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01 11 2024 - Aula 7 - Proc penal - PRISÕES pptx

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POLÍCIA MILITAR
Centro de Ensino, Formação e Aperfeiçoamento de Praças
MATO
GROSSO
DO SUL
DIREITO PROCESSUAL PENAL
PRISÕES, MEDIDAS 
CAUTELARES E LIBERDADE 
PROVISÓRIA
CONCEITO:
Segundo GUILHERME DE SOUZA NUCCI, prisão é “privação da 
liberdade, tolhendo-se o direito de ir e vir, através do recolhimento da 
pessoa humana ao cárcere.” 
Para Renato Brasileiro: deve ser compreendida como a privação da 
liberdade de locomoção, com o recolhimento da pessoa humana ao 
cárcere, seja em virtude de flagrante delito, ordem escrita e 
fundamentada da autoridade judiciária competente, seja em face de 
transgressão militar ou por força de crime propriamente militar, definidos 
em lei (CF, art. 5º, LXI).
CONCEITO:
CPP Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou 
por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária 
competente, em decorrência de prisão cautelar ou em virtude de 
condenação criminal transitada em julgado.
Onde antes a lei referia sobre as espécies (temporária e preventiva), hoje 
menciona o gênero (prisão cautelar).
Pelo conceito sublinhado 
anteriormente podemos 
concluir que no Brasil a 
prisão é medida de 
exceção.
ESPÉCIES DE PRISÃO:
a)prisão extrapenal: tem como subespécies a prisão civil (devedor de 
alimentos), e a prisão militar;
a)prisão penal: (prisão pena ou pena) é aquela que decorre de sentença 
condenatória com trânsito em julgado;
a) prisão cautelar, provisória, processual ou sem pena: tem como 
subespécies a prisão em flagrante, a prisão preventiva e a prisão 
temporária
ESPÉCIES DE PRISÃO
Extrapenal Penal Cautelar/processual
Civil; 
Militar
Para cumprir a 
condenação
Medida cautelar
ESPÉCIES DE PRISÃO:
Prisão Penal
A prisão penal, prisão-pena é aquela que resulta de sentença 
condenatória com trânsito em julgado que impôs o cumprimento de pena 
privativa de liberdade. 
Só pode ser aplicada após um devido processo penal no qual tenham 
sido respeitadas todas as garantias e direitos do cidadão. Além de 
expressar a satisfação da pretensão punitiva ou a realização do Direito 
Penal objetivo, caracteriza-se pela definitividade.
ESPÉCIES DE PRISÃO:
Prisão Cautelar
Prisão cautelar é aquela decretada antes do trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória com o objetivo de assegurar a eficácia das 
investigações ou do processo criminal.
A prisão cautelar deve estar obrigatoriamente comprometida com a 
instrumentalização do processo criminal. Não pode ser decretada para 
dar satisfação à sociedade, à opinião pública ou à mídia, como mera 
consequência da deflagração de uma investigação policial ou até mesmo 
da instauração de um processo penal.
ESPÉCIES DE PRISÃO:
Prisão Cautelar
Enquanto a prisão penal objetiva infligir punição àquele que sofre a sua 
decretação, a prisão cautelar destina-se única e exclusivamente a atuar 
em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal.
Isso significa que a prisão cautelar não pode ser utilizada com o objetivo 
de promover a antecipação da pena. 
ESPÉCIES DE PRISÃO:
Prisão Cautelar
De acordo com a doutrina majoritária, a prisão cautelar apresenta-se 
entre nós sob três modalidades:
a)prisão em flagrante;
a)prisão preventiva;
c) prisão temporária
PRISÃO EM FLAGRANTE
É medida restritiva da liberdade, de natureza cautelar e processual, 
consistente na prisão, independente de ordem escrita do juiz 
competente, de quem é surpreendido cometendo, ou logo após ter 
cometido, um crime ou uma contravenção.
PRISÃO EM FLAGRANTE
O que diz o CPP sobre a prisão em flagrante?
PRISÃO EM FLAGRANTE
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus 
agentes DEVERÃO prender quem quer que seja encontrado em flagrante 
delito.
PRISÃO EM FLAGRANTE
Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la;
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por 
qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou 
papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
PRISÃO EM FLAGRANTE
 Art. 303. Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante 
delito enquanto não cessar a permanência.
