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1 
 
 
 
 
 
 
 
BRB 
Escriturário 
 
 
1 Lei nº 10.973/2004 ............................................................................................................ 1 
2 Empreendedorismo. ........................................................................................................ 14 
3 Autoconhecimento e percepção de oportunidades. 4 O processo de inovação. 5.5 Geração 
de ideias e o processo criativo. 6 Inovação x Invenção. 7 Tipos de inovação. ........................ 22 
Ecossistemas complexos de informação. .......................................................................... 34 
 
 
 
 
 
 
 
Olá Concurseiro, tudo bem? 
 
Sabemos que estudar para concurso público não é tarefa fácil, mas acreditamos na sua 
dedicação e por isso elaboramos nossa apostila com todo cuidado e nos exatos termos do 
edital, para que você não estude assuntos desnecessários e nem perca tempo buscando 
conteúdos faltantes. Somando sua dedicação aos nossos cuidados, esperamos que você 
tenha uma ótima experiência de estudo e que consiga a tão almejada aprovação. 
 
Pensando em auxiliar seus estudos e aprimorar nosso material, disponibilizamos o e-mail 
professores@maxieduca.com.br para que possa mandar suas dúvidas, sugestões ou 
questionamentos sobre o conteúdo da apostila. Todos e-mails que chegam até nós, passam 
por uma triagem e são direcionados aos tutores da matéria em questão. Para o maior 
aproveitamento do Sistema de Atendimento ao Concurseiro (SAC) liste os seguintes itens: 
 
01. Apostila (concurso e cargo); 
02. Disciplina (matéria); 
03. Número da página onde se encontra a dúvida; e 
04. Qual a dúvida. 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhar em e-mails separados, 
pois facilita e agiliza o processo de envio para o tutor responsável, lembrando que teremos até 
cinco dias úteis para respondê-lo (a). 
 
Não esqueça de mandar um feedback e nos contar quando for aprovado! 
 
Bons estudos e conte sempre conosco!
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
1 
 
 
 
LEI Nº 10.973, DE 2 DE DEZEMBRO DE 20041 
 
Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá 
outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no 
ambiente produtivo, com vistas à capacitação tecnológica, ao alcance da autonomia tecnológica e ao 
desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional do País, nos termos dos arts. 23, 24, 167, 200, 
213, 218, 219 e 219-A da Constituição Federal. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
Parágrafo único. As medidas às quais se refere o caput deverão observar os seguintes princípios: 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - promoção das atividades científicas e tecnológicas como estratégicas para o desenvolvimento 
econômico e social; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - promoção e continuidade dos processos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, 
assegurados os recursos humanos, econômicos e financeiros para tal finalidade; (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
III - redução das desigualdades regionais; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IV - descentralização das atividades de ciência, tecnologia e inovação em cada esfera de governo, 
com desconcentração em cada ente federado; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
V - promoção da cooperação e interação entre os entes públicos, entre os setores público e privado e 
entre empresas; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VI - estímulo à atividade de inovação nas Instituições Científica, Tecnológica e de Inovação (ICTs) e 
nas empresas, inclusive para a atração, a constituição e a instalação de centros de pesquisa, 
desenvolvimento e inovação e de parques e polos tecnológicos no País; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
VII - promoção da competitividade empresarial nos mercados nacional e internacional; (Incluído pela 
Lei nº 13.243, de 2016) 
VIII - incentivo à constituição de ambientes favoráveis à inovação e às atividades de transferência de 
tecnologia; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IX - promoção e continuidade dos processos de formação e capacitação científica e tecnológica; 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
X - fortalecimento das capacidades operacional, científica, tecnológica e administrativa das ICTs; 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XI - atratividade dos instrumentos de fomento e de crédito, bem como sua permanente atualização e 
aperfeiçoamento; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XII - simplificação de procedimentos para gestão de projetos de ciência, tecnologia e inovação e 
adoção de controle por resultados em sua avaliação; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XIII - utilização do poder de compra do Estado para fomento à inovação; (Incluído pela Lei nº 13.243, 
de 2016) 
XIV - apoio, incentivo e integração dos inventores independentes às atividades das ICTs e ao sistema 
produtivo. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 2o Para os efeitos desta Lei, considera-se: 
I - agência de fomento: órgão ou instituição de natureza pública ou privada que tenha entre os seus 
objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e promover o desenvolvimento da ciência, da 
tecnologia e da inovação; 
 
1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm - Acesso em 13.07.2022 
1 Lei nº 10.973/2004 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
2 
 
II - criação: invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de 
circuito integrado, nova cultivar ou cultivar essencialmente derivada e qualquer outro desenvolvimento 
tecnológico que acarrete ou possa acarretar o surgimento de novo produto, processo ou aperfeiçoamento 
incremental, obtida por um ou mais criadores; 
III - criador: pessoa física que seja inventora, obtentora ou autora de criação; (Redação pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
III-A - incubadora de empresas: organização ou estrutura que objetiva estimular ou prestar apoio 
logístico, gerencial e tecnológico ao empreendedorismo inovador e intensivo em conhecimento, com o 
objetivo de facilitar a criação e o desenvolvimento de empresas que tenham como diferencial a realização 
de atividades voltadas à inovação; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IV - inovação: introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que resulte 
em novos produtos, serviços ou processos ou que compreenda a agregação de novas funcionalidades 
ou características a produto, serviço ou processo já existente que possa resultar em melhorias e em 
efetivo ganho de qualidade ou desempenho; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
V - Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT): órgão ou entidade da administração pública 
direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as 
leis brasileiras, com sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social 
ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico ou o desenvolvimento de 
novos produtos, serviços ou processos; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VI - Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT): estrutura instituída por uma ou mais ICTs, com ou sem 
personalidade jurídica própria, que tenha por finalidade a gestão de política institucional de inovação e 
por competências mínimas as atribuições previstas nesta Lei; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VII - fundação de apoio: fundação criada com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino 
e extensão, projetos de desenvolvimento institucional, científico, tecnológico e projetos de estímulo à 
inovação de interesse das ICTs, registrada e credenciada no Ministérioinata a todos os seres humanos. Cabe a cada um de nós desenvolver essa capacidade. 
Deverá estar atento ao que se passa à sua volta: o desenvolvimento da capacidade criativa, tal 
como qualquer outra competência, exige concentração e atenção. 
Comece por ver o mundo que construiu à sua volta: a sua casa, o seu trabalho, as suas relações 
sociais. Compreender que a criatividade pode assumir muitas formas é um primeiro passo para 
desenvolver a sua capacidade de criar de forma consciente. 
 
Características das Pessoas Criativas 
1. Inteligência; 
2. Capacidade de adaptação; 
3. Autoestima elevada; 
4. Orientação para desafios; 
5. Curiosidade; 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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6. Interesse. 
 
Técnica Usada para Desenvolver a Criatividade nas Organizações 
Brainstorming: esta técnica significa “tempestade de ideias” e se caracteriza por um processo que 
permite gerar um conjunto de ideias, associações e conceitos livres e aleatórios que vistos de fora 
poderão parecer sem nexo. Contudo, e por se tratar de uma técnica onde as ideias fluem sem qualquer 
censura, permite bons resultados em termos de criatividade. Deste processo nascem muitas vezes 
soluções para problemas ou produtos e serviços inovadores. 
 
Vantagens e Desvantagens do Empreendedorismo 
 
Vantagens 
a) Geração de enorme ganho financeiro pessoal, o que pode ser verdade se o empreendedor for, de 
fato, uma pessoa preparada e ciente de suas reais capacidades e limitações; 
b) Capacidade de geração de emprego e aumento do crescimento econômico; 
c) Encorajamento do processamento de materiais locais em bens acabados para consumo doméstico, 
bem como para exportação; 
d) Capacidade de estimular uma competição saudável, que gera a criação de produtos de maior 
qualidade; 
e) Estímulo ao desenvolvimento de novos mercados; 
f) Promoção do uso de tecnologia moderna em pequena escala; 
g) Fabricação para estimular o aumento de produtividade; 
h) Encorajamento de pesquisas e estudos, bem como o desenvolvimento de máquinas e equipamentos 
modernos para consumo doméstico; 
i) Desenvolvimento de qualidades e atitudes empreendedoras entre potenciais empreendedores, os 
quais podem contribuir para mudanças significativas em áreas distantes; 
 j) Liberdade em relação à dependência do emprego oferecido por outros; 
k) Redução da economia informal. 
 
Desvantagens 
a) Requer muito trabalho, horas de dedicação e energia emocional; 
b) Tensão inerente ao se dirigir um negócio próprio; 
c) Ameaça constante de possibilidade de fracasso; 
d) Os empreendedores precisam assumir os riscos relacionados ao fracasso. 
 
Para complementar, veja o seguinte quadro com as vantagens de ser funcionário e de ser 
empreendedor. 
 
Vantagens 
Funcionário Empregador 
Não corre risco financeiro 
É o empreendedor da própria atividade; é o “dono da 
bola.” 
Possui salário mensal 
Pode ter um progresso financeiro muito maior (lucros) 
ou muito menor (prejuízos) 
Goza de relativa proteção e segurança por parte de 
seu empregador 
Não precisa seguir ordens alheias; Trabalho para si 
mesmo 
As decisões estratégicas são tomadas pelos 
dirigentes da empresa, não precisa “quebrar a 
cabeça” com problemas 
Toma as decisões estratégicas, é o “cabeça” do 
negócio 
Tem benefícios sociais e vantagens pagas pela 
empresa 
Constrói algo totalmente seu e satisfaz o seu espírito 
empreendedor 
 
Mitos sobre Empreendedorismo 
 
Para finalizar, é importante que você candidato(a) elimine os mitos sobre empreendedorismo de sua 
cabeça e que conheça justamente porque as bancas podem explorar tais mitos para que os candidatos 
errem nos concursos. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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De acordo com Revista Exame10, existem algumas falsas verdades (mitos) sobre os empreendedores 
e o empreendedorismo. Conheça-as: 
 
Mito 1: Não é possível desenvolver o empreendedorismo, você deve nascer empreendedor. É possível 
desenvolver sim, como já visto anteriormente. 
 
Mito 2: Todo empreendedor inventou algo na garagem de casa quando jovem e tem uma 
personalidade esquisita. Empreendedores são pessoas normais, como eu e você e de todas as idades. 
 
Mito 3: O objetivo de todo empreendedor é ser milionário. O que os motiva é a vontade de criar algo 
novo e não a pergunta: “bom, o que eu posso fazer para ficar rico?” 
 
Mito 4: Empreendedores não são muito confiáveis. Isso não faz sentido algum. 
 
Mito 5: Um empreendedor precisa tomar riscos enormes. Como investem o próprio dinheiro (e muitas 
vezes o de terceiros, como por meio de empréstimos em banco), empreendedores tendem a ser 
conservadores. Realizam investimentos baseados em uma ampla análise econômico e financeira, isto é, 
correm riscos calculados. 
 
Mito 6: Fazer um MBA é a melhor forma de se transformar num empreendedor. Não necessariamente. 
O conhecimento sobre gestão provém de diversas fontes, inclusive é possível contratar alguém com um 
MBA. 
 
Intraempreendedorismo 
 
Além do empreendedorismo temos também o intraempreendedorismo que de acordo com Pinchot11, 
se trata daquela pessoa que é empreendedora dentro da organização a que pertence. 
O intraempreendedorismo é uma modalidade de empreendedorismo que pode ser praticada dentro de 
empresas públicas e privadas e por isso é percebida pelas organizações como uma grande ferramenta 
para o sucesso organizacional. 
Este tipo de profissional possui uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar 
e buscar novas oportunidades para estas empresas. São eles que ajudam a movimentar a criação de 
ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente. 
O intraempreendedorismo em uma empresa permite que surjam várias inovações de produtos/serviços 
capazes de manter sua competitividade no mercado. Esta cultura deve estar enraizada nos corações da 
alta gerência, como também nos de seus colaboradores, uma vez que só é possível cultivar uma cultura 
intraempreendedora quando todos possuem seus objetivos pessoais e profissionais alinhados com a 
estratégia do negócio. Espera-se que a força de trabalho exercida na linha de produção não seja apenas 
a de executar, mas sim de também visualizar melhorias e implantar de forma consciente e eficiente suas 
ideias. 
Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente por agregarem 
valor ao trabalho final executado pela organização. Eles são procurados pelas empresas de recrutamento 
com uma frequência cada vez maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo 
o mundo. 
 
Questões 
 
01. (Colégio Pedro II - Administração - Colégio Pedro II) O quadro a seguir representa atitudes e 
características a serem desenvolvidas para obtenção de um determinado perfil de profissional, que devem 
ser consideradas na criação e administração de programas educacionais voltados à preparação de 
profissionais. 
 
 
10 EXAME. Falsas verdades sobre empreendedores. 2008. http://exame.abril.com.br/negocios/falsas-verdades-sobre-empreendedores-m0042859/ 
11 PINCHOT, Gifford. Intrapreneuring: why you don’t have to leave the corporation to become an entrepreneur New York: Harper and Row, 1985. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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O perfil descrito equivale àquele observado em 
(A) empreendedores. 
(B) analistas. 
(C) gestores. 
(D) líderes. 
 
02. (IF Farroupilha - Docente - FCM) Sobre o empreendedorismo, Dornelas (2001) afirma que: 
(A) Identificar e avaliar oportunidades constitui etapa inicial de um processo empreendedor. 
(B) O empreendedorismo é uma característica inata ao sujeito e, por isso, não é possível ser ensinado. 
(C) O processo empreendedor relaciona-se a fatores externos, ambientais e sociais, e independe de 
fatores ligados a aptidões pessoais. 
(D) O empreendedor é aquele que apresenta iniciativa para criar o próprio negócio, utilizando os 
recursos disponíveis de forma criativa, desdeque a situação não ofereça risco. 
(E) A globalização, a eliminação de barreiras culturais e comerciais, o encurtamento de distâncias, em 
decorrência das novas tecnologias, são fatores que impactam negativamente o desenvolvimento do 
empreendedorismo, tendo em vista o acirramento da concorrência. 
 
03. (AL/MT - Analista de Sistemas - FGV) O termo intraempreendedor é utilizado para designar um 
empreendedor que 
(A) atua em uma organização já existente. 
(B) dá prioridade às relações interpessoais na organização. 
(C) lidera a criação de uma nova organização 
(D) é um dos empreendedores de um grupo que pretende criar uma nova start‐up. 
(E) tem experiência anterior na área de negócios em estudo. 
 
04. (SMA/RJ - Pedagogo - Pref. do Rio de Janeiro/RJ) A capacidade de um indivíduo de mobilizar 
recursos, existentes ou não, para atender a uma demanda emergente, conhecida ou desconhecida, diz 
respeito à definição de: 
(A) condutivismo 
(B) desenvolvimento 
(C) empreendedorismo 
(D) qualidade total 
 
05. (IFB - Professor - CESPE) No que concerne a empreendedorismo, julgue o seguinte item. 
O processo de empreender pode ser resumido em identificar e avaliar uma oportunidade e administrar 
a empresa resultante. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
06. (UEA - Técnico em Planejamento, Orçamento e Finanças – CS-UFG) O empreendedorismo 
praticado dentro de uma organização já existente é conhecido como intraempreendedorismo. Com base 
nesse tema, a questão que envolve os fatores motivantes que influenciam as pessoas a buscarem 
resultados empreendedores é conhecida como: 
(A) autoeficácia empreendedora. 
(B) intenções empreendedoras. 
(C) predisposição percebida. 
(D) modelos de conduta. 
 
07. (AL/MT - Analista de Sistemas - FGV) Com relação ao perfil de empreendedores, assinale V para 
a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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( ) Empreendedores já nascem com essa característica. 
( ) Tudo que os empreendedores precisam para serem bem sucedidos é dinheiro e sorte. 
( ) Os empreendedores estão dispostos a correr riscos calculados. 
 
As afirmativas são, respectivamente, 
(A) F, F e V. 
(B) V, F e F. 
(C) F, V e V. 
(D) F, V e F. 
(E) V, V e F. 
 
08. (HEMOMINAS - Administrador - IBFC) Ao processo evolutivo e inovador da capacidade e 
habilidade profissionais direcionadas à alavancagem dos resultados das organizações e à consolidação 
de novos projetos estrategicamente relevantes dá-se o nome de: 
(A) Administração virtual. 
(B) Empreendedorismo. 
(C) Planejamento estratégico. 
(D) Desenvolvimento organizacional 
 
09. (IF/SP - Professor - FUNDEP) Considerando-se que a atividade empreendedora dependente de 
algumas características pessoais do principal articulador da nova empresa, assinale a alternativa que 
NÃO representa uma característica pessoal empreendedora. 
(A) Carlos esperou que novas linhas de crédito surgissem e escolheu uma das alternativas em sua 
primeira consulta a uma única instituição de crédito. 
(B) José, após ter sua proposta rejeitada pela instituição de crédito refez seus cálculos e buscou mais 
dados de mercado para consolidar ainda mais seu plano. 
(C) Márcia, em uma reunião com potenciais sócias, transmitiu suas ideias com equilíbrio e seriedade, 
a ponto de convencer e fazer acreditar na nova empresa. 
(D) Jaqueline saiu nessa manhã com uma lista de tarefas para sua nova ideia, ainda sem capital, ela 
está organizando informações preliminares que lhe serão úteis. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.A / 03.A / 04.C / 05.Errado / 06.B / 07.A / 08.B / 09.A 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
Empreendedorismo significa empreender, resolver um problema ou situação complicada. É um termo 
muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou 
produtos novos. Empreender é também agregar valor, saber identificar oportunidades e transformá-las 
em um negócio lucrativo. 
Lembre-se que o conceito de empreendedorismo foi utilizado inicialmente pelo economista Joseph 
Schumpeter, em 1950. 
 
