Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>RESUMO PROVA DE CIVIL</p><p>· AULA 2: SUCESSÃO EM GERAL</p><p>Momento em que se abre a sucessão = momento do óbito. Abertura da sucessão não se confunde com abertura do inventário ou do arrolamento.</p><p>Princípio “droit de saisine” = o morto prende o vivo, com a morte a herança transmite-se imediatamente aos seus sucessores, sem qualquer ato.</p><p>a) Morte real: se dá com o corpo presente</p><p>b) Morte presumida: corpo não está presente (o suposto pode aparecer vivo). Admite-se prova em contrário.</p><p>· Presumida SEM declaração de ausência: se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Aplicação a casos de catástrofes será declarada por sentença, onde consta a data.</p><p>· Presumida COM declaração de ausência: pessoa está em LINS sem indícios. Não há envolvimento do suposto falecido com qualquer fato que pudesse trazer risco de morte.</p><p>· Três fases da ausência:</p><p>1. Curadoria dos bens do ausente: se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz a requerimento de qualquer interessado ou do MP, declarará a ausência e irá lhe nomear curador.</p><p>2. Sucessão provisória: decorrido um ano da arrecadação de bens do ausente, ou se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão.</p><p>3. Sucessão definitiva: dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a definitiva (deve ser requerida).</p><p>Hipótese de regresso do ausente: regressando o ausente nos 10 anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de sus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverá só os bens existentes no estado em que se acharem, ou os sub-rogados em seu lugar, ou preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo.</p><p>Regressando o ausente ou algum, para requere ao juiz a entrega de bens, serão citados para contestar o pedido os sucessores provisórios ou definitivos, MP e representante.</p><p>· Fixação do momento da morte: sempre que possível, no assento de óbito.</p><p>· COMORIÊNCIA: se dois ou mais indivíduos faleceram na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.</p><p>Trata-se de presunção relativa, podendo ser afastada por laudo médico ou prova efetiva.</p><p>Essa hipótese tem importância para os casos em que um seria herdeiro do outro. Não se podendo averiguar quem foi primeiro, é como se o outro nunca tivesse existido para efeitos sucessórios, chamando a suceder os herdeiros de cada um dos falecidos.</p><p>É necessário LAUDO MÉDICO. Pode ser declarada nos próprios autos, processo autônomo apenas se não houver provas contundentes.</p><p>· Local de abertura da sucessão: último domicílio do falecido, em regra, residência.</p><p>· Competência ABSOLUTA: bens no Brasil, inventariados aqui, os fora, onde se encontrem.</p><p>Inventários judiciais: mesmo que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro, o foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente. Não havendo domicílio certo, é competente o de situação dos bens imóveis.</p><p>Inventários extrajudiciais: as partes poderão escolher qualquer tabelionato.</p><p>· NÃO PODEM COEXISTIR DOIS INVENTÁRIOS DE UMA MESMA PESSOA. Se dois ou mais herdeiros de um mesmo falecido, em separado, requeiram a abertura, um será julgado extinto. O 1º distribuído prevalece.</p><p>· SUCESSÃO LEGÍTIMA E TESTAMENTÁRIA:</p><p>LEGÍTIMA = decorre de lei (vigente ao tempo da abertura).</p><p>TESTAMENTÁRIA = decorre da última vontade do falecido, testamento.</p><p>· HERDEIROS LEGÍTIMOS E NECESSÁRIOS:</p><p>LEGÍTIMOS = sem testamento, transmite a herança a eles e subsiste se o testamento for nulo ou caducar.</p><p>NECESSÁRIOS = 50% da herança obrigatoriamente tem que ser recebida por eles. São: descendentes, ascendentes e cônjuge.</p><p>A outra metade, parte disponível, pode ser deixada a quem quiser (se não houver, vai aos necessários).</p><p>AULA 3: HERANÇA</p><p>Herança é um todo unitário, ainda que vários herdeiros. Os herdeiros serão condôminos até que ocorra a partilha.</p><p>Posse indireta – herdeiros</p><p>Posse direta – inventariante, quem administra os bens até a partilha.