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Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
1
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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Comissão Organizadora
Dr. Pedro Paulo Maia Teixeira – Presidente
Dr. Richard Filgueiras - Vice Presidente
Dra. Jussara Peters Schefer 
Dr. Danilo Ferreira Rodrigues 
Dra. Maria Angélica Baron 
Dr. André Lacerda de Abreu Oliveira
Dr. Mauricio Veloso Brun
Dr. Daniel Curvello de M. Müller 
Dr. Ney Luis Pippi 
Dr. Afonso de Castro Beck
Dr. Marco Augusto Machado Silva 
Dr. Daniel Jarrouge
Dra. Fabíola Dalmolin
Dr. Andrigo Barboza de Nardi 
Dr. Leandro Zuccolotto Crivellente
Dr. Bruno Benetti Junta Torres - Diretor 
Científico
Colaboradores
Dra. Fabrícia Geovânia Fernandes Filgueira
Diretora da Faculdade de Medicina Veterinária 
da Universidade Federal do Pará
Dr. Leandro Nassar Coutinho
Coordenador da Residência de Medicina 
Veterinária da Universidade Federal Rural da 
Amazônia
Dra. Chaynne da Silva Ferreira
Professora da Universidade de Rio Verde, Pós-
doutoranda da Pós-graduação em Saúde Animal 
na Amazônia da Universidade Federal do Pará.
Me. Luisa Pucci Bueno Borges
Doutoranda da Pós-graduação em Saúde Animal 
na Amazônia da Universidade Federal do Pará.
Comissão Científica
Dr. Bruno Benetti Junta Torres - Diretor Científico
Dr. Pedro Paulo Maia Teixeira 
Dr. Mauricio Veloso Brun
Dr. Ney Luis Pippi 
Dr. Marco Augusto Machado Silva 
Dr. Daniel Jarrouge
Dra. Fabíola Dalmolin
Dr. Andrigo Barboza de Nardi 
Dr. Leandro Zuccolotto Crivellente
Dra. Fabrícia Geovânia Fernandes Filgueira
Dr. Bruno Moraes Assis
Dr. Felipe Farias Pereira da Câmara Barros
Dr. Rinaldo Batista Viana
Me. Luisa Pucci Bueno Borges
CBCAV 2018 – FICHA TÉCNICA
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Emanuelle S. B. Martins1*; Thalyta T. S. Andrade1; Ítalo M. F. Silva1; MV Tarcísio A. B. Filho2 1 Acadêmico em Medicina Veterinária na Universidade Potiguar, Natal/RN
2 Médico Veterinário Atuante na Área de Ortopedia e Neurologia Veterinária
*Rua Cândido Martins dos Santos 1200, A3 304. CEP 59141-730, Parnamirim, RN. E-mail manu.barbalho@hotmail.
com.
ORTOPEDIA
TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA 
GENURECURVATUM BILATERAL EM CÃO: 
RELATO DE CASO
Surgical Treatmente For Genu recurvatum in Dogs: Case 
Report
RESUMO.
Considerada uma afecção de rara ocorrência em cães, Genu recurvatum é caracterizada por 
deformidades congênitas que afetam membros pélvicos com hiperextensão das articulações 
tíbio-femuro-patelar e tíbio-társica. Diante da relevância do assunto e da técnica utilizada 
o presente estudo relata um caso de um canino, labrador, com 35 dias, atendido na 
Policlínica Animal, Natal/RN apresentando membros pélvicos rígido e impossibilidade 
de flexão articular, que o impedia de se locomover adequadamente utilizando apenas os 
membros torácicos. Considerando o porte do animal e a severidade que a síndrome o 
acometeu, se estabeleceu como tratamento a intervenção cirúrgica com implante de um 
fixador externo com aplicação percutânea de 2 pinos fixados transversalmente na tíbia e 2 
pinos fixados transversalmente no fêmur e uma barra de estabilizadora promovendo um 
ângulo de 140 graus, que é o adequado para a articulação do joelho em artrodese, ainda foi 
utilizada bandagem funcional com atadura elástica para ajustar adequadamente o ângulo 
de fusão do tarso que deve ser, aproximadamente, 140 graus. A barra estabilizadora possuía 
margem para ajuste, que ocorreram semanalmente devido o paciente se encontrar em fase 
de crescimento ósseo. O resultado da técnica aplicada consiste em propor ao paciente um 
ângulo das articulações tíbio-femuro-patelar e tíbio-társica uma maior estabilidade ao se 
locomover, cerca de 50 dias após cirurgia foi retirado o fixador externo apresentado o 
resultado esperado. Conclui-se assim que para caso mais severos de animais acometidos 
pelo Genu recurvatum, a cirurgia com fixador externo é uma excelente alternativa onde o 
animal reestabelece a funcionalidade dos membros.
Palavras-Chave: Síndrome; Articulação; Flexão. 
Keyword: Syndrome; Articulation; Flexing.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Gislane Vasconcelos de Souza1,2, MV. MSc. Dayvid Vianêis Farias de Lucena 3[1], MV. MSc. Lívia de Paula 
Coelho*3[1], MV. Dr. Luis Gustavo Gosuen Gonçalves Dias4[1], MV. Dra. Paola Castro Moraes4[1], MV. Dr. Andrigo 
Barboza De Nardi4[1], MV. Dr. Bruno Watanabe Minto4[1]
1 Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, (FCAV/UNESP), Jaboticabal, SP
2 Aprimoranda do Programa de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
3 Doutorando do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
4 Docente da FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
*Endereço do autor correspondente: Alameda Augusto César Valli, 51, apto 203, Jardim Nova Aparecida, CEP: 14883-
350, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: coelholivia@hotmail.com.
RECONSTRUÇÃO BILATERAL DOS LIGAMENTOS 
COLATERAIS DO COTOVELO NO MANEJO DA 
LUXAÇÃO LATERAL TRAUMÁTICA CRÔNICA EM CÃO: 
RELATO DE CASO
Bilateral reconstruction of the collateral ligaments of the elbow in the management 
of the chronic traumatic lateral luxation in dog: case report
RESUMO. 
A estabilidade do cotovelo depende da integridade dos ligamentos colaterais (LC). Existe 
escassa literatura relativa à abordagem cirúrgica aplicada em luxações crônicas do cotovelo. 
Assim, objetivamos relatar um caso de luxação lateral traumática crônica do cotovelo 
de uma cadela, mestiça, oito anos, atendida no Hospital Veterinário FCAV/UNESP - 
Jaboticabal. Durante exame ortopédico, notou-se aumento de volume, crepitação e dor 
durante extensão e flexão da articulação cubital esquerda. Luxação lateral completa deste 
cotovelo foi confirmada radiograficamente. Optou-se pelo manejo cirúrgico por meio 
de redução aberta e acesso cirúrgico bilateral para reconstrução dos LC do cotovelo. O 
ligamento colateral lateral (LCL) rompido foi reforçado utilizando fio nylon 1, em padrão 
Bunnell-Meyer. Para substituição ligamentar utilizaram-se quatro parafusos corticais de 
2,7 mm de espessura e 16 mm de comprimento e quatro arruelas ortopédicas ósseas, que 
foram inseridos próximo aos locais de inserção umeral e radial dos LC. Em seguida, fio nylon 
(0,7 mm de diâmetro) foi ancorado ao redor das arruelas e parafusos, seguindo modelo em 
forma de oito. O cotovelo estava estável no pós-cirúrgico imediato, mantendo amplitude 
de movimento de aproximadamente 130°. No retorno, com quatro dias de pós-operatório, 
havia apoio do membro operado, embora a claudicação ainda prevalecesse. Reabilitação 
física foi indicada. Com dois meses após a cirurgia, os tutores foram questionados quanto 
à função do membro acometido do animal, descrevendo-a como ótima. Assim, pode-
se concluir que as técnicas de reconstrução ligamentar descritas, utilizando abordagem 
cirúrgica bilateral à articulação cubital, foram efetivas no tratamento de luxação lateral 
traumática crônica do cotovelo.
Palavras-chave: Articulação, cubital, redução, substituição.
Keywords: Joint, cubital, reduction, replacement.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Débora Gonçalves Tavares1*, Barbara Elisa Basílio de Oliveira 1, Mayara Ferreira de Sousa1, Ronaira 
Assunção 1, Rodrigo Pereira Mourão Moraes1,MV. MSc. André Rolim Monteiro 2, MV. Dr. Tiago Barbalho 3 
[1] Estudante de graduação, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Tocantins. 
2 Médico Veterinário do Hospital Universitário Veterinário. HUV-UFT.
3 Docente em Clinica Cirúrgica de Pequenos Animais, UFT.
* CEP: 77807-025, Araguaína, TO. E-mail deboragtavares@hotmail.com.
TRATAMENTO CIRÚRGICO DE LUXAÇÃO DE 
COTOVELO EM UM CÃO
Surgical Treatment of Elbow Dislocation in a Dog.
RESUMO.
Objetivou-se relatar um caso de luxação traumática de cotovelo reduzida cirurgicamente. 
Foieducativas, em 9 municípios de nosso Estado. Esterilizou-se 1.784 animais em 4 
anos de atividades, com rodizio de 28 profissionais e estudantes nesse período, resultando 
estatisticamente em mais de 30.000 animais entre cães e gatos que deixaram de nascer 
apenas no primeiro ano. A atuação de alunos de graduação, residentes e profissionais da 
Medicina Veterinária nessas atividades, oportunizam e os preparam para a atuação em 
programas como o NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) onde a presença do Médico 
veterinário já está oficializada. Portanto essas atividades demonstram a importância do 
médico veterinário comunitário, promotor de bem-estar aos animais, e o integram como 
agente transformador da sociedade. 
Palavras-chave: controle populacional, medicina veterinária, NASF.
Keyword: population control, veterinary medicine, NASF
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Marcelo Marchetti Trojan1*, MV. Rafael Kretzer Carneiro2, MV. Larissa Dariva2,
MV. Gisele Huber Suprinyak3, MV. Maiara Scapini Bazotti4, MV. Günther Greiwe4,
MV. Dra. Simone Scherer4, MV. Dr. Marcio Poletto Ferreira5
1 Graduando na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAVET-UFRGS)
2 Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFRGS
3 Residente do Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil
4 Médico(a) Veterinário(a) Autônomo(a)
5 Professor adjunto da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS
* Rua Dr. Otávio Santos, 200/710, CEP: 91210-000, Porto Alegre, RS. celo.marchetti@hotmail.com
TORÇÃO UTERINA NO TERÇO FINAL DE GESTAÇÃO 
EM FELINO DOMÉSTICO – RELATO DE CASO 
Uterine torsion in the final third of gestation in domestic feline – Case Report
RESUMO. 
Torção uterina é a rotação do corno uterino em seu eixo longitudinal. É considerada 
rara nos felinos e ocorre, geralmente, no terço final da gestação. A etiologia não é bem 
elucidada, entretanto, movimentação fetal excessiva e contração uterina podem predispor 
essa condição. Objetiva-se relatar um caso de torção uterina unilateral em uma gata no 
terço final de gestação. Uma felina fêmea, raça Maine Coon, três anos e 4,55 Kg, foi levada 
ao Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com 
histórico de distocia há um dia e de ter parido um natimorto nas últimas 48 horas. No 
exame físico, os parâmetros estavam dentro da normalidade, contudo, apresentava secreção 
vulvar sanguinolenta. Realizou-se hemograma e perfil bioquímico (ALT, cretatinina e 
albumina), onde se observou discreta anemia e aumento de bastonetes e metamielócitos. 
A paciente foi submetida à ultrassonografia abdominal total, visualizando-se a presença 
de fetos não viáveis, sendo então, encaminhado para ovário-histerectomia terapêutica. 
Realizou-se um protocolo pré-anestésico com metadona (0,3mg/kg, IM), indução com 
propofol ao efeito e mantido no isofluorano e oxigênio 100%. O animal ficou internado 
sendo medicado com Cefalotina (30mg/kg, TID, IV), Enrofloxacina 2,5% (5mg/kg, SID, 
IV), Tramadol (2mg/kg, BID, SC), Dipirona (25mg/kg, BID, IV) e Ringer Lactato (30mL/
kg/24h). Recebeu alta hospitalar após dois dias, com Amoxicilina com Clavulanato de 
Potássio (20mg/kg BID, VO), Tramadol (2mg/kg, BID, VO) e Dipirona (25mg/kg, BID, 
VO). A paciente retornou sete dias após o procedimento para reavaliação e retirada dos 
pontos demonstrando uma recuperação pós-cirúrgica satisfatória.
Palavras-chave: cirurgia, feto, gata, prenhez
Keywords: surgery, fetus, cat, pregnancy
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Luis Fernando Pedrotti1, MV. Dr. Maurício V. Brun2, MV. Dr. Ricardo Zanella3, MV. MSc Renato N. Libardoni3, 
MV. Diego Costa4, MV. Daiane Debona3, Francisco J. Shulz Júnior3, DVM. PhD. Francisco M. Sanchez-Margallo5, 
MV. MSc. Michelli W. de Ataide6*
1 PPGMV/UFSM – Brasil.
2PPGMV/UFSM - Brazil, Researcher of CNPq (308019/2015-6; 200346/2017-2);
3 UPF – Brasil.
4 Autônomo.
5 CCMIJU – Espanha.
6 UPF, PPGMV/UFSM – Brasil.
* BR 285, São José – Passo Fundo/RS. CEP: 99052-900. michellideataide@gmail.com 
SILVESTRES E EXÓTICOS
LAVADO TRAQUEOBRÔNQUICO VIDEOASSISTIDO 
PARA ANÁLISE METAGENÔMICA EM MACACO-PREGO 
(Sapajus Sp.)
Tracheobronchial video-assisted wash for metagenomic analysis in capuchin 
monkey (Sapajus sp.)
RESUMO. 
O presente estudo objetivou avaliar a realização de lavado traqueobrônquico videoassistido 
(LTV) em macacos-prego (Sapajus sp.), verificando viabilidade e microbiota presentes 
(por meio de metagenômica). Para tanto, foram utilizados cinco S. negrittus, com media 
de 3kg. Após a contenção química com tiletamina/zolazepan, (5mg.kg-1 IM), foi realizada 
a indução com diazepan (0,5mlg.ml-1,IV) e propofol (4mg.kg-1 IV) e manutenção com 
isofluorano a 100% em máscara. Após antissepsia da cavidade oral, introduziu-se uma 
sonda uretral estéril #4 na traqueia, guiada por endoscópio rígido de 2,7mm e 300 com 
bainha acoplados à sistema de vídeo portátil. Infundiu-se 1,5ml.kg-1 de NaCl 0,9% seguido 
de aspirações do líquido. Ao término, aplicou-se furosemida (2mg.kg-1 IV). As amostras 
foram acondicionadas em frascos estéreis e congelados a -20ºC. Na metagenômica os filos 
mais presentes foram Proteubacter (50,19%), Firmecutes (33,42%), Fusobacteria (10,28%) 
e outros (6,11%). No filo mais encontrado, os gêneros mais presentes foram Neisseria 
sp. (20,14%), Aggregatibacter sp. (5,05%), Neisseriaceae unclassifield sp. (4,55%) e outros 
70,26%. Em todos os animais foi possível realizar o LTV, hipotetizamos que essa técnica 
pode apresentar vantagens à convencional pois necessita menor volume infundido, e 
mesmo com pouca porcentagem de fluido recuperado (9,5±3,2%), obteve-se amostragem 
representativa. O LTV pode ser realizado em macacos-prego, permitindo regate de liquido 
para analise metagenômica ao se utilizar infusões de 1,5ml.kg-1 de NaCl 0,9%.
Palavras-chave: micobiota, primatas, sistema respiratório.
Keyword: microbiota, primates, respiratory system.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
CORRÊA, L. E. A.1*; MACHADO, R. S.1; DIAS, D. V. A.2; CASTRO, D. C.2; MIRANDA, J. M. S.2; SILVA, A. L.3; MARTINS, 
B.R.4; GALVAO, G. R.5; RIBEIRO, A. S. S.
(1) Acadêmico do curso Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA
(2) MV Residente de Medicina de Animais Selvagens do Hospital Veterinário – HOVET/UFRA
(3) MV Especializada em clínica de Animais Selvagens – UFRA
(4) MV de Diagnóstico por Imagem do Hospital Veterinário Belém – HBV
(5) MV do Hospital Veterinário – HOVET/UFRA
(6) Professora, doutora, do curso de Medicina Veterinária – UFRA
*Endereço: Tv. Angustura, 195, Sacramenta, CEP: 66120-230, Belém-PA, Brasil.
E-mail: luciancorreapc@gmail.com 
TRATAMENTO CIRÚRGICO DE ABSCESSO DENTÁRIO 
RETRO BULBAR OCASIONADO PELA MÁ OCLUSÃO 
EM COELHO (Oryctolagus cuniculus)
surgical treatment of dental abscess bulbar retro and malocclusion in rabbit 
(Oryctolagus cuniculus)
RESUMO. 
O objetivo deste trabalho foi descrever o tratamento cirúrgico de um abscesso dentário 
retro bulbar e má oclusão em Oryctolagus cuniculus (coelho doméstico), fêmea, 3 anos, 
pesando 1,617kg. Que deu entrada no Ambulatório de Animais Selvagens do Hospital 
Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia – HOVET/UFRA, apresentando 
dificuldade de se alimentar, olhos com coloração avermelhada e diarreia pastosa. Ao 
realizar o exame clínico, notou-se a condição corporal magro, olho direito exteriorizado 
e ulcerado com secreção purulenta. Foram realizados os exames hematológicos e 
radiográfico do tórax, que não apresentaram alterações, porém na radiografia de crânio, 
observou-se a incongruência dos dentes incisivos maxilar e mandibular, perda do padrão 
em zig-zag dos dentes molares e pré-molares superiores e inferiores, deformação do osso 
cortical mandibular ventral adjacente aos ápices dentáriose abscesso retro bulbar pelo 
hipercrescimento das raízes. O animal foi submetido a um procedimento cirúrgico, para 
enucleação, pela técnica transconjuntival seguido de curetagem de material caseoso no 
espaço retro bulbar, seguido de corte dos dentes incisivos com auxílio de cisalha. Após a 
cirurgia, foram prescritos meloxicam (0,2 mg/kg, SID, por 2 dias), ranitidina (3 mg/kg, 
BID, por 5 dias), enrofloxacina (10 mg/kg, BID, por 7 dias), probiótico organew pasta 2h 
antes do antibiótico, dipirona gotas (50 mg/kg, TID, por 5 dias) e silimarina (30 mg/kg, 
SID, por 4 dias). Entretanto, mesmo com todos os cuidados antes e durante a cirurgia o 
animal veio a óbito no dia seguinte ao procedimento.
Palavras-chave: Ambulatório, radiografia, Enucleação, Caseoso
Keywords: Ambulatory, Radiography, Enucleation, Cheesy
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Bernardo N Antunes1, MV. MSc. Michelli W. de Ataíde1, MV. Luís F. Pedrotti1, MV. Etiene Etges2, MV. Daiane 
Debona3, MV. Dr. MSc. Marco A. Machado-Silva4, DVM. PhD. Francisco M. Sanchez-Margallo5, MV. Dr. MSc. 
Maurício V. Brun6*
1 PPGMV/UFSM- Brasil;
2 DCPA/UFSM- Brasil; 
3 PIMV/UPF- Brasil; 
4 UFG-Brazil, PPGMV/UFSM; 
5 CCMIJU- Espanha; 
6 UFSM, Pesquisador do CNPq-Brasil (308019/2015-6; 200346/2017-2).
* Av. Roraima 1000, Campus UFSM, 97105900, Camobi, Santa Maria, RS, Brasil; mauriciovelosobrun@hotmail.com
OVARIOSALPINGECTOMIA VIDEOASSISTIDA 
TERAPÊUTICA EM TIGRE-D’ÁGUA-DE-ORELHA-
VERMELHA (Trachemys scripta elegans)
Video-assisted therapeutic ovariosalpingectomy in a water tiger red-eared slider 
(Trachemys scripta elegans)
RESUMO. 
O presente trabalho objetivou relatar uma ovariosalpingectomia vídeo-assistida em tigre-
d’água-de-orelha-vermelha (Trachemys scripta elegans). O procedimento foi executado 
numa sala cirúrgica mantida sob temperatura de 28°C. Após a anestesia, o animal foi 
colocado em decúbito dorsal obliquado para a direita. Realizou-se acesso de 2 cm na fossa 
pré-femural esquerda. Utilizando-se um endoscópio de 5 mm foram observadas aderências 
intracelomáticas e inflamação. Após a adesiolise, foram removidos com pinça Kelly um 
ovo rompido e folículos distendidos em ambos ovários. A partir do tracionamento do 
ovário esquerdo, procedeu-se hemostasia e secção do plexo arteriovenoso e ligamento 
suspensor com pinça bipolar munida com lâmina de corte. Os dois ovários foram 
expostos, permitindo a hemostasia e secção dos ovidutos junto a vagina com pinça 
bipolar. A cavidade celomática foi lavada com NaCl a 0,9% (1L/kg). O tempo cirúrgico foi 
de 58 min. e a recuperação anestésica em torno de 43 min. Aproximadamente 12 horas 
após a recuperação anestésica, a paciente veio a óbito. O exame de necropsia demonstrou 
como provável causa mortis celomite avançada secundária a ruptura de um ovo. A técnica 
descrita se apresenta como alternativa para esterilização terapêutica de Trachemys scripta 
elegans.
Palavras-Chave: Videocirurgia, animais selvagens, quelônios, distocia.
Keywords: Video-surgery, wild animals, chelonians, dystocia. 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MACHADO, R. S.1*; CORRÊA, L. E. A.1; DA CRUZ, K. P. P.1; ALVES DIAS, D. V.2; CASTRO, D. C.2; MIRANDA, J. M. S.2; 
ARAUJO, V. S.3; DA SILVA, A. L.4; PANTOJA, A. R.5; RIBEIRO, A. S. S.6 
(1) Discente do curso de graduação da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA
(2) MV Residente de Medicina de Animais Selvagens do Hospital Veterinário – HOVET/UFRA
(3) MV Residente do Laboratório de Análises Clinicas – HOVET/UFRA 
(4) MV com especialização em clínica de Animais Selvagens – UFRA 
 (5) MV com especialização em Clínica Cirúrgica – UFRA
(6) Prof. Drª Médica Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA
*Endereço: Rua gonçalves Ferreira, vila janaína, Telégrafo, CEP: 66113-220, Belém-PA. 
E-mail: rafaelascerni22@hotmail.com 
ABORDAGEM CIRÚRGICA PARA REMOÇÃO DE 
LIPOMA EM PAPAGAIO DO MANGUE (Amazona 
amazonica)
Surgical approach for removal of lipoma in the mangrove parrot (Amazona 
amazonica)
RESUMO. 
O presente trabalho objetivou relatar uma ovariosalpingectomia vídeo-assistida em tigre-
d’água-de-orelha-vermelha (Trachemys scripta elegans). O procedimento foi executado 
numa sala cirúrgica mantida sob temperatura de 28°C. Após a anestesia, o animal foi 
colocado em decúbito dorsal obliquado para a direita. Realizou-se acesso de 2 cm na fossa 
pré-femural esquerda. Utilizando-se um endoscópio de 5 mm foram observadas aderências 
intracelomáticas e inflamação. Após a adesiolise, foram removidos com pinça Kelly um 
ovo rompido e folículos distendidos em ambos ovários. A partir do tracionamento do 
ovário esquerdo, procedeu-se hemostasia e secção do plexo arteriovenoso e ligamento 
suspensor com pinça bipolar munida com lâmina de corte. Os dois ovários foram 
expostos, permitindo a hemostasia e secção dos ovidutos junto a vagina com pinça 
bipolar. A cavidade celomática foi lavada com NaCl a 0,9% (1L/kg). O tempo cirúrgico foi 
de 58 min. e a recuperação anestésica em torno de 43 min. Aproximadamente 12 horas 
após a recuperação anestésica, a paciente veio a óbito. O exame de necropsia demonstrou 
como provável causa mortis celomite avançada secundária a ruptura de um ovo. A técnica 
descrita se apresenta como alternativa para esterilização terapêutica de Trachemys scripta 
elegans.
Palavras-Chave: Videocirurgia, animais selvagens, quelônios, distocia.
Keywords: Video-surgery, wild animals, chelonians, dystocia. 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Biol. M.V. Bruna Zafalon-Silva¹; M.V. Bruna Dinah Formenton²; M.V. Priscila Medina da Costa ¹; MV. MSc. Miúriel 
de Aquino Goulart¹; M.V. Dr. Marcelo Meller Alievi¹
¹ Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV). Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFR-
GS), Porto Alegre, RS, Brasil.
² Médica Veterinária do Hospital Veterinário Dra. Renata Saccaro, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 
Brasil.
*Av. Bento Gonçalves, 9090, CEP: 90540-000, Cidade: Porto Alegre, RS. E-mail: marcelo.alievi@ufrgs.br
ENTERECTOMIA COMO TRATAMENTO DE 
INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL ASSOCIADO À 
PROTRUSÃO CLOACAL EM Trachemys scripta 
elegans
Enterectomy as treatment of intestinal intussusception associated with cloacal 
protrusion in Trachemys scripta elegans
RESUMO. 
O presente trabalho tem como objetivo descrever uma enterectomia como tratamento 
de intussuscepção intestinal com protrusão cloacal em um tigre-d’água-americano. 
Um espécime de Trachemys scripta elegans, 1,15 kg, fêmea, mantido como pet há 20 
anos, foi encaminhado ao atendimento hospitalar 72 horas após observação de sinais 
clínicos de protrusão cloacal. No exame clínico foi observada protrusão de segmento 
intestinal (5 cm), não redutível, com congestão tecidual e regiões multifocais de necrose. 
Após exames complementares e estabilização do paciente, ele foi encaminhado ao 
procedimento cirúrgico de celiotomia exploratória, para qual foi realizada ostectomia de 
segmento abdominal/ femoral de plastrão (4 x 6 cm). Durante a inspeção de cavidade foi 
observada uma intussuscepção intestinal. A partir disso foi realizada redução da protrusão 
cloacal e enterectomia de segmento intestinal inviável do intussuscepto, com posterior 
enteroanastomose termino-terminal, com pontos isolados simples com fio mononáilon 
4-0. Posteriormente às rafias, para a coaptação de segmento de plastrão excisado, foram 
implantados fio de cerclagens de 1 mm, associado ao uso de acrílico autopolimerizável. No 
pós-operatório o animal foi mantido com alimentação liquida/pastosa via sonda esofágica 
e após 4 semanas passou a apresentar normofagia e normoquezia, obtendo alta clínica 
em 5 semanas. Decorridas 32 semanas de pós-operatório, após contato com a tutora, 
não foram relatadas novas alterações clínicas. Conclui-se que a técnica de enterectomia 
com posteriorenteroanastomose termino-terminal foram resolutivas para correção da 
intussuscepção de intestino protruído através da cloaca em Trachemys scripta elegans. 
Palavras-chave: quelônios; celiotomia; cirurgia em répteis; cirurgia animais 
silvestres; pets-não-convencionais.
Keyword: Testudinata, celiotomy, reptilian surgery, wild animals surgery, exotic 
pets
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Biol. M.V. Bruna Zafalon-Silva¹; M.V. Priscila Medina da Costa¹; MV. MSc. Miúriel de Aquino Goulart¹; M.V. Dr. 
Marcelo Meller Alievi¹
¹ Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV). Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFR-
GS), Porto Alegre, RS, Brasil.
*Av. Bento Gonçalves, 9090, CEP: 90540-000, Cidade: Porto Alegre, RS. E-mail: marcelo.alievi@ufrgs.br
ESOFAGECTOMIA PARCIAL CERVICAL EM AVESTRUZ 
(Struthio camelus): RELATO DE CASO
Partial cervical esofagectomy in ostrich (Struthio camelus): case report
RESUMO. 