PRISÃO EM FLAGRANTE
 Art. 304. Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o 
condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia 
do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva 
das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado 
sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva suas 
respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o auto. 
PRISÃO EM FLAGRANTE
 Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de 
até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá 
promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado 
constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério 
Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente:
I - relaxar a prisão ilegal; Ou
II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os 
requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas 
ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; Ou
III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante próprio: (também chamado de propriamente dito, real ou 
verdadeiro): é aquele em que o agente é surpreendido cometendo uma 
infração penal ou quando acaba de cometê-la (CPP, art. 302, I e II). 
Nesta última hipótese, devemos interpretar a expressão “acaba de 
cometê-la” de forma restritiva, no sentido de uma absoluta imediatidade, 
ou seja, o agente deve ser encontrado imediatamente após o 
cometimento da infração penal (sem qualquer intervalo de tempo).
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante impróprio (também chamado de irreal ou quase flagrante): 
ocorre quando o agente é perseguido, logo após cometer o ilícito, em 
situação que faça presumir ser o autor da infração (CPP, art. 302, III). No 
caso do flagrante impróprio, a expressão “logo após” não tem o mesmo 
rigor do inciso precedente (“acaba de cometê-la”). Admite um intervalo 
de tempo maior entre a prática do delito, a apuração dos fatos e o 
início da perseguição.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Assim, “logo após” compreende todo o espaço de tempo necessário 
para a polícia chegar ao local, colher as provas elucidadoras da 
ocorrência do delito e dar início à perseguição do autor. NÃO tem 
qualquer fundamento a regra popular de que é de vinte e quatro horas 
o prazo entre a hora do crime e a prisão em flagrante, pois, no caso do 
flagrante impróprio, a perseguição pode levar até dias, desde que 
ininterrupta.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante presumido (ficto ou assimilado): o agente é preso, logo depois 
de cometer a infração, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que 
façam presumir ser ele o autor da infração (CPP, art. 302, IV). 
Não é necessário que haja perseguição, bastando que a pessoa seja 
encontrada logo depois da prática do ilícito em situação suspeita. Essa 
espécie de flagrante usa a expressão “logo depois”, ao invés de “logo 
após” (somente empregada no flagrante impróprio).
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Embora ambas as expressões tenham o mesmo significado, a doutrina 
tem entendido que o “logo depois”, do flagrante presumido, comporta um 
lapso temporal maior do que o “logo após”, do flagrante impróprio.
Próprio Está 
acontecendo/a
caba de 
acontecer
Impróprio 
Perseguição. 
(Logo após)
Presumido
Encontrado. 
(Logo depois)
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante compulsório ou obrigatório: chama-se compulsório porque o 
agente é obrigado a efetuar a prisão em flagrante, não tendo 
discricionariedade sobre a conveniência ou não de efetivá-la. Ocorre em 
qualquer das hipóteses previstas no art. 302 (flagrantepróprio, impróprio 
e presumido), e diz respeito à autoridade policial e seus agentes, que têm 
o dever de efetuar a prisão em flagrante. Está previsto no art. 301, 
segunda parte, do Código de Processo Penal: “... as autoridades policiais 
e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em 
flagrante delito”.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante facultativo: consiste na faculdade de efetuar ou não o 
flagrante, de acordo com critérios de conveniência e oportunidade. 
Abrange todas as espécies de flagrante, previstas no art. 302, e SE 
REFERE ÀS PESSOAS COMUNS DO POVO. Está previsto no art. 301, 
primeira parte, do Código de Processo Penal: “Qualquer do povo 
poderá... prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante preparado ou provocado (também chamado de delito de 
ensaio, delito de experiência ou delito putativo por obra do agente 
provocador): na definição de Damásio de Jesus, “ocorre crime putativo 
por obra do agente provocador quando alguém de forma insidiosa 
provoca o agente à prática de um crime, ao mesmo tempo em que toma 
providências para que o mesmo não se consume”. Trata-se de 
modalidade de crime impossível, pois, embora o meio empregado e o 
objeto material sejam idôneos, há um conjunto de circunstâncias 
previamente preparadas que eliminam totalmente a possibilidade da 
produção do resultado. 
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Assim, podemos dizer que existe flagrante preparado ou provocado 
quando o agente, policial ou terceiro (provocador), induz o autor à prática 
do crime, viciando a sua vontade, e, logo em seguida, o prende em 
flagrante. Neste caso, em face da ausência de vontade livre e espontânea 
do infrator e da ocorrência de crime impossível, a conduta é considerada 
atípica. 
STF, Súmula 145: “Não há crime, quando a preparação do flagrante pela 
polícia torna impossível a sua consumação”.
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante esperado: nesse caso, a atividade do policial ou do terceiro 
consiste em simples aguardo do momento do cometimento do crime, sem 
qualquer atitude de induzimento ou instigação. Considerando que 
nenhuma situação foi artificialmente criada, não há que se falar em fato 
atípico ou crime impossível. O agente comete crime e, portanto, poderá 
ser efetuada a prisão em flagrante. 
STJ: “Não há flagrante preparado quando a ação policial aguarda o 
momento da prática delituosa, valendo-se de investigação anterior, para 
efetivar a prisão, sem utilização de agente provocador”
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante prorrogado ou retardado: está previsto no art. 8º da Lei n. 
12.850/2013, (Lei de organizações criminosas), e “consiste em retardar a 
interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas 
ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para 
que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da 
formação de provas e fornecimento de informações”. Neste caso, portanto, o 
agente policial detém discricionariedade para deixar de efetuar a prisão em 
flagrante no momento em que presencia a prática da infração penal, podendo 
aguardar um momento mais importante do ponto de vista da investigação 
criminal ou da colheita de prova. (Ação controlada)
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Difere-se do esperado, pois, neste, o agente é obrigado a efetuar a prisão 
em flagrante no primeiro momento em que ocorrer o delito, não podendo 
escolher um momento posterior que considerar mais adequado, enquanto 
no prorrogado, o agente policial tem a discricionariedade quanto ao 
momento da prisão. 
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Pela Lei n. 11.343/2006, é também possível o flagrante prorrogado ou 
retardado em relação aos seus crimes, em qualquer fase da persecução 
penal. Assim, é possível “a não atuação policial sobre os portadores de 
drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua 
produção, que não se encontrem no território brasileiro, com a finalidade 
de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações 
de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível” (art. 53, II). 
A autorização (judicial) será concedida “desde que sejam conhecidos o 
itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de 
colaboradores”
ESPÉCIES DE FLAGRANTE
Flagrante forjado (também chamado de fabricado, maquinado ou 
urdido): nesta espécie, os policiais ou particulares criam provas de um 
crime inexistente, colocando, por exemplo, no interior de um veículo 
substância entorpecente. Neste caso, além de, obviamente, não existir 
crime, responderá o policial ou terceiro por crime de abuso de autoridade.
ESPÉCIE DE FLAGRANTE SITUAÇÃO FUND. LEGAL
Próprio ou real
 
