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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCO DO PANTANAL 
 Discente: Geovana trevizam oliveira 
Docente: Larissa Daiane lima bisonoto 
Data da entrega: 18/10/2024 
ESTUDO DIRIGIDO PARASITOLOGIA CLÍNICA 04 Leia o caso clínico a seguir: 
J.S.C. Paciente do sexo masculino, com 45 anos apresenta inchaço progressivo na 
perna direita e sensação de peso. Ele relata que há cerca de 6 meses começou a 
perceber um inchaço na perna direita que piorava ao final do dia. Com o tempo o 
edema se tornou mais persistente e a perna ficou muito aumentada de tamanho o 
que causava dificuldade para caminhar com dor ocasional. Também foi relatado 
febres esporádicas com episódios de febre e calafrio. O paciente trabalha na zona 
rural em região de clima quente e com presença de mosquito. Ao exame físico 
apresenta linfedema na perna direita junto com hiperpigmentação. Foi solicitado 
alguns exames, onde ao hemograma foi observada leucocitose leve; no teste de 
gota espessa há presença de microfilárias, e na sorologia foi positiva para 
antígeno de Wuchereria bancrofti. 
Responda as seguintes questões: 
01) Qual doença está associada a presença do agente etiológico mencionado 
acima? Qual é o vetor responsável pela transmissão desse helminto? 
R: Agente etiológico wuchererica Bancroft é a filariose linfática. O vetor 
responsável pela transmissão desse helminto e o mosquito do gênero 
Culex. 
02) Descreva e desenhe a morfologia associados a filariose 
 
03)Como acontece o mecanismo de periodicidade que acontece durante a 
infecção por filariose? 
R: refere-se à variação na quantidade de microfilárias presentes no 
sangue ao longo do dia, ocorre devido a fatores relacionados ao 
comportamento dos mosquitos vetores e ao ciclo de vida do parasita. 
04) Descreva o ciclo biológico da doença tanto no homem quanto no vetor 
R: Humano: Microfilárias -> vermes adultos nos linfonodos -> produção de 
microfilárias -> liberadas na corrente sanguínea. 
Vetor (mosquito): Captação de microfilárias -> desenvolvimento em larvas L3 -> 
transmissão a um novo hospedeiro. 
05) Como acontece a patogenia dessa doença? 
R: patogenia da filariose linfática é caracterizada pela obstrução 
linfática, resposta inflamatória e complicações associadas, 
resultando em linfedema, alterações cutâneas e sintomas sistêmicos. 
A cronicidade da infecção e a resposta imune inadequada são 
fundamentais para a progressão da doença. 
06) Como é realizado o diagnóstico, quais exames são necessários? 
R: O diagnóstico é feito através da combinação de sintomas clínicos, 
detecção de microfilárias no sangue, testes sorológicos para 
antígenos, e, se necessário, exames de imagem. A coleta de sangue 
deve ser feita em horários apropriados para aumentar a 
probabilidade de encontrar microfilárias. 
07) Quais são as formas de controle e prevenção da filariose linfática. 
R: Não deixar água parada, uso de repelentes,vigilância 
 
 
Paciente J.F. do sexo feminino, 26 anos, estudante relata sentir na useas e 
observou a presença de algo semelhante a um verme nas fezes. A paciente 
mora em uma repu blica universita ria e procurou o ambulato rio de sau de 
com queixas de na usea intermitente, dor abdominal e presença de 
segmentos brancos nas fezes ao longo das duas u ltimas semanas. Sem 
histo rico de doenças cro nicas, e nega alergia amedicamento. Foi relatado 
que ela participou recentemente de um churrasco onde consumiu 
diversos tipos de carnes, na o ha certeza se as carnes estavam 
adequadamente cozidas. A paciente tambe m alega que viajou para uma 
a rea rural cerca de 1 me s antes dos sintomas iniciarem. Foi solicitado o 
exame parasitolo gico de fezes que revelou presença de proglotes de 
Taenia spp. 
1) Qual doença a paciente apresenta baseado no resultado do exame 
parasitolo gico de fezes? 
R: A paciente apresenta teníase, causada pela infecção 
por Taenia spp. 
 
2) Qual e o hospedeiro definitivo e intermedia rio associado a essa 
parasitose? 
R: Definitivo: Ser humano (onde o verme adulto vive e se reproduz). 
Intermediário: Taenia saginata: gado bovino. Taenia solium: porco. 
 
3) Descreva e desenhe as morfologias do agente etiolo gico 
 
4- Descreva o ciclo biolo gico dessa doença 
R: O ser humano ingere ovos ou carne mal-cozida contendo 
cisticerco (forma larval). No intestino delgado, o cisticerco se 
desenvolve em verme adulto. Os vermes adultos produzem 
proglotes que contêm ovos, que são eliminados nas fezes. Ovos 
ingeridos por gado (T. saginata) ou porcos (T. solium) se 
desenvolvem em cisticerco nos músculos do hospedeiro 
intermediário. 
 
5) Quais sa o os mecanismos de transmissa o para essa doença? 
R: Principal forma de transmissão, através do consumo de 
carne que contém cisticerco. 
6) Descreva a patogenia da tení ase bem como quais sa o os principais 
sintomas 
R: Os vermes adultos se fixam à parede intestinal, causando irritação 
e potencialmente bloqueios. os sintomas Náuseas e vômitos, Perda de 
peso, Presença de proglotes nas fezes. Dor abdominal, 
 
 7) Qual e o exame laboratorial para diagno stico da tení ase, descreva os 
passos 
R: • Coletar amostra de fezes do paciente.• Realizar maceração e observação ao 
microscópio.• Identificar proglotes e ovos de Taenia spp. nas amostras. 
 
8) Quais sa o as formas de controle e tratamento 
R: Praziquantel, niclosamida. Cozinhar adequadamente a carne 
Paciente R.L.S. sexo masculino, 38 anos, engenheiro de software afirmam 
ter tido dores de cabeça frequentes e intensas ha 6 meses e teve uma 
convulsa o apo s um dia de muito estresse no trabalho. Relata tambe m que 
sofre de episo dios ocasionais de confusa o mental e dificuldade de 
concentraça o. O paciente e hipertenso e faz o uso de medicamentos para 
controle. Na o tem histo rico familiar para doenças neurolo gicas. Ha um 
ano viajou para uma regia o rural da Ame rica Latina onde participou de 
refeiço es comunita rias, entretanto na o tem o ha bito de verificar se o 
alimento que consome esta cozido ou na o. Ao exame de ressona ncia 
magne tica do cra nio foi evidenciado mu ltiplas leso es cí sticas com realce 
anelar. 
1) Qual doença parasita ria pode ser associada a esse quadro clí nico? 
Bem como qual e o agente etiolo gico causador 
R: A doença parasitária associada ao quadro clínico é 
a cisticercose, causada pelo agente etiológico Taenia solium, o 
verme solitário do porco. 
 
2) Qual e o hospedeiro definitivo e intermedia rio associado 
R: Definitivo: Ser humano (onde o verme adulto vive no 
intestino). Intermediário: Porco (onde a forma larval se 
desenvolve). 
 
3) Descreva o ciclo biolo gico dessa doença 
R: Se um ser humano consome carne de porco contendo 
cisticerco, o ciclo se completa, e o cisticerco se transforma em 
verme adulto no intestino. 
 
4) Descreva a patogenia associada 
R: • Os cisticercos podem causar reações inflamatórias no sistema nervoso central, 
especialmente quando se alojam no cérebro, levando à formação de lesões císticas. 
• As lesões podem causar aumento da pressão intracraniana, convulsões, dores de 
cabeça e episódios de confusão mental. 
5) Qual e o exame realizado para o seu diagno stico 
R: Ressonância magnética, exame parasitológico de fezes, 
sorologia. 
6) Quais sa o as formas de controle e tratamento 
R: Medicamentos, corticoide, higiene segurança alimentar. 
 
7) Explique a diferença entre a tení ase e a cisticercose 
R: • Teníase: Infecção pelo verme adulto (Taenia solium) que vive no intestino, 
geralmente assintomática ou com sintomas leves. A transmissão ocorre pela 
ingestão de carne de porco mal-cozida contendo cisticerco. 
• Cisticercose: Infecção causada pela ingestão de ovos de Taenia solium, levando à 
formação de cisticerco em tecidos humanos, especialmente no cérebro. Os sintomas 
são mais graves e podem incluir convulsões e problemas neurológicos. 
 
A.J.S. 7 anos, sexo feminino, chega ao pediatra com relato de coceira anal intensa há 
uma semana,especialmente noturno, apresenta quadros de irritação e cansaçodurante o 
dia. Na escola foram relatados quadros semelhantes entre os colegas. Ao exame físico 
não foi evidenciado irritação peritoneal, mas apresenta um eritema leve na região 
perianal sem lesões aparentes. Foi realizado o teste de Graham e constatado a presença 
de ovos de Enterobius vermiculares 
1) Qual doença a criança apresenta a partir do teste acima? 
R: A criança apresenta enterobíase, causada pelo parasito Enterobius 
vermicularis, conhecido como oxiúro. 
3) Como ocorre a transmissão desse parasito? 
R: Ingestão de óvulos 
 
4) Descreva o ciclo biológico dessa doença 
R: • Ingestão de Ovos: A criança ingere os ovos do oxiúro. 
• Desenvolvimento no Intestino: Os ovos eclodem no intestino delgado, liberando 
larvas que se desenvolvem em vermes adultos. 
• Postura de Ovos: Os vermes adultos localizam-se no intestino grosso, onde as 
fêmeas grávidas migram para a região perianal para depositar ovos, geralmente à 
noite. 
• Contaminação Fecal: Ovos ficam na pele e nas roupas, podendo ser transferidos 
para as mãos, objetos e alimentos, reiniciando o ciclo. 
5) Qual é a patogenia associada? 
R: • A infecção por Enterobius vermicularis causa irritação local e coceira intensa 
na região anal, especialmente à noite, devido à migração das fêmeas para a 
deposição de ovos. 
• A coceira pode levar a lesões secundárias, infecções e distúrbios do sono, 
resultando em cansaço diurno. 
6) Como é realizado o exame para o diagnóstico? descreva os passos envolvidos 
R: Teste de graham 
7) Desenhe a morfologia do parasita envolvido 
R: 
8) Quais são as formas de controle e tratamento? 
R: Medicamentos E higiene 
 
 
M.O.P, 45 anos, sexo feminino, apresentou dor abdominal 
intermitente e diarre ia que se segue por 3 meses. Na o ha presença 
de sangue e muco nas fezes, o paciente tambe m apresenta prurido 
intenso nos membros inferiores. A paciente tem hipertensa o, 
diabetes mellitus e artrite reumato ide, fazendo uso de 
corticosteroides. A paciente vive em uma a rea rural e trabalha em 
uma fazenda, onde frequentemente entra em contato com o solo 
sem uso de calçadosadequados. A a gua consumida prove m de um 
poço. Ao hemograma foi observado leucocitose leve com eosinofilia 
e ao EPF foi verificado presença de larvas de Strongyloides 
stercoralis. O teste sorolo gico foi positivo para estrongiloidí ase. 
 
 
1) Descreva e desenhe as morfologias do parasito 
R: 
2) Descreva o ciclo biolo gico associado a doença 
R: O ciclo de vida do Strongyloides stercoralis tem três fases 
principais: fase parasitária, de vida livre e autoinfecção. As 
larvas filarioides penetram pela pele (ao andar descalço em 
solo contaminado), entram na circulação e chegam aos 
pulmões. Migram para a faringe, são engolidas e chegam ao 
intestino delgado, onde se tornam fêmeas adultas, gerando 
larvas rabditóides. Essas larvas podem ser eliminadas nas 
fezes ou se transformarem em larvas filarioides que podem 
reiniciar o ciclo via autoinfecção. 
 
3) Descreva a patogenia da estrongiloidí ase e os principais 
sintomas 
R: Na estrongiloidíase, a invasão pela pele pode causar 
dermatite e prurido. As larvas nos pulmões podem causar 
sintomas respiratórios como tosse e bronquite e os 
sintomas são dor abdominal, diarreia crônica, dermatite. 
 
4) Como e realizado o diagno stico para essa doença? Descreva o 
me todo de baermann-moraes 
R: diagnóstico pode ser feito pela detecção de larvas no EPF. 
Técnicas como o método de Baermann-Moraes 
 
5) Quais sa o as formas de profilaxia e controle para a 
estrongiloidí ase. 
R: melhoras condições do saneamento básico, evitar contato 
diretamente com o solo contaminado e tratar água.

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