Prévia do material em texto
2019 Empreendedorismo Manual do Curso de Administração Pública ENSINO ONLINE. ENSINO COM FUTURO 1 Direitos de autor (copyright) Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), e contêm reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED). A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais em vigor no País. Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) Direcção Académica Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa Beira - Moçambique Telefone: +258 23 323501 Cel: +258 82 3055839 Fax: 23323501 E-mail: isced@isced.ac.mz Website: www.isced.ac.mz http://www.isced.ac.mz/ http://www.isced.ac.mz/ http://www.isced.ac.mz/ 2 Agradecimentos O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) agradece a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: Autor Artur José Filipe Chaua Coordenação Design Financiamento e Logística Revisão Científica Revisão Linguística Ano de Publicação Local de Publicação Direcção Académica do ISCED Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia (IAPED) XXXXX XXXXX ISCED – BEIRA XXXXX 3 Indice Visao Geral ................................................................................................................................ 8 Benvindo à Disciplina/Módulo de Empreededorismo .............................................................. 8 Objectivos do Módulo ............................................................................................................... 8 Quem deveria estudar este módulo ........................................................................................... 9 Como está estruturado este módulo .......................................................................................... 9 Outros recursos ........................................................................................................................ 10 Ícones de actividade ................................................................................................................ 10 Habilidades de estudo ............................................................................................................. 11 Precisa de apoio? ..................................................................................................................... 13 Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ....................................................................................... 13 Avaliação................................................................................................................................. 14 TEMA- I: Empreendedorismo, Inovação e o Plano de Negocio ............................................. 15 1.1.1. Empreendedorismo........................................................................................................ 15 1.1.2 Empreendedor ................................................................................................................ 17 1.1.3. Empreendedor empresarial: ........................................................................................... 18 1.1.4. A importância do empreendedorismo para a sociedade ................................................ 19 1.1.5. A importância para o indivíduo .................................................................................... 19 Unidade Tematica 1.2. As três características básicas que identificam o espirito empreendedor. ......................................................................................................................... 19 1. Necessidade de Realização: ............................................................................................ 19 2. Disposição para assumir riscos: .......................................................................................... 20 Unidade Tematica 1.3 O plano de Negocio como Instrumento fundamental para um empreendimento. ..................................................................................................................... 21 1.3.1Plano de Negócios ........................................................................................................... 21 Plano de Negocio .................................................................................................................... 21 1.3.3. Etapas param a preparação de um plano de negócio ..................................................... 26 1.3.4. Métodos e Técnicas ....................................................................................................... 28 1.3.5. Exercícios de AUTO- AVALIAÇÃO ........................................................................... 29 4 TEMA – II As Tecnologias De Informação E Comunicação E O Empreendedorismo .............. 30 UNIDADE Tematica 2.1. Breve estrorial Historial sobre a evolucao das tecnologias de Informacao e Comunicacao no Empreendedorismo. .............................................................. 31 UNIDADE Tematica 2.2. Tecnologias da informação e comunicação ................................... 34 UNIDADE Tematica 2.3. A influencia da tecnologia de informacao e Comunicacao no Empreendorismo ..................................................................................................................... 36 UNIDADE Tematica 2.4. Incubadoras De Base Tecnológica ................................................ 36 UNIDADE Tematica 2.5. Os principais objetivos de uma incubadora de base Tecnologica 36 Unidade Tematica 2.6 Internet E Comércio Eletrônico .......................................................... 37 2.6.1A Importância Das Redes Sociais ................................................................................... 38 2.6.2. Inovação & Empreendedorismo Em Tic ....................................................................... 38 UNIDADE Tematica 2. 7. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas .......... 39 TEMA- III Direito Da Empresa E A Sua Teoria Geral .............................................................. 40 UNIDADE Tmatica 3.1. Breve Contestualizacao ................................................................... 40 UNIDADE Tematica 3.2. O conceito de Empresário ............................................................. 43 3.2.2. Empresário Individual ................................................................................................... 45 3.2.3 Microempreendedor Individual ...................................................................................... 46 3.2.3.1A idade mínima para poder me registar como MEI .................................................... 46 UNIDADE Tematica 3.3. Conceito e Nomenclatura do Direito dee Empresa ....................... 47 TEMA – IV Gestao de Recursos Humano .............................................................................. 48 UNIDADE Tematica 4.1. Breve contestualização sobre Gestão de Recursos Humanos ........ 49 UNIDADE Tematica 4. 2. A Gestão de Capital Humano ....................................................... 52 UNIDADE Tematica 4.3. A evolucao de GRH ao longo dos tempos .................................... 54 4.5.1 O CapitalHumano .......................................................................................................... 56 UNIDADE Tematica 4. 4. Conceito de Gestao dos Recursos Humanos ................................ 57 4.4.1.Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Pessoas ou Administração de Recursos Humanos, ................................................................................................................................ 57 4.4.1.Comunicação como benefício da gestão de pessoas ...................................................... 58 4.4.2. Desafio no funcionalismo público ................................................................................. 60 4.4.3. Motivadores ................................................................................................................... 61 5 4.4.4.Desenvolvimento de liderança ....................................................................................... 62 UNIDADE Tematica 4.5. Empreendedorismo - A importância dos Recursos Humanos ....... 63 4.5.1 A devida importância na Gestão de Recursos Humanos ............................................... 64 UNIDADE Tematica 4.6. EXERCICIOS INTEGRADOS ..................................................... 65 TEMA –V Estrategia Empresarial .......................................................................................... 65 UNIDADE Tematica 5.1. Breve contestualizacao sobre a estrategia empresarial .................. 65 UNIDADE Tematica 5.2. Conceito de Estrategia e a Estrategia Empresarial ........................ 66 5.2.1 Estrategia Empresarial ........................................................................................................ 69 5.2.2.O que é Planejamento Estratégico ? ................................................................................... 70 5.2.3. Características do Planeamento Estratégico ...................................................................... 70 5.2.4. Exemplo De Uma Organização Do Contexto Empreendedor: A Empresa ....................... 71 Laticínios Vila Nova ................................................................................................................... 71 5.2.1.A Relação Entre Configuração Do Contexto Empreendor e a Organização em Estudo .... 74 5.2.2. Liderança E Centralização ................................................................................................ 75 UNIDADE Tematica 5.3. Formação Da Estratégia .................................................................... 76 5.3.1. Mecanismo De Coordenação ............................................................................................ 78 UNIDADE Tematica 5.4 EXERCICIOS INTEGRADOS .......................................................... 79 TEMA –VI Etica e Responsabilidade Social Empresarial .......................................................... 79 UNIDADE Tematica 6.2 Conceito da Etica ........................................................................... 80 6.2.1. Significados: Ética, Ética Empresarial e Responsabilidade Social ............................... 80 6.2.2. Ética e Responsabilidade Social .................................................................................... 81 UNIDADE Tematica 6.3. Empreendedorismo E Inovação Social.......................................... 85 UNIDADE Tematica 6.4.. Inovação ....................................................................................... 85 UNIDADE Tematica 6.5 EXERCICIOS INTEGRADOS ...................................................... 86 TEMA- VII Gestao do Stoks ................................................................................................... 86 UNIDADE Tematica 7.1 Conceito de Gestao de Stoks ......................................................... 86 UNIDADE Tematica 7.2. Controlo de Stocks ........................................................................ 88 UNIDADE Tematica 7.3 EXERCICIOS INTEGRADOS ...................................................... 89 6 TEMA – VIII Marketing e Estudo de Mercado ...................................................................... 89 UNIDADE Tematica 8.1Plano de Marketing ......................................................................... 90 Promoção/Comunicação.......................................................................................................... 91 Projeção de Vendas ................................................................................................................. 92 UNIDADE Tematica 8.2 Declaração de Visão e Missão ....................................................... 92 8.2.1Formulação de Objetivos, Metas e Plano de Ações ........................................................ 93 Análise De Ambiente .............................................................................................................. 94 Fatores Externos ...................................................................................................................... 96 Definição Da Marca ................................................................................................................ 98 UNIDADE Tematica 8.3 O Ciclo de Vida do Produto ......................................................... 101 Promoção de Vendas ............................................................................................................. 104 Marketing de patrocínio ........................................................................................................ 105 Telemarketing ....................................................................................................................... 105 Internet .................................................................................................................................. 105 Políticas de fidelização .......................................................................................................... 106 UNIDADE Tematica 8.4 EXERCICIOS INTEGRADOS .................................................... 107 TEMA – IX Comunicação E Negociação ............................................................................. 107 UNIDADE Tematica 9.1 A Negociacao ............................................................................... 108 Estilo Catalisador .................................................................................................................. 108 Estilo Apoiador ..................................................................................................................... 109 Estilos .................................................................................................................................... 109 Estilo Controlador ................................................................................................................. 109 Estilo Analítico ...................................................................................................................... 109 Como Negociar Com Cada Estilo ......................................................................................... 111 UNIDADE Tematica 9.2 A Comunicação ............................................................................ 112 A importância da comunicação: ............................................................................................ 112 UNIDADE Tematica 9.2.1A comunicação e composta por três elementos .......................... 115 TEMA-X Nocoes de Contabilidade Geral, Analitica e de Fiscalidade ................................. 117 UNIDADE Tematica 10.1 Noções de contabilidade Geral ................................................... 117 7 Entidade................................................................................................................................. 117 10.2.Objeto De Estudo Contabilidade .................................................................................. 118 10.3.Objectivos Da Contabilidade Geral Ou Financeira ....................................................... 118 10.4. Usuários Da Contabilidade........................................................................................... 119 Elementos Patrimoniais ......................................................................................................... 121 Aspectos Qualitativos e Quantitativos do Patrimônio ........................................................... 122 Patrimônio Líquido ............................................................................................................... 124 UNIDADE Tematica 10.3 Exercicios Integrados ................................................................. 124 UNIDADE Tematica 10.2 Nocoes de Contabilidade Analitica ............................................ 126 10.2.1 Definições de Contabilidade Analítica ....................................................................... 126 10.2.2. Objectivos da Contabilidade Analítica .......................................................................... 127 10.2.3. Podemos referir ainda os seguintes objectivos: ............................................................. 127 10.2.4. Características da Contabilidade Analítica .................................................................... 128 10.2.5. Contabilidade Geral versus Contabilidade Analítica .................................................... 128 10.2.6 Classificacao dos custos ................................................................................................. 129 10.2.6.1. Os custos podem ser: .................................................................................................. 129 10.2.6.2. Custos de Oprtunidade ............................................................................................... 130 TEMA XI Finanças Empresariais ................................................................................................. 132 Referências ................................................................................................................................ 133 8 Visao Geral _______________ Benvindo à Disciplina/Módulo de Empreededorismo Objectivos do Módulo Ao terminar o estudo deste módulo de Empreendedorismo deverá ser capaz de: Apresentar a estrutura básica do Empreendedorismo, destacando seus objectivos, sua sistematização, seus procedimentos concebidos para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afectam o espirito empreendedor, inovação, estratégias de negócio numa determinada empresa. Objectivos Especificos ▪ Definir o emprendedorismo. ▪ Desenvolver o epirito empreendedor e empresarial. ▪ Compriender o plano de negócios como ferramenta base da avalição da viabilidade dos projectos de Investimento; ▪ Como elaborar o plano de negócio; ▪ Conghecer a informação e a comunicação como ferramenta chave para um empreendedor; ▪ Ter o dominio sobre a estratégia empresarial; ▪ Cnhecer a estratégia do marketing e estudos do mercado ▪ Ter noções básicas de contabilidade geral, analítica e de fiscalidade, ▪ Ser capaz de elaborar um projecto de investimento; ▪ Ter o conhecimento sobre finanças empresarial; ▪ Conhecer a ética e a responsabilidade empresarial; ▪ Ter nocoes básicas de gestão de stocks. 9 _______________ Quem deveria estudar este módulo Este Módulo foi concebido para estudantes do 3º ano do curso de licenciatura em Gestão de Recursos Humanos do ISCED e outros como Contabilidade e Auditoria, Administração, etc. Poderá ocorrer, contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-vindos, não sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o manual. Como está estruturado este módulo Este módulo de Empreendedorismo, para estudantes do 3º ano do curso de licenciatura em Gestao de Recursos Humano, à semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado como se segue: Páginas introdutórias ▪ Um índice completo. ▪ Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de começar o seu estudo, como componente de habilidades de estudos. Conteúdo desta Disciplina / módulo Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente unidades,. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma introdução, objectivos, conteúdos. No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só depois é que aparecem os exercícios de avaliação. Os exercícios de avaliação têm as seguintes caracteristicas: Puros exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e actividades práticas algunas incluido estudo de caso. Outros recursos A equipa dos académicoa e pedagogos do ISCED, pensando em si, num cantinho, recóndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso como: Livros e/ou módulos, CD, CD-ROOM, DVD. Para elém deste material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as possibilidades dos seus estudos. Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 10 Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios de auto-avaliação apresntam duas caracteristicas: primeeiro apresentam exercícios resolvidos com detalhes. Segundo, exercícios que mostram apenas respostas. Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. Parte das terefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo a serem entregues aos tutores/doceentes para efeitos de correcção e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exrcícios de avaliação é uma grande vantagem. Comentários e sugestões Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza diadácticoPedagógica, etc, sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. Pode ser que graças as suas observações que, em goso de confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo venha a ser melhorado. _____________ Ícones de actividade Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens das folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc. Durante a formação e desenvolvimento de competências, para _______________ Habilidades de estudo facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 11 O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a aprender. Aprender aprende-se. Durante a formação e desenvolvimento de competências, para facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons resultados apenas se conseguemcom estratégias eficientes eeficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, procedendo como se segue: 1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de leitura. 2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as de estudo de caso se existirem. IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaçotempo, respectivamente como, onde e quando...estudar, como foi referido no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana? Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada hora, etc. É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando achar que já domina bem o anterior. Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos de cada tema, no módulo. Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso (chama- se descanso à mudança de actividades). Ou seja que durante o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das actividades obrigatórias. 12 Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalhjo intelectual obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento da aprendizagem. Por que o estudante acumula um elevado volume de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando interferência entre os conhecimento, perde sequência lógica, por fim ao perceber que estuda tanto mas não aprende, cai em insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente incapaz! Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda sistemáticamente), não estudar apenas para responder a questões de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que está a se formar. Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será uma necessidade para o estudo das diversas matérias que compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a margem para colocar comentários seus relacionados com o que está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado não conhece ou não lhe é familiar; _______________ Precisa de apoio? Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou invertidas, etc). Nestes casos, contacte os seriços de atendimento e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 13 sms, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando a preocupação. Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes (Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante – CR, etc. As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED indigetada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza pedagógica e/ou admibistrativa. O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida em que permite lhe situar, em termos do grau de aprendizagem com relação aos outros colegas. Desta maneira ficar’a a saber se precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver habito de debater assuntos relacionados com os conteúdos programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade temática, no módulo. _______________ Tarefas (avaliação e auto-avaliação) O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e auto avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da disciplina/módulo. Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os direitos do autor. 14 O plágio1 é uma viloção do direito intelectual do(s) autor(es). Uma transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor, sem o citar é considerado plágio. A honestidade, humildade científica e o respeito pelos direitos autoriais devem caracterizar a realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). _______________ Avaliação Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, estando eles fisicamente separados e muito distantes do docente/turor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma avaliação mais fiável e concistente. Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A avaliação do estudante consta detalhada do regulamentada de avaliação. Os trabalhos de campo por si realizaos, durante estudos e aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de frequência para ir aos exames. Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) trabalhos e 1 (um) (exame). Algumas actividadespraticas, relatórios e reflexões serão utilizados como ferramentas de avaliação formativa. Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as recomendações, a identificação das referências bibliográficas utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de Avaliação. 1 Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização. 15 TEMA- I: Empreendedorismo, Inovação e o Plano de Negocio Unidade Tematica 1.1. Introducao, consideracoes ȧ disciplina: natureza, objectivos e princípios. Unidade Tematica 1.2. As três características básicas que identificam o espirito empreendedor. Unidade Tematica 1.3 O plano de Negocio como Indtrumento fundamental para um empreendimento. Unidade Tematica 1.4. Exercios deste Tema Unidade Tematica 1.1. Introducao, consideracoes ȧ disciplina: natureza, objectivos e princípios. _______________________ 1.1.1. Empreendedorismo Dolabela (2006, p. 26) define o que significa o termo empreendedorismo: É uma livre tradução que se faz da palavra entrepreneurship, que contém as idéias de iniciativa e inovação. É um termo que implica uma forma de ser, uma concepção de mundo, uma forma de se relacionar. O empreendedor é um insatisfeito que transforma seu inconformismo em descobertas e propostas positivas para si mesmo e para os outros. É alguém que prefere seguir caminhos não percorridos, que define a partir do indefinido, acredita que seus atos podem gerar conseqüências. Em suma, alguém que acredita que pode alterar o mundo. O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negocio para realizar uma ideia ou projectos pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente. LONGENEGKER(1998, p.3.) O empreendedorismo é uma característica essencial para o sucesso profissional de qualquer cidadão, independentemente do cargo que ocupa, seja de gerência ou de serviços gerais. Segundo Yuki et al. (2009, p. 2): “No caso do Brasil, país ainda em desenvolvimento, vale ressaltar que o empreendedorismo de forma geral, tem se mostrado um grande aliado no desenvolvimento econômico do país e é um excelente suporte as inovações”. Empresas gerenciadas por pessoas não dotadas de características empreendedoras têm grandes chances de 16 chegar à falência, pois nas atividades empresariais geralmente surgem desafios novos, obstáculos que necessitam de uma visão empreendedora para serem superados. Muitos proprietários de empresas de sucesso, afirmam que cresceram a partir de determinada crise em seus respectivos mercados, isso prova que os mesmos tem o empreendedorismo como principal aliado, pois no momento de crise eles foram mais empreendedores que seus concorrentes e através de estratégias empreendedoras conseguiram ultrapassar a concorrência. “O empreendedorismo é algo dinâmico; o mercado e a tecnologia estão em constantes mudanças e as empresas parceiras também. Alterações de curso são inevitáveis nas relações de parceria” (DOLABELA apud BERGMANN et al., 2011, p. 3). Segundo Góes e Francisco (2009) algumas regiões estão incentivando cada vez mais o empreendedorismo, pois há algum tempo, mudanças tem sido vivenciadas nas relações de trabalho, seja pela dificuldade nas relações trabalhistas, por questões ligadas a avanços tecnológicos ou pela falta de estabilidade. De acordo com Cunha, Ferla e Malheiros apud Yuki et al. (2009), o empreendedorismo é definido como um comportamento e não como um traço de personalidade, onde as pessoas podem apreender a agir como empreendedoras, usando para isso ferramentas baseadas no interesse em buscar mudanças, reagir a elas e explorálas como oportunidade de negócio. A afirmação “o empreendedor é um fenómeno cultural” significa que uma pessoa se torna empreendedora por influência cultural do meio em que vive. Primário: familiares e conhecidos ligação em torno de mais de uma atividade; Secundário: ligação em torno de determinada atividade. rede de ligações; Terciário: cursos, livros viagens, feiras e congressos. 17 _______________________ 1.1.2 Empreendedor Acredita-se hoje que o empreendedor seja o “motor da economia”, um agente demudanças. Muito se tem escrito a respeito, e os autores oferecem variadas definições para o termo. O economista austríaco Schumpeter (1934) associa o empreendedor ao desenvolvimento econômico, à inovação e ao aproveitamento de oportunidades em negócios. Utilizamos muito neste livro, por ser simples e abrangente, a definição de Filion (1991): “Umempreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”. Como o fenômeno empreendedor nasceu na empresa, a literatura geralmente define o empreendedor em tal contexto. Entretanto, para atender aos meus propósitos educacionais, desenvolvi um conceito que permitisse descrever o transbordamento do terna da empresa paratodas as atividades humanas. Mesmo porque na educação não se pode ser dirigista, induzindo alunos a abrir empresas. Essa será uma decisão de cada estudante. O conceito que proponho é: “O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade”. À medida que percorrermos a trajetória de Luísa, veremos que este conceito desenvolve também uma forte ligação entre empreendedorismo e desenvolvimento social. Segundo Dolabela (2006) o empreendedor é o produto do meio onde vive a pessoa que convive com um ambiente em que o empreendedorismo é visto como positivo, tem a motivação para arriscar e criar seu próprio negócio, pessoas que nascem em famílias de empreendedores tendem a serem bons empreendedores também, ou seja, o indivíduo aprende a ser um empreendedor através do convívio com outros empreendedores. Empreendedores de sucesso buscam construir empresas nas quais possam realizar ganhos de capital a longo prazo. Não procuram satisfação imediata de grandes salários e “enfeites”. Busca realização pessoal, controle do próprio destino e realização dos seus sonhos. O dinheiro é visto como uma ferramenta. (DOLABELA, 2006, p. 75) Para Schumpeter apud Dolabela (2006) o empreendedor pode ser associado ao desenvolvimento da economia, às inovações e ao aproveitamento de oportunidades em negócios. Dolabela 18 (2006) destaca que o empreendedor talvez seja o motor da economia. Segundo Dolabela (2006) o empreendedor aprende com os resultados negativos e com seus próprios erros, ou seja, possui um método próprio de aprendizagem, aprende a partir daquilo que faz. “O empreendedor não arrisca apenas o seu futuro, mas também o de todos aqueles que estão a sua volta e dependem de suas atitudes decisões” (RIBEIRO; TEIXEIRA; TEIXEIRA apud BASSAN et al., 2011, p. 2). Segundo Ribeiro e Teixeira apud Bergmann et al. (2011) para determinado empreendedor chegar ao sucesso com sua empresa, não basta apenas saber gerenciar ou ter um curso superior, é necessário ter um diferencial no mercado, interagir com clientes, inovar, conquistar a confiança do mercado através da sua qualidade, essas são algumas das características de um empreendedor de sucesso. “O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade” (DOLABELA, 2006, p. 25). Para Dolabela (2006) um empreendedor deve contribuir para o bem social do local em que ele atua, deve ter um compromisso com a sociedade, não basta ganhar lucros ou ter um bom faturamento. Schumpeter apud Góes e Francisco (2009, p. 3): Refere-se aoempreendedor como quem aplica uma inovação no contexto dos negócios, podendo assumir as seguintes formas: O lançamento de um novo produto; De um novo método de produção; A abertura de um novo mercado; A aquisição de uma nova forma de oferta de materiais; e a criação de uma organização. _______________________ 1.1.3. Empreendedor empresarial: ■ indivíduo que cria uma empresa, qualquer que seja ela; ■ pessoa que compra uma empresa e introduz inovações, assumindo riscos, seja na forma de administrar, seja na forma de vender, fabricar, distribuir ou fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, agregando novos valores; ■ empregado que introduz inovações em uma organização, provocando o surgimento de valores adicionais. 