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Data: 09/08/2023 Direito das Sucessões Introdução · O que significa sucessão: Vir depois · Sujeito: Um patrimônio de quem morreu · Nomenclaturas · Autor da herança (Å) · De cujus · Falecido · Morto · Momento da abertura da sucessão: É transmitido aos herdeiros imediatamente após a morte · Local/foro competente: É ultimo domicilio do falecido · Não confundir abertura da sucessão com abertura do inventário · Inventário é uma peça processual que tem por finalidade de avaliar o ativo e o passivo. Pode ser aberto a qualquer tempo. · Na abertura da sucessão a transferência dos bens é de caráter universal, ou seja, são transferidos como um todo · Cada herdeiro receberá uma cota-parte · Espólio: Patrimônio deixado pelo falecido e transferido como um universo aos seus herdeiros por cotas-partes · Tratado como coisa imóvel até o momento da partilha · Art. 80: Consideram-se imóveis para os efeitos legais: · II - o direito à sucessão aberta. · Abertura da sucessão é incontinente a morte está de acordo com o princípio francês Saisini (como o patrimônio não pode ficar sem dono nenhum momento, a sucessão é imediata) · Formas de sucessão · Legal/legitima: Lei que regula/determina · Testamentaria: Depende da existência de testamento. Se não houver, se diz que a morte se deu Ab intestato (sem testamento), assim será pela forma legal · Ser um ato voluntário em vida, estando no gozo pleno da capacidade mental · Meação: 50% vai para os cônjuges 25% é para os herdeiros legítimos, não podendo ir para testamento 25% é a parte disponível do patrimônio que pode ir para testamento. Os herdeiros se tornam herdeiros testamentários ou legatários · Sem testamento, a parte disponível é acrescida a parte legitima Data: 10/08/2023 · Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. · Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. · Art. 1.786. A sucessão dá-se por lei (legitima) ou por disposição de última vontade (testamento). · Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura daquela. · Lei material do CC · Se aberta antes do vigoramento deste CC, irá utilizar a antigo · Uma vez que se trata de direito adquirido, não pode ser modificado · Atos processuais (inventário, partilha, etc), a regra será diferente, vai ser aplicada a lei vigente na pratica do ato · Art. 1.788. Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento; e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for julgado nulo. Obs: Se o testamento declarado nulo, mas há um reconhecimento de paternidade, este não será invalidado, será mantido, só não terá efeitos sucessórios · Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. · Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: · I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; · II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles; · III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança; · IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança. Da Herança e de sua Administração · Art. 1.791. A herança defere-se (entregue) como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros. · Parágrafo único. Até a partilha, o direito dos co-herdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. · Sendo unitário será bem imóvel, somente por escritura publica · Ocorrendo cessão de direitos, dependendo do regime de bens, haverá a necessidade da concordância conjugal, exceto se o herdeiro cedente for casado no regime da separação absoluta · Nem a cessão pode ser individualizada (até a partilha) · Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados. · Recebimento sob o benefício do inventário · Forças da herança: Aquele valor recebido ou que será recebido a título de herança · Ex: Na herança as dividas passam da cota-parte de cada herdeiro (herança negativa), dessa forma o herdeiro só se responsabiliza pelo limite de sua herança. A recebe 100 e a divida é 120, dessa forma somente paga os 100. · Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. A filho de B, portanto herdeiro necessário, sendo o seu pai vivo, realiza um negócio jurídico cedendo a sua cota-parte nessa futura sucessão, seria legal? Teria efeito este ato? R: Não, porque o art. 426 do CC, estabelece que não pode ser objeto de contrato herança de pessoa viva (PROVA) · §1º Os direitos, conferidos ao herdeiro em consequência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. · Em substituição: Um herdeiro substituindo o outro (ex: por morte) · §2º É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. · Tem um patrimônio a cessão de um dos co-herdeiros sobre ele é ineficaz, pois este patrimônio ainda não é dele, apenas podendo ceder a sua cota-parte · §3º Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade. · Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto. · Pode um dos co-herdeiros ceder a sua cota-parte para pessoa estranha, desde que outro herdeiro não tenha interesse (da mesma forma oferecida para o estranho) · Precisa provar que foi oferecido e que nenhum herdeiro teve interesse · Podendo fixar prazo, e sem resposta presume-se que não tem interesse · Art. 1.795. O co-herdeiro, a quem não se der conhecimento da cessão, poderá, depositado o preço, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão. · Parágrafo único. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a preferência, entre eles se distribuirá o quinhão cedido, na proporção das respectivas quotas hereditárias. · Mínimo 3 co-herdeiros · Ex: São 3 herdeiros e apenas 2 querem, será distribuído de forma igualitária ou proporcional a sua cota-parte · Art. 1.796. No prazo de trinta dias, a contar da abertura da sucessão, instaurar-se-á inventário do patrimônio hereditário, perante o juízo competente no lugar da sucessão, para fins de liquidação e, quando for o caso, de partilha da herança. · Será aberto o inventário em uma das varas de família e sucessões · Este prazo não é utilizado, visto que o art. 611 do CPC fala que esse prazo é de 2 meses, prevalecendo o CPC por ser uma lei especial e o CC uma lei geral Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte. · Passando estes 60 dias, ainda pode abrir o inventário, porém terá consequências · É possível um inventário extrajudicial, não existindo herdeiros menores ou incapazes · Art. 1.797. Até o compromisso do inventariante, a administração da herança caberá, sucessivamente: · I - ao cônjuge ou companheiro, se com o outro convivia ao tempo da abertura da sucessão; · II - ao herdeiro que estiver na posse e administração dos bens, e, se houver mais de um nessas condições, ao mais velho; · III - ao testamenteiro; · IV - a pessoa de confiança do juiz, na falta ou escusa das indicadas nos incisos antecedentes, ou quando tiveremde ser afastadas por motivo grave levado ao conhecimento do juiz. · Motivo grave: Conduta imoral/doença, uma razão que justifique ao juiz, será excluído e indicado um outro Data: 16/08/2023 Da Vocação Hereditária · Quem serão os chamados para a sucessão · Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. · Os nascituros eles não possuem personalidade jurídica, mas a lei assegura os seus direitos caso vem a nascer com vida · Ex: A está gravida, o seu nascituro está na linha de vocação hereditária, se nascer com vida terá a sua herança · Se o nascituro, nasce, respira e morre depois, não existe tempo mínimo na lei, dessa forma adquiriu personalidade jurídica e será chamado para a herança, morrendo terá a transferência do seu quinhão hereditário por representação. Dessa forma, a sua cota-parte será transmita para o seu ascendente ou o próximo na ordem de sucessão (colaterais) · Se o nascituro ao nascer pende duvidas se nasceu morto (late morto) ou nasceu com vida e depois veio a morrer? Será feita uma pericia para a verificação, ou seja, o teste de docimasia hidrostática de galeno · Enunciado 267: deve ser estendida aos embriões formados mediante o uso de técnicas de reprodução assistida, abrangendo, assim, a vocação hereditária da pessoa humana a nascer cujos efeitos patrimoniais se submetem às regras previstas para a petição da herança. Ordem de Sucessão I – Descendentes c/c cônjuge; II – Ascendente c/c cônjuge; III – Cônjuge/convivente; IV – Colaterais (pela ordem do grau de parentesco), são herdeiros facultativos, ou seja, somente serão chamados se o falecido não ter deixado tudo em testamento; V – De 1º será jacente e depois se transforma em vacante, em seguida será entregue ao município onde residia o autor da herança ou a união se o falecido residia no DF · Art. 1.799. Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: · Podem também ser chamado para suceder · I - os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão; · Ex: Autor da herança fez um testamento e instituiu o filho que Maria venha a conceber, no momento da abertura ela ainda não concebeu, mas a cota-parte fica “guardada” para o eventual filho. Se a Maria morrer antes do testador, essa cota testamentaria não terá mais efeito. · II - as pessoas jurídicas; · III - as pessoas jurídicas, cuja organização for determinada pelo testador sob a forma de fundação. · Qual a diferença entre o II e o III? No II está tratando PJ já constituída e o III prevê a hipótese quando o testador deixa o testamento uma determinada cota para que seja empregada na instituição de uma fundação · Art. 1.800. No caso do inciso I do artigo antecedente, os bens da herança serão confiados, após a liquidação ou partilha, a curador nomeado pelo juiz. · Sendo Maria viva, tendo a partilha, foi reservada cota-parte do eventual filho, o juiz nomeará um curador especial para administrar os bens reservados na partilha para eventualmente nascimento do filho de Maria · §1º Salvo disposição testamentária em contrário, a curatela caberá à pessoa cujo filho o testador esperava ter por herdeiro, e, sucessivamente, às pessoas indicadas no art. 1.775. · Pode ser que o testador estabeleça caso a Maria venha a ter um filho, o curador será o João, dessa forma, sendo indicado irá prevalecer a vontade do testador, caso ele não se enquadre ou o testador ficar inerte será utilizada a ordem da curatela · §2º Os poderes, deveres e responsabilidades do curador, assim nomeado, regem-se pelas disposições concernentes à curatela dos incapazes, no que couber. · §3º Nascendo com vida o herdeiro esperado, ser-lhe-á deferida a sucessão, com os frutos e rendimentos relativos à deixa, a partir da morte do testador. · Na partilha ficou ao futuro filho da Maria um determinado valor, posteriormente este filho nasceu, este patrimônio será entregue para ele com o valor atualizado. Quem passará administrar, até atingir a capacidade civil, será a ascendente (Maria se estiver nos requisitos) · §4º Se, decorridos dois anos após a abertura da sucessão, não for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, salvo disposição em contrário do testador, caberão aos herdeiros legítimos. · Se Maria, passados os 2 anos, não conceber, a cota-parte reservada será transmitida para os herdeiros legítimos · Art. 1.801. NÃO podem ser nomeados herdeiros nem legatários: · I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos; · II - as testemunhas do testamento; · III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos; · IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento. · Enunciado 269: A vedação do art. 1.801, inc. III, do Código Civil não se aplica à união estável, independentemente do período de separação de fato (art. 1.723, § 1º). · Art. 1.802. São nulas as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder, ainda quando simuladas sob a forma de contrato oneroso, ou feitas mediante interposta pessoa. · Passa para uma pessoa que pode e depois ela repassa para a pessoa que não podia · Parágrafo único. Presumem-se pessoas interpostas os ascendentes, os descendentes, os irmãos e o cônjuge ou companheiro do não legitimado a suceder. · Art. 1.803. É lícita a deixa ao filho do concubino, quando também o for do testador. Data: 17/08/2023 Da Aceitação e Renúncia da Herança · Art. 1.804. Aceita a herança, torna-se definitiva a sua transmissão ao herdeiro, desde a abertura da sucessão. · Efeito ex tunc! · Na aceitação que se torna certo a herança, retroagindo ao dia da abertura · Parágrafo único. A transmissão tem-se por não verificada quando o herdeiro renuncia à herança. · Art. 1.805. A aceitação da herança, quando expressa, faz-se por declaração escrita; quando tácita, há de resultar tão-somente de atos próprios da qualidade de herdeiro. · 2 formas de aceitação da herança: · Expressa: Tem que ser escrita · Tácita: Decorrente de atos que levam ao entendimento que o herdeiro tem na aceitação da herança. · Ex: O herdeiro contrata um advogado para auxiliar no inventário, então de forma tácita conclui-se o seu interesse na herança. · §1º Não exprimem aceitação de herança os atos oficiosos, como o funeral do finado, os meramente conservatórios, ou os de administração e guarda provisória. · Não são quaisquer atos, são atos que caracterizam o interesse na herança · Meramente conservatórios: É o cuidado de algum bem do espolio que podem ser deteriorados se não cuidados. Ex: Semoventes · §2º Não importa igualmente aceitação a cessão gratuita, pura e simples, da herança, aos demais co-herdeiros. · Importa na renuncia · Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. · No momento que está se renunciando a herança está dentro da concepção de um espolio universal, considerado imóvel, toda cessão de imóvel requer escritura pública · Se quem estiver renunciando, além de ter que fazer por escritura pública, se for casado em qualquer regime, exceto separação de bens, requer vênia conjugal · A renúncia a termo judicial é feita nos autos do inventario frente ao juiz que preside · Art. 1.807. O interessado em que o herdeiro declare se aceita, ou não, a herança, poderá, vinte