Tugor ou turgides da pele (hidratação); 
 TPC (Tempo de Preenchimento Capilar); 
 Coloração das mucosas; 
 Secreções; 
 Linfonodos; 
 Presença de lesões; 
 Exames complementares... 
 Identificação do paciente: Nome, idade, sexo, 
raça, espécie, castrado ou não - e idade que foi 
realizado o procedimento... 
 Queixa principal do tutor: O que trouxe ele ali? 
 Histórico do animal: 
Histórico da saúde do animal: vermifugação, 
controle de ectoparasitas e vacinação em dia, 
doenças que animal já teve, procedimentos 
cirúrgicos realizados. Além disso, consultas 
anteriores (se já passou por outros veterinários), 
sintomas que o animal apresenta e a evolução dessa 
sintomatologia. 
Histórico do ambiente e manejo: Tipo de criação: 
o extensivo, o semi-intensivo e o intensivo. 
 
Histórico de medicação: Quais medicações que o 
animal já tomou (quais, duração e quando), se foi 
administrado pelo tutor ou prescrito por médico 
veterinário, se animal possui alergia a alguma 
medicação ou vacina. 
 
Exemplos de perguntas: 
 O que? Como? Quando? 
 Qual a queixa principal em relação ao paciente ou 
rebanho? 
 Há quanto tempo estes sinais clínicos estão 
presentes? 
 Houve algum tratamento para este quadro até o 
momento? Quais? Obteve melhora? 
 O animal bebe agua normalmente? Come? 
Rumina? Houve diminuição ou aumento da 
ingestão? 
 Quais as características dos dejetos? Quantidade, 
cor, odor, frequência... 
 O animal já teve estes sinais antes? Já existiram 
outros casos na propriedade? Foram 
diagnosticados e tratados? 
 Existe contato com outros animais? De que idade? 
Mesma espécie? 
 
ANAMNESE SANITÁRIA 
 Sempre perguntar sobre vacinação, vermifugação 
e banhos carrapaticidas: 
 Quais Vacinas? Quando? Quantas vezes? 
(Protocolo) 
 Qual vermífugo utilizado? Qual o protocolo? Usa 
sempre o mesmo? 
 Qual produto utiliza para eliminar os carrapatos? 
 
EXAME FISICO GERAL 
Comportamento: Como animal chegou na 
consulta, temperamento, nível de consciência 
(alerta, sonolento, estupor, coma...) 
Nutrição: Avaliar condição corporal (caquético, 
magro, normal, gordo ou obeso) 
Nível de desidratação: Avaliar % de desidratação 
pelo turgor cutâneo, elasticidade da pele ao levantar 
levemente pelo tórax, profundidade dos olhos. 
 
AVALIAÇÕES 
Ausculta de FC, FR e avaliação do pulso (pela 
artéria digital ou facial): No coração avaliar 
presença de arritmias, sopros e no pulmão 
crepitação e outros ruídos. 
Pressão Arterial: importante indicador de 
patologias 
Temperatura: avalia no início do atendimento 
para evitar alteração de estresse. Levar em conta a 
temperatura do dia, já que animal pode apresentar 
hipo ou hipertermia sem fundo patológico. 
TPC: Avaliar coloração das mucosas (hipocoradas, 
congesta, normocorada e cianótica) e o tempo de 
preenchimento capilar delas (reflete a volemia do 
animal). 
Palpação: Em decúbito lateral, avalia cicatrizes de 
cirurgias passadas, hematomas, abaulamento, 
hepatomegalia e esplenomegalia. Com o animal em 
estação, a palpação procede na direção cranial-
caudal. 
TPC = tempo de preenchimento capilar. Para 
avaliar o TPC é necessário apertar a gengiva do 
animal e observar o tempo em que a coloração da 
gengiva volta ao normal. Para avaliação do Tugor 
Cutâneo é necessário puxar a pele do animal 
(preferencialmente pele do pescoço) e observar o 
tempo em que a pele volta ao estado normal. 
 
