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CADERNO DE LEI SECA 
SEMANA 08 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
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Sumário 
SEGUNDA-FEIRA ........................................................................................................................................ 4 
Leitura do Código Civil – Artigos 104 ao 137 ................................................................................................ 4 
TERÇA-FEIRA ........................................................................................................................................... 10 
Leitura do Código Civil – Artigos 138 ao 165 .............................................................................................. 10 
QUARTA-FEIRA ........................................................................................................................................ 16 
Leitura do Código Civil – Artigos 166 ao 188 .............................................................................................. 16 
Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 1 ao 8 ............................................................................. 22 
QUINTA-FEIRA ......................................................................................................................................... 31 
Leitura do Código Civil – Artigos 189 ao 204 .............................................................................................. 31 
Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 9 ao 11-A ........................................................................ 36 
SEXTA-FEIRA ........................................................................................................................................... 41 
Leitura do Código Civil – Artigos 205 ao 232 .............................................................................................. 41 
Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 12 ao 17-E ...................................................................... 55 
 
 
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SEGUNDA-FEIRA 
 
Leitura do Código Civil – Artigos 104 ao 137 
 
LIVRO III 
DOS FATOS JURÍDICOS 
 
TÍTULO I 
DO NEGÓCIO JURÍDICO 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 104. A VALIDADE do NEGÓCIO JURÍDICO REQUER: 
I - agente capaz; 
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei. 
 
 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes NÃO pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, SALVO se, neste caso, for indivisível o objeto do direito 
ou da obrigação comum. 
 
 
Art. 106. A impossibilidade INICIAL do objeto NÃO INVALIDA o negócio jurídico se for relativa, ou se 
cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado. 
 
 
Art. 107. A validade da declaração de vontade NÃO dependerá de forma especial, senão quando a 
lei expressamente a exigir. 
 
 
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre IMÓVEIS 
de valor superior a 30 (trinta) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 289. O valor de 30 salários-mínimos constante no art. 108 do Código 
Civil brasileiro, em referência à forma pública ou particular dos negócios jurídicos que envolvam bens 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/264
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imóveis, é o atribuído pelas partes contratantes, e não qualquer outro valor arbitrado pela Administração 
Pública com finalidade tributária. 
 
 
Art. 109. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é 
da substância do ato. 
 
 
Art. 110. A manifestação de vontade SUBSISTE ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de 
não querer o que manifestou, SALVO se dela o destinatário tinha conhecimento. 
 
 
Art. 111. O SILÊNCIO IMPORTA ANUÊNCIA, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não 
for necessária a declaração de vontade expressa. 
 
 
Art. 112. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao 
sentido literal da linguagem. 
• Súmula nº 530, STJ. Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros 
efetivamente contratada — por ausência de pactuação ou pela falta de juntada do instrumento aos autos —, 
aplica-se a taxa média de mercado, divulgada pelo Bacen, praticada nas operações da mesma espécie, SALVO 
se a taxa cobrada for mais vantajosa para o devedor. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 421. Os contratos coligados devem ser interpretados segundo os 
critérios hermenêuticos do Código Civil, em especial os dos arts. 112 e 113, considerada a sua conexão 
funcional. 
 
 
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser INTERPRETADOS conforme a boa-fé e os usos do lugar de 
sua celebração. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 409. Os negócios jurídicos devem ser interpretados não só conforme 
a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração, mas também de acordo com as práticas habitualmente 
adotadas entre as partes. 
§ 1º. A interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que: 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
I - for confirmado pelo comportamento das partes POSTERIOR à celebração do negócio; 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
II - corresponder aos usos, costumes e práticas do mercado relativas ao tipo de negócio; 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/261
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/213
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
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(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
III - corresponder à boa-fé; 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
IV - for mais benéfico à parte que não redigiu o dispositivo, se identificável; e 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
V - corresponder a qual seria a razoável negociação das partes sobre a questão discutida, inferida das 
demais disposições do negócio e da racionalidade econômica das partes, consideradas as informações 
disponíveis no momento de sua celebração. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
§ 2º. As partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e 
de integração dos negócios jurídicos DIVERSAS daquelas previstas em lei. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
 
 
Art. 114. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se ESTRITAMENTE. 
 
 
CAPÍTULO II 
DA REPRESENTAÇÃO 
 
Art. 115. Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado. 
 
 
Art. 116. A manifestação de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, produz efeitos 
em relação ao representado. 
 
 
Art. 117. SALVO se o permitir a lei ou o representado, é ANULÁVEL o negócio jurídico que o 
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por 
aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos. 
 
 
Art. 118. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem tratar em nome do 
representado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o fazendo, responder pelos 
atos que a estes excederem. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7do direito do credor, é causa interruptiva da 
prescrição. 
 
Art. 202. A INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO, que SOMENTE PODERÁ OCORRER UMA VEZ, dar-se-á: 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover 
no prazo e na forma da lei processual; 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 417. O art. 202, I, do CC deve ser interpretado sistematicamente 
com o art. 219, § 1º, do CPC, de modo a se entender que o efeito interruptivo da prescrição produzido pelo 
despacho que ordena a citação é retroativo até a data da propositura da demanda. 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
III - por protesto cambial; 
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores; 
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor. 
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou 
do último ato do processo para a interromper. 
• Súmula nº 154, STF. Simples vistoria não interrompe a prescrição. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0f20c77d6afb02422603acb0329b5a41
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0f20c77d6afb02422603acb0329b5a41
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/234
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/237
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• Súmula nº 383, STF. A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e meio, a 
partir do ato interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o titular do direito a 
interrompa durante a primeira metade do prazo. 
 
Em razão do princípio da unicidade da interrupção prescricional, mesmo diante de uma hipótese interruptiva 
extrajudicial (protesto de título) e outra em decorrência de ação judicial de cancelamento de protesto e título 
executivo, apenas admite-se a interrupção do prazo pelo primeiro dos eventos. 
STJ. 4ª Turma. REsp 1.786.266-DF, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 11/10/2022 (Info 754). 
 No mesmo sentido: 
Não é possível a interrupção do prazo prescricional em razão do ajuizamento de ação declaratória de 
inexigibilidade dos débitos pelo devedor quando já tiver havido anterior interrupção do prazo prescricional 
pelo protesto das duplicatas. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.963.067-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/02/2022 (Info 727). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Em razão do princípio da unicidade da interrupção prescricional, mesmo 
diante de uma hipótese interruptiva extrajudicial e outra em decorrência de citação judicial, apenas 
admite-se a interrupção do prazo apenas pelo primeiro dos eventos (no caso, o protesto). Buscador Dizer 
o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
 
 
Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
 
 
Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a 
interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados. 
§ 1º. A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção 
efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
§ 2º. A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros 
herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 
§ 3º. A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4bcd83a98bc4ee323ec93c0f0e704d04
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4bcd83a98bc4ee323ec93c0f0e704d04
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Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 9 ao 11-A 
 
CAPÍTULO V 
DAS PESSOAS SUJEITAS AO MECANISMO DE CONTROLE 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
Art. 9º. Sujeitam-se às obrigações referidas nos arts. 10 e 11 as pessoas FÍSICAS e JURÍDICAS que 
tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou 
não: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional 
ou estrangeira; 
II - a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial; 
III - a custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou administração de 
títulos ou valores mobiliários. 
Parágrafo único. Sujeitam-se às mesmas obrigações: 
I - as bolsas de valores, as bolsas de mercadorias ou futuros e os sistemas de negociação do mercado 
de balcão organizado; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou de 
capitalização; 
III - as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem como as 
administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços; 
IV - as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ou qualquer outro meio eletrônico, 
magnético ou equivalente, que permita a transferência de fundos; 
V - as empresas de arrendamento mercantil (leasing), as empresas de fomento comercial (factoring) 
e as Empresas Simples de Crédito (ESC); 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 167, de 2019) 
VI - as sociedades que, mediante sorteio, método assemelhado, exploração de loterias, inclusive de 
apostas de quota fixa, ou outras sistemáticas de captação de apostas com pagamento de prêmios, realizem 
distribuição de dinheiro, de bens móveis, de bens imóveis e de outras mercadorias ou serviços, bem como 
concedam descontos na sua aquisição ou contratação; 
(Redação dada pela Lei nº 14.183, de 2021) 
VII - as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das atividades 
listadas neste artigo, ainda que de forma eventual; 
VIII - as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos 
mercados financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp167.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14183.htm#art7
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IX - as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no Brasil como agentes, 
dirigentes, procuradoras, comissionárias ou por qualquer forma representem interesses de ente 
estrangeiro que exerça qualquer das atividades referidas neste artigo; 
X - as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda 
de imóveis; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XI - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem joias, pedras e metais preciosos, objetos de arte 
e antiguidades. 
XII - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de luxo ou de alto valor, intermedeiem a 
sua comercialização ou exerçam atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XIII - as juntas comerciais e os registros públicos; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XIV - as pessoas físicas ou jurídicas que prestem, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, 
consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência, de qualquer natureza, em operações: 
(Incluído pela Leinº 12.683, de 2012) 
a) de compra e venda de imóveis, estabelecimentos comerciais ou industriais ou participações 
societárias de qualquer natureza; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
b) de gestão de fundos, valores mobiliários ou outros ativos; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
c) de abertura ou gestão de contas bancárias, de poupança, investimento ou de valores mobiliários; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
d) de criação, exploração ou gestão de sociedades de qualquer natureza, fundações, fundos 
fiduciários ou estruturas análogas; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
e) financeiras, societárias ou imobiliárias; e 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
f) de alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a atividades desportivas ou 
artísticas profissionais; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XV - pessoas físicas ou jurídicas que atuem na promoção, intermediação, comercialização, 
agenciamento ou negociação de direitos de transferência de atletas, artistas ou feiras, exposições ou 
eventos similares; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XVI - as empresas de transporte e guarda de valores; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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XVII - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de alto valor de origem rural ou animal 
ou intermedeiem a sua comercialização; e 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XVIII - as dependências no exterior das entidades mencionadas neste artigo, por meio de sua matriz 
no Brasil, relativamente a residentes no País. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
XIX - as prestadoras de serviços de ativos virtuais. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
 
