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CADERNO DE LEI SECA 
SEMANA 03 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL 
CFO (BRIGADA MILITAR) RS 
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
Sumário 
SEGUNDA-FEIRA ....................................................................................................................................... 4 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 155 a 183-A ....................................................... 4 
Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 4 a 62 .......................................... 26 
Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 96 a 115 .......................................... 55 
Leitura da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei nº 4.657/1942) .................................. 61 
TERÇA-FEIRA .......................................................................................................................................... 73 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 267 a 285 ........................................................ 73 
Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 69 a 91 ........................................ 79 
Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 116 a 136 ........................................ 92 
Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 1 a 39 ............................................................... 98 
QUARTA-FEIRA..................................................................................................................................... 127 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 289 a 311-A ................................................... 127 
Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 118 a 144-A ............................... 137 
Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 137 a 146 ...................................... 145 
Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 40 a 70 ........................................................... 151 
QUINTA-FEIRA ..................................................................................................................................... 163 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 312 a 337-A ................................................... 163 
Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 149 a 154 .................................. 178 
Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 147 a 163 ...................................... 181 
Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 79 a 103 ......................................................... 187 
SEXTA-FEIRA ........................................................................................................................................ 193 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 338 a 359-H ................................................... 193 
Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 155 a 184 .................................. 201 
Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 164 a 176 ...................................... 217 
Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 104 a 184 ....................................................... 223 
Leitura do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) – Artigos nº 1 a 14 .................... 242 
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SEGUNDA-FEIRA 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 155 a 183-A 
TÍTULO II 
DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 
CAPÍTULO I 
DO FURTO 
• Súmula nº 567, STJ. Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de 
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, NÃO torna impossível a configuração do 
crime de furto. 
 
Furto 
Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: 
↳ não abrange: coisa abandonada/sem dono/perdida 
Pena - RECLUSÃO, de 1 a 4 anos, e multa. (Admite fiança pelo Delegado de Polícia) 
⇾ Há 4 correntes que tratam do momento consumativo do furto: 
I) Teoria da contrectatio: a consumação se dá com o SIMPLES CONTATO da pessoa com a coisa. 
II) Teoria da amotio (apprehensio): a consumação se dá quando há a INVERSÃO DA POSSE, ou seja, quando 
a coisa subtraída passa para o poder do agente, ainda que por uma brevidade de tempo. Não há necessidade 
de deslocamento da coisa, nem de que haja a posse mansa e pacífica do bem. Havendo a inversão, estará 
consumado o crime de furto. Corrente adotada pelos Tribunais Superiores, objeto, inclusive, da Súmula 582 
do STJ – que trata do crime de roubo, mas serve também para o furto no que é cabível. 
III) Teoria da ablatio: a consumação ocorre quando, após o assenhoramento da coisa, o agente consiga se 
DESLOCAR com ela para outro lugar, que não esteja na esfera de vigilância do proprietário. Aqui, é 
indispensável o deslocamento. 
IV) Teoria da ilatio: a consumação se dá quando, após o apoderamento da coisa, o agente consegue se 
DESLOCAR COM ELA PARA UM LOCAL SEGURO. Não basta o deslocamento, deve se deslocar e 
assegurar a coisa. 
§ 1º. A pena AUMENTA-SE de 1/3, se o crime é praticado durante o repouso noturno. (Causa de 
aumento de pena). 
 Info 742, STJ (2022) - São irrelevantes os fatos de as vítimas estarem, ou não, dormindo no momento 
do crime, ou o local de sua ocorrência, em estabelecimento comercial, via pública, residência desabitada ou 
em veículos, bastando que o furto ocorra, obrigatoriamente, à noite e em situação de repouso. 
A causa de aumento do § 1º pode ser aplicada para o furto qualificado? 
Para o STJ Para o STF 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/944bdd9636749a0801c39b6e449dbedc?categoria=11&subcategoria=106&assunto=261&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado
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NÃO! A causa de aumento prevista no § 1º do 
art. 155 do Código Penal (prática do crime de 
furto no período noturno) não incide no 
crime de furto na sua forma qualificada (§ 4º). 
SIM! A causa de aumento do repouso 
noturno se coaduna com o furto qualificado 
quando compatível com a situação fática. 
(Furto privilegiado) 
§ 2º. Se o criminoso é PRIMÁRIO, e é de PEQUENO VALOR a coisa furtada, o juiz pode substituir a 
pena de reclusão pela de DETENÇÃO, DIMINUÍ-LA de 1/3 a 2/3, ou aplicar somente a pena de multa. 
(Irrelevante a restituição do objeto subtraído) 
↳ Natureza jurídica: causa de diminuição de pena. 
• Súmula nº 511, STJ. É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos 
de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa 
e a qualificadora for de ordem objetiva. 
Obs.: pequeno valor ≠ valor insignificante: 
• pequeno valor: tem como base o salário-mínimo vigente 
• princípio da insignificância: tem como base 10% do salário-mínimo vigente. 
§ 3º. EQUIPARA-SE à coisa móvel a ENERGIA ELÉTRICA ou qualquer outra que tenha valor econômico. 
↳ Norma de extensão 
 Sinal de TV a cabo NÃO se equipara à energia elétrica, por vedação à analogia in malam partem. 
 Info 645, STJ - O pagamento do débito oriundo de furto de energia elétrica antes do recebimento da 
denúncia não é causa de extinção da punibilidade 
Sinal de TV à cabo – “gatonet” – acabou a divergência entre o STF e o STJ: O STJ em sintonia com precedente 
do Supremo Tribunal Federal, entendeu que a captação clandestina de sinal de televisão por assinatura não 
pode ser equiparada ao furto dee mentir, não responde por falso 
testemunho (art. 342 do CP). 
Obs.2: o direito de mentir não permite que impute falsamente o crime a terceira pessoa inocente. Caso isso 
ocorra, responderá por denunciação caluniosa (art. 399, CP). A mentira que incrimina terceiros é chamada 
pela doutrina de "mentira agressiva". Alguns doutrinadores afirmam que o réu não tem “direito” de mentir, 
mas sim que a mentira é apenas “tolerável”. É o caso, por exemplo, de Renato Brasileiro. 
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; 
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
• Quando o crime deixar vestígios, exige-se a realização de exame de corpo de delito, seja de forma direta, 
seja de forma indireta (outros meios de provas, dentre elas a testemunhal), não podendo suprir-lhe nem 
mesmo a confissão do investigado. 
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos 
autos sua folha de antecedentes; 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua 
condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros 
elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. 
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma 
deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa 
presa. 
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
• Arts. 6º e 7º: rol meramente exemplificativo. 
• Funcionam como mínimo contingencial. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art41
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Não é necessária a intimação prévia da defesa técnica do investigado para a tomada de depoimentos orais 
na fase de inquérito policial. Não haverá nulidade dos atos processuais caso essa intimação não ocorra. 
O inquérito policial é um procedimento informativo, de natureza inquisitorial, destinado precipuamente à 
formação da opinio delicti do órgão acusatório. 
Logo, no inquérito há uma regular mitigação das garantias do contraditório e da ampla defesa. 
Esse entendimento justifica-se porque os elementos de informação colhidos no inquérito não se prestam, 
por si sós, a fundamentar uma condenação criminal. 
A Lei nº 13.245/2016 implicou um reforço das prerrogativas da defesa técnica, sem, contudo, conferir ao 
advogado o direito subjetivo de intimação prévia e tempestiva do calendário de inquirições a ser definido 
pela autoridade policial. 
STF. 2ª Turma. Pet 7612/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 12/03/2019 (Info 933). 
Art. 7º. Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a 
autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta NÃO contrarie a
moralidade ou a ordem pública. 
Art. 8º. Havendo prisão em flagrante, será observado o disposto no Capítulo II do Título IX deste Livro. 
Art. 9º. Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou 
datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade. 
• Súmula Vinculante nº 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova, que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 (dez) dias, se o indiciado tiver sido PRESO em
flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, A PARTIR DO DIA EM QUE
SE EXECUTAR A ORDEM DE PRISÃO, ou no prazo de 30 (trinta) dias, quando estiver SOLTO, mediante fiança 
ou sem ela. 
§ 1º. A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará os autos ao juiz 
competente. 
§ 2º. No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas, 
mencionando o lugar onde possam ser encontradas. 
§ 3º. Quando o fato for de DIFÍCIL ELUCIDAÇÃO, e o indiciado estiver SOLTO, a autoridade poderá 
requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado 
pelo juiz. 
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PRAZOS DO INQUÉRITO POLICIAL 
Justiça ESTADUAL 
• Preso: 10 dias. 
↳ Contado o prazo a partir do dia em que se 
executar a ordem de prisão. 
↳ Art. 3º-B, §2º - incluído pelo Pacote 
Anticrime: 
Se o investigado estiver preso, o juiz das 
garantias poderá, mediante representação 
da autoridade policial e ouvido o Ministério 
Público, prorrogar, uma única vez, a duração 
do inquérito por até 15 (quinze) dias, após o 
que, se ainda assim a investigação não for 
concluída, a prisão será imediatamente
relaxada. 
* Vide observação abaixo da tabela. 
• Solto: 30 dias - prorrogáveis. 
Justiça FEDERAL Preso: 15 dias + 15 (mediante expressa 
autorização judicial); 
↳ Art. 66, Lei nº 5.010/66. 
Lei de Drogas • Preso: 30 dias + 30 (autorização judicial + 
oitiva do MP) 
• Solto: 90 dias + 90 
Inquérito Militar • Preso: 20 dias - improrrogável. 
• Solto: 40 dias + 20 dias 
Crimes contra a economia popular • 10 dias, esteja o acusado preso ou solto 
(art. 10, §1º da Lei nº 1.521/1951). 
 O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme ao § 2º do art. 3º-B do CPP, para estipular 
duas relativizações ao dispositivo: 
1) A prorrogação não está limitada a uma única vez. 
O juiz pode decidir de forma fundamentada, reconhecendo a necessidade de novas prorrogações do 
inquérito, diante de elementos concretos e da complexidade da investigação. Em outras palavras, é possível 
a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito policial envolvendo investigado preso por mais de uma 
vez, por decisão devidamente fundamentada do juiz das garantias, lastreada pela necessidade, levando em 
conta os elementos concretos e a complexidade da investigação. 
2) A prisão não será imediatamente relaxada. 
A inobservância do prazo previsto na lei não implica a revogação automática da prisão preventiva, devendo 
o juízo competente ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram, nos termos da ADI 6.581/DF. 
O descumprimento do prazo estipulado para o Delegado concluir o inquérito que conta com investigado 
preso não enseja, de forma automática e obrigatória, a soltura do agente, autorizando apenas que o 
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interessado ou mesmo o Ministério Público provoque o Poder Judiciário a avaliar a possibilidade de liberação 
do indivíduo, tendo em vista todas as circunstâncias do caso concreto. 
Não é razoável, proporcional ou obediente ao primado da inafastabilidade da jurisdição, exigir que, em toda 
e qualquer hipótese, independentemente de suas peculiaridades e dos riscos envolvidos, a prisão 
Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à prova, acompanharão
os autos do inquérito. 
Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma
ou outra. 
Art. 13. Incumbirá ainda à AUTORIDADE POLICIAL: 
I - fornecer às autoridades judiciárias as informações necessárias à instrução e julgamento dos 
processos; 
II - realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo Ministério Público; 
↳ Tem o dever de realizar, porém, essa obrigação poderá ser relativizada quando a requisição for 
manifestamente ilegal. Vale destacar que o STJ já decidiu que a: “recusa no cumprimento das diligências não 
consubstancia, sequer em tese, o crime de desobediência, repercutindo apenas no âmbito administrativo-disciplinar”. 
III - cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias; 
IV - representar acerca da prisão preventiva. 
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do 
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei nº 8.069, de 13 de julho 
de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia 
poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e
informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
↳ Independente de autorização judicial. 
↳ Crimes: art. 148 (Sequestro e cárcere privado); art. 149-A (Tráfico de Pessoas); art. 158, §3º (Extorsão 
cometida mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da 
vantagem econômica), art. 159 (Extorsão mediante sequestro) do CP e art. 239 do ECA (Promover ou auxiliar 
a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das 
formalidades legais ou com o fito de obter lucro). 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá: 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art148
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art149
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art149a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art158%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art159
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art159
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art239
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art239
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
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I - o nome da autoridade requisitante; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
II - o número do inquérito policial; e 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária responsável pela investigação. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos crimes relacionados ao TRÁFICO DE PESSOAS, 
o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderão requisitar, MEDIANTE AUTORIZAÇÃO
JUDICIAL, às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem
imediatamente os meios técnicos adequados - como sinais, informações e outros - que permitam a
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 1º. Para os efeitos deste artigo, sinal significa posicionamento da estação de cobertura, setorização 
e intensidade de radiofrequência. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 2º. Na hipótese de que trata o caput, o sinal: 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
I - não permitirá acesso ao conteúdo da comunicação de qualquer natureza, que dependerá de
autorização judicial, conforme disposto em lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
II - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia móvel celular por período não superior a 30
(trinta) dias, renovável por uma única vez, por igual período; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
III - para períodos superiores àquele de que trata o inciso II, será necessária a apresentação de ordem
judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 3º. Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito policial deverá ser instaurado no prazo máximo
de 72 (setenta e duas) horas, contado do registro da respectiva ocorrência policial. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 4º. NÃO havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, a autoridade competente 
requisitará às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem 
imediatamente os meios técnicos adequados - como sinais, informações e outros - que permitam a 
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, 
que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
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• Este dispositivo se relaciona com o fato de o procedimento ser discricionário: discricionariedade significa 
liberdade de atuação dentro dos parâmetros legais. 
Existe uma liberdade de atuação da Autoridade Policial nos limites traçados pela lei. Por exemplo, ao teor 
dos arts. 6 e 7º do CPP, consta um rol exemplificativo de diligências que poderão ser realizadas pelo Delegado 
de Polícia. Não há um rito procedimental rígido que deve ser observado pelo Delegado, trata-se de rol 
exemplificativo. Assim, a diligência será realizada ou não, a cargo da liberdade de atuação da autoridade. 
A discricionariedade não pode ser confundida com arbitrariedade. 
⚠ ATENÇÃO: A discricionariedade não é de caráter absoluto, de modo que existem diligências que são de 
realização obrigatória. Assim, quanto a estas, o delegado não poderia negar a sua realização, como na 
hipótese do exame de corpo de delito. 
O Delegado de Polícia só pode indeferir requerimentos quando se tratarem de diligências impertinentes e 
protelatórias, não podendo indeferir as relevantes, como, por exemplo, o exame de corpo de delito. 
Nesse sentido, o artigo 158, CPP dispõe que quando a infração deixar vestígios, o exame de corpo de delito 
é imprescindível. 
Art. 14-A. Nos casos em que servidores vinculados às instituições dispostas no art. 144 da Constituição 
Federal (polícia federal; polícia rodoviária federal; polícia ferroviária federal; polícias civis; polícias militares 
e corpos de bombeiros militares; polícias penais federal, estaduais e distrital) figurarem como INVESTIGADOS 
em inquéritos policiais, inquéritos policiais militares e demais procedimentos extrajudiciais, cujo objeto 
for a investigação de fatos relacionados ao uso da força letal praticados no exercício profissional, de forma
consumada ou tentada, incluindo as situações dispostas no art. 23 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), o indiciado poderá constituir defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Para os casos previstos no caput deste artigo, o investigado deverá ser citado da instauração do 
procedimento investigatório, podendo constituir defensor no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a
contar do recebimento da citação. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. Esgotado o prazo disposto no § 1º deste artigo com AUSÊNCIA de nomeação de defensor pelo 
investigado, a autoridade responsávelpela investigação deverá intimar a instituição a que estava vinculado
o investigado à época da ocorrência dos fatos, para que essa, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, 
indique defensor para a representação do investigado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º. Havendo necessidade de indicação de defensor nos termos do § 2º deste artigo, a defesa caberá 
preferencialmente à Defensoria Pública, e, nos locais em que ela não estiver instalada, a União ou a Unidade 
da Federação correspondente à respectiva competência territorial do procedimento instaurado deverá 
disponibilizar profissional para acompanhamento e realização de todos os atos relacionados à defesa 
administrativa do investigado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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§ 4º. A indicação do profissional a que se refere o § 3º deste artigo deverá ser precedida de 
manifestação de que não existe defensor público lotado na área territorial onde tramita o inquérito e com 
atribuição para nele atuar, hipótese em que poderá ser indicado profissional que não integre os quadros 
próprios da Administração. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. Na hipótese de não atuação da Defensoria Pública, os custos com o patrocínio dos interesses 
dos investigados nos procedimentos de que trata este artigo correrão por conta do orçamento próprio da
instituição a que este esteja vinculado à época da ocorrência dos fatos investigados. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 6º. As disposições constantes deste artigo se aplicam aos servidores militares vinculados às 
instituições dispostas no art. 142 da Constituição Federal (Forças Armadas), desde que os fatos investigados
digam respeito a missões para a Garantia da Lei e da Ordem. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Art. 15. Se o indiciado for menor, ser-lhe-á nomeado curador pela autoridade policial. 
(Revogado tacitamente). 
• A figura do curador somente persiste para agentes inimputáveis ou semi-imputáveis, que atuará 
notadamente no incidente de insanidade mental (art. 149, § 2º do CPP), por nomeação do juiz, seja na fase 
do IP (art. 149, §1º, CPP), seja na fase da ação penal. 
Art. 16. O Ministério Público NÃO poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, 
senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
• O MP somente pode pedir ao juiz a devolução dos autos do IP à Delegacia de Polícia se houver a necessidade 
da prática de diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. Se isso ocorre, não pode o magistrado 
indeferir o requerimento formulado pelo MP, sob pena de recurso de correição parcial. 
O instituto da correição parcial está vinculado historicamente à correção de erros de procedimento que 
provocam tumulto processual e não ao erro na apreciação judicial dos fatos ou do direito. 
A decisão de arquivamento de inquérito policial lastreada na atipicidade do fato toma força de coisa julgada 
material, qualidade conferida à decisão judicial contra a qual não cabem mais recursos, tornando-a imutável. 
Se o Juiz-Auditor e o Ministério Público acordaram em arquivar o inquérito policial militar por entender 
atípica a conduta, mesmo diante de provas novas, inviável a reabertura do feito por meio de correição parcial. 
STF. 1ª turma. HC 173.594/SP AgR, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 3/05/2021. 
Art. 17. A autoridade policial NÃO PODERÁ mandar arquivar autos de inquérito. 
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• Este dispositivo se refere à característica do IPL ser indisponível para a autoridade policial: A 
indisponibilidade do IP está relacionada com a impossibilidade de o Delegado de Polícia arquivá-lo, nos 
moldes do art. 17 do CPP. 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade JUDICIÁRIA, por falta de
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver
NOTÍCIA. 
• IP: notícia de prova nova. 
• Denúncia: prova nova. 
• Súmula nº 524, STF. Arquivado o inquérito policial por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de 
Justiça, não pode a ação penal ser iniciada sem novas provas. 
MOTIVO DO ARQUIVAMENTO É possível desarquivar? 
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS SIM. 
(Súmula nº 524, STF) 
AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO PROCESSUAL OU 
DE CONDIÇÃO DA AÇÃO PENAL 
SIM. 
FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL 
(não há indícios de autoria ou prova da 
materialidade) 
SIM. 
ATIPICIDADE 
(fato narrado não é crime) 
NÃO. 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA 
EXCLUDENTE DE ILICITUDE 
STJ: NÃO (REsp 791471/RJ) 
STF: SIM (HC 125101/SP) 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA DE 
EXCLUDENTE DE CULPABILIDADE 
(ainda não apreciada pelo STF) 
NÃO.
(Posição doutrinária). 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA EXTINTIVA 
DE PUNIBILIDADE 
NÃO 
STJ: HC 307.562/RS 
STF: Pet 3943 
Exceção: certidão de óbito falsa. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A decisão de arquivamento de inquérito policial lastreada na 
atipicidade do fato toma força de coisa julgada material, sendo manifestamente incabível a reabertura do 
feito por meio de correição parcial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
⇾ Pergunta-se: Quem é responsável pelo desarquivamento do inquérito policial? 
R.: Há doutrinadores que entendem que é a autoridade policial. De acordo com o art. 18 do CPP, depois de 
arquivado o inquérito por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas 
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pesquisas, se de outras provas tiver notícia. Por questões práticas, como os autos do inquérito policial ficam 
arquivados perante o Poder Judiciário – leia-se, juiz das garantias –, tão logo tome conhecimento da notícia 
de provas novas, deve a autoridade policial representar ao Ministério Público, solicitando o desarquivamento 
físico dos autos para que possa proceder a novas investigações. 
Porém, a doutrina majoritária defende que o desarquivamento compete ao Ministério Público, titular da 
ação penal pública, e, por consequência, destinatário final das investigações policiais. Diante de notícia de 
prova nova a ele encaminhada, seja pela autoridade policial, seja por terceiros, deve promover o 
desarquivamento, solicitando à autoridade judiciária o desarquivamento físico dos autos. Caso haja 
dificuldades no desarquivamento físico dos autos do inquérito policial, nada impede que o Ministério Público 
requisite a instauração de outra investigação policial. 
Art. 19. Nos crimes em que não couber ação pública, os autos do inquérito serão remetidos ao juízo
competente, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou serão entregues 
ao requerente, se o pedir, mediante traslado. 
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o SIGILO necessário à elucidação do fato ou exigido
pelo interesse da sociedade. 
Parágrafo único. Nos atestados de antecedentes que lhe forem solicitados, a autoridade policial 
NÃO poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. 
(Redação dada pela Lei nº 12.681, de 2012) 
Refere-se à característica do IPL ser sigiloso. 
É cediço que a CF, em seu art. 93, IX garante o direito à publicidade. Contudo, o princípio da publicidade é 
válido na fase judicial da persecução penal, e não na fase investigatória. Nas investigações, em regra, o 
inquérito policial deve ser conduzido de maneira sigilosa, até mesmo para se garantir a eficácia das 
investigações. O artigo 20, do CPP dispõe que a autoridade assegurará, no inquérito, o sigilo necessário à 
elucidação do fato ou exigidopelo interesse da sociedade. Assim, se a autoridade policial verificar que a 
publicidade pode causar prejuízo à elucidação dos fatos, pode decretar o sigilo do inquérito. No entanto, é 
direito do advogado ter acesso aos autos já documentados e desde que não frustre 
diligências em andamento. 
Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será 
permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. 
⚠ Não recepcionado. 
Parágrafo único. A incomunicabilidade, que não excederá de 3 (três) dias, será decretada por despacho 
fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade policial, ou do órgão do Ministério Público, respeitado, 
em qualquer hipótese, o disposto no artigo 89, inciso III, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. 
(Redação dada pela Lei nº 5.010, de 30.5.1966) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12681.htm#art12
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5010.htm#art69
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Art. 22. No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial, a 
autoridade com exercício em uma delas poderá, nos inquéritos a que esteja procedendo, ordenar 
diligências em circunscrição de outra, independentemente de precatórias ou requisições, e bem assim 
providenciará, até que compareça a autoridade competente, sobre qualquer fato que ocorra em sua 
presença, noutra circunscrição. 
Art. 23. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao juiz competente, a autoridade policial oficiará 
ao Instituto de Identificação e Estatística, ou repartição congênere, mencionando o juízo a que tiverem sido 
distribuídos, e os dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. 
TÍTULO III 
DA AÇÃO PENAL 
Art. 24. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas 
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou 
de quem tiver qualidade para. 
↳ Princípio da obrigatoriedade da ação penal pública ou princípio da legalidade processual. 
↳ Prazo decadencial de 6 meses p/ o direito de queixa ou de representação. 
• Súmula nº 594, STF. Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, 
pelo ofendido ou por seu representante legal. 
↳ Válida, mas com adaptações em sua interpretação. 
↳ A Súmula 594-STF atualmente serve para transmitir o seguinte entendimento: se esgotou o prazo de queixa 
ou representação para o representante da vítima menor de idade, mesmo assim ela poderá propor queixa 
ou representação, iniciando-se seu prazo a partir do momento em que completa 18 anos. 
• Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, 
condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra do servidor público 
em razão do exercício de suas funções. 
§ 1º. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de 
representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. (CADI). 
(Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
§ 2º. Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União,
Estado e Município, a ação penal será PÚBLICA. 
(Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
 
Art. 25. A representação será IRRETRATÁVEL, depois de OFERECIDA A DENÚNCIA. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8699.htm#art24%C2%A72
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• Exceção: Na Lei Maria da Penha, a retratação é possível até o recebimento da denúncia, em audiência 
perante o juiz designada especialmente para esse fim. 
Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em flagrante ou por meio 
de portaria expedida pela autoridade judiciária ou policial. 
(Revogado tacitamente). 
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em 
que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o 
tempo, o lugar e os elementos de convicção. 
Art. 28. Ordenado o ARQUIVAMENTO do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos 
da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade
policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma 
da lei. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VII – ARTIGO 28. ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATO UNILATERAL. 
AFASTAMENTO DO CONTROLE JUDICIAL. SUBMISSÃO APENAS ÀS INSTÂNCIAS INTERNAS DE CONTROLE. 
ATRIBUIÇÃO UNICAMENTE À VÍTIMA E À AUTORIDADE POLICIAL DO PODER DE PROVOCAR A REVISÃO DO 
ATO. INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. 
(a) A nova sistemática do arquivamento de inquéritos, de maneira louvável, criou mecanismo de controle e 
transparência da investigação pelas vítimas de delitos de ação penal pública. Com efeito, a partir da redação 
dada ao artigo 28 do Código de Processo Penal pela Lei 13.964/2019, passa a ser obrigatória a comunicação 
da decisão de arquivamento à vítima (comunicação que, em caso de crimes vagos, será feita aos 
procuradores e representantes legais dos órgãos lesados), bem como ao investigado e à autoridade policial, 
antes do encaminhamento aos autos, para fins de homologação, para a instância de revisão ministerial. 
(b) Por outro lado, ao excluir qualquer possibilidade de controle judicial sobre o ato de arquivamento da 
investigação, a nova redação violou o princípio da inafastabilidade da jurisdição, nos termos do artigo 5º, 
inciso XXXV, da Constituição. 
(c) Há manifesta incoerência interna da lei, porquanto, no artigo 3º-B, determinou-se, expressamente, que o 
juízo competente seja informado da instauração de qualquer investigação criminal. Como consectário lógico, 
se a instauração do inquérito deve ser cientificada ao juízo competente, também o arquivamento dos autos 
precisa ser-lhe comunicado, não apenas para a conclusão das formalidades necessárias à baixa definitiva dos 
autos na secretaria do juízo, mas também para verificação de manifestas ilegalidades ou, ainda, de manifesta 
atipicidade do fato, a determinar decisão judicial com arquivamento definitivo da investigação. 
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(d) A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da necessidade e legitimidade 
constitucional do controle judicial do ato de arquivamento, com o fito de evitar possíveis teratologias 
(Inquérito 4781, Rel. Min. Alexandre de Moraes). 
(e) Em decorrência destas considerações, também o § 1º do artigo 28, ao dispor que “Se a vítima, ou seu 
representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) 
dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão 
ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica”, deve ser interpretado de modo a integrar a 
autoridade judiciária competente entre as habilitadas a submeter a matéria à revisão do arquivamento 
pela instância competente. 
(f) Por todo o exposto, conferiu-se interpretação conforme a Constituição ao artigo 28, caput, para assentar 
que, ao se manifestar pelo arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da 
mesma natureza, o órgão do Ministério Público submeterá sua manifestação ao juiz competente e 
comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial,podendo encaminhar os autos para o 
Procurador-Geral ou para a instância de revisão ministerial, quando houver, para fins de homologação, na 
forma da lei, vencido, em parte, o Ministro Alexandre de Moraes, que incluía a revisão automática em outras 
hipóteses. 
(g) Ao mesmo tempo, assentou-se a interpretação conforme do artigo 28, § 1º, para assentar que, além da 
vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou 
teratologia no ato do arquivamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG 18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
• Súmula nº 696, STF. Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, 
mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-
Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
O STF atribuiu interpretação conforme à Constituição ao dispositivo para assentar que: 
1) Mesmo sem previsão legal expressa, o MP possui o dever de submeter a sua manifestação de 
arquivamento à autoridade judicial. Assim, ao se manifestar pelo arquivamento do inquérito policial ou de 
quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público submeterá sua 
manifestação ao juiz competente e comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial. 
2) Não existe uma obrigatoriedade de o MP encaminhar os autos para o PGJ ou para a CCR. 
Segundo decidiu o STF, o membro do Ministério Público poderá encaminhar os autos para o Procurador-
Geral ou para a instância de revisão ministerial, quando houver, para fins de homologação, na forma da lei. 
3) Mesmo sem previsão legal expressa, o juiz pode provocar o PGJ ou a CCR caso entenda que o arquivamento 
é ilegal ou teratológico. 
Desse modo, além da vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá 
submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente 
ilegalidade ou teratologia no ato do arquivamento. 
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Se o juiz entender que a manifestação de arquivamento foi correta, ele não precisa proferir decisão 
homologatória. Basta se manter inerte. 
STF. Plenário. ADI 6.298/DF, ADI 6.299/DF, ADI 6.300/DF e ADI 6.305/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 
24/08/2023 (Info 1106). 
§ 1º. Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito 
policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão 
da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
(g) Ao mesmo tempo, assentou-se a interpretação conforme do artigo 28, § 1º, para assentar que, além da 
vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou 
teratologia no ato do arquivamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG 18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
§ 2º. Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, 
a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber 
a sua representação judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Art. 28-A. NÃO sendo caso de arquivamento e tendo o investigado CONFESSADO formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal SEM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA e com pena mínima 
INFERIOR a 4 anos, o Ministério Público poderá propor ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL (ANPP), 
desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes 
CONDIÇÕES ajustadas CUMULATIVA e ALTERNATIVAMENTE: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, EXCETO na impossibilidade de fazê-lo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como
instrumentos, produto ou proveito do crime; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena 
mínima cominada ao delito DIMINUÍDA de 1/3 a 2/3, em local a ser indicado pelo jUÍZO DA EXECUÇÃO, na 
forma do art. 46 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas 
Art. 46, CP. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações 
superiores a 6 (seis) meses de privação da liberdade. 
§ 1º. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas 
ao condenado. 
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§ 2º. A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos 
e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. 
§ 3º. As tarefas a que se refere o § 1º serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser 
cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada 
normal de trabalho. 
§ 4º. Se a pena substituída for superior a 1 (um) ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva 
em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. 
IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 
de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser indicada pelo JUÍZO
DA EXECUÇÃO, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes 
aos aparentemente lesados pelo delito; ou 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Conversão das penas restritivas de direitos 
Art. 45, CP. Na aplicação da substituição prevista no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 
46, 47 e 48. 
§ 1º. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade 
pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário-mínimo 
nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários-mínimos. O valor pago será deduzido do montante de 
eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. 
§ 2º. No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode 
consistir em prestação de outra natureza. 
§ 3º. A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em 
favor do Fundo Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo 
causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequência da prática do crime. 
§ 4º. (VETADO). 
V - cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde que 
proporcional e compatível com a infração penal imputada. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VIII – ARTIGO 28-A. INCISOS III E IV E PARÁGRAFOS 5º, 6º E 8º. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL. 
SUBMISSÃO AO CONTROLE JUDICIAL ACERCA DA LEGALIDADE E VOLUNTARIEDADE DO ACORDO. 
AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. VIOLAÇÃO DA IMPARCIALIDADE OBJETIVA DO MAGISTRADO. 
INOCORRÊNCIA. NORMAS DECLARADASMATERIALMENTE CONSTITUCIONAIS. 
(a) Os dispositivos pertinentes à regulação do novel instituto do Acordo de Não Persecução Penal, inserido 
no artigo 28-A e parágrafos do Código de Processo Penal, pela Lei 13.964/2019, foram impugnados pela 
Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), ao fundamento de que “a escolha do 
legislador de conferir ao magistrado esse papel de controlador do acordo de não persecução penal, da forma 
como foi posta, é medida flagrantemente inconstitucional, por violar o sistema acusatório, a autonomia do 
membro do Ministério Público e a imparcialidade objetiva do magistrado”. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/1998/Mv1447-98.htm
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(b) O Acordo de Não Persecução Penal possibilita a solução negocial do litígio de natureza penal, mediante 
confissão circunstanciada dos fatos criminosos praticados pelo investigado, respeitadas as condições e 
requisitos legais estabelecidos na lei. 
(c) O legislador previu modalidades de controle judicial sobre o Acordo firmado entre o Ministério Público e 
o investigado, quais sejam: (1) artigo 28-A, incisos III (definição, pelo juízo da execução penal, do local de 
cumprimento da pena de prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas); (2) artigo 28-A, IV 
(definição pelo juízo da execução da entidade pública ou de interesse social a receber a prestação pecuniária 
imposta ao investigado); (3) artigo 28-A, § 5º (“Se o juiz considerar inadequadas, insuficientes ou abusivas as 
condições dispostas no acordo de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que 
seja reformulada a proposta de acordo, com concordância do investigado e seu defensor”); (4) artigo 28-A, 
§ 6º (“Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os autos ao Ministério 
Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução penal.”); e (5) artigo 28-A, § 8º (“Recusada 
a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da necessidade de 
complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia.”) 
(d) As normas impugnadas revelam-se compatíveis, formal e materialmente, com a Constituição da 
República, porquanto, conforme assentado anteriormente, trata-se de medida que também prestigia o 
princípio da inafastabilidade da jurisdição e uma espécie de “freios e contrapesos” no processo penal (art. 
28-A, § 5°). Constata-se que as alterações legislativas, ao delinearem o instituto da não-persecução penal, 
apenas positivaram o que já era consagrado pela jurisprudência do STF em relação ao acordo de colaboração 
premiada. 
(e) Improcedente, portanto, o pleito de inconstitucionalidade no tocante ao artigo 28-A, incisos III e IV, e §§ 
5º, 7º e 8º, do Código de Processo Penal, que devem ser declarados constitucionais. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
Por constituir um poder-dever do Ministério Público, o não oferecimento tempestivo do acordo de não 
persecução penal desacompanhado de motivação idônea constitui NULIDADE ABSOLUTA. 
STJ. AgRg no HC 762.049-PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7/3/2023, 
DJe 17/3/2023. (Info 769) 
Enquanto sanção premial atípica, a imediata privação da liberdade, nos termos do acordo de colaboração 
premiada, condicionada à homologação judicial, não ofende a Constituição ou a lei de regência. 
STJ. Processo em segredo de justiça, Rel. Ministro Raul Araújo, Corte Especial, por maioria, julgado em 
23/11/2023. (Info 798) 
Vale destacar que o STJ decidiu que, ainda que o advogado seja investigado, é INADMISSÍVEL o acordo de 
colaboração premiada firmado com violação do sigilo profissional. 
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No caso, o colaborador foi investigado, preso e denunciado, antes de fazer a escolha pelo acordo com o 
Parquet estadual. Mesmo assim, a obrigação de sigilo se impõe. Esse é ônus do advogado que não pode ser 
superado mesmo quando investigado sob pena de se colocar em fragilidade o amplo direito de defesa. 
Quebrar o sigilo profissional para atenuar pena em ação penal em que figura, com o cliente, como 
investigado, não está autorizado pelo Código de Ética da Advocacia. O art. 25 é claro que o sigilo só pode ser 
rompido salvo grave ameaça ao direito à vida, à honra, ou quando o advogado se veja afrontado pelo próprio 
cliente e, em defesa própria, tenha que revelar segredo, porém sempre restrito ao interesse da causa. 
Destaque-se que o sigilo profissional do advogado "é premissa fundamental para exercício efetivo do direito 
de defesa e para a relação de confiança entre defensor técnico e cliente" (STF, Rcl 37.235/RO, Ministro Gilmar 
Mendes, Segunda Turma, DJe 27/5/2020). A partir do momento que entendermos possível que o sigilo entre 
advogado e cliente possa ser quebrado no momento em que o advogado passa a ser investigado, essa 
premissa deixa de existir e a defesa passa a correr risco em razão de uma ruptura, ou melhor dizendo, de um 
receio de ruptura na relação de confiança entre defensor técnico e cliente, fragilizando o seu direito à ampla 
defesa. 
Por fim, registre-se que, em alteração legislativa posterior aos fatos em análise (Lei n. 14.365/2022), no §6º-
I do art. 6º do Estatuto da Advocacia passou a constar proibição expressa da delação por parte do advogado 
contra seu cliente. 
STJ. RHC 179.805-PR, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 
21/5/2024. (Info 813) 
 ATENÇÃO! 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do HC 185.913 finalizado em 18 de setembro 
de 2024, decidiu que os acordos de não persecução penal (ANPP) podem ser aplicados também em 
processos iniciados antes de sua criação pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019), nos casos em que: 
1. ainda não houver condenação definitiva; e 
2. mesmo que o réu não tenha confessado até aquele momento. 
De acordo com a tese aprovada, nos processos penais em andamento na data da publicação da ata do 
julgamento, o Ministério Público, por iniciativa própria, a pedido da defesa ou do magistrado da causa, 
deverá se manifestar sobre o cabimento do acordo na primeira oportunidade em que atuar nos autos. 
Nos casos que começarem a partir da eficácia desse julgamento, a proposição de acordo pelo MP ou a 
motivação para seu não oferecimento deve ser apresentada até o recebimento da denúncia. 
⇾ TESES FIXADAS: 
1 - Compete ao membro do MP oficiante, motivadamente e no exercício de seu poder-dever, avaliar o 
preenchimento dos requisitos para negociação e celebração do ANPP, sem prejuízo do regular exercício 
dos controles jurisdicional e interno; 
2 - É cabível a celebração do ANPP em casos de processos em andamento, quando da entrada da vigência 
da Lei nº 13.964/2019, mesmo se ausente confissão do réu até aquele momento, desde que o pedido tenha 
sido feito antes do trânsito em julgado; 
3 - Nos processos penais em andamento na data da proclamação do resultado deste julgamento, nos quais 
em tese seja cabível a negociação de ANPP, se este ainda não for oferecido ou não houve motivação para 
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o seu não oferecimento, o MP, agindo de ofício, a pedido da defesa ou mediante provocação do magistrado 
da causa, deverá, na primeira oportunidade que falar nos autos após a publicação da ata deste julgamento, 
manifestar-se motivadamente acerca do cabimento ou não do acordo; 
4 - Nas investigações ou ações penais iniciadas a partir da proclamação do resultado deste julgamento,a 
proposição de ANPP pelo MP ou a motivação para o seu não oferecimento, devem ser apresentadas antes 
do recebimento da denúncia, ressalvada a possibilidade de propositura pelo órgão ministerial no curso da 
ação penal se for o caso. 
§ 1º. Para aferição da pena mínima cominada ao delito a que se refere o caput deste artigo, serão 
consideradas as causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso concreto. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. O disposto no caput deste artigo NÃO SE APLICA nas seguintes hipóteses: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - se for cabível TRANSAÇÃO PENAL de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos termos da 
lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - se o investigado for REINCIDENTE ou se houver elementos probatórios que indiquem CONDUTA 
CRIMINAL HABITUAL, REITERADA ou PROFISSIONAL, EXCETO se insignificantes as infrações penais 
pretéritas; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - ter sido o AGENTE BENEFICIADO nos 5 anos anteriores ao cometimento da infração, em ACORDO
DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL, TRANSAÇÃO PENAL OU SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO; e 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV - nos crimes praticados no âmbito de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA OU FAMILIAR, ou praticados 
CONTRA A MULHER POR RAZÕES DA CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO, em favor do agressor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
REQUISITOS PARA QUE O MP POSSA PROPOR O ANPP 
1) não ser o caso de arquivamento Se não houver justa causa ou existir alguma outra 
razão que impeça a propositura da ação penal, não 
é caso de oferecer o acordo, devendo o MP pedir o 
arquivamento do inquérito policial ou da 
investigação criminal. 
2) o investigado deve ter confessado 
a prática da infração penal 
O ANPP exige que o investigado tenha confessado 
formal (em ato solene) e circunstancialmente (com 
detalhes) a prática da infração penal. 
O art. 18, § 2º, da Res. 181/2017-CNMP exige que a 
confissão seja registrada em áudio e vídeo. 
3) infração penal foi cometida SEM 
violência e SEM grave ameaça 
A infração penal não pode ter sido cometida com 
violência ou grave ameaça. 
Prevalece que é cabível ANPP se a infração foi 
cometida com violência contra coisa. 
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Assim, o ANPP somente é proibido se a infração foi 
praticada com grave ameaça ou violência 
contra pessoa. 
4) a pena mínima da infração penal é 
menor que 4 anos 
 
A infração penal cometida deve ter pena mínima 
INFERIOR a 4 anos. 
 Se a pena mínima for igual ou superior a 4 anos,
NÃO cabe. 
Para aferição da pena mínima, serão consideradas as 
causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso 
concreto. 
Aplicam-se ao ANPP, por analogia, as súmulas 243-
STJ e 723-STF. 
5) o acordo deve se mostrar 
necessário e suficiente para 
reprovação e prevenção do crime no 
caso concreto 
Esse requisito revela que a propositura, ou não, do 
acordo está atrelada a certo grau de 
discricionariedade do membro do MP, que avaliará 
se essa necessidade e suficiência estão presentes no 
caso concreto. 
6) não caber transação penal Se for cabível transação penal (art. 76 da Lei nº 
9.099/95), o membro do MP deve propor a 
transação (e não o ANPP). Isso porque se trata de 
benefício mais vantajoso ao investigado. 
Por outro lado, mesmo que seja cabível a suspensão 
condicional do processo, ainda assim, o membro do 
MP pode propor o ANPP. 
7) o investigado deve ser primário Se o investigado for reincidente (genérico ou 
específico), não cabe ANPP. 
8) não haver elementos probatórios 
que indiquem conduta criminal 
habitual, reiterada ou profissional, 
EXCETO se insignificantes as 
infrações penais pretéritas 
Regra: se houver elementos probatórios que 
indiquem que o investigado possui uma conduta 
criminal habitual, reiterada ou profissional, não cabe 
ANPP. 
Exceção: se essas infrações pretéritas que o 
investigado se envolveu forem consideradas 
“insignificantes”, será possível propor ANPP. 
9) o agente não pode ter sido 
beneficiado nos 5 anos anteriores ao 
cometimento da infração com outro 
ANPP, transação penal ou suspensão 
condicional do processo 
No momento de decidir se vai propor o ANPP, o 
membro do MP deverá analisar se, nos últimos 5 
anos (contados da infração), aquele investigado já 
foi beneficiado: 
• com outro ANPP; 
• com transação penal ou 
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• com suspensão condicional do processo. 
10) a infração praticada NÃO pode 
estar submetida à Lei Maria da Penha 
Não cabe ANPP nos crimes praticados no âmbito de 
violência doméstica ou familiar, ou praticados contra 
a mulher por razões da condição de sexo feminino, 
em favor do agressor. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O Poder Judiciário não pode impor ao MP a obrigação de ofertar ANPP. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
. 
§ 3º. O acordo de não persecução penal será formalizado por escrito e será firmado pelo membro do
Ministério Público, pelo investigado e por seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Para a HOMOLOGAÇÃO do acordo de não persecução penal, será realizada audiência na qual o
juiz deverá verificar a sua voluntariedade, por meio da oitiva do investigado na presença do seu defensor, 
e sua legalidade. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. Se o juiz considerar INADEQUADAS, INSUFICIENTES OU ABUSIVAS as condições dispostas no 
acordo de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que seja reformulada a 
proposta de acordo, com concordância do investigado e seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 6º. Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os autos ao 
Ministério Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução penal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 7º. O juiz poderá recusar homologação à proposta que não atender aos requisitos legais ou quando
não for realizada a adequação a que se refere o § 5º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 8º. Recusada a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da
necessidade de complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 9º. A VÍTIMA será intimada da homologação do acordo de não persecução penal e de seu
descumprimento. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 10. Descumpridas quaisquer das condições estipuladas no acordo de não persecução penal, o 
Ministério Público deverá comunicar ao juízo, para fins de sua RESCISÃO e posterior oferecimento de
denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 11. O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo investigado também PODERÁ ser
utilizado pelo Ministério Público como JUSTIFICATIVA PARA O EVENTUAL NÃO OFERECIMENTO DE
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cc02d42b8939768b8a4f1e4d826faa79
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§ 12. A celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal NÃO constarão de certidão
de antecedentes criminais, EXCETO para os fins previstos no inciso III do § 2º desteartigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 13. CUMPRIDO INTEGRALMENTE o acordo de não persecução penal, o juízo competente decretará
a EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 14. No caso de recusa, por parte do Ministério Público, em propor o acordo de não persecução 
penal, o INVESTIGADO poderá requerer a remessa dos autos a órgão superior, na forma do art. 28 deste 
Código. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O Poder Judiciário NÃO pode impor ao MP a obrigação de ofertar ANPP. 
O Poder Judiciário não pode impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar acordo de não persecução 
penal (ANPP). 
Não cabe ao Poder Judiciário, que não detém atribuição para participar de negociações na seara 
investigatória, impor ao MP a celebração de acordos. 
Não se tratando de hipótese de manifesta inadmissibilidade do ANPP, a defesa pode requerer o reexame de 
sua negativa, nos termos do art. 28-A, § 14, do CPP, não sendo legítimo, em regra, que o Judiciário controle 
o ato de recusa, quanto ao mérito, a fim de impedir a remessa ao órgão superior no MP. Isso porque a 
redação do art. 28-A, § 14, do CPP determina a iniciativa da defesa para requerer a sua aplicação. 
STF. 2ª Turma. HC 194677/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/5/2021 (Info 1017). 
(Ação penal privada subsidiária da pública). 
Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo
legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir
em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso
de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal. 
CF, Art. 5º, LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for 
intentada no prazo legal; 
Conselho indigenista não pode ajuizar queixa-crime subsidiária por delito contra índios. 
Determinado indivíduo teria proferido discurso racista contra um grupo de índios que teria invadido uma 
fazenda em certa região. O Ministério Público não ofereceu denúncia nem instaurou qualquer procedimento. 
Em virtude disso, o Conselho dos Povos Indígenas (organização não-governamental indígena) ajuizou uma 
queixa-crime subsidiária (art. 5º, LIX, da CF/88) contra o indivíduo, imputando-lhe a prática dos crimes de 
racismo (art. 20 da Lei 9.459/97) e incitação à violência e ódio contra os povos indígenas (arts. 286 e 287 do 
CP). Essa queixa-crime deverá ser rejeitada, porque os conselhos indigenistas não possuem legitimidade ativa 
em matéria penal. Na ação penal privada (mesmo sendo a subsidiária da pública), a queixa-crime somente 
pode ser promovida pelo ofendido ou por quem tenha qualidade para representá-lo (art. 100, § 2º do CP e 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cc02d42b8939768b8a4f1e4d826faa79?palavra-chave=194.677&criterio-pesquisa=texto_literal&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado
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art. 30 do CPP). A suposta vítima dos crimes não foi o conselho indigenista, mas sim os próprios índios que 
participaram da invasão. 
STF. 1ª Turma. Inq 3862 ED/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 18/11/2014 (Info 768). 
Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação privada. 
Art. 31. No caso de MORTE do ofendido ou quando declarado AUSENTE por decisão judicial, o 
direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. 
(CADI - Ordem preferencial). 
↳ Prazo decadencial de 6 meses para o direito de queixa ou de representação. 
Art. 32. Nos crimes de AÇÃO PRIVADA, o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, 
nomeará advogado para promover a ação penal. 
§ 1º. Considerar-se-á pobre a pessoa que não puder prover às despesas do processo, sem privar-se 
dos recursos indispensáveis ao próprio sustento ou da família. 
§ 2º. Será prova suficiente de pobreza o atestado da autoridade policial em cuja circunscrição residir 
o ofendido. 
Art. 33. Se o ofendido for menor de 18 (dezoito) anos, ou mentalmente enfermo, ou retardado 
mental, e não tiver representante legal, ou colidirem os interesses deste com os daquele, o direito de queixa
poderá ser exercido por curador especial, nomeado, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, pelo 
juiz competente para o processo penal. 
Art. 34. Se o ofendido for menor de 21 (vinte e um) e maior de 18 (dezoito) anos, o direito de queixa
poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal. 
(Artigo revogado tacitamente). 
Art. 35. (Revogado pela Lei nº 9.520, de 27.11.1997). 
Art. 36. Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá PREFERÊNCIA o cônjuge, e, 
em seguida, o parente mais próximo na ordem de enumeração constante do art. 31 (ascendente, 
descendente ou irmão), podendo, entretanto, qualquer delas prosseguir na ação, caso o querelante desista 
da instância ou a abandone. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9520.htm#art1
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Art. 37. As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação 
penal, devendo ser representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou, no 
silêncio destes, pelos seus diretores ou sócios-gerentes. 
Art. 38. SALVO disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, DECAIRÁ NO
DIREITO DE QUEIXA OU DE REPRESENTAÇÃO, se NÃO o exercer dentro do prazo de 6 meses, CONTADO DO
DIA EM QUE VIER A SABER QUEM É O AUTOR DO CRIME, ou, no caso do art. 29 (ação penal privada 
subsidiária da pública), DO DIA EM QUE SE ESGOTAR O PRAZO PARA O OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. 
Parágrafo único. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação, dentro do mesmo 
prazo, nos casos dos arts. 24, parágrafo único §1º, e 31. 
Art. 39. O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com
poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à 
autoridade policial. 
§ 1º. A representação feita oralmente ou por escrito, SEM assinatura devidamente autenticada do 
ofendido, de seu representante legal ou procurador, será reduzida a termo, perante o juiz ou autoridade 
policial, presente o órgão do Ministério Público, quando a este houver sido dirigida. 
§ 2º. A representação conterá todas as informações que possam servir à apuração do fato e da 
autoria. 
§ 3º. Oferecida ou reduzida a termo a representação, a autoridade policial procederá a inquérito, ou, 
não sendo competente, remetê-lo-á à autoridade que o for. 
§ 4º. A representação, quando feita ao juiz ou perante este reduzida a termo, será remetida à 
autoridade policial para que esta proceda a inquérito. 
§ 5º. O órgão do Ministério Público DISPENSARÁ o inquérito, se com a representação forem 
oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no 
prazo de 15 (quinze) dias. 
(Dispensabilidade do IP). 
Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a 
existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários 
ao oferecimento da denúncia. 
Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas
circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a 
classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 
⇾ A denúncia ou queixa conterá: 
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• exposição do fato criminoso – com todas as suas circunstâncias; 
• qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo; 
• classificação do crime; 
• rol de testemunhas (quando necessário). 
A JUSTA CAUSA é exigência legal para o recebimento da denúncia, instauração e processamento da ação 
penal, nos termos do artigo 395, III, do Código de Processo Penal, e consubstancia-se pela somatória de três 
componentes essenciais: TIPICIDADE, PUNIBILIDADE e VIABILIDADE. 
Nota: 
(a) TIPICIDADE (adequação de uma conduta fática a um tipo penal); 
(b) PUNIBILIDADE (além de típica, a conduta precisa ser punível, ou seja, não existir quaisquer das causas 
extintivas da punibilidade); 
e (c) VIABILIDADE (existência de fundados indícios de autoria). 
STF. 1ª Turma. HC 213.745/PR AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 09/05/2022. Mesmo sentido: 
STF. 1ª Turma. HC 129.678/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado 
em 13/06/2017. (Info 869) 
Art. 42. O Ministério Público NÃO PODERÁ DESISTIR DA AÇÃO PENAL. 
↳ Princípio da indisponibilidade da ação penal pública. 
Art. 43. (Revogado pela Lei nº 11.719, de 2008). 
Art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do 
instrumento do mandato o nome do querelante querelado e a menção do fato criminoso, SALVO quando 
tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. 
(Em vez de “querelante”, leia-se “querelado”.) 
Art. 45. A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do ofendido, poderá ser aditada pelo
Ministério Público, a quem caberá intervir em todos os termos subsequentes do processo. 
Art. 46. O PRAZO PARA OFERECIMENTO DA DENÚNCIA, estando o RÉU PRESO, será de 5 (cinco) dias, 
contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15
(quinze) dias, se o réu estiver SOLTO OU AFIANÇADO. No último caso, se houver devolução do inquérito à 
autoridade policial (art. 16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber 
novamente os autos. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art3
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§ 1º. Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o prazo para o oferecimento da 
denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação. 
§ 2º. O prazo para o aditamento da queixa será de 3 (três) dias, contado da data em que o órgão do
Ministério Público receber os autos, e, se este não se pronunciar dentro do tríduo, entender-se-á que não 
tem o que aditar, prosseguindo-se nos demais termos do processo. 
⇾ Prazo para oferecimento da denúncia: 
• RÉU PRESO: 5 dias, contado da data em que o MP receber os autos do IP. 
• RÉU SOLTO OU AFIANÇADO: 15 dias. 
⇾ Prazo p/ aditamento da queixa: 3 dias. 
Obs.: caso o MP não se pronuncie, entender-se-á que não tem o que aditar. 
Art. 47. Se o Ministério Público julgar necessários maiores esclarecimentos e documentos 
complementares ou novos elementos de convicção, deverá requisitá-los, diretamente, de quaisquer 
autoridades ou funcionários que devam ou possam fornecê-los. 
(Ação penal privada). 
Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de TODOS, e o 
Ministério Público velará pela sua INDIVISIBILIDADE. 
↳ Princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 
Art. 49. A RENÚNCIA ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, A
TODOS SE ESTENDERÁ. 
Art. 50. A RENÚNCIA EXPRESSA constará de declaração assinada pelo ofendido, por seu 
representante legal ou procurador com poderes especiais. 
Parágrafo único. A renúncia do representante legal do menor que houver completado 18 (dezoito)
anos não privará este do direito de queixa, nem a renúncia do último excluirá o direito do primeiro. 
(Tacitamente revogado) 
Art. 51. O PERDÃO concedido a um dos querelados aproveitará a TODOS, SEM que produza, todavia, 
efeito em relação ao que o recusar. 
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Art. 52. Se o querelante for menor de 21 e maior de 18 anos, o direito de perdão poderá ser exercido
por ele ou por seu representante legal, mas o perdão concedido por um, havendo oposição do outro, não
produzirá efeito. 
(Artigo tacitamente revogado). 
Art. 53. Se o querelado for mentalmente enfermo ou retardado mental e não tiver representante 
legal, ou colidirem os interesses deste com os do querelado, a aceitação do perdão caberá ao curador que o 
juiz lhe nomear. 
Art. 54. Se o querelado for menor de 21 anos, observar-se-á, quanto à aceitação do perdão, o disposto
no art. 52. 
(Artigo tacitamente revogado). 
Art. 55. O perdão poderá ser aceito por procurador com poderes especiais. 
Art. 56. Aplicar-se-á ao perdão extraprocessual expresso o disposto no art. 50. 
Art. 57. A renúncia tácita e o perdão tácito admitirão todos os meios de prova. 
Art. 58. Concedido o PERDÃO, mediante declaração EXPRESSA nos autos, o querelado será intimado 
a dizer, dentro de 3 (três) dias, se o aceita, devendo, ao mesmo tempo, ser cientificado de que o SEU
SILÊNCIO IMPORTARÁ ACEITAÇÃO. 
Parágrafo único. Aceito o perdão, o juiz julgará EXTINTA A PUNIBILIDADE. 
Art. 59. A aceitação do perdão FORA do processo constará de declaração assinada pelo querelado,
por seu representante legal ou procurador com poderes especiais. 
PEREMPÇÃO (apenas na ação penal privada). 
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante QUEIXA, considerar-se-á PEREMPTA a ação 
penal: 
I - quando, INICIADA esta, o querelante DEIXAR DE PROMOVER O ANDAMENTO DO PROCESSO
durante 30 dias seguidos; 
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II - quando, FALECENDO O QUERELANTE, ou SOBREVINDO SUA INCAPACIDADE, NÃO comparecer em 
juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-
lo, ressalvado o disposto no art. 36; 
III - quando o QUERELANTE DEIXAR DE COMPARECER, SEM motivo justificado, a QUALQUER ATO DO 
PROCESSO A QUE DEVA ESTAR PRESENTE, ou DEIXAR DE FORMULAR O PEDIDO DE CONDENAÇÃO nas 
ALEGAÇÕES FINAIS; 
IV - quando, sendo o querelante PESSOA JURÍDICA, esta SE EXTINGUIR SEM DEIXAR SUCESSOR. 
Art. 61. EM QUALQUER FASE DO PROCESSO, o juiz, se RECONHECER EXTINTA A PUNIBILIDADE, 
deverá declará-lo DE OFÍCIO. 
Parágrafo único. No caso de requerimento do Ministério Público, do querelante ou do réu, o juiz 
mandará autuá-lo em apartado, ouvirá a parte contrária e, se o julgar conveniente, concederá o prazo de 
5 (cinco) dias para a prova, proferindo a decisão dentro de 5 (cinco) dias ou reservando-se para apreciar a
matéria na sentença final. 
Art. 62. No caso de MORTE do acusado, o juiz somente à vista da CERTIDÃO DE ÓBITO, e depois de
ouvido o Ministério Público, declarará EXTINTA A PUNIBILIDADE. 
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Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 96 a 115 
CAPÍTULO II 
DAS GARANTIAS 
Art. 96. A critério da autoridade competente, em cada caso, poderá ser exigida, mediante previsão 
no edital, prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e fornecimentos. 
§ 1º. Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: 
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante 
registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil, e 
avaliados por seus valoreseconômicos, conforme definido pelo Ministério da Economia; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada a operar no 
País pelo Banco Central do Brasil. 
IV - título de capitalização custeado por pagamento único, com resgate pelo valor total. 
(Incluído pela Lei nº 14.770, de 2023) 
§ 2º. Na hipótese de suspensão do contrato por ordem ou inadimplemento da Administração, o 
contratado ficará desobrigado de renovar a garantia ou de endossar a apólice de seguro até a ordem de 
reinício da execução ou o adimplemento pela Administração. 
§ 3º. O edital fixará prazo mínimo de 1 (um) mês, contado da data de homologação da licitação e 
anterior à assinatura do contrato, para a prestação da garantia pelo contratado quando optar pela 
modalidade prevista no inciso II do § 1º. deste artigo. 
Art. 97. O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo 
contratado perante à Administração, inclusive as multas, os prejuízos e as indenizações decorrentes de 
inadimplemento, observadas as seguintes regras nas contratações regidas por esta Lei: 
I - o prazo de vigência da apólice será igual ou superior ao prazo estabelecido no contrato principal e 
deverá acompanhar as modificações referentes à vigência deste mediante a emissão do respectivo endosso 
pela seguradora; 
II - o seguro-garantia continuará em vigor mesmo se o contratado não tiver pago o prêmio nas datas 
convencionadas. 
Parágrafo único. Nos contratos de execução continuada ou de fornecimento contínuo de bens e 
serviços, será permitida a substituição da apólice de seguro-garantia na data de renovação ou de aniversário, 
desde que mantidas as mesmas condições e coberturas da apólice vigente e desde que nenhum período 
fique descoberto, ressalvado o disposto no § 2º do art. 96 desta Lei. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14770.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art96%C2%A72
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Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% (cinco 
por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 10% (dez por 
cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos. 
Parágrafo único. Nas contratações de serviços e fornecimentos contínuos com vigência superior a 1
(um) ano, assim como nas subsequentes prorrogações, será utilizado o valor anual do contrato para definição 
e aplicação dos percentuais previstos no caput deste artigo. 
Art. 99. Nas contratações de obras e serviços de engenharia de grande vulto, poderá ser exigida a 
prestação de garantia, na modalidade seguro-garantia, com cláusula de retomada prevista no art. 102 desta 
Lei, em percentual equivalente a até 30% (trinta por cento) do valor inicial do contrato. 
Art. 100. A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução do 
contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, quando em dinheiro, atualizada 
monetariamente. 
Art. 101. Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela Administração, dos quais o 
contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser acrescido ao valor da garantia. 
Art. 102. Na CONTRATAÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA, o edital poderá exigir a 
prestação da garantia na modalidade seguro-garantia e prever a obrigação de a seguradora, em caso de 
inadimplemento pelo contratado, assumir a execução e concluir o objeto do contrato, hipótese em que: 
I - a seguradora deverá firmar o contrato, inclusive os aditivos, como interveniente anuente e 
poderá: 
a) ter livre acesso às instalações em que for executado o contrato principal; 
b) acompanhar a execução do contrato principal; 
c) ter acesso a auditoria técnica e contábil; 
d) requerer esclarecimentos ao responsável técnico pela obra ou pelo fornecimento; 
II - a emissão de empenho em nome da seguradora, ou a quem ela indicar para a conclusão do 
contrato, será autorizada desde que demonstrada sua regularidade fiscal; 
III - a seguradora poderá subcontratar a conclusão do contrato, total ou parcialmente. 
Parágrafo único. Na hipótese de inadimplemento do contratado, serão observadas as seguintes 
disposições: 
I - caso a seguradora execute e conclua o objeto do contrato, estará isenta da obrigação de pagar a 
importância segurada indicada na apólice; 
II - caso a seguradora não assuma a execução do contrato, pagará a integralidade da importância 
segurada indicada na apólice. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art102
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art102
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CAPÍTULO III 
DA ALOCAÇÃO DE RISCOS 
Art. 103. O contrato poderá identificar os riscos contratuais previstos e presumíveis e prever matriz 
de alocação de riscos, alocando-os entre contratante e contratado, mediante indicação daqueles a serem 
assumidos pelo setor público ou pelo setor privado ou daqueles a serem compartilhados. 
§ 1º. A alocação de riscos de que trata o caput deste artigo considerará, em compatibilidade com as 
obrigações e os encargos atribuídos às partes no contrato, a natureza do risco, o beneficiário das 
prestações a que se vincula e a capacidade de cada setor para melhor gerenciá-lo. 
§ 2º. Os riscos que tenham cobertura oferecida por seguradoras serão preferencialmente transferidos 
ao contratado. 
§ 3º. A alocação dos riscos contratuais será quantificada para fins de projeção dos reflexos de seus 
custos no valor estimado da contratação. 
§ 4º. A matriz de alocação de riscos definirá o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em 
relação a eventos supervenientes e deverá ser observada na solução de eventuais pleitos das partes. 
§ 5º. Sempre que atendidas as condições do contrato e da matriz de alocação de riscos, será 
considerado mantido o equilíbrio econômico-financeiro, renunciando as partes aos pedidos de 
restabelecimento do equilíbrio relacionados aos riscos assumidos, EXCETO no que se refere: 
I - às alterações unilaterais determinadas pela Administração, nas hipóteses do inciso I do caput do art. 
124 desta Lei; 
II - ao aumento ou à redução, por legislação superveniente, dos tributos diretamente pagos pelo 
contratado em decorrência do contrato. 
§ 6º. Na alocação de que trata o caput deste artigo, poderão ser adotados métodos e padrões 
usualmente utilizados por entidades públicas e privadas, e os ministérios e secretarias supervisores dos 
órgãos e das entidades da Administração Pública poderão definir os parâmetros e o detalhamento dos 
procedimentos necessários a sua identificação, alocação e quantificação financeira. 
CAPÍTULO IV 
DAS PRERROGATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO 
Art. 104. O REGIME JURÍDICO DOS CONTRATOS instituído por esta Lei confere à Administração, em 
relação a eles, as prerrogativas de: 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, 
respeitados os direitos do contratado; 
↳ Não há necessidade de anuência do contratado. 
II - extingui-los, unilateralmente, nos casos especificados nesta Lei; 
III - fiscalizar sua execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art124i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art124i
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V - ocupar provisoriamente bens móveis e imóveis e utilizar pessoal e serviçosenergia elétrica, tipificado no art.155, § 3º, do Código Penal, pela vedação 
à analogia “in malam partem”: (...) A conduta investigada, de venda de aparelhos para desbloqueio 
clandestino de sinal de televisão por assinatura, configura, em tese, o crime do art. 183, parágrafo único, da 
Lei nº 9.472/1997. 4. Havendo, em tese, a prática de crime contra as telecomunicações, tipificado na Lei n. 
9.472/1997, está configurada a competência da Justiça Federal, por haver lesão a serviço da União, nos 
termos do art. 21, inciso XII, alínea a, c.c. o art. 109, inciso IV, da Constituição da República. (CC 173.968/SP, 
Rel. Ministra LAURITA VAZ, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2020, DJe 18/12/2020) 
FURTO QUALIFICADO 
§ 4º. A pena é de RECLUSÃO de 2 a 8 anos, e multa, se o crime é cometido: (Qualificadoras). 
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; 
Ex.: cão de guarda pode ser considerado obstáculo. 
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; 
• abuso de confiança é a única qualificadora subjetiva. Famulato é o furto com abuso de confiança. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dead35fa1512ad67301d09326177c42f?categoria=11&subcategoria=106&assunto=261&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dead35fa1512ad67301d09326177c42f?categoria=11&subcategoria=106&assunto=261&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado
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• mediante fraude: Ocorre quando o agente utiliza artifício (fraude material – Ex.: falso uniforme de garçom 
do local para subtrair pertences da mesa de clientes) ou ardil (fraude intelectual – conversa enganosa) para 
enganar a vítima e subtrair seus bens. 
• escalada: é a via anormal de acesso + esforço incomum. Exige exame pericial. 
• destreza: é a especial habilidade física ou manual que permite ao agente subtrair bens sem que a vítima 
perceba o furto. É o chamado “punguista”. 
#NOMENCLATURA: FAMULATO é o furto doméstico, praticado por empregados. 
FURTO MEDIANTE FRAUDE ESTELIONATO 
A fraude busca reduzir/burlar a vigilância da 
vítima para que, em razão dela, não perceba 
que a coisa está sendo subtraída. 
A fraude é usada como forma de obter o 
consentimento da vítima que, iludida, 
entrega voluntariamente o bem ao agente. 
III - com emprego de chave falsa; 
↳ O furto praticado mediante o emprego de chave “mixa” é qualificado (HC 106.095/RS, Informativo do STF 
nº 625). 
O exame pericial torna-se excepcionalmente prescindível à comprovação da qualificadora prevista no inciso 
III, do § 4º, do art. 155 do Código Penal, quando inexistirem vestígios no veículo furtado e houver a apreensão 
de chave falsa em poder do agente. 
STJ. AgRg no HC 876.671-SC, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado 
em 29/4/2024, DJe 3/5/2024. (Ed. Extra nº 21) 
IV - mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas. 
• Súmula nº 442, STJ. É INADMISSÍVEL aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante 
do roubo. 
§ 4º-A. A pena é de RECLUSÃO de 4 a 10 anos e multa, se houver EMPREGO DE EXPLOSIVO ou de 
ARTEFATO ANÁLOGO QUE CAUSE PERIGO COMUM. [Crime hediondo] 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados HEDIONDOS os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: [...] 
IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (art. 155, 
§ 4º-A). 
§ 4º-B. A pena é de RECLUSÃO, de 4 a 8 anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por
meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a 
violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio 
fraudulento análogo. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a RELEVÂNCIA DO RESULTADO GRAVOSO: 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
I - AUMENTA-SE de 1/3 a 2/3, se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora
do território nacional; 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
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(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
II - AUMENTA-SE de 1/3 ao DOBRO, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
§ 5º. A pena é de RECLUSÃO de 3 a 8 anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser 
transportado para outro Estado ou para o exterior. 
• Exige a efetiva transposição de fronteira. 
§ 6º. A pena é de RECLUSÃO de 2 a 5 anos se a subtração for de semovente domesticável de produção, 
ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. 
(Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016) 
• O animal deve estar vivo no momento do abate. Caso contrário, será furto comum. 
§ 7º. A pena é de RECLUSÃO de 4 a 10 anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou 
de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
Furto de coisa comum 
Art. 156. Subtrair o condômino, coerdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem legitimamente a 
detém, a coisa comum: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. 
§ 1º. Somente se procede mediante representação. 
§ 2º. Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a que tem 
direito o agente. 
CAPÍTULO II 
DO ROUBO E DA EXTORSÃO 
• Súmula nº 582, STJ. Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego 
de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e 
recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
Roubo 
Art. 157. Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante GRAVE AMEAÇA OU
VIOLÊNCIA A PESSOA, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: 
[ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência] – roubo próprio com 
violência imprópria. 
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. 
A dívida de corrida de táxi não pode ser considerada coisa alheia móvel para fins de configuração da 
tipicidade dos delitos patrimoniais. (...) Não se pode equiparar “dívida de transporte” com a “coisa alheia 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
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móvel” prevista no tipo do art. 157 do Código Penal, sob pena de violação dos princípios da tipicidade e da 
legalidade estrita, que regem a aplicação da lei penal. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1757543-RS, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 24/09/2019 (Info 658). 
A utilização de simulacro de arma configura a elementar grave ameaça do tipo penal do roubo, subsumindo 
à hipótese legal que veda a substituição da pena. 
STJ. 3ªvinculados ao objeto 
do contrato nas hipóteses de: 
a) risco à prestação de serviços essenciais; 
b) necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, inclusive
após extinção do contrato. 
§ 1º. As CLÁUSULAS ECONÔMICO-FINANCEIRAS E MONETÁRIAS dos contratos NÃO poderão ser
alteradas SEM prévia concordância do contratado. 
§ 2º. Na hipótese prevista no inciso I do caput deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do 
contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. 
CAPÍTULO V 
DA DURAÇÃO DOS CONTRATOS 
Art. 105. A duração dos contratos regidos por esta Lei será a prevista em edital, e deverão ser 
observadas, no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a disponibilidade de créditos 
orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, quando ultrapassar 1 (um) exercício financeiro. 
Parágrafo único. Não serão objeto de cancelamento automático os restos a pagar vinculados a 
contratos de duração plurianual, senão depois de encerrada a vigência destes, nem os vinculados a 
contratos rescindidos, nos casos dos §§ 8º e 9º do art. 90 desta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 14.770, de 2023) 
Art. 106. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 5 (cinco) anos nas hipóteses 
de serviços e fornecimentos contínuos, observadas as seguintes diretrizes: 
I - a autoridade competente do órgão ou entidade contratante deverá atestar a maior vantagem 
econômica vislumbrada em razão da contratação plurianual; 
II - a Administração deverá atestar, no início da contratação e de cada exercício, a existência de 
créditos orçamentários vinculados à contratação e a vantagem em sua manutenção; 
III - a Administração terá a opção de extinguir o contrato, sem ônus, quando não dispuser de créditos 
orçamentários para sua continuidade ou quando entender que o contrato não mais lhe oferece vantagem. 
§ 1º. A extinção mencionada no inciso III do caput deste artigo ocorrerá apenas na próxima data de 
aniversário do contrato e não poderá ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) meses, contado da referida data. 
§ 2º. Aplica-se o disposto neste artigo ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de 
informática. 
Art. 107. Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser prorrogados 
sucessivamente, respeitada a vigência máxima decenal, desde que haja previsão em edital e que a 
autoridade competente ateste que as condições e os preços permanecem vantajosos para a 
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Administração, permitida a negociação com o contratado ou a extinção contratual sem ônus para qualquer 
das partes. 
Art. 108. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 (dez) anos nas hipóteses 
previstas nas alíneas “f” e “g” do inciso IV e nos incisos V, VI, XII e XVI do caput do art. 75 desta Lei. 
Art. 109. A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos contratos em 
que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, desde que comprovada, a cada 
exercício financeiro, a existência de créditos orçamentários vinculados à contratação. 
Art. 110. Na contratação que gere receita e no contrato de eficiência que gere economia para a 
Administração, os prazos serão de: 
I - até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento; 
II - até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento, assim considerados aqueles que 
impliquem a elaboração de benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do 
contratado, que serão revertidas ao patrimônio da Administração Pública ao término do contrato. 
Art. 111. Na contratação que previr a conclusão de escopo predefinido, o prazo de vigência será 
automaticamente prorrogado quando seu objeto não for concluído no período firmado no contrato. 
Parágrafo único. Quando a não conclusão decorrer de culpa do contratado: 
I - o contratado será constituído em mora, aplicáveis a ele as respectivas sanções administrativas; 
II - a Administração poderá optar pela extinção do contrato e, nesse caso, adotará as medidas 
admitidas em lei para a continuidade da execução contratual. 
Art. 112. Os prazos contratuais previstos nesta Lei não excluem nem revogam os prazos contratuais 
previstos em lei especial. 
Art. 113. O contrato firmado sob o regime de fornecimento e prestação de serviço associado terá 
sua vigência máxima definida pela soma do prazo relativo ao fornecimento inicial ou à entrega da obra 
com o prazo relativo ao serviço de operação e manutenção, este limitado a 5 (cinco) anos contados da data
de recebimento do objeto inicial, autorizada a prorrogação na forma do art. 107 desta Lei. 
Art. 114. O contrato que previr a operação continuada de sistemas estruturantes de tecnologia da 
informação poderá ter vigência máxima de 15 (quinze) anos. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art75ivf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art75v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art75xii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art75xvi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art107
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CAPÍTULO VI 
DA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS 
Art. 115. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas 
avençadas e as normas desta Lei, e cada parte responderá pelas consequências de sua inexecução total ou 
parcial. 
§ 1º. É PROIBIDO à Administração retardar imotivadamente a execução de obra ou serviço, ou de 
suas parcelas, inclusive na hipótese de posse do respectivo chefe do Poder Executivo ou de novo titular no 
órgão ou entidade contratante. 
§ 2º. (VETADO). 
§ 3º. (VETADO). 
§ 4º. Nas contratações de obras e serviços de engenharia, sempre que a responsabilidade pelo 
licenciamento ambiental for da Administração, a manifestação prévia ou licença prévia, quando cabíveis, 
deverão ser obtidas antes da divulgação do edital. 
§ 5º. Em caso de impedimento, ordem de paralisação ou suspensão do contrato, o cronograma de 
execução será prorrogado automaticamente pelo tempo correspondente, anotadas tais circunstâncias 
mediante simples apostila. 
§ 6º. Nas contratações de obras, verificada a ocorrência do disposto no § 5º deste artigo por mais de 
1 (um) mês, a Administração deverá divulgar, em sítio eletrônico oficial e em placa a ser afixada em local da 
obra de fácil visualização pelos cidadãos, aviso público de obra paralisada, com o motivo e o responsável pela 
inexecução temporária do objeto do contrato e a data prevista para o reinício da sua execução. 
§ 7º. Os textos com as informações de que trata o § 6º deste artigo deverão ser elaborados pela 
Administração. 
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Leitura da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei nº 4.657/1942) 
Divisão da LINDB: 
• Vigência das normas: artigos 1º e 2º; 
• Obrigatoriedade das normas: artigo 3º; 
• Integração das normas: artigo 4º; 
• Interpretação das normas: artigo 5º; 
• Aplicação da lei no tempo: artigo 6º; 
• Aplicação da lei no espaço: artigos 7º a 19; 
• Normas sobre segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público: artigos 20 a 30. 
VIGÊNCIA DAS NORMAS 
Art. 1º. SALVO disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias
depois de oficialmente publicada. 
↳ Princípio da vigência sincrônica. 
• Publicação: 
↳ indicará o início da vigência; 
↳ tem por finalidade tornar conhecida a lei.• Vacatio legis: período de tempo entre a publicação e a vigência. 
§1º. Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 (três)
meses depois de oficialmente publicada. 
§ 2º. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009). 
§ 3º. Se, ANTES de entrar a lei em vigor, ocorrer NOVA PUBLICAÇÃO de seu texto, destinada a 
CORREÇÃO, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr DA NOVA PUBLICAÇÃO. 
§ 4º. As correções a texto de lei JÁ EM VIGOR consideram-se LEI NOVA. 
• Lei complementar nº 95/1998. 
Art. 8º. A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que 
dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula “entra em vigor na data da sua publicação” para as 
leis de pequena repercussão. 
 A vacatio legis não se aplica aos regulamentos e decretos administrativos, cuja obrigatoriedade dar-se-á 
desde a publicação! 
§ 1º. A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com 
a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente a sua 
consumação integral. 
§ 2º. As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula “esta lei entra em vigor após 
decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial”. 
↳ Dias corridos. 
Obs.: não importa se o último dia é feriado ou final de semana. 
↳ Esse prazo não se interrompe, nem se suspende ou se protrai – a vigência da norma se dá naquele dia, 
independentemente de ser dia útil ou não. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12036.htm#art4
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Obs.: via de regra, os atos administrativos em geral (decretos, resoluções, regulamentos, portarias etc.) 
entram em vigor na data de sua publicação, SALVO disposição em contrário. 
• Durante o período de vacatio, a lei já existe, mas ela ainda não tem vigência. 
• Para esta lei que já existe, mas está cumprindo o período de vacatio, para que ela seja alterada/modificada, 
só através de lei nova, mas se for para corrigir erros materiais, basta republicá-la e o período de vacatio 
recomeça. 
Art. 2º. NÃO se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou
revogue. 
↳ Princípio da continuidade das leis – eficácia contínua. 
⇾ Exceções ao princípio da continuidade: 
• leis temporárias: possuem prazo de validade. 
• leis excepcionais ou circunstanciais: vigem enquanto durar uma determinada situação. 
§ 1º. A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare (revogação expressa/direta –
forma preferencial), quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que 
tratava a lei anterior (revogação tácita/indireta/oblíqua). 
⇾ Revogação: 
• Total: Ab-rogação. 
• Parcial: derrogação. 
REVOGAÇÃO 
QUANTO À FORMA DE SUA EXECUÇÃO 
• Expressa (direta): quando expressamente o 
declare. 
• Tácita (indireta): 
↳ quando seja com esta incompatível; ou 
↳ quando regule inteiramente a matéria. 
QUANTO À SUA EXTENSÃO • Parcial (derrogação); 
• Total (ab-rogação). 
• O art. 9º da LC nº 95/98, com a redação da LC nº 107/01, estabelece que "a cláusula de revogação deverá 
enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas". 
§ 2º. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par (ao lado) das já existentes, não 
revoga nem modifica a lei anterior. 
• relacionado ao tempo de duração da Lei.Vigência
• relacionado à força vinculante.Vigor
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 Se as duas leis forem compatíveis e complementares, ambas continuam produzindo seus efeitos. 
 Estabelecer disposições gerais é diferente de regular inteiramente a matéria! 
§ 3º. SALVO disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido 
a vigência. 
• Vedação da repristinação automática. A repristinação só acontece de forma EXPRESSA, nunca automática 
ou tácita. 
• Ultratividade: é a possibilidade de produção de efeitos por uma lei que já foi revogada. 
↳ Aplicar a lei da época em que o fato ocorreu. 
OBRIGATORIEDADE DA NORMA 
Art. 3º. Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. 
ANTINOMIAS 
ANTINOMIA JURÍDICA (lacunas de conflito): quando duas normas conflitantes existirem sem 
que se possa saber qual delas deverá ser utilizada no caso concreto. 
↳ Obriga o juiz a utilizar os critérios de preenchimento das lacunas. 
↳ São necessários 3 requisitos: 
a) normas incompatíveis; 
b) indecisão por conta da incompatibilidade; e 
c) necessidade de decisão. 
ANTINOMIA REAL • O caso não pode ser solucionado, respeitando-se ambas 
as normas conflitantes. 
↳ A solução é dada pelo intérprete, que deve excluir uma 
das normas do sistema, já que não é possível o 
cumprimento simultâneo das duas normas e não há como 
utilizar os critérios previstos na LINDB para resolução da 
antinomia. 
ANTINOMIA APARENTE • O caso pode ser solucionado respeitando-se ambas as 
normas ⇾ resolução de maneira sistêmica. 
Antinomia
Real
Aparente
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As antinomias podem ser classificadas de acordo com o grau 
– considerando se o conflito entre duas normas exige o 
recurso a mais de um critério de resolução de antinomias. 
⇾ Antinomia de 1º grau: utiliza apenas um dos critérios. 
↳ Antinomia aparente – a solução será obtida utilizando um 
dos critérios. 
⇾ Antinomia de 2º grau: utiliza pelo menos dois critérios. 
↳ Critérios de resolução: 
Podem ser utilizados 3 critérios: cronológico, da 
especialidade e o hierárquico. 
• Norma posterior x norma anterior: prevalecerá a norma 
posterior, pelo critério cronológico. 
• Norma especial x norma geral: prevalecerá a especial, 
pelo critério da especialidade. 
• Norma superior x norma inferior: prevalecerá a superior, 
pelo critério hierárquico. 
↳ Conflitos entre as antinomias de 2º grau: 
• Critério da especialidade x Critério cronológico: conflito 
entre uma norma especial anterior e uma norma geral 
posterior ⇾ prevalecerá o critério da especialidade. 
• Critério hierárquico x Critério da especialidade: conflito 
entre uma norma geral superior e outra norma especial 
inferior ⇾ não há consenso na doutrina. 
Nesse caso, não é possível solucionar o conflito pela 
dificuldade em se averiguar qual a norma predominante. A 
antinomia será solucionada através dos meios destinados a 
suprir as lacunas da lei (arts. 4º e 5º da LINDB). 
INTEGRAÇÃO DA NORMA 
Art. 4º. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de direito. (Ordem hierárquica e preferencial). 
• ANALOGIA: é o preenchimento da lacuna na lei por meio da comparação. Logo, se uma lei não prevê 
determinado caso específico, busca-se em outra lei a hipótese que preencha o buraco existente. 
• COSTUMES: são os usos reiterados realizados por uma comunidade. No entanto, não basta que seja uma 
prática comum. Ela deve ser longa, por todos realizada, pública e reiterada, devendo haver uma crença geral 
em sua obrigatoriedade jurídica (apesar de não ser norma tipificada). 
• PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO: são regras universalmente aceitas mas que não necessariamente estão 
positivadas. Os princípios gerais de Direito auxiliam no momento de elaboração da norma e orientam a 
aplicação do ordenamento jurídico. 
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Obs.: A EQUIDADE não é meio de integração da norma previsto na LINDB. No entanto, pode ser utilizada em 
ramos específicos do Direitoou pode haver admissão de sua aplicação em casos particulares. Logo, a 
equidade só pode ser aplicada quando houver previsão em lei. 
INTERPRETAÇÃO DA NORMA 
Art. 5º. Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem 
comum. 
↳ Interpretação sociológica ou teleológica. 
A interpretação das normas é diferente da integração. Pela integração, ou colmatação, a lacuna de uma lei é 
preenchida. Pela interpretação, busca-se o alcance e o sentido de uma lei. 
APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO 
Art. 6º. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada. 
§ 1º. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se 
efetuou. 
§ 2º. Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer,
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a
arbítrio de outrem. 
§ 3º. Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. 
APLICAÇÃO DA LEI NO ESPAÇO 
Art. 7º. A lei do país em que DOMICILIADA a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da 
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. 
• O Brasil adotou a teoria da territorialidade moderada/mitigada, uma vez que no espaço territorial 
brasileiro aplica-se a lei brasileira em respeito à soberania nacional. 
§ 1º. Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos IMPEDIMENTOS 
dirimentes e às FORMALIDADES DA CELEBRAÇÃO. 
§ 2º. O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou 
consulares do país de ambos os nubentes. 
§ 3º. Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do 
PRIMEIRO domicílio conjugal. 
§ 4º. O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes 
domicílio, e, se este for diverso, a do PRIMEIRO domicílio conjugal. 
§ 5º. O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu 
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do 
regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente 
registro. 
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§ 6º. O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será 
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, SALVO se houver sido antecedida de 
separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as 
condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Superior Tribunal de Justiça, na 
forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já proferidas 
em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a 
produzir todos os efeitos legais. 
• STJ: Com a EC nº 66/10, que instituiu o divórcio direto, a homologação de sentença estrangeira de divórcio 
p/ alcançar eficácia plena e imediata não mais depende de decurso de prazo, seja de 1 ou 3 anos, bastando 
a observância das condições gerais estabelecidas na LINDB e no regimento interno do STJ. 
§ 7º. SALVO o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos 
filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. 
§ 8º. Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou 
naquele em que se encontre. 
Art. 8º. Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em 
que ESTIVEREM SITUADOS. 
§ 1º. Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o PROPRIETÁRIO, quanto aos bens MÓVEIS que 
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. 
§ 2º. O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada. 
Art. 9º. Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. 
§ 1º. Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta 
observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. 
§ 2º. A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o
PROPONENTE. 
Art. 10. A SUCESSÃO por MORTE ou por AUSÊNCIA obedece à lei do país em que DOMICILIADO o 
defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 
§ 1º. A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em 
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais 
favorável a lei pessoal do de cujus. 
§ 2º. A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. 
Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, 
obedecem à lei do Estado em que se constituírem. 
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§ 1º. Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os 
atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. 
§ 2º. Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham 
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou 
susceptíveis de desapropriação. 
§ 3º. Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos 
representantes diplomáticos ou dos agentes consulares. 
Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação. 
§ 1º. Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a IMÓVEIS situados 
no Brasil. (Competência exclusiva). 
§ 2º. A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma 
estabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente, 
observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências. 
Art. 13. A PROVA dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto 
ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira 
desconheça. 
Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da 
vigência. 
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes 
REQUISITOS: 
a) haver sido proferida por juiz competente; 
b) terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; 
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução NO LUGAR
EM QUE FOI PROFERIDA; 
d) estar traduzida por intérprete autorizado; 
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
* Vide art. 105, I, i, CF/88. 
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009). 
Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-
á em vista a disposição desta, SEM considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12036.htm#art4
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• A Teoria do Retorno (reenvio ou devolução) é uma forma de interpretação de normas do Direito 
Internacional Privado, em que há a substituiçãoda lei nacional pela lei estrangeira. Despreza-se a ordenação 
nacional, dando preferência ao ordenamento jurídico estrangeiro. 
Nesse sentido, o art. 16, LINDB proíbe o juiz nacional de aplicar o retorno, cabendo apenas a aplicação do 
Direito Internacional Privado brasileiro para determinar o direito material cabível. 
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não 
terão eficácia no Brasil, quando OFENDEREM a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. 
Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes 
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, INCLUSIVE o registro de nascimento 
e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. 
§ 1º. As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o 
divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os 
requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as disposições relativas 
à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada 
pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento. 
§ 2º. É INDISPENSÁVEL a assistência de advogado, devidamente constituído, que se dará mediante a 
subscrição de petição, juntamente com ambas as partes, ou com apenas uma delas, caso a outra constitua 
advogado próprio, não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da escritura pública. 
Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e celebrados pelos cônsules 
brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam todos os 
requisitos legais. 
Parágrafo único. No caso em que a celebração desses atos tiver sido recusada pelas autoridades 
consulares, com fundamento no artigo 18 do mesmo Decreto-lei, ao interessado é facultado renovar o 
pedido dentro em 90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei. 
NORMAS SOBRE SEGURANÇA JURÍDICA E EFICIÊNCIA NA CRIAÇÃO E NA APLICAÇÃO DO DIREITO PÚBLICO. 
Art. 20. Nas esferas ADMINISTRATIVA, CONTROLADORA E JUDICIAL, NÃO se decidirá com base em 
valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS da decisão. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
• Análise econômica do Direito. 
• Responsabilidade decisória do Estado. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del4657.htm
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida imposta ou da 
invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, inclusive em face das possíveis 
alternativas. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 21. A decisão que, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, decretar a INVALIDAÇÃO
de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa DEVERÁ INDICAR DE MODO EXPRESSO suas 
consequências JURÍDICAS e ADMINISTRATIVAS. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput deste artigo deverá, quando for o caso, indicar as 
condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses 
gerais, NÃO se podendo impor aos sujeitos atingidos ônus ou perdas que, em função das peculiaridades 
do caso, sejam anormais ou excessivos. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 22. Na interpretação de normas sobre GESTÃO PÚBLICA, serão considerados os OBSTÁCULOS e 
as DIFICULDADES REAIS DO GESTOR e as EXIGÊNCIAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS A SEU CARGO, sem prejuízo 
dos direitos dos administrados. (Primado da realidade). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 1º. Em decisão sobre REGULARIDADE DE CONDUTA ou VALIDADE DE ATO, CONTRATO, AJUSTE, 
PROCESSO OU NORMA ADMINISTRATIVA, serão consideradas as CIRCUNSTÂNCIAS PRÁTICAS que
HOUVEREM IMPOSTO, LIMITADO OU CONDICIONADO A AÇÃO DO AGENTE. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 2º. Na aplicação de SANÇÕES, serão consideradas a NATUREZA e a GRAVIDADE DA INFRAÇÃO 
cometida, os DANOS que dela provierem para a Administração Pública, as CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
ou ATENUANTES e os ANTECEDENTES DO AGENTE. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 3º. As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das demais sanções de
mesma natureza e relativas ao mesmo fato. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 23. A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer interpretação ou 
orientação NOVA sobre norma de CONTEÚDO INDETERMINADO, impondo NOVO DEVER OU NOVO 
CONDICIONAMENTO DE DIREITO, deverá prever REGIME DE TRANSIÇÃO quando INDISPENSÁVEL para que 
o novo dever ou condicionamento de direito seja cumprido de modo proporcional, equânime e eficiente e 
sem prejuízo aos interesses gerais. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
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http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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Obs.: o regime de transição não é obrigatório, apenas deverá ser implementado quando INDISPENSÁVEL. 
Parágrafo único. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 24. A REVISÃO, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à VALIDADE de ato, 
contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em 
conta as orientações gerais da época, sendo VEDADO que, com base em mudança posterior de orientação 
geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Parágrafo único. Consideram-se ORIENTAÇÕES GERAIS as interpretações e especificações contidas 
em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial ou administrativa majoritária, e ainda as 
adotadas por prática administrativa reiterada e de amplo conhecimento público. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 25. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na aplicação do 
direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade administrativa poderá, após oitiva 
do órgão jurídico e, quando for o caso, após realização de consulta pública, e presentes razões de relevante 
interesse geral, celebrar COMPROMISSO com os interessados, observada a legislação aplicável, o qual só 
produzirá efeitos A PARTIR DE SUA PUBLICAÇÃO OFICIAL. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 1º. O compromisso referido no caput deste artigo: 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com os interesses gerais; 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
II - (VETADO); 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento de direito 
reconhecidos por orientação geral; 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
IV - deverá prever com clareza as obrigaçõesdas partes, o prazo para seu cumprimento e as sanções 
aplicáveis em caso de descumprimento. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 2º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
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http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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Art. 27. A decisão do processo, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, PODERÁ impor 
compensação por benefícios indevidos ou prejuízos anormais ou injustos resultantes do processo ou da 
conduta dos envolvidos. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 1º. A decisão sobre a compensação será motivada, ouvidas previamente as partes sobre seu 
cabimento, sua forma e, se for o caso, seu valor. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 2º. Para prevenir ou regular a compensação, poderá ser celebrado compromisso processual entre 
os envolvidos. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 28. O agente público responderá PESSOALMENTE por suas decisões ou opiniões técnicas em 
caso de DOLO ou ERRO GROSSEIRO. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Obs.: não responde em qualquer caso, apenas se houver dolo ou erro grosseiro. 
§ 1º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 2º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 3º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 29. Em qualquer órgão ou Poder, a edição de atos normativos por autoridade administrativa, 
SALVO OS DE MERA ORGANIZAÇÃO INTERNA, PODERÁ ser precedida de consulta pública para
manifestação de interessados, preferencialmente por meio eletrônico, a qual será considerada na decisão. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
• Único que entrou em vigor após decorridos 180 dias da publicação oficial. 
§ 1º. A convocação conterá a minuta do ato normativo e fixará o prazo e demais condições da 
consulta pública, observadas as normas legais e regulamentares específicas, se houver. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
§ 2º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação das
normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas administrativas e respostas a consultas. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018). 
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http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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Parágrafo único. Os instrumentos previstos no caput deste artigo terão caráter vinculante em relação 
ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior revisão. 
(Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
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http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13655.htm#art1
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TERÇA-FEIRA 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 267 a 285 
CAPÍTULO III 
DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA 
Epidemia 
Art. 267. Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos: 
↳ Propagação de doença humana! Se atingir animais ou plantas, haverá a aplicação da Lei nº 9605/98)
Pena - RECLUSÃO, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos. 
§ 1º. Se do fato resulta MORTE, a pena é aplicada EM DOBRO. [Epidemia com resultado morte: crime 
hediondo + admite prisão temporária] 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1º). 
§ 2º. No caso de CULPA, a pena é de detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, ou, se resulta MORTE, de 2
(dois) a 4 (quatro) anos. 
Infração de medida sanitária preventiva 
Art. 268. Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de 
doença contagiosa: 
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, e multa. 
Parágrafo único. A pena é AUMENTADA de 1/3, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce 
a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro. 
 
