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1 O QUE É LEITURA? PARA QUE SERVE? 
Nesta Unidade da disciplina Língua Portuguesa e Comunicação, você 
estará tomando contato com um novo tipo de conhecimento acerca da lin-
guagem e, certamente, sua visão do que é a língua, suas funções sociais e seus 
diferentes usos será alterada, assim como também sua visão de texto e dos 
elementos que o constituem. Todos importantes para auxiliá-lo (a) a melhorar 
sua produção textual que, a partir de agora, dar-se-á de forma acadêmica.
Com toda certeza você tem sua concepção do que é leitura. Nesta unida-
de você verá o conceito de leitura para diferentes autores, bem como a relação 
que existe entre leitura, texto e contexto e as condições de produção e recepção 
que envolvem autor/leitor. Desta forma, ao final desta unidade, você deverá 
estar apto a:
• Desenvolver a competência linguística dos alunos;
• Discutir conceitos, concepções, natureza e estratégias de leitura;
• Reconhecer os diferentes tipos de conhecimentos que envolvem a leitura;
• Desenvolver a leitura crítica.
1.1 CONCEPÇÃO DE LEITURA 
Para começarmos a discutir acerca das concepções de leitura, você pre-
cisa compreender que a linguagem é uma atividade social, interativa e dialó-
gica, ou seja, o homem, para comunicar-se, utiliza elementos diversos: sons, 
gestos, cores e sensações. A essa capacidade humana, por meio da qual se 
manifesta algo aos informantes de seu grupo, chamamos de LINGUAGEM.
É importante você saber que é a partir da linguagem que o homem ad-
quire conhecimento do mundo, desenvolve-se naturalmente por meio de suas 
experiências, vivências comunitárias e observações e ainda faz da aprendiza-
gem algo significativo, haja vista que o ato de aprender a ler e a escrever deve 
começar a partir de uma compreensão mais abrangente do ato de ler o mundo, 
coisas que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Como afirma Paulo 
Freire “a leitura de mundo antecede a leitura da palavra”.
Dessa forma, você vive em um mundo permeado pela linguagem verbal, 
não verbal, gestual, computacional e outras.
Segundo definição de Émile Benveniste, a linguagem é um sistema de 
signos socializado. “Socializado” remete claramente à função de comunicação 
da linguagem. A expressão “sistema de signos” é empregada para definir a 
linguagem como um conjunto cujos elementos se determinam em suas inter-
relações, ou seja, um conjunto no qual nada significa por si, mas tudo significa 
em função dos outros elementos. Em outras palavras, o sentido de um termo, 
bem como o de um enunciado, é função do contexto em que ele ocorre.
A linguagem permite ao outro interagir socialmente por meio de uma 
relação dialógica que se estabelece entre os participantes. Ela é capaz de agir 
sobre os outros interlocutores, modificando-lhes o comportamento.
Unidade 1
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
Universidade do Estado do Pará - UEPA
Por meio da linguagem oral e/ou escrita, o locutor, por seu discurso, 
procura inferir sobre os julgamentos, as opiniões, as preferências de seu inter-
locutor, através da argumentação, ele pode interferir sobre as representações 
do outro com a intenção de modificá-lo.
Não é somente a linguagem oral e escrita que é capaz de provocar mu-
danças nas pessoas. A leitura é um processo cognitivo que propicia ao leitor 
refletir acerca do lido, desde que tenha condições para tal.
Você alguma vez já se perguntou: O que é ler? Para que ler? Como ler?
Essas perguntas poderão ser respondidas de diferentes modos, os quais 
revelarão uma concepção de leitura decorrente da concepção de sujeito, de 
língua, de texto e de sentido que se adote.
Para Lajolo (1982), ler não é decifrar, como se o sentido de um texto fosse 
um jogo de adivinhações. Ler é ser capaz de atribuir um significado ao texto, 
partindo do próprio texto, de tal modo que cada leitor consiga relacioná-lo a 
todos os outros significados, seja capaz de reconhecer nele o tipo de leitura 
que o autor pretendia e possa, depois, dono da própria vontade, entregar-se à 
leitura ou rebelar-se contra ela.