</p><p>· Responsabilidade dos herdeiros quanto aos encargos da herança: o herdeiro não responde por encargos superiores a herança, deve provar o excesso, salvo se houver inventário que a escuse. NÃO responde com seu PRÓPRIO patrimônio.</p><p>· Cessão de direitos hereditários: pode ser cedido por escritura pública. Ato “intervivos”.</p><p>Com bens imóveis, não basta a escritura pública de cessão, deve ser levada a registro.</p><p>Hipóteses: GRATUITA OU ONEROSA.</p><p>· Obrigatório: assinatura do cônjuge do herdeiro, se o regime for de separação absoluta de bens não precisa.</p><p>· Apenas com a morte do autor da herança é que pode haver a cessão de direitos hereditários. Antes configuraria pacto sucessório, proibido.</p><p>Pode haver toda a herança ou parte. O cedente transmite o direito sobre sua quota ideal.</p><p>· Direito de preferência na cessão a título oneroso: o coerdeiro não poderá ceder a sua quota a pessoa estranha a sucessão, se o outro herdeiro a quiser. Deve oferecer antes a eles sua quota parte, preferência de aquisição. GRATUITO não há.</p><p>· Hipótese de descumprimento: poderá, depositando o preço, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer em até 180 dias da transmissão, e se vários quiserem, entre eles se distribuirá o quinhão cedido.</p><p>Prazo para abertura do inventário: 30 dias a contar da abertura da sucessão.</p><p>Caso não seja requerido nesse prazo, haverá sanções econômicas, como multa. Com o atraso, qualquer interessado pode pedir a abertura do inventário. O JUIZ NÃO PODE AGIR DE OFÍCIO.</p><p>Legitimidade concorrente: cônjuge, herdeiro, legatário, testamentário, testamenteiro, cessionário, credor, MP (se incapazes), fazenda pública (casos de interesse) e administrador judicial da falência do herdeiro.</p><p>· INVENTÁRIO = processo judicial com o objetivo de relacionar e liquidar todos os bens pertencentes ao inventariado ao tempo de sua morte e partilhá-los entre os sucessores.</p><p>· INVENTARIANTE = representa o espólio (juiz nomeará respeitando ordem).</p><p>Administração provisória da herança: tem poderes temporários para zelar pelo espólio, até a nomeação do inventariante. Não há nomeação judicial.</p><p>AULA 4: VOCAÇÃO</p><p>Vocação é chamado. A lei chama os herdeiros, já que o falecido não o fez por meio de testamento.</p><p>· Legitimidade para suceder: legitimam-se as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão.</p><p>Direito do nascituro: são subordinados à condição resolutiva, nascimento com vida. O direito sucessório só estará definido se nascer com vida, adquire a personalidade civil.</p><p>· Legitimidade na sucessão testamentária: a sucessão em favor de herdeiro não concebido é condicional, mera expectativa, que se consolida com o nascimento.</p><p>É necessário que o testador indique a pessoa cujos filhos quer contemplar (ex. primogênito, a filha mulher). Sem especificar, o filho que nascer recebe.</p><p>OBS: se decorridos 2 anos após abertura da sucessão, não for concebido, salvo disposição contrário do testador, cabe aos herdeiros legítimos. O genitor deve estar vivo.</p><p>· QUEM NÃO PODE SER NOMEADO HERDEIRO OU LEGATÁRIO:</p><p>I- A pessoa que a rogo escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, nem ascendentes e irmãos;</p><p>II- Testemunhas do testamento;</p><p>III- Concubino do testador casado, salvo se este, se culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de 5 anos;</p><p>IV- Tabelião, civil ou militar;</p><p>· NULIDADE DE DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS: em favor de pessoas não legitimadas a suceder, mesmo quando simuladas sob a forma de contrato oneroso ou feitas mediante interposta pessoa.</p><p>Presumem-se interpostas pessoas: ascendentes, descendentes, irmãos, cônjuge ou companheiro do não legitimado a suceder.</p><p>· POSSIBILIDADE DE CONTEMPLAR FILHO DO CONCUBINO DESDE QUE TAMBÉM SEJA SEU FILHO: é lícita</p><p>quando também for do testador.</p><p>AULA 5: ACEITAÇÃO E HERANÇA</p><p>A aceitação da herança é um ATO JURÍDICO unilateral do herdeiro legítimo ou testamentário que manifesta livremente sua vontade de receber a herança.