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Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta FACETAS DIRETAS EM RC São feitas diretamente na boca com resina composta, a mesma resina que se utiliza para classe 1, 2, etc. Se fosse indireta, seria feita uma etapa do preparo para mandar para o laboratório pra a restauração ser confeccionada em cerâmica para depois cimentar, ou seja, são materiais bem diferentes. As restaurações diretas envolvem a parte do preparo, procedimento adesivo e inserções de incrementos, como em qualquer outra restauração. CASOS CLÍNICOS CASO 1 Essa foto mostra um preparo para coroa total. Todas as faces são preparadas com a finalidade de substituir o tecido dentário que foi perdido pra esse dente receber uma coroa total. Isso envolve um desgaste muito grande da estrutura dentária, há uma redução considerável de dente para ter espaço para colocar o material e a coroa. Em alguns casos, a melhor abordagem será a confecção da coroa, mais conservador do que fazer a extração do dente e colocar implante, então existem indicações, porém não vamos partir direto para a indicação da coroa quando se tem a possibilidade de uma abordagem mais conservadora. Por exemplo, dentes que tem alterações de cor e forma, não justifica a indicação de um preparo como esse da foto, vamos para o clareamento ou faceta, em último caso partiríamos para a coroa. CASO 2 Esse é um caso em que o clareamento por si só não seria capaz de equalizar esse dente, em relação ao 21, então foi realizada a faceta, um procedimento bem mais conservador do que o preparo para coroa total Foi feito o desgaste bem mais conservador, para que possamos inserir o material restaurador e executar a restauração, mas não se compara ao desgaste da primeira foto. Para então chegarmos nesse resultado. Lembrando que essa mancha branca no dente 21 continua ali, porque essa não era a queixa da paciente, não incomodava quanto o escurecimento severo do dente 11. Esse é outro ponto, o desejo do paciente, não é necessário impormos tratamentos desnecessários se não incomodar o paciente. INDICAÇÕES Embora as técnicas para restaurações direitas e indiretas sejam parecidas, nós temos particularidades em relação aos materiais, pois temos materiais totalmente diferentes. Não pensar na resina composta como alternativa para o paciente que não tem condições de fazer uma cerâmica, por ter um custo menor. DENTES COM ALTERAÇÕE S DE COR Podendo ser alterações leves, moderadas e severas, sempre levando em consideração qual o tratamento mais conservador possível. Um exemplo é o clareamento, se você optou por ele e não obteve um bom resultado, ai sim você pode partir para uma faceta (uma restauração que irá recobrir toda a face vestibular), por exemplo. FECHAMENTO DE DIASTE MAS Pode ser resolvido muitas vezes, somente adicionando resina composta onde se faz necessário para fechar o diastema. Quando associado ao diastema, se tem outras situações, como aumentar o comprimento do dente ou alterações de forma, então recobre-se mais a superfície vestibular. DENTES COBÓIDES Incisivos laterais superiores, são os dentes que mais apresentam alteração de forma, uma delas são os dentes conóides, que é caracterizado pela porção incisal ser mais estreita do que a cervical em formato de cunha, como teríamos em um dente sem alteração de forma, com a incisal mais larga do que a porção cervical. Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta HIPOPLASIAS OU OUTROS TIPOS DE MANCHAS BRANCAS O clareamento pode ajudar a resolver essa situação, mas muitas vezes a mancha permanece, então a única alternativa que teria para mascarar essa mancha, seria recobrir com uma restauração, podendo ou não envolver um preparo, um desgaste, para se conseguir colocar o material restaurador. Existem técnicas mais conservadoras do que uma faceta, como a infiltração resinosa, e não necessariamente fazer a faceta, para recobrir toda a face vestibular. Em alguns casos, a micro abrasão já tem uma boa resolução das manchas, sem precisarmos desgastar o dente para colocarmos uma faceta. Vocês sabem que quando envolve preparo e desgaste, em algum momento essa