Prévia do material em texto
HIV P R O F . C L A R I S S A C E R Q U E I R A Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED Prof. Clarissa Cerqueira | HIVINFECTOLOGIA 2 PROF. CLARISSA CERQUEIRA INTRODUÇÃO Olá, futuro(a) Residente, tudo bem? Este aqui é um resumo de um dos temas mais quentes da infectologia: a infecção pelo HIV. Quero reforçar que isso aqui é um resumo! Ou seja, não falarei de tudo que cai nas provas, mas sim dos tópicos mais frequentes dos temas mais cobrados. Se quiser se aprofundar no assunto, é só ler o livro digital completo na área do aluno e assistir às videoaulas. Meu objetivo com esse resumo é fazer você acertar a maioria das questões de provas de Residência Médica sobre a infecção pelo HIV. Tudo o que está descrito aqui é de importância para a prova. Sobre a infecção pelo HIV, os tópicos mais quentes e que resumirei aqui para você são: 1. Infecções oportunistas, com destaque para neurotoxoplasmose, pneumocistose e neurocriptococose; 2. Prevenção da transmissão vertical; 3. Tratamento; 4. Profilaxia pós-exposição e pré-exposição; 5. Epidemiologia e história natural da doença; 6. Diagnóstico. Preparado (a)? Vamos lá! @draclarissacerqueira @estrategiamed /estrategiamed Estratégia MED t.me/estrategiamed @estrategiamed Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina https://www.instagram.com/draclarissacerqueira/ https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://t.me/estrategiamed https://t.me/estrategiamed https://www.tiktok.com/@estrategiamed Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 3 SUMÁRIO 1.0 ASPECTOS GERAIS 4 1.1 TRANSMISSÃO 4 2.0 EPIDEMIOLOGIA 4 3.0 HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA E QUADRO CLÍNICO 5 4.0 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 6 5.0 TRATAMENTO 6 5.1 TRATAMENTO EM GESTANTES 8 5.2 TRATAMENTO EM PACIENTES COINFECTADOS COM TUBERCULOSE 8 6.0 INFECÇÕES OPORTUNISTAS 8 6.1 PNEUMOCISTOSE 8 6.2 NEUROTOXOPLASMOSE 10 6.3 NEUROCRIPTOCOCOSE 12 6.4 CANDIDÍASE ORAL E ESOFÁGICA 12 6.5 ÚLCERAS ESOFÁGICAS POR HERPESVÍRUS 13 6.6 PROFILAXIA DAS DOENÇAS OPORTUNISTAS 14 7.0 PREVENÇÃO 15 7.1 PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP) 15 7.2 PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PREP) 16 7.3 PROFILAXIA DE TRANSMISSÃO VERTICAL 16 8.0 MAPA MENTAL 18 9.0 LISTA DE QUESTÕES 19 10.0 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 20 11.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 4 CAPÍTULO 1.0 ASPECTOS GERAIS A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é a responsável por causar a síndrome da imunodeficiência adquirida (sida ou aids). É uma doença que leva a uma redução dos linfócitos T CD4+, também chamados de linfócitos T auxiliares ou T helper. Eles exercem um papel central na imunidade adaptativa. A infecção pelo HIV com consequente redução dessas células, leva o paciente a uma imunossupressão com risco aumentado de diversas infecções. É por esse motivo que o acompanhamento dos pacientes é feito com a contagem dos linfócitos TCD4+ (valor normal de 500 células/ mm3 a 1.400 células/mm3) e a carga viral (CV). 1.1 TRANSMISSÃO A respeito da transmissão do HIV, o que você precisa saber são quais materiais biológicos podem transmitir ou não: Pode transmitir HIV Não pode transmitir Sangue Suor Sêmen Lágrima Secreções vaginais Fezes Líquidos de serosas Urina Líquido amniótico Vômitos Líquor Saliva Líquido articular Leite materno Figura 1. Tabela comparando materiais biológicos com risco de transmissão do HIV daqueles que não têm risco. CAPÍTULO 2.0 EPIDEMIOLOGIA A respeito da epidemiologia da doença, há algumas tendências no Brasil que são cobradas em provas. Elas são as seguintes: Tendência de aumento ↑ Tendência de queda ↓ Taxa de detecção em homens. Taxa de detecção em mulheres. Razão entre os sexos. Taxa de mortalidade geral. Número de casos novos em HSH (homens que fazem sexo com homens), superando a proporção de casos notificados entre heterossexuais. Taxa de detecção em gestantes. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 5 CAPÍTULO 3.0 HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA E QUADRO CLÍNICO Quando uma pessoa se infecta com o HIV, caso o tratamento não seja iniciado, a doença segue seu curso e o paciente pode encontrar- se em uma dessas três fases: 1. Infecção aguda ou fase sintomática inicial ou síndrome retroviral aguda (SRA). É uma doença mono-like (semelhante à mononucleose) autolimitada. A carga viral é elevada e os níveis de linfócitos decrescem. 2. Fase de latência clínica. Essa é a fase de controle parcial da infecção com queda da carga viral (CV) e aumento dos LTCD4+. Com o passar dos anos, os linfócitos voltam a cair. 3. Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Nesta fase, a carga viral volta a subir e os LT CD4+ caem bastante. O que define se o paciente está nessa fase é a presença de linfócitos TCD4prova. Nesta tabela abaixo, anotei somente os pontos mais importantes a respeito das drogas mais cobradas: Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 7 Classificação dos antirretrovirais Principais representantes Observações Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e nucleotídeos (ITRN). • Tenofovir (TDF). • Droga do esquema básico inicial; • Também usado para tratamento de hepatite B; • Efeitos adversos: disfunção renal e perda óssea. • Zidovudina (AZT). • Usado para profilaxia da transmissão vertical; • Efeitos adversos: supressão medular, anemia. • Lamivudina (3TC). • Droga do esquema básico inicial; • Bem tolerada com raros efeitos adversos; • Também usado para tratamento de hepatite B. Inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos e nucleotídeos (ITRNN). • Efavirenz (EFV). • Efeitos adversos: terror noturno, sonhos vívidos, ansiedade, depressão. Inibidores de protease. • Atazanavir (ATV). • Efeitos adversos associados ao trato gastrointestinal. • Todos os inibidores de protease interagem com a rifampicina, droga que faz parte do tratamento da tuberculose. Por isso, devemos trocar uma das duas medicações caso você esteja em uma situação em que essas medicações possam ser prescritas em associação. Damos preferência para substituir a terapia antirretroviral do paciente, porém, em casos em que o esquema não possa ser modificado, devemos tirar a rifampicina e trocar pela rifabutina. • Ritonavir (RTV). • Lopinavir (LPV). • Darunavir (DRV). Inibidores da integrase. • Dolutegravir (DTG). • Droga do esquema básico inicial; • Bem tolerada com poucos efeitos adversos. • Raltegravir (RAL). • Indicada somente quando o dolutegravir não puder ser usado. Figura 15. Essa tabela é um resumo com as principais informações de cada antirretroviral. Perceba que o nome de cada classe já diz qual é seu mecanismo de ação. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 8 5.1 TRATAMENTO EM GESTANTES Em gestantes, o tratamento pode ser diferente do esquema básico, afinal, o dolutegravir não deve ser usado no primeiro trimestre da gestação por risco de defeito no tubo neural. Veja como é o esquema em gestantes: Idade gestacional Esquemas iniciais recomendados Até 12 semanas de gestação. Com genotipagem pré-tratamento e ausência de mutação contra ITRNN (como o efavirenz): Tenofovir + lamivudina + efavirenz Sem genotipagem pré-tratamento ou com mutação contra ITRNN: Tenofovir + lamivudina + atazanavir/ritonavir A partir de 13 semanas de gestação. Tenofovir + lamivudina + dolutegravir A genotipagem é um exame usado para investigar mutações no HIV que levam à resistência a alguns antirretrovirais. 5.2 TRATAMENTO EM PACIENTES COINFECTADOS COM TUBERCULOSE São dois pontos importantes sobre o tratamento do coinfectado HIV/TB: • O esquema básico (TDF + 3TC + DTG) pode ser feito em associação com o tratamento da tuberculose, porém a dose do dolutegravir deve ser dobrada. • A rifampicina não deve ser feita em associação com inibidores de protease. Caso o paciente já faça uso de algum, a recomendação é trocar essa classe por outra. Caso isso não seja possível e o IP não possa ser trocado, devemos trocar a rifampicina pela rifabutina. CAPÍTULO 6.0 INFECÇÕES OPORTUNISTAS Aqui, discutiremos os principais pontos das doenças oportunistas mais cobradas. 6.1 PNEUMOCISTOSE A pneumocistose é uma doença causada pelo Pneumocystis jiroveci. Ela, geralmente, manifesta-se quando a contagem de linfócitos T CD4+ está abaixo de 200 células/microL. Clinicamente, o paciente apresenta um quadro subagudo de tosse seca, febre, dispneia e hipoxemia. Geralmente, a banca associa ao quadro pulmonar a presença de candidíase oral, que é um marcador de imunossupressão, para sugerir um diagnóstico de pneumocistose. De exames laboratoriais, a elevação do lactato desidrogenase (LDH) é bem característica. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 9 HIV + dispneia subaguda + hipoxemia = pneumocistose. O diagnóstico da pneumocistose é, geralmente, presuntivo. A associação da história clínica com exames de imagem e laboratório é a maneira mais usada para isso. A radiografia de tórax pode vir normal ou com um infiltrado intersticial bilateral ou pneumotórax espontâneo. Já na tomografia de tórax, é frequente o encontro de infiltrados intersticiais em vidro fosco. Uma alteração que fala contra o diagnóstico da pneumocistose é a presença de derrame pleural. Figura 16. Na imagem da esquerda, observe uma radiografia de tórax de paciente com pneumocistose. Preste atenção ao infiltrado intersticial bilateral. Na imagem à direta, você pode observar uma tomografia de um outro paciente com pneumocistose que evidencia um infiltrado em vidro fosco bilateral. Seu tratamento é feito com sulfametoxazol e trimetoprim por 21 dias e, após o uso do antibiótico em dose terapêutica, devemos lembrar de mantê-lo em dose profilática três vezes por semana para evitar recorrência da doença. Essa profilaxia deve ser mantida até 3 meses após uma contagem de linfócitos acima de 200 células/mm3. Caso o paciente seja alérgico à sulfa, o tratamento deve ser feito com clindamicina e primaquina. Pacientes com pneumocistose moderada à grave, ou seja, com PaO2 35mmHg, têm indicação do uso de corticoides, já que reduzem a mortalidade nesses casos. TRATAMENTO DA PNEUMOCISOSE 1. Medicações: sulfametoxazol-trimetoprim ou clindamicina e primaquina (nos casos de alergia à sulfa) por 21 dias. 2. Indicações de uso de corticoide: PaO2 35mmHg. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 10 Veja o resumo da pneumocistose para não esquecer nada importante: L TCD4feito com a associação do quadro clínico com exame de imagem. Para diagnóstico definitivo, precisaríamos realizar uma biópsia da lesão cerebral, o que não está indicado de rotina. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 11 O tratamento é feito por 6 semanas (42 dias) e pode ser realizado com qualquer uma das opções: • Sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico. Caso o paciente seja alérgico à sulfa, devemos trocar a sulfadiazina pela clindamicina e suspender o ácido folínico. • Sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP). Como o diagnóstico é presuntivo, após 10 a 14 dias devemos repetir o exame de imagem e, caso tenha ocorrido uma melhora da lesão, juntamente com uma melhora clínica do paciente, podemos confirmar o diagnóstico da neurotoxoplasmose. Caso o paciente não melhore, devemos pensar em outra hipótese diagnóstica como o linfoma primário de sistema nervoso central (LPSNC). Além dos antibióticos, pode ser usado corticoide, caso haja efeito de massa importante na TC de crânio ou edema cerebral difuso. Não é indicado o uso profilático de anticonvulsivantes. Eis aqui o resumo da neurotoxoplasmose: Não há indicação de rotina de realizar punção lombar com análise do líquor nesses pacientes, afinal, muitos deles apresentam desvio de linha média com risco de herniação. Esse exame é indicado quando houver suspeita de alguma outra doença neurológica concomitante ou para investigar causas não infecciosas. L TCD4 20 cmH2O ou 200 mmH2O). O líquor pode apresentar uma quimiocitologia normal ou com uma celularidade um pouco aumentada às custas de linfomononucleares, proteínas um pouco elevadas e glicose um pouco baixa. O grande marcador que confirma o diagnóstico é a tinta da china positiva em amostra do líquor. Assim que o diagnóstico for feito, está indicado o tratamento, que é feito em 3 fases: 1. Indução: é a fase inicial e devemos fazer a associação de anfotericina com 5-flucitosina ou fluconazol. A duração é em torno de 2 semanas. 