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Prova Online - Organização do Estado e Poderes (2)

Avaliação de Direito Constitucional (A2) com questões objetivas sobre competência para processar e julgar parlamentares e sobre organização federativa; inclui alternativas marcadas, gabaritos e justificativas das respostas.

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Questões resolvidas

Em outubro de 2017, o Senado Federal, em votação apertada, decidiu por 44 votos a 26 revogar as medidas cautelares impostas a Aécio Neves (PSDB-MG), que se encontrava afastado de suas atividades parlamentares e proibido de deixar a sua residência à noite desde o fim de setembro. Gravado por Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões, o senador foi denunciado sob a acusação de obstrução de Justiça e corrupção passiva.
À luz da sistemática constitucional, marque a alternativa que identifica corretamente o órgão competente para aplicar as medidas cautelares ao referido senador.
a) Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores por crimes comuns.
b) Câmara dos Deputados, órgão competente para processar e julgar os parlamentares pelas acusações dos crimes.
c) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes.
d) STF, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores em qualquer infração penal comum.
e) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes de responsabilidade, considerados como tais aqueles que tenham relação com o exercício do mandato.

A partir da Constituição de 1891, o Brasil passou a adotar o modelo federativo de Estado. A Federação sofreu diversos aprimoramentos ao longo dos nossos textos constitucionais, tendo algumas peculiaridades específicas consagradas em nosso texto constitucional vigente. De acordo com a Constituição de 1988, leia as afirmativas a seguir.
Está correto apenas o que se afirma em:
I – A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel de seus entes federados.
II – A competência Estadual para explorar os serviços locais de gás canalizado está expressa em nosso texto constitucional, sendo uma exceção a competência residual dos Estados, prevista no artigo 25 da CRFB.
III – O Distrito Federal não pode se dividir em municípios, possuindo uma natureza híbrida, ou seja, contemplando competências Estaduais e municipais.
IV – Os municípios podem criar seus próprios tribunais de contas.
a) I e II estão corretas.
b) I, III e IV estão corretas.
c) I, II, III e IV estão corretas.
d) I, II e IV estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Em 2015, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ao constatar a ausência de normas gerais sobre a matéria em que a União, os Estados e o Distrito Federal possuem competência legislativa concorrente, resolve providências no sentido de legislar sobre o tema, preenchendo os vazios normativos decorrentes dessa lacuna. Assim, dois anos após a Lei Estadual ter sido promulgada pelo Estado do Rio de Janeiro, o Congresso Nacional promulga Lei Federal (2017), estabelecendo normas gerais sobre a matéria.
Tendo em vista o exposto, assinale a alternativa que ilustra corretamente o que aconteceu com a Lei Estadual editada em 2015 após a edição da Lei Federal de 2017.
a) As Leis Estaduais e Federais aplicam-se concomitantemente, sendo aquela aplicável na esfera do Estado respectivo e esta, da UF.
b) A Lei Estadual permanecerá vigente apenas no caso de a Lei Federal ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
c) A Lei Estadual perde a sua eficácia naquilo que contrariar a Lei Federal e aplicável na parte que estiver em consonância.
d) A Lei Federal apenas se aplicará nos Estados-Membros que não tiverem editado normativa geral em momento anterior.
e) A Lei Estadual é revogada pela Lei Federal, tendo em vista a existência de relação de hierarquia entre os entes federados.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro determinou a emissão de moeda Estadual, com circulação apenas dentro do âmbito territorial do Estado, como forma de tentar superar a grave crise econômica que vem passando.
Diante do contexto apresentado, considerando o texto constitucional, pode-se inferir que:
a) Trata-se de competência executiva da União Federal e, portanto, indelegável, conforme previsão do artigo 21 da Constituição.
b) Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema.
c) Trata-se se de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode ser editada pelos Estados, desde que seja editada lei complementar delegando pontos específicos da matéria.
d) Trata-se de competência residual dos Estados, nos termos do artigo 25 da Constituição.
e) Trata-se de competência concorrente, de forma que os Estados podem editar apenas normas específicas, conforme previsão do artigo 24, §2º da CRFB.