O presente trabalho tem como objetivo descrever uma esofagectomia parcial e anastomose 
término-terminal realizada em um avestruz com estenose e fístula esofágica. Um espécime 
de avestruz (Struthio camelus), fêmea, adulta, com 66,5 kg, proveniente de cativeiro, foi 
encaminhado ao atendimento veterinário com histórico de hiporexia, devido a obstrução 
esofágica cervical, por ingestão de corpo estranho. No exame clínico foi observada 
fistula no último terço esofágico cervical, com estenose e acúmulo alimentar cranial a 
esta. Após estabilização do paciente, o tratamento preconizado foi o de esofagectomia 
parcial. Após acesso cirúrgico cervical esquerdo foi realizada esofagectomia de um 
segmento com aproximadamente oito centímetros de comprimento envolvendo estenose 
e fistula. A anastomose término-terminal foi realizada com pontos isolados simples 
mediante o uso de fio mononáilon n°0 para mucosa/submucosa e adventícia/muscular 
com nós extraluminais. As rafias de musculatura e subcutâneo foram feitas com padrão 
simples contínuo, a da pele com isolado simples, ambos utilizando fio mononáilon n°0. 
No pós-operatório, o animal recebeu terapia de suporte, analgesia, anti-inflamatório, 
antimicrobianoterapia, protetor gástrico, associados à hidratação e alimentação via sonda 
esofágica implantada no transoperatório. Após 17 dias da cirurgia foi realizada endoscopia, 
sendo observado processo cicatricial sem estenose. Após retirada da sonda esofágica foi 
instituída alimentação via oral sem qualquer intercorrência. O animal teve alta passados 
27 dias de internação e após 180 dias não apresentava qualquer dificuldade relacionada 
ao trânsito alimentar esofágico. Conclui-se que o tratamento cirúrgico instituído através 
da esofagectomia parcial e anastomose término-terminal para o espécime foi efetivo, sem 
intercorrências trans e pós-operatórias.
Palavras-chave: Cirurgia em aves; esôfago cervical; corpo estranho; endoscopia; 
animais silvestres;
Keyword: Avian surgery, cervical esophagus, foreign body, endoscopy, wild 
animals
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M.V Gabriela Gabas1*, Stephanie B. A. Blower2, MV. Anderson Gouveia3, MV. MSc. Dr. Mario S. A. Falcão4 1 Médica Veterinária – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
2 Médico Veterinário – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
3 Discente de Medicina Veterinária – União Pioneira de Integração Social (UPIS) - Brasília
4 Médico Veterinário – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau – Brasília
*Setor Sul, CEP: 78625-000, Brasília, DF. E-mail centroveterináriodavisao@gmail.com
UROLOGIA E NEFROLOGIA
ABORDAGEM CIRÚRGICA PARA CORREÇÃO DE 
URETER ECTÓPICO EXTRAMURAL EM CADELA - 
RELATO DE CASO
Surgical approach for correction of extramual echetric ureter in female dog 
- case report
RESUMO. 
O ureter ectópico extramural é uma anormalidade congênita com predisposição sexual 
por fêmeas, caracterizado por ser um distúrbio na inserção do ureter na vesícula urinária, 
sendo que anatomicamente é classificada como intramural ou extramural. No intramural 
o ureter se insere na bexiga, porém o óstio ureteral se abre em região ectópica e no 
extramural ocorre um desvio por completo da bexiga. O principal sinal clínico observado 
é a incontinência urinária em cães jovens, podendo encontrar também a dermatite por 
contato na região da vulvar e perivulvar, hematúria, piúria e cistites recorrentes. Foi 
atendido no Hospital Veterinário Dr. Antônio Clemenceau, cão, fêmea, 1 ano de idade, 
não castrada, raça Poodle Toy, com a queixa de incontinência urinária. Animal já havia 
sido diagnosticado, há 6 meses, com ureter ectópico extramural através dos exames de 
ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada. Devido ao lapso de tempo na 
realização desses exames, optou-se por repetir a ultrassonografia abdominal. Para correção 
dessa alteração congênita foi realizado ureteroneocistostomia com auxílio de microscópio 
cirúrgico. Foi utilizado técnica com tunelização do ureter esquerdo no trígono vesical 
com sutura do ureter com poligleicaprone 5-0. A paciente apresentou boa evolução pós 
operatória e após 10 dias sessou a incontinência urinária. Através da ultrassonografia 
abdominal foi possível observar que a bexiga está conseguindo se manter repleta e não 
apresenta dilatação ureteral e da pelve renal esquerda. Concluímos que a técnica de 
ureteroneocistostomia com auxilio do microscópio cirúrgico apresenta segurança ao 
cirurgião e bom resultado pós-operatório.
Palavras chaves: ureter ectópico, ureteroneocistostomia, microscópio cirúrgico 
Keywords: ectopic ureter, ureteroneocystostomy, surgical microscope
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MV. Vanessa Vasconcelos de Araújo1*, MV. Dr. Antonio Soares Coutinho Júnior2, Profa Dra. Neuza de Barros 
Marques3
1 Residente em Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Universidade Federal Rural de Pernambuco
2 Autônomo, Clínica Veterinária Dr. Antonio Coutinho
3 Professora Adjunta, Universidade Federal Rural de Pernambuco
* Rua Dom Manoel de Medeiros, S/N, Dois Irmãos- Recife- PE, CEP 52.171-900, Telefone (81) 3320-6410
NEFRECTOMIA DIREITA EM FÊMEA DE Canis lupus 
Familiaris (LINNAEUS, 1758) DECORRENTE DE 
Dioctophyma renale (GOEZE, 1782) – RELATO DE 
CASO
Female right nephrectomy of Canis lupus familiaris (LINNAEUS, 1758) 
derived from Dioctophyma renale (GOEZE, 1782) - case report
RESUMO. 
A dioctofimose é uma doença parasitária, oriunda da presença do parasito Dioctophyma 
renale, que parasita preferencialmente os rins de carnívoros domésticos e selvagens, mas 
também pode ser encontrado em locais ectópicos. O rim direito é o mais acometido, 
causando a destruição gradativa das camadas cortical e medular, reduzindo-o até restar-
lhe apenas a cápsula fibrosa. O tratamento de eleição é a remoção cirúrgica via celiotomia 
ou videocirurgia. Objetiva-se relatar um quadro em fêmea parasitada por D. renale no 
rim direito. Foi atendida na Clínica Veterinária Santo Antônio, na cidade de Santa Maria, 
no Rio Grande do Sul, uma cadela sem raça definida (SRD), sete anos de idade, com peso 
de 4,900 kg, apresentando um quadro de hematúria. Dessa forma procedeu-se os exames 
complementares e de imaginologia, se confirmando a presença de Dioctophyma renale 
no rim direito. A paciente foi submetida à celiotomia, sendo detectada a presença do D. 
renale já livre na cavidade abdominal, e não mais abrigando no rim direito. A nefrectomia 
total do rim direito se deu devido a perda do arranjo arquitetural anatômico, áreas difusas 
de lesões hemorrágicas e necróticas, sem diferenciação das zonas córtico-medular e 
edemaciação generalizada. A nefrectomia direita apresentou resultado positivo, com uma 
boa recuperação da paciente, que sobrevive com adequacões nutricionais.
Palavras- chave: Dioctofimose, ultrassografia,celiotomia
Keyword: Dioctophimosis, ultrasonography, celiotomy
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Grad. Aimée P.S.C. Gomes1, MV MVM PhD Ivan F.C. Santos2*, MV MVM PhD Alessandra Melchert3 MV MVM 
PhD Sheila C. Rahal2, MV MVM Shayra P. Bonatelli4
MV Bruna M. Silva2, MV David J.C. Martins2, Zoot. Bárbara S. Ferro5, MV Gabriella C. Salewski2
MV MVM PhD Maria J. Mamprim4
1Curso de Medicina Veterinária. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universidade 
Estadual Paulista (UNESP), SP.
2Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, 
Botucatu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
3Departamento de Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universida-
de Estadual Paulista (UNESP), SP
4Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia 
(FMVZ, Botucatu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
5Programa de Pós-Graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botuca-
tu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP.
*Endereço do autor correspondente, CEP: 18618-681, Botucatu, SP. E-mail ivansantos7@hotmail.com
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS CRÔNICOS DO USO DA 
PLATAFORMA VIBRATÓRIA “THERAPLATE” NO 
FLUXO SANGUÍNEO HEPÁTICO EM RATOS WISTAR
Effects of the vibrating platform TheraPlate on the muscular parameters in 
rats
RESUMO. 
As plataformas vibratórias (PV) são dispositivos capazes de gerar vibrações de corpo 
inteiro por meio de estímulos mecânicos. São usadas na reabilitação neuromuscular e 
estimulação da cicatrização em pacientes humanos. O uso da PV em cães é incipiente, 
desse modo, deve-se considerar a utilização de protocolos terapêuticos criteriosos para 
preservação da segurança e efetividade do uso clínico das mesmas. Para o uso das PV 
em pequenos animais torna-se necessário estudar seus efeitos nos parâmetros hepáticos, 
visto que o fígado é o órgão metabolizador que esta associada a diferentes síndromes em 
pequenos animais. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos 
crônicos do uso da PV “TheraPlate” no fluxo sanguíneo hepático, utilizando o rato como 
modelo experimental. Foram utilizados 36 ratos Wistar hígidos, machos, 14 semanas de 
idade, massa corpórea média de 350 gramas. Os ratos foram alocados em dois grupos de 
18 animais: Grupo 1 – ratos não submetidos à ação da PV; Grupo 2 - ratos submetidos 
à ação da PV. O protocolo utilizado na PV foi: uso diário da PV (45 Hz por 20 minutos) 
durante 21 dias. Todos os ratos foram submetidos à mensuração do fluxo sanguíneo da 
veia porta em dois momentos distintos: sétimo dia após início das sessões da PV e 21º dia 
após o início das sessões de PV. O fluxo sanguíneo hepático dos ratos do Grupo 2 diminui 
consideravelmente entre o momento 1 e 2. Concluiu-se que o uso crônico da PV diminui 
o fluxo sanguíneo da veia porta.
Palavras-chave: Vibração de corpo inteiro, veia porta, reabilitação. 
Keyword: Whole-body vibration, portal vein, rehabilitation.
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Grad. Aimée P.S.C. Gomes1, MV MVM PhD Ivan F.C. Santos2*, MV MVM PhD Alessandra Melchert3 MV MVM 
PhD Sheila C. Rahal2, MV MVM Shayra P. Bonatelli4
MV Bruna M. Silva2, MV David J.C. Martins2, Zoot. Bárbara S. Ferro5, MV Gabriella C. Salewski2
MV MVM PhD Maria J. Mamprim4
1Curso de Medicina Veterinária. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universidade 
Estadual Paulista (UNESP), SP.
2Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, 
Botucatu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
3Departamento de Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universida-
de Estadual Paulista (UNESP), SP
4Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia 
(FMVZ, Botucatu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
5Programa de Pós-Graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botuca-
tu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP.
*Endereço do autor correspondente, CEP: 18618-681, Botucatu, SP. E-mail ivansantos7@hotmail.com
AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA RENAL DE 
RATOS WISTAR SUBMETIDOS
AO USO CRÔNICO DA PLATAFORMA VIBRATÓRIA 
“THERAPLATE”
Renal ultrasonographic evaluation on Wistar rats submitted to the chronic 
use of vibrating platform “TheraPlate”
RESUMO. 
As plataformas vibratórias (PV) são equipamentos que promovem movimentos mecânicos 
corporais oscilatórios e vibratórios, definidos como Vibrações de Corpo Inteiro (VCI). As 
PVs são usadas na estimulação e reabilitação física humana e animal, porém, este último 
sem algum estudo. Visto que a PV é utilizada por longos períodos, o objetivo do trabalho 
foi avaliar os efeitos crônicos do uso da PV nos parâmetros de índice de resistividade (IR) e 
mensuração ultrassonográfica renal, utilizando o rato Wistar como modelo experimental. 
Foram utilizados 36 ratos Wistar hígidos, machos, 14 semanas de idade, massa corpórea 
média de 350 gramas. Os ratos foram divididos em dois grupos de 18 animais: Grupo 1 – 
ratos não submetidos à ação da PV; Grupo 2 - ratos submetidos à ação da PV. O protocolo 
de uso da PV foi diário, frequência de 45 Hz por 20 minutos durante 14 dias. Todos 
os ratos foram submetidos à dopplerfluxometria da artéria renal esquerda e mensuração 
ultrassonográfica do rim esquerdo em dois momentos distintos: sétimo dia após início das 
sessões da PV e 14º dia após o início das sessões de PV. Não foi observado alteração nos 
valores de IR renal e tamanho do rim dos ratos do Grupo 2 ao longo dos momentos. De 
acordo com os resultados, concluiu-se que o uso diário e crônico da PV “TheraPlate” não 
altera o IR da artéria renal e tamanho renal em ratos Wister.
Palavras-chave: Vibração de corpo inteiro, rim, dopplerfluxometria, índice de 
resistividade.
Keyword: Whole-body vibration, kidney, dopplerfluxometry, resistivity index.
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MV. Pâmela Caye¹*; Alan Carlos de Santana²; Vitória Gausmann²; Liliane Cristina Dias Jerônimo²; MV. MSc. 
Soliane Carra Perera³; MV. Mariana Cardoso Sanches4; MV. Tatiane Schmitt Tavares Novo5; MV. Marta Zielke5; 
MV. Carina Burkert da Silva¹; MV. Cláudia Beatriz de Mello Mendes¹; MV. MSc. Dr. Guilherme Albuquerque de 
Oliveira Cavalcanti6; MV. MSc. Dr. Fabrício de Vargas Arigony Braga6; MV. MSc. Dra. Josaine Cristina da Silva 
Rappeti6
¹Médica Veterinária Residente do Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel;
²Graduando da Faculdade de Veterinária – UFPel; 
³Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Veterinária – UFPel;
4Mestranda do Programa de Biociência Animal – USP; 
5Autônoma;
6Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias – UFPel. 
*Rua Gonçalves Chaves, nº 754, Ap 401. CEP – 96015-560, Pelotas, RS, Brasil. E-mail: pamiscaye@gmail.com
NEFROTOMIA COMO TRATAMENTO PARA INFECÇÃO 
POR Dioctophyme renale EM CÃO – RELATO DE CASO
Nephrotomy as treatment to Dioctophyme renale infection in a dog – case 
report
RESUMO. 
O nematódeo Dioctophyme renale causa a dioctofimatose, doença que afeta o rim de 
mamíferos. Em ascensão na região de Pelotas – RS, a ocorrência da doença levou a um 
estudo com cães de uma Organização Não Governamental. Os pacientes foram atendidos 
no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFPel e submetidos a exame ultrassonográfico para 
investigação de anormalidades clínicas. Uma cadela, sem raça definida, adulta, apresentou 
imagens ultrassonográficas compatíveis com Dioctophyme renale e preservação parcial da 
arquitetura renal direita. Uma urografia excretora constatou permanência da função renal 
bilateral, categorizando-a como apta à nefrotomia para a retiradado verme. Objetiva-se 
descrever o tratamento da dioctofimatose através de nefrotomia. O procedimento iniciou 
com incisão paracostal direita e dissecção do hilo renal. A artéria renal foi clampeada e o 
rim direito incisado no polo dorsal, permitindo remoção de exemplar de Dioctophyme 
renale, macho, com 16cm. Após, o rim foi suturado em padrões wolff e contínuo simples, 
ambos com fio de poliglactina 910. Prosseguiu-se com a rafia da parede abdominal de 
maneira rotineira. Após a recuperação cirúrgica, nova urografia excretora foi realizada, 
demonstrando preservação da função renal bilateral. O tratamento preconizado para a 
dioctofimatose é cirúrgico, através de nefrectomia ou de nefrotomia. No entanto, não há 
relatos de nefrotomias como tratamento, uma vez que o verme costuma causar destruição 
tecidual renal tão acentuada que o órgão se torna afuncional. Acredita-se que este seja o 
primeiro relato de nefrotomia como tratamento da dioctofimatose, que é um procedimento 
mais conservador, favorecendo a recuperação e o prognóstico dos pacientes. 
Palavras-chave: dioctofimatose; rim; nefrectomia; 
Keywords: dioctophymatosis; kidney nephrectomy
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MV. Esp. MSc. Dr. Guilherme L. Savassi-Rocha1*, MV. Henrique A. A. Bernardes1, MV. Juliana L. Gonzaga1, MV. 
Bárbara F. Lage1, MV Caroline F. da Silveira2, MV Fernanda M. C. Fonseca2, 
1 Médico Veterinário, Clínica Cirúrgica de Cães e Gatos Dr. Guilherme Savassi 
2 Autonomo
* Avenida do Contorno, 4396, bairro Funcionários, Belo Horizonte – MG , CEP: 30110-028. E-mail profguilhermesa-
vassi@gmail.com
 TRATAMENTO CIRÚRGICO BEM-SUCEDIDO DO 
SHUNT MESENTÉRICO ESPLENO-RENO-CAVA 
CONGÊNITO EM UM CÃO
Successful surgical treatment of mesenteric-splenic-reno-caval shunt in a 
dog 
RESUMO. 
O sistema porta é uma via de captação do sangue que é drenado pelo retorno venoso do 
baço, estômago e alças intestinais. As veias desses órgãos confluem-se, formando a veia 
porta, que conduz o sangue ao fígado, para o primeiro ciclo do metabolismo de toxinas 
e nutrientes. Alguns vasos anômalos podem estar presentes ao nascimento e alterar a 
anatomia vascular, fazendo com que parte do sangue proveniente das alças intestinais e 
do baço seja escoado diretamente na grande circulação, sem que ocorra a passagem pelo 
fígado. Esse fenômeno causa o acúmulo de substâncias tóxicas na circulação, gerando 
lesões sistêmicas. 
O presente relato refere-se a um cão macho, da raça Bulldog Inglês, de 9 meses de idade, 
que apresentava inapetência, prostração, diarréia intermitente e ascite. Os resultados dos 
exames laboratoriais revelaram hipoproteinemia, elevação nos níveis séricos das enzimas 
hepáticas, anemia e bilirrubinúria. Mediante a suspeita ultrassonográfica de anomalias 
vasculares intra-abdominais, o paciente foi encaminhado à tomografia, que confirmou 
a existência de numerosos vasos anômalos, que comunicavam o cólon descendente e 
o hilo esplênico à veia renal esquerda e à veia cava caudal, o que caracteriza um shunt 
mesentérico espleno-reno-cava. Realizou-se a laparotomia exploratória e identificação 
dos desvios vasculares. Tiras de papel celofane foram implantadas ao redor dos vasos, 
com o objetivo de obter a oclusão vascular progressiva total. A evolução pós-operatória 
foi extremamente satisfatória, havendo remissão dos sinais clínicos e normalização dos 
exames laboratoriais. Em revisão da literatura, não foi encontrado qualquer relato de 
correção cirúrgica bem-sucedida desse tipo de afecção.
Palavras-chave: shunt extrahepático, tomografia, cirurgia, canino, celofane. 
Keywords: extrahepatic shunt, tomography, surgery, canine, celofane. 
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MV. MSc. Thiago Sá Rocha 1*, MV. Dr. MSc. Paulo César Jark 2, MV. Aprim. Priscila Costa Octaviano3, MV. Aprim. 
Alison C J Gimenez3, MV Aprim. Jéssica R. Robles3, MV Mariana R. Nascimento4, MV.Thiago Luiz Apel5
1]* Departamento de Cirurgia de Pequenos Animais - Universidade Brasil, Campus Descalvado/SP 
2 Departamento de Clínica Médica de Pequenos Animais - Universidade Brasil, Campus Descalvado/SP
3 Médico Veterinário, Aprimorando em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais - Universidade Brasil, Campus Des-
calvado - SP 
4 Médico Veterinário Patologista Clínico- Universidade Brasil, Campus Descalvado - SP
5 Médico Veterinário Clínica de Pequenos Animais Universidade Brasil, Campus Descalvado -SP
* Av. Hilário de Silva Passos, 950 - Parque Universitário, Descalvado - SP, 13690-000. E-mail: thiagosarocha1@gmail.
com.
USO DE ENXERTO DO MÚSCULO RETO ABDOMINAL 
PARA CORREÇÃO CIRÚRGICA DE RUPTURA DE 
DUCTO CÍSTICO EM UM CÃO. RELATO DE CASO
USE OF RECTUS ABDOMINAL MUSCLE GRAFT FOR SURGICAL 
CORRECTION OF CYSTIC DUCT RUPTURE IN ONE DOG. CASE REPORT 
RESUMO. 
O ducto cístico é o segmento que conecta a vesícula biliar até a confluência dos primeiros 
ductos hepáticos, posteriormente formando o ducto biliar, seguindo até a papila duodenal 
maior. Sua ruptura é relatada devido obstruções, traumas, neoplasias ou infecções. A 
literatura cita poucas opções cirúrgicas para a ruptura de ducto cístico em pequenos 
animais, sendo a técnica descrita com maior frequência a sua ligadura e colecistectomia. 
O escopo do presente trabalho visa relatar o caso um cão, SRD, macho de 5 anos de idade, 
atendido no Hospital Veterinário da Universidade Brasil, campus de Descalvado – SP, com 
suspeita de trauma automobilístico. No exame físico foi observado icterícia, apatia, dor à 
palpação abdominal, proteinúria severa, bilirrubinúria e bilirrubinemia. No US a vesícula 
biliar apresentou alterações de textura, presença de conteúdo, ausência de dilatação das 
vias biliares e presença moderada de líquido livre na cavidade abdominal. O paciente 
foi submetido a celitomia exploratória, confirmando ruptura de ducto cístico. Realizado 
sutura simples separada com nylon 5-0 e posteriormente enxertia de fragmento de 1cm de 
comprimento por 0,4cm de largura do músculo reto abdominal e omentopexia. Realizado 
alocação de sonda de foley para controle da peritonite por meio de lavagens da cavidade 
abdominal com solução fisiológica estéril a cada 24 horas. Em 48 horas de pós-operatório 
o paciente apresentou melhora clínica e redução evidente de bilirrubina livre no abdome, 
recebendo alta 96 horas após o procedimento operatório, demonstrando a necessidade 
de estudos sobre a utilização de enxertia muscular reparadora na cavidade abdominal de 
pequenos animais.
Palavras – chave: ducto cístico, cão, enxerto, músculo
Keywords: cystic duct, dog, graft, muscle
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Priscila S. Ribas1*; Gabriela M. A. dos Santos1; Mv. Ana Celi S. Costa1; Mv. Lais Andressa S. de Souza1; Mv. Breno 
C, de Macedo1; Mv. Marcella P. Souto1; Mv. Hanna Lyce M. de Morais1; Mv. Jaese F. Chaves1; Mv. Dr. Pedro Paulo 
M. Teixeira1 
1.Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará-UFPA 
*Rua Major Wilson s/n, CEP: 68742190, Castanhal, PA. E-mail: priscilasribas@gmail.com
CORREÇÃO CIRÚRGICA DE PROLAPSO URETRAL EM 
CÃO DA RAÇA BULDOGUE INGLÊS: RELATO DE CASO 
Surgical correction of urethral prolapse in English Bulldog breed dog: case 
report 
RESUMO. 
O prolapso uretral é uma afecção atípica, caracterizada como a protrusão da mucosa uretral 
além do pênis, na qual as raças braquicefálicas, sobretudo o Buldogue Inglês, são mais 
comumente acometidas. Para tal, preconiza-se o tratamento cirúrgico quando a mucosa 
uretral apresentar alterações irreversíveis ou em recidivas. O objetivo deste trabalho é 
relatar o caso de um paciente canino da raça Buldogue Inglês, com um ano e seis meses 
de idade, atendido, no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará, com queixa 
de prolapso de uretra recidivante com sangramento (terceira recidiva) e emagrecimento 
intenso há cinco dias, além do históricode anterior correção cirúrgica do problema. Ao 
exame físico, observou-se obesidade e respiração ofegante, presença de uretra prolapsada, 
caracterizada como uma pequena massa avermelhada não redutível à manipulação, 
e demais parâmetros dentro da normalidade. Como exames complementares, foram 
solicitados hemograma, atividade de alanina aminotransferase (ALT) e Creatinina que 
não evidenciaram alterações. Para o tratamento instituiu-se a correção cirúrgica através da 
ressecção do tecido protruso, com utilização de sutura de sustentação na mucosa uretral 
distal ao ponto de transecção, para evitar a retração da uretra; e anastomose, com sutura 
simples interrompida, da mucosa uretral ao pênis. No pós-operatório, o animal apresentou 
melhora significativa do quadro, sem queixa de recidivas. Portanto, a abordagem cirúrgica 
adotada apresentou-se eficaz na resolução do quadro, de fácil realização e sem indicativos 
de reincidência da enfermidade até o presente momento. 
Palavras-chave: Prolapso de uretra, braquicefálicos, recidivante, ressecção, 
anastomose.
Keywords: Urethral prolapse, brachycephalic, recurrent, resection, anasmotosis.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
M.V. Ryan N. de Sá¹*, M.V. Camila Maximiano Queiroz¹, M.V. Nayara O. Gabriela¹, M.V. Renata B. Silva¹, Clara P. 
S. Baston², MSc. M.V. Rômulo V. R. Peixoto 3
¹ Aprimorando em Clínica Cirúrgica do Hospital Veterinário UPIS
² Graduanda em Medicina Veterinária da UPIS
3 MSc. Prof. Clínica Cirúrgica Pequenos Animais – UPIS
*Fazenda Lagoa Bonita, BR 020 KM 12, DF 335 KM 4,8 - Planaltina, Brasília – DFSQN. E-mail: ryannunesdesa@gmail.
com
PROLAPSO URETRAL EM CÃO – RELATO DE CASO 
Urethral prolapse in a dog – case report
RESUMO. 
O prolapso uretral é uma afecção incomum em cães, caracterizada pela protrusão da 
mucosa uretral distal pelo óstio externo da uretra. Foi atendido um cão da raça Pit Bull, 
1,5 anos, com histórico de sangramento peniano intermitente por cerca de seis meses, 
prévios a consulta. O início do sangramento ocorreu após uma cruza. Ao exame físico, 
observou-se aumento de volume de cor avermelhada na região do óstio externo da 
uretra, com demais parâmetros dentro da normalidade. Foi realizada análise citológica, 
para descartar neoplasia, e ultrassonografia abdominal para descartar cálculos vesical e 
uretral. Foi tentado reposicionamento manual, sem êxito. Encaminhando-se o paciente 
para realização da ressecção da porção prolapsada. Utilizou-se a sutura de sustentação 
da mucosa uretral prolapsada, ato contínuo foi feita a ressecção da porção prolapsada 
em quatro etapas, sendo a base a incisão o ponto final da glande. Após a ressecção, foi 
realizada a sutura de eversão da mucosa uretral, em padrão simples contínuo. Após o 
procedimento, foi realizada a orquiectomia para evitar recidivas. Após 15 dias, foi feita a 
retirada da sutura, mesmo o paciente não utilizando colar elizabetano, observou-se que 
o tecido havia cicatrizado corretamente e o paciente não apresentava mais sangramento. 
O prolapso uretral, por mais que seja uma afecção incomum na rotina, mostrou-se de 
fácil diagnóstico e sem maiores complicações. O tratamento clínico é indicado, mas sua 
eficácia é baixa, desta forma a ressecção da porção prolapsada é o tratamento de eleição. 
Com o procedimento cirúrgico, o paciente deixou de ter desconforto e sangramentos.
Palavras-chave: pênis, protrusão, sistema urinário, uretra
Keyword: penis, protrusion, urinary sistem, urethra
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Graduanda de Medicina Veterinária Fernanda Moreira da Silva1*, Graduanda de Medicina Veterinária Júlia 
Esteves Simões1, MV Natasha Nogueira Ferreira1, MV Bruna Scalzilli Luzes1, Nutricionista Dra. MSc. Milena 
Barcza Stockler-Pinto2, Biomédico Dr. MSc. D’Angelo Carlo Magliano1, Bióloga Dra. MSc. Carla Ferreira Farias 
Lancetta1, MV Dra. MSc. Maria de Lourdes Gonçalves Ferreira3, MV Dra. MSc. Viviane Alexandre Nunes Degani1. 
1 Departamento de Morfologia, Universidade Federal Fluminense. 
2 Laboratório de Nutrição Experimental, Universidade Federal Fluminense.
3 Departamento de Patologia e Clínica Veterinária, Universidade Federal Fluminense.
* Rua Bérgamo, 320 – lote 1, bloco 1, apto 101 – Rocha. CEP: 20960-045 Rio de Janeiro, RJ. 
