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Interpretação Básica de Exames Laboratoriais em Nutrição
Professor (a): Dr.ᵃ Laura Paulino Mardigan.
ORIENTAÇÕES GERAIS
Serão realizadas duas práticas divididas em 5 experimentos. No início, você terá todo o embasamento teórico necessário para compreender cada prática realizada. As atividades serão divididas em 2 etapas. Na primeira etapa, serão apresentados dois estudos de caso com resultados de exames, seguidos de uma discussão sobre os resultados e elaboração de um plano de ação para cada paciente. Na segunda etapa, desenvolveremos um plano de ação para cada paciente de acordo com a deficiência de sua vitamina. O segundo estudo de caso abordará a alteração de minerais. O terceiro estudo de caso será uma análise completa de um exame onde será necessário elaborar a melhor conduta a se trabalhar com o paciente.
1. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
2. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, a atividade será zerada.
3. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte, caracterizam-se como plágio, sendo o trabalho zerado.
4. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser referenciados conforme as normas da ABNT.
5. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
6. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 
Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ATIVIDADE PRÁTICA 1
POR QUE APRENDER ISSO?
Os exames de sangue são ferramentas fundamentais na prática clínica e na avaliação do estado de saúde de um indivíduo. A interpretação de exames de sangue permite aos nutricionistas obter uma compreensão abrangente do estado nutricional de um paciente. Os resultados desses exames fornecem informações valiosas sobre os níveis de nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e proteínas, além de indicadores de saúde metabólica, como glicose, lipídios e função hepática.
Os exames de sangue também são úteis no monitoramento de condições de saúde crônicas, como diabetes, dislipidemia, hipertensão e doenças hepáticas. Ao aprender a interpretar esses exames, podemos ajudar a monitorar e gerenciar essas condições em seus pacientes por meio de intervenções dietéticas adequadas.
Ao interpretar exames de sangue, podemos colaborar de forma mais eficaz com outros profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Essa colaboração multidisciplinar é fundamental para garantir uma abordagem integrada e abrangente no tratamento e manejo de diversas condições de saúde.
A interpretação de exames de sangue é uma habilidade essencial para o curso de nutrição, pois permite uma avaliação nutricional abrangente, identificação de deficiências nutricionais, monitoramento de condições de saúde, personalização de planos alimentares e colaboração interprofissional. Dominar essa habilidade é fundamental para garantir uma prática clínica eficaz e oferecer cuidados nutricionais de qualidade aos pacientes.
Objetivos:
· Interpretar perfil lipídico de paciente.
· Compreender a relação da hemoglobina glicada com a glicemia.
· Identificar a deficiência de vitaminas e minerais em pacientes.
A formação de um aluno do curso de nutrição vai muito além da compreensão teórica dos princípios da nutrição e da alimentação saudável. Uma parte fundamental desse processo educacional é a atividade prática de interpretação de exames, que desempenha um papel crucial na preparação dos futuros profissionais de nutrição. 
Aqui está a importância dessa atividade na formação do aluno: a interpretação de exames de sangue e outros tipos de exames laboratoriais permite aos alunos aplicar o conhecimento teórico adquirido em sala de aula de forma prática e relevante. Isso ajuda a consolidar conceitos e a compreender como a teoria se traduz na prática clínica. Ao praticar a interpretação de exames, os alunos desenvolvem habilidades profissionais essenciais, como análise crítica, raciocínio clínico, tomada de decisão e comunicação eficaz. Essas habilidades são fundamentais para o sucesso na prática clínica e no atendimento individualizado aos pacientes.
A interpretação de exames de laboratório envolve a integração de conhecimentos de diversas áreas, como fisiologia, bioquímica, patologia e farmacologia. Isso permite aos alunos compreender a inter-relação entre diferentes sistemas do corpo e a influência da nutrição na saúde e no bem-estar geral do paciente. A capacidade de interpretar exames laboratoriais permite aos alunos diagnosticar e monitorar condições de saúde relacionadas à nutrição, como deficiências nutricionais, distúrbios metabólicos, dislipidemias, diabetes e outras doenças crônicas. Isso é fundamental para a prescrição de intervenções dietéticas personalizadas e para o acompanhamento eficaz do progresso do paciente ao longo do tempo. A atividade prática de interpretação de exames prepara os alunos para a prática profissional ao expô-los a situações clínicas reais e desafiadoras. Isso ajuda a aumentar a confiança e a competência dos alunos, permitindo-lhes enfrentar os desafios do ambiente de trabalho com habilidade e segurança.
AMBIENTE DA PRÁTICA
Caro (a) aluno (a),
Nessa etapa você terá contato com exames de sangue, onde cada exame possui uma particularidade em relação ao seu resultado, onde para deixar mais realista sua vivência profissional será usado como estudos de caso.
 Leia atentamente os dados fornecidos neste material. Desejo que você aluno (a) possa sentir e vivenciar essa prática como um futuro nutricionista na área de nutrição clínica, onde poderá contribuir para o aporte nutricional e melhora de cada paciente a ser cuidado. 
Cada atividade prática será desenvolvida em ambientes profissionais, no Megapolo. Você sempre deve estar atento aos calendários destas atividades com o seu polo de apoio presencial Unifatecie. Em caso de dúvidas, ou não possuir polo, entre em contato com seu tutor. 
Boa prática!
EMBASAMENTO TEÓRICO
EXAMES LABORATORIAIS DE INTERESSE NA NUTRIÇÃO
Nutricionista solicita exame?
Os exames laboratoriais são empregados para complementar os dados históricos, juntamente com avaliação antropométrica, exames físicos e clínicos. Essa abordagem possibilita um diagnóstico nutricional mais preciso e permite um acompanhamento nutricional mais eficaz. O profissional deve analisar os dados e observar os valores de referência correspondentes.
Conforme Duarte (2007), é desaconselhável utilizar apenas a avaliação bioquímica como critério conclusivo para determinar o estado nutricional de um indivíduo. A abordagem mais apropriada para traçar o diagnóstico nutricional e garantir uma melhor adaptação nas intervenções dietéticas é combinar dados antropométricos, inquérito alimentar e exames clínicos.
Na Lei nº 8.234/91, que regula a profissão de nutricionista, o inciso VIII do artigo 4º estipula que o nutricionista tem autorização para requisitar os exames laboratoriais pertinentes ao acompanhamento dietoterápico, desde que relacionados à alimentação e nutrição humana. Além disso, no artigo 1º da Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) nº 306/2003, que trata da solicitação de exames laboratoriais na área de Nutrição Clínica, está estabelecido que compete ao nutricionista solicitar os exames laboratoriais necessários para avaliação, prescrição e acompanhamento da evolução nutricional do paciente/cliente, sem especificar os exames a serem solicitados. Isso significa que é responsabilidade do profissional requisitar os exames necessários para o acompanhamento dietoterápico e diagnóstico nutricional (Brasil, 1991; CFN, 2000).
Exames Laboratoriais na Área da Nutrição: Ferramentas Essenciais para a Avaliação Nutricional
Os exames laboratoriais desempenham um papel crucial na avaliação nutricional, fornecendo informações valiosas sobre o estado de saúde do indivíduo e suas necessidades nutricionaisespecíficas. Na área da nutrição, diversos exames são utilizados para avaliar aspectos como o perfil lipídico, a função renal, o metabolismo dos carboidratos e a presença de deficiências vitamínicas, entre outros. Estes exames fornecem dados objetivos que complementam a avaliação clínica e ajudam os profissionais de saúde a desenvolver estratégias nutricionais individualizadas e eficazes para seus pacientes.