No início de 2017, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedido de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista a situação de comprometimento do regular funcionamento do Tribunal de Contas do referido Estado.
Caso o Supremo Tribunal Federal julgue procedente a referida ação interventiva:
a) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, após seus pareceres, decidir se irá decretar ou não essa modalidade de intervenção solicitada.
b) Após a ação ter sido julgada procedente, haverá aprovação direta pelo Congresso Nacional, sendo desnecessário que o presidente da república expeça o decreto interventivo nesse caso específico.
c) A decisão de procedência do Supremo Tribunal Federal vincula o presidente da república e o Congresso Nacional, que deverão, respectivamente, expedir o decreto interventivo e aprovar a medida.
d) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, caso os pareceres sejam no mesmo sentido da decisão do STF, ficará vinculado à decretação da intervenção federal.
e) O presidente da república estará vinculado a decretar a intervenção federal e submetê-la, dentro do prazo constitucional para aprovação pelo Congresso Nacional, que, se estiver em recesso, deverá se reunir extraordinariamente.

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Questões resolvidas

Em outubro de 2017, o Senado Federal, em votação apertada, decidiu por 44 votos a 26 revogar as medidas cautelares impostas a Aécio Neves (PSDB-MG), que se encontrava afastado de suas atividades parlamentares e proibido de deixar a sua residência à noite desde o fim de setembro. Gravado por Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões, o senador foi denunciado sob a acusação de obstrução de Justiça e corrupção passiva.
À luz da sistemática constitucional, marque a alternativa que identifica corretamente o órgão competente para aplicar as medidas cautelares ao referido senador.
a) Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores por crimes comuns.
b) Câmara dos Deputados, órgão competente para processar e julgar os parlamentares pelas acusações dos crimes.
c) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes.
d) STF, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores em qualquer infração penal comum.
e) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes de responsabilidade, considerados como tais aqueles que tenham relação com o exercício do mandato.

A partir da Constituição de 1891, o Brasil passou a adotar o modelo federativo de Estado. A Federação sofreu diversos aprimoramentos ao longo dos nossos textos constitucionais, tendo algumas peculiaridades específicas consagradas em nosso texto constitucional vigente. De acordo com a Constituição de 1988, leia as afirmativas a seguir.
Está correto apenas o que se afirma em:
I – A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel de seus entes federados.
II – A competência Estadual para explorar os serviços locais de gás canalizado está expressa em nosso texto constitucional, sendo uma exceção a competência residual dos Estados, prevista no artigo 25 da CRFB.
III – O Distrito Federal não pode se dividir em municípios, possuindo uma natureza híbrida, ou seja, contemplando competências Estaduais e municipais.
IV – Os municípios podem criar seus próprios tribunais de contas.
a) I e II estão corretas.
b) I, III e IV estão corretas.
c) I, II, III e IV estão corretas.
d) I, II e IV estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Em 2015, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ao constatar a ausência de normas gerais sobre a matéria em que a União, os Estados e o Distrito Federal possuem competência legislativa concorrente, resolve providências no sentido de legislar sobre o tema, preenchendo os vazios normativos decorrentes dessa lacuna. Assim, dois anos após a Lei Estadual ter sido promulgada pelo Estado do Rio de Janeiro, o Congresso Nacional promulga Lei Federal (2017), estabelecendo normas gerais sobre a matéria.
Tendo em vista o exposto, assinale a alternativa que ilustra corretamente o que aconteceu com a Lei Estadual editada em 2015 após a edição da Lei Federal de 2017.
a) As Leis Estaduais e Federais aplicam-se concomitantemente, sendo aquela aplicável na esfera do Estado respectivo e esta, da UF.
b) A Lei Estadual permanecerá vigente apenas no caso de a Lei Federal ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
c) A Lei Estadual perde a sua eficácia naquilo que contrariar a Lei Federal e aplicável na parte que estiver em consonância.
d) A Lei Federal apenas se aplicará nos Estados-Membros que não tiverem editado normativa geral em momento anterior.
e) A Lei Estadual é revogada pela Lei Federal, tendo em vista a existência de relação de hierarquia entre os entes federados.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro determinou a emissão de moeda Estadual, com circulação apenas dentro do âmbito territorial do Estado, como forma de tentar superar a grave crise econômica que vem passando.