Koch (2002) centra sua atenção, ao discorrer sobre as concepções de lei-
tura, em três focos:
No Autor
Concepção de língua Concepção de sujeito Concepção de texto
Representação do pensa-
mento
Senhor absoluto de suas 
ações e de seu dizer. Cabe-
lhe captar as intenções do 
produtor. Exerce papel pas-
sivo.
Produto do pensamento do 
autor.
Nessa concepção de língua, como representação do pensamento, e de su-
jeito, como senhor absoluto de suas ações e de seu dizer, o texto é visto como 
produto – lógico – do pensamento (representação mental) do autor, nada mais 
cabendo ao leitor senão “captar” essa representação mental, juntamente com 
as intenções (psicológicas) do produtor, exercendo, pois, um papel passivo.
A Leitura é, assim, entendida, como atividade de captação das idéias do 
autor, sem levar em conta as experiências, os conhecimentos do leitor e a 
interação autor-texto-leitor com propósitos constituídos sócio-cognitivo-inte-
racionalmente. O foco de atenção é, pois, o autor e suas intenções, e o sentido 
está centrado no autor, bastando tão somente ao leitor captar essas intenções.
No Texto
Concepção de língua Concepção de sujeito Concepção de texto
Como estrutura, como códi-
go, mero instrumento de co-
municação.
(Pré) Determinado pelo sis-
tema.
Produto da codificação de 
um emissor a ser decodifica-
do pelo leitor/ouvinte. Basta o 
leitor conhecer o código.
 
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
Universidade Aberta do Brasil - UAB
Na Interação Autor-Texto-Leitor
Concepção de língua Concepção de sujeito Concepção de texto
Permite ao sujeito interagir 
dialogicamente.
Atores/construtores sociais, 
sujeitos ativos que dialogi-
camente se constroem e são 
construídos no texto, consi-
derando o próprio lugar da in-
teração e da constituição dos 
interlocutores.
Contruído na interação texto-
sujeitos e não algo que pree-
xista a essa interação
Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto-
sujeitos e não algo que pré-exista a essa interação. A leitura é, pois, uma ativi-
dade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza, 
evidentemente, com base nos elementos linguísticos presentes na superfície 
do texto e na sua forma de organização, mas requer a mobilização de um vasto 
conjunto de saberes no interior do evento comunicativo.
Observe a tirinha a seguir.
TEXTO 1
Na tirinha, Mafalda representa bem o papel de leitor que, na interação 
com o texto, constrói-lhe o sentido, não só as informações explicitamente cons-
tituídas, como também o que é implicitamente sugerido, numa clara demons-
tração de que:
• a leitura é uma atividade na qual se leva em conta as experiências e os 
conhecimentos do leitor;
• a leitura de um texto exige do leitor bem mais que o conhecimento do 
código linguístico, uma vez que o texto não é simples produto de codificação 
de um emissor a ser decodificado por um receptor passivo.
1.2 A INTERAÇÃO: AUTOR-TEXTO-LEITOR
A leitura é vista como uma atividade de produção de sentido, na qual 
o leitor constrói sentidos, utilizando-se, para tanto, de estratégias tais como: 
seleção, antecipação, inferência e verificação. Vejamos um exemplo:
TEXTO 2
O peixe voador
Um cientista muito inteligente perguntou certa vez: que sabe o peixe sobre a água em 
que está a vida inteira? É uma boa pergunta. O peixe desta história realmente nada sabia do 
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
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lugar onde vivia.
Nadava, nadava belo e brilhante, e não via a sombra das árvores na água, nem a boca 
dos animais que iam beber no límpido rio, muito menos percebia a própria água que lhe servia 
de morada. Aliás, acho que ele mal sabia quem era, pois pensava tão pouco que não podia 
deter-se em si mesmo. Um dia uma onça foi beber água no rio e viu o apetitoso peixe passe-
ando perto das pedras, alheio a tudo. Mais que depressa, tentou agarrá-lo com suas unhas 
afiadas. Um tremor passoupelo corpo do pobre peixe, que deslizou para uma pedra maior e 
conseguiu escapar das patas do grande animal. Ainda tremendo, minimamente pensou:
- O que está acontecendo? O que é essa estranha sombra que bateu em meu corpo?