Está cometendo a infração penal.
Acaba de cometer a infração penal.
 
302, I, CPP
302, II, CPP
 
Impróprio, imperfeito
É perseguido, logo após o cometimento da infração penal, em 
situação que faça presumir ser ele o autor do delito.
302, III, CPP
 
Presumido ou ficto
 
É encontrado, logo depois, com instrumentos do crime, armas, 
papéis ou objetos que façam presumir a autoria.
302, IV, CPP
 
Preparado ou provocado
 
O agente é induzido ou instigado à prática da infração penal, na 
expectativa de que seja capturado em flagrante.
Súmula 145 do STF
Compulsório ou 
obrigatório
 
As forças de segurança têm o dever de realização da prisão em 
flagrante.
301, CPP
Facultativo
Qualquer do povo (PODE), tem a faculdade de realizar a prisão em 
flagrante.
301, CPP
 
Esperado
Ciente da iminência do crime, aguarda-se os primeiros atos 
executórios para a realização da captura (licitamente).
(RSTJ, 10/389) 
Prorrogado ou ação 
controlada
 
Retardamento da ação policial para que se concretize a captura no 
momento mais oportuno do ponto de vista da formação de provas e 
autuação dos envolvidos.
 
Lei nº 12.850/2013
Lei nº 11.343/2006
Lei nº 9.613/1998
 
Forjado
Flagrante realizado para incriminar pessoa inocente, que não deseja 
delinquir
Prisão 
manifestamente 
ilegal merecendo 
pronto relaxamento
PRISÃO PREVENTIVA
Prisão processual de natureza cautelar decretada pelo juiz em qualquer 
fase da investigação policial ou do processo criminal, antes do trânsito 
em julgado da sentença, sempre que estiverem preenchidos os 
requisitos legais e ocorrerem os motivos autorizadores.
PRISÃO PREVENTIVA
Possui natureza cautelar e tem por objetivo garantir a eficácia do futuro 
provimento jurisdicional, cuja natural demora pode comprometer sua 
efetividade, tornando-o inútil. Trata-se de medida excepcional, imposta 
somente em último caso (CPP, art. 282, § 6º).
Somente poderá, no entanto, ser decretada quando preenchidos os 
requisitos da tutela cautelar.
PRISÃO PREVENTIVA PRESSUPOSTOS E REQUISITOS
PRISÃO PREVENTIVA PRESSUPOSTOS E REQUISITOS
Portanto, para que uma prisão preventiva seja validamente decretada, 
imprescindível a presença concomitante dos pressupostos e a 
configuração, sempre no caso concreto, de pelo menos um dos seus 
requisitos (alternativos). 
PRISÃO EM PREVENTIVA
O que diz o CPP sobre a prisão preventiva?
PRISÃO PREVENTIVA
Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo 
penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do 
Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação 
da autoridade policial.
PRISÃO PREVENTIVA
Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da 
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução 
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver 
prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de 
PERIGO GERADO PELO ESTADO DE LIBERDADE DO IMPUTADO.
PRISÃO PREVENTIVA
§ 1º A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de 
descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras 
medidas cautelares (art. 282, § 4o). 
§ 2º A decisão que decretar a prisão preventivadeve ser motivada e 
fundamentada em receio de perigo e existência concreta de fatos novos 
ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida adotada. 
PRISÃO PREVENTIVA
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a 
decretação da prisão preventiva:
I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima 
superior a 4 (quatro) anos;
II - se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença 
transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 
64 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal; 
PRISÃO PREVENTIVA
IV se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, 
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para 
garantir a execução das medidas protetivas de urgência.
PRISÃO PREVENTIVA
§ 1º Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida 
sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer 
elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado 
imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese 
recomendar a manutenção da medida. 
§ 2º Não será admitida a decretação da prisão preventiva com a 
finalidade de antecipação de cumprimento de pena ou como decorrência 
imediata de investigação criminal ou da apresentação ou recebimento de 
denúncia. 
PRISÃO PREVENTIVA
Art. 316. O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a prisão 
preventiva se, no correr da investigação ou do processo, verificar a falta 
de motivo para que ela subsista, bem como novamente decretá-la, se 
sobrevierem razões que a justifiquem. 
Parágrafo único. Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor 
da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 
(noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de 
tornar a prisão ilegal.
PRISÃO PREVENTIVA DOMICILIAR
Art. 317. A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou 
acusado em sua residência, só podendo dela ausentar-se com 
autorização judicial. 
 Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar 
quando o agente for:
I - maior de 80 (oitenta) anos; 
II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) 
anos de idade ou com deficiência
PRISÃO PREVENTIVA DOMICILIAR
IV - gestante a partir do 7º (sétimo) mês de gravidez ou sendo esta de 
alto risco. 
IV - gestante; 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 
12 (doze) anos de idade incompletos. 
Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos 
requisitos estabelecidos neste artigo
PRISÃO PREVENTIVA DOMICILIAR
Art. 318-A. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for 
mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência será 
substituída por prisão domiciliar, desde que:
I - não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
II - não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.
PRISÃO TEMPORÁRIA
Conceito: Cuida-se de espécie de prisão cautelar decretada pela 
autoridade judiciária competente durante a fase preliminar de 
investigações, com prazo preestabelecido de duração, quando a privação 
da liberdade de locomoção do indivíduo for indispensável para a obtenção 
de elementos de informação quanto à autoria e materialidade das 
infrações penais mencionadas no art. 1º, inciso III, da Lei nº 7.960/89, 
assim como em relação aos crimes hediondos e equiparados (Lei nº 
8.072/90, art. 2°, § 4°).
PRISÃO TEMPORÁRIA
O que diz a lei 7.960/89 sobre prisão temporária?
PRISÃO TEMPORÁRIA
Art. 1° Caberá prisão temporária:
I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;
II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos 
necessários ao esclarecimento de sua identidade;
III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova 
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos 
seguintes crimes:
PRISÃO TEMPORÁRIA
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);
b) sequestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);
e) extorsão mediante sequestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e 
parágrafo único);
PRISÃO TEMPORÁRIA
 
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e 
parágrafo único); 
 
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal 
qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;
PRISÃO TEMPORÁRIA
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), 
em qualquer de sua formas típicas;
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);
o) crimes contra o sistema financeiro;
p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.
PRISÃO TEMPORÁRIA
Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da 
representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério 
Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período 
em caso de extrema e comprovada necessidade.
PRISÃO TEMPORÁRIA
A Lei 8.072/1990 (Lei de crimes hediondos), no § 4º do art. 2º, amplia o 
cabimento da prisão temporária para os crimes hediondos e 
equiparados. 
Além disso, para crimes hediondo e equiparados esta lei determina maior 
prazo:
§ 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de 
dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 
(trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e 
comprovada necessidade.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm
PRISÃO TEMPORÁRIA
A Lei 8.072/1990 descreve quais são os crimes hediondos e equiparados, 
todavia, não será nosso objeto de estudo.
Basta saber que em caso de crimes hediondos e equiparados o prazo 
para a prisão temporária será o descrito no slide anterior.
LIBERDADE PROVISÓRIA
Conceito: Instituto processual que garante ao acusado o direito de 
aguardar em liberdade o transcorrer do processo até o trânsito em 
julgado, vinculado ou não a certas obrigações, podendo ser revogado a 
qualquer tempo, diante do descumprimento das condições impostas.
CF. Art. 5º LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando 
a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança.
LIBERDADE PROVISÓRIA
ESPÉCIES
Obrigatória: trata-se de direito incondicional do acusado, não lhe 
podendo ser negado e não está sujeito a nenhuma condição. É o caso 
das infrações penais às quais não se comina pena privativa de liberdade 
e das infrações de menor potencial ofensivo (desde que a parte se 
comprometa a comparecer espontaneamente à sede do juizado, nos 
termos da Lei n. 9.099/95, art. 69, parágrafo único).
LIBERDADE PROVISÓRIA
ESPÉCIES
Permitida: ocorre nas hipóteses em que não couber prisão preventiva. 
Assim, ausentes os requisitos que autorizam a decretação da aludida 
prisão, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o 
caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, observados os 
critérios constantes do art. 282 do mesmo Diploma (art. 321 do CPP).
LIBERDADE PROVISÓRIA
ESPÉCIES
Vedada: NÃO EXISTE. É inconstitucional qualquer lei que proíba o juiz 
de conceder a liberdade provisória, quando ausentes os motivos 
autorizadores da prisão preventiva, pouco importando a gravidade ou a 
natureza do crime imputado.Nesse sentido, em boa hora, a Lei n. 
11.464/2007 revogou a proibição de liberdade provisória para os crimes 
hediondos, prevista no art. 2º, II, da Lei n. 8.072/90.
LIBERDADE PROVISÓRIA
Em algumas hipóteses não há necessidade de o agente prestar fiança 
para obter o benefício da liberdade provisória. São elas:
Infrações penais às quais não se comine pena privativa de liberdade 
(CPP, art. 283, § 1º) e infrações de menor potencial ofensivo, quando a 
parte se comprometer a comparecer à sede do Juizado Especial Criminal 
(Lei n. 9.099/95, art. 69, parágrafo único).
No caso de o juiz verificar que, evidentemente, o agente praticou fato 
acobertado por causa de exclusão da ilicitude. A prova deve ser 
contundente, embora não necessite ser absoluta.
FIANÇA CRIMINAL
Conceito: Consiste na prestação de uma caução de natureza real 
destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuais do réu ou 
indiciado.
O que é uma caução?
CAUÇÃO: Garantia utilizada para assegurar o cumprimento de uma 
obrigação.
FIANÇA CRIMINAL
MOMENTO PARA CONCESSÃO DA FIANÇA: Desde a prisão em 
flagrante até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Pelo delegado de Polícia: Durante a lavratura do auto de prisão em 