 
 
Como realizar este procedimento: 
- Locais de observação da mucosa: cavidade oral, 
pálpebras e vagina. 
- Sinais a serem observados: coloração, manchas, 
aspecto, brilho e presença de lesões. 
- A coloração ideal a ser observado é a rósea pois 
significa que o animal está normal. 
֍ Na cavidade oral deve ser feito o procedimento de 
avaliação da TPC e observação da coloração da mucosa. 
֍ Para avaliar a mucosa ocular (pálpebras): obrigatório 
observar os dois olhos. 
 
Escore Corporal: 
 
 
Avaliação dos linfonodos: 
 Linfonodo Mandibular: Palpável e examinável; 
 Linfonodo Parotídeo: Palpável quando tiver 
reativo; 
 Linfonodo Retrofarígeo: Palpável quando estiver 
reativo; 
 Linfonodo Pré-escapular (Cervical superficial): 
Palpável e examinável; 
 Linfonodo Subilíaco: Palpável e examinável; 
 Linfonodo Mamário: Palpável em vacas de 
lactação. 
 
 
 
Nível de consciência: É um indicador muito poderoso 
para o médico veterinário, pois pode indicar um caso 
de emergência. Este parâmetro é avaliado pela sua 
reação a estímulos sonoros, como: palmas e estalos 
dos dedos. A excitabilidade do paciente também conta 
nessa avaliação, classificada como: ausente, diminuída, 
normal e aumentada. Porém, os animais são indivíduos 
únicos e que podem apresentar variações, onde animais 
sadios podem responder prontamente aos estímulos, ou 
muitas vezes podem responder lentamente, causando 
assim a subjetividade desse parâmetro. Portanto, antes 
da avaliação é importante lembrar do comportamento 
de cada animal e questionar sobre como o animal em 
questão se comporta diariamente. 
 
Postura: Para poder avaliar a postura em bovinos e 
ovinos é de suma importância ter um conhecimento 
básico do comportamento desses animais, pois para 
saber o que é considerado anormal ou usual deve-se ter 
em mente qual seria o posicionamento e a conduta 
normal e correta em dada situação. A avaliação de 
postura é realizada durante a locomoção, em estação ou 
em decúbito. É necessário ter conhecimento de que em 
ambas as espécies, o animal sadio deve estar em 
posição quadrupedal com a cabeça plana e paralela ao 
chão, e qualquer que seja a atitude anormal do corpo é 
uma indicação de que o animal pode estar manifestando 
dor, fraqueza ou até uma alternação no sistema nervoso, 
que pode ser na sua propriocepção, que nada mais é do 
que a capacidade do corpo de reconhecer sua 
localização espacial e saber a força utilizada pelos 
músculos para poder realizar os movimentos corporais. 
Em bovinos há o costume de permanecer em decúbito 
esternal com a cabeça sempre levantada para a 
ruminação em várias ocasiões durante o dia, um 
exemplo comportamental que ocorre em ambas as 
espécies é o do animal se afastar do rebanho e ficar com 
a cabeça baixa quando estão enfermos. As alterações 
de postura mais rotineiras na clínica de ruminantes 
envolvem os problemas no casco, em bovinos, 
principalmente gado leiteiro, quadros de laminite e 
úlcera de sola são muito recorrentes, e com uma 
simples avaliação podem ser diagnosticados e tratados. 
Em ovinos o caso clínico mais comum é causado pela 
“footrot”, uma doença crônica que causa a podridão dos 
cascos e necrose da epiderme interdigital, acarretando 
um quadro de manqueira. A avaliação de postura é 
realizada em uma superfície plana, inicialmente com o 
animal em repouso, para que se possa ver se há uma 
possível dor localizada, fratura, luxação ou até um 
indicativo de que o animal esteja sofrendo uma doença 
neurológica. Primeiramente, com o animal contido em 
estação, busca-se avaliar o posicionamento da coluna, 
dos ossos coxais, em seguida avalia-se a posição dos 
cascos com o animal em estação. 
 