Como não enxergava bem através da água, vira apenas uma sombra grande e escura 
avançando, teve medo, e depois ela sumiu... O susto fora enorme e, a partir desse aconteci-
mento inédito, ele iniciou uma longa e fragmentária ponderação sobre o que seria esse vulto 
e que tremor desconhecido percorrera suas escamas. Enquanto ponderava, permanecia es-
condido atrás da grande pedra. Com grande dificuldade, percebeu que a pedra o escondera 
e que a rapidez da água e a sua própria o haviam salvo do que considerou ser um perigo. 
Só então pode compreender que era um peixe nadando num rio com pedras e que perigos 
para sua vida sobrevinham com frequência. Observou, de longe, os seus colegas fugindo de 
muitos vultos. Deu nomes a essas coisas para melhor saber delas. Quanto à onça, que não 
vira mais o peixe, desistiu da pescaria. Mas, no dia seguinte, na esperança de conseguir um 
bom almoço, apareceu no rio.
- Pelo que sei, os peixes são ágeis, mas não pensam – disse a onça a si mesma – 
Nem sabem o que são ou onde estão. Hoje eu apanho aquele fugitivo! Tratou de preparar as 
unhas, mas não conseguiu nada, pois o peixe nadador meditara toda a noite sobre a própria 
existência, dialogara com a água, com a pedra, de modo que já não era o mesmo. Aprende-
ra a pensar, logo, a conversar com a pedra, já bem idosa, com quem trocara muitas idéias, 
indicou-lhe um lugar calmo e seguro onde os animais não iam beber. A partir daí, o peixe 
pensador relacionou-se com os outros seres que o rodeavam e ensinou a quem pôde a fazer 
o mesmo. Morreu muito velho e cheio de filhos.
MORAL DA HISTÓRIA
O perigo é sempre uma ocasião de conhecimento.
(extraído do livro Fábulas nuas e cruas de Raquel Gazolla. Parábola Editorial, 2005).
Nossa atividade de leitores ativos em interação com o autor e o texto 
começa com antecipações e hipóteses elaboradas com base em nossos conhe-
cimentos sobre:
• o autor do texto: como se trata de fábula não tem autoria.
• o meio de veiculação do texto: livro.
• o gênero textual: fábula.
• o título: elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, cha-
mar a atenção do autor e orientá-lo na produção de sentido.
• a distribuição e configuração de informações no texto.
Ao nos depararmos com o título “o peixe voador”, fazemos antecipações, 
levantamos hipóteses que, no decorrer da leitura, serão confirmadas ou rejei-
tadas. Neste último caso, as hipóteses serão reformuladas e novamente testa-
das em um movimento que destaca a nossa atividade de leitor, respaldada em 
conhecimentos arquivados na memória (sobre a língua, as coisas do mundo, 
outros textos, outros gêneros textuais).
Focalizando o título, buscamos antever de que trata o texto. Será um tex-
to científico falando de uma espécie de peixe? Será um texto informativo des-
crevendo as peculiaridades de uma espécie? 
Com “previsões” motivadas pelo título “adentramos” no texto, prosse-
guindo em nossa atividade de leitura e produção de sentido.
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
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Percebe-se na narrativa que o protagonista e o antagonista são animais. 
A pedra citada na história troca idéias com o peixe, este pensa, reflete. Diante 
destas situações, o leitor percebe logo que se trata de situações humanas vivi-
das por animais: medo, temor. Esta é uma característica do gênero fábula, que, 
ao final, apresenta a moral da história: um resumo contendo um ensinamento 
ao leitor. 
O gênero fábula é muito utilizado no sentido de passar ensinamentos ao 
leitor, mas, como se trata de uma linguagem um tanto quanto metafórica, nem 
todo leitor é capaz de entender a mensagem, que exige conhecimentos por 
parte deste.
1.3 LEITURA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS
Acompanhe a letra da música de Caetano Veloso:
TEXTO 3
Luz do Sol
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça
Em vida, em força, em luz...
Céu azul
Que venha até
Onde os pés
Tocam a terra
E a terra inspira
E exala seus azuis...
Reza, reza o rio
Córrego pro rio
Rio pro mar
Reza correnteza
Roça a beira
A doura areia...
Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...
Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza
A coisa mais querida
A glória, da vida...
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em ver de novo
Em folha, em graça
Em vida, em força, em luz...
Reza, reza o rio
Córrego pro rio
Rio pro mar
Reza correnteza
Roça a beira
A doura areia...
Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...
Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza
A coisa mais querida
A glória, da vida...