 
CAPÍTULO VI 
DA IDENTIFICAÇÃO DOS CLIENTES E MANUTENÇÃO DE REGISTROS 
 
Art. 10. As pessoas referidas no art. 9º: 
I - identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas 
das autoridades competentes; 
II - manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores 
mobiliários, títulos de crédito, metais, ativos virtuais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em 
dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta 
expedidas; 
(Redação dada pela Lei nº 14.478, de 2022) 
• Será aplicada a sanção de ADVERTÊNCIA por irregularidade no cumprimento das instruções dos incs. I e II 
do art. 10. 
• Será aplicada a sanção de MULTA se as pessoas referidas no art. 9º DEIXAREM DE SANAR AS 
IRREGULARIDADES objeto de advertência, no prazo assinalado pela autoridade competente. 
• Se as pessoas referidas no art. 9º não cumprirem o disposto nos incs. I a IV do art. 10, por culpa ou dolo: 
multa. 
III - deverão adotar políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com seu porte e 
volume de operações, que lhes permitam atender ao disposto neste artigo e no art. 11, na forma disciplinada 
pelos órgãos competentes; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
• Se as pessoas referidas no art. 9º não cumprirem o disposto nos incs. I a IV do art. 10, por culpa ou dolo: 
multa. 
IV - deverão cadastrar-se e manter seu cadastro atualizado no órgão regulador ou fiscalizador e, na 
falta deste, no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), na forma e condições por eles 
estabelecidas; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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• Se as pessoas referidas no art. 9º não cumprirem o disposto nos incs. I a IV do art. 10, por culpa ou dolo: 
multa. 
V - deverão atender às requisições formuladas pelo COAF na periodicidade, forma e condições por 
ele estabelecidas, cabendo-lhe preservar, nos termos da lei, o sigilo das informações prestadas. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
• Se as pessoas referidas no art. 9º deixarem de atender, no prazo estabelecido, a requisição formulada nos 
termos do inciso V do art. 10, por culpa ou dolo: multa. 
§ 1º. Na hipótese de o cliente constituir-se em pessoa jurídica, a identificação referida no inciso I 
deste artigo deverá abranger as pessoas físicas autorizadas a representá-la, bem como seus proprietários. 
§ 2º. Os cadastros e registros referidos nos incisos I e II deste artigo deverão ser conservados durante 
o período mínimo de 5 (cinco) anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo 
este que poderá ser ampliado pela autoridade competente. 
§ 3º. O registro referido no inciso II deste artigo será efetuado também quando a pessoa física ou 
jurídica, seus entes ligados, houver realizado, em um mesmo mês-calendário, operações com uma mesma 
pessoa, conglomerado ou grupo que, em seu conjunto, ultrapassem o limite fixado pela autoridade 
competente. 
 
 
Art. 10-A. O Banco Central manterá registro centralizado formando o cadastro geral de correntistas 
e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores. 
(Incluído pela Lei nº 10.701, de 2003) 
 
 
CAPÍTULO VII 
DA COMUNICAÇÃO DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS 
 
Art. 11. As pessoas referidas no art. 9º: 
I - dispensarão especial atenção às operações que, nos termos de instruções emanadas das 
autoridades competentes, possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com 
eles relacionar-se; 
II - deverão comunicar ao COAF, ABSTENDO-SE de dar ciência de tal ato a qualquer pessoa, inclusive 
àquela à qual se refira a informação, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a proposta ou realização: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
a) de todas as transações referidas no inciso II do art. 10, acompanhadas da identificação de que 
trata o inciso I do mencionado artigo; e 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
b) das operações referidas no inciso I; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.701.htm#art3art10a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
III - deverão comunicar ao órgão regulador ou fiscalizador da sua atividade ou, na sua falta, ao COAF, 
na periodicidade, forma e condições por eles estabelecidas, a não ocorrência de propostas, transações ou 
operações passíveis de serem comunicadas nos termos do inciso II. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
• Se as pessoas referidas no art. 9º descumprirem a vedação ou deixarem de fazer a comunicação a quese 
refere o art. 11, por culpa ou dolo: multa. 
§ 1º. As autoridades competentes, nas instruções referidas no inciso I deste artigo, elaborarão relação 
de operações que, por suas características, no que se refere às partes envolvidas, valores, forma de 
realização, instrumentos utilizados, ou pela falta de fundamento econômico ou legal, possam configurar a 
hipótese nele prevista. 
§ 2º. As comunicações de boa-fé, feitas na forma prevista neste artigo, não acarretarão 
responsabilidade civil ou administrativa. 
§ 3º. O COAF disponibilizará as comunicações recebidas com base no inciso II do caput aos respectivos 
órgãos responsáveis pela regulação ou fiscalização das pessoas a que se refere o art. 9º. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 11-A. As transferências internacionais e os saques em espécie deverão ser previamente 
comunicados à instituição financeira, nos termos, limites, prazos e condições fixados pelo Banco Central do 
Brasil. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
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SEXTA-FEIRA 
 
Leitura do Código Civil – Artigos 205 ao 232 
 
Seção IV 
Dos Prazos da Prescrição 
 
Art. 205. A prescrição ocorre em 10 (dez) anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
• Súmula nº 85, STJ. Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como 
devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as 
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação. 
• Súmula nº 101, STJ. A ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora prescreve em um 
ano. 
• Súmula nº 106, STJ. Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos 
inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 
• Súmula nº 143, STJ. Prescreve em cinco anos a ação de perdas e danos pelo uso de marca comercial. 
• Súmula nº 278, STJ.O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o 
segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral. 
• Súmula nº 412, STJ.A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo 
prescricional estabelecido no Código Civil. 
• Súmula nº 467, STJ. Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão 
da Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. 
• Súmula nº 264, STF. Verifica-se a prescrição intercorrente pela paralisação da ação rescisória por mais de 
cinco anos. 
↳ O prazo é de 2 anos. Assim, verifica-se a prescrição intercorrente pela paralisação da ação rescisória por 
mais de DOIS anos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 264-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
• Súmula nº 443, STF. A prescrição das prestações anteriores ao período previsto em lei não ocorre, quando 
não tiver sido negado, antes daquele prazo, o próprio direito reclamado, ou a situação jurídica de que ele 
resulta. 
 
É de 10 anos o prazo prescricional aplicável à pretensão de restituição de valores de benefícios 
previdenciários complementares recebidos por força de decisão liminar posteriormente revogada, tendo em 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/fc192b0c0d270dbf41870a63a8c76c2f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/fc192b0c0d270dbf41870a63a8c76c2f
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vista não se tratar de hipótese de enriquecimento sem causa, de prescrição intercorrente ou de 
responsabilidade civil. 
O fundamento legal é o art. 205 do Código Civil. 
STJ. 2ª Seção. REsp 1.939.455-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 26/4/2023 (Info 772). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Quando uma pessoa recebe valores de benefícios previdenciários 
complementares por meio de decisão judicial posteriormente revogada, a entidade de previdência terá o 
prazo de 10 anos para pleitear a restituição da quantia paga. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível 
em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
A discussão envolvendo repetição de indébito, por cobrança indevida de valores contratuais, não se 
enquadra no conceito de enriquecimento ilícito, em razão da existência de causa jurídica contratual 
adjacente, de modo que se aplica a prescrição decenal e não a trienal. 
STJ. 4ª Turma AgInt-AREsp 892.824; Proc. 2016/0104822-2; SP; Relª Min. Maria Isabel Gallotti; julgado em 
29/08/2022, DJE 01/09/2022. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Prescrição decenal: cobrança indevida de valores contratuais. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
É decenal o prazo prescricional aplicável às hipóteses de pretensão fundamentadas em inadimplemento 
contratual. 
É adequada a distinção dos prazos prescricionais da pretensão de reparação civil advinda de 
responsabilidades contratual e extracontratual. 
Nas controvérsias relacionadas à responsabilidade CONTRATUAL, aplica-se a regra geral (art. 205 CC/2002) 
que prevê 10 anos de prazo prescricional e, quando se tratar de responsabilidade extracontratual, aplica-se 
o disposto no art. 206, § 3º, V, do CC/2002, com prazo de 3 anos. 
Para fins de prazo prescricional, o termo “reparação civil” deve ser interpretado de forma restritiva, 
abrangendo apenas os casos de indenização decorrente de responsabilidade civil extracontratual. 
Resumindo. O prazo prescricional é assim dividido: 
• Responsabilidade civil extracontratual (reparação civil): 3 anos (art. 206, § 3º, V, do CC). 
• Responsabilidade contratual (inadimplemento contratual): 10 anos (art. 205 do CC). 
STJ. 2ª Seção. EREsp 1280825-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 27/06/2018 (Info 632). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Prazo prescricional na responsabilidade contratual é de 10 anos e na 
responsabilidade extracontratual é de 3 anos. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9b34958c2bde3f10f457af458ed7cda4
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9b34958c2bde3f10f457af458ed7cda4
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8eddb3797212cedc470043e1d3686176
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. 
Acesso em: 20/11/2023 
 