19 _______________________ 1.1.4. A importância do empreendedorismo para a sociedade ■ O empreendedor é o responsável pelo crescimento econômico e pelo desenvolvimento social. Por meio da inovação, dinamiza a economia. ■ O conceito de empreendedorismo trata não só de indivíduos, mas de comunidades, cidades, regiões, países. Implica a idéia de sustentabilidade. ■ O empreendedorismo é a melhor arma contra o desemprego. ______________________ 1.1.5. A importância para o indivíduo ▪ Geração de autonomia, auto-realização, busca do sonho. ▪ Indispensável para qualquer tipo de atividade profissional. _______________________ Unidade Tematica 1.2. As três características básicas que identificam o espirito empreendedor. _______________________ 1.2.1. As três características básicas que identificam o espirito empreendedor são: 1. Necessidade de Realização: As pessoas apresentam diferenças individuais quanto à necessidade de realização. Existem aquelas com pouca necessidade de realização e que contentam com o status que alcançaram. Contudo as pessoas com alta necessidade de realização gostam de competir com um certo padrão de excelência e preferem ser pessoalmente responsáveis por tarefas e objectivos que atribuíram a si próprias. McClelland, psicólogo organizacional, em suas pesquisas descobriu uma correlação positivamente a necessidade de realizações actividade empreendedora. Os empreendedores apresentam elevada necessidade de realização em relação as 20 pessoas da população em geral. A mesma característica foi encontrada em executivos que alcança sucessos nas organizações e cooperações. (McCLELLAND,1961). O impulso para a realização reflecte-se nas pessoas ambiciosas que iniciam novas empresa se orientam o seu crescimento. 2. Disposição para assumir riscos: O empreendedor assume vários riscos ao iniciar o seu próprio negócio: Riscos financeiros - decorrentes do investimento do próprio dinheiro e do abandono de empregos seguros e de carreiras definidas; Riscos familiares – ao envolver a família no negocio; Riscos psicológicos – pela possibilidade de fracassarem negócios arriscados; A preferência pelo risco moderado reflecte a autoconfiança do empreendedor. 1. Autoconfiança Sentir se que pode enfrentar os desafios que existem no seu redor e tem domínio sobre os problemas que enfenta As mostram que os empreendedores de sucesso são pessoas independentes que enxergam os problemas inerentes a um novo negocio, mas acreditam em suas habilidades pessoais para superar tais problemas. Rotter ( 1966)acredita que existem dois tipos de crenças sucesso. Para ele as pessoas que sentem que seu sucesso depende de seus próprios esforços e habilidades tem um foco interno de controle. Em contrapartida, sa pessoas que sentem ter vida controlada muito mais pela sorte ou acaso tem um foco interno de controle. As pesquisa verificam que os empreendedores tem um foco interno controle mais elevado que aquele que se verifica na população em geral. _______________________ Unidade Tematica 1.3 O plano de Negocio como Instrumento fundamental para um empreendimento. 21 1.3.1Plano de Negócios O plano de negocio – business plan – é um instrumento que descreve a ideia de um novo empreendimento e projecta os aspectos mercadológicos, operacionais e financeiros dos negócios propostos, geralmente, para os próximos três ou cinco anos. Seu preparo permite a nalise da proposta e ajuda o futuro empreendedor a evitar uma trtajectoria decadente que o levará do entusiasmo à desilusão e ao fracasso. Dornelas (2001, p.87 O plano de negócios é um forte aliado de empreendedores, segundo Rosa (2007) o plano de negócios foi criado para o empreendedor organizar as suas idéias, o plano de negócio descreve por escrito os objetivos de determinado negócio e quais passos devem ser dados para que estes objetivos sejam alcançados 0 principal objetivo de se fazer um plano de negócios conforme Dornelas (2001, p.91), é "prover uma ferramenta de gestão para o panejamento e desenvolvimento inicial de uma start up, ou seja, e a oportunidade de pensar e consolidar em um único documento todas as questões que se referem ao caminho da empresa". Segundo SEBRAE (2002. P 26-27.) o plano de negocio e composto por seguintes itens principais. Plano de Negocio 1. Ramo de actividade Por que escolheu esse negocio? 2. Mercado consumidor Quem são os clientes? O que tem valor para os clientes? 3. Mercado fornecedor Qum são os fornecedores de insumos e serviços? 4. Mercado concorrente: Quem são os concorrentes? 5. Produtos / serviços a serem oferecidos • Quais são características dos produtos / serviços? • Quais são os seus usos menos evidentes? 22 • Quais são as suas vantagens e desvantagens diante dos concorrentes? • Como criar valor para o cliente por meio dos produtos/ serviços? 6. Localização: • Quais são os critérios para avaliação do local ou do ponto? • Qual é a importância da localização para o seu negocio? 7. Processo operacional: • Como sua empresa vai operar etapa por etapa? (Como fazer) Como fabricar? • Como vender? • Como fazer o serviço? • Qual trabalho será feito? Quem o fara? Com que material? Com que equipamento? • Quem tem conhecimento e experiencia no ramo? • Como fazem os concorrentes? 8. Previsao de produção: • Qual é a necessidade e a procura do mercado? • Qual é a sua provável capacidade de produção? • Qual é a disponibilidade de matérias- primas e de insumos básicos? • Qual é o volume de produção /vendas/serviços que você planeja para o seu negocio? 9. Analise Financeira • Qual é a estimativa da receita da empresa? • Qual é o capital inicial? • Quais são os gastos com materiais? • Quais são os gastos com o pessoal de produção? • Quais são os gastos gerais de produção? • Quais são as despesas administrativas? • Quais são as despesas de venda? • Qual é a margem de lucro desejada? O plano de negocio movimenta todos os aspectos do novo em,preedemento. Ele representa um levantamento exaustivo de todos os elementos que compõe o negocio, sejam internos – o uqe devera ser produzido, com . onde, quanto; Externo – para quem produzir, qual é o mercado, quais são so concorrentes etc. 1.3.1.Como Elaborar um plano de negócio? 23 Segundo SEBRAE (2002. P 26-27.) Todo novo empreendimento deve ser visualizado do ponto de vista de um plano de negocio completo e que contenha todos os elementos importantes que melhor o caracterizam adequadamente. O Plano dever conter: A descrição do sector; A natureza jurídica do negocio; A estrutura organizacional da empresa; Osrelatórios financeiros simulados; Um plano estratégico e Um plano operacional. A seguir apresentamos o modelo de um plano de negócio composto de sete parte básicas envolvendo um sumário executivo, uma analise completa e detalhada do sector que a microempresa vai operar e um resumo sobre as características do negocio com simulações financeiras e plano estratégico e operacional do negocio. (WILLIAMS. 2002. P. 26-27) 1. Sumario Executivo ✓ Texto de um paragrafo sobre a natureza do negócio e dos aspectos mais importantes do empreendimento; inclui missão e visão do negócio; ✓ Texto de um parágrafo sobre as necessidades que a empresa vai atender no mercado; inclui o papel do empreendimento em relação à responsabilidade social; ✓ Resumo das características do mercado em que a empresa vai operar; mostra com o mercado está se comportar em relação ao produto/serviço a ser oferecido; ✓ Breve relatórios sobre os sócios do empreendimento; ✓ Breve relatórios sobre os recursos financeiros necessários; 2.Analise completa e detalhada do sector ✓ Principais características do sector; incluindo as variáveis económicas, sociais demográficas e políticas que influenciam o mercado; ✓ Oportunidades encontradas no mercado; ✓ Identificação dos fornecedores de entrada (mateias – primas, dinheiro credito, tecnologia, mão-de-obra etc.). 3.Natureza jurídica e estrutura organizacional da empresa: ✓ Currículo dos sócios do empreendimento que contenha a formação e as competências pessoais de cada um; 24 ✓ Funcionários necessários param o empreendimento estabelecendo o perfil profissional e técnico de cada um. 2. Simulação de relatórios financeiros ✓ Balanco da abertura da empresa; ✓ Previsão de receitas, fluxo de caixa e balanco para o período coberto pelo planeamento. 3. Plano estratégico ✓ Definição da missão e visão da empresa; ✓ Definição do negócio; ✓ Estabelecimento dos objectivos específicos da empresa; ✓ Definição da estratégia da empresa; ✓ Declaração de premissas de planeamento; ✓ Estabelecimento dos objectivos estratégicos de longo prazo; 4. Plano operacional: ✓ Previsão de vendas; ✓ Planeamento de produção; ✓ Orçamento de despesas gerais; ✓ Previsão de lucro operacional; ✓ Previsão do fluxo de caixa de balancete; ✓ Balanco patrimonial simulado; ✓ Previsão de índices operacionais e financeiros. 7.Apendices: ✓ Contratos pertinentes; ✓ Informações técnicas. 1.3.2. Exemplo de plano de negócio Resumo executivo ▪ Descrição de actividade: Comércio de roupas femininas. ▪ Localização: Cidade de Chimoio ▪ Sócios: José Paulino e Márcia Nougueira ▪ Equipe de Trabalho: Três vendedores ▪ Mercado: O publico-alvo é composto de consumidores de classe alta e moradoras da capital paulista. A loja mais próxima fica a 5 Km de distancia. 25 ▪ Instalações A loja tem 650 m2 em ponto de excelente localização. ▪ Nome da Loja: La Bella Donna ▪ Facturamento: Estimativa de 900 mil (Mt) para o primeiro ano e de 1. 756 mil (Mt) para segundo ano. ▪ Financiamento: O capital necessário é estimado em 300 mil (Mt) , dos quais os socios contam com 150 mil (Mt). O restante será integralizado por meio de financiamento bancário de 100 mil (Mt) financiados em dois anos, mais um investimento inicial de 50 Mil (Mt0 para a formação de estoque. ▪ Cronograma ▪ O inicio das actividades será em junho, para ofertar moda típica de inverno. O pedido dos produtos será feito com antecedência de 60 dias. ▪ Introdução O objectivo é montar uma loja de roupas femininas em bairro de classe A. Os produtos oferecidos se diferenciam pela alta qualidades para clientes de alto poder aquisitivo. O objectivo de este plano de negocio é obter recursos financeiros para a implantação do empreendimento. ▪ Pesquisa de mercado Durante sua longa experiencia no sector, os sócios perceberam que a maior parte das clientes de alto nível se desloca ate outros bairros para encontrar boas lojas de roupas . A pesquisa de mercado contatou que existe forte espectativa para uma loja desse nível no bairro. Alem disso o mercado abrange Clientes de bairros próximos. A concorrência directa de loja similares é muito pequena. Os principais concorrentes atuam em outros bairros da capital. O preço esta ajustado a um publico com alto poder aquisitivo, que se preocupa mais com estilo, qualidade e caimento que apenas com o preço das roupas. ▪ Instalações: O empreendimento vai precisar uma loja a ser alugada com serca de 650 m no 4 da cidade de chimoio. Quatro imoveis estão sendo cogitados e a previsão do fluxo de caixa sera condizente com o aluguel e impostos.Os proprietários propõe um contrato de locação de três anos. ▪ Gerenciamento: A loja ficara sub a gestão directa dos dois sócios. José Paulino é Engenheiro químico, e possui ampla experiencia no sector de tecido e tecelagem. Márcia Nogueira é modelista e recebeu o premio nacional por seus trabalhos sector. ▪ Equipe: E formada por três vendedoras a serem recrutadas, selecionadas e treinadas com 60 dias de antecedência da abertura da loja. 26 ▪ Fornecedores: Marcia Nougueira participou nas várias feiras de moda e conhece profundamente o mercado de fornecedor. Os principais fornecedores oferecem prazo de 30 dias. Esse credita este previsto no planeamento de fluxo de caixa. ▪ Aspectos Jurídicos A sociedade será de responsabilidade limitada, com capital inicial acima mencionado, com participação de 50% para cada socio. Resumo O plano de negócio permite melhores condições para planejar, organizar, dirigir, avaliar e controlar o negócio. E imprescindível fazer revisões contínuas no plano de negócio para mante-lo atualizado e dinâmico. Ele assemelha a um plano de voo: Indica o início, o meio e o fim de uma viagem e deve levar em conta todos os acidentes de percurso, a eficiência do clima externo e as possíveis turbulências do caminho. _______________________ 1.3.3. Etapas param a preparação de um plano de negócio Estrutura organizacional. Perfil do cliente , Caracteristica do mercado , Caracteristica da concorrência, Cenário económico, social e económico Caracteristica do produto/serviço a ser oferecido; preço e condições de vendas; Formação jurídica do empreendimento; Previsão de vendas; Planeamento de produção; Previsão de despesas gerais e fluxo de caixa Definição da missão, da visão e dos valores; Definição do negócio; Determinação dos Faca o resumo executivo das Faca uma a nalise completa do sector em que a nova Faca um levantamento completo sobre as características do Elabore um plano estratégico para novo Elabore um plano operacional para o novo 27 Segundo Rosa (2007) um empreendimento muitas vezes é como se fosse uma viagem desconhecida, e para que esta viagem se realize é necessário haver um planejamento. E com este principio de organizar as idéias e tornar viável o planejamento que foi criado o plano de negócios, tornando-se o mapa do percurso nesta viagem ao mundo dos negócios. O plano de negócios irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo que você deseja os produtos e serviços que irá oferecer seus clientes, concorrentes, fornecedores, e principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio, contribuindo na visualização de viabilidade e na gestão da sua empresa (ROSA, 2007). Segundo Prado (2011) um plano de negócios bem definido deve conter no mínimo três partes básicas: ❖ Conceito de negócio - Nesta parteé necessário descrever de forma consistente como funciona a atividade, a estrutura, produtos ou serviços e como se planeja levar o empreendimento a obter o sucesso; ❖ Ambiente - É onde se descreve e analisam-se os clientes potenciais, ou seja, onde eles estão que eles fazem o que eles compram. Nesta etapa também se analisa o ambiente interno da empresa; ❖ Financeiro - Aqui contém a potencialidade financeira do negócio, onde está definida a fonte de receita, os custos, o fluxo de caixa, a análise de rentabilidade, os indicadores de desempenho, as aplicações de recursos, as fontes de recursos. _______________________ Neste item é importante ter os detalhes em planilha eletrônica. Prado (2011) destaca as sete etapas que um plano deve conter: (i) Resumo Executivo; (ii) (ii) Descrição do Negócio; (iii) Definição de Estratégias; (iv) Análise Competitiva; (v)Plano de Marketing; (vi) Plano de Administração; (vii) Fatores Financeiros. De acordo com Bispo apud Bergmann et al. (2011, p. 4): Condensação e resumo de todas informações acima relatadas 28 O plano de negócios pode ser utilizado também em empresas já constituídas. Ele ajudará o empresário a entender a situação da empresa, ou seja, onde ela se encontra em termos de participação de mercado, tecnologia utilizada, situação financeira, entre outros fatores que poderão identificar áreas de melhoria da qualidade da gestão da empresa. Segundo Nigri (2011) muitas empresas ainda não entendem a necessidade de um planeamento e, por isso, acabam falindo. Cerca de 30% delas fecha as portas no primeiro ano de funcionamento, chegando a 60% até o quinto ano. A grande questão é descobrir por que o empreendimento não alcança crescimento, buscando ferramentas para reverter o quadro e definindo novas estratégias. O planejamento não garante o sucesso, mas serve, principalmente, para minimizar os erros e otimizar as potencialidades e oportunidades. Para quem não sabe aonde vai chegar, qualquer caminho serve, isso é isso um sinal negativo. O "plano de negócios" é uma das ferramentas mais importantes para um empreendimento, devendo ser escrito a lápis, pois deve ser ajustado frequentemente. Além disso, o dono do próprio negócio, muitas vezes precisa recorrer a uma consultoria para ajudar a encontrar os erros, o motivo da falta de crescimento ou da crise da companhia (NIGRI, 2011). _______________________ 1.3.4. Métodos e Técnicas Como metodologia de pesquisa definiu-se a pesquisa-ação, uma vez que os autores ofereceram as diretivas para o estudo durante todo o processo de pesquisa, ou seja, realizaram o desenvolvimento de um plano de negócios para a empresa pesquisada. Neste sentido, destaque-se segundo Thiollent apud Gil (2002, p. 55) que a pesquisa-ação é definida da seguinte forma: Um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Além disso, convém destacar que a pesquisa caracteriza-se também como bibliográfica, onde inicialmente buscou-se entender os conceitos e definições dos autores de referência voltados para as variáveis “empreendedorismo” e “plano de negócios” (utilizando-se de livros, artigos, sites etc). Neste sentido, obseve-se a partir de Gil (2002, p. 44) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em 29 material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos cíentíficos”. _______________________ 1.3.5. Exercícios de AUTO- AVALIAÇÃO G Grupo –1( Com respostas detalhadas)rupo G: Ggggggg 1. Difina o Empreendedorismo? 2.Qual o conceito de empreendedor? 3Qual e a Importancia de um plano de negocio? 4. O que revelam as pesquisas sobre o perfil do empreendedor? 5.Que garantia de sucesso tem as pessoas empreendedoras? 6. O que significa a afirmação: “O empreendedorismo é um fenómeno cultural.” 7. Na formação do empreendedor três níveis se inter- relacionam. Quais são e em que consistem? 7.Quais as principais características de um empreendedor. 8. Descreva as 04 (quatro) perguntas essenciais que devem ser realizadas antes de tomar a decisão de empreender um negócio próprio e que servirão de orientação para trilhar o caminho certo do empreendimento na abertura de um negócio? Grupo –2 De acordo com as características, valores e virtudes do empreendedor, leia com atenção as frases abaixo e assinale V (verdadeiro) e F (falso). Empreendedor é a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades. O empreendedor deverá possuir um conhecimento superficial sobre sua atividade. O empreendedor também deverá estar aberto a aconselhamentos e participação ativa de terceiros em seu negócio, de forma a obter o melhor proveito da sinergia assim criada. Assumir riscos. É a última das maiores qualidades do verdadeiro empreendedor. 30 Arriscar conscientemente é ter coragem de enfrentar desafios, de tentar um novo empreendimento, de buscar, por si só, os melhores caminhos. É ter autoafirmação. Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a lidar com eles. Identificar oportunidades. Ficar atento e perceber, no momento certo, as oportunidades que o mercado oferece e reunir as condições propícias para a realização de um bom negócio é outra marca importante do empresário bem-sucedido. 8. Na abertura de um novo empreendimento alguns fatores podem afetar negativamente o sucesso e se mostram como verdadeiras armadilhas. Cite 05 (cinco) armadilhas ao sucesso do empreendimento. A seguir, a partir das atividades de pesquisa realizadas e apresentações dos resultados, com base na empresa pesquisada, apresenta-se as conclusões do estudo. _______________________ TEMA – II As Tecnologias De Informação E Comunicação E O Empreendedorismo UNIDADE Tematica 2.1. Breve estrorial Historial sobre a evolucao das tecnologias de Informacao e Comunicacao no Empreendedorismo. UNIDADE Tematica 2.2. Tecnologias da informação e comunicação UNIDADE Tematica 2.3. A influencia da tecnologia de informacao e Comunicacao no Empreendorismo UNIDADE Tematica 2.4. Incubadoras De Base Tecnológica UNIDADE Tematica 2.5. Os principais objetivos de uma incubadora de base Tecnologica UNIDADE Tematica 2.6. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas _______________________ UNIDADE Tematica 2.1. Breve estrorial Historial sobre a evolucao das tecnologias de Informacao e Comunicacao no Empreendedorismo. 31 A expressão foi primeiro usada em 1997 por Dennis Stevenson, do governo britânico e promovida pela documentação do Novo Currículo Britânico em 2000. São utilizadas em diversas maneiras e em vários ramos de atividades, podendo se destacar nas indústrias (processo de automação), no comércio (gerenciamento e publicidade), no setor de investimentos (informações simultâneas e comunicação imediata) e na educação (processo de ensino aprendizagem e Educação a Distância). Pode-se dizer que a principal responsável pelo crescimento e potencialização da utilização das TIC em diversos campos foi a popularização da Internet. Como a comunicação é uma necessidade e algo que está presente na vida do ser humano desde os tempos mais remotos, trocar informações, registrar fatos, expressar ideias e emoções são fatores que contribuíram para a evolução das formas de se comunicar. Assim, com o passar do tempo, o homem aperfeiçoou sua capacidade de se relacionar.Nesse sentido, conforme as necessidades surgiram, o homem lançou mão de sua capacidade racional para desenvolver novas tecnologias e mecanismos para a comunicação. Conceitua-se tecnologia como tudo aquilo que leva alguém a evoluir, a melhorar ou a simplificar. Em suma, todo processo de aperfeiçoamento. A humanidade já passou por diversas fases de evoluções tecnológicas, porém um equívoco comum quando se pensa em tecnologia é se remeter às novidades de última geração. Em se tratando de informação e comunicação, as possibilidades tecnológicas surgiram como uma alternativa da era moderna, facilitando a educação através da inclusão digital, com a inserção de computadores nas escolas, facilitando e aperfeiçoando o uso da tecnologia pelos alunos, o acesso a informações e a realização de múltiplas tarefas em todas as dimensões da vida humana, além de capacitar os professores por meio da criação de redes e comunidades virtuais. Sob tal óptica, "os computadores são grandes responsáveis por esse processo. Os Sistemas de Informação nas empresas requerem estudos quanto à sua importância na abordagem gerencial e estratégica dos mesmos, juntamente com a análise do papel estratégico da informação e dos sistemas na empresa (KROENKE, 1992; LAUNDON, 1999)". Existe uma tendência cada vez mais acentuada de adoção das tecnologias de informação e comunicação não apenas pelas escolas, mas por empresas de diversas áreas, sobretudo com a disseminação https://pt.wikipedia.org/wiki/Inclus%C3%A3o_digital https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_virtual https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_virtual https://pt.wikipedia.org/wiki/Computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistemas_de_Informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistemas_de_Informa%C3%A7%C3%A3o 32 dos aparelhos digitais no cotidiano contemporâneo. Há uma variedade de informações que o tratamento digital proporciona: imagem, som, movimento, representações manipuláveis de dados e sistemas ( simulações), todos integrados e imediatamente disponíveis, que oferecem um novo quadro de fontes de conteúdos que podem ser objeto de estudo. A comunicação é também a responsável por grandes avanços. Devido à troca de mensagens e consequente troca de experiência, dessa forma, grandes descobertas foram feitas. A história humana, sem os desenhos das cavernas, os hieróglifos egípcios e o enorme acervo de informação que nos foi deixado através da escrita, não teria a emoção sentida hoje ao se ver o avanço desses meios. Todos os exemplos citados acima são formas de deixar mensagens, ou seja, passar adiante uma informação, uma experiência, um fato ou uma descoberta. A comunicação é algo complexa, uma vez que existem várias formas de se comunicar. O objetivo aqui é mostrar o quanto a troca de mensagens, a informação e o relacionamento humano são importantes para a evolução de novos conceitos, como por exemplo o trabalho colaborativo (trabalho em equipe), a gestão do conhecimento, o ensino a distância (e-learning), que promovem uma maior democracia nos relacionamentos entre pessoas e a diminuição do espaço físico/temporal. Num ambiente corporativo, onde um grupo de pessoas percorre objetivos comuns, a necessidade de comunicação aumenta consideravelmente. Em uma corporação, existem barreiras culturais, sociais, tecnológicas, geográficas, temporais, dentre outras, que dificultam às pessoas se comunicarem, portanto um dos desafios de uma corporação é transpor essas barreiras. Atualmente, os sistemas de informação e as redes de computadores têm desempenhado um papel importante na comunicação corporativa, pois é através dessas ferramentas que a comunicação flui sem barreira. Segundo Lévy (1999), novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturadas por uma informática cada vez mais avançada. A tecnologia da informação teve uma gigantesca evolução e, com a tendência do mundo moderno, inovações e facilidades ainda hão de surgir. A internet e, em consequência, o e-mail e a agenda de grupo online, são componentes de um grande marco e um dos avanços mais significativos, pois através deles vários outros sistemas de comunicação foram criados. Nos dias atuais, encontramos várias tecnologias que viabilizam a comunicação, porém o que vai agregar maior peso a essas https://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem https://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem https://pt.wikipedia.org/wiki/Som https://pt.wikipedia.org/wiki/Som https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Simula%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Hier%C3%B3glifo https://pt.wikipedia.org/wiki/Hier%C3%B3glifo https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_conhecimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_conhecimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_conhecimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_a_dist%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_a_dist%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistemas_de_informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistemas_de_informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Redes_de_computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Redes_de_computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Redes_de_computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Redes_de_computadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet https://pt.wikipedia.org/wiki/E-mail https://pt.wikipedia.org/wiki/E-mail https://pt.wikipedia.org/wiki/E-mail https://pt.wikipedia.org/wiki/E-mail 33 tecnologias é a interação e a colaboração de cada uma delas. Dentro desse cenário, é importante frisar uma interessante Observação feita por Lévy (1999):Atualmente, estudos sistemáticos dos comportamentos econômicos nesta transição de século e de milênio vêm atribuindo um importante fator ao cenário econômico, tão impregnado pelos fatores da Era Industrial (bens de consumo durável, maquinário, trabalho mecânico e em série, produtos etc.) e esse fator é o conhecimento – a dimensão crítica de sustentação de vantagens competitivas. Nessa nova economia, as capacidades de inovação, de diferenciação, de criação, de valor agregado e de adaptação à mudança são determinadas pela forma como velhos e novos conhecimentos integram cadeias/redes de valor, como processos e produtos recorrem a conhecimento útil e crítico, bem como pela aptidão demonstrada pelas empresas, governos (organizações em geral) e pessoal para aprender constantemente (Silva, 2003). A Era da Informação e do Conhecimento que vivemos nos mostra um mundo novo, na qual o trabalho humano é feito pelas máquinas, cabendo ao homem a tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter boas ideias. Há algumas décadas, a era da informação vem sendo superada pela onda do conhecimento. Já que o aumento de informação disponibilizada pelos meios informatizados vem crescendo bastante, a questão agora está centrada em como gerir esse mundo de informações e retirar dele o subsídio para a tomada de decisão. Desenvolver competências e habilidades na busca, tratamento e armazenamento da informação transforma-se num diferencial competitivo dos indivíduos. Não somente ter uma grande quantidade de informação, mas sim que essa informação seja tratada, analisada e armazenada de forma que todas as pessoas envolvidas tenham acesso sem restrição de tempo e localização geográfica e que essa informação agregue valor às tomadas de decisão. É importante que o desenvolvimento de um determinado projetoseja organizado e disponibilizado para uma posterior consulta e fonte de pesquisa para projetos futuros, ou seja, é necessário criar um meio que resgate. A memória é o bem maior de qualquer organização, é o conhecimento gerado pelas pessoas que fazem parte desta. A Tecnologia da Informação (TIC) tem um papel significativo na criação desse ambiente colaborativo e, posteriormente, em uma Gestão do Conhecimento. https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo https://pt.wikipedia.org/wiki/Mil%C3%AAnio https://pt.wikipedia.org/wiki/Mil%C3%AAnio https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_Informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_Informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_Conhecimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_Conhecimento 34 No entanto, é importante ressaltar que a