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em ver de novo
Em folha, em graça
Em vida, em força, em luz...
A partir da leitura desta letra de música dá para perceber que um tex-
to é resultado de nossa atividade comunicativa, que compreende processos, 
operações e estratégias que têm lugar na mente humana, e que são postos em 
situações concretas de interação social. Trata-se de uma atividade intencional 
que o produtor, de conformidade com as condições sob as quais o texto é pro-
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
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duzido, empreende, tentando dar a entender seus propósitos ao leitor, através 
de manifestação verbal. 
Após a leitura, reflita:
• De que trata este texto?
• O texto permite mais de uma interpretação? Qual? Quais?
• Que expressões do texto levaram você a tal entendimento?
• “Que a folha traga e traduz” é uma expressão metafórica usada pelo 
autor para expressar o quê?
1.4 FATORES DE COMPREENSÃO DA LEITURA
A compreensão de um texto varia segundo as circunstâncias de leitura e 
depende de vários fatores, complexos e inter-relacionados entre si.
Fatores relacionados ao autor (Quem escreveu? Em que época? Em que 
circunstâncias? Que idade tem ou tinha? De que lugar social ele escreve? Qual 
sua concepção política, social, etc.) e ao leitor (Onde este se encontra ao rece-
ber o texto? Qual a idade que possui? Que conhecimentos domina? em que 
lugar social recebeu o texto? etc.).
Veja o exemplo a seguir.
TEXTO 4
Vide Bula
Há cerca de 10 anos publiquei este artigo no Jornal de Cajuru, num momento especial 
para o país, quando o esquema colorido havia sido desmantelado, e havia grandes expecta-
tivas quanto ao futuro político do Brasil.
Hoje aproveito para republicá-lo, como prévia para o Vide Bula II, que certamente trará 
novos medicamentos, para, quem sabe, desta vez, curar o paciente. Uma coisa é certa: este 
já não está mais na UTI. Concordam?
O Brasil está doente. ETA frasezinha batida! Todo mundo está cansado de saber disso. 
O diabo é: qual remédio?
Muito se tem tentado com drogas tradicionais, ou novidades, porém até agora nenhu-
ma teve o tão almejado efeito de curar este pobre enfermo.
Há bem pouco tempo foi tentada uma droga novíssima, quase não testada, mas que 
prometia sucesso total, a “Collorcaína”, que, infelizmente, na prática de nada serviu, seus 
efeitos colaterais extremamente deletérios (como a liberação da “Pecelidona”) quase acaba 
com o doente.
Porém, para o ano que vem, novos medicamentos poderão ser usados. Enquanto isso 
não acontece, o doente consegue se manter com doses de “Itamarina” que é uma espécie de 
emplastro que, se não cura, também não mata.
Mas, voltando ao ano que vem, se é que podemos voltar ao futuro, vamos estudar os 
possíveis medicamentos que teremos à disposição do moribundo.
A primeira droga a ser discutida já é uma antiga que estava em desuso e voltou com 
nova embalagem e novas indicações, podendo ser eficaz no momento.
Trata-se da “Paumalufina”, extraída do pau-brasil com a propriedade de promover per-
das das gorduras, principalmente estatais, acentuando alivre iniciativa. Tem como efeito co-
lateral a crise aguda de autoritarismo e também de perdularismo, sendo contra-indicada para 
as democracias.
A segunda droga, também já testada, é derivada da “Pemedebona”, a “Orestequerci-
na”, que atua em praticamente todos os órgãos, que passam a funcionar somente às custas 
da “Desoxidopropinainterferase”, que promove um desempenho muito mais fisiológico.
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
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Esta droga tem como efeito colateral uma grande depleção das reservas, depleção 
esta que pode ser fatal ao organismo.
Mais recentemente foi criada a “L.A. Fleurizina”. Derivada da “Orestequercina”, age de 
maneira muito semelhante à mesma, sendo, entretanto, muito mais contundente e agressiva. 
É formalmente contra-indicada para Carandirus e professores.
A terceira droga do nosso tratado é uma ainda não testada, mas já com fama de efici-
ência. Trata-se do “Cloridrato de Lulalá”, derivada da “Estrelapetina”, e, com efeito, promete 
revitalizar as células periféricas, tornando-as tão importantes quanto as do SNC (Sistema 
Nervoso Central).