 
Art. 206. Prescreve: 
§ 1º. Em 1 (um) ano: 
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio 
estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para 
responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com 
a anuência do segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuáriosjudiciais, árbitros e peritos, pela 
percepção de emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital 
de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o 
prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
§ 2º. Em 2 (dois) anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se 
vencerem. 
§ 3º. Em 3 (três) anos: 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 418. O prazo prescricional de três anos para a pretensão relativa a 
aluguéis aplica-se aos contratos de locação de imóveis celebrados com a administração pública. 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; 
• Súmula nº 291, STJ. A ação de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência 
privada prescreve em 5 (cinco) anos. 
↳ O pagamento de complementação de aposentadoria é obrigação de trato sucessivo, sujeita, pois, à 
prescrição quinquenal que alcança somente as parcelas vencidas anteriormente ao quinquênio que precede 
o ajuizamento da ação e não o próprio fundo de direito (Súmulas STJ/291, 427) (STJ AgRg nos EDcl no AREsp 
334.560/RS, j. em 19/11/2013). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 291-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ce5193a069bea027a60e06c57a106eb6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ce5193a069bea027a60e06c57a106eb6
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/242
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2151b4c76b4dcb048d06a5c32942b6f6
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• Súmula nº 427, STJ. A ação de cobrança de diferenças de valores de complementação de aposentadoria 
prescreve em cinco anos contados da data do pagamento. 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em 
períodos não maiores de 1 (um) ano, com capitalização ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
O propósito recursal é averiguar se está fulminada pela prescrição a pretensão da recorrente de 
ressarcimento de benfeitorias úteis, definindo, para tanto, qual é o termo inicial do prazo prescricional 
aplicável à espécie - se a data do desembolso dos valores investidos pela locatária ou se a data do trânsito 
em julgado da sentença que rescindiu o contrato de locação firmado entre as partes. 
A pretensão da indenização por benfeitorias é decorrência lógica da procedência do pedido de resolução do 
contrato, cujo resultado prático é o retorno das partes ao estado anterior. 
O prazo prescricional do pedido de indenização por benfeitorias tem início com o trânsito em julgado do 
acórdão da ação de rescisão do contrato. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.791.837/DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 17/11/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Ação de ressarcimento de benfeitorias em imóvel alugado prescreve 
em três anos a contar da rescisão do contrato. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
V - a pretensão de reparação civil; 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 419. O prazo prescricional de três anos para a pretensão de 
reparação civil aplica-se tanto à responsabilidade contratual quanto à responsabilidade extracontratual. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 420. Não se aplica o art. 206, § 3º, V, do Código Civil às pretensões 
indenizatórias decorrentes de acidente de trabalho, após a vigência da Emenda Constitucional n. 45, 
incidindo a regra do art. 7º, XXIX, da Constituição da República. 
• VII Jornada de Direito Civil - Enunciado 580. É de três anos, pelo art. 206, § 3º, V, do CC, o prazo 
prescricional para a pretensão indenizatória da seguradora contra o causador de dano ao segurado, pois a 
seguradora sub-roga-se em seus direitos. 
 
É trienal o prazo prescricional aplicável à pretensão de indenização fundada em atos ofensivos praticados 
após a rescisão do contrato de trabalho. 
STJ. 4ª Turma. AREsp 1.192.906-SP, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 14/3/2023 (Info 767). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A fluência da prescrição da pretensão indenizatória fundada na 
imputação de crimes dos quais se venha a ser posteriormente absolvido tem início com o trânsito em 
julgado da sentença na ação penal. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8b6cc3ee5ec407721ce3bf5ff4c0f56b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8b6cc3ee5ec407721ce3bf5ff4c0f56b
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/246
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/255
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/826
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8a488824cb3388fe033e110b350ef9e9
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Acesso em: 20/11/2023 
Em ação indenizatória que se origina de alegado ilícito concorrencial, uma vez verificada inexistência de 
decisão do CADE sobre a formação de cartel, o prazo prescricional é de três anos - art. 206, § 3º, V, CC/2002 
- e o termo inicial para sua contagem é a data da ciência do fato danoso. 
STJ. 4ª Turma. REsp 1971316-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 25/10/2022 (Info 756). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se o autor alega que a celebração do contrato lhe causou prejuízos 
porque a outra parte praticou ilícito concorrencial, o prazo prescricional de 3 anos se inicia com a 
celebração do ajuste. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da 
data em que foi deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado 
o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício 
em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar 
conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação; 
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas 
as disposições de lei especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro 
de responsabilidade civil obrigatório. 
• Súmula nº 405, STJ. A ação de cobrança do seguro obrigatório DPVAT prescreve em três anos. 
§ 4º. Em 4 (quatro) anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 
§ 5º. Em 5 (cinco) anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; 
• Súmula nº 503, STJ. O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força 
executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada nacártula. 
• Súmula nº 547, STJ. Nas ações em que se pleiteia o ressarcimento dos valores pagos a título de participação 
financeira do consumidor no custeio de construção de rede elétrica, o prazo prescricional é de vinte anos na 
vigência do Código Civil de 1916. Na vigência do Código Civil de 2002, o prazo é de cinco anos se houver 
previsão contratual de ressarcimento e de três anos na ausência de cláusula nesse sentido, observada a regra 
de transição disciplinada em seu art. 2.028. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/47599716060306c09493e977bbbce22e
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II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores 
pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos 
ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
 
PRESCREVE EM 
 
 
 
1 ANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• a pretensão dos hospedeiros ou 
fornecedores de víveres destinados a 
consumo no próprio estabelecimento, para 
o pagamento da hospedagem ou dos 
alimentos; 
• a pretensão do segurado contra o 
segurador, ou a deste contra aquele, 
contado o prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de 
responsabilidade civil, da data em que é 
citado para responder à ação de indenização 
proposta pelo terceiro prejudicado, ou da 
data que a este indeniza, com a anuência do 
segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do 
fato gerador da pretensão; 
• a pretensão dos tabeliães, auxiliares da 
justiça, serventuários judiciais, árbitros e 
peritos, pela percepção de emolumentos, 
custas e honorários; 
• a pretensão contra os peritos, pela 
avaliação dos bens que entraram para a 
formação do capital de sociedade anônima, 
contado da publicação da ata da assembleia 
que aprovar o laudo; 
• a pretensão dos credores não pagos contra 
os sócios ou acionistas e os liquidantes, 
contado o prazo da publicação da ata de 
encerramento da liquidação da sociedade. 
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2 ANOS 
 
• a pretensão para haver prestações 
alimentares, a partir da data em que se 
vencerem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 ANOS 
• a pretensão relativa a aluguéis de prédios 
urbanos ou rústicos; 
• a pretensão para receber prestações 
vencidas de rendas temporárias ou 
vitalícias; 
• a pretensão para haver juros, dividendos 
ou quaisquer prestações acessórias, 
pagáveis, em períodos não maiores de 1 (um) 
ano, com capitalização ou sem ela; 
• a pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa; 
• a pretensão de reparação civil; 
• a pretensão de restituição dos lucros ou 
dividendos recebidos de má-fé, correndo o 
prazo da data em que foi deliberada a 
distribuição; 
• a pretensão contra as pessoas em seguida 
indicadas por violação da lei ou do estatuto, 
contado o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos 
atos constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da 
apresentação, aos sócios, do balanço 
referente ao exercício em que a violação 
tenha sido praticada, ou da reunião ou 
assembleia geral que dela deva tomar 
conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira 
assembleia semestral posterior à violação; 
• a pretensão para haver o pagamento de 
título de crédito, a contar do vencimento, 
ressalvadas as disposições de lei especial; 
• a pretensão do beneficiário contra o 
segurador, e a do terceiro prejudicado, no 
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caso de seguro de responsabilidade civil 
obrigatório. 
4 ANOS • a pretensão relativa à tutela, a contar da 
data da aprovação das contas. 
 
 
 
5 ANOS 
• a pretensão de cobrança de dívidas 
líquidas constantes de instrumento público 
ou particular; 
• a pretensão dos profissionais liberais em 
geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado 
o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou 
mandato; 
• a pretensão do vencedor para haver do 
vencido o que despendeu em juízo. 
10 ANOS Quando a lei não lhe haja fixado prazo 
menor. 
 
 
Art. 206-A. A PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE observará o mesmo prazo de prescrição da pretensão, 
observadas as causas de impedimento, de suspensão e de interrupção da prescrição previstas neste Código 
e observado o disposto no art. 921 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). 
(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022) 
Art. 921, CPC. SUSPENDE-SE A EXECUÇÃO: 
I - nas hipóteses dos arts. 313 e 315 , no que couber; 
II - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução; 
III - quando não for localizado o executado ou bens penhoráveis; 
(Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) 
IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em 15 (quinze) 
dias, não requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis; 
V - quando concedido o parcelamento de que trata o art. 916 . 
§ 1º. Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se 
suspenderá a prescrição. 
§ 2º. Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano sem que seja localizado o executado ou que sejam encontrados 
bens penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos. 
§ 3º. Os autos serão desarquivados para prosseguimento da execução se a qualquer tempo forem 
encontrados bens penhoráveis. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art921
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art313
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art916
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§ 4º. O termo inicial da prescrição no curso do processo será a ciência da primeira tentativa infrutífera de 
localização do devedor ou de bens penhoráveis, e será suspensa, por uma única vez, pelo prazo máximo 
previsto no § 1º deste artigo. 
(Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 4º-A. A efetiva citação, intimação do devedor ou constrição de bens penhoráveis interrompe o prazo de 
prescrição, que não corre pelo tempo necessário à citação e à intimação do devedor, bem como para as 
formalidades da constrição patrimonial, se necessária, desde que o credor cumpra os prazos previstos na lei 
processual ou fixados pelo juiz. 
(Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 5º. O juiz, depois de ouvidas as partes, no prazo de 15 (quinze) dias, poderá, de ofício, reconhecer a 
prescrição no curso do processo e extingui-lo, sem ônus para as partes. 
(Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 6º. A alegação de nulidade quanto ao procedimento previsto neste artigo somente será conhecida caso 
demonstrada a ocorrência de efetivo prejuízo, que será presumido apenas em caso de inexistência da 
intimação de que trata o § 4º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 7º. Aplica-se o disposto neste artigo ao cumprimento de sentença de que trata o art. 523 deste Código. 
(Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
 
 
CAPÍTULO II 
DA DECADÊNCIA 
 
Art. 207. SALVO disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
 
 
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
Art. 195, CC. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentesou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente. 
Art. 198, CC. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º (absolutamente incapazes ⇾ menores de 16 anos). 
 
 
Art. 209. É NULA a renúncia à decadência fixada em lei. 
 