</p><p>Quando? Após a abertura da sucessão. Trata-se de uma confirmação do herdeiro. Não é possível uma aceitação parcial, só total.</p><p>· Ao herdeiro é facultado aceitar ou não a herança, em razão do princípio de que ninguém é herdeiro contra sua vontade.</p><p>· Aceitando a herança, recebe o quinhão que lhe toca no patrimônio pelo falecido, não responde pelas dívidas do de cujus além das forças da herança.</p><p>Formas de aceitação: independe de autorização do cônjuge.</p><p>I- Expressa: por declaração escrita</p><p>II- Tácita: por atos próprios da qualidade de herdeiro</p><p>Tutor ou curador representam, o pupilo ou curatelado para aceitar a herança, mediante autorização judicial.</p><p>A ACEITAÇÃO É IRRETRATÁVEL: depois de aceita, se arrepender, haverá cessão de direitos hereditários, implicando no pagamento de imposto de transmissão intervivos e não renúncia.</p><p>· Atos que configuram aceitação tácita:</p><p>- Outorga de procuração a advogado para intervir no processo para defesa de seus direitos hereditários, concordância com primeiras declarações, avaliações e atos no processo, promessa de alienação de bens do inventário ou cessão onerosa e gratuita de direitos e posse efetiva de bens do acervo.</p><p>- A nomeação de advogado para abertura do inventário é exemplo de aceitação tácita.</p><p>· Cessão gratuita pura e simples: herdeiro cedeu a herança e não praticou qualquer ato de domínio.</p><p>· RENÚNCIA DA HERANÇA: deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial.</p><p>Ato jurídico unilateral, pelo qual o herdeiro declara expressamente que não aceita a herança a que tem direito. Ato jurídico em sentido estrito.</p><p>Efetivada, é como se o renunciante nunca tivesse sido herdeiro.</p><p>Não pode ocorrer antes da abertura da sucessão, ou seja, antes da morte do autor da herança, sob pena de nulidade absoluta. Ato solene.</p><p>· Consequência: se ocorrer por parte do herdeiro testamentário ou legatário, a herança retorna ao monte partível, apenas se não houver previsão no testamento.</p><p>Renúncia translativa INADMISSIBILIDADE = é que nesta o herdeiro está aceitando a herança para, em seguida, cedê-la a terceiro. Ocorre dupla incidência tributária e na verdade não se trata de renúncia, mas de aceitação tácita e posterior cessão de direitos hereditários, ainda que a título gratuito.</p><p>· ACEITAÇÃO PRESUMIDA DA HERANÇA: o interessado em que o herdeiro declare se aceita, ou não, a herança, poderá, vinte dias após a abertura da sucessão requerer ao juiz prazo razoável, não maior de 30 dias, para nele, se pronunciar o herdeiro, sob pena de se haver a herança por aceita.</p><p>Quem é o interessado? – outros herdeiros, credor do herdeiro ou legatário.</p><p>· INADMISSIBILIDADE DE ACEITAÇÃO OU RENÚNCIA PARCIAL, SOB CONDIÇÃO OU A TERMO: a herança não pode ser aceita ou renunciada parcialmente por força da indivisibilidade.</p><p>· Os efeitos da aceitação e da renúncia não podem estar subordinados a um evento futuro e incerto.</p><p>OBS: é possível aceitar tudo, ou optar por receber a sucessão legítima e renunciar a testamentária ou vice-versa.</p><p>· Hipótese de falecimento do herdeiro antes de declarar se aceita ou não a herança: falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita ou não a herança, o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros, a menos que se trate de vocação subordinada a uma condição suspensiva não verificada.</p><p>CONSEQUÊNCIAS DA RENÚNCIA: na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subsequente.</p><p>Havendo renúncia de algum dos herdeiros e havendo outros da mesma classe, a quota renunciada acresce à dos demais herdeiros da mesma classe, não renunciantes.</p><p>· Hipótese de os filhos do renunciante virem à sucessão por direito próprio e por cabeça:</p><p>Regra exemplificativa: se o falecido deixa dois filhos e três netos, não era casado e nem vivia em união estável, caso seus filhos renunciem à herança, os três netos, na qualidade de descendentes receberão a herança por DIREITO próprio e não REPRESENTAÇÃO, recebendo por cabeça.