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Desenvolvimento infantil: ambientes e
teorias
Os conceitos de desenvolvimento e de ambiente, a relação entre o desenvolvimento infantil e os
ambientes educacionais e as possibilidades de organização de ambientes instigadores e relacionais.
Prof.ª Liana Pereira Borba dos Santos
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a constituição de ambientes nos quais as crianças vivenciem a expansão criativa, a invenção e a
solução de problemas, a interação com outros sujeitos e a diversificação de possibilidades motoras,
sensoriais, expressivas e emocionais, tendo como foco seu desenvolvimento integral.
Objetivos
Identificar a importância do ambiente das instituições de educação infantil para o desenvolvimento das 
crianças.
Definir ambientes nos quais as crianças desenvolvam a expansão criativa, a invenção e a solução de 
problemas.
Identificar a organização de ambientes que possibilitem a interação entre crianças e adultos.
Introdução
No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) consolida a ideia de que o período da
educação infantil compreende crianças de 0 a 6 anos. Esse é cientificamente considerado o momento crucial
para os desenvolvimentos motor, sensorial e linguístico, bem como para a aquisição de capacidades
socioemocionais que permitirão o aprimoramento de habilidades futuras cada vez mais complexas. 
É importante perceber que, em termos de educação, o Brasil dialoga com duas realidades: demandas
políticas, a lei trata de orçamento, responsabilidade social, problemas históricos, que fomentam as tomadas
de decisão; e desenvolvimentos educacionais mundiais, são estudos e pesquisas que dialogam e propõem
formas de organizar a educação. 
O tema da educação infantil é um bom exemplo: em que idade saímos da educação infantil e iniciamos o
primeiro segmento da escola básica? Não poderíamos pensar em maturidades diferentes, para tradições e
culturas diferentes? 
Não é possível criar uma classificação única e inquestionável, mas as decisões políticas se fundamentam nas
teorias da educação. Sendo assim, vamos ver como a concepção de desenvolvimento infantil nos ajuda a
perceber que direcionamentos as políticas públicas podem tomar. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. Ambiente na educação infantil
Fases do desenvolvimento humano
Contexto
É importante sinalizar que a educação trabalha o desenvolvimento humano com base em teorias diferentes
sobre as fases etárias (Freud, Piaget, Vygotsky, entre outros), mas tende-se a adotar a regra do Conselho
Internacional de Psicologia sobre as fases do desenvolvimento:
Como vimos, a infância é um período muito importante para a formação de uma pessoa. 
Saiba mais
Para aprender como tornar mais fácil entender alguns comportamentos infantis, reforçar as atitudes
positivas e dar limites quando necessário, busque aprofundar seu conhecimento nas fases do
desenvolvimento da criança, estudando práticas indicadas para cada idade e necessidade. 
Nesse contexto, as relações que a criança estabelece com o meio são cruciais para o seu desenvolvimento!
Você sabe o que é o desenvolvimento infantil? Como é um ambiente adequado para esse processo? 
Acalme-se! Não temos respostas agora! Vamos provocar a sua visão ao longo deste material para que essas
respostas possam ser construídas. 
O que queremos neste momento é a sua prévia visão, o senso comum, para que, ao fim, você possa comparar
e entender como é importante compreender todo esse processo.
Definição de desenvolvimento
O desenvolvimento humano ocorre por meio de aprendizagem, isto é, da aquisição e da apropriação de
conhecimentos de diferentes domínios, como mostrado a seguir.
Desenvolvimento humano
É um processo contínuo e dinâmico que envolve a aquisição de novas funções e habilidades cada vez
mais complexas. Trata-se de um conceito amplo que inclui o crescimento e a maturação neurofisiológica
que transcorrem em diferentes contextos.
Motor
Aquisição de movimentos amplos e finos.
Sensorial
Constituição de capacidades sensoriais (visão,
audição, olfato, paladar e tato).
Socioemocional
Atitudes e habilidades necessárias ao meio
sociocultural.
Linguístico
Capacidade de compreender e de se comunicar
em linguagem verbal e não verbal (gestos,
vocalizações, palavras).
Os marcos etários do desenvolvimento infantil são aspectos amplamente debatidos. Em nossa sociedade,
dispomos de profissionais qualificados, como pedagogos, médicos, psicólogos e terapeutas, que pretendem
orientar sobre o desenvolvimento das crianças. Além disso, muito se fala sobre o tema em mídias e veículos
de comunicação (livros, revistas, sites e páginas em redes sociais). 
Recomendação
Busque mais informações sobre as seis teorias principais da psicologia de desenvolvimento humano. Em
sua busca, pesquise por: gestalt; psicanálise; behaviorismos; cognitiva; Vygotsky; e Piaget. 
A concepção cronológica do desenvolvimento humano, que tem na psicologia uma importante base
conceitual, marcou profundamente a compreensão do que é ser criança nas sociedades modernas, atuando
como elemento definidor de padrões de normalidade, além de legitimar todo tipo de tratamento dirigido às
crianças.