restauração irá falhar, não durará a vida inteira, então é preciso analisar a indicação de cada caso, principalmente se for em pacientes jovens, levando a um ciclo de restaurações e em um determinado momento não sobra mais estrutura remanescente, tendo que partir para uma coroa que também em um momento poderá falhar, logo, muito cuidado com as indicações. AMELOGÊNESE IMPERFEITA É uma indicação, e esses tipos de casos são desafiadores por conta da situação do esmalte ser diferente, logo para se estabelecer uma adesão adequada, é muito importante fazer com critério, para que essa restauração não falhe e consigamos resolver de uma maneira duradoura. DENTES TRATADOS ENDODONTICAMENTES COM ALTERAÇÃO DE COR A primeira opção antes de faceta direta em resina composta, seria tentar o clareamento interno e substituição das restaurações. Muitas vezes alguns dentistas optam direto pela coroa, por conta do retorno financeiro e técnica, mas não é o melhor para o paciente, então sempre analisem isso. AUMENTAR O COMPRIMENTO DO DENTE SUBSTITUIÇÃO DE FACE TAS OU RESTAURAÇÕES EM RESINA COMPOSTA INSATISFATÓRIA Na manipulação da resina as vezes pode acontecer a formação de bolhas, com o polimento e repolimento das restaurações de acordo com o tempo, essas bolhas ficam evidentes. Além disso, deve-se avaliar a qualidade dessa faceta, áreas de translucidez, manchamento, pontos de luz, etc. DENTES COM AMPLAS RESTAURAÇÕES NA FACE VESTIBULAR Associados ou não a alterações de cor e forma. Ex: Classe 4 ou classe 3 que envolva as proximais. A indicação entre faceta e coroa, depende do quanto de remanescente sobrou para que possamos trabalhar. VANTAGENS POUCO OU NENHUM PREPARO: Um preparo reduzido ou mais conservador, o termo “nenhum preparo” é complicado, a partir do momento que se usa um disco de lixa por exemplo para desgastar um pouco, já entende-se por preparo, mas isso pode ser mínimo. Outro exemplo é quando se faz a restauração para ganhar volume, você só acresce material. A ideia do preparo é desgastar o mínimo para acrescentar material ali. RESULTADO ESTÉTICO: Pacientes jovens com alterações de forma e cor, por exemplo, dá-se preferência por começar em facetas de resina, e depois quando tiverem mais idade, quando for o momento de trocar, substituir por outro tipo de material, no caso, a cerâmica. DESPENSA AS ETAPAS DE MOLDAGEM E PROVISÓRIO COM RELAÇÃO AS FACETAS INDIRETAS: Pula-se etapas, como moldar, mandar para o laboratório, o laboratório vai fazer a faceta e então receberemos para cimentar. Além disso, nesse tempo de espera, o paciente precisa ficar com uma restauração provisória naqueles dentes preparados. Em uma restauração direta, conseguimos resolver em uma mesma seção, logo outra vantagem é TEMPO DE EXECUÇÃO POSSIBILIDADE DE REPARO: Se acontecer alguma coisa, como perda de brilho, aceitas reparos, não é necessário desgastar e colocar uma resina nova por cima, pode-se só fazer o repolimento ou adicionar material, por exemplo. Em relação a cerâmica já não é possível, embora exista materiais para se fazer reparo em cerâmica, se houver lascamento ou fratura na faceta, não há possibilidade de reparo e sim substituição. DESVANTAGENS E LIMITAÇÕES MATERIAL: Se no momento o único material disponível seja uma resina de esmalte e uma de dentina, as vezes não dá pra fazer essa restauração da melhor maneira, as vezes é possível, mas casos que demandam uma estética muito grande, é preciso ter a disposição várias cores de resina, para trabalhar em situações diferentes, resinas de efeito, etc. Por isso, é necessárioter uma gama de cores e tipos, que demanda um custo maior, para que possamos Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta trabalhar da melhor maneira, buscando o melhor resultado. HABILIDADE DO OPERADOR: Pois em restaurações diretas o resultado final depende diretamente da habilidade do operador, em relação então as facetas indiretas existe essa facilidade, de mandar para o técnico e depois de pronta cimentar, não quer dizer que o sucesso não dependa de você também, porque existe outras etapas, mas é mais fácil receber pronta. DENTES SEVERAMENTE ESCURECIDOS: Para conseguir mascarar um fundo