Diante do contexto apresentado, considerando o texto constitucional, pode-se inferir que:
a) Trata-se de competência executiva da União Federal e, portanto, indelegável, conforme previsão do artigo 21 da Constituição.
b) Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema.
c) Trata-se se de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode ser editada pelos Estados, desde que seja editada lei complementar delegando pontos específicos da matéria.
d) Trata-se de competência residual dos Estados, nos termos do artigo 25 da Constituição.
e) Trata-se de competência concorrente, de forma que os Estados podem editar apenas normas específicas, conforme previsão do artigo 24, §2º da CRFB.

No início de 2017, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedido de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista a situação de comprometimento do regular funcionamento do Tribunal de Contas do referido Estado.
Caso o Supremo Tribunal Federal julgue procedente a referida ação interventiva:
a) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, após seus pareceres, decidir se irá decretar ou não essa modalidade de intervenção solicitada.
b) Após a ação ter sido julgada procedente, haverá aprovação direta pelo Congresso Nacional, sendo desnecessário que o presidente da república expeça o decreto interventivo nesse caso específico.
c) A decisão de procedência do Supremo Tribunal Federal vincula o presidente da república e o Congresso Nacional, que deverão, respectivamente, expedir o decreto interventivo e aprovar a medida.
d) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, caso os pareceres sejam no mesmo sentido da decisão do STF, ficará vinculado à decretação da intervenção federal.
e) O presidente da república estará vinculado a decretar a intervenção federal e submetê-la, dentro do prazo constitucional para aprovação pelo Congresso Nacional, que, se estiver em recesso, deverá se reunir extraordinariamente.

Prévia do material em texto

Local: AUDITÓRIO - Auditório / Andar / Polo Barra da Tijuca / BARRA DA TIJUCA
Acadêmico: VIROEP-002 
Aluno: PRISCILLA KUKULKA DE ALBUQUERQUE
Avaliação: A2-
Matrícula: 20172103950
Data: 14 de Novembro de 2018 - 08:00 Finalizado
Correto Incorreto Anulada  Discursiva  Objetiva Total: 5,50/10,00 
1  Código: 26972 - Enunciado:  "Em outubro de 2017, o Senado Federal, em votação apertada, decidiu por 44 votos a 
26 revogar as medidas cautelares impostas a Aécio Neves (PSDB-MG), que se encontrava afastado de suas 
atividades parlamentares e proibido de deixar a sua residência à noite desde o fim de setembro. Gravado por 
Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões, o senador foi denunciado sob a acusação de obstrução de Justiça e 
corrupção passiva." (Fonte: FERNANDES, T.; BOLDRINI, A. Senado derruba medidas cautelares contra Aécio Neves. 
Folha, Brasília, out. 2017. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2018.) À luz da sistemática 
constitucional, marque a alternativa que identifica corretamente o órgão competente para aplicar as medidas 
cautelares ao referido senador. 
 a) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes.  
 b) STF, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores em qualquer infração 
penal comum. 
 c) Câmara dos Deputados, órgão competente para processar e julgar os parlamentares pelas acusações dos 
crimes.  
 d) Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores 
por crimes comuns.  
 e) Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes de 
responsabilidade, considerados como tais aqueles que tenham relação com o exercício do mandato. 
Alternativa marcada:
b) STF, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores em qualquer infração penal 
comum. 