Um dos exames mais comumente solicitados na área da nutrição é o perfil lipídico, que inclui a dosagem de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos. Este exame fornece informações importantes sobre o risco cardiovascular do paciente e auxilia na elaboração de planos alimentares para controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares (Krauss et al., 2020).
Além disso, a dosagem de glicose e hemoglobina glicada (HbA1c) são essenciais para avaliar o metabolismo dos carboidratos e diagnosticar a diabetes mellitus. Estes exames são fundamentais para monitorar o controle glicêmico em pacientes diabéticos e adaptar a dieta de acordo com as necessidades individuais de cada paciente (American Diabetes Association, 2020).
Outro grupo de exames importante na área da nutrição são aqueles que avaliam a função renal, como a dosagem de creatinina sérica e a taxa de filtração glomerular (TFG). A função renal adequada é crucial para o metabolismo de nutrientes e a eliminação de toxinas do organismo, sendo essencial para a saúde nutricional global do indivíduo (Inker et al., 2014).
A avaliação da deficiência de vitaminas e minerais também é realizada por meio de exames laboratoriais específicos. A dosagem de vitamina D, por exemplo, é essencial para identificar a deficiência desta vitamina, que está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo osteoporose e comprometimento do sistema imunológico (Holick, 2007). Além disso, exames como a dosagem de ferro sérico e ferritina são utilizados para diagnosticar a anemia ferropriva, uma das deficiências nutricionais mais comuns em todo o mundo (Camaschella, 2019).
Em conclusão, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na área da nutrição, fornecendo informações objetivas e precisas que auxiliam os profissionais de saúde na avaliação nutricional e no desenvolvimento de estratégias de intervenção personalizadas. A interpretação adequada dos resultados destes exames, juntamente com uma avaliação clínica completa, é essencial para garantir um acompanhamento nutricional eficaz e promover a saúde e o bem-estar dos pacientes.
Principais Exames Laboratoriais na Área da Nutrição: Uma Análise Abrangente
A nutrição desempenha um papel crucial na saúde humana, influenciando diretamente o funcionamento do organismo e o desenvolvimento de diversas doenças. A avaliação nutricional é fundamental para identificar deficiências nutricionais, riscos de doenças crônicas e desenvolver planos alimentares personalizados. Nesse contexto, os exames laboratoriais desempenham um papel crucial, fornecendo informações objetivas e precisas sobre o estado de saúde do indivíduo. Neste texto, iremos explorar os principais exames laboratoriais utilizados na área da nutrição, destacando sua importância e aplicabilidade clínica.
Perfil Lipídico: Avaliando o Risco Cardiovascular
O perfil lipídico é um conjunto de exames que inclui a dosagem de colesterol total, HDL (lipoproteína de alta densidade), LDL (lipoproteína de baixa densidade) e triglicerídeos. Esses exames são fundamentais para avaliar o risco cardiovascular do paciente, fornecendo informações sobre o metabolismo lipídico e a presença de dislipidemias. A interpretação desses resultados permite ao nutricionista desenvolver estratégias dietéticas específicas para reduzir os níveis de colesterol LDL, aumentar o colesterol HDL e controlar os triglicerídeos, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares (Krauss et al., 2020).
Lipidograma
Interpretar um exame lipidograma é essencial para avaliar o perfil lipídico de um paciente, fornecendo informações cruciais sobre os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Esse exame é fundamental na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e doença arterial coronariana. Para uma interpretação precisa, é necessário entender os diferentes componentes do lipidograma e os valores de referência associados a cada um.
O lipidograma geralmente inclui a medição do colesterol total, HDL (lipoproteína de alta densidade), LDL (lipoproteína de baixa densidade) e triglicerídeos. O colesterol total refere-se à soma do colesterol transportado pelo LDL, HDL e outras lipoproteínas. Níveis elevados de colesterol total podem indicar um risco aumentado de doenças cardiovasculares. Por exemplo, um nível de colesterol total acima de 240 mg/dL é considerado alto e requer intervenção médica (National Heart, 2018).
O HDL, conhecido como “bom colesterol”, é responsável por transportar o colesterol das células e dos tecidos de volta para o fígado, onde pode ser eliminado do corpo. Níveis elevados de HDL estão associados a um menor risco de doença cardiovascular, pois ajudam a remover o colesterol das artérias. Um HDL acima de 60 mg/dL é considerado protetor contra doenças cardíacas (American Heart Association, 2021).
O LDL, por outro lado, é frequentemente chamado de “mau colesterol”, pois transporta o colesterol das células do fígado para outras partes do corpo, incluindo as artérias. Níveis elevados de LDL estão relacionados a um aumento do risco de aterosclerose e doença cardíaca. Um nível de LDL abaixo de 100 mg/dL é considerado ideal para indivíduos saudáveis, enquanto valores entre 100 e 129 mg/dL são considerados próximos do ideal (Grund, 2019).
Os triglicerídeos são uma forma de gordura encontrada no sangue, que é armazenada no tecido adiposo. Níveis elevados de triglicerídeos estão associados a um risco aumentado de doenças cardiovasculares e pancreatite. Valores acima de 150 mg/dL são considerados elevados e podem exigir intervenção médica, especialmente quando combinados com outros fatores de risco (Mayo, 2021).
A interpretação do lipidograma não se limita apenas à análise dos valores individuais de colesterol e triglicerídeos. É crucial considerar também a relação entre esses componentes. Por exemplo, a relação entre o colesterol total e o HDL (colesterol total/HDL) é um indicador importante do risco cardiovascular. Quanto mais baixa for essa relação, maior será o risco. Um valor ideal é inferior a 3,5, enquanto valores acima de 5 indicam um risco significativo de doença cardíaca (Gaziano, 2008).
Além disso, a relação entre o LDL e o HDL (LDL/HDL) também é útil na avaliação do risco cardiovascular. Valores elevados dessa relação estão associados a um maior risco de doença cardíaca, enquanto valores mais baixos são desejáveis. Um LDL/HDL abaixo de 2,5 é considerado ideal, enquanto valores acima de 4,3 indicam um risco aumentado de doença cardiovascular (Backer, 2003).
Em resumo, a interpretação de um lipidograma envolve a análise dos níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos, bem como a consideração das relações entre esses componentes. Valores fora dos intervalos de referência podem indicar um risco aumentado de doenças cardiovasculares, exigindo intervenção médica e mudanças no estilo de vida. Uma abordagem holística, considerando todos esses aspectos, é essencial para uma interpretação precisa e para a implementação de medidas preventivas eficazes.
Metabolismo dos Carboidratos: Monitorando a Glicemia
A dosagem de glicose e hemoglobina glicada (HbA1c) é essencial para avaliar o metabolismo dos carboidratos e diagnosticar a diabetes mellitus. A diabetes é uma condição crônica que requer um controle rigoroso da glicemia para prevenir complicações a longo prazo, como doenças cardiovasculares, neuropatias e retinopatias. O monitoramento regular da glicemia e da HbA1c permite ao nutricionista ajustar a dieta do paciente de acordo com suas necessidades específicas, garantindo um controle glicêmico adequado e melhorandosua qualidade de vida (American Diabetes Association, 2020).