 
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida POR LEI. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
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Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau 
de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
↳ Sendo convencional a decadência, o juiz não pode declarar de ofício. Ele só pode declarar de ofício quando 
estabelecida em lei. 
 
 
TÍTULO V 
DA PROVA 
 
Art. 212. SALVO o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 157. O termo "confissão" deve abarcar o conceito lato de 
depoimento pessoal, tendo em vista que este consiste em meio de prova de maior abrangência, plenamente 
admissível no ordenamento jurídico brasileiro. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 297. O documento eletrônico tem valor probante, desde que seja 
apto a conservar a integridade de seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria, independentemente da 
tecnologia empregada. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 298. Os arquivos eletrônicos incluem-se no conceito de 
"reproduções eletrônicas de fatos ou de coisas" do art. 225 do Código Civil, aos quais deve ser aplicado o 
regime jurídico da prova documental. 
 
 
Art. 213. NÃO tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. 
 
 
Art. 214. A CONFISSÃO É IRREVOGÁVEL, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de 
coação. 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/263
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/278
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/280
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Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, 
fazendo prova plena. 
§ 1º. SALVO quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve conter: 
I - data e local de sua realização; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato, 
por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais 
comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do casamento, nome do outro 
cônjuge e filiação; 
IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato; 
VI - declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos a 
leram; 
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu substituto 
legal, encerrando o ato. 
§ 2º. Se algum comparecente não puder ou não souber escrever, outra pessoa capaz assinará por ele, 
a seu rogo. 
§ 3º. A escritura será redigida na língua nacional. 
§ 4º. Se qualquer dos comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma 
em que se expressa, deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete, ou, não o havendo na 
localidade, outra pessoa capaz que, a juízo do tabelião, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 
§ 5º. Se algum dos comparecentes não for conhecido do tabelião, nem puder identificar-se por 
documento, deverão participar do ato pelo menos 2 (duas) testemunhas que o conheçam e atestem sua 
identidade. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 158. A amplitude da noção de "prova plena" (isto é, "completa") 
importa presunção relativa acerca dos elementos indicados nos incisos do § 1º, devendo ser conjugada com 
o disposto no parágrafo único do art. 219. 
 
 
Art. 216. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do 
protocolo das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob a 
sua vigilância, e por ele subscritas, assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão consertados. 
 
 
Art. 217. Terão a mesma força probante os traslados e as certidões, extraídos por tabelião ou oficial 
de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/266
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Art. 218. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se 
houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 
 
 
Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação 
aos signatários. 
Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade 
das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-
las. 
 
 
Art. 220. A anuência ou a autorização de outrem, necessária à validade de um ato, provar-se-á do 
mesmo modo que este, e constará, sempre que se possa, do próprio instrumento. 
 
 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os seus 
efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro 
público. 
Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. 
 
 
Art. 222. O telegrama, quando lhe for contestada a autenticidade, faz prova mediante conferência com 
o original assinado. 
 
 
Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de 
declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. 
Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a 
lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
 
 
Art. 224. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter 
efeitos legais no País. 
 
 
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Art. 225. As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, 
quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se 
a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. 
 
 
Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, 
e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros 
subsídios. 
Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige 
escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida (contestada) pela 
comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
 
 
Art. 227. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015). 
Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como 
subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
 
 
Art. 228. NÃO PODEM SER ADMITIDOS COMO TESTEMUNHAS: 
I - os menores de 16 (dezesseis) anos; 
II - (Revogado pela Lei nº 13.146, de 2015); 
III - (Revogado pela Lei nº 13.146, de 2015); 
IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; 
V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o 3º (terceiro) grau de alguma 
das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
§ 1º. Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que 
se refere este artigo. 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015). 
§ 2º. A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais 
pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015). 
 
 
Art. 229. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015). 
 
 
Art. 230. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015). 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art1072
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art1072
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art1072
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Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário NÃO poderá aproveitar-se 
de sua recusa. 
 
 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter 
com o exame. 
 
 
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Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 12 ao 17-E 
 
CAPÍTULO VIII 
DA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA 
 
Art. 12. Às pessoas referidas no art. 9º, bem como aos administradores das pessoas jurídicas, que 
deixem de cumprir as obrigações previstas nos arts. 10 e 11 serão aplicadas, cumulativamente ou não, pelas 
autoridades competentes, as seguintes SANÇÕES: 
I - advertência; 
II - multa pecuniária variável NÃO SUPERIOR: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
a) ao dobro do valor da operação; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; 
ou 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
III - inabilitação temporária, pelo prazo de até 10 (dez) anos, para o exercício do cargo de 
administrador das pessoas jurídicas referidas no art. 9º; 
IV - cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou 
funcionamento. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. A pena de advertência será aplicada por irregularidade no cumprimento das instruções referidas 
nos incisos I e II do art. 10. 
§ 2º. A multa será aplicada sempre que as pessoas referidas no art. 9º, por culpa ou dolo: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - deixarem de sanar as irregularidades objeto de advertência, no prazo assinalado pela autoridade 
competente; 
II - não cumprirem o disposto nos incisos I a IV do art. 10; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
III - deixarem de atender, no prazo estabelecido, a requisição formulada nos termos do inciso V do 
art. 10; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
IV - descumprirem a vedação ou deixarem de fazer a comunicação a que se refere o art. 11. 
 § 3º. A INABILITAÇÃO TEMPORÁRIA será aplicada quando forem verificadas INFRAÇÕES GRAVES 
quanto ao cumprimento das obrigações constantes desta Lei ou quando ocorrer REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA, 
devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com multa. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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§ 4º. A CASSAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO será aplicada nos casos de REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA de 
infrações anteriormente punidas com a pena prevista no inciso III do caput deste artigo (inabilitação 
temporária). 
 
 
Art. 12-A. Ato do Poder Executivo federal regulamentará a disciplina e o funcionamento do Cadastro 
Nacional de Pessoas Expostas Politicamente (CNPEP), disponibilizado pelo Portal da Transparência. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
§ 1º. Os órgãos e as entidades de quaisquer Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios deverão encaminhar ao gestor CNPEP, na forma e na periodicidade definidas no regulamento 
de que trata o caput deste artigo, informações atualizadas sobre seus integrantes ou ex-integrantes 
classificados como pessoas expostas politicamente (PEPs) na legislação e regulação vigentes. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
§ 2º. As pessoas referidas no art. 9º desta Lei incluirão consulta ao CNPEP entre seus procedimentos 
para cumprimento das obrigações previstas nos arts. 10 e 11 desta Lei, sem prejuízo de outras diligências 
exigidas na forma da legislação. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
§ 3º. O órgão gestor do CNPEP indicará em transparência ativa, pela internet, órgãos e entidades 
que deixem de cumprir a obrigação prevista no § 1º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
 
 
Art. 13. (Revogado pela Lei nº 13.974, de 2020). 
 
 
CAPÍTULO IX 
DO CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS 
 
Art. 14. Fica criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras - COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e 
identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas nesta Lei, sem prejuízo das competências 
de outros órgãos e entidades. 
§ 1º. As instruções referidas no art. 10 destinadas às pessoas mencionadas no art. 9º, para as quais 
não exista órgão próprio fiscalizador ou regulador, serão expedidas pelo COAF, competindo-lhe, para esses 
casos, a definição das pessoas abrangidas e a aplicação das sanções enumeradas no art. 12. 
§ 2º. O COAF deverá, ainda, coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de 
informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, 
direitos e valores. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13974.htm#art14
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§ 3º. O COAF poderá requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais 
bancárias e financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas. 
(Incluído pela Lei nº 10.701, de 2003) 
 
 
Art. 15. O COAF comunicará às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos 
cabíveis, quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei, de fundados indícios de sua prática, 
ou de qualquer outro ilícito. 
 
 
Art. 16. (Revogadopela Lei nº 13.974, de 2020). 
 
 
Art. 17. (Revogado pela Lei nº 13.974, de 2020). 
 
 
CAPÍTULO X 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
Art. 17-A. Aplicam-se, subsidiariamente, as disposições do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 
1941 (Código de Processo Penal), no que não forem incompatíveis com esta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 17-B. A autoridade policial e o Ministério Público terão acesso, exclusivamente, aos dados 
cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço, INDEPENDENTEMENTE 
DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, mantidos pela Justiça Eleitoral, pelas empresas telefônicas, pelas instituições 
financeiras, pelos provedores de internet e pelas administradoras de cartão de crédito. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 17-C. Os encaminhamentos das instituições financeiras e tributárias em resposta às ordens 
judiciais de quebra ou transferência de sigilo deverão ser, sempre que determinado, em meio informático, 
e apresentados em arquivos que possibilitem a migração de informações para os autos do processo sem 
redigitação. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.701.htm#art5art14%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13974.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13974.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
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Art. 17-D. Em caso de indiciamento de servidor público, este será AFASTADO, sem prejuízo de 
remuneração e demais direitos previstos em lei, até que o juiz competente autorize, em decisão 
fundamentada, o seu retorno. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
⚠ Declarado INCONSTITUCIONAL (ADI 4911) 
É inconstitucional a determinação de afastamento automático de servidor público indiciado em inquérito 
policial instaurado para apuração de crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. 
Com base nesse entendimento, o STF declarou inconstitucional o art. 17-D da Lei de Lavagem de Dinheiro 
(Lei nº 9.613/98) [...] 
STF. Plenário. ADI 4911/DF, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
20/11/2020 (Info 1000). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É inconstitucional a previsão legal que determina o afastamento do 
servidor público pelo simples fato de ele ter sido indiciado pela prática de crime. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
 
 
Art. 17-E. A Secretaria da Receita Federal do Brasil conservará os dados fiscais dos contribuintes 
pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, contado a partir do início do exercício seguinte ao da declaração de 
renda respectiva ou ao do pagamento do tributo. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/22cdb13a83f73ccd1f79ffaf607b0621
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/22cdb13a83f73ccd1f79ffaf607b0621
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
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Art. 119. É ANULÁVEL o negócio concluído pelo representante EM CONFLITO DE INTERESSES COM O 
REPRESENTADO, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. 
↳ Prazo de 180 dias para pleitear a anulação (a contar da conclusão do negócio ou da cessação da 
incapacidade). 
Parágrafo único. É de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da conclusão do negócio ou da cessação da 
incapacidade, o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo. 
 