02. Resposta: A 
O autor Dornelas (2005) apresenta as fases do processo empreendedor, que consistiria em: 
1º: Identificar e avaliar a oportunidade; 
2º:Desenvolver o plano de negócios; 
3º: Determinar e captar os recursos necessários; 
4º: Gerenciar a empresa criada. 
 
03. Resposta: A 
Como visto, o intraempreendedorismo é uma modalidade de empreendedorismo praticado por 
funcionários dentro da empresa em que trabalham. São profissionais que possuem uma capacidade 
diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades para estas empresas. 
 
04. Resposta: C 
Trata-se de uma definição de empreendedorismo. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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05. Resposta: Errado 
Ficou resumido demais, faltam etapas intermediárias. Observe que Dornelas12 apresenta como fases 
do processo empreendedor: 1º: Identificar e avaliar a oportunidade; 2º: Desenvolver o plano de negócios; 
3º: Determinar e captar os recursos necessários; 4º: Gerenciar a empresa criada. 
 
06. Resposta: B 
Intenção empreendedora pode ser entendida como o nível de vontade que uma pessoa tem de abrir 
uma empresa. Através desta vontade pessoal, alguns pesquisadores podem prever se esta pessoa está 
propensa a empreender (criar uma empresa). Para Shapero e Sokol (1982) duas etapas são 
fundamentais: a desejabilidade e a viabilidade. Estes dois aspectos são interativos. De modo que, se um 
indivíduo considera que se há viabilidade para iniciar um projeto, a desejabilidade cresce 
proporcionalmente. Por outro lado, se um indivíduo não está motivado para iniciar um projeto, não 
considerará sequer a sua viabilidade. 
 
07. Resposta: A 
A primeira é falsa, pois como visto, os empreendedores não nascem empreendedores, é possível 
desenvolver o comportamento empreendedor. Segundo esse ponto de vista, as pessoas podem 
apreender a agir como empreendedoras. A segunda é falsa porque o empreendedor não inicia um 
empreendimento contanto com a sorte, este pensamento é completamente errôneo. Para Hisrich & 
Peters13, empreendedorismo é o processo dinâmico que combina recursos, trabalho, materiais e outros 
ativos para tornar seu valor maior do que antes. De todo modo, também não é só ter dinheiro. A última 
assertiva está correta. 
 
08. Resposta: B 
“Empreendedorismo é o processo evolutivo e inovador da capacidade e habilidade profissionais 
direcionadas à alavancagem dos resultados das empresas e à consolidação de novos projetos 
estrategicamente relevantes” (Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira, 2009). 
 
09. Respostas: A 
Sabemos que o empreendedor consegue pensar “fora do quadrado”, tem iniciativa e capacidade de 
angariação de recursos, entre muitas outras características comportamentais. De todas as afirmativas, 
percebemos que o primeiro caso não tem as características de um empreendedor, pois Carlos esperou 
que novas linhas de crédito surgissem e não procurou por outras alternativas, contentando-se com a 
primeira delas. 
 
 
 
Autoconhecimento 
 
Investir em autoconhecimento é designar esforços para entender a si mesmo em todos os âmbitos, 
com a compreensão profunda de quem você é possível descobrir suas qualidades, capacidades, bem 
como os seus pontos que devem ser melhorados. Além disso, é possível saber lidar com isso tudo e 
encontrar as oportunidades para desenvolver constantemente. 
A busca do autoconhecimento é acompanhada de uma constante autoanálise, o que nos permite 
aprofundar nossas questões existenciais, junto ao conhecimento de nossas possibilidades e limitações. 
O autoconhecimento deve resultar num melhor ajustamento, no desenvolvimento da maturidade e no 
controle emocional, ou seja: 
- Na capacidade de entender os outros e de nos fazermos entender pelos outros; 
- Na maior objetividade dos julgamentos, tanto pessoais quanto dos outros; 
- Na aceitação de si e dos outros, admitindo que ninguém é isentode falhas, mas que também 
encontraremos qualidades em nós e em qualquer outro ser humano, se desejarmos realmente encontrá-
las; e 
- No conhecimento de suas habilidades e defeitos, junto à como e o que devemos melhorar. 
 
12 DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 232 p. 
13 HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. 
3 Autoconhecimento e percepção de oportunidades. 4 O processo de inovação. 
5.5 Geração de ideias e o processo criativo. 6 Inovação x Invenção. 7 Tipos de 
inovação. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
23 
 
Percepção de Oportunidades 
 
Dificuldades de Percepção 
Quando queremos implantar um processo de pensamento estratégico ou qualquer outro nas 
organizações, um dos grandes obstáculos a enfrentar é a dificuldade de percepção. Ou seja, bloqueios 
de toda espécie, que impedem a visualização de riscos, de um lado, e de oportunidades, do outro. 
Muitas vezes, surpreendemo-nos com situações do cotidiano, quando, por exemplo, procuramos em 
uma prateleira do supermercado um determinado produto e não o encontramos, pois ele não está 
exatamente no lugar em que esperávamos que estivesse, ou não está naquela embalagem à qual 
estamos acostumados. São os bloqueios da percepção, que nos impedem de ver o novo, o diferente: 
olhamos, mas não vemos. 
Alguns obstáculos, porém, vão além do “olhar e não ver”: estão relacionados às dificuldades do 
processo de “pensar o impensável”. Temos dificuldade em visualizar o que nunca imaginamos antes, 
aquilo que não se ajusta aos nossos modelos mentais. 
De fato, os chamados modelos mentais são muito úteis para o aprendizado, a consolidação, a 
estruturação e a exposição de conceitos sobre determinado assunto, sistema ou fenômeno1. Entretanto, 
eles acabam transformando-se em barreiras mentais para a percepção de indícios, sinais ou informações 
que não se enquadrem nos modelos mentais preexistentes2. 
Um tipo frequente de dificuldade de percepção, também apresentado por Senge, é a falta de visão 
sistêmica: deixamos de perceber muita coisa por não conhecermos suas inter-relações sistêmicas. 
Vemos algo em um ponto e não notamos suas causas — ou seus efeitos — no restante da cadeia 
associada ao negócio ou à atividade da organização. 
 
Dificuldades de Percepção de Oportunidades 
Diariamente vivemos situações em que as oportunidades estão passando à nossa frente, mas não 
somos capazes de vê-las, pois não se vê aquilo que não se espera ver. 
Por exemplo: quantas vezes paramos em uma esquina esperando por um táxi livre, mas ele não vem? 
Entretanto, se virássemos a cabeça e os olhos em outra direção, estaríamos em condições de ver que há 
vários táxis livres estacionados em um ponto, ou mesmo passando pela rua transversal! 
As oportunidades não esperam pelas nossas percepções. Elas simplesmente passam, como o táxi 
livre da rua transversal. Mas o fato de nós não as percebermos não quer dizer que nossos concorrentes, 
eventualmente mais atentos e perspicazes que nós, não se aproveitem disso, em detrimento de nossa 
organização. 
 
Dificuldades de Percepção de Riscos e Ameaças 
Outra dificuldade frequente consiste na falta de percepção de riscos e ameaças. Todos já deparamos 
com situações em que a maioria das pessoas à nossa volta vê um risco iminente, o qual, para nós, nem 
existe! Por que isso ocorre? Talvez por não acreditarmos que aquilo seja realmente possível, por não 
querermos que ocorra, por nunca ter acontecido com ninguém, ou por termos uma falsa sensação de 
segurança. 
Todos temos um pouco do “complexo de avestruz”, que, segundo a lenda, enfia a cabeça na areia 
para não ver o perigo à sua volta. E o pior é que essa postura, se não tomarmos cuidado, acaba sendo 
reforçada com o avançar da idade! A dificuldade de perceber as coisas ao nosso redor pode estar 
relacionada ao medo do desconhecido ou à forma corriqueira de raciocinar: “Mas isso nunca vai acontecer 
conosco! ”. 
Segundo Hamel e Prahalad, nós estamos sujeitos a pelo menos cinco grandes tipos de transformações 
ao nosso redor, que devem ser continuamente monitoradas, a fim de identificarmos possíveis mudanças 
que possam impactar as organizações. Além disso, dizem eles, as verdadeiras oportunidades e ameaças 
tendem a ocorrer, primordialmente, nas intersecções de duas ou mais mudanças simultâneas! E aí está 
a dificuldade de percebê-las claramente. 
 
Inovação 
 
Atualmente, administrar uma organização corresponde a administrar as mudanças, ou seja: 
Motta nos afirma que é “Enfrentar alterações rápidas e complexas; confrontar-se com ambiguidades; 
compreender a necessidade de novos produtos e serviços; garantir um sentido de direção em meio ao 
caos e à vulnerabilidade; e manter a calma diante da perda significativa daquilo que se ajudou a construir. 
” 
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24 
 
Em um contexto em que praticamente tudo pode ser alterado, a mudança não consiste apenas na 
melhoria dos processos, mas também no rompimento das práticas em vigor. As mudanças no ambiente 
de negócios influenciam diretamente as empresas e a vida das pessoas. São essas mudanças que 
provocam a melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao mercado e proporcionam o 
incremento da produtividade, de maneira eficiente (MOTTA, 1999). 
A mudança corresponde à informação de que determinada tecnologia, habilidade ou prática 
organizacional se tornou obsoleta. Portanto, nesse caso, o processo de mudança significa a criação de 
um novo modelo de organização, associada à alteração das premissas estabelecidas para a realidade do 
ambiente externo e aceitação de que ela é condição essencial para que a organização seja bem-sucedida 
(MOTTA, 1999). 
Muitas dessas mudanças são inesperadas e ocorrem em fases de extrema dificuldade das empresas, 
tornando o processo decisório ainda mais difícil. Conforme surgem novas exigências do mercado, as 
empresas devem se adequar; o mercado muda e as empresas também devem mudar para atenderem às 
novas necessidades, acompanhando o dinamismo do mercado. 
A mudança planejada, por sua vez, corresponde a uma reação mais indicada para fazer face às 
pressões do meio ambiente e aos problemas e dificuldades com que se defrontam frequentemente as 
organizações. A opção por introduzir um processo de mudança, por si só, não torna mais eficaz a 
administração da organização, mas representa um passo importante para a transformação que está por 
vir. Assim, o processo de mudança planejada deve ser entendido como um mecanismo impulsionador da 
transição de uma organização, de uma situação atual qualquer, para uma situação futura desejável 
O primeiro passo para a implantação de um processo de mudança organizacional, consiste em analisar 
os aspectos que não se adaptam à nova realidade e, a seguir, estabelecer as bases sobre as quais o 
processo será desenvolvido. Além disso, a empresa também deve buscar a melhor maneira pela qual as 
atividades, as pessoas, as tecnologias e as informações devem ser estruturadas, a fim de atingir o melhor 
desempenho e, por conseguinte, os melhores resultados. 
A gestão da mudança consiste em administrar a incerteza e interagir os processos internos e externos 
à organização que, de alguma forma, intervém no seu desempenho. O grau de incerteza desses 
processos gera fortes demandas nas empresas no sentido de aprender e adaptar-se às novas exigências 
do mercado, construindo novas competências na tomada de decisão, em situações não bem 
estabelecidas ou definidas. A mudança depende, assim, de uma série de fatores, tais como a preparação 
do processo, o incentivo à criatividade e a motivação de seus membros, além de habilidades para 
identificar os problemas mais relevantes e conduzir o processo 
 
Inovação - O processo de Inovação14 
 
A ideia é de reversibilidade. Para inovar é precisomudar e para mudar é preciso inovar. 
Na verdade, ambas estão dentro de uma mesma visão de renovação, na qual o comportamento é peça 
fundamental. A inovação se dá pela introdução de novas ideias no sistema organizacional, capazes de 
manter ativo o processo de atualização, de modernização permanente, sem depender, muitas vezes, das 
mudanças tecnológicas. Podemos dizer que a inovação se trata do grau em que novas ideias são 
produzidas e/ou se readaptam antigos conceitos para que se alcancem os objetivos da organização 
empresarial. 
A inovação é a capacidade de criar novas situações, melhorar a qualidade do desempenho e buscar 
incessantemente novas formas de ação. 
Não é raro constatar em determinados padrões de funcionamento nas organizações públicas, 
particularmente, a convivência de equipamentos tecnológicos avançados em contexto operacionais 
burocráticos de baixa energia sistêmica. Essa convivência não caracteriza um processo de mudança, 
pois o sistema institucionalizado retrata uma realidade burocrática não compatível. A inovação é também 
uma estratégia da ação, necessária à eficácia no desempenho de qualidade, à eficiência na execução do 
planejamento e à racionalização dos meios à obtenção de resultados. A visão estratégica nas 
organizações pressupõe a formulação de ações inovadoras que possam complementar o processo de 
mudança. Instalada a gestão estratégica, o processo de inovação estabelece objetivos e metas flexíveis, 
seguindo as tendências sequenciadas nas relações de produção e serviços. Nas realidades altamente 
competitivas, a sobrevivência organizacional depende da capacidade de inovação - mesmo em contextos 
de mudança tecnológica. 
 
14 CASTRO, J. M.; BASQUES, P. V. Mudança E Inovação Organizacional. REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO MACKENZIE, Volume 7, n.1, p. 71-95. 
Oliveira, S. A. Mudança Organizacional e Inovação Tecnológica em Processos: Estudo de Caso em uma Empresa Prestadora de Serviços do Estado do Paraná. XXV 
Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica, 2008. 
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25 
 
Considerada como o resultado perceptível de uma função específica da atividade empreendedora, a 
inovação, independentemente de onde ela ocorra – quer seja na iniciativa privada ou na pública -, é 
comumente debatida em torno do quão sistematicamente esta pode ser gerenciada, e também acerca do 
impacto modificador que ela carrega consigo. 
Percebe-se a existência dessa dualidade argumentativa na própria literatura, em que é colocado que 
a inovação corresponde à introdução de novas combinações produtivas economicamente viáveis 
(SCHUMPETER, 1984), ou que equivale ao esforço para criar significante e focalizada mudança no 
potencial social ou econômico de uma organização” (DRUCKER, 1998). 
Assim, temos que a inovação é um processo que envolve múltiplas atividades realizadas por diversos 
atores de uma ou várias organizações, durante a qual novas combinações de meios e/ou fins são 
desenvolvidos, produzidos, implementados e/ou transferidos para velhos e/ou novos mercados, 
oportunidades comerciais ou sistemas sociais. 
A busca constante pela inovação, por meio da criação e desenvolvimento de novos produtos e 
processos, diversificação, qualidade e absorção de tecnologias avançadas, é indispensável para 
assegurar elevados níveis de eficiência, produtividade e competitividade das organizações. Isso implica 
acumulação constante de conhecimentos e capacitação tecnológica contínua. Nesse contexto, insere- -
se a aprendizagem organizacional (aprendizado contínuo e interativo), configurando-se como o processo 
mais importante para o desenvolvimento da inovação. 
O conhecimento e o aprendizado interativos são elementos que formam a base fundamental, 
configurando-se como a melhor forma para indivíduos, empresas, regiões e países se adaptarem às 
intensas mudanças no mercado, bem como intensificarem a geração de inovações. 
Apesar de o assunto ganhar impulso nas últimas duas décadas, o conceito de inovação está muito 
ligado aos trabalhos de Joseph Schumpeter, economista austríaco, considerado por muitos como o 
principal formulador deste conceito na década de 30. 
Schumpeter (1961) acreditava que longas ondas dos ciclos de desenvolvimento no capitalismo eram 
resultados da combinação de inovações, que criavam um setor líder na economia ou um novo paradigma, 
que passava a impulsionar o rápido crescimento dessa economia. 
A teoria de desenvolvimento econômico de Schumpeter trata de cinco tipos de atividades que 
envolvem o processo de inovação (SCHUMPETER, 1961): 
1. Introdução de um produto novo ou uma mudança qualitativa em um produto existente; 
2. Novo processo de produção na indústria (que não precisa envolver um conhecimento inédito); 
3. A abertura de um mercado novo, em que uma área específica da indústria ainda não tenha 
penetrado, independentemente do fato do mercado existir antes ou não; 
4. Desenvolvimento de novas fontes de provisão para matérias-primas ou outras contribuições, 
independentemente do fato da fonte existir antes ou não; 
5. Mudança organizacional. 
As inovações, de acordo com Schumpeter, constituem o motor do processo de mudança que 
caracteriza o desenvolvimento capitalista e resultam da iniciativa dos agentes econômicos. Mesmo 
partindo de objetivos individuais, os efeitos da inovação são amplos e levam à reorganização da atividade 
econômica, garantindo o aspecto instável e evolutivo do sistema capitalista. Dessa forma, o 
desenvolvimento é definido pela realização de inovações, que se caracterizam pela introdução de novas 
combinações produtivas ou mudanças nas funções de produção. 
 
Geração de Ideias - Fontes de inovação 
 
Drucker (1998) contribui com o tema apontando que as inovações - enquanto produto ou processo - 
podem ser oriundas de fontes tanto intraorganizacionais quanto extraorganizacionais. 
 
Para as fontes intraorganizacionais, o autor salienta: 
- Ocorrências inesperadas: que correspondem a sucessos ou falhas inesperadas nas atividades da 
organização, percebidas a partir de avaliações de desempenho, análise de relatórios, etc.; 
- Incongruências: que equivalem a disparidades sentidas ou percebidas por intermédio do feedback 
informativo obtido na observação de realidades heterogêneas, a exemplo de retorno de investimentos 
acima ou abaixo das expectativas corporativas; 
- Necessidades de processo: a partir do instante em que uma organização necessite crescer e se 
desenvolver, seus processos precisam ser reavaliados, a fim de que se possa afirmar se esse 
desenvolvimento desejado é passível de ocorrer a partir dos processos já existentes na organização, 
abrindo-se, assim, oportunidades para que novos sejam elaborados; 
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26 
 
- Mudanças na indústria ou no mercado: eventuais transformações no comportamento do mercado 
(por parte do consumidor), ou mesmo político-econômicas no setor industrial, a ponto de influenciar toda 
uma gama de organizações a adotarem práticas estratégicas miméticas ou reagirem em contrapartida a 
tais mudanças. 
 
Para as fontes extraorganizacionais, são elencadas: 
- Mudanças demográficas: que proporcionam chances ao desenvolvimento de inovações visando 
alcançar, especificamente, grupos populacionais específicos, frutos de fenômenos demográficos, a 
exemplo de baby booms; 
- Mudanças na percepção por parte do mercado consumidor: bastante atrelada às mudanças no 
mercado previamente destacadas, podem influenciar positiva ou negativamente a apreciação do indivíduo 
acerca de um produto, grupo de produtos, ou até mesmo de como ele enxerga uma organização a partir 
do portfólio desta, o que tende a impulsionar inovações por parte das organizações para que se sustentem 
em vantagem competitiva, ou para que consigam encurtar a distância perante seus concorrentes. 
- Novos conhecimentos: o surgimento de novos conhecimentos científicos e tecnológicos e,sobretudo, a condensação destes, formalizando-os, constituem também relevante fonte de inovação, a 
partir da transferência de tecnologia entre organizações, institutos de pesquisa, parcerias, sistemas 
nacionais de inovação, patentes, etc. 
 
Para interpretação das inovações, devem-se considerar certas dimensões, acima de tudo na 
perspectiva organizacional: 
a) O objeto da inovação: se se trata de uma inovação mais voltada para os processos da organização 
ou mais voltada para os outputs dela; 
b) O grau da inovação: acerca do quão nova ela é em termos de produto e/ou processo; 
c) A subjetividade da inovação: uma dimensão que tem por fim indagar para quem essa inovação é 
realmente uma novidade (Para um indivíduo envolvido no processo? Para a organização como um todo? 
Para uma indústria ou setor econômico? Para um sistema social?); 
d) A natureza da inovação: que questiona em que estágio essa inovação se encontra (apenas uma 
ideia, uma invenção, um protótipo, já uma inovação pensada na sua plenitude); 
e) Os papéis na inovação: que pretende entender quem participa do desenvolvimento da inovação 
(se ela é conduzida por quem fabrica, ou seja, pela indústria em si; se ela é conduzida ou auxiliada por 
quem se utiliza dela, ou seja, o consumidor; ou ainda se é uma inovação cooperativa, na qual estão 
envolvidos tanto a indústria quanto o consumidor); 
 f) O sucesso da inovação: por último, cabe questionar a efetividade técnica ou comercial da 
inovação, levando-se em conta, também, questões morais e éticas, a fim de que se possa entender a 
relevância da inovação para quem quer que ela pretenda beneficiar. 
 
Outro ponto muito importante a destacar são algumas classificações consensuais na dimensão do 
“grau da inovação” no tocante à percepção de quem produz a inovação (o fabricante e o impacto 
tecnológico da inovação para este) e a de quem absorve a inovação (o consumidor e o ganho em 
benefícios propiciado àquele pela inovação). 
São assim apontadas: 
- A Inovação Incremental (novas combinações que advêm de algo existente e que surgem de forma 
a complementar o padrão vigente. Resultado de um processo de aprendizado interno e também da 
capacitação acumulada dentro da firma.); 
- A Inovação Técnica (mais pertinente aos fabricantes, em virtude da alta distinção da tecnologia que 
acompanha a inovação, usualmente relacionada a processos); 
- A Inovação Aplicativa (na qual modificações tecnológicas em produtos aumentam o ganho em 
benefícios dos consumidores, ao passo que estes percebem novas aplicabilidades de produtos em virtude 
da inovação fomentada pelo fabricante), e 
- A Inovação Radical (que corresponde aos casos em que as combinações se afastam, 
substancialmente, do padrão vigente, causando um impacto muito maior, principalmente na esfera 
socioeconômica, podendo, eventualmente, criar uma nova trajetória que incite a geração de inovações 
incrementais. Assim, há o rompimento das trajetórias existentes e inaugura uma nova rota tecnológica. 
Este tipo de inovação é fruto, geralmente, de atividades de P&D, possui um caráter descontínuo nos 
setores e também no tempo, trazendo um salto de produtividade e, a partir daí, inicia-se uma nova 
trajetória tecnológica incremental que perdura até o surgimento de outra.). 
Podem gerar: 
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27 
 
- Mudanças No Sistema Tecnológico: nesse caso, um setor - ou vários – é transformado pela 
iminência de um novo campo tecnológico, sendo acompanhado de mudanças organizacionais tanto no 
interior da firma como na sua relação com o mercado. 
- Mudança No Paradigma Técnico-Econômico: envolve inovações não apenas na tecnologia mas 
também no tecido social e econômico em que estão inseridas. 
Fica evidente, também, que estas classificações funcionam de forma puramente explicativa, uma vez 
que, pela própria descrição delas, a dinâmica das mesmas permite com que haja interação entre elas. 
 
TIPOS DE INOVAÇÕES E INTER-RELAÇÕES 
 
 
 
Encontram-se, na Figura, ainda que parcialmente, inovações em cada uma das atividades, ou nas 
quatro simultaneamente, porém não é possível inferir o grau de intensidade dos relacionamentos. 
Geralmente é a inovação em produto a mais evidente dentro e fora de uma organização, afinal é ela 
que faz a ponte entre a empresa e o mercado. Porém, não menos importante, temos as inovações em 
processos, geralmente atreladas à produção ou operações, a de serviços (recentemente introduzida na 
literatura) e a de estrutura organizacional, quando novas práticas modificam a relação entre as pessoas 
e o ambiente. 
Por vezes estas inovações se confundem num só processo. Por exemplo: na indústria automobilística, 
a busca por materiais mais ecológicos levou à criação de tintas à base de água para a pintura dos 
veículos. Esta inovação de produto é radical, uma vez que as outras tintas eram à base de solventes. Tal 
fato está posicionado em produto, mas impactou em mudanças radicais também no processo, pois os 
robôs que pintam as carrocerias necessitam de ajustes para receber o novo produto. Consequentemente, 
essa mudança no processo levou à criação de novos serviços especializados, porque os técnicos de 
manutenção estão diante de novos equipamentos robotizados. Essas modificações geraram uma nova 
estrutura organizacional, com a introdução de um especialista em produtos à base de água no 
organograma do departamento de engenharia da pintura. Em relação à inovação em marketing, a 
empresa pode ofertar o veículo com o apelo ecológico por não causar impactos ao meio ambiente durante 
sua fabricação. Esta atitude pode influenciar um nicho específico de mercado e ganhar competitividade. 
Em um ambiente dinâmico, uma inovação, seja em produto, processo, marketing, estrutura ou 
serviços, causa impacto em diversos graus e formas em toda a cadeia. 
 
Inovação em processos 
 
Podem ser definidos como novos elementos introduzidos nos serviços ou nas operações das 
organizações (podendo ser por meio de materiais, tarefas específicas, mecanismos de fluxo da 
informação e equipamentos usados para produzir ou entregar um produto ou serviço). Têm como objetivo, 
segundo Utterback (1996) e Adner et al (2001), reduzir custos e/ou aumentar a qualidade, impactando 
diretamente na produtividade da organização. 
A inovação em processos assume um papel de destaque no sucesso das organizações. Esses autores 
concluem que, aliando inovações em processos com produtos, o desempenho da firma é afetado 
positivamente. 
Mas, afinal, quais são os fatores motivadores para a inovação dos processos? 
- Redirecionar a produção: concentrar a atenção na eficiência, flexibilidade e qualidade. Eliminar 
operações ou processos redundantes, melhorar o fluxo das informações, das operações, e dos processos 
de apoio à atividade principal (central). 
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28 
 
- Reduzir custos: basicamente, a redução de custo abrange três componentes: materiais, mão de 
obra e informação. Quanto aos materiais, procura-se diminuir os custos de aquisição, armazenamento e 
transporte, envolvendo a cadeia de suprimento da empresa. Em relação à mão de obra, busca-se a 
redução de atividades redundantes ou desnecessárias. Quanto às informações, busca-se reduzir os 
custos de armazenamento, transmissão de voz e dados, relatórios e outros mecanismos de difusão de 
informações para a tomada de decisão. 
- Melhorar a qualidade: reduzir retrabalhos, desperdícios, perdas de tempo e de materiais, aumentar 
a confiabilidade operacional e de atendimento ao cliente. 
- Aumentar a receita: seja por meio de redução de custos e, consequentemente, maior venda e 
produção, ou por meio da redução do ciclo de fabricação ou do aumento da velocidade da inovação em 
produtos ou serviços. 
- Melhorar o atendimento ao cliente: saber identificar adequadamente as expectativas dos clientes 
e de seus grupos, como também ser capaz de fornecer produtosou serviços compatíveis com essas 
exigências ou expectativas a um preço final adequado ao nível de atendimento. 
- Aumentar a lucratividade: é uma consequência da redução de custos, do aumento da receita e da 
melhoria da satisfação dos usuários. 
 
Processo Criativo 
 
“Todos os seres humanos têm a capacidade de gerar novas ideias, esta é uma capacidade inata 
que cada pessoa desenvolve consoante as suas predisposições e os estímulos recebidos na 
infância.” 15 
 
O Pensamento Criador 
A mente utiliza dois tipos de pensamento, o pensamento convergente, para o qual convergem as ideias 
do real, e o pensamento divergente, responsável pela criação de novas ideias e soluções para um 
problema. 
Enquanto o pensamento convergente é mais ligado ao intelecto, acabando por ser mais abordado e 
com maior ênfase na vida escolar, o pensamento divergente é aquele que, como defende Gonçalves, é 
responsável pelo processo da imaginação da criação de soluções para problemas, este une conceitos já 
conhecidos dando-lhes uma nova abordagem.16 
O pensamento divergente também se distingue por não apresentar uma resposta válida, como 
Lowenfeld afirma, este aceita uma quantidade infinita de soluções, pois não existe o conceito “certo” ou 
“errado” nos problemas relacionados com o desenho.17 
É através do contato com diferentes experiências que se dá o desenvolvimento da atividade criadora, 
abrindo horizontes que tornam o pensamento divergente mais amplo e completo possível, sujeito a 
variadas combinações de fatores. 
Rodari foca na importância da criatividade e da sua fomentação durante a toda a vida, é possível 
educar o processo criativo utilizando várias ferramentas pois a imaginação é como uma ferramenta de 
libertação dos estereótipos criados pela sociedade. A criatividade insere-se, portanto, no pensamento 
divergente. “Não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo”.18 
 
O Que é a Criatividade, e para que a Utilizamos? 
 
Do pensamento divergente faz parte a criatividade, sendo esta a capacidade de imaginar e reunir ideias 
pré-concebidas dando origem a um ato criador, ou seja, face a um problema é necessário existir um 
pensamento inovador para encontrar a solução mais adequada. É necessário existir a criação de algo, 
para a condição da criatividade ser reconhecida. Gonçalves afirma que todos os indivíduos são 
potencialmente criativos.19 
Gordon e Clero, afirmam que a criatividade é como um processo de transmissão de ideias novas, ou 
seja, só é criativa uma pessoa que cria um conceito novo e inexplorado, e que pode-se considerar todo e 
qualquer processo de invenção onde se cria algo novo.20 
 
15 OLIVEIRA; Z. M. F. de., Fatores influentes no desenvolvimento do potencial criativo. Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, 2010. 
16 GONÇALVES, E.; A arte descobre a criança. Amadora; Raiz Editora, 1991. 
17 LOWENFELD, B. The visually handicapped child in school. London, 1974. 
18 RODARI, G.; Gramática da fantasia. Lisboa, 1993. 
19 GONÇALVES, E.; A arte descobre a criança. Amadora; Raiz Editora, 1991. 
20 GORDON, R. & CLERO, C.; A actividade criadora na criança. Lisboa, 1974. 
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29 
 
“Considera-se a criatividade como um comportamento produtivo, construtivo, que se manifesta em 
ações ou realizações.”21 
Contudo, o que ambas têm em comum é de só aceitarem como sendo a origem de um ato criador, ou 
seja, tem sempre de existir um produto final. 
Robinson defende que é a faculdade do pensamento que nos permite ser livres através da utilização 
de ideias próprias e, é através da imaginação que somos capazes de transportar para o real coisas que 
não estão ao alcance dos sentidos, tais como os sentimentos mais profundos.22 
O pensamento criativo é obra da mente e está passa por várias etapas até chegar ao resultado final, 
Wallas (apud Sousa), refere quatro fases do processo, sendo estas a preparação, a incubação a 
iluminação e a verificação, para Wallas, sem estes processos o pensamento não é capaz de chegar ao 
resultado final. É então vista como o processo de interrogação interior, de procura de uma solução e 
finalmente de criação de algo.23 
É essencial que o indivíduo seja dotado de um espírito crítico, interrogativo e curioso, para que seja 
capaz de alcançar o fim desejado. Existe no Homem uma predisposição para criar algo, e esta função 
está tão presente no desenvolvimento das capacidades como o pensar ou aprender a falar, contudo esta 
habilidade de criar necessita de ser estimulada. 
 
Tipos de Criatividade 
 
Taylor, no estudo de Sousa, já referido anteriormente caracterizou cinco tipos de criatividade:24 
 
1) Criatividade Expressiva: o indivíduo expressa as suas emoções e sentimentos sem preocupação 
com o resultado final do ato criador - são exemplos o desenho livre, as artes dramáticas e a expressão 
verbal. 
 
2) Criatividade Produtiva: o resultado final tem um enorme relevo tendo maior impacto que a própria 
expressão - são exemplo a investigação científica. 
 
3) Criatividade Inventiva: como o próprio nome indica, é o aliado da criatividade com a capacidade 
de projetar e inventar algo novo criando um resultado inesperado e inovador - são exemplos as grandes 
invenções como a lâmpada, a rádio e a televisão. 
 
4) Criatividade Inovadora: este tipo de criatividade é responsável pela inovação, pelo reinventar algo 
dando novas perspetivas e conceções a algo que já fora inventado anteriormente. O autor aponta Einstein 
como um exemplo deste tipo de criatividade. 
 
5) Criatividade Emergente: é um tipo de criatividade intrínseca na vida de um grande artista, só é 
conseguida em grandes génios dotados de uma extrema facilidade criativa como é o caso de Camões, 
Mozart e Picasso. 
 
Criatividade no Ambiente de Trabalho 
 
As organizações têm se interessado pela criatividade mais do que qualquer outro setor da sociedade, 
segundo Alencar e Fleith25, uma vez que necessitam diversificar produtos, antecipar demandas, recrutar 
e reter bons empregados e melhorar a qualidade de produtos e serviços, até como questão de 
sobrevivência no mercado. O ambiente de trabalho influencia a criatividade, podendo desenvolvê-la ou 
inibi-la. 
Inovar depende do espírito imaginativo de indivíduos e equipes, da atitude criativa renovada e 
constante das pessoas e do incentivo dado pelas organizações em estabelecer, conscientemente, um 
clima criativo que possibilite a inovação. 
As organizações precisam ver a inovação como um processo estratégico. Também assinalam que, ao 
mesmo tempo em que o fluxo tecnológico permite resolver grande parte dos problemas existentes e 
futuros da humanidade e que se consolida um pensamento científico de gestão empresarial, a criatividade 
e a pró-atividade de sua direção revelam-se como chaves para transformar os fluxos de conhecimentos 
em soluções válidas para o mercado. 
 
21 LOWENFELD, B. The visually handicapped child in school. London, 1974 
22 ROBINSON, K.; O Elemento. Porto: Porto Editora; 2010. 
23 SOUSA, A.; A arte de descobrir a criança. Amadora: Raiz Editora; 2003. 
24 SOUSA, A.; A arte de descobrir a criança. Amadora: Raiz Editora; 2003. 
25 ALENCAR, E. M. L. S., & FLEITH, D. S.; Criatividade - múltiplas perspectivas. Editora da Universidade de Brasília; Brasília, DF, 2003. 
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30 
 
Detectar, portanto, que perfis de gerentes são mais proativos e incentivadores da inovação, os mais 
entusiastas e criativos, é um fator fundamental para efetivar a inovação organizacional. As organizações 
que têm capacidade inovadora devem gerir os seguintes subprocessos: a gerência de novos conceitos, 
o desenvolvimento de novos produtos e de novos processos, a gestão do conhecimento e da tecnologia. 
Os mesmos autores reafirmam a importância da criatividade em todas as organizações, como uma 
ferramenta de sobrevivência na contemporaneidade, pois para se construiro futuro é imprescindível ser 
criativo no presente e ser capaz de ver aquilo que ninguém mais vê, ser um visionário e inovador. 26 
Cornella e Flores27 acentuam que não há inovação sem pessoas criativas e, mais, que 
independentemente do setor, do tipo de organização ou de produto, o fator definitivo para que a inovação 
tenha lugar é a energia da pessoa criativa. 
É preciso, então, que a organização aproveite essa energia, proporcionando-lhe meios para criar, 
“atrever-se mais”, encontrar na profissão “um elemento de ruptura”, dar um passo adiante e utilizar o que 
puder do passado, sem deixar que esse passado escravize suas ideias. Atualmente, é muito importante 
o trabalho em equipes e, consequentemente, a criatividade grupal. 
Masi realça que a criatividade pode brotar não como fruto de um só indivíduo, mas de grupos e de 
coletividades. A criatividade grupal decorre da combinação das personalidades que compõem o grupo e 
daquilo que as motiva.28 
Uma organização criativa precisa ter capacidade de adaptação, autonomia, flexibilidade, respeitar a 
dignidade e o valor das pessoas, intensificar a atividade de treinamento e aperfeiçoamento de seu 
pessoal, realizar uma administração orientada para o futuro, saber lidar com a diversidade, incorporar 
criativamente novos procedimentos, políticas e experiências e valorizar as ideias inovadoras.29 
 
Desafios às Organizações 
 
a) Proceder às mudanças que se fazem necessárias em culturas organizacionais há muito 
sedimentadas, marcadas pela resistência às novas ideias e refratárias às exigências do mundo moderno; 
b) Conscientizar os indivíduos de sua capacidade pessoal para criar, proporcionando-lhes 
treinamentos estimuladores da criatividade; 
c) Promover mudanças em comportamentos que afetam de forma adversa as relações interpessoais 
e o clima no ambiente de trabalho; 
d) Construir um ambiente que valorize e cultive a criatividade. 
 
Nas organizações existem barreiras à criatividade, que são elas: estruturais, sociais e políticas, 
processuais, de recursos e individuais.30 
Amabile31 acentua que é frequente ver a criatividade ser mais destruída do que estimulada: “Sufocar 
a criatividade é fácil. Difícil é estimulá-la”. 
Segundo pesquisa de Bruno-Faria e Alencar32 com 25 funcionários de diferentes organizações, foram 
apontados como elementos estimuladores ou inibidores à criatividade: 
- O ambiente físico; 
- O sistema de comunicação empresarial; 
- A existência de desafios; 
- A estrutura organizacional; 
- O estilo de trabalho e de participação; 
- Os recursos tecnológicos e materiais; 
- Os salários e benefícios; 
- O suporte da chefia, do grupo e da organização; e 
- O treinamento. 
 
Não basta que a pessoa passe por um treinamento ou receba instrução para que desenvolva e 
expresse o seu potencial criativo, é também necessário construir um ambiente que valorize e cultive a 
criatividade. 
Criatividade não é algo que acontece por acaso, ela pode ser deliberadamente desenvolvida, 
gerenciada, monitorada com vistas a alcançar as metas individuais e da organização. 
 
26 PONTI, F., & FERRAZ, X. Pasión por innovar. Granica; Barcelona, 2006. 
27 CORNELLA, A., & FLORES, A.; La alquimia de la innovación. Deusto; Barcelona, 2007. 
28 Masi, D.; Criatividade e grupos criativos. Sextante, RJ, 2002. 
29 ALENCAR, E. M. L. S. O estímulo à criatividade no contexto universitário. Psicologia Escolar e Educacional, 1997. 
30 ALENCAR, E. M. L. S., & FLEITH, D. S.; Criatividade - múltiplas perspectivas. Editora da Universidade de Brasília; Brasília, DF, 2003. 
31 AMABILE, T. M. Como não matar a criatividade. HSM Management, 1999. 
32 BRUNO-FARIA, M.F. e ALENCAR, E.M.L.S.; Indicadores de clima para a criatividade: um instrumento de medida da percepção de estímulos e barreiras à 
criatividade no ambiente de trabalho. Revista de Administração, 1998. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
31 
 
Rodrigues afirma que: A criatividade hoje é tida como a nova moeda de mercado, como nova força 
motriz e, decorrente disso, cresce o prestígio dos profissionais comprometidos com a inovação, o design, 
a imaginação e as ideias, uma classe que corresponde a 30% da força de trabalho nos Estados Unidos 
e 10,9% no Brasil.33 
A criatividade no contexto do trabalho é uma necessidade organizacional de sobrevivência no mercado 
e de adaptabilidade ao mundo em mudança constante. Por isso, é imprescindível um clima favorável à 
criatividade, um ambiente que estimule os empregados a serem criativos, inovadores, participativos e 
parceiros na busca das metas organizacionais. 
 
Ser sensível para ser criativo 
 
A criatividade não surge e se estabelece de forma definida e completa, mas sim gradativamente, em 
cada um de nós. Aumenta na proporção exata da nossa sensibilidade, revela Fayga Ostrower: “como 
processos intuitivos, os processos de criação interligam-se intimamente com o nosso ser sensível. Mesmo 
no âmbito conceitual ou intelectual, a criação se articula principalmente através da sensibilidade”. 
Sensibilidade, nesse caso, é a nossa capacidade de se espantar ou de se maravilhar com as coisas 
mais simples, de perceber que também a dor ou a angústia são fontes de inspiração, de ver as coisas 
sem pré-julgamentos, sem pré-conceitos, mas senti-las com todo o nosso ser. 
Quanto mais formos capazes de envolver os sentimentos do que somos com o mundo à nossa volta e 
de superarmos nosso egocentrismo, mais conseguiremos olhar o mundo sob as muitas perspectivas da 
nossa mente. Somos seres em ebulição, em constante movimento interior. 
Podemos nos mover para trás, para outras variantes de vida ou, com reflexões e amadurecimentos, 
para frente, tirando todo o proveito possível das lições da nossa realidade. Para Fayga, nessa integração 
que se dá de potencialidades individuais com possibilidades culturais, a criatividade não seria outra coisa 
senão a própria sensibilidade. 
 A partir das nossas percepções, a sensibilidade se estabelece em menor ou maior intensidade. E pode 
aumentar à medida em que tais percepções atendem às necessidades mais íntimas, proporcionando-nos 
novas posturas diante da realidade que nos rodeia. 
É preciso olhar o mundo com olhos de criança, dizia o pintor francês Henry Matisse, numa alusão ao 
olhar ingênuo e ávido de saber que ela mantém sobre todas as coisas. 
Isso porque somos nós quem fazemos nossas grandes descobertas, sabedoria preconizada por Buda: 
“a verdade está dentro de nós. Não surge das coisas externas, mesmo que assim o acredites”. 
 
Inovação X Invenção 
 
Inovar e inventar são verbos constituídos do mesmo princípio que é mudar ou criar novas coisas e 
paradigmas, mas contudo, não possuem exatamente o mesmo significado trazido pelas palavras sendo 
que, quem inventar algo “é o primeiro a ter tal ideia” e quem inova é quem “torna novo, aprimora algum 
produto, ideia ou projeto já criado”. 
 
Como invenção temos: 
1. Ideia que encontra na prática a solução de um problema; 
2. Descoberta de algo novo; 
3. Relacionada com produtos e processos ou ser, de fato, um produto ou processo; 
 
Como inovação temos: 
1. Ato de fazer algo diferente aproveitando produtos e processos já existentes (oportunidades); 
2. Introdução de diferenciais / análise crítica da aplicação das invenções; 
3. Relaciona-se com aplicação: utilização de ideias inventivas com aplicação em produtos e serviços; 
 
Atualmente, com quantidade incontável de tecnologias avançadas e novidades no mercado, nem 
sempre é uma tarefa fácil criar algo novo, ou seja, inventar, e é por isso que o mais comum é inovar, 
transformar alguma coisa que já existe algo mais funcional, inserindo diferenciais para tonar a ideia, o 
produto, ou o conceito algo mais interessante e com maior competitividade no mercado. 
 
 
 
 
33 RODRIGUES, C.; Criatividade é a nova moeda. Jornal Valor Econômico, Caderno especial de fim de semana, 348, 2007. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES32 
 
Questões 
 
01. (Petrobras - Engenheiro(a) de Produção Júnior – CESGRANRIO) No século passado, um 
cientista de uma empresa conheceu uma experiência de outro cientista, um adesivo reposicionável, e 
passou a desenvolver tiras de papel cobertas com esse adesivo de baixo tato, culminando com a invenção 
de um novo conceito de bloco de recados. 
 
Esse é um caso típico de inovação 
(A) básica 
(B) arquitetural 
(C) incremental avançada 
(D) incremental intermediária 
(E) radical 
 
02. (BNDES - Profissional Básico – CESGRANRIO) Henry Ford introduziu a linha de produção na 
sua empresa automobilística, substituindo a montagem artesanal em oficinas. Foi uma substancial 
inovação no processo de produção com consequências importantes sobre o modelo de negócio: a 
redução de custos permitiu preços menores e modificou o público-alvo, para um mercado de massa. Esse 
processo todo é considerado uma inovação 
(A) na cadeia de suprimentos 
(B) tecnológica 
(C) incremental 
(D) sustentada 
(E) radical 
 
03. (MANAUSPREV - Técnico Previdenciário - FCC) Os autores que trabalham com inovação, desde 
Peter Drucker, descrevem-na como uma postura/filosofia que as empresas devem incorporar. NÃO pode 
ser considerada como uma postura para o verdadeiro sentido da inovação nos dias de hoje: 
(A) Adaptação às tecnologias atuais. 
(B) Ímpeto de estabelecer os novos empreendimentos à parte das organizações já existentes. 
(C) Vontade ou Desejo de organizar visando uma iniciativa empreendedora, criando novos negócios e 
não somente novos produtos. 
(D) Abandono sistemático do passado. 
(E) Procura ou Busca sistemática de oportunidades inovadoras nos pontos vulneráveis de uma 
tecnologia, processo ou mercado, ou ainda, em necessidades e anseios de um mercado. 
 
 
04. (UNIRIO – Administrador – UNIRIO) No âmbito da Administração Empresarial, inovação é: 
(A) a relação entre as saídas e entradas do sistema, sendo tal relação mensurada em razões simples 
tais como toneladas por homem-hora ou produção por operário-dia. 
(B) o resultado que a organização pretende alcançar em um determinado lapso temporal e numa dada 
circunscrição espacial. 
(C) a relação com o ambiente físico e psicológico do trabalho, sendo tal relação mensurada por 
medidas como satisfação laborativa e índice de rotatividade funcional. 
(D) o grau de satisfação dos resultados em relação ao conjunto de recursos disponibilizados e aqueles 
que foram efetivamente utilizados. 
(E) o grau em que novas ideias são produzidas e ou se readaptam antigos conceitos para que se 
alcancem os objetivos da organização empresarial. 
 
05. (Petrobras - Engenheiro(a) de Produção Júnior – CESGRANRIO) O trecho abaixo identifica um 
grupo de inovação tecnológica: 
 
[...] Quando existe melhoria no que se faz e/ou aperfeiçoamento do modo como se faz, por acrescentar 
novos materiais, ou desenhos ou embalagens que tornam mais práticos produtos ou processos já 
anteriormente existentes, ou ainda acrescentando utilidades diferenciadas ou melhoras evidentes que os 
tornam mais desejados pelos seus clientes/consumidores e portanto mais competitivos. 
Manual de Inovação – Movimento Brasil Competitivo, 2008. 
 
Trata-se de grupo de inovação tecnológica 
(A) incremental 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
33 
 
(B) radical 
(C) semirradical 
(D) corrente 
(E) sistemática 
 
06. (Petrobras - Engenheiro de Produção Júnior – CESGRANRIO) A separação do alumínio e do 
plástico da embalagem do tipo longa vida já foi o grande problema para a reciclagem desse produto. 
Depois de anos de pesquisa e de investimentos de milhões de reais, uma empresa desenvolveu uma 
tecnologia inédita no mundo para a reciclagem total desse tipo de embalagem. 
 
Esse novo processo de reciclagem da embalagem longa vida é um caso típico de inovação 
(A) radical 
(B) arquitetural 
(C) básica 
(D) incremental intermediária 
(E) incremental avançada 
 
07. (TJ/CE - Analista Judiciário – CESPE) A respeito da gestão da inovação, assinale a opção 
correta. 
(A) A inovação é impulsionada pela habilidade de estabelecer relações, detectar oportunidades e 
extrair proveito destas. 
(B) A realização de mudanças na forma em que os produtos e serviços são criados e entregues ocorre 
na inovação por posição. 
(C) Inovação refere-se ao processo estratégico desvinculado do desenvolvimento de produtos, 
processos e serviços que a organização oferece ao mercado, de forma a obter vantagem competitiva. 
(D) O reposicionamento da percepção de um produto ou processo já estabelecido consiste em exemplo 
de inovação de paradigma. 
(E) A realização de mudanças no contexto em que produtos e serviços são introduzidos refere-se à 
inovação por produto. 
 
08. (METRÔ/DF – Administrador – IADES) De acordo com os conceitos modernos de administração, 
a inovação leva as organizações e (ou) a nação a uma situação de 
(A) aumento de arrecadação. 
(B) aumento de competitividade. 
(C) aumento da máquina pública. 
(D) aumento do custo de vida. 
(E) diminuição de processos. 
Gabarito 
 
01.E / 02.E / 03.A / 04.E / 05.A / 06.A / 07.A / 08.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
Esta se trata, sem dúvidas, de uma inovação radical, pois a partir dela que a sociedade pôde conhecer 
o bloco de recados, popularizado e utilizado deste então. Segundo a definição, temos que a inovação 
radical corresponde aos casos em que as combinações se afastam, substancialmente, do padrão vigente, 
causando um impacto muito maior principalmente na esfera socioeconômica, podendo, eventualmente, 
criar uma nova trajetória que incite a geração de inovações incrementais. 
 
02. Resposta: E 
Houve uma inovação radical: substituição da montagem artesanal que ocorria nas oficinas. O 
enunciado da questão cita, ainda, que houve uma “substancial inovação no processo de produção com 
consequências importantes sobre o modelo de negócio”, o que corresponde ao impacto socioeconômico 
mencionado na definição deste tipo de inovação. 
 
 
 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
34 
 
03. Resposta: A 
A única assertiva que não trata de uma postura para a inovação é a letra “a”. À medida em que a 
organização se adapta às tecnologias atuais, ela fica estagnada, só acompanha a tecnologia, mas não 
inova. 
 
04. Resposta: E 
A inovação trata-se do grau em que novas ideias são produzidas e/ou se readaptam antigos conceitos 
para que se alcancem os objetivos da organização empresarial. A inovação se dá pela introdução de 
novas ideias no sistema organizacional, capazes de manter ativo o processo de atualização, de 
modernização permanente, sem depender, muitas vezes, das mudanças tecnológicas. A inovação é a 
capacidade de criar novas situações, melhorar a qualidade do desempenho e buscar 
incessantemente novas formas de ação. 
 
05. Resposta: A 
A inovação incremental trata-se de novas combinações que advêm de algo existente e que surgem de 
forma a complementar o padrão vigente. Esta é a correta, pois a questão traz termos como melhoria ou 
aperfeiçoamento do modo como já se faz e cita que se refere a processos já existentes. 
 
06. Resposta: A 
Inovação radical, neste caso. Observe que o enunciado da questão menciona que “Depois de anos de 
pesquisa e de investimentos de milhões de reais, uma empresa desenvolveu uma tecnologia inédita no 
mundo para a reciclagem total desse tipo de embalagem”. Assim, vemos uma inovação radical que 
proporcionará, possivelmente, mudanças incrementais. 
 
07. Resposta: A 
A inovação é impulsionada pela habilidade de estabelecer relações, detectar oportunidades e extrair 
proveito destas. Isso implica acumulação constante de conhecimentos e capacitação tecnológica 
contínua. Nesse contexto, insere-se a aprendizagem organizacional (aprendizado contínuo e interativo), 
configurando-se como o processo mais importante para o desenvolvimento da inovação, sendo que as 
relações desenvolvidas são essenciais, sempre atento a detecção de novas oportunidadese seu melhor 
aproveito. 
 
08. Resposta: B 
A busca constante pela inovação, por meio da criação e desenvolvimento de novos produtos e 
processos, diversificação, qualidade e absorção de tecnologias avançadas, é indispensável para 
assegurar elevados níveis de eficiência, produtividade e competitividade das organizações. 
 