É importante lembrar que a mesma pode causar imobilismo com liberação de seitas e 
dissidências. Tais efeitos colaterais podem ser evitados com injeção na veia de “antisectarina” 
e cápsulas de “Bonsensol”.
Ainda é bom lembrar que o uso de tal substância provoca uma cor avermelhada em 
todos os órgãos.
A quarta droga que discutiremos é a “Tucanina Cacicóide”, na verdade um complexo de 
inúmeros componentes, como a “F.H.Cardozina”, a “Zesserrinitrina” a “Mariocovase” e muitas 
outras mais que são muito eficientes “In Vitro”, porém sem comprovação de efeitos “In Vivo”.
Seu maior efeito colateral é a interação de seus componentes que competem entre si, 
causando uma síndrome chamada “encimamurismo”, síndrome esta extremamente deletéria 
e que pode inviabilizar o uso de tal medicamento.
Existem ainda drogas menores como a “Brizolonina” que, quando aplicada, provoca 
intensa verborragia e manias perseguitórias.
Há ainda a A.C. Malvadezina, uma droga extremamente tóxica que causa náuseas até 
em quem aplica.
Terminando nosso estudo, esperamos que, desta vez, os médicos saibam o remédio 
certo para salvar o doente. 
Fonte: KOCH, 2006.
Que texto interessante, você não acha? Agora, com base na sua compre-
ensão, realize a Atividade 1 - Compreensão da Leitura.
Como você pode ver, o autor mobiliza um conjunto de conhecimentos 
para a produção deste texto. Espera-se, da parte do leitor, que considere esses 
conhecimentos (de língua, de gênero textual e de mundo) no processo de leitu-
ra e construção de sentidos. Pode-se dizer que os conhecimentos selecionados 
pelo autor na e para a constituição do texto “criam” um leitor-modelo. Da 
forma como o texto foi produzido, pode exigir mais ou menos conhecimento 
prévio de seus leitores. É um texto que não se destina a todo e qualquer leitor, 
mas pressupõe um determinado tipo de leitor (um público específico), o que, 
aliás, vem evidenciar o princípio interacional constitutivo do texto, do uso da 
língua.
O que nos chama a atenção no texto? Que conhecimentos são ne-
cessários da parte do leitor para compreender o texto? Percebe-se que o 
autor detém conhecimentos específicos de duas áreas. Quais são elas? 
Qual a profissão do autor, segundo sua leitura do texto? Qual o gênero 
de texto de que o autor é conhecedor? Levando em consideração este 
gênero, componha um quadro, demonstrando isso, a partir deste texto.
Atividade 1
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
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Koch (2002) afirma que, para que haja o processamento textual, é neces-
sário recorrermos a três grandes sistemas de conhecimento:
• conhecimento linguístico;
• conhecimento enciclopédico;
• conhecimento interacional.
1.4.1 Conhecimentos Linguísticos
Abrangem o conhecimento gramatical e lexical. Por meio deles o leitor 
poderá compreender a organização do material linguístico na superfície.
TEXTO 5 
Quando Lula diz: “CPI ou MORTE”, a presença do conectivo ou deixa 
clara a exclusão de uma das duas alternativas, considerando-se que morte, 
neste contexto é substantivo feminino. O discurso faz alusão à célebre frase 
pronunciada por D. Pedro I às margens do riacho Ipiranga; já na segunda ima-
gem, a junção da preposição a mais o artigo a decreta a execução de uma ação, 
uma vez que a palavra morte, neste caso, trata-se de verbo no imperativo. A 
charge permite também ao leitor perceber o quanto o discurso do sindicalista 
Lula difere do então Presidente Lula. Percebe-se isso pela frase acima da char-
ge, onde o “quem te viu” está em cima do outrora sindicalista e “quem te vê” 
do atual Presidente da República.
1.4.2 Conhecimentos Enciclopédicos ou de Mundo
Referem-se a conhecimentos gerais sobre o mundo, bem como a conhe-
cimentos alusivos a vivências pessoais e eventos espaço-temporalmente situa-
dos, permitindo a produção de sentidos. Veja o exemplo a seguir:
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
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TEXTO 6
Para que o leitor entenda a charge acima, se faz necessária a mobilização 
de diversos conhecimentos:
Primeiramente o leitor deverá conhecer acerca dos três grandes filósofos 
gregos: Sócrates, Platão e Aristóteles e, pela imagem, perceber a existência de 
apenas um (o primeiro), pois os demais representam personagens do cenário 
político brasileiro (Presidente Lula e Senador José Sarney). Em seguida o leitor 
deverá saber que a célebre frase “Só sei que nada sei” foi proferida por Sócra-
tes e as demais são atribuídas ao Presidente Lula, porque se eximiu das discus-
sões acerca da saída do Presidente do Senado, e a terceira frase corresponde 
ao próprio Presidente do Senado, José Sarney, se abstendo de falar, uma vez 
que a eleição para sua saída se dá secretamente. O leitor precisa saber que esta 
situação está circunscrita a um certo tempo e espaço no cenário político nacio-
nal, caso contrário, o texto não fará sentido para ele.
1.4.3 Conhecimento Interacional
Refere-se às formas de interação por meio da linguagem e engloba os 
conhecimentos:
• ilocucional;
• comunicacional
• metacomunicativo
• superestrutural.
Conhecimento Ilocucional
Permite-nos reconhecer os objetivos ou propósitos pretendidos pelo pro-
dutor do texto, em uma dada situação interacional. Veja o exemplo a seguir:
- Papai! Papai! É verdade que todos os contos de fadas começam com 
“Era uma vez...”?
- Nem sempre, filho! Tem alguns que começam assim: “Quando eu for 
eleito...” 1
1 - www.piadas.com.br acessado em 20.08.2009.
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
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Ao produzir este texto, o autor não teve a intenção de explicar ao seu 
filho o que caracteriza o gênero conto de fadas. Estava se reportando, sim, 
à situação política do Brasil. “Quando eu for eleito”, mostra que os políticos 
prometem em época de eleições e não cumprem, deixando assim o povo viver 
uma ilusão semelhante aos contos de fadas. Este também é um exemplo de 
conhecimento metacomunicativo, pois as palavras sublinhadas se constituem 
como comentários sobre o próprio discurso.
Conhecimento Comunicacional
Diz respeito à:
• quantidade de informações necessárias, numa situação comunicativa 
concreta, para que o parceiro seja capaz de reconstruir o objeto de produção 
do texto;
• seleção da variante linguística adequada a cada situação de interação;
• adequação do gênero textual à situação comunicativa.
TEXTO 7 
O leitor, para compreender este texto, precisa saber que a imagem cor-
responde à figura do Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, em 
dois momento; antes, como sindicalista em que combatia Sarney. Percebe-se 
isso pela presença da expressão “xô” e, no momento atual, em que a expressão 
“sô” significa dizer que ele agora é Sarney.
Conhecimento Metacomunicativo
É aquele que permite ao locutor assegurar a compreensão do texto e con-
seguir aceitação pelo parceirodos objetivos com que o texto é produzido. Para 
tanto, utiliza-se de vários tipos de ações linguísticas configuradas por meio da 
introdução de sinais de articulação ou apoios textuais, atividades de formula-
ção ou construção textual. 
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
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Conhecimento Superestrutural ou Conhecimento sobre Gêneros Textuais
Permite a identificação de textos como exemplares adequados aos diver-
sos eventos da vida social. Envolve também conhecimentos sobre as macro-
categorias ou unidades globais que distinguem vários tipos de textos, bem 
como sobre a ordenação ou sequenciação textual em conexão com os objetivos 
pretendidos.
A título de exemplo, vejamos os textos:
TEXTO 8
TEXTO 9
No texto 8, reconhecemos o 
gênero textual horóscopo. Trata-
se de um gênero veiculado em jor-
nais, revistas ou rádio, com o pro-
pósito de “aconselhar” as pessoas 
sobre o amor, dinheiro, trabalho. 
Como tal, faz uso de registro in-
formal marcado pelo endereça-
mento aos interlocutores, nativos 
dos signos; do pronome sua, ver-
bo no imperativo. Além de sua or-
ganização textual, há a explicação do signo e do período correspondente para 
a orientação do leitor quanto à sua categorização segundo o zodíaco.
Já o texto 9 sabemos que se trata de um anúncio de classificados, pela 
maneira como o texto está organizado, com informações bastante resumidas 
acerca dos bens anunciados.
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LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
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TEXTO 10
Daniel Pennac em seu livro “Como um romance” cita dez direitos que o leitor tem, ao 
entrar em contato com a leitura. São eles:
DIREITOS IMPRESCINDÍVEIS DO LEITOR
 1. O direito de não ler.
 2. O direito de pular páginas.
 3. O direito de não terminar o livro.
 4. O direito de reler.
 5. O direito de ler qualquer coisa.
 6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
 7. O direito de ler em qualquer lugar.
 8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
 9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de calar.
Nesta disciplina, infelizmente não poderemos tratar da leitura como 
fruição (texto poético) dada a necessidade de você, aluno, se apropriar de co-
nhecimentos outros que irão auxiliá-lo na confecção de relatórios, seminários, 
resenhas, resumos não somente desta, mas de outras disciplinas. 
Em virtude disto, nos ateremos à leitura crítica, que exige uma compre-
ensão mais abrangente do texto e mobiliza, além dos sentimentos, as capaci-
dades racionais do leitor, como, por exemplo, a capacidade de analisar o texto, 
separar suas partes, estabelecer relações entre elas e outros textos, sintetizar as 
idéias do autor, etc.
A LEITURA CRÍTICA
Para você melhor compreender, estabeleça um diálogo com o texto, fa-
zendo perguntas que o (a) levem a compreender a forma de construção e os 
significados mais profundos que ele apresenta. Os textos, em geral, não são 
construções transparentes, não nos entregam totalmente os seus significados 
logo numa primeira leitura. Temos, na verdade, de conquistar o texto, respei-
tando suas características próprias que o fazem diferente dos demais.
A leitura crítica de um texto é uma forma de re-criar esse texto visando a 
sua compreensão mais profunda. A re-criação é feita a partir de perguntas que 
fazemos ao texto. E como as perguntas são nossas, temos um papel ativo nessa 
re-criação, nessa leitura, nessa atribuição de significados que estão latentes no 
texto, mas não totalmente à mostra.
A leitura crítica comporta, assim, uma subdivisão em níveis, que cons-
tituem etapas de aprofundamento da interpretação: denotação, interpretação, 
crítica e problematização.
A DENOTAÇÃO – primeiro nível de leitura crítica de um texto. Visa à 
compreensão do sentido mais literal, direto e superficial do texto e envolve as 
seguintes etapas:
1. Levantamento de informações adicionais, como:
a) vocabulário: grifar e procurar no dicionário as palavras desconhecidas 
ou cujo sentido não tenha ficado claro;
b) dados sobre o autor, situação histórica e finalidade para a qual foi es-
crito o texto: o texto foi escrito para uma aula? Uma conferência? Trata-se de 
um artigo de jornal? É o capítulo de um livro? Uma carta? Resposta a alguém?
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UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
Universidade Aberta do Brasil - UAB
c) autores, teorias, obras, eventos, comentados no texto e que nos são 
desconhecidos.
2. Procura da idéia central do texto, respondendo-se às perguntas: do que 
trata o texto? qual o assunto discutido?
3. Análise do desenvolvimento do raciocínio do autor; como o autor trata 
a idéia central do texto? É o ensino sobre determinado assunto? De onde ele 
começa e quais as idéias, argumentos e fatos que usa para sustentar seu racio-
cínio? A que conclusão chega?
No momento em que conseguimos perceber como o autor montou seu 
texto, nós estaremos na posse de sua estrutura lógica, revelada pelo encadea-
mento das idéias que devem desembocar na conclusão.
A INTERPRETAÇÃO – é o segundo nível de leitura crítica. Procura os 
significados não explícitos, escondidos, ou seja, os significados conotativos ou 
figurados. Perguntamos: o que o autor quer mostrar ou demonstrar com esse 
texto? Quais os valores que nele aparecem? Como as idéias apresentadas e o 
ponto de vista assumido se ligam à época da produção do texto? Qual a rela-
ção do texto com o atual contexto histórico e social?