flagrante – APF; nas infrações penais cuja pena privativa de liberdade 
máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. (CPP Art. 322)
Pelo juiz de Direito: Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, 
que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. (CPP Art. 322 parágrafo 
único)
FIANÇA CRIMINAL
O que diz o CPP sobre a não concessão de Fiança Criminal ?
FIANÇA CRIMINAL
 Art. 323. Não será concedida fiança: 
I - nos crimes de racismo; 
II - nos crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
terrorismo e nos definidos como crimes hediondos; 
III - nos crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a 
ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
FIANÇA CRIMINAL
 Art. 324. Não será, igualmente, concedida fiança:
I - aos que, no mesmo processo, tiverem quebrado fiança anteriormente 
concedida ou infringido, sem motivo justo, qualquer das obrigações a que 
se referem os arts. 327 e 328 deste Código; 
II - em caso de prisão civil ou militar; 
III - (revogado); 
IV - quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão 
preventiva 
Questões
(FUNCAB – Delegado de Polícia – PC/RO – 2009) É(São) hipótese(s) de prisão em flagrante 
admitida(s) no ordenamento jurídico brasileiro: 
I. flagrante presumido. 
II. flagrante esperado. 
III. flagrante provocado. 
IV. flagrante próprio. 
V. flagrante forjado. 
Estão corretas as seguintes assertivas: 
a) quatro alternativas estão corretas; 
b) todas as alternativas estão corretas; 
c) apenas uma alternativa está correta; 
d) duas alternativas estão corretas; 
e) três alternativas estão corretas.
(FUNCAB – Delegado de Polícia – PC/RO – 2009) É(São) hipótese(s) de prisão em flagrante 
admitida(s) no ordenamento jurídico brasileiro: 
I. flagrante presumido. 
II. flagrante esperado. 
III. flagrante provocado. 
IV. flagrante próprio. 
V. flagrante forjado. 
Estão corretas as seguintes assertivas: 
a) quatro alternativas estão corretas; 
b) todas as alternativas estão corretas; 
c) apenas uma alternativa está correta; 
d) duas alternativas estão corretas; 
e) três alternativas estão corretas.
(FUNCAB – Delegado de Polícia – PC/ES – 2013 – ADAPTADA) Trata-se de 
flagrante presumido quando policiais, realizando uma busca pessoal, colocam 
no bolso da vítima da busca determinada quantidade de droga. (C/E) 
(FUNCAB – Delegado de Polícia – PC/ES – 2013 – ADAPTADA) Trata-se de 
flagrante presumido quando policiais, realizando uma busca pessoal, colocam 
no bolso da vítima da busca determinada quantidade de droga. (C/E) 
Gabarito: ERRADO. Nesse caso estamos diante de flagrante FORJADO, 
portanto, ilegal a prisão.
(IBADE – Delegado de Polícia Civil – PC/AC – 2017) Tendo em vista a 
correta classificação, considera se em flagrante delito quem: (Difícil)
a) é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou 
papéis que façam presumir ser ele autor da infração, ou seja, flagrante 
impróprio; 
b) acaba de cometer a infração penal, ou seja, flagrante próprio; 
c) é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por 
qualquer pessoa em situação que faça presumir ser autor da infração, ou 
seja, flagrante presumido; 
d) é preso por flagrante provocado; 
(IBADE – Delegado de Polícia Civil – PC/AC – 2017) Tendo em vista a 
correta classificação, considera se em flagrante delito quem: (Difícil)
a) é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou 
papéis que façam presumir ser ele autor da infração, ou seja, flagrante 
impróprio; 
b) acaba de cometer a infração penal, ou seja, flagrante próprio; 
c) é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por 
qualquer pessoa em situação que faça presumir ser autor da infração, ou 
seja, flagrante presumido; 
d) é preso por flagrante provocado; 
(MPE/RS – Promotor de Justiça – MPE/RS – 2017 – ADAPTADA) 
I. Admite-se prisão preventiva quando há dúvida sobre a identidade civil 
da pessoa; 
II. Admite-se prisão preventiva em crimes apenados com detenção; 
III. A prisão preventiva pode ser substituída pela prisão domiciliar quando 
o agente for maior de 70 anos.
 