tecnologia da informação desempenha seu papel apenas promovendo a infraestrutura, pois o trabalho colaborativo e a gestão do conhecimento envolvem também aspectos humanos, culturais e de gestão (Silva, 2003). Os avanços da tecnologia da informação têm contribuído para projetar a civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. A análise da evolução da tecnologia da informação, de acordo com Silva (2003), é da seguinte maneira: "Por cinquenta anos, a TIC tem se concentrado em dados – coleta, armazenamento, transmissão, apresentação – e focalizado apenas o T da TI. As novas revoluções da informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da informação. Isso está conduzindo rapidamente à redefinição das tarefas a serem executadas com o auxilio da informação, e com ela, à redefinição das instituições que as executam". Hoje, o foco da Tecnologia da Informação mudou, tanto que o termo TI passou a ser utilizado como TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação. E, dentro desse universo, novas ideias como colaboração e gestão do conhecimento poderão ser edificadas, porém, mais uma vez é importante enfatizar que nenhuma infraestrutura por si só promoverá a colaboração entre as pessoas, essa atitude faz parte de uma cultura que deverá ser disseminada por toda a organização; é necessário uma grande mudança de paradigma. _______________________ UNIDADE Tematica 2.2. Tecnologias da informação e comunicação É uma expressão que se refere ao papel da comunicação (seja por fios, cabos, ou sem fio) na moderna tecnologia da informação. Entende-se que TIC consistem de todos os meios técnicos usados para tratar a informação e auxiliar na comunicação, o que inclui o hardware de computadores, rede, telemóveis, bem como todo software necessário. Em outras palavras, TIC consistem em TI bem como quaisquer formas de transmissão de informações e correspondem a todas as tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa científica, de ensino e aprendizagem entre outras. https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma https://pt.wikipedia.org/wiki/Hardware https://pt.wikipedia.org/wiki/Hardware https://pt.wikipedia.org/wiki/Software https://pt.wikipedia.org/wiki/Software https://pt.wikipedia.org/wiki/Telecomunica%C3%A7%C3%B5es 35 A incorporação da tecnologia da informação aos modos de produção, a abertura e expansão de exigentes e competitivos mercados e a necessidade vital principalmente das nações emergentes em se adequar à atual conformação mundial vêm transformando em protagonista um novo binômio: inovação e empreendedorismo. As inovações tecnológicas, a globalização e a aceleração das comunicações têm desencadeado uma enorme revolução no mundo do trabalho, trazendo como resultados o aumento da concorrência, a redução drástica de empregos e a maior exigência quanto às competências individuais. Antigamente não era frequente a mudança de emprego ou de carreira (tínhamos a ideia do emprego para toda a vida), ou mesmo a necessidade do aperfeiçoamento académico constante. Hoje, com a concorrência cada vez mais feroz, a escassez de vagas e a persistente procura de uma melhor qualidade de vida, levam o trabalhador a investir cada vez mais na sua formação académica e na incessante construção de uma rede de relacionamentos que poderão contribuir para a sua carreira. Tecnologia de Informação e Comunicação As Tecnologias da Informação e Comunicação (referidas como TIC) são consideradas como sinónimo das tecnologias da informação (TI), e podem ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação. Entende-se que TIC consistem de todos os meios técnicos usados para tratar a informação e auxiliar na comunicação, o que inclui o hardware de computadores, rede, celulares, bem como todo software necessário. Pesquisas internet ou viajar ao estrangeiro e analisar as melhores práticas em outros países, perceber como outros empreendedores socias fazem. _______________________ UNIDADE Tematica 2.3. A influencia da tecnologia de informacao e Comunicacao no Empreendorismo No domínio agrícola as iniciativas passam pela introdução de novos cultivos, novos e sustentáveis sistemas de rega a par de novos conceitos/modelos de comercialização dos produtos; A aplicação de soluções tecnológicas, sem menosprezar toda informação relativamente à mudança de hábitos e comportamentos das populações locais, permitirá aumentar a produção alimentar contribuindo para a melhoria das condições de vida da população. Apresentamos de seguida, alguns casos de sucesso com base nas engenharias: O constante avanço da ciência e da tecnologia no mundo de hoje, obriga a que todos os países apostados no seu desenvolvimento sócio-económico e tecnológico, dotem os 36 seus cidadãos de vários saberes e competências, de formaa poderem concorrer com êxito no mercado de trabalho. _______________________ UNIDADE Tematica 2.4. Incubadoras De Base Tecnológica Incubadoras de base tecnológica abrigam empresas cujos produtos, processos e/ou serviços são resultado de pesquisa científica que representam alto valor agregado. Apoiam empresas de biotecnologia, tecnologia da informação, eletroeletrônico, meio ambiente, medicina e saúde, dentre outras, e são centros de excelência que reúnem profissionais com capacidade técnica, gerencial e administrativa com o objetivo comum de fornecer suporte às micro e pequenas empresas no desenvolvimento e consolidação empresarial. Disponibilizam infra-estrutura e serviços de apoio financeiro e marketing. _______________________ UNIDADE Tematica 2.5. Os principais objetivos de uma incubadora de base Tecnologica Os principais objetivos de uma incubadora de base Tecnologica são: • Atender a demanda por produtos e serviços associados ao parque industrial, suprindo deficiências existentes; • Promover mecanismos de integração universidade-empresa, ampliando e difundindo a cultura empreendedora no meio acadêmico; • Promover a capacitação de empreendedores na comunidade científica; • Garantir que novos produtos e sen/iços resultantes da pesquisa básica e tecnológica possam chegar ao mercado consumidor; • Contribuir para o desenvolvimento regional por meio da criação de empregos e geração de renda; • Oferecer oportunidade aos acadêmicos de transformaridéias em produtos, processos e serviços baseados em tecnologias inovadoras, pelo acesso a uma infra-estrutura de apoio empresarial; 37 • Fortalecer empresas na fase "embrionária", enfatizando a formação do empreendedor, o amadurecimento do projeto e a estruturação do negócio • Possibilitar aos empreendedores o uso de serviços, infraestrutura e espaço físico, sob obrigações e condições estabelecidas; • Facilitar o acesso a inovações tecnológicas e gerenciais. _______________________ Unidade Tematica 2.6 Internet E Comércio Eletrônico O comercio electrónico pode se definir como compra ou venda de mercadorias ou serviços por meio de redes de computadores baseadas em protocolos da internet ou outras redes mediadas por computadores. O comércio eletrônico está provocando mudanças intensas na organização das empresas e na relação das empresas com clientes, parceiros e fornecedores, inaugurando uma nova era no mundo dos negócios. _______________________ 2.6.1A Importância Das Redes Sociais Podemos, portanto, ouvir falar de redes nas mais diversas formas e áreas do saber ou da interacção em sociedade, desde rede de transportes, rede de distribuição de serviços, na matemática, nas empresas, no território, na investigação, na informática e até à Internet (World Web Wide). No entanto, o conceito que mais nos interessa remete- nos para o plano social onde podemos referir as redes de parentesco, de afinidade, de suporte, de vizinhança, entre outras (Guadalupe, 2009). Este aparente sucesso tem os seus motivos ligados ao desenvolvimento das próprias comunicações e das ferramentas ao seu dispor, o que veio permitir a existência de conexões e interacções onde antes não existia nada e a valorização crescente das relações entre pessoas, através de outros meios e outras tecnologias. _______________________ 38 2.6.2. Inovação & Empreendedorismo Em Tic As fases mais comuns de um ciclo de criação de empresas são: identificação de oportunidades e análise de viabilidade (i.e. teste de hipóteses no mercado), definição dos recursos (pessoas, ferramentas, estratégias, etc.), criação, desenvolvimento e aceleração da ideia no mercado, coletar feedback do mercado, melhoria do produto ou serviço, consequente crescimento acelerado e spin-off da startup para o mercado. Nos últimos anos, a inovação científica e tecnológica tem se estabelecido como um dos fatores mais importantes para garantir crescimento, competitividade e rentabilidade diferenciada às empresas. São diversas as evidências da importância do tema e muitos estudos apóiam a visão de que a inovação é fundamental para a sobrevivência em ambientes competitivos. Novos processos e produtos, novos modelos de negócios, entrada em novos mercados, atração e retenção de talentos ou ainda a valorização da imagem perante parceiros, clientes e investidores, representam alguns dos resultados da inovação. Por outro lado, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) vem contribuindo para que instituições (públicas ou privadas) se tornem mais ágeis no processo de informatização de seus processos, mecanismos e técnicas. A TIC pode ser considerada como meio para o processo de inovação de base tecnológica, aumentando a produtividade e competitividade das empresas. ___________________ ____ UNIDADE Tematica 2. 7. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas 1.Qual é a importancia da comunicacao no Empreededorismo? 2.Porque é que a inovacao é fundamental no empreendedorismo? 3.Fala da Importancia das redes sociais para um empreededor. Menciona 3 objectivos de uma incubadora de base. 4.Qual é a vantagem de internet eletronico na compra ou venda de um produto? 5Difine a Tecnologias da informação e comunicação 6.Qual é o papel Tecnologia da Informação (TIC) na gestão de um negocio? https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_Informa%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_Informa%C3%A7%C3%A3o 39 _______________________ TEMA- III Direito Da Empresa E A Sua Teoria Geral UNIDADE Tmatica 3.1. Breve Contestualizacao UNIDADE Tematica 3.2 O conceito de Empresário UNIDADE Tematica 3.3. Conceito e Nomenclatura do Direito dee Empresa UNIDADE Tematica 3. 3. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas ! _______________________ UNIDADE Tmatica 3.1. Breve Contestualizacao No Direito Empresarial, empresa é sinônimo de atividade empresarial, isto é, uma atividade econômica exercida profissionalmente pelo empresário por meio da articulação dos fatores produtivos para a produção ou circulação de bens ou de serviços. Esse conceito diferencia-se de pessoa jurídica, já que a atividade empresarial pode ser exercida tanto pela pessoa jurídica, quanto por uma pessoa física. Diferencia-se também do conceito de sociedade empresária, uma vez que este designa o é fruto de um contrato 40 plurilateral de organização e uma pessoa jurídica de direito privado. Por fim, empresa não deve ser entendida como estabelecimento, pois este é entendido como conjunto de bens corpóreos e incorpóreos que o empresário reúne para exploração e desenvolvimento de sua atividade económica. (ABREU op. cit., p. 2, v. 1.) No entanto, antes de estudar propriamente o Direito de Empresa, é necessário ressaltar que desde as sociedades primitivas, o comércio e a atividade econômica sempre estiveram ligados, e com o desenvolvimento das civilizações, a troca que antes era feita através de produtos, passou a ser feita com as moedas que foram surgindo ao longo do tempo. Essa evolução deu ao comércio um papel importante no desenvolvimento urbano e da sociedade, e posteriormente, tornou a atividade empresarial uma das formas mais expressivas de geração de empregos e capital. Tanto é que os bens e serviços necessários à manutenção da vida humana moderna são produzidos e circulados através da articulação dos fatores produtivos (como capital, mão-de-obra, insumos e tecnologia). Em meio a esse contexto de trocas, compras e vendas, surgem naturalmente conflitos de interesses, os quais devem ser resolvidos pelo direito, que se desenvolveu melhor ao longo dos anos para poder ser aplicado especificamente nessas relações, como por exemplo, o Direito do Consumidor (que regula as relações entre as pessoas jurídicas, fornecedoras de bens ou serviços e seus consumidores, podendo ser tanto pessoas físicas, quanto jurídicas) e o próprio Direito Empresarial (normas disciplinadoras da atividade dos empresários e da negociação entre eles), estando ambos no âmbito do Direito Privado, de modo que é possível perceber que a proteção de interesses dos particulares. A noção inicial de empresa advém da economia, que está ligada à ideia central da organização dos fatores da produção, já citados anteriormente, para a realização de uma atividade econômica, desse modo, a empresa combina esses fatores com o objetivo de oferecer ao mercado bens ou serviços, não importa qual seja o estágio de produção. Há uma certa tendência atual em chamar o comerciante de Empresário, configurando-o como base da atividade empresarial, uma vez que o atual Código Civil, de 2002, traz a Teoria da Empresa, que veio a substituir a Teoria dos Actos do Comércio. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02 41 Ou seja, a atividade do empresário deve ser exercida com habitualidade, com o objetivo de gerar lucro através da articulação dos fatores de produção.Ele pode ser pessoa física, o empresário individual, ou jurídica, a sociedade empresária. Desse modo, não se confunde empresário com os sócios de uma sociedade empresária, já que estes podem ser empreendedores ou investidores, enquanto o empresário é a própria sociedade, um sujeito de direito com personalidade autônoma em relação aos sócios. Empresa e estabelecimento são conceitos diversos, embora essencialmente vinculados, distinguindo-se ambos do empresário e da sociedade empresária, que são os titulares da empresa. O comércio existe desde a Antiguidade. Mas foi só na Idade Média, com o alargamento dos centros comerciais e o surgimento do mercador, organizado em corporações de ofício, que surge o direito mercantil ou o directo Empresarial. Neste período de fraco poder político central e forte impulso do comércio, diversos institutos importantes surgiram ou se aperfeiçoaram na Europa. Naquele tempo, as regras comerciais mais vantajosas que as do direito comum, porque mais específicas14-eram aplicadas somente ao fechado círculo das pessoas matriculadas nas corporações de mercadores, onde as pendências eram solucionadas internamente, por cônsules eleitos, que utilizavam nas suas decisões os usos e costumes, a equidade e o contido em seus estatutos, sem grandes formalidades. Eram os chamados tribunais consulares, ancestrais dos Tribunais de Comércio. Os cônsules acabavam por atuar, legislativamente, também, criando normas com seus julgados. Como estas normas eram mais ajustadas aos mercadores, era necessário estabelecer e determinar quem realmente era profissional do comércio. O critério utilizado era a matrícula na corporação. Se o indivíduo estava nela matriculado, poderia ter suas questões apreciadas conforme as regras especiais. É o chamado período subjetivo do direito comercial (séculos XII a XVIII). Esse foi, portanto, um direito de classe, o jus mercatorum: direito criado pelos mercadores para regular suas atividades profissionais e por eles aplicado(ABREU op. cit., p. 2, v. 1.). As corporações de ofício foram ganhando, desse modo, poder político, já que atuavam na esfera político administrativa e judicial, o que por óbvio, não interessava aos poderes soberanos da época, que para recuperar terreno, já na Idade Moderna, acabaram por editar normas de aplicação específica aos comerciantes e por criar 42 uma jurisdição especializada para conhecer os conflitos que as corporações julgavam, o que as foi enfraquecendo. O início da derrocada do período subjetivista do direito comercial se deu com a submissão ao julgamento pela jurisdição consular dequalquer ato comercial do mercador, mesmo que estranho ao seu ramo de negócio. Além disso, passou-se a admitir que não comerciantes demandassem nos tribunais consulares. Rubens Requião anota ser esta fase chamada de período eclético. Mesmo com o enfraquecimento das corporações de ofício em França, no século XVI, que foram perdendo espaço de decisão para os tribunais de comércio, os usos e costumes continuaram a ser aplicados na solução de conflitos atinentes aos comerciantes. Quando as corporações se extinguiram, o direito comercial já estava, portanto, sedimentado. Sendo, contudo, um direito especial, deveria continuar a ter seu alcance limitado aos profissionais da área. Como o critério subjetivo já não mais poderia ser utilizado a matrícula nas corporações, posto que extintas , surgiu a teoria dos atos de comércio, mais objetiva, atendendo ao princípio da igualdade, um dos característicos da Revolução Francesa. Pela teoria dos actos de comércio, comerciante era aquele que praticava ato de comércio de maneira profissional. “Com ela, o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais, organizados em corporações próprias, para se tornar a disciplina de um conjunto de atos, que em princípio poderiam ser praticados por qualquer cidadão”, mas, que quando praticados de modo profissional, mereciam tutela estatal especial. Ela surgiu em 1807, com a entrada em vigor do Code de Commerce,de Napoleão. O direito empresarial é visto como um direito especial devido as suas características e objecto em oposição ao direito civil, chamado direito comum. O tratamento jurídico da actividade económica tem sido, tradicionalmente, alocado como um ramo do direito privado, para o qual aquilo que não é proibido é permitido. 43 _______________________ UNIDADE Tematica 3.2. O conceito de Empresário Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços.” Vamos destrinchar o conceito para entendê-lo melhor: a) Profissionalmente — Exercer uma atividade de forma profissional tem relação com a habitualidade. Uma pessoa que distribui doces de São Cosme e Damião não pode ser considerada profissional do ramo de doces, pois o faz esporadicamente, ao contrário de uma pessoa que faz bolos para festas e vive disso. b) Actividade — É sinónimo de empresa. Empresa é actividade, não local físico onde esta é desenvolvida. Não é sujeito de direitos, não tem personalidade jurídica. A empresa é objecto de direitos. c) Económica — O empresário visa o lucro. A actividade empresarial pode até não ser lucrativa em determinados momentos, mas tem que almejar o lucro. d) Organizada — É aquela atividde que conjuga os quatro fatores de produção capitalista: mão de obra, insumos, capital e tecnologia (ou know how). O empresário dispõe esses quatro fatores da forma que melhor lhe convém. Da forma mais conveniente para desenvolver a sua atividade, a sua empresa. Se a forma de exercer determinada atividade for organizada, estar-se- á diante de um empresário. Não se considera empresário quem exerce profissão intelec-tual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxi-liares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.” Então a atividade de médicos, engenheiros e artistas em geral, a princípio não será considerada empresária, a não ser que a própria profissão constitua elemento de empresa. Mas o que significa isso? Pela Teoria da Empresa, vimos que qualquer atividade pode ser considera-da empresária, a depender da formacomo é exercida. 44 Assim, podemos dizer que uma mesma atividade pode ser empresária ou não empresária. _______________________ 3.2.1. Exemplo: Actividade médica. Imagine o consultório de um dermatologista. Ele or-ganiza os quatro fatores de produção? Sim. Tem mão de obra? Sim, a recep-cionista e talvez tenha uma instrumentadora. Empregou capital? Sim, com compra ou aluguel do imóvel no qual funciona o consultório, pagamento de contas etc. Tem insumos? Sim, pois investiu em equipamentos e mobiliário. E a tecnologia ou know how? É o conhecimento agregado que aquele profissional tem daquele ramo da medicina. Então poderíamos afirmar que esse médico é empresário? Não. Apesar de ele conjugar os quatro fatores de produção temos que analisar ainda um segundo critério: a pessoalidade. Se o profissional em questão desenvolver a atividade de forma pessoal não será considerado empresário. Então vamos testar. Você foi ao consultório do seu dermatologista para retirar uma verruga bem pertinho do olho com um laser super potente. Ao chegar lá foi informado de que seu médico estava doente, mas que um outro (que você nunca viu na vida) poderia fazer o serviço. Você aceita? Sua resposta provavelmente será NÃO. Você iria embora. Pois aí está. Esta actividade é desenvolvida de forma pessoal,logo não pode ser considerada empresária. Agora vamos imaginar outra situação, mas dentro da mesma área de atuação: servios médicos. Você vai a um hospital com suspeita de apendicite, com muita dor. Ao chegar lá você procura um médico específico ou o primeiro que aparecer vai servir? Provavelmente agora você respondeu que qualquer médico serviria. Aqui impera a impessoalidadeno exercício da atividade. 45 Agora você percebeu que o elemento científco (ou seja, o conhecimento médico, (know how) fica perdido dentro de toda a estrutura que o hospital ofe-rece. É só mais um elemento de empresa, e não o principal. Quando vamos ao hospital, além do conhecimento científico dos profissionais, buscamos os serviços de exames, de hotelaria (internação, enfermaria, etc), buscamos a medicação disponível. Sendo assim, para definir se uma atividade é empresária ou não, além de analisar a organização dos fatores de produção você tem que ver a forma como a actividade exercida, se com pessoalidade ou impessoalidade. Atividade não empresária = Atividade simples Sociedade não empresária = Sociedade simples _______________________ 3.2.2. Empresário Individual Conforme vimos anteriormente, o empresário é aquele que exerce profissionalmente actividade econômica organizada para a produção ou circulação Quando uma pessoa resolve exercer atividade empresária sozinha, denomina-se empresário individual. 1. Conforme se verá adiante, o empresário individual está sujeito ao e deverá adotar firma como espécie de nome empresarial. 2. Mas como fica a questão da responsabilidade do empresário individual em relação aos credores da sua atividade? Seu patrimônio pessoal responde pelo insucesso da atividade? Como regra geral, o empresário individual possui responsabilidade ilimitada pelas obrigações contraídas na sua actividade empresária. Isso quer dizer que caso os bens da empresa não sejam suficientes para saldar as dívidas, os credores podem executar os bens particulares do empresário (carros, casa de praia etc). 3.Teoria da UnicidadePatrimonial, segundo a qual cada pessoa possui somente um único patrimônio. Desta forma, os bens pessoais e os bens ligados à atcividade empresária contituem o patrimônio do empresário, uma unidade. 46 _______________________ 3.2.3 Microempreendedor Individual A pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário configura o MEI. No entanto, deve-se observar os requisitos legais para isso, como por exemplo, o faturamento anual e a não participação em outra empresa como sócio ou titular. _______________________ 3.2.3.1A idade mínima para poder me registar como MEI A idade mínima é de 18 anos. Menores de 18 anos não podem se registar como MEI. Além das pessoas físicas maiores de 18 anos capazes de praticarem actos na vida civil, também poderão registar- se como MEI aquelas maiores de 18 anos e menores de 18 anos legalmente emancipadas. _______________________ UNIDADE Tematica 3.3. Conceito e Nomenclatura do Direito dee Empresa Para se elaborar um conceito deste ramo do direito, útil se faz verificar o que ensinava a memória do direito comercial, partindo da clássica noção de que o direito comercial é o direito privado especial do comércio, como registado por Miguel J. A. Pupo Correia. O mesmo autor, revela, no entanto, que tal definição tradicional, está, historicamente, ultrapassada e não corresponde à realidade dos sistemas modernos, fato que aliás, já era apontado de maneira contundente. (Jean Van Ryn, em 1954). Segundo esse pensador crítico, a própria expressão Comercial como designativa desse ramo do direito está ultrapassada. Se era apropriada no passado, quando se ocupava, de maneira específica, dos direitos relativos ao comércio e aos comerciantes, agora se 47 revela estreita e imperfeita, posto que seu objecto se amplia para ocupar-se da atividade econômica como um todo. “Se esse direito é chamado comercial, o é como recordação da época longínqua na qual a atividade econômica se reduzia praticamente ao tráfico de mercadorias, ao negócio, ao comércio, no sentido mais estrito.” Daí seu conceito desse ramo especial do direito ser “ o conjunto de regras jurídicas relativas à atividade do homem aplicada à produção, à apropriação, à circulação e ao consumo de riquezas” entendendo, de modo acertado, que o comércio é apenas um elo da cadeia constituída pela atividade econômica global. Segundo˸ João Eunápio Borges (1959, p. 13, v. 1.) conceituava o direito comercial como o “complexo de normas que regulam as relações derivadas das indústrias e atividades que a lei considera mercantis, assim como os direitos e obrigações das pessoas que profissionalmente as exercem.” Da ideia desse autor é possível perceber um traço comum nos conceitos de direito comercial tradicional, que, no entanto, ainda continua a orientar pensadores atuais dessa área jurídica. Esse traço comum pode ser encontrado no positivismo legal que dirige a elaboração dos conceitos. A esse respeito, podem ser feitas considerações em dois sentidos. Primeiro, que na conceituação do tradicional direito comercial, esse aspecto acaba por desatualizá-lo,já que tais conceitos se erigiram na vigência da teoria dos atos de comércio, baseando-se no rol legislativo das práticas, que foi, justamente, a razão da derrocada dessa teoria, encarregando-se a própria realidade econômica e social por trazer desarticulação a tais conceitos, hodiernamente. Porém, como segunda consideração a respeito do caráter positivista como balizador da construção do conceito do ramo do direito em comento, como nos dias que correm a legislação abraça a teoria da empresa, inserindo um conceito aberto, a técnica da adoção da lei como norte da elaboração do conceito nos serve muito bem. _______________________ UNIDADE Tematica 3. 3. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas 1.Difine o Directo Empresarial. 2. Qual é a idade recomendável para se inscrever como microempreededor individual? 2.Difine Empresario 3. O direito empresarial é visto como um direito especial. Judtifique. 4.Quando é que um individuo considera-se empresário? 5.Da um exemplo de empresário individual. 48 6. O direito empresarial é visto como um direito especial. Justifique. _______________________ TEMA – IV Gestao de Recursos Humano UNIDADE Tematica 4.1. Breve contestualizacao sobre Gestão de Recursos Humanos UNIDADE Tematica 4.2. A evolucao de GRH ao longo dos tempos UNIDADE Tematica 4.3. A Gestão de Capital Humano UNIDADE Tematica 4. 4. Conceito de Gestao dos Recursos Humanos UNIDADE Tematica 4.5. Empreendedorismo - A importância dos Recursos Humanos UNIDADE Tematica 2. 6. EXERCICIOS INTEGRADOS das unidades deste temas _______________________ UNIDADE Tematica 4.1. Breve contestualização sobre Gestão de Recursos Humanos Ao longo dos tempos a Gestão de Recursos Humanos (GRH) tornou-se uma temática de maior interesse por parte dos profissionais graças à influência dos Recursos Humanos adequados, competentes e motivados para os resultados organizacionais (Caetano &Vala, 2007). Não existem dúvidas relativamente ao papel da gestão de pessoas numa organização, esta gestão constitui uma componente fundamental de qualquer estratégia organizacional (Bilhim 2001, 2002 e Caetano &Vala, 2007). São os conhecimentos, experiências e competências destas pessoas,a sua natureza e especificidade do elemento humano que constituem a base da competitividade de uma organização (Caetano &Vala, 2007), contribuindo para a prossecução dos objetivos das organizações (Bilhim 2001, 2002). A Gestão de Recursos Humanos, em suma, diz respeito a todas as decisões e ações que afetam a relação entre a organização e os seusempregados” (Bilhim, 2007,2002, 49 2001 e Caetano &Vala, 2007), esta definição é a mais referida em publicações relativas a esta temática. Este tipode Gestão envolve “todas as ações relativas à seleção, integração, formação, desenvolvimento e recompensas dos empregados, assim como o relacionamento com estes, tanto a um nível coletivo como individual” (Caetano &Vala, 2007). Apesar de se reconhecer a importância deste tipo de gestão a sua designação sofreu várias evoluções semânticas, por vezes referida como gestão de pessoal, outras como gestão de recursos humanos, de gestão de pessoas (Bilhim,2001) e de capital humano. Segundo Bilhim (2007),a designação de gestão de recursos humanos descende do conceito de gestão de pessoal. Mas mais importante do que a questão da semântica é a questão da evolução desta área da gestão. Esta evoluiu ao longo do século XX, em 24 simultâneo e de forma articulada com as teorias organizacionais (taylorismo, burocracia, relações humanas, abordagens sistemáticas e contingenciais, etc) e as teorias comportamentais (motivação e satisfação, poder e liderança, trabalho de equipa e participação, etc) que por sua vez resultam do estudo das estruturas e dos processos organizacionais. Estas áreas pela sua justa relação partilham pontos positivos e negativos (Caetano &Vala, 2007 e Bilhim, 2007). Relativamente aos aspetos negativos temos o fato das abordagens clássicas do funcionamento organizacional,encararem o ser humano como uma máquina, desprovido da sua dimensão emotiva. No entanto esta insensibilidade é corrigida com a influência das teorias das relações humanas pertencentes às teorias organizacionais de índole sistémica e contingencial que consideram que “para além de um braço, o homem é também um coração e uma cabeça” (Caetano &Vala, 2007, Bilhim, 2007, 2002, 2001). Nas últimas décadas verifica-se um esforço para acompreensão, teorização e análise crítica do conjunto das práticas de gestão que se traduz (de uma forma objetiva) nosinúmeros cursos de formação de cariz académico que têm o fator humano como objeto de reflexões de natureza teórica. Assiste--se a uma intenção de compreender e sistematizar em termos teóricos o conjunto de práticas de Gestão de Recursos Humanos (Caetano & Vala, 2007). Segundo Bilhim, (2007) a gestão de recursos humanos envolve“todas as ações relativas à seleção, formação, desenvolvimento, recompensas e relações com os empregados”. Este autor refere ainda que as ações relativas à negociação e gestão de equilíbrios precários devem ser foco de atenção neste tipo de gestão. A GRH é uma gestão de pessoas que visa a a tividade/negócio em que as pessoas são um valor acrescentado para a realização do 50 sucesso organizacional. Os principais fatores da GRH são o sistema de gestão, adoção de abordagens estratégicas, aquisição de valor acres centado e obtenção do compromisso dos trabalhadores com as metas e objetivos da organização. Segundo Cunha et al (2012) a gestão de pessoas refere-se às políticas e sistemas que influenciam o comportamento, a atitudes e o desempenho dos membros da organização no sentido de aumentar a competitividade e a capacidade de aprendizagem da organização. Mais à frente neste capítulo iremos explicar quais as dimensões da Gestão de Recursos Humanos no entanto de uma forma reduzida podemos dizer que este tipo de Gestão é responsável pela: • Determinação das necessidades de Recursos Humanos (planeamento) • Atração de potenciais novos membros (recrutamento) • Escolha e contratação (seleção) • Formação e desenvolvimento dos membros e gestão de carreiras Avaliação de desempenho • Retribuição e motivação (Compensação) Clima organizacional, saúde ocupacional, estética e higiene no trabalho Para ser mais percetível a definição da Gestão Recursos Humanos seguem-se algumas transcrições que se completam: “O conjunto de políticas, práticas e sistemas que influenciam o comportamento, as atitudes e o desempenho dos empregados” (Noel et al cit Cunha et al, 2012) “Políticas e práticas relacionadas com o fornecimento e utilização do recurso laboral requerido para que a firma alcance os seus objetivos comerciais” (Purcell cit Cunha et al, 2012) “Um conjunto de práticas e processos que incluem, de forma não exclusiva, os seguintes: atração e seleção de empregados de forma alinhada com a direção e a intenção estratégica da organização; gestão e facilitação do avanço e desenvolvimento de carreira de empregados; estar a par ou além das regras e legislação de relações industriais e outras áreas de política laboral como a saúde e segurança ocupacionais, equidade, diversidade e nãodiscriminação; assegurar procedimentos uniformes e informação sobre as diversas dimensões do emprego e das políticas de recursos humanos 51 disponíveis para os empregados que as queiram consultar” (Clegg et al cit Cunha et al, 2012) “Uma extensão dos requisitos tradicionais da gestão de pessoal, que reconhece a interação dinâmica das atividades de pessoal entre si e com os objetivos e o planeamento estratégico da organização” (Sherman cit Cunha et al, 2012) “O sistema de GRH é uma abordagem global de gestão que inclui os aspetos de recrutamento/seleção, retenção, desenvolvimento, ajustamento e gestão da mudança” (Cascio cit Cunha et al 2012) “A gestão de recursos humanos é o processo global de gestão das pessoas nas organizações” (Kulik cit Cunha et al, 2012) “A estratégia de RH é usada deliberadamente por uma empresa para adquirir ou manter uma vantagem face aos seus concorrentes no mercado. Trata-se do grande plano ou abordagem que a organização adota para assegurar o uso efetivo das pessoas que a compõem para cumprir a sua missão” (Gomez-Mejia cit Cunhe et al, 2012). _______________________ UNIDADE Tematica 4. 2. A Gestão de Capital Humano “A gestão de capital humano é uma abordagem estratégica da gestão das pessoas, centrada nas questões críticas para o sucesso da organização” (Baron e Armstrong cit Cunha et al, 2012) A GRH está relacionada com o conjunto total de conhecimento, capacidades e atitudes de que as organizações necessitam para competir, o que exige um conjunto de preocupações e ações em matria de Gestão de pessoas –seleção, formação, desenvolvimento, relações de trabalho e compensação (Bilhim, 2007). No passado,a Gestão de Recursos Humanos era encarada como algo integrado nos processos de gestão, ninguém tinha um cargo específico de GRH. Esta gestão era vista como um custo, os funcionários eram entendidos como mão-de-obra, que deveria ser geridaa baixo custo e do qual se deveria obter o máximo rendimento. “A definição e as práticas deRecursos Humanos (RH) estavam marcadas pelos aspetos jurídico -administrativos” (Bilhim, 2002). 52 A gestão de recursos humanos é uma gestão estratégica que sofre alterações mediante a organização em causa, cada organização deve analisar a especificidade dos seus consumidores, e deve articular as suas características com as necessidades dos clientes. Nos últimos 50 anos,a expressão Gestão de Recursos Humanostem sofrido várias alterações semânticas (como já referido), no entanto, é consensual a importância dada à gestão de pessoas na estratégia organizacional. Esta importância provocou o aparecimento de novas conceções que por sua vez exigiram “maior aprofundamento e integração entre a gestão estratégica da organização e a gestão de recursos humanos” paraque assim sejam atingidos os objetivos organizacionais (Bilhim,2001 e 2002). Na Europa, mais especificamente em França é a partir de 1945 que a função pes soal começa a fixar-se e a crescer(Bilhim, 2007). Chiavenato(2000) fala de Administração de Recursos Humanos, e que esta surge com o crescimento e o aumento da complexidade das tarefas organizacionais. Quanto mais evoluída é uma sociedade, quanto mais industrializada, mais complexas e numerosas se tornam as organizações. A administração de RH surge no início do século XX através do impacto da Revolução Industrial, como uma espécie de atividade moderadora entre organizações e pessoas, tentando aproximar os objetivos pessoais e os objetivos da organização. A pessoa que fazia o intercâmbio entre a organização e pessoas (funcionários) era um interlocutor designado Relações Industriais,estranho a ambas as partes para não existir imparcialidades. As pessoas eram vistas como máquinas, equipamentos e capital (recursos de produção). Tudo servia a tecnologia, o homem era um apêndice da máquina (Era da Industrialização Clássica) (Chiavenato, 2000). Com o passar dos tempos, após o final da Segunda Guerra Mundial amudança era constante pois o mercado ganhou maior amplitude passando de local e regional para internacional. Em 1950, o conceito de Relações Internacionais passou a ser designado de Administração de Pessoal (Chiavenato, 2000). A sua função já não era somente o de reduzir os conflitos e desentendimentos entre as duas partes mas também tinha a função de administrar o pessoal de acordo com a legislação existente (oaparecimento de sindicatos leva ao aparecimento de legislação trabalhista). Bilhim (2007), menciona o Modelo de gestão pessoal de Henry Fayol, fundador da Teoria Clássica da Administração, que dizia que o trabalhador ideal era uma máquina, um robot sem necessidade de 53 pensar, este era pago para trabalhar. O trabalhador era a força do trabalho em troca de remuneração. “Tudo quanto preciso são dois braços. Mas infelizmente com eles vem uma cabeça atrás”. Segundo Billhim (2007), de 1945 a 1975, a função de GRH passou uma fase gloriosa devido à influência das teorias das relações humanas do desenvolvimento organizacional e do sóciotécnico, onde a pessoa é foco de atenção apesar do capitalser o mais importante dos fatores produtivos. Em 1960,o conceito evoluiu para Administração de RH, pois as pessoas passaram a ser consideradas recursos fundamentais para o sucesso da organização. Esta visão é ainda redutora, pois a função do administrador ainda passa poradministrar as pessoas e planeá-las como um recurso, hoje já entendemos a necessidade de planear com as pessoas. As pessoas são vistas não como máquina paga para trabalhar, mas sim um recurso estratégico, que constitui um fator de competitividade, com inteligência,criatividade,capacidades e habilidades mentais. Chiavenato (2000) fala de Administraçãode pessoas, pois tem uma perceção de que estas não são meros recursos e que devem ser vistos como parceiros. Numa Era como a nossa (da Informação), as pessoas devem ser vistas como seres humanos com personalidades diferentes, com histórias, habilidades e conhecimentos próprios. As pessoas não são meros recursos da organização, são elementos impulsionadores, que dotam a organização de inteligência, de talento e capacidades para que a organização possarenovar e manter-secompetitiva num mundo em que a mudança é constante. As pessoas investem na organização através do esforço, dedicação, responsabilidade, compromisso, na expectativa do retorno, compensação da qual salários, incentivos, crescimento profissional e progressão na carreira são exemplo aqui se vê o caráter recíproco na interação entre pessoas e organização. _______________________ UNIDADE Tematica 4.3. A evolucao de GRH ao longo dos tempos O seguinte quadro de Chiavenato (2000) ilustra a evolução da GRH ao longo dos tempos. 54 Período Industrialização Clássica Industrialização Neoclássica Era da Informação 1900-1950 1950-1990 Após 1990 Estrutura Organizacional Predominate Funcional, burocrática, piramidal, centralizadora, rígida e inflexível. Ênfase nos órgãos Matricial enfatizando departamentalização por produtos/serviços ou unidades estratégicas Fluída e flexível, totalmente descentralizada, redes de equipas multifuncionais Cultura Organizacional Teoria X Foco no passado, nas tradições e nos valores. Ênfase na manutenção do status quo. Valor à experiência anterior Transição. Foco no presente e no actual. Ênfase na adaptação ao ambiente Teoria Y Foco no futuro destino Ênfase na mu dança ena inovação Valor ao conhecimento e à criatividade Ambiente Organizaciona Estático, previsível, poucas e gradativas mudanças. Poucos desafios ambientais. Intensificação das mudanças e com maior velocidade. Mutável, imprevisível, turbulento, com gr andes e intensas mudanças Modo de lidar com as pessoas Pessoas como factores de produção inertes e estáticos, sujeitos a regras e a regulamentos rígidos para serem controlados Pessoas como recursos organizacionais que precisam ser administrados Pessoas c omo sres humanos proactivos, dotados de inteligência e habilidades e que devem ser impulsionados Denominação Relações Industriais Administração de Recursos Humanos Administração de Pessoas A Gestão de Recursos Humanos apresenta grandes dificuldades em se afirmar como ciência, por ser um terreno em constante mudança (Cunha et al, 2012; Reilly & Williams, 2012 e Caetano & Vala, 2007). “As organizações, o mundo, a economia e a gestão são 55 terrenos dinâmicos”(Cunha et al, 2012). As alterações nas estratégias, no design das organizações e das envolventes de negócio ao longo do tempo contribuem também para esta dificuldade (Cunha et al 2012). Estas mudanças obrigam a rever e adaptar os conhecimentos e as funções da GRH. Cunha et al (2012), para validar a importância da GRH recorrem ao conhecimento científico empiricamente validado, a lógica da gestão baseada na evidência. A evidência muda com o tempo. “As próprias organizações vão mudando em resposta às novas faces das velhas contingências: dimensão,envolvente e tecnologia”, as “verdades fatuais de hoje poderão ser revistas amanhã” (Cunha et al, 2012). Infelizmente, algumas empresas não prestam atenção aos estudos relacionados com a GRH, por várias razões, apresentadas de seguida, mas exatamente por essas razões torna-se necessário ter em atenção os estudos nesta área. A maior parte dos gestores despendem o seu tempo com tarefas administrativas, como o pagamento de salários e a planificação de programas de formação, absorvidos pela pressão do quotidiano não reservam tempo para a reflexão. Para que o gestor obtenha benefícios para si próprio adota decisões que apesar de originarem bons resultados a curto prazo, comprometem os delongo prazo, diminuindo rapidamente as receitas da organização. Um gestor normalmente ocupa um lugar de chefia durante umcurto período de tempo, por isso não pensa no futuro da organização, cingindo-se à procura de resultados imediatos. A maior parte dos gestores não têm formação na área dos Recursos Humanos e do comportamento organizacional, tendo uma formação nas áreas técnicas, financeiras e analíticas. A questão mais complexa da GRH é a existência de umdesincentivo à transposição da ciência para a prática (Cunha et al 2012). Capital Humano No pontoanterior foi definido o conceito de Gestão de Recursos Humanos, torna -se importante antes de analisar as dimensões deste tipo de Gestão, entender o que são os Recursos Humanos. Os Recursos Humanos, as Pessoas, Pessoal são comumente definidos como capital humano. As frases que se seguem ilustram um pouco o conceito de Capital Humano. “Os trabalhadores são a oportunidade mais desperdiçada pelas empresas” (Cokins cit Cunha et al, 2012).“Levem as instalações, as máquinas, mas deixem as pessoas” (Carnegie cit Cunha et al, 2012). “O sucesso da organização é o sucesso dos seus membros”(Silva, 2009). “Uma organização é constituída por pessoas, que através de uma estrutura hierárquica, desenvolvem relações de coope ração e 56 coordenação de tarefas para o alcance de objetivos comuns” (Silva, 2009). _______________________ 4.5.1 O Capital Humano Ao conjunto de pessoas que fazem parte da organização dá -se o nome de Capital Humano, talentos que necessitam de ser mantidos e desenvolvidos. O capital humano tem um valor Incalculável, visto ser o capital intele tual, aquele que é mais importante numa organização, o conhecimento. Nos dias de hoje a compectitividade é tanta que a capacidade de trabalho não é suficiente, a capacidade de inovar e de usar a criatividade é a maior estratégia organizacional. Atualmente as empresas melhor sucedidas são as que investem na formação e que mais valorizam o capital intele tual, assim estarão mais preparadas para o futuro, estando mais preparadas para a mudança estão preparadas para as futuras alterações no mercado. (Lengnick- Hall e Lengnick-Hall cit Cunha et al 2012) Segundo Lengnick- Hall e Lengnick-Hall cit Cunha et al 2012) o capital humano é o Know how, as destrezas e as capacidades dos indivíduos de uma organização. Reflete as competências que as pessoas trazem para o trabalho.É a soma das competências, conhecimentos e experiência da força de trabalho de uma organização (CFO cit Cunha et al 2012). _______________________ UNIDADE Tematica 4. 4. Conceito de Gestao dos Recursos Humanos _______________________ 4.4.1.Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Pessoas ou Administração de Recursos Humanos, É a aplicação um conjunto de conhecimentos e técnicas administrativas especializadas no gerenciamento das relações das pessoas com as organizações, com o objetivo de atingir os objetivos organizacionais, bem como proporcionar a satisfação e a realização das pessoas envolvidas. 57 O sistema de Recursos Humanos é composto basicamente pelas funções de recrutamento ou captação, seleção, treinamento, desenvolvimento e retenção: remuneração e benefícios. Os temas mais diretamente derivados da Psicologia e Sociologia dizem respeito a expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade.Temas mais atuais consideram o estudo do poder e cultura organizacional, novas formas de organização do trabalho, qualidade de vida no trabalho, práticas de envolvimento dos trabalhadores, comprometimento dos níveis gerenciais, ligação entre a estratégia empresarial e de recursos humanos Considera-se que até então o modelo de gestão de recursos humanos mais praticado é aquele que tem ampla influência da Administração Científica de Taylor e da Escola das Relações Humanas, que buscou basicamente adaptar as pessoas ao sistema de trabalho taylorista. É mais caracterizado por um modelo de "Controle", baseado numa relação de trabalho de baixa confiança. Este tem sido o modelo dominante, a despeito dos desenvolvimentos teóricos da escola humanista, sociotécnica, e de desenvolvimento organizacional que enfatizam o enriquecimento de cargos e o desenvolvimento do potencial humano. É chamado recursos humanos o conjunto dos empregados ou dos colaboradores de uma organização. Mas o mais frequente deve chamar-se assim à função que ocupa para adquirir, desenvolver, usar e reter os colaboradores da organização. _______________________ 4.4.1.Comunicação como benefício da gestão de pessoas A comunicação é primordial no processo de gestão de pessoas. O uso da comunicação correta pode garantir uma melhor adesão dos recursos humanos nas ações da organização, evitando erros de interpretação e de avaliação. Com o grande acesso a tecnologia e com a rapidez com que a mesma é propagada, a comunicação por esse meio em prol da gestão de pessoas é muito utilizado e solicitado para a melhoria, manutenção e solução às diversas situações. “A comunicação é o processo de transmissão de informações e o respectivo entendimento do significado pelos envolvidos.” (SILVA, 2004, p.3). De acordo com Vieira, Ikissima, Gomes e Assis Júnior (2004), a comunicação nas organizações é importante para auxiliar que seus membros construam boas relações interpessoais, as quais possibilitem melhor convivência e compreensão acerca de seus companheiros. O ambiente deve ser, portanto, harmonioso e https://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade_de_Vida_no_Trabalho https://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade_de_Vida_no_Trabalho 58 cooperativo, ou seja, é importante existir sintonia entre os membros da organização. De acordo com relatório do CTCP (2016), a comunicação interna tem papel fundamental no desenvolvimento de uma identidade e cultura organizacionais, criando referências aos comportamentos dos membros da organização. Segundo Silveira (2006), o primeiro ponto importante na comunicação em empresas, é sua consonância com o planejamento estratégico que será adotado, é importante conhecer a visão e a estrutura da empresa, para transmitir aos colaboradores – funcionários, clientes, parceiros, entre outros – as ideias da organização. Já o segundo passo é estudar a cultura da organização, fatores como hábitos, rotinas, ideologia presentes na organização. Pois, a maneira como é feita a comunicação com os colaboradores, influencia na forma em que reagirão a alguma mudança ou objetivo da empresa, o envolvimento e a indiferença são dois opostos que têm suas motivações nos mesmos fatores, dependendo de suas exposições, o indivíduo pode pender para determinado lado (CTCP, 2016). “ [...] torna-se fundamental envolver todos os stakeholders, isto é, todos aqueles que, de alguma forma, desempenham cargos de liderança e/ou influência. São eles quem melhor sabem comunicar e influenciar os restantes colegas, informando-os, criando aceitação e alinhando-os com a mudança e os interesses da empresa.” (CTCP, 2016, p.10) Segundo Vieira, Ikissima, Gomes e Assis Júnior (2004), esta boa relação que um bom sistema de comunicação cria, permite que os funcionários deixem de se destacar – apenas – pelo profissionalismo, mas também se destacam pelo trabalho em conjunto e pelo auxílio aos companheiros, o sentido de equipe ganha força. A comunicação correta entre os colaboradores, também traz o sentido de igualdade quando transmitida além de uma só camada hierárquica, sem distinções por cargo ou setor de atuação, pois mantém que todos compartilhem suas ideias. Além disso, os meios eletrônicos para comunicação devem ser utilizados como ferramentas, mas não podem sobrepor o contato pessoal (SILVEIRA, 2006). Além da comunicação básica, troca de informações, uma forma de comunicação que deve ser valorizada nas organizações é o feedback, que é um processo de retroinformação, ou seja, envolve as ações e respostas sobre elas, em relação à ações que foram negativas para a organização e/ou individualmente, serve como um meio de orientar uma melhoria e ajudar na tomada de decisões melhores, no futuro (GALDINO, 2010). 59 Se a boa comunicação é importante e facilita o desenvolvimento das atividades, falhas na comunicaçãopodem atrapalhar no desenvolvimento de todos, a falta de informações ou as informações transmitidas de maneiras erradas podem causar transtornos e levar a organização ao descrédito, tanto em âmbito interno quanto externo (JACOMINI, 2011). Ainda segundo Jacomini (2011), grande parte das falhas de comunicação estão relacionadas aos meios de comunicação desapropriados, portanto é importante que a organização invista em meios de comunicação adequados e em treinamentos para seus funcionários se adaptarem aos mesmos. Esta comunicação com qualidade só tem a trazer bons frutos à equipe, pois reduz conflitos, evita perda de tempo e aumenta a produtividade. ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral _______________________ 60 4.4.2. Desafio no funcionalismo público Uma definição possível para Gestão de Pessoas no setor público é: esforço orientado para o suprimento, a manutenção, e o desenvolvimento de pessoas nas organizações públicas, em conformidade com os ditames constitucionais e legais, observadas as necessidades e condições do ambiente em que se inserem (BERGUE, 2007, p.18). O servidor submetido às normas e regras que regem o serviço público incorpora a lógica governamental e age como instrumento regulador, com o objetivo de reduzir os gastos públicos, centrando- se nos resultados que devem ser obtidos e nas metas produtivas a ele impostas (Pestana, Sauerbronn, & Morais, 2011). Esta condição coloca o servidor em uma situação vulnerável diante do cliente- cidadão, pois, sendo ele representante do Estado, simbolicamente emissário dos limites e deficiências governamentais, facilmente lhe é conferida toda a sorte de maldizeres e depreciações. Ele recebe os impactos dos problemas sociais do Estado brasileiro, que não tem uma política pública de proteção social diante das mazelas da vida no trabalho. [4] Uma característica da gestão de pessoas no âmbito público e, ainda, um dificultador nos seus processos pode ser observada na presença de paternalismo no seu funcionalismo, permanecendo constante mesmo com mudança de gestões. Trata-se de uma cultura forte e concreta, diante de sua normatização/legislação, mas que permite a vulnerabilidade da gestão de pessoas, muitas vezes quase imperceptível, diante da estabilidade fornecida juntamente com a ausência de rigidez nos padrões e rotina, proporcionado uma certa desmotivação por parte dos servidores, diretamente influenciada na produtividade dos mesmos. A imagem da administração pública tem, ao longo dos anos, sido prejudicada pela perda de credibilidade e eficiência. A crítica ao setor é em muito direcionada ao servidor público, a quem se atribuem problemas de mau atendimento, falta de conhecimento e profissionalismo. Por outro lado, o servidor se depara, muitas vezes, com um sistema que tem apresentado poucas alternativas para mudança desse cenário. É preciso evidenciar a integração das https://pt.wikipedia.org/wiki/Gastos_p%C3%BAblicos https://pt.wikipedia.org/wiki/Gastos_p%C3%BAblicos https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_recursos_humanos#cite_note-4 https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_recursos_humanos#cite_note-4 https://pt.wikipedia.org/wiki/Paternalismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Paternalismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_p%C3%BAblica https://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_p%C3%BAblica ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral 61 estratégias de recursos humanos às competências, isto é, aos conhecimentos, habilidades e atitudes, requerida pela organização, com vistas a alcançar resultados eficazes, ou seja, é necessária uma gestão estratégica de pessoas. É importante, principalmente no setor público, ter uma Gestão Estratégica de Pessoas (GEP), pois este setor tem como objetivo o bem comum, a satisfação dos cidadãos frente aos serviços prestados, sendo necessários servidores públicos capacitados, motivados e integrados com as estratégias da organização. Desta forma, a Gestão de Pessoas deve estimular a formação do servidor público, tendo como consequência o oferecimento de melhores serviços, usuários satisfeitos, e servidores qualificados. _________________ ______ 4.4.3. Motivadores Um dos fatores motivacionais é o reconhecimento do bom desempenho que ocorre por meio de devolutiva. O funcionário quer ser reconhecido pelo trabalho que realiza, quer se sentir valorizado pelo seu bom desempenho. Proporcionar crescimento, desenvolvimento e perspectiva de progressão no futuro, também é um fator motivacional importante, pois o funcionário se sente mais entusiasmado a trabalhar quando a organização oferece oportunidades de capacitação. Além disso, a realização pessoal é outro fator determinante, onde para Silva e Rodrigues (2007, p.51), “(...) a pessoa evidencia um alto nível de motivação para auto realização e busca sua autonomia, assumindo desafios reais no seu trabalho e lutando continuamente pelo seu sucesso pessoal”. Para Robins (2002, p.342): “Motivação, é a disposição de exercer um nível elevado e permanente de esforço em favor das metas da organização, sob a condição de que o esforço seja capaz de satisfazer alguma necessidade individual”. Em Chiavenato (2000, p.164): “Motivação, refere-se às forças dentro de cada pessoa que a conduzem a um determinado comportamento." https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacita%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacita%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Motiva%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Motiva%C3%A7%C3%A3o ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral _______________________ 62 Em qualquer segmento, a motivação move o ser humano para uma ação positiva a seu benefício, ao de seu próximo e de sua organização. E, existem inúmeros meios de gestão, bastando a análise concreta de estudos de casos para a ação efetiva em cada ambiente organizacional. 4.4.4.Desenvolvimento de liderança O objectivo primário da delegação é conseguir que o trabalho seja feito por outra pessoa. Não apenas tarefas simples como ler instruções e girar uma alavanca, mas também a tomada de decisões e mudanças que dependem de novas informações. Com delegação, seu pessoal tem a autoridade para reagir a situações sem ter que consultá-lo a todo instante. A arte de saber delegar é cada vez mais uma necessidade dentro de uma organização, principalmente no que se refere à sua gestão. Delegação é, fundamentalmente, confiar sua autoridade a outros. Isto significa que eles podem agir e tomar iniciativas independentes; e que eles assumem responsabilidade com você na realização das tarefas. Se algo dá errado, você também é responsável uma vez que você é o gerente; o truque é delegar de tal modo que coisas sejam feitas para não dar errado. Para habilitar uma pessoa para fazer um determinado trabalho, você deve assegurar que: • ela sabe o que você quer ; • ela tem a autoridade para fazer isso; ela sabe como fazer isso. Esses três fatores dependem de: • se comunicar claramente a natureza da tarefa; • a extensão de sua descrição; • as fontes de informações e conhecimento relevantes. Abaixo temos um comparativo do antigo modelo de liderança e do modelo atual, mais próximo e mais participativo com as atividades de toda a sua equipe: ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral 63 Líder do passado • Ser um chefe • Controlar as pessoas • Centralizar a autoridade • Estabelecer os objetivos • Dirigir com regras e regulamentos • Confrontar e combater • Mudar por necessidade e crise • Ter um enfoque "eu e meu departamento" Líder dofuturo • Ser um coach e facilitador • Empowerment • Distribuir a liderança • Conciliar visão e estratégia • Guiar com valores compartilhados • Colaborar e unificar • Ter um enfoque mais amplo • Ter um enfoque de "minha empresa" _______________________ UNIDADE Tematica 4.5. Empreendedorismo - A importância dos Recursos Humanos Para uma empresa crescer, desenvolver, aumentar sua atuação, é necessário que sua administração tenha uma visão de longo prazo, visão esta baseada em três fatores primordiais: 1. Detecção de oportunidades encontradas através da sintonia da empresa com os fatores externos (Gestão Estratégica de Marketing); 2. Sustentação financeira obtida com a adequação da relação Risco X Retorno no curto, médio e longo prazos (Gestão Estratégica de Finanças); 3. Capacitação e valorização do capital intelectual para promover a criatividade e a inovação (Gestão Estratégica de Recursos Humanos). https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Combater&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Combater&action=edit&redlink=1 ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral _______________________ 64 Com relação a este terceiro fator quanto aos recursos humanos, o que caracteriza as empresas bem-sucedidas atualmente,é a existência de uma equipe de funcionários radicalmente diferente e extremamente atenta, de tal modo que se comparada às equipes das empresasconcorrentes ela demonstra ser fantástica. 4.5.1 A devida importância na Gestão de Recursos Humanos A empresa precisa ter funcionários apreciados e reconhecidos por sua clientela, com uma visão abrangente do negócio e não somente colaboradores especialistas em uma determinada área de conhecimento. Isto tudo começa com o trabalho de formação de Capital Intelectual, que se convencionou chamar de Educação Corporativa, uma expressão que vai muito além do que antigamente se chamava de treinamento de funcionários. Treinamento de funcionários, remete-nos mais à questão operacional, fabril, onde os empregados aprendiam a cumprir tarefas, a obedecer normas e procedimentos, a seguir padrões de processos. Educação Corporativa vai além disso. Também precisamos de regras, de procedimentos nas empresas, mas é imprescindível que o funcionário aprenda a gerir, tomar decisões, liderar equipes e inovar por exemplo. Dando sequência à qualificação dos Recursos Humanos de uma empresa, vem a aferição do Sistema de Remuneração adotado pela organização. Um bom sistema de remuneração é aquele que permite um equilíbrio eficiente entre a hierarquia dos cargos (interno), a prática de salários no mercado (externo) e a obtenção de resultados. Hoje se fala muito em meritocracia, mas sem a formação do capital intelectual sem a sua correta remuneração não se pode falar em valorização dos recursos humanos. ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral 65 Para que isto ocorra de maneira adequada, a gestão estratégica de recursos humanos precisa estar focada em políticas claras de avaliação de cargos, captação e retenção de colaboradores, clima organizacional e ganhos de produtividade. Muita vezes, empresários se perguntam: “minha empresa é pequena, tenho poucos funcionários, não posso ter uma equipe para gerir uma área de recursos humanos! Como resolver?”. A resposta não é tão simples, mas o primeiro passo é o próprio empresário buscar esse conhecimento e iniciar a modelagem do seu recursos humanos através de capacitação. Para isso, o CEGENTE, oferece várias modalidades de cursos para atender todos os tipos de demandas. _______________________ UNIDADE Tematica 4.6. EXERCICIOS INTEGRADOS 1.O que entendes por Gestao de Recursos Humanos? 2.Qual é a vantagem de comunicacao na Gesta de Recursos Humanos? 3.Como podemos definir a Gestão de Pessoas no setor público? 4.Qual é a importância da Gestao de Recursos Humanos? 5.O que é necessário para habilitar uma pessoa a fazer um determinado trabalho? 6.Quais são os três factores primordiais detrminantes do crescimento, desenvolvimento e aumentar a atuacao de uma empresa? 7.Da exemplo de uma factor motivacional para um funcionário. _______________________ TEMA –V Estrategia Empresarial UNIDADE Tematica 5.1. Breve contestualizacao sobre a estrategia empresarial UNIDADE Tematica 5.2. Conceito de Estrategia UNIDADE Tematica 5.3. Formação Da Estratégia UNIDADE Tematica 5.4 EXERCICIOS INTEGRADOS ISCED CURSO: Gestao de recursos Humanos: 3 Ano Disciplina/Módulo: Empreendedorismo Geral _______________________ 66 _______________________ UNIDADE Tematica 5.1. Breve contestualizacao sobre a estrategia empresarial A realização de um estudo que procura descrever a estratégia de uma organização implica ingressar na discussão de uma questão complexa, a compreensão do processo da estratégia. As reflexões feitas por alguns autores (Mintzberg, Ahlstrand &Lampel 2000; Mintzberg & Quinn 2001; Andrews 2001; Porter 1986, 1989) têm trazido àtona uma série de variáveis não consideradas influentes em abordagens anteriores. Alémdisso, uma importância maior tem sido dada às abordagens mais descritivas, que sirvam deinstrumentos para compreensão e análise, sem a preocupação com a prescrição para a definição estratégica das organizações. Por esta razão, há necessidade da exposição breve de alguns conceitos sobre estratégia, tidos como base para compreensão da perspectiva adotada neste trabalho. Os conceitos aqui 67 apresentados procuram ver o processo da estratégia de forma abrangente, para então ingressar na abordagem da configuração do contexto empreendedor. A tentativa da classificação de uma organização inserida em um único contexto representa um risco que não pode ser ignorado neste texto, pois os contextos são apenas uma proposta para compreensão das organizações. Não é objetivo deste trabalho rotular a organização estudada como exclusivamente empreendedora. A proposta é identificar alguns aspectos da sua atuação presentes na literatura sobre a estratégia e o contexto empreendedor. A sistematização do texto prevê, inicialmente a exposição de alguns conceitos básicos sobre a questão da estratégia que serviram de base para a sua estruturação, e que procuram esclarecer a perspectiva de estratégia adotada na efetivação do estudo. Na seqüência, faz-se uma descrição da empresa Laticínios Vila Nova, procurando relacionar algumas de suas características principais aos conceitos teóricos das empresas do contexto empreendedor de acordo com Mintzberg (2001). O texto encerrase com a identificação de alguns riscos relatados pelos autores e que correspondem também à realidade da empresa. _______________________ UNIDADE Tematica 5.2. Conceito de Estrategia e a Estrategia Empresarial (Quinn (2001, p. 20) define estratégia como padrão ou plano que integra as principais metas, políticas e seqüência de ações de uma organização em um todo coerente. A estratégia quando bem formulada auxilia na alocação dos recursos de uma organização levando em conta suas competências e deficiências internas e as possíveis mudanças no ambiente, ou atitudes contingentes realizadas por oponentes. A essência da estratégia é construir uma postura que seja tão forte que a organização possa alcançar suas metas, apesaras maneiras imprevisíveis que os concorrentes possam interagir nos momentos de ascensão. A determinação de uma vantagem competitiva para a empresa está diretamente ligada à definição da sua estratégia genérica. Esta, a estratégia genérica,especifica o método fundamental para a vantagem competitiva que a empresa está buscando e fornece o contexto para as ações em cada área funcional. Assim justifica-se a estruturação de um plano estratégico amparado pela estratégia genérica. O plano estratégico envolve relaçõesde ações articuladas 68 com a vantagem competitiva que a empresa tem ou busca conseguir, sem negligenciar o propósito da estratégia no seu processo de construção (Porter, 1989 p.22). Mintzberg (2001) apresenta cinco definições de estratégia que podem auxiliar a direção de pensamentos em um campo tão complexo quanto este: a) A estratégia como um plano, um curso de ação, um conjunto de diretrizes com duas características essenciais: o planejamento das ações e o desenvolvimento consciente e deliberado das mesmas. “Na Administração a estratégia é um plano unificado,abrangente e integrado... com a finalidade de assegurar que os objetivos básicos do empreendimento sejam alcançados (GLUECK apud MINTZBERG, 2001, p. 27)”. b) A estratégia como pretexto reflete uma manobra específica com afinalidade de iludir a concorrência. A ameaça, sem a efetiva concretização, de expansão da capacidade de produção pode inibir a concorrência que pensa em construir uma nova fábrica. c) A definição da estratégia como padrão implica em uma seqüência de ações integrantes de uma correnteza, com consistência no comportamento. Basicamente, a existência de um padrão de ações que tanto pode ser planejado como também pode surgir sem suspeita, é a marca fundamental deste conceito de estratégia. d) A disposição da organização em uma determinada localização no ambiente externo caracteriza a estratégia como posição. Neste caso passa a ser considerada a existência de vários competidores em um mesmo“campo de batalha”. e) Conceituar estratégia vai além de olhar para o ambiente externo, por isso, a quinta definição vê a estratégia como perspectiva. Nesta visão, o ponto mais importante é a mente do(s) estrategista(s), que na sua percepção e compreensão do contexto onde está inserida a organização, define as características e traços que molduram a personalidade da mesma. Ao tratar de estratégia competitiva, Porter (1989) a define como a busca de uma posição competitiva favorável em uma indústria. A estratégia competitiva visa estabelecer umaposição lucrativa e sustentável contra as forças que determinam a concorrência na indústria. Entenda-se indústria como a arena fundamental onde ocorre a 3 concorrência entre empresas de determinado ramo de 69 atividade. “Cada empresa que compete em uma indústria possui uma estratégia competitiva, seja ela explícita ou implícita. Estaestratégia tanto pode ter se desenvolvido explicitamente por meio de um processo deplaneamento como ter evoluído implicitamente através das atividades dos vários departamentos funcionais da empresa” (Porter, 1986 p. 13). A estratégia empresarial é um processo organizacional, de várias maneiras inseparável da estrutura, do comportamento e da cultura da companhia na qual é realizada. A apresentação precisa da estratégia empresarial inclui uma caracterização completa do direcionamento futuro da organização. Prevê a especificação da linha de produtos e serviços oferecidos ou planejados pela empresa, dos mercados e os segmentos de mercado para os quais os produtos e serviços estão sendo formulados ou serão no futuro, assim como os canaisatravés dos quais esses mercados serão atingidos. Além disso, a definição da fonte dosrecursos que custearão a operação, os objetivos de lucro e a ênfase a ser dada na segurança do capital versus o nível de retorno. A política principal, nas funções centrais, como marketing, fabricação, pesquisa, aquisição, pesquisa e desenvolvimento, relações trabalhistas e pessoal, será declarada, o que distingue a empresa de outras. Também serão incluídos o tamanho do a forma e o ambiente da organização (Andrews, 2001). A evolução histórica dos estudos sobre a estratégia tem mostrado que são vários os elementos constituintes da organização, influenciadores da definição estratégica empresarial. Aspectos como estrutura, processos, pessoas, orçamentos, ideologia, políticas e perspectivas ambientais externas fazem parte da operação mais abrangente que envolve a definição dos rumos da organização. “Não existe uma “melhor maneira “ de administrar o processo de estratégia. Uma série de fracassos tem mostrado que as organizações diferem e que, por exemplo, sistemas de planejamento a longo prazo ou programas de desenvolvimento organizacional funcionam para algumas empresas mas não para outras. Em virtude disso, a teoria da administração propõe uma abordagem que defende que o processo estratégico de uma organização depende da sua configuração (Mintzberg, 2001p. 140,141)”. Os elementos (estrutura, processos, pessoas, orçamentos, ideologia, políticas e perspectivas ambientais externas) devem ser integrados para formar uma figura consistente que represente a organização. Para compreender a abordagem da configuração é necessário conhecer o design organizacional que envolve as seis partes básicas da organização. São elas: a) aessência operacional, responsável pela produção ou prestação de serviços; 70 b) o ápiceestratégico, ocupado por um gerente que coordena todo o sistema; c) a linha intermediária, que compõe uma hierarquia de autoridade entre a essência operacional e o ápice estratégico; d) a tecnoestrutura, composta por um grupo de analistas, especialistas que têm posição de staff, que planejam e controlam formalmente o desempenho dos outros; e) staff de suporte, responsáveis por serviços internos de lanchonete, seção de malotes e/ou escritório de relações públicas; f) a ideologia, que abrange as tradições e as crenças que diferenciam as organizações umas das outras. A configuração tende a ir constituindo-se, compondo assim a estrutura organizacional, de acordo com o crescimento da organização. O potencial de expansão da organização é que determina a necessidade de acréscimos em sua estrutura (Mintzberg, 2001). _______________________ 5.2.1 Estrategia Empresarial Estratégia Empresarial pode ser caracterizada pela conjugação produto/mercado, isto é, a especificação dos produtos com os quais a empresa pretende atingir seus objetivos e dos mercados onde ela pretende operar para cooca-los ou vendê-los. Também pode-se entender a Estratégia Empresarial pela escolha dos vetores de crescimento que indicam qual direção a empresa seguirá, tendo por base sua conjugação produto/mercado escolhida, ou sua "vantagem competitiva", ou seja, o perfil de competência da empresa em relação aos seus concorrentes. Portanto se Estratégia é a mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global, visando atingir objetivos a longo prazo, Estratégia Empresarial é o conjunto dos objetivos, finalidades, metas, diretrizes fundamentais e os planos para atingir esses objetivos, postulados de forma a definir em que atividades se encontra a empresa (negócio) que tipo de empresa ele é ou deseja ser (missão). 71 _______________________ 5.2.2.O que é Planejamento Estratégico ? Planejamento estratégico é o processo de seleção dos objetivos de uma organização. É a determinação das políticas e dos programas estratégicos necessários para se atingir objetivos específicos rumo à consecução das metas: e o estabelecimento dos métodos necessários para assegurar a execução das políticas e dos programas estratégicos Planejamento estratégico é o processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir o seu futuro, por meio de um comportamento proativo, considerando seu ambiente atuale futuro. _______________________ 5.2.3. Características do Planeamento Estratégico Não existe uma definição universalmente aceita de Planejamento Estratégico e muitos autores e administradores não concordariam inteiramente com o que acabamos de dar. Entretanto, provavelmente haveria mais acordo quanto a cinco importantes atributos do planeamento estratégico: 1. O planejamento estratégico lida com questões fundamentais ou básicas. Dá resposta a perguntas como, por exemplo: " Em que ramo estamos e em que ramo deveríamos estar ?" e "Quem são nossos clientes e quem deveriam ser eles ? " 2. O planejamento estabelece um quadro de referência para o planejamento mais detalhado e para as decisões administrativas do dia-a-dia. Diante destas decisões, o administrador pode indagar: "Qual dos caminhos possíveis será mais compatível com nossa estratégia ?" 3. O planejamento estratégico envolve um prazo maior que outros tipos de planejamento 4. O planejamento estratégico dá um sentido de coerência e força aos atos e decisões da organização no tempo 5. O planejamento estratégico é uma atividade de nível superior no sentido de que a direção tem que ter uma participação ativa nele. Isto ocorre porque, em primeiro 72 lugar, só a direção tem acesso às informações necessárias para se levar em consideração todos os aspectos da organização; e, em segundo lugar, porque o compromisso da direção é necessário afim de se conseguir o compromisso dos níveis mais baixos _______________ ________ 5.2.4. Exemplo De Uma Organização Do Contexto Empreendedor: A Empresa Laticínios Vila Nova A compreensão do contexto que envolve as organizações empreendedoras implica, inevitavelmente, mencionar a figura do empreendedor. “O empreendedor é o agente do processo de destruição criativa, o impulso fundamental que aciona e mantém o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados sobrepondo-se aos antigos métodos menos eficientes e mais caros” (Schumpeter apud Degen, 1989). A palavra empreendedor é utilizada para identificar as atividades de quem se dedica à geração de riquezas, na transformação de conhecimentos em produtos ou serviços, na geração do próprio conhecimento ou na inovação em diversas áreas. Contempla tanto o empreendedor da área de negócios como o empreendedor na área de pesquisa e ensino. O empreendedor é alguém capaz de desenvolver uma visão e persuadir terceiros de que ela poderá levar todos a uma situação confortável no futuro (Dolabela, 1999). Freqüentemente as organizações empreendedoras foram fundadas por indivíduos insatisfeitos com a situação de trabalho em que se encontravam em empresas maiores, com grandes estruturas e um considerável nível de burocracia. Outro caso, não tão assíduo, é o de profissionais que iniciam uma pequena empresa e a partir da sua consolidação como um negócio rentável, passam a participar de outras empresas, até mesmo em ramos de atividades diferenciados. mesmo tempo, todos de pequeno porte, enxutos e flexíveis, que podem seradministrados porum único gestor. Todavia, não são 73 apenas as pequenas empresas que podem ser classificadascomo empreendedoras, na verdade todas as novas indústrias, que iniciam suas atividades comuma estrutura simples e um reduzido volume de recursos, podem fazer parte deste contexto. Mintzberg, Ahlstrand & Lampel (2000, p. 101) afirmam que, “dependendo do ponto de vista da pessoa, um empreendedor pode ser: • O fundador de uma organização(seja ou não um ato de inovação e seja ele ou não um oportunista ou estrategista), • O gerente da sua própria empresa, ou c) o líder inovativo de uma organização de propriedade de outros”. O Laticínio Vila Nova é uma pequena empresa que trabalha na fabricação de produtos à base de leite, especificame nte queijos. Está no mercado à aproximadamente dois anos, sendo administrada desde o início das atividades por um gestor que possui também um outro negócio, em diferente ramo de atividade. A história desta organização pode ser assim descrita. Em 1995 iniciou o processo de criação da Associação de Produtores Rurais de Leite de Mangueirinha. A possibilidade de união dos produtores foi percebida por um pequeno agricultor que tinha a produção de leite como complemento da renda familiar. Baseado em um diagnóstico obtido em conversas informais com outros produtores da redondeza, este percebeu a existência de um problema comum entre eles, o baixo preço de venda do produto. A partir daí iniciou- se a divulgação da idéia de criação de uma associação, seguida de reuniões com a participação de alguns produtores. A efetivação da Associação de Produtores Rurais do Município de Mangueirinha trouxe benefícios tanto para os produtores como para o comprador do produto (leite). Para o grupo de produtores, a concentração de maior volume de produto melhorou o preço de venda, além disso, abriu a possibilidade de compra de equipamentos necessários ao processo produtivo, para pagamento em produto, com descontos mensais programados. Aliada à concentração de maior volume de produto está a vantagem percebida sobre o pagamento do frete, que passou a ser menor, sendo repassado o valor da diferença, diretamente ao produtor. Já a empresa compradora ganhou na garantia de uma quantidade mínima de produto, comprada a um preço padrão. 74 Durante aproximadamente dois anos, não houve registros da atuação da organização. As primeiras atas foram elaboradas a partir de 1997. A formalização da Associação dos Produtores Rurais de Leite do Município de Mangueirinha ocorreu em 15/12/1997 com a participação de 26 sócios. A primeira diretoria foi eleita em Agosto/97, por aclamação, sendo composta por um grupo de quatro sócios que se dispuseram para o trabalho. Em 1999 houve eleição para uma nova diretoria, assumindo o cargo de presidente da Associação um sócio que já era empresário e participante da antiga diretoria. Os outros cargos foram redistribuídos também por alguns membros da diretoria anterior. Isto ocorreu pela falta de interesse dos demais sócios em assumir a responsabilidade pela organização. Este grupo permanece como a diretoria atual, tendo acompanhado toda a estruturação do empreendimento que se encontra em funcionamento. Para facilitar a compreensão dos fatos, é necessário fazer um breve comentário a respeito da situação das empresas que poderiam adquirir o produto oferecido pela associação de produtores naquela época. Um diagnóstico informal sobre o assunto revelou que havia cinco empresas como potenciais clientes da associação. Porém, todas elas apresentavam várias dificuldades de atuação, pois de acordo com argumentos dos seus proprietários relatados aos dirigentes da associação, o ramo de laticínios é muito instável e sazonal. Os principais problemas detectados estavam presentes nas deficiências de estrutura física, máquinas e equipamentos, altos custos de produção, falta de capital de giro, baixo faturamento e conseqüentemente, atraso no pagamento dos fornecedores1. Tal situação encontra-se, inclusive, registrada na ata de reunião da associação ocorrida em 27/02/98. Percebe-se assim, que o grupo de associados recebia um reflexo direto da má atuação dasempresas do ramo. Em função desta situação, os dirigentes da associação, analisando asdificuldades apresentadas, buscaram uma tentativa de negociação com algumas empresas de grande porte para fornecimento do produto. Mas, o contato foi apenas inicial, já que as empresas procuradas não mostraram interesse por considerar pequeno o volume de produto oferecido pela associação. 75 A partir disso, o grupovisualizou a oportunidade de um empreendimento, uma indústria de produtos à base de leite, própria da associação de produtores. A idéia ganhou dimensão pela percepção de que a associação, mesmo com pouco tempo de atuação, passou a ser levada em conta no meio político e social. Segundo a visão dos dirigentes, a união do grupo de produtores facilitaria a disponibilização de recursos para a efetivação do empreendimento. Em 1998 iniciaram os projetos de criação da indústria. Houve uma grande preocupação por parte dos dirigentes, para que os pontos fracos das outras empresas do ramo fossem transformados em pontos fortes neste novo empreendimento. A preparação da estrutura e das máquinas e equipamentos necessários para a industrialização estiveram condicionadas, parcialmente, à liberação de recursos de uma linha de crédito. O início das atividades ocorreu em 06/11/2000. Atualmente, o Laticínio Vila Nova conta com dez funcionários e atua basicamente na produção de queijo, com uma inha de cinco produtos. A distribuição abrange as regiões Leste e Sudoeste do Paraná. _______________________ 5.2.1.A Relação Entre Configuração Do Contexto Empreendor e a Organização em Estudo Mintzberg (2001) caracteriza a organização empreendedora como uma estrutura simples, com poucas divisões e quase nenhuma hierarquia administrativa. Aormalização e o uso de planejamento e treinamento também são reduzidos. As decisões concentram-se no executivo principal, que age de acordo com o seu perfil pessoal. Estes traços possibilitam a classificação destas organizações como flexíveis e enxutas que atuam em um contexto externo simples e dinâmico. Quanto à configuração destas organizações, geralmente apresentam um design de fácil compreensão, composto basicamente pela essência operacional, a linha intermediária e o ápice estratégico, ainda sem a presença formal da tecnoestrutura e do staff de suporte, e com a ideologia em construção. 76 _______________________ 5.2.2. Liderança E Centralização O contexto empreendedor é identificado na observação de situações em queum único indivíduo, com uma visão clara e distinta de propósitos, administra uma organização estruturada para atingir os seus desejos. Normalmente são organizações jovens, especialmente indústrias novas ou emergentes lideradas por personalidade forte e visionária. A formulação da estratégia, neste contexto, é um processo bastante informal, que independe de negociações em grupos ou áreas da organização, não há burocracia e a sua definição fica a cargo do empreendedor (Mintzberg & Quinn, 2001). Liderança visionária é uma das principais características das organizações deste contexto. O processo de liderança ocorre por uma seqüência de ações que podem ser descritas como repetição, representação e assistência. A repetição é o resultado de um profundo conhecimento do ramo em que o profissional atua, construindo assim uma experiência sólida, que lhe serve de inspiração para visualizar o lugar que deseja ser ocupado pela sua organização. A habilidade de expressar através de palavras e atitudes, a visão formulada na intuição, reflete a capacidade de representação do líder. Esta fase implica na compreensão, por parte das outras pessoas da organização, do que se espera deles para a efetivação da situação desejada. A partir disso, inicia-se a etapa de persuasão e atração, só alcançada pelo líder, que convence os aliados a trabalharem em prol da sua visão, concretizando-se a assistência. Este momento também envolve um certo risco, pela alta concentração de todos os envolvidos em torno de uma única direção (Mintzberg 2001 p. 234). A visualização da possibilidade de estruturação do empreendimento, Laticínios Vila Nova, teve influência fundamental do presidente da associação de produtores, que já possui uma pequena empresa no ramo de comércio de móveis e eletrodomésticos com mais de uma década de atuação. Este é um caso em que o empreendedor dirige mais de um negócio ao mesmo tempo. A experiência como empresário lhe serviu como referência para obter o apoio dos outros produtores participantes da associação na efetivação do novo negócio. Além disso, os contatos que o líder possuía facilitaram a negociação com outras organizações das quais a associação dependia para liberação de 77 recursos e posterior instalação da indústria, principalmente instituições financeiras e órgãos públicos. Desde a fase de estruturação do empreendimento, bem como durante este período de atuação, o líder esteve à frente na determinação dos rumos da organização. Mesmo se tratando de uma associação, com uma diretoria eleita para sua administração e com encontros mensais para prestação de contas, as decisões refletem a visão do seu presidente, que tem o apoio de grande parte dos sócios. Quanto aos demais membros da diretoria, têm exercido um papel de acompanhamento das atividades, sendo responsáveis pela verificação de alguns relatórios mensais de controle. As expectativas do líder são transformadas em palavras e ações, repassadas ao gerente intermediário e executadas, resultando na situação atual da organização: Uma pequena empresa, com pouco mais de dois anos de atividade, que no momento não consegue atender a demanda pelos seus produtos, com expectativa de expansãoda capacidade de produção para o ano 2003. A expansão deverá acontecer tanto pela demanda manifesta pelo mercado quanto pelo aumento no volume de matéria prima (leite) oferecido pelos antigos sócios e por novos integrantes da associação. _______________________ UNIDADE Tematica 5.3. Formação Da Estratégia A concepção de estratégia para as organizações inseridas no contexto empreendedor é caracteristicamente uma questão de visão. Trata-se de uma representação mental de estratégia, criada ou ao menos expressa na mente do líder. É uma visão que serve de inspiração e guia para a busca de uma situação favorável, que ao contrário de um plano formal, é flexível e adaptável às experiências do gestor. A estratégiaempreendedora é ao mesmo tempo deliberada e emergente: deliberada em suas linhas amplas e seu senso de direção, emergente em seus detalhes para que estes possam ser adaptados durante o percurso da organização (Mintzberg, Ahlstrand & Lampel, 2000, p. 98). Outra característica importante da estratégia na organização empreendedora é a procura do líder por condições de incerteza, nas quais a organização pode obter ganhosconsideráveis. O 78 crescimento é meta dominante, pois atende ao desejo de realização do líder. Geralmente a geração da estratégia representa a busca de novas oportunidades, tratando os problemas como secundários (Mintzberg, Ahlstrand & Lampel, 2000, p. 105, 106). No caso da organização em estudo, as ações realizadas para a sua efetivação priorizaram forte atenção nos pontos fracos percebidos em outras pequenas empresas do ramo, que eram os compradores da matéria prima oferecida pela associação. O presidente, aqui denominado líder do grupo de produtores, concentrou os esforços da empresa, já a partir do início das atividades, na superação das fraquezas da concorrência regional. Faz-se necessário salientar que, por se tratar de uma associação de produtores, a organização dispõe de algumas vantagens que não são acessíveis para outras empresas, principalmente em relação ao levantamento de recursos financeiros e máquinas e equipamentos, através de linhas de crédito específicas. Um fator que auxilia na compreensão da formação da estratégia nesta organização é o fato da comercialização dos produtos ter sido iniciada em parceira com outra empresa da região. Foi uma oportunidade de utilizar o mesmo canal de distribuição,reduzindo custos de transporte para as duas empresas envolvidas. Porém, a partir da constatação sobre a excelente aceitação dos produtos no mercado consumidor, e os primeiros retornos concretos do desempenho da indústria, o líder determinou a independência na comercialização, passando a utilizar um canal exclusivo de distribuição. A parceria previa a abrangência somente da Região Leste do Paraná, enquanto que a autonomia proporcionou a expansão ambém para as Regiões Oeste e Sudoeste do estado. É perceptível a preocupação do administrador com a construção de uma base forte concentrada nos produtores associados, pois a expansão do empreendimento depende exclusivamente da situação e colaboração destes. A organização recebe o apoio técnico de alguns profissionais da área de produtos à base de leite, um suporte com orientação sobre aspectos técnicos do produto e produção da matéria prima. De acordo com o levantamento das informações, cabe aqui, relembrando os cinco conceitos de Mintzberg (2001), a tentativa de classificar a formação da estratégia na empresa laticínios Vila Nova, também como uma perspectiva, que depende primordialmente da atuação do líder principal. Os demais integrantes da associação, membros da diretoria ou não, representam um papel passivo na condução da organização, 79 preocupando-se exclusivamente em averiguar com os resultados alcançados. _______________________ 5.3.1. Mecanismo De Coordenação As organizações efetuam a coordenação das atividades mediante os mecanismos básicos. São eles: • O ajuste mútuo, que obtém a coordenação do trabalho de maneira simplificada, por um processo informal de comunicação. É utilizado nas organizações mais simples por ser uma forma óbvia de coordenação e, nas organizações mais complexas por ser também uma forma confiávelem circunstâncias difíceis; • A supervisão direta, onde um supervisor coordena quando um grupo de pessoas precisa trabalhar em conjunto. Esta exerce presença mais marcante nas empresas do contexto empreendedor, pela necessidade de um líder que forneça as instruções para o trabalho; • A padronização, que normalmente ocorre automaticamente, pois as pessoas seguem padrões para execução das atividades. A padronização pode ocorrer de quatro maneiras: nos processos de trabalho, nos resultados, nas habilidades e nas normas (Mintzberg, 2001 p. 141, 142). A supervisão direta é o principal mecanismo de coordenação da empresa Laticínio Vila Nova. É realizada pelo gerente local, que acompanha diariamente o andamento da produção, auxiliando inclusive nas tarefas que requerem maior atenção aos detalhes técnicos, pois ele é o profissional com maior conhecimento técnico na produção de que a empresa dispõe. Neste caso, quem realiza a supervisão não é o executivo principal, porém este acompanha os resultados da produção, (custos, volume, oscilações, qualidade do produto, volume médio de matéria prima recebida, manutenção de máquinas e equipamentos) através de relatórios diários, apresentados mensalmente que também estão disponíveis para todos os sócios da organização. É possível também identificar a presença do ajuste mútuo, através da comunicação informal entre o líder, o gerente lo cal e os demais membros da diretoria. 80 Quanto à padronização, ainda não é uma realidade nesta empresa, pois o único mecanismo estruturado para o estabelecimento de padrões, disponível, é um manual fornecido pela Secretaria Estadual da Saúde. Além disso, a padronização dos resultados depende essencialmente do equilíbrio da qualidade na produção da matéria prima, que exigirá um longo trabalho de orientação e conscientização dos produtores associados. _______________________ UNIDADE Tematica 5.4 EXERCICIOS INTEGRADOS 1.Difine a estratégia 2. quais são os mecanismos básicos para o desenvolvimente de uma actividade empresarial? 3.Qual é o principal mecanismo de coordenacao da empresa? 4. o que entende por estratégia Empresarial? Mencione os 5 importantes atributos do planeamento Estrategico. _______________________ TEMA –VI Etica e Responsabilidade Social Empresarial UNIDADE Tematica 6.1 O Contesto da Etica e Responsabilidade Social UNIDADE Tematica 6.2 Conceito da Etica UNIDADE Tematica 6.2.1: Significados Ética, Ética Empresarial e Responsabilidade Social UNIDADE Tematica 6.2.2 Ética e Responsabilidade Social UNIDADE Tematica 6.3. Empreendedorismo E Inovação Social UNIDADE Tematica 6.4.. Inovação UNIDADE Tematica 6.5 EXERCICIOS INTEGRADOS _______________________ UNIDADE Tematica 6.1 O Contesto da Etica e Responsabilidade Social Ética e responsabilidade social normalmente andam juntas. Porém, a dificuldade de conjugá-las se apresenta sempre que os engenheiros de produção estão diante de decisões contingenciais determinadas por fatores ou forças que não estão sob ccontrole sistêmico. Hoje o ser humano está destinado a introjetar novos 81 valores, uma nova moral e uma nova ética, baseados em conceitos de mercado, competitividade, ganhos e lucros, entre outros. (REALE, 1999). Palavras-chaves: Ética, responsabilidade social, cultura, moral, decisão. _______________________ UNIDADE Tematica 6.2 Conceito da Etica Falar de ética é falar de valores e moral, ou seja, de comportamentos. O homem é ao mesmo tempo um produto da natureza - um ser biológico, e um produto da cultura - um ser social,logo um ser ambívalente, sujeito às leis naturais e sociais, que por vezes são conflitantes. O incesto, por exemplo, pode ser determinado pelas leis da natureza, mas não pelas leis sociais. À medida em que o homem se organiza socialmente, acordos vão sendo pactuados com o objetivo de tornar a convivência mais harmoniosa. E é aí que o comportamento, baseado em valores e na moral acordados coletivamente, entra. A ética pressupõe como referencial o consenso previamente estabelecido em cada cultura. Curiosamente a pessoa não nasce ética, nem com uma moral estabelecida, sustentada por valores, juízos ou afirmações. Isto éadquirido com a experiência de vida E essas experiências não são as mesmas em todos oslugares e em todos os tempos, daí os conflitos que fazem parte da rotina planetária. A chamada globalização está, através da mídia, influenciando fortemente a mudança de comportamentos no mundo. Hoje o ser humano está destinado a introjetar novos valores, uma nova moral e uma nova ética, baseados em conceitos de mercado, competitividade, ganhos/lucros, competência e produtividade, entre outros. É a ética do dinheiro e do consumo, a ética do ser bem sucedido, a ética dos destaques e das diferenças. O presente artigo busca acompanhar, com exemplos e recomendações, este novo momento, um momento de crises constantes, fenômeno próprio de contestação de valores já consagrados e da introdução de valores ainda não aceitos consensualmente. Os momentos de crise são momentos onde ocorrem perdas de identidade, individual e coletiva, significado das coisas e controle das ações. _______________________ 6.2.1. Significados: Ética, Ética Empresarial e Responsabilidade Social O termo ética, vocábulo originado diretamente do latim ethica, e indiretamente do grego 82 ethiké, tem seus fundamentos na filosofia, que estuda, compreende (interpreta) e procura explicar as realidades manifestas e aparentes do ser humano no mundo, principalmente através da axiologia, com o estudo dos valores humanos, também entendidos por juízos morais (WIKIPÉDIA, 2007). Para Miguel Reale, por exemplo, “Ética é a ciência normativa dos comportamentos humanos” (REALE, 1999) . A ética empresarial,termo mais restrito que o de ética no seu sentido mais amplo, trata especificamente, nos dias atuais, da relação das empresas públicas, privadas ou mistas (comportamento interativo), com todos os demais segmentos que estão no seu campo deação: colaboradores, clientes, público, concorrentes, comunidade, etc. A ética empresarial é norteada por princípios jurídicos, de natureza legal, e por princípios de boa convivência, de natureza social, em conformidade com os valores da organização, que dizem respeito à responsabilidade individual de seus integrantes e aos valores sociais que dizem respeito à cultura social em que a empresa está inserida. A partir da idéia de abertura, desregulamentação dos mercados, a relação competitiva -concorrência entre duas ou mais empresas - tornou-se objeto de avaliações cada vez mais presentes e sofisticadas, justificadas por um conjunto de critérios, dos quais responsabilidadesocial é uma condição necessária.Responsabilidade social encerra a idéia de balanço, de prestação de contas, de como a empresa trabalha e age em relação aos seus empregados, à sociedade, incluindo concorrentes, e ao meio-ambiente. Dentro da empresa, manifesta-se coma implantação de uma cultura e clima organizacionais propícios e, fora, com ações que evitem impactos negativos, prejudiciais à sociedade (pessoas de um modo geral, organizações e meio-ambiente). O critério responsabilidade social avalia as empresas de acordo com os seus atos legais, financeiros e éticos, podendo excluí-las do mercado caso os resultados desse balanço não sejam favoráveis. _______________________ 6.2.2. Ética e Responsabilidade Social A ética, como já explicitado, tem a ver com a conduta humana, com a forma como o ser humano se relaciona entre si. As relações 83 humanas são pautadas por um conjunto de princípios ou padrões, nem sempre consensuais, mas que permitem a interação entre as pessoas. Até agora, pouco se conseguiu quanto a princípios universais, aceitos por todos indistintamente. Catástrofes, por vezes, pelo impacto que causam, levam à produção de legislações aceitas por maiorias, pelo menos formalmente, como, por exemplo, a legislação pactuada na ONU sobre os Direitos Humanos, apesar de suas constantes violações. O quetende a permanecer não são os pactos universais, mas os pactos locais, estabelecidos por forte consenso e estratificados pelo tempo. O tradicional é exatamente isso, mesmo quando se confronta com valores limítrofes, próximos, e tecnologias que se desenvolvem exponencialmente. O que é material muda muito rapidamente, através de tecnologias de produtos, processos e operações, que são filtradas por valores culturais, que mudam também, mas de uma forma muito mais lenta. A tendência de conflitos neste momento de globalização não parece ser uma quimera. Ainda são necessários novos pactos para que se possa ter uma ética global, mais ampla, aceita por todos. Quando na Academia as pesquisas são avaliadas pelo prisma da ética, a tarefa recomendada pelos Comitês de Ética em Pesquisa (SERRUYA & MOTTA, 2006) consiste em analisar de maneira crítica e imparcial as ferramentas científicas (conceitos, teorias, paradigmas); os materiais e métodos; os valores e as crenças sobre o correto e o incorreto; o justo e o errado, diretamente envolvidos pela pesquisa, seja ela pertencente ao âmbito das ciências naturais ou sociais (A Administração é uma ciência social aplicada e a Engenharia de Produção acrescenta a dimensão social às engenharias). A literatura apresenta trabalhos sobre o chamado “choque cultural” em executivos expatriados (CHEW, 2004). Uma pesquisa baseada em relatório de multinacionais que alocaram executivos para projetos no exterior concluiu que: 40% deles deixaram o cargo por não se ajustarem às novas culturas, e 50% dos remanescentes apresentaram desempenho abaixo da média, causando somente no aspecto performance, perdas de US$2 bilhões por ano para o conjunto dessas empresas. Agora, essas empresas estão sendo obrigadas a oferecerem treinamento e acompanhamento psicológico para os gerentes que vão substituir os que retornam, que, por sua vez, são igualmente submetidos a esses treinamentos e acompanhamentos. 84 Alguns exemplos podem ilustrar comportamentos diferentes associados à ética das diferentes culturas: na Tailândia e nos países árabes, não se pode cruzar as pernas e mostrar a sola do sapato para quem quer que seja. Trata-se de um insulto, pois esta é considerada a parte mais suja da vestimenta das pessoas, logo, por uma questão de respeito ao outro, não deve ser mostrada. Em algumas regiões do Oriente Médio, da África e da Ásia, é preciso ter cuidado com as mãos, particularmente a esquerda, por ser utilizada na higiene pessoal. Como as diferentes culturas produzem diferentes tipos de ética, somente a responsabilidade social pode ser seu contraponto, já que, no dizer de Francisco Gomes de Mattos (2005), consultor de Estratégia Empresarial, “a responsabilidade social é uma exigência básica à atitude e ao comportamento ético, através de práticas que demonstrem que a empresa possui uma alma, cuja preservação implica solidariedade e compromisso social “. Toda e qualquer cultura com suas respectivas éticas e procedimentos particulares, certamente será sensível a um sentido moral que vincule o indivíduo à vida e aos interesse de seu grupo social. A solidariedade atinge a todos, é universal e ética. Portanto, entendida por toda e qualquer cultura, já que denota reciprocidade de interesses e obrigações. Os aspectos éticos na avaliação da responsabilidade social da empresa, referem-se, entre outros, às dimensões éticas na condução dos negócios, às questões morais que se originam da relação trabalho/empresa e ao acordo explícito entre os objetivos e metas da empresa com o cumprimento dos códigos de ética dos profissionais que dela fazem parte. Embora existam diferenças conceituais entre administradores públicos e privados, de acordo com os compromissos de cada um, existe um princípio que norteia o comportamento de todos na sociedade, o da probidade administrativa (MARTINS JR., 2001) e social. A probidade não pode ser uma falácia, uma contradição entre o que se faz e o que se diz. O caráter de integridade e honradez deve ser legitimado por avaliações de natureza legal, financeira e ética, como supõem as pontuações requeridas pela responsabilidade social, quando avaliam empresas e países que se propõem a competir num mercado aberto, ou propenso a se abrir. O consultor Matos lembra que em sociedade é impossível a continuidade de um grupo que não tenha estrutura ética na forma de valores, princípios , limites, respeito à pessoa e sentido de bem comum. Informa da necessidade de Predisposição Ética, por parte de empresas e pessoas, que se viabiliza através da sensibilidade social, da percepção de valor e da 85 relevância do bem moral. Mas isso só é possível quando há Consciência Ética, que corresponde à capacidade de avaliar e julgar. Ao mesmo tempo, recomenda a necessidade de substancial revisão na realidade organizacional que vige no país, tais como: ▪ Autoritarismo: concentração do poder, dominação, tendência à fragmentação (ilhas de ▪ poder nas organizações). ▪ Paternalismo: corrupção do poder, privilégios, assistencialismo opressor. ▪ Individualismo: competição predatória, egoísmo, falta de visão social. ▪ Consumismo: possessividade, canibalismo social, ânsia de possuir sempre mais. Segundo seus estudos, o foco deve ser sempre o homem, em dignidade e oportunidades. O homem em equipes inteligentes, integrado e interagindo. Essa sinergia resulta da consciência ética, e a ética pressupõe 4 elementos:▪ Liberdade; ▪ Dignidade/Responsabilidade; ▪ Igualdade de ▪ Oportunidades; e ▪ Direitos Humanos. Para este autor, ser competente pressupõe ser ético, já que não vale a pena para nenhuma empresa ter profissionais competentes e aéticos. Freqüentemente esses profissionais ganham negócios, mas perdem a empresa. Geralmente agem com uma visão imediatista, sem respeitar valores. Para esses profissionais vale tudo para obter resultados: o concorrente tem que ser eliminado, o cliente “encantado” a qualquer preço. A educação ética, quando faz parte da cultura da empresa, é a contrapartida da organização aos profissionais aéticos, mesmo competentes. Quanto ao lucro, condição necessária à perpetuidade da empresa, é importante que se acrescente a ele um conteúdo ético também. Para tanto, a ética do lucro deve contemplar as quatro ações/condições essenciais apresentadas na tabela. Alvo Ação A Empresa reinvestimentos que assegurem a sua sobrevivência e desenvolvimento O Capital 86 O Trabalho (processo de Renovação Contínua). justa remuneração aos investidores que bancaram o risco (Retribuição Societária). remuneração justa aos agentes produtivos (Salários Justos). A Comunidade como retribuição pelo sucesso do empreendimento (Solidariedade Social). _______________________ UNIDADE Tematica 6.3. Empreendedorismo E Inovação Social Empreendedorismo é o principal factor de desenvolvimento de um país. Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de dedicar-se a actividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercancias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com a sua forma de actuar, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no contexto económico – para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que constrói tudo às suas custas, criando o que ainda não existia. O empreendedor é, ainda, alguém que explora uma oportunidade que outros não tinham percepcionado, propondo-se fazer algo novo e que portanto envolve risco e incerteza. O processo de empreendedorismo, por sua vez, requer a convergência de dois fenómenos: a existência de oportunidades lucrativas e a presença de indivíduos empreendedores. A exploração da oportunidade exige a obtenção de um conjunto de recursos, cuja natureza depende da oportunidade percepcionada. A formação de uma nova empresa é um processo complexo e dinâmico, onde intervêm factores de natureza _______________________ UNIDADE Tematica 6.4.. Inovação Inovação é a Implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas (OECD, 2005, p 55). Inovação é o uso de idéias para otimizar processos ou criar diferenciais em produtos e serviços: ou diminuir custos. Mas não basta apenas ter novas idéias, elas devem ser testadas e ser capazes de agregar valor aos negócios. Com a inovação, as empresas evoluem, lançam novos produtos e melhoram os serviços, abrem mercados e criam barreiras estratégicas. No mundo corporativo, partindo da observação e 87 idealização, a tecnologia chega ao mercado por meio dos modelos de negócios. As atividades de inovação tecnológica são o conjunto de etapas científicas, tecnológicas, organizativas, financeiras e comerciais, incluindo os investimentos em novos conhecimentos, que levam ou que tentam levar à implementação de produtos e de processos novos ou melhorados (MANUAL DE FRASCATI, 2007, p. 27). Impactos da inovação O impacto da inovação no desempenho das empresas varia desde efeitos sobre as vendas e fatia de mercado até mudanças em produtividade e eficiencia, como aquisição de conhecimento a partir de inovações na esfera interna e aumento na quantidade de conhecimentos que circulam pelas redes de comunicação. _________________ ______ UNIDADE Tematica 6.5 EXERCICIOS INTEGRADOS 1.De o conceito de Etica. 2.O que endendes por Etica Empresarial? 3.Mensione os 4 elementos que pressupõem a Etica. 4.O que entendes por inovacao? 5.Qual é a importância da inovacao no Empreendedorismo? _______________________ TEMA- VII Gestao do Stoks UNIDADE Tematica 7.1 Conceito de Gestao de Stoks UNIDADE Tematica 7.2 Controlo de Stocks UNIDADE Tematica 6.5 EXERCICIOS INTEGRADOS _______________________ UNIDADE Tematica 7.1 Conceito de Gestao de Stoks A nível mundial, as empresas precisam de se abastecer de forma assegurada para poderem laborar em perfeitas condições. O abastecimento pode ser assegurado junto dos fornecedores e como consequência a organização constitui stocks, desta forma pode -se identi- ficar duas funções base no aprovisionamento: a função de 88 compras e a função de gestão de stocks podendo-se Assim afirmar que é a compra que faz despoletar o processo logístico, originando a ação em termos de fluxos físicos e informacionais (Carvalho J. M.,2002). Para Reis (2008) o stock pode ser definido como um conjunto de artigos Que constitui determinada reserva aguardando satisfazer uma futura necessidade de consumo quer dos seus clientes ou quer da produção sendo útil para evitar situações de escassez, procurando providenciar as faltas que poderão ocorrer dos diferentes ritmos de necessidades deconsumo. Existem diversos produtos dos quais se devem constituir stocks , tais como (Zermati, 2000, p. 19) Mercadorias: produtos comprados para serem revendidos como estão. Matérias-primas: artigos que se incorporam fisicamente no produto final. Materiais auxiliares: materiais que se destinam á fabricação mas que não incorporam na produção. Produtos Acabados: produtos fabricados, prontos a vender Produtos de consumo: produto adquirido aos fornecedores para consumo interno da organização, podendo concorrer direta ou indiretamente para o fabrico dos produtos acabados. Dentro destes produtos existem distintos tipos de stock, que sao: 1.StockNormal Todos os artigos consumidos de modo regular. 2. Stock de Segurança ➢ Stock destinado para prevenir ruturas ➢ Stock afetado Destinado a fins específicos ➢ StockGlobalSão todos os artigos resultantes da soma do ➢ Stock normal, de segurança e afetado. ➢ Stock em Trânsito Entra no armazém por um período de tempo muito limitado, ou já se encontra encomendado mas ainda não deu entrada no armazém. Classificação dos diferentes tipos de stocks(Fonte: baseado em (Reis, 2008, pp. 24,25) A constituição de stocks tem como finalidade, além de evitar a rutura de Stocks para não colocar em causa o abastecimento interno e/ou externo, combateras eventualidades de consumo e os imprevistos inerentes à entrega e servircomo regulador entre entregas e utilizações que se fazem a ritmos diferentes. Todas estas 89 funções implicam um investimento por parte da organização, e por isso o papel do gestor é tão importante na gestão de stocks. Uma vez que a procura realizada pelos consumidores adota por vezes um comportamento irregular, o gestor terá como principais tarefas estudar qual o nível de stock que deverá possuir em armazém. Algumas empresas costumam ter um sector especializado ou uma área específica para recebimento, guarda, controle e distribuição de materiais e mercadorias, sejam materiais-primas compradas, sejam produtos acabados para vender no mercado. Isso siguinifica que, apos a entradadas materiais-prima, elas são armazenadas e, antes da saída dos produtos acabados, eles também são armazenados. No primeiro caso, o almoxarifado. No segundo o deposito. Fornecedor Consumidor Compras Vendas _______________________ UNIDADE Tematica 7.2. Controlo de Stocks O gestor deve então ter como meta alcançar uma gestão económica de stocks o que implica, após conhecer a evolução dos seus stocks, desenvolver previsões da evolução destes e tomar decisões de quanto e quando encomendar pretendendo oferecer um serviçode qualidade ao mínimo custo (Reis, 2008). Um dos métodos de previsão dos consumos mais comum utiliza dados estatísticos de uma série de valores em estudo que foram verificados (histórico), e na determinação da reta da tendência desses mesmos valores, que indicará qual a previsão para um próximo período de tempo. Contudo, para Reis (2008) é importante não esquecer que a precisão dos números não deve esconder a incerteza das hipóteses e os riscos que daí derivam, devendo por isso ter em consideração que uma previsão eficaz exige o conhecimento e uma análise crítica do ambiente envolvente e da sua evolução a curto, médio e longo prazo, analisar bem os produtos estudados e o seu ciclo de vida considerando ainda a sua política de distribuição.Com a utilização dos dados históricos, pode-se aindacalcular a previsão dos consumos através do método das médias aritméticas, do método dos mínimos quadradosou do método das médias móveis, sendo estes os mais utilizados (Reis, 2008). Empresa Almoxarif ado ado 90 Outros métodos de previsão, sem se recorrer a dados históricos, Passam por conhecer a opinião dos vendedores e representantes e dos clientes, aplicando-se este método principalmente àsvendas. Para se conseguir realizar uma gestão eficiente e económica é imprescindível conhecer com a mínima precisãoo nível de stocks, existindo por isso dois modelos de controlo de stocks, o modelo revisão continuaque verifica a quantidade disponível decada produto continuamente, proporcionando um controlo mais apertado dos níveis de stocks dosprodutos da do que as encomendas podem ser colocadas na altura adequada por forma a evitar ruturas de stocks; modelo de revisão periódica que verifica a quantidade disponível apenas emdeterminados períodos, sendo este modelo usado quando existe um grande número de produtos que é fornecido pelo mesmo foncedor eparaaqual existe vantagem em fazeras encomendas na mesma altura resultando daí uma redução dos custos de transporte ede processamento das encomendas (Gonçalves, 2012). O autor Carvalho (2010) defende que o modelo de revisão contínua favorece uma monitorização constante dos níveis de stock conseguindo evitar situações de rutura pois como a procura e o prazo de entrega são variáveis, existe a possibilidade de tal cenário se proporcionar. Já Costa, Dias, & Godinho (2010) afirmam que com o modelo da revisão periódica é necessário salvaguardar-se a incerteza na procura durante um intervalo de tempo mais dilatado. _______________________ UNIDADE Tematica 7.3 EXERCICIOS INTEGRADOS 1.O entendes por Gestao de Stock? 2.Qual é a importância de gestão de Stock ? 3.Qual é a finalidade da constituicao de stock? 4.O que entendes por produto acabad, matéria prima e materiais auxiliares? 5.Destingue os tipos de stocks e explique-os. _______________________ TEMA – VIII Marketing e Estudo de Mercado UNIDADE Tematica 8.1Plano de Marketing UNIDADE Tematica 8.2 Declaração de Visão e Missão UNIDADE Tematica 8.3 O Ciclo de Vida do Produto 91 UNIDADE Tematica 8.4 EXERCICIOS INTEGRADOS _______________________ UNIDADE Tematica 8.1Plano de Marketing Para traçar o plano de marketing do plano de negócios, deve-se atentar à estratégia que será seguida pela empresa. As estratégias de marketing adotadas por umaempresa são muito importantes, pois elas definem osmétodos e meios a serem utilizados para que osobjetivos sejam alcançados. As empresas podem adotar estratégias distintas de marketing, porém, na grande maioria das vezes,referem-se ao composto de marketing, tambémconhecido por 4 Ps (produto, preço, praça e promoção) comunicação). Ainda nesta seção, daremos uma visãogeral sobre os 4Ps e como eles devem ser abordadosno seu plano de negócios. Produto Nesta seção, deve-se fazer o posicionamento do produto e da empresa em relaçãoao segmento de mercado, de forma que possa atender às expectativas dos clientes. Nesseaspecto, Dornelas (2005) classifica as empresas e seus produtos da seguinte forma: •Liderança em Produto: Empresa que oferece o melhor produto. (Nike, Microsoft,J&J); •Excelência Operacional: Empresa que oferece o melhor custo total (McDonalds,FedEx); •Intimidade com o Cliente: Empresa que oferece a melhor solução total. Procure identificar onde seus concorrentes se posicionam e tente se diferenciar. Aempresa precisa passar de um posicionamento mais genérico de benefício ao cliente paraum mais específico de valor. Alguns pontos a serem considerados: 1 - Ser a melhor em qualidade; 2 - Ser a melhor em desempenho; 3 - Mais confiável; 92 4 - Mais durável; 5 - Mais segura; 6 - Mais rápida; 7 - Fornece mais por menos $$$; 8 - Menos cara; 9 - De maior prestígio; 10 - Que tem melhor design ou estilo; 11 - A mais fácil de usar. Praça (canais de distribuição) Os canais de distribuição envolvem a forma como a empresa irá levar seu marketing eseus produtos até os seus clientes. Uma política de distribuição interessante envolve a utilizaçãode canais alternativos para se fazer isso. No caso da venda, por exemplo, esta pode ser feitade forma direta (contato direto entre vendedor e consumidor – muito aplicada na venda debens de capital) ou indireta (utilizando atacadistas ou distribuidores para efetuar a venda –muito difundida nos dias de hoje pela Internet) ou mesmo em processos intermediários (telemarketing, catálogos etc.). Neste caso, o prazo de entrega dos produtos pode ser um grande diferencial em relação aos seus concorrentes. As características dos seus produtos podem interferir diretamente nos seus canais de distribuição, deixando-o sem muitas alternativas. Usar uma logística otimizada é de suma importância para entrega no menor prazo - o que, conseqüentemente, deixará seu cliente feliz. A partir dessas informações, procure definir e deixar bem claro, no seu plano de negócios, quais os canais de distribuição utilizados e como isso pode ser um fator positivo para a sua empresa. Promoção/Comunicação Segundo Dornelas (2005), três fatores devem ser considerados em relação àPromoção/comunicação da sua empresa: o pessoal envolvido, a propaganda e aspromoções. Para definir, ou mesmo alterar, as estratégias adequadas de propaganda ecomunicação para a sua empresa, pode ser necessário analisar novas formas de vendas, ou mesmo mudar equipe e canais de vendas. Mudar a política de relações públicas também pode ser importante, se estas não estiverem viabilizando os resultados esperados. Muitas vezes, uma mudança da agência de publicidade encarregada do marketing oua definição de novas mídias prioritárias podem surtir o efeito desejado. Definir claramente a melhor forma de “atingir” o seu público-alvo deve ser uma preocupação fundamental nesta seção do seu plano de negócios. As prioridades devem ser dadas aos meios que tornem possível uma aproximação entre sua empresa e o cliente. 93Projeção de Vendas Um fator que pode agregar muito valor ao seu plano de negócios está relacionado àprojeção de vendas. Essa informação é de suma importância dentro de um plano, pois, a partir dela, várias outras projeções serão feitas. Uma projeção bem feita pode, por exemplo, mostrar a investidores a viabilidade da sua empresa. Ela deve ser feita com muita coerênciae responsabilidade. Dornelas (2005) enfatiza que uma projeção de vendas deve ter como base a análise de mercado, a capacidade produtiva e a estratégia de marketing da empresa, podendo, assim, ser mais realista. Uma atenção especial deve ser dada à possibilidade de ocorrer sazonalidade,pois esta pode influenciar no volume de vendas da empresa em um determinado período. Asprojeções devem ser mensais em termos de volume de vendas e preços praticados, levando em consideração o índice de retenção de clientes. Recomenda-se a utilização de gráficos para mostrar esses dados. Análise Estratégica Estratégias são usadas por empreendedores paradefinir como agir em uma negociação, fechar umaparceria, entrar em um novo mercado ou lançar um novo produto. A análise estratégica de uma empresa deveincluir um misto de racionalidade e subjetividade, seguindo um processo básico, que pode ajudar o empreendedor a entender melhor a situação atual do seunegócio e as melhores alternativas, ou meios, para atingiros objetivos e metas estipulados. _______________________ UNIDADE Tematica 8.2 Declaração de Visão e Missão A declaração da visão da empresa deve estabelecer aonde a empresa quer chegar, adireção que quer seguir e o que ela quer ser. Deve refletir a razão de ser da empresa e pode ser feita, por exemplo, em forma de frase de efeito. Deve representar uma imagem ou filosofia que guia a empresa em direção ao futuro. Já a declaração da missão deve ser a base de todas as ações da empresa. Uma forma de se chegar a isso é responder às seguintes perguntas: Quem sou? O que faço? Qual omeupropósito? 94 Tanto a missão quanto a visão da empresa devem estar claras neste ponto, pois oque segue estará directamente relacionado a esses aspectos. Análise de Ambientes Interno e Externo A análise de ambiente externo deve focar em levantar as oportunidades e ameaças externas do seu negócio. A empresa deve estar preparada para monitorar: •Fatores macro-ambientais (demográficos, económicos, tecnológicos, políticos, legais, sociais e culturais); •Fatores micro-ambientais importantes (consumidores, concorrentes, canais dedistribuição, fornecedores). A análise de ambiente interno serve para avaliar as várias áreas da empresa em função do desempenho e do grau de relevância: marketing, finanças, operações, organização etc. Para facilitar essa tarefa, Dornelas (2005) propõe o preenchimento de um check list Para levantar as forças e fraquezas da empresa em relação a sua estrutura interna. Para mais detalhes, consulte Dornelas (2005). Como resultado da análise do ambiente, podemos ter uma Análise SWOT (forças,fraquezas, oportunidades e ameaças), que é apresentada em um quadro, como o mostradoa seguir. Aprofundando nessa análise, podemos levantar os fatores críticos do negócio. Levantados os fatores críticos a partir da análise de SWOT, partimos, então para as últimas partes da análise estratégica. _______________________ 8.2.1Formulação de Objetivos, Metas e Plano de Ações Uma vez detectados os fatores críticos, temos, agora, que definir os objetivos daempresa, ou seja, estabelecer os resultados abrangentes com os quais a empresa assume um compromisso definitivo. Além disso, devem-se definir as metas que são as declaraçõesespecíficas que se relacionam diretamente a um determinado objetivo. Pode- se, então, estabelecer um plano de ações prevendo quando as metas serão atingidas, buscando alcançar os objetivos propostos. 95 Formulação Estratégica Para finalizar, é importante estabelecer qual a estratégia a ser seguida. Dornelas (2005) coloca como tipos de estratégias: •Penetração no Mercado: quando o objetivo é aumentar a participação no mercado; •Manutenção do Mercado: quando o objetivo é manter a situação atual e a performance apresentada; •Expansão de Mercado: quando o objetivo é aumentar a participação no mercado focado em um mercado novo; •Diversificação: quando o objetivo é entrar em um mercado novo com novos produtos ou serviços, devido à estagnação de seu mercado atual ou por não haver mais possibilidades de crescimento nele; •Com isso, finalizamos a análise estratégica do plano de negócios, enfatizando que essa é uma das partes mais importantes, pois é onde todos os rumos da empresa são discutidos. O Plano de Marketing é uma ferramenta de gestão que deve ser regularmente utiliza- da e actualizada, pois permite analisar o mercado, adaptando-se as suas constantes mudanças e identificando tendências. Por meio dele você pode definir resultados a serem alcançados e formular acções para atingir competitividade. Conhecendo seu mercado você será capaz de traçar o perfil do seu consumidor, tomar decisões com relação a objectivos e metas, acções de divulgação e comunicação, preço, distribuição, localização do ponto de venda, produtos e serviços adequados ao seu mercado, ou seja, acções necessárias para a satisfação de seus clientes e o sucesso do seu negócio Análise De Ambiente O que é e como fazer A análise de ambiente, além de ser o primeiro passo do Plano de Marketing, resume todas as informações pertinentes à empresa. O ambiente externo que a envolve e a influencia de maneira positiva ou negativa é composto pelos concorrentes, consumidores, fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, legais, tecnológicos. Quando analisamos esses fatores, estamos analisando as ameaças e oportunidades do negócio. O ambiente interno da empresa também deve ser levado em consideração na análise, pois envolve aspectos fundamentais sobre o seu bom ou o mau funcionamento, como os equipamentos disponíveis, a tecnologia, os recursos financeiros e humanos 96 utilizados, os valores e objetivos que norteiam as suas ações. A partir daí, consegue-se ter uma visão maior das forças e fraquezas que também poderão afetar positiva ou negativamente o desempenho da sua empresa. Essa análise é muito importante, pois ela determinará os caminhos do Plano de Marketing e as importantes decisões para o sucesso do seu negócio. A análise de ambiente deve incluir todos os fatores relevantes que podem exercer pressão direta ou indireta sobre o seu negócio, tais como: Fatores Econômicos: aspectos econômicos como inflação, distribuição de renda e taxas de juros influenciam na abertura do seu negócio e sua sobrevivência. Esteja sempre atento a mídia jornalística. Jornais, revistas, noticiários de TV e a internet mantêm você informado diariamente, de olho nas oscilações da economia. Fatores Sócio-culturais:estão relacionados às características gerais da população, como tamanho, concentração, grau de escolaridade, sexo, profissão, estado civil, composição familiar, distribuição geográfica, comportamento e ne- cessidades dos consumidores e da comunidade na qual está inserido. Essesdados podem ser obtidos em jornais, revistas, instituições de classe, órgãos do governo ou até mesmo junto a fornecedores, concorrentes e clientes. Fatores Políticos/legais: dizem respeito àobservância das leis, inclusive as que regem o setor em que atua, como impostos, Código de Defesa do Consumidor, Código Civil, entre outros. Fatores Tecnológicos: é preciso adaptar-se às novas tecnologias, pois elas podem afetar o seu negócio.Jornais, revistas, internet, fornecedores e concorrentes são fontes de informações importantes. Não se esqueça de recorrer a mídia para atualizar-se. Concorrência: é importante analisar a concorrência e prever as suas ações. Uma dicaé ir até seus concorrentes ou conversar com os seus clientes. Procure analisar preços, formas de pagamento, ações de divulgação e promoção, distribuição, atendimento, variedade de produtos e serviços, localização, aparência, marca. Fatores Internos: analise de forma crítica o ambiente interno atual e futuro da empresa em relação aos seus objetivos: Disponibilidade e alocação dos recursos humanos; 97 Idade e capacidade dos equipamentos e tecnologia disponíveis; Disponibilidade de recursos financeiros; Cultura e estrutura organizacional existentes versus desejadas. O Levantamento das Informações Saber como se faz um bom levantamento de informações é a chave para se realizar uma boa análise dos fatores acima citados. Para desempenhar uma análise de ambientecompleta, é necessário investir tempo em pesquisa destinada a levantar dados que sejam pertinentes ao desenvolvimento do Plano de Marketing. Exemplo Análise de Oportunidades e Ameaças, Forças e Fraquezas Analisando os fatores externos e internos do seu Centro Esportivo, Ana Maria transcreveu suas conclusões, levando em conta as oportunidades, ameaças, forças e fraquezas: Fatores Externos Oportunidades Aumento do número de idosos; Demanda por serviços de alta qualidade; Aumento dos gastos em saúde. Forças Facilidade de acesso; Boa localização e visibilidade; Estrutura bem conservada; Imagem de empresa sólida (15 anos de mercado). Ameaças Muitos concorrentes na região (escolas e clubes); Concorrência: Preços menores e lançamento de novas atividades pela concorrência. Fraquezas Não há estacionamento para clientes; Banco de dados incompleto e desatualizado; Recursos financeiros Definição Do Público-Alvo O que é e como fazer A definição do público alvo significa identificar um segmento particular ou segmentos da população que você deseja servir. O mercado consiste em muitos tipos de clientes, produtos e 98 necessidades. É preciso determinar que segmentos oferecem as melhores oportunidades para o seu negócio. Os consumidores podem ser agrupados de acordo com vários fatores: Geográficos: tamanho potencial do seu mercado (países, regiões, cidades, bairros). Demográficos: Psicográficos: estilos de vida, atitudes. Pessoas Físicas faixa etária; sexo; profissão; renda; idade; educação. Pessoas Jurídicas ramo de atividade; serviços e produtos oferecidos; número de empregados; filiais; tempo de atuação no mercado; localização; imagem no mercado. Comportamentais: hábitos de consumo, benefícios procurados, freqüência de com- pra desse tipo de produto, lugar onde costuma comprar esse tipo de produto, ocasiões de compra e seus principais estímulos, como: Preço: nível de sensibilidade a preço, isto é, o quanto o cliente está disposto a pagar; Qualidade do produto; Marca; Prazo de entrega; Prazo de pagamento; Atendimento da empresa; Localização; Outros: estrutura, variedade, lançamentos, status, segurança. O processo de classificação de acordo com esses fatores chama-se segmentação. O mercado nada mais é do que a soma de diferentes segmentos. Quanto mais se co-nhece o mercado e seus clientes, mais fácil será a oferta de produtos e serviços adequados asegmentos distintos. O lançamento de novos produtos pode ser resultado da segmentação de mercado. Existem, por exemplo, diversos tipos de embalagem de sabão em pó para públicos distintos, como solteiros, casais sem filhos, famílias. Assim como existe segmentações de acordo com necessidades distintas dos públicos: sabão em pó que lava mais branco, tira sujeira pesada, deixa as roupas mais macias, etc. 99 _______________________ Definição Da Marca O que é e como fazer A marca é a identidade da empresa, ou seja, a forma como ela será conhecida, portanto, deve traduzir a imagem que se deseja passar para o mercado, no caso, o posicionamento da empresa. Por isso, a definição do posicionamento do seu negócio e de suas vantagens sobre a concorrência, realizadas anteriormente, são fatores essenciais parar epensar uma marca ou criá-la. Geralmente, a logomarca é formada por um nome e um símbolo. As pesquisas de mercado e público-alvo são fontes de criação, permitindo que ela ganhe uma identidade e seja a tradução da imagem da sua empresa. Muitas empresas também optam pelo slogan - frase que ressalta o posicionamento e ajuda a transmitir essa imagem para os consumidores. O slogan deve ser curto, de fácil memorização e pode ser modificado, mas não com freqüência, sempre seguindo fielmente o posicionamento da empresa. "A propaganda é a alma do negócio" foi um slogan criado na década de 1930 e que se perpetua até hoje. A marca deve assegurar a integridade e a confiabilidade conquistadas ao longo dos anos: uma estratégia de marketing pode ser totalmente em vão e custar muito caro, caso não tenha registrado a marca e tenha que mudá-la por já ter uma outra empresa de mesmo nome. Por isso, ao criar a marca, é importante que se faça a pesquisa e o registro da mesmano INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial: Ambos podem ser feitos diretamente no INPI ou por advogados especializados, escritórios habilitados ou por agentes de propriedade industrial. A pesquisa serve para verificar se já existe o registro de alguma empresa no mesmo ramo ou em ramos similares de atividade do seu negócio. Caso exista, é necessáriocriarum novo nome. Se desejar mandar seus produtos para o exterior, é preciso proteger a marca registrando a em países onde se pretende fazer negócio. Como estamos falando de marca, é importante alertá-lo também para a identidade de sua empresa na Internet. Mesmo que você ainda não tenha uma home page, mas intenciona tê-la algum dia, você poderá registrar o domínio – endereço eletrônico da sua empresa – para resguardá-lo antes que outra empresa o faça. Existem diversos sites que realizam o registro do domínio a partir 100 de uma taxa anual. Basta realizar a pesquisa parasaber se o domínio está disponível. A criação de uma home page dependerá do seu público-alvo e do seu tipo de negócio. Se os seus clientes possuem o hábito – atual ou futuro – de acessar a internet, talvez seja interessante para o seu negócio. Ao elaborar a sua logomarca, sempre considere o seu posicionamento de mercado e o uso atemporal da mesma. Não se deve mudar a logomarca; ela deve perdurar para beneficiar as estratégias de consolidação de marca da sua empresa. Algumas empresas, com o passar dos tempos e frente às mudanças do mercado, utilizam estratégias de revitalização da marca, investindo em design mais arrojado, de acordo com o seu mercado, sem mudar, no entanto, o conceito da mesma. O que faz uma marca valer muito é conquistar a confiança do consumidor. Quanto mais está presente na casa e na mente do consumidor, mais ela vende e mais ela vale. Exemplo Nossa empresária sabia que precisava de uma marca para o seu novo posiciona- mento. O Centro Esportivo Ana Maria criaria uma marca exclusiva para o centro de saúde especializado na terceira idade. Ela já havia pensado no nome e no slogan, mas resolveu obter ajuda especializada para uma orientação mais adequada: Nome: Despertar Para Ana, este nome está de acordo com o posicionamento escolhido, pois indica uma nova percepção de estilo de vida para a terceira idade.Símbolo: Por sugestão do profissional de criação, o símbolo escolhido foi uma vitó- ria régia, que traduz beleza, saúde e longevidade. Slogan: Centro de saúde e lazer para a melhor idade. Apesar de ser um pouco grande, Ana Maria optou por um slogan mais explicativo, uma vez que o seu novo posicionamento ainda não era conhecido. Nome: Símbolo: Slogan: Hora de praticar Definição da Marca 101 Para você que já possui uma marca definida, este é o momento de revisar a sua marca e adaptá-la ao seu posicionamento Definição De Objetivos E Metas O que é e como fazer Os objetivos e metas são os resultados que a empresa espera alcançar. Eles estão relacionados à missão da empresa e orientarão as suas ações. Objetivos: declarações amplas e simples do que deve ser realizado pela estratégia de marketing. Metas: mais específicas e essenciais para o plano. Ao elaborar as suas metas, procure ser objetivo, claro e realista. Elas devem ser quantificáveis, ou seja, podem ser medidas por meio de volumes de vendas, quota de mercado e índices de satisfação dos clientes. Uma certa ambição é fundamental, no entanto, não deixe nunca de ser realista. Só crie metas que você possa alcançar. Exemplo Ana Maria estabeleceu alguns objetivos e metas para o seu negócio no primeiro ano de atuação: Período: Ano Corrente Objetivos Metas 1. Ser referência em centro de saúde e lazer para idosos na região; 2. Fornecer o melhor atendimento especializado; 3. Garantir a satisfação do cliente; 4. Ter uma campanha de divulgação eficaz e reconhecida pelo setor. 1. Conquistar 25% de idosos da região como clientes ao final do ano corrente; 2. Obter 40% do faturamento projetado para o primeiro semestre; 3. Aumentar a conscientização dos consumidores sobre o negócio em 50% nos seis primeiros meses. 102 Definição Das Estratégias De Marketing O que é e como fazer A estratégia de marke-ting permite definir como sua empres atingirá seus objetivos e metas e gerenciará seus relacionamentoscom o mercado de maneira que obtenha vantagens sobre a concorrência. Ela consiste nas decisões necessárias para determinar a maneira na qual o composto de marketing, isto é, os cinco principais elementos de marketing (produto, preço, praça, promoção, pessoas) são combinados simultaneamente. O Composto de Marketing O que é e como fazer Para realizar uma estratégia de marketing bem feita e completa, é necessário considerarmos o composto de marketing, formado por cinco elementos essenciais: produto; preço; praça; promoção; Produto O que é e como fazer Consideramos aqui o produto como sendo um bem tangível (produto) ou intangível (serviço). Um produto é o bem que é ofertado numa transação comercial e deve dispor de características essenciais às necessidades do consumidor. Para que os produtos possam ser mais atrativos, mais competitivos e encantar mais o cliente, muitos deles são ofertados com benefícios extras, como garantia, entrega gratuita, instalação gratuita, embalagens diferenciadas, etc. _______________________ UNIDADE Tematica 8.3 O Ciclo de Vida do Produto Geralmente, um produto atravessa quatro estágios: é o que chamamos de ciclo de vida do produto. É importante conhecer esses estágios, pois em cada um deles as estratégias de marketing variam. Podemos associar as quatro fases do produto à vida de uma árvore. Árvore Nessa fase, a semente germina e brota. É um processo que requer todo cuida- do para seu crescimento. A árvore de penderá do cuidado das pessoas, de chuva e clima favorável para o seu crescimento. Produto É a fase em que um novo produto é apresentado ao mercado. As vendas iniciais são lentas, pois os clientes potenciais passam por um estágio de conscientização do novo produto e de seus benefícios 103 antes de comprá-lo. Criaresse conhecimento exige gastos em promoção e divulgação. Fase 1 – Germinação Fase 2 – Crescimento Árvore Nessa fase, a árvore se desenvolve e se torna menos vulnerável. Ela cria forma e força, começa a dar os primeiros frutos e flores e encantar as pessoas por sua beleza e vitalidade. Produto Essa fase é caracterizada pelo rápido crescimento da demanda, pela entrada de novos concorrentes. A ênfase da empresa deve ser em construir relacionamentos, manter clientes e fornecedores fiéis e sustentar o crescimento das vendas. Árvore Nessa fase, a árvore já não dá mais frutos e flores como na fase anterior e, por isso, precisa ser bem cuidada, podada para permanecer bonita e vistosa. Se não for bem cuidada, ela pode morrer. O ciclo de vida do produto varia conforme o produto comercializado. Produtos essenciais, como é o caso do pão, ainda não encontraram substitutos. No entanto, com a mudança nos hábitos dos consumidores, houve a necessidade de "recriar" o pão de acordo com demandas específicas dos consumidores, como pães sem glúten, pães recheados, pães feitos com grãos selecionados, etc. Árvore A árvore já está em sua fase adulta, cheia de frutos maduros e flores. Além disso, possui outras vantagens como dar sombra às pesso as, absorver e irrigar nutrientes para o solo. Produto O mercado encontra-se saturado. As vendas, os clientes e concorrentes começam a estabilizar-se e os lucros chegam ao ápice. O objetivo é maximizar os lucros e alongaro ciclo de vida do produto. Os lucros co-meçam a cair durante a última metade desse estágio quando os concorrentes lutam por fatias de mercado e começa a guerra de preços. Programas de fidelização podem sustentar lucros: descontos especiais para hóspedes preferenciais de hotéis, cartão fidelidade para clientes de supermercados com prazos especiais de pagamento, sorteios e prêmios. A empresa também pode uti- lizar estratégias de crescimento (veja em Oportunidades de Crescimento). Produto 104 Um produto que oferece um conjunto superior de benefícios substitui o produto "velho". As despesas de marketing e as de promoção deverão ser reduzidas nesse estágio. A fidelidade dos clientes e a divulgação boca a boca irão se tornar geradores de vendas mais importantes do que campanhas de marketing. Fase 3 – Maturidade Fase 4 – Declínio ou Morte É por isso que conhecer as fases que um produto atravessa é importante, para que você possa adequar-se e estender indefinidamente o ciclo de vida do seu produto de acordo com as necessidades de seus clientes. Oportunidades de Crescimento A atividade competitiva agressiva ou mudanças no ambiente podem causar um rápido declínio nas vendas. Estratégias de crescimento a partir do produto abrem novas opor- tunidades de vendas e lucros enquanto reduz a dependência dos produtos existentes para o sucesso da empresa. Você pode perseguir uma série de opções de crescimento. 1. Penetração de Mercado: Você pode tentar ampliar o seu negócio vendendo mais produtos com os quais já trabalha para o mercado em que já atua. O objetivo principal é convencer seus consumidores a adquirir mais dos produtos da empresa, aumentando a sua fatia de mercado. As táticas incluem: campanhas agressivas de promoção e descontos nos preços. 2. Desenvolvimento de Mercado: Você também poderá descobrir novos usos para os produtos com os quais já trabalha para novos mercados. Bicabornato de sódio é um exemplo clássico. O seu uso original era para culinária e agora, ele é comercializado como desodorante, limpador de tapetes, cremes dentais, etc. 3. Desenvolvimento de Produtos: Outra opção é talvez desenvolver novos produtos para o mercado em que já atua, diversificando-os. A segmentação permite conhecermelhor os clientes e seus hábitos e encontrar novos produtos. 4. Diversificação de Produto: A última opção e a mais arriscada é desenvolver novos produtos para novos mercados. 105 esforço de marketing não pode ter caráter manipulador. Ética é fundamental. A intenção de uma propaganda é facilitar ao consumidor o acesso às suas necessidades. Uma campanha que não estiver de acordo com o seu mercado, pode prejudicar a confiança do cliente e abalar a confiabilidade do seu produto. Publicidade A Publicidade trabalha com a imagem da empresa e dissemina informações positivas acerca do seu negócio e, muitas vezes, tem como desafio superar uma imagem negativa. Essa ferramenta sempre gera uma credibilidade maior, pois as informações vêm na forma de notícias ou comentários editoriais enviadas pela empresa ou assessores de imprensa para a mídia que as divulgam caso as considerem importantes. Outras vezes, é realizada por personalidades e formadores de opinião que divulgam a marca ao utilizar os produtos da empresa. Promoção de Vendas A Promoção de Vendas cria uma necessidade de compra imediata, enquanto a publicidade é concebida mais para influenciar favoravelmente as expectativas e atitudes dos clientes a longo prazo. As promoções de vendas podem ser sob a forma de descontos, concursos, promoções nos pontos de vendas, sorteios, venda casada, amostra grátis, brindes, degustação, entre outras. Caso deseje realizar alguma promoção comercial para seus clientes, é necessário verificar a legislação vigente. Marketing de patrocínio É uma ferramenta de comunicação muito utilizada nos dias de hoje. Representa uma oportunidade para uma empresa dirigir sua comunicação para públicos específicos, mas altamente desejáveis. Por exemplo, uma academia de ginástica patrocinando a corrida contra o câncer da mama. Comunicação no ponto de venda Diz respeito a toda a sinalização – displays, cartazes e outras variedades de materiaisvisuais que influenciam a decisão de compra. _______________________ Telemarketing 106 O telemarketing não é simplesmente falar, vender e negociar pelo telefone, ou ainda atender telefonemas, mas tudo que se faz para conquistar e manter clientes, estabelecendo com eles um vínculo de relacionamento direto. Por isso, é importante investir em treinamento de pessoal, diagnosticar o mercado e oferecer uma infra-estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades, quando se quer utilizar essa ferramenta. Algumas empresas utilizam o telemarketing para atender pedidos, sugestões e reclamações dos clientes, realizar pesquisa de satisfação dos clientes e realizar vendas. É importante saber utilizar essa ferramenta em horários oportunos com pessoal bem treinado para evitar custos elevados de ligação e insatisfação do cliente. _______________________ Internet A internet pode ser uma ferramenta institucional, ou seja, uma ferramenta que permite ao consumidor acessar e conhecer a estrutura do negócio, os produtos vendidos, além de informações como telefone e localização. Ela também pode ter o caráter de comercialização, o que permite vender produtos para consumidores em diferentes localidades. Nesse caso, é fundamental que se tenha uma estrutura de site bem feito, ágil e fácil de navegar, além de uma logística eficiente capaz de entregar o produto no prazo estimado e de acordo com as expectativas do cliente. É importante verificar a real necessidade dessa ferramenta, saber se seus consumidores acessam a internet e se a mesma seria de utilidade para o seu negócio antes de criála sem nenhuma estratégia bem definida. _______________________ Políticas de fidelização É mais lucrativo manter relacionamentos com os clientes já conquistados do que buscar continuamente novos clientes. A fidelização é uma importante ferramenta promocional de seu negócio. Um cliente satisfeito poderá ser o seu melhor vendedor. Com isso, ao realizar a venda, é necessário que esse cliente não seja esquecido. É importante ter um banco de dados de clientes com informações atualizadas e relevantes para a realização de promoções. O banco de dados poderá conter informações como nome, endereço, telefone, email, data de aniversário, profissão, 107 hobby, produtos que geralmente compra, volume de compra, freqüência de compra, entre outros aspectos relevantes. Isso permitirá que você conheça melhor seus clientes e possa oferecer promoções mais adequadas aos seus interesses e monitorar o seu grau de fidelidade. É importante que se faça uma política de fidelização pelo menos com seus principais clientes, isto é, aqueles quesão responsáveis por um percentual significativo da sua receita. Envio de cartões e promoções em datas comemorativas, convite para lançamento de novos produtos, bonificações, são algumas das ações sugeridas. Para gerar valor ao seu negócio é imprescindível que a comunicação de marketing seja integrada. Isto é, a divulgação deverá ser realizada em mais de um meio de comunicação para sua maior abrangência e eficácia. Essa comunicação integrada deve ter envolvimento e passar a mesma mensagem, para se conseguir uma imagem forte no mercado. Não se esqueça que cada cliente é um garoto propaganda da sua empresa ou produto. Seja criterioso na sua divulgação. Tenha em mente quem é o seu público e saiba quais os principais meios que ele utiliza, pois a escolha dos meios de comunicação será ditada pelas necessidades e comportamento do consumidor. _______________________ Exemplo Estratégias promocionais adotadas pela Ana Maria: Promoção Mala-direta para residências da região; Convites para inauguração e telemarketing ativo para confirmação; Panfletos em laboratórios, clínicas e consultórios médicos; Eventos comemorativos: dia do idoso, festa junina, Natal; Concursos de dança e culinária, aberto às famílias; Políticas de fidelização: envio de cartões de aniversário, promoções em datas comemorativas, eventos; Veiculação em outdoor, jornal e rádio; Marketing cooperado: parceria com a loja de artigos esportivos e clínica fisioterápica para confecção de uniformes dos funcionários. Como tudo faz parte do patrimônio da mesma pessoa, os bens pessoais do empresário individual respondem pelas dívidas oriundas da atividade empresária .Quem pode ser empresário? 108 Pleno gozo da capacidade civil Ausência de impedimento. _______________________ UNIDADE Tematica 8.4 EXERCICIOS INTEGRADOS 1.De o conceito de Plano de negocio e do marketing 2.O que entende por marca 3.Descreve o ciclo de vida do produto 4.Quais são os elementos da nalise SWOT? 5.Descreve atravez de enzemplos a anlise do ambiente interno e externo dfe uma organizacao. 6.Qual é a importância de Difinicao da Meta _______________________ TEMA – IX Comunicação E Negociação UNIDADE Tematica 9.1 A Negociacao UNIDADE Tematica 9.2 A Comunicação UNIDADE Tematica 9.2.1A comunicação e composta por três elementos UNIDADE Tematica 9.3EXERCICIOS INTEGRADOS _______________________ UNIDADE Tematica 9.1 A Negociacao Negociação é o processo de buscar a aceitação de idéias, propósitos ou interesses, visando ao melhor resultado possível, de tal modo que as partes envolvidas terminem a negociação conscientes de que foram ouvidas, tiveram oportunidades de apresentar toda sua argumentação e que o produto final seja maior que a soma das contribuições individuais. Se o leitor atento substituir a palavra negociação por comunicação verá que os dois conceitos praticamente se superpõem . Neste capítulo vamos colocar algumas técnicas de negociação, buscando incentivar sua aplicaçãono processo de comunicação. 109 Nos processos de negociação (ou comunicação), ressaltam dois tipos de habilidades: habilidades técnicas e habilidades interpessoais. A primeiro relaciona-se com o conhecimento de técnicas, processos, "macetes" para negociação ( ex. Etapas para condução da negociação); a outra relaciona-se com o conhecimento interpessoal dos negociadores (qual o estilo de cada um, quais suas forças, fraquezas, necessidades, motivações, etc). Inegavelmente, a habilidade técnica tem merecido mais atenção que a habilidade interpessoal. Uma terceira habilidade – conhecimento do negócio – é extremamente específica de cada negociação; trata-se do conhecimento mínimo do assunto objeto da negociação, fundamental até para se saber se a negociação foi boa ou não. Vamos abordar, a seguir, apenas o item habilidades interpessoais, provavelmente a dimensão mais esquecida no processo. ______________________ Estilo Catalisador O negociador/comunicador com este estilo tende a ser extremamente criativo, sempre com novas idéias, entusiasta dos grandes empreendimentos, empreendedor. É o homem das coisas novas, dos grandes projetos e decisões. Eventualmente, este negociador pode ser visto como superficial, irreal, estratosférico, em suas decisões e ações. _______________________ Estilo Apoiador O apoiador é aquele que considera que os seres humanos são mais importantes que qualquer trabalho; aprecia atuar sempre em equipe, procura agradar os outros, fazer amigos. Eventualmente pode ser visto como incapaz de cumprir prazos, desenvolver projetos, enfim mais como um missionário do que um executivo. Suas decisões são mais lentas e ele sempre busca não melindrar a outra parte. ______________________ Estilos CATALISADOR APOIADOR CONTROLADOR ANALÍTICO 110 _______________________ Estilo Controlador O controlador é aquele que toma decisões rápidas, está sempre preocupado com o uso do seu tempo, com redução de custos; nas discussões não faz rodeios, vai direto ao assunto, é organizado, conciso, objetivo, sua meta básica é conseguir resultados. Eventualmente pode ser visto como insensível às pessoas, durão, carrasco, etc. _______________________ Estilo Analítico O analítico é aquele que adora fazer perguntas, obter o máximo de informações, coletar todos os dados disponíveis, sempre se preocupando em saber todos os detalhes de cada empreendimento antes de iniciar qualquer tarefa ou tomar qualquer decisão. Eventualmente este negociador pode ser visto como sendo perfeccionista, detalhista em excesso, procrastinador, etc. Qual o melhor estilo? Todos eles são bons. O importante é que conheçamos o nosso estilo e busquemos conhecer o estilo da pessoa com quem estamos negociando ou nos comunicando . Um das chaves do êxito no processo de negociação/comunicação é saber apresentar as nossas idéias de uma forma que causa mais impacto ao outro negociador. Nos processos de comunicação ao grupo maior de pessoas é importante que nossos argumentos, colocações respeitem as pessoas com características de cada estilo, presentes na platéia. Negociar (e comunicar) é também o processo de atendimento de necessidades mútuas, cabe-nos então, falar um pouco sobre qual o tipo de necessidade que caracteriza cada estilo: para o estilo catalisador as necessidades são de reconhecimento; apelar para aspectos de novidade, singularidade, inovação, disponibilidade, ajudará no processo de negociação/comunicação. O apoiador procura a aceitação, alguém que o aceite sem julgar; neste caso a menção à harmonia, ausência de conflitos, garantia de satisfação ajudará no processo de negociação/comunicação. Para o estilo controlador as necessidades são de realização; tudo o que se relacionar com alcance de metas, resultados, ganhar tempo e dinheiro, vencer, ser independente, ajudará no processo de 111 negociação/comunicação. Já o analítico está sempre em busca de segurança e de certeza; fornecer-lhe os dados disponíveis, alternativas para análise, decisões seguras, pesquisas sem fim, ajudará no processo de negociação/comunicação. Um exemplo: suponhamos que você queira vender (ou comunicar) ao seu superior a idéia de fabricar um novo produto (um abridor de latas por exemplo). Agora vejamos quais os argumentos que você poderia usar, dependendo do estilo do superior: Estilo Catalisador – "Seremos a primeira empresa no Brasil a fabricar esse tipo de abridor". Estilo Apoiador – "A produção do abridor servirá para motivar e integrar mais nossa equipe de produção". Estilo Controlador – "A fabricação do abridor nos permitirá utilizar todo o potencial da área de produção e aumentar em 5% a lucratividade da empresa dentro de três meses". Estilo Analítico – "O abridor que produzimos funcionará dos dois lados, abrirá garrafas e latas, será inteiramente de aço inoxidável, de peso muito leve, comparado aos produtos concorrentes será muito mais resistente". _________________ ______ Como Negociar Com Cada Estilo CATALISADOR Ênfase na inovação, criatividade, exclusividade, grandes projetos, ideias APOIADOR Ênfase no trabalho em equipe, preocupação com pessoas, no bem estar geral, na eliminação de conflitos, problemas 112 CONTROLADOR Ênfase em redução de custos, tempo, prazos, resultados, metas, independência em relação aos outros ANALÍTICO Ênfase em informações, dados, detalhes, perfeição, preocupação com o micro, segurança, garantia Para grandes platéias a saída é colocar argumentos que sensibilizem os 4 estilos de platéia. É evidente que não basta apenas conduzir a negociação/comunicação de acordo com o estilo da outra parte. A negociação ou comunicação poderá ser facilitada dependendo do grau de confiança existente no relacionamento: e isso dependerá do uso que eu venha a fazer dos quatro elementos da confiança: Credibilidade – "Eu cumpro o que prometo, faço o que digo". Coerência – "Eu digo as coisas que penso e não aquilo que a outra parte gostaria de ouvir". Receptividade/Aceitação – "Eu aceito que os outros sejam diferentes de mim, seja no que diz respeito a ações, sentimentos, valores ou necessidades. Procuro não julgar o próximo". Clareza/Sinceridade – "Eu divido o que tenho com as outras pessoas, não sou de esconder o jogo; abro o jogo quanto a sentimentos, fatos, informações não confidenciais, etc". A confiança está estreitamente relacionada com os estilos, dentro do processo de negociação e comunicação. Por exemplo, se meu estilo é controlador, meu grande problema em termos de confiança, refere-se ao elemento aceitação; para o catalisador o problema é a credibilidade; para o analítico o problema é a sinceridade; com o apoiador é coerência. Vale lembrar também que a flexibilidade – a capacidade de considerar as necessidades alheias pelos menos tão importantes quanto as nossas, bem como a predisposição para mudanças, inovações etc. – é também fundamental ao processo de negociação, na medida em que tende a fazer com que a outra parte se predisponha a dialogar conosco. _______________________ UNIDADE Tematica 9.2 A Comunicação 113 _______________________ A importância da comunicação: No entanto, a comunicação não se restringe as formas verbais, ela está presente em tudo que fazemos: o modo de vestir, as expressões corporais, o estilo de vida que temos, enfim, tudo comunica. Por exemplo, o modo de vestir e o estilo de vida demonstram a qual classe social você pertence, já as atitudes demonstram que tipo de pessoa você é ou quer ser. O ser humano é um verdadeiro objeto de comunicação multimídia e deixa sua influência por onde passa pelo que ele é, além daquilo que diz ou escreve. A comunicação é uminstrumento de integração, instrução, troca mútua e desenvolvimento entre as pessoas em quaisquer atividades realizadas. Com o passar dos tempos, se exige cada vez mais das peculiaridades e capacitações do ser humano, sendo a forma como nos comunicamos a ferramenta mais importante no processo de expansão das organizações em todo o mundo. Ela deve ser tratada como um instrumento estratégico de suporte administrativo para qualquer setor da empresa. É esta comunicação a maior aliada à ausência de erros e conflitos empresariais. A responsabilidade por proporcionar uma boa informação e instrução de ação deve ser incorporada e homogênea, por todos os funcionários de uma organização, auxiliando nas relações dentro do ambiente de trabalho. Papel fundamental nas organizações, a comunicação tem exigido dos profissionais além de conhecimentos e habilidades, uma visão abrangente do mercado e uma visão universal e estratégica de negócios. Sendo um fator importante para se ter um diferencial de competitividade, e é fundamental para a excelência nos relacionamentos das empresas e instituições com os seus stakeholders. É interessante perceber que neste novo mundo, com tantas transformações, altamente tecnológico, o sucesso de uma 114 organização continua a estar centrado nas pessoas, é por meio da comunicação que uma organização recebe, oferece, canaliza informação e constrói conhecimento, tomando decisões mais acertadas. De acordo com Manieri (2005), o comunicador-empreendedor pode ser tanto o dono do negócio ou um funcionário da empresa, o que importa na verdade não é o cargo que ele ocupe, mas as características empreendedoras que carrega consigo, pois suas atitudes modificam o ambiente de trabalho, motivando seus colaboradores. Os conceitos de empreendedorismo, comunicação e comunicadorempreendedor são importantes para que possamos entender o processo de comunicar empreendendo, isso porque todo empreendedor de sucesso possui domínio sobre a comunicação. O comunicador-empreendedor consegue entusiasmar seus colaboradores para se empenharem em seus projetos, são pessoas altamente persuasivas, carismáticas, envolvendo seus públicos através da comunicação, ele domina as técnicas da comunicação como instrumento estratégico; utiliza a comunicação como mecanismo para desenvolver as relações humanas e profissionais, estimulando o hábito do diálogo e criando abertura para a comunicação como fonte de resolução de crises e conflitos nas áreas empresarial, profissional e pessoal; planeja e executa projetos de comunicação voltados para seus stakeholders. Com essas atitudes o empreendedor propicia ambientes favoráveis ao diálogo, transmitindo as informações com transparência e evitando o desperdício de custos, trazendo para a empresa um diferencial frente aos seus concorrentes. Outra característica do empreendedor é que eles possuem a habilidade de enxergar problemas potenciais, conseguem relacionar fatos que aparentemente não tem nada a ver entre si, 115 enquanto a maioria prefere discutir as dificuldades, o empreendedor pensa e promove soluções. Esse modo de agir é recente, isso porque as empresas desconsideravam a importância do diálogo, a comunicação era ascendente, de cima para baixo e não deixava margem para envolvimento entre as pessoas. Um dos motivos para muitas empresas ainda se comportarem desta maneira é porque elas temem que dados informados abertamente a todos os seus funcionários caiam nas mãos da concorrência, ou que a divulgação dos resultados financeiros causará uma reivindicação por melhores salários, ao invés de ser recebido como um orgulho geral. Essa atitude tornar-se equivocada, à medida que causa desmotivação e insatisfação no seu corpo de colaboradores Antigamente, as decisões que afitavam directamente ou indirectamente a todos eram tomadas pela direcção e ninguém ficava sabendo ou descobriam através da rádio, esse ato de tomar decisões importantes ou resolver crises a portas fechadas pode dar certo algumas vezes, mas em sua maioria o resultado não corresponde e o problema volta ainda pior. Por isso, é extremamente necessário agir com ética e transparência com os colaboradores da empresa em qualquer momento, seja em situações de mudança estratégica ou uma crise, pois assim o funcionário se sentirá motivado. Os problemas relativos ao relacionamento acontecem porque pessoas diferentes trabalham diariamente juntas, e uma boa comunicação e cooperação são fatores essenciais para a realização das relações humanas. Há dentro da organização um elo entre produtividade e satisfação dos funcionários, que modifica o ambiente de trabalho. Sendo assim, percebemos que os indivíduos não podem ser tratados isoladamente, mas sim como um grupo. 