escuro e equalizar com o dente vizinho geralmente é um desafio, mas não é impossível, é necessário uma quantidade considerável de resina composta para se ter um resultado, e ai está a chave, se eu preciso de uma grande quantidade, eu preciso de espaço, logo, eu preciso de um preparo extenso, para colocar todas as massas de resina, e muitas vezes esse preparo será mais extenso do que o preparo para uma faceta de cerâmica por exemplo, então pode ser feito uma faceta de cerâmica com menos desgaste, do que se fosse uma direta, logo o mais conservador é a faceta indireta. HÁBITOS PARAFUNCIONAIS: Restaurações feitas sem corrigir o mais importante que é a oclusão e o hábito parafuncional, muito provavelmente a longevidade dessas restaurações está comprometida. Trata-se a oclusão antes. HÁBITOS DE HIGIENE, FUMANTES E INGESTÃO DE CORANTES: A resina depende muito do comportamento do paciente, isso tudo causa manchamento na resina, a resina tem um comportamento muito diferente em relação a cerâmica nesse aspecto. O vidro não absorve nenhum pigmento, já os polímeros de resina ao longo do tempo, sim. Quando manchar é necessário retirar toda a restauração? Não, faço repolimento. LONGEVIDADE: Depende de vários fatores, trauma, dieta, fumante, consumidor de produtos muito pigmentados, não tem como prever para o paciente. Restaurações que levam mais tempo para serem confeccionas tem mais chances de falha após 7 anos e isso está diretamente relacionado com jeito que essa restauração foi feita, com ou sem isolamento, procedimento adesivo. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A EXTENSÃO Parcial: áreas amplas na face vestibular Total: toda face vestibular Total com recobrimento incisal: toda face v com redução incisal exemplo da foto QUANTO A COR DO DENTE Sem alteração de cor Alteração de cor moderada Alteração de cor severa Quanto mais severo for o escurecimento, mais complexo de se resolver o caso e mais preparo será necessário, por conta da maior quantidade de resina que usará. QUANTO A PROFUNDIDADE DO PREPARO Sem desgaste: Somente com condicionamento e adição Desgaste do esmalte: Preparo restrito ao esmalte onde não tem nenhuma alteração de cor Desgaste do esmalte e dentina: Preparos mais profundos para criar espaços para o material restaurador. Nesse esquema, podemos ver as várias profundidades, cada caso tem sua individualidade, mas quando se trata de dentes claros ou com substrato favorável, que não é necessário muita quantidade de material para mascarar uma mancha, é um preparo bem mais conservador e limitado ao esmalte No caso de dentes escuros ou com o substrato desfavorável, é necessário um desgaste maior, na região cervical onde se tem uma espessura mais delgada de esmalte, muitas vezes o preparo chega em dentina, em outras partes uma espessura muito fina e isso já fica crítico em relação a adesão, logo quanto mais dentina tiver ali para promover a adesão, pior é. O ideal é que em situações em que esse preparo chegue em dentina, ao menos as margens precisam ter esmalte, que é onde eu quero que tenha mais adesão pra conseguir um bom selamento. Em casos de escurecimentos severos há redução da incisal para construir os efeitos de opalescência e translucidez em um fundo que não seja escuro. PROTOCOLO CLÍNICO Consideraremos nesse protocolo clínico um dente que não tem uma alteração severa de cor, logo, será um preparo menos profundo e sem redução do bordo incisal. Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta 1. PLANEJAMENTO DO CASO COM ENCERAMENTO DIAGNÓSTICO É importante, porque faremos guias que nos orientarão na hora do preparo. Não é obrigatório em todos os procedimentos de faceta direta fazer o enceramento, pode-se fazer o ensaio da restauração sem o procedimento adesivo, chamamos de mockup direto. O enceramento é indicado também quando a restauração é feita em um grupo de dentes, exemplo canino a canino, em que você molda e manda para o laboratório com as referências do paciente (fotos, altura do paciente, medidas) para que esse enceramento seja feito. 