dias após aberta a sucessão, requerer ao juiz prazo razoável, não maior de trinta dias, para, nele, se pronunciar o herdeiro, sob pena de se haver a herança por aceita. · 20 dias após da abertura da sucessão, o interessado irá solicitar ao juiz para que fixe prazo razoável não maior de 30 dias, para nele o herdeiro poder se manifestar sobre o aceite/renuncia da herança · Se não se manifestar é presumida aceitação da herança · Aceitação presumida FORMAS DE ACEITAÇÃO Expressa: Escrita Tácita: Ato (s) Presumida: Omissão · Art. 1.808. Não sepode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição ou a termo. · Ex: Não pode o herdeiro falar aceita o ativo e renuncia o passivo · Condição/Termo (art. 121 e ss do CC) · Condição: Evento futuro e incerto e subordina a eficácia do ato jurídico · Resolutiva: Resolve (põe fim) o negocio · Suspensiva: A eficácia do negócio jurídico fica suspensa até a realização do negócio jurídico · Termo: Fato futuro e certo EXEMPLOS Aceito a herança se eu falecer (evento futuro) até 31 de dezembro de 2023, é condição ou termo? Condição, pois é incerto Aceito a herança desde que eu não seja honerado sem nenhum tributo (condição Aceito a herança até 30 de dezembro de 2025 (termo) · §1º O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, renunciando a herança; ou, aceitando-a, repudiá-los. · João é herdeiro e legatário ao mesmo tempo, pode aceitar a herança e renunciar o legado, ou vice-versa. · §2º O herdeiro, chamado, na mesma sucessão, a mais de um quinhão hereditário, sob títulos sucessórios diversos, pode livremente deliberar quanto aos quinhões que aceita e aos que renuncia. · Art. 1.809. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança, o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros, a menos que se trate de vocação adstrita a uma condição suspensiva, ainda não verificada. · Parágrafo único. Os chamados à sucessão do herdeiro falecido antes da aceitação, desde que concordem em receber a segunda herança, poderão aceitar ou renunciar a primeira. · João morreu e deixou um filho chamado Pedro que também tem um filho chamado Antônio (neto de João). A herança de João foi transmita a Pedro, porém antes que ele se manifesta se aceita ou renuncia a herança ele também morre. Antônio no mesmo juízo de inventário é titular de 2 heranças (2 quinhões diversos). Este direito de aceitar ou renunciar de Pedro passa para Antônio, assim ele pode aceitar ou renunciar as heranças. · Antônio primeiro tem que aceitar a herança de Pedro, seu pai, ele se credencia a aceitar ou renunciar a 1ª herança (do avô) – Condição suspensiva · Art. 1.810. Na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subsequente. · Na renuncia o herdeiro renunciante fica como se nunca tivesse existido · Na renúncia não existe direito de representação, ou seja, os filhos do herdeiro que renunciou não vão representa-lo · Ambos os filhos renunciam, não tendo mais herdeiros da mesma classe e não podendo acrescer, serão chamados os herdeiros da classe subsequente, ou seja, os netos, que não estão pelo direito de representação e sim pela forma de direito próprio. · A partilha ocorrerá por cabeça: O total da herança será divido igualitariamente pela quantidade de cabeça · Art. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça. · Art. 1.812. São IRREVOGÁVEIS os atos de aceitação ou de renúncia da herança. · A renúncia pode ser anulada se tiver presente algum vicio · Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante. · §1º A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conhecimento do fato. · §2º Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Data: 24/08/2023 Dos Excluídos da Sucessão · Hipóteses de indignidade, que não ocorre automaticamente, ou seja, depende de sentença condenatória transitada em julgado. · Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: - · I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio DOLOSO, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente; · Se o homicídio for culposo, não há que se falar em indignidade! · II - que houverem acusado CALUNIOSAMENTE em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro; · III - que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. · A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer desses casos de indignidade, será declarada por SENTENÇA transitada em julgado!! · Qualquer legitimado (herdeiro, credor, MP) pode exercer o direito de pleitear a exclusão do herdeiro, que deve ser ajuizada no prazo de 4 anos, após aberta a sucessão, ou seja, quando ocorre o evento morte. (Prazo decadencial) · Se chegar ao conhecimento