Glicose
Interpretar os resultados de um exame de glicose sanguínea é fundamental para avaliar o metabolismo da glicose no organismo, fornecendo informações cruciais sobre o controle glicêmico e o diagnóstico de condições como diabetes mellitus e pré-diabetes. Para uma interpretação precisa, é necessário entender os diferentes valores de referência e os contextos clínicos associados a cada faixa de glicose.
A glicose é a principal fonte de energia para as células do corpo e é transportada pelo sangue. O exame de glicose em jejum é comumente utilizado para diagnosticar diabetes e pré-diabetes, enquanto o teste de glicose aleatória pode ser indicado para monitorar o controle glicêmico em pacientes diabéticos. Valores normais de glicose em jejum geralmente variam de 70 a 100 mg/dL, enquanto valores entre 100 e 125 mg/dL podem indicar pré-diabetes e valores iguais ou superiores a 126 mg/dL em dois testes consecutivos confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019).
Além dos valores de glicose em jejum, a avaliação da glicemia pós-prandial (após as refeições) também é importante. Após uma refeição, os níveis de glicose no sangue aumentam temporariamente e, em indivíduos saudáveis, retornam ao normal dentro de duas horas. Valores de glicose pós-prandial acima de 140 mg/dL podem indicar intolerância à glicose ou diabetes (American Diabetes Association, 2022).
Para uma interpretação completa, é essencial considerar os sintomas clínicos do paciente, bem como outros fatores que podem influenciar os níveis de glicose, como medicações, doenças concomitantes e atividade física. Por exemplo, indivíduos com diabetes tipo 1 podem apresentar sintomas como poliúria, polidipsia e perda de peso, enquanto aqueles com diabetes tipo 2 podem ser assintomáticos por longos períodos (Powers, 2022).
Além disso, o contexto clínico também é crucial na interpretação dos resultados de glicose. Por exemplo, valores elevados de glicose em um paciente sem histórico de diabetes podem indicar estresse agudo, uso de medicamentos como corticosteroides ou síndrome do ovário policístico. Da mesma forma, níveis baixos de glicose podem ser observados em pacientes com hipoglicemia devido ao uso excessivo de insulina ou a certas condições médicas, como insuficiência hepática ou insuficiência adrenal (Gardner, 2022).
A interpretação dos resultados de glicose também deve levar em consideração outros parâmetros do metabolismo da glicose, como a hemoglobina glicada (A1C). A A1C reflete os níveis médios de glicose no sangue ao longo de um período de 2 a 3 meses e é um importante indicador do controle glicêmico em pacientes com diabetes. Valores de A1C abaixo de 5,7% são considerados normais, enquanto valores entre 5,7% e 6,4% indicam pré-diabetes e valores iguais ou superiores a 6,5% confirmam o diagnóstico de diabetes (American Diabetes Association, 2022).
Em resumo, a interpretação dos resultados de glicose sanguínea envolve a análise dos valores de glicose em jejum e pós-prandial, juntamente com o contexto clínico do paciente e outros parâmetros do metabolismo da glicose, como a hemoglobina glicada. Uma abordagem holística e individualizada é essencial para um diagnóstico preciso e para o manejo adequado de condições como diabetes mellitus e pré-diabetes.
Função Renal: Avaliando a Saúde Metabólica
A função renal adequada é essencial para o metabolismo de nutrientes e a eliminação de toxinas do organismo. Os exames laboratoriais utilizados para avaliar a função renal incluem a dosagem de creatinina sérica e a taxa de filtração glomerular (TFG). Alterações nos níveis de creatinina e na TFG podem indicar disfunção renal, que pode afetar o equilíbrio hidroeletrolítico e o metabolismo de nutrientes. O acompanhamento regular desses parâmetros permite ao nutricionista identificar precocemente problemas renais e adaptar a dieta do paciente para preservar a função renal e promover a saúde metabólica (Inker et al., 2014).
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
A interpretação do resultado do exame de taxa de filtração glomerular (TFG) desempenha um papel crucial na avaliação da saúde renal e na orientação nutricional de pacientes. A TFG é uma medida da capacidade dos rins em filtrar resíduos e líquidos do sangue, sendo um indicador importante da função renal. Na nutrição, entender os resultados desse exame é fundamental para adaptar a dieta de forma adequada, especialmente em pacientes com doenças renais crônicas ou outras condições que afetam a função renal (Carrero, 2018).
Ao interpretar a TFG, é essencial considerar os valores de referência estabelecidos para a população geral, que geralmente variam de acordo com a idade, sexo e raça. Valores abaixo do normal podem indicar uma redução na função renal, o que pode influenciar nas recomendações nutricionais. Por exemplo, em pacientes com diminuição da TFG, pode ser necessário reduzir a ingestão de certos nutrientes, como proteínas e minerais, como fósforo e potássio, para evitar o acúmulo de resíduos no sangue e o desenvolvimento de complicações renais.
Segundo o estudo de Mitch et al. (2016), publicado na revista “Nutrition in Clinical Practice”, pacientes com doença renal crônica em estágio avançado geralmente têm uma taxa de filtração glomerular reduzida, o que requer uma abordagem dietética específica para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. Isso pode incluir estratégias como o controle da ingestão de proteínas de alta qualidade, restrição de sódio e potássio, além de monitoramento frequente da função renal para ajustes na dieta conforme necessário.
Além disso, a interpretação da TFG na nutrição também pode envolver a avaliação de outros marcadores laboratoriais, como a creatinina sérica e a ureia, para fornecer uma visão abrangente da função renal e da saúde geral do paciente. Por exemplo, um aumento nos níveis de creatinina sérica pode indicar uma redução na TFG e, portanto, influenciar nas recomendações dietéticas para pacientes com doença renal (Carrero, 2018).
Conforme destacado por Carrero et al. (2018) em seu artigo na revista “Journal of Renal Nutrition”, uma abordagem individualizada e multidisciplinar é essencial no manejo nutricional de pacientes com comprometimento renal, levando em consideração não apenas a TFG, mas também outros fatores como estado nutricional, comorbidades e preferências alimentares do paciente.
Em suma, a interpretação do resultado do exame de TFG desempenha um papel fundamental na orientação nutricional de pacientes com comprometimento renal. Compreender os valores da TFG e sua implicação na dieta permite uma abordagem personalizada e eficaz para melhorar a saúde renal e a qualidade de vida dos pacientes.
Interpretação de um Hemograma Completo na Área da Nutrição
O hemograma completo é um dos exames laboratoriais mais comuns e importantes na prática clínica, incluindo na área da nutrição. Ele fornece informações valiosas sobre a saúde do paciente, permitindo a detecção precoce de diversas condições, incluindo anemias, infecções e distúrbios hematológicos. Neste texto, iremos explorar detalhadamente os componentes de um hemograma completo e sua interpretação na área da nutrição, destacando a importância desses exames para a avaliação do estado nutricional e a elaboração de planos alimentares personalizados.
Introdução ao Hemograma Completo
O hemograma completo é um exame de sangue que avalia os componentes celulares do sangue, incluindo os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas. Ele fornece informações sobre a contagem, tamanho, forma e concentração dessas células sanguíneas, além de outras informações importantes, como a taxa de hemoglobina e os valores hematimétricos. Essas informações são cruciais para avaliar a saúde hematológica do paciente e identificar possíveis alterações que possam indicar problemas de saúde subjacentes (Brugnara; Schiller, 2013).
Componentes do Hemograma Completo
Hemácias(Eritrócitos): as hemácias são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo e o transporte de dióxido de carbono dos tecidos para os pulmões. Os parâmetros relacionados às hemácias incluem a contagem de eritrócitos, a taxa de hemoglobina (Hb) e o hematócrito (Ht). Alterações na contagem de hemácias, na taxa de hemoglobina e no hematócrito podem indicar anemias, desidratação ou problemas de saúde subjacentes (Brugnara; Schiller, 2013).
Leucócitos (Glóbulos Brancos): os leucócitos desempenham um papel crucial no sistema imunológico, combatendo infecções e patógenos no organismo. Os principais tipos de leucócitos incluem os neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos. Alterações na contagem ou na proporção desses leucócitos podem indicar infecções, inflamações ou distúrbios hematológicos (Mcpherson; Pincus, 2017).
Plaquetas: as plaquetas são fragmentos celulares que desempenham um papel crucial na coagulação sanguínea, ajudando a prevenir e controlar o sangramento. A contagem de plaquetas fornece informações sobre a capacidade de coagulação do paciente. Valores baixos de plaquetas podem indicar distúrbios de coagulação, enquanto valores elevados podem indicar condições inflamatórias ou reativas (Mcpherson; Pincus, 2017).
Anemia Ferropriva: uma das condições mais comuns relacionadas à nutrição é a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro na dieta. Nesses casos, é comum observar uma redução na contagem de hemácias, na taxa de hemoglobina e no hematócrito, juntamente com um volume corpuscular médio (VCM) e uma concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) baixos. A análise desses parâmetros pode ajudar a confirmar o diagnóstico de anemia ferropriva e orientar o tratamento nutricional adequado, incluindo a suplementação de ferro e o aumento do consumo de alimentos ricos em ferro (Camaschella, 2019).
VCM (volume corpuscular médio): é utilizado para classificar as anemias. Para uma melhor abordagem diagnóstica, as anemias podem ser classificadas de acordo com o resultado do VCM em microcíticas (VCM 100 fL).
HCM (hemoglobina corpuscular média) e CHCM (concentração hemoglobínica corpuscular média): são índices eritrocitários geralmente paralelos ao VCM.
Deficiências de Vitaminas e Minerais: as deficiências de vitaminas e minerais também podem afetar os resultados do hemograma completo. Por exemplo, a deficiência de vitamina B12 e ácido fólico pode levar a uma redução na contagem de hemácias e na taxa de hemoglobina, causando uma anemia megaloblástica. Da mesma forma, a deficiência de vitamina K pode afetar a coagulação sanguínea, levando a valores anormais de plaquetas e tempo de coagulação. A identificação dessas deficiências através da análise do hemograma completo pode ajudar a orientar a suplementação nutricional adequada e promover a saúde hematológica do paciente (Comín-Anduix et al., 2018).
Inflamação e Estresse Oxidativo: a nutrição também desempenha um papel importante na modulação da inflamação e do estresse oxidativo, que podem afetar os resultados do hemograma completo. Por exemplo, uma dieta rica em antioxidantes pode ajudar a reduzir a inflamação e o estresse oxidativo, melhorando os resultados dos leucócitos e das plaquetas. Por outro lado, uma dieta pobre em antioxidantes pode aumentar a inflamação e o estresse oxidativo, levando a valores anormais nos parâmetros do hemograma completo. Portanto, a análise desses parâmetros pode fornecer insights importantes sobre a qualidade da dieta do paciente e orientar intervenções nutricionais específicas para reduzir a inflamação e o estresse oxidativo (Vona et al., 2019).
O hemograma completo é uma ferramenta poderosa na avaliação nutricional, fornecendo informações valiosas sobre a saúde hematológica do paciente e sua resposta à dieta. A interpretação adequada dos resultados do hemograma completo na área da nutrição requer uma compreensão detalhada dos componentes sanguíneos e suas interações com a dieta e o estilo de vida do paciente. Ao considerar esses aspectos, os profissionais de saúde podem desenvolver planos alimentares personalizados e estratégias de intervenção nutricional para melhorar a saúde e o bem-estar do paciente.
DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS E SUAS IMPLICAÇÕES
Vitamina D
A deficiência de vitamina D é um problema de saúde pública global que afeta pessoas de todas as idades e grupos étnicos. Esta vitamina desempenha um papel crucial no organismo, ajudando na absorção de cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde óssea e a função muscular. Ela também tem sido associada a uma série de outras funções no corpo, incluindo a regulação do sistema imunológico, cardiovascular e metabólico (Holick, 2017).
Um dos métodos mais comuns para detectar a deficiência de vitamina D é através de exames de sangue, que medem os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D). Os valores de referência podem variar, mas geralmente são considerados deficientes níveis inferiores a 20 ng/mL (Institute of Medicine, 2011).
As implicações nutricionais da deficiência de vitamina D são vastas e podem afetar a saúde de várias maneiras. A deficiência crônica de vitamina D está associada a uma série de condições de saúde, incluindo osteoporose, fraqueza muscular, dores ósseas, maior risco de fraturas, comprometimento do sistema imunológico e até mesmo certos tipos de câncer (Holick, 2017).
Além disso, a falta de vitamina D também pode contribuir para problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. Estudos mostram uma correlação entre baixos níveis de vitamina D e uma maior incidência de distúrbios de humor (Anglin, 2013).
Para evitar a deficiência de vitamina D, é importante garantir uma exposição adequada ao sol, uma vez que a síntese cutânea de vitamina D é a principal fonte para a maioria das pessoas. No entanto, em regiões onde a exposição ao sol é limitada ou durante certas épocas do ano, pode ser necessário recorrer à suplementação (Wacker, 2013).
Uma dieta rica em alimentos fontes de vitamina D, como peixes gordurosos, gema de ovo, cogumelos e alimentos fortificados, também é importante para garantir níveis adequados dessa vitamina essencial (Weaver, 2016).
Em resumo, a deficiência de vitamina D é uma preocupação de saúde pública significativa, e sua detecção precoce através de exames de sangue é fundamental para prevenir complicações nutricionais e de saúde associadas. Garantir uma exposição adequada ao sol e uma dieta balanceada são passos importantes para manter níveis ótimos de vitamina D e promover a saúde geral.
Vitamina B12
A vitamina B12, também conhecida como cobalamina, desempenha um papel essencial no corpo humano, sendo crucial para a saúde do sistema nervoso, a formação de células sanguíneas e o funcionamento adequado do metabolismo. Uma deficiência dessa vitamina pode levar a uma série de complicações de saúde, enquanto um excesso dela também pode causar problemas.
A deficiência de vitamina B12 é mais comum em indivíduos idosos, vegetarianos estritos, pessoas com certas condições médicas, como doença de Crohn ou anemia perniciosa, e aqueles que passaram por cirurgia bariátrica, pois a absorção dessa vitamina ocorre principalmente no trato gastrointestinal superior. Os sintomas podem variar desde fadiga, fraqueza muscular e falta de ar até problemas neurológicos mais graves, como formigamento nas mãos e pés, dificuldade de equilíbrio e até mesmo demência (Carmel, 1997).
A detecção da deficiência de vitamina B12 geralmente é realizada através de exames de sangue que medem os níveis séricos dessa vitamina. Valores abaixo de 200 pg/mL são considerados indicativos de deficiência, embora alguns especialistas recomendem um limite superior de 350 pg/mL para evitar deficiências subclínicas que podem ser prejudiciais a longo prazo (Carmel, 1997).