EMPREGO DA ESPONJA DE FIBRINA NA HEMOSTASIA 
DE NEFRECTOMIAS PARCIAIS DO MODELO 
EXPERIMENTAL NX 5/6
Fibrin sponge employment in hemostasia of partial nephrectomies in 
experimental model nx 5/6
RESUMO. 
Objetivando fornecer modelos experimentais de doenças cardiometabólicas para projetos 
de pesquisa, realizamos em 16 ratos wistar, machos, de 90 dias, nefrectomias para criar o 
modelo de doença renal crônica (5/6 NX), onde obtemos redução de 5/6 da massa renal 
total. Os animais foram anestesiados com uma solução de cetamina, xilazina e tramadol 
via intraperitoneal. Após tricotomia e antissepsia do campo operatório, realizou-se 
laparotomia longitudinal mediana pré-retro-umbilical. Foi realizada nefrectomia parcial 
de 2/3 do rim esquerdo (áreas referentes aos polos, sendo mantido o terço médio do 
rim), onde a hemostasia foi feita com esponja de fibrina. O segmento renal restante foi 
omentalizado e devolvido à cavidade abdominal. No lado direito, após a exposição do 
rim direito e a abertura da sua cápsula, realizou-se a ligadura do pedículo renal, com 
fio nylon 3-0. Em seguida, foram realizadas em sequencia a laparorrafia e dermorrafia 
com fio nylon 3-0. No pós-operatório imediato, foi aplicado clorexidina spray na ferida 
e administrado morfina intramuscular. Foram avaliados aspectos clínicos como: estado 
geral, atividade e aspecto da ferida cirúrgica. Os animais apresentaram bom estado geral, 
com ausência de alteração na ferida e no comportamento, apresentando pêlos arrepiados 
nos primeiros 3 dias pós-operatórios e um animal vindo a óbito nas primeiras 24h pós-
cirúrgicas. É possível concluir que a esponja de fibrina funcionou como um excelente 
hemostático em nefrectomias parciais em ratos e que o modelo 5/6 NX, associado com 
cirurgia limpa, hemostasia correta e analgesia adequada, se faz funcional, compatível com 
a vida e apropriado para estudos experimentais.
Palavras-chave: ratos, rim, falência renal crônica, nefrectomia parcial, 5/6 NX
Keyword: rats, kidney, kidney failure chronic, partial nephrectomy, 5/6 
nephrectomy
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MV. MSc. Ilan Munhoz Ayer1,4*; BIO. Dra. Francieli Gesleine Capote Bonato2; MV. MSc. Denis Vinicius Bonato3, 
MV. MSc. Charles Silva de Lima4; MV. MSc. Larissa Fernandes Magalhães4; MV. Natacha Alves Alexandre4; MV. 
MSc. Luisa Pucci Bueno Borges5; MV. Dr. Leandro Zuccolotto Crivellenti4, MV. Dra. Georgea Modé Guimarães4; 
BIO. Dra.Terezinha Inez Estivalet Svidizinski2; MV. Dr. Pedro Paulo Maia Teixeira5; MV. Dr. Felipe Farias Pereira 
da Câmara Barros4,6.
[1]Departamento de Medicina Veterinária da Faculdade UNA, Campus Pouso Alegre (UNA).
[2]Departamento de Análise Clínica da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
[3]Programa de Pós-Graduação de Ciência Animal da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
[4]Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade de Franca (UNIFRAN).
[5]Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal da Amazônia, Campus Castanhal Universidade Federal do Pará (UFPA)
[6]Departamento de Ciência Animal da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ)
*Endereço do autor correspondente: Rua João Basílio, 420, CEP: 37550-000, Pouso Alegre – MG. E-mail: ilan.ayer@prof.
una.br
MODELO EXPERIMENTAL DE INFECÇÃO URINÁRIA 
COM IMPLANTE INTRAVESICAL EM CAMUNDONGOS 
(Mus musculus)
Experimental model of urinary tract infection with intravesical implantation 
in mice (Mus musculus).
RESUMO. 
O objetivo dessa técnica foi desenvolver um modelo experimental que possibilite a 
avalição do agente patogênico (Candida tropicalis) no lúmenda vesícula urinária em 
camundongos (Mus musculus). Foram utilizados 42 camundongos Balb/c isogênicos, 
fêmeas, com oito semanas de idade e peso médio de 15,34 ± 0,76 g. Os animais foram 
imunossuprimidos com metil prednisolona na dose de 200 mg/kg. Após anestesia e 
laparotomia, fragmentos de cateter intravenoso 24 G, com 0,3 mm, foram implantes 
com ou sem patógeno. Os grupos foram subdivisões em grupo1 (G1), controle, 
somente cateter estéril; grupo 2 (G2), cateter mais 0,01 ml de suspensão com Candida 
tropicalis; grupo 3 (G3) cateter impregnado com biofilme contaminado por Candida 
tropicalis. Após ancoragem vesical, o implante foi realizado por trocaterização com 
auxílio de um cateter 20G, seguido da cistorráfia. À eutanásia foi realizada com três e 
seis dias subsequentes. Na necropsia realizou-se swab na cavidade abdominal para 
cultura microbiana. Não houve diferença entre os grupos nos itens cultura microbiana, 
complicações cirúrgicas e nas analise histopatológicas; utilizando coloração hematoxilina 
eosina, os itens: alterações intergrupais cirúrgicas e lesões vesicais. Na histopatologia 
renal avaliou-se o grau de alterações com relação à congestão, estenose e necrose 
tubular, cilindros hialinos, congestão glomerular e glomerulonefrite proliferativa, no 
entanto, somente o G3 apresentou diferença para glomerulonefrite proliferativa. Para 
identificação do crescimento microbiano foi utilizado coloração de Prata Metenamina, 
identificou-se crescimento fúngico a partir do terceiro dia. Em conclusão, a presente 
técnica deimplante intravesical foi eficiente devido à sua exequibilidade e aos baixos 
índices de complicações.
Palavras-chave: bexiga; cirurgia; cistite; microcirurgia
Keywords: bladder; surgery; cystitis; microsurgery
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MV. Dra. Josaine C. S. Rappeti¹*; MV. Pâmela Caye²; MV. Dr. Fabrício V. A. Braga¹; MV. Dra. Patrícia S. Vives³; 
MV Dr. Guilherme A. O. Cavalcanti¹; MV. Soliane C. Perera4; MV. Tatiane S. T. Novo5; Vitória Gausmann6; Alan 
C. Santana6; Carlos L. Pires6; Liliane C. D. Jerônimo6; Igor A. Estorino6; Lidiane H. P. Griffo6; MV. Dra. Fabiane B. 
Grecco7; Eduarda A. L. Dias6; Vittória B. Neves6
1Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias – UFPel. 
²Médica Veterinária Residente do Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel;
3Médica Veterinária do Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel
4Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Veterinária – UFPel;
5Autônoma;
6Graduando da Faculdade de Veterinária – UFPel; 
7Professor do Departamento de Patologia Animal – UFPel 
*Rua Taquari, Nº 192. CEP – 960990-770, Pelotas, RS. E-mail – josainerappeti@yahoo.com.br
COMPILADO DE 43 PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS 
REALIZADOS COMO TRATAMENTO PARA PACIENTES 
COM Dioctophyme renale NA REGIÃO DE PELOTAS – 
RIO GRANDE DO SUL
Compiled of 43 surgical procedures carried out ad treatment for patients 
with Dioctophyme renale in the region of Pelotas – Rio Grande do Sul
RESUMO. 
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – RS conta com o Projeto Dioctophyme renale em 
cães e gatos (PRODic), criado em 2012 e estruturado como grupo de pesquisa e extensão. 
Objetiva conscientizar a população, pesquisar, diagnosticar e tratar cirurgicamente os 
animais positivos para a dioctofimatose, doença causada por Dioctophyme renale, o 
“verme gigante do rim”. Conta com o Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel como 
sede, onde os pacientes são diagnosticados e submetidos a exames complementares, 
como os hematológicos, ultrassonográficos, ecocardiodioppler e monitoração com 
holter 24 horas. Após, são encaminhados aos cuidados cirúrgicos necessários. O PRODic 
já realizou 43 procedimentos cirúrgicos para tratamento da dioctofimatose. Dentre 
eles, 42 foram realizados em cães (19 machos e 24 fêmeas) e um em gato (macho) eas 
nefrectomias direitas correspondem a 33 procedimentos. Também foram realizadas 
uma nefrectomia esquerda, uma nefrotomia, a remoção de um parasito torácico 
através de toracotomia transdiafragmática, a remoção de um parasito intramuscular 
e celiotomias exploratórias para remoção de parasitos abdominais. Os animais sem 
raça definida apresentaram superioridade dos casos. A dioctofimatose é uma zoonose 
pouco conhecida, afetando principalmente animais errantes com hábitos alimentares 
pouco seletivos, principalmente com consumo de peixes e rãs crus e água não tratada. 
Necessita de ambiente aquático para evolução do ciclo, o que explica a alta casuística 
da região de Pelotas – RS, às margens da Lagoa dos Patos e com intensa atividade 
pesqueira. O Dioctophyme renale representa grande importância na rotina veterinária 
do HCV – UFPel, levando a diversos procedimentos cirúrgicos para tratamento da 
parasitose. 
Palavras-chave: nefrectomia; nefrotomia; Dioctophyme renale; cirurgia. 
Keywords: nephrectomy; nephrotomy; Dioctophyme renale; surgery. 
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Leticia M. Rezende¹*, MV. Esp. Filipe Curti² ¹ Graduanda de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Campus de Curitiba-PR
² Responsável pelo Setor de Clinica Cirúrgica do Hospital Veterinário Santa Mônica – Curitiba-PR 
* Rua dos Funcionários, 1540. CEP 80035-050, Curitiba, PR. Email: leticiamatosrezende@gmail.com
EXCISÃO CIRÚRGICA DE CISTOS PERIRENAIS E 
MARSUPIALIZAÇÃO DA CÁPSULA RENAL EM GATO 
SENIL – RELATO DE CASO
Surgical excision of perinephric cysts and marsupialization of the renal 
capsule in senile cat - case report
RESUMO. 
Os cistos perirenais são acúmulos de fluidos entre o parênquima e a cápsula renal, 
sem envolvimento do tecido epitelial. O relato de caso trata-se de um felino, 13 anos, 
sem raça definida, com diagnóstico de cistos perirenais bilaterais o qual foi submetido 
à intervenção cirúrgica para remoção dos cistos e marsupialização da cápsula renal. 
Na realização de exames pré-operatórios constatou a presença de pseudocistos em 
ambos os rins e azotemia. Foi realizada a drenagem bilateral por punção aspirativa 
guiado por ultrassonografia, cujo liquido apresentou-se sem celularidade e com 
transudato simples. Entretanto, após um mês, ocorreu a formação de novos cistos. 
Logo, foi indicado ao proprietário a intervenção cirúrgica, através de uma laparotomia 
exploratória. O paciente foi posicionado em decúbito dorsal, com a realização da 
tricotomia na região abdominal, antissepsia e colocação dos panos de campo. A 
cavidade abdominal foi acessada por meio de incisão na linha media ventral e verificou-
se que ambas as cápsulas renais continham cistos. Então, realizou-se a drenagem do 
conteúdo liquido e a dissecção e remoção da cápsula renal, deixando uma pequena 
borda de 0,2mm. Desta forma foi feito a marsupialização dos cistos, que consistiu na 
incisão e excisão da parede cística. A omentalização ocorreu a fim de evitar o contato 
do rim com a cavidade peritoneal. Então, parte do omento foi posicionado sobre o 
rim e suturado, com náilon 4-0 em padrão simples interrompido, na borda da cápsula 
renal. Procedeu-se com lavagem e síntese da cavidade abdominal. O proprietário 
optou pela eutanásia do paciente três dias após o procedimento, pois ele apresentava-
se prostrado e anêmico. 
Palavras chaves: cápsula renal, cistos perirenais, gato, marsupialização. 
Key words: renal capsule, perinephric cysts, cat, marsupialization. 
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Crysthian Callegaro da Silva1*, Gabriella Taner1, Jean Carlos Gonçalves Lopes1, MV. Ana Carolina Andrade2, 
MV. Gauber Luebke Francisco3, MV. Danilo Lima Gonçalves2, Thabata Laccort Bortolato1, MV. Msc. Milton 
Mikio Morishin Filho4, MV. Msc. Dr. Rogério Luizari Guedes5
[1] – Discente de Medicina Veterinária - Universidade Tuiuti do Paraná (UTP-PR)
2 – Aprimorando em Clinica Cirúrgica do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – UTP-PR
3 – Autônomo 
4 – Docente deMedicina Veterinária – UTP-PR
5 – Docente de Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária
*Rua Domingos Gabardo, 80. CEP 81130-220, Curitiba, PR. crysthiancccs@gmail.com
URETROSTOMIA ESCROTAL UTILIZANDO RETALHO 
SUBDÉRMICO DE PREGA INGUINAL EM CÃO COM 
MASTOCITOMA
Scrotal urethrostomy using an inguinal subdermal flap in a dog with 
mastocytoma 
RESUMO. 
A penectomia associada a uretrostomia possui como finalidade tratar neoplasias 
genito-urinárias e para ressecção ampla são necessárias técnicas reconstrutivas. Até o 
momento não foram relatados flapes para confecção de uretrostomias. Foi atendido 
um cão, SRD, 12 anos, diagnosticado com mastocitoma grau II (Patnaik, citologia) 
envolvendo bolsa escrotal e prepúcio, associado a um lipoma em região inguinal 
direita. Foi realizada ressecção do lipoma e orquiectomia com ablação escrotal, 
seguida da penectomia e confecção de uretrostomia escrotal. Devido a margem 
de segurança, foi necessário realizar um retalho de prega inguinal esquerda em 
padrão subdérmico para fixação da mucosa uretral. O espaço morto e a tensão foram 
reduzidos através de suturas de avanço (poliglactina 910 3-0) com manutenção de 
um dreno de Penrose n°3, e a pele aproximada com pontos interrompidos simples 
(mononáilon 3-0). A mucosa uretral foi suturada diretamente à pele adjacente em 
sua borda direita, enquanto que a esquerda foi aproximada com a extremidade distal 
do retalho. O paciente permaneceu internado 72 horas, com monitoração do débito 
urinário, administração de analgésicos por três dias e antibióticos por 15. A retirada 
dos pontos 14 dias após evidenciou cicatrização completa. Foi introduzido protocolo 
quimioterápico com vimblastina associada a prednisona por 42 dias. O paciente teve 
sobrevida de seis meses. A penectomia associada com a uretrostomia é considerado 
tratamento de eleição em casos de neoplasias em região prepucial, sendo o primeiro 
relato utilizando um retalho para este propósito. A técnica reconstrutiva utilizada 
permitiu a realização da uretrostomia minimizando tensão, com cicatrização e função 
adequadas.
Palavras-chave: uretroplastia, cirurgia reconstrutiva, neoplasia cutânea.
Keywords: urethroplasty, reconstructive surgery, skin neoplasia.
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MV. Camila M. Queiroz¹*, MV. Ryan N. de Sá¹, MV. Nayara O. Gabriel¹, Taynara B. Costa², M.V. Marcelo K.H. 
Bittencourt³, MSc MV. Rômulo V. R. Peixoto4,
¹Aprimorando de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais – HVET/UPIS
²Acadêmica, curso de Medicina Veterinária da UPIS
³Aprimorando de Anatomia Patológica – HVET/UPIS
4Professor de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais – HVET/UPIS
*SHIN QI 13 conj. 01, casa 05, Lago Norte. CEP 71535010, Brasília/DF. E-mail: camilamaximianoq@gmail.com
ONCOLOGIA E RECONSTRUTIVA
PACIENTE COM SARCOMA INDIFERENCIADO 
CUTÂNEO APRESENTANDO SOBREVIDA MAIOR QUE 
500 DIAS PÓS-OPERATÓRIO SEM RECIDIVA
Patient with undifferentiated cutaneous sarcoma presenting a survivor 
greater than 500 postoperative days
RESUMO. 
AOs sarcomas são neoplasias mesenquimais malignas, provenientes de tecidos 
conjuntivos, que acometem diversos locais do organismo, sendo pele e subcutâneo os 
sítios mais comuns. São caracterizados por baixa taxa de metástase e alta infiltração. 
O maior desafio do tratamento é o controle local do tumor. (Daleck, C.R. & Nardi, A.B. 
2016.) Um cão da raça Cocker Spaniel de 14 anos foi atendido com queixa de nódulo 
com evolução de mais de dois anos em região ventral do tórax. Ao exame físico 
apenas observou-se massa firme e irregular com áreas macias de 21cmx11cmx8cm, 
alopécico, sem alteração na coloração, não ulcerado, aderido ao musculo peitoral 
profundo com evidente neovascularização. Foi realizado análise citológica, sendo 
sugestiva de carcinoma. Exames de imagem e cardiológicos sem alterações. Exames 
hematológicos com alterações devido a doenças clínicas, em tratamento. Foi realizada 
biópsia excisional com 2 de cm de margem e remoção de um plano muscular profundo, 
optando-se pela utilização da técnica em elipse com dermorrafia simples. A análise 
histopatológica identificou células fusiformes, moderadamente pleomórficas, com 
núcleo alongado, diagnosticando-se Sarcoma indiferenciado com comprometimento 
de margem inferior. O paciente seguiu acompanhado com exames hematológicos e 
imagem, não apresentando alterações metastáticas. O paciente foi eutanasiado após 
505 dias pós cirúrgico, por complicações clínicas sem apresentar sinais de metástases 
ou recidiva. Este caso nos demonstra uma sobrevida de mais de um ano para uma 
neoplasia com prognóstico desfavorável na maioria dos casos, com o paciente 
permanecendo sem recidiva e sem metástase até o óbito. A cirurgia trouxe melhor 
qualidade de vida e maior sobrevida livre de doença. 
Palavras-chave: oncologia; sarcoma; sobrevida; cão.
Key-words: oncology; sarcoma; survivor; dog.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Alessandra Rodrigues1*, MV. Msc. Dr. Pedro C. Cassino2*, MV. Msc. Roana C.S. Ribeiro3, MV. Msc. Dr. Andrigo B. 
De Nardi4, MV. Msc. Jorge L. Alvarez2, Matheus Nobile¹
[1] Graduando em Medicina Veterinária FCAV/UNESP.
[2] Doutorando em Cirurgia Veterinária FCAV/UNESP.
[3] Mestranda em Medicina Veterinária FCAV/UNESP.
[4] Docente da FCAV/UNESP.
* Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castelane, S/N - Vila Industrial, CEP:14884-900, Jaboticabal – SP. E-mail: rodriguesr.
ale@gmail.com 
MARGENS DE RESSECÇÃO EM LEIOMIOSSARCOMA 
UROTELIAL
Margins of ressection in urotelial leiomiosarcoma
RESUMO. 
Neoplasias uroteliais ou vesicais, representam cerca de 2% do total de neoplasmas em 
cães. A maioria é primaria, acometendo indivíduos entre 9-10 anos, fêmeas castradas, 
pacientes obesos. Os sinais clínicos variam entre hematúria, polaquiúria, e retenção de 
urina devido principalmente a localização que, na maioria dos casos, ocorre em trígono. 
Foi encaminhado ao Hospital Veterinário Governador Laudo Natel FCAV/UNESP, no dia 
19 de novembro de 2017, um paciente canino adulto, macho não castrado, shihtzu, de 
três anos de idade, 4,5 quilos e com laudo ultrassonográfico evidenciando presença 
de massa em porção ventral de bexiga. No ambulatório, a principal queixa do tutor 
era hematúria, e foram coletadas amostras sanguíneas para exames hematológicos 
e bioquímicos, estes por sua vez estavam sem alterações, em seguida foi solicitado 
exame ultrassonográfico, para obtenção de amostra de lavado vesical para citologia 
e radiografia de duplo contraste, para delimitação e localização do tumor. Tendo 
estas informações e devido às características do neoplasma optou-se por celiotomia 
exploratória precedida de cistotomia, onde foi possível verificar uma massa em porção 
ventral de bexiga com dimensões de 2,5 x 1 x 2 cm, fixa apenas por um pedículo, 
que foi removido com margens de 2 cm. Tendo como resultado histopatológico o 
leiomiossarcoma, o tutor foi informado sobre as características do tumor e o mesmo 
optou por não realizar quimioterapia, sendo realizado acompanhamento quinzenal e 
até o envio do trabalho o paciente não apresenta alterações. Evidenciando a importância 
dos princípios de Halsted e a remoção do tumor com amplas margens.
Palavras-chave: leiomiossarcoma, margem cirúrgica, quimioterapia.
Keyword: leiomiosarcoma, surgical margim, chemotherapy.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Talita Santiago Gonçalves1, MV. Pedro Paulo Oliveira Silva2, Dr. Guilherme Nascimento Cunha3* 1[2] Autônomo.
3 Centro Universitário de Patos de Minas - UNIPAM
*Av. Salomão Abrahão, nº2739, apto 302, CEP 38408-016, Uberlândia/MG. E-mail: gncunha@yahoo.com.br 
MARCAÇÃO DO LINFONODO SENTINELA COM USO 
DO AZUL PATENTE EM CADELAS COM NEOPLASIA 
MAMÁRIA
Marking of sentinel lymphonod with use of blue patent in bitches with 
mammary neoplasia
RESUMO. 
As neoplasiasmamárias representam 70% de todos os tumores em cadelas. Destes 
53% apresentam-se malignos, sendo a glândula mamária inguinal a mais acometida. 
O conhecimento das vias linfáticas responsáveis pela drenagem das mamas tem se 
mostrado de grande relevância, uma vez que contribui na identificação dos linfonodos 
sentinelas que possam apresentar metástases, contribuindo assim no estadiamento das 
neoplasias. O presente estudo objetivou avaliar a eficácia da marcação e identificação 
do linfonodo satélite através da coloração com o uso do Azul Patente em cadelas com 
neoplasias mamárias submetidas à mastectomia total unilateral. Foram utilizadas 21 
cadelas com acometimento neoplásico da glândula mamária encaminhadas ao Centro 
Clínico Veterinário de Patos de Minas, MG. Estas foram submetidas à mastectomia total 
unilateral, sem predileção por raça, idade ou escore corporal. O Azul Patente V 2,5% 
foi administrado por via subcutânea na região peritumoral da glândula neoplásica 10 
minutos antes da incisão. Utilizou-se as doses de 0,5mL, 1 mL e 2 mL do corante nas 
cadelas com até 8 kg, de 8 a 15kg e acima de 15 kg de peso vivo, respectivamente. O 
Azul Patente foi eficaz em corar 90,5% (19/21) dos linfonodos sentinela de neoplasias 
mamárias, sendo que apenas 95,3% (20/21) dos animais o corante foi capaz de mapear 
o trajeto linfático das mamas acometidas. Conclui-se que o corante Azul Patente 
mostrou-se eficaz na marcação do percurso linfático bem como o linfonodo satélite 
responsável em drenar as mamas acometidas com neoplasias, reduzindo assim a 
necessidade de manipulação na procura de linfonodos. 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Maria Eduarda dos S. L. Fernandes1*, MV. Ana Carolina de S. Campos2, MV. Luciana C. Petry3, MV. Fernanda 
de S. Campos4, MV. Flávia R. de Oliveira5, M.V. Juliana V. Pinto6, M.V. Anna Julia R. Peixoto7, MV. DR. Ricardo 
Siqueira da Silva8, MV. Dr. Marta Fernanda A. da Silva8
[1],2,7 Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária – Ciências Clínicas, Departamento de Medicina e Cirurgia 
Veterinária, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 
3,4,5,6 Autônomo
8 Professor titular do Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária, Instituto de Veterinária, Universidade Federal 
Rural do Rio de Janeiro
*Campus Seropédica, BR 465 Km 7, CEP: 23890-000, Seropédica, RJ. E-mail: dudalopesfer@hotmail.com
APLICAÇÃO DE ENXERTO DE OMENTO EM LEITO 
POTENCIALMENTE INFECTADO EM FACE DE CÃO 
APÓS MAXILECTOMIA PARCIAL POR NEOPLASMAS 
MALIGNOS: RELATO DE DOIS CASOS
Application of free omental graft in potentially infected law on dog face 
after partial maxilectomy by malignant neoplasms: two cases report
RESUMO. 
Os retalhos omentais são versáteis e relatados na Medicina Veterinária na correção de 
defeitos em inúmeros tecidos já que auxiliam na cicatrização contribuindo na drenagem 
e circulação local, estimulando a formação de tecido de granulação, controlando a 
adesão e a infecção da ferida. O objetivo deste relato é destacar dois casos de uso 
do omento como retalho livre preenchendo grandes defeitos de face gerados após 
remoção de neoplasmas malignos por maxilectomia parcial. Dois cães, um da raça 
rotweiller e outro labrador, com 10 anos de idade, foram atendidos com neoplasias 
localizadas no lado esquerdo da face em região maxilar. Realizou-se maxilectomia 
parcial e retalhos de padrão subdérmico na síntese dos defeitos. No pós-operatório 
tardio houve deiscência de sutura dos pontos da cavidade oral e pele permitindo 
comunicação da ferida cutânea com a cavidade oral, julgou-se que o omento poderia 
auxiliar na cicatrização além de preencher grande espaço morto gerado pela remoção 
dos tumores. Realizou-se desbridamento cirúrgico de ambas feridas e por celiotomia 
longitudinal mediana removeu-se por incisão com bisturi porção omental conforme 
tamanho do defeito a ser recoberto. Suturou-se com poliamida de número 3.0 o omento 
ao tecido subcutâneo das margens dos defeitos. Posteriormente, posicionou-se novo 
retalho cutâneo sobre o omento, a saber, retalho axial angular da boca e retalho de 
padrão subdérmico de avanço de pele do pescoço. Em ambos os casos verificou-se 
certa invaginação das margens da ferida e proliferação tecidual devido aumento de 
volume firme no local com cicatrização macroscopicamente normal de ambas feridas.
Palavras-chave: Cirurgia reconstrutiva, oncologia, neoplasia, enxerto 
Keyword: Reconstructive surgery, oncology, neoplasia, graft
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Graduando. Mario Roberto Vianna da Silva1, MV. MSc. Fabiana Sperb Volkweis1, MV. Juliana Mendes Costa 
Santa Rita Moreira2
1Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade Integradas do Planalto Central
2Autônomo
*SQSW 504 bloco B apartamento 412, CEP 70673-502, Sudoeste, Brasília-DF. Email: fabiana.volkweis@faciplac.edu.br
CISTOSTOMIA TEMPORÁRIA EM CADELA COM A 
OBSTRUÇÃO URINÁRIA POR COMPRESSÃO DE 
TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL NO ÓSTIO 
URETRAL
Temporary cystostomy in bitch witch urinary obstruction by compression 
of tumor transmissible in urethral ostium
RESUMO. 
O Tumor Venéreo Transmissível (TVT) também denominado de Linfossarcoma de 
Sticker é uma neoplasia contagiosa, de origem mesenquimatosa, e sua disseminação 
ocorre geralmente por contato sexual, porém pode ser disseminado através do contato 
prolongado com superfícies contaminadas de outros animais. O presente relato 
tem como objetivo apresentar um caso de TVT que causou a obstrução urinária por 
compressão do óstio uretral, sendo necessário desviar a urina a partir da cistostomia 
temporária. Paciente canina, fêmea, sem raça definida, adulto, chegou ao hospital 
veterinário particular, após ser resgatada de rua, apresentava massa tumoral ulcerada 
em região vulvar de aproximadamente 12 cm de diâmetro. Após avaliação física e na 
internação identificou-se que o animal estava obstruído. Submeteu-se a sondagem 
uretral, não obtendo sucesso após inúmeras tentativas. Realizou-se o procedimento 
cirúrgico de cistostomia temporária com colocação da sonda de Foley 10 na vesícula 
urinária, fixando-a na pele com nylon monofilamentar 2,0, permitindo desta forma, 
o desvio da urina, já que a paciente não conseguia urinar pelo óstio uretral, devido 
a presença da massa tumoral descaracterizando a anatomia da vulva resultando em 
compressão do orifício. Foi submetido ao tratamento quimioterápico com 7 sessões 
de vincristina na dose de 0,05mg/kg/Ev, Na segunda sessão foi possível a remoção da 
sonda, devido a regressão parcial da neoplasia. Paciente respondeu bem ao tratamento 
completo sendo possível regressão de toda a neoplasia em questão. O presente relato 
evidenciou a importância da cistostomia temporária como recurso terapêutico em 
casos de obstruções urinárias.