A psicologia do desenvolvimento habituou-nos a pensar a criança na perspectiva de um organismo em
formação, que se desenvolve por etapas, segundo uma dada cronologia, e que, além disso, fragmenta a
criança em áreas ou setores de desenvolvimento (cognitivo, afetivo, social, motor e linguístico) de
acordo com a ênfase dada a essas áreas por cada teoria específica
(JOBIM; SILVA, 2007, p. 45)
O caminho que as crianças percorrem em seu desenvolvimento é influenciado por múltiplos fatores como, por
exemplo, fatores individuais, ambientais, culturais, econômicos, entre outros. 
O fator individual, pode ser divido em: 
Subjetivo
Valores sociais, sentimentos, relação com os
pais. Ex.: Medo da religião dos outros.
Genético
Caracterização física e aptidões. Ex.: Alunos
que cantam, alunos que têm dificuldade de se
expressar.
Comportamental
Heranças de práticas cotidianas. Ex.: Uma
criança que fala alto ou que tem sotaque e
cultura diferentes.
Até agora você pôde situar a sua visão. Já sabe que trataremos sobre a criança e o seu desenvolvimento. 
Entendemos a importância do tema, mas falta discutir: como?
Uma criança precisa ser entendida como um 
ser complexo, com voz e capacidades múltiplas
para desenvolver.
 
O Estado e a psicologia da educação têm
estudado como possibilitar esse
desenvolvimento.
Essa questão, o como, levou estudiosos
diversos a construir leituras e formas de
oportunizar às crianças possibilidades para seu desenvolvimento, e uma das fronteiras mais importantes foi
entender que o espaço para seu desenvolvimento é singular. 
Educação infantil e o ambiente
Conceito de ambiente
Existem muitas teorias possíveis sobre a relação entre a primeira infância e a aprendizagem. Adotaremos aqui
a perspectiva de que a aprendizagem e o desenvolvimento são influenciados pelo meio onde a criança vive e
com o qual interage, a partir da relação estabelecida entre o processo individual (cognitivo e fisiológico) e a
sua inserção no contexto sociocultural. 
O ambiente é o espaço no qual a criança consegue estabelecer relações com o mundo, com objetos,
seres e pessoas.
Todos os ambientes construídos para crianças devem atender a cinco funções relativas ao desenvolvimento
infantil (CARVALHO; RUBIANO, 1995). Veja quais são elas:
Identidade pessoal
No contexto de convivência coletiva, os professores devem atentar para o fato de que cada criança é
única e precisa deixar sua marca, sua identidade em sala. Para isso, ela pode contribuir
personalizando e decorando seus objetos pessoais.
Desenvolvimento de competências
As instalações físicas devem ser planejadas de modo a possibilitar o domínio e o controle de
competências físicas, cognitivas, linguísticas e sociais. O espaço precisa ser favorável para a criança
realizar suas ações, sentindo-se competente, sem a intervençãoconstante de um adulto, a fim de
construir confiança em si mesma.
Oportunidade de crescimento
Deve ser um espaço que possibilita a realização de movimentos corporais pela criança, com objetivo
de autoconhecimento e controle motor, além de promover, favorecer e estimular o uso dos cinco
sentidos. Toda criança merece receber no ambiente escolar as condições para sua autonomia e pleno
desenvolvimento, incluindo as com necessidades específicas.
Sensação de segurança e conforto
As crianças precisam se sentir acolhidas por ambientes devidamente organizados de forma criativa,
com atenção às questões de segurança nos momentos de brincadeiras, refeições, higiene e
descanso.
Oportunidade de interação social e isolamento
Os ambientes planejados para crianças pequenas devem proporcionar o contato social, como
espaços de conversa e brincadeiras em pequenos e grandes grupos, e atender à necessidade de
privacidade e isolamento, quando necessário.
Focaremos agora a educação infantil no contexto brasileiro.
Educação infantil no brasil
A discussão acerca do desenvolvimento deve, então, levar em conta o ambiente das instituições de educação
infantil, considerando:
O direito das crianças pequenas à
educação.
A exigência legal de matrícula escolar
das crianças a partir de 4 anos.
O Brasil demorou a implementar processos mais técnicos relativos à educação infantil. Em razão da nossa
história, marcada pelo entendimento de que a educação infantil é uma responsabilidade histórica da família, os
redutos de educação infantil têm uma relação assistencial, buscando solucionar algum quadro social crítico —
abandono, mães que precisam trabalhar ou outros problemas que afetam diretamente as crianças.
Saiba mais
A Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, alterou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº
9.394/1996), tornando a educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade (art. 4º). 
Somente quando a Constituição de 1988 consolida a educação infantil como elemento fundamental e a define
como responsabilidade governamental, municípios iniciam processos de debates sobre regras e dinâmicas de
mobiliário. 
Mesmo com a LDB 1996, que determina a obrigatoriedade e as funções da educação infantil, a questão dos
ambientes ficava fortemente delegada aos governos regionais, com o Ministério da Educação (MEC)
legislando apenas sobre aspectos de conteúdo. 
Crianças em uma creche pública no bairro Dendezeiros
de Salvador (BA).
Apenas em 2006, com a publicação dos Parâmetros
Nacionais de Qualidade para Educação Infantil, o país
passou a determinar padrões para o desenvolvimento dos
espaços da educação infantil. Estudos desenvolvidos pelo 
Comitê Científico do Núcleo Ciência Pela Infância, em 2014,
sugerem que as crianças que frequentam instituições de
educação infantil de qualidade experimentam efeitos
positivos em seu desenvolvimento.