Omissão de notificação de doença 
Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é 
compulsória: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 
Envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal 
Art. 270. Envenenar água potável, de uso comum ou particular, ou substância alimentícia ou medicinal 
destinada a consumo: 
Pena - RECLUSÃO, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos. 
§ 1º. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito, para o fim de ser 
distribuída, a água ou a substância envenenada. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
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Modalidade culposa 
§ 2º. Se o crime é CULPOSO: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
 
Corrupção ou poluição de água potável 
Art. 271. Corromper ou poluir água potável, de uso comum ou particular, tornando-a imprópria para 
consumo ou nociva à saúde: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 
Modalidade culposa 
Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. 
Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios 
 
Art. 272. Corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a 
consumo, tornando-o nociva à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: 
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 1º. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas, 
com ou sem teor alcoólico. 
§ 1º-A. Incorre nas penas deste artigo quem fabrica, vende, expõe à venda, importa, tem em depósito 
para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto 
falsificado, corrompido ou adulterado. 
Modalidade culposa§ 2º. Se o crime é CULPOSO: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
 
Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou
medicinais [crime hediondo] 
 Não admite prisão temporária 
Art. 273. Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou 
medicinais: 
Pena - RECLUSÃO, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou 
medicinais (art. 273, caput e § 1º, § 1º-A e § 1º-B, com a redação dada pela Lei nº 9.677, de 2 de julho de 
1998). 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm
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Se o agente criou farmácia de fachada para vender produtos falsificados destinados a fins terapêuticos ou 
medicinais, ele deverá responder pelo delito do art. 273 do CP (e não por este crime em concurso com tráfico 
de drogas), ainda que fique demonstrado que ele também mantinha em depósito e vendia alguns 
medicamentos e substâncias consideradas psicotrópicas no Brasil por estarem na Portaria SVS/MS nº 
344/1998. Assim, mesmo tendo sido encontradas algumas substâncias que podem ser classificadas como 
droga, o crime do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 ficará absorvido pelo delito do art. 273 do CP, que possui 
maior abrangência. Aplica-se aqui o princípio da consunção. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1537773-SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, 
julgado em 16/8/2016 (Info 590). 
§ 1º. Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender 
ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou 
alterado. 
Para a configuração do crime previsto no art. 273, §§ 1º e 1º B, I, não se exige perícia, bastando a ausência 
de registro na ANVISA, obrigatório na hipótese de insumos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
STJ. 5ª Turma. HC 177972-BA, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 28/8/2012.
§ 1º-A. Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as matérias-primas, 
os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em diagnóstico. 
§ 1º-B. Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos 
em qualquer das seguintes condições: 
I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente; 
II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior; 
III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização; 
IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade; 
V - de procedência ignorada; 
VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. 
• Info 1011, STF – Inconstitucionalidade do preceito secundário do art. 273, §1º-B, CP. Como o Poder 
Judiciário não pode legislar, haverá a repristinação da pena prevista antes da Lei nº 9677/98): 1 a 3 anos. 
Modalidade culposa 
§ 2º. Se o crime é CULPOSO: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
 
Emprego de processo proibido ou de substância não permitida 
Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, 
matéria corante, substância aromática, antisséptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente 
permitida pela legislação sanitária: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
 
 
Invólucro ou recipiente com falsa indicação 
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Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a 
existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que 
a mencionada: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
 
Produto ou substância nas condições dos dois artigos anteriores 
Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a 
consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275. 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
 
Substância destinada à falsificação 
Art. 277. Vender, expor à venda, ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de 
produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
Outras substâncias nocivas à saúde pública 
Art. 278. Fabricar, vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar 
a consumo coisa ou substância nociva à saúde, ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
 Modalidade culposa 
Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. 
 
Substância avariada 
Art. 279. (Revogado pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990). 
 
Medicamento em desacordo com receita médica 
Art. 280. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, OU multa. 
Modalidade culposa 
Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. 
 