2. CONFECÇÃO DE GUIAS São feitas com silicone, de preferência de adição, porque o de condensação não tem uma estabilidade grande, não fica tão rígido e tende a deformar. É feita uma guia vertical, que precisa copiar toda palatina e vestibular, não só do dente. 3. SECÇÃO DA GUIA PARA VISUALIZAR A METADE DO DENTE É importante para se ter a referência de onde eu quero chegar, lembrando que a guia foi feita com enceramento. Se a guia estiver batendo no dente, quer dizer que ele ainda precisa de preparo e de espaço para acomodar o material. 4. CONFECÇÃO DA GUI HORIZONTAL Copa somente a vestibular. Essa guia é fatiada, com três fatias, você vai cortando em vários níveis na vestibular. Tem por finalidade orientar no momento do preparo também e ver se já não está com muita resina. 5. PREPARO Utiliza-se pontas diamantadas esféricas (1012) dependendo da profundidade de preparo e tronco-cônicas (2135) granulação grossa fina e extra-fina. Por onde começamos? I. CANALETA NA CERVICAL QUE ACOMPANHARÁ TODO O PERÍMETRO DA VESTIBULAR SEM ENTRAR NAS PROXIMAIS: Aqui usamos uma 1012, logo, sabemos que a profundidade de preparo será em torno de 1,2mm se aprofundarmos toda a broca, e não é esse o objetivo, porque eu quero um preparo de 0,5mm, logo utilizo metade da ponta ativa, de forma inclinada, como estratégia, pois quando chegar na metade, a haste tocará no dente, travando a broca. A canaleta começa na vestibular e se estende a toda proximal da vestibular, sem entrar nas proximais propriamente dita. Quando não há alteração de cor importante, o término fica na margem gengival, ao contrário de quando o dente tem alteração de cor, que entraremos no sulco gengival no término do preparo para não aparecer o substrato escurecido. A mesma ideia segue para a face proximal que veremos mais à frente. Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta II. SULCO VERTICAL COM VÁRIAS INCLINAÇÕES (2135): Posicionar de forma que a trabalhemos com a ponta e respeitar as inclinações dos terços do dente, trabalhando no terço cervical, médio e incisal (respeitar as 3 inclinações). Com metade da broca de profundidade, prestando atenção sempre para não desgastar o bordo incisal que foi preservado. Fazer 2 ou 3 sulcos de orientação vertical para depois uni-los até chegar a profundidade da canaleta que foi feita anteriormente. III. CONFERENCIA DA ESPESSURA COM A SONDA MILIMETRADA E GUIA IV. PREPARO DA PAREDE PROXIMAL: É necessário fazer o preparo para que não fique aparecendo a união, por isso envolve-se a proximal, chamada de área de visibilidade dinâmica, que é a porção da proximal que enxergamos quando a pessoa está falando. Utiliza-se a 2135 entrando primeiramente perpendicular, levando o término do preparo para a proximal. Porém, chega o momento que não é mais possível levar o preparo sem encostar no dente do lado, logo, nessa hora protege-se o dente com uma tira metálica e muda a posição da ponta, entrando com meia ponta de profundidade. Cuidado para nãoromper o ponto de contato. Isso é feito dos dois lados. V. ANALISAR UNIFORMIDADE, PROFUNDIDADE E PROXIMAL com as guias VI. ACABAMENTO DO PREPARO COM AS PONTAS FF, DISCOS DE LIXA PARA ACABAMENTO OU BORRACHAS ABRASIVAS: Somente ter cuidado ao usar as brocas e os discos para não desgastar mais, lembrar de trabalhar com os discos mantendo a curvatura das paredes, senão elas ficarão retas. 6. RESTAURAÇÃO 1. Pode-se fazer o ensaio restaurador sem adesivo para analisar cor e quantidade, se estão adequadas. 2. Dá pra fazer uma faceta direta com isolamento absoluto? Dá, porém deve-se prestar bastante atenção no térmico cervical, utilizar amarria para expor bem o término, para não ficar com espaços vazios que não foram preenchidos por resina. Outra alternativa é o isolamento absoluto modificado, que une os furos de pré a pré, para controlar melhor a umidade, do que com o relativo, por exemplo. 