A Resolução CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018,
muda mais uma vez os caminhos da educação infantil
brasileira. A BNCC traz a educação infantil de forma
inquestionável para a educação básica e fundamenta que
conviver, brincar, participar, explorar, expressar e se conhecer são os direitos de aprendizagem e
desenvolvimento na educação infantil.
Legislação brasileira e o ambiente educacional
Para nos ajudar a entender melhor a importância e a evolução da legislação brasileira na organização do
ambiente educacional, assista ao vídeo a seguir com a professora Carla Marçal Y Gutierrez. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A importância do ambiente na educação
A configuração espacial influencia na efetivação de propostas educacionais, mas não se trata de apenas
dispor de ambientes de cuidado e proteção. É importante oferecer às crianças espaços que promovam seu 
desenvolvimento integral, articulando múltiplas dimensões de sua existência: emocional, sensorial, motora e 
socioafetiva. 
Valorizamos o espaço devido ao seu poder de organizar, de promover
relacionamentos agradáveis entre pessoas de diferentes idades, de criar
um ambiente atraente, de oferecer mudanças, de promover escolhas e
atividade, e a seu potencial para iniciar toda a espécie de aprendizagem
social, afetiva, cognitiva. Tudo isso contribuiu para uma sensação de bem-
estar e segurança nas crianças. Também pensamos que o espaço deve ser
uma espécie de aquário que espelhe as ideias, os valores, as atitudes e a
cultura das pessoas que vivem nele.
(MALAGUZZI, 1984 apud GANDINI, 2016, p. 148)
O ambiente pode ser considerado, assim, como um segundo educador, juntamente com o professor. Para isso,
o ambiente precisa ser flexível e deve passar por uma modificação frequente pelas crianças e pelos
professores, para permanecer atualizado e sensível às necessidades de eles serem protagonistas de seu
conhecimento. 
Você consegue pensar nesses ambientes?
Diferentemente do que você pode ter pensado, esses ambientes não são exclusivamente de espaços de elite,
criados de uma maneira singular. Estão previstos em documentos formais do MEC. 
Você já ouviu falar nos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil? Esse
documento fundamenta vários espaços e seus cuidados, como, por exemplo, o lactário. 
Exemplo de lactário.
Para finalizar, agora que já vimos os conceitos de ambiente e educação infantil, é a sua vez:
Pense...
...nos espaços de educação infantil que você
conhece.
Compare...
...o que você pensou com os parâmetros aqui
expostos.
Troque...
...sobre o que viu com colegas em suas redes
sociais e tente perceber como anda nossa
educação infantil na prática.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Desenvolvimento infantil
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Jean Piaget
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Neste módulo, foi abordada a importância do ambiente no desenvolvimento infantil, que é o processo
complexo de crescimento, maturação e aprendizagem de funções e conhecimentos de diferentes domínios:
motor, sensorial, socioemocional e linguístico.
Analise os exemplos de componentes do ambiente escolar que correspondem aos domínios motor, sensorial,
socioemocional e linguístico. 
I. Domínio sensorial – disponibilização de objetos detentores de atributos diversos (sons, cores, pesos e
texturas).
II. Domínio socioemocional – disponibilização de mobiliário composto apenas por carteiras individuais, para
que as crianças se sentem sempre sozinhas.
III. Domínio motor – disponibilização de superfícies acolchoadas e barras de apoio para que bebês possam se
movimentar.
IV. Domínio linguístico – disponibilização de álbuns, pinturas, livros e fotografias variadas.
Está correto o que se exemplifica em
A
I, III e IV.
B
I, II e III.
C
II e III.
D
III e IV.
E
I e IV.
A alternativa A está correta.
O exemplo que que não corresponde ao domínio de desenvolvimento correto é o II pois a organização do
ambiente apenas em espaços individualizados não favorece ao desenvolvimento do domínio
socioemocional, que corresponde ao processo de aprendizagem de atitudes e de habilidades no meio
sociocultural.
Questão 2
Você estudou que o desenvolvimento humano é influenciado por múltiplos fatores, tanto individuais quanto
ambientais. Analise as afirmações, considerando V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O ambiente em que a criança vive afeta o seu desenvolvimento.
( ) O ambiente pode oferecer oportunidades de desenvolvimento de forma integrada e contínua às crianças.
( ) A faixa etária é o único aspecto relevante para a organização do ambiente.
( ) O ambiente pode atuar como uma instância educativa.
A sequência correta, de cima para baixo, é
A
V, F, F, V.
B
F, F, F, V.
C
V, V, F, V.
D
F, V, V, F.
E
V, V, F, F.
A alternativa C está correta.
Ainda que os marcos etários de desenvolvimento humano sejam relevantes para a organizaçãodos
ambientes no qual as crianças estão inseridas, devemos considerar o contexto sociocultural no qual a
criança estabelece relações com o mundo que a cerca.
2. Ambientes que promovem o desenvolvimento infantil
Laboratório: A casa dos passarinhos
Antes de comerçar o assunto, vamos ver um vídeo sobre essa dinâmica.
A casa dos passarinhos
Para nos ajudar a entender melhor a importância dos ambientes, assista ao vídeo a seguir e observe uma
possível dinâmica entre professores, alunos e ambiente. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Como dar asas à imaginação das crianças e tornar real essa proposta?