Palavras-chave: oncologia, sonda urinária, Linfossarcoma de Sticker
Keyword: oncology, urinary catheter, Sticker lymphosarcoma
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Dr. Bruno M. Araújo1*, MV. Karoline F. Rodrigues 2, M.V. Sergio Diego P. Costa3, M.V. Francisco Lisboa 
de S. Junior4, M.V. Thiago V. da Silva4, Prof. Dr. Marcelo C. Rodrigues4, M.V. Marllos Henrique V. Nunes5, 
1 Hospital Veterinário Universitário, Universidade Federal do Piauí. 
2 Autônoma.
3 Colegiado de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Vale do São Francisco.
4 Hospital Veterinário Universitário, Universidade Federal do Piauí. 
5 Autônomo
* Rua das Orquídeas, 164, Jockey, CEP: 64048-152, Teresina, PI. E-mail: bmaraujo85@hotmail.com.
COSTOTRANSVERSECTOMIA TRANSTORÁCICA NO 
TRATAMENTO DE MENINGIOMA ESPINAL EM CÃO – 
RELATO DE CASO
Transtoracic costotransversectomy in the treatment of spinal meningioma 
in dog– case report
RESUMO. 
Objetivou-se relatar em uma cadela, o procedimento cirúrgico de costotransversectomia 
transtorácica para tratamentode meningioma espinal entre as vértebras T4-T5 com 
extensão para a região torácica, diagnosticado por ressonância magnética e posterior 
histopatológico e imunohistoquímica. Para a cirurgia, o animal foi posicionado em 
decúbito esternal, sendo realizada abordagem dorsolateral à região torácica da coluna 
vertebral (de T1 a T8). Após identificação das vértebras acometidas, foi realizada 
hemilaminectomia entre T4-T5, do lado esquerdo, no qual observou-se a presença 
do tecido neoplásico no espaço epidural comprimindo a medula espinal e raízes 
nervosas e que se estendia ventralmente ao corpo vertebral de L4. Após remoção do 
tecido neoplásico do canal vertebral, foi realizada a miotomia transversal do multífido 
e longuíssimo, ao nível das vértebras T4-T5, até exposição do terço ventral das costelas 
e musculatura intercostal. Foi realizada uma toracotomia intercostal entre T4-T5, com 
ressecção da cabeça e terço proximal da quarta costela, visando melhorar a exposição 
da região e permitir a melhor identificação e exérese do tecido neoplásico do interior 
da cavidade torácica. Após remoção da neoformação intratorácica, realizou-se o 
fechamento padrão da toracotomia com suturas em “x” utilizando náilon numero 1. A 
coluna vertebral foi estabilizada com técnica de placa lubra nos processos espinhosos 
e o fechamento da ferida cirúrgica ocorreu de forma padrão, sendo inserida uma 
sonda de toracostomia antes do fechamento final. O procedimento cirúrgico de 
costotransversectomia transtorácica foi eficiente pois permitiu uma boa visualização da 
lesão e remoção da neoplasia no canal vertebral e região torácica concomitantemente. 
Palavras-chave: Neoplasias meníngeas, procedimentos neurocirúrgicos, coluna 
vertebral, cães
Keyword: Meningeal neoplams, neurosurgical procedures, spine, dogs. 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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L.P. Custódio¹*, S.L. Oliveira², M.P.C. Silva², B.B. Oliveira¹, B.S. Gusmão¹, MV. Drª. B.P. Floriano³, S.L.S. Bordolini4, 
F.B. Souza5, MV. Me. N.P. Reis Filho6
[¹]Discente do curso de Medicina Veterinária – Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO 
[²]Médica Veterinária Residente no serviço de Cirurgia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO
[³] Docente de Anestesiologia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato – FIO 
[4] Médica Veterinária no serviço de Cirurgia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato – FIO
[5] Docente e responsável pelo setor de Anatomia Patológica Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO
[6] Docente e responsável pelo setor de Cirurgia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO
*Rodovia BR 153, Km 338+420m, Bairro Água do Cateto, CEP 19909-100, Ourinhos-SP. E-mail: laispelissare@gmail.com
RECONSTRUÇÃO DE PAREDE TORÁCICA COM 
O EMPREGO ASSOCIADO DE RETALHO MUSCULAR DO 
GRANDE DORSAL, MALHA DE POLIPROPILENO E RETALHO 
PEDICULADO DE OMENTO APÓS RESSECÇÃO DE SARCOMA 
DE TECIDOS MOLES EM CÃO - RELATO DE CASO
CHEST WALL RECONSTRUCTION USING LONGISSIMUS DORSI MUSCLE 
FLAP, POLYPROPYLENE MESH AND PEDICLED OMENTAL FLAP AFTER THE 
RESSECTION OF A SOFT TISSUE SARCOMA IN A DOG - CASE REPORT
RESUMO. 
Neoformações em região de gradil costal representam frequentemente um desafio 
devido a necessidade de procedimento cirúrgicos radicais, principalmente tratando-
se de neoplasmas como os sarcomas de tecidos moles (STM), que apresentam alta 
infiltração local. O objetivo desse trabalho é relatar um caso de STM adjacente a costela, 
onde foi realizado a ressecção em bloco da parede torácica seguido de reconstrução. 
Foi encaminhado ao Hospital Veterinário “Roque Quagliato” cão, fêmea, poodle, 9 anos, 
apresentando um nódulo no subcutâneo em porção torácica lateral esquerda, aderido, 
não ulcerado e firme. A biópsia incisional revelou STM grau II, sem focos metastáticos 
no estadiamento clínico. Na tomografia computadorizada observou-se uma formação 
com atenuação de tecidos moles, medindo cerca de 2,3x1,7 cm, localizado junto ao 
músculo reto abdominal esquerdo na altura da 9° e 10° costela, sem envolvimento 
das estruturas ósseas adjacentes ou de invasão torácica. O paciente foi submetido 
ao procedimento cirúrgico para ressecção em bloco de parede torácica, onde foram 
removidas parte da 8° até a 11° costela. Para síntese do defeito, foi realizado o retalho 
do omento pediculado, aplicação de malha cirúrgica de polipropileno e, em seguida, 
retalho do músculo grande dorsal. Até o presente momento, o paciente encontra-
se livre da doença. Devido ao fato dos STM possuírem alta taxa de invasão local e 
responderem pouco ao tratamento quimioterápico, a ressecção cirúrgica ampla se 
torna o tratamento de escolha nesses casos. Portanto, a técnica cirúrgica, mesmo que 
agressiva, permitiu um notável controle da neoplasia, aumentando assim a sobrevida 
desse paciente.
Palavras-chave: canino, sarcoma, cirurgia reconstrutiva. 
Key words: canine, sarcoma, reconstructive surgery.
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MV. MSc. Dr. Mario S. A. Falcão1*, M.V Gabriela Gabas2, MV. Anderson Gouveia3, MV. Ana Paula R. Damião4 , MV. 
MSc. Dra. Martha Rocha5
1 Médico Veterinário – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
2 Médica Veterinária – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
3 Médico Veterinário – Serviço de Cirurgia e Oftalmologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
4 Médica Veterinária – Serviço de Clínica Médica do Hospital Dr. Antônio Clemenceau - Brasília
5 Médica Veterinária – Serviço de Oncologia do Hospital Dr. Antônio Clemenceau – Brasília
* Setor Sul, CEP: 78625-000, Brasília, DF. E-mail centroveterináriodavisao@gmail.com
LEIOMIOSSARCOMA GÁSTRICO EM CÃO - RELATO DE 
CASO
Gastric leiomiossarcoma in a male dog – case report
RESUMO. 
O leiomiossarcoma é um neoplasma mesenquimal maligno raro no sistema digestório, 
a sua incidência corresponde cerca de 1% das afecções. Seu potencial metastático 
estará associado ao sítio primário envolvido. Há maior predisposição em cães machos 
de grande porte e com faixa etária a partir de 8 anos. Pode acometer qualquer região 
do trato gastrointestinal, porém há estudos que referem o antro pilórico como o local 
principal de desenvolvimento do neoplasma. Relata-se um caso de leiomiossarcoma 
gástrico em cão de raça de pequeno porte, por ser uma afecção rara e em localização 
diferente da descrita na literatura como a mais frequente. Foi atendido no Hospital 
Veterinário Dr. Antônio Clemenceau, um cão macho, com 12 anos de idade. Paciente 
passou pelo estadiamento através dos exames de imagem; radiografia torácica, 
ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada que não evidenciaram 
macrometástases e mostraram a neoformação próximo ao cárdia. Foi realizada 
endoscopia para biópsia incisional, que foi inconclusiva. Optou-se pela abordagem 
cirúrgica utilizando a técnica de gastrectomia parcial. Paciente se manteve em jejum 
hídrico e alimentar por 24 horas e com o suporte medicamentoso necessário, após 
24 horas foi oferecido água. Como o paciente não apresentou vômito foi instituída 
alimentação líquida, posteriormente pastosa até restabelecimento da dieta seca. Após 
retirada dos pontos e resultado histopatológico de leiomoissarcoma, optou-se pela 
instituição de protocolo quimioterápico adjuvante. Animal encontra-se em seguimento 
oncológico, e até dado momento, com oito meses de sobrevida livre da doença (SLD). 
Palavras-chave: leimiossarcoma gástrico, gastrectomia parcial, quimioterapia
Keyworks: leiomyosarcoma, partial gastrectomy, chemotherapy
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dr. João Pedro S. Feranti1,2*, MV. MSc. Gabriela P. Coradini2, MV. MSc. Marcella T. Linhares2, MV. Rammy 
Vargas Campos3, MV. Felipe B. Gavioli2, MV. Dr. Marília T. de Oliveira3, MV. MSc. Hellen F. Hartmann2,Atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Tocantins, um cão, da 
raça labrador, 3 anos, 28kg, com histórico de atropelamento haviam 5 dias. Ao exame físico 
verificou-se impotência funcional do membro, volume aumentado na região do cotovelo, 
desvio de eixo, encurtamento e dor a manipulação. Exame radiográfico constatou luxação 
lateral do cotovelo. Optou-se pela redução fechada, sob anestesia geral, entretanto com o 
insucesso das manobras, foi encaminhado para intervenção cirúrgica. Após preparação 
anestésica, tricotomia e antissepsia rotineiras, a articulação úmero-rádio-ulnar foi acessada 
lateralmente e a redução foi alcançada com auxílio de um afastador de Hohmann sobre a 
cabeça do rádio. Verificou-se ruptura do ligamento colateral e procedeu-se sutura primária 
em padrão de Bunnell com fio de poliamida para aumentar estabilidade. A síntese dos 
planos musculares, subcutâneo e pele foram realizadas de maneira tradicional. Ao término, 
foi aplicada imobilização de Robert Jones modificada. Radiografia no Pós-operatório 
imediato demonstrou completa redução da articulação. Troca da imobilização com 7 
dias demostrou boa cicatrização, diminuição do inchaço e da amplitude de movimento 
do cotovelo. Após 2 meses, paciente apresentava bom apoio e radiografia demonstrou 
manutenção da redução e sinais leves de reação periosteal. Paciente não retornou para 
avaliações, em contato telefônico após 1 ano, foi informado boas condições de apoio do 
membro. A redução aberta associada a sutura primaria do ligamento colateral foi efetiva 
no tratamento de luxação de cotovelo, fazendo-se necessária avaliação a longo prazo. 
Palavras-chave: trauma, luxação cotovelo, redução aberta, ruptura ligamento 
colateral. 
Keyword: trauma, elbow dislocation, open reduction, colateral ligament rupture.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Gislane Vasconcelos de Souza1,2, MV. MSc. Dayvid Vianêis Farias de Lucena 3[1], MV. MSc. Lívia de Paula 
Coelho*3[1], MV. Dr. Luis Gustavo Gosuen Gonçalves Dias4[1], MV. Dra. Paola Castro Moraes4[1], MV. Dr. Andrigo 
Barboza De Nardi4[1], MV. Dr. Bruno Watanabe Minto4[1]
1 Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, (FCAV/UNESP), Jaboticabal, SP
2 Aprimoranda do Programa de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
3 Doutorando do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
4 Docente da FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
*Endereço do autor correspondente: Alameda Augusto César Valli, 51, apto 203, Jardim Nova Aparecida, CEP: 14883-
350, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: coelholivia@hotmail.com.
COTOVELO NO MANEJO DA LUXAÇÃO LATERAL 
TRAUMÁTICA CRÔNICA EM CÃO: RELATO DE CASO
Bilateral reconstruction of the collateral ligaments of the elbow in the management 
of the chronic traumatic lateral luxation in dog: case report
RESUMO. 
A estabilidade do cotovelo depende da integridade dos ligamentos colaterais (LC). Existe 
escassa literatura relativa à abordagem cirúrgica aplicada em luxações crônicas do cotovelo. 
Assim, objetivamos relatar um caso de luxação lateral traumática crônica do cotovelo 
de uma cadela, mestiça, oito anos, atendida no Hospital Veterinário FCAV/UNESP - 
Jaboticabal. Durante exame ortopédico, notou-se aumento de volume, crepitação e dor 
durante extensão e flexão da articulação cubital esquerda. Luxação lateral completa deste 
cotovelo foi confirmada radiograficamente. Optou-se pelo manejo cirúrgico por meio 
de redução aberta e acesso cirúrgico bilateral para reconstrução dos LC do cotovelo. O 
ligamento colateral lateral (LCL) rompido foi reforçado utilizando fio nylon 1, em padrão 
Bunnell-Meyer. Para substituição ligamentar utilizaram-se quatro parafusos corticais de 
2,7 mm de espessura e 16 mm de comprimento e quatro arruelas ortopédicas ósseas, que 
foram inseridos próximo aos locais de inserção umeral e radial dos LC. Em seguida, fio nylon 
(0,7 mm de diâmetro) foi ancorado ao redor das arruelas e parafusos, seguindo modelo em 
forma de oito. O cotovelo estava estável no pós-cirúrgico imediato, mantendo amplitude 
de movimento de aproximadamente 130°. No retorno, com quatro dias de pós-operatório, 
havia apoio do membro operado, embora a claudicação ainda prevalecesse. Reabilitação 
física foi indicada. Com dois meses após a cirurgia, os tutores foram questionados quanto 
à função do membro acometido do animal, descrevendo-a como ótima. Assim, pode-
se concluir que as técnicas de reconstrução ligamentar descritas, utilizando abordagem 
cirúrgica bilateral à articulação cubital, foram efetivas no tratamento de luxação lateral 
traumática crônica do cotovelo.
Palavras-chave: Articulação, cubital, redução, substituição.
Keywords: Joint, cubital, reduction, replacement.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Mv Nathalia Cunha Castro¹, Thays Karolini Valéria², Juliana Caroline Luft³, Mv.Msc Milton Mikio Morishin 
Filho4.
1. Médica Veterinária Autônoma – Projetista – Pineal 5D
2,3. Acadêmicos do curso de Medicina Veterinária – UTP
4. Docente FACBS - UTP
* Rua Sydnei A. Rangel Santos, 238 
CEP: 80010-330, Curitiba-PR 
milton.morishin@utp.br
O USO DE IMPRESSORA 3D NA CONFECÇÃO DE UMA 
PRÓTESE NO TRATAMENTO DE CÃO ACOMETIDO 
POR ATROFIA DO TENDÃO FLEXOR DOS DÍGITOS – 
RELATO DE CASO
THE USE OF A 3D PRINTER IN THE PREPARATION OF A PROSTHETIC IN THE DOG 
TREATMENT AFFECTED BY THE ATROPHY OF THE TENDON FLEXOR OF THE 
DIGITS - CASE REPORT
RESUMO.
A manufatura aditiva é um processo de fabricação de um sólido tridimensional, 
proporcionando a fabricação rápida de próteses com geometrias complexas e customizáveis, 
adequados à anatomia do paciente. Foi atendido um cão, fêmea, SRD, porte médio, 23kg, 
8 anos, diagnosticada com atrofia do tendão flexor dos dígitos do membro torácico 
esquerdo, lesão causada por mordedura de felino, a qual progrediu para um quadro de 
tendinite bacteriana grave, gerando posterior atrofia ligamentar. O Tratamento iniciou 
com antibioticoterapia, porém sem evolução adequada. Não foi realizada Tenectomia 
e amputação do membro por decisão dos proprietários. Consequentemente a paciente 
apresentou membro fletido, dificuldade de locomoção, limitações de movimento e ferimentos 
na extremidade, podendo desenvolver complicações ortopédicas compensatórias. Foi 
projetada e impressa em 3D uma prótese externa, ajustável e removível. A técnica ocorre 
a partir de imagens obtidas por Tomografia Computadorizada, porém os proprietários 
não arcaram com o custo elevado, sendo a mesma realizada de forma alternativa com 
fotografias, vídeos, régua, paquímetro e fita métrica para medição do diâmetro do 
membro, tornando-se um desafio para obtenção na exatidão da distância e tipo de apoio 
da prótese e espessura ideal. A fabricação foi através de manufatura aditiva, com material 
PLA e o software utilizado foi SolidWorks. A prótese foi fixada a paciente com fitas de 
fixação Velcro e apoio PU. O resultado final foi satisfatório e a paciente segue utilizando a 
prótese, proporcionando conforto, adaptação e melhor qualidade de vida, mostrando-se 
útil comparada a próteses existentes no mercado, fornecendo bom encaixe anatômico e 
melhor custo benefício.
Palavras-chave: MANUFATURA ADITIVA; PERSONALIZAÇÃO; IMPRESSÃO 3D
Keywords: Additive Manufacture; customization; 3D Printing
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
8
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Ana Paula L. Perdigão¹, MV. MSc. Fabiana R. Araújo2, MV. MSc. Cristiane C. Vital Cintra3, MV. DSc. 
Rodrigo V. Sepúlveda4, MV. DSc. Fabrício L. Valente3, MV. DSc. Emily C. Carlo Reis3, MV. DSc. Andréa P. B. 
Borges3*
[1] Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp.
[2] Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais.
[3] Departamento de Veterinária, Universidade Federal de Viçosa.
[4] Escola de Veterinária, Universidade Vila Velha.
* Avenida Peter Henry Rolfs,MV. 
Bernardo N. Antunes2, MV. MSc. Michelli W. de Ataíde2, MV. Dr. Maurício Veloso Brun2
[1] Departamento de Cirurgia, Universidade Regional da Campanha (URCAMP).
[2] Departamento de Pequenos Animais, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
[3] Departamento de Pequenos Animais, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). 
* Rua Treze de Maio 2466, apto. 202, CEP: 97501-720, Uruguaiana, RS. E-mail johny.sf@hotmail.com
IMPORTÂNCIA DA LINFADENECTOMIA DOS ILÍACOS 
MEDIAIS EM CADELAS COM NEOPLASMA MAMÁRIO
Importance of medial iliac lymph node excision in female dogs with 
mammary gland tumors
RESUMO. 
O objetivo do presente estudo foi verificar a eficácia da técnica de marcação linfática 
para a cadeia de linfonodos ilíacos mediais (LIM) em cadelas com neoplasma 
mamário, utilizando o corante azul de metileno em diferentes locais de administração 
(intrauterino (IU) e intradérmico (ID)), visando estabelecer o tratamento mais 
adequado para pacientes com neoplasma mamário. Foram incluídos no estudo, 
38 cadelas com neoplasmas mamários em diferentes mamas. As cadelas foram 
distribuídas em dois grupos (GI e GU). No GU (17 animais), realizou-se marcação 
linfática, com corante administrado via IU, seguido da linfadenectomia do LIM, 
ovariohisterectomia (OVH) e mastectomia unilateral. No GI (21 animais), realizou-se 
a OVH, seguida da marcação linfática com corante administrado via ID (ao redor de 
M5) e subsequente linfadenectomia do LIM e posterior mastectomia unilateral. No 
GU, em 14 animais identificou-se os LIM marcadamente corados em azul, porém em 
três animais, os mesmos não foram corados. No GI, em todos os animais a visualização 
dos LIM corados em azul foi efetivada até um minuto da aplicação. Das 38 cadelas, 
foi verificada metástase de neoplasma mamário no LIM em três animais do GI e em 
dois do GU. Em dois animais com metástase em LIM, o mesmo não apresentava-se 
aumentado. Conclui-se que as técnicas de marcação linfática IU e ID para a cadeia de 
LIM em cadelas com neoplasmas mamários foram eficazes, tornando-se um importante 
método para identificação de possíveis metástases em tecidos celulares, facilitando 
assim a extirpação cirúrgica destas estruturas com margem de segurança.
Palavras-chave: metástase, linfonodo sentinela, mastectomia, canino.
Keyword: metastasis, sentinel lymph node, mastectomy, canine. 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
59
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
Simon S. Sousa¹*, Gabriele S. Silva¹, Paula F. M. Sousa¹, Julyanne S. Siqueria¹, Jaese F. Chaves², Marcella P. 
Souto², Rafaela P. Castro², Caio C. R. Mendes², Adrielli H. A. Lima³, Pedro P. M. Teixeira¹.
¹-Alunos de graduação da Faculdade de Medicina Veterinária, Instituto de Medicina Veterinária, Universidade Federal do 
Pará (UFPA).
²-Médicos Veterinários Residentes em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais; Universidade Federal do Pará 
(UFPA).
³-Mestranda do Programa de Saúde Animal na Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA).
³-Professor(a) Dr.(a) da Faculdade de Medicina Veterinária, do Instituto de Medicina Veterinária (IMEV) 
*Instituto de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Pará (UFPA), Rodovia BR 316, km 68- Campus do IFPA Cas-
tanhal; 68743-000, Castanhal, PA. Email: simonsilva12@gmail.com
EPISIECTOMIA E VAGINECTOMIA SEGUIDA DE 
URETROPLASTIA NO TRATAMENTO DE EXCERESE DE 
MASTOCITOMA DE UMA CADELA DA RAÇA PINSCHER
Episiectomy and vaginectomy followed by uretroplasty in the treatment of 
mastocitoma excerese from a pinscher race bitch
RESUMO. 
O seguinte trabalho tem como objetivo relatar um procedimento de episiectomia, 
seguido de vaginectomia parcial para retirada de uma massa tumoral ulcerada de 
aproximadamente 2 cm e de consistência firme na região vulvar de um cão fêmea, 
da raça Pinscher de 3 anos, pesando 2kg. Através de punção aspirativa, foi coletado 
material celular do tumor, para a realização de exame citológico tendo como diagnóstico 
mastocitoma. Após os exames pré-operatórios não atestarem nenhuma alteração, 
a paciente foi encaminhada ao centro cirúrgico para a realização do procedimento 
cirúrgico. A uretra foi sondada e em seguida realizou-se uma incisão cutânea com 
bisturi ao redor da vulva, o tecido subcutâneo foi divulsionado, procedendo-se a 
hemostasia do tecido por diatermia monopolar, sendo feita a retirada da área afetada 
pelo tumor com margem cirúrgica de 2 cm aproximadamente, retirando-se toda vulva 
e parte ventral do canal vaginal. Foi feita redução do espaço subcutâneo, fixação do 
óstio uretral na superfície dérmica de forma elíptica, ao final da uretroplastia. O tumor 
foi encaminhado para exame histopatológico que confirmou mastocitoma grau 2 com 
risco de recidiva. As neoplasias são uma casuística de prognostico reservado, sendo a 
margem, algo de suma importância no tratamento, no entanto no presente caso elas 
foram trabalhadas um pouco a baixo do limite recomendado, devido o tamanho do 
paciente. No entanto, a paciente se recuperou bem no pós-operatório, retirando os 
pontos com 10 dias. Foi prescrita a quimioterapia e até o presente momento ainda não 
apresentou recidiva e nenhuma outra complicação. 
Palavras-chave: neoplasia, carácter maligno, possibilidade de metástases
Key words: neoplasia, malignant character, possibility of metastases.
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ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Gabriela R. Barion¹, Thacia R. Guerra1, Carolina P. Herker1, Mariana E. Moreno1, Ana Clara S. Machado1, 
Bruna M. C. Prudêncio1, MV. MSc. Ricardo L. Salomão2, MV. MSc. Diego I. Yamada2, Elzylene Lega2, MV. Dr. 
Leonardo D. Mamão1
1. Médico (a) veterinário (a) residente do hospital veterinário da faculdade Dr. Francisco Maeda – FAFRAM Rodovia Jerôni-
mo Nunes Macedo, km 1,CEP:14500-000, Ituverava, SP. carolpherker@hotmail.com 2. Médico veterinário contratado 
no Hospital Veterinário Carlos Fernando Rossato da Faculdade Dr. Francisco Maeda – FAFRAM.
CORREÇÃO CIRÚRGICA DE HIPEREXTENSIBILIDADE 
DÉRMICA DEVIDO A SÍNDROME DE EHLERS-DANLOS 
EM CÃO: RELATO DE CASO
Surgical Correction of Dermal Hypertension Due to Ehlers-Danlos 
Syndrome in Dogs: Case Report
RESUMO. 
A Síndrome de Ehlers-Danlos é um grupo de colagenopatias congênitas raras 
relatadas em várias espécies. São caracterizadas por distúrbios na síntese de 
colágeno ou na formação de suas fibras, resultando principalmente em fragilidade 
e hiperextensibilidade cutânea. O objetivo do presente trabalho é relatar o caso de 
necessidade cirúrgica para a síndrome em um canino, macho, sem raça definida, de 
10 anos, que foi atendido no Hospital Veterinário da FAFRAM, Ituverava, São Paulo, por 
apresentar excesso de pele e peso no qual o crescimento extremamente exagerado 
que a mesma exercia sobre o paciente em regiões de cabeça, região cervicotorácica, 
lombar e perianal, impedia que o mesmo conseguisse se locomover, manter posição 
correta da cabeça permanecendo todo o tempo lateralizada, ausência de equilíbrio 
para defecação e acumulo devido a presença de excesso de pele e peso da mesma. 
Também apresentava escaras decorrentes de fricção da pele em contato com o solo. 
O animal foi submetido a procedimento cirúrgico para excisão do tecido excessivo e 
foram enviadas amostras para análise histopatológica que apresentaram irregularidade 
na forma e coloração das fibras de colágeno e desorganização da distribuição, 
espessamento e encurtamento das mesmas, compatível com o diagnóstico de astenia 
cutânea. Após 20 dias do procedimento cirúrgico, o canino apresentou total cicatrização 
da pele recebendo alta médica com 4 meses após procedimento cirúrgico já é notório 
o retorno do crescimento de pele. 
Palavras-Chave: Cirurgia, Astenia cutânea, Colágeno, Doença congênita.
Key-words: Surgery, Cutaneous asthenia, Collagen, Congenital disease.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Graduanda em MV. Jane D. F. Corrêa1, MV. Natália F. de Souza², MV. SaraL. S. Andrade², MV. Ranna T. R. Sousa², 
MV. MSc. Marcella K. M. Bernal², MV. Breno C. Macedo³; MV. Karina F. Silveira², MV. MSc. Paulo H. L. Bertolo4, 
MV. MSc. Lucien R. V. M. de Aguirra², MV. Breenda B. Tavares5, MV. Raphael C. Conde¹; MV. Dra. MSc. Adriana M. 
C. Cardoso², MV. PhD. Dr. MSc. Washington L. A. Pereira².
¹Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto de Saúde e Produção Animal
²Laboratório de Patologia Animal – LABOPAT, Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto de Saúde e Produção 
Animal
³Laboratório de Patologia Animal, Universidade Federal do Pará – UFPA
4Universidade Estadual de São Paulo - UNESP
5Autônoma
Av. Presidente Tancredo Neves, Nº 2501 Terra Firme, CEP: 66.077-830, Cidade: Belém, PA. E-mail: jane_medvet16@outllok.
com
ADENOCARCINOMA PANCREÁTICO DIFERENCIADO 
DE TECIDO ECTÓPICO EM FELINO –RELATO DE CASO
Differentiated Pancreatic Adenocarcinoma of Ectopic Tissue in Feline - 
Case Report
RESUMO. 
Os adenocarcinomas são tumores malignos de origem epitelial que se apresentam 
na forma papilar, tubular ou cística e possuem alto poder metastático. Em gatos, 
apresentam-se como uma massa abdominal cranial e em cães possuem difícil 
palpação. Seu diagnóstico é obtido, principalmente, por meio do exame necroscópico 
e histopatológico, sendo raramente diagnósticado ante-mortem. Os adenocarcinomas 
pancreáticos são muito raros em animais domésticos, principalmente em felinos. 
Objetivou-se descrever um caso de adenocarcinoma pancreático de tecido ectópico em 
um felino e suas caracteristicas macro e microscópicas. Foi recebido no Laboratório de 
Patologia Animal da Universidade Federal Rural da Amazônia (LABOPAT/UFRA) o baço 
de um felino, fêmea, sem raça definida. Os aspectos macroscópicos foram descritos e 
fragmentos foram coletados em formalina 10%. Posteriormente, foram processadas 
pela técnica histológica de rotina. Macroscopicamente, na face visceral do órgão, havia 
uma estrutura nodular com aspecto cístico e consistência flutuante, que envolvia tecido 
conjuntivo esplênico e mediu 1,8cm de largura, 1cm de altura e 1cm de comprimento. 
Microscopicamente, o órgão apresentou normalidade, entretanto presenciou-se 
aderência ao tecido mesentérico com vasos e tecido adiposo, com presença de 
reação fibrótica e infiltração linfoplasmocitária na sua extensão. Observou-se ainda 
neoformações tubulares de células descamadas, além de tecido acinar característico 
de pâncreas, incluindo ilhotas de Langerhans. Destaca-se ainda, presença de lobos 
deste tecido separados por tecido conjuntivo colagenoso, onde observam-se alguns 
ácinos de morfologia habitual, contendo células com heterotipias e anisocitose leve, 
sem padrão acinar. A histologia dos achados patológicos encontrados é condizente 
com adenocarcinoma pancreático diferenciado de tecido ectópico.
Palavras-chave: neoplasma, pâncreas, gato, histopatologia.
Key-word: neoplasm, pancreas, cat, histopathology.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Susan O. Pinto.¹*, Ângelo R. M. Costa¹, Heloise Q. Melo.¹, MV. Jaese F. Chaves.¹, MV Lais A. S. Souza¹, MV Ana C. 
S. Costa¹, MV Marcella P. Souto¹, MV Lisiane D. Souza¹, MV Breno C. Macedo.¹, MV Dr. Katiane Schwanke¹, MV 
Dr. Fabrícia G. F. Filgueira¹, MV. Dr. Marco A. M. Silva², MV Dr. Pedro P. M. Teixeira¹
¹ Hospital Veterinário do Instituto de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pará (HV/IMV/UFPA)
² Professor Doutor em Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás (UFG)
*Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará, CEP 68740-970, Castanhal, PA. susanpintomv@gmail.com.
TRATAMENTO INTENSIVO ALTERNATIVO DE 
QUEIMADURA DE TERCEIRO GRAU EM CADELA 
ASSOCIADO A RECONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE PELE 
– RELATO DE CASO
Intensive alternative treatment of bitch degree burn associated with 
surgical skin reconstruction - case report
RESUMO. 
O objetivo é relatar o caso de uma cadela que sofreu queimadura de terceiro grau e 
foi tratada com protocolo alternativo com óleo de copaíba seguido de reconstrução 
cirúrgica de pele. Foi atendida em um hospital escola, uma cadela da raça Rottweiler, 
um ano de idade que caiu em um forno de carvão sofrendo queimadura de terceiro 
grau comprometendo aproximadamente 65% de superfície corporal. As lesões 
estendiam-se pela extremidade completa dos membros torácicos abaixo da articulação 
umerorradiounar, face lateral dos membros pélvicos, região do flanco direito até 
a oitava costela, região vulvar e perineal, e região torácica esquerda. Realizou-se o 
desbridamento cirúrgico para retirada de necrose e iniciou-se o tratamento das feridas 
com solução fisiológica e óleo de copaíba a cada 12 horas durante 82 dias. Neste 
período foi feito todo o acompanhamento clínico do paciente em ambiente hospitalar. 
O tratamento conservativo foi eficiente, porém devido a contratura muscular e não 
fechamento de pele tardio optou-se por procedimento cirúrgico realizando um retalho 
de padrão axial da epigástrica superficial caudal para fechamento da ferida mais extensa 
em face lateral de coxa direita, associado ao enxerto de ilhotas de pele na porção distal 
de membro pélvico direito para cobertura de osso metatarso.O pós-operatório foi 
acompanhado no hospital e o procedimento teve sucesso para extensão do membro 
afetado além da promoção de cobertura exposta de pele. Devido a extensão da lesão 
e o prognóstico ruim para a cicatrização, a técnica reconstrutiva mostrou eficácia por 
reduzir o tempo de cicatrização da ferida.
Palavras chaves: cirurgia reconstrutiva, queimadura, óleo de copaíba
Key words: reconstructive surgery, burning, copaiba oil.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Gabriel João Unger Carra¹*, MV. Dra. Josiane Morais Pazzini1, MV. Dra. Paola Castro Moraes1, MV. Dr. 
Bruno Watanabe Minto1, MV. Dr. Luis Gustavo Gosuen Gonçalves Dias1, MV. Dr. Andrigo Barboza De Nardi1
1 Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, (FCAV/UNESP), Jaboticabal, SP.
* Endereço do autor correspondente: Avenida Ayrton Senna 333, apto 303B, Santa Luzia, CEP: 14883-108, Jaboticabal, SP, 
Brasil. E-mail gjucarra@outlook.com.
USO DE LASER DE BAIXA INTENSIDADE 
ASSOCIADO AO RETALHO DE PADRÃO AXIAL DA 
ARTÉRIA EPIGÁSTRICA CAUDAL SUPERFICIAL NA 
CORREÇÃO DE FERIDA TRAUMÁTICA LACERATIVA 
EM FELINO - RELATO DE CASO
Use of low intensity laser associated with axial pattern flap of the caudal 
superficial epigastric artery in the correction of lacerative traumatic wound 
in feline - case report
RESUMO. 
Objetiva-se relatar o uso do LBI associado ao retalho de padrão axial da artéria epigástrica 
caudal superficial na correção de ferida traumática lacerativa. Foi atendido um felino, 
fêmea, castrada, SRD de 8 meses no Hospital Veterinário da UNESP apresentando ferida 
lacerativa contaminada, com histórico de evolução de 15 dias, submetida à tratamento 
prévio sem sucesso. Após avaliação clínica, empregou-se protocolo terapêutico 
com curativo semi-compressivo, úmido, de digluconato de clorexidina aquosa 0,7% 
associado à sacarose cristalizada, trocado a cada 12 horas durante 10 dias, com intuito 
de descontaminação e granulação do leito lesional. Com o sucesso do protocolo 
instituído, decidiu-se então pela intervenção cirúrgica para fechamento primário da 
ferida, a fim de corrigir a lesão e promover resultado estético satisfatório. Optou-se 
pelo emprego do retalho de padrão axial da artéria epigástrica caudal superficial. O 
procedimento cirúrgico foi realizado mediante anestesia geral inalatória. Realizou-
se planejamento pré-cirúrgico com demarcação do retalho contralateral à ferida. O 
retalho foi confeccionado, a ferida foi debridada com reavivamento das bordas, e este 
foi posicionado sobre a ferida cirúrgica. Por fim, realizou-se dermorrafia com sutura 
simples interrompida, com nylon 4.0, sendo aplicado o LBI na dose de 8J, frequência 
de 150 Hz, no pós-operatórioimediato e com 3, 5, 7, 10 e 15 dias pós-procedimento 
cirúrgico. Foi prescrita terapia analgésica, antiinflamatória e antibiótica por 10 dias. 
Conclui-se que o LBI auxiliou na integração do retalho ao leito receptor, impedindo 
complicações comuns a esta técnica cirúrgica, como necrose e isquemia, situando 
como factível seu uso adjuvante em cirurgias reconstrutivas.
Palavras-chave: Retalho de padrão axial, artéria epigástrica caudal superficial, 
laserterapia, angiogênese, felino.
Keywords: Axial pattern flap, caudal superficial epigastric artery, lasertherapy, 
angiogenesis, feline.
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M. DSc. Flávia D. Valadares¹, MV. DSc. Rodrigo V. Sepúlveda², MV. MSc. Fabiana R. Araújo³, MV. MSc. Cristiane 
C. Vital Cintra4, MV. DSc. Fabrício L. Valente4, MV. DSc. Emily C. Carlo Reis4, MV. DSc. Andréa P. B. Borges4*
[1] Departamento de Medicina e Enfermagem, Universidade Federal de Viçosa.
[2] Escola de Veterinária, Universidade Vila Velha.
[3] Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais.
[4] Departamento de Veterinária, Universidade Federal de Viçosa.
* Avenida Peter Henry Rolfs, s/n - Campus Universitário, CEP: 36570-900, Viçosa, MG. E-mail: andrea@ufv.br.
ABORDAGEM DIAGNÓSTICA DE CADELAS COM 
TUMOR DE MAMA: PALPAÇÃO LINFONODAL x 
PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA
Diagnostic approach in dogs with breast tumor: Lymph node palpation x 
sentinel lymph node investigation
RESUMO. 
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente em cadelas. Para otimizar o 
tratamento, é importante acessar a condição dos linfonodos, pois sua positividade afeta 
a sobrevida. Os objetivos deste trabalho são esclarecer o papel da palpação linfonodal 
inguinal e axilar no pré-operatório; elucidar a taxa de detecção do linfonodo sentinela, 
bem como sua capacidade em predizer metástases linfonodais inguinais e axilares em 
cadelas portadoras desses tumores e utilizar as metástases linfonodais para predizer 
metástases viscerais pulmonares, correlacionando todas as variáveis à mortalidade, 
que é o desfecho mais importante. Foram incluídas 50 cadelas portadoras de tumores 
de mama atendidas no Hospital Veterinário da UFV entre junho de 2014 a dezembro de 
2015. O protocolo de atendimento incluiu coleta de dados, exame físico, radiológico, 
hematológico e cirurgia, acrescido da pesquisa do linfonodo sentinela pela técnica 
do azul patente. Das cadelas analisadas, 86% apresentavam neoplasias malignas e 
14% benignas. A idade, o número e o tamanho mediano dos nódulos apresentaram 
associação com a mortalidade. Não houve associação de alterações laboratoriais com 
malignidade nem com a mortalidade. A palpação linfonodal ofereceu alta acurácia, baixa 
sensibilidade, alta especificidade, baixo valor preditivo positivo e alto valor preditivo 
negativo, sendo útil para a exclusão de metástase linfonodal tanto na cadeia inguinal 
quanto na axilar. A presença de linfonodos palpáveis não influenciou a mortalidade. A 
pesquisa do linfonodo sentinela apresentou alta taxa de detecção e baixa positividade 
em ambas as cadeias linfonodais, sugerindo sua utilização associada à técnica de 
palpação. Agradecimentos: CAPES, CNPq e FAPEMIG.
Palavras-chave: oncologia, prognóstico, metástase.
Keywords: oncology, prognosis, metastasis.
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MV. Dâmaris Marçal Pordeus¹*, MV. Sandra López-Mínguez², MV. Sergio Rodríguez Zapater³, Profa. Dra. 
Carolina Serrano-Casorrán4, Prof. Dr. Miguel Ángel de Gregorio Ariza5
¹Aluna de intercâmbio de pesquisa (FMVZ-USP) no Grupo de Investigación en Técnicas Mínimamente Invasivas (GITMI), 
Universidad de Zaragoza (UNIZAR), Espanha
²Doutoranda no GITMI, UNIZAR ³Doutorando no GITMI, UNIZAR
4Professora Ajudante Doutora no Departamento de Patologia Animal da Facultad de Veterinaria e pesquisadora no GITMI, 
UNIZAR
5Professor Titular no Departamento de Pediatria, Radiología y Medicina Física na Facultad de Medicina e pesquisador prin-
cipal no GITMI, UNIZAR.
*Rua Maria Pape, 106 - Jardim Lucélia, CEP 04852218, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: damarismp3@gmail.com
EMBOLIZAÇÃO DE CARCINOMA PROSTÁTICO - 
RELATO DE CASO
Prostatic carcinoma embolization - case report
RESUMO. 
A embolização é uma técnica minimamente invasiva que consiste na injeção de 
micropartículas vasculares para obstruir o fluxo sanguíneo, muito usada no tratamento 
de tumores, tanto para suprimir seu aporte sanguíneo quanto para parar sangramentos 
pontuais indesejados. Este trabalho demonstra a utilização desta intervenção como 
parte do tratamento de um carcinoma prostático, com invasão do trígono vesical e 
formação constante de coágulos na bexiga. Um cão sem raça definida, de 13 anos, não 
castrado, foi atendido no Departamento de Oncología do Hospital Clínico Veterinario 
da Universidad de Zaragoza, com histórico de hematúria e micção dolorosa. A 
intervenção foi realizada com o animal em decúbito dorsal, acessando a artéria 
femoral direita, pela Técnica Seldinger, com introdutor de 7Fr (Terumo®). Introduziu-
se um catéter VCF através da guia hidrofílica 0.035”-150cm (Terumo®), chegando à 
artéria ilíaca interna esquerda e, por angiografia, identificou-se e alcançou-se a artéria 
prostática esquerda, a qual estava irrigando 90% do tumor. Trocou-se o material por 
microguia (Cook Medical®) e microcatéter (Cook Medical®) e as micropartículas 300-
500mm Ø (BioSphere Medical®) foram introduzidas na artéria prostática esquerda 
e, logo, os microcoils 3mmx6cm (Boston Scientific®), no início da artéria prostática. 
Realizou-se arteriografia final através da fluoroscopia, na artéria pudenda. A cirurgia 
teve o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente, já que devido à extensão 
do tumor, retirar a próstata já não era uma opção. A técnica de embolização utilizando 
radiologia intervencionista surge como uma alternativa não-cirúrgica ao tratamento 
de sangramentos patológicos, na tentativa de reduzir riscos, complicações e tempo 
cirúrgico.
Palavras-chave: embolização, radiologia intervencionista, sangramento, 
carcinoma prostático.
Keywords: embolization, interventional radiology, bleeding, prostatic carcinoma.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Aline Medeiros NAKAMURA1; MV. Aline Maria DE MATOS1; MV. Marcelo Costa CARRIJO1; MV.Thais Ayumi 
Stedile Fujimoto1; MV. Gustavo Gonçalves Parisi1; Bruna Stipp Jorge dos SANTOS1; MV. Dr. MSc. Francisco 
Claudio Dantas MOTA2; MV. Dr. MSc. Aracelle Elisane ALVES2*.
1.Departamento de Cirurgia de Pequenos Animais, FAMEV UFU.
2.Docente do departamento de cirurgia de pequenos animais, FAMEV UFU
*Hospital Veterinário UFU. Av. Mato Grosso 3289, CEP 38405314 Uberlândia MG. Email: aracelle.alves@ufu.br
AVALIAÇÃO PERIOPERATÓRIA DA ANESTESIA
 LOCAL POR TUMESCÊNCIA COM LIDOCAÍNA 
OU TRAMADOL EM CADELAS SUBMETIDAS À 
MASTECTOMIA TOTAL UNILATERAL: RESULTADOS 
PRELIMINARES
Perioperative evaluation of local anesthesia by tumescent with lidocaine or 
tramadol in bitches submitted to total unilateral mastectomy: preliminary 
results. 
RESUMO. 
Neoplasias mamárias exigem ressecções que geram dor de moderada a intensa. A 
analgesia preemptiva e multimodal atua no controle da dor e a anestesia local por 
tumescência (ALT) é complementar. Assim, objetivou-se avaliar o efeito analgésico 
no transoperatório da ALT em cadelas submetidas à mastectomia unilateral com 
infiltração de cloridrato de tramadol comparada ao uso de lidocaína. Nove cadelas 
foram submetidas ao protocolo pré-anestésico com midazolam (0,5mg/kg) e morfina 
(0,5mg/kg), indução com propofol (4mg/kg) seguido anestesia inalatória com 
isofluorano. As fêmeas foram distribuídas em três grupos com 3 animais cada: Grupo 
Lidocaína (GL), Grupo Tramadol (GT) e Grupo Controle (GC). Os parâmetros avaliados 
foram: frequências cardíaca e respiratória, temperatura retal, pressão arterial sistólicainvasiva e saturação de oxihemoglobina (SpO2). A solução infiltrada foi composta de 
500 ml de Ringer Lactato (RL) em GC, e no GL adicionado 40 ml de lidocaína a 2% 
sem vasoconstritor e 0,5 ml de adrenalina. No GT foi adicionado a solução 2 ml de 
tramadol e 0,5 ml de adrenalina. A solução foi refrigerada à 40 C e infiltrada na dose de 
15 ml/kg, ao longo de toda a linha de incisão da cadeia mamária a ser resseccionada. 
Não foram observadas alterações dos parâmetros fisiológicos avaliados no GT e GL e a 
ALT com tramadol revelou superioridade na maioria dos parâmetros avaliados, sendo 
observado pouco sangramento nos animais de GT e GL comparado ao GC. Sendo 
assim concluiu-se que a ALT com tramadol é técnica complementar à mastectomia 
por promover analgesia superior. 
Palavras-Chave: analgesia multimodal, dor, cão
Key words: multimodal analgesy, pain, dog
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dâmaris Marçal Pordeus¹*, MV. Sandra López-Mínguez², MV. Sergio Rodríguez Zapater³, Profa. Dra. 
Carolina Serrano-Casorrán4, Prof. Dr. Miguel Ángel de Gregorio Ariza5
¹Aluna de intercâmbio de pesquisa (FMVZ-USP) no Grupo de Investigación en Técnicas Mínimamente Invasivas (GITMI), 
Universidad de Zaragoza (UNIZAR), Espanha
²Doutoranda no GITMI, UNIZAR
³Doutorando no GITMI, UNIZAR
4Professora Ajudante Doutora no Departamento de Patologia Animal da Facultad de Veterinaria e pesquisadora no GITMI, 
UNIZAR
5Professor Titular no Departamento de Pediatria, Radiología y Medicina Física na Facultad de Medicina e pesquisador prin-
cipal no GITMI, UNIZAR.
*Rua Maria Pape, 106 - Jardim Lucélia, CEP 04852218, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: damarismp3@gmail.com
CIRURGIA GERAL
VALVOPLASTIA COM CATÉTER-BALÃO PARA 
CORREÇÃO DE ESTENOSE PULMONAR - RELATO DE 
CASO
Valvoplasty with baloon for correction of pulmonary stenosis - case report
RESUMO. 
A estenose pulmonar é uma doença congênita frequente em cães, causando interrupção 
sanguínea entre ventrículo direito e artéria pulmonar. Este trabalho objetiva detalhar a 
técnica de valvoplastia por balonamento, expondo as vantagens do uso desta terapia. 
Uma cadela buldogue francês (raça predisposta), de 6 meses, foi atendida na Unidad 
de Intervencionismo do Hospital Clínico Veterinario da Universidad de Zaragoza, com 
histórico de sopro sistólico e cansaço ao exercício, com diagnóstico de estenose da 
valva pulmonar direita confirmado com ecocardiografia. Com o animal em decúbito 
lateral esquerdo, a veia jugular direita foi acessada com catéter Abocath 20, passando-
se guia hidrofílica angulada 0.035”-150cm (Terumo®) e introdutor 7F (Terumo®), pela 
Técnica Seldinger. Introduziu-se catéter cobra II 5F 65cm (Terumo®), passando pela 
aurícula direita e chegando ao ventrículo direito, realizando-se em seguida uma 
arteriografia de átrio e ventrículo direitos e artéria pulmonar. Logo, trocou-se catéter 
cobra por balão de dilatação Atlas Gold 12mmx4cm (Bard®), através da guia, até o anel 
vascular estenosado. Inflou-se o balão 4 vezes a 6atm, então todo o sistema foi retirado 
e realizou-se arteriografia final. Parâmetros iniciais - diâmetro da artéria pulmonar: 
0,94cm, velocidade do fluxo sanguíneo: 4,63m/s e pressão sistólica no ventrículo direito: 
85,75mmHg e parâmetros finais - 1,07cm, 3,20m/s e 40,96mmHg, respectivamente. 
Embora ainda não seja utilizada rotineiramente na medicina veterinária, a valvoplastia 
com balão é uma intervenção segura, de mínima invasão e eletiva para o tratamento 
da estenose pulmonar grave e reduz a sobrecarga de pressão sistólica no ventrículo 
direito, melhorando a qualidade de vida do paciente. 
Palavras-chave: valvoplastia, intervencionismo, estenose pulmonar, buldogue 
francês.
Keywords: valvoplasty, interventionism, pulmonary stenosis, french bulldog.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Meireane O. Sampaio1, MV. Dr. Kledir A. H. Spohr2, MV. Msc. Paulo R. Spiller3, Brunna M. de Mello1, MV. Drª. 
Érika F. V. Garcia3
1 Discente do curso de Medicina Veterinária da UFRR 
2 Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)
3 Departamento do curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Roraima (UFRR)
3Universidade Federal de Roraima (UFRR), rua: BR 174 – Km 12 Distrito de Monte Cristo, Boa Vista/RR, CEP 69301-970, 
Campus Cauamé. E-mail: erika.garcia@ufrr.br.
ANTISSEPSIA DO CAMPO OPERATÓRIO EM GATOS
Surgical area antisepsis in cats
RESUMO. 
Este estudo objetivou avaliar o potencial de redução bacteriana do gluconato de 
clorexidina e da iodopovidona na preparação do campo operatório em gatos. Foram 
utilizadas 60 gatas adultas, diversas raças, pele integra, que foram submetidas à cirurgia 
de ovariosalpingohisterectomia. Os animais foram subdivididos em seis grupos de dez. 
Os antissépticos foram divididos em grupo gluconato de clorexidina (CG): tintura de 
clorexidina 0,5% isoladamente (TC); gluconato de clorexidina degermante 2% e lavagem 
com solução fisiológica estéril (CG+SF); gluconato de clorexidina degermante 2% e 
tintura de clorexidina 0,5% borrifada (CG+TC). Grupo da iodopovidona: iodopovidona 
tópica 10% isoladamente (IPVT); iodopovidona tópica 10% e álcool isopropílico 70% 
(IPVT+A), alternando por três vezes (álcool, iodo, álcool); iodopovidona degermante 
10%, álcool isopropílico 70% e iodopovidona tópica 10% (IPVD+A+IPVT). As amostras 
foram coletadas após tricotomia (T0), após antissepsia (T1), e após cirurgia (T2). Foram 
semeadas diretamente em Ágar Sangue Ovino (5%) e incubadas a 35-37°C por 24-48 
horas. O percentual de redução bacteriana foi calculado a partir das contagens de 
UFCs e as médias comparadas pelo teste Tukey, nível de significância de 5%. Todos 
os antissépticos reduziram significativamente o número de bactérias no T1 e T2. Não 
houve diferença estatística entre os grupos (pabdominais. O tempo cirúrgico foi de 45 minutos, sem a ocorrência de complicações 
transoperatórias. No pós-operatório o animal apresentou anorexia por mais 1 dia, 
sendo instituída a alimentação pastosa forçada e após este período passou a ingerir 
a dieta normalmente. Os pontos foram retirados com 7 dias de pós-operatório, sem 
evidências de alterações sistêmicas. A abordagem videolaparoscópica das estruturas 
do sistema biliar extra-hepático mostrou-se efetiva para a confirmação do diagnóstico 
da colecistite, bem como para realização do seu tratamento através da colecistectomia.
Palavras-chave: doença hepática, colangite, cães.
Keyword: hepatic disease, colangitis, dogs.
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Luisa C. Alvarenga1*, Gisella S. O. D. Silva1, MV. MSc. Aguinaldo F. M. Junior 2, Luiza M. Cavalcanti1, MV. Dr. 
MSc. Ana M. B. Soares 3, MV. Dr. MSc. Nádia R. P. Almosny 4.
1. Graduanda em Medicina Veterinária UFF
2. Doutorando em Medicina Veterinária, Universidade Federal Fluminense (UFF)
3. Professor Associado, Disciplina de Clínica Médica de Pequenos Animais, Universidade Federal Fluminense.
4. Professor Titular, Universidade Federal Fluminense. 
* Rua Jardim Botânico 728/601, CEP: 22460-000, Rio de Janeiro, RJ. E-mail: lu_crivelli@hotmail.com 
USO DO LASER DIODO PARA CORREÇÃO DE 
ESTONSE DE NARINAS EM CÃO BRAQUICEFÁLICO: 
RELATO DE CASO
Use of diode laser for correction of stenotic nares in a brachyphalic dog - 
case report
RESUMO. 
O tratamento de eleição da síndrome do braquicéfalo é a correção cirúrgica das alterações 
anatômicas das vias aéreas anteriores, como estenose de narinas e prolongamento do 
palato mole. Excelentes resultados vêm sido obtidos com a utilização do laser diodo. 
O objetivo deste trabalho é relatar o uso de laser para correção de estenose de narinas 
em cão braquicefálico. Foi atendido no Hospital Universitário da Universidade Federal 
Fluminense (HUVET), localizado no município de Niterói-RJ, um canino, macho, da 
raça Buldogue Francês de três anos de idade, apresentando tosse paroxística, ronco, 
intolerância ao exercício e intensa dispneia inspiratória padrão obstrutivo. No exame 
físico foi observado estenose de narinas, confirmando o diagnóstico de síndrome 
do braquicefálico. Além do exame físico, foram realizados exames complementares, 
como radiografia e eletrocardiograma, em que ambos não apresentaram alterações. 
Sendo assim, mediante ao diagnóstico, foi indicada a correção cirúrgica através da 
rinoplastia. Foi realizada técnica de alavestibuloplastia com laser diodo em modo 
contínuo na potência 2,8W. Realizou-se a marcação das asas das narinas a serem 
retiradas, e em seguida foi feita incisão pela porção medial até a porção caudal da 
asa hipertrofiada. Foi feito então um corte perpendicular em profundidade, liberando 
assim a abertura da cavidade nasal. O procedimento foi realizado bilateralmente. Após 
quinze dias do procedimento cirúrgico, o animal retornou para revisão apresentando 
melhora significativa nos sinais clínicos apresentados. A técnica mostrou-se eficaz, 
proporcionando melhora na qualidade de vida do animal, além de gerar bom resultado 
estético.
Palavras-chave: síndrome respiratória, pneumologia, Buldogue Francês
Keywords: respiratory syndrome, pneumology, French Bulldog
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Alan C. de Santana1*; MV. Pâmela Caye2; MV. Dr. MSc. Eduardo S. Ventura de Aguiar3, MV. Samantha A. 
Azambuja2; MV. Cláudia B. M. Mendes2; MV. Dr. MSc Fábio S. da Silva4; MV. Dra. MSc. Patrícia S. Vives4, MV. Dr. 
Josaine C. S. Rappeti3; Fabrício V. A Braga3.
1 Graduando em medicina veterinária pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
2 Residente em Clínica Cirúrgica de Animais de Companhia do HCV-UFPel 
3 Professor adjunto do Departamento de Clínicas Veterinárias da UFPel
4 Médico Veterinário do Hospital de Clínicas Veterinárias da UFPel
*Rua Juscelino Kubitschek nº 411, CEP: 07500-000, Santa Isabel - SP alan.carlos1983@yahoo.com.br
PLEURODESE SANGUÍNEA EM CÃO COM 
PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO
Blood pleurodesis in a dog with spontaneous pneumothorax
RESUMO. 
Pneumotórax é o acúmulo de gás no espaço pleural; categorizado em traumático, 
iatrogênico, espontâneo e infeccioso. Pneumotórax espontâneo (PE) ocorre sem 
histórico de trauma, resultando em vazamento de ar pulmonar sem doença de base. 
A pleurodese sanguínea (PS) é uma opção no tratamento de PE, selando o vazamento 
de ar pela formação de coágulos e ação fibrogênica do sangue autólogo com irritação 
e inflamação pleural. Esta técnica possibilita o tratamento de PE sem a necessidade 
de uma toracotomia. Objetiva-se relatar o uso da PS no tratamento de PE em um cão. 
Foi atendido no Hospital Veterinário-UFPel um cão, macho, 8 anos de idade, da raça 
Dachshund, sem histórico de trauma, apresentando dispneia. Após exames clínico e 
complementares sem alterações, foi realizada toracocentese bilateral, que se mostrou 
produtiva e minimizou a dispneia. Tal procedimento foi realizado duas horas após 
devido à recorrência do quadro, optando-se pela toracostomia por tubo (7º espaço 
intercostal); a drenagem era feita a cada novo episódio de dispneia, porém, após 
três dias sem resolução do PE, instituiu-se a PS (6mL/kg). Para tal, foi colhido 60ml de 
sangue venoso e administrado 27ml/hemitórax. As drenagens subsequentes reduziram 
gradativamente e a respiração do paciente normalizou-se. Após três dias a pressão 
intratorácica manteve-se negativa, com ausência de cianose ou dispneia, e o dreno foi 
removido. Conclui-se que a PS foi eficiente e tecnicamente simples na resolução do PE 
ora apresentado, mostrando-se uma opção conservadora frente a uma intervenção 
cirúrgica mais invasiva e colaborando para a plena e precoce recuperação deste cão. 
 
Palavras-chave: dispneia, toracostomia, toracocentese
Keywords: dyspnea, thoracostomy, thoracocentesis
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M.V. MSc. Caio O. Sabino1*, M.V. Mariana M. Magolbo2, M.V. Rodolfo G. C. de Sá2, M.V. Rubens R. Ferri2, M.V. 
Daniela S. Cima3, M.V. Fabio C. M. Abdala4, M.V.Z. Luciana M. Durand Neira4, M.V. Dr. MSc. Maria A. Miglino5 
[1] Docente do Centro de Ensino em Anatomia e Cirurgia Veterinária, São Paulo, SP, Brasil. 
[2] Autônomo 
[3] Programa de Pós-Graduação em Anestesiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mes-
quita Filho”, Botucatu, SP, Brasil. 
[4] Programa de Pós-Graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária e 
Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. 
[5] Docente do Programa de Pós-Graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina 
Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. 
* Rua Conselheiro Brotero, 867, apto 81. Santa Cecília. São Paulo/SP - Brasil. CEP 01232-011. caio.sabino.oliveira@gmail.com 
 CORREÇÃO CIRÚRGICA DE DUCTO ARTERIOSO 
PERSISTENTE EM CÃES ACIMA DE OITO ANOS DE 
IDADE 
Surgical correction of patent ductus arteriousus in dogs above eigth years 
old 
RESUMO. 
Este trabalho tem como objetivo relatar o diagnóstico e tratamento cirúrgico de 
persistência de ducto arterioso (PDA) por toracotomia em dois pacientes da espécie 
canina com idade superior a oito anos, correlacionando as análises bibliográficas 
sobre o tema em questão com os casos apresentados. Os pacientes foram atendidos 
com intervalo de cerca de um ano, sendo um da raça Yorkshire Terrier, com nove anos 
e outro da raça Pinscher com oito anos e meio anos de idade, para consulta clínica 
devido queixas de cansaço e tosse seca. Durante exame físico, constatou-se presença 
de sopro “em maquinaria”, compatível com possível diagnóstico de persistência do 
ducto arterioso. Pacientes foram então encaminhados para realização de estudo 
ecodopplercardiográfico onde a suspeitade PDA confirmou-se. Por tratar-se de 
pacientes com peso inferior a quatro kg, optou-se pela técnica de oclusão via ligadura 
do ducto através de toracotomia intercostal. O procedimento foi bem sucedido 
e a oclusão total do ducto foi confirmada em ecodopplercardiografia posterior. Foi 
possível concluir através da análise bibliográfica correlacionada ao caso exposto que 
o tratamento via correção cirúrgica por ligadura do ducto através de toracotomia 
interscostal é um tratamento viável no caso de cães acima de oito anos. 
Palavras-chave: veterinária, cão, cirurgia, coração, persistência de ducto arterioso 
Keywords: veterinary, dog, surgery, heart, patent ductus arteriosus
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Lima, K1, Souza, FW2*, Melo, EHM3, Silva, LAS1, Souza, CWS1, Neto, LF1, Lima, RS1
Kátia Lima1, Fernando Wiecheteck de Souza2*, Evelynne Hidegard Marques de Melo3, Leilia Andrea Santos da 
Silva1, Cícero Wilian César de Souza1, Luiz Fernandes Neto1, Rafaelly Silva Lima1
[1] Docente do Centro de Ensino em Anatomia e Cirurgia Veterinária, São Paulo, SP, Brasil. 
1 Discente de graduação, Universidade Federal de Alagoas, Viçosa/AL.
2 Docente da Universidade Federal de Alagoas. *Autor para correspondência: wiecheteck@hotmail.com, CEP 57038-690, 
Maceió/AL.
3 Discente de mestrado, Universidade Federal de Alagoas, Viçosa/AL
 ATRIOTOMIA DIREITA, SEM PARADA CIRCULATÓRIA, 
PARA REMOÇÃO DE DIROFILARIA IMMITIS EM 
CANINO: RELATO DE CASO 
RESUMO. 
Os caninos com dirofilariose avançada apresentam frequentemente parasitas na 
artéria pulmonar ou no átrio direito, levando a consequências como a insuficiência 
cardíaca congestiva direita, hepatomegalia e ascite. O presente relato descreve o caso 
de um canino, macho, pit bull, com 13 anos de idade que apresentava hepatomegalia, 
ascite e cansaço. Os exame parasitológico e sorológico confirmaram a presença de 
parasitas adultos e na ecocardiografia evidenciou-se a presença de em átrio direito. O 
paciente foi submetido à atriotomia direita sem a parada circulatória, inflow occlusion 
ou otflow oclusion, e foi possível remover um parasita adulto através do auxílio de 
uma pinça de minilaparoscopia de 3mm. O tempo cirúrgico foi de 95 minutos, sem 
a ocorrência de complicações transoperatórias. No pós-operatório o animal recebeu 
alta após um 1 dia de internamento e encontra-se sem ascite, com menos cansaço 
e com menor grau de hepatomegalia. Os pontos foram retirados com 7 dias de pós-
operatório, sem evidências de complicações. A abordagem cirúrgica via atriotomia 
direita, permitiu a remoção de um parasita adulto, demostrando a não necessidade da 
realização de técnicas de parada circulatória total para efetuar a abertura cirúrgica do 
átrio direito.
Palavras-chave: parasitose, insuficiência cardíaca, cães.
Keyword: parasitosis, cardiac disease, dogs.
Right atriotomy, without circulatory stop, for remove Dirofilaria immitis in 
canine: case report
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T. C. Voltareli1*, MV. I. M. Zunta 2, M.V. Dr. B. Kemper3, M.V. D. A. G. Kemper³ [1] Departamento de Medicina Veterinária, Unopar. 
2 Autônomo.
3[1] Professor do Departamento de Medicina Veterinária, Unopar. 
* Rodovia PR 218, KM 01, CEP: 86.702-670, Arapongas, thuani_camila@hotmail.com.
CORREÇÃO DE HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA PERITÔNIO-
PERICÁRDICA CONGÊNITA EM UM FELINO 
RESUMO. 
Uma das deformidades diafragmáticas congênitas mais frequentes em pequenos 
animais é a Hérnia Diafragmática Peritônio-Pericárdica (HDPP), que decorre de um 
lapso no septo transverso durante a embriologia possibilitando a ligação das cavidades 
pericárdio-peritoneais na rafe mediana (WARE, 2010). O presente relato tem por objetivo 
descrever a correção de HDPP em um felino, fêmea, persa, 14 meses, 2,65 kg, sem 
histórico de trauma, mas apresentando esporadicamente transtornos respiratórios e 
digestivos. O exame clínico revelava abafamento das bulhas cardíacas na auscultação, 
mucosas levemente cianóticas e dispneia. Após exames complementares como: 
hemograma radiografia e ultrassonografia para confirmação da HDPP congênita, 
a correção foi realizada. Anteriormente a indução anestésica e preparação da área 
operatória, administrou-se antibiótico profilático conforme literatura, e através de 
incisão pré-umbilical na linha média ventral realizaram-se a redução de dois lobos 
hepáticos, da vesícula biliar aderida ao saco pericárdico, da porção proximal do 
duodeno e do pâncreas e rafia do diafragma, onde, a pressão negativa da cavidade foi 
reestabelecida pelo anestesista. Ao recuperar os parâmetros fisiológicos pós-anestesia, 
paciente já respirava sem dificuldades, entretanto, foi mantido em observação durante 
24 horas para posteriormente obter alta hospitalar. Deste modo, conclui-se que o 
tratamento cirúrgico à HDPP quando realizado com técnicas adequadas, embora em 
período superior ao indicado pela literatura, permite promover remissão dos sinais 
clínicos e qualidade de vida ao paciente.
Palavras-chave: Congênito; Peritônio; Pericárdio; Embriologia; Felino.
Keyword: Congenital; Peritoneo; Pericardial; Embryology; Feline.
Correction of congenital peritoneo-pericardial diaphragmatic hernia in a 
feline 
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MV. MSc. Mariana T. Kihara1, MV. MSc. Raphael C. Zero2, 
MV. MSc. Thiago A.S.S. Rocha3, Alessandra Rodrigues4, Alisson D.S. Fechis5, Vinícius C. Fração6, Maurício T. 
Iozzi7, Prof. Dr. Fabrício S. Oliveira8* 
[1-8] Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - FCAV- Unesp.
* Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, CEP: 14884-900, Jaboticabal, SP. E-mail: singaretti@fcav.unesp.br
SIMULAÇÃO DE PNEUMOTÓRAX, EFUSÃO PLEURAL 
E BRONCOGRAMA EM CADÁVERES DE CÃES 
PREPARADOS QUIMICAMENTE – ESTUDO PILOTO
RESUMO. 
Objetivou-se avaliar a eficácia de nova técnica anatômica no preparo de cadáveres de 
cães visando a simulação de pneumotórax, efusão pleural e broncograma. Utilizaram-
se dois cadáveres de cães, adultos, preparados com 150 mL/kg de álcool etílico puro 
com 5% de glicerina e 150 mL/kg de solução contendo 20% de cloreto de sódio, 1% de 
nitrito e 1% de nitrato de sódio, via arterial. Os cadáveres foram conservados entre 2 a 
6°C durante 120 dias. Após, foi conduzida traqueotomia, colocada sonda endotraqueal, 
acoplado ambu para expansão pulmonar (conduzida plenamente) e realizada 
radiografia simples do tórax (imagem controle). Para simulação de pneumotórax, foi 
inserida sonda no sexto espaço intercostal direito, adicionados 300mL de ar e realizada 
radiografia. Para a efusão pleural, retirou-se o ar do pneumotórax e foram injetados 
120mL de água na cavidade, com exame radiográfico na sequência. Para a broncografia, 
retirou-se o líquido cavitário e foram injetados 30mL de contraste de bário diluído 1:1 
em água pela traqueia. Em todos procedimentos foram obtidas imagens radiográficas 
muito similares aos casos reais simulados. No pneumotórax, foi visibilizada perda do 
contato da silhueta cardíaca com o esterno e aumento da radiolucência pulmonar; na 
efusão pleural, aumento da radiopacidade devido ao líquido na cavidade, com perda de 
visibilização da silhueta cardíaca; na broncografia, presença de contraste evidenciando 
os brônquios. A técnica anatômica utilizada mostrou-se eficiente na simulação do 
pneumotórax, efusão pleural e broncograma em cadáveres de cães, mesmo após 120 
de fixação, o que é extremamente importe para o treinamento e ensino veterinário.
Palavras-chave: conservação, anatomia, tórax, animal, radiologia.
Keyword: conservation, anatomy, thorax, animal, radiology.
Pneumothorax, pleural effusion and bronchogram simulation in corpses 
of chemically prepared dogs – a pilot study
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Larissa G. Silva1*,MV. Rodrigo C. Costa2, MV. Andréia C. Facin2, MV. Jaislane B. Braz2, MV. Dra. MSc. Paola C. 
Moraes3
1 Graduanda em Medicina Veterinária pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP - Câmpus Jaboticabal, São 
Paulo, Brasil. 
2 Pós-graduandos em Cirurgia de Pequenos Animais da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP - Câmpus 
Jaboticabal, São Paulo, Brasil.
3 Professora Assistente Doutora do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e 
Veterinárias/UNESP - Câmpus Jaboticabal, São Paulo, Brasil. 
* Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, CEP: 14884-900, Jaboticabal, SP. E-mail lari.g.silva@hotmail.com
HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA PERITONIOPERICÁRDICA 
CRÔNICA EM CÃO: RELATO DE CASO 
RESUMO. 
A hérnia diafragmática peritoniopericárdica é a mais comum entre as causas de 
anomalia congênita pericárdica em cães em gatos. Caracteriza-se pela comunicação 
da cavidade abdominal com a cavidade torácica. Normalmente os animais 
acometidos são assintomáticos ou os sinais clínicos são inespecíficos e relacionados 
com os sistemas gastrointestinal e cardiorrespiratório. Objetiva-se descrever caso de 
hérnia peritoniopericárdica em cão da raça Schnauzer, fêmea, de 3 anos de idade, 
pesando 7,7 kg, que apresentava cianose e cansaço fácil progressivo em situações de 
estresse, há cerca de 18 meses. Paciente descrita foi submetida ao exame físico, com 
todos os parâmetros dentro da normalidade, exceto à auscultação, onde notou-se 
abafamento das bulhas cardíacas no hemitórax esquerdo, e à palpação, defeito da 
musculatura abdominal em linha mediana, próximo à cartilagem xifoide. Ao exame 
radiográfico verificou-se aumento da silhueta cardíaca, sobreposição do coração 
e margens diafragmáticas, e descontinuidade do diafragma, sugerindo hérnia 
diafragmática peritoniopericárdica. A avaliação cardíaca foi realizada através de 
exame eletrocardiográfico e ecocardiográfico, o qual detectou a presença de órgão 
parenquimatoso, sugestivo de lobo hepático, contornando o ventrículo direito e parte 
do ventrículo esquerdo. Paciente foi encaminhada para procedimento cirúrgico que 
consistiu em celiotomia pré-umbilical para correção do defeito através de herniorrafia 
diafragmática, a qual mostrou-se excelente para remissão dos sinais clínicos mesmo 
tratando-se de uma condição crônica.
Palavras-chave: celiotomia, ecocardiografia, hérnia diafragmática congênita.
Keyword: celiotomy, congenital diaphragmatic hernia, echocardiography
Chronic peritoniopericárdica diaphragmatic hernia in dog: Case report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Camila Prado Silva Alves1*, Marcelo Marchetti Trojan2, 
MV. Rafael Kretzer Carneiro3, MV. Larissa Dariva3, MV. Gisele Suprinyak4,
MV. MSc.Manuel Robayo5, MV. Dra. Simone Scherer6
1 Graduanda da Faculdade de Veterinária Uniritter
2 Graduando da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAVET-UFRGS)
3 Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFRGS
4 Residente do Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil
5 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFRGS
6 Médico(a) Veterinário(a) Autônomo(a)
* Rua Dr. Otávio Santos, 200/710, CEP: 91210-000, Porto Alegre, RS. celo.marchetti@hotmail.com
HÉRNIA PERINEAL BILATERAL EM UMA GATA – 
RELATO DE CASO
RESUMO. 
Hérnias perineais são e raras em gatos e normalmente estão associadas a traumatismos 
ou a alterações na estrutura do colágeno nas fêmeas. Objetiva-se relatar um caso de 
hérnia perineal bilateral em uma gata. Um felino, fêmea, sem raça definida, com oito 
anos e 3,5 Kg, foi atendido na clínica veterinária Bicho Mania com histórico de disquezia 
e aumento de volume em região perineal há dois anos. No exame clínico, o paciente 
apresentou parâmetros estáveis; entretanto, com muita dor no local. Realizou-se raio-x 
pélvico que evidenciou um aumento de radiopacidade fora dos limites do diafragma 
pélvico. Foi indicado herniorrafia perineal; contudo, a tutora optou pelo tratamento 
clínico, o qual constava lactulose, ranitidina, psyllium e dieta com fibras. Após um mês, 
o animal retornou com piora da disquezia e aumento de volume bilateral na região 
perineal. Realizou-se hemograma e perfil bioquímico (ALT, albumina e creatinina), 
os quais estavam dentro da normalidade. Encaminhado para cirurgia, realizou-se 
um protocolo pré-anestésico com cetamina (8mg/kg, IM), morfina (0,2mg/kg, IM) 
e midazolam (0,4 mg/kg, IM), indução com propofol ao efeito e manutenção com 
isoflurano e oxigênio 100%. Posteriormente, fez-se bloqueio epidural sacro-coccígeo 
com bupivacaína (1 mg/kg e volume total 0,25 mL/kg). Realizou-se, inicialmente, 
colopexia por celiotomia retroumbilical. A herniorrafia perineal bilateral foi relizada 
pela técnica tradicional, com incisão curvilínea a 2 cm lateralmente ao ânus. O conteúdo 
encontrado, bilateral, foi gordura retroperitoneal. Ambos os defeitos foram reduzidos 
pela rafia dos músculos do diafragma pélvico. Um dia após o procedimento, a paciente 
apresentava-se estável, alimentando-se, urinando e defecando normalmente.
Palavras-chave: cirurgia, fêmea, colopexia, herniorrafia
Keywords: surgery, female, colopexy, herniorrhaphy
Bilateral Perineal Hernia in a cat – Case Report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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Graduanda. Bruna Ros Soares1, MV. MSc. Guilherme Kanciukaitis Tognoli1, MV. Dr. Marina Gabriela Monteiro 
Carvalho Mori da Cunha2, MV Dr. Alceu Gaspar Raiser 3
1Departamento de Medicina Veterinária, Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (FACIPLAC)
2Katholieke Universiteit Leuven
3Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Endereço: SHIS QI 7 conjunto 13 casa 19, 71615-330, Brasilia, DF. 
Email: brunarsoares@gmail.com
MEMBRANA DE LÁTEX NA RECONSTRUÇÃO DE 
AVULSÃO DE TENDÃO PRÉ-PÚBICO EM UM CÃO - 
RELATO DE CASO
RESUMO. 
A membrana de látex é um biomaterial com propriedades angiogênicas que aceleram 
a reparação tecidual. Descreve-se o caso de uma cadela, Labrador, com avulsão de 
tendão pré-púbico por atropelamento. A paciente fora submetida à celiotomia 
exploratória em outro estabelecimento e então trazida para segunda avaliação, em 
que foi detectada a ruptura. Após confirmação da estabilidade cardiorrespiratória, 
o animal foi anestesiado e realizada lavagem da ferida com iodo tópico 1% diluído 
em cloreto de sódio 0,9% (1:1000). Após obtenção do plano anestésico e anti-sepsia, 
realizou-se incisão elíptica ao redor da ferida da celiotomia e foi retirada uma faixa de 
pele pois a ferida encontrava-se com aspecto inflamatório. Após a exérese, adentrou-
se a cavidade abdominal e o músculo reto abdominal (MRA) foi identificado. As lesões 
peritoneais e mesentéricas foram suturadas com pontos simples contínuo com fio de 
poliglactina 910 3-0. Foram realizadas perfurações no pube para ancorar a sutura do 
tendão do MRA com fio de náilon 1, no entanto não obteve-se o fechamento total 
da cavidade, assim, optou-se pela implantação da membrana de látex in natura não 
centrifugada a qual foi moldada e fixada com fios de náilon 2-0 com sutura simples 
interrompida. A paciente retornou aos 10 dias para a remoção dos pontos e depois aos 
30 dias para reavaliação em que se constatou que não havia eventração o que permite 
concluir que a curto prazo a membrana foi eficiente mas que estudos adicionais são 
necessários acerca da biocompatibilidade.
 
Palavras-chave: biomaterial, cães, cirurgia abdominal
Keywords: biomaterials, dogs, abdominal surgery
Latex membrane for pre pubic tendon rupture in a dog - case report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Luís P. S. da Cunha1*; Mayra, K. S. Abreu2; Rafaela Sena Vasconcelos2; MV. Camilla T. G. N Silva3; MV. MSc. 
Maridelzira B. M. Davi4; MV. MSc Luiz Fernando M. M.5
[1]Graduando de Medicina veterinária da UniversidadeFederal Rural da Amazônia, CEP:
2 Graduanda de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia
3 Residente em medicina veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia
4,5 Técnico (a) do Hospital Veterinário – HOVET, Universidade Federal Rural da Amazônia
* Endereço do autor correspondente, CEP: 66075-450, Belém, PA. E-mail luis.bio.cunha@gmail.com
PLASTIA ANAL SECUNDÁRIA A COLITE CRÔNICA 
IMUNOMEDIADA EM FELINO – RELATO DE CASO
RESUMO. 
A colite possui diversas etiologias, podendo ser de origem bacteriana, parasitária, 
imunomediada e até desbalanceamento dietético ou a passagem de um corpo 
estranho. Este trabalho objetiva relatar um caso de colite crônica em um felino 
sem raça definida (SRD) atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal 
Rural da Amazônia no dia 20/04/2018. O animal apresentava distensão abdominal, 
edemaciação e hiperemia da região perianal, e demais parâmetros do exame físico, 
assim como a ultrassonografia, apresentaram condições e parâmetros dentro 
da normalidade. O tratamento inicial (anti-inflamatório, antifisético, suplemento 
vitamínico e pomada contra assadura), sucessivos retornos, exames e tratamentos 
medicamentosos, mostravam evolução do quadro clínico (com distensão abdominal, 
edema e hemorragia do ânus, possuindo aspecto inflamatório que não cicatrizava). 
Não obtendo êxito no tratamento clínico, optou-se por realizar um procedimento 
cirúrgico de plastia anal com exérese das glândulas adanais. Para realização da técnica, 
as glândulas foram previamente preenchidas com resina acrílica líquida para melhor 
visualização na realização da ressecção, realizando incisão elíptica de pele em toda a 
região anal com posterior divulsão em torno das glândulas e porção intestinal a ser 
eventrada para a realização da plastia anal. Foi removido aproximadamente 5mm da 
porção final do intestino realizando fixação na musculatura e pele utilizando padrão 
de sutura bolsa de fumo com fio poliglecaprone 3-0. A histopatologia das glândulas 
indicou a presença de expressiva reação celular inflamatória com propriedades 
imunomediadas. O prognóstico pós cirúrgico indicou eficácia na utilização de plastia 
anal, proporcionando reestabelecimento das funções orgânicas e anatômicas do ânus. 
Palavras-chave: gato, inflamação, ânus, inflamação
Keyword: cat, inflammation, anus, inflammation 
ANAL SECONDARY PLASTIC COLON CHRONIC IMMUNICATED IN 
FELINE - CASE REPORT
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investigação, 17(4): 1-168 2018
 Fabrícia de Nazaré Freitas COSTA1*, Mairluce Teixeira FERREIRA1, Sinara Nepomuceno GUIMARÃES2 [1] Graduando de Medicina Veterinária da Universidade da Amazônia. 
2 Autonomo
* Av. Tavares Bastos, Vila Militar Duque de Caxias, Rua Atalaia, 78, CEP: 66613-130, Belém, PA. E-mail: fabricia.nfc@gmail.
com.
COLECISTITE NECROSANTE EM UM CANINO DA 
RAÇA SCOTTISH TERRIER – RELATO DE CASO
RESUMO. 
A vesícula biliar é o órgão que armazena, concentra e libera bile, fluido responsável por 
emulsificar as partículas de gordura e auxiliar na absorção de lipídeos. A colecistite é 
uma doença inflamatória rara em cães, sendo mais comum em animais mais velhos, 
não há predisposição aparente por sexo e raça. Sua principal causa está associada à 
infecções bacterianas de origem intestinal e que ascendem ao ducto biliar, contudo 
outros fatores são considerados na patogênese da colecistite, como o uso de drogas 
imunossupressoras e algumas doenças como diabetes mellitus, doença hepática e 
estase biliar, pois favorecem a colonização de bactérias. O objetivo deste trabalho 
é relatar um caso de colecistite necrosante em um canino fêmea da raça Scottish 
Terrier, de 9 anos de idade, que apresentava desconforto abdominal médio-caudal e 
febre de 39,8°C. A paciente tem histórico de alterações gastrointestinais e hepáticas. 
O diagnóstico foi ratificado através da avaliação clínica em conjunto com exames de 
imagem, hemograma e bioquímicos. O tratamento escolhido foi a colecistectomia, 
técnica cirúrgica utilizada para a total remoção da vesícula biliar. 
Palavras-chave: Colecistite necrosante , Vesícula biliar, Colecistectomia
Keyword: Necrotizing Cholecystitis , Gall bladder, Cholecystechtomy
 
Necrotizing Cholecystitis in a Scottish Terrier canine – Case Report 
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MV. Iamylle Silva1, MV. Layla Cruz1, MV. Cecilia Meireles2, MV. Daniela Lins2, MV. Raquel Oliveira3, Fabiano 
Sant’ana4, Ana Carolina Mortari5*
1 Médico Veterinário Residente (R1) em Cirurgia de Pequenos Animais da Universidade de Brasília – DF, 
2 Autonoma
3 Serviço de Diagnóstico por Imagem – Universidade de Brasília – DF
4 Departamento de Patologia Veterinária – Universidade de Brasília – DF
5 Departamento de Cirurgia em Pequenos Animais – Universidade de Brasília – DF
* Endereço do autor correspondente, CEP: 71675240, Brasília, DF. E-mail ana_mortari@yahoo.com.br, 
MALFORMAÇÃO DA PAREDE ABDOMINAL LATERAL 
EM UM CÃO
RESUMO. 
Cão, SRD, macho, três meses de idade, 4.6 kg, encaminhado ao Hospital Veterinário 
de Pequenos Animais apresentando aumento de volume abdominal lateral esquerdo 
desde o nascimento. Ao exame físico identificaram-se dois aumentos de volume 
irredutíveis localizado na região ventrolateral esquerda do abdômen medindo cerca 
de 10 cm de diâmetro que à palpação apresentava aspecto flutuante, e na região 
paramediana direita medindo cerca de 10 x 4,5 cm de diâmetro, na qual era possível 
palpar alças intestinais. À avaliação tomográfica observou-se, na região ventrolateral 
esquerda em plano subcutâneo, conteúdo herniário composto predominantemente 
por alças intestinais e baço, enquanto na região inguinal direita se encontravam alças 
intestinais e porção cranial da bexiga. Durante o procedimento cirúrgico corretivo, 
celiotomia exploratória pela linha média, foi observado separação entre os músculos 
oblíquos interno e externo do abdome lateral esquerdo, ambos com aspecto delgado. 
Foi possível observar um defeito no músculo obliquo interno do abdômen medindo 
aproximadamente 3 cm de diâmetro por onde o conteúdo se projetava, localizando-
se entre as camadas musculares. Os órgãos foram reposicionados para o interior da 
cavidade e procedeu-se a rafia do defeito em dois planos de sutura (padrão de sutura 
simples interrompida com fio poliglecaprone 925 2-0 intercalados com fios nylon 3-0). 
Na reavaliação pós-operatória após 15 dias do procedimento, o animal apresentou 
adequada cicatrização da ferida cirúrgica sem complicações inerentes ao procedimento. 
Objetivou-se contribuir com a literatura ao descrever um caso de malformação de 
parede abdominal concluindo, portanto, que o procedimento cirúrgico realizado foi 
efetivo para a resolução do quadro. 
Palavras-chave: Hérnia abdominal, herniorrafia, ultrassonografia, tomografia.
Keyword: Abdominal hernia, herniorrhaphy, ultrasound, tomography.
 
Malformation of the side abdominal wall in a dog
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Bárbara Elisa Basílio de Oliveira¹*, Ronaira Assunção da Silva¹, Débora Gonçalves Tavares¹, Mayara Ferreira 
de Sousa¹, MV. Beatryz Fonseca da Silva², MV. Dr. Tiago Barbalho Lima³
¹Universidade Federal do Tocantins (UFT), Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ), Araguaína, Tocantins, 
Brasil.
²Universidade Federal do Tocantins (UFT), Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ). Departamento de Clínica 
e Cirurgia de Pequenos Animais, Araguaína, Tocantins, Brasil.
³Universidade Federal do Tocantins (UFT), Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ). Departamento de Clínica 
Cirúrgica, Araguaína, Tocantins, Brasil.
*Universidade Federal do Tocantins, Araguaína, Tocantins, Brasil. BR-153, Km 112, Zona Rural. CEP: 77804970, Cidade 
Araguaína – TO.
E-mail: barbaraelisab@hotmail.com.
CORREÇÃO DE HÉRNIA PERINEAL ASSOCIADA A 
DESVIO RETAL E FECALOMA EM UMA CADELA
RESUMO.Este trabalho objetiva descrever um caso de hérnia perineal por desvio retal, associado 
a fecaloma em cadela. Foi atendido no Hospital Veterinário da UFT uma cadela com 
queixa de aumento de volume perineal, tenesmo e disquezia haviam três meses. No 
exame clínico foram observados desidratação, caquexia, dor à palpação perineal e 
irredutibilidade do conteúdo perineal; à palpação retal verificou-se estreitamento 
do lúmen com desvio significativo à esquerda, presença de conteúdo firme, sendo 
constatado hérnia perineal com desvio retal e fecaloma, confirmado radiograficamente. 
Foi realizado fluidoterapia e lavagem retal sem sucesso. Foi então encaminhado para 
correção cirúrgica. Após anestesia e preparação antisséptica rotineira, realizou-se 
incisão e divulsão do lado esquerdo da região perineal, exposição do reto desviado, 
seguido de enterotomia para remoção do fecaloma. Conteúdo herniário foi reduzido 
e procedeu-se sutura da musculatura perineal para correção do diafragma pélvico 
pela técnica de transposição do obturador interno. Após síntese do subcutâneo e 
pele, realizou-se incisão do lado direito, onde constatou-se defeito na musculatura 
com líquido e gordura retroperitoneal como conteúdo. A mesma técnica de sutura da 
musculatura foi realizada. A redução da hérnia foi mantida no pós-operatório e paciente 
voltou a defecar com facilidade. Entretanto, após sete dias veio a óbito, não sendo 
identificado a causa. Considerando a ocorrência rara de hérnia perineal em cadelas, 
foi possível concluir que o tratamento cirúrgico foi eficaz a curto prazo, entretanto o 
estado do paciente devido a condição crônica pode ter contribuído para o resultado 
final.
Palavras-chave: Hérnia, perineal, herniorrafia, fecaloma, cadela.
Keyword: Hernia, perineal, herniorrhaphy, fecaloma, female dog.
Repair of perineal hernia in a dog with rectal deviation and fecaloma
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MV. Pâmela Caye¹*; MV. Cláudia Beatriz de Mello Mendes¹; MV. Samantha Alves Azambuja¹; MV. Daniele Vitor 
Barboza¹; MV. Caroline Jede de Marco¹; MV. Joseana de Lima Andrades¹; MV. Alan Carlos de Santana²; MV. 
Heloísa do Amaral Boanova³; MV. MSc. Dra. Josaine Cristina da Silva Rappeti4; MV. MSc. Dra. Patrícia Silva 
Vives5 
¹Médica Veterinária Residente do Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel;
²Graduando da Faculdade de Veterinária – UFPel; 
3 Médica Veterinária Autônoma UFPel;;
4Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias – UFPel. 
5Médica Veterinária Técnico em Educação do Hospital de Clínicas Veterinárias – UFPel 
*Rua Gonçalves Chaves, nº 754, Ap 401. CEP – 96015-560, Pelotas, RS, Brasil. E-mail: pamiscaye@gmail.com
BILLROTH I COMO TRATAMENTO DE HIPERPLASIA 
PILÓRICA GRANULOMATOSA OBSTRUTIVA EM UM 
CÃO 
RESUMO. 
A Técnica Cirúrgica de Billroth I (TB-I) consiste em pilorectomia e anastomose término-
terminal gastroduodenal. Objetivou-se descrever a correção de uma hiperplasia 
pilórica obstrutiva por meio da TB-I. Uma cadela, sem raça, 10 anos de idade e 15,3kg, 
foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Pelotas apresentando 
êmese, perda de peso e fezes pastosas. Exames de imagem revelaram conteúdo 
alimentar estomacal, gases, peristaltismo diminuído e espessamento de parede, 
sugestivos de neoplasia gástrica ou obstrução pilórica. A paciente foi encaminhada 
para celiotomia exploratória, verificando-se espessamento pilórico transmural em 
torno de 10 mm e formato irregular optando-se pela TB-I. Realizou-se o ligamento 
das artérias gastroepiplóica direita e gástrica direita e demais vasos. Os fluxos gástrico 
e duodenal foram ocluídos, prosseguindo-se com secção transversa caudal e cranial 
ao piloro, em porção tecidual hígida. A anastomose gastroduodenal foi realizada em 
padrão isolado simples com poliglactina 910, 3-0. A cavidade abdominal foi irrigada e 
a celiorrafia foi de rotina. A paciente apresentou plena recuperação ao retorno em 10 
dias. A amostra foi encaminhada à análise histopatológica e os achados histológicos 
sugeriram etiologia fúngica, como os causados por pitiose gastrintestinal. O diagnóstico 
definitivo não foi estabelecido, por restrições do tutor do paciente. A pitiose canina 
é uma doença granulomatosa causada por Pythium insidiosum. Cães acometidos 
apresentam emagrecimento, inapetência, diarreia, vômito e dor abdominal, e a taxa 
de sobrevivência é baixa nestes casos. Conclui-se que a TB-I é efetiva na correção da 
hiperplasia pilórica obstrutiva fúngica, restaurando fluxo digestório e levando à plena 
recuperação desta paciente. 
Palavras-chave: pilorectomia; anastomose término-terminal; pitiose 
gastrintestinal. 
Keywords: pilorectomy; termino-terminal anastomosis; gastrointestinal 
pythiosis. 
Billroth I as treatment of obstructive granulomatous pyloric hyperplasia 
in a dog
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MV. Larissa Dariva1*, MV. Dr. MSc. Carlos Afonso de Castro Beck2, MV. Dra. MSc. Luciana Branquinho Queiroga3, 
MV. MSc. Letícia Mendes Fratini4, MV. Vanessa Müller1, Bruna Karollini da Silva Rosa1, Aline Klarmann Staudt5, 
Marcelo Marchetti Trojan5, MV. Dra. MSc. Simone Scherer6
1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFR-
GS) 
2 Professor da Faculdade de Veterinária da UFRGS
3 Médica Veterinária do Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS
4 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFRGS
5 Graduando da Faculdade de Veterinária da UFRGS 
6 Médica Veterinária Autônoma
*Rua Schiller, 105-10, CEP 90.430-150, Porto Alegre, RS email: larissad.vet@gmail.com
VIDEOCIRURGIA
TRATAMENTO DE QUILOTÓRAX 
IDIOPÁTICO EM UM CÃO POR PERICARDIECTOMIA 
PARCIAL E LIGADURA DE DUCTO TORÁCICO 
VIDEOASSISTIDO– RELATO DE CASO
RESUMO. 
Quilotórax é o acúmulo de linfa no espaço pleural e é considerado idiopático quando 
uma causa não puder ser identificada. Objetiva-se relatar o tratamento videocirúrgico 
de quilotórax idiopático em um cão. Foi atendido um canino, Golden Retriever, 
macho, três anos de idade, com queixa de emagrecimento progressivo há dois meses 
e ofegância. Não havia histórico de trauma, cardiopatia ou tumoração. Na avaliação 
clínica apresentou ausculta cardíaca abafada, pulso femoral fraco, taquipneia e 
demais parâmetros estáveis. O hemograma revelou linfopenia, na radiografia 
torácica constatou-se efusão pleural e a ultrassonografia abdominal não apresentou 
alterações. Foi drenado, por toracocentese drenado 3,4L de fluido branco leitoso. A 
análise do liquido revelou efusão quilosa. Tentou-se realizar tratamento clínico com 
Rutina (50mg.kg-1 TID) e levedo de cerveja (1g SID), porém a terapia não teve sucesso. 
Após 32 dias do primeiro atendimento, o animal foi submetido à pericardiectomia 
e ligadura do ducto torácico pelo acesso toracocópico videoassistido. O ducto foi 
localizado e obliterado por meio de duas ligaduras utilizando fio monofilamentar não 
absorvível para oclusão. A pericardiectomia é indicada pois alivia a pressão exercida 
sobre as câmaras cardíacas pelo pericárdio espessado (resultado da irritação crônica 
ocasionada pela presença de quilo no espaço pleural). O paciente ficou hospitalizado 
com dreno torácico por nove dias, tendo sido drenado ar do tórax até o oitavo dia de 
pós-operatório. Passados 30 dias do procedimento cirúrgico, o animal não apresenta 
sinais de disfunção respiratória e está ganhando peso, indicando que o procedimento 
cirúrgico foi adequado para a resolução do quadro clínico. 
Palavras-chave: Toracoscopia, quilotórax, pericardiectomia, cão
Keywords: Thoracoscopy, chylotorax, pericardiectomy, dog
Treatment of idiopathic chylothorax in a dog by video- assisted thoracic 
duct ligation and partial pericardiectomy.
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Crysthian Callegaro da Silva1*, MV. FernandaAmorelli Viriato da Silva2, MV. Karina Fernanda Zortéa3, MV. 
Ana Carolina Andrade4, Gabriella Taner1, Thabata Laccort Bortolato1, MV. MSc. Dr. Rogério Luizari Guedes5
[1] Discente de Medicina Veterinária – Universidade Tuiuti do Paraná (UTP-PR)
2 – Aprimorando Nível 1 em Anestesiologia do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – Pontifícia Universi-
dade Católica do Paraná 
3 – Autônoma (Curitiba-PR)
4 – Aprimorando Nível 2 em Clinica Cirúrgica do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – UTP-PR
5 – Docente de Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária (Curitiba-PR)
*Rua Domingos Gabardo, 80. CEP 81130-220, Curitiba, PR. crysthiancccs@gmail.com
6 Médica Veterinária Autônoma *Rua Schiller, 105-10, CEP 90.430-150, Porto Alegre, RS email: larissad.vet@gmail.com
TAPP (TRANSABDOMINAL PREPERITONEAL PATCH 
PLASTY) LAPAROSCÓPICA PARA TRATAMENTO DE 
HÉRNIA INGUINAL EM CADELA 
RESUMO. 
Dentre as técnicas mais comumente usadas para correção de hérnia inguinal em 
humanos, destaca-se a TAPP laparoscópica (transabdominal preperitoneal patch 
plasty), que consiste em correção livre de tensão com aux de telas cirúrgicas, 
considerando fatores anatômicos. Não há relatos na veterinária, sendo o objetivo deste 
trabalho descrever seus resultados em um procedimento em cadela. Sem raça definida 
e com sete anos de idade, foi diagnosticada com hérnia inguinal unilateral esquerda. 
Posicionada em decúbito dorsal, com inserção de três portais em triangulação (cicatriz 
umbilical e caudalmente, dois portais em flanco direito e esquerdo), identificou-
se o anel inguinal interno esquerdo e se realizou a redução do conteúdo herniário 
(intestino delgado, mesentério, cornos uterinos, omento maior). A seguir, uma tela 
de polipropileno (2,0x2,0cm) foi posicionada sobre o defeito e fixada com a aplicação 
de grampos espirais de titânio (ProTack®, Tyco Auto-Suture, EUA). Inicialmente, os 
grampos foram aplicados em três extremidades da tela sob a pressão de 12mmHg. 
Para a fixação da última extremidade, o pneumoperitônio foi reduzido para 4mmHg, 
ajustando o posicionamento da tela para que a mesma permanecesse esticada. O 
tempo cirúrgico foi de 58 minutos, similar à média em humanos (49min). Não houve 
sinais de complicações pós-operatórias em 12 meses. A tela utilizada no procedimento 
foi escolhida por ser constituída de material resistente, garantindo na maioria dos casos 
uma menor rejeição do organismo, proporcionando recuperação mais rápida e menor 
índice de dor. A aplicação da TAPP foi considerada eficaz, sendo necessário comprovar 
esses resultados com novos casos futuramente.
Palavras-chave: tela de polipropileno, hernioplastia, herniorrafia, videocirurgia, 
cão.
Keywords: propylene mesh, hernioplasty, herniorraphy, videosurgery, dog.
Laparoscopic TAPP (transabdominal preperitoneal patch plasty) for 
inguinal hernia repair in a bitch
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MV. Ana Carolina Andrade1*, Crysthian Callegaro da Silva2, Gabriella Taner2, MV. Gauber Luebke Francisco3, 
MV. Charlene Hitomi Gonçalves Inaba3, Thabata Laccort Bortolato2, Jean Gonçalves Lopes2, MV. MSc. Dr. 
Rogério Luizari Guedes4
[1] Aprimorando Nível 2 em Clinica Cirúrgica do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – Universidade 
Tuiuti do Paraná (UTP-PR)
2 – Discente de Medicina Veterinária – UTP-PR
3 – Autônomo
4 – Docente de Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária (Curitiba-PR)
*Rua Professor Nivaldo Maranhão Faria, 190, CEP 82840-460, Curitiba, PR. anacarol-94@hotmail.com
RESSECÇÃO DE CISTO RENAL ATRAVÉS DE 
VIDEOLAPAROSCOPIA EM CÃO 
RESUMO. 
Cistos renais consistem em cavidades revestidas por epitélio contendo fluído em seu 
interior e as opções terapêuticas são aspiração do conteúdo e/ou ressecção cirúrgica 
pelo método convencional ou videolaparoscopia, sendo que esta reduz complicações 
trans-operatórias e otimiza a recuperação do paciente. Uma Golden Retriever, 10 anos, 
foi atendida com histórico de apatia. Na ultrassonografia foi notada estrutura cortical 
em rim direito medindo 3,06x3,15cm e conteúdo anecóico. O tratamento escolhido foi 
a ressecção do cisto por videolaparoscopia. Após o posicionamento do paciente em 
decúbito dorsal, foi realizado um acesso caudal à cicatriz umbilical, para posicionamento 
do primeiro portal, onde foi inserido um endoscópio rígido. Em decúbito lateral 
esquerdo, outros três portais foram posicionados como canais de trabalho e com uma 
agulha espinhal acoplada a uma seringa de 10ml de maneira percutânea, realizou-se a 
drenagem do cisto. Para ressecção, afastaram-se as vísceras com afastador de três abas 
e realizou-se preensão da cápsula com pinça Kelly, seguida da ressecção com tesoura 
de Metzenbaum. Um flape com omento maior foi posicionado sobre a depressão 
cística, fixado com clipes de titânio. No pós-operatório foi realizado fluidoterapia com 
cristaloides e monitoração de débito urinário associado a protocolo de analgesia e 
antibioticoprofilaxia. Não houve sinais de complicações até o momento (três meses 
pós). A ressecção por videolaparoscopia, além de promover menor lesão tecidual, 
permitiu avaliar a estrutura do cisto, a drenagem percutânea e ressecção do mesmo 
para análise histopatológica, que confirmou o diagnóstico de cisto epitelial benigno.
Palavras-chave: laparoscopia; trato urinário; videocirurgia; canino.
Keywords: laparoscopy; urinary tract; video-surgery; canine.
Renal cyst resection by video-laparoscopy in a dog
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Gabriella Taner1*, Jean Gonçalves Lopes1, Crysthian Callegaro da Silva1, MV. Ana Carolina Andrade2, MV. 
Ariele Aparecida Ferreira3, MV. MSc. Jéssica Rodrigues da Silva Meirelles3, MV. Marcio Stange da Cruz3, MV. 
MSc. Monalisa Lukascek de Castro4, MV, MSc. Dr. Peterson Triches Dornbusch5, MV. MSc. Dr. Rogério Luizari 
Guedes6
[1] – Discente de Medicina Veterinária – Universidade Tuiuti do Paraná (UTP-PR)
2 – Aprimorando nível 2 em Clínica Cirúrgica do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – UTP-PR
3 – Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinária – Universidade Federal do Paraná (UFPR)
4 – Docente de Medicina Veterinária – Universidade Regional de Blumenau (Blumenau-SC)
5 – Docente de Medicina Veterinária – UFPR (Curitiba-PR)
6 – Docente de Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária (Curitiba-PR)
*Rua Quintinuo Bocaiuva, 265, CEP 83601-210, Campo Largo – PR, gabriellataner.gt@gmail.com
PNEUMOTORAX COMO COMPLICAÇÃO DURANTE 
OVARIOHISTERECTOMIA VIDEOASSISTIDA EM 
CADELA
RESUMO. 
Pneumotórax pode ser uma complicação da laparoscopia e a consequência dos sinais 
clínicos é definida pelo volume de gás acumulado, podendo ser fatal. Uma cadela, Shih 
Tzu, dois anos, foi encaminhada para ovariohisterectomia eletiva videoassistida. Após 
instituição de um pneumoperitônio de 12mmHg e fluxo de 2L/min, foram realizadas 
mudanças de decúbito para exposição de ovários e hemostasia. Durante a manipulação 
dos instrumentais foi percebida queda da pressão intra-abdominal e extravasamento 
de gás através das incisões de acesso. Para manutenção do pneumoperitônio em 
12mmHg, o fluxo de gás foi elevado para 4L/min. No momento da hemostasia no 
segundo ovário, houve queda na saturação de oxigênio, falha na ventilação mecânica 
e sinais de respiração agônica. O pneumoperitônio foi desfeito, começando novo ciclo 
de ventilação, sem sucesso. Foi realizada toracocentese (7° espaço intercostal direito), 
sendo drenado cerca de 30ml/kg de gás, retornando a pressão negativa, estabilização 
do paciente, retomando o protocolo de ventilação e o procedimento cirúrgico 
concluído. Novas toracocenteses foram realizadas, sem evidência de gases. Não foram 
observadas outras complicações após 12 meses. Embora raro na medicina veterinária, 
o pneumotóraxs/n - Campus Universitário, CEP: 36570-900, Viçosa, MG. E-mail: andrea@ufv.br.
TRATAMENTO DE DEFEITO ÓSSEO COM COMPÓSITO 
DE HIDROXIAPATITA, FIBROÍNA DE SEDA E 
ÁCIDO HIALURÔNICO EM COELHOS – AVALIAÇÃO 
HISTOMORFOMÉTRICA
Treatment of bone defect with hydroxyapatite, silk fibroin and hyaluronic acid 
composite in rabbits – Histological evaluation
RESUMO
Fraturas ósseas afetam consideravelmente a qualidade de vida de humanos e animais. 
Quando lesões ou perda de tecido são extensas, a reparação pode ficar prejudicada, 
havendo a necessidade de emprego de biomateriais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o 
tratamento de defeito ósseo em olecrano de coelhos com o uso de compósito constituído de 
hidroxiapatita (HAP), fibroína de seda (FS) e ácido hialurônico (AH) nas concentrações de 
1% ou 3%. Quarenta coelhas da raça Nova Zelândia foram distribuídas em quatro grupos 
de acordo com cada tratamento. Todos os animais foram submetidos a procedimento 
cirúrgico para realização de um defeito circular de 5 mm na cortical lateral do olecrano 
direito. No mesmo procedimento cada animal recebeu um dos seguintes tratamentos: 
(1) HAP + FS; (2) HAP + FS + AH 1%; (3) HAP + FS + AH 3%; (4) Controle. Aos sete e 
aos 30 dias após o implante, cinco animais de cada grupo foram eutanasiados e tiveram 
o olecrano coletado e processado para análise histomorfométrica por planimetria por 
contagem de pontos. Os dados foram submetidos a ANOVA de dois fatores, seguido por 
Holm-Sidak (α = 5%). Houve interação entre tempo e tratamento (p=0,011) para a variável 
“osso”, tendo a quantidade de osso diminuído da primeira coleta para a segunda no grupo 
HAP + FS e aumentado no grupo HAP + FS + AH 3%. Pode-se concluir que a adição de 
AH ao compósito de HAP + FS estimula a reparação óssea. Agradecimentos: CAPES, 
CNPq e FAPEMIG. 
Palavras-chave: regeneração óssea, biomaterial, engenharia tecidual.
Keywords: bone regeneration, biomaterial, tissue engineering.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Fabiana R. Araújo1, MV. MSc. Cristiane C. Vital Cintra2, MV. MSc. Dayana A. C. F. Ermita², MV. DSc. 
Rodrigo V. Sepúlveda³, Iara M. Ribeiro², MV. DSc. Fabrício L. Valente2, MV. DSc. Emily C. Carlo Reis², MV. 
DSc. Andréa P. B. Borges²*
[1] Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais.
[2] Departamento de Veterinária, Universidade Federal de Viçosa. 
[3] Escola de Veterinária, Universidade Vila Velha. 
* Avenida Peter Henry Rolfs, s/n - Campus Universitário, CEP: 36570-900, Viçosa, MG. E-mail: andrea@ufv.br.
TRATAMENTO DE DEFEITO ÓSSEO COM COMPÓSITO 
DE HIDROXIAPATITA, POLICAPROLACTONA E 
ALENDRONATO EM COELHAS COM OSTEOPOROSE 
INDUZIDA – AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA
Treatment of bone defect with hydroxyapatite, polycaprolactone and alendronate 
composite in rabbits with induced osteoporosis – Histological evaluation
RESUMO
A osteoporose é uma doença metabólica, caracterizada pelo desequilíbrio entre a formação 
e reabsorção óssea, aumentando o risco de fratura. Com o comprometimento da capacidade 
de reparação, é necessário desenvolver biomateriais que favoreçam a regeneração 
óssea. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da associação do alendronato (ALN), 
medicamento comumente empregado no tratamento da osteoporose, ao compósito de 
hidroxiapatita (HAP) e policaprolactona (PCL) na regeneração óssea de defeito ósseo 
em olecrano de coelhas com osteoporose induzida por ovariectomia e administração de 
glicocorticoide. Dezoito coelhas da raça Nova Zelândia foram distribuídas aleatoriamente 
em três grupos, recebendo como tratamento: (1) compósito de HAP (50%) + PCL (50%); 
(2) HAP (49,5%) + PCL (49,5%) + ALN (1%); e (3) solução salina 0,9%, constituindo o 
grupo controle. As amostras foram coletadas, aos 42 dias após a cirurgia, em solução de 
formol 10% e foram submetidas ao processamento histológico. Nos grupos HAP+PCL 
e controle, foi possível observar a formação de tecido ósseo imaturo entremeado à 
medula óssea e tecido conjuntivo. No grupo HAP+PCL+ALN ocorreu inibição severa da 
regeneração óssea, havendo apenas a formação de uma matriz extracelular disposta de 
maneira desorganizada, que não se diferenciou em nenhum outro tecido, semelhante ao 
observado na necrose isquêmica. Concluiu-se que o compósito HAP+PCL é eficaz para 
o preenchimento de defeito ósseo, entretanto, a aplicação local do alendronato interferiu 
negativamente na regeneração óssea. Agradecimentos: CAPES, CNPq e FAPEMIG.
Palavras-chave: regeneração óssea, biomaterial, osteoporose.
Keywords: bone regeneration, biomaterial, osteoporosis.
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MV. Laís F. Sargi*1, MV. Luciano A. Faria1, MV. Rodolfo Soerensen1, MV. Jeniffer G. F. Coris1, MV. Me. Jessé R. 
Rocha1, MV. Me. Daniel k. Honsho1, MV. Dra. Ma. Fernanda G. G. Dias1
1Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária de Pequenos Animais, Universidade de Franca (UNIFRAN-SP), Fran-
ca, São Paulo, Brasil. 
*Av. Dr. Armando Salles Oliveira, 201, CEP: 14.404-600, Parque Universitário, Franca - SP. E-mail para correspondên-
cia: laissargi@hotmail.com
HEMIPELVECTOMIA TOTAL UNILATERAL EM CÃO 
COM ESTENOSE DO CANAL PÉLVICO
Total unilateral hemipelvectomy in a dog with pelvic canal stenosis
RESUMO
Fraturas pélvicas são comumente diagnosticadas em cães, podendo causar 
comprometimentos digestivos por estenose pélvica e compressão de segmentos intestinais. 
Neste contexto, objetivou-se relatar o tratamento e complicações de um cão com estenose 
do canal pélvico decorrente de traumatismo. Foi atendida no Hospital Veterinário 
da Universidade de Franca, uma cadela de sete meses, sem raça definida, 10 kg, com 
aquesia, tenesmo e claudicação do membro pélvico direito há uma semana, após acidente 
automobilístico. O exame radiográfico pélvico ventrodorsal demonstrou estenose do 
canal pélvico decorrente de fratura do osso ílio e púbis direito, com comprometimento 
de segmentos do intestino grosso, resultando em fecaloma. Os exames laboratoriais 
estavam dentro dos parâmetros de normalidade para a espécie, assim após anestesia 
geral, realizou-se enema prévio à cirurgia de osteotomia do corpo do ílio e púbis para 
abertura do canal pélvico, seguido de osteossíntese desses elementos ósseos com placa 
ortopédica. No pós-operatório, além das medicações sistêmicas e tópicas, foi oferecida 
dieta pastosa e o paciente demonstrou normalização das funções digestivas. Decorridos 
seis meses do procedimento cirúrgico, houve recidiva da sintomatologia clínica e o exame 
radiográfico evidenciou proliferação óssea exacerbada no sítio cirúrgico, com consequente 
estreitamento do canal pélvico. Deste modo, optou-se pela realização da técnica cirúrgica 
de hemipelvectomia total unilateral direita e, no sétimo dia de pós-operatório, o paciente 
apresentou normoquesia e adaptação da locomoção. Diante dos resultados obtidos, admite-
se que a hemipelvectomia total unilateral é uma opção terapêutica em casos crônicos e 
de complicações de estenose pélvica, proporcionando qualidade de vida e sobrevida dos 
acometidos.
Palavras-chave: canino, fratura óssea, obstipação, ortopedia veterinária.
Keywords: canine, bone fracture, constipation, veterinary orthopedics.
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MV. F.A. Sousa Segundo1, MV. V.M. Lacerda Freitas1*, MV. D. Castro2, MV. S.L. Oliveira3, MV. A.V. Melo4, MV. 
V.M. Gonçalves4, MV. Dr. M.J.Cavalcante Sá5, 
1Departamento de Clínica Cirúrgica de Pequenos animais, Universidade Federal de Campina Grande. Residente de 
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais.
2Departamento de Anestesiologia Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande. Residente de Anestesiologia 
Veterinária.
3Departamento de Diagnóstico por Imagem, Universidade Federal de Campina Grande. Residente de Diagnóstico por 
imagem..
4Departamento de Clínica Médica de Pequenos animais, Universidadecomo complicação de laparoscopia é descrito na medicina humana 
relacionado a pressão abdominal superior a 10mmHg, vazamento de gás por hiatos 
naturais (aorta e esôfago) e defeitos congênitos no diafragma. Nesse caso, não foram 
evidenciadas alterações durante a exploração laparoscópica, mas como já relatado na 
veterinária por deformidades diafragmáticas, o pneumotórax deve ser considerado 
uma complicação laparoscópica, sendo necessária a descompressão rápida da tensão 
para evitar complicações graves. 
Palavras-chave: pneumoperitônio, videocirurgia, laparoscopia.
Keywords: pneumoperitoneum, video-surgery, laparoscopy.
Pneumothorax as complication during video-assisted 
ovariohysterectomy in a bitch
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Gabriela M. A. Santos¹*, MV. Jaese F. Chaves¹, MV. Lais A. S. Souza¹, MV. Ana C. S. Costa¹, MV Marcella P. Souto¹, 
MV Lisiane D. Souza¹, MV Breno C. Macedo¹, Me. MV. Luisa P. B. Borges¹, Prof. Dr. MV. Pedro P. M. Teixeira¹, 
Profª. Dra. MV. Carolina F. João¹. 