 
Art. 120. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas normas respectivas; 
os da representação voluntária são os da Parte Especial deste Código. 
 
 
CAPÍTULO III 
DA CONDIÇÃO, DO TERMO E DO ENCARGO 
 
Art. 121. Considera-se CONDIÇÃO a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
SUBORDINA o efeito do negócio jurídico a EVENTO FUTURO E INCERTO. 
 
 
Art. 122. São LÍCITAS, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons 
costumes; entre as CONDIÇÕES DEFESAS se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou 
o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. 
⇾ São LÍCITAS, em geral, todas as condições NÃO CONTRÁRIAS à lei, à ordem pública ou aos bons costumes. 
⇾ Entre as condições DEFESAS se incluem: 
• as que privarem de todo efeito o negócio jurídico; ou 
• o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. 
 
• Súmula nº 543, STJ. Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel 
submetido ao Código de Defesa do Consumidor, deve ocorrer a imediata restituição das parcelas pagas pelo 
promitente comprador - integralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor, ou 
parcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento. 
 
 
Art. 123. INVALIDAM os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente IMPOSSÍVEIS, quando suspensivas; 
II - as condições ILÍCITAS, ou de fazer coisa ilícita; 
III - as condições INCOMPREENSÍVEIS ou CONTRADITÓRIAS. 
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Art. 124. Têm-se por INEXISTENTES as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer 
coisa impossível. 
 
 
Art. 125. SUBORDINANDO-SE a EFICÁCIA do negócio jurídico À CONDIÇÃO SUSPENSIVA, enquanto 
esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
 
 
Art. 126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, PENDENTE esta, fizer quanto 
àquela novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
 
 
Art. 127. Se for RESOLUTIVA a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, 
podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. 
 
 
Art. 128. Sobrevindo a condição resolutiva, EXTINGUE-SE, para todos os efeitos, o direito a que ela 
se opõe; mas, se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica, a sua realização, SALVO 
disposição em contrário, NÃO tem eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a 
natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé. 
 
 
Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for 
maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verificada a 
condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento. 
 
 
Art. 130. Ao TITULAR DO DIREITO EVENTUAL, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é 
permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
 
 
Art. 131. O termo inicial SUSPENDE o exercício, mas não a aquisição do direito. 
 
 
Art. 132. SALVO disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o 
dia do começo, e incluído o do vencimento. 
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§ 1º. Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia 
útil. 
§ 2º. Meado considera-se, em qualquer mês, o seu 15º dia. 
§ 3º. Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se 
faltar exata correspondência. 
§ 4º. Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. 
 
 
Art. 133. Nos testamentos, presume-se o prazo em favor do herdeiro, e, nos contratos, em proveito 
do devedor, SALVO, quanto a esses, se do teor do instrumento, ou das circunstâncias, resultar que se 
estabeleceu a benefício do credor, ou de ambos os contratantes. 
 
 
Art. 134. Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo, SALVO se a 
execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. 
 
 
Art. 135. Ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições relativas à condição 
suspensiva e resolutiva. 
 
 
Art. 136. O ENCARGO NÃO suspende a aquisição nem o exercício do direito, SALVO quando 
expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
 
 
Art. 137. Considera-se NÃO ESCRITO o encargo ilícito ou impossível, SALVO se constituir o motivo 
determinante da liberalidade, caso em que se INVALIDA o negócio jurídico. 
 
 
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TERÇA-FEIRA 
 
Leitura do Código Civil – Artigos 138 ao 165 
 
CAPÍTULO IV 
DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO 
 
Seção I 
Do Erro ou Ignorância 
 
Art. 138. São ANULÁVEIS os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de 
ERRO SUBSTANCIAL que PODERIA SER PERCEBIDO POR PESSOA DE DILIGÊNCIA NORMAL, em face das 
circunstâncias do negócio. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado nº 12. Na sistemática do art. 138, é irrelevante ser ou não escusável 
o erro, porque o dispositivo adota o princípio da confiança. 
 
 
Art. 139. O erro é SUBSTANCIAL quando: 
I - interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das qualidades a 
ele essenciais; 
II - concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de 
vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante; 
III - sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal do 
negócio jurídico. 
 
 
Art. 140. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. 
 
 
Art. 141. A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é ANULÁVEL nos mesmos casos 
em que o é a declaração direta. 
 
 
Art. 142. O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não 
viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa 
cogitada. 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/658
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Art. 143. O erro de cálculo apenas autoriza a RETIFICAÇÃO da declaração de vontade. 
 
 
Art. 144. O erro NÃO PREJUDICA a validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a 
manifestação de vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do 
manifestante. 
 
 
Seção II 
Do Dolo 
 
Art. 145. São os negócios jurídicos ANULÁVEIS por DOLO, quando este for a sua causa. 
 
 
Art. 146. O DOLO ACIDENTAL só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu 
despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
 
 
Art. 147. Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato 
ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que sem ela o 
negócio não se teria celebrado. 
 
 
Art. 148. Pode também ser ANULADOo negócio jurídico por dolo de terceiro, se a parte a quem 
aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento; em caso contrário, ainda que subsista o negócio 
jurídico, o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. 
 
 
Art. 149. O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder 
civilmente até a importância do proveito que teve; se, porém, o dolo for do representante convencional, 
o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos. 
 
 
Art. 150. Se AMBAS as partes procederem COM DOLO, nenhuma pode alegá-lo para anular o 
negócio, ou reclamar indenização. 
 
 
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Seção III 
Da Coação 
 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente 
FUNDADO TEMOR DE DANO IMINENTE E CONSIDERÁVEL à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
Parágrafo único. Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente, o juiz, com base 
nas circunstâncias, decidirá se houve coação. 
 
 
Art. 152. No apreciar a coação, ter-se-ão em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde, o 
temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. 
 
 
Art. 153. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor 
reverencial. 
 
 
Art. 154. VICIA o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter 
conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele (terceiro) por perdas 
e danos. 
 
 
Art. 155. SUBSISTIRÁ o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que 
aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as 
perdas e danos que houver causado ao coacto. 
 
 
Seção IV 
Do Estado de Perigo 
 
Art. 156. Configura-se o ESTADO DE PERIGO quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, 
ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
• III Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 148. Ao "estado de perigo" (art. 156) aplica-se, por analogia, o 
disposto no § 2º do art. 157. 
Parágrafo único. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá 
segundo as circunstâncias. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/244
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Seção V 
Da Lesão 
 
Art. 157. Ocorre a LESÃO quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se 
obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
• III Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 150. A lesão de que trata o art. 157 do Código Civil não exige 
dolo de aproveitamento. 
• IV Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 290. A lesão acarretará a anulação do negócio jurídico quando 
verificada, na formação deste, a desproporção manifesta entre as prestações assumidas pelas partes, não se 
presumindo a premente necessidade ou a inexperiência do lesado. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 291. Nas hipóteses de lesão previstas no art. 157 do Código Civil, 
pode o lesionado optar por não pleitear a anulação do negócio jurídico, deduzindo, desde logo, pretensão 
com vista à revisão judicial do negócio por meio da redução do proveito do lesionador ou do complemento 
do preço. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado nº 410. A inexperiência a que se refere o art. 157 não deve 
necessariamente significar imaturidade ou desconhecimento em relação à prática de negócios jurídicos em 
geral, podendo ocorrer também quando o lesado, ainda que estipule contratos costumeiramente, não tenha 
conhecimento específico sobre o negócio em causa. 
§ 1º. Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
§ 2º. Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
• III Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 149. Em atenção ao princípio da conservação dos contratos, a 
verificação da lesão deverá conduzir, sempre que possível, à revisão judicial do negócio jurídico e não à sua 
anulação, sendo dever do magistrado incitar os contratantes a seguir as regras do art. 157, § 2º, do Código 
Civil de 2002. 
 
 
Seção VI 
Da Fraude Contra Credores 
 
Art. 158. Os negócios de TRANSMISSÃO GRATUITA DE BENS OU REMISSÃO DE DÍVIDA, se os praticar 
o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser ANULADOS 
pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
§ 1º. Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/248
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/267
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/269
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/214
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/247
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• III Jornada de Direito Civil - Enunciado nº 151. O ajuizamento da ação pauliana pelo credor com garantia 
real (art. 158, § 1º) prescinde de prévio reconhecimento judicial da insuficiência da garantia. 
§ 2º. Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado nº 292. Para os efeitos do art. 158, § 2º, a anterioridade do crédito 
é determinada pela causa que lhe dá origem, independentemente de seu reconhecimento por decisão 
judicial. 
 
 
Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a 
insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante. 
 
 
Art. 160. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda não tiver pago o preço e este for, 
aproximadamente, o corrente, desobrigar-se-á depositando-o em juízo, com a citação de todos os 
interessados. 
Parágrafo único. Se INFERIOR, o adquirente, para conservar os bens, poderá depositar o preço que 
lhes corresponda ao valor real. 
 
 
Art. 161. A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor insolvente, a 
pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros adquirentes que hajam 
procedido de má-fé. 
 
 
Art. 162. O credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda 
não vencida, ficará obrigado a repor, em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de 
credores, aquilo que recebeu. 
 
 
Art. 163. PRESUMEM-SE FRAUDATÓRIAS dos direitos dos outros credores as garantias de dívidas que 
o devedor insolvente tiver dado a algum credor. 
 
 
Art. 164. PRESUMEM-SE, porém, de BOA-FÉ e valem os negócios ordinários indispensáveis à 
manutenção de estabelecimento mercantil, rural, ou industrial, ou à subsistência do devedor e de sua 
família. 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/250
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/270
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Art. 165. ANULADOS os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em proveito do 
acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. 
Parágrafo único. Se esses negócios tinham por único objeto atribuir direitos preferenciais, mediante 
hipoteca, penhor ou anticrese, sua invalidade importará somente na ANULAÇÃO DA PREFERÊNCIA 
ajustada. 
 