Comércio, posse ou uso de entorpecente ou substância que determine a dependência física ou psíquica 
Art. 281. (Revogado pela Lei nº 6.368, 1976). 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8137.htm#art23
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6368.htm#art46
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Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica 
Art. 282. Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem 
autorização legal ou excedendo-lhe os limites: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
Parágrafo único. Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa. 
⇾ STJ (juris em tese): Quando o agente, no exercício regular da medicina, prescreve substância caracterizada 
como droga, resta configurado o crime do art. 282 em concurso formal com o art. 33, caput, Lei nº 11.343/06. 
⇾ Já caiu em prova CESPE: Indivíduo se passa por médico em rede municipal de saúde para furtar 
medicamentos: responde pelo crime do art. 282 + crime de furto. Por não ser efetivamente funcionário 
público, não há peculato furto. 
Charlatanismo 
Art. 283. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
Curandeirismo 
Art. 284. Exercer o curandeirismo: 
I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; 
II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; 
III - fazendo diagnósticos. 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
Parágrafo único. Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa. 
Forma qualificada 
Art. 285. Aplica-se o disposto no art. 258 aos crimes previstos neste Capítulo, SALVO quanto ao 
definido no art. 267. 
CONDUTA RESULTADO CONSEQUÊNCIA 
Dolosa Lesão grave Acréscimode metade 
Dolosa Morte Pena em dobro 
Culposa Lesão (qualquer tipo) Acréscimo de metade 
Culposa Morte Pena do homicídio culposo + 1/3 
Em relação ao crime de epidemia (art. 267, CP), se aplica o seguinte regramento: 
CONDUTA RESULTADO CONSEQUÊNCIA 
Dolosa Morte Pena em dobro. 
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Culposa Pena: detenção, de 1 a 2 anos. 
Culposa Morte Pena: detenção, de 2 a 4 anos. 
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Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 69 a 91 
TÍTULO V 
DA COMPETÊNCIA 
Art. 69. Determinará a COMPETÊNCIA JURISDICIONAL:
I - o lugar da infração; 
II - o domicílio ou residência do réu; 
III - a natureza da infração; 
IV - a distribuição; 
V - a conexão ou continência; 
VI - a prevenção; 
VII - a prerrogativa de função. 
DETERMINARÁ A COMPETÊNCIA 
JURISDICIONAL 
• o lugar da infração; 
• o domicílio ou residência do réu; 
• a natureza da infração; 
• a distribuição; 
• a conexão ou continência; 
• a prevenção; 
• a prerrogativa de função. 
CAPÍTULO I 
DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO 
SÚMULAS ACERCA DO TEMA 
• Súmula vinculante nº 36. Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil 
denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de 
falsificação da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de 
Amador (CHA), ainda que expedidas pela Marinha do Brasil. 
• Súmula Vinculante nº 45/ Súmula nº 721, STF. A competência constitucional do Tribunal 
do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela
Constituição estadual. 
• Súmula nº 498, STF. Compete à Justiça dos Estados, em ambas as instâncias, o processo e 
o julgamento dos crimes contra a economia popular. 
• Súmula nº 522, STF. SALVO ocorrência de tráfico para o exterior, quando, então, a 
competência será da justiça federal, compete à justiça dos estados o processo e julgamento 
dos crimes relativos a entorpecentes. 
• Súmula nº 603, STF. A competência para o processo e julgamento de LATROCÍNIO é do 
Juiz singular e não do Tribunal do Júri. 
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• Súmula nº 38, STJ. Compete a Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de 
1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, 
serviços ou interesse da União ou de suas entidades. 
• Súmula nº 42, STJ. Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis 
em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
• Súmula nº 48, STJ. Compete ao juízo do local da obtenção da VANTAGEM ilícita processar 
e julgar crime de estelionato cometido mediante FALSIFICAÇÃO de cheque. 
• Súmula nº 53, STJ. Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de 
prática de crime contra instituições militares estaduais. 
↳ A Justiça Militar estadual não tem competência para processar e julgar civis. Nos termos do 
art. 125, § 4º, da CF/88, a Justiça Militar Estadual é competente para processar e julgar os 
crimes militares praticados apenas pelos militares estaduais. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 53-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
. 
• Súmula nº 73, STJ. A utilização de papel moeda GROSSEIRAMENTE FALSIFICADO configura, 
em tese, o crime de estelionato, da competência da Justiça Estadual. 
• Súmula nº 78, STJ. Compete à Justiça Militar processar e julgar policial de corporação 
estadual, ainda que o delito tenha sido praticado em outra unidade federativa. 
• Súmula nº 104, STJ. Compete a Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de 
falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino. 
• Súmula nº 107, STJ. Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de 
estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições 
previdenciárias, quando não ocorrente lesão à autarquia federal. 
• Súmula nº 122, STJ. Compete a Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos 
crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, 
"a", do Código de Processo Penal. 
• Súmula nº 140, STJ. Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o 
indígena figure como autor ou vítima. 
• Súmula nº 147, STJ. Compete a Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados 
contra funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da função. 
• Súmula nº 151, STJ. A competência para o processo e julgamento por crime de 
contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do Juízo Federal do lugar da 
apreensão dos bens. 
• Súmula nº 165, STJ. Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso 
testemunho cometido no processo trabalhista. 
• Súmula nº 200, STJ. O juízo federal competente para processar e julgar acusado de crime 
de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. 
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• Súmula nº 208, STJ. Compete a Justiça Federal processar e julgar Prefeito Municipal por 
desvio de verba sujeita a prestação de contas perante órgão federal. 
• Súmula nº 209, STJ. Compete a Justiça Estadual processar e julgar Prefeito por desvio de 
verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal. 
• Súmula nº 376, STJ. Compete a Turma Recursal processar e julgar o mandado de segurança 
contra ato de Juizado Especial. 
• Súmula nº 546, STJ. A competência para processar e julgar o crime de uso de documento 
falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento
público, não importando a qualificação do órgão expedidor. 
Na hipótese de importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio 
do endereço aposto na correspondência, a Súmula 528/STJ deva ser flexibilizada para se fixar a 
competência no JUÍZO DO LOCAL DE DESTINO DA DROGA, em favor da facilitação da fase investigativa, da 
busca da verdade e da duração razoável do processo. 
STJ. 3ª Seção. CC 177.882-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 26/05/2021 (Info 698). 
Obs.: em 25/02/2022, após o julgamento acima, o STJ decidiu cancelar formalmente a Súmula 528. 
Portanto, a Súmula 528 do STJ está formalmente cancelada. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 528-STJSTJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Caso a apreensão de produtos contrabandeados ou que foram objeto de descaminho por pessoas físicas 
domiciliadas em local certo, em contexto de remessa postal ou de serviço de transporte assemelhado, 
ocorra em local que não tem relação com o momento da internalização dos produtos ou com as atividades 
habituais do acusado, a tramitação do feito pode ocorrer no seu domicílio. 
STJ. CC 203.031-DF, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 
20/6/2024, DJe 24/6/2024. (Ed. Extra n° 21). 
Trata-se de flexibilização da Súmula 151 para fins de conveniência probatória e celeridade processual. 
Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo LUGAR EM QUE SE CONSUMAR A
INFRAÇÃO, ou, no caso de tentativa, pelo lugar emque for praticado o último ato de execução. 
§ 1º. Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência 
será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução. 
§ 2º. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o 
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado. 
§ 3º. Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição 
por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-
se-á pela prevenção. 
§ 4º. Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/20c86a628232a67e7bd46f76fba7ce12
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/20c86a628232a67e7bd46f76fba7ce12
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art171
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fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a 
competência será definida pelo LOCAL DO DOMICÍLIO DA VÍTIMA, e, em caso de pluralidade de vítimas, a 
competência firmar-se-á pela prevenção. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
O novo § 4º do art. 70 do CPP, que trata sobre a competência para julgar o crime de estelionato, aplica-se 
imediatamente aos inquéritos policiais que estavam em curso quando entrou em vigor a Lei nº 
14.155/2021 
Nos crimes de estelionato, quando praticados mediante depósito, por emissão de cheques sem suficiente 
provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou por meio da transferência de 
valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, em razão da superveniência de Lei nº 
14.155/2021, ainda que os fatos tenham sido anteriores à nova lei. 
STJ. 3ª Seção. CC 180832-RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 25/08/2021 (Info 706). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O novo § 4º do art. 70 do CPP, que trata sobre a competência para julgar 
o crime de estelionato, aplica-se imediatamente aos inquéritos policiais que estavam em curso quando 
entrou em vigor a Lei nº 14.155/2021. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Art. 71. Tratando-se de INFRAÇÃO CONTINUADA OU PERMANENTE, praticada em território de DUAS
OU MAIS JURISDIÇÕES, a competência firmar-se-á pela PREVENÇÃO. 
• Súmula nº 706, STF. É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por 
prevenção. 
CAPÍTULO II 
DA COMPETÊNCIA PELO DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU 
Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência do réu. 
§ 1º. Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
§ 2º. Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juiz que
primeiro tomar conhecimento do fato. 
Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da 
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. 
COMPETÊNCIA PELO DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art2
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a2eab75e37ee14b3ed50bb2b74036617
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Não sendo conhecido o lugar da infração • domicílio ou residência do réu. 
Se o réu tiver mais de uma residência • a competência firmar-se-á pela prevenção. 
Se o réu não tiver residência física ou for 
ignorado o seu paradeiro 
• será competente o juiz que primeiro tomar 
conhecimento do fato. 
Nos casos de exclusiva ação privada - o querelante poderá preferir: 
• foro de domicílio ou residência do réu 
↳ ainda quando conhecido o lugar da 
infração. 
CAPÍTULO III 
DA COMPETÊNCIA PELA NATUREZA DA INFRAÇÃO 
Art. 74. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de organização judiciária, 
SALVO a competência privativa do Tribunal do Júri. 
Art. 5º, XXXVIII, CF - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
• Súmula Vinculante nº 45. A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por 
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual. 
§ 1º. Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. 121, §§ 1º e 2º, 122, 
parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal, CONSUMADOS OU TENTADOS. 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
• Art. 121 (Homicídio simples). 
↳ §1º: caso de diminuição de pena (crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o 
domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima). 
↳ §2º: homicídio qualificado. 
• Art. 122 (Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação). 
• Art. 123 (Infanticídio). 
• Art. 124 (Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento). 
• Art. 125 (Aborto provocado por terceiro - sem o consentimento da gestante). 
• Art. 126 (Aborto provocado por terceiro - com o consentimento da gestante). 
• Art. 127 (forma qualificada). 
• Súmula nº 603, STF. A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do juiz singular e não do 
Tribunal do Júri. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art121%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art122p
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art122p
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art123
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art124
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art125
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art126
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art127
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L263.htm#art2
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§ 2º. Se, iniciado o processo perante um juiz, houver DESCLASSIFICAÇÃO para infração da 
competência de outro, a este será remetido o processo, SALVO se mais graduada for a jurisdição do primeiro,
que, em tal caso, terá sua competência prorrogada. 
§ 3º. Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à competência de juiz 
singular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do 
Júri, a seu presidente caberá proferir a sentença (art. 492, § 2º). 
* Com o advento da Reforma Processual Penal em 2008, a remissão ao art. 410 deve ser feita ao 419. 
Art. 419, CPP. Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de crime diverso 
dos referidos no § 1º do art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento, remeterá os autos ao 
juiz que o seja. 
Parágrafo único. Remetidos os autos do processo a outro juiz, à disposição deste ficará o acusado preso. 
Art. 492, § 2º, CPP. Em caso de desclassificação, o crime conexo que não seja doloso contra a vida será 
julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, aplicando-se, no que couber, o dispostono § 1º deste 
artigo. 
CAPÍTULO IV 
DA COMPETÊNCIA POR DISTRIBUIÇÃO 
Art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição
judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente. 
Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou da decretação de 
prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa prevenirá a da ação penal. 
CAPÍTULO V 
DA COMPETÊNCIA POR CONEXÃO OU CONTINÊNCIA 
• Súmula nº 704, STF. Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a 
atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos 
denunciados. 
Art. 76. A competência será determinada pela CONEXÃO: 
I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias 
pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias 
pessoas, umas contra as outras; 
II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para 
conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas; 
III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na 
prova de outra infração. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art74%C2%A71
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A CONEXÃO é a interligação entre duas ou mais infrações, que devem ser julgadas em um só processo. 
Modalidades: 
1) Intersubjetiva: exige, além da ocorrência de duas ou mais infrações, que estas tenham sido praticadas por 
duas ou mais pessoas. 
• Por simultaneidade: vínculo entre as infrações pela similitude de tempo e espaço, permitindo a oferta de 
denúncia única, imputando cada crime ao respectivo responsável. 
• Concursal: agentes em concurso, abarcando todos os delitos praticados. 
• Por reciprocidade: dois ou mais delitos, praticados por duas ou mais pessoas, que investem uma contra as 
outras. 
2) Teleológica: é praticada infração para facilitar, ocultar, conseguir impunidade ou vantagem em relação a 
outra. 
3) Probatória ou instrumental: influência direta que a prova de uma infração exerce na demonstração de 
outro delito. OBS.: não há exigência de relação de tempo e espaço entre os 2 crimes, sendo suficiente que a 
prova de um crime influencie na de outro. 
Art. 77. A competência será determinada pela CONTINÊNCIA quando: 
I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração; 
II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53, segunda parte, e 54 do 
Código Penal. 
* Corresponde atualmente aos arts. 70, 73 e 74, CP. 
A CONTINÊNCIA é a reunião no mesmo processo de duas ou mais pessoas que concorreram para a realização 
de delito único, ou quando duas ou mais infrações são praticadas através de uma só conduta. 
⇾ Modalidades: 
• Cumulação subjetiva: há um só delito, praticado por duas ou mais pessoas, a serem julgadas em conjunto. 
• Cumulação objetiva: existe uma só conduta, que provoca dois ou mais resultados lesivos, configurando 
concurso formal de delitos, que serão reunidos em um só processo. 
A continência por cumulação objetiva ocorre nas hipóteses de concurso formal de crimes (art. 70 CP), 
aberratio ictus (art. 73, CP) e aberratio criminis (art. 74 CP). 
• Concurso formal: com uma conduta o agente pratica mais de um crime; 
• Aberratio ictus: ocorre a continência por erro na execução, quando, por exemplo, o agente mira na pessoa 
desejada e mata outra, além da desejada. 
• Aberratio criminis: quando o agente atinge bem jurídico diverso do pretendido, além do pretendido. 
Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes 
regras: 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L263.htm#art3
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I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a 
competência do júri; 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
II - no concurso de jurisdições da mesma categoria: 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena MAIS GRAVE; 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
• Súmula nº 122, STJ. Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de 
competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, a, do Código de Processo Penal. 
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas 
penas forem de igual gravidade; 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
c) firmar-se-á a competência pela PREVENÇÃO, nos outros casos; 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta (especial). 
(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948) 
• Súmula nº 704, STF. Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a 
atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos 
denunciados. 
• Súmula nº 234, STJ. A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não 
acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. 
↳ Esse é também o entendimento do STF: HC 85011, Relator p/ Acórdão Min. Teori Zavascki, Primeira Turma, 
julgado em 26/05/2015. 
Regras a serem observadas na determinação da competência por conexão ou continência 
No concurso entre a 
competência do júri e a de 
outro órgão da jurisdição 
comum 
• prevalecerá a competência do júri. 
No concurso de jurisdições da 
mesma categoria 
• preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada 
a pena MAIS GRAVE; 
• prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o MAIOR
NÚMERO DE INFRAÇÕES, se as respectivas penas forem de 
igual gravidade; 
• firmar-se-á a competência pela PREVENÇÃO, nos outros 
casos; 
No concurso de jurisdições de 
diversas categorias 
• predominará a de maior graduação; 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L263.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L263.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L263.htm#art3
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No concurso entre a jurisdição 
comum e a especial 
• prevalecerá a especial. 
Art. 79. A conexão e a continência importarão UNIDADE DE PROCESSO E JULGAMENTO, SALVO: 
I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar; 
• Súmula nº 53, STJ. Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de prática de crime 
contra instituições militares estaduais. 
↳ A Justiça Militar estadual não tem competência para processar e julgar civis. Nos termos do art. 125, § 4º, 
da CF/88, a Justiça Militar Estadual é competente para processar e julgar os crimes militares praticados 
apenas pelos militares estaduais.
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 53-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
II - no concurso entre a jurisdição comume a do juízo de menores. 
§ 1º. Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum corréu, sobrevier o 
caso previsto no art. 152. (Sobrevier doença mental). 
§ 2º. A unidade do processo NÃO importará a do julgamento, se houver corréu foragido que não
possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461. 
* Atualmente: art. 469, § 1º, CPP. 
Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não 
lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação. 
Art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da 
sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a 
infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em relação aos demais
processos. 
Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o 
juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a 
competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente. 
Art. 82. Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos diferentes, a 
autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante os outros juízes, 
SALVO se já estiverem com sentença definitiva. Neste caso, a unidade dos processos só se dará, 
ulteriormente, para o efeito de soma ou de unificação das penas. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6d3a2d24eb109dddf78374fe5d0ee067
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• Súmula nº 235, STJ. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
↳ Isso foi agora previsto expressamente no § 1º do art. 55 do CPC 2015. 
↳ O STJ já consolidou o entendimento de que para a incidência do enunciado n. 235 - segundo o qual “a 
conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado”, não se exige a ocorrência do 
trânsito em julgado (STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 638.447/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 
06/04/2017). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 235-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
CAPÍTULO VI 
DA COMPETÊNCIA POR PREVENÇÃO 
 
Art. 83. Verificar-se-á a COMPETÊNCIA POR PREVENÇÃO toda vez que, concorrendo dois ou mais 
juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na
prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da
denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c). 
CAPÍTULO VII 
DA COMPETÊNCIA PELA PRERROGATIVA DE FUNÇÃO 
• Súmula nº 245, STF. A imunidade parlamentar NÃO se estende ao corréu SEM essa prerrogativa. 
↳ Válida, porém deve ser feita uma ressalva. Segundo boa parte da doutrina, esse enunciado somente é 
cabível no caso da imunidade formal. Assim, a Súmula 245 do STF não seria aplicável na hipótese de 
imunidade material (inviolabilidade parlamentar), prevista no caput do art. 53 da CF/88. 
Nesse sentido, a Súmula 245 aplica-se à imunidade FORMAL. 
Isso significa que a imunidade parlamentar formal não se estende ao corréu sem essa prerrogativa. 
A imunidade formal pode ser de duas espécies: 
a) Em relação à prisão (art. 53, § 2º): desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não 
poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro 
de 24 horas à Casa respectiva para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
b) Em relação ao processo (art. 53, § 3º): se for proposta e recebida denúncia criminal contra Senador ou 
Deputado Federal, por crime ocorrido após a diplomação, o STF dará ciência à Casa respectiva, que, por 
iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a 
decisão final, sustar o andamento da ação. 
↳ O corréu não goza dessas prerrogativas mesmo que cometa o crime com o parlamentar. 
 A Súmula 245 não se aplica à imunidade material. 
Isso significa que a imunidade parlamentar material pode ser estendida ao corréu sem essa prerrogativa. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/220c77af02f8ad8561b150d93000ddff
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Por quê? Porque a imunidade material é uma causa excludente de tipicidade. Logo, configurada hipótese de 
discurso protegido por imunidade material, há ausência de tipicidade da conduta (Inq 3677, Relator p/ 
Acórdão: Min. Teori Zavascki, julgado em 27/03/2014). Se há o reconhecimento de que o fato não é típico, o 
corréu também, obrigatoriamente, deverá ser beneficiado com a decisão. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 245-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
• Súmula nº 451, STF. A competência especial por prerrogativa de função NÃO se estende ao crime 
cometido APÓS a cessação definitiva do exercício funcional. 
• Súmula nº 702, STF. A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de 
competência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo 
tribunal de segundo grau. 
⇾ Crime comum praticado por Prefeito: 
a) Crime estadual: a competência será do TJ. 
b) Crime federal: a competência será do TRF. 
c) Crime eleitoral: a competência será do TRE. 
• Súmula nº 704, STF. Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a 
atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos 
denunciados. 
Excepcionalmente, o Tribunal pode reconhecer que existe conexão entre os fatos e entender que será útil ao 
deslinde da causa que os dois réus continuem a ser julgados conjuntamente. Neste caso, não haverá 
desmembramento e o réu sem foro privativo será julgado também no Tribunal juntamente com o réu que 
tem foro por prerrogativa de função. A decisão pela manutenção da unidade de julgamento ou pelo 
desmembramento da ação penal é do Tribunal competente para julgar a autoridade e esta escolha está 
sujeita a questões de conveniência e oportunidade. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 704-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
• Súmula nº 721, STF/ Súmula Vinculante nº 45. A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece 
sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual. 
• Súmula nº 208, STJ. Compete a Justiça Federal processar e julgar Prefeito Municipal por desvio de verba 
sujeita a prestação de contas perante órgão federal. 
• Súmula nº 209, STJ. Compete a Justiça Estadual processar e julgar Prefeito por desvio de verba transferida 
e incorporada ao patrimônio municipal. 
Art. 84. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal Federal, do Superior 
Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito 
Federal, relativamente às pessoas que devam responder perante elesSeção. REsp 1.994.182-RJ, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/12/2023 (Recurso Repetitivo 
– Tema 1171) (Info 799). 
ROUBO IMPRÓPRIO 
§ 1º. Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra 
pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para 
terceiro. – Não admite violência imprópria! 
⚠ Para o STJ, o roubo impróprio consuma-se com o emprego da violência ou grave ameaça. Não havendo 
o emprego, será caso de furto consumado. 
ROUBO PRÓPRIO ROUBO IMPRÓPRIO 
Violência/grave ameaça antes ou durante a 
subtração, objetivando alcançar a subtração 
do bem. 
Violência/grave ameaça logo após a subtração 
a fim de as- segurar impunidade do crime ou a 
detenção da coisa. 
§ 2º. A pena AUMENTA-SE de 1/3 ATÉ METADE: 
(Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018) 
I - (Revogado pela Lei nº 13.654, de 2018); 
II - se há o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas; 
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. 
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para 
o exterior; 
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade. [crime hediondo] 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
II - roubo 
a) circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima (art. 157, § 2º, inciso V); 
VI - se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, 
possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
• Súmula nº 442, STJ. É INADMISSÍVEL aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante 
do roubo. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
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• Súmula nº 443, STJ. O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado 
exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de 
majorantes. 
§ 2º-A. A pena AUMENTA-SE de 2/3: 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
I - se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; [crime hediondo]
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
II - roubo: 
b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de 
fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); 
• A majorante referente ao emprego da arma de fogo DISPENSA perícia, desde que seu uso possa ser provado 
por outros meios de prova. 
• A inaptidão absoluta da arma para realizar disparos impede a incidência da causa de aumento de pena. 
II - se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato 
análogo que cause perigo comum. 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou 
proibido, aplica-se EM DOBRO a pena prevista no caput deste artigo. [crime hediondo] 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
II - roubo: 
b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de 
fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); 
• As causas de aumento de pena previstas nos §§ anteriores NÃO se aplicam ao roubo qualificado do §3º. 
§ 3º. Se da VIOLÊNCIA resulta: [crime hediondo] 
(Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018) 
↳ Se a LC/morte decorrerem de grave ameaça, não será roubo qualificado. 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
II - roubo: 
c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 3º); 
I - lesão corporal GRAVE, a pena é de RECLUSÃO de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa; 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
II - MORTE, a pena é de RECLUSÃO de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa. (LATROCÍNIO) 
(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13654.htm#art1
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• O latrocínio, ou roubo com resultado morte, não é considerado um crime doloso contra a vida, e sim um 
crime patrimonial. 
• Haverá roubo qualificado ainda que a violência seja empregada contra pessoa diversa do proprietário do 
bem. 
• Se a lesão corporal/morte for de um dos agentes do crime, não haverá a qualificadora, SALVO se tal 
resultado decorrer de erro na execução – hipótese em que se levará em consideração as características da 
vítima virtual. 
• Coautor de roubo armado responde como coautor de latrocínio, ainda que não tenha sido o responsável 
pelos disparos que mataram a vítima, se demonstrado que, de alguma forma, ele anuiu com o resultado 
morte. 
• Súmula nº 603, STF. A competência para o processo e julgamento de LATROCÍNIO é do Juiz singular e não 
do Tribunal do Júri. 
• Súmula nº 610, STF. Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o 
agente a subtração de bens da vítima. 
A existência de vários resultados qualificadores (ex.: várias mortes) com a violação de 
apenas um patrimônio 
Para STJ Para STF 
Concurso formal impróprio Crime único de latrocínio 
Extorsão 
Art. 158. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si
ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa: 
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. 
↳ O dolo específico de obter indevida vantagem econômica é o que diferencia os crimes de extorsão e 
constrangimento ilegal. 
↳ O mal prometido mediante grave ameaça pode ser justo, injusto ou inverídico. 
↳ Não admite violência imprópria. 
↳ Para o STJ, a exigência de pagamento em troca do veículo furtado, sob ameaça de destruição do bem, 
configura o crime de extorsão. 
§ 1º. Se o crime é cometido por 2 (duas) ou mais pessoas, ou com emprego de arma, AUMENTA-SE a 
pena de 1/3por crimes comuns e de 
responsabilidade. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1aa3d9c6ce672447e1e5d0f1b5207e85
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1aa3d9c6ce672447e1e5d0f1b5207e85
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ba95d78a7c942571185308775a97a3a0
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(Redação dada pela Lei nº 10.628, de 24.12.2002) 
§ 1º. (Vide ADIN nº 2797). 
§ 2º. (Vide ADIN nº 2797). 
Art. 85. Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes as pessoas que a 
Constituição sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais de Apelação, àquele ou a estes 
caberá o julgamento, quando oposta e admitida a exceção da verdade. 
Art. 86. Ao Supremo Tribunal Federal competirá, privativamente, processar e julgar: 
I - os seus ministros, nos crimes comuns; 
II - os ministros de Estado, SALVO nos crimes conexos com os do Presidente da República; 
III - o procurador-geral da República, os desembargadores dos Tribunais de Apelação, os ministros do 
Tribunal de Contas e os embaixadores e ministros diplomáticos, nos crimes comuns e de responsabilidade. 
 Atualmente a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar os crimes comuns (e de 
responsabilidade) está prevista no art. 102 da CF/88. 
Art. 87. Competirá, originariamente, aos Tribunais de Apelação o julgamento dos governadores ou 
interventores nos Estados ou Territórios, e prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes 
de Polícia, juízes de instância inferior e órgãos do Ministério Público. 
CAPÍTULO VIII 
DISPOSIÇÕES ESPECIAIS 
Art. 88. No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da
Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será 
competente o juízo da Capital da República. 
Art. 89. Os crimes cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais da República, ou nos 
rios e lagos fronteiriços, bem como a bordo de embarcações nacionais, em alto-mar, serão processados e 
julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se 
afastar do País, pela do último em que houver tocado. 
Art. 90. Os crimes praticados a bordo de aeronave nacional, dentro do espaço aéreo correspondente 
ao território brasileiro, ou ao alto-mar, ou a bordo de aeronave estrangeira, dentro do espaço aéreo 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10628.htm#art1
http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=ADIN&s1=2797&u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&Sect1=IMAGE&Sect2=THESOFF&Sect3=PLURON&Sect6=ADINN&p=1&r=1&f=G&l=20
http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=ADIN&s1=2797&u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&Sect1=IMAGE&Sect2=THESOFF&Sect3=PLURON&Sect6=ADINN&p=1&r=1&f=G&l=20
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correspondente ao território nacional, serão processados e julgados pela justiça da comarca em cujo
território se verificar o pouso após o crime, ou pela da comarca de onde houver partido a aeronave. 
Art. 91. Quando incerta e não se determinar de acordo com as normas estabelecidas nos arts. 89 e 90, 
a competência se firmará pela prevenção. 
(Redação dada pela Lei nº 4.893, de 9.12.1965) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L4893.htm#art1
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Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 116 a 136 
Art. 116. Ao longo de toda a execução do contrato, o contratado deverá cumprir a reserva de cargos 
prevista em lei para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previdência Social ou para aprendiz, bem 
como as reservas de cargos previstas em outras normas específicas. 
Parágrafo único. Sempre que solicitado pela Administração, o contratado deverá comprovar o 
cumprimento da reserva de cargos a que se refere o caput deste artigo, com a indicação dos empregados 
que preencherem as referidas vagas. 
Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais fiscais do 
contrato, representantes da Administração especialmente designados conforme requisitos estabelecidos 
no art. 7º desta Lei, ou pelos respectivos substitutos, permitida a contratação de terceiros para assisti-los e 
subsidiá-los com informações pertinentes a essa atribuição. 
§ 1º. O fiscal do contrato anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas à execução do 
contrato, determinando o que for necessário para a regularização das faltas ou dos defeitos observados. 
§ 2º. O fiscal do contrato informará a seus superiores, em tempo hábil para a adoção das medidas 
convenientes, a situação que demandar decisão ou providência que ultrapasse sua competência. 
§ 3º. O fiscal do contrato será auxiliado pelos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno 
da Administração, que deverão dirimir dúvidas e subsidiá-lo com informações relevantes para prevenir riscos 
na execução contratual. 
§ 4º. Na hipótese da contratação de terceiros prevista no caput deste artigo, deverão ser observadas 
as seguintes regras: 
I - a empresa ou o profissional contratado assumirá responsabilidade civil objetiva pela veracidade e 
pela precisão das informações prestadas, firmará termo de compromisso de confidencialidade e não poderá 
exercer atribuição própria e exclusiva de fiscal de contrato; 
II - a contratação de terceiros não eximirá de responsabilidade o fiscal do contrato, nos limites das 
informações recebidas do terceiro contratado. 
Art. 118. O contratado deverá manter preposto aceito pela Administração no local da obra ou do 
serviço para representá-lo na execução do contrato. 
Art. 119. O contratado será obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, a suas 
expensas, no total ou em parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções 
resultantes de sua execução ou de materiais nela empregados. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art7
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Art. 120. O contratado será responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a 
terceiros em razão da execução do contrato, e não excluirá nem reduzirá essa responsabilidade a 
fiscalização ou o acompanhamento pelo contratante. 
Art. 121. Somente o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais 
e comerciais resultantes da execução do contrato. 
§ 1º. A inadimplência do contratado em relação aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais NÃO 
transferirá à Administração a responsabilidade pelo seu pagamento e não poderá onerar o objeto do 
contrato nem restringir a regularização e o uso das obras e das edificações, inclusive perante o registro de 
imóveis, ressalvada a hipótese prevista no § 2º deste artigo. 
§ 2º. Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de
mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos previdenciários e
subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do cumprimento das
obrigações do contratado. 
§ 3º. Nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra, 
para assegurar o cumprimento de obrigações trabalhistas pelo contratado, a Administração, mediante 
disposição em edital ou em contrato, poderá, entre outras medidas: 
I - exigircaução, fiança bancária ou contratação de seguro-garantia com cobertura para verbas 
rescisórias inadimplidas; 
II - condicionar o pagamento à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas vencidas 
relativas ao contrato; 
III - efetuar o depósito de valores em conta vinculada; 
IV - em caso de inadimplemento, efetuar diretamente o pagamento das verbas trabalhistas, que 
serão deduzidas do pagamento devido ao contratado; 
V - estabelecer que os valores destinados a férias, a décimo terceiro salário, a ausências legais e a 
verbas rescisórias dos empregados do contratado que participarem da execução dos serviços contratados 
serão pagos pelo contratante ao contratado somente na ocorrência do fato gerador. 
§ 4º. Os valores depositados na conta vinculada a que se refere o inciso III do § 3º deste artigo são 
absolutamente impenhoráveis. 
§ 5º. O recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei nº 8.212,
de 24 de julho de 1991. 
Art. 122. Na execução do contrato e sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, o 
contratado poderá subcontratar partes da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em 
cada caso, pela Administração. 
§ 1º. O contratado apresentará à Administração documentação que comprove a capacidade técnica 
do subcontratado, que será avaliada e juntada aos autos do processo correspondente. 
§ 2º. Regulamento ou edital de licitação poderão vedar, restringir ou estabelecer condições para a 
subcontratação. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8212cons.htm#art31....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8212cons.htm#art31....
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§ 3º. Será VEDADA a subcontratação de pessoa física ou jurídica, se aquela ou os dirigentes desta 
mantiverem vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista ou civil com dirigente 
do órgão ou entidade contratante ou com agente público que desempenhe função na licitação ou atue na 
fiscalização ou na gestão do contrato, ou se deles forem cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral, ou por afinidade, até o terceiro grau, devendo essa proibição constar expressamente do edital de 
licitação. 
Art. 123. A Administração terá o dever de explicitamente emitir decisão sobre todas as solicitações 
e reclamações relacionadas à execução dos contratos regidos por esta Lei, ressalvados os requerimentos
manifestamente impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para a boa execução do
contrato. 
Parágrafo único. SALVO disposição legal ou cláusula contratual que estabeleça prazo específico, 
concluída a instrução do requerimento, a Administração terá o prazo de 1 (um) mês para decidir, admitida 
a prorrogação motivada por igual período. 
CAPÍTULO VII 
DA ALTERAÇÃO DOS CONTRATOS E DOS PREÇOS 
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser ALTERADOS, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos: 
I - unilateralmente pela Administração: 
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica a 
seus objetivos; 
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou 
diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
II - por acordo entre as partes: 
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução; 
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem como do 
modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais 
originários; 
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e VEDADA a antecipação do pagamento em relação ao 
cronograma financeiro fixado sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou 
execução de obra ou serviço; 
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de força maior, 
caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, respeitada, em qualquer caso, 
a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato. 
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§ 1º. Se forem decorrentes de falhas de projeto, as alterações de contratos de obras e serviços de 
engenharia ensejarão apuração de responsabilidade do responsável técnico e adoção das providências 
necessárias para o ressarcimento dos danos causados à Administração. 
§ 2º. Será aplicado o disposto na alínea “d” do inciso II do caput deste artigo às contratações de obras 
e serviços de engenharia, quando a execução for obstada pelo atraso na conclusão de procedimentos de 
desapropriação, desocupação, servidão administrativa ou licenciamento ambiental, por circunstâncias 
alheias ao contratado. 
Art. 125. Nas alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei, o 
contratado será obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, acréscimos ou supressões de até 25%
(vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato que se fizerem nas obras, nos serviços ou nas 
compras, e, no caso de reforma de edifício ou de equipamento, o limite para os acréscimos será de 50% 
(cinquenta por cento). 
Art. 126. As alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei não poderão
transfigurar o objeto da contratação. 
Art. 127. Se o contrato não contemplar preços unitários para obras ou serviços cujo aditamento se 
fizer necessário, esses serão fixados por meio da aplicação da relação geral entre os valores da proposta e o 
do orçamento-base da Administração sobre os preços referenciais ou de mercado vigentes na data do 
aditamento, respeitados os limites estabelecidos no art. 125 desta Lei. 
Art. 128. Nas contratações de obras e serviços de engenharia, a diferença percentual entre o valor 
global do contrato e o preço global de referência não poderá ser reduzida em favor do contratado em 
decorrência de aditamentos que modifiquem a planilha orçamentária. 
Art. 129. Nas alterações contratuais para supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já 
houver adquirido os materiais e os colocado no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos pela 
Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente reajustados, 
podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão, desde que 
regularmente comprovados. 
Art. 130. Caso haja alteração unilateral do contrato que aumente ou diminua os encargos do
contratado, a Administração deverá restabelecer, no mesmo termo aditivo, o equilíbrio econômico-
financeiro inicial. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art124i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art124i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art125
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Art. 131. A extinção do contrato não configurará óbice para o reconhecimento do desequilíbrio 
econômico-financeiro, hipótese em que será concedida indenização por meio de termo indenizatório. 
Parágrafo único. O pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro deverá ser 
formulado durante a vigência do contrato e antes de eventual prorrogação nos termos do art. 107 desta Lei. 
Art. 132. A formalização do termo aditivo é condição para a execução, pelo contratado, das prestações 
determinadas pela Administração no curso da execução do contrato, SALVO nos casos de justificada
necessidade deantecipação de seus efeitos, hipótese em que a formalização deverá ocorrer no prazo
máximo de 1 (um) mês. 
Art. 133. Nas hipóteses em que for adotada a contratação integrada ou semi-integrada, é VEDADA a 
alteração dos valores contratuais, EXCETO nos seguintes casos: 
I - para restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro decorrente de caso fortuito ou força 
maior; 
II - por necessidade de alteração do projeto ou das especificações para melhor adequação técnica aos 
objetivos da contratação, a pedido da Administração, desde que não decorrente de erros ou omissões por 
parte do contratado, observados os limites estabelecidos no art. 125 desta Lei; 
III - por necessidade de alteração do projeto nas contratações semi-integradas, nos termos do § 5º do
art. 46 desta Lei; 
IV - por ocorrência de evento superveniente alocado na matriz de riscos como de responsabilidade da 
Administração. 
Art. 134. Os preços contratados serão alterados, para mais ou para menos, conforme o caso, se houver, 
após a data da apresentação da proposta, criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos 
legais ou a superveniência de disposições legais, com comprovada repercussão sobre os preços contratados. 
Art. 135. Os preços dos contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão 
de obra ou com predominância de mão de obra serão repactuados para manutenção do equilíbrio 
econômico-financeiro, mediante demonstração analítica da variação dos custos contratuais, com data 
vinculada: 
I - à da apresentação da proposta, para custos decorrentes do mercado; 
II - ao acordo, à convenção coletiva ou ao dissídio coletivo ao qual a proposta esteja vinculada, para os 
custos de mão de obra. 
§ 1º. A Administração não se vinculará às disposições contidas em acordos, convenções ou dissídios 
coletivos de trabalho que tratem de matéria não trabalhista, de pagamento de participação dos 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art107
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art125
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art46%C2%A75
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art46%C2%A75
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trabalhadores nos lucros ou resultados do contratado, ou que estabeleçam direitos não previstos em lei, 
como valores ou índices obrigatórios de encargos sociais ou previdenciários, bem como de preços para os 
insumos relacionados ao exercício da atividade. 
§ 2º. É VEDADO a órgão ou entidade contratante vincular-se às disposições previstas nos acordos, 
convenções ou dissídios coletivos de trabalho que tratem de obrigações e direitos que somente se aplicam 
aos contratos com a Administração Pública. 
§ 3º. A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado da data da 
apresentação da proposta ou da data da última repactuação. 
§ 4º. A repactuação poderá ser dividida em tantas parcelas quantas forem necessárias, observado o 
princípio da anualidade do reajuste de preços da contratação, podendo ser realizada em momentos distintos 
para discutir a variação de custos que tenham sua anualidade resultante em datas diferenciadas, como os 
decorrentes de mão de obra e os decorrentes dos insumos necessários à execução dos serviços. 
§ 5º. Quando a contratação envolver mais de uma categoria profissional, a repactuação a que se refere 
o inciso II do caput deste artigo poderá ser dividida em tantos quantos forem os acordos, convenções ou 
dissídios coletivos de trabalho das categorias envolvidas na contratação. 
§ 6º. A repactuação será precedida de solicitação do contratado, acompanhada de demonstração 
analítica da variação dos custos, por meio de apresentação da planilha de custos e formação de preços, ou 
do novo acordo, convenção ou sentença normativa que fundamenta a repactuação. 
Art. 136. Registros que não caracterizam alteração do contrato podem ser realizados por SIMPLES 
APOSTILA, dispensada a celebração de termo aditivo, como nas seguintes situações: 
I - variação do valor contratual para fazer face ao reajuste ou à repactuação de preços previstos no 
próprio contrato; 
II - atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de 
pagamento previstas no contrato; 
III - alterações na razão ou na denominação social do contratado; 
IV - empenho de dotações orçamentárias. 
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Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 1 a 39 
PRINCÍPIOS NORTEADORES DO CC/02 
Vale destacar que o CC/02 deu atenção especial à pessoa humana, oportunizando uma 
conjuntura de despatrimonialização e repersonificação - e, consequentemente, promoveu a 
revisão e a funcionalização de seus institutos clássicos. 
SOCIABILIDADE 
• prevalência dos valores coletivos sobre os 
individuais, mas levando em consideração o 
valor fundamental da pessoa humana. 
↳ Todas as categorias civis têm função social 
(ex: o contrato, a empresa, a propriedade, a 
família etc.). 
ETICIDADE 
• tem fundamento no valor da pessoa 
humana (equidade, boa-fé, justa causa). 
↳ Valorização da ética e da boa-fé –
objetivando um plano de condutas pautado 
na lealdade das partes (boa-fé objetiva). 
↳ Condutas que violam a boa-fé objetiva 
ensejam abuso de direito. 
OPERABILIDADE 
• o Direito é feito para ser efetivado. 
• facilitação das categorias privadas. 
↳ simplicidade dos institutos jurídicos; 
↳ efetividade – através do sistema de 
cláusulas gerais e conceitos indeterminados 
adotados pela atual codificação. 
SISTEMATICIDADE • as regras precisam ser harmônicas dentro 
do sistema. 
PARTE GERAL 
LIVRO I 
DAS PESSOAS 
TÍTULO I 
DAS PESSOAS NATURAIS 
CAPÍTULO I 
DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE 
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Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
CAPACIDADE DA PESSOA NATURAL 
CAPACIDADE • aptidão genérica conferida pela ordem 
jurídica para adquirir direitos e contrair 
obrigações/deveres. 
CAPACIDADE DE DIREITO 
(jurídica ou de gozo) 
• capacidade para ser sujeito de direitos e 
obrigações na ordem privada. 
↳ Todas as pessoas têm – sem distinção. 
CAPACIDADE DE FATO 
(ou de exercício) 
• capacidade para exercer direitos e 
obrigações. 
↳ Algumas pessoas não possuem ⇾ Incapazes 
(arts. 3º e 4º, CC). 
↳ Segundo o CC/02 (art. 5º), em geral, a 
capacidade de fato é adquirida com a 
maioridade (18 anos). 
CAPACIDADE CIVIL PLENA • Capacidade de direito + capacidade de fato. 
PERSONALIDADE • é a soma de caracteres da pessoa ⇾ aquilo 
que ela é para si e para a sociedade. 
LEGITIMIDADE • capacidade processual. 
↳ uma das condições da ação (art. 17, CPC). 
LEGITIMAÇÃO • capacidade especial para um determinado 
ato jurídico. 
Ex: necessidade de outorga conjugal para 
venda de imóvel (arts. 1647, I e 1649, CC). 
Obs.1: Os atos praticados pelos absolutamente incapazes são NULOS (art. 166, I, do CC), não podendo ser 
ratificados, pois tal vício não convalesce (art. 169), podendo o juiz assim declará-los de ofício. Protege-se, 
entretanto, a boa-fé de terceiros. Os atos civis de seu interesse deverão ser exercidos por seus 
representantes – pais, tutores ou curadores. 
Obs.2: Absolutamente incapazes devem ser REPRESENTADOS por quem de direito. 
Obs.3: Mesmo em se cuidando de pessoas absolutamente incapazes, a ordem jurídica reconhece a 
possibilidade de que sua vontade seja considerada, nos casos em que envolvidas escolhas existenciais, ex. 
consentimento obrigatório do maior de 12 anos no procedimento de adoção (art. 28, §2º, do ECA) 
Obs.4: A vontade dos relativamentecapazes tem relevância jurídica, o que possibilita sua atuação direta nos 
atos civis, desde que acompanhados de ASSISTENTE, com algumas exceções (ser mandatário, testemunha). 
É causa de anulabilidade dos atos jurídicos (art. 171, I, do CC). 
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• CAPACIDADE DE DIREITO OU DE GOZO: capacidade genérica, adquirida juntamente com a personalidade, 
e que consiste na aptidão do indivíduo para ser sujeito de direitos e deveres na ordem privada. Todas as 
pessoas têm esta capacidade, sem distinção. 
• CAPACIDADE DE FATO OU DE EXERCÍCIO: aptidão para pessoalmente praticar atos da vida civil. Está ligada 
à teoria das incapacidades. 
• CAPACIDADE CIVIL PLENA: é a reunião das capacidades de direito e de fato em relação a uma pessoa. 
Capacidade de direito + Capacidade de fato = Capacidade civil plena 
Art. 2º. A PERSONALIDADE CIVIL da pessoa COMEÇA do NASCIMENTO COM VIDA; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
• I Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 01. A proteção que o Código defere ao nascituro alcança o 
natimorto no que concerne aos direitos da personalidade, tais como: nome, imagem e sepultura. 
• I Jornada de Direito Civil – Enunciado nº 02. Sem prejuízo dos direitos da personalidade nele assegurados, 
o art. 2º do Código Civil não é sede adequada para questões emergentes da reprogenética humana, que deve 
ser objeto de um estatuto próprio. 
NASCIMENTO COM VIDA 
⇾ De acordo com a teoria natalista/ 
negativista, a vida começa com o início do 
funcionamento do aparelho 
gastrorespiratório. 
↳ Forma de constatação: exame da docimasia 
hidrostática de Galeno. 
↳ Não se exige forma humana, viabilidade ou 
sobrevida. 
SITUAÇÃO JURÍDICA DO NASCITURO • O nascituro é aquele que já foi concebido, 
mas ainda não nasceu. 
↳ A lei põe a salvo seus direitos desde a
concepção ⇾ sujeito de direitos sem 
capacidade de direito. 
TEORIAS QUANTO À PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO 
TEORIA NATALISTA 
• o nascituro teria personalidade jurídica 
desde o nascimento. 
↳ Antes de nascer teria apenas expectativa de 
direitos. 
• a personalidade começaria do nascimento 
com vida, CONTUDO os direitos do nascituro 
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TEORIA DA PERSONALIDADE CONDICIONAL estariam sujeitos a uma condição suspensiva
(direitos eventuais). 
• a personalidade jurídica ficaria dividida – a 
depender do direito a ser exercido por ela: 
↳ o nascituro seria dotado de personalidade 
apenas para direitos existenciais (ex: direito à 
vida). 
↳ para direito negocial ou econômico, o seu 
exercício ficaria condicionado ao nascimento 
com vida. 
TEORIA CONCEPCIONISTA • a personalidade jurídica do nascituro 
existiria desde a sua concepção. 
• apesar de não ser adotada pelo CC/02, vem 
ganhando força nos Tribunais e na legislação. 
Além disso, consta na Convenção Americana 
(Pacto de São José da Costa Rica); 
Artigo 4. Direito à vida 
1. Toda pessoa tem o direito de que se 
respeite sua vida. Esse direito deve ser 
protegido pela lei e, em geral, desde o 
momento da concepção. Ninguém pode ser 
privado da vida arbitrariamente. 
Ex: direito do nascituro de receber doação, 
herança e de ser curatelado (arts. 542, 1779 
e 1798 do CC); especial proteção à gestante, 
com garantia de atendimento pré-natal (art. 
8º, ECA); alimentos gravídicos (Lei nº 
11.804/2008), decisões do STJ em que se 
admite dano moral ao nascituro (AgRg no 
REsp 1341790/RS), pela morte de nascituro 
(REsp 931.556/RS) e para pagamento de 
DPVAT à beneficiária que teve sua gestação 
interrompida em virtude de acidade de 
trânsito (REsp 1.415.727/SC); na esfera penal, 
os crimes de aborto (arts. 124 a 127) etc. 
⚠ O CC/02 não deixou claro a teoria adotada, pois o art. 2º menciona tanto o termo 
“nascimento”, quanto “concepção”. Todavia, é a teoria concepcionista que guarda maior 
compatibilidade, a partir de uma interpretação sistemática do ordenamento e que vem sendo 
adotada pela jurisprudência, a exemplo da lei de alimentos gravídicos e de decisões do STJ 
que admitiram o dano moral ao nascituro e até mesmo pagamento de DPVAT pela morte de 
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http://www.iceni.com/infix.htm
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nascituro (STJ. 4ª Turma. REsp 1415727-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
4/9/2014 (Info 547). 
Absolutamente incapazes. 
Art. 3º. São ABSOLUTAMENTE INCAPAZES de exercer pessoalmente os atos da vida civil os MENORES
de 16 (dezesseis) anos. 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
⚠ APENAS! 
⇾ INCAPACIDADE ABSOLUTA: 
• Menores de 16 anos (menores impúberes). 
• O menor incapaz é representado. 
Não é admitida, pelo ordenamento jurídico, a declaração de incapacidade absoluta às pessoas com 
enfermidade ou deficiência mental. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.927.423/SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 27/04/2021 (Info 694). 
Relativamente incapazes. 
Art. 4º. São INCAPAZES, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira de os exercer: 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
I - os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, NÃO PUDEREM EXPRIMIR SUA VONTADE; 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
IV - os pródigos. 
↳ Apenas para atos de disposição patrimonial. 
Obs.: não precisa de manifestação prévia do seu curador para casar-se, apenas para a escolha do regime de 
bens (aspecto de cunho patrimonial). 
Art. 1.782, CC. A interdição do pródigo só o privará de, SEM curador, emprestar, transigir, dar quitação, 
alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera 
administração. 
⇾ INCAPACIDADE RELATIVA: 
- Os maiores de 16 anos e menores de 18 anos; 
- Os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
- Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
- Os pródigos. 
• O relativamente incapaz é assistido. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114
http://www.iceni.com/infix.htm
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Art. 666, CC. O maior de 16 e menor de 18 anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante 
não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas 
por menores. 
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. 
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
INCAPACIDADE NO CÓDIGO CIVIL 
ABSOLUTAMENTE INCAPAZES • os menores de 16 anos. 
RELATIVAMENTE INCAPAZES 
• os maiores de 16 e menores de 18 anos; 
• os ébrios habituais e os viciados em 
tóxicos; 
• aqueles que, por causa transitória ou 
permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
• os pródigos. 
↳ apenas para atos de disposição patrimonial. 
Art. 5º. A menoridade cessa aos 18 (dezoito) anos completos, quando a pessoa fica habilitada à
prática de todos os atos da vida civil. 
• Súmula nº 358, STJ. O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à 
decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios autos. 
EMANCIPAÇÃO 
Parágrafo único. CESSARÁ, PARA OS MENORES, A INCAPACIDADE: 
I - pela CONCESSÃO DOS PAIS, oude um deles na falta do outro, mediante instrumento PÚBLICO,
INDEPENDENTEMENTE de homologação judicial (emancipação voluntária), ou por sentença do juiz, ouvido
o tutor, se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos (emancipação judicial); 
Emancipação legal 
II - pelo CASAMENTO; 
III - pelo EXERCÍCIO de emprego público EFETIVO; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino SUPERIOR; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, 
em função deles, o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha ECONOMIA PRÓPRIA. 
• Os efeitos da emancipação dependem de registro em cartório, EXCETO na emancipação legal (incs. II ao V). 
• Depois que uma pessoa é emancipada ela não poderá voltar ao seu estado anterior de incapacidade. A 
emancipação, como regra geral, uma vez concedida é irrevogável e definitiva. 
• As emancipações são irrevogáveis, embora possam ser anuláveis em função de irregularidade ou vícios. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114
http://www.iceni.com/infix.htm
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• A emancipação produz o efeito de antecipação da capacidade de fato, o emancipado NÃO deixa de ser 
menor. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 3. A redução do limite etário para a definição da capacidade civil aos 
18 anos não altera o disposto no art. 16, I, da Lei n. 8.213/91, que regula específica situação de dependência 
econômica para fins previdenciários e outras situações similares de proteção, previstas em legislação 
especial. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 397. A emancipação por concessão dos pais ou por sentença do juiz 
está sujeita à desconstituição por vício de vontade. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 530. A emancipação, por si só, NÃO elide a incidência do Estatuto 
da Criança e do Adolescente. 
EMANCIPAÇÃO 
CONCEITO 
• Emancipação é a antecipação da capacidade 
plena. 
• Com a emancipação, uma pessoa que seria 
relativamente incapaz por ser menor de 18 anos, 
torna-se plenamente capaz podendo, por 
consequência, praticar os atos da vida civil sem 
necessidade de assistência. 
 Com a emancipação o menor deixa de ser 
incapaz e passa a ser capaz, contudo, ele NÃO deixa
de ser menor. 
CARACTERÍSTICAS 
 