Assinale a alternativa correta: 
a) todas as proposições estão corretas; 
b) todas as proposições estão incorretas; 
c) apenas as proposições I e II estão corretas; 
d) apenas a proposição I está correta.
(MPE/RS – Promotor de Justiça – MPE/RS – 2017 – ADAPTADA) 
I. Admite-se prisão preventiva quando há dúvida sobre a identidade civil 
da pessoa; 
II. Admite-se prisão preventiva em crimes apenados com detenção; 
III. A prisão preventiva pode ser substituída pela prisão domiciliar quando 
o agente for maior de 70 anos.
 
Assinale a alternativa correta: 
a) todas as proposições estão corretas; 
b) todas as proposições estão incorretas; 
c) apenas as proposições I e II estão corretas; 
d) apenas a proposição I está correta.
(VUNESP – Delegado de Polícia – PC/BA – 2018) No que concerne à prisão em 
flagrante, à prisão temporária e à prisão preventiva, assinale a alternativa correta, 
nos estritos termos legais e constitucionais. 
a) nenhuma delas tem prazo máximo estabelecido em lei; 
b) a primeira pode ser realizada pela autoridade policial, violando domicílio e sem 
ordem judicial, a qualquer horário do dia ou da noite; 
c) a segunda somente é cabível em crimes hediondos ou assemelhados, podendo 
durar 30 (trinta) ou 60 (sessenta) dias; 
d) a segunda demanda ordem judicial e prévio parecer favorável do Ministério 
Público; 
e) a terceira pode ser decretada de ofício pelo Juiz durante o inquérito policial. 
(VUNESP – Delegado de Polícia – PC/BA – 2018) No que concerne à prisão em 
flagrante, à prisão temporária e à prisão preventiva, assinale a alternativa correta, 
nos estritos termos legais e constitucionais. 
a) nenhuma delas tem prazo máximo estabelecido em lei; 
b) a primeira pode ser realizada pela autoridade policial, violando domicílio e 
sem ordem judicial, a qualquer horário do dia ou da noite; 
c) a segunda somente é cabível em crimes hediondos ou assemelhados, podendo 
durar 30 (trinta) ou 60 (sessenta) dias; 
d) a segunda demanda ordem judicial e prévio parecer favorável do Ministério 
Público; 
e) a terceira pode ser decretada de ofício pelo Juiz durante o inquérito policial. 
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