A ANÁLISE CRÍTICA - este terceiro nível não se baseia no gosto e na 
opinião individual, subjetiva, mas naquela que surge do nosso entendimento 
da proposta do próprio texto. Podemos verificar se o autor atinge ou não os 
objetivos a que se propõe, se é claro, coerente, se sua visão é original e se traz 
algumas contribuições para o assunto abordado. Trata-se de uma crítica obje-
tiva que não depende do nosso gosto e que está fundamentada em aspectos 
do próprio texto. Nesta parte, saberemos dizer do que o autor trata, quais os 
itens por ele enfocados, com que ponto de vista o assunto foi desenvolvido, se 
o autor foi coerente ao expor suas idéias e qual a sua contribuição à discussão 
daquele assunto. A partir deste momento, poderemos dizer se o texto é bom 
ou ruim, independente do nosso gosto. Convém salientar que as críticas feitas 
por pessoas diferentes podem ser divergentes, isto é positivo, pois a diversi-
dade aguça a nossa curiosidade e nos permite perceber aspectos do texto que 
antes não tinham sido observados.
A PROBLEMATIZAÇÃO - é o quarto e último nível de leitura. Neste 
nível nos distanciamos do texto e pensamos em assuntos ou problemas que, 
embora levantados a partir de sua leitura cuidadosa, vão além dele. É quando 
nos perguntamos: naquela época, ou sociedade, era assim; e hoje, como é? Tal 
coisa é válida para x; e para y, como é? Ao problematizar, estamos indagando 
sobre outras possibilidades e exercitamos a imaginação, a coerência, o racio-
cínio. Abrimos nossos olhos para novos significados, para novas leituras do 
mundo.
20
LÍNGUA PORTUGUESA E COMUNICAÇÃO
Universidade do Estado do Pará - UEPA
1.5 ESCRITA E LEITURA: CONTEXTO DE PRODUÇÃO E DE USO
O autor, ao produzir um texto escrito, o faz dentro de um determinado 
tempo e espaço e nem sempre estes elementos são os mesmos em que se dá 
a leitura. Por isso é que existem textos atemporais, ou seja, que extrapolam o 
tempo em que foram produzidos e continuam atualíssimos. Isso ocorre por-
que o contexto é um dos elementos importantes para que se dê o processamen-
to textual. Antigamente o contexto era visto apenas como o entorno verbal, ou 
seja, o co-texto. O texto era conceituado como uma sequência ou combinação 
de frases, cuja unidade e coerência seriam obtidas por meio da reiteração dos 
mesmos referentes ou do uso de elementos de relação entre seus vários seg-
mentos. Atualmente, segundo os autores, a noção de contexto encerra uma 
justaposição fundamental de duas entidades: um evento focal e um campo de 
ação dentro do qual o evento se encontra inserido.Para se analisar o contexto, 
há de se considerar o cenário, a situação sociocomunicativa e o entorno socio-
cultural em que ele foi produzido e no qual ele é utilizado.
Nas interações face a face, esses elementos podem coincidir, mas na es-
crita, não. Nesta, o mais importante para a interpretação é o contexto de uso.
Observando a imagem acima, você percebe que apenas uma pequena su-
perfície fica à flor da água (o explícito) e que uma imensa superfície subjacen-
te fundamenta a interpretação (o implícito); assim, consideramos o contexto, 
como um iceberg total, ou seja, tudo aquilo que, de alguma maneira, contribui 
para ou determina a construção do sentido de um texto.
21
UNIDADE 1 - O que é leitura? Para que serve? 
Universidade Aberta do Brasil - UAB
Síntese da unidade
Nesta unidade você passou a ter uma compreensão mais ampla sobre 
o que é leitura, como se dá o processo de interação autor/texto/leitor, quais 
os fatores de compreensão da leitura e os conhecimentos que são necessários 
para processá-la, além de informações para proceder à leitura crítica de manei-
ra bem mais abrangente e segura, como as disciplinas que você estudará neste 
Curso exigem. Na próxima unidade, você terá a continuidade dos conteúdos 
necessários para seu aprendizado e melhoria da qualidade de seus textos.
Referências
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Oficina de texto. Petrópolis, RJ: 
Vozes, 2003.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de Texto: leitura e reda-
ção. São Paulo: Ática, 2001.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas, 
SP: Pontes, 2000.
KOCH, Ingedore; TRAVAGLIA, Luiz Carlos. A coerência textual. São Paulo: 
Contexto, 1993.
KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1994.
______. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1995;
______. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2006.
______.O texto e a construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
______; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São 
Paulo: Contexto, 2006.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura?. São Paulo: Brasiliense, 2004.

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