O fato de estar atento ao movimento das criança, observar o ambiente da escola e escutar suas ideias já
mostra uma importante competência profissional. Como adulto e educador, você deve mediar os processos de
construção individual e coletiva da casa dos passarinhos. Para isso, vale:
Conversar com as crianças e estabelecer etapas para a empreitada.
Levantar possibilidades de casas de passarinhos que elas já tenham visto e investigar juntos outras
possibilidades de casa existentes na natureza, na literatura e no contexto social.
Compartilhar com os pais a ideia da turma e contar com a participação das famílias, pois pode ser
interessante convidar um familiar que crie passarinhos ou que seja marceneiro para participar do
projeto.
Pensar em materiais que podem ser usados nessa construção, garantindo o manuseio seguro pelas
crianças.
Ao se colocar no lugar desse professor ou professora, esperamos que você tenha se sentido desafiado a
pensar na criança como um sujeito explorador, um pequeno cientista que observa o mundo em busca de
soluções para os problemas que percebe.
Vamos discutir sobre possibilidades de organização de um ambiente instigador do desenvolvimento infantil?
Possibilidades de organização de um ambiente instigador
Um ambiente instigador na educação infantil deve convidar à ação, à imaginação e à narratividade, por meio
da exploração de diferentes materiais, texturas, cores e aromas (HORN, 2004).
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Saiba mais
Na legislação educacional brasileira, os ambientes são valorizados por seu potencial provocador e
desafiador no desenvolvimento infantil. A Base Nacional Comum Curricular, por exemplo, afirma que as
práticas pedagógicas desenvolvidas na educação infantil devem ocorrer em “ambientes que as
convidem [as crianças] a vivenciar desafios e sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam
construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural” (BRASIL, 2017, p. 33). 
Segundo a LDB 1996, professores e comunidades devem ser ativos no âmbito escolar propondo
direcionamentos e demandas para o funcionamento da própria escola. 
Sendo assim, docentes têm responsabilidades sobre a estruturação da escola.
Tratamos de "estrutura" e "preparação" para atender uma estratégia pedagógica prevista no planejamento
docente. Educar precisa de planejamento e direcionamento para habilidades e competências as quais se quer
adquirir. 
Cabe ao professor e à professora de educação infantil estruturar e preparar os ambientes para o
desenvolvimento da independência e da autonomia das crianças em consonância com suas
necessidades específicas. No entanto, esses profissionais devem lidar com alguns desafios relacionados
à organização de ambientes instigadores como o mobiliário disponível, a conservação dos objetos, a
organização coletiva e o uso consciente dos materiais, evitando desperdício.
(GUIMARÃES, 2009, p. 98)
Em relação ao mobiliário adequado às crianças, deve-se considerar seus atributos físicos e suas qualidades
imaginativas.
Sala vazia em uma disposição do espaço tradicional.
Sala sendo utilizada e adaptada à necessidade dos alunos.
Maria Montessori, educadora italiana que contribuiu para as definições de mobiliário das instituições escolares
da primeira infância, afirmou:
Maria Montessori
Maria Montessori (1870-1952) cursou Medicina e Cirurgia na Universidade de Roma, diplomando-se, em
1896, como a primeira mulher italiana a obter o título de médica. Montessori inaugurou a primeira Casa
dei Bambini, em San Lorenzo, cuja proposta de pedagogia científica se baseava na necessidade de ir
além do diagnóstico dos problemas educacionais e prover uma escola que auxiliasse o desenvolvimento
natural da criança. Sua proposta de educação sensorial agregava exercícios e objetos de vida, prática e
materiais de desenvolvimento. 
A necessidade do mobiliário ser adequado ao tamanho das crianças, leves
para que elas pudessem arrastá-los e mudá-los de lugar, assim como de
cores atraentes: as mesas, as cadeiras, as pequenas poltronas, leves e
transportáveis, permitiram à criança escolher uma posição que lhe agrada;
ela poderá, por conseguinte, instalar-se comodamente, sentar-se em seu
lugar, isto lhe constituirá, simultaneamente, um sinal de liberdade e meio de
educação
(MONTESSORI, 1965, p. 44)
O desenvolvimento infantil ocorre no espaço vivido e é marcado pelas relações ali estabelecidas. Assim, um
ambiente instigador deve ser um espaço adequado e motivador da exploração e da criatividade pelas
crianças. Vamos entender um pouco mais do espaço a partir de um exemplo?
Ambiente genérico para o ensino infantil.
Vamos ver detalhadamente cada um dos itens do espaço:
Espaço 1 - Expansão criativa e plasticidade
O ambiente da sala, com suas mesas e cadeiras, pode ser
cotidianamente recomposto, abrindo espaço para a plasticidade e para a 
expansão criativa.
Mesas podem servir de suporte para a leitura, para a expressão artística
e para a brincadeira, transformando-se em uma cabana ou em uma casa.
Cadeiras servem de mobília de diferentes tipos de cenário construídos
pelas e com as crianças: sofás de casa, bancos de praça, assentos de
consultórios médicos e, até mesmo, poltronas de trens, ônibus ou aviões.
Espaço 2 - Domínio linguístico
O espaço pode instigar o desenvolvimento do domínio linguístico por
meio da iluminação e do uso de recursos luminosos, como lanternas e
luminárias, em que a luz artificial possibilite a dramatização em jogos de
sombras.
Espaço 3 - Domínio motor
As possibilidades de criação e exploração do ambiente também devem
dar conta do desenvolvimento do domínio motor. Para isso, a sala, o
pátio, o parque e os materiais disponíveis devem possibilitar que as
crianças realizem atividades de andar, subir, descer, pular e de controlar
o corpo.
Espaço 4 - Domínio sensorial
O domínio sensorial é representado por um ambiente que estimula os
sentidos ao brincar ao ar livre, tendo contato com elementos naturais
(terra, água, vento, plantas, animais) e pela experimentação de diferentes
texturas, cores, formas e sons.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Lev Vygotsky
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Ambiente de Aprendizagem e sua estrutura.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Neste módulo, definimos a constituição de um ambiente instigador do desenvolvimento infantil. Analise as
afirmações abaixo quanto a exemplos esse ambiente.
I. Um ambiente em que as crianças usam os materiais indiscriminadamente.
II. Um ambiente em que o mobiliário pode ser recomposto quando necessário não favorece o aspecto
instigador.
III. Um ambiente que possibilita às crianças experimentarem diferentes texturas, cores, formas e sons.
IV. Um ambiente em que as crianças se movimentem com autonomia.
Está correto o que se afirma em
A
I, II e III.
B
I, II e IV.
C
I e III.
D
III e IV.
E
II e IV.
A alternativa D está correta.
As alternativas I e II que não correspondem a um exemplo de ambiente instigador, já que o uso consciente
de materiais, evitando desperdício, é um relevante desafio para os profissionais de Educação Infantil. Deve-
se atentar, assim, para o uso racional dos recursos como um aspecto educativo e necessário nas
sociedadescontemporâneas. Oferecer um ambiente no qual o mobiliário pode ser recomposto é instigador
tendo em vista que possibilita a plasticidade e para a expansão criativa.
Questão 2
Considerando os elementos de um ambiente instigador ao desenvolvimento dos domínios motor e sensorial,
analise as relações contidas nos itens a seguir:
I. Motor – escada de madeira móvel; sensorial – aquário.
II. Motor – escrita; sensorial – contação de história.
III. Motor – colchão; sensorial – vasos de flores.
IV. Motor – bambolês; sensorial – chocalhos.
Está correto o que se afirma em
A
I, II e III.
B
I, II e IV.
C
II, III e IV.
D
I, III e IV.
E
II e IV.
A alternativa D está correta.
Um ambiente instigador deve proporcionar a livre experimentação, a criação e a imaginação das crianças.
Por isso, embora a escrita tenha uma base motora — desenhos livres e primeiras letras —, a contação de
história não é sensorial para uma criança que ainda não abstrai, fazendo com que o item II esteja incorreto.
Os demais elementos listados atendem à proposta de um ambiente instigador, uma vez que possibilitam o
desenvolvimento corporal das crianças, estimulam os sentidos e favorecem o contato com elementos
naturais.
Ambiente de educação infantil.
3. Organização de ambientes educacionais
A organização de ambientes para educação infantil
Vimos no módulo anterior as possibilidades de organização de um ambiente instigador e a importância de
estimular as crianças a atuarem como agentes exploradores para o desenvolvimento. 
Avançando nesse objetivo, vamos categorizar a organização de ambientes que possibilitem a interação entre
crianças e adultos, e construir, para e com as crianças, espaços propensos à interação entre seus
participantes.
Existe um jeito certo e único para preparar o ambiente? Estamos propondo algo inatingível,
intangível, possível somente a partir de grandes investimentos?
A construção do espaço é dinâmica e viva. O que propomos aqui são linhas que permitem estabelecer
vivências, possibilidades, mas que principalmente indicam que o foco do desenvolvimento é no aluno e como
podemos proporcionar dinâmicas ao seu desenvolvimento.
O ambiente da educação infantil deve — entre outras
possibilidades — potencializar o relacionamento, a troca de
saberes e a interação entre as crianças e os adultos que
dele participam.
Na condição de sujeito, a criança é autora, tem vivências,
tem experiências, e o ambiente da educação infantil deve
lhe proporcionar segurança e disponibilidade para trocas.
Saiba mais
Como tratamos anteriormente sobre desenvolvimento da criança, é importante lembrar que muitos
autores falam sobre o assunto. Para refletir vale a citação: “É a distância entre o nível de
desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o
nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob orientação de um
adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes” (VYGOTSKY, 2007, p. 97). 
Com isso, nas linhas mais contemporâneas de educação infantil, o ambiente é agente ao proporcionar 
possibilidades de experiência e, por isso, o professor precisa interagir, construir, remontar.
A relação das crianças com os ambientes
Mas se o ambiente não tem o que é necessário? 
Os especialistas afirmam que o século XX foi o século das crianças, quando elas passaram a ter significação
social e a infância passou a ser objeto específico de estudos. Podemos complementar que o século XXI é o
período da integração dessas crianças ao mundo do capital de forma plena. Elas passaram a ter espaços
próprios, nos centros de compra, nos restaurantes, nas academias. 
Aqueles ensinamentos e estudos sobre o
ambiente infantil e sua adequação passaram a
constar e ser vistos para muito além da escola.
Aparecem de forma sistemática onde as
crianças podem consumir — quem nunca viu o
espaço infantil e bem organizado de uma 
livraria, demonstrando que teve um
direcionamento pedagógico.
Claro que temos as visões estereotipadas sobre
o uso de ambientes de características infantis,
atribuindo uma noção de que um espaço infantil
é aquele cheio de distrações para crianças, para que os pais tenham onde deixá-las enquanto consomem,
mas cada vez mais podemos observar a evolução desses espaços para contribuir com o desenvolvimento
infantil.
Saiba mais
Para nos ajudar a refletir sobre o equilíbrio necessário para atuar como professor na educação infantil,
busque conhecer o trabalho do professor e filósofo Mario Sergio Cortella sobre a relação entre
afetividade, vínculo e aprendizagem. 
Quando está brincando, a criança tem atitudes diferentes de seu comportamento diário, habitual de sua idade,
ao brincar é como se ela fosse mais complexa do que é na realidade. 
Um ambiente organizado para fortalecer o contato entre pares e aberto para a brincadeira potencializa o
pleno desenvolvimento infantil.
Para compreender os ambientes, vamos retomar um documento já apresentado neste módulo: Parâmetros
Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil. 
No documento, encontramos um guia que apresenta algumas características importantes sobre a organização
de ambientes, indicando as necessidades específicas para algumas faixas etárias: 
Ambiente naturalizado 
Uma criança que tem seu ambiente
naturalizado pode pensar que o normal do
mundo seja a violência, as dificuldades
expressas em seu lar, a força física como a
única possibilidade de se expressar.
Ambiente seguro 
Uma criança que é levada a um
ambiente seguro, em que essas trocas
são ampliadas por comparação e por
instrução pode pensar, estudar, tentar
entender seu comportamento e isso
auxiliar no seu desenvolvimento.
Crianças de 0 a 1 ano
Os ambientes são: sala para repouso, sala para atividades, fraldário, lactário e solário.
Crianças de 1 a 6 anos
Os ambientes são: sala para atividades.
Uso geral
Os ambientes são: sala multiuso, área administrativa, banheiros, pátio coberto, áreas necessárias ao
serviço etc.
As interações e as brincadeiras são os eixos norteadores das propostas curriculares de educação infantil,
conforme regulamenta o art. 9º das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (BRASIL, 2009)
e a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017). 
Em uma brinquedoteca, normalmente, são organizadas estações, e em cada uma dessas estações o ideal é
que o aluno reconheça os espaços que são cotidianos, mas que dão a ampla possibilidade de interagir.
Quer dizer, quando colocamos uma cozinha em miniatura e a criança se sente capaz de preparar, servir,
trocar, ela traz o lúdico para si, sente-se integrada e reproduzindo o que seus pais fazem para cuidar dela. 
A ideia é que todos possam participar e estimular as crianças com dinâmicas e brincadeiras!
Saiba mais
O documento Brinquedos e brincadeiras de creches: manual de orientação pedagógica, produzido pelo
Ministério de Educação, reafirma que o mundo social “é rico de experiências que as crianças aproveitam
para ampliar seu repertório de brincadeiras, por meio de interações com outras pessoas e para
expressar novas formas lúdicas” (BRASIL, 2012, p. 46). 
Cabe aos profissionais da educação infantil planejar ambientes para as crianças e com as crianças, atentando
para o meio cultural em que elas estão inseridas, com a promoção de interações em grupos para que possam
brincar, criar, imaginar, construir e trocar saberes. São alguns exemplos:
Espaços de encontro
Constituir espaços que promovam trocas e
encontros das crianças em grupos menores.
Criação e dramatização
Disponibilizar objetos que favoreçam a
formação de subgrupos e possibilitem a criação
de cenas e dramatizações.
Materiais diversos
Oferecer diferentes materiais que possam ser
transportados e favoreçam a construção de
lugares, como panos e almofadas.
Vamos ver a seguir um vídeo que explorará mais sobre a contrução de espaços que proporcionam a troca de
experiências e a brincadeira das crianças. 
Planejamento de ambientes que promovem troca de experiênciase
brincadeira
Para nos ajudar a entender melhor o conceito de planejar os ambientes de modo a oferecer cantos específicos
para proporcionar a troca de experiências e a brincadeira, assista ao vídeo a seguir. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Nesse contexto moderno, a brinquedoteca assume a função de espaço de desenvolvimento infantil e de
formação que estimula o lúdico e a formação de profissionais que valorizam a brincadeira.
Laboratório: um refeitório-restaurante
Imagine que você é um professor ou uma professora que atua em uma instituição de educação infantil de
horário integral e se depara com a recusa dos seus alunos com a alimentação da escola. 
Quando você questiona o motivo, seus alunos
dizem que:
 
Não gosto de arroz em cima do feijão, porque
prefiro colocar separadinho.
Tem muita comida e eu só queria provar.
No restaurante as pessoas se servem, né?
Além da resistência para comer, você reparou
que seus alunos desperdiçam os alimentos e não entendem a importância de sentar para comer. Eles ficam
dispersos e se movimentando pelo espaço.
Como resolver esse problema? 
Em uma reunião com a equipe, vocês decidem realizar uma experiência: 
Permitir que as crianças se sirvam, transformando o refeitório em um restaurante!
A expectativa é de que, com essa prática, as crianças se alimentem melhor e interajam mais. É uma proposta
que mexe com o trabalho de várias pessoas, mas investe em uma equipe colaborativa, que coloca as
necessidades das crianças em primeiro lugar.
Entre outras coisas, a transformação do refeitório em restaurante requer:
Comunicação
Conversar com as crianças e escutá-las sobre
suas experiências de alimentação e
compreensões sobre o que é um restaurante.
Organização
Levantar possibilidades de organização do
espaço do refeitório e confecção de elementos
para o espaço com as crianças, como toalhas,
quadros e objetos decorativos.
Utensílios
Adquirir utensílios adequados ao público infantil
e que permitam que se sirvam com autonomia.
Família
Compartilhar a proposta com as famílias e
convidá-las para inauguração do refeitório-
restaurante.
Esperamos que essa história tenha feito com que você encare a criança como um sujeito que se desenvolve
por meio de relações e interações sociais. Há clara intencionalidade educativa na ideia de transformar o
refeitório em um restaurante, já que os momentos de refeição nutrem não só o corpo, como permitem o
convívio social e a apropriação de uma cultura alimentar, sendo potenciais transformadores de hábitos de
consumo.
Ainda refletindo sobre a dinâmica, será que basta criar um ambiente infantil e está tudo feito?
Claro que não!
Cada grupo de crianças é um grupo, cada criança é uma criança e deve ser entendida e respeitada em sua
individualidade.
Quando propomos uma atividade, por exemplo, promover autonomia para que crianças possam se servir e se
alimentar sozinhas, sabemos que as escolhas precisam ser limitadas, que a preparação dos produtos com a
interação das crianças reforça a higiene e que saibam que podem optar por alimentos diferentes. 
Mais do que isso, incluir é fundamento!
Crianças com dificuldades motoras e crianças que, por
relações sociais ou religiosas, não consomem um tipo de
alimento devem fazer parte da estratégia do professor.
Podem ser chances de fomentar aspectos não só motores,
como previsto no planejamento, mas competências
socioemocionais.
No contexto da educação infantil, a brincadeira não deve
ser entendida como uma atividade secundária ou como
mero passatempo das crianças. Ao contrário, deve ser 
valorizada e estimulada, já que tem uma importante função
no desenvolvimento humano. Para que a brincadeira tenha lugar garantido no cotidiano das instituições
educativas, é fundamental a atuação dos educadores. 
O modo como organizamos os mobiliários e os materiais no ambiente, possibilitando o livre brincar das
crianças, revela nossa concepção pedagógica, uma vez que favorece ou prejudica a interação. Sendo assim,
um ambiente relacional comunica e educa positivamente as crianças que nele interagem.
Ambientes interativos
Para conhecer mais exemplos de ambientes interativos, assista ao vídeo a seguir. 
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Brincar
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Ambiente de Aprendizagem: Cozinha
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Aproveitando a ideia do refeitório-restaurante, no contexto da necessária interação entre crianças e adultos,
analise as afirmativas abaixo:
I – Em nome de uma alimentação saudável, o espaço para gostos pessoais das crianças (por determinados
tipos de comida) deve ser limitado. 
II – Compreender as experiências alimentares que a criança traz de casa é importante para a definição desse
tipo de refeitório.
III – Quanto mais cedo a criança se acostumar com utensílios de cozinha de tamanho adulto, mais rápida será
sua interação com o próprio mundo adulto. 
Está correto o que se afirma em
A
I somente.
B
II e III.
C
II somente.
D
I e III.
E
III somente.
A alternativa C está correta.
Um elemento essencial nessa experiência é a possibilidade de as próprias crianças se servirem, levando em
conta seus gostos pessoais; afinal, é um refeitório-restaurante! Mas para isso, alguns pontos são
fundamentais. Em primeiro lugar, saber ouvir as crianças e conhecer suas experiências alimentares (em
casa, em restaurantes etc.). A seguir, proporcionar melhor adequação à realidade sensório-motora infantil:
das mesas aos talheres, as ferramentas e os objetos devem ser adaptados. E finalmente, não esquecer a
importante participação da família nesse processo.
Questão 2
Para a organização de um ambiente propício à interação, vimos que a brincadeira assume um lugar central.
Analise as afirmações que abordam situações na perspectiva de brincadeira em um ambiente relacional.
I. Disponibilizar objetos que possibilitem a dramatização pelas crianças.
II. Organizar cantos fixos para a brincadeira em um único espaço da sala.
III. Oferecer jogos, como dominós e quebra-cabeças, que permitam a brincadeira coletiva.
IV. Possibilitar momentos de brincadeira de livre escolha pelas crianças na rotina da turma.
Estão corretas as situações descritas nas afirmações
A
I, II e III.
B
I, III e IV.
C
II, III e IV.
D
I e II.
E
I e IV.
A alternativa B está correta.
Os espaços propícios para as interações e brincadeiras devem ser flexíveis e não fixos, compostos por
diferentes materiais que possam ser transportados e que favoreçam a construção de cenas, brincadeiras e
histórias.
4. Conclusão
Considerações finais
Na educação infantil, os ambientes instigadores e relacionais devem ser preparados para a criança e com a
criança, respeitando o direito que ela possui de construir sua autonomia e ser ativa em seu processo de
desenvolvimento. Cabe aos profissionais da primeira infância reconhecer a importância dos ambientes, além
de planejar, mediar e intervir positivamente no desenvolvimento das crianças com quem atua.
Podcast
Neste podcast, os professores Rodrigo Rainha e Taziana Pessoa de Souza conversam sobre a
importância dos ambientes e sobre as teorias para o desenvolvimento infantil. Aproveite!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Confira as indicações que separamos especialmente para você!
 
Assista ao filme O começo da vida, produzido em 2016 pela Maria Farinha Filmes e dirigido por Estela Renner.
O documentário debate a importância dos primeiros anos de vida, à luz dos avanços da neurociência. O filme
destaca a descoberta de que o desenvolvimento de todos os seres humanos se dá na combinação da
genética com a qualidade das relações interpessoais e com o ambiente em que estamos inseridos.
 
Acesse o portal da Enciclopédiado Desenvolvimento Infantil. Esse material ajuda a perceber o
desenvolvimento infantil, reconhecer essas fases, e ajuda a perceber as discussões sobre a importância do
desenvolvimento infantil.
 
Conheça o Programa Criança e Natureza. Trata-se de um movimento que compreende a importância de uma
infância em que a criança é deixada livre para vivenciar o contato com a natureza. Descubra os vários
benefícios de brincar ao ar livre para o desenvolvimento e para a saúde das crianças.
 
Acesse o portal da Biblioteca Parque. No Portal, você entende e visualiza a proposta de unir os conceitos de
biblioteca e parque: tem-se acesso a teatro, cinema, aulas de dança (em alguns casos) e até Cozinha-Escola,
sempre convergindo para a exploração dos acervos e das práticas de leitura. Na visão das bibliotecas
contemporâneas, novas formas de linguagem mediadas pela tecnologia funcionam como estratégia de
ampliação do repertório cultural: articulam a ideia de ler o mundo com múltiplos recursos, alargando os
horizontes do ser e o potencial educativo, com experimentação e criação.
Referências
ANGOTTI, M. Maria Montessori: uma mulher que ousou viver transgressões. In: OLIVEIRA-FORMOSINHO, J.;
KISHIMOTO, T. M.; PINAZZA, M. A. (orgs.). Pedagogias(s) da infância: dialogando com o passado: construindo
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BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília, DF: MEC/
Secretaria de Educação Básica, 2017.
 
BRASIL. Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da
educação e dar outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2013.
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretária de Educação Básica. Brinquedos e brincadeiras de creches:
manual de orientação pedagógica. Brasília, DF: MEC/SEB, 2012.
 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro
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COMITÊ CIENTÍFICO DO NÚCLEO CIÊNCIA PELA INFÂNCIA. Estudo nº 1: o impacto do desenvolvimento na
primeira infância. 2014.
 
GANDINI, L. Espaços educacionais e de envolvimento pessoal. In: EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN, G.
(orgs.) As cem linguagens da criança. Tradução: Dayse Batista; revisão técnica: Maria Carmen Silveira
Barbosa. Porto Alegre: Penso, 2016, p. 137-149.
 
GUIMARÃES, D. Educação infantil: espaços e experiências. In: CORSINO, P. (org.). Educação infantil: cotidiano
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SOUZA, S. J.; KRAMER, S. O debate Piaget/Vygotsky e as políticas educacionais. Cadernos de Pesquisa, n. 77,
p. 69-80, maio 1991.
 
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7.
ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
	Desenvolvimento infantil: ambientes e teorias
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Ambiente na educação infantil
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	Definição de desenvolvimento
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	Comportamental
	Educação infantil e o ambiente
	Conceito de ambiente
	Identidade pessoal
	Desenvolvimento de competências
	Oportunidade de crescimento
	Sensação de segurança e conforto
	Oportunidade de interação social e isolamento
	Educação infantil no brasil
	O direito das crianças pequenas à educação.
	A exigência legal de matrícula escolar das crianças a partir de 4 anos.
	Saiba mais
	Legislação brasileira e o ambiente educacional
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	A importância do ambiente na educação
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	Laboratório: A casa dos passarinhos
	A casa dos passarinhos
	Conteúdo interativo
	Como dar asas à imaginação das crianças e tornar real essa proposta?
	Possibilidades de organização de um ambiente instigador
	Saiba mais
	Espaço 1 - Expansão criativa e plasticidade
	Espaço 2 - Domínio linguístico
	Espaço 3 - Domínio motor
	Espaço 4 - Domínio sensorial
	Vem que eu te explico!
	Lev Vygotsky
	Conteúdo interativo
	Ambiente de Aprendizagem e sua estrutura.
	Conteúdo interativo
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	3. Organização de ambientes educacionais
	A organização de ambientes para educação infantil
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	A relação das crianças com os ambientes
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	Crianças de 0 a 1 ano
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	Espaços de encontro
	Criação e dramatização
	Materiais diversos
	Planejamento de ambientes que promovem troca de experiências e brincadeira
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	Laboratório: um refeitório-restaurante
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	4. Conclusão
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