do ministério de que o filho menor cometa um ato de indignidade, o MP exercerá o seu direito ao solicitar a sua exclusão, para que o herdeiro não se beneficie com a herança. · § 1 o O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em quatro anos, contados da abertura da sucessão. · § 2 o Na hipótese do inciso I do art. 1.814, o Ministério Público tem legitimidade para demandar a exclusão do herdeiro ou legatário. Escala de chamamento A) Descendente 1º grau B) Ascendentes que concorre com o cônjuge C) Cônjuge D) colaterais – herdeiros facultativos Não possuindo herdeiros a herança será declara jacente, depois vacante e posteriormente seguirá ao domínio da união Na linha colateral (limita-se ao 4º grau) já na vertical, não há limite de grau · Parricida: aquele que mata o pai · Matricida: aquele que mata a mãe · Art. 1.815-A. Em qualquer dos casos de indignidade previstos no art. 1.814, o trânsito em julgado da sentença penal condenatória acarretará a imediata exclusão do herdeiro ou legatário indigno, independentemente da sentença prevista no caput do art. 1.815 deste Código. · Não é mais necessário propor uma ação declaratória de indignidade, uma vez que a legislação penal repercute no código civil. · Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. · Os efeitos são personalíssimos, ou seja, a pena não pode passar da pessoa do apenado! Exercício: A – O pai morreu e deixou 3 filhos: B, C e D (1º grau), cada um com 2 filhos. Cada filho tem direito a 1/3 da herança D é considerado INDIGNO, e, portanto, considerado como morto antes da abertura da sucessão, sendo a sua cota parte repassada aos seus filhos (1/3 a que tinha direito/ pelo nº de filhos= 1/6) B e C sucederão por direito próprio. Toda vez que a sucessão ocorrer por direito próprio, a partilha será feita por cabeça, ou seja, dividida em partes iguais entre tantos forem os descendentes. Os filhos de D recebem a herança por representação, e a partilha ocorre por estirpe, ou seja, descendência. · Renúncia: como se nunca tivesse existido · Indigno: como se tivesse morrido antes da abertura da sucessão · Parágrafo único. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança, nem à sucessão eventual desses bens. · Os pais são por lei usufrutuários dos filhos menores, todavia, nessa hipótese não tem direitos aos frutos nem tampouco o direito de administração desse patrimônio! · Não possui direito a eventual sucessão dos bens que compõem essa sucessão por direito de representação. Ex.: se no exemplo supracitado, um dos filhos de D falece, sem deixar descendente, dessa forma, será chamado o ascendente e seu cônjuge, todavia, nem por uma nova sucessão pode o indigno ter direito aos bens que deixou de ter direito ao ser excluído da herança! Se além dos bens adquiridos na sucessão, o filho de D falecido, tivesse outros bens próprios que não diz respeito a sucessão e não são herdados, poderão ser repassados a D (indigno). Se o filho tivesse vendido o bem herdado por 10 reais, e antes de morrer e comprado outro por 20 reais (sub-rogação parcial), o indigno terá o deito de acréscimo sobre o bem! Se vendesse o beme comprado outro no mesmo valor, (sub-rogação) o indigno não teria direito ao bem (pois o dinheiro é da herança) · Art. 1.817. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de boa-fé, e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro, antes da sentença de exclusão; mas aos herdeiros subsiste, quando prejudicados, o direito de demandar-lhe perdas e danos. · Alienar: tornar alheio, transferir ou transmitir. · Se a alienação for gratuita, independentemente da boa-fé, não será válida! Ex: doação. · Se no exemplo supracitado, o indigno (D) tivesse alienado alguns dos seus bens da herança, se a alienação foi feita de boa-fé, ele não pode ser punido, ou seja, o negócio jurídico será considerado valido! · Todavia se se tratar de doação, o negócio jurídico não será válido! · O autor da herança poderá reabilitar aquele que foi considerado indigno por testamento ou qualquer documento autêntico. Detalhe: esse testamento deve ser público; e para fins de outros documentos válidos traduzem-se em escritura púbica. · Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro ato autêntico. · Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode suceder no limite da disposição testamentária. · Ocorre, portanto, o perdão tácito ou reabilitação tácita. Data: 09/08/2023 Da Deserdação · Art. 1.961. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima, ou deserdados, em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão. · Art. 1.962. Além das causas mencionadas no art. 1.814, autorizam a deserdação dos descendentes por seus ascendentes: · I - ofensa física; · II - injúria grave; · Não necessidade de condenação penal, vale apenas a comprovação · III - relações ilícitas com a madrasta ou com o padrasto; · Relações sexuais · IV - desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade. · Art. 1.963. Além das causas enumeradas no art. 1.814, autorizam a deserdação dos ascendentes pelos descendentes: · I - ofensa física; · II - injúria grave; · III - relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou a do neto, ou com o marido ou companheiro da filha ou o da neta; · IV - desamparo do filho ou neto com deficiência mental ou grave enfermidade. · Art. 1.964. Somente com expressa declaração de causa pode a deserdação ser ordenada em testamento. · O ato de deserdar é um ao causal, ou seja, não pode simplesmente fazer um testamento e deserdar sem um motivo descrito · Não pode ser genérico, precisa mencionar a causa · Art. 1.965. Ao herdeiro instituído, ou àquele a quem aproveite a deserdação, incumbe provar a veracidade da causa alegada pelo testador. · O deserdado a sua cota não irá lhe tocar, indo para os descendentes da mesma classe ou aos descendentes do deserdado por representação · Para quem for a cota, é necessário que ele comprove a causa da deserdação · Parágrafo único. O direito de provar a causa da deserdação extingue-se no prazo de quatro anos, a contar da data da abertura do testamento. · Os 4 anos não começa a contar da abertura da sucessão · Começam a ser contados com a abertura do testamento Da Herança Jacente · Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. · Bens arrecadados: Significa localizar a onde estão os bens do espolio · Se aparecer algum sucessor será entregue para ele · Procedimento nos art. 738 a 743 do CPC · Vacante = Sem dono · A partir do momento da declaração de vacância, a herança será entregue ao poder público · Os bens que se localizarem em municípios passarão a titularidade ao respectivo município (Ex: Uma casa em PP vai para o município de PP) · Os bens que estiverem localizados território federal, esses vão para a União Data: 31/08/2023 · Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. · Penda a sucessão: Está comprovando ser herdeiro · Se pública 3 editais, um a cada 30 dias, dando um total de 90 dias chamando para herança. Porém atualmente, se faz uma única publicação com um prazo de 90 dias · Procedimento · Na abertura da sucessão, neste instante ou logo após não parecer ninguém habilitado, ela será declarada jacente. · Se faz a arrecadação dos bens, terminada esta fase, começará a fase da publicação dos editais. · A partir do dies a quo da data da publicação do edital, irá se contar 1 ano. Dies a quo = Dia do início/termo inicial Dies a quem = Termo final · Quando completar 1 ano, sem ninguém ter reclamada essa herança, ela que era jacente, será declarada vacante (vacation hereditates) e entregue ao poder público (passando a ser parte do seu patrimônio) · A entrega desses bens para os municípios/DF/União essa propriedade será resolúvel (aquela que pode ser resolvida/desfeita), ou seja, vacante indefinita, com o prazo de 5 anos (contados da abertura da sucessão) para aparecer alguém para reclamar · Decorridos 5 anos, a herança será vacante definitiva · Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. · Forças da herança: Todo aquele que estiver recebendo algum valor a título de herança, até aquele valor ele responde aos credores, mais que isso ele não responde · Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. · Legalmente se habilitar: Provando por direito que são herdeiros · Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. · Os herdeiros necessários terão o prazo para reclamar em até 5 anos · Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. · Se localizou os herdeiros (legítimos/testamentários/facultativos) e se todos eles renunciaram coletivamente a herança, se dispensa todo o procedimento e vai direto para vacância · Se aparecer um outro herdeiro depois disso, ele poderá reclamar, mas não seguindo esse procedimento, será um outro. Da petição de herança · É o procedimento que alguém de sucessor esteja postulando a sua parte naquela herança, ainda que já tenha o inventário sido concluído ou concluída a partilha · O herdeiro terá que buscar através desse procedimento · Art. 1.824. O herdeiro pode, em ação de petição de herança, demandar o reconhecimento de seu direito sucessório, para obter a restituição da herança, ou de parte dela, contra quem, na qualidade de herdeiro, ou mesmo sem título, a possua. · É uma