3. Proteger os dentes vizinhos 4. Condicionamento ácido total, pois estamos trabalhando em esmalte e lembrar sempre de condicionar bem a incisal 5. Lavar 6. Secar 7. Sistema adesivo RESINA COMPOSTA 8. Primeira massa de resina a ser acrescentada: Resina de dentina para dar o corpo da restauração. Cuidado, pois estamos trabalhando em uma espessura fina, senão haverá pouco espaço para o esmalte, a resina de dentina tem uma translucidez bem mais baixa do que a de esmalte e no final terá o aspecto mais opaco, porque tem muito pouco de esmalte, por outro lado se colocar muito pouca dentina e muito esmalte, a resina de esmalte sendo mais translucida em uma espessura grande, dá aparência acinzentada, por isso é interessante realizar o ensaio restaurador. Não precisa colocar a resina de dentina de pouquinho em pouquinho, pois isso gera várias interfaces de resina, é mais interessante colocar uma Dentística Estágio I - Aula 13 – Facetas diretas em resina composta quantidade e acomodar e espalhar, dando o formato e respeitando as inclinações do terço cervical, médio e incisal e remover os excessos. 9. Nesse incremento de dentina é que eu vou começar a trabalhar os efeitos na incisal, então essa dentina não pode ser colocada até o bordo incisal, deve-se deixar o espaço para reproduzir o formato dos mamelos, que são feitos pela resina de dentina. Então, com um instrumento fininho, você vai separando e dando o formato dos mamelos, demarcando principalmente os 3, que pode ir se ramificando, mas principalmente os 3 mamelos. O que me guia nessa hora é o que eu vejo no dente do lado do paciente, se estiver fazendo duas facetas e não tiver referencias, cria-se baseado no que é o anatômico. 10. Feita a parte da dentina, coloca-se a guia de novo para analisar. Se tiver tocando na guia, significa que não sobra espaço para o esmalte, além de conseguir ver a quantidade de espaço que se tem ainda para os outros incrementos. 11. Polimerização do incremento. 12. Resina de efeito opalescente: Com a finalidade de reproduzir o efeito opalescente do bordo incisal, a melhor opção pra reproduzir isso é utilizar o material que tem essa propriedade, ou seja, a resina que tenha opalescência, para ficar mais natural. Essa resina vai preencher justamente os espaços que eu deixei ali entre a resina de dentina e o que eu tenho lá no fundo, que pode ser dente ou no caso da redução incisal, resina de esmalte palatal. Essa resina de efeito só preenche os espaços que ficaram, ficando no mesmo volume da dentina. A quantidade colocada é que vai definir se vai ser um efeito muito mais pronunciado ou menos evidente. Não tem problema utilizar marcas diferentes, mas para a reprodução do efeito é interessante utilizar a resina opalescente. Os corantes entram nesse momento de fazer o efeito opalescente, somente no bordo incisal. Para opalescência, utilizaria-se o corante azul, já a contra- opalescência um tom caramelo. Opinião pessoal: Não está errado utilizar corante, porém, ele é uma tinta, logo vai literalmente pintar a superfície e isso gera um efeito ótico estático, com uma resina opalescente que tenha essa propriedade, isso fica mais natural. 13. Última camada: Resina de esmalte da mesma forma, com 1 incremento, acomodando para depois retirar o excesso se for necessário, do que por de pouco em pouco. Na hora de polir interfere e a superfície não ficara totalmente lisa, por conta de colocar de pouco em pouco. Cuidar sempre a anatomia final e inclinações. Pode usar espátulas e pincel para acomodar e definir melhor os sulcos e cristas 14. Colocar a guia novamente para analisar se está faltando resina, até finalizar a restauração. 15. Acabamento inicial: Após a restauração principalmente na cervical, remover os excessos, se utilizou fio retrator, retire o fio e remover os excessos mais grosseiros. Nos casos de redução oclusal, fazer a demarcação do contato e analisar se está tudo certo. Fio dental para analisar se não está enroscando 16. Acabamento e polimento de toda a restauração CUIDADO COM AS ÁREAS DO DENTE BLACK SPACE Tomar cuidado principalmente quando é o caso de diastemas, depende do ponto de contato e ameias. Quando o ponto de contato está localizado muito embaixo ou distante da crista óssea provavelmente não haverá formação da papila. Quando o ponto de contato está localizado até 5mm da crista óssea a chance de ter a formação da papila e do preenchimento desse espaço é maior. Alargar muito o dente e perder a proporção de largura não é a melhor opção, nem sempre então, dá pra resolver 100% desse espaço.