</p><p>· São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança.</p><p>OBS: quando o herdeiro prejudicar os seus credores renunciando a herança, poderão eles aceitá-la em nome do renunciante.</p><p>AULA 6: INDIGNIDADE E DESERDAÇÃO</p><p>Diferença entre incapacidade para recebimento e indignidade.</p><p>INCAPACIDADE = falta de aptidão para receber. Impede o nascimento do direito.</p><p>INDIGNIDADE = perda dessa capacidade, em razão da prática de atos ofensivos a pessoa ou honra do falecido. Herdeiro era capaz e perdeu. Decorre de lei.</p><p>DESERDAÇÃO = decorre da vontade expressa do testador que deve mencionar o ato praticado que ensejou a deserdação, devendo comprovar.</p><p>· Tanto a indignidade, como a deserdação terão a mesma consequência que é o não recebimento da herança. Ambas deverão ser confirmadas por sentença, sob pena de não produzirem efeitos.</p><p>· Ambas só podem ser propostas após a morte do ofendido, já que o direito da herança só surge com o evento morte.</p><p>CASOS DE INDIGNIDADE:</p><p>I- Autores, coautores ou partícipes de homicídio doloso ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente.</p><p>Não se exige para a aplicação da pena de indignidade a condenação criminal com trânsito em julgado. O juízo cível pode declarar a existência do homicídio e a participação do herdeiro.</p><p>Hipóteses de legítima defesa, estado de necessidade e exercício regular do direito são fatos lícitos para não gerar a exclusão por indignidade.</p><p>II- Que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra sua honra.</p><p>III- Por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade.</p><p>· Necessidade de que a indignidade seja declarada por sentença proferida em ação ordinária movida por quem tenha interesse na sucessão.</p><p>· Interessados: coerdeiro, legatário, fisco e qualquer credor.</p><p>Efeitos da exclusão por indignidade: pessoais, os herdeiros dele podem herdar no lugar do indigno.</p><p>· Validade dos atos praticados antes da sentença de exclusão: de boa-fé é válida, mas os coerdeiros podem demandar, se prejudicados, perdas e danos.</p><p>· Indigno é obrigado a restituir os frutos ou rendimentos que tenha recebido da herança.</p><p>PERDÃO PELA PESSOA OFENDIDA: o perdão, remissão ou reabilitação do indigno impede o exercício da ação de indignidade. Uma vez perdoado o indigno, não é possível direito de arrependimento ao testador.</p><p>DESERDAÇÃO: privação, por disposição testamentária, da legítima do herdeiro necessário.</p><p>Hipóteses:</p><p>I- Ofensa física;</p><p>II- Injúria grave;</p><p>III- Relações ilícitas com madrasta ou padrasto;</p><p>IV- Desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade.</p><p>· Necessidade de expressa declaração da causa da deserdação no testamento, e, comprovação.</p><p>· Se não comprovar, torna-se ineficaz.</p><p>AULA 7: HERANÇA JACENTE E VACANTE</p><p>Herança jacente:</p><p>É o estado provisório da herança. Quando não se conhece o herdeiro ou não se tem certeza a respeito da existência de herdeiros.</p><p>É uma massa de bens que não possui personalidade jurídica, sua administração fica a um curador designado pelo juiz.</p><p>Herança vacante:</p><p>Ocorre quando, após terem sido promovidas todas as diligências legais, não aparecerem herdeiros, ou todos renunciarem.</p><p>Diferença bens vacantes e bens vagos:</p><p>Os bens vagos são coisa alheia perdida, que deve ser devolvida ao dono por quem a encontrar, e os vacantes, passam ao do poder público.</p><p>AULA 9: ART. 1829 SUCESSÃO LEGÍTIMA</p><p>A sucessão legítima defere-se na seguinte ordem:</p><p>I- Aos descendentes (por cabeça se no mesmo grau e por representação se em graus diferentes); - cônjuge sobrevivente concorre com descendentes conforme o regime de bem.</p><p>II- Aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge (sem direito a representação); - independe do regime</p><p>de bem.</p><p>III- Ao cônjuge sobrevivente;</p><p>IV- Aos colaterais (até o 4º grau);</p>

Mais conteúdos dessa disciplina