Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Como funciona o modelo padrão de
guarda compartilhada?
Não existe um modelo único de guarda compartilhada que se aplique a todos os casos. Cada situação
familiar é diferente, com suas próprias necessidades e dinâmicas. A flexibilidade do modelo é
justamente um de seus pontos fortes, permitindo adaptações conforme as características específicas de
cada família.
No entanto, o Código Civil brasileiro, em seu artigo 1.583, define alguns princípios importantes para a
guarda compartilhada, que servem como diretrizes fundamentais para sua implementação:
A guarda compartilhada deve ser aplicada sempre que possível, sendo o melhor interesse da criança
o principal critério a ser considerado. Isso significa que aspectos como desenvolvimento emocional,
educacional e social da criança devem ser priorizados acima de quaisquer outros interesses.
A decisão sobre a guarda compartilhada deve ser tomada de forma consensual pelos pais, se
possível, ou por decisão judicial, em caso de divergência. O ideal é que os pais cheguem a um
acordo através de mediação ou negociação, evitando conflitos que possam afetar negativamente a
criança.
Os pais devem exercer a guarda em conjunto, definindo responsabilidades e tempo de convivência
com a criança de forma equilibrada e harmônica. Isso inclui decisões sobre educação, saúde,
atividades extracurriculares e outros aspectos importantes da vida da criança.
A legislação brasileira busca garantir que a criança tenha contato frequente com ambos os pais,
promovendo a convivência familiar e evitando que um dos genitores seja excluído da vida do filho. Esta
abordagem se baseia em estudos que demonstram que crianças que mantêm relacionamentos
saudáveis com ambos os pais tendem a ter melhor desenvolvimento emocional e social.
Em termos práticos, a guarda compartilhada pode variar em seus detalhes, como a divisão do tempo
com a criança, as responsabilidades de cada genitor e as formas de comunicação e resolução de
conflitos. Para determinar o modelo ideal, o Judiciário, em conjunto com os pais, considerará as
características da família, a idade da criança, a distância geográfica entre as residências, entre outros
fatores.
Alguns aspectos práticos que precisam ser definidos no acordo de guarda compartilhada incluem:
Calendário detalhado de convivência, incluindo rotina semanal, feriados e férias
Divisão de responsabilidades financeiras relacionadas à criança
Método de comunicação entre os pais para tratar de assuntos relacionados à criança
Procedimentos para tomada de decisões importantes
Forma de lidar com eventuais mudanças no acordo estabelecido
É importante ressaltar que o sucesso da guarda compartilhada depende muito da maturidade e do
compromisso dos pais em manter uma comunicação efetiva e respeitosa, sempre priorizando o bem-
estar da criança. Quando necessário, profissionais como psicólogos, mediadores e advogados podem
auxiliar na construção e manutenção de um acordo que funcione bem para todas as partes envolvidas.

Mais conteúdos dessa disciplina