2. Consolidação: deve ser iniciada em seguida à indução, com fluconazol em doses altas por 8 semanas. 3. Manutenção: após a consolidação, reduzimos a dose do fluconazol que deve ser mantido por pelo menos um ano. Nos pacientes que não estavam em uso da TARV, devemos aguardar em torno de 2 a 10 semanas para iniciar essas medicações. Precisamos esperar esse tempo para evitar a síndrome da reconstituição imune. 6.4 CANDIDÍASE ORAL E ESOFÁGICA A candidíase oral e esofágica e a esofagite por CMV são os tópicos mais cobrados desse assunto. Vamos lá! A candidíase oral é uma doença que se manifesta clinicamente com a presença de placas esbranquiçadas na cavidade oral que conseguem ser removidas com uma espátula. Essa informação é importante para você diferenciar da leucoplasia pilosa oral. É uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), que clinicamente se apresenta da mesma forma que a candidíase. A diferença é que não conseguimos remover a placa com uma espátula. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 13 Figura 24. Cavidade oral de paciente com candidíase oral e esofágica. Perceba os pontos brancos que podem ser retirados com uma espátula. A candidíase oral geralmente é um marcador precoce de imunossupressão, porém não é uma doença definidora de aids. Nos pacientes com candidíase oral que apresentem disfagia, pense logo em candidíase esofágica, que é a causa mais frequente de disfagia nos pacientes com AIDS. Tanto o tratamento da candidíase oral quanto da esofágica é feito com fluconazol. 6.5 ÚLCERAS ESOFÁGICAS POR HERPESVÍRUS O agente viral mais associado a úlceras esofágicas em pacientes com HIV é o CMV. As úlceras são confluentes e lineares ou longitudinais. No anatomopatológico, há a identificação de células epiteliais com inclusões basófilas no citoplasma e eosinofilias dentro do núcleo, formando uma imagem de “olho de coruja”. O tratamento de escolha, nesses casos, é feito com ganciclovir. Sobre as úlceras herpéticas, elas são causadas principalmente pelo HSV-1. Decorrem do rompimento de vesículas que coalescem e formam úlceras pequenas, geralmente menores que 2 mm. São bem circunscritas e parecem com um “vulcão”. O tratamento desses casos deve ser feito com aciclovir. Figura 26. Anatomopatológico de úlcera esofágica pelo CMV. A seta aponta para célula que forma o “olho de coruja”. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 14 Figura 27. Observe na primeira ilustração da esquerda, uma úlcera longitudinal com base irregular, característica do CMV. Na ilustração da direita, veja como as úlceras são múltiplas e bem demarcadas, características que pertencem ao HSV. . 6.6 PROFILAXIA DAS DOENÇAS OPORTUNISTAS Quando os LTCD4+ do paciente caem bastante, devemos iniciar, de forma preventiva, algumas medicações para evitar doenças oportunistas. Veja esta tabela e memorize: Com que valor de linfócitos T CD4+ iniciar? Para qual doença? Com que medicação? Linfócitos T CD4 ≤ 350/mm3 independentemente do PPD. Tuberculose. Isoniazida. Linfócitos T CD4 > 350/mm3 se PPD ≥ 5mm. Tuberculose. Isoniazida. Linfócitos T CD4 ≤ 200/mm3 . Pneumocistose. Sulfametoxazol-trimetoprim. Linfócitos T CD4 ≤ 100/mm3. Toxoplasmose. Sulfametoxazol-trimetoprim. Linfócitos T CD4 ≤ 50/mm3. MAC (Mycobacterium avium complex). Azitromicina. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina https://pt.wiktionary.org/wiki/%E2%89%A4 Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 15 CAPÍTULO 7.0 PREVENÇÃO Vamos agora começar abordando sobre as profilaxias em situações específicas. Esse assunto é bastante cobrado em provas! Quero 100% de sua atenção! 