 
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QUARTA-FEIRA 
 
Leitura do Código Civil – Artigos 166 ao 188 
 
CAPÍTULO V 
DA INVALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO 
 
Art. 166. É NULO o negócio jurídico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II - for ilícito, impossívelou indeterminável o seu objeto; 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; 
IV - não revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; 
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção. 
• Súmula nº 346, STF. A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
• VIII Jornada de Direito Civil - Enunciado 616. Os requisitos de validade previstos no Código Civil são 
aplicáveis aos negócios jurídicos processuais, observadas as regras processuais pertinentes. 
 
 
Art. 167. É NULO o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
§ 1º. Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: 
I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se 
conferem, ou transmitem; 
II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; 
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. 
§ 2º. Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico 
simulado. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 152. Toda simulação, inclusive a inocente, é invalidante. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 153. Na simulação relativa, o negócio simulado (aparente) é nulo, 
mas o dissimulado será válido se não ofender a lei nem causar prejuízos a terceiros. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 293. Na simulação relativa, o aproveitamento do negócio jurídico 
dissimulado não decorre tão-somente do afastamento do negócio jurídico simulado, mas do necessário 
preenchimento de todos os requisitos substanciais e formais de validade daquele. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 294. Sendo a simulação uma causa de nulidade do negócio jurídico, 
pode ser alegada por uma das partes contra a outra. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1165
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/251
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/253
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/271
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/272
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• VII Jornada de Direito Civil - Enunciado 578. Sendo a simulação causa de nulidade do negócio jurídico, sua 
alegação prescinde de ação própria. 
 
 
Art. 168. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado, ou 
pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir. 
Parágrafo único. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio 
jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe sendo permitido supri-las, ainda que a 
requerimento das partes. 
 
 
Art. 169. O negócio jurídico nulo NÃO é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do 
tempo. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 536. Resultando do negócio jurídico nulo consequências 
patrimoniais capazes de ensejar pretensões, é possível, quanto a estas, a incidência da prescrição. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 537. A previsão contida no art. 169 não impossibilita que, 
excepcionalmente, negócios jurídicos nulos produzam efeitos a serem preservados quando justificados por 
interesses merecedores de tutela. 
 
 
Art. 170. Se, porém, o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro, subsistirá este quando o 
fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido, se houvessem previsto a nulidade. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 13. O aspecto objetivo da convenção requer a existência do suporte 
fático no negócio a converter-se. 
 
 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é ANULÁVEL o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
• Súmula nº 195, STJ. Em embargos de terceiro não se anula ato jurídico, por fraude contra credores. 
 
 
Art. 172. O negócio ANULÁVEL PODE ser confirmado pelas partes, SALVO direito de terceiro. 
 
 
Art. 173. O ato de confirmação deve conter a substância do negócio celebrado e a vontade expressa 
de mantê-lo. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/823
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/147
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/148
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/659
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Art. 174. É escusada (dispensada) a confirmação expressa, quando o negócio já foi cumprido em parte 
pelo devedor, ciente do vício que o inquinava. 
 
 
Art. 175. A confirmação expressa, ou a execução voluntária de negócio anulável, nos termos dos arts. 
172 a 174, importa a EXTINÇÃO de todas as ações, ou exceções, de que contra ele dispusesse o devedor. 
 
 
Art. 176. Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, será validado se 
este a der posteriormente. 
 
 
Art. 177. A anulabilidade NÃO tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; 
só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, SALVO o caso de 
solidariedade ou indivisibilidade. 
 
 
Art. 178. É de 4 (quatro) anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, 
contado: 
I - no caso de coação, do dia em que ela cessar; 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o 
negócio jurídico; 
III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade. 
 
 
Art. 179. Quando a lei dispuser que determinado ato é ANULÁVEL, sem estabelecer prazo para 
pleitear-se a anulação, será este de 2 (dois) anos, a contar da data da conclusão do ato. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 368. O prazo para anular venda de ascendente para descendente é 
decadencial de 2 anos (art. 179 do Código Civil). 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 538. No que diz respeito a terceiros eventualmente prejudicados, o 
prazo decadencial de que trata o art. 179 do Código Civil não se conta da celebração do negócio jurídico, mas 
da ciência que dele tiverem. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 545. O prazo para pleitear a anulação de venda de ascendente a 
descendente sem anuência dos demais descendentes e/ou do cônjuge do alienante é de 2 (dois) anos, 
contados da ciência do ato, que se presume absolutamente, em se tratando de transferência imobiliária, a 
partir da data do registro de imóveis. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/149
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/181
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Art. 180. O menor, entre 16 e 18 anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua 
idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-
se maior. 
 
 
Art. 181. Ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação anulada, pagou a um incapaz, se não 
provar que reverteu em proveito dele a importância paga. 
 
 
Art. 182. ANULADO o negócio jurídico, restituir-se-ão as partes ao estado em que ANTES dele se 
achavam, e, não sendo possível restituí-las, serão indenizadas com o equivalente. 
 
 
Art. 183. A invalidade do instrumento não induz a do negócio jurídico sempre que este puder provar-
se por outro meio. 
 
 
Art. 184. Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o 
prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das 
obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal. 
 
 
TÍTULO II 
DOS ATOS JURÍDICOS LÍCITOS 
 
Art. 185. Aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, aplicam-se, no que couber, as 
disposições do Títuloanterior. 
 
 
TÍTULO III 
DOS ATOS ILÍCITOS 
 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e 
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ATO ILÍCITO. 
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• Súmula nº 37, STJ. São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo 
fato. 
• Súmula nº 43, STJ. Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo. 
• Súmula nº 221, STJ. São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação 
pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. 
• Súmula nº 227, STJ. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
• Súmula nº 246, STJ. O valor do seguro obrigatório deve ser deduzido da indenização judicialmente fixada. 
• Súmula nº 362, STJ. A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do 
arbitramento. 
• Súmula nº 403, STJ. Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da 
imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
↳ Exceção: 
A Súmula nº 403 do STJ é inaplicável às hipóteses de divulgação de imagem vinculada a fato histórico de 
repercussão social. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.631.329-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, julgado 
em 24/10/2017 (Info 614). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 403-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
• Súmula nº 595, STJ. As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos suportados 
pelo aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual 
não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação. 
 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 159. O dano moral, assim compreendido todo dano 
extrapatrimonial, não se caracteriza quando há mero aborrecimento inerente a prejuízo material. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 411. O descumprimento de contrato pode gerar dano moral quando 
envolver valor fundamental protegido pela Constituição Federal de 1988. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 550. A quantificação da reparação por danos extrapatrimoniais não 
deve estar sujeita a tabelamento ou a valores fixos. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 551. Nas violações aos direitos relativos a marcas, patentes e 
desenhos industriais, será assegurada a reparação civil ao seu titular, incluídos tanto os danos patrimoniais 
como os danos extrapatrimoniais. 
 
 
Abuso de direito 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d464b5ac99e74462f321c06ccacc4bff
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d464b5ac99e74462f321c06ccacc4bff
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/274
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/216
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/621
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/622
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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 37. A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe 
de culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 412. As diversas hipóteses de exercício inadmissível de uma situação 
jurídica subjetiva, tais como supressio, tu quoque, surrectio e venire contra factum proprium, são concreções 
da boa-fé objetiva. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 413. Os bons costumes previstos no art. 187 do CC possuem natureza 
subjetiva, destinada ao controle da moralidade social de determinada época, e objetiva, para permitir a 
sindicância da violação dos negócios jurídicos em questões não abrangidas pela função social e pela boa-fé 
objetiva. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 414. A cláusula geral do art. 187 do Código Civil tem fundamento 
constitucional nos princípios da solidariedade, devido processo legal e proteção da confiança, e aplica-se a 
todos os ramos do direito. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 539. O abuso de direito é uma categoria jurídica autônoma em 
relação à responsabilidade civil. Por isso, o exercício abusivo de posições jurídicas desafia controle 
independentemente de dano. 
• VIII Jornada de Direito Civil - Enunciado 617. O abuso do direito impede a produção de efeitos do ato 
abusivo de exercício, na extensão necessária a evitar sua manifesta contrariedade à boa-fé, aos bons 
costumes, à função econômica ou social do direito exercido. 
 
 
Excludentes de ilicitude 
Art. 188. NÃO CONSTITUEM ATOS ILÍCITOS: 
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. 
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. 
 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/221
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/228
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/150
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1166
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Leitura da Lei de Lavagem de Capitais – Artigos 1 ao 8 
 
Dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção 
da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; cria o Conselho de 
Controle de Atividades Financeiras - COAF, e dá outras providências. 
 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei: 
 