Justificativa: Resposta correta: STF, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores 
em qualquer infração penal comum. O Art. 53 da CRFB institui como orgão competente para julgar deputados 
federais e senadores o STF. Distratores: Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores 
pelas acusações dos crimes. Errada. Tal matéria está contemplada no art. 53, CRFB, que prevê a competência do 
STF. Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processar e julgar os deputados federais e senadores 
por crimes comuns. Errada. Tal matéria está contemplada no art. 53, CRFB, que prevê a competência do 
STF. Senado Federal, órgão competente para processar e julgar os senadores pelas acusações dos crimes de 
responsabilidade, considerados como tais aqueles que tenham relação com o exercício do mandato. Errada. Tal 
matéria está contemplada no art. 53, CRFB, que prevê a competência do STF. Câmara dos Deputados, órgão 
competente para processar e julgar os parlamentares pelas acusações dos crimes. Errada. Tal matéria está 
contemplada no art. 53, CRFB, que prevê a competência do STF.  
1,50/ 1,50 
2  Código: 26949 - Enunciado:  A partir da Constituição de 1891, o Brasil passou a adotar o modelo federativo de 
Estado. A Federação sofreu diversos aprimoramentos ao longo dos nossos textos constitucionais, tendo algumas 
peculiaridades específicas consagradas em nosso texto constitucional vigente. De acordo com a Constituição de 
1988, leia as afirmativas a seguir.   I – A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel de seus 
entes federados.II – A competência Estadual para explorar os serviços locais de gás canalizado está expressa em 
nosso texto constitucional, sendo uma exceção a competência residual dos Estados, prevista no artigo 25 da 
CRFB.III – O Distrito Federal não pode se dividir em municípios, possuindo uma natureza híbrida, ou seja, 
contemplando competências Estaduais e municipais.IV – Os municípios podem criar seus próprios tribunais de 
contas. Está correto apenas o que se afirma em:  
 a) I, II e IV estão corretas. 
 b) I, II, III e IV estão corretas. 
 c) I, II e III estão corretas. 
 d) I, III e IV estão corretas. 
 e) I e II estão corretas. 
Alternativa marcada:
b) I, II, III e IV estão corretas. 
Justificativa: Resposta correta: I, II e III estão corretas. I - A república Federativa do Brasil é formada pela união 
indissolúvel de seus entes federados. Correta. O artigo 1º da CRFB determina que 'A República Federativa do 
0,00/ 0,50 
Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem como fundamentos [...]'.II - A competência Estadual para explorar os serviços locais 
de gás canalizado está expressa em nosso texto constitucional, sendo uma exceção a competência residual dos 
Estados, prevista no artigo 25 da CRFB. Correta. O artigo 25, §2º da CRFB, determina, de forma direta, que 'Cabe 
aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, 
vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação'.III - O Distrito Federal não pode se dividir em 
municípios, possuindo uma natureza híbrida, ou seja, contemplando competências Estaduais e municipais. 
Correta. O artigo 32, caput e §1º da CRFB, veda a divisão do DF em municípios e determina que lhe serão atribuídas 
as competências reservadas aos Estados. Nesse sentido, 'Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em 
Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por 
dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 
1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e 
Municípios.' Distrator:IV- Os municípios podem criar seus próprios tribunais de contas. Errada. A CRFB veda a 
criação de novos tribunais de contas municipais (Art. 31, §4º - vedação). 
3  Código: 26947 - Enunciado:  Em 2015, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ao constatar a 
ausência de normas gerais sobre a matéria em que a União, os Estados e o Distrito Federal possuem competência 
legislativa concorrente, resolve providências no sentido de legislar sobre o tema, preenchendo os vazios 
normativos decorrentes dessa lacuna. Assim, dois anos após a Lei Estadual ter sido promulgada pelo Estado do 
Rio de Janeiro, o Congresso Nacional promulga Lei Federal (2017), estabelecendo normas gerais sobre a 
matéria. Tendo em vista o exposto, assinale a alternativa que ilustra corretamente o que aconteceu com a Lei 
Estadual editada em 2015 após a edição da Lei Federal de 2017. 
 a) As Leis Estaduais e Federais aplicam-se concomitantemente, sendo aquela aplicável na esfera do Estado 
respectivo e esta, da UF. 
 b) A Lei Estadual permanecerá vigente apenas no caso de a Lei Federal ser declarada inconstitucional pelo 
Supremo Tribunal Federal. 
 c) A Lei Estadual perde a sua eficácia naquilo que contrariar a Lei Federal e aplicável na parte que estiver em 
consonância. 
 d) A Lei Federal apenas se aplicará nos Estados-Membros que não tiverem editado normativa geral em 
momento anterior. 
 e) A Lei Estadual é revogada pela Lei Federal, tendo em vista a existência de relação de hierarquia entre os 
entes federados. 
Alternativa marcada:
c) A Lei Estadual perde a sua eficácia naquilo que contrariar a Lei Federal e aplicável na parte que estiver em 
consonância. 
Justificativa: Resposta correta: A Lei Estadual perde a sua eficácia naquilo que contrariar a Lei Federal e aplicável 
na parte que estiver em consonância. Os parágrafos do art. 24, CRFB, determinam que a Lei Estadual será 
suspensa naquilo que contrariar a norma federal. Distratores:A Lei Estadual é revogada pelaLei Federal, tendo em 
vista a existência de relação de hierarquia entre os entes federados. Errada. A Lei Federal não pode editar a Lei 
Estadual. Conforme o art. 24, parágrafo 4º, há suspensão de aplicabilidade da normativa geral Estadual naquilo 
que for contrário à normativa geral federal.As Leis Estaduais e Federais aplicam-se concomitantemente, sendo 
aquela aplicável na esfera do Estado respectivo e esta, da UF. Errada. A norma geral editada pela UF terá 
aplicabilidade por todo território federal e a normativa Estadual com ela conflitante será suspensa, nos termos do 
art. 24, parágrafo 4º, da CRFB.A Lei Estadual permanecerá vigente apenas no caso de a Lei Federal ser declarada 
inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Errada. A Lei Estadual permanecerá, em qualquer hipótese, 
vigente, não havendo a sua revogação. Conforme o art. 24, parágrafo 4º, há suspensão de aplicabilidade da 
normativa geral Estadual naquilo que for contrário à normativa geral federal.A Lei Federal apenas se aplicará nos 
Estados-Membros que não tiverem editado normativa geral em momento anterior. Errada. Conforme determina o 
art. 24, parágrafo 4º, há suspensão de aplicabilidade da normativa geral Estadual naquilo que for contrário 
à normativa geral federal. Além disso, a norma geral editada pela UF terá aplicabilidade por todo território federal. 
0,50/ 0,50 
4  Código: 26969 - Enunciado:  A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro determinou a emissão de 
moeda Estadual, com circulação apenas dentro do âmbito territorial do Estado, como forma de tentar superar a 
grave crise econômica que vem passando. Diante do contexto apresentado, considerando o texto constitucional, 
pode-se inferir que:  
 a) Trata-se de competência executiva da União Federal e, portanto, indelegável, conforme previsão do artigo 
21 da Constituição.  
 b) Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União 
Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema. 
 c) Trata-se se de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode ser editada pelos 
Estados, desde que seja editada lei complementar delegando pontos específicos da matéria.  
 d) Trata-se de competência residual dos Estados, nos termos do artigo 25 da Constituição, sendo a normativa 
constitucional.  
0,00/ 1,50 
 e) Trata-se de competência concorrente, de forma que os Estados podem editar apenas normas específicas, 
conforme previsão do artigo 24, §2º da CRFB.  
Alternativa marcada:
b) Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União 
Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema. 