• Definitiva; 
• Irretratável; 
• Irrevogável; 
 A emancipação por concessão dos pais ou por 
sentença do juiz está sujeita a desconstituição por 
vício de vontade, de acordo com o Enunciado nº 397 
da V Jornada de Direito Civil. 
 Somente pode ser emancipado o relativamente incapaz. 
⇾ Em regra, o emancipado pode praticar os atos da vida civil SEM assistência. 
 No entanto, existem certos atos que ele não poderá praticar por faltar legitimação. 
Faltará legitimação quando a lei expressamente exigir idade superior a 18 anos para a prática 
do ato. 
Ex1: o menor emancipado não poderá adotar porque lhe falta legitimação considerando o art. 
1.618 do CC: 
Art. 1.618. Só a pessoa maior de 18 (dezoito) anos pode adotar. 
Ex2: o menor emancipado NÃO poderá tirar carteira de motorista por conta do art. 140, do 
CTB c/c o art. 27, do CP, que exige requisito mínimo de 18 anos. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/649
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/201
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/141
http://www.iceni.com/infix.htm
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL 
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
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HIPÓTESES DE EMANCIPAÇÃO Existem 3 espécies de emancipação: 
a) voluntária; 
b) judicial; 
c) legal. 
EMANCIPAÇÃO VOLUNTÁRIA 
PARENTAL 
• pela CONCESSÃO DOS PAIS, ou de um deles na 
falta do outro, mediante INSTRUMENTO PÚBLICO, 
INDEPENDENTEMENTE de homologação judicial, 
[...] se o menor tiver 16 anos completos 
⇾ A emancipação voluntária, prevista na 1ª parte 
do art. 5º, parágrafo único, I, é aquela concedida: 
• pelos pais; 
• por escritura pública; 
• desde que o menor tenha 16 anos completos; e 
 
 
 
• independentemente de homologação judicial. 
↳ Essa escritura é lavrada no Cartório de Registro 
Civil de Pessoas Naturais. ⇾ É feita no Tabelionato
de Notas e depois encaminhado para averbação no
Registro Civil de Pessoas Naturais. 
Art. 9º, CC. Serão registrados 
em registro público: [...] 
II - a emancipação por 
outorga dos pais ou por 
sentença do juiz; 
A emancipação é um ato dos detentores do poder 
familiar. Mesmo sendo separados, os pais devem 
fazer a emancipação conjuntamente. 
 ⇾ A vontade do menor é relevante? 
Segundo a moderna doutrina, SIM. Há 
doutrinadores defendendo que o menor deve ser 
ouvido sobre a sua emancipação. 
 ATENÇÃO! O tutor NÃO pode emancipar
voluntariamente o tutelado, considerando que a 
tutela se trata de um múnus público, não estando, 
portanto, sob a livre disponibilidade do tutor. 
 A emancipação é, em regra, definitiva,
irrevogável e irretratável. 
 Em caso de fraude, é possível a anulação
da emancipação. 
Existe posição doutrinária no sentido de que os pais 
podem ser responsabilizados solidariamente pelos 
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
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danos causados pelo filho que emanciparam. Esse 
entendimento existe para que a vítima não fique 
sem qualquer ressarcimento (posição de Carlos 
Roberto Gonçalves). 
EMANCIPAÇÃO JUDICIAL • concedida por SENTENÇA DO JUIZ, ouvido o tutor, 
se o menor tiver 16 anos completos; 
⇾ A emancipação judicial é aquela concedida pelo 
juiz, ouvido o tutor, se o menor contar com 16 anos 
 
completos (art. 5º, parágrafo único, I, segunda
parte, CC). 
 Como é conferida por decisão judicial, NÃO há
necessidade de escritura pública. 
⇾ A emancipação judicial, assim como a voluntária, 
deverá ser registrada no Registro civil das Pessoas 
Naturais. 
Essa emancipação pode ser registrada de ofício, por 
ordem do juiz, caso este registro não tenha sido 
feito em 8 dias (art. 91 da Lei nº 6.015/73). 
EMANCIPAÇÃO LEGAL 
MATRIMONIAL 
• pelo casamento; 
↳ Idade mínima: 16 anos (idade núbil). 
Obs.: união estável NÃO emancipa. 
Obs.: emancipação NÃO se desfaz com eventual 
viuvez. 
⚠ Deverá observar os requisitos para a capacidade 
para o casamento (arts. 1517 a 1520, CC). 
EMANCIPAÇÃO LEGAL POR 
EXERCÍCIO DE EMPREGO PÚBLICO 
EFETIVO 
• pelo EXERCÍCIO de emprego público EFETIVO; 
↳ A mera nomeação não constitui ato de 
emancipação do menor, devendo este EXERCER o 
trabalho de forma efetiva, para que somente então 
adquira o direito de emancipação. 
• A investidura em cargo comissionado ou 
temporário NÃO é um exemplo de emancipação 
legal por exercício em cargo público porque não tem 
caráter efetivo. 
EMANCIPAÇÃO LEGAL POR COLAÇÃO 
DE GRAU EM CURSO DE ENSINO 
SUPERIOR RECONHECIDO 
• pela colação de grau em curso de ensino superior 
reconhecido; 
EMANCIPAÇÃO LEGAL POR 
ESTABELECIMENTO CIVIL OU 
COMERCIAL OU PELA EXISTÊNCIA DE 
• pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela 
existência de relação de emprego, desde que, em 
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
107 
RELAÇÃO DE EMPREGO, OBTENDO O 
MENOR SUA ECONOMIA PRÓPRIA, 
PROVENDO SUA PRÓPRIA 
SUBSISTÊNCIA 
função deles, o menor com 16 anos completos 
tenha economia própria. 
⇾ A emancipação legal proveniente de relação 
empregatícia, prevista no art. 5º, parágrafo único, V, 
parte final, do CC, pressupõe: 
i) que o menor possua ao menos 16 anos completos; 
ii) a existência de vínculo empregatício; e 
iii) que desse liame lhe sobrevenha economia 
própria. 
Por decorrer diretamente do texto da lei, essa 
espécie de emancipação prescinde (nãoprecisa) de 
autorização judicial, bem como dispensa o registro 
público respectivo para a validade dos atos civis 
praticados pelo emancipado, bastando apenas que 
se evidenciem os requisitos legais para a 
implementação da capacidade civil plena. 
• Aplicação da teoria do diálogo das fontes. 
EMANCIPAÇÃO LEGAL DO MENOR 
MILITAR 
• Idade mínima: 17 anos. 
• Prestação de serviço militar. 
• Fundamento legal: art. 73, Lei nº 4.375/1964 c/c 
art. 239, Decreto nº 57.654/1966. 
⚠ Emancipação é causa de extinção do poder familiar (art. 1.635, II, CC). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É nulo de pleno direito o contrato de gerenciamento de carreira 
pactuado pelo atleta em formação menor de 18 anos, afigurando-se válida a avença celebrada pelo atleta 
profissional menor de 18 anos devidamente assistido. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Art. 6º. A existência da pessoa natural termina com a MORTE; PRESUME-SE esta, quanto aos 
AUSENTES, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão DEFINITIVA. 
Art. 49, CPC. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, também 
competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de disposições testamentárias. 
Extinção da punibilidade 
Art. 107, CP. Extingue-se a punibilidade: 
I - pela morte do agente; [...] 
Art. 62, CPP. No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da certidão de óbito, e depois de ouvido 
o Ministério Público, declarará extinta a punibilidade. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1bd2caf96a17d892c2c7e9959549cfc7
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1bd2caf96a17d892c2c7e9959549cfc7
http://www.iceni.com/infix.htm
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Art. 7º. Pode ser declarada a MORTE PRESUMIDA, SEM decretação de ausência: 
I - se for EXTREMAMENTE PROVÁVEL a morte de quem estava em PERIGO DE VIDA; 
II - se alguém, DESAPARECIDO EM CAMPANHA OU FEITO PRISIONEIRO, NÃO for encontrado até 2
(dois) anos após o término da guerra. 
↳ Morte presumida (indícios veementes de morte real). 
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida
DEPOIS DE ESGOTADAS AS BUSCAS E AVERIGUAÇÕES, devendo a sentença fixar a data provável do
falecimento. 
• VIII Jornada de Direito Civil - Enunciado 614. Os efeitos patrimoniais da presunção de morte posterior à 
declaração da ausência são aplicáveis aos casos do art. 7º, de modo que, se o presumivelmente morto 
reaparecer nos 10 anos seguintes à abertura da sucessão, receberá igualmente os bens existentes no estado 
em que se acharem. 
• A Lei nº 9.140/95 reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação 
de participação, em atividades políticas, no período de 02/09/1961 a 05/10/1988. 
Art. 88, Lei nº 6.015/1973. Poderão os Juízes togados admitir justificação para o assento de óbito de pessoas 
desaparecidas em naufrágio, inundação, incêndio, terremoto ou qualquer outra catástrofe, quando estiver 
provada a sua presença no local do desastre e não for possível encontrar-se o cadáver para exame. 
Parágrafo único. Será também admitida a justificação no caso de desaparecimento em campanha, provados 
a impossibilidade de ter sido feito o registro nos termos do artigo 85 e os fatos que convençam da ocorrência 
do óbito. 
⇾ Morte presumida SEM declaração de ausência: 
O art. 7º reconhece a situação de morte a ser auferida em procedimento de justificação. É a morte que ocorre 
em caso de indícios concretos de morte. 
a) se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
b) se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 2 anos após o término 
da guerra. 
↳ Após o esgotamento das buscas. 
• A sentença declaratória da morte presumida e o mandado decorrente do processo de justificação do óbito 
devem ser registrados no Registro Civil das Pessoas Naturais. 
↳ A sentença declaratória deve fixar a data provável da morte. 
• Em qualquer caso, a declaração de morte presumida – e também a declaração de ausência – necessitam 
de sentença judicial declaratória. 
Comoriência (morte simultânea). 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1163
http://www.iceni.com/infix.htm
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Art. 8º. Se dois ou mais indivíduos falecerem na MESMA OCASIÃO, NÃO se podendo averiguar se
algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão SIMULTANEAMENTE MORTOS. 
↳ Mesmo momento (pode ser em situações diferentes). 
↳ O efeito principal é que não há transferência de direitos sucessórios entre os comorientes (um não herda 
do outro). 
ATENÇÃO! COMORIÊNCIA. Quando não for possível precisar a ordem cronológica das mortes de pessoas que 
morreram na mesma ocasião, chamadas comorientes, a lei prevê a presunção de haverem falecido no mesmo 
instante. Se forem parentes, a consequência é que tais pessoas NÃO sucederão reciprocamente, abrindo-se 
cadeias sucessórias distintas (art. 8º, CC). 
• IX Jornada de Direito Civil - Enunciado 645. Art. 8º: A comoriência pode ocorrer em quaisquer das espécies 
de morte previstas no direito civil brasileiro. 
MORTE 
NATUREZA JURÍDICA • Enseja o FIM da personalidade da pessoa 
natural. 
MORTE REAL 
• Ocorre com a morte cerebral. 
↳ Art. 3º da Lei nº 9.434/1997, a qual trata da 
morte para fins de remoção de órgãos para 
transplante. 
• Para atestar a ocorrência da morte, é 
necessário ter LAUDO MÉDICO, almejando a 
formulação de atestado de óbito, a ser 
registrado no Cartório de Registro das 
Pessoas Naturais. 
MORTE PRESUMIDA SEM DECLARAÇÃO DE 
AUSÊNCIA 
⇾ Ocorre em 2 casos: 
• desaparecimento do corpo da pessoa, 
sendo extremamente provável a morte de 
quem estava em perigo de vida, e 
• desaparecimento de pessoas em campanha 
militar ou feito prisioneiro, não sendo 
encontrado até 2 anos após o término da 
guerra. 
⇾ Nesses casos, há PRESUNÇÃO ACERCA DA 
MORTE 
↳ não é necessário aguardar o longo prazo 
previsto para a ausência. 
↳ Expede-se imediatamente a certidão de 
óbito, preenchidos os requisitos necessários. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1781
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MORTE PRESUMIDA COM DECLARAÇÃO DE 
AUSÊNCIA 
⇾ A pessoa se encontra em local incerto e 
não sabido, não havendo dela notícia. 
⇾ Há uma PRESUNÇÃO RELATIVA acerca da 
existência da morte da pessoa natural. 
↳ A decretação de ausência pode ser 
requerida por qualquer interessado ou pelo 
Ministério Público. 
⇾ São 3 fases relativas à declaração de 
ausência, a qual ocorrerá por meio de ação 
judicial: 
a) curadoria dos bens do ausente (arts. 22 a 
25); 
b) sucessão provisória (arts. 26 a 36); e 
c) sucessão definitiva (arts. 37 a 39). 
COMORIÊNCIA 
 
⇾ PRESUNÇÃO LEGAL E RELATIVA quanto ao 
momento da ocorrência da morte. 
↳ Em tal caso, quando não é possível 
averiguar qual dos comorientes precedeu ao 
outro, presume-se que MORRERAM 
SIMULTANEAMENTE. 
 Não se exige que a morte tenha ocorrido 
no mesmo local, mas AO MESMO TEMPO 
↳ A comoriência é relevante quando os 
falecidos forem integrantes da mesma família 
com direitos sucessórios entre si. 
Art. 9º. Serão REGISTRADOS em REGISTRO PÚBLICO: 
I - os NASCIMENTOS, CASAMENTOS e ÓBITOS; 
II - a EMANCIPAÇÃO POR OUTORGA DOS PAIS ou por SENTENÇA DO JUIZ; 
↳ Emancipação voluntária/ judicial. 
III - a INTERDIÇÃO POR INCAPACIDADE ABSOLUTA OU RELATIVA; 
IV - a SENTENÇA DECLARATÓRIA DE AUSÊNCIA e de MORTE PRESUMIDA.REGISTRADOS EM REGISTRO PÚBLICO • Nascimentos, casamentos e óbitos; 
• Emancipação por outorga dos pais ou por 
sentença do juiz; 
• Interdição por incapacidade absoluta ou 
relativa; 
• Sentença declaratória de ausência e de 
morte presumida. 
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Art. 10. Far-se-á AVERBAÇÃO em REGISTRO PÚBLICO: 
I - das SENTENÇAS QUE DECRETAREM a NULIDADE ou ANULAÇÃO DO CASAMENTO, o DIVÓRCIO, a 
SEPARAÇÃO JUDICIAL e o RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE CONJUGAL; 
II - dos ATOS JUDICIAIS OU EXTRAJUDICIAIS que DECLARAREM OU RECONHECEREM A FILIAÇÃO; 
III - (Revogado pela Lei nº 12.010, de 2009). 
AVERBADOS EM REGISTRO 
PÚBLICO 
Sentenças que 
decretarem: 
• Nulidade ou anulação do 
casamento; 
• Divórcio; 
• Separação judicial; 
• Restabelecimento da 
sociedade conjugal 
Atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou 
reconhecerem a FILIAÇÃO. 
Obs.: a adoção será realizada por meio de um processo judicial e não por averbação. Averbação é qualquer 
anotação feita à margem do registro para indicar as alterações ocorridas no estado jurídico do registrado. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 272. Não é admitida em nosso ordenamento jurídico a adoção por 
ato extrajudicial, sendo indispensável a atuação jurisdicional, inclusive para a adoção de maiores de 18 
(dezoito) anos. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 273. Tanto na adoção bilateral quanto na unilateral, quando não se 
preserva o vínculo com qualquer dos genitores originários, deverá ser averbado o cancelamento do registro 
originário de nascimento do adotado, lavrando-se novo registro. Sendo unilateral a adoção, e sempre que se 
preserve o vínculo originário com um dos genitores, deverá ser averbada a substituição do nome do pai ou 
mãe naturais pelo nome do pai ou mãe adotivos. 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE 
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são INTRANSMISSÍVEIS
E IRRENUNCIÁVEIS, NÃO podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. 
↳ E inalienáveis. 
↳ São passíveis de cessão. 
• Essa indisponibilidade é relativa. Admite-se restrição dos direitos de personalidade de forma voluntária ou 
por lei. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/217
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/218
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1. A restrição não pode ser permanente. 
2. A restrição não pode ser genérica, ou seja, toda restrição deve ser especificamente incidente sobre um ou 
outro direito da personalidade. 
3. A restrição não pode violar a dignidade do titular, ainda que venha a anuir, aquiescer. 
CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS DA 
PERSONALIDADE 
• Caráter absoluto; 
• Intransmissibilidade e irrenunciabilidade; 
• Não-limitação; 
• Imprescritibilidade; 
• Impenhorabilidade; 
• Vitaliciedade. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 4. O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação 
voluntária, desde que não seja permanente nem geral. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 139. Os direitos da personalidade podem sofrer limitações, ainda 
que não especificamente previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de direito de seu titular, 
contrariamente à boa-fé objetiva e aos bons costumes. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 274. Os direitos da personalidade, regulados de maneira não-
exaustiva pelo Código Civil, são expressões da cláusula geral de tutela da pessoa humana, contida no art. 1º, 
inc. III, da Constituição (princípio da dignidade da pessoa humana). Em caso de colisão entre eles, como 
nenhum pode sobrelevar os demais, deve-se aplicar a técnica da ponderação. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 531. A tutela da dignidade da pessoa humana na sociedade da 
informação inclui o direito ao esquecimento. 
↳ Cuidado! O STF, no RE 1010606/RJ, entendeu que é incompatível com a Constituição a ideia de um direito 
ao esquecimento, assim entendido como o poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação 
de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos 
ou digitais. Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem ser 
analisados caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais – especialmente os relativos à proteção da 
honra, da imagem, da privacidade e da personalidade em geral – e as expressas e específicas previsões legais 
nos âmbitos penal e cível. (Repercussão Geral – Tema 786) (Info 1005). 
Art. 12. Pode-se exigir que CESSE a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas
e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste 
artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o 4º grau. 
• Súmula 642, STJ. O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do titular, 
possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/650
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/222
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/219
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/142
http://www.iceni.com/infix.htm
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
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• Súmula nº 647, STJ. São IMPRESCRITÍVEIS as ações indenizatórias por danos morais e materiais 
decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o 
regime militar. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 5. 
1) As disposições do art. 12 têm caráter geral e aplicam-se, inclusive, às situações previstas no art. 20, 
excepcionados os casos expressos de legitimidade para requerer as medidas nele estabelecidas; 
2) as disposições do art. 20 do novo Código Civil têm a finalidade específica de regrar a projeção dos bens 
personalíssimos nas situações nele enumeradas. Com exceção dos casos expressos de legitimação que se 
conformem com a tipificação preconizada nessa norma, a ela podem ser aplicadas subsidiariamente as regras 
instituídas no art. 12. 
• III Jornada de Direito Civil - Enunciado 140. A primeira parte do art. 12 do Código Civil refere-se às técnicas 
de tutela específica, aplicáveis de ofício, enunciadas no art. 461 do Código de Processo Civil, devendo ser 
interpretada com resultado extensivo. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 275. O rol dos legitimados de que tratam os arts. 12, parágrafo 
único, e 20, parágrafo único, do Código Civil também compreende o companheiro. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 398. As medidas previstas no art. 12, parágrafo único, do Código 
Civil podem ser invocadas por qualquer uma das pessoas ali mencionadas de forma concorrente e autônoma. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 399. Os poderes conferidos aos legitimados para a tutela post 
mortem dos direitos da personalidade, nos termos dos arts. 12, parágrafo único, e 20, parágrafo único, do 
CC, não compreendem a faculdade de limitação voluntária. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 400. Os parágrafos únicos dos arts. 12 e 20 asseguram legitimidade, 
por direito próprio, aos parentes, cônjuge ou companheiro para a tutela contra lesão perpetrada post 
mortem. 
• VIII Jornada de Direito Civil - Enunciado 613. A liberdade de expressão não goza de posição preferencial 
em relação aos direitos da personalidade no ordenamento jurídico brasileiro. 
Art. 13. SALVO por exigência médica, é DEFESO o ato de disposição do próprio corpo, quando 
importar diminuição PERMANENTE da integridadefísica, ou contrariar os bons costumes. 
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma 
estabelecida em lei especial. 
⚠ Atenção à jurisprudência: Não há exigência de formalidade específica acerca da manifestação de última 
vontade do indivíduo sobre a destinação de seu corpo após a morte, sendo possível a submissão do cadáver 
ao procedimento de criogenia em atenção à vontade manifestada em vida. A criogenia (ou criopreservação) 
é a técnica de congelamento do corpo humano após a morte, em baixíssima temperatura, a fim de conservá-
lo, com o intuito de reanimação futura da pessoa caso sobrevenha alguma importante descoberta científica 
que possibilite o seu retorno à vida. Em outras palavras, a criogenia consiste no congelamento de cadáveres 
a baixas temperaturas, com a finalidade de que, com os possíveis avanços da ciência, sejam, um dia, 
ressuscitados. 
51944
51944
 
 
 
 
 
 
 