 
 
ECOSSISTEMAS DE INFORMAÇÃO 
O cenário atual é caracterizado pela crescente convergência entre espaços físicos e digitais, 
promovida pelos avanços na computação ubíqua. A manifestação atual mais concreta desse fenômeno 
é a chamada Internet das Coisas e seus impactos tecnológicos, sociais e econômicos. 
Informações estão sendo incorporadas em objetos de uso comum em toda parte. Isto muda 
fundamentalmente a maneira de compreender a Arquitetura da Informação, a forma de lidar com suas 
questões científicas e, definitivamente, a forma de praticá-la34. 
A computação ubíqua (em inglês: Ubiquitous Computing ou ubicomp) ou computação pervasiva, é um 
termo usado para descrever a onipresença da informática no cotidiano das pessoas, idealizada por Weiser 
(1991), é a base da Internet das Coisas e pode ser entendida como uma tentativa de quebrar o padrão 
de relacionamento tradicional entre usuários e serviços computacionais, estendendo as interfaces para o 
ambiente do usuário35. Weiser idealizou um mundo onde a computação permearia o ambiente do ser 
humano através de microprocessadores minúsculos e de baixo custo; onde ubíquo significa não somente 
‘em todo lugar’, mas também ‘em todas as coisas’; onde a interação entre objetos e pessoas acontece 
naturalmente, de forma fluida, sem que estas percebam o processamento envolvido. A tecnologia deve 
 
34 (LACERDA; LIMA-MARQUES, 2014, p.7) 
35 (ABOWD; SCHILIT, 1997) 
Ecossistemas complexos de informação. 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
35 
 
‘desaparecer’, ou ficar em segundo plano. A essa abordagem Weiser e Brown (1996) denominaram 
‘tecnologia calma’. 
O impacto social dos computadores embutidos pode ser análogo a duas outras tecnologias que se 
tornaram onipresentes. A primeira é a escrita, que é encontrada em todos os lugares, de etiquetas de 
roupas a outdoors. A segunda é a eletricidade, que surge de forma invisível através das paredes de cada 
casa, escritório e carro. Escrita e eletricidade tornaram-se tão lugar-comum, tão banais, que nos 
esquecemos de seu enorme impacto sobre a vida cotidiana. Assim será com a computação ubíqua36. 
O futuro tecnológico será caracterizado pela computação, não por computadores, como anteviu Weiser 
(1991). E suas previsões se concretizam no presente: foco no acesso ubíquo a recursos computacionais 
pervasivos e muitas vezes imperceptíveis; um contínuo de artefatos processadores de informações em 
diversas escalas integrando a rede de redes, de forma totalmente incorporada ao cotidiano; sistemas 
adaptativos auto organizáveis, autoconfiguráveis, robustos e renováveis37. 
O mundo físico está se tornando um grande ecossistema de informação, fato que adquire proporções 
inimagináveis com o surgimento da Internet das Coisas. 
Os objetos tanto podem sentir o ambiente como se comunicar independentemente de intervenções 
humanas. 
Tornam-se, portanto, participantes ativos nos processos de negócio, e passam a ser reconhecidos e 
identificados em ambientes inteligentes, que recuperam dinamicamente informações na Internet, 
promovendo sua funcionalidade adaptativa e responsiva38. 
 
Ecossistemas de Inovação39 
 
O estudo de Gomes et al (2016) indica com relação ao ecossistema de inovação os termos de 
empreendedorismo, inovação, colaboração, criação, desenvolvimento de produtos e tecnologia. 
Ecossistemas vêm sendo considerados como redes de relações em que a informação e talento fluem, 
por meio de sistemas de co-criação de valor sustentado40. Ecossistema de inovação refere-se aos 
sistemas inter organizacionais, políticos, econômicos, ambientais e tecnológicos da inovação, em que 
ocorre a catalisação, sustentação e apoio ao crescimento de negócios41. 
Um ecossistema pode ser descrito como um sistema em rede que contém um conjunto de objetos 
como os atores que estão ligados uns aos outros. Estes atores apresentam papéis de liderança, de acordo 
com suas estruturas organizacionais42. 
Os ecossistemas de inovação se constituem num conjunto de indivíduos, comunidades, organizações, 
recursos materiais, normas e políticas por meio de universidades, governo, institutos de pesquisa, 
laboratórios, pequenas e grandes empresas e os mercados financeiros numa determinada região. Estes 
atores trabalham de modo coletivo a fim de permitir os fluxos de conhecimento, amparando o 
desenvolvimento tecnológico e gerando inovação para o mercado43. 
 
Contexto Evolutivo 
Embora prestemos pouca atenção, há um caminho evolutivo para os sistemas e as transições 
econômicos44. Atualmente, estamos acostumados a ver os Estados Unidos na posição global dominante 
influenciando tecnologia, sistemas corporativos e cultura, mas é evidente que não foi sempre assim. 
Por volta de 1850, o economista alemão George Friedrich List argumentou que a Alemanha precisava 
de um “sistema nacional” para o desenvolvimento econômico, afim de recuperar o atraso com relação à 
Grã-Bretanha. Sem entrar em detalhes, uma das principais contribuições de Friedrich List foi construir 
uma base de fabricação nacional e proteger “indústrias nascentes estratégicas” da concorrência 
estrangeira até terem atingido um nível maduro e serem capazes de competir com sucesso 
internacionalmente. Sua influência entre os países em desenvolvimento tem sido considerável. O Japão 
seguiu o seu modelo. Também foi argumentado que as políticas pós-Mao de Deng Xiaoping foram 
inspiradas por List. 
Em 1899, o economista inglês Alfred Marshall cunhou o termo “aglomeração” e as vantagens para as 
empresas estarem localizadas na proximidade de outras empresas do mesmo setor. Os argumentos de 
 
36 (WEISER; BROWN, 1996, p.2, tradução nossa) 
37 (McCULLOUGH, 2004) 
38 (CHUI et al., 2010; WEBER, 2013) 
39 http://via.ufsc.br/caracteristicas-dos-ecossistemas-de-inovacao/ 
40 (ETZKOWITZ E LEYDESDORFF, 2000). 
41 Jishnu, Gilhotra e Mishra (2011) e Russell et al. (2011) 
42 Basole e Karla (2011) 
43 (WESSNER, 2007) 
44 https://innovationmanagement.se/2014/06/20/o-que-sao-ecossistemas-de-inovacao-e-como-construir-e-usa-los/ 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
36 
 
Marshall para a aglomeração foram baseados em inúmeras pequenas empresas e serviços relacionados 
localizados em torno da produção de talheres em Sheffield, no norte da Inglaterra. 
Em 1950, o economista sueco Eric Dahmén lançou o termo “blocos de desenvolvimento” como uma 
receita para o desenvolvimento econômico e a transformação industrial da Suécia. A tese de Dahmén foi 
muito inspirada por Joseph A. Schumpeter e noções como o papel de empreendedores, capital, destruição 
criativa e, por outro lado, com foco em determinadas indústrias de desenvolvimento. 
No final da década de 1980, Christopher Freeman e Bengt Åke Lundvall introduziram o conceito de 
“sistema nacional de inovação”. Este conceito abraçou não só os atores principais de empresários, 
empresas e capital, mas também a regulamentação nacional dos mercados de trabalho, mercados de 
fatores, educação e outras políticas no quadro estrutural para o desenvolvimento econômico. Entre os 
estudos de caso para os sistemas nacionais de inovação estão o Japão e os países nórdicos. 
Em 1990, a publicação de Michael Porter “A Vantagem Competitiva das Nações” introduziu o conceito 
de “clusters” como um veículo para o desenvolvimento econômico de indústrias, regiões e nações. O 
conceito de cluster de Michael Porter continha muitos dos mesmos elementos dos conceitos de 
desenvolvimento econômico anteriores mencionados acima, no entanto, alcançou mais reconhecimento 
e seguidores no mundo do que qualquer outro. Hoje, mais de 100 regiões e/ou países experimentaramou implementaram algum tipo de política de cluster baseado no quadro estrutural de Porter. 
Em 2010, a Universidade de Stanford lançou a rede internacional de ecossistemas de inovação em 
cooperação com parceiros selecionados na Finlândia, China e Japão. Ao mesmo tempo, ecossistemas 
de inovação denotam plataformas de Tecnologia da Informação e Comunicação como iPhone, da Apple, 
Android, do Google, plataformas de computação em nuvem e software dominadas por empresas como 
Microsoft, Amazon etc. 
 
Entendimento de Ecossistemas de Inovação 
Quando falamos sobre ecossistemas de inovação, 90% do conceito é uma combinação dos exemplos 
e conceitos históricos anteriores acima mencionados. 
Notavelmente, os ecossistemas de inovação são baseados em exemplos bem-sucedidos de 
aglomeração seja em termos geográficos, econômicos, industriais ou empresariais. Nas palavras de 
Schumpeter, os ecossistemas de inovação são principalmente sobre as regiões inovadoras bem-
sucedidas (Silicon Valley, Bangalore), plataformas de TIC bem-sucedidas (iPhone, Android) ou novas 
indústrias (computação em nuvem) e empreendedores e investidores de todo o mundo saltam no 
movimento desses sucessos. Como tal, há relativamente pouca novidade sobre ecossistemas de 
inovação em comparação com os conceitos anteriores, como blocos de desenvolvimento ou clusters. 
No entanto, os 10% restantes que parecem ser novidade dos ecossistemas de inovação de hoje a 
partir de equivalentes anteriores não devem ser subestimados. 
As principais novidades para os ecossistemas de inovação atuais em comparação com épocas 
anteriores podem ser encontradas na dimensão de plataforma de sistemas Internet/mobile/TIC e web 2.0. 
Isto porque, hoje qualquer empreendedor com uma boa ideia pode, independentemente da localização 
geográfica, lançar um aplicativo de negócios para as plataformas iPhone da Apple ou Android do Google 
e se tornar um negócio bem-sucedido. Este não era o caso, por exemplo, no tempo de talheres em 
Sheffield de Alfred Marshall. Para se beneficiar da aglomeração ou ecossistema naquele tempo alguém 
tinha que estar fisicamente presente naquele lugar e tempo. 
Apesar de muitos dos ecossistemas de inovação ainda serem baseados em algum tipo de 
concentração geográfica de empreendedores, investidores, talentos, universidades, a Internet parece 
finalmente estar tão madura que esses 10% podem muito bem ser o mais estrategicamente importante 
para qualquer empresa, região ou nação nos próximos anos. Acrescente-se a isso que a revolução das 
TIC fez a antiga distinção entre bens físicos e serviços mais ou menos obsoleta ou, na melhor das 
hipóteses, turva. Então, como as empresas devem navegar e posicionar-se vantajosamente no cenário 
global dos ecossistemas de inovação do século 21? 
 
Estratégia Inicial para Posicionamento dentro de Ecossistemas de Inovação 
Uma forma das empresas (regiões e nações) abordarem quais dos ecossistemas de inovação globais 
devem trabalhar em rede e considerar importante poderia ser fazendo uma avaliação crítica inicial das 
dimensões estratégicas essenciais para realizar parcerias ou entrar em ecossistemas de inovação. 
Algumas dessas dimensões estratégicas para consideração são destacadas a seguir. 
 
Liderança e Papel de Parceiro 
Como o ecossistema é governado? É centralizado e fechado com um ou poucos atores principais 
dominantes, como por exemplo Apple, Google, Microsoft, ou é um ecossistema mais descentralizado e 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
37 
 
aberto com a liderança dispersa como por exemplo Linux? Controlar os ecossistemas é uma nova fonte 
de vantagem competitiva e sua própria empresa precisa analisar cuidadosamente como você participa e 
quais os níveis de controle ou redução de riscos estão disponíveis. 
 
Riscos de Aprisionamento de Tecnologia 
Entrar em apenas um ecossistema ou plataforma pode ser similar ao risco de “apostar apenas em um 
número na roleta”. Isso é geralmente uma estratégia muito arriscada e poderia ser melhor usar projetos 
de negócios menores para atingir diferentes ecossistemas e testar seus benefícios desta forma. 
 
Riscos do Lado da Oferta 
Pode haver ganhos superiores de gestão e de custo de transação derivados de lidar com apenas um 
ou alguns ecossistemas. No entanto, essa dependência pode ser fatal como as empresas japonesas 
aprenderam quando foram temporariamente negadas do acesso à terra rara da China, maior produtor e 
ecossistema para terras raras do mundo. Ou como quando o terremoto no Japão resultou na suspensão 
de 25% da produção mundial de silício, o que poderia ter tido amplas implicações para a indústria global 
de eletrônicos. 
 
Reputação da Marca 
A terceirização de, por exemplo, produção de alimentos e bens de consumo para “ecossistemas de 
produção” em mercados emergentes deve ser considerado mais um exemplo de risco tendo em vista a 
qualidade e responsabilidade social dentro de toda a cadeia de fornecimento do ecossistema. Os 
escândalos com leite contaminado da Sanlu e Chongqing na China ou o caso de trabalho infantil da Nike 
são exemplos que mostram como as comunidades online como Facebook e Youtube pode danificar rápida 
e facilmente as marcas e reputações até mesmo das empresas líderes globais. Reputação é sem dúvida 
uma das dimensões mais subestimadas quando as empresas analisam com qual ecossistema se 
envolver. 
 
Prós e Contras de Ecossistemas Prioritários ou Secundários 
Quais seriam as vantagens de ir para parceiros não-óbvios fora da corrente principal do que é a norma 
na indústria? Por exemplo, a maioria das empresas de TIC consideram Vale do Silício ou Bangalore, mas 
poucas consideram entrar em Tomsk ou Novosibirsk, na Sibéria russa. No entanto, ambas as cidades 
russas têm alto nível de talento e instituições de ensino em matemática, física e programação, e a preços 
mais baixos do que, por exemplo, Bangalore. Deutsche Bank fez tal mudança de Bangalore a Tomsk 
alguns anos atrás. E Cingapura e Japão estabeleceram acordo de cooperação formal com Tomsk. Em 
mercados em rápida mudança, secundários podem rapidamente se tornar prioritário e a empresa 
individual tem uma posição de barganha mais forte frente aos parceiros em um ecossistema secundário 
do que prioritário. 
Em conclusão, para entender os ecossistemas de inovação de hoje, pode ser útil vê-los como 
aglomerações de atividade industrial de sucesso que compartilham muitas das semelhanças de tais 
configurações econômicas anteriores. Além disso, o fascínio de uma parceria com os ecossistemas mais 
bem-sucedidos e óbvios deve ser considerado cuidadosamente com, pelo menos, alguns testes robustos 
de opções, tais como diversificação em um número maior de ecossistemas e assim evitar armadilhas e 
riscos destacados sob dimensões estratégicas neste artigo. 
 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVESda Educação e no Ministério da 
Ciência, Tecnologia e Inovação, nos termos da Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e das demais 
legislações pertinentes nas esferas estadual, distrital e municipal; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VIII - pesquisador público: ocupante de cargo público efetivo, civil ou militar, ou detentor de função ou 
emprego público que realize, como atribuição funcional, atividade de pesquisa, desenvolvimento e 
inovação; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IX - inventor independente: pessoa física, não ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego 
público, que seja inventor, obtentor ou autor de criação. 
X - parque tecnológico: complexo planejado de desenvolvimento empresarial e tecnológico, promotor 
da cultura de inovação, da competitividade industrial, da capacitação empresarial e da promoção de 
sinergias em atividades de pesquisa científica, de desenvolvimento tecnológico e de inovação, entre 
empresas e uma ou mais ICTs, com ou sem vínculo entre si; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XI - polo tecnológico: ambiente industrial e tecnológico caracterizado pela presença dominante de 
micro, pequenas e médias empresas com áreas correlatas de atuação em determinado espaço 
geográfico, com vínculos operacionais com ICT, recursos humanos, laboratórios e equipamentos 
organizados e com predisposição ao intercâmbio entre os entes envolvidos para consolidação, marketing 
e comercialização de novas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XII - extensão tecnológica: atividade que auxilia no desenvolvimento, no aperfeiçoamento e na difusão 
de soluções tecnológicas e na sua disponibilização à sociedade e ao mercado; (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
XIII - bônus tecnológico: subvenção a microempresas e a empresas de pequeno e médio porte, com 
base em dotações orçamentárias de órgãos e entidades da administração pública, destinada ao 
pagamento de compartilhamento e uso de infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos, de 
contratação de serviços tecnológicos especializados, ou transferência de tecnologia, quando esta for 
meramente complementar àqueles serviços, nos termos de regulamento; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
XIV - capital intelectual: conhecimento acumulado pelo pessoal da organização, passível de aplicação 
em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
CAPÍTULO II 
DO ESTÍMULO À CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES ESPECIALIZADOS E COOPERATIVOS DE 
INOVAÇÃO 
 
Art. 3o A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as respectivas agências de fomento 
poderão estimular e apoiar a constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de projetos de 
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cooperação envolvendo empresas, ICTs e entidades privadas sem fins lucrativos voltados para atividades 
de pesquisa e desenvolvimento, que objetivem a geração de produtos, processos e serviços inovadores 
e a transferência e a difusão de tecnologia. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
Parágrafo único. O apoio previsto no caput poderá contemplar as redes e os projetos internacionais 
de pesquisa tecnológica, as ações de empreendedorismo tecnológico e de criação de ambientes de 
inovação, inclusive incubadoras e parques tecnológicos, e a formação e a capacitação de recursos 
humanos qualificados. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 3o-A. A Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, como secretaria executiva do Fundo Nacional 
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT, o Conselho Nacional de Desenvolvimento 
Científico e Tecnológico - CNPq e as Agências Financeiras Oficiais de Fomento poderão celebrar 
convênios e contratos, nos termos do inciso XIII do art. 24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, por 
prazo determinado, com as fundações de apoio, com a finalidade de dar apoio às IFES e demais ICTs, 
inclusive na gestão administrativa e financeira dos projetos mencionados no caput do art. 1o da Lei no 
8.958, de 20 de dezembro de 1994, com a anuência expressa das instituições apoiadas. (Redação 
dada pela Lei nº 12.349, de 2010) 
 