Justificativa: Resposta correta: Trata-se de competência executiva da União Federal e, portanto, indelegável, 
conforme previsão do artigo 21 da Constituição. Tal hipótese está prevista no art. 21, VII da CRFB, que trata do rol 
das competências administrativas da UF. 'Art. 21. Compete à União: [...] VII – emitir moeda' Distratores: Trata-se se 
de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode ser editada pelos Estados, desde que 
seja editada lei complementar delegando pontos específicos da matéria. Errada. A emissão de moeda é de 
competência administrativa e não legislativa e está prevista no art. 21, CRFB, não admitindo delegação. Trata-se 
de competência concorrente, de forma que os Estados podem editar apenas normas específicas, conforme 
previsão do artigo 24, §2º da CRFB. Errada. As competências concorrentes encontram-se previstas no art. 24, CRFB, 
e a emissão de moeda nacional encontra-se no rol de competências administrativas da UF.Trata-se de 
competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União Federal, poderá o 
Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema. Errada. As competências concorrentes encontram-se 
previstas no art. 24, CRFB, e a emissão de moeda nacional encontra-se no rol de competências administrativas da 
UF.Trata-se de competência residual dos Estados, nos termos do artigo 25 da Constituição, sendo a normativa 
constitucional. Errada. A emissão de moeda é competência federal prevista no art. 21, CRFB.  
5  Código: 26945 - Enunciado:  No início de 2017, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, apresentou ao 
Supremo Tribunal Federal pedido de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista a situação 
de comprometimento do regular funcionamento do Tribunal de Contas do referido Estado.  À época, o Superior 
Tribunal de Justiça afastou liminarmente, por 180 dias, seis dos sete conselheiros do TCE-RJ. De acordo com o 
PGR, o objetivo da ação consiste em assegurar o cumprimento eficiente do dever de “prestação de contas da 
administração pública direta e indireta”. (Fonte: Rodrigo Janot pede intervenção federal no Rio de Janeiro por 
crise no TCE-RJ. Consultor Jurídico, abr. 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2018.) Caso o Supremo Tribunal Federal julgue procedente a referida ação 
interventiva:  
 a) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, após seus 
pareceres, decidir se irá decretar ou não essa modalidade de intervenção solicitada.  
 b) Após a ação ter sido julgada procedente, haverá aprovação direta pelo Congresso Nacional, sendo 
desnecessário que o presidente da república expeça o decreto interventivo nesse caso específico. 
 c) A decisão de prodecência do Supremo Tribunal Federal vincula o presidente da república e o Congresso 
Nacional, que deverão, respectivamente, expedir o decreto interventivo e aprovar a medida. 
 d) O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, caso os 
pareceres sejam no mesmo sentido da decisão do STF, ficará vinculado à decretação da intervenção federal. 
 e) O presidente da república estará vinculado a decretar a intervenção federal e submetê-la, dentro do prazo 
constitucional para aprovação pelo Congresso Nacional, que, se estiver em recesso, deverá se reunir 
extraordinariamente. 
Alternativa marcada:
e) O presidente da república estará vinculado a decretar a intervenção federal e submetê-la, dentro do prazo 
constitucional para aprovação pelo Congresso Nacional, que, se estiver em recesso, deverá se reunir 
extraordinariamente. 
Justificativa: Resposta correta: O presidente da república estará vinculado a decretar a intervenção federal e 
submetê-la, dentro do prazo constitucional para aprovação pelo Congresso Nacional, que, se estiver em recesso, 
deverá se reunir extraordinariamente.Está correta a previsão, conforme determinam os parágrafos do art. 36 da 
CRFB. Distratores:O presidente da república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, após 
seus pareceres, decidir se irá decretar ou não essa modalidade de intervenção solicitada. Errada. Na medida em 
que o presidente da república fica vinculado à decretação da medida no caso em comento.O presidente da 
república deverá ouvir os Conselhos da República e da Defesa Nacional e, caso os pareceres sejam no mesmo 
sentido da decisão do STF, ficará vinculado à decretação da intervenção federal. Errada. O presidente da república 
está vinculado à decretação da intervenção federal no caso em comento. Além disso, conforme posicionamento 
majoritário da doutrina, haverá a dispensa da oitiva dos Conselhos, que emitem pareceres opinativos e, portanto, 
não vinculantes.Após a ação ter sido julgada procedente, haverá aprovação direta pelo Congresso Nacional, sendo 
desnecessário que o presidente da república expeça o decreto interventivo nesse caso específico. Errada. 
O decreto interventivo é essencial para a configuração da intervenção federal. A decisão de prodecência do 
Supremo Tribunal Federal vincula opresidente da república e o Congresso Nacional, que deverão, 
respectivamente, expedir o decreto interventivo e aprovar a medida. Errada. A decisão do STF não vincula o CN, 
que tem poderes para decidir sobre a aprovação ou não da medida. 
0,50/ 0,50 
6  Código: 26970 - Enunciado:  Em 2000, a União Federal editou a lei complementar nº 103 autorizando os Estados e 
o Distrito Federal a fixar piso salarial proporcional à extensão e complexidade de determinadas modalidades 
laborativas. Em 2017, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro editou norma fixando piso salarial 
diferenciado aos empregados domésticos. Analisando o contexto apresentado, pode-se inferir que: 
 a) Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, por ausência de edição de normas pela União 
Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o tema 
 b) A delegação realizada pela União Federal é inconstitucional, na medida em que se trata de competência 
executiva e, portanto, indelegável, nos termos do art. 21, CRFB. 
 c) Trata-se de competência concorrente, de forma que a União deve editar norma geral, como o fez no 
presente caso, e os Estados podem editar apenas normas específicas. 
 d) Trata-se de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode ser editada pelos 
Estados desde que seja editada lei complementar delegando pontos específicos da matéria. 
 e) Trata-se de competência de interesse local e, portanto, municipal, conforme previsão expressa no artigo 
30, I da CRFB, podendo o Estado avocar essa atribuição. 
Alternativa marcada:
c) Trata-se de competência concorrente, de forma que a União deve editar norma geral, como o fez no presente 
caso, e os Estados podem editar apenas normas específicas. 
Justificativa: Resposta correta:Trata-se de competência legislativa da União Federal, de forma que a norma pode 
ser editada pelos Estados desde que seja editada lei complementar delegando pontos específicos da 
matéria.Trata-se de competência prevista nas hipóteses do art. 22, CRFB, que institui as competências privativas 
legislativas da UF. De acordo com o parágrafo único desse artigo, a UF pode delegar, mediante lei complementar 
federal, pontos específicos da matéria aos Estados.  Distratores:A delegação realizada pela União Federal é 
inconstitucional, na medida em que se trata de competência executiva e, portanto, indelegável, nos termos do art. 
21, CRFB. Errada. A matéria não se encontra no rol das competências administrativas da UF (art. 21, CRFB). Trata-
se de competência concorrente, de forma que a União deve editar norma geral, como o fez no presente caso, e os 
Estados podem editar apenas normas específicas. Errada. As competências concorrentes encontram-se elencadas 
no art. 24, CRFB, não estando essa matéria ali prevista. Trata-se de competência concorrente, sendo que, no caso, 
por ausência de edição de normas pela União Federal, poderá o Estado editar normas gerais e específicas sobre o 
tema. Errada. As competências concorrentes encontram-se elencadas no art. 24, CRFB, não estando essa matéria 
ali prevista. Trata-se de competência de interesse local e, portanto, municipal, conforme previsão expressa no 
artigo 30, I da CRFB, podendo o Estado avocar essa atribuição. Errada. Não se trata de matéria de interesse local, 
nos termos do art. 30, I, CRFB, mas sim de amplitude nacional.  