As implicações de uma deficiência de vitamina B12 podem ser significativas, afetando negativamente a qualidade de vida e aumentando o risco de problemas de saúdegraves, como anemia megaloblástica e neuropatia periférica. Portanto, é crucial identificar e tratar a deficiência de vitamina B12 precocemente para evitar complicações (Carmel, 1997).
Por outro lado, o excesso de vitamina B12 também pode ser motivo de preocupação. Embora seja menos comum do que a deficiência, o excesso de vitamina B12 pode ocorrer em pessoas que recebem suplementação em doses muito altas ou em casos de condições médicas que afetam o metabolismo dessa vitamina. Os sintomas de excesso de vitamina B12 podem incluir erupções cutâneas, coceira, dor de cabeça, náuseas e até mesmo problemas hepáticos (Green, 2017).
A detecção do excesso de vitamina B12 também é feita através de exames de sangue. Níveis séricos muito elevados, geralmente acima de 900 pg/mL, podem indicar uma ingestão excessiva de suplementos de vitamina B12 ou condições médicas subjacentes que afetam o metabolismo da vitamina (Green, 2017).
Embora os efeitos adversos do excesso de vitamina B12 sejam menos comuns do que os da deficiência, é importante monitorar os níveis dessa vitamina, especialmente em pessoas que recebem suplementação de forma rotineira. A ingestão excessiva de vitamina B12 pode interferir com a absorção de outras vitaminas do complexo B e até mesmo causar desequilíbrios metabólicos (Green, 2017).
Tanto a deficiência quanto o excesso de vitamina B12 podem ter sérias implicações para a saúde. A detecção precoce e o manejo adequado dessas condições são fundamentais para prevenir complicações e garantir uma boa saúde a longo prazo. É importante consultar um profissional de saúde para avaliação e orientação individualizada em relação aos níveis de vitamina B12 e suas implicações na saúde.
Vitamina C
A deficiência de vitamina C, também conhecida como escorbuto, ocorre devido à ingestão inadequada dessa vitamina essencial, que desempenha papéis cruciais na síntese de colágeno, absorção de ferro, e função imunológica. Sem quantidades adequadas, o corpo sofre de fragilidade nos tecidos, o que pode levar a sintomas como fadiga, sangramentos gengivais, equimoses e dificuldades na cicatrização (Mayland, 2005).
A solicitação de um exame de dosagem de vitamina C é crucial, especialmente em populações de risco, como fumantes, alcoólatras e pessoas com doenças crônicas, que podem apresentar níveis reduzidos de vitamina C. A deficiência pode ser subclínica por um tempo, sem sintomas claros, mas que impacta negativamente a resposta imunológica e o estado antioxidante do organismo. Portanto, o exame é uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce e o monitoramento de tratamentos com suplementação vitamínica​ (Carr, 2017).
Além disso, a vitamina C tem um papel antioxidante significativo, neutralizando radicais livres e reduzindo o estresse oxidativo, que é um fator contribuinte em várias doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e câncer. Estudos clínicos sugerem que a avaliação dos níveis de vitamina C no sangue pode fornecer informações importantes sobre o risco dessas condições e orientar intervenções dietéticas e terapêuticas (Carr, 2017).
Anemia
O termo anemia refere-se à redução dos níveis de hemoglobina no sangue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define os seguintes valores para caracterizar anemia: hemoglobina de menos de 12 g/dL em mulheres e menos de 13 g/dL em homens. O mecanismo fisiopatológico de desenvolvimento das anemias é a produção deficiente de hemácias ou o aumento da destruição dessas células (Fochesatto, 2013).
FIGURA 1: CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS DE ACORDO COM A FISIOPATOLOGIA
Fonte: Guimarães (2013).
FIGURA 2: EXAMES PARA AVALIAÇÃO DAS ANEMIAS
 Fonte: Guimarães (2013).
RDW (Red Distribuition Width): determina o coeficiente de variação do VCM, avaliação objetiva da heterogeneidade das hemácias em relação ao seu tamanho (anisocitose). Valores acima de 4,6% são considerados elevados.
Contagem de Reticulócitos: evidencia a capacidade regenerativa da medula. Valores inferiores a 2% ou contagem absoluta de menos de 50.000/mm3 indicam incapacidade da medula para responder ao estímulo anêmico. Os valores também proporcionam a verificação de adequada função medular. 
Microscopia: no esfregaço do sangue periférico, é possível identificar formas eritrocitárias e inclusões nessas células, as quais fornecem importantes indícios no diagnóstico da anemia.
Anemia ferropriva
A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente globalmente e a principal causa de anemia. Dentro das anemias microcíticas, a anemia ferropriva (ou ferropênica) é a mais comum. Ela só se manifesta quando os depósitos de ferro já estão esgotados, o que normalmente leva anos para ocorrer (Alcindor, 2002).
O exame que avalia a redução nos níveis séricos de ferritina é considerado o método mais sensível e específico para diagnosticar anemia ferropriva. Valores inferiores a 15 ng/mL são altamente indicativos dessa condição. No entanto, é importante ressaltar que níveis normais de ferritina não excluem a possibilidade de deficiência de ferro, uma vez que a ferritina também pode ser influenciada por outras condições, como hepatopatias, alcoolismo, neoplasias, infecções, doenças inflamatórias e hipertireoidismo. Uma regra prática para estimar as reservas de ferro em estados que afetam a contagem é dividir o valor da ferritina por três (Alcindor, 2002).
Além da avaliação da ferritina, outras alterações laboratoriais que podem estar presentes na anemia ferropriva incluem baixa concentração de ferro sérico (inferior a 40 g/dL), redução na saturação da transferrina e aumento da capacidade ferropéxica (Alcindor, 2002).
O método padrão-ouro para confirmar a deficiência de ferro é a coloração de Perls (azul de Prússia) em amostras aspiradas da medula óssea, que permite identificar a diminuição ou ausência de estoques de ferro no organismo (Alcindor, 2002).
Etiologia: a deficiência de ferro desenvolve-se quando a exigência metabólica não é suprida pela absorção, devido à perda de ferro ou diminuição da absorção. A principal causa dessa condição é a perda sanguínea. Em mulheres pré-menopausa, a causa mais comum é a perda por meio do sangramento menstrual; naquelas na pós-menopausa, o risco de doenças malignas do trato gastrintestinal como causa da anemia aumenta substancialmente.
FIGURA 4: CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS CONFORME VCM (ANEMIA MICROCÍTICA)
Fonte: Guimarães, 2013.
Anemias normocíticas (VCM 80 a 100 fl) 
Diagnóstico diferencial: Anemia por doença crônica, Anemia da doença renal crônica, Anemia aplásica. 
Anemia por doença crônica: essa anemia é a segunda mais comum e manifesta-se um a dois meses após o início de doenças que ativam o sistema imunológico/inflamatório. É comum a associação da anemia de doença crônica à anemia ferropriva, e o diagnóstico diferencial entre elas pode ser problemático. As causas dessa anemia incluem infecções crônicas (como tuberculose, endocardite, osteomielite, HIV/AIDS, entre outras), neoplasias, doenças reumáticas inflamatórias (como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, sarcoidose, vasculite, doença inflamatória intestinal), doença hepática crônica, insuficiência cardíaca congestiva, trauma grave e diabetes mellitus (Capra; Brun; Stefani, 2008).
Anemia da doença renal crônica: a anemia associada à doença renal crônica (DRC) é comumente detectada quando os níveis de filtração glomerular estão abaixo de 70 mL/min para homens e 50 mL/min para mulheres, e sua gravidade aumenta conforme a diminuição desse indicador de função renal. Assim, é mais prevalente nos estágios avançados da DRC. A anemia geralmente é grave (Hbdeficiência de ferro, perdas sanguíneas, deficiência de vitamina B12 e folato, hiperparatireoidismo e inflamação (Costa, 2007).
Anemia aplásica: a anemia aplásica é uma condição de falência medular que afeta as três séries celulares, ocasionando o quadro de pancitopenia. Os picos de incidência dessa anemia ocorrem em indivíduos entre 20 e 30 anos de idade e em idosos.
ALTERAÇÕES NO HEMOGRAMA EM CASO DE ANEMIA APLÁSICA: inicialmente, apenas uma ou duas linhagens celulares, podem estar reduzidas, sendo que o comprometimento das três séries pode ser evidenciado tardiamente. A anemia pode atingir um grau severo. Devido à baixa produção de células na medula óssea, é possível que não haja reticulócitos presentes ou que sua quantidade seja reduzida. O volume corpuscular médio (VCM) pode permanecer dentro da faixa normal ou apresentar uma elevação discreta. Não é observada nenhuma forma morfológica específica dos glóbulos vermelhos no sangue periférico que seja característica dessa condição. O diagnóstico de anemia aplásica pode ser estabelecido quando a biópsia da medula óssea revela uma quantidade inferior a 25% de células hematopoiéticas. Tipicamente, essas células são substituídas por tecido adiposo. Esta condição anêmica está correlacionada com a hemoglobinúria paroxística noturna e a mielodisplasia. O tratamento preferencial para casos graves (neutropenia fl)
Diagnóstico diferencial: Anemia megaloblástica - deficiência de B12 e folato, Doença hepática, Alcoolismo.
Anemia megaloblástica: a anemia megaloblástica é caracterizada por uma condição na qual a síntese de DNA das células da medula óssea é prejudicada devido à interferência no metabolismo da vitamina B12 e do ácido fólico, os quais são cofatores essenciais para esse processo (Failace, 2003).
PATOGENESE e ETIOLOGIA: a vitamina B12, presente em alimentos de origem animal, requer a presença do fator intrínseco, uma proteína secretada pelas células parietais do estômago, para ser absorvida no íleo terminal. O fígado armazena uma quantidade significativa dessa vitamina, o que implica que são necessários mais de três anos de ingestão inadequada para que ocorra deficiência. Por outro lado, o ácido fólico é encontrado principalmente em frutas cítricas e vegetais folhosos verdes. Os estoques dessa substância são suficientes para manter o organismo por dois a três meses sem a ingestão regular. Tanto a vitamina B12 quanto o ácido fólico são nutrientes dietéticos, tornando as causas primárias dessa anemia geralmente associadas a deficiências nutricionais ou problemas de absorção (Failace, 2003).
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA ANEMIA MEGALOBLÁSTICA: a presença de um volume corpuscular médio (VCM) superior a 130 fL é um indicador significativo de anemia megaloblástica. Ao avaliar a medula óssea, é comum observar formas megaloblásticas (macrocíticas) e variações no grau de maturação entre o núcleo e o citoplasma das células. O citoplasma tende a crescer, enquanto o núcleo não sofre divisão, resultando na aparência característica dos eritrócitos megaloblásticos. No sangue periférico é possível identificar neutrófilos com hipersegmentação, apresentando 5 ou 6 lóbulos (Failace, 2003).
DIAGNÓSTICO: as análises de ácido fólico e vitamina B12 são de grande importância diagnóstica, embora seus níveis séricos possam estar dentro da faixa normal mesmo na presença de deficiência dessas vitaminas. Em certas condições, como na infecção pelo HIV, os níveis podem estar reduzidos, porém, sem serem a causa direta da anemia. Tipicamente, em casos de deficiência de vitamina B12, os níveis séricos dessa vitamina são baixos ( 1.000 nmol/L), enquanto apenas os níveis elevados de homocisteína são indicativos de deficiência de folato. Outros achados laboratoriais comuns na anemia megaloblástica incluem aumento da bilirrubina indireta (indicando hemólise intramedular), LDH elevada (evidência de hemólise intramedular) e aumento do ferro sérico (Failace, 2003).
FIGURA 7: CAUSAS MAIS COMUNS DE ANEMIA MEGALOBLÁSTICAS
Fonte: Guimarães, 2013.
Anemia da doença hepática
Neste cenário, observamos os elementos da anemia de doença crônica, juntamente com a ferropenia relativa e a retenção de depósitos de ferro nas células do sistema hematopoiético. Características distintivas, no entanto, são evidentes nesse tipo específico de anemia. O volume corpuscular médio (VCM) mostra um aumento precoce, mas raramente ultrapassa os 115 fL. Além disso, no sangue periférico, é possível identificar inicialmente leptócitos e estomatócitos. Em estágios mais avançados, devido ao hiperesplenismo, surgem distintamente os acantócitos e as hemácias em alvo, podendo ocorrer também anemia hemolítica. Essa anemia é também decorrente do hiperesplenismo, que nessa fase compromete as outras séries, levando ao desenvolvimento subsequente de pancitopenia.
Alcoolismo 
A anemia do alcoolista ocorre basicamente devido à deficiência nutricional e à interferência direta do álcool na síntese das células hematopoiéticas. A deficiência de folato é de incidência comum no alcoolista, e o álcool pode interferir na atividade dessa substância. Com isso, a anemia do alcoolista apresenta características megaloblásticas, como macrocitose. Esse índice é um importante marcador do consumo crônico de álcool. Esse tipo de anemia não afeta os bebedores de cerveja, pois essa bebida é rica em folato (Failace, 2003).
FIGURA 8: CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS CONFORME VCM (ANEMIA MACROCÍTICA)
Fonte: Guimarães, 2013.
REFERÊNCIAS
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CFN. Resolução CFN Nº 306/2003. Dispõe sobre solicitação de exames laboratoriais na área de nutrição clínica, revoga a Resolução CFN no 236, de 2000, e dá outras providências. Brasília, DF, 2000.
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AMBIENTE DA PRÁTICA
Caro aluno (a),
Nessa etapa você terá contato com alguns exames laboratoriais. 
Leia atentamente os dados fornecidos neste material, pois cada exame trará um estudo de caso que você precisará resolver. Desejo que você aluno possa sentir e vivenciar essa prática como um futuro nutricionista na área de nutrição clínica, onde poderá contribuir para a melhora de cada paciente a ser cuidado.
Cada atividade prática será desenvolvida em ambientes profissionais, nos Megapolos. Você sempre deve estar atento aos calendários destas atividades com o seu polo de apoio presencial Unifatecie. Em caso de dúvidas, ou não possuir polo, entre em contato com seu tutor. 
RECURSOS UTILIZADOS
	Materiais de consumo: 
	Descrição 
	Observação 
	 Caderno
	Material a ser fornecido pelo aluno   
	 Exames laboratoriais
	Material a ser fornecido pela Unifatecie 
	Software/aplicativo/simulador 
	Sim (    ) Não ( x   ) 
	Em caso afirmativo, qual? 