petição autônoma · Discussão prévia: demandar o reconhecimento de seu direito sucessório Ex: Antônio teve 2 filhos devidamente reconhecidos, ele ao falecer houve a abertura da sucessão e seguiu os procedimentos dessa sucessão. Os filhos são herdeiros necessários em 1º grau na linha reta descente, ou seja, serão os primeiros a serem chamados. Foi feita a partilha da forma certa, só que posteriormente (ou no curso do inventário) houve uma Ação de Investigação de Paternidade cumulada com Petição de Herança, pois apareceu mais um filho sem ter sido reconhecido, dessa forma não tem algum documento que comprove. Se o exame de DNA comprovar a paternidade, irá para a 2ª fase, o pedido da herança (se tiver no curso do inventário,já será informado o juízo que está pendendo uma investigação e fica reserva uma cota para o filho, se comprovado vai para ele se não refaz a partilha) deste filho, assim fazendo uma nova partilha (1/3 para cada filho). Se algum dos herdeiros já ter feito a alienação de sua cota? Esse que alienou terá que trazer o equivalente em dinheiro para compor o espolio, para fazer uma nova partilha. Essa ação não é para anular a partilha, é para declarar a ineficácia da partilha. · Art. 1.825. A ação de petição de herança, ainda que exercida por um só dos herdeiros, poderá compreender todos os bens hereditários. · Art. 1.826. O possuidor da herança está obrigado à restituição dos bens do acervo, fixando-se-lhe a responsabilidade segundo a sua posse, observado o disposto nos arts. 1.214 a 1.222. · Parágrafo único. A partir da citação, a responsabilidade do possuidor se há de aferir pelas regras concernentes à posse de má-fé e à mora. · Citação dos herdeiros originários que está havendo a Ação de Investigação de Paternidade cumulada com Petição de Herança, a responsabilidade passa a ser deles, assim se alienar/deteriorar os bens, responde por má-fé · Esta ação é prescritível? · Sim, ela versa sobre bens patrimoniais · Prazo: 10 anos (Art. 205 do CC – prescrição geral) · O direito a investigação de paternidade é um direito personalíssimo (direito humano) e as ações que tiverem essa espécie são imprescritíveis · Pode cumular com o direito de herança que já prescreveu? Sim, pois somente após a investigação de paternidade que nasce o direito de pretensão Data: 06/09/2023 Da Ordem da Vocação (Chamamento) Hereditária · Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: (Vide Recurso Extraordinário nº 646.721) (Vide Recurso Extraordinário nº 878.694) · I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; · concorrência com o cônjuge sobrevivente/ exceção: se o autor tiver sido casado com o cônjuge sobre a comunhão universal, exclui-se o cônjuge. Regime de separação obrigatória de bens: também exclui-se o cônjuge. Regime de comunhão parcial e participação final de aquestos: não concorrerá o cônjuge se o autor da herança não tiver deixado bens particulares. · II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; · Importante: quando o cônjuge concorrer com o ascendente, é indiferente o regime de casamento entre o autor da herança e o cônjuge. Sempre em relação aos bens particulares. · III - ao cônjuge sobrevivente; · Nesse caso, o cônjuge é herdeiro necessário. Dessa forma, ele vai adjudicar a herança. · IV - aos colaterais. · irmãos, tios, sobrinhos, primos. Não havendo colaterais também, a herança se tornará jacente. · Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. Data: 13/09/2023 · Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. · Art. 1.832. Em concorrência com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caberá ao cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer. · O cônjuge sobrevivente está concorrendo com descentes, caberá a ele o quinhão igual por cabeça · Quando entre o sucessor e o autor da herança não existir nenhum sucessor de grau mais próximo, a sucessão ocorrerá por direito próprio e a partilha pro cabeça · Sempre terá uma reserva mínima de ¼ para o cônjuge, não podendo reduzir esse valor, mesmo se tiver mais herdeiros · Ex: O autor da herança possui 4 filhos e o cônjuge, assim ficará garantido ¼ para o cônjuge e aos outros filhos será divido os ¾ restantes · Ex: O autor da herança possui 2 filhos e o cônjuge, assim ficará 1/3 para cada um dos herdeiros, pois 1/3 é maior que ¼ assim não é reduzido a reserva do cônjuge · Esses ¼ é assegurado quando o cônjuge é genitor dos herdeiros. Se for filiação hibrida, o cônjuge perde o direito de cota mínima de ¼, assim será dividido em partes iguais (En. 527, SJF/STJ) · Art. 1.833. Entre os descendentes, os em grau mais próximo excluem os mais remotos, salvo o direito de representação. · A sucessão dos filhos SEMPRE será por direito próprio e a partilha SEMPRE será por cabeça · Direito de representação só existe na sucessão entre descendentes, será quando há alguém de grau mais próximo antes deles, a partilha será por estirpe Obs: Pré-morto: Morreu antes do autor da herança · Art. 1.834. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. · Art. 1.835. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. · Todos os filhos do autor da herança já estão mortos, assim quem irá receber a herança são os netos e estes vão receber por direito próprio e a partilha por cabeça, visto que não há ninguém de grau mais próximo · O cônjuge sobrevivente não concorre com neto · Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. · §1º Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas. · O autor da herança possui cônjuge (não sendo herdeiro necessário, sendo concorrente), pais e avôs vivos. Qual ascendente que será chamado a sucessão? Os pais por serem de grau mais próximo. A partilha será por linha (divide a linha do pai e da mãe). Assim ficará 1/3 para cada herdeiro · §2º Havendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna. · Se um dos avôs morrer antes do autor da herança, o outro sobrevivente recebe por inteiro · Se apenas um único avô estiver vivo, ele recebe por inteiro Data: 20/09/2023 · Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da herança; caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente, ou se maior for aquele grau. · A cota-parte de cada um (cônjuge e pais do falecido) será de 1/3 · Se um dos pais estiver morto, será ½ para o cônjuge e ½ para o pai sobrevivente · Se os pais forem mortos, o cônjuge concorrerá com os avós do falecido, ½ para o cônjuge e 50% para os avós (25% para cada lado) · A partilha será SEMPRE por linhas · Se todos estiverem mortos, o cônjuge irá adjudicar como herdeiro necessário, ou seja, herda 100% (conforme art. 1.845) Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. (Ordem de herdeiros necessários) · Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. · Se não tem cônjuge, os colaterais serão chamados? Somente serão chamados se o autor da herança tiver morrido ab intestado (sem deixar testamento) ou não dispôs toda a herança em testamento · Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau. · Art. 1.840. Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. · Há representação na linha colateral? Sim, quando o irmão pré-morto deixar filhos (sobrinhos do autor da herança) · Ex: O autor da herança tendo o seus pais pré-mortos, tendo 4 irmãos, o irmão I possui 2 filhos (sobrinhos) e o irmão IV possui 2 filhos (sobrinhos). Estando todos os irmãos vivos,a sucessão será por direito próprio e a partilha por cabeça (cada 1 recebe ¼ da herança) · Ex: O irmão I é pré-morto, os seus filhos sucederão por representação (ÚNICA HIPOTESE DE REPRESENTAÇÃO PELOS COLATERAIS), a partilha será por estirpe, assim eles pegam ¼ de seu pai e dividem entre eles (12,5% para cada) · Art. 1.841. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. · Os irmãos bilaterais recebem o dobro e os irmãos unilateral metade · Ex: O autor da herança tendo o seus pais pré-mortos, tendo 4 irmãos, o irmão I e II são bi e o restante uni. Assim se soma (2+2+1+1) e se divide pelo resultado, assim os bi recebem 2/6 e o uni 1/6 cada · Ex: O irmão I e IV tendo 2 filhos e sendo pré-mortos, os filhos irão representar, respeitando a regra do bi e uni · Art. 1.842. Não concorrendo à herança irmão bilateral, herdarão, em partes iguais, os unilaterais. · Todos os irmãos do autor são unilaterais, não terá distinção, todos irão receber ¼ · Art. 1.843. Na falta de irmãos, herdarão os filhos destes e, não os havendo, os tios. · Os irmãos estando mortos, são os sobrinhos, não tendo sobrinhos serão os tios do autor da herança · Havendo sobrinhos, o tio não recebe nada · §1º Se concorrerem à herança somente filhos de irmãos falecidos, herdarão por cabeça. · §2º Se concorrem filhos de irmãos bilaterais com filhos de irmãos unilaterais, cada um destes herdará a metade do que herdar cada um daqueles. · §3º Se todos forem filhos de irmãos bilaterais, ou todos de irmãos unilaterais, herdarão por igual. · Art. 1.844. Não sobrevivendo cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou tendo eles renunciado a herança, esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando situada em território federal. Patrimonio do Falecido Patrimonio do falecido Conjuge Parte legitima Parte disponivel 50 25 25 image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg