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UNIDADE I –Introdução a Traumato-ortopedia Prof. Me. Erielson Bossini Prof. Me. Rodrigo Corrêa Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência DOR - Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos DOR AGUDA – se manifesta transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas. Normalmente desaparece quando a causa é corretamente diagnosticada e quando o tratamento recomendado pelo especialista é seguido corretamente pelo paciente. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência DOR RECORRENTE - Apresenta períodos de curta duração que, no entanto, se repetem com freqüência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico. DOR CRÔNICA - duração prolongada, que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica. A dor crônica pode também pode ser consequência de uma lesão já previamente tratada. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência LOCALIZAÇÃO DA DOR Solicitar para o paciente identificar os pontos de dor. Registrar os pontos dolorosos Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Caracterização da dor IRRITATIVA Procurar uma atividade ou posição na qual o paciente realize rotineiramente, por um certo tempo e analisar as estratégias compensatórias que ele faz para evitar os sintomas. ü Se breve pode indicar um um quadro irritável. ü Pode permitir que façamos um prognóstico da gravidade do caso. ü Registrar os movimentos e a intensidade dos sintomas. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Caracterização da dor DOR MECÂNICA Apresenta• comportamento ciclico. • É desencadeada por movimentos ou posturas. Usualmente• aumenta durante o dia. • É aliviada com mudanças de posicão. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Caracterização da dor DOR INFLAMATÓRIA • Resposta a um trauma, com exacerbação inicial e alivio gradual. • Sinais flogisticos evidentes ( Dor, calor, rubor, edema e perda funcional) • Dor constante e latejante. • Sensibilidade aumentada • Fácil localização do ponto doloroso Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência ESCALAS AVALIATIVAS DE DOR • Dor atual • Maior dor nas últimas 48h. • Menor dor nas últimas 48h. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência ü A palavra "edema" tem origem no grego oidema, que significa inchaço ü É o excesso de líquido acumulado no espaço intersticial, ou seja, entre os tecidos do corpo. O acúmulo desse líquido, composto por água, sais e proteínas plasmáticas, pode ser localizado ou generalizado (anasarca). Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência • Pode ser: 1. Qualitativamente (quente ou frio) 2. Quantitativamente ( medida circunferencial ou pelo volúmetro) AVALIAÇÃO DO EDEMA Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Derrame articular é caracterizado pelo acúmulo de líquido em uma articulação, que pode ser líquido sinovial (fluido sinovial ou sinóvia) ou líquido sinovial com sangue. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência ü É a perda de volume ou tamanho de uma parte do organismo. Podeü afetar um músculo, um órgão, um membro ou um tecido. ü A causa pode ser: uma patologia ou transtorno associado como a desnutrição, uma disfunção hormonal, uma vascularização insuficiente ou uma doença. Ela pode também ser provocada por uma ausência de renovação dos tecidos celulares. Quandoü uma parte do organismo não é utilizada, ela tende a se atrofiar. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Utilizar• a fita métrica. Iniciar• pelo membro normal. Avalia• o perímetro do segmento corporal. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência • Imobilização repentina de uma articulação, acompanhada de dores fortes. • Causas: fragmentos de cartilagem soltos ou fragmentos de cartilagem e osso que flutuam na articulação. • É uma faixa de tecido que une dois tecidos do corpo, como se fosse uma cicatriz. Pode parecer como um filme plástico ou bandagens fibrosas. • As aderências podem acontecer como uma reação do corpo para reparar algum dano e também por uma resposta de nosso organismo a fatores como cirurgia, infecção, trauma ou radiação. Semiogênese e Semiotécnica em Traumato- ortopedia para: dor, edema, derrame articular, atrofia, bloqueio articular e aderência Diagnóstico Cinesiológico Funcional • É compreendido como avaliação físico-funcional, caracterizada pela análise e estudo da estrutura e funcionamento dos desvios físico-funcionais de um indivíduo através de metodologias e técnicas fisioterapêuticas, com a finalidade de identificar e quantificar as alterac ̧ões apresentadas, considerando os desvios dos graus de normalidade para os de anormalidade. Diagnóstico Cinesiológico Funcional Constitui• o parecer de um Fisioterapeuta sobre o estado de sau ́de de um paciente, portador de enfermidade ou lesa ̃o, baseado na observac ̧a ̃o de processos patológicos anteriores e de informac ̧ões adicionais constituídas por dados colhidos na admissa ̃o do paciente, o histórico patológico, os dados que se deduzem do exame clínico e demais elementos clínicos, funcionais e psicossociais. • Devem ser construídos conforme as alterações identificadas na avaliação. • Utilizar sempre verbos no infinitivo. • Reduzir, aumentar, manter, melhorar, promover, prevenir, eliminar, acelerar dentre outros. Assistência Fisioterapêutica – Objetivos do Tratamento Assistência Fisioterapêutica – Programa de Atendimento Fisioterapêutico Antes• de implementar um programa de atendimento fisioterapêutico deve ser realizado um exame físico completo e o fisioterapeuta deve estar familiarizado com seus achados. Visa a restauração da atividade física.• Reversão das condições físicas associadas à lesão ou disfunção.• Condutas terapêuticas• Frequência de atendimento• • É um termo que deriva do latim prognostĭcum embora a sua origem mais remota se encontre na língua grega. O conceito faz referência à ação e ao efeito de prognosticar (conhecer o futuro através de certos indícios). • Nas ciências da saúde, entende-se por prognóstico o conhecimento ou juízo antecipado, prévio, feito pelo profissional da saúde, baseado necessariamente no diagnóstico médico e nas possibilidades terapêuticas, segundo o estado da arte, acerca da duração, da evolução e do eventual termo de uma doença ou quadro clínico sob seu cuidado ou orientação. Assistência Fisioterapêutica – Elaboração do Prognóstico • O conhecimento dos fatores prognósticos é de fundamental importância na determinação dos programas terapêuticos. • Uma terapia baseada em uma avaliação prognóstica possibilita a aplicação de diferentes modalidades terapêuticas utilizadas no tratamento com a intensidade e as efetividades adequadas e individualizadas para um pacienteespecífico. Assistência Fisioterapêutica – Elaboração do Prognóstico Tecido Conjuntivo • É um tecido de conexão, composto de grande quantidade de matriz extracelular, células e fibras. • Suas principais funções são fornecer sustentação e preencher espaços entre os tecidos, além de nutri-los. • Existem tipos especiais de tecido conjuntivo, cada um com função específica. Isso varia, principalmente, de acordo com a composição da matriz e do tipo de células presentes. TECIDO CONJUNTIVO FROUXO •É constituído de pouca matriz extracelular, com muitas células e poucas fibras. •É encontrado pelo corpo todo, envolvendo órgãos. Além disso serve de passagem a vasos sanguíneos, sendo assim importante na nutrição dos tecidos. TECIDO CONJUNTIVO DENSO •Possui grande quantidade de matriz extracelular, com predominância das fibras colágenas, dispostas sem grande organização. Há poucas células presentes, entre elas os fibroblastos. •É encontrado abaixo do epitélio, na derme, conferindo resistência às pressões mecânicas, graças às suas muitas fibras. Também é muito encontrado nos tendões. Tecido Conjuntivo TECIDO CONJUNTIVO ADIPOSO •É um tipo de tecido conjuntivo de propriedades especiais. Sua função é de reserva energética e também proteção contra o frio e impactos. •É constituído de pouca matriz extracelular, com quantidade considerável de fibras reticulares e muitas células especiais, os adipócitos, que acumulam gordura. Tecido Conjuntivo TECIDO CONJUNTIVO CARTILAGINOSO •É composto por grande quantidade de matriz extracelular, no entanto, ela é mais rígida nesse tecido do que no conjuntivo propriamente dito. Isso ocorre devido à presença de glicosaminoglicanas associadas às proteínas, além de finas fibras colágenas. •Nas cartilagens, constituídas desse tecido, estão presentes os condrócitos, células que ficam alojadas dentro de lacunas na matriz. •Devido à sua consistência especial, o tecido cartilaginoso faz a sustentação de diversas regiões do corpo, mas com certa flexibilidade. Tecido Conjuntivo Tecido Conjuntivo TECIDO CONJUNTIVO ÓSSEO •É um tecido mais rígido, presente nos ossos e responsável pela sustentação e movimentação. •É composto de abundante matriz extracelular, rica em fibras colágenas e moléculas especiais (proteoglicanas e glicoproteínas). A matriz é calcificada pela deposição de cristais (formados de fosfato de cálcio) sobre as fibras. •A célula especial do tecido, o osteócito, fica no interior de lacunas na matriz rígida. É uma célula madura originada dos osteoblastos, células ósseas jovens. Tecido Conjuntivo TECIDO CONJUNTIVO SANGUINEO •É um tecido especial cuja matriz se encontra no estado líquido. Essa substância se chama plasma, nele estão as células sanguíneas: glóbulos vermelhos (hemácias) e glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas (fragmentos celulares). •O tecido hematopoiético ou hemocitopoiético é responsável pela formação das células sanguíneas e componentes do sangue. Ele está presente na MEDULA ÓSSEA, localizada no interior de alguns ossos. • Como qualquer sistema biológico não é estático. • Está em estado de equilibrio constante, denominado de HOMEOSTASE. • Quando submetido a força ou estresse externo, responde de maneira muito especifica: 1.Adaptação: estabelecimento bem sucedido do novo estado sem colapso. 2.Colapso temporário: lesão 3.Colapso definitivo: morte Sistema musculoesquelético Sistema musculoesquelético Ossos• Cartilagens• Ligamentos• Músculos• Nervos• Tendões• Sinóvias• Bolsas• Fáscias• • A epidemiologia indica, através de estudos, os aspectos da doença e até mesmo do desastre como sua frequência, sua distribuição geográfica e a população que mais corre risco. Os dados produzidos pela epidemiologia podem ser de doenças conhecidas ou não. OBJETIVOS • Relatar a disseminação e a importância do agente causador da doença em relação com as dificuldades da saúde entre as populações humanas. • Gerar informações que sirvam de base para a prevenção, moderação e tratamento das doenças, estabelecendo prioridades. • Identificar a causa e origem da doença. Importância Epidemiológica • Extra articulares • Intra articulares • Avaliaçào dos tecidos moles adjacentes Classificação das doenças Ortopédicas Etiopatogênia Estudo das causas das doenças e dos mecanismos patogénicos que atuam sobre o organismo para provocarem essas doenças. Estudo do que provoca uma doença, uma patologia. Análise especializada das causas que ocasionam o desenvolvimento de certas doenças. São• entendidos como as condições da enfermidade relacionáveis ao nível educacional dos portadores, a ̀s informações que têm sobre a doença e a ̀ sua influencia sobre os hábitos sanitários e as condições pessoais e de vida, além das ideias, valores, crenças ou expectativas pessoais que têm relação com a ́ doença (Bricen ̃o Leon, 1994) Aspectos psicossociais das doenças ortopédicas UNIDADE I –Introdução a Traumato-ortopedia Prof. Me. Erielson Bossini Prof. Me. Rodrigo Corrêa