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/651
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/225
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/220
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/202
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/203
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/204
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1161
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STJ. 3ª Turma. REsp 1693718-RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 26/03/2019 (Info 645). 
↳ Com efeito, não se admite o chamado “blanket consent”, isto é, o consentimento genérico, em que não 
há individualização das informações prestadas ao paciente, dificultando, assim, o exercício de seu direito 
fundamental à autodeterminação. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1848862-RN, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 05/04/2022 (Info 733). 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 6. A expressão "exigência médica" contida no art. 13 refere-se tanto 
ao bem-estar físico quanto ao bem-estar psíquico do disponente. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 276. O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do próprio 
corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias de transgenitalização, em conformidade com os 
procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a consequente alteração do prenome e 
do sexo no Registro Civil. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 276. O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do próprio 
corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias de transgenitalização, em conformidade com os 
procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a consequente alteração do prenome e 
do sexo no Registro Civil. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 401. Não contraria os bons costumes a cessão gratuita de direitos 
de uso de material biológico para fins de pesquisa científica, desde que a manifestação de vontade tenha 
sido livre, esclarecida e puder ser revogada a qualquer tempo, conforme as normas éticas que regem a 
pesquisa científica e o respeito aos direitos fundamentais. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 532. É permitida a disposição gratuita do próprio corpo com 
objetivos exclusivamente científicos, nos termos dos arts. 11 e 13 do Código Civil. 
• IX Jornada de Direito Civil - Enunciado 646. Art. 13: A exigência de autorização de cônjuges ou 
companheiros, para utilização de métodos contraceptivos invasivos, viola o direito à disposição do próprio 
corpo. 
Art. 14. É VÁLIDA, COM OBJETIVO CIENTÍFICO, OU ALTRUÍSTICO, a disposição GRATUITA do próprio 
corpo, no todo ou em parte, para DEPOIS DA MORTE. 
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser LIVREMENTE REVOGADO A QUALQUER TEMPO. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 277. O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição 
gratuita do próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a 
manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, 
a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 402. O art. 14, parágrafo único, do Código Civil, fundado no 
consentimento informado, NÃO dispensa o consentimento dos adolescentes para a doação de medula óssea 
prevista no art. 9º, § 6º, da Lei n. 9.434/1997 por aplicação analógica dos arts. 28, § 2º (alterado pela Lei n. 
12.010/2009), e 45, § 2º, do ECA. 
51944
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/652
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/232
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/223
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/205
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/143
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/1782
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/227
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Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou 
a intervenção cirúrgica. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 403. O direito à inviolabilidade de consciência e de crença, previsto 
no art. 5º, VI, da Constituição Federal, aplica-se também à pessoa que se nega a tratamento médico, inclusive 
transfusão de sangue, com ou sem risco de morte, em razão do tratamento ou da falta dele, desde que 
observados os seguintes critérios: 
a) capacidade civil plena, excluído o suprimento pelo representante ou assistente; 
b) manifestação de vontade livre, consciente e informada; e 
c) oposição que diga respeito exclusivamente à própria pessoa do declarante. 
• VI Jornada de Direito Civil - Enunciado 533. O paciente plenamente capaz poderá deliberar sobre todos os 
aspectos concernentes a tratamento médico que possa lhe causar risco de vida, seja imediato ou mediato, 
SALVO as situações de emergência ou no curso de procedimentos médicos cirúrgicos que não possam ser 
interrompidos. 
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. 
Atenção à jurisprudência! 
• A existência de um homônimo que responde a processo criminal, ainda que em outro estado da 
federação, pode ensejar um constrangimento capaz de configurar o justo motivo para fundamentar a 
inclusão de patronímico. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.962.674-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 24/05/2022 (Info 748). 
• A simples pretensão de homenagear um ascendente não constitui fundamento bastante para configurar a 
excepcionalidade que propicia a modificação do registro. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.962.674-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 24/05/2022 (Info 748). 
• É admissível a exclusão de prenome da criança na hipótese em que o pai informou, perante o cartório de 
registro civil, nome diferente daquele que havia sido consensualmente escolhido pelos genitores. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.905.614-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 04/05/2021 (Info 695). 
• O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de 
gênero no registro civil, não se exigindo, para tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o 
qual poderá exercer tal faculdade tanto pela via judicial como diretamente pela via administrativa. Essa 
alteração deve ser averbada à margem do assento de nascimento, VEDADA a inclusão do termo 
“transgênero”. 
Nas certidões do registro não constará nenhuma observação sobre a origem do ato, VEDADA a expedição de 
certidão de inteiro teor, SALVO a requerimento do próprio interessado ou por determinação judicial. 
Efetuando-se o procedimento pela via judicial, caberá ao magistrado determinar de ofício ou a requerimento 
do interessado a expedição de mandados específicos para a alteração dos demais registros nos órgãos 
públicos ou privadospertinentes, os quais deverão preservar o sigilo sobre a origem dos atos. 
STF. Plenário. RE 670422/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 15/8/2018 (repercussão geral) (Info 911). 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/207
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/144
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• O brasileiro que adquiriu dupla cidadania pode ter seu nome retificado no registro civil do Brasil, desde 
que isso não cause prejuízo a terceiros, quando vier a sofrer transtornos no exercício da cidadania por força 
da apresentação de documentos estrangeiros com sobrenome imposto por lei estrangeira e diferente do que 
consta em seus documentos brasileiros. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1310088-MG, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. para acórdão Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, julgado em 17/5/2016 (Info 588). 
• Não é possível a completa supressão e substituição total do nome registral, por pessoa autoidentificada 
como indígena, por ausência de previsão legal, bem como por respeito ao princípio da segurança jurídica 
e das relações jurídicas a serem afetadas. 
STJ. 4ª Turma. REsp 1927090-RJ, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, Rel. para acórdão Ministro Raul Araújo, 
julgado em 21/3/2023 (Info 768). 
• É admissível o retorno ao nome de solteiro do cônjuge ainda na constância do vínculo conjugal. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.873.918-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 02/03/2021 (Info 687). 
• É admissível o restabelecimento do nome de solteiro na hipótese de dissolução do vínculo conjugal pelo 
falecimento do cônjuge. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.724.718-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/05/2018 (Info 627). 
• É admissível a averbação, no registro de nascimento do filho, da alteração do sobrenome de um dos 
genitores que, em decorrência do divórcio, optou por utilizar novamente o nome de solteiro, contanto que 
ausentes quaisquer prejuízos a terceiros. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.279.952-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 3/2/2015 (Info 555). 
NOVIDADE LEGISLATIVA. Ressalta-se que a ordem jurídica considerava o prenome, em regra, imutável, até 
o fim de junho de 2022, quando foi publicada a Lei 14.382/2022, que dispõe sobre o Sistema Eletrônico dos 
Registros Públicos. 
Houve a alteração dos artigos 55 a 57 da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), com o afastamento 
da regra geral de imutabilidade do nome da pessoa humana, o que, inclusive, já era defendido pela doutrina 
que entendia que deveria se resguardar um espaço de autonomia relativamente ao prenome. 
Art. 17. O nome da pessoa NÃO pode ser empregado por outrem em publicações ou representações 
que a exponham ao desprezo público, AINDA QUANDO NÃO HAJA INTENÇÃO DIFAMATÓRIA. 
• Súmula nº 221, STJ. São civilmente responsáveis pelo ressarcimento do dano, decorrente de publicação 
pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. 
Art. 18. SEM AUTORIZAÇÃO, NÃO se pode usar o nome alheio em PROPAGANDA COMERCIAL. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 278. A publicidade que divulgar, SEM autorização, qualidades 
inerentes a determinada pessoa, ainda que sem mencionar seu nome, mas sendo capaz de identificá-la, 
constitui violação a direito da personalidade. 
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Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. 
Art. 20. SALVO se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da
ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a 
utilização da imagem de uma pessoa poderão ser PROIBIDAS, a seu requerimento e sem prejuízo da 
indenização que couber, SE LHE ATINGIREM a HONRA, a BOA FAMA ou a RESPEITABILIDADE, ou se se
destinarem a FINS COMERCIAIS. 
Para que seja publicada uma biografia NÃO é necessária autorização prévia do indivíduo biografado, das 
demais pessoas retratadas, nem de seus familiares. Essa autorização prévia seria uma forma de censura, 
não sendo compatível com a liberdade de expressão consagrada pela CF/88. As exatas palavras do STF foram 
as seguintes: 
“É inexigível o consentimento de pessoa biografada relativamente a obras biográficas literárias ou 
audiovisuais, sendo por igual desnecessária a autorização de pessoas retratadas como coadjuvantes ou de 
familiares, em caso de pessoas falecidas ou ausentes”. 
Caso o biografado ou qualquer outra pessoa retratada na biografia entenda que seus direitos foram violados 
pela publicação, terá direito à reparação, que poderá ser feita não apenas por meio de indenização 
pecuniária, como também por outras formas, tais como a publicação de ressalva, de nova edição com 
correção, de direito de resposta etc. 
STF. Plenário ADI 4815/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/6/2015 (Info 789). 
Na exposição pornográfica não consentida, o fato de o rosto da vítima não estar evidenciado de maneira 
flagrante é irrelevante para a configuração dos danos morais. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.735.712-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 19/05/2020 (Info 672). 
É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento, assim entendido como o poder de 
obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e 
publicados em meios de comunicação social analógicos ou digitais. 
Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem ser analisados 
caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais – especialmente os relativos à proteção da honra, da 
imagem, da privacidade e da personalidade em geral – e as expressas e específicas previsões legais nos 
âmbitos penal e cível. 
STF. Plenário. RE 1010606/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/2/2021 (Repercussão Geral – Tema 786) 
(Info 1005). 
Jornal divulgou a foto do cadáver de um indivíduo morto em tiroteio ocorrido em via pública. 
Os familiares do morto ajuizaram ação de indenização por danos morais contra o jornal alegando que houve 
violação aos direitos de imagem. 
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O STF julgou a ação improcedente argumentando que condenar o jornal seria uma forma de censura, o que 
afronta a liberdade de informação jornalística. 
STF. 2ª Turma. ARE 892127 AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 23/10/2018 (Info 921). 
• Súmula 221, STJ. São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela 
imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. 
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa 
proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. 
↳ Podem requerer: cônjuge/companheiro, ascendente ou descendente. 
AMEAÇA OU LESÃO AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE E À IMAGEM DE MORTO 
LESÃO AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE 
DO MORTO 
(art. 12, parágrafo único) 
LESÃO À IMAGEM DO MORTO 
(art. 20, parágrafo único) 
⇾ Legitimados para requerer perdas e danos: 
• cônjuge sobrevivente; ou 
• qualquer parente em linha reta ou 
colateral, até o 4º grau. 
⇾ Legitimados para requerer proteção/ 
indenização: 
• cônjuge; 
• ascendentes; ou 
• descendentes. 
• I Jornada de Direito Civil - Enunciado 5. 
1) As disposições do art. 12 têm caráter geral e aplicam-se, inclusive, às situações previstas no art. 20, 
excepcionados os casos expressos de legitimidade para requerer as medidas nele estabelecidas; 2) as 
disposições do art. 20 do novo Código Civil têm a finalidade específica de regrara projeção dos bens 
personalíssimos nas situações nele enumeradas. Com exceção dos casos expressos de legitimação que se 
conformem com a tipificação preconizada nessa norma, a ela podem ser aplicadas subsidiariamente as regras 
instituídas no art. 12. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 275. O rol dos legitimados de que tratam os arts. 12, parágrafo 
único, e 20, parágrafo único, do Código Civil também compreende o companheiro. 
• IV Jornada de Direito Civil - Enunciado 279. A proteção à imagem deve ser ponderada com outros 
interesses constitucionalmente tutelados, especialmente em face do direito de amplo acesso à informação 
e da liberdade de imprensa. Em caso de colisão, levar-se-á em conta a notoriedade do retratado e dos fatos 
abordados, bem como a veracidade destes e, ainda, as características de sua utilização (comercial, 
informativa, biográfica), privilegiando-se medidas que não restrinjam a divulgação de informações. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 399. Os poderes conferidos aos legitimados para a tutela post 
mortem dos direitos da personalidade, nos termos dos arts. 12, parágrafo único, e 20, parágrafo único, do 
CC, NÃO compreendem a faculdade de limitação voluntária. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 400. Os parágrafos únicos dos arts. 12 e 20 asseguram legitimidade, 
por direito próprio, aos parentes, cônjuge ou companheiro para a tutela contra lesão perpetrada post 
mortem. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/651
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/220
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/236
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/203
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/204
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
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Art. 21. A VIDA PRIVADA DA PESSOA NATURAL É INVIOLÁVEL, e o juiz, a requerimento do
interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 404. A tutela da privacidade da pessoa humana compreende os 
controles espacial, contextual e temporal dos próprios dados, sendo necessário seu expresso consentimento 
para tratamento de informações que versem especialmente o estado de saúde, a condição sexual, a origem 
racial ou étnica, as convicções religiosas, filosóficas e políticas. 
• V Jornada de Direito Civil - Enunciado 405. As informações genéticas são parte da vida privada e NÃO 
podem ser utilizadas para fins diversos daqueles que motivaram seu armazenamento, registro ou uso, SALVO 
com autorização do titular. 
JURISPRUDÊNCIAS EM TESE - STJ 
EDIÇÃO N. 137: DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE - I 
1) O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que 
não seja permanente nem geral. (Enunciado n. 4 da I Jornada de Direito Civil do CJF) 
2) A PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DE OFENSA A DIREITO DA PERSONALIDADE É 
IMPRESCRITÍVEL. 
3) A ampla liberdade de informação, opinião e crítica jornalística reconhecida 
constitucionalmente à imprensa NÃO É UM DIREITO ABSOLUTO, encontrando limitações,
tais como a preservação dos direitos da personalidade. 
4) No tocante às PESSOAS PÚBLICAS, apesar de o grau de resguardo e de tutela da imagem 
não ter a mesma extensão daquela conferida aos particulares, já que comprometidos com 
a publicidade, restará configurado o abuso do direito de uso da imagem quando se
constatar a vulneração da intimidade ou da vida privada. 
5) INDEPENDE DE PROVA DO PREJUÍZO a indenização pela publicação NÃO AUTORIZADA de 
imagem de pessoa COM FINS ECONÔMICOS OU COMERCIAIS. (Súmula n. 403/STJ) 
6) A divulgação de fotografia em periódico (impresso ou digital) para ilustrar matéria acerca 
de manifestação popular de cunho político-ideológico ocorrida em local público não tem 
intuito econômico ou comercial, mas tão-somente informativo, ainda que se trate de 
sociedade empresária, não sendo o caso de aplicação da Súmula n. 403/STJ. 
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https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/208
https://www.cjf.jus.br/enunciados/enunciado/209
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7) A publicidade que divulgar, SEM autorização, qualidades inerentes a determinada 
pessoa, ainda que sem mencionar seu nome, mas sendo capaz de identificá-la, constitui 
violação a direito da personalidade. (Enunciado n. 278 da IV Jornada de Direito Civil do CJF) 
8) O uso e a divulgação, por sociedade empresária, de imagem de pessoa física fotografada 
isoladamente em local público, em meio a cenário destacado, sem nenhuma conotação 
ofensiva ou vexaminosa, configura dano moral decorrente de violação do direito à imagem 
por ausência de autorização do titular. 
9) O uso não autorizado da imagem de menores de idade gera dano moral in re ipsa. 
10) A tutela da dignidade da pessoa humana na sociedade da informação inclui o direito ao
esquecimento, ou seja, o direito de não ser lembrado contra sua vontade, especificamente
no tocante a fatos desabonadores à honra. (Vide Enunciado n. 531 da IV Jornada de Direito
Civil do CJF) 
SUPERADA. Isso porque o STF decidiu que o ordenamento jurídico brasileiro não consagra o 
denominado direito ao esquecimento: 
É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento, assim entendido 
como o poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou dados 
verídicos e licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos ou 
digitais. Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação 
devem ser analisados caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais – especialmente os 
relativos à proteção da honra, da imagem, da privacidade e da personalidade em geral – e as 
expressas e específicas previsões legais nos âmbitos penal e cível. STF. Plenário. RE 
1010606/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/2/2021 (Repercussão Geral – Tema 786) 
(Info 1005). 
 
11) Quando os registros da folha de antecedentes do réu são muito antigos, admite-se o 
afastamento de sua análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento.
Apesar de o STF ter afirmado que não existe o direito ao esquecimento na forma acima 
explicada, o STJ continua aplicando o entendimento exposto nessa tese 11. Nesse sentido: 
Quando os registros da folha de antecedentes do réu são muito antigos, admite-se o 
afastamento de sua análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 711.946/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
26/04/2022. 
EDIÇÃO N. 138: DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE - II 
1) O dano moral extrapatrimonial atinge direitos de personalidade do grupo ou da 
coletividade como realidade massificada, não sendo necessária a demonstração da dor, da 
repulsa, da indignação, tal qual fosse um indivíduo isolado. 
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2) A imunidade conferida ao advogado para o pleno exercício de suas funções NÃO possui 
caráter absoluto, devendo observar os parâmetros da legalidade e da razoabilidade, não 
abarcando violações de direitos da personalidade, notadamente da honra e da imagem de 
outras partes ou de profissionais que atuem no processo. 
3) A VOZ HUMANA ENCONTRA PROTEÇÃO NOS DIREITOS DA PERSONALIDADE, seja como 
direito autônomo ou como parte integrante do direito à imagem ou do direito à identidade 
pessoal. 
4) O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e
imprescritível, assentado no princípio da dignidade da pessoa humana. 
5) A regra no ordenamento jurídico é a imutabilidade do prenome, um direito da 
personalidade que designa(um terço) até metade. 
↳ É possível aplicar a causa de aumento de pena previsto no §1º à extorsão qualificada. 
§ 2º. Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo anterior. 
SUBTRAÇÃO RESULTADO ROUBO QUALIFICADO 
Consumada Tentado Tentado 
Tentada Consumado Consumado 
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• Súmula nº 96, STJ. O crime de EXTORSÃO consuma-se INDEPENDENTEMENTE DA OBTENÇÃO DA 
VANTAGEM INDEVIDA. 
↳ O crime se consuma no momento em que a vítima adotar um comportamento. Se ela não adotar o 
comportamento, será tentativa de extorsão. 
§ 3º. Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária 
para a obtenção da vantagem econômica, a pena é de RECLUSÃO, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, além da 
multa; se resulta lesão corporal GRAVE ou MORTE, aplicam-se as penas previstas no art. 159, §§ 2º e 3º, 
respectivamente. [crime hediondo] 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
III - extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte (art. 
158, § 3º); 
↳ A extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, em todas as suas modalidades, seja simples 
ou qualificada pela ocorrência de lesão corporal ou morte, será crime hediondo. 
↳ Trata-se do crime conhecido como “sequestro relâmpago”. Nesse caso, a restrição da liberdade é o meio 
executório para consumar o crime, e deve ser por tempo suficiente para obter a vantagem indevida. Ou seja: 
essa restrição não pode ser muito demorada sob o risco de configurar extorsão mediante sequestro. 
ROUBO (ART. 157, CP) EXTORSÃO (ART. 158, CP) 
O comportamento da vítima é prescindível/ 
dispensável. 
O comportamento da vítima é 
imprescindível/ indispensável. 
Ex.: sujeito obriga a pessoa a entregar a 
carteira. Nesse caso, mesmo que a vítima não 
entregue, o agente poderá tomá-la. 
Ex.: sujeito obriga a pessoa a entregar sua 
senha do banco para subtrair dinheiro. Nesse 
caso, se a vítima não fornecer a senha, o 
agente não poderá obter o dinheiro. 
A vantagem é imediata e o mal é iminente. A vantagem é mediata e o mal é futuro. 
EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO 
[Todas as formas de extorsão mediante sequestro são hediondas!] 
Art. 159. Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como 
condição ou preço do resgate: 
Pena - RECLUSÃO, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. 
Art. 1º, Lei nº 8.072/90. São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: 
IV - extorsão mediante sequestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ 1º, 2º e 3º); 
↳ ≠ de extorsão, que admite apenas vantagem econômica. 
↳ Se consuma com a privação da liberdade da vítima. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
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§ 1º Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o sequestrado é menor de 18 (dezoito)
ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha: 
Pena - RECLUSÃO, de 12 (doze) a 20 (vinte) anos. 
↳ No caso da prática de extorsão mediante sequestro por associação criminosa – haverá concurso de crimes 
entre a figura qualificada e o crime de associação criminosa. 
§ 2º. Se do fato resulta lesão corporal de natureza GRAVE: 
Pena - RECLUSÃO, de 16 (dezesseis) a 24 (vinte e quatro) anos. 
§ 3º. Se resulta a MORTE: 
Pena - RECLUSÃO, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos. 
↳ A doutrina exige que o resultado qualificador (lesão grave ou morte) seja em face da pessoa sequestrada. 
§ 4º. Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a 
libertação do sequestrado, terá sua pena REDUZIDA de 1/3 a 2/3. (Delação premiada – independe da prisão) 
EXTORSÃO QUALIFICADA PELA RESTRIÇÃO 
DA LIBERDADE DA VÍTIMA 
EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO 
A vantagem perquirida é necessariamente 
econômica 
Admite-se a obtenção de vantagem de 
qualquer natureza 
A vantagem deve ser prestada pelo próprio 
constrangido/ pela pessoa que teve sua 
liberdade restringida. 
A vantagem é prestada por terceiro, ou seja, 
por pessoa diversa daquela que teve sua 
liberdade ambulatorial cerceada. 
A restrição da liberdade ocorre exclusivamente 
pelo tempo necessário para a consecução da 
vantagem. No entanto, se a restrição da 
liberdade ocorrer por período prolongado, 
superior ao essencial para conseguir a 
vantagem, será crime de extorsão mediante 
sequestro, independentemente de quem 
prestou a vantagem. 
Em regra, o período de liberdade é superior 
àquele do sequestro relâmpago. 
EXTORSÃO INDIRETA 
Art. 160. Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que 
pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
↳ Não exige violência/grave ameaça 
↳ Se der início ao procedimento sabendo da inocência: haverá concurso material com o crime de denunciação 
caluniosa. 
CAPÍTULO III 
DA USURPAÇÃO 
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Alteração de limites 
Art. 161. Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, 
para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa. 
§ 1º. Na mesma pena incorre quem: 
Usurpação de águas 
I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de outrem, águas alheias; 
Esbulho possessório 
II - invade, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de duas pessoas, 
terreno ou edifício alheio, para o fim de esbulho possessório. 
§ 2º. Se o agente usa de violência, incorre também na pena a esta cominada. 
§ 3º. Se a propriedade é particular, e não há emprego de violência, somente se procede mediante
queixa. 
Supressão ou alteração de marca em animais 
Art. 162. Suprimir ou alterar, indevidamente, em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal indicativo de 
propriedade: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa. 
CAPÍTULO IV 
DO DANO 
 
Dano 
Art. 163. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, OU multa. [IMPO] 
↳ não abrange a conduta de “fazer desaparecer sem perecimento” – trata-se de fato atípico. 
↳ “coisa alheia” – não há crime de dano se danifica a própria coisa em poder de 3º. (art. 346, CP) 
DOLO NO CRIME DE DANO 
STJ: exige dolo específico STF + doutrina: basta o dolo genérico 
Dano qualificado 
Parágrafo único. Se o crime é cometido: 
I - com violência à pessoa ou grave ameaça; 
↳ A violência é empregada ANTES DO DANO, como uma forma de obter o objeto para danificar. 
II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave; 
↳ Se gerar perigo comum, o crime de dano fica absorvido. 
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III - contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, 
fundação pública,o indivíduo e o identifica perante a sociedade, cuja modificação 
revela-se possível, no entanto, nas hipóteses previstas em lei, bem como em determinados 
casos admitidos pela jurisprudência. 
⚠ NOVIDADE LEGISLATIVA: ressalta-se que a ordem jurídica considerava o prenome, em 
regra, imutável, até o fim de junho de 2022, quando foi publicada a Lei 14.382/2022, que 
dispõe sobre o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos. 
Houve a alteração dos artigos 55 a 57 da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), com o 
afastamento da regra geral de imutabilidade do nome da pessoa humana, o que, inclusive, 
já era defendido pela doutrina que entendia que deveria se resguardar um espaço de 
autonomia relativamente ao prenome. 
6) O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua 
classificação de gênero no registro civil, exigindo-se, para tanto, nada além da manifestação 
de vontade do indivíduo, em respeito aos princípios da identidade e da dignidade da pessoa 
humana, inerentes à personalidade. 
7) É POSSÍVEL A MODIFICAÇÃO DO NOME CIVIL EM DECORRÊNCIA DO DIREITO À DUPLA
CIDADANIA, de forma a unificar os registros à luz dos princípios da verdade real e da 
simetria. 
8) A continuidade do uso do sobrenome do ex-cônjuge, à exceção dos impedimentos 
elencados pela legislação civil, afirma-se como direito inerente à personalidade, 
integrando-se à identidade civil da pessoa e identificando-a em seu entorno social e 
familiar. 
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9) O direito ao nome, enquanto atributo dos direitos da personalidade, torna possível o 
restabelecimento do nome de solteiro após a dissolução do vínculo conjugal em decorrência 
da morte. 
10) Em caso de uso indevido do nome da pessoa com intuito comercial, o dano moral é in 
re ipsa. 
11) Não se exige a prova inequívoca da má-fé da publicação (actual malice), para ensejar a 
indenização pela ofensa ao nome ou à imagem de alguém. 
12) Os pedidos de remoção de conteúdo de natureza ofensiva a direitos da personalidade 
das páginas de internet, seja por meio de notificação do particular ou de ordem judicial, 
dependem da localização inequívoca da publicação (Universal Resource Locator - URL), 
correspondente ao material que se pretende remover. 
Fonte: Buscador Dizer o Direito 
CAPÍTULO III 
DA AUSÊNCIA 
Seção I 
Da Curadoria dos Bens do Ausente 
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio SEM dela haver notícia, se não houver deixado 
representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer
interessado ou do Ministério Público, declarará a AUSÊNCIA, e nomear-lhe-á curador. 
Art. 23. Também se declarará a AUSÊNCIA, e se nomeará curador, quando o ausente deixar 
mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes forem 
insuficientes. 
Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e obrigações, conforme as 
circunstâncias, observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores. 
Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato por mais
de 2 (dois) anos ANTES da declaração da ausência, será o seu legítimo curador. 
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§ 1º. Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos descendentes, 
nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. 
⇾ Ordem para ser curador: 
1. Cônjuge; 
2. Ascendentes; 
3. Descendentes. 
§ 2º. Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais remotos. 
§ 3º. Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador. 
⇾ Curadoria dos bens do ausente: 
Nesta 1ª fase, se arrecadam os bens que serão administrados por um curador. Desde logo já se declara a 
ausência. 
Também se pode declarar a ausência quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa 
exercer ou continuar o mandato, ou se seus poderes forem insuficientes (art. 23, CC). 
- Quem será o curador? (Ordem preferencial). 
• Opção 1: Cônjuge ou companheiro do ausente (desde que não esteja separado judicialmente, ou de fato 
por + de 2 anos ANTES da declaração de ausência). 
• Opção 2: Ascendentes. 
• Opção 3: Descendentes. 
* Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador. 
Seção II 
Da Sucessão Provisória 
Art. 26. Decorrido 1 (um) ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante
ou procurador, em se passando 3 (três) anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência
e se abra provisoriamente a sucessão. 
Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram INTERESSADOS: 
I - o cônjuge não separado judicialmente; 
II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; 
III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; 
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. 
Art. 28. A SENTENÇA que determinar a ABERTURA da sucessão provisória só produzirá EFEITO 180
(cento e oitenta) dias depois de publicada pela imprensa; mas, LOGO QUE PASSE EM JULGADO, proceder-
se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse
falecido. 
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§ 1º. Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão provisória, 
cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. 
↳ 1 ano da arrecadação de bens do ausente ou 3 anos, se deixou representante ou procurador. 
§ 2º. Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até 30 (trinta) dias
depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, proceder-se-á à 
ARRECADAÇÃO DOS BENS DO AUSENTE pela forma estabelecida nos arts. 1.819 a 1.823. 
↳ Herança jacente (vai para o Município, DF ou União, no caso de Território). 
Art. 29. ANTES DA PARTILHA, o juiz, quando julgar conveniente, ordenará a conversão dos bens
móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos garantidos pela União. 
Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias da restituição
deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. 
§ 1º. Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigida neste 
artigo, será EXCLUÍDO, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador, ou de
outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa garantia. 
§ 2º. Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, 
poderão, INDEPENDENTEMENTE de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. 
Art. 31. Os IMÓVEIS do ausente só se poderão alienar, não sendo por desapropriação, ou hipotecar, 
quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína. 
Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente
o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. 
Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente, fará seus
TODOS os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém, deverão 
capitalizar METADE desses frutos e rendimentos, segundo o disposto no art. 29, de acordo com o 
representante do Ministério Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente. 
Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada, 
PERDERÁ ele, em favor do sucessor,sua parte nos frutos e rendimentos. 
Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória poderá, justificando falta de meios, 
requerer lhe seja entregue METADE dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. 
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Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente, considerar-
se-á, nessa data, ABERTA A SUCESSÃO em favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo. 
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse 
provisória, CESSARÃO para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia, obrigados a
tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega dos bens a seu dono. 
⇾ SUCESSÃO PROVISÓRIA: 
Decorrido 1 ano dessa declaração, ou 3 anos, se ele deixou representante, os interessados poderão requer 
que se declare ausência e se abra a sucessão provisória. 
- São considerados interessados: 
a) cônjuge não separado judicialmente; 
b) herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; 
c) os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; 
d) os credores de obrigações vencidas e não pagas. 
- Assim, é feita a partilha de forma provisória, de maneira que se aguarda o retorno do ausente por 10 anos. 
Seção III 
Da Sucessão Definitiva 
Art. 37. 10 (dez) anos depois de PASSADA EM JULGADO A SENTENÇA que concede a abertura da
sucessão provisória, poderão os interessados requerer a SUCESSÃO DEFINITIVA e o levantamento das
cauções prestadas. 
Art. 38. Pode-se requerer a SUCESSÃO DEFINITIVA, também, provando-se que o ausente conta 80
(oitenta) anos de idade, E que de 5 (cinco) anos datam as últimas notícias dele. 
Art. 39. Regressando o ausente nos 10 (dez) anos seguintes à abertura da sucessão DEFINITIVA, ou 
algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes NO ESTADO
EM QUE SE ACHAREM, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados 
houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. 
Parágrafo único. Se, nos 10 (dez) anos a que se refere este artigo, o ausente NÃO REGRESSAR, e 
NENHUM INTERESSADO promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do
Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio 
da União, quando situados em território federal. 
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⇾ SUCESSÃO DEFINITIVA: 
• A sucessão definitiva, em regra, ocorre 10 anos depois de julgado a sentença de abertura da sucessão 
provisória. 
↳ Exceção: o art. 38 prevê que é possível requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente 
conta com 80 anos E que de 5 anos datam as últimas notícia dele. 
• Em sua abertura já se concede a propriedade plena dos bens aos herdeiros e se declara a morte 
(presumida) do ausente. 
• O cônjuge é reputado viúvo. 
• Se o presumivelmente morto não tiver herdeiros, seus bens passam ao domínio do Município ou do DF, 
incorporando-se ao domínio da União, quando situados os bens em território federal (herança jacente, ante 
aos bens vagos). 
• Aguardam-se mais 10 anos. Após esse prazo, encerra-se o processo e o ausente, se retornar, não terá 
direito a nada. 
⇾ REGRESSO DO AUSENTE: 
• Se este retorna durante a curadoria dos bens, EXTINGUE-SE o processo. 
• Se o retorno ocorre durante a sucessão provisória: 
a) Havendo herdeiros necessários, extinguem-se suas vantagens; 
b) Com relação aos outros herdeiros, extinguem-se suas vantagens, somando-se o dever de entrega dos 
frutos e rendimentos dos bens (a metade recebida – art. 33), SALVO se a ausência for voluntária e 
injustificada. 
• Se ocorreu durante a sucessão definitiva: 
a) Antes de ultrapassados 10 anos da sua abertura, o ausente terá direito aos bens existentes; 
b) Depois de ultrapassados 10 anos da sua abertura, NÃO terá o ausente mais direito aos bens. 
Obs.: a abertura da sucessão definitiva independe da sucessão provisória. 
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QUARTA-FEIRA 
Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 289 a 311-A 
TÍTULO X 
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA 
CAPÍTULO I 
DA MOEDA FALSA 
 
Moeda Falsa 
Art. 289. Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no
país ou no estrangeiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 12 (doze) anos, e multa. 
§ 1º. Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, 
vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa. 
Forma privilegiada 
§ 2º. Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a restitui à 
circulação, depois de conhecer a falsidade, é punido com detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e
multa. 
§ 3º. É punido com RECLUSÃO, de 3 (três) a 15 (quinze) anos, e multa, o funcionário público ou diretor, 
gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica, emite ou autoriza a fabricação ou emissão: 
I - de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei; 
II - de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. 
§ 4º. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circulação não estava ainda 
autorizada. 
• Súmula nº 73, STJ. A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de 
estelionato, da competência da Justiça Estadual. 
↳ Para a configuração do crime de moeda falsa, previsto no art. 289, caput e § 1º, do CP, é necessário que se 
evidencie a chamada imitatio veri, ou seja, é preciso que a falsidade seja apta a enganar terceiros, dada a 
semelhança da cédula falsa com a verdadeira. Se ficar constatada pela perícia que a falsificação das cédulas 
contrafeitas poderia iludir o homem comum, como de fato ocorreu, verifica-se, em princípio, a configuração 
do referido crime, cuja competência é da Justiça Federal (CC 117.751/PR, j. em 28/03/2012). 
↳ Se a falsificação não é grosseira: o crime é de moeda falsa (art. 289 do CP), de competência da Justiça 
Federal. 
↳ Se a falsificação é grosseira: o crime pode ser o de estelionato (art. 171 do CP), de competência, em regra, 
da Justiça Estadual. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 73-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Crimes assimilados ao de moeda falsa 
Art. 290. Formar cédula, nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas, notas 
ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cédula ou bilhete recolhidos, para o fim de restituí-los à 
circulação, sinal indicativo de sua inutilização; restituir à circulação cédula, nota ou bilhete em tais 
condições, ou já recolhidos para o fim de inutilização: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa. 
Parágrafo único. O máximo da RECLUSÃO é elevado a 12 (doze) anos e multa, se o crime é cometido 
por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido, ou nela tem fácil ingresso, 
em razão do cargo. 
Petrechos para falsificação de moeda 
Art. 291. Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, 
aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Emissão de título ao portador sempermissão legal 
Art. 292. Emitir, sem permissão legal, nota, bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa de 
pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago:
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, OU multa. 
Parágrafo único. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste 
artigo incorre na pena de detenção, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, OU multa. 
CAPÍTULO II 
DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS 
 
Falsificação de papéis públicos 
Art. 293. Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: 
I - selo destinado a controle tributário, papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à 
arrecadação de tributo; 
II - papel de crédito público que não seja moeda de curso legal; 
III - vale postal; 
IV - cautela de penhor, caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento 
mantido por entidade de direito público; 
V - talão, recibo, guia, alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas
ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável; 
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VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União, por Estado 
ou por Município: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 1º. Incorre na mesma pena quem: 
I - usa, guarda, possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo; 
II - importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece ou restitui à circulação 
selo falsificado destinado a controle tributário; 
III - importa, exporta, adquire, vende, expõe à venda, mantém em depósito, guarda, troca, cede, 
empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, produto ou mercadoria: 
a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário, falsificado; 
b) sem selo oficial, nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua 
aplicação. 
§ 2º. Suprimir, em qualquer desses papéis, quando legítimos, com o fim de torná-los novamente 
utilizáveis, carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
§ 3º. Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos papéis a que se refere o 
parágrafo anterior. 
§ 4º. Quem usa ou restitui à circulação, embora recebido de boa-fé, qualquer dos papéis falsificados 
ou alterados, a que se referem este artigo e o seu § 2º, depois de conhecer a falsidade ou alteração, incorre 
na pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, OU multa. 
§ 5º. Equipara-se a atividade comercial, para os fins do inciso III do § 1º, qualquer forma de comércio 
irregular ou clandestino, inclusive o exercido em vias, praças ou outros logradouros públicos e em 
residências. 
Petrechos de falsificação 
Art. 294. Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente destinado à 
falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
Art. 295. Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, AUMENTA-
SE a pena de 1/6 (sexta parte). 
CAPÍTULO III 
DA FALSIDADE DOCUMENTAL 
Falsificação do selo ou sinal público 
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Art. 296. Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: 
I - selo público destinado a autenticar atos oficiais da União, de Estado ou de Município; 
II - selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público, ou a autoridade, ou sinal público de 
tabelião: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
§ 1º. Incorre nas mesmas penas: 
I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado; 
II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito
próprio ou alheio. 
III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros 
símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. 
§ 2º. Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, AUMENTA-SE a
pena de 1/6 (sexta parte). 
Falsificação de documento público 
Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público 
verdadeiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
§ 1º. Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, AUMENTA-SE a
pena de 1/6 (sexta parte). 
§ 2º. Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, 
o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o 
testamento particular. 
§ 3º. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: 
I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante 
a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; 
II - na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir 
efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; 
III - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da 
empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. 
§ 4º. Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3º, nome do 
segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de 
serviços. 
• Súmula nº 17, STJ. Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este 
absorvido. 
↳ Essa súmula baseia-se no princípio da consunção e exige, para ser aplicada, que o crime de falsidade (crime 
meio) fique completamente exaurido (sem potencialidade lesiva), após ter sido empregado para a prática do 
estelionato (delito-fim). Exemplo típico da súmula: João falsifica um cheque e saca o dinheiro da conta; esse 
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falso se esgotou (não poderá mais ser usado para nada) e o agente responderá apenas pelo crime-fim 
(estelionato) 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 17-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Falsificação de documento particular 
(Redação dada pela Lei nº 12.737, de 2012) 
Art. 298. Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular 
verdadeiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
Falsificação de cartão 
(Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012) 
Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular o cartão de 
crédito ou débito. 
(Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012) 
Falsidade ideológica 
Art. 299. OMITIR, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele 
inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, 
criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e RECLUSÃO, de 1
(um) a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular. 
DOCUMENTO PÚBLICO • Reclusão, de 1 a 5 anos e multa.
DOCUMENTO PRIVADO • Reclusão, de 1 a 3 anos e multa. 
Parágrafo único. Se o agente é funcionário público, e comete o crimeprevalecendo-se do cargo, ou 
se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, AUMENTA-SE a pena de 1/6 (sexta parte). 
A falsidade ideológica é crime formal e instantâneo, cujos efeitos podem se protrair no tempo. 
A despeito dos efeitos que possam, ou não, gerar, a falsidade ideológica se consuma no momento em que é 
praticada a conduta. 
Diante desse contexto, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão punitiva é o 
momento da consumação do delito (e não o da eventual reiteração de seus efeitos). 
[...] 
STJ. 3ª Seção. RvCr 5233-DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/05/2020 (Info 672). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Na falsidade ideológica, o termo inicial da contagem do prazo da 
prescrição da pretensão punitiva é o momento da consumação do delito (e não o momento da eventual 
reiteração de seus efeitos). Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
51944
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12737.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12737.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12737.htm#art3
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 03 
132 
. 
Não é típica a conduta de inserir, em currículo Lattes, dado que não condiz com a realidade. 
Isso não configura falsidade ideológica (art. 299 do CP) porque: 
1) currículo Lattes não é considerado documento por ser eletrônico e não ter assinatura digital; 
2) currículo Lattes é passível de averiguação e, portanto, não é objeto material de falsidade ideológica. 
Quando o documento é passível de averiguação, o STJ entende que não há crime de falsidade ideológica 
mesmo que o agente tenha nele inserido informações falsas. 
STJ. 6ª Turma. RHC 81451-RJ, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 22/8/2017 (Info 610). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Inserir informação falsa em currículo Lattes não configura crime de 
falsidade ideológica. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Falso reconhecimento de firma ou letra 
Art. 300. Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o não seja: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público; e de 1 (um) a 3 (três) anos, 
e multa, se o documento é particular. 
DOCUMENTO PÚBLICO • Reclusão, de 1 a 5 anos e multa. 
DOCUMENTO PRIVADO • Reclusão, de 1 a 3 anos e multa. 
 Atenção! Caso o falso reconhecimento seja feito por perito através de exame grafotécnico (dolosamente) 
⇾ art. 342, CP (falsa perícia). 
Certidão ou atestado ideologicamente falso 
Art. 301. ATESTAR ou CERTIFICAR falsamente, em razão de função pública, fato ou circunstância que 
habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra 
vantagem: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. 
Falsidade material de atestado ou certidão 
§ 1º. FALSIFICAR, no todo ou em parte, atestado ou certidão, ou alterar o teor de certidão ou de 
atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção 
de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. 
§ 2º. Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se, além da pena privativa de liberdade, a de 
multa. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/fd4d801731725513a4d77aa9bb35534b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/fd4d801731725513a4d77aa9bb35534b
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133 
Falsidade de atestado médico 
Art. 302. Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso: 
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano. 
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa. 
Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica 
Art. 303. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção, SALVO quando a
reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: 
Pena - detenção, de 1 a 3 anos, e multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, para fins de comércio, faz uso do selo ou peça
filatélica. 
 O art. 303 foi tacitamente revogado pelo art. 39 da Lei nº 6.538/78 (continuidade típico-normativa). 
Lei nº 6.538/78. 
REPRODUÇÃO E ADULTERAÇÃO DE PEÇA FILATÉLICA 
Art. 39. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção, SALVO quando a reprodução ou a 
alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: 
Pena: detenção, até 2 (dois) anos, e pagamento de três a dez dias-multa. 
FORMA ASSIMILADA 
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas, quem, para fins de comércio, faz uso de selo ou peça filatélica 
de valor para coleção, ilegalmente reproduzidos ou alterados. 
Uso de documento falso 
Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 
302: 
Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 
⇾ Súmulas relacionadas à competência p/ processo e julgamento do crime de uso de documento falso: 
• Súmula nº 104, STJ. Compete a Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso 
de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino. 
• Súmula nº 200, STJ. O juízo federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de 
passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. 
• Súmula nº 546, STJ. A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada 
em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a 
qualificação do órgão expedidor. 
• Súmula Vinculante nº 36. Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil denunciado pelos 
crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de 
Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), ainda que expedidas pela Marinha 
do Brasil. 
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Supressão de documento 
Art. 305. Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, 
documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa, se o documento é público, e RECLUSÃO, de 1
(um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é particular. 
DOCUMENTO PÚBLICO • Reclusão, de 2 a 6 anos e multa. 
DOCUMENTO PRIVADO • Reclusão, de 1 a 5 anos e multa. 
CAPÍTULO IV 
DE OUTRAS FALSIDADES 
Falsificação do sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária, ou para 
outros fins 
Art. 306. Falsificar, fabricando-o ou alterando-o, marca ou sinal empregado pelo poder público no 
contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária, ou usar marca ou sinal dessa natureza, falsificado 
por outrem: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Parágrafo único. Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de 
fiscalização sanitária, ou para autenticar ou encerrar determinados objetos, ou comprovar o cumprimentode formalidade legal: 
Pena - RECLUSÃO ou detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
Falsa identidade 
Art. 307. Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio
ou alheio, ou para causar dano a outrem: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, OU multa, se o fato não constitui elemento de crime 
mais grave. 
• Súmula nº 522, STJ. A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda 
que em situação de alegada autodefesa. 
Art. 308. Usar, como próprio, passaporte, título de eleitor, caderneta de reservista ou qualquer 
documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se utilize, documento dessa natureza, 
próprio ou de terceiro: 
Pena - detenção, de 4 (quatro) meses a 2 (dois) anos, e multa, se o fato não constitui elemento de crime mais 
grave. 
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Fraude de lei sobre estrangeiro 
Art. 309. Usar o estrangeiro, para entrar ou permanecer no território nacional, nome que não é o seu: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
Parágrafo único. Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território 
nacional: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Art. 310. Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação, título ou valor pertencente a 
estrangeiro, nos casos em que a este é VEDADA por lei a propriedade ou a posse de tais bens: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa. 
Adulteração de sinal identificador de veículo 
(Redação dada pela Lei nº 14.562, de 2023) 
Art. 311. Adulterar, remarcar ou suprimir número de chassi, monobloco, motor, placa de identificação, 
ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, elétrico, híbrido, de reboque, de semirreboque ou de 
suas combinações, bem como de seus componentes ou equipamentos, SEM autorização do órgão
competente: 
(Redação dada pela Lei nº 14.562, de 2023) 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 
§ 1º. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela, a pena é 
AUMENTADA de 1/3 (um terço). 
§ 2º. Incorrem nas mesmas penas do caput deste artigo: 
(Redação dada pela Lei nº 14.562, de 2023) 
I - o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou 
adulterado, fornecendo indevidamente material ou informação oficial; 
(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
II - aquele que adquire, recebe, transporta, oculta, mantém em depósito, fabrica, fornece, a título
oneroso ou gratuito, possui ou guarda maquinismo, aparelho, instrumento ou objeto especialmente 
destinado à falsificação e/ou adulteração de que trata o caput deste artigo; ou 
(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
III - aquele que adquire, recebe, transporta, conduz, oculta, mantém em depósito, desmonta, monta, 
remonta, vende, expõe à venda, ou de qualquer forma utiliza, em proveito próprio ou alheio, veículo 
automotor, elétrico, híbrido, de reboque, semirreboque ou suas combinações ou partes, com número de 
chassi ou monobloco, placa de identificação ou qualquer sinal identificador veicular que devesse saber estar 
adulterado ou remarcado. 
(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
§ 3º. Praticar as condutas de que tratam os incisos II ou III do § 2º deste artigo no exercício de atividade
comercial ou industrial: 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
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(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
§ 4º. Equipara-se a atividade comercial, para efeito do disposto no § 3º deste artigo, qualquer forma 
de comércio irregular ou clandestino, inclusive aquele exercido em residência. 
(Incluído pela Lei nº 14.562, de 2023) 
CAPÍTULO V 
DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
Fraudes em certames de interesse público 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de 
comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de: 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
I - concurso público; 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
II - avaliação ou exame públicos; 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
§ 1º. Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas 
não autorizadas às informações mencionadas no caput. 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
§ 2º. Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
§ 3º. AUMENTA-SE a pena de 1/3 se o fato é cometido por funcionário público. 
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14562.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm#art19
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Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 118 a 144-A 
CAPÍTULO V 
DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS 
Art. 118. ANTES de transitar em julgado a sentença final, as coisas apreendidas NÃO poderão ser 
restituídas ENQUANTO INTERESSAREM AO PROCESSO. 
Art. 119. As coisas a que se referem os arts. 74 e 100 do Código Penal NÃO poderão ser restituídas, 
mesmo depois de transitar em julgado a sentença final, SALVO se pertencerem ao lesado ou a terceiro de
boa-fé. 
* A referência aqui é feita a dispositivos originais do CP. Vide art. 91 da nova Parte Geral do mesmo Código. 
Art. 91, CP. São efeitos da condenação: 
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; 
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceirode boa-fé: 
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção 
constitua fato ilícito; 
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a 
prática do fato criminoso. 
§ 1º. Poderá ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime quando 
estes não forem encontrados ou quando se localizarem no exterior. 
§ 2º. Na hipótese do § 1º, as medidas assecuratórias previstas na legislação processual poderão abranger 
bens ou valores equivalentes do investigado ou acusado para posterior decretação de perda. 
Art. 120. A restituição, quando cabível, poderá ser ordenada pela autoridade policial ou juiz, 
mediante termo nos autos, desde QUE não exista dúvida quanto ao direito do reclamante. 
§ 1º. Se DUVIDOSO esse direito, o pedido de restituição autuar-se-á em apartado, assinando-se ao 
requerente o prazo de 5 (cinco) dias para a prova. Em tal caso, só o juiz criminal poderá decidir o incidente. 
§ 2º. O incidente autuar-se-á também em apartado e só a autoridade judicial o resolverá, se as coisas
forem apreendidas em poder de terceiro de boa-fé, que será intimado para alegar e provar o seu direito, 
em prazo igual e sucessivo ao do reclamante, tendo um e outro 2 (dois) dias para arrazoar. 
§ 3º. Sobre o pedido de restituição será sempre ouvido o Ministério Público. 
§ 4º. Em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro dono, o juiz remeterá as partes para o juízo
cível, ordenando o depósito das coisas em mãos de depositário ou do próprio terceiro que as detinha, se 
for pessoa idônea. 
§ 5º. Tratando-se de coisas facilmente deterioráveis, serão avaliadas e levadas a LEILÃO público, 
depositando-se o dinheiro apurado, ou entregues ao terceiro que as detinha, se este for pessoa idônea e 
assinar termo de responsabilidade. 
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Art. 121. No caso de apreensão de coisa adquirida com os proventos da infração, aplica-se o disposto 
no art. 133 e seu parágrafo. 
Art. 133, CPP. Transitada em julgado a sentença condenatória, o juiz, de ofício ou a requerimento do 
interessado ou do Ministério Público, determinará a avaliação e a venda dos bens em leilão público cujo 
perdimento tenha sido decretado. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º. Do dinheiro apurado, será recolhido aos cofres públicos o que não couber ao lesado ou a terceiro de 
boa-fé. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 2º. O valor apurado deverá ser recolhido ao Fundo Penitenciário Nacional, EXCETO se houver previsão 
diversa em lei especial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Art. 122. Sem prejuízo do disposto no art. 120, as coisas apreendidas serão alienadas nos termos do 
disposto no art. 133 deste Código. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 13.694/2019). 
Art. 123. Fora dos casos previstos nos artigos anteriores, se dentro no prazo de 90 (noventa) dias, a 
contar da data em que transitar em julgado a sentença final, condenatória ou absolutória, os objetos 
apreendidos não forem reclamados ou não pertencerem ao réu, serão vendidos em leilão, depositando-se 
o saldo à disposição do juízo de ausentes. 
Art. 124. Os instrumentos do crime, cuja perda em favor da União for decretada, e as coisas 
confiscadas, de acordo com o disposto no art. 100 do Código Penal, serão inutilizados ou recolhidos a museu 
criminal, se houver interesse na sua conservação. 
* A referência aqui é feita a dispositivo original do CP não reproduzido na nova Parte Geral do mesmo Código. 
Art. 124-A. Na hipótese de decretação de perdimento de obras de arte ou de outros bens de 
relevante valor cultural ou artístico, se o crime NÃO tiver vítima determinada, poderá haver destinação
dos bens a museus públicos. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
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CAPÍTULO VI 
DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS 
* A Resolução nº 356/2020 do CNJ dispõe sobre a alienação de bens apreendidos em procedimentos 
criminais e dá outras providências. 
Art. 125. Caberá o SEQUESTRO DOS BENS IMÓVEIS, adquiridos pelo indiciado com os proventos da
infração, ainda que já tenham sido transferidos a terceiro. 
Art. 126. Para a decretação do sequestro, bastará a existência de indícios veementes da 
proveniência ilícita dos bens. 
• Bem móvel que é produto direto do crime ⇾ Busca e apreensão. 
• Bem móvel que é produto indireto do crime (provento do crime) ⇾ Sequestro de bens. 
Art. 127. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou do ofendido, ou mediante
representação da autoridade policial, poderá ordenar o sequestro, em qualquer fase do processo ou ainda 
antes de oferecida a denúncia ou queixa. 
Art. 128. Realizado o sequestro, o juiz ordenará a sua inscrição no Registro de Imóveis. 
Art. 129. O sequestro autuar-se-á em apartado e admitirá embargos de terceiro. 
Art. 130. O sequestro poderá ainda ser embargado: 
I - pelo acusado, sob o fundamento de não terem os bens sido adquiridos com os proventos da 
infração; 
II - pelo terceiro, a quem houverem os bens sido transferidos a título oneroso, sob o fundamento de 
tê-los adquirido de boa-fé. 
Parágrafo único. NÃO poderá ser pronunciada decisão nesses embargos antes de passar em julgado 
a sentença condenatória. 
Art. 131. O sequestro será levantado: 
I - se a ação penal não for intentada no prazo de 60 (sessenta) dias, contado da data em que ficar
concluída a diligência; 
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II - se o terceiro, a quem tiverem sido transferidos os bens, prestar caução que assegure a aplicação 
do disposto no art. 74, II, b, segunda parte, do Código Penal; 
* Vide art. 91, II, b, CP. 
III - se for julgada extinta a punibilidade ou absolvido o réu, por sentença transitada em julgado. 
Art. 132. Proceder-se-á ao sequestro dos bens móveis se, verificadas as condições previstas no 
art. 126, não for cabível a medida regulada no Capítulo XI do Título VII deste Livro. 
Art. 133. TRANSITADA EM JULGADO a sentença condenatória, o juiz, de ofício ou a requerimento do
interessado ou do Ministério Público, determinará a avaliação e a venda dos bens em LEILÃO PÚBLICO cujo 
perdimento tenha sido decretado. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Do dinheiro apurado, será recolhido aos cofres públicos o que não couber ao lesado ou a 
terceiro de boa-fé. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. O valor apurado deverá ser recolhido ao Fundo Penitenciário Nacional, EXCETO se houver 
previsão diversa em lei especial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Sequestro e a Lei nº 13.964/19 
Antes da Lei nº 13.964/19 Depois da Lei nº 13.964/19 
Art. 133. Transitada em julgado a sentença 
condenatória, o juiz, de ofício ou a requerimento do 
interessado, determinará a avaliação e a venda dos 
bens em leilão público. 
Parágrafo único. Do dinheiro apurado, será 
recolhido ao Tesouro Nacional o que não couber ao 
lesado ou a terceiro de boa-fé. 
Art. 133. Transitada em julgado a sentença 
condenatória, o juiz, de ofício ou a requerimento do 
interessado ou do Ministério Público, determinará a 
avaliação e a venda dos bens em leilão públicocujo 
perdimento tenha sido decretado. 
§ 1º Do dinheiro apurado, será recolhido aos cofres 
públicos o que não couber ao lesado ou a terceiro 
de boa-fé. 
§ 2º O valor apurado deverá ser recolhido ao Fundo 
Penitenciário Nacional, exceto se houver previsão 
diversa em lei especial. 
Art. 133-A. O juiz poderá autorizar, constatado o interesse público, a utilização de bem sequestrado, 
apreendido ou sujeito a qualquer medida assecuratória pelos órgãos de segurança pública previstos no art. 
144 da Constituição Federal, do sistema prisional, do sistema socioeducativo, da Força Nacional de
Segurança Pública e do Instituto Geral de Perícia, para o desempenho de suas atividades. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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§ 1º. O órgão de segurança pública participante das ações de investigação ou repressão da infração
penal que ensejou a constrição do bem terá prioridade na sua utilização. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. Fora das hipóteses anteriores, demonstrado o interesse público, o juiz poderá autorizar o uso
do bem pelos demais órgãos públicos. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º. Se o bem a que se refere o caput deste artigo for veículo, embarcação ou aeronave, o juiz
ordenará à autoridade de trânsito ou ao órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório
de registro e licenciamento em favor do órgão público beneficiário, o qual estará ISENTO do pagamento de
multas, encargos e tributos anteriores à disponibilização do bem para a sua utilização, que deverão ser 
cobrados de seu responsável. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Transitada em julgado a sentença penal condenatória com a decretação de perdimento dos
bens, ressalvado o direito do lesado ou terceiro de boa-fé, o juiz poderá determinar a transferência
definitiva da propriedade ao órgão público beneficiário ao qual foi custodiado o bem. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Art. 134. A hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado poderá ser requerida pelo ofendido em 
qualquer fase do processo, desde que haja certeza da infração e indícios suficientes da autoria. 
Art. 135. Pedida a especialização mediante requerimento, em que a parte estimará o valor da 
responsabilidade civil, e designará e estimará o imóvel ou imóveis que terão de ficar especialmente 
hipotecados, o juiz mandará logo proceder ao arbitramento do valor da responsabilidade e à avaliação do
imóvel ou imóveis. 
§ 1º. A petição será instruída com as provas ou indicação das provas em que se fundar a estimação 
da responsabilidade, com a relação dos imóveis que o responsável possuir, se outros tiver, além dos 
indicados no requerimento, e com os documentos comprobatórios do domínio. 
§ 2º. O arbitramento do valor da responsabilidade e a avaliação dos imóveis designados far-se-ão 
por perito nomeado pelo juiz, onde não houver avaliador judicial, sendo-lhe facultada a consulta dos autos 
do processo respectivo. 
§ 3º. O juiz, ouvidas as partes no prazo de 2 (dois) dias, que correrá em cartório, poderá corrigir o 
arbitramento do valor da responsabilidade, se lhe parecer excessivo ou deficiente. 
§ 4º. O juiz autorizará somente a inscrição da hipoteca do imóvel ou imóveis necessários à garantia
da responsabilidade. 
§ 5º. O valor da responsabilidade será liquidado definitivamente após a condenação, podendo ser 
requerido novo arbitramento se qualquer das partes não se conformar com o arbitramento anterior à 
sentença condenatória. 
§ 6º. Se o réu oferecer caução suficiente, em dinheiro ou em títulos de dívida pública, pelo valor de 
sua cotação em Bolsa, o juiz poderá deixar de mandar proceder à inscrição da hipoteca legal. 
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Art. 136. O arresto do imóvel poderá ser decretado de início, revogando-se, porém, se no prazo de 
15 (quinze) dias NÃO for promovido o processo de inscrição da hipoteca legal. 
(Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
Art. 137. Se o responsável NÃO possuir bens imóveis ou os possuir de valor insuficiente, poderão 
ser arrestados bens móveis suscetíveis de penhora, nos termos em que é facultada a hipoteca legal dos
imóveis. 
 (Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
§ 1º. Se esses bens forem coisas fungíveis e facilmente deterioráveis, proceder-se-á na forma do 
§ 5º do art. 120. 
Art. 120, § 5º, CPP. Tratando-se de coisas facilmente deterioráveis, serão avaliadas e levadas a leilão público, 
depositando-se o dinheiro apurado, ou entregues ao terceiro que as detinha, se este for pessoa idônea e 
assinar termo de responsabilidade. 
§ 2º. Das rendas dos bens móveis poderão ser fornecidos recursos arbitrados pelo juiz, para a
manutenção do indiciado e de sua família. 
ATENÇÃO! O arresto prévio não se confunde com arresto subsidiário. O arresto prévio funciona como 
modalidade pré-cautelar incidente apenas sobre bem imóvel, cujo objetivo é assegurar a eficácia de ulterior 
procedimento de inscrição da hipoteca legal. Em sentido diverso, a medida de arresto é necessária para 
garantir o pagamento de multa em eventual condenação, pois caso o sentenciado esteja insolvente, a pena 
pecuniária deixaria de cumprir sua função. Ademais, o arresto subsidiário, ao contrário do arresto prévio, 
recai apenas sobre bens móveis de origem lícita pertencentes ao acusado, nos termos em que é facultada a 
hipoteca legal dos imóveis. Em síntese, pode-se dizer que o arresto prévio do art. 136, do CPP, tende a ser 
substituído pelo registro da hipoteca legal, ao passo que o arresto subsidiário de bens móveis será convertido 
em penhora na fase de execução. 
REGISTRO DA HIPOTECA LEGAL ARRESTO SUBSIDIÁRIO 
• Bens imóveis. • Bens móveis. 
• Medida cautelar primária. • Medida subsidiária. 
• Pode recair sobre bens de família. • Não pode recair sobre bens de família 
Art. 138. O processo de especialização da hipoteca e do arresto correrão em auto apartado. 
(Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
Art. 139. O depósito e a administração dos bens arrestados ficarão sujeitos ao regime do processo 
civil. 
(Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
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Art. 140. As garantias do ressarcimento do dano alcançarão também as despesas processuais e as
penas pecuniárias, tendo preferência sobre estas a reparação do dano ao ofendido. 
Art. 141. O arresto será levantado ou cancelada a hipoteca, se, por sentença irrecorrível, o réu for 
absolvido ou julgada extinta a punibilidade. 
(Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
Art. 142. Caberá ao Ministério Público promover as medidas estabelecidas nos arts. 134 e 137, se 
houver interesse da Fazenda Pública, ou se o ofendido for pobre e o requerer. 
Art. 143. Passando em julgado a sentença condenatória, serão os autos de hipoteca ou arresto 
remetidos ao juiz do cível (art. 63). 
(Redação dada pela Lei nº 11.435, de 2006) 
Art. 63, CPP. Transitada em julgado a sentença condenatória, poderão promover-lhe a execução, no juízo 
cível, para o efeito da reparação do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros. 
Parágrafo único. Transitada em julgado a sentença condenatória, a execuçãopoderá ser efetuada pelo valor 
fixado nos termos do inciso IV do caput do art. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração 
do dano efetivamente sofrido. 
(Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008) 
Art. 144. Os interessados ou, nos casos do art. 142, o Ministério Público poderão requerer no juízo 
cível, contra o responsável civil, as medidas previstas nos arts. 134, 136 e 137. 
Art. 144-A. O juiz determinará a ALIENAÇÃO ANTECIPADA para preservação do valor dos bens
sempre que estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando houver
dificuldade para sua manutenção. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 1º. O leilão far-se-á preferencialmente por meio eletrônico. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 2º. Os bens deverão ser vendidos pelo valor fixado na avaliação judicial ou por valor maior. Não 
alcançado o valor estipulado pela administração judicial, será realizado novo leilão, em até 10 (dez) dias
contados da realização do primeiro, podendo os bens ser alienados por valor não inferior a 80% (oitenta 
por cento) do estipulado na avaliação judicial. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/Ret/RetDel3689-41.doc#art387iv
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/Ret/RetDel3689-41.doc#art387iv
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/Ret/RetDel3689-41.doc#art387iv
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
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(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 3º. O produto da alienação ficará depositado em conta vinculada ao juízo até a decisão final do
processo, procedendo-se à sua conversão em renda para a União, Estado ou Distrito Federal, no caso de 
condenação, ou, no caso de absolvição, à sua devolução ao acusado. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 4º. Quando a indisponibilidade recair sobre dinheiro, inclusive moeda estrangeira, títulos, valores 
mobiliários ou cheques emitidos como ordem de pagamento, o juízo determinará a conversão do 
numerário apreendido em moeda nacional corrente e o depósito das correspondentes quantias em conta 
judicial. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 5º. No caso da alienação de veículos, embarcações ou aeronaves, o juiz ordenará à autoridade de 
trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado de registro e 
licenciamento em favor do arrematante, ficando este livre do pagamento de multas, encargos e tributos
anteriores, sem prejuízo de execução fiscal em relação ao antigo proprietário. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 6º. O valor dos títulos da dívida pública, das ações das sociedades e dos títulos de crédito negociáveis 
em bolsa será o da cotação oficial do dia, provada por certidão ou publicação no órgão oficial. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 7º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12694.htm#art5
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Leitura da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) - Artigos nº 137 a 146 
CAPÍTULO VIII 
DAS HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DOS CONTRATOS 
Art. 137. Constituirão MOTIVOS PARA EXTINÇÃO DO CONTRATO, a qual deverá ser formalmente 
motivada nos autos do processo, assegurados o contraditório e a ampla defesa, as seguintes situações: 
I - não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas contratuais, de 
especificações, de projetos ou de prazos; 
II - desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade designada para 
acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior; 
III - alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que restrinja sua 
capacidade de concluir o contrato; 
IV - decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou falecimento do 
contratado; 
V - caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução do contrato; 
VI - atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração substancial 
do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto; 
VII - atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas; 
VIII - razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da entidade 
contratante; 
IX - não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, bem como em 
outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previdência Social ou para 
aprendiz. 
§ 1º. Regulamento poderá especificar procedimentos e critérios para verificação da ocorrência dos 
motivos previstos no caput deste artigo. 
§ 2º. O contratado terá DIREITO À EXTINÇÃO DO CONTRATO nas seguintes hipóteses: 
I - supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras que acarrete modificação 
do valor inicial do contrato além do limite permitido no art. 125 desta Lei; 
II - suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, por prazo superior a 3
(três) meses; 
III - repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento 
obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e 
mobilizações e outras previstas; 
IV - atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou de 
parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou fornecimentos; 
V - não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local ou objeto, para execução 
de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais naturais especificadas no projeto, inclusive 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art125
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devido a atraso ou descumprimento das obrigações atribuídas pelo contrato à Administração relacionadas 
a desapropriação, a desocupação de áreas públicas ou a licenciamento ambiental. 
§ 3º. As hipóteses de extinção a que se referem os incisos II, III e IV do § 2º deste artigo observarão as 
seguintes disposições: 
I - não serão admitidas em caso de calamidade pública, de grave perturbação da ordem interna ou de 
guerra, bem como quando decorrerem de ato ou fato que o contratado tenha praticado, do qual tenha 
participado ou para o qual tenha contribuído; 
II - assegurarão ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações 
assumidas até a normalização da situação, admitido o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro 
do contrato, na forma da alínea “d” do inciso II do caput do art. 124 desta Lei. 
§ 4º. Os emitentes das garantias previstas no art. 96 desta Lei deverão ser notificados pelo contratante 
quanto ao iníciode processo administrativo para apuração de descumprimento de cláusulas contratuais. 
Art. 138. A EXTINÇÃO DO CONTRATO poderá ser: 
I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, EXCETO no caso de descumprimento 
decorrente de sua própria conduta; 
II - consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por mediação ou por comitê de resolução 
de disputas, desde que haja interesse da Administração; 
III - determinada por decisão arbitral, em decorrência de cláusula compromissória ou compromisso 
arbitral, ou por decisão judicial. 
§ 1º. A extinção determinada por ato unilateral da Administração e a extinção consensual deverão 
ser precedidas de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente e reduzidas a termo no 
respectivo processo. 
§ 2º. Quando a extinção decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado será ressarcido
pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido e terá direito a: 
I - devolução da garantia; 
II - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data de extinção; 
III - pagamento do custo da desmobilização. 
Art. 139. A EXTINÇÃO determinada por ATO UNILATERAL da Administração poderá acarretar, sem 
prejuízo das sanções previstas nesta Lei, as seguintes consequências: 
I - assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato próprio 
da Administração; 
II - ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do material e do pessoal 
empregados na execução do contrato e necessários à sua continuidade; 
III - execução da garantia contratual para: 
a) ressarcimento da Administração Pública por prejuízos decorrentes da não execução; 
b) pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando cabível; 
c) pagamento das multas devidas à Administração Pública; 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art124iid
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art96
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d) exigência da assunção da execução e da conclusão do objeto do contrato pela seguradora, quando 
cabível; 
IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à 
Administração Pública e das multas aplicadas. 
§ 1º. A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II do caput deste artigo ficará a critério da 
Administração, que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. 
§ 2º. Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o ato deverá ser precedido de autorização expressa 
do ministro de Estado, do secretário estadual ou do secretário municipal competente, conforme o caso. 
CAPÍTULO IX 
DO RECEBIMENTO DO OBJETO DO CONTRATO 
Art. 140. O objeto do contrato será recebido: 
I - em se tratando de obras e serviços: 
a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo 
detalhado, quando verificado o cumprimento das exigências de caráter técnico; 
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante 
termo detalhado que comprove o atendimento das exigências contratuais; 
II - em se tratando de compras: 
a) provisoriamente, de forma sumária, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, 
com verificação posterior da conformidade do material com as exigências contratuais; 
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante 
termo detalhado que comprove o atendimento das exigências contratuais. 
§ 1º. O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em desacordo 
com o contrato. 
§ 2º. O recebimento provisório ou definitivo não excluirá a responsabilidade civil pela solidez e pela 
segurança da obra ou serviço nem a responsabilidade ético-profissional pela perfeita execução do contrato, 
nos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. 
§ 3º. Os prazos e os métodos para a realização dos recebimentos provisório e definitivo serão definidos 
em regulamento ou no contrato. 
§ 4º. SALVO disposição em contrário constante do edital ou de ato normativo, os ensaios, os testes e 
as demais provas para aferição da boa execução do objeto do contrato exigidos por normas técnicas oficiais 
correrão por conta do contratado. 
§ 5º. Em se tratando de projeto de obra, o recebimento definitivo pela Administração não eximirá o 
projetista ou o consultor da responsabilidade objetiva por todos os danos causados por falha de projeto. 
§ 6º. Em se tratando de obra, o recebimento definitivo pela Administração não eximirá o contratado, 
pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, admitida a previsão de prazo de garantia superior no edital e no 
contrato, da responsabilidade objetiva pela solidez e pela segurança dos materiais e dos serviços executados 
e pela funcionalidade da construção, da reforma, da recuperação ou da ampliação do bem imóvel, e, em caso 
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de vício, defeito ou incorreção identificados, o contratado ficará responsável pela reparação, pela correção, 
pela reconstrução ou pela substituição necessárias. 
CAPÍTULO X 
DOS PAGAMENTOS 
Art. 141. No dever de pagamento pela Administração, será observada a ordem cronológica para cada 
fonte diferenciada de recursos, subdividida nas seguintes categorias de contratos: 
I - fornecimento de bens; 
II - locações; 
III - prestação de serviços; 
IV - realização de obras. 
§ 1º. A ordem cronológica referida no caput deste artigo poderá ser alterada, mediante prévia 
justificativa da autoridade competente e posterior comunicação ao órgão de controle interno da 
Administração e ao tribunal de contas competente, exclusivamente nas seguintes situações: 
I - grave perturbação da ordem, situação de emergência ou calamidade pública; 
II - pagamento a microempresa, empresa de pequeno porte, agricultor familiar, produtor rural 
pessoa física, microempreendedor individual e sociedade cooperativa, desde que demonstrado o risco de 
descontinuidade do cumprimento do objeto do contrato; 
III - pagamento de serviços necessários ao funcionamento dos sistemas estruturantes, desde que 
demonstrado o risco de descontinuidade do cumprimento do objeto do contrato; 
IV - pagamento de direitos oriundos de contratos em caso de falência, recuperação judicial ou 
dissolução da empresa contratada; 
V - pagamento de contrato cujo objeto seja imprescindível para assegurar a integridade do 
patrimônio público ou para manter o funcionamento das atividades finalísticas do órgão ou entidade, 
quando demonstrado o risco de descontinuidade da prestação de serviço público de relevância ou o 
cumprimento da missão institucional. 
§ 2º. A inobservância imotivada da ordem cronológica referida no caput deste artigo ensejará a 
apuração de responsabilidade do agente responsável, cabendo aos órgãos de controle a sua fiscalização. 
§ 3º. O órgão ou entidade deverá disponibilizar, mensalmente, em seção específica de acesso à 
informação em seu sítio na internet, a ordem cronológica de seus pagamentos, bem como as justificativas 
que fundamentarem a eventual alteração dessa ordem. 
Art. 142. Disposição expressa no edital ou no contrato poderá prever pagamento em conta vinculada 
ou pagamento pela efetiva comprovação do fato gerador. 
Parágrafo único. (VETADO). 
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Art. 143. No caso de controvérsia sobre a execução do objeto, quanto a dimensão, qualidade e 
quantidade, a parcela incontroversa deverá ser liberada no prazo previsto para pagamento. 
Art. 144.Na contratação de obras, fornecimentos e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser 
estabelecida remuneração variável vinculada ao desempenho do contratado, com base em metas, padrões 
de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazos de entrega definidos no edital de licitação e 
no contrato. 
§ 1º. O pagamento poderá ser ajustado em base percentual sobre o valor economizado em 
determinada despesa, quando o objeto do contrato visar à implantação de processo de racionalização, 
hipótese em que as despesas correrão à conta dos mesmos créditos orçamentários, na forma de 
regulamentação específica. 
§ 2º. A utilização de remuneração variável será motivada e respeitará o limite orçamentário fixado 
pela Administração para a contratação. 
Art. 145. NÃO será permitido pagamento antecipado, parcial ou total, relativo a parcelas contratuais 
vinculadas ao fornecimento de bens, à execução de obras ou à prestação de serviços. 
§ 1º. A antecipação de pagamento somente será permitida se propiciar sensível economia de recursos 
ou se representar condição indispensável para a obtenção do bem ou para a prestação do serviço, hipótese 
que deverá ser previamente justificada no processo licitatório e expressamente prevista no edital de licitação 
ou instrumento formal de contratação direta. 
§ 2º. A Administração poderá exigir a prestação de garantia adicional como condição para o 
pagamento antecipado. 
§ 3º. Caso o objeto não seja executado no prazo contratual, o valor antecipado deverá ser devolvido. 
Art. 146. No ato de liquidação da despesa, os serviços de contabilidade comunicarão aos órgãos da 
administração tributária as características da despesa e os valores pagos, conforme o disposto no art. 63 da
Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. 
Art. 63, Lei nº 4.320/1964. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor 
tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
§ 1º. Essa verificação tem por fim apurar: 
I - a origem e o objeto do que se deve pagar; 
II - a importância exata a pagar; 
III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. 
§ 2º. A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base: 
I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo; 
II - a nota de empenho; 
III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4320.htm#art63
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Leitura do Código Civil (Lei nº 11.406/2002) - Artigos nº 40 a 70 
TÍTULO II 
DAS PESSOAS JURÍDICAS 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
• O registro das pessoas naturais tem natureza declaratória. 
• No caso de pessoas jurídicas, o aludido registro terá natureza constitutiva. 
Art. 40. As pessoas jurídicas são de Direito Público, interno ou externo, e de Direito Privado. 
PESSOAS JURÍDICAS DIREITO PÚBLICO • Interno; 
• Externo. 
DIREITO PRIVADO 
Art. 41. São pessoas jurídicas de Direito Público INTERNO: 
I - a União; 
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; 
III - os Municípios; 
IV - as AUTARQUIAS, inclusive as ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS; 
(Redação dada pela Lei nº 11.107, de 2005) 
• Autarquia: serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, 
para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, 
gestão administrativa e financeira descentralizada (art. 5º, I do Decreto-lei nº 200/67). 
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. 
Parágrafo único. SALVO disposição em contrário, as pessoas jurídicas de Direito Público, a que se tenha 
dado estrutura de Direito Privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas 
deste Código. 
Art. 42. São pessoas jurídicas de Direito Público EXTERNO os Estados estrangeiros e todas as pessoas 
que forem regidas pelo Direito Internacional Público. 
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO 
INTERNO EXTERNO 
• União; 
• Estados, DF e Territórios; 
• Municípios; 
• Estados estrangeiros; 
• Todas as pessoas que forem regidas pelo 
Direito Internacional Público. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art16
http://www.iceni.com/infix.htm
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• Autarquias; 
↳ Inclusive as associações públicas 
• Demais entidades de caráter público 
criadas por lei. 
⚠ As pessoas jurídicas de Direito Público 
Interno são civilmente responsáveis por atos
dos seus agentes que nessa qualidade
causem danos a terceiros, 
↳ Ressalvado DIREITO REGRESSIVO contra os 
causadores do dano, se houver, por parte 
destes, culpa ou dolo. 
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus
agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores 
do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. 
Art. 44. São pessoas jurídicas de Direito PRIVADO: (Não exaustivo).
I - as associações; 
II - as sociedades; 
III - as fundações; 
IV - as organizações religiosas; 
(Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003) 
V - os partidos políticos; 
 (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003) 
VI - (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022). 
ATENÇÃO! O inciso VI que incluía a EIRELI (empresas individuais de responsabilidade limitada) como pessoa 
jurídica de direito privado foi revogado pela MP nº 1.085/2021, já convertida na lei nº 14.382/2022. 
ATENÇÃO! As empresas públicas e as sociedades de economia mista, embora façam parte da administração 
indireta, são dotadas de personalidade jurídica de direito privado (DL 200/67), sujeitando-se ao regime 
próprio das empresas privadas (CF, art. 173, § 1º). 
§ 1º. São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações
religiosas, sendo VEDADO ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos 
e necessários ao seu funcionamento. 
(Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003) 
§ 2º. As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são 
objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. (Direito de Empresa). 
(Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.825.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.825.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art20
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.825.htm#art44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.825.htm#art44
http://www.iceni.com/infix.htm
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§ 3º. Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica
(Lei nº 9.096/1995). 
(Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003) 
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO 
(Rol não exaustivo) 
• Associações; 
• Sociedades; 
• Fundações; 
• Organizações religiosas; 
↳ São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas 
↳ Sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos 
constitutivos e necessários ao seu funcionamento. 
• Partidos políticos. 
⚠ Começa a EXISTÊNCIA LEGAL das pessoas jurídicas de Direito Privado com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro 
↳ Precedida, quandoempresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços 
públicos; 
(Redação dada pela Lei nº 13.531, de 2017) 
↳ Não abrange entidades do 3º Setor. 
IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima: 
↳ Trata-se de prejuízo patrimonial. 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à
violência. 
Dano qualificado + lesão corporal leve, grave ou 
gravíssima 
Concurso de crimes 
Dano qualificado + vias de fato ou grave ameaça Responde apenas pelo crime de dano 
qualificado. 
Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia 
Art. 164. Introduzir ou deixar animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, 
desde que o fato resulte prejuízo: 
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa. 
Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico 
[Revogado tacitamente pela Lei de crimes ambientais] 
Art. 165. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade competente em virtude de 
valor artístico, arqueológico ou histórico: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
Alteração de local especialmente protegido 
Art. 166. Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto de local especialmente protegido 
por lei: 
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. 
Ação penal 
Art. 167. Nos casos do art. 163, do inciso IV do seu parágrafo e do art. 164, somente se procede 
mediante queixa. 
↳ Inciso IV – dano qualificado pelo motivo egoístico ou pelo considerável prejuízo – ação penal privada. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13531.htm#art2
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15 
CAPÍTULO V 
DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA 
Apropriação indébita 
Art. 168. Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
↳ A posse deve ser lícita e desvigiada. 
↳ A má fé é posterior. Ou seja: não pode haver dolo ab initio. Se houver, será crime de furto ou estelionato. 
↳ Aplica-se a privilegiadora do furto: se o criminoso for primário e de pequeno valor a coisa, o juiz pode 
substituir a PPL por PRD, diminuir de 1/3 a 2/3 ou aplicar somente a pena de multa. (art. 170, CP c/c art. 155, 
§2º, CP) 
↳ Para o STJ, se o agente devolver a coisa apropriada antes do recebimento da denúncia, não acarreta a 
extinção da punibilidade, somente a aplicação da privilegiadora ou do arrependimento posterior. 
Aumento de pena 
§ 1º. A pena é AUMENTADA de 1/3, quando o agente recebeu a coisa: 
I - em depósito necessário; 
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário 
judicial; ↳ ≠ síndico de condomínio 
III - em razão de ofício, emprego ou profissão. 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA 
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no 
prazo e forma legal ou convencional: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 1º. Nas mesmas penas incorre quem deixar de: 
I - recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que 
tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público; 
II - recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou 
custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços; 
III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido 
reembolsados à empresa pela previdência social. 
↳ Crime omissivo próprio – não admite tentativa. 
↳ Não exige dolo específico. 
↳ Não há emprego da fraude. Se houver fraude, será crime de sonegação de contribuição previdenciária. 
PARA A DOUTRINA PARA A JURISPRUDÊNCIA (STF E STJ) 
Trata-se de crime formal, que se consuma 
independentemente da lesão à União. 
Trata-se de crime material que depende de 
lesão aos cofres públicos (necessidade de 
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esgotamento da via administrativa antes de 
intentar a ação penal) 
O crime de apropriação indébita previdenciária, previsto no art. 168-A, § 1º, I, do Código Penal, possui 
natureza de delito material, que só se consuma com a constituição definitiva, na via administrativa, do 
crédito tributário, consoante o disposto na Súmula Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1.982.304-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 17/10/2023 (Recurso Repetitivo – Tema 
1166) (Info 792). 
§ 2º. É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento 
das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma 
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. 
↳ Para o STF e STJ, pode ser a qualquer tempo, mesmo após o trânsito em julgado. 
§ 3º. É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário 
e de bons antecedentes, desde que: 
I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da 
contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou 
II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido 
pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções 
fiscais. 
§ 4º. A faculdade prevista no § 3o deste artigo não se aplica aos casos de parcelamento de 
contribuições cujo valor, inclusive dos acessórios, seja superior àquele estabelecido, administrativamente, 
como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. (superior a R$ 20.000,00) 
(Incluído pela Lei nº 13.606, de 2018) 
Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza 
Art. 169. Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da 
natureza: 
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, OU multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena (detenção, de 1 mês a 1 ano ou multa) incorre: 
Apropriação de tesouro 
I - quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem 
direito o proprietário do prédio; 
Apropriação de coisa achada 
↳ Coisa perdida não é objeto material do crime de furto. 
II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la 
ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro do prazo de 15 (quinze)
dias. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13606.htm#art17
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Art. 170. Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º. 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA ESTELIONATO 
O agente recebe a coisa de boa fé e, depois, 
modifica seu propósito, tornando sua a coisa 
alheia. 
Desde o momento do recebimento o agente 
já tem a intenção de fazer sua a coisa alheia. 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA FURTO 
O sujeito ativo tem a posse desvigiada O sujeito ativo tem a posse vigiada. 
CAPÍTULO VI 
DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES 
Estelionato 
• O estelionato pressupõe vantagem indevida + prejuízo alheio + fraude 
• Exige vítima capaz/com capacidade de discernimento 
• A torpeza bilateral não afasta o crime 
Art. 171. Obter, para si ou para outrem, VANTAGEM ILÍCITA, em prejuízo alheio, induzindo ou 
mantendo alguém EM ERRO, mediante artifício, ardil,necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo 
↳ Averbando-se no registro TODAS as ALTERAÇÕES por que passar o ato constitutivo. 
⚠ Decai em 3 anos o DIREITO DE ANULAR a constituição das pessoas jurídicas de Direito 
Privado, por DEFEITO do ato respectivo 
↳ contado o prazo da publicação de sua INSCRIÇÃO NO REGISTRO. 
Art. 45. Começa a EXISTÊNCIA LEGAL das pessoas jurídicas de DIREITO PRIVADO com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as ALTERAÇÕES por que passar o ato constitutivo. 
Parágrafo único. Decai em 3 (três) anos o direito de ANULAR a constituição das pessoas jurídicas de 
Direito Privado, por DEFEITO do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua INSCRIÇÃO NO 
REGISTRO. 
Art. 46. O REGISTRO declarará: 
I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver; 
II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; 
III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; 
IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; 
V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; 
VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.825.htm#art44
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Art. 47. OBRIGAM a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos NOS LIMITES DE SEUS 
PODERES DEFINIDOS NO ATO CONSTITUTIVO. 
Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver ADMINISTRAÇÃO COLETIVA, as decisões se tomarão pela maioria
de votos dos PRESENTES, SALVO se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. 
Parágrafo único. Decai em 3 (três) anos o direito de ANULAR as decisões a que se refere este artigo, 
quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude. 
Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial e 
em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, inclusive para os 
fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de participação e de
manifestação. 
(Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer
interessado, nomear-lhe-á administrador provisório. 
Art. 49-A. A pessoa jurídica NÃO se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a 
geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
Desconsideração da personalidade jurídica 
Art. 50. Em caso de ABUSO DA PERSONALIDADE JURÍDICA, caracterizado pelo DESVIO DE 
FINALIDADE, OU pela CONFUSÃO PATRIMONIAL, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo, DESCONSIDERÁ-LA para que os efeitos de certas e 
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens PARTICULARES de administradores ou de
sócios da pessoa jurídica BENEFICIADOS direta ou indiretamente pelo abuso. 
(Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019). 
§ 1º. Para fins do disposto neste artigo, DESVIO DE FINALIDADE é a utilização da pessoa jurídica com 
o PROPÓSITO DE LESAR CREDORES e para a PRÁTICA DE ATOS ILÍCITOS de qualquer natureza. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.iceni.com/infix.htm
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§ 2º. Entende-se por CONFUSÃO PATRIMONIAL a AUSÊNCIA DE SEPARAÇÃO de fato entre os 
PATRIMÔNIOS, caracterizada por: 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
II - transferência de ativos ou de passivos SEM efetivas contraprestações, EXCETO o de valor 
proporcionalmente insignificante; e 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
§ 3º. O disposto no caput e nos § 1º e § 2º também se aplica à EXTENSÃO DAS OBRIGAÇÕES de sócios 
ou de administradores à pessoa jurídica. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
↳ Possibilidade de aplicação da desconsideração inversa da personalidade jurídica. 
• Enunciado nº 283, CFJ. É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada “inversa” para 
alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com 
prejuízo a terceiros. 
§ 4º. A mera existência de grupo econômico SEM a presença dos requisitos de que trata o caput deste 
artigo NÃO autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019). 
§ 5º. Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da 
atividade econômica específica da pessoa jurídica. 
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 
Segundo André da Santa Cruz Ramos, o CC/2002, ao prever a aplicação da teoria apenas 
quando demonstrado o abuso de personalidade jurídica, consubstanciado este no desvio de 
finalidade ou na confusão patrimonial, se manteve fiel aos postulados fundamentais da 
disregard doctrine. 
O art. 50 do CC é, atualmente, a regra matriz da disregard doctrine no direito brasileiro, sendo 
de aplicação obrigatória a todos os casos de desconsideração, SALVO OS REGULADOS POR LEI 
ESPECIAL: 
Relações de consumo (art. 28 do CDC); 
Crimes ambientais (art. 4º da Lei nº 9.605/98); 
Infrações à ordem econômica (art. 34 da Lei nº 12.529/11); 
⇾ Em caso de ABUSO DA PERSONALIDADE JURÍDICA: 
caracterizado: 
• pelo DESVIO DE FINALIDADE 
OU 
• pela CONFUSÃO PATRIMONIAL 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv881.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.iceni.com/infix.htm
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156 
pode o juiz 
↳ a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo 
DESCONSIDERÁ-LA 
para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações 
sejam estendidos aos bens PARTICULARES de administradores ou de sócios da pessoa
jurídica BENEFICIADOS direta ou indiretamente pelo abuso. 
DESVIO DE FINALIDADE • é a utilização da pessoa jurídica com o 
PROPÓSITO DE LESAR CREDORES e para a 
PRÁTICA DE ATOS ILÍCITOS de qualquer 
natureza. 
CONFUSÃO PATRIMONIAL 
• a AUSÊNCIA DE SEPARAÇÃO de fato entre os 
PATRIMÔNIOS, caracterizada por:ou qualquer outro meio fraudulento: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 1º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena conforme 
o disposto no art. 155, § 2º. 
§ 2º. Nas mesmas penas (RECLUSÃO, de 1 a 5 anos e multa) incorre quem: 
Disposição de coisa alheia como própria 
I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria; 
Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria 
II - vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou 
litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando sobre 
qualquer dessas circunstâncias; 
Defraudação de penhor 
III - defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor ou por outro modo, a garantia 
pignoratícia, quando tem a posse do objeto empenhado; 
Fraude na entrega de coisa 
IV - defrauda substância, qualidade ou quantidade de coisa que deve entregar a alguém; 
Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro [crime formal – consuma-se 
independentemente da obtenção do seguro] 
V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde, ou 
agrava as consequências da lesão ou doença, com o intuito de haver indenização ou valor de seguro; 
Fraude no pagamento por meio de cheque 
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VI - emite cheque, sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o 
pagamento. 
Art. 70, § 4º, CPP. Nos crimes previstos no 171 do Código Penal, quando praticados mediante depósito, 
mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento 
frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da 
vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
• Súmula nº 246, STF. Comprovado não ter havido fraude, não se configura o crime de emissão de cheque 
sem fundos. 
• Súmula nº 554, STF. O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da 
denúncia, não obsta ao prosseguimento da ação penal. 
💣 Info 728, STJ/2022 - O crime de estelionato praticado por meio de saque de cheque fraudado compete 
ao Juízo do local da agência bancária da vítima 
Fraude eletrônica 
§ 2º-A. A pena é de RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a 
utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, 
contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento 
análogo. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
§ 2º-B. A pena prevista no § 2º-A deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso, 
AUMENTA-SE de 1/3 a 2/3, se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do 
território nacional. 
(Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
§ 3º. A pena AUMENTA-SE de 1/3, se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito 
público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência. [ESTELIONATO 
PREVIDENCIÁRIO] 
ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO 
3º implementa a fraude para que outra 
pessoa possa lograr o benefício 
O próprio beneficiário implementa a 
fraude, cometendo o delito em benefício 
próprio 
Crime INSTANTÂNEO DE EFEITOS 
PERMANENTES - consumação ocorre em um 
momento determinado, mas seus efeitos 
prolongam-se no tempo; 
Crime PERMANENTE – renovado 
mensalmente e se protrai no tempo 
enquanto mantiver em erro o INSS. 
Termo inicial da prescrição é o recebimento da 
1ª prestação do benefício indevido 
Termo inicial da prescrição é a data em que 
cessar a permanência, com o Último 
recebimento indevido da remuneração 
Estelionato contra idoso ou vulnerável 
(Redação dada pela Lei nº 14.155/2021) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
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§ 4º. A pena AUMENTA-SE de 1/3 ao DOBRO, se o crime é cometido contra idoso ou vulnerável,
considerada a relevância do resultado gravoso. 
(Redação dada pela Lei nº 14.155, de 2021) 
§ 5º. Somente se procede MEDIANTE REPRESENTAÇÃO, SALVO se a vítima for: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
I - a Administração Pública, direta ou indireta; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
II - criança ou adolescente; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
III - pessoa com deficiência mental; ou 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
IV - maior de 70 anos de idade ou incapaz. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
 Pegadinha de prova objetiva! Não é estelionato contra IDOSO, mas sim contra maior de 70 anos. 
Fraude com a utilização de ativos virtuais, valores mobiliários ou ativos financeiros 
Art. 171-A. Organizar, gerir, ofertar ou distribuir carteiras ou intermediar operações que envolvam
ativos virtuais, valores mobiliários ou quaisquer ativos financeiros com o fim de obter vantagem ilícita, em 
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio 
fraudulento. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
(Incluído pela Lei nº 14.478, de 2022) 
Lei nº 14.478/2022. 
Art. 3º. Para os efeitos desta Lei, considera-se ATIVO VIRTUAL a representação digital de valor que pode 
ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e utilizada para realização de pagamentos ou com 
propósito de investimento, não incluídos: 
I - moeda nacional e moedas estrangeiras; 
II - moeda eletrônica, nos termos da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013; 
III - instrumentos que provejam ao seu titular acesso a produtos ou serviços especificados ou a benefício 
proveniente desses produtos ou serviços, a exemplo de pontos e recompensas de programas de fidelidade; 
e 
IV - representações de ativos cuja emissão, escrituração, negociação ou liquidação esteja prevista em lei 
ou regulamento, a exemplo de valores mobiliários e de ativos financeiros. 
Parágrafo único. Competirá a órgão ou entidade da Administração Pública federal definido em ato do 
Poder Executivo estabelecer quais serão os ativos financeiros regulados, para fins desta Lei. 
Art. 4º. A PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ATIVOS VIRTUAIS deve observar as seguintes DIRETRIZES, segundo 
parâmetros a serem estabelecidos pelo órgão ou pela entidade da Administração Pública federal definido 
em ato do Poder Executivo: 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14155.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12865.htm
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I - livre iniciativa e livre concorrência; 
II - boas práticas de governança, transparência nas operações e abordagem baseada em riscos; 
III - segurança da informação e proteção de dados pessoais; 
IV - proteção e defesa de consumidores e usuários; 
V - proteção à poupança popular; 
VI - solidez e eficiência das operações; e 
VII - prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de 
destruição em massa, em alinhamento com os padrões internacionais. 
Art. 5º. Considera-se PRESTADORA DE SERVIÇOS DE ATIVOS VIRTUAIS a pessoa jurídica que executa,em 
nome de terceiros, pelo menos um dos serviços de ativos virtuais, entendidos como: 
I - troca entre ativos virtuais e moeda nacional ou moeda estrangeira; 
II - troca entre um ou mais ativos virtuais; 
III - transferência de ativos virtuais; 
IV - custódia ou administração de ativos virtuais ou de instrumentos que possibilitem controle sobre ativos 
virtuais; ou 
V - participação em serviços financeiros e prestação de serviços relacionados à oferta por um emissor ou 
venda de ativos virtuais. 
Parágrafo único. O órgão ou a entidade da Administração Pública federal indicado em ato do Poder 
Executivo poderá autorizar a realização de outros serviços que estejam, direta ou indiretamente, 
relacionados à atividade da prestadora de serviços de ativos virtuais de que trata o caput deste artigo. 
Duplicata simulada 
Art. 172. Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida, em 
quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado. 
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá aquele que falsificar ou adulterar a escrituração do Livro 
de Registro de Duplicatas. 
Abuso de incapazes 
Art. 173. Abusar, em proveito próprio ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de menor, 
ou da alienação ou debilidade mental de outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato suscetível de 
produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Induzimento à especulação 
Art. 174. Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade 
mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, 
sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa: 
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Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
Fraude no comércio 
Art. 175. Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor: 
I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada; 
II - entregando uma mercadoria por outra: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, OU multa. 
§ 1º. Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no mesmo 
caso, pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor; vender pedra falsa por verdadeira; vender, 
como precioso, metal de ou outra qualidade: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 2º. É aplicável o disposto no art. 155, § 2º. 
Outras fraudes 
Art. 176. Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem 
dispor de recursos para efetuar o pagamento: 
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, OU multa. 
Parágrafo único. Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme as 
circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações 
Art. 177. Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou em comunicação 
ao público ou à assembleia, afirmação falsa sobre a constituição da sociedade, ou ocultando 
fraudulentamente fato a ela relativo: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime contra a economia
popular. 
§ 1º. Incorrem na mesma pena, se o fato não constitui crime contra a economia popular: 
I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por ações, que, em prospecto, relatório, parecer, 
balanço ou comunicação ao público ou à assembleia, faz afirmação falsa sobre as condições econômicas da 
sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou em parte, fato a elas relativo; 
II - o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, por qualquer artifício, falsa cotação das ações ou de 
outros títulos da sociedade; 
III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo à sociedade ou usa, em proveito próprio ou de 
terceiro, dos bens ou haveres sociais, sem prévia autorização da assembleia geral; 
IV - o diretor ou o gerente que compra ou vende, por conta da sociedade, ações por ela emitidas, 
SALVO quando a lei o permite; 
V - o diretor ou o gerente que, como garantia de crédito social, aceita em penhor ou em caução ações 
da própria sociedade; 
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VI - o diretor ou o gerente que, na falta de balanço, em desacordo com este, ou mediante balanço 
falso, distribui lucros ou dividendos fictícios; 
VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por interposta pessoa, ou conluiado com acionista, consegue 
a aprovação de conta ou parecer; 
VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII; 
IX - o representante da sociedade anônima estrangeira, autorizada a funcionar no País, que pratica os 
atos mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa informação ao Governo. 
§ 2º. Incorre na pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, o acionista que, a fim de 
obter vantagem para si ou para outrem, negocia o voto nas deliberações de assembleia geral. 
Emissão irregular de conhecimento de depósito ou "warrant" 
Art. 178. Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em desacordo com disposição legal: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Fraude à execução 
Art. 179. Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando 
dívidas: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, OU multa. 
Parágrafo único. Somente se procede mediante queixa. 
CAPÍTULO VII 
DA RECEPTAÇÃO 
Receptação [crime acessório ou parasitário - depende da existência de um crime anterior] 
Art. 180. Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que 
sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: ↳ Não 
engloba contravenção, mas engloba ato infracional 
 ↳ Não engloba instrumento do crime 
 ↳ Dolo direto 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
RECEPTAÇÃO PRÓPRIA (1ª parte) RECEPTAÇÃO IMPRÓPRIA (2ª parte) 
Adquirir, receber, transportar, conduzir ou 
ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa 
que sabe ser produto de crime 
ou influir para que terceiro, de boa-fé, a 
adquira, receba ou oculte 
↳ O 3º deve estar de boa fé. Se estiver de má-
fé, este responderá por receptação própria e, 
quem influiu, responderá como partícipe. 
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CTB. Art. 278-A. O condutor que se utilize de veículo para a prática do crime de receptação, descaminho, 
contrabando, previstos nos arts. 180, 334 e 334-A do Código Penal, condenado por um desses crimes em 
decisão judicial transitada em julgado, terá cassado seu documento de habilitação ou será proibido de 
obter a habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de 5 anos. 
(Incluído pela Lei nº 13.804, de 2019) 
§ 1º. O condutor condenado poderá requerer sua reabilitação, submetendo-se a todos os exames necessários 
à habilitação, na forma deste Código. 
(Incluído pela Lei nº 13.804, de 2019) 
§ 2º. No caso do condutor preso em flagrante na prática dos crimes de que trata o caput deste artigo, poderá 
o juiz, em qualquer fase da investigação ou da ação penal, se houver necessidade para a garantia da ordem 
pública, como medida cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante 
representação da autoridade policial, decretar, em decisão motivada,a suspensão da permissão ou da 
habilitação para dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção. 
(Incluído pela Lei nº 13.804, de 2019) 
• I Jornada CJF/STJ, Processo Penal - Enunciado 6. Na observância dos pressupostos e requisitos à 
segregação cautelar, é incabível a decretação da prisão preventiva pelo crime de receptação exclusivamente 
em razão da suposta conduta ter ocorrido em área de fronteira. 
Receptação qualificada 
§ 1º. Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, 
vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: 
↳ Abrange dolo direto e dolo eventual. 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 2º. Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de 
comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício em residência. 
§ 3º. Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, 
ou pela condição de quem a oferece, deve PRESUMIR-SE obtida por meio criminoso: [RECEPTAÇÃO 
CULPOSA] 
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, OU multa, OU ambas as penas. 
§ 4º. A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que
proveio a coisa. 💣 
§ 5º. Na hipótese do § 3º [receptação culposa], se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em 
consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º 
do art. 155. 
RECEPTAÇÃO CULPOSA RECEPTAÇÃO DOLOSA 
Criminoso primário + tendo em vista as 
circunstâncias 
Criminoso primário + Pequeno valor a coisa 
receptada 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art180
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art334
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13804.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13804.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13804.htm#art2
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Deixa de aplicar a pena (perdão judicial) 
• Juiz pode substituir a pena de reclusão pela 
de detenção 
• Diminuição da pena de 1/3 a 2/3 
• Aplicar somente a pena de multa. 
§ 6º. Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou 
de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária 
de serviços públicos, aplica-se EM DOBRO a pena prevista no caput deste artigo. 
(Redação dada pela Lei nº 13.531, de 2017) 
Receptação de animal 
Art. 180-A. Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito ou vender, com a
finalidade de produção ou de comercialização, semovente domesticável de produção, ainda que abatido
ou dividido em partes, que deve saber ser produto de crime: 
(Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016) 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
(Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016) 
CAPÍTULO VIII 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 181. É ISENTO DE PENA quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo: 
[IMUNIDADE ABSOLUTA] – Natureza Jurídica: causa extintiva da punibilidade 
I - do cônjuge, na constância da sociedade conjugal; 
II - de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural. 
• I Jornada CJF/STJ, Processo Penal – Enunciado 9. A escusa absolutória do art. 181, inc. II, do Código Penal, 
abrange também a paternidade e filiação socioafetivas. 
Art. 182. Somente se procede MEDIANTE REPRESENTAÇÃO, se o crime previsto neste título é 
cometido em prejuízo: [IMUNIDADE RELATIVA] - Natureza Jurídica: condição específica de procedibilidade 
I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado; 
II - de irmão, legítimo ou ilegítimo; 
III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita. 
↳ Se não coabitar, será crime de ação penal pública incondicionada. 
 
Art. 183. Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13531.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13330.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13330.htm#art3
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I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave ameaça ou
violência à pessoa; 
↳ A violência contra a coisa não afasta a imunidade 
II - ao estranho que participa do crime. 
III - se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 
Art. 183-A. Nos crimes de que trata este Título, quando cometidos contra as instituições financeiras
e os prestadores de serviço de segurança privada, de que trata o Estatuto da Segurança Privada e da 
Segurança das Instituições Financeiras, as penas serão AUMENTADAS de 1/3 (um terço) até o dobro. 
(Incluído pela Lei nº 14.967, de 2024) 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14967.htm#art69
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Leitura do Código de Processo Penal (Lei nº 3.689/1941) - Artigos nº 4 a 62 
TÍTULO II 
DO INQUÉRITO POLICIAL 
Art. 4º. A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas
circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. 
(Redação dada pela Lei nº 9.043, de 9.5.1995) 
• Súmula nº 234, STJ. A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não 
acarreta seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. 
↳ Esse é também o entendimento do STF: HC 85011, Relator p/ Acórdão Min. Teori Zavascki, Primeira Turma, 
julgado em 26/05/2015. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 234-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
• Súmula nº 444, STJ. É VEDADA a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a 
pena-base. 
↳ Fundamento: princípio da inocência. 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL 
• Procedimento escrito (art. 9º, CPP). 
• Dispensabilidade (art. 39, §5º, CPP). 
• Inquisitorial 
• Sigiloso (art. 20, CPP). 
• Discricionário (rol não taxativo - arts. 6º e 7º, CPP). 
• Oficial (Polícia judiciária). 
• Oficioso (atos são praticados de ofício). 
• Indisponível (o Delegado não pode arquivar). 
• Possui função preparatória e preservadora (evitar um futuro processo penal temerário), 
além disso, o IP assume um papel de assegurar os direitos e garantias fundamentais do 
investigado. 
Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, 
a quem por lei seja cometida a mesma função. 
• Súmula nº 397, STF. O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime 
cometido nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado 
e a realização do inquérito. 
Art. 5º. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA o INQUÉRITO POLICIAL será iniciado: 
I - de ofício; 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9043.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2ecd2bd94734e5dd392d8678bc64cdab
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• Só se permite a instauração do IP de ofício pela autoridade policial se o crimefor de ação penal pública 
incondicionada. Tomando conhecimento da prática de crime de APP incondicionada, por força dos princípios 
da obrigatoriedade e da oficiosidade, a autoridade policial tem o dever de instaurar o IP, sob pena do 
cometimento do crime de prevaricação (art. 319, CP). 
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do 
ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1º. O requerimento a que se refere o nº II conterá sempre que possível: 
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; 
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de 
presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; 
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 
§ 2º. Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o
chefe de Polícia. 
§ 3º. Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba 
ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a
procedência das informações, mandará instaurar inquérito. 
§ 4º. O inquérito, nos crimes em que a ação pública DEPENDER DE REPRESENTAÇÃO, NÃO PODERÁ
SEM ELA SER INICIADO. 
§ 5º. Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito A
REQUERIMENTO de quem tenha qualidade para intentá-la. 
• Súmula nº 594, STF. Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, 
pelo ofendido ou por seu representante legal. 
↳ Válida, mas com adaptações em sua interpretação. 
↳ A Súmula 594-STF atualmente serve para transmitir o seguinte entendimento: se esgotou o prazo de queixa 
ou representação para o representante da vítima menor de idade, mesmo assim ela poderá propor queixa 
ou representação, iniciando-se seu prazo a partir do momento em que completa 18 anos. 
INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL 
1. De ofício pela autoridade policial - APP Incondicionada; 
2. Por requerimento do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo (cabe 
recurso administrativo ao Chefe de Polícia); 
3. Por delação de terceiros, na forma do art. 5º, § 3º do CPP ou mediante notitia criminis
inqualificada (denúncia “anônima”); 
4. Por requisição da autoridade competente, a exemplo do Ministro da Justiça; 
5. Pela lavratura do auto de prisão em flagrante delito (art. 302, CPP). 
As notícias anônimas ("denúncias anônimas") não autorizam, por si sós, a propositura de ação penal ou 
mesmo, na fase de investigação preliminar, o emprego de métodos invasivos de investigação, como 
interceptação telefônica ou busca e apreensão. Entretanto, elas podem constituir fonte de informação e de 
provas que não podem ser simplesmente descartadas pelos órgãos do Poder Judiciário. 
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⇾ Procedimento a ser adotado pela autoridade policial em caso de “denúncia anônima”: 
1) Realizar investigações preliminares para confirmar a credibilidade da “denúncia”; 
2) Sendo confirmado que a “denúncia anônima” possui aparência mínima de procedência, instaura-se 
inquérito policial; 
3) Instaurado o inquérito, a autoridade policial deverá buscar outros meios de prova que não a interceptação 
telefônica (esta é a ultima ratio). Se houver indícios concretos contra os investigados, mas a interceptação se 
revelar imprescindível para provar o crime, poderá ser requerida a quebra do sigilo telefônico ao magistrado. 
STF. 1ª Turma. HC 106152/MS, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 29/3/2016 (Info 819). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Denúncia anônima. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Art. 6º. Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
↳ Rol não taxativo - não há uma ordem a ser seguida. 
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até
a chegada dos peritos criminais; 
(Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
• Providência obrigatória. 
• “Em caso de acidente de trânsito, a autoridade ou agente policial que primeiro tomar conhecimento do 
fato poderá autorizar, independentemente de exame do local, a imediata remoção das pessoas que 
tenham sofrido lesão, se estiverem no leito da via pública e prejudicarem o tráfego”. (Art. 1º da Lei nº 
5.970/1973). 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
(Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
• Os instrumentos que foram utilizados para o cometimento do delito deverão ser submetidos a exame 
pericial, com o objetivo de se lhes verificar a natureza e a eficiência, nos termos do art. 175, CPP. 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
IV - ouvir o ofendido; 
• Apesar de não prestar o compromisso de dizer a verdade, ele poderá ser conduzido coercitivamente para 
prestar depoimento perante a autoridade policial (art. 201, § 1º do CPP), bem como ser responsabilizado 
pelo cometimento de crime de denunciação caluniosa (art. 399 do CP), se der causa à instauração do 
inquérito policial ou do processo contra pessoa sabidamente inocente. 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título VII, 
deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por 2 (duas) testemunhas que lhe tenham ouvido a 
leitura; 
• Garante-se ao advogado o direito de estar presente ao interrogatório do investigado (e nos demais 
depoimentos colhidos pela autoridade policial), podendo inclusive formular perguntas. 
• Se o investigado não indicar a existência de procurador constituído, o ato será realizado 
independentemente da presença do defensor, não sendo sequer necessária a nomeação de defensor dativo. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3a824154b16ed7dab899bf000b80eeee
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3a824154b16ed7dab899bf000b80eeee
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1989_1994/L8862.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1989_1994/L8862.htm#art1
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• O advogado também tem direito à entrevista prévia com o investigado, podendo orientá-lo. 
• O investigado já poderá exercer seu direito constitucional ao silêncio (art. 5º, LXIII, CF) - não importará em 
confissão. 
• O termo de oitiva do indiciado deverá ser assinado por 2 testemunhas, mas o descumprimento desta 
formalidade enseja apenas mera irregularidade do procedimento. 
• Súmula nº 522, STJ. A conduta de atribuir-se FALSA IDENTIDADE perante autoridade policial é típica, 
ainda que em situação de alegada autodefesa. 
⇾ A doutrina e a jurisprudência entendem que, no interrogatório, tanto na fase policial, como em juízo, o 
réu poderá: 
a) ficar em silêncio, recusando-se a responder as perguntas sobre os fatos pelos quais ele está sendo acusado; 
Obs.1: prevalece que o réu não pode negar-se a responder as perguntas relativas à sua qualificação, sendo o 
direito ao silêncio relativo apenas à segunda parte do interrogatório. 
Obs.2: o silêncio do interrogado não pode ser interpretado como confissão ficta, devendo ser encarado pelo 
magistrado como mera ausência de resposta. 
Obs.3: o direito ao silêncio também é conhecido como nemotenetur se detegere. 
b) mentir ou faltar com a verdade quanto às perguntas relativas aos fatos; 
Obs.1: diferentemente das testemunhas, o réu não tem o dever de dizer a verdade porque tem o direito 
constitucional de não se autoincriminar. Logo, o réu, ao ser interrogado

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