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7  Código: 26941 - Enunciado:  Leia o trecho a seguir, a respeito da formação do Estado Federal norte-americano: “O 
federalismo tem as suas primeiras origens nos Estados Unidos. Surgiu como resposta à necessidade de um 
governo eficiente em vasto território, que, ao mesmo tempo assegurasse os ideais republicanos que vingaram com 
a revolução de 1776.Para garantir a independência então conquistada, as antigas colônias britânicas firmaram um 
tratado de direito internacional, criando uma confederação, que tinha como objetivo básico preservar a soberania 
de cada antigo território nacional. [...]A confederação estava debilitada e não atendia às necessidades de governo 
eficiente comum do vasto território recém-libertado. O propósito de aprimorar a união entre os Estados redundou 
na original formula federativa [...]Em seguida à experiencia americana, outros Estados assumiram também esse 
modo de ser, ajustando-o as suas peculiaridades, de sorte que não há um modelo único de Estado Federal a ser 
servilmente recebido como modelo necessário. Não obstante, alguns traços gerais podem ser divisados como 
típicos dessa forma estatal.”(Fonte: MENDES, G. F.; BRANCO, P. G. G. Curso de Direito Constitucional. Editora 
Saraiva, 2015, p. 813-814). Tendo em vista o contexto histórico descrito, evidencie, no mínimo, três caraterísticas 
que diferenciam os dois modelos de organização do Estado citados: Federação e a Confederação.  
Resposta: 
Justificativa: Expectativa de resposta:  O aluno deve trazer ao menos três dentre as características a seguir:  
Quanto à natureza jurídica: a confederação é uma pessoa jurídica de direito público internacional (junção de 
diversos Estados Soberanos); a federação é um Estado soberano reconhecido internacionalmente. Quanto ao 
liame jurídico que une as partes: na confederação, as partes são unidas por um tratado internacional; na 
federação, o que une as partes é a Constituição, que tem natureza fundacional, de contrato social de uma 
sociedade, editado pelo Poder Constituinte.  Quanto ao detentor da soberania: na Confederação, os Estados que a 
compõem são soberanos; já na Federação, os Estados, entendidos como entes federados, são autônomos, sendo 
soberana a Federação.  Com relação à função básica ou à forma de atuação: na Confederação, dirige-se para fora, 
dedicando-se essencialmente para negócios externos; já na Federação, a atuação ocorre em negócios internos e 
internacionais.  Com relação à quantidade de nacionalidades e territórios: na confederação, há tantas 
nacionalidades e territórios quantos os Estados; na Federação, há apenas uma nacionalidade e apenas um 
território (embora possa haver mais de uma língua comum, como ocorre no Canadá).  Com relação à forma de 
deliberação: na confederação, as deliberações seguem a regra diplomática da unanimiade, via de regra, até 
porque todos são soberanos; já na Federação, via de regra, as deliberações são tomadas por maioria.  Com relação 
ao direito de secessão: na Confederação, o Estado Nacional tem o direito de romper o pacto; já na Federação, o 
pacto é indissolúvel, sendo vedado o direito de secessão.  
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8  Código: 27019 - Enunciado:  "Em 12 de janeiro de 2018, o então Presidente da República editou a Medida 
Provisória nº 818, que altera o Estatuto da Metrópole, instituindo as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade 
Urbana. A referida Medida Provisória terá vigência até 2 de abril de 2018." (Fonte: 
. Acesso em: 28 jan. 
2018.)   À luz da sistemática constitucional vigente, faça o que se pede nos itens a seguir: a)  Após a edição da EC nº 
32/01, indique o prazo máximo de vigência de uma medida provisória.  b) Descreva as consequências caso a 
referida Medida Provisória não seja convertida em lei até 2 de abril de 2018.  
Resposta: 
Justificativa: Expectativa de resposta: a)  Prazo máximo de 120 dias (60 + prorrogação de 60) Art. 63, § 7º
Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, 
contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001).Cabe ressaltar ainda, que havendo período de recesso do CN, a 
contagem do prazo fica suspensa. Vide art. 63, § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da 
medida provisória, suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional.(Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) . b)  Perda da eficácia, devendo DL regular as relaçõesjuridicas decorrentes da MP. 
Caso o CN não edite DL em 30 dias após a perda de eficácia da MP, as relações jurídicas constituídas e decorrentes 
de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas.§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o 
disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta 
dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por 
decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)§ 
11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de 
medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência 
conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001).   
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