	Pago (   )   Não Pago (   ) 
	Tipo de Licença: Não se aplica 
	Descrição do software/aplicativo/simulador: 
	*Não se aplica (NSA) 
  
	Kit Laboratório individual de atividade prática
	Sim (    ) Não ( x   ) 
	Em caso afirmativo, qual? 
	Pago (   )   Não Pago (   ) 
	Tipo de Licença: Não se aplica 
	Descrição dos materiais do kit: 
	 *Não se aplica (NSA) 
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Para assegurar o bom desenvolvimento das atividades, é fundamental priorizar a segurança, criando um ambiente não apenas seguro, mas também mais agradável e confortável para a realização das práticas. É essencial implementar todas as medidas de segurança, por mais simples que sejam, em cada atividade proposta. Assim: esteja com uma roupa confortável, pois esta prática será realizada a maior parte do tempo sentada, traga uma garrafinha de água para se hidratar durante a aula e material para fazer todas as anotações.
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA?
Atividade Prática 1 
Interpretação de Exames
Experimento 1: Perfil lipídico e Hemoglobina glicada
Objetivos
· Interpretar o exame em relação ao perfil lipídico do paciente;
· Fazer a relação entre a glicemia e a hemoglobina glicada;
· Analisar os resultados obtidos durante a atividade prática e desenvolver um plano de ação.
Materiais e Métodos
· Para esta prática será utilizado o resultado de exame de sangue. 
Estudo de Caso 
Informações do Paciente:
· Nome: F. T.
· Idade: 37 anos
· Sexo: Masculino
F. T. é um trabalhador de escritório que recentemente tem experimentado um aumento significativo no estresse devido a demandas profissionais. Ele relata que sua dieta é normal (arroz, feijão, ovo, carne, legumes, verduras e, às vezes, fruta). Sua rotina diária é predominantemente sedentária, com pouca ou nenhumaatividade física regular. Ele também menciona que notou ganho de peso nos últimos meses. 
Histórico Médico: não possui histórico médico significativo, mas relata uma dieta pouco saudável e falta de atividade física regular.
Queixas: paciente relata cansaço frequente, ganho de peso recente e sede excessiva.
Analise os resultados do exame do paciente, e interprete os resultados se baseando em relação à nutrição e desenvolva um plano de ação para ajudar este paciente.
Resultados dos Exames de Sangue
FIGURA 9: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
FIGURA 10: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
Experimento 2: Relação entre Ferro, Ferritina e Vitamina C
Objetivos
· Interpretar o exame em relação à dosagem de ferro, vitamina C;
· Fazer a relação entre a dosagem de ferritina encontrada no exame passado e neste exame atual;
· Analisar os resultados do hemograma e relacionar com o resultado de ferro.
Materiais e Métodos
· Para esta prática será utilizado o resultado de exame de sangue.
Estudo de Caso 
Informações do Paciente:
· Nome: F. T.
· Idade: 37 anos.
· Sexo: Masculino.
· Histórico Médico: não há histórico médico significativo.
· Queixas: paciente relata cansaço frequente e fraqueza.
Analisando ainda os exames de F. T. observe os valores encontrados para Ferritina no exame passado (723,0 ng/mL, data da coleta: 12/07/2023) e o valor encontrado neste exame e faça uma relação do porquê desta diminuição. Além disso, analise o valor da dosagem de ferro encontrada e o valor para a vitamina C, explique qual a relação destes dois micronutrientes. Para uma melhor comparação, avalie o hemograma deste paciente e faça a sua conclusão sobre estes resultados obtidos. Após analisar estes exames, elabore um plano de ação para ajudar este paciente.
FIGURA 11: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
FIGURA 12: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
FIGURA 13: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
RELATÓRIO
Caro aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
Artigo científico: 
· ROSENFELD, L. G. et al. Valores de referência para exames laboratoriais de hemograma da população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 23, supl. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-549720200002.supl.1. Acesso em: 10 set. 2024.
Livro: 
· WILLIAMSON, A. M.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais / tradução Maria de Fátima Azevedo, Patricia Lydie Voeux. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Tradução de: Wallach’s interpretation of diagnostic tests. ISBN 978-85-277-2864-5.
DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS E MINERAIS 
POR QUE APRENDER ISSO?
Saber interpretar exames que indicam deficiência de vitaminas e minerais é crucial para profissionais da área de nutrição por várias razões. Primeiramente, esses exames fornecem informações valiosas sobre o estado nutricional do paciente, permitindo uma avaliação mais precisa das necessidades dietéticas individuais. Ao identificar deficiências específicas, os nutricionistas podem prescrever planos alimentares personalizados que visem corrigir essas deficiências e promover uma saúde ótima.
Além disso, a interpretação adequada desses exames ajuda a prevenir e tratar uma variedade de condições de saúde associadas à deficiência de nutrientes. Por exemplo, a deficiência de vitamina D está relacionada a problemas ósseos, fraqueza muscular e comprometimento do sistema imunológico, enquanto a deficiência de ferro pode levar à anemia e fadiga crônica. Identificar e corrigir essas deficiências é essencial para prevenir complicações de saúde a longo prazo e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Além disso, a interpretação de exames de deficiência de nutrientes desempenha um papel importante na promoção da saúde pública. Ao analisar dados epidemiológicos sobre deficiências nutricionais em populações específicas, os nutricionistas podem desenvolver estratégias de intervenção eficazes para combater essas deficiências e promover hábitos alimentares saudáveis.
Em resumo, a capacidade de interpretar exames que indicam deficiência de vitaminas e minerais é essencial para nutricionistas, pois permite uma avaliação precisa do estado nutricional, o desenvolvimento de planos alimentares personalizados, o tratamento de condições de saúde relacionadas à deficiência de nutrientes e a promoção da saúde pública.
AMBIENTE DA PRÁTICA
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RECURSOS UTILIZADOS
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA?
ATIVIDADE PRÁTICA 2
Interpretação de Exames
Experimento 1: Deficiência de Vitaminas 
Objetivos 
· Analisar exames laboratoriais com diferentes vitaminas;
· Elaborar um plano de ação para cada deficiência de vitamina.
Analise os exames dos pacientes A, B, C e D cada paciente possui suas particularidades. Após analisar o resultado do exame, formule a melhor conduta para cada paciente conforme os seus conhecimentos sobre vitaminas e interpretação de exames.
PACIENTE A
F. L., Professor; Sexo: masculino; 28 anos. Procurou um médico para fazer exames de rotina. Dos resultados, o que apresentou alteração foi a vitamina D; oriente o paciente da melhor maneira para que esse quadro clínico se reverta e discorra sobre este resultado.
FIGURA 14: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
PACIENTE B
M. E.; sexo feminino; 36 anos; gestante. Exames de rotina solicitado pelo seu médico. Oriente a paciente da melhor maneira para que esse quadro clínico se reverta.
FIGURA 15: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
PACIENTE C
B. B.; sexo feminino; 28 anos; engenheira agrônoma. Procurou o médico, pois estava reclamando de cansaço, fadiga, dores nas costas. Analise o resultado do exame anterior e compare com este último, oriente a paciente da melhor maneira para que este quadro clínico se reverta.
FIGURA 16: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
PACIENTE D
L. M.; sexo feminino; química; 37 anos; procuroumédico, pois começou a desenvolver crises de ansiedade. Dos resultados, apenas a vitamina C apresentou um resultado alterado. Oriente a paciente da melhor maneira para que este quadro clínico se reverta.