116 Outro comportamento que se percebia antigamente é que os indivíduos entravam em uma empresa para ficar, era comum as pessoas trabalharem vinte a trinta anos no mesmo local, o funcionário era considerado modelo, hoje, devido a globalização as pessoas entram nas empresas para sair, segundo Gehringer (1998, pág. 65) os pedidos de demissão “estão quase sempre relacionados à remuneração, ao ambiente de trabalho e a perspectiva de carreira”. As empresas tendem a acreditar que salário é o ponto mais importante para qualquer funcionário, isso pode até ser verdade, mas só durante algum tempo, depois o funcionário busca perspectiva de carreira e principalmente um agradável ambiente de trabalho, por isso é sempre necessário que o empreendedor crie esse ambiente favorável e a comunicação é um excelente aliado nesta construção. _______________________ UNIDADE Tematica 9.2.1A comunicação e composta por três elementos Um emissor, um receptor e uma mensagem. Uma boa comunicação se dá quando a mensagem flui do emissor para o receptor de forma que a compreensão do significado da mensagem pelo receptor seja a mesma que o emissor pretendia. Isto deve se dar nos dois sentidos entre os interlocutores. O empreendedor sabe ouvir e interagir de forma positiva com seu interlocutor e da mesma forma consegue ser claro na transmissão de sua mensagem. Consegue adequar sua linguagem ao nível do outro e tem facilidade em colocar seus pontos de vista, normalmente com poucas palavras, de forma objetiva e direta. Graças a esta habilidade, o empreendedor consegue chamar a atenção, captar o interesse, influenciar as pessoas e assim estabelecer parcerias e ligações importantes para suas aspirações. _______________________ UNIDADE Tematica 9.3EXERCICIOS INTEGRADOS 1.O que é a negociacao? 117 2.O que ententes por comunicação? 3.Mencione os elementos da comunicação 4.Fala da importância da comunicação no empreendedorismo 5.Na degociacao existe vários estilos. Caracteriza cada tipo de estilo tendo encota a negociacao. _______________________ TEMA-X Nocoes de Contabilidade Geral, Analitica e de Fiscalidade UNIDADE Tematica 10.1 Nocoes de contabilidade Geral UNIDADE Tematica 10.2 Nocoes de Contabilidade Analitica UNIDADE Tematica 10.3 EXERCICIOS INTEGRADOS _______________________ UNIDADE Tematica 10.1 Noções de contabilidade Geral 118 Contabilidade é a ciência social que visa ao registroe ao controledos atos e fatos econômicos, financeiros e administrativos das entidades. Trata-se de um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. _______________________ Entidade A palavra Entidade na contabilidade tem sentido amplo e nada tem a ver com entidades filantrópicas por exemplo. Entidade é o conjunto de todasas pessoas físicas ou jurídicas da qual a ciência contábil estuda. Assim, entidades são em linhas gerais: -Todas as empresas (indiferente do tamanho); -Todas as entidades filantrópicas como Ong ́s, Fundações, Igrejas, etc.; -Cooperativas; -Pessoa Física; _______________________ 10.2. Objeto De Estudo Contabilidade A contabilidade tem como objeto de estudos o Patrimônio das Entidades, sejam elas entidades de fins lucrativos ou não. Tem como Função Administrativa controlar o patrimônio visando demonstrar a sua situação em um determinado momento e como Função Econômica visa apurar resultados a fim de demonstra-los periodicamente independente se positivos ou negativos. 119 _______________________ 10.3.Objectivos Da Contabilidade Geral Ou Financeira Um dos objectivos da Contabilidade Geral ou Financeira é o controlo das relações com terceiros, a relevação contabilística e o apuramento do resultado global do exercício determinação da situação patrimonial da empresa. O principal objetivo da contabilidade é permitir aos usuários a a valiação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. As principais funções da Contabilidade são: registrar,organizar, demonstrar, analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. Registrar todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário; Organizar um sistema de controle adequado à empresa; Demonstrar com base nos registros realizados, expor periodicamente por meio de demonstrativos, a situação econômica, patrimonial e financeira da empresa; Analisar os demonstrativos financeiros com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa; Acompanhar A execução dos planos econômicos da empresa, prevendo os pagamentos a serem realizados, as quantias a serem recebidas de terceiros e alertando para eventuais problemas. Para que isso ocorra, primeiramente é necessário registrar todas as operações que ocorrem na empresa tais como compras, vendas, recebimentos, pagamentos, etc. 120 _______________________ 10.4. Usuários Da Contabilidade São todas as pessoas físicas ou jurídicas que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar. Informações Prestadas Pela Contabilidade A. Informações de natureza econômico-financeira; B. Informações de natureza física; C. Informações sobre produtividade. Patrimônio A finalidade da Contabilidade é controlar o Patrimônio das entidades com o objetivo de fornecer informações sobre a sua composição e suas variações.Portanto todas as movimentações possíveis de mensuração monetária são registradas pela contabilidade, que, em seguida, resume os dados registrados em forma de relatórios contábeis. Campo de Aplicação O principal campo de aplicação da Contabilidade são as aziendas. Azienda é o patrimônio considerado juntamente com a pessoa que tem sobre ele poderes de administração (gestão) e disponibilidade. Seu conceito reúne o patrimônio e a pessoa que o administra. Azienda = Patrimônio + Gestão Estudar o campo de aplicação da contabilidade significa saber onde ela é utilizada, ou seja, em que os contabilistas trabalham. Assim, o campo de aplicação da contabilidade abrange todas as entidades econômico-administrativas. Entidades econômico-administrativas são organizações que reúnem os seguintes elementos: pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado. Quanto ao fim que se destinam, as entidades econômicoadministrativas podem ser assim classificadas: 121 • Entidades com fins econômicos – denominadas empresas, visam ao lucro para preservar e/ou aumentar o patrimônio líquido. Exemplo: empresas comerciais, industriais, agrícolas, prestadoras de serviços, etc.; • Entidades com fins socioeconômicos – intituladas instituições, visam ao superávit que reverterá em beneficio de seus integrantes. Exemplo: associações de classe, clubes sociais, etc.; • Entidades com fins sociais – também chamadas instituições, têm por obrigação atender às necessidades da coletividade a que pertencem. Exemplo: União, estados, municípios e autarquias, que são pessoas jurídicas de direito público, às quais se aplica a Contabilidade Pública. O Patrimônio, sendo o objeto da Contabilidade, define-se como o conjunto formado pelos Bens, pelos Direitos e pelas Obrigações pertencentes a uma pessoa física ou jurídica, independente se com fins lucrativos ou não, e que seja passível de avaliação em moeda. Portanto, o patrimônio das entidades corresponde ao objeto de estudos da contabilidadee pode ser representado da seguinte forma: Patrimoinio Bens Obrigacaoes Direitos ( com terceiros e com socios) ( Activos) ( Passivos) Pessoa Física é a pessoa natural, registrada no cartório de registro de pessoas naturais, com direitos e obrigações perante o Estado e a sociedade, responde individualmente pelos seus atos. Pessoa Jurídicaé composta por pessoas físicas por meio de um contrato registrado em cartório e em outros órgãos competentes (receita federal, junta comercial etc.), no qual manifestam um acordo de vontades de praticar determinada atividade. Pela pessoa jurídica respondem os sócios, e sua extinção se dá por um acordo entre eles ou por determinação judicial. 122 ______________________ Elementos Patrimoniais Bens: São os itens que a empresa possui para satisfazer suas necessidades de troca, consumo ou aplicação,que sejam suscetíveis de avaliação econômica. Os Bens de uma entidade podem ser classificados como Tangíveis ou Intangíveis . • tangiveis: São bens matérias, concretos, ou seja, são corpóreos. • Intangivel: São bens imatérias, abstratos, ou seja, que não tem forma física . Exemplos de Bens Tangíveis: •Caixa; •Estoques; •Equipamentos; •Terrenos. •Maquinas Exemplos de Bens Intangíveis: •Softwares; •Marcas; •Patentes; DIREITOS: É a representação do que a empresa tem a receber de terceiros por conta de uma operação . Os direitos são facilmente identificadospor conta das expressões “A Receber”ou “A Recuperar”. Exemplos de direitos: •Aplicações financeiras; •Duplicatas a receber; 123 •Clientes Contas Nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de Resultado (Despesas e Receitas). As contas, pela Teoria Patrimonialista, são classificadas em dois grupos: . a) Contas Patrimoniais; b) Contas de Resultado. As Contas Patrimoniais representam os Bens, os Direitos, as Obrigações e o Patrimônio Líquido. Dividemse em ativas e passivas e são elas que representam o Patrimônio da entidade (empresa) num dado momento, mediante o Balanço Patrimonial. As Contas de Resultado dividem-se em Contas de Despesas e Contas de Receitas, aparecendo durante o exercício social, encerrando no final de tal exercício. Fazem parte da Demonstração do Resultado do Exercício e é por meio delas que sabemos se a empresa apresentou lucro ou prejuízo em suas actividade. _______________________ Aspectos Qualitativos e Quantitativos do Patrimônio A Contabilidade estuda o patrimônio nos seus aspectos qualitativos e quantitativos. O aspecto qualitativorefere-se à expressão dos componentes patrimoniais segundo a natureza de cada um. Trata de detalhamento desses componentes, segundo sua espécie. Exemplo: caixa, móveis e utensílios, veículos, etc. O aspecto quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em termos monetários, ou seja, o quanto o componente representa em moeda. O Balanço Patrimonial será visto com mais detalhes em aula específica, no entanto, para entender e visualizar melhor o patrimônio, falaremos resumidamente sobre este demonstrativo contábil. 124 Balanço Patrimonial O balanço patrimonial tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial da empresa em determinada data, representando, portanto, uma posição estática. O balanço é composto por três elementos básicos: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Sendo constituído por duas colunas: a coluna do lado esquerdo é denominada ativo e a do lado direito, passivo e patrimônio líquido. Atribui-se o lado esquerdo para o ativo e o direito ao passivo e patrimônio líquido por mera convenção contábil. Balanco Patrimoinial Activo Passivo Patrimonio liquido ATIVO – é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. No ativo serão classificados os bens e direitos da entidade. Bens: máquinas, terrenos, estoques, dinheiro (moeda), ferramentas, veículos, instalações, marcas e patentes, direitos autorais, etc. Direitos: contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações, aluguéis ativos a receber, adiantamentos a fornecedores, etc. Ativo = Bens e Direitos Em regra, classificam-se no ativo as contas que representam bens e direitos, mas há casos em que os bens que são controlados pela empresa e que transfiram riscos e benefícios também serão ativos, é o caso do arrendamento mercantil, na modalidade leasing financeiro. Atenção: O arrendamento operacional não transfere os riscos e benefícios ao arrendatário, portanto não deve ser considerado ativo. PASSIVO – evidencia toda a obrigação (dívida) que a empresa tem com terceiros: contas a pagar, fornecedores, impostos a pagar, comissões a pagar, salários a pagar, financiamentos e empréstimos, etc. Passivo = Obrigações (dívidas) com terceiros Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na 125 saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Patrimônio Líquido Demonstra os recursos dos proprietários (sócios e acionistas) aplicados no empreendimento. O investimento inicial é denominado capital (capital social). O patrimônio líquido não é só acrescido com novos investimentos dos proprietários, mas, principalmente, com os rendimentos resultantes do capital aplicado, ou seja, o lucro (receitas menos despesas). Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos (Resolução CFC nº 1.374/2011). O patrimônio líquido é dividido em: capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados (Lei nº 6.404/76, art. 178, § 2º, III). Composição do Balanço Patrimonial segundo o art. 178 da Lei _______________________ UNIDADE Tematica 10.3 Exercicios Integrados 1.Assinale abaixo a única opção que contém uma afirmativa falsa. a) A finalidade da Contabilidade é assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como sobre o resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins. b) A Contabilidade pode ser conceituada como sendo “a ciência que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não”. c) Pode-se dizer que o campo de aplicação da Contabilidade é a entidade econômico-administrativa, seja ou não de fins lucrativos. d) O objeto da Contabilidade é definido como o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma entidade econômico-administrativa. e) Enquanto a entidade econômico-administrativa é o objeto da Contabilidade, o patrimônio é o seu campo de aplicação. 126 2.A contabilidade possui objeto próprio. Assinale a alternativa que demonstra corretamente este objeto. a) O patrimônio das entidades. b) O ativo da empresa. c) O passivo da empresa. d) Passivo a descoberto da empresa. e) A informação gerada pela contabilidade . 3.Em relação aos interesses dos principais usuários da informação contábil, assinale a afirmativa incorreta. (A) Os acionistas atuais da empresa têm grande interesse na sua rentabilidade atual. (B) Os investidores que podem se tornar acionistas futuros efetuam um confronto da rentabilidade da empresa comparando com as diversas opções existentes no mercado. (C) O governo foca na análise do fluxo de caixa da empresa para determinar o imposto a ser pago. (D) Os financiadores concentram-se na capacidade de a empresa pagar os valores dos financiamentos e dos juros. (E) Os empregados analisam a capacidade da empresa em efetuar o pagamento dos salários e em sua capacidade de expansão. A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxílio às funções de determinação de desempenho, e de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões, bem como tornar possível a alocação mais criteriosamente possível dos custos de produção aos produtos. A contabilidade de custos coleta, classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser tanto monetários como físicos. Exemplos de dados físicos operacionais: unidade produzidas, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de produção, entre outros. https://pt.wikipedia.org/wiki/Contabilidade https://pt.wikipedia.org/wiki/Contabilidade https://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Produ%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Produ%C3%A7%C3%A3o 127 _______________________ UNIDADE Tematica 10.2 Nocoes de Contabilidade Analitica 10.2.Definição, âmbito, objectivos e características da Contabilidade Analítica _______________________ 10.2.1 Definições de Contabilidade Analítica Charles Brunet, em "Técnica de Contabilidade Analítica de Exploração", define Contabilidade Analítica como a parte da contabilidade que determina por ramos de actividade, produtos, serviços, clientes ou por outros elementos: • O montante de vendas • Os custos correspondentes • O lucro ou prejuízo O Plano de Contas Francês (1957) define Contabilidade Analítica como uma forma detratamento de dados que visa pôr em evidência elementos constituintes dos custos e dosproveitos que apresentam maior interesse para a gestão da empresa. A Contabilidade de Custos recebia, até algumas décadas atrás, a designação de Contabilidade Industrial, já que era utilizada essencialmente por empresas industriais,sobretudo dos sectores automóvel e têxtil. Também recebe adesignação de Contabilidade Analítica de Exploração, uma vez que recolhe os custos da conta de exploração e analisa-osdetalhadamente. A Contabilidade de Custos é uma parte da contabilidade que tem por objectivo a captação,medição,registo, avaliação e controlo da circulação interna dos valores da empresa, visando a transmissão de informação sobre a produção, formação interna de preços de custo e sobrea política de preços e vendas, análise dos resultados através do confronto com a informação transmitida pelo mercado de factores e produtos. Assim, trata-se de um subsistema de informação que tem em vista a medida e análise de custos, proveitos e resultados relacionados com os diversos objectivos definidos pelas organizações. Salienta-se, pois, que o seu objecto são os custos, os proveitos e o resultado das organizações, que determina e analisa não de uma forma globalizante, como acontece na contabilidade geral, mas sim de forma analítica e de acordo com as necessidades da Gestão da organização em causa. 128 _______________________ 10.2.2. Objectivos da Contabilidade Analítica Segundo o Plano de Contas Francês os objectivos essenciais da Contabilidade de Custossão os seguintes: ✓ Conhecer os custos das diferentes funções desenvolvidas pela empresa; ✓ Determinar as bases de valorimetria de alguns elementos do Balanço da empresa; ✓ Explicar os resultados, comparando os custos dos produtos (bens e serviços) com os ✓ correspondentes preços de venda; ✓ Estabelecer previsões de despesas e de receitas correntes; ✓ Constatar a sua realização e explicar os desvios resultantes. _______________________ 10.2.3. Podemos referir ainda os seguintes objectivos: 1.Fornecer informações atempadas e oportunas para facilitar a tomada de decisões aos gestores, com base em critérios de racionalidade económica, nomeadamente: ✓ Informação necessária para a planificação e controlo; ✓ Informação complementar à contabilidade financeira; ✓ Informação para a avaliação das existências finais (no caso de empresas industriais). 2. Reclassificação dos custos por funções 3. Medida e análise de custos e proveitos 4. Apoio a outros instrumentos técnicos e de gestão 5. Avaliar a performance económico-financeira A Contabilidade Analítica permitirá apoiar a Gestão em decisões tais como: ✓ Comprar ou fabricar? 129 ✓ ✓ Transportes e manutenção próprios? ✓ Investir ou não? ✓ Que programa de produção e de vendas? ✓ Quais os produtos que a empresa deverá fabricar? ✓ Quais as quantidades a produzir? Que preços se devem exigir? Quais as modalidades de venda a adoptar? Quais as zonas geográficas que oferecem melhores perspectivas? ______________________ 10.2.4. Características da Contabilidade Analítica ✓ Objectiva; ✓ Opõe-se à rigidez e uniformidade da Contabilidade Geral ou Financeira; ✓ Permite o estabelecimento de padrões e previsões; ✓ Examina todas as situações que tenham originado desvios em relação ao previsto. _______________________ 10.2.5. Contabilidade Geral versus Contabilidade Analítica Critérios de comparação Contabilidade Geral Contabilidade Custos de Face à lei Obrigatória “Facultativa” Ponto de vista da empresa Global Pormenorizado Horizontes Passado Presente e Futuro Natureza dos fluxos observados Externos Internos Documentos de base Externos Externos e Internos 130 Classificação dos encargos Por natureza Por destino Objectivos Financeiros Económicos Regras Rígidas normativas (PCGA) e Maleáveis e evolutivas Utilizadores Terceiros + Todos os responsáveis Direcção Natureza da informação Precisa, Certificada, Histórica, Quantitativa, Monetária, Exacta Rápida, Pertinente, Aproximada, Qualitativa, Não Monetária Princípios subjacentes Consistência Uniformidade Verificabilidade Relevância Flexibilidade Informação sobre a organização Agregada Segmentada Forma de registo Formal Informal _______________________ 10.2.6 Classificacao dos custos Segundo(Caiado e Cabral 2006) ao custos devem possuir varios atributos que são: Facil identificacao; Facil de medir; Dificil de duplicacao ( cada elemento de um custo deve ser um e único). _______________________ 10.2.6.1. Os custos podem ser: Custos variaveis – actuam com alteracao da quantidade produzida; Custos fixos – são aqueles que se mantem inalteraveis na producao; Custo semi – variaveis – inclobam componentes fixos e variaveis. Exemplo: pagamento salarios que contemsubicidios de produtividade. 131 Os custos variaveis podem ser: • Crescente; • Decrescentes; • Constantes; _______________________ 10.2.6.2. Custos de Oprtunidade Custos relevantes – é o custoutil em termos de decisao de escolha; Custos Reais – são custo decididos pela empresa nos pagamentos ou depois de serpago; Custo Teoricos – É aquele que esta escrito nas facturas porformas antes de pagamento; Custo orcamentais- são custo planificacao; 10.2.6.3. Determinacao dos custo Oscusto são determinadospor: MD - Materiais directas MOD – salarios do pessoal da fabrica actos na unidade. GGF – gastos gerais ou indirectos na producao. Exemplo: ( Água, Energia); CIPA – Custos industriais deprodutos acabados; CIPV – Custo Industrial de Produtos vendidos; i– Taxa; PF – Preço Fixo CIPA = MD + MOD + GGF CIPV = Pxi + CIPA - PF _______________________ ❖ Resumos da formulas relacionados com os calculos dos determinante dos custos π= RT - CT P x Q - C F + CVU x Q CT = CF + CV π = Q ( P + CVU ) – CF CV = CVU X Q Onde: RT – Receita total 132 CT – Custo Total CF – Custos fixos CV- Custo Variavel P – Preço Q – Quantidade CVU – Custo Variavel Unitario Exemplo: Uma Empresa B vende 8 unidades por 30 Mt Sabendo que: MD = 10x 15 , 00 MT MOD = 5x 20,00 MT Água = 30,00 MT Q = 10 Unidades CIPAU = 28 Caulcula: CIPA = ? CIPV = ? π = ? Resolução Dados Formula MD = 150CIPA = MD + MOD + GGF MOD = 100 CIPA = 150 + 100 + 30 MT Água = 30 MT CIPA = 280 MT R/ Logo o Custo industrialde Produtos Acabados é igual a 280 MT CIPV = ? Dados Formula CIPA = 280 MT CIPV = Pi + CIPA – 2x CIPAU CIPAU = 28 CIPV = 0 + 280 – 2 x 28 CIPV = 224 R/: Logo o Custo industrialde Produtos vendidos é igual a 224 MT π= ? Dados: formula RT = P X Q π = RT - CIPV RT = 30 MT X 8 Ud. = 280 π = 280 – 224 = 16 CIPV = 224 133 ____________________ TEMA XI Finanças Empresariais UNIDADE Tematica O objectivo das Finanças Empresariais é a análise do risco a que a empresaestá sujeita, sendo utilizada como metodologia de gestão do risco a metodologia de Campell & Kraeaw. Passos da metodologia: 1.Identificação das fontes de exposição ao riscoa. Exemplo: devedores, preços das matérias-primas, volatilidade da taxade câmbio, estrutura de custos da empresa. 2.Quantificação dos riscos: criação de rácios que nos permitam medir o risco 3.Avaliação do impacto dos riscos na estratégia adoptada e na própria empresa 4Selecção dos produtos, dos mercados e das estratégias de cobertura maisadequados para os gerir. Exemplo: Uma empresa industrial exportadora está sujeita ao risco de taxa de câmbio,podendo recorrer ao Mercado Over the Counter para cobrir o risco através de um swapde taxas de câmbio. 1ª Parte do Programa Análise dos riscos e dafunção desempenhada pela informação financeira na tomadade decisões racionais. Informação Financeira – Procura de informação, oferta de informação e valor da mesma. Análise Financeira c\x xxxxxxxx\ x\\x – Análise das empresas para a elaboração do diagnóstico económico-financeiro (estuda os riscos, rácios financeiros e fluxos financeiros). 134 Gestão de Carteira –Estudo da gestão dos valores mobiliários (estuda as funções do mercado,cálculo das rentabilidades e modelos de avaliação dos activos financeiros). 2ª Parte do Programa Análise das fontes de financiamento (próprias ou alheias), da política de dividendos edos modelos de avaliação das empresas. Estrutura Financeira das Empresas– Apresenta as diferentes teorias explicativas da estruturade capitais (teorias trade-off, pecking order theory e teoria dos sinais). Política de Dividendos– Estuda a relação entre a política de dividendos e o valor da empresa. Avaliação de Empresas– Avaliação de empresas segundo as ópticas estáticas e dinâmicas. Põeem relevo o modelo DCF (discounted cash-flows) aplicado aos dividendos e aos FCF (free cash-flows). Referências BASSAN, V. R. et al. Proposição de um Plano de negócios: O caso da empresa Artefacto. In: Semana Internacional das Engenharias da Fahor, 1., 2011, Horizontina. Anais... Horizontina: SIEF, 2011. 2ª SIEF – Semana Internacional das Engenharias da FAHOR SANTANA, Ana Lúcia Jansen de Mello, Empreendedorismo com foco em negócios sociais, Curitiba: NITS UFPR, 2015. IDALBERTO CHIAVENATO, Empreendedorismo : dando asas ao espírito empreendedor: empreendedorismo e viabilidade de novas empresas : um guia eficiente para iniciar e tocar seu próprio negócio, 2.ed. rev. e atualizada. - São Paulo: Saraiva, 2017 RODRIGUES, Sofia, ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários e EduWeb, Fev-2008 CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 2000. GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas. Enfoque nos Papéis Profissionais. São Paulo: Atlas, 2006. BERGMANN, N. et al. Gestão Empreendedora: Proposta de um plano de negócios para uma pastelaria. In: Semana Internacional das Engenharias da Fahor, 1., 2011. DOLABELA, F. O segredo de Luísa. 30. ed. São Paulo: Editora de Cultura, 2006. 135 CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 2000. GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas. Enfoque nos Papéis Profissionais. São Paulo: Atlas, 2006. MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. São Paulo: Futura, 2000. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: O capital humano nas organizações. São Paulo: Elsevier, 2009. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos; O Capital Humano das Organizações. São Paulo, Editora Atlas, 2004. ASSIS JUNIOR, R. de; GOMES, R. P.; IKISSIMA, M. S. & VIEIRA, A. A.. A importância das habilidades de relacionamento interpessoal nas empresas prestadoras de serviços. Monografia. Salvador. Especialização em Administração de Serviços; Universidade Federal da Bahia, 2004. CENTRO TECNOLÓGICO DO CALÇADO DE PORTUGAL. Gestão de Recursos Humanos. Guia do Empresário. São João da Madeira. Portugal. 2016. GALDINO, V.. Um estudo sobre a comunicação como ferramenta gerencial em uma empresa jornalística. Biguaçu. Curso de Psicologia Biguaçu; Centro de Ciências da Saúe; Universidade do Vale do Itajaí, 2010. JACOMINI, L.. O papel da comunicação nas organizações. Ver. Npi/Fmr. Faculdade de Agudos – FAAG, set. 2011. SILVEIRA, C. N.. A comunicação interna e a relação com os recursos humanos e qualidade. Um estudo de caso na BrasilCenter Comunicações. Monografia. Juiz de Fora: UFJF; FACOM, 1 sem. 2006. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. GÓES, M. A. T.; FRANCISCO, A. C. de. Cadeia de inovação tecnológica do estado de Sergipe pelo viés do sistema de incubação. In: Simpósio de Engenharia de Produção, 16., 2009, Bauru: SIMPEP, 2009. Disponível em: <http://www.simpep.feb.unesp.br/anais_simpep.php?e=4>. Acesso em: 14 nov. 2011. NIGRI, J. A Importância do Plano de Negócios. Disponível em: <http://www.catho.com.br/cursos/index.php?p=artigo&id_artigo=195&acao=exibir>. Acesso em: 02 dez. 2011. PRADO, L. J. Você precisa de um Plano de Negócio?. Disponível em: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/6FE3960FC304C4CC03256D520059 B7C6/$File/197_1_arquivo_plano.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2011. ROSA, C. A. Como elaborar um plano de negócio. Brasília: SEBRAE, 2007. YUKI, W. K. et al. Organização de uma área de novos negócios e proposição de um modelo de desenvolvimento de novos negócios. In: Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 29., 2009, Salvador: ENEGEP, 2009. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2009_TN_STP_097_655_14445.pdf>. Acesso em: 29 nov. 2011. 136