 
CAPÍTULO I 
DOS CRIMES DE "LAVAGEM" OU OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS E VALORES 
 
Art. 1º. OCULTAR ou DISSIMULAR a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou 
propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal (crime 
ou contravenção). 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
O delito de lavagem de bens, direitos ou valores (“lavagem de dinheiro”), previsto no art. 1º da Lei nº 
9.613/98, quando praticado na modalidade de ocultação, tem natureza de crime permanente. 
A característica básica dos delitos permanentes está na circunstância de que a execução desses crimes não 
se dá em um momento definido e específico, mas em um alongar temporal. Quem oculta e mantém oculto 
algo, prolonga a ação até que o fato se torne conhecido. 
Assim, o prazo prescricional somente tem início quando as autoridades tomam conhecimento da conduta do 
agente. 
STF. 1ª Turma. AP 863/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 23/5/2017 (Info 866). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Lavagem de dinheiro, na modalidade “ocultar”, é crime permanente. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Se o Ministério Público oferece denúncia por lavagem de dinheiro, ele deverá narrar, além do crime de 
lavagem (art. 1º da Lei nº 9.613/98), qual foi a infração penal antecedente cometida. 
Importante esclarecer, contudo, que não é necessário que o Ministério Público faça uma descrição exaustiva 
e pormenorizada da infração penal antecedente, bastando apontar a existência de indícios suficientes de que 
ela tenha sido praticada e que os bens, direitos ou valores que foram “lavados” (ocultados ou dissimulados) 
sejam provenientes desta infração. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ccf8111910291ba472b385e9c5f59099
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Assim, a aptidão da denúncia relativa ao crime de lavagem de dinheiro não exige uma descrição exaustiva e 
pormenorizada do suposto crime prévio, bastando a presença de indícios suficientes de que o objeto material 
da lavagem seja proveniente, direta ou indiretamente, de infração penal. 
STJ. Corte Especial. APn 923-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 23/09/2019 (Info 657). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Na denúncia pelo crime de lavagem de dinheiro, não é necessário que 
o Ministério Público faça uma descrição exaustiva e pormenorizada da infração penal antecedente. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Embora a tipificação da lavagem de capitais dependa da existência de uma infração penal antecedente, é 
possível a autolavagem, isto é, a imputação simultânea, ao mesmo réu, do delito antecedente e do crime de 
lavagem, desde que sejam demonstrados atos diversos e autônomos daquele que compõe a realização do 
primeiro crime, circunstância em que não ocorrerá o fenômeno da consunção. 
A autolavagem (self laundering/autolavado) merece reprimenda estatal, na medida em que o autor da 
infração penal antecedente, já com a posse do proveito do crime, poderia simplesmente utilizar-se dos bens 
e valores à sua disposição, mas reinicia a prática de uma série de condutas típicas, a imprimir a aparência de 
licitude do recurso obtido com a prática da infração penal anterior. 
Dessa forma, se for confirmado, a partir do devido processo legal, que o indivíduo deu ares de legalidade ao 
dinheiro indevidamente recebido, estará configurado o crime de lavagem de capitais. 
STJ. Corte Especial. APn 989-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 16/02/2022 (Info 726). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Na autolavagem não ocorre a consunção entre a corrupção passiva e a 
lavagem de dinheiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou 
valores provenientes de infração penal: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. 
I - os converte em ativos lícitos; 
II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, 
movimenta ou transfere; 
III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. 
§ 2º. Incorre, ainda, na mesma pena quem: 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e074a2975740cdf3948cfc063892260e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e074a2975740cdf3948cfc063892260e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a2f94d8e28139ce8120147d24fe3b8f6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a2f94d8e28139ce8120147d24fe3b8f6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
Pena: RECLUSÃO, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. 
I - utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infração 
penal; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - participa de grupo, associação ou escritório TENDO CONHECIMENTO de que sua atividade 
principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. 
§ 3º. A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art. 14 do Código Penal. 
§ 4º. A pena será AUMENTADA de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se os crimes definidos nesta Lei 
forem cometidos de FORMA REITERADA, por intermédio de ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ou POR MEIO DA 
UTILIZAÇÃO DE ATIVO VIRTUAL. 
(Redação dada pela Lei nº 14.478, de 2022) 
§ 5º. A pena poderá ser REDUZIDA de 1/3 a 2/3 (um a dois terços) e ser cumprida em regime aberto 
ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena 
restritiva de direitos, SE o autor, coautor ou partícipe COLABORAR ESPONTANEAMENTE com as 
autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos 
autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 6º. Para a apuração do crime de que trata este artigo, admite-se a utilização da ação controlada e 
da infiltração de agentes. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
CAPÍTULO II 
DISPOSIÇÕES PROCESSUAIS ESPECIAIS 
 
Art. 2º. O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: 
I - obedecem às disposições relativas ao procedimento comum dos crimes punidos com reclusão, da 
competência do juiz singular; 
II - INDEPENDEM do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que praticados 
em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a decisão sobre a unidade de 
processo e julgamento; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
Regra: Justiça Estadual. 
Exceções: 
III - são da competência da Justiça Federal: 
a) quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira, ou em detrimento 
de bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art8
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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b) quando a infração penal ANTECEDENTE for de competência da Justiça Federal. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. A denúncia será instruída com INDÍCIOS SUFICIENTES da existência da infração penal 
antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, ainda que desconhecido ou isento de pena o 
autor, ou extinta a punibilidade da infração penal antecedente. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 2º. No processo por crime previsto nesta Lei, não se aplica o disposto no art. 366 do Decreto-Lei nº 
3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), devendo o acusado que não comparecer nem 
constituir advogado ser citado por edital, prosseguindo o feito até o julgamento, com a nomeação de 
defensor dativo. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 3º. (Revogado pela Lei nº 12.683, de 2012). 
 
 
Art. 4º. O JUIZ, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação do 
delegado de polícia, ouvido o Ministério Público em 24 (vinte e quatro) horas, havendo INDÍCIOS 
SUFICIENTES DE INFRAÇÃO PENAL, poderá decretar medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do 
investigado ou acusado, ou existentes em nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto 
ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das infrações penais antecedentes. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. Proceder-se-á à alienação antecipada para preservação do valor dos bens sempre que estiveremsujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando houver dificuldade para sua 
manutenção. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 2º. O juiz determinará a liberação total ou parcial dos bens, direitos e valores quando comprovada 
a LICITUDE de sua origem, MANTENDO-SE A CONSTRIÇÃO dos bens, direitos e valores necessários e 
suficientes à reparação dos danos e ao pagamento de prestações pecuniárias, multas e custas decorrentes 
da infração penal. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 3º. NENHUM PEDIDO DE LIBERAÇÃO será conhecido SEM O COMPARECIMENTO PESSOAL DO 
ACUSADO ou DE INTERPOSTA PESSOA a que se refere o caput deste artigo, podendo o juiz determinar a 
prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores, sem prejuízo do disposto no § 1º. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 4º. Poderão ser decretadas medidas assecuratórias sobre bens, direitos ou valores para reparação 
do dano decorrente da infração penal antecedente ou da prevista nesta Lei ou para pagamento de 
prestação pecuniária, multa e custas. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art366
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art366
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
Segundo o art. 4º da Lei nº 9.613/98, havendo indícios suficientes de infração penal, o juiz poderá decretar 
medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do investigado ou acusado, ou existentes em nome de 
interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das 
infrações penais antecedentes. 
O § 4º do art. 4º complementa o caput ao dizer que a medida assecuratória pode recair sobre bens, direitos 
ou valores com duas possíveis finalidades: 
a) para reparação do dano decorrente da infração penal (seja o antecedente ou a própria lavagem); ou 
b) para pagamento de prestação pecuniária, multa e custas. 
De acordo com o STJ, a medida assecuratória de indisponibilidade de bens, prevista no art. 4º, § 4º, da Lei 
nº 9.613/98, pode atingir bens de origem lícita ou ilícita, adquiridos antes ou depois da infração penal, bem 
como de pessoa jurídica ou familiar não denunciado, quando houver confusão patrimonial. 
STJ. Corte Especial. Inq 1190-DF, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 15/09/2021 (Info 710). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A indisponibilidade de bens da Lei 9.613/98 pode atingir também bens 
de origem lícita, bens adquiridos antes mesmo do crime e bens da pessoa jurídica ou mesmo de um familiar 
não denunciado, desde que haja indícios de que houve confusão patrimonial. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
 
 
Art. 4º-A. A alienação antecipada para preservação de valor de bens sob constrição será decretada 
pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou por solicitação da parte interessada, mediante 
petição autônoma, que será autuada em apartado e cujos autos terão tramitação em separado em relação 
ao processo principal. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. O requerimento de alienação deverá conter a relação de todos os demais bens, com a descrição 
e a especificação de cada um deles, e informações sobre quem os detém e local onde se encontram. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 2º. O juiz determinará a avaliação dos bens, nos autos apartados, e intimará o Ministério Público. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 3º. Feita a avaliação e dirimidas eventuais divergências sobre o respectivo laudo, o juiz, por 
sentença, homologará o valor atribuído aos bens e determinará sejam alienados em leilão ou pregão, 
preferencialmente eletrônico, por valor não inferior a 75% (setenta e cinco por cento) da avaliação. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 4º. Realizado o leilão, a quantia apurada será depositada em conta judicial remunerada, adotando-
se a seguinte disciplina: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d01c25576ff1c53de58e0e6970a2d510
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d01c25576ff1c53de58e0e6970a2d510
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
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(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - nos processos de competência da Justiça Federal e da Justiça do Distrito Federal: 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
a) os depósitos serão efetuados na Caixa Econômica Federal ou em instituição financeira pública, 
mediante documento adequado para essa finalidade; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
b) os depósitos serão repassados pela Caixa Econômica Federal ou por outra instituição financeira 
pública para a Conta Única do Tesouro Nacional, independentemente de qualquer formalidade, no prazo 
de 24 (vinte e quatro) horas; e 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
c) os valores devolvidos pela Caixa Econômica Federal ou por instituição financeira pública serão 
debitados à Conta Única do Tesouro Nacional, em subconta de restituição; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - nos processos de competência da Justiça dos Estados: 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
a) os depósitos serão efetuados em instituição financeira designada em lei, preferencialmente 
pública, de cada Estado ou, na sua ausência, em instituição financeira pública da União; 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
b) os depósitos serão repassados para a conta única de cada Estado, na forma da respectiva 
legislação. 
(Incluída pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 5º. Mediante ordem da autoridade judicial, o valor do depósito, após o trânsito em julgado da 
sentença proferida na ação penal, será: 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - em caso de sentença condenatória, nos processos de competência da Justiça Federal e da Justiça 
do Distrito Federal, incorporado definitivamente ao patrimônio da União, e, nos processos de competência 
da Justiça Estadual, incorporado ao patrimônio do Estado respectivo; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - em caso de sentença absolutória extintiva de punibilidade, colocado à disposição do réu pela 
instituição financeira, acrescido da remuneração da conta judicial. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 6º. A instituição financeira depositária manterá controle dos valores depositados ou devolvidos. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 7º. Serão deduzidos da quantia apurada no leilão todos os tributos e multas incidentes sobre o 
bem alienado, sem prejuízo de iniciativas que, no âmbito da competência de cada ente da Federação, 
venham a desonerar bens sob constrição judicial daqueles ônus. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
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§ 8º. Feito o depósito a que se refere o § 4º deste artigo, os autos da alienação serão apensados aos 
do processo principal. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 9º. Terão apenas efeito devolutivo os recursos interpostos contra as decisões proferidas no curso 
do procedimento previsto neste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 10. Sobrevindo o trânsito em julgado de sentença penal CONDENATÓRIA, o juiz decretará, em 
favor, conforme o caso, da União ou do Estado: 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - a perda dos valores depositados na conta remunerada e da fiança; 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - a perda dos bens não alienados antecipadamente e daqueles aos quais não foi dada destinação 
prévia; e 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
III - a perda dos bens não reclamados no prazo de 90 (noventa) dias após o trânsito em julgado da 
sentença condenatória, ressalvado o direito de lesado ou terceiro de boa-fé. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 11. Os bens a que se referem os incisos II e III do § 10 deste artigo serão adjudicados ou levados a 
leilão, depositando-se o saldo na conta única do respectivo ente. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 12. O juiz determinará ao registro público competente que emita documento de habilitação à 
circulação e utilização dos bens colocados sob o uso e custódia das entidades a que se refere o caput deste 
artigo. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 13. Os recursos decorrentes da alienação antecipada de bens, direitos e valores oriundos do crime 
de tráfico ilícito de drogas e que tenham sido objeto de dissimulação e ocultação nos termos desta Lei 
permanecem submetidos à disciplina definida em lei específica. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 4º-B. A ordem de prisão de pessoas ou as medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores 
poderão ser SUSPENSAS pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata puder 
comprometer as investigações. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art3
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Art. 5º. Quando as circunstâncias o aconselharem, o juiz, ouvido o Ministério Público, nomeará 
pessoa física ou jurídica qualificada para a administração dos bens, direitos ou valores sujeitos a medidas 
assecuratórias, mediante termo de compromisso. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
Art. 6º. A pessoa responsável pela administração dos bens: 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
I - fará jus a uma remuneração, fixada pelo juiz, que será satisfeita com o produto dos bens objeto 
da administração; 
II - prestará, por determinação judicial, informações periódicas da situação dos bens sob sua 
administração, bem como explicações e detalhamentos sobre investimentos e reinvestimentos realizados. 
Parágrafo único. Os atos relativos à administração dos bens sujeitos a medidas assecuratórias serão 
levados ao conhecimento do Ministério Público, que requererá o que entender cabível. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
CAPÍTULO III 
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
 
Art. 7º. São EFEITOS DA CONDENAÇÃO, além dos previstos no Código Penal: 
I - a perda, em favor da União - e dos Estados, nos casos de competência da Justiça Estadual -, de 
todos os bens, direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, à prática dos crimes previstos nesta 
Lei, inclusive aqueles utilizados para prestar a fiança, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-
fé; 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
II - a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de 
membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º, pelo 
DOBRO do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. 
§ 1º. A União e os Estados, no âmbito de suas competências, regulamentarão a forma de destinação 
dos bens, direitos e valores cuja perda houver sido declarada, assegurada, quanto aos processos de 
competência da Justiça Federal, a sua utilização pelos órgãos federais encarregados da prevenção, do 
combate, da ação penal e do julgamento dos crimes previstos nesta Lei, e, quanto aos processos de 
competência da Justiça Estadual, a preferência dos órgãos locais com idêntica função. 
(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 2º. Os instrumentos do crime sem valor econômico cuja perda em favor da União ou do Estado for 
decretada serão inutilizados ou doados a museu criminal ou a entidade pública, se houver interesse na sua 
conservação. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
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(Incluído pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
CAPÍTULO IV 
DOS BENS, DIREITOS OU VALORES ORIUNDOS DE CRIMES PRATICADOS NO ESTRANGEIRO 
 
Art. 8º. O juiz determinará, na hipótese de existência de tratado ou convenção internacional e por 
solicitação de autoridade estrangeira competente, medidas assecuratórias sobre bens, direitos ou valores 
oriundos de crimes descritos no art. 1º praticados no estrangeiro. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
§ 1º. Aplica-se o disposto neste artigo, independentemente de tratado ou convenção internacional, 
quando o governo do país da autoridade solicitante prometer reciprocidade ao Brasil. 
§ 2º. Na falta de tratado ou convenção, os bens, direitos ou valores privados sujeitos a medidas 
assecuratórias por solicitação de autoridade estrangeira competente ou os recursos provenientes da sua 
alienação serão repartidos entre o Estado requerente e o Brasil, na proporção de METADE, ressalvado o 
direito do lesado ou de terceiro de boa-fé. 
(Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12683.htm#art2CADERNO DE LEI SECA 
 
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QUINTA-FEIRA 
 
Leitura do Código Civil – Artigos 189 ao 204 
 
TÍTULO IV 
DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA 
 
CAPÍTULO I 
DA PRESCRIÇÃO 
 
Seção I 
Disposições Gerais 
 
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos 
prazos a que aludem os arts. 205 e 206. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 14. 1) O início do prazo prescricional ocorre com o surgimento da 
pretensão, que decorre da exigibilidade do direito subjetivo; 2) o art. 189 diz respeito a casos em que a 
pretensão nasce imediatamente após a violação do direito absoluto ou da obrigação de não fazer. 
• VII Jornada de Direito Civil - Enunciado 579. Nas pretensões decorrentes de doenças profissionais ou de 
caráter progressivo, o cômputo da prescrição iniciar-se-á somente a partir da ciência inequívoca da 
incapacidade do indivíduo, da origem e da natureza dos danos causados. 
 
 
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 415. O art. 190 do Código Civil refere-se apenas às exceções 
impróprias (dependentes/não autônomas). As exceções propriamente ditas (independentes/autônomas) são 
imprescritíveis. 
 
 
 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo 
de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do 
interessado, incompatíveis com a prescrição. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 295. A revogação do art. 194 do Código Civil pela Lei n. 11.280/2006, 
que determina ao juiz o reconhecimento de ofício da prescrição, não retira do devedor a possibilidade de 
renúncia admitida no art. 191 do texto codificado. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/660
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/825
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/231
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/273
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• VII Jornada de Direito Civil - Enunciado 581. Em complemento ao Enunciado 295, a decretação ex officio 
da prescrição ou da decadência deve ser precedida de oitiva das partes. 
 
 
Art. 192. Os prazos de prescrição NÃO PODEM ser alterados por acordo das partes. 
 
 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
• Súmula nº 150, STF. Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação. 
↳ A palavra “ação” está empregada com o sentido de “pretensão”. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 150-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
 
 
Art. 194. (Revogado pela Lei nº 11.280, de 2006). 
 
 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição (e à decadência, por força do art. 208), ou não a 
alegarem oportunamente. 
 
 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
• Súmula nº 106, STJ. Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos 
inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 
 
 
Seção II 
Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição 
 
Art. 197. NÃO CORRE A PRESCRIÇÃO: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 296. Não corre a prescrição entre os companheiros, na constância 
da união estável. 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/830
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bb702465f3c3141263ddd046c9585b27
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bb702465f3c3141263ddd046c9585b27
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11280.htm#art10
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/276
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III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. 
 
 
Art. 198. Também NÃO CORRE A PRESCRIÇÃO: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º (absolutamente incapazes); 
↳ Aplica-se à decadência, por força do art. 208. 
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 156. Desde o termo inicial do desaparecimento, declarado em 
sentença, não corre a prescrição contra o ausente. 
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
 
 
Art. 199. NÃO CORRE IGUALMENTE A PRESCRIÇÃO: 
I - pendendo condição suspensiva; 
II - não estando vencido o prazo; 
III - pendendo ação de evicção. 
 
 
Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a 
prescrição antes da respectiva sentença definitiva. 
A fluência da prescrição da pretensão indenizatória fundada na imputação de crimes dos quais se venha a 
ser posteriormente absolvido tem início com o trânsito em julgado da sentença na ação penal. 
STJ. 4ª Turma. AREsp 1.192.906-SP, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 14/3/2023 (Info 767). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A fluência da prescrição da pretensão indenizatória fundada na 
imputação de crimes dos quais se venha a ser posteriormente absolvido tem início com o trânsito em 
julgado da sentença na ação penal. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
O art. 200 do CC/2002 assegura que o prazo prescricional não comece a fluir antes do trânsito em julgado da 
sentença penal, independentemente do resultado da ação na esfera criminal. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.987.108-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 29/03/2022 (Info 732). 
 Nesse sentido: 
Enquanto pendente a apuração dos fatos no juízo criminal, a vítima não poderia antever o resultado do 
processo, de modo que não é possível surpreendê-la, afastando-se a aplicação do art. 200 do CC/2002, 
simplesmente porque não houve condenação na esfera penal. 
STJ. 1ª Turma. AgInt no REsp 1668968/PR, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 13/10/2020. 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/262
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8a488824cb3388fe033e110b350ef9e9
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8a488824cb3388fe033e110b350ef9e9
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 O prazo prescricional da pretensão indenizatória deduzida contra o autor do ato ilícito flui a partir do trânsito 
em julgado da sentença penal, ainda que este tenha reconhecido a prescrição da pretensão punitiva. 
STJ. 3ª Turma. AgInt nos EDcl no AREsp 1311109/SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 26/08/2019. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O art. 200 do CC/2002 assegura que o prazo prescricional não comece 
a fluir antes do trânsito em julgado da sentença penal, independentemente do resultado da ação na esfera 
criminal. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 20/11/2023 
 
 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se 
a obrigação for indivisível. 
 
 
Seção III 
Das Causas que Interrompem a Prescrição 
 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 416. A propositura de demanda judicial pelo devedor, que importe 
impugnação do débito contratual ou de cártula representativa

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