Art. 3o-B. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as respectivas agências de fomento 
e as ICTs poderão apoiar a criação, a implantação e a consolidação de ambientes promotores da 
inovação, incluídos parques e polos tecnológicos e incubadoras de empresas, como forma de incentivar 
o desenvolvimento tecnológico, o aumento da competitividade e a interação entre as empresas e as ICTs. 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o As incubadoras de empresas, os parques e polos tecnológicos e os demais ambientes promotores 
da inovação estabelecerão suas regras para fomento, concepção e desenvolvimento de projetos em 
parceria e para seleção de empresas para ingresso nesses ambientes. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
§ 2o Para os fins previstos no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as 
respectivas agências de fomento e as ICTs públicas poderão: (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - ceder o uso de imóveis para a instalação e a consolidação de ambientes promotores da inovação, 
diretamente às empresas e às ICTs interessadas ou por meio de entidade com ou sem fins lucrativos que 
tenha por missão institucional a gestão de parques e polos tecnológicos e de incubadora de empresas, 
mediante contrapartida obrigatória, financeira ou não financeira, na forma de regulamento; (Incluído pela 
Lei nº 13.243, de 2016) 
II - participar da criação e da governança das entidades gestoras de parques tecnológicos ou de 
incubadoras de empresas, desde que adotem mecanismos que assegurem a segregação das funções de 
financiamento e de execução. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 3o-C. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estimularão a atração de centros de 
pesquisa e desenvolvimento de empresas estrangeiras, promovendo sua interação com ICTs e empresas 
brasileiras e oferecendo-lhes o acesso aos instrumentos de fomento, visando ao adensamento do 
processo de inovação no País. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 3o-D. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as respectivas agências de fomento 
manterão programas específicos para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, 
observando-se o disposto na Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. (Incluído pela Lei 
nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 4o A ICT pública poderá, mediante contrapartida financeira ou não financeira e por prazo 
determinado, nos termos de contrato ou convênio: (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - compartilhar seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalações com 
ICT ou empresas em ações voltadas à inovação tecnológica para consecução das atividades de 
incubação, sem prejuízo de sua atividade finalística; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - permitir a utilização de seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais 
instalações existentes em suas próprias dependências por ICT, empresas ou pessoas físicas voltadas a 
atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, desde que tal permissão não interfira diretamente 
em sua atividade-fim nem com ela conflite; (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
III - permitir o uso de seu capital intelectual em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 
(Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
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Parágrafo único. O compartilhamento e a permissão de que tratam os incisos I e II do caput 
obedecerão às prioridades, aos critérios e aos requisitos aprovados e divulgados pela ICT pública, 
observadas as respectivas disponibilidades e assegurada a igualdade de oportunidades a empresas e 
demais organizações interessadas. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 5o São a União e os demaisentes federativos e suas entidades autorizados, nos termos de 
regulamento, a participar minoritariamente do capital social de empresas, com o propósito de desenvolver 
produtos ou processos inovadores que estejam de acordo com as diretrizes e prioridades definidas nas 
políticas de ciência, tecnologia, inovação e de desenvolvimento industrial de cada esfera de governo. 
(Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o A propriedade intelectual sobre os resultados obtidos pertencerá à empresa, na forma da 
legislação vigente e de seus atos constitutivos. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 2o O poder público poderá condicionar a participação societária via aporte de capital à previsão de 
licenciamento da propriedade intelectual para atender ao interesse público. (Incluído pela Lei nº 13.243, 
de 2016) 
§ 3o A alienação dos ativos da participação societária referida no caput dispensa realização de licitação, 
conforme legislação vigente. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o Os recursos recebidos em decorrência da alienação da participação societária referida no caput 
deverão ser aplicados em pesquisa e desenvolvimento ou em novas participações societárias. (Incluído 
pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 5o Nas empresas a que se refere o caput, o estatuto ou contrato social poderá conferir às ações ou 
quotas detidas pela União ou por suas entidades poderes especiais, inclusive de veto às deliberações 
dos demais sócios nas matérias que especificar. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 6o A participação minoritária de que trata o caput dar-se-á por meio de contribuição financeira ou não 
financeira, desde que economicamente mensurável, e poderá ser aceita como forma de remuneração 
pela transferência de tecnologia e pelo licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de 
criação de titularidade da União e de suas entidades. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
CAPÍTULO III 
DO ESTÍMULO À PARTICIPAÇÃO DAS ICT NO 
PROCESSO DE INOVAÇÃO 
 
Art. 6o É facultado à ICT pública celebrar contrato de transferência de tecnologia e de licenciamento 
para outorga de direito de uso ou de exploração de criação por ela desenvolvida isoladamente ou por 
meio de parceria. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o A contratação com cláusula de exclusividade, para os fins de que trata o caput, deve ser precedida 
da publicação de extrato da oferta tecnológica em sítio eletrônico oficial da ICT, na forma estabelecida 
em sua política de inovação. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o-A. Nos casos de desenvolvimento conjunto com empresa, essa poderá ser contratada com 
cláusula de exclusividade, dispensada a oferta pública, devendo ser estabelecida em convênio ou 
contrato a forma de remuneração. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 2o Quando não for concedida exclusividade ao receptor de tecnologia ou ao licenciado, os contratos 
previstos no caput deste artigo poderão ser firmados diretamente, para fins de exploração de criação que 
deles seja objeto, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 3o A empresa detentora do direito exclusivo de exploração de criação protegida perderá 
automaticamente esse direito caso não comercialize a criação dentro do prazo e condições definidos no 
contrato, podendo a ICT proceder a novo licenciamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o O licenciamento para exploração de criação cujo objeto interesse à defesa nacional deve observar 
o disposto no § 3o do art. 75 da Lei no 9.279, de 14 de maio de 1996. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
§ 5o A transferência de tecnologia e o licenciamento para exploração de criação reconhecida, em ato 
do Poder Executivo, como de relevante interesse público, somente poderão ser efetuados a título não 
exclusivo. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 6o Celebrado o contrato de que trata o caput, dirigentes, criadores ou quaisquer outros servidores, 
empregados ou prestadores de serviços são obrigados a repassar os conhecimentos e informações 
necessários à sua efetivação, sob pena de responsabilização administrativa, civil e penal, respeitado o 
disposto no art. 12. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 7o A remuneração de ICT privada pela transferência de tecnologia e pelo licenciamento para uso ou 
exploração de criação de que trata o § 6o do art. 5o, bem como a oriunda de pesquisa, desenvolvimento 
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e inovação, não representa impeditivo para sua classificação como entidade sem fins lucrativos. 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 7o A ICT poderá obter o direito de uso ou de exploração de criação protegida. 
 
Art. 8o É facultado à ICT prestar a instituições públicas ou privadas serviços técnicos especializados 
compatíveis com os objetivos desta Lei, nas atividades voltadas à inovação e à pesquisa científica e 
tecnológica no ambiente produtivo, visando, entre outros objetivos, à maior competitividade das 
empresas. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o A prestação de serviços prevista no caput dependerá de aprovação pelo representante legal 
máximo da instituição, facultada a delegação a mais de uma autoridade, e vedada a subdelegação. 
(Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 2o O servidor, o militar ou o empregado público envolvido na prestação de serviço prevista no caput 
deste artigo poderá receber retribuição pecuniária, diretamente da ICT ou de instituição de apoio com que 
esta tenha firmado acordo, sempre sob a forma de adicional variável e desde que custeado 
exclusivamente com recursos arrecadados no âmbito da atividade contratada. 
§ 3o O valor do adicional variável de que trata o § 2o deste artigo fica sujeito à incidência dos tributos 
e contribuições aplicáveis à espécie, vedada a incorporação aos vencimentos, à remuneração ou aos 
proventos, bem como a referência como base de cálculo para qualquer benefício, adicional ou vantagem 
coletiva ou pessoal. 
§ 4o O adicional variável de que trata este artigo configura-se, para os fins do art. 28 da Lei no 8.212, 
de 24 de julho de 1991, ganho eventual. 
 
Art. 9o É facultado à ICT celebrar acordos de parceria com instituições públicas e privadas para 
realização de atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e de desenvolvimento de 
tecnologia, produto, serviço ou processo. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o O servidor, o militar, o empregado da ICT pública e o aluno de curso técnico, de graduação ou de 
pós-graduação envolvidos na execução das atividades previstas no caput poderão receber bolsa de 
estímulo à inovação diretamente da ICT a que estejam vinculados, de fundação de apoio ou de agência 
de fomento. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 2o As partes deverão prever, em instrumento jurídico específico, a titularidade da propriedade 
intelectual e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes da parceria, 
assegurando aos signatários o direito à exploração, ao licenciamento e à transferência de tecnologia, 
observado o disposto nos §§ 4o a 7o do art. 6o. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 3o A propriedade intelectual e a participação nos resultados referidas no § 2o serão asseguradas às 
partes contratantes, nos termos do contrato, podendo a ICT ceder ao parceiro privado a totalidade dos 
direitos de propriedade intelectual mediante compensação financeira ou não financeira, desde que 
economicamente mensurável. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o A bolsa concedida nos termos deste artigo caracteriza-se como doação, não configura vínculo 
empregatício, não caracteriza contraprestação de serviços nem vantagem para o doador, para efeitos do 
disposto no art. 26 da Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e não integra a base de cálculo da 
contribuição previdenciária, aplicando-se o disposto neste parágrafo a fato pretérito, como previsto no 
inciso I do art. 106 da Lei no 5.172, de 25 deoutubro de 1966. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 9o-A. Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios são 
autorizados a conceder recursos para a execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação 
às ICTs ou diretamente aos pesquisadores a elas vinculados, por termo de outorga, convênio, contrato 
ou instrumento jurídico assemelhado. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o A concessão de apoio financeiro depende de aprovação de plano de trabalho. (Incluído pela Lei 
nº 13.243, de 2016) 
§ 2o A celebração e a prestação de contas dos instrumentos aos quais se refere o caput serão feitas 
de forma simplificada e compatível com as características das atividades de ciência, tecnologia e 
inovação, nos termos de regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 3o A vigência dos instrumentos jurídicos aos quais se refere o caput deverá ser suficiente à plena 
realização do objeto, admitida a prorrogação, desde que justificada tecnicamente e refletida em ajuste do 
plano de trabalho. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o Do valor total aprovado e liberado para os projetos referidos no caput, poderá ocorrer transposição, 
remanejamento ou transferência de recursos de categoria de programação para outra, de acordo com 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
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§ 5o A transferência de recursos da União para ICT estadual, distrital ou municipal em projetos de 
ciência, tecnologia e inovação não poderá sofrer restrições por conta de inadimplência de quaisquer 
outros órgãos ou instâncias que não a própria ICT. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 10. Os acordos e contratos firmados entre as ICT, as instituições de apoio, agências de fomento e 
as entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, cujo 
objeto seja compatível com a finalidade desta Lei, poderão prever recursos para cobertura de despesas 
operacionais e administrativas incorridas na execução destes acordos e contratos, observados os critérios 
do regulamento. 
 
Art. 11. Nos casos e condições definidos em normas da ICT e nos termos da legislação pertinente, a 
ICT poderá ceder seus direitos sobre a criação, mediante manifestação expressa e motivada e a título 
não oneroso, ao criador, para que os exerça em seu próprio nome e sob sua inteira responsabilidade, ou 
a terceiro, mediante remuneração. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
Parágrafo único. A manifestação prevista no caput deste artigo deverá ser proferida pelo órgão ou 
autoridade máxima da instituição, ouvido o núcleo de inovação tecnológica, no prazo fixado em 
regulamento. 
 
Art. 12. É vedado a dirigente, ao criador ou a qualquer servidor, militar, empregado ou prestador de 
serviços de ICT divulgar, noticiar ou publicar qualquer aspecto de criações de cujo desenvolvimento tenha 
participado diretamente ou tomado conhecimento por força de suas atividades, sem antes obter expressa 
autorização da ICT. 
 
Art. 13. É assegurada ao criador participação mínima de 5% (cinco por cento) e máxima de 1/3 (um 
terço) nos ganhos econômicos, auferidos pela ICT, resultantes de contratos de transferência de tecnologia 
e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação protegida da qual tenha 
sido o inventor, obtentor ou autor, aplicando-se, no que couber, o disposto no parágrafo único do art. 93 
da Lei no 9.279, de 1996. 
§ 1o A participação de que trata o caput deste artigo poderá ser partilhada pela ICT entre os membros 
da equipe de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que tenham contribuído para a criação. 
§ 2o Entende-se por ganho econômico toda forma de royalty ou de remuneração ou quaisquer 
benefícios financeiros resultantes da exploração direta ou por terceiros da criação protegida, devendo ser 
deduzidos: (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - na exploração direta e por terceiros, as despesas, os encargos e as obrigações legais decorrentes 
da proteção da propriedade intelectual; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - na exploração direta, os custos de produção da ICT. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 3o A participação prevista no caput deste artigo obedecerá ao disposto nos §§ 3o e 4o do art. 8o. 
§ 4o A participação referida no caput deste artigo será paga pela ICT em prazo não superior a 1 (um) 
ano após a realização da receita que lhe servir de base. 
§ 4o A participação referida no caput deste artigo deverá ocorrer em prazo não superior a 1 (um) ano 
após a realização da receita que lhe servir de base, contado a partir da regulamentação pela autoridade 
interna competente. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 14. Para a execução do disposto nesta Lei, ao pesquisador público é facultado o afastamento para 
prestar colaboração a outra ICT, nos termos do inciso II do art. 93 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro 
de 1990, observada a conveniência da ICT de origem. 
§ 1o As atividades desenvolvidas pelo pesquisador público, na instituição de destino, devem ser 
compatíveis com a natureza do cargo efetivo, cargo militar ou emprego público por ele exercido na 
instituição de origem, na forma do regulamento. 
§ 2o Durante o período de afastamento de que trata o caput deste artigo, são assegurados ao 
pesquisador público o vencimento do cargo efetivo, o soldo do cargo militar ou o salário do emprego 
público da instituição de origem, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei, 
bem como progressão funcional e os benefícios do plano de seguridade social ao qual estiver vinculado. 
§ 3o As gratificações específicas do pesquisador público em regime de dedicação exclusiva, inclusive 
aquele enquadrado em plano de carreiras e cargos de magistério, serão garantidas, na forma do § 2o 
deste artigo, quando houver o completo afastamento de ICT pública para outra ICT, desde que seja de 
conveniência da ICT de origem. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o No caso de pesquisador público em instituição militar, seu afastamento estará condicionado à 
autorização do Comandante da Força à qual se subordine a instituição militar a que estiver vinculado. 
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Art. 14-A. O pesquisador público em regime de dedicação exclusiva, inclusive aquele enquadrado em 
plano de carreiras e cargos de magistério, poderá exercer atividade remunerada de pesquisa, 
desenvolvimento e inovação em ICT ou em empresa e participar da execução de projeto aprovado ou 
custeado com recursos previstos nesta Lei, desde que observada a conveniência do órgão de origem e 
assegurada a continuidade de suas atividades de ensino ou pesquisa nesse órgão, a depender de sua 
respectiva natureza. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 15. A critério da administração pública, na forma do regulamento, poderá ser concedida ao 
pesquisador público, desde que não esteja em estágio probatório, licença sem remuneração para 
constituir empresa com a finalidade de desenvolver atividade empresarial relativa à inovação. 
§ 1o A licença a que se refere o caput deste artigo dar-se-á pelo prazo de até 3 (três) anos consecutivos, 
renovável por igual período. 
§ 2o Não se aplica ao pesquisador público que tenha constituído empresa na forma deste artigo, 
durante o período de vigência da licença, o disposto no inciso X do art. 117 da Lei no 8.112, de 1990. 
§ 3o Caso a ausência do servidor licenciado acarrete prejuízo às atividades da ICT integrante da 
administração direta ou constituída na forma de autarquia ou fundação, poderá ser efetuada contratação 
temporária nos termos da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, independentemente de autorização 
específica. 
 
Art. 15-A. A ICT de direito público deverá instituir sua política de inovação, dispondo sobre a 
organização e a gestão dos processos que orientam a transferênciados recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e 
Tecnológico - FNDCT. 
§ 5o Os recursos de que trata o § 4o deste artigo serão objeto de programação orçamentária em 
categoria específica do FNDCT, não sendo obrigatória sua aplicação na destinação setorial originária, 
sem prejuízo da alocação de outros recursos do FNDCT destinados à subvenção econômica. 
§ 6o As iniciativas de que trata este artigo poderão ser estendidas a ações visando a: (Incluído pela 
Lei nº 13.243, de 2016) 
I - apoio financeiro, econômico e fiscal direto a empresas para as atividades de pesquisa, 
desenvolvimento e inovação tecnológica; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - constituição de parcerias estratégicas e desenvolvimento de projetos de cooperação entre ICT e 
empresas e entre empresas, em atividades de pesquisa e desenvolvimento, que tenham por objetivo a 
geração de produtos, serviços e processos inovadores; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
III - criação, implantação e consolidação de incubadoras de empresas, de parques e polos tecnológicos 
e de demais ambientes promotores da inovação; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IV - implantação de redes cooperativas para inovação tecnológica; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
V - adoção de mecanismos para atração, criação e consolidação de centros de pesquisa e 
desenvolvimento de empresas brasileiras e estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VI - utilização do mercado de capitais e de crédito em ações de inovação; (Incluído pela Lei nº 13.243, 
de 2016) 
VII - cooperação internacional para inovação e para transferência de tecnologia; (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
VIII - internacionalização de empresas brasileiras por meio de inovação tecnológica; (Incluído pela Lei 
nº 13.243, de 2016) 
IX - indução de inovação por meio de compras públicas; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
X - utilização de compensação comercial, industrial e tecnológica em contratações públicas; (Incluído 
pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XI - previsão de cláusulas de investimento em pesquisa e desenvolvimento em concessões públicas e 
em regimes especiais de incentivos econômicos; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XII - implantação de solução de inovação para apoio e incentivo a atividades tecnológicas ou de 
inovação em microempresas e em empresas de pequeno porte. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 7o A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão utilizar mais de um instrumento 
de estímulo à inovação a fim de conferir efetividade aos programas de inovação em empresas. (Incluído 
pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 8o Os recursos destinados à subvenção econômica serão aplicados no financiamento de atividades 
de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em empresas, admitida sua destinação para 
despesas de capital e correntes, desde que voltadas preponderantemente à atividade financiada. 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 20. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de interesse público, poderão 
contratar diretamente ICT, entidades de direito privado sem fins lucrativos ou empresas, isoladamente ou 
em consórcios, voltadas para atividades de pesquisa e de reconhecida capacitação tecnológica no setor, 
visando à realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação que envolvam risco 
tecnológico, para solução de problema técnico específico ou obtenção de produto, serviço ou processo 
inovador. (Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
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§ 1o Considerar-se-á desenvolvida na vigência do contrato a que se refere o caput deste artigo a 
criação intelectual pertinente ao seu objeto cuja proteção seja requerida pela empresa contratada até 2 
(dois) anos após o seu término. 
§ 2o Findo o contrato sem alcance integral ou com alcance parcial do resultado almejado, o órgão ou 
entidade contratante, a seu exclusivo critério, poderá, mediante auditoria técnica e financeira, prorrogar 
seu prazo de duração ou elaborar relatório final dando-o por encerrado. 
§ 3o O pagamento decorrente da contratação prevista no caput será efetuado proporcionalmente aos 
trabalhos executados no projeto, consoante o cronograma físico-financeiro aprovado, com a possibilidade 
de adoção de remunerações adicionais associadas ao alcance de metas de desempenho no projeto. 
(Redação pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o O fornecimento, em escala ou não, do produto ou processo inovador resultante das atividades de 
pesquisa, desenvolvimento e inovação encomendadas na forma do caput poderá ser contratado mediante 
dispensa de licitação, inclusive com o próprio desenvolvedor da encomenda, observado o disposto em 
regulamento específico. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 5o Para os fins do caput e do § 4o, a administração pública poderá, mediante justificativa expressa, 
contratar concomitantemente mais de uma ICT, entidade de direito privado sem fins lucrativos ou empresa 
com o objetivo de: (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - desenvolver alternativas para solução de problema técnico específico ou obtenção de produto ou 
processo inovador; ou (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - executar partes de um mesmo objeto. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
§ 6o Observadas as diretrizes previstas em regulamento específico, os órgãos e as entidades da 
administração pública federal competentes para regulação, revisão, aprovação, autorização ou 
licenciamento atribuído ao poder público, inclusive para fins de vigilância sanitária, preservação 
ambiental, importação de bens e segurança, estabelecerão normas e procedimentos especiais, 
simplificados e prioritários que facilitem: (Incluído pela Lei nº 13.322, de 2016) 
I - a realização das atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação encomendadas na forma do 
caput; (Incluído pela Lei nº 13.322, de 2016) 
II - a obtenção dos produtos para pesquisa e desenvolvimento necessários à realização das atividades 
descritas no inciso I deste parágrafo; e (Incluído pela Lei nº 13.322, de 2016) 
III - a fabricação, a produção e a contratação de produto, serviço ou processo inovador resultante das 
atividades descritas no inciso I deste parágrafo. (Incluído pela Lei nº 13.322, de 2016) 
 
Art. 20-A. (VETADO): (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
II - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 1o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 2o Aplicam-se ao procedimento de contratação as regras próprias do ente ou entidade da 
administração pública contratante. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 3o Outras hipóteses de contratação de prestação de serviços ou fornecimento de bens elaborados 
com aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos poderão ser previstas em 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
§ 4o Nas contratações de que trata este artigo, deverá ser observado o disposto no inciso IV do art. 27. 
(Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 21. As agências de fomento deverão promover, por meio de programas específicos, ações de 
estímulo à inovação nas micro e pequenas empresas, inclusive mediante extensão tecnológica realizada 
pelas ICT. 
 
Art. 21-A. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, os órgãos e as agências de fomento, 
as ICTs públicas e as fundações de apoio concederão bolsas de estímulo à inovação no ambiente 
produtivo, destinadas à formação e à capacitação de recursos humanos e à agregação de especialistas, 
em ICTs e em empresas, que contribuam para a execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento 
tecnológico e inovação e para as atividades de extensão tecnológica, de proteção da propriedade 
intelectual e de transferência de tecnologia. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
 
 
 
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11 
 
CAPÍTULO V 
DO ESTÍMULO AO INVENTOR INDEPENDENTE 
 
Art. 22. Ao inventor independente que comprove depósito de pedido de patente é facultado solicitar a 
adoção de sua criação por ICT pública, que decidirá quanto à conveniência e à oportunidade da 
solicitação e à elaboração de projeto voltado à avaliação da criação para futuro desenvolvimento, 
incubação, utilização, industrialização e inserção no mercado. (Redação dada pela Lei nº 13.243, de 
2016) 
§ 1o O núcleo de inovação tecnológica da ICT avaliará a invenção, a sua afinidade com a respectiva 
área de atuação e o interesse no seu desenvolvimento. 
§ 2o O núcleo informará ao inventor independente, no prazo máximo de 6 (seis) meses, a decisão 
quanto à adoção a que se refere o caput deste artigo. 
§ 3o O inventor independente, mediante instrumento jurídico específico, deverá comprometer-se a 
compartilhar os eventuais ganhos econômicos auferidos com a exploração da invenção protegida adotada 
por ICT pública. (Redação dada pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 22-A. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as agências de fomento e as ICTs 
públicas poderão apoiar o inventor independente que comprovar o depósito de patente de sua criação, 
entre outras formas, por meio de: (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
I - análise da viabilidade técnica e econômica do objeto de sua invenção; (Incluído pela Lei nº 13.243, 
de 2016) 
II - assistência para transformação da invenção em produto ou processo com os mecanismos 
financeiros e creditícios dispostos na legislação; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
III - assistência para constituição de empresa que produza o bem objeto da invenção; (Incluído pela 
Lei nº 13.243, de 2016) 
IV - orientação para transferência de tecnologia para empresas já constituídas. (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
 
CAPÍTULO VI 
DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO 
 
 Art. 23. Fica autorizada a instituição de fundos mútuos de investimento em empresas cuja atividade 
principal seja a inovação, caracterizados pela comunhão de recursos captados por meio do sistema de 
distribuição de valores mobiliários, na forma da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, destinados à 
aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão dessas empresas. 
Parágrafo único. A Comissão de Valores Mobiliários editará normas complementares sobre a 
constituição, o funcionamento e a administração dos fundos, no prazo de 90 (noventa) dias da data de 
publicação desta Lei. 
 
CAPÍTULO VII 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 24. A Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, passa a vigorar com as seguintes alterações: 
 
"Art. 2o ...................................................... 
................................................................... 
 
VII - admissão de professor, pesquisador e tecnólogo substitutos para suprir a falta de professor, 
pesquisador ou tecnólogo ocupante de cargo efetivo, decorrente de licença para exercer atividade 
empresarial relativa à inovação. 
 
..................................................................." (NR) 
 
"Art. 4o ...................................................... 
 
................................................................... 
 
IV - 3 (três) anos, nos casos dos incisos VI, alínea 'h', e VII do art. 2o; 
 
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12 
 
................................................................... 
 
Parágrafo único. ........................................ 
 
................................................................... 
 
V - no caso do inciso VII do art. 2o, desde que o prazo total não exceda 6 (seis) anos." (NR) 
 
Art. 25. O art. 24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: 
 
"Art. 24. ..................................................... 
 
................................................................... 
 
XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento 
para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação 
protegida. 
 
..................................................................." (NR) 
 
Art. 26. As ICT que contemplem o ensino entre suas atividades principais deverão associar, 
obrigatoriamente, a aplicação do disposto nesta Lei a ações de formação de recursos humanos sob sua 
responsabilidade. 
 
Art. 26-A. As medidas de incentivo previstas nesta Lei, no que for cabível, aplicam-se às ICTs públicas 
que também exerçam atividades de produção e oferta de bens e serviços. (Incluído pela Lei nº 13.243, 
de 2016) 
 
Art. 27. Na aplicação do disposto nesta Lei, serão observadas as seguintes diretrizes: 
I - priorizar, nas regiões menos desenvolvidas do País e na Amazônia, ações que visem a dotar a 
pesquisa e o sistema produtivo regional de maiores recursos humanos e capacitação tecnológica; 
II - atender a programas e projetos de estímulo à inovação na indústria de defesa nacional e que 
ampliem a exploração e o desenvolvimento da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e da Plataforma 
Continental; 
III - assegurar tratamento diferenciado, favorecido e simplificado às microempresas e às empresas de 
pequeno porte; (Redação dada pela Lei nº 13.243, de 2016) 
IV - dar tratamento preferencial, diferenciado e favorecido, na aquisição de bens e serviços pelo poder 
público e pelas fundações de apoio para a execução de projetos de desenvolvimento institucional da 
instituição apoiada, nos termos da Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, às empresas que invistam 
em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País e às microempresas e empresas de pequeno 
porte de base tecnológica, criadas no ambiente das atividades de pesquisa das ICTs. (Redação dada 
pela Lei nº 12.349, de 2010) 
V - promover a simplificação dos procedimentos para gestão dos projetos de ciência, tecnologia e 
inovação e do controle por resultados em sua avaliação; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
VI - promover o desenvolvimento e a difusão de tecnologias sociais e o fortalecimento da extensão 
tecnológica para a inclusão produtiva e social. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 27-A. Os procedimentos de prestação de contas dos recursos repassados com base nesta Lei 
deverão seguir formas simplificadas e uniformizadas e, de forma a garantir a governança e a 
transparência das informações, ser realizados anualmente, preferencialmente, mediante envio eletrônico 
de informações, nos termos de regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
 
Art. 28. A União fomentará a inovação na empresa mediante a concessão de incentivos fiscais com 
vistas na consecução dos objetivos estabelecidos nesta Lei. 
Parágrafo único. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional, em até 120 (cento e vinte) 
dias, contados da publicação desta Lei, projeto de lei para atender o previsto no caput deste artigo. 
 
Art. 29. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
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Brasília, 2 de dezembro de 2004; 183o da Independência e 116o da República. 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
 
Antônio Palocci Filho 
Luiz Fernando Furlan 
Eduardo Campos 
José Dirceu de Oliveira e Silva 
 
Este texto não substitui o publicado no DOU de 3.12.2004 e retificado em 16.5.2005* 
 
Questões 
 
01. (BRB - Analista de Tecnologia da Informação - IADES). A Lei n° 10.973/2004, com redação 
dada pela Lei n° 13.243/2016, estabeleceu, no art. 16, que a Instituição Científica e Tecnológica (ICT) 
pública deverá dispor de Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) próprio ou em associação com outras 
ICT. Qual é a principal finalidade desses NIT? 
(A) Promover a colocação de egressos da pós-graduação da ICT no mercado de trabalho. 
(B) Promover a seleção de alunos de mestrado e doutorado para a política de inovação da ICT. 
(C) Comercializar os produtos resultantesde atividades de inovação das quais a ICT participe. 
(D) Apoiar a gestão da política de inovação da ICT pública. 
(E) Coordenar e acompanhar as atividades de alunos de pós-graduação da ICT em programas de 
cooperação internacional. 
 
02. (BRB - Escriturário - IADES). A Lei nº 10.973/2004, com redação dada pela Lei nº 13.243/2016, 
estabeleceu, no art. 16, que a Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) pública deverá dispor 
de Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) próprio, ou em associação com outras ICT. A principal finalidade 
desses NIT é 
(A) coordenar e acompanhar as atividades de alunos de pós-graduação da ICT em programas de 
cooperação internacional. 
(B) promover a seleção de alunos de mestrado e doutorado para a política de inovação da ICT. 
(C) comercializar os produtos resultantes de atividades de inovação das quais a ICT participe. 
(D) poiar administrativamente a ICT no estabelecimento das grades das disciplinas relacionadas com 
as respectivas atividades de pesquisa e desenvolvimento 
(E) apoiar a gestão da política de inovação da ICT pública. 
 
03. (IF/MG - Tecnólogo em Gestão Pública - IFMG). Considerando o disposto na Lei 10.973 e suas 
alterações, encontram-se entre as medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica 
no ambiente produtivo, com vistas à capacitação tecnológica, ao alcance da autonomia tecnológica e ao 
desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional do País. 
 
I - promoção das atividades científicas e tecnológicas como estratégicas para o desenvolvimento 
econômico e social 
II - redução das desigualdades regionais 
III - concentração das atividades de ciência, tecnologia em nível federal 
IV - utilização do poder de compra do Estado para fomento à inovação 
 
Diante do exposto, estão CORRETOS os itens: 
(A) II, III e IV 
(B) I, III e IV 
(C) I, II e IV 
(D) I e IV 
(E) Todos os itens 
 
04. (BRB - Escriturário - IADES). A Lei nº 10.973/2004 foi modificada pela Lei nº 13.243/2016, e uma 
das modificações mais importantes foi a do conceito de ICT, que passou a ser Instituição Científica, 
Tecnológica e de Inovação. Acerca do conceito de ICT, assinale a alternativa correta. 
(A) É considerada ICT qualquer órgão ou entidade pública ou privada, sem fins lucrativos, que inclui, 
na respectiva missão, a pesquisa básica ou aplicada e o desenvolvimento tecnológico de novos produtos, 
serviços ou processos. 
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(B) ICT é toda e qualquer entidade pública que se dedique ao ensino e à pesquisa. 
(C) ICT é toda e qualquer universidade e centro de pesquisa e desenvolvimento. 
(D) ICT é toda e qualquer instituição, pública ou privada, que se dedique a Pesquisa, Desenvolvimento 
e Inovação (P&D&I). 
(E) É considerada ICT, para os fins da Lei nº 10.973/2004, a universidade ou centro de pesquisa, sem 
fins lucrativos, que tenha acordos de cooperação firmados com empresas brasileiras, para atividades de 
P&D. 
 
Gabarito 
01. D / 02. E / 03. C / 04. A 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Conforme a lei nº 13.243/2016 que alterou a lei 10.973/2004. 
Art 2° VI - Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT): estrutura instituída por uma ou mais ICTs, com ou 
sem personalidade jurídica própria, que tenha por finalidade a gestão de política institucional de inovação 
e por competências mínimas as atribuições previstas nesta Lei; 
 
02. Resposta: E 
Art. 16. Para apoiar a gestão de sua política de inovação, a ICT pública deverá dispor de Núcleo de 
Inovação Tecnológica, próprio ou em associação com outras ICTs. 
 
03. Resposta: C 
Estas medidas se referem aos princípios instituídos no parágrafo único do Artigo primeiro da Lei de 
Inovação (cujos incisos na Lei correspondem, respectivamente, desta forma: I, III e XIII). 
Complementando a justificativa, a afirmativa III está errada, “não se trata de centralização, mas sim de 
descentralização". 
 
04. Resposta: A 
É considerada ICT qualquer órgão ou entidade pública ou privada, sem fins lucrativos, que inclui, na 
respectiva missão, a pesquisa básica ou aplicada e o desenvolvimento tecnológico de novos produtos, 
serviços ou processos. 
 
 
 
Podemos observar na literatura que a palavra empreendedorismo é definida por vários autores de 
formas diferentes, pois cada um deles defendem uma definição sobre o assunto. No entanto, de forma 
geral, também podemos identificar que esta palavra está estritamente relacionada ao processo de 
inovação e a coragem de assumir riscos, conforme veremos a seguir.2 
 
Empreendedorismo Conceito e Definição 
 
A utilização do termo “empreendedorismo” atribuída pelos autores Richard Cantillon e a Jean-Baptiste 
Say3, pode ser aplicada como: “pessoas que correm riscos porque investem o seu próprio dinheiro em 
empreendimentos.” 
Schumpeter4 associa o empreendedorismo à inovação ao afirmar que: “a essência do 
empreendedorismo está na percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos 
negócios; tem sempre que ver com a criação de uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que 
eles sejam deslocados do seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações”. 
Schumpeter descreveu ainda o empreendedor como a pessoa responsável por processos de 
“destruição criativa”, que resultavam na criação de novos métodos de produção, novos produtos e novos 
mercados. 
 