7.1 PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP) A PEP é um tipo de profilaxia que é feita após uma situação de risco de transmissão do HIV. Para saber se ela está indicada, você precisa de 5 respostas afirmativas a essas perguntas: 1. O tipo de exposição foi percutânea,através de membranas mucosas e cutâneas com pele não íntegra? 2. O material biológico envolvido foi sangue, sêmen, secreções vaginais, líquidos de serosas, líquido amniótico, líquor, líquido articular e leite materno? 3. Paciente fonte tem sorologia positiva ou desconhecida para o HIV? 4. Paciente exposto tem sorologia não reagente para HIV? 5. O acidente foi a menos de 72h? Vamos agora resumir as indicações: Exposição de risco com material de risco Há 1.000 cópias/mL. • A via de parto indicada é a cesárea. • AZT injetável EV *. * Pelo menos 3 horas antes da cirurgia até o clampeamento do cordão umbilical. Figura 34. Manejo da gestante infectada pelo HIV e do recém-nascido exposto. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 17 A respeito do manejo do recém-nascido, aqueles nascidos de uma mãe que tenha HIV, mesmo com uso regular de antirretrovirais, devem receber profilaxia com AZT (zidovudina), com dose ajustada para o peso, a cada 12 horas. Para RNs de alto risco de exposição ao HIV, a profilaxia deve ser feita com zidovudina, lamivudina e raltegravir. Essas medicações devem ser administradas preferencialmente na sala de parto ou em até 4 horas do nascimento e devem ser mantidas por 4 semanas. Para classificar o RN, confira a tabela abaixo: Risco Definição Profilaxia Alto risco Mães sem pré-natal; ou Mais de 37 semanas: AZT + 3TC + RAL por 28 dias 34 a 37 semanas: AZT + 3TC + NVP por 28 dias, exceto a NVP que só deve ser feita por 14 dias Menos que 34 semanas: AZT Mães sem TARV durante a gestação; ou Mães que tinham indicação de profilaxia no parto e não a receberam; ou Mães com início de TARV após a 2ª metade da gestação; ou Mães com infecção aguda pelo HIV durante a gestação ou aleitamento; ou Mães com carga viral (CV) detectável no 3º trimestre, usando ou não a TARV; ou Mães com CV desconhecida; ou Mães com teste rápido positivo no momento do parto, sem diagnóstico prévio de infecção pelo HIV. Baixo risco Uso de TARV na gestação, CV indetectável a partir da 28ª semana e sem falha na adesão à TARV. AZT por 28 dias Não se esqueça: esses recém-nascidos não devem ser amamentados, uma vez que o leite materno pode transmitir a infecção. Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 18 CAPÍTULO 8.0 MAPA MENTAL Este aqui é o mapa mental bem geral, sobre a infecção pelo HIV. Para mais detalhes e aprofundamento no assunto, não deixe de conferir o livro digital e as videoaulas. HIV/AIDSTratamento Profilaxias Quadro clínico Diagnóstico PEP PrEP Prevenção da TV TDF+3TC+DTG por 28 dias TDF+FTC População geral e gestantes com mais de 13 semanas TDF+3TC+DTG Gestantes com menos de 13 semanas TDF+3TC+EFV (se genotipagem prévia com sensibilidade aos ITRNN) TDF+3TC+ATV/r (sem genotipagem prévia) Dois testes rápidos ou Um ELISA e WB ou Um ELISA e CV Fase Aguda Fase de latência clínica Fase aids Síndrome retroviral aguda Fase assintomática L TCD4digital e visualização das vídeo aulas. Siga firme com foco na aprovação que estarei junto com você durante essa jornada. Recomendo seguir o Estratégia MED (@estrategiamed) no Instagram, o meu perfil @draclarissacerqueira e dos outros professores. Dessa forma, você estará atualizado (a) sobre todas as novidades referentes à residência médica e aprenderá sobre os assuntos de todas as áreas cobradas em provas. Um abraço e bons estudos. Professora Clarissa Cerqueira Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina Estratégia MED INFECTOLOGIA HIV Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico| 2024 21 Medicina livre, venda proibida, twitter @Livremedicina https://med.estrategia.com