FIGURA 16: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
Experimento 2: Relação Sódio sérico x Potássio
Objetivos
· Analisar exame laboratorial com minerais alterados;
· Elaborar um plano de ação para normalizar esses exames.
Paciente, M. G.; 69 anos; homem; aposentado. Paciente irá realizar cirurgia de quadril, porém o médico quando viu seus exames adiou a cirurgia, o motivo: resultado dos minerais potássio e sódio. Sabendo que o potássio é um mineral que permite a transmissão de impulsos nervosos, a contração muscular e o funcionamento adequado de órgãos como o coração e os rins, entre outros. Ao lado do sódio, o potássio também se encarrega de manter o equilíbrio ácido-base do corpo e de seus fluidos. Por conta dessas funções, o potássio é um elemento essencial para o organismo.
Analise os resultados encontrados para os dois minerais e sua relação entre ambos e discorra o que fazer para melhorar esses resultados, o que precisa ser feito, qual mineral tratar primeiro.
FIGURA 17: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
Experimento 3: Análise Completa de Exame
Objetivos
· Interpretar o exame em relação ao perfil lipídico, hemoglobina glicosilada do paciente
· Interpretar o exame em relação ao hemograma 
· interpretar o exame em relação vitaminas e minerais
· Analisar os resultados obtidos durante a atividade prática e desenvolver um plano de ação.
Materiais e Métodos
· Para esta prática será utilizado o resultado de exame de sangue. 
Estudo de Caso 
Informações do Paciente:
· Nome: D. S.
· Idade: 37 anos
· Sexo: Feminino
D. S., fonoaudióloga, trabalha 40 horas semanais, recentemente tem experimentado um aumento significativo no estresse e começou a desenvolver ansiedade devido a demandas profissionais. Ela relata que sua dieta é normal (arroz, feijão, ovo, carne, legumes, verduras, fruta), aos fins de semana come sempre lanche ou pizza, refrigerante. Sua rotina diária é predominantemente sedentária, nenhuma atividade física regular. D. S., foi encaminhada para o nutricionista a pedido do seu médico endocrinologista.
Analise os resultados dos exames, faça uma interpretação e elabore a melhor conduta para ajudar a paciente.
 Histórico Médico: Obesidade grau II
Queixas: paciente relata cansaço frequente, dificuldade em eliminar peso
Analise os resultados do exame da paciente, e interprete os resultados se baseando em relação à nutrição e desenvolva um plano de ação para ajudar esta paciente.
Resultados dos Exames de Sangue
FIGURA 18: RESULTADO DE EXAME
Fonte: acervo da autora.
RELATÓRIO
Caro aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
Artigo cientifico: Vitamina C
· BAIERLE, M. et al. Quantificação Sérica de Vitamina C por CLAE-UV E Estudo de Estabilidade. Química Nova, vol. 35, n. 2, 403-407, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/qn/a/j9Q4bx4b7zhX65hR7kNjWxg/. Acesso em: 10 set. 2024.
Livro: Doenças que alteram os exames bioquímicos
· NAOUM, P. C. Doenças que Alteram os Exames Bioquímicos. Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto, SP. São José do Rio Preto/SP, dez. 2007.
ABREVIAÇÕES QUE APARECEM NO EXAME DE SANGUE
· ALT: Alanina aminotransferase - enzima relacionada à função hepática.
· AST: Aspartato aminotransferase - enzima relacionada à função do fígado e músculos.
· Creatinina: Avalia a função renal - um produto do metabolismo muscular.
· Glicemia: Medida do nível de açúcar no sangue.
· Hb ou Hgb: Hemoglobina - proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio.
· HDL: Lipoproteína de alta densidade - conhecido como colesterol “bom”.
· HDL-C: Colesterol de alta densidade - o “C” indica que se refere ao colesterol.
· HIV: Vírus da Imunodeficiência Humana - usado para diagnosticar a infecção pelo HIV.
· LDL: Lipoproteína de baixa densidade - conhecido como colesterol “ruim”.
· LDL-C: Colesterol de baixa densidade - o “C” indica que se refere ao colesterol.
· PCR: Proteína C reativa - um marcador de inflamação.
· PLT: Contagem de plaquetas - relacionada à coagulação do sangue.
· PT: Tempo de protrombina - usado para avaliar a capacidade de coagulação do sangue.
· PTT: Tempo parcial de tromboplastina - também usado para avaliar a coagulação do sangue.
· RBC: Contagem de glóbulos vermelhos - avalia a quantidade de células responsáveis pelo transporte de oxigênio.
· T3: Triiodotironina - outro hormônio produzido pela glândula tireoide.
· T4: Tiroxina - um hormônio produzido pela glândula tireoide.
· TC: Contagem total de células - referente à contagem total de células sanguíneas.
· TGO: Transaminase glutâmico-oxalacética - uma enzima hepática.
· TGP: Transaminase glutâmico-pirúvica - outra enzima hepática.
· TSH: Hormônio estimulante da tireoide - ajuda a avaliar a função da glândula tireoide.
· Uréia: Medida do nível de ureia no sangue - um produto do metabolismo das proteínas.
· VCM: Volume corpuscular médio - relacionado ao tamanho das células vermelhas do sangue.
· VDRL: Teste de pesquisa de sífilis - Venereal Disease Research Laboratory.
· VLDL: Lipoproteína de muito baixa densidade - relacionada ao transporte de triglicerídeos no sangue.
· WBC: Contagem de glóbulos brancos - avalia a quantidade de células de defesa do sangue.
Valores de glóbulos vermelhos
· RBC: (contagem de glóbulos vermelhos) - o número de glóbulos vermelhos.
· HCT: (hematócrito) - a concentração de glóbulos vermelhos no sangue (em outras palavras, quanto do seu sangue total é composto de glóbulos vermelhos).
· MCV: (volume corpuscular médio) - o tamanho médio dos seus glóbulos vermelhos.
· RDW: (largura de distribuição dos glóbulos vermelhos) - a variação no tamanho dos glóbulos vermelhos (um número mais alto significa mais variação e que nem todos os glóbulos vermelhos são do mesmo tamanho).
Valores de hemoglobina
· HGB: (hemoglobina): a quantidade total de hemoglobina no sangue.
· MCH: (hemoglobina corpuscular média): a quantidade média de hemoglobina que você tem em um único glóbulo vermelho.
· MCHC: (concentração média de hemoglobina corpuscular): a concentração média de hemoglobina no volume de amostra de sangue.
Valores de glóbulos brancos
· WBC: (glóbulos brancos): o número de glóbulos brancos.
· NEUT: (neutrófilos): a quantidade ou porcentagem de glóbulos brancos que são neutrófilos.
· LINFO: (linfócitos): a quantidade ou porcentagem de glóbulos brancos que são linfócitos.
· MONO: (monócitos): a quantidade ou porcentagem de glóbulos brancos que são monócitos.
· EOS: (eosinófilos): a quantidade ou porcentagem de glóbulos brancos que são eosinófilos.
· BASO: (basófilos): a quantidade ou porcentagem de glóbulos brancos que são basófilos.
Valores de plaquetas
PLT: (contagem de plaquetas) - o número de plaquetas no seu sangue.
MPV: (volume médio de plaquetas) - o tamanho médio de suas plaquetas.
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