2 RODRIGUES, Sofia. Manual Técnico do Formando: “Empreendedorismo”, 2008. 
3 SAY, Jean-Baptiste. Cours complet d’economie politique pratique. Paris: Chamerot, 2009. 
4 SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982. 
2 Empreendedorismo. 
 
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15 
 
Para Hisrich & Peters5, empreendedorismo se trata de um processo dinâmico que combina recursos, 
trabalho, materiais e outros ativos para tornar seu valor maior do que antes. 
Já para Djalma de Oliveira6 o “Empreendedorismo é o processo evolutivo e inovador da capacidade e 
habilidade profissionais direcionadas à alavancagem dos resultados das empresas e à consolidação de 
novos projetos estrategicamente relevantes” 
Sendo assim a partir daqui avaliaremos outras questões pertinentes ao assunto. 
 
Intenção Empreendedora 
A intenção empreendedora pode ser entendida como o nível de vontade que uma pessoa tem de abrir 
uma empresa. Por meio desta vontade pessoal, alguns pesquisadores podem prever se esta pessoa está 
propensa a empreender, ou seja, criar uma empresa. 
 Para Shapero e Sokol7 duas etapas são fundamentais: a desejabilidade e a viabilidade. Estes dois 
aspectos são interativos. De modo que, se um indivíduo considera que se há viabilidade para iniciar um 
projeto, a desejabilidade cresce proporcionalmente. Por outro lado, se um indivíduo não está motivado 
para iniciar um projeto, não considerará sequer a sua viabilidade. Portanto, a desejabilidade é um pré-
requisito na avaliação da viabilidade. 
 
Ser empreendedor é uma herança genética? 
Hoje em dia parece ser consensual que não se nasce empreendedor. Podemos, sim, herdar algumas 
características que certamente nos ajudarão nas nossas incursões pelo mundo dos negócios. 
É também certo que muitos empreendedores se revelam muito precocemente (durante a infância e 
juventude) destacando-se pela sua capacidade de liderança, competitividade ou “jeito” para os pequenos 
negócios. 
Contudo, está ao alcance de qualquer um tornar-se empreendedor. E o que se exige é: trabalho, força 
de vontade e um profundo conhecimento de si próprio para se aperfeiçoar constantemente e desenvolver 
as habilidades necessárias. 
Assim devemos compreender que o empreendedorismo é definido como um comportamento e não 
como uma herança genética ou traço de uma personalidade especifica. Posto isso as pessoas podem 
apreender a agir como empreendedoras, por meio de ferramentas baseadas no interesse em buscar 
mudanças, em como reagir a elas e em como explorá-las como oportunidade de negócio.O Perfil do Empreendedor 
 
Ao observar verdadeiros empreendedores, é possível identificar um conjunto de aspectos que lhes são 
muito próprios: 
1. Os empreendedores são peritos em identificar, explorar e comercializar oportunidades. 
2. São exímios na arte de criar (novos produtos, serviços ou processos). 
3. Conseguem pensar “fora do quadrado”: a maioria das pessoas, por temer o insucesso e ser 
avessa ao risco, tem dificuldade em considerar novas formas de abordar problemas e perspectivar a 
realidade. Quem o consegue fazer beneficia de uma enorme vantagem na detecção de novas 
oportunidades. 
4. Pensam de forma diferente: os empreendedores têm uma perspectiva diferente das coisas; 
adivinham problemas que os outros não vêm ou que ainda nem existem; descobrem soluções antes 
mesmo de outros sentirem as necessidades. 
5. Veem o que outros não veem: o empreendedor vê oportunidades que escapam aos outros, ou a 
que os outros não atribuem relevância. 
6. Gostam de assumir riscos: acreditam nos seus palpites e seguem-nos (riscos calculados). 
7. Os empreendedores competem consigo próprios e acreditam que o sucesso ou fracasso 
dependem de si: na sua maioria não desistem e nunca param de lutar pelo sucesso. 
8. Aceitam o insucesso: embora nenhum empreendedor goste de falhar, sabe que a possibilidade de 
fracassar é inerente ao risco que qualquer atividade empreendedora comporta. O insucesso é encarado 
como uma possibilidade de aprender e evoluir e previne futuros fracassos. 
9. Observam o que os rodeia: a grande maioria das ideias e inovações bem sucedidas foram 
desenvolvidas a partir de uma realidade próxima ao empreendedor – no âmbito profissional, familiar, de 
lazer. 
10. Os empreendedores nunca se reformam… 
 
5 HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. 
6 OLIVEIRA, Djalma de Pinho de Rebouças. Introdução À Administração: Teoria e Prática. Ed: Atlas, 2008. 
7 SHAPERO, A. & SOKOL, L. The social dimensions of entrepreneurship. In The Encyclopedia of entrepreneurship 1982. 
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16 
 
Em vários estudos feitos com empreendedores sobre as características às quais atribuíam o seu 
sucesso, as que mais se destacaram foram a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da sua 
vida, a competitividade, a autoestima, o forte desejo de vencer, a autoconfiança e a flexibilidade. 
Curiosamente, a vontade de ganhar muito dinheiro, as competências de gestão ou o desejo de poder 
costumam ocupar os últimos lugares das listas… 
 
Características Comuns aos Empreendedores 
Além destas há um conjunto de outras características comuns aos empreendedores: 
- Curiosidade; 
- Capacidade de resistência (física e emocional); 
- Orientação para objetivos; 
- Independência; 
- Exigência; 
- Elevada propensão ao risco calculado; 
- Tolerância à ambiguidade e à incerteza; 
- Criatividade; 
- Inovação; 
- Visão; 
- Empenho; 
- Aptidão para resolução de problemas; 
- Capacidade de adaptação; 
- Iniciativa; 
- Integridade; 
- Capacidade de angariação de recursos; 
- Capacidade de persuasão; 
- Forte apetência pela mudança; 
- Empatia; 
- Tolerância ao fracasso; 
- Grande capacidade de trabalho; 
- Capacidade de liderança. 
 
Fases do Processo Empreendedor 
Dornelas8 apresenta as fases do processo empreendedor: 
1) Identificar e avaliar a oportunidade; 
2) Desenvolver o plano de negócios; 
3) Determinar e captar os recursos necessários; 
4) Gerenciar a empresa criada. 
 
Competências a Desenvolver pelo Empreendedor 
 
Competências Emocionais 
Em grande medida a performance do empreendedor está associada a características pessoais como 
a inciativa, a empatia, a capacidade de adaptação e de persuasão. Daniel Goleman9 agrupou as 
competências emocionais em quatro grandes grupos cabendo dentro de cada um dos grupos um conjunto 
de competências específicas: 
 
1. Autoconsciência 
- Autoconsciência emocional: permite reconhecer e compreender os diferentes estados de espírito e a 
forma como afetam o desempenho social e profissional bem como as relações com os outros. 
- Auto avaliação rigorosa: trata-se da capacidade de avaliar de forma realista as suas forças mas 
também as suas fraquezas. 
- Autoconfiança: permite valorizar devidamente os seus pontos fortes e capacidades mais distintivas. 
 
2. Autogestão 
- Autocontrole: capacidade para manter as emoções sob controle. 
- Inspirar confiança: a confiança conquista-se através de comportamentos que revelem integridade, 
honestidade, fiabilidade e autenticidade. 
 
8 DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
9 GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Editora Objetiva LTDA., 1995. 
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- Conscienciosidade: capacidade para se autogerir de modo responsável (por exemplo, ser organizado 
e cuidadoso no trabalho). 
- Adaptabilidade: flexibilidade na resposta à mudança. 
- Orientação para o êxito: otimismo, necessidade de auto aperfeiçoamento e de alcance de um padrão 
interno de excelência e persistência. 
- Iniciativa: prontidão para aproveitar as oportunidades e inclinação para exceder objetivos. 
 
3. Consciência Social 
- Empatia: capacidade para perceber os sentimentos e perspectivas dos outros, interesse ativo pelas 
suas preocupações, sensibilidade às suas especificidades. 
- Consciência organizacional: capacidade para ler a realidade organizacional, construir redes de 
decisão e ter consciência das correntes sociais e políticas da organização. 
- Orientação para o cliente: capacidade para antecipar, reconhecer e ir ao encontro das necessidades 
dos clientes 
 
4. Competências Sociais 
- Liderança visionária: capacidade para inspirar e guiar os indivíduos ou grupos em torno de uma visão 
convincente. 
- Influência: capacidade para persuadir os outros através dos métodos mais adequados a cada 
situação. 
- Desenvolver os outros: capacidade para identificar necessidades/oportunidades de desenvolvimento 
dos outros e para agir de forma a promover o alargamento das suas competências. 
- Comunicação: ser bom ouvinte e ser capaz de comunicar de modo claro e convincente. 
- Catalisador da mudança: capacidade para promover e incentivar a mudança dentro da organização 
contribuindo ativamente para a eliminação das resistências por parte da equipe que lidera. 
- Gestão de conflitos: capacidade para gerir os conflitos emergentes na organização. 
- Criar laços: competência que permite a criação e desenvolvimento de redes de relações 
interpessoais. 
- Espírito de equipe e cooperação: capacidade colaborar eficazmente com os outros conseguindo criar 
sinergias de grupo na prossecução de objetivos comuns. 
 
Sendo certo que o desenvolvimento deste conjunto de competências é desejável em qualquer 
indivíduo, no caso do empreendedor será decisivo para o seu sucesso. Condição prévia ao bom 
desenvolvimento destas características é um profundo conhecimento de si próprio. 
 
5. Autoconhecimento 
Uma das características do empreendedor de sucesso é o conhecimento que tem de si próprio. Sabe 
que não é rentável desperdiçar esforços em áreas e/ou atividades nas quais não tem competências. A 
sua base de desenvolvimento pessoal e profissional é o conhecimento dos seus pontos fortes, dos seus 
valores e objetivos e das formas concretas de alcançar o que pretende. 
 
6. Criatividade 
De todas as características do empreendedor uma das essenciais e que mais facilmente podemos 
desenvolver é a criatividade. Embora todos tenhamos talentos criativos, falta-nos muitas vezes confiança 
na nossa própria criatividade. O termo criatividade tem um significado que vai muito além de possuir um 
talento artístico. É sim, a capacidade de utilizar a imaginação para criar novas ideias. A criatividade é uma 
característicaou implementaram algum tipo de política de cluster baseado no quadro estrutural de Porter. 
Em 2010, a Universidade de Stanford lançou a rede internacional de ecossistemas de inovação em 
cooperação com parceiros selecionados na Finlândia, China e Japão. Ao mesmo tempo, ecossistemas 
de inovação denotam plataformas de Tecnologia da Informação e Comunicação como iPhone, da Apple, 
Android, do Google, plataformas de computação em nuvem e software dominadas por empresas como 
Microsoft, Amazon etc. 
 
Entendimento de Ecossistemas de Inovação 
Quando falamos sobre ecossistemas de inovação, 90% do conceito é uma combinação dos exemplos 
e conceitos históricos anteriores acima mencionados. 
Notavelmente, os ecossistemas de inovação são baseados em exemplos bem-sucedidos de 
aglomeração seja em termos geográficos, econômicos, industriais ou empresariais. Nas palavras de 
Schumpeter, os ecossistemas de inovação são principalmente sobre as regiões inovadoras bem-
sucedidas (Silicon Valley, Bangalore), plataformas de TIC bem-sucedidas (iPhone, Android) ou novas 
indústrias (computação em nuvem) e empreendedores e investidores de todo o mundo saltam no 
movimento desses sucessos. Como tal, há relativamente pouca novidade sobre ecossistemas de 
inovação em comparação com os conceitos anteriores, como blocos de desenvolvimento ou clusters. 
No entanto, os 10% restantes que parecem ser novidade dos ecossistemas de inovação de hoje a 
partir de equivalentes anteriores não devem ser subestimados. 
As principais novidades para os ecossistemas de inovação atuais em comparação com épocas 
anteriores podem ser encontradas na dimensão de plataforma de sistemas Internet/mobile/TIC e web 2.0. 
Isto porque, hoje qualquer empreendedor com uma boa ideia pode, independentemente da localização 
geográfica, lançar um aplicativo de negócios para as plataformas iPhone da Apple ou Android do Google 
e se tornar um negócio bem-sucedido. Este não era o caso, por exemplo, no tempo de talheres em 
Sheffield de Alfred Marshall. Para se beneficiar da aglomeração ou ecossistema naquele tempo alguém 
tinha que estar fisicamente presente naquele lugar e tempo. 
Apesar de muitos dos ecossistemas de inovação ainda serem baseados em algum tipo de 
concentração geográfica de empreendedores, investidores, talentos, universidades, a Internet parece 
finalmente estar tão madura que esses 10% podem muito bem ser o mais estrategicamente importante 
para qualquer empresa, região ou nação nos próximos anos. Acrescente-se a isso que a revolução das 
TIC fez a antiga distinção entre bens físicos e serviços mais ou menos obsoleta ou, na melhor das 
hipóteses, turva. Então, como as empresas devem navegar e posicionar-se vantajosamente no cenário 
global dos ecossistemas de inovação do século 21? 
 
Estratégia Inicial para Posicionamento dentro de Ecossistemas de Inovação 
Uma forma das empresas (regiões e nações) abordarem quais dos ecossistemas de inovação globais 
devem trabalhar em rede e considerar importante poderia ser fazendo uma avaliação crítica inicial das 
dimensões estratégicas essenciais para realizar parcerias ou entrar em ecossistemas de inovação. 
Algumas dessas dimensões estratégicas para consideração são destacadas a seguir. 
 
Liderança e Papel de Parceiro 
Como o ecossistema é governado? É centralizado e fechado com um ou poucos atores principais 
dominantes, como por exemplo Apple, Google, Microsoft, ou é um ecossistema mais descentralizado e 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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aberto com a liderança dispersa como por exemplo Linux? Controlar os ecossistemas é uma nova fonte 
de vantagem competitiva e sua própria empresa precisa analisar cuidadosamente como você participa e 
quais os níveis de controle ou redução de riscos estão disponíveis. 
 
Riscos de Aprisionamento de Tecnologia 
Entrar em apenas um ecossistema ou plataforma pode ser similar ao risco de “apostar apenas em um 
número na roleta”. Isso é geralmente uma estratégia muito arriscada e poderia ser melhor usar projetos 
de negócios menores para atingir diferentes ecossistemas e testar seus benefícios desta forma. 
 
Riscos do Lado da Oferta 
Pode haver ganhos superiores de gestão e de custo de transação derivados de lidar com apenas um 
ou alguns ecossistemas. No entanto, essa dependência pode ser fatal como as empresas japonesas 
aprenderam quando foram temporariamente negadas do acesso à terra rara da China, maior produtor e 
ecossistema para terras raras do mundo. Ou como quando o terremoto no Japão resultou na suspensão 
de 25% da produção mundial de silício, o que poderia ter tido amplas implicações para a indústria global 
de eletrônicos. 
 
Reputação da Marca 
A terceirização de, por exemplo, produção de alimentos e bens de consumo para “ecossistemas de 
produção” em mercados emergentes deve ser considerado mais um exemplo de risco tendo em vista a 
qualidade e responsabilidade social dentro de toda a cadeia de fornecimento do ecossistema. Os 
escândalos com leite contaminado da Sanlu e Chongqing na China ou o caso de trabalho infantil da Nike 
são exemplos que mostram como as comunidades online como Facebook e Youtube pode danificar rápida 
e facilmente as marcas e reputações até mesmo das empresas líderes globais. Reputação é sem dúvida 
uma das dimensões mais subestimadas quando as empresas analisam com qual ecossistema se 
envolver. 
 
Prós e Contras de Ecossistemas Prioritários ou Secundários 
Quais seriam as vantagens de ir para parceiros não-óbvios fora da corrente principal do que é a norma 
na indústria? Por exemplo, a maioria das empresas de TIC consideram Vale do Silício ou Bangalore, mas 
poucas consideram entrar em Tomsk ou Novosibirsk, na Sibéria russa. No entanto, ambas as cidades 
russas têm alto nível de talento e instituições de ensino em matemática, física e programação, e a preços 
mais baixos do que, por exemplo, Bangalore. Deutsche Bank fez tal mudança de Bangalore a Tomsk 
alguns anos atrás. E Cingapura e Japão estabeleceram acordo de cooperação formal com Tomsk. Em 
mercados em rápida mudança, secundários podem rapidamente se tornar prioritário e a empresa 
individual tem uma posição de barganha mais forte frente aos parceiros em um ecossistema secundário 
do que prioritário. 
Em conclusão, para entender os ecossistemas de inovação de hoje, pode ser útil vê-los como 
aglomerações de atividade industrial de sucesso que compartilham muitas das semelhanças de tais 
configurações econômicas anteriores. Além disso, o fascínio de uma parceria com os ecossistemas mais 
bem-sucedidos e óbvios deve ser considerado cuidadosamente com, pelo menos, alguns testes robustos 
de opções, tais como diversificação em um número maior de ecossistemas e assim evitar armadilhas e 
riscos destacados sob dimensões estratégicas neste artigo. 
 
 
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