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ISOLAMENTO ABSOLUTO
Desenvolvedor do isolamento do campo operatório,
pensando na facilitação de visualização e controle de
umidade.
Porém era dificil manter todos os aparatos em boca, mas
como tudo é evolução, não poderia ser diferente na
odontologia. 
Então a quantidade de material para se isolar de forma
absoluta diminuiu, facilitando a técnica.
A evolução também pode ser associada aos materiais
adesivos, onde nos deparamos com a necessidade de conter
a umidade, seja ela de água, saliva, sangue ou até fluido
crevicular, tendo em vista que os adesivos utilizados
possuem particulas hidrofóbicas que não podem se misturar
com a água, pois irá ocorrer a degradação da camada
híbrida do adesivo e prejudicando a efetividade da adesão.
Uma das vantagens citadas é a visualização do campo
operátorio, e isso ocorre devido ao contraste existente entre
o dente e as cores do lençol de borracha, além do fato de
remover do campo de visão a lingua, fluidos e demais
tecidos moles.
Garantir uma visualização adequada para a realização dos
procedimentos clínicos é essencial, assim como alcançar a
mais alta qualidade do material restaurador utilizado. Além
disso, é importante proporcionar a retração e proteção dos
tecidos moles, permitindo acesso à área a ser tratada
principalmente quando temos foco na região cervical do
dente, enquanto isso mantemos o campo operatório limpo,
seco e com maior visibilidade. Essas práticas não apenas
possibilitam um trabalho mais preciso e eficiente, mas
também oferecem maior conforto e segurança ao paciente
ao longo do procedimento.
Por que utilizar o isolamento absoluto?
Check-list dos materiais
Pinça porta grampo
Utilizado para levar o grampo até o dente, sendo apanhado
pelo orifício presente no grampo.
Pinça Ivory
Pinça Brewer
Pinça Palmer (serrilhada
ou não)
Pinça porta grampo
Arco
Arco de Young tamanho
convencional (pode ser
metal ou plástico).
Arco de Young tamanho
grande (ótima opção para
dentes anteriores).
Arco de Ostby (ideal para
endodontia)
Arco de Ostby (mesma
indicação, mas com
vantagem de ser dobrável)
Podemos encontrar lençol de borracha em variados
tamanhos, como por exemplo 12,7 cm X 12,7 cm ou 13,5 cm X
13,5 cm para serem utilizados no arco de Young
convencional ou Ostby, ainda temos lençóis de 15 cm X 15
cm, que iremos optar por utilizar com os arcos de Young de
maior tamanho, assim o lençol não ficará tão tencionado
evitando rasgamentos e falhas de adaptação no dente.
Para realizarmos a melhor escolha do lençol de borracha,
podemos dar preferência a marcas que nos oferecem o
produto com maior resistência ao rasgamento, além disso
devemos observar o tamanho para se adaptar corretamente
ao arco e a espessura desse lençol, se ele é fino, médio ou
grosso. 
Em relação a espessura, quanto mais grosso, maior será a
retração gengival proporcionado por ele, porém podemos
encontrar dificuldades ao passar o lençol pelos dentes ou
quando precisamos manusear términos cervicais mais
delicados, nessas ocasiões podemos utilizar de espessura
média (no geral é o mais utilizado). O lençol fino
conseguimos passar pelos pontos de contato com mais
facilidade, porém apresenta maior propensão ao
rasgamento.
Lençol de Borracha
Grampos
Esses grampos até aqui apresentados são pré-estabelecidos
para cada conjunto de dentes, pensados em variados
tamanhos para se adaptar na maioria dos dentes, ficando a
cargo do dentista de testar o grampo em boca antes da sua
real utilização.
Esses grampos costumam apresentar asas (menor e maior)
que podem auxiliar em algumas técnicas de isolamento,
porém em algumas determinadas situações, como em
restaurações classe II, essas asas podem atrapalhar a
visualização e manuseio no processo restaurador. 
Além disso, existem outras ocasiões em que o dente
(principalmente molares) possui coroa com pouca retenção
ou pouca estrutura disponível para realizar a colocação
destes grampos, necessitando utilizar outros conjuntos de
grampos.
Pensando nessas duas circunstâncias, foram idealizados os
grampos especiais, alguns se apresentam sem as asas, outros
com a parte ativa direcionadas para o sulco gengival, e ainda
outros grampos apresentam essa lâmina ativa com menor
tamanho ou serrilhadas.
Grampos como o B4 buscam favorecer na retração gengival
e proporcionar maior exposição do término cervical, já
grampos como o 26 e W8A tendem a se fixar em dentes com
pouca retenção (mas podem ser utilizados em coroas
retentivas).
Existem ainda outros grampos especiais que aqui não foram
apresentados, mas todos eles com essas funções de retração
e para coroas pouco retentivas.
Ainda podemos realizar modificações em grampos para
facilitar a utilização deles em alguns casos, como por
exemplo remover as asas dos grampos que as possuem.
Outra modificação interessante seria remover um dos arcos
do grampo 212 e abaixar a lâmina vestibular para que
alcance retração ainda maior, e podemos modificar os
grampos 00 ou 209 removendo suas asas e diminuindo sua
ponta ativa para se assemelhar ao grampo B4 e ter boa
retração, porém com maior estabilidade no dente.
Nessas duas situações apresentadas, removeremos
primeiramente a asa (em vermelho) ou o arco de um dos
lados no caso do grampo 212 com o auxílio de disco
carborundum acoplado em peça reta. Devemos lembrar que
para segurar o grampo usaremos uma pinça (exemplo de
pinça hemostática ou porta agulha).
Em seguida, para o grampo 212, devemos fazer a têmpera do
grampo esquentando com auxílio de um maçarico
(preferencialmente) ou lamparina até atingir a coloração
rubra incandescente, então esse grampo é colocado em
água para resfriar rapidamente, com isso conseguiremos
dobrar a lâmina com mais facilidade sem fraturá-la. Para
realizar a dobra da lâmina para baixo, utilizaremos o alicate
ortodôntico 139.
Com relação ao grampo 00 (ou 209), após a remoção da asa
iremos diminuir a sua lâmina ativa (em azul) ainda com o
disco carborundum. Na região posterior do grampo
podemos utilizar pontas de borracha abrasivas (exemplo dos
polidores de resina acrílica) para finalizar essa remoção, uma
vez que o disco pode acidentalmente cortar o arco do
grampo.
Para finalizar a modificação, em ambos os casos vamos
utilizar de discos ou pontas de borracha abrasiva
(comumente encontrado em kits de polimento de prótese)
para remover irregularidades promovidas pelo corte e para
remover pontas afias e cortantes, deixando os cantos
arredondados.
Para realizar as modificações devemos conhecer as partes
que compõe os grampos:
O arco quanto mais próximo do dente, mais pressão ele irá
fazer, não sendo ideal utilizar arco baixo em dentes
fragilizados.
Amarrias
Esse acessório nada mais é do
que o fio dental (geralmente
encerado) de cor diferente ao
do lençol de borracha, utilizado
como forma adicional de
manter o lençol em posição e
proporcionar retração do tecido
mole, consequentemente,
favorece o lençol a invaginar no
sulco gengival.
Técnicas de isolamento absoluto
#Técnica de Stibbs
1º Colocar o grampo (ideal utilizar o grampo sem asa)
2º Colocar o conjunto lençol e arco
#Técnica de Ingrahan
1º Levar o conjunto Grampo + lençol para o dente
2º Colocar o arco
#Técnica de Ryan
1º Adaptar o conjunto lençol e arco em boca
2º Colocar o grampo
#Técnica de Parulla
1º Levar todo o conjunto lençol, arco e grampo 
Procedimentos prévios ao isolamento
absoluto
Limpeza dos dentes 
Verificação dos pontos de contato
Teste dos grampos
Marcação dos orifícios no lençol
Isolamento relativo
Esse tipo de isolamento é realizado com afastador bucal
(expandex), rolete de algodão e sugar. 
Utilizado nos momentos que não tem necessidade de
procedimentos adesivos, reabilitadores ou endodonticos,
tendo em vista que não projete de acidentes por deglutição,
não melhora visualização e tão pouco consegue ter um bom
controle de umidade.

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