Avaliação de postura em recém-nascidos: Quando se 
trata de recém-nascidos, o mesmo vale para o clínico: 
o conhecimento básico comportamental é necessário 
para que se consiga encontrar alterações e perceber 
possíveis problemas. Bezerros geralmente são bastante 
curiosos e espertos, sempre atentos buscando olhar echeirar tudo que está a sua volta, enquanto cordeiros 
podem ser um pouco mais reativos e com medo de 
alguma atividade estranha. É muito importante 
observar o animal em suas primeiras horas de vida para 
ver se ele instintivamente irá em busca do teto de sua 
mãe para mamar o colostro se colocando na posição 
quadrupedal, sendo essa a primeira avaliação de 
postura. Em bovinos de leite essa prática é mais 
comum, porém, em bovinos de corte é inviável e por 
isso pouco realizada em propriedades com criação 
extensiva. Caso o recém-nascido tenha dificuldade em 
manter-se na posição quadrupedal, pode estar 
ocorrendo um simples problema fraqueza e apatia, que 
é muito comum ocorrer com cordeiros que nascem em 
épocas mais frias do ano. 
 
Estado nutricional: Para poder examinar de maneira 
correta o estado nutricional de bovinos e ovinos, é 
necessário primeiro ter noção dos aspectos padrões das 
raças que serão analisadas, além de ter o conhecimento 
de qual é a idade do animal em questão. Podemos 
descrever a condição corporal desses animais de uma 
forma simples e clara palpando principalmente o tecido 
adiposo subcutâneo da região toráxica, e para que o 
animal seja enquadrado em um estado nutricional 
normal, deve-se averiguar se em todo seu esqueleto há 
a cobertura de gordura e músculos. Em animais em 
estado de magreza, alguns ossos do esqueleto estarão à 
mostra, classicamente é notório a fácil visualização dos 
ossos coxais no quadril e também a aparição das 
costelas, além disso, geralmente o pelo está opaco, já 
em ovelhas com lã é necessário realizar uma palpação 
na região sacral para poder avaliar se nessa região 
existe preenchimento de musculatura. Em ruminantes o 
estado de obesidade é mais comumente visto e são 
geralmente causados por algum distúrbio endócrino ou 
uma superalimentação. Bovinos nesse estado se 
caracterizam pôr no exame não ser possível realizar a 
palpação das costelas pelo alto depósito de gordura na 
área em questão. Outros indícios de que o animal 
encontra-se obeso são a fácil palpação de depósitos de 
gordura em região inguinal. 
 
Avaliação geral da pele: Em ruminantes deixa de ser 
algo que é avaliado rotineiramente pelo Médico 
Veterinário, muitas vezes por passar despercebido, o 
que acaba ficando por fora da rotina do exame físico 
geral. Entretanto, é de conhecimento do profissional 
que a pele é uma barreira anatômica do animal ao 
ambiente, às vezes, funcionando como um espelho do 
estado geral do animal, tendo sua textura, cor, pelos e 
elasticidade alteradas em resposta à diversas 
enfermidades que podem estar em ocorrência, assim 
podendo nos fornecer uma visão geral do ruminante e 
por vezes alguma suspeita. No decorrer do exame 
semiológico devemos realizar a avaliação 
primeiramente visual, por exemplo enquanto 
conversamos com o proprietário. Neste momento 
iremos observar como está o pelo deste animal, o nível 
de sujidade, coloração, presença de parasitas, 
uniformidade, brilho e se há eriçamento dos pelos. Uma 
das coisas que menos podem chamar a atenção é o nível 
de sujidade no pelo destes animais, porém há uma 
relação dos níveis desta sujidade com hiperqueratose 
dos tetos, podendo relacionar-se com mastite. Já a 
coloração deste pelo pode estar notadamente alterada 
por completo ou em algumas áreas, como ocorre na 
deficiência por cobre em bovinos, onde ocorre uma 
despigmentação dos pelos ao redor dos olhos. O brilho 
do pelo pode ser alterado por muitos motivos, desde um 
manejo incorreto a uma carga parasitária elevada, 
sendo uma resposta inespecífica, mas indicando 
alguma sensibilidade. De forma parecida podemos citar 
o eriçamento dos pelos, que podem fazer parte da 
sintomatologia de intoxicação por Pterodon 
emarginatus ou estar relacionada de forma secundária 
um grande leque de enfermidades. Grandes traumas de 
pele, como traumas recentes são facilmente 
observados, porém devemos observar cuidadosamente 
o padrão destes traumas, já que confusões podem 
acontecer. Um exemplo é a fotossensibilizacão por 
Brachiaria em bovinos, que são confundíveis com 
ataques de grandes felinos, devido a semelhança das 
lesões. Visando um exame clínico completo devemos 
realizar uma anamnese que possa nos guiar através do 
histórico e epidemiologia e observar padrões para 
adotarmos uma suspeita que se sustente. Um exame de 
grande importância que é realizado com a avaliação da 
pele é a determinação do estado de hidratação do 
animal. O animal hidratado possui uma pele elástica, 
que retorna ao normal rapidamente após fazermos uma 
prega. O grau de desidratação vai aumentando 
conforme o tempo de deformação da pele também 
aumenta, ou seja, um animal muito desidratado 
mantém a deformação da pele por mais de 2 segundos 
até voltar à sua posição normal. Em grandes animais 
deve se fazer esta prega na tábua do pescoço, pois é 
uma boa área de realização do procedimento. Para 
observar-se qual o nível de desidratação do animal é 
necessário complementar o exame com a observação 
de outros parâmetros, tendo o resultado em 
porcentagem de peso corporal perdido. A estimativa de 
desidratação é determinada de forma que, a perda de 
5% do peso (não aparente) não é observada; a perda de 
8% (leve) do peso é observada por um retorno da prega 
da pele em até 4 segundos e uma leve enoftalmia; a 
perda de 10% (moderada) leva um retardo do retorno 
da prega em até 10 segundos, enoftalmia evidente, 
baixa da temperatura das extremidades, mucosas secas, 
apatia e estação quadrupedal; uma perda de 12% do 
peso corporal (grave) é marcado por um tempo maior 
de 10 segundos no retorno da prega, enoftalmia e apatia 
intensa, decúbito lateral, reflexos e tônus muscular 
quase ausentes ou completamente ausentes e 
extremidades frias. 
 
Avaliação cardíaca: Para poder fazer a avaliação 
cardíaca deve-se posicionar o estetoscópio no lado 
esquerdo do animal na altura da axila mais 
precisamente entre o 3º, 4º e o 5º espaço intercostal, 
buscando as valvas aórtica pulmonar e mitral (PAM). 
No 3º espaço intercostal mais ventralmente será 
auscultado a valva pulmonar, já no 4º espaço intercostal 
poderá ser auscultado tanto a valva aórtica (mais 
cranial), quanto a valva mitral (mais caudal). Já 
posicionando o estetoscópio no lado direito do animal, 
entre o 3º e o 4º espaço intercostal será possível a 
auscultação da valva tricúspide. 
 
Avaliação respiratória: Ausculta-se todo o tórax 
numa avaliação do sistema respiratório, e para que o 
diagnostico seja confiável, em cada local deve-se 
auscultar no mínimo dois movimentos respiratórios, 
ainda pode-se caminhar com o animal realizar a 
inibição temporária da respiração para que se 
intensifique os sons respiratórios e seja mais claro para 
o clínico examinar. Ausculta-se todo o tórax numa 
avaliação do sistema respiratório, e para que o 
diagnostico seja confiável, em cada local deve-se 
auscultar no mínimo dois movimentos respiratórios, 
ainda pode-se caminhar com o animal realizar a 
inibição temporária da respiração para que se 
intensifique os sons respiratórios e seja mais claro para 
o clínico examinar. 
O exame de motilidade ruminal é feito através da 
ausculta do flanco esquerdo do animal. Além de avaliar 
a frequência dos movimentos e a natureza dos ruídos, é 
preciso ser avaliado também a força de contração, que 
é medida por meio do exame em que fecha-se a mão e 
empurra-se no flanco