¹ Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará, Br 316 Km 61, Castanhal, PA.
*Campus Castanhal, UFPA - Campus II, Br 316, Km 62, CEP: 68743-970, Castanhal, PA. gabrielameloas29@gmail.com
PNEUMONIA LIPÍDICA EM CÃO DIAGNOSTICADA POR 
BIÓPSIA PULMONAR POR TORACOSCOPIA – RELATO 
DE CASO
RESUMO. 
Este relato teve como objetivo descrever um caso de pneumonia lipídica em canino, 
macho, SRD, 3 anos, apresentando histórico clínico de tosse não produtiva e engasgos 
frequentes ao longo de vários meses, sendo tratado inicialmente para pneumonia 
bacteriana, entretanto, não houve melhora no quadro clínico. Após exames clínicos, 
laboratoriais e radiográficos, verificou-se em quadros radiográficos aumento focal do 
parênquima pulmonar, formando padrão do tipo broncointertiscial, com presença de 
estrutura de aspecto arredondado em lobo cranial direito, e em região perihilar, em 
lobo médio direito, presença de duas estruturas arredondadas de aspecto estourado, 
compatíveis com nódulos pulmonares, observando-se presença de bronquiectasia dos 
ramos principais do lobo cranial e caudal direito. Sempre apresentou uma leucocitose 
linfocítica. Optou-se então submeter o paciente a uma toracoscopia para biópsia 
pulmonar, no qual os achado histológicos demonstraram um quadro de pneumonia 
lipídica. No pós-operatório imediato o paciente apresentou pneumotórax, por possível 
barotramua e fragilidade tecidual, o que resultou em um grande enfisema subcutâneo. 
O paciente foi submetido a uma nova toracoscopia para pleurodese induzida com pó 
estéril. O paciente foi tratado com Prednisolona e aminofilina, apresentando melhora 
clínica. Esta a afecção é ainda de incidência desconhecida em cães, havendo lesão de 
pneumócitos, resultando em degeneração celular, causando liberação de colesterol 
e proliferação de pneumócitos tipo II, culminando na superprodução de surfactante 
contendo colesterol. A toracoscopia foi fundamental para o diagnóstico, no entanto as 
intercorrências encontradas podem ocorrer, mas felizmente contornadas no presente 
caso. O paciente apresentou uma grande evolução sem manifestações clínicas já há 1 
ano.
Palavras chaves: Toracoscopia, biópsia pulmonar, pneumonia lipídica.
Key words: Thoracoscopy, lung biopsy, lipid pneumonia.
Lipidal pneumonia in dog diagnostised by pulmonar biopsy for 
thoracoscopy – case report
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MV. MSc. Franz N. Yoshitoshi1*, MV. Rafael A. Miranda1, Sara M. N. Suzuki1 [1] Endoscopet Medicina Veterinária
* Rua Pascal, 789 - Campo Belo, CEP: 04616-002, São Paulo, SP.
E-mail: franz@endoscopet.com.br
OCORRÊNCIA DE CORPOS ESTRANHOS
 NASAIS EM CÃES SUBMETIDOS A RINOSCOPIA 
COMO MÉTODO DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO: 
ESTUDO RETROSPECTIVO
RESUMO. 
A doença nasal crônica tem como sinais clínicos a descarga nasal serosa, purulenta, 
espirro, incomodo nasal, rinorragia, dispneia e é comumente observada na rotina 
clínica de pequenos animais. O corpo estranho nasal é raro e na maioria das vezes por 
ser radiotransparente seu diagnóstico radiográfico pode ser prejudicado necessitando 
de exames especiais como a tomografia computadorizada, ressonância magnética 
ou rinoscopia. Este estudo descreve a ocorrência de corpos estranhos nasais em cães 
entre janeiro a dezembro de 2017 pela Endoscopet/SP. Dos 673 procedimentos de 
endoscopia, 110 casos corresponderam a rinoscopia sendo a ocorrência de corpo 
estranho nasal observada somente em cinco casos (4,5%). Não houve prevalência 
de idade, variando de 2 a 11 anos, nem de sexo (três fêmeas e dois machos), com 
acometimento em cães de pequeno porte (Yorkshire Terrier, Maltês, Pug e Shih-tzu). Foi 
observado o alojamento em cavidade nasal direita em dois casos, nasofaringe em dois 
casos e um em cavidade nasal esquerda. Todos os corpos estranhos eram de origem 
vegetal (gramínea e galho de pinheiro) corroborando com o citado por outros autores. 
A rinoscopia é um meio diagnóstico com alta sensibilidade que permite visibilização 
direta de objetos em cavidade nasal, mostrando-se fundamental para investigação e 
possibilitando a identificação do corpo estranho e sua remoção vídeo-assistida.
Palavras-chave: cavidade nasal, rinite crônica, endoscopia, nasofaringe, trato 
respiratório
Keyword: nasal cavity, chronic rhinitis, endoscopy, nasopharynx, respiratory tract
Nasal foreign bodies´s ocurrences in dogs submitted by rhinoscopy as a 
diagnostic and therapeutic method: a retrospective study
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MV. MSc. Franz N. Yoshitoshi1*, MV. Rafael A. de Miranda1, Sara M. N. Suzuki1 [1] Endoscopet Medicina Veterinária
* Rua Pascal, 789 - Campo Belo, CEP: 04616-002, São Paulo, SP.
E-mail: franz@endoscopet.com.br
ESTUDO RETROSPECTIVO DE 20 CASOS
 DE CORPOS ESTRANHOS ESOFÁGICOS EM CÃES 
SUBMETIDOS A ENDOSCOPIA NO PERÍODO DE 
JANEIRO A DEZEMBRO DE 2017RETROSPECTIVO
RESUMO. 
Corpo estranho esofágico é considerado emergencial ou urgencial na rotina de 
pequenos animais com taxa de mortalidade de 10-26%. O objeto ingerido pode 
comprimir a laringe e traqueia dificultando a respiração, causar estimulo vagal, obstruir o 
esôfago favorecendo a broncoaspiração além de necrose, úlcera e perfuração na parede 
esofágica. É importante ter exames de imagem como a radiografia ou tomografia para 
indicar a melhor abordagem. Este estudo tem o propósito de avaliar a ocorrência de 
corpo estranho esofágico em cães submetidos a endoscopia de janeiro a dezembro de 
2017 pela Endoscopet/SP. Dos 673 procedimentos de endoscopia, foram identificados 
20 casos de corpos estranhos esofágicos. O objeto mais comumente encontrado foi 
osso (10) seguido de petiscos (6), “nó de couro”(2), hambúrguer (1) e cenoura (1). Dos 
20 casos, 17 foram localizados em esôfago torácico e três em região cervical. Somente 
um caso de corpo estranho ósseo em esôfago cervical foi encaminhado a cirurgia. A 
taxa de sucesso por endoscopia foi de 95% e não houve nenhum caso de óbito. Os 
animais identificados foram: Maltês (4), Yorkshire Terrier (4), Spitz Alemão (3), Lhasa 
Apso (2), Poodle (2), SRD (2), Pug (1) e Shih-tzu (1), com maior ocorrência em fêmea 
(12) em relação a macho (8). A idade dos animais variou de 2 meses a 16 anos, sem 
prevalência de idade. A remoção de corpo estranho esofágico vídeo-assistida é uma 
abordagem minimamente invasiva, segura, que pode evitar a toracotomia e toda sua 
morbidade, porém é importante que o profissional tenha um treinamento adequado.
Palavras-chave: esofagoscopia, lesões esofágicas, perfuração esofágica, trato 
digestório, pet
Keyword: esophagoscopy, esophageal lesions, oesophageal perfuration, 
digestive tract, pet
Retrospective study of 20 cases of esophageous foreign bodies in dogs 
submitted by endoscopy between january to december 2017.
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MV. MSc. Vanessa Milech1, MV. MSc. Vanessa Z. Sarturi1, MV. MSc. Michelli W. de Ataíde1, MV. Álvaro J. C. 
Silva1, MV. MSc. Gabriela P. Coradini1, Farm. MSc. Juliana S. Oliveira1, MV. Dr. MSc. Cinthia M. de Andrade1, 
MV. Dr. MSc. Marco A. Machado-Silva2, MV. Dr. MSc. Maurício V. Brun3
1PPGMV/UFSM-Brasil. 
3UFG-Brasil, PPGMV/UFSM. 
3PPGMV/UFSM, Pesquisador do CNPq-Brasil (308019/2015-6; 200346/2017-2).
* Av. Roraima 1000, Campus UFSM, 97105900, Camobi, Santa Maria, RS, Brasil; vanessamilech@gmail.com.
EFEITOS DO PNEUMOPERITÔNIO 
AQUECIDO OU NÃO AQUECIDO
SOBRE OS BIOMARCADORES INFLAMATÓRIOS E DE 
ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES SUBMETIDAS 
À OVARIOHISTERECTOMIA VIDEOASSISTIDA 
RESUMO. 
O presente trabalho objetivou avaliar a resposta inflamatória e marcadores de estresse 
oxidativo em cadelas submetidas à ovariohisterectomia (OVH) videoassistida sob 
pneumoperitônio com CO2 aquecido (37°C) ou não aquecido. Após a aprovação do 
CEUA/UFSM (processo 3883261216), foram utilizadas 20 cadelas separadas em dois 
grupos de 10 animais cada, utilizando-se pneumoperitônio aquecido (GAQ) ou não 
(GNA). Os biomarcadores plasmáticos acetilcolinesterase (AChE), butirilcolinesterase 
(BChE), mieloperoxidase (MPO), catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD), 
substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), espécies reativas de oxigênio 
(ROS), tióis totais (t-SH) e glutationa reduzida (GSH) foram avaliados antes da insuflação 
(T0), e aos 30 min. (T1) e 60 min. (T2) após o pneumoperitônio. A AChE foi mais elevada 
no GAQ no T1 (p=0.0268) e T2 (p=0.0423) e a BChE apresentou diferença entre T0 e T2, 
demonstrando aumento no T2 deste mesmo grupo (p=0.0175). A atividade da CAT 
aumentou em T1 em comparação ao T0 e T2 (p=0.0253) no GAQ. TBARS (p=0.0117) e 
GSH (p=0.0114) demonstraram redução entre T0 e T2 no GAQ. Contudo, SOD, MPO, 
t-SH e ROS não demonstraram diferenças entre os grupos ou momentos estudados. 
Concluiu-se que a elevação da atividade plasmática da AChE e BChE indicaram maior 
resposta inflamatória, bem como o aumento transitório da CAT pode demonstrar maior 
estresse oxidativo em cadelas submetidas à OVH videoassistida com pneumoperitônio 
aquecido. 
Palavras-chave: videocirurgia, gás aquecido, inflamação, espécies reativas de 
oxigênio.
Keywords: videosurgery, heated gas, inflammation, reactive oxygen species.
Effects of heated or unheated pneumoperitoneum on inflammatory and 
oxidative stress biomarkers in patients undergoing laparoscopic-assisted 
ovariohysterectomy
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Vanessa Milech2, MV. Álvaro C. Silva1, MV. MSc. Vanessa Z. Sarturi2, MV. MSc. Hellen Hartmann2, MV. 
Bernardo N. Antunes2, MV. Dr. MSc. Anelise B. Trindade3, MV. Dr. MSc. Maurício V. Brun4
1PPGMV/UFSM – Santa Maria, Brasil/ Departamento de Sanidade Animal, UNAN – León, Nicarágua.
2PPGMV/UFSM – Santa Maria, Brasil.
3PPGMV/UFRGS- Brasil.
4PPGMV/UFSM, Pesquisador do CNPq- Brasil (308019/2015-6; 200346/2017-2).
* R. Franklin Bittencourt Filho, 251. CEP: 97105-150. Santa Maria, RS. E-mail: alchasi_91@hotmail.com 
DILATAÇÃO RETAL ENDOSCÓPICA 
COM BALÃO E USO DE TRIANCINOLONA 
INTRAMURAL EM CANINO COM ESTENOSE RETAL 
APÓS RESSECÇÃO DE ADENOCARCINOMA RETAL 
- RELATO DE CASOÀ OVARIOHISTERECTOMIA 
VIDEOASSISTIDA 
RESUMO. 
Este relato objetiva apresentar um caso clínico cirúrgico de estenose retal, resultante 
de uma ressecção cirúrgica de uma neoplasia retal, onde foi empregada terapia de 
dilatação por balão endoscópico, associada à aplicação de triancinolona intramural. 
Um canino macho, de 8 anos de idade e raça Dogue Alemão, apresentando 
disquesia e hematoquezia foi submetido à colonoscopia, na qual foram observadas 
neoformações irregulares e hemorrágicas próximas ao ânus, obstruindo 90% da luz 
do órgão. Através de uma alça de polipectomia, dois fragmentos (2,5 e 2 cm) foram 
removidos por estrangulamento. Uma nova colonoscopia foi realizada após 30 dias, 
onde foi determinada a presença de uma proliferação de neoplasma na região do 
esfíncter anal interno. O paciente foi submetido à remoção cirúrgica do neoplasma, 
apresentando estenose retal pós-cirúrgica, passando por duas seções de dilatação por 
balão endoscópico e aplicação intramural de triancinolona. Foram utilizados tubos 
endotraqueais de diferentes tamanhos (8 ao 10), com balonete preenchido com 
NaCl 0,9%, sendo realizadas 4 dilatações de 2 minutos por sessão. Uma dose de 40 
mg de triancinolona foi aplicada intramuralmente nas duas sessões de balão. O laudo 
histológico revelou que a primeira amostra tratavam-se de pólipos vilosos retais com 
focos atípicos, e a segunda amostra, após ressecção completa da massa, tratava-se 
de um adenocarcinoma retal. A triancinolona associada à dilatação endoscópica por 
balão foi eficiente no tratamento da estenose retal desse paciente, visto que o paciente 
não apresentou recidivada da neoplasia ou estenose.
Palavras-chave: neoplasia, corticosteroides, colonoscopia, tubo endotraqueal.
Keywords: neoplasm, corticosteroid, colonoscopy, endotracheal tube.
Endoscopic rectal balloon dilation and intramural triancinolone use in a 
canine with rectal stenosis after rectal adenocarcinoma ressection - case 
report
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Ana Carolina Andrade1*, Thabata Laccort Bortolato2, MV. MSc. Itallo Barros de Freitas3, Crysthian Callegaro 
da Silva2, Gabriella Taner2, Jean Gonçalves Lopes², MV. MSc. Dr. Rogério Luizari Guedes4
[1] Aprimorando Nível 2 em Clinica Cirúrgica do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária – Universidade 
Tuiuti do Paraná (UTP-PR)
2 – Discente de Medicina Veterinária – UTP-PR
3 – Trauma Pet – Serviço de Ortopedia e Traumatologia Veterinária (Curitiba-PR)
4 – Docente de Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária (Curitiba-PR)
*Rua Professor Nivaldo Maranhão Faria, 190. CEP 82840-460, Curitiba, PR. anacarol-94@hotmail.com
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO VIDEOASSISTIDO 
PARA LEYDIGOMA EM CADELA COM OVÁRIO 
REMANESCENTE ALOJADO EM MESENTÉRIO
RESUMO. 
O Leydigoma ocorre normalmente em machos com mais de 10 anos, causando 
síndromes paraneoplásicas e puberdade precoce. Fêmeas também possuem células 
intersticiais secretoras de esteroides, porém são consideradas raras em cadelas. 
Uma paciente canina, SRD e com doze anos apresentava cio recorrente após 
ovariohisterectomia eletiva. Em avaliação ultrassonográfica foi identificada uma 
massa com bordas irregulares e ecogenicidade mista, localizada em região abdominal 
médio-lateral direita. Foi indicado o procedimento de laparoscopia exploratória 
e durante a inspeção da cavidade com um endoscópio de 5mm de diâmetro foi 
localizada a estrutura, apresentando cerca de 8cm de diâmetro, inserida em região 
de mesentério jejunal. Com uma pinça Babcock posicionada na parede abdominal 
lateral direita foi realizada a tração do segmento intestinal e ampliação do acesso para 
sua exteriorização. Optou-se pela remoção da neoplasia associada à enterectomia do 
segmento jejunal adjacente. Ao avaliar o coto ovariano contralateral, foi evidenciado 
um cisto de aproximadamente 0,5cm, também removido. O tratamento pós-operatório 
consistiu de jejum gradual, analgesia e antibioticoprofilaxia pós-operatória por cinco 
dias. Após 15 dias não houveram sinais de alterações gastrintestinais ou reprodutivas. 
A análise histopatológica definiu a neoplasia em mesentério como Leydigoma e o 
cisto em coto esquerdo de origem ovariana. A primeira pode gerar sinais compatíveis 
com hiperandrogenismo e virilização, o que não ocorreu neste caso. Os sinais de estro 
presentes podem estar relacionados ao cisto ovariano remanescente removido do 
coto esquerdo. A técnica laparoscópica permitiu o auxílio diagnóstico e terapêutico, 
minimizando trauma cirúrgico através de acessos cirúrgicos restritosà necessidade de 
remoção da neoplasia.
Palavras-chave: neoplasia, videocirurgia, Leydig, cão.
Keywords: neoplasia, videosurgery, Leydig, dog. 
Videoassisted diagnosis and treatment for a case of Leydigoma in a bitch 
with remnant ovarian implanted in mesentery
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MV. Dra. MSc. Roberta M. Crivelaro 1*, MV. Dr. MSc. Roberto Thiesen 2, Biol. Dra. MSc. Marcela Aldrovani1, MV. 
MSc. Fausto A.M. Neto 1, MV. MSc. Alexandre A.F.B. Sobrinho 1, MV. Dra. MSc. Paola C. Moraes1
[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Unesp – Jaboticabal
[2] Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana
* Rua Quatro, n. 532, CEP: 97509-786, Uruguaiana, RS. E-mail roberta.crivelaro@gmail.com
REMODELAÇÃO MIOCÁRDICA PÓS-LESÃO CARDÍACA
INDUZIDA POR VIDEOCIRURGIA, EM TILÁPIAS-DO-
NILO
RESUMO. 
As doenças cardiovasculares constituem grande problema de saúde pública. A 
necessidade do entendimento do processo de remodelação cardíaca tem acarretado 
em aumento do número de pesquisas envolvendo terapias biológicas. Neste 
contexto, peixes teleósteos emergem como opção de modelo experimental, pois 
possuem homologia morfofuncional e imunológica com mamíferos. Tilápias-do-Nilo 
(Oreochromis niloticus) já vêm sendo empregadas no estudo de diversas doenças 
que afetam seres humanos. Com a presente pesquisa, objetivou-se desenvolver 
técnica de acesso videocirúrgico e induzir lesão cardíaca mecânica, em tilápias-do-
Nilo, além de caracterizar os mecanismos de remodelação do miocárdio ventricular. 
Foram utilizadas 84 tilápias-do-Nilo pesando entre 210.5±54.6g. As avaliações foram 
conduzidas antes, 1h depois e transcorridos 7, 14, 30, 60 e 90 dias da lesão cardíaca. O 
acesso à cavidade celomática foi realizado utilizando-se punch para biopsia de 3 mm, 
permitindo a introdução de endoscópio para posterior amputação do ápice do coração. 
Aproximadamente 6% de tecido cardíaco, apresentando epicárdio e miocárdio, foi 
removido com a pinça de biopsia, sendo que a videocirurgia permitiu boa visibilização 
interna, padronização do tamanho da lesão e alta precisão. Os ventrículos da tilápia-
do-Nilo, após lesão, não apresentaram evidências de regeneração e evoluíram para 
um processo de remodelamento caracterizado pelos espessamentos das paredes do 
ventrículo e do epicárdio, pela hipertrofia dos cardiomióticos. Em conclusão, a tilápia-do-
Nilo parece ser um bom organismo modelo para estudos em cardiologia experimental, 
uma vez que seu ventrículo, após amputação do ápice do coração, acumula muitas das 
alterações vistas em corações de pacientes mamíferos cardiopatas.
Palavras-chave: coração, endoscopia, regeneração, ventrículo 
Keyword: endoscopy, heart, regeneration, ventricle
Myocardial remodeling after video surgery-induced cardiac injury in Nile 
tilapia
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MV. Dra. MSc. Roberta M. Crivelaro 1*, MV. Dr. MSc. Roberto Thiesen 2, Biol. Dra. MSc. Marcela Aldrovani1, MV. 
Dra. MSc. Paloma E.S. Silva 1, MV. MSc. Alexandre A.F.B Sobrinho1, MV. Dra. MSc. Paola C. Moraes1
[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Unesp – Jaboticabal
[2] Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana
* Rua Quatro, n. 532, CEP: 97509-786, Uruguaiana, RS. E-mail roberta.crivelaro@gmail.com
USO DA METADONA PARA ANALGESIA PÓS 
OPERATÓRIA EM TILÁPIAS-DO-NILO
RESUMO. 
Relativamente ao uso de analgésicos, peixes apresentam respostas nociceptivas e 
possuem os componentes sensoriais necessários à percepção de estímulos dolorosos 
apesar de alguns autores propagarem o conceito de que eles não sentem dor. Ocorre 
que o conhecimento sobre como peixes respondem, com mudanças comportamentais, 
aos estímulos nocivos agudos é limitado e, aparentemente, há diferenças entre as 
espécies de Teleostei. Há poucos estudos sobre o efeito dos opioides em espécies 
de peixes. A metadona é um opioide comumente utilizado para promover analgesia 
em pequenos animais. Ela é um potente agonista de receptores μ, com potência 
similar à morfina. Ademais, a metadona possui um efeito antagonista nos receptores 
N-metil-D-aspartato, tornando-a mais eficiente no controle da dor. O potencial efeito 
anti-nociceptivo da metadona em peixes não foi ainda estabelecido. Objetivou-se 
avaliar possíveis respostas comportamentais no uso da metadona após procedimento 
videocirurgico para retirada de ápice ventricular em tilápias-do-Nilo. Dezesseis tilápias 
adultas pesando entre 210.5 ± 54.6 g foram submetidas ao procedimento cirúrgico. Os 
animais foram adaptados em tanques 24 horas antes do procedimento e analisados 
nas 24 horas posteriores ao procedimento por meio de videocâmara, com posterior 
análise por observador cego aos protocolos, onde um grupo recebeu placebo e, o 
outro, metadona na dose de 30 mg/kg. Animais que receberam metadona demoraram 
mais a respirar espontaneamente, apresentaram uma tendência em se alimentar 
mais tardiamente e maiores tempos de recuperação a postura natatória normal. Em 
conclusão a dose de 30mg/kg de metadona em tilápias-do-Nilo parecem possuir um 
efeito comportamental, mas não analgésico em tilápias-do-Nilo.
Palavras-chave: analgesia, dor, teleósteos, videocirurgia
Keywords: analgesia, pain, teleost, video-surgery
Methadone use for analgesia after surgery in Nile tilapia
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Daniele Santos Rolemberg1; Rentata Sitta Gomes Mariano1; Maria Eduarda Bastos Moutinho da Conceição1; 
Marina Emanoella Seruti Pelógia2; Gabriela Noronha Toledo1; Beatriz de PatoVila2; Fabiana Del Lama Rocha1; 
Andrigo Barbosa Di Nardi3; Paola Castro Moraes3; Julio Carlos Canola3.
1 MSC DVM – FCAV/Unesp – Jaboticabal, SP – Brasil; 2 VM – FCAV/Unesp – Jaboticabal, SP – Brasil; 3DVM PHD– FCAV/
Unesp – Jaboticabal, SP – Brasil; E-mail: daniele.rolemberg@gmail.com.
CONTRIBUIÇÃO DOS ACHADOS RINOSCÓPICOS E 
RADIOGRÁFICOS NO DIAGNOSTICO DE RINITE POR 
MICROFIALIROSE EM CÃO – RELATO DE CASO 
RESUMO. 
Este trabalho objetiva descreverachados rinoscópicos, broncoscópicos e radiográficos 
por meio do relato de um caso raro de microfilariose errática em passagem nasal e 
campos pulmonares de um cão, tencionando a inclusão desta no diagnóstico diferencial 
dos exames de imagem. Um canino, srd, de 8 anos, com secreção nasal purulenta, tosse 
produtiva e espirro há 2 anos, arresponsivo a antibioticoterapia prévia, foi atendido 
no hospital veterinário. Hemograma e dosagem das enzimas renais e hepáticas 
apresentavam-se normais. Supressão da onda P e complexo QRS foram observados 
ao eletrocardiograma, sugerindo acometimento pulmonar. Radiografias ortogonais 
de crânio e toráx foram realizadas, revelando um discreto aumento de radiopacidade 
homogênea e difusa da cavidade e seio nasal direito; discreto abaulamento e realce 
do tronco pulmonar, associado a um padrão vascular, intersticial reticular, e infiltrado 
peribronquial. À rinoscopia visibilizou-se hiperemia e engurgitamento dos vasos dos 
turbinados nasais e conteúdo mucoide, bilateralmente. Hiperemia difusa e placas 
pálidas ao longo do trajeto bronquial foram observadas, sugerindo broncopneumonia 
bacteriana, á broncoscopia. Em contraste á impressão endoscópica, amostras coletadas 
via endoscopia e destinadas a análise histopatológica revelaram moderada proliferação 
inflamatória linfoplasmocítica, e a presença de raras microfilárias em tecidos nasais. Os 
sinais clínicos e imagiológicos evidenciados corroboram a literatura. Embora estudos 
sobre acometimento cardiopulmonar relacionados a microfilariose sejam bem 
descritos, este é o primeiro relato de rinopatia por migração errática de microfilaria 
em cão. Os exames de imagem, embora inespecíficos, mostraram-se importantes no 
direcionamento diagnóstico, confirmado via histopatologia, ressaltando a relevância 
clínica da inclusão desta patologia nessa modalidade diagnóstica.
Palavras-chave:microfilaria, rinite, canino, parasita, rinoscopia.
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MV. MSc. Vanessa Milech1, MV. MSc. Michelli W. de Ataíde2, MV. MSc. Vanessa Z. Sarturi1, MV. Álvaro C. Silva1, 
MV. Dr. MSc. Cinthia M. de Andrade1, MV. Dr. MSc. Glaucia Kommers1, MV. Dr. MSc. Marco A. Machado-Silva3, 
DVM. PhD. Francisco M. Sanchez-Margallo4, MV. Dr. MSc. Maurício V. Brun3
1PPGMV/UFSM-Brasil.
2UPF-Brasil, PPGMV/UFSM.
3UFG-Brasil, PPGMV/UFSM.
4CCMIJU-Espanha.
5PPGMV/UFSM, Pesquisador do CNPq-Brasil (308019/2015-6; 200346/2017-2).
* Av. Roraima 1000, Campus UFSM, 97105900, Camobi, Santa Maria, RS, Brasil; mauriciovelosobrun@hotmail.com
ANÁLISE HISTOLÓGICA E ESTRESSE OXIDATIVO 
PERITONEAL EM CADELAS SUBMETIDAS À 
OVARIOHISTERECTOMIA VIDEOASSISTIDA SOB 
PNEUMOPERITÔNIO AQUECIDO OU NÃO AQUECIDO
RESUMO. 
Objetivou-se avaliar o efeito do pneumoperitônio aquecido ou não, em pacientes 
submetidas à ovariohisterectomias videoassistidas, sobre a ocorrência de lesões na 
histologia peritoneal e estresse oxidativo na superfície mesotelial. Foram utilizadas 20 
pacientes caninas, distribuídas em grupo CO2 aquecido (GAQ, n = 10) e não aquecido 
(GNA, n = 10). As biópsias do tecido peritoneal foram realizadas nos tempos (T0) 
antes da insuflação com CO2, e (T1) após 60 minutos de exposição, sendo avaliados 
os parâmetros congestão, edema, hemorragia e presença de células inflamatórias na 
superfície peritoneal. Amostras de peritônio foram coletadas para análise de catalase 
(CAT), superóxido dismutase (SOD) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico 
(TBARS), nos tempos T0, (T1) após 30 minutos de exposição, e (T3) aos 60 minutos. Não 
foram observadas diferenças nos parâmetros histológicos avaliados. Avaliando-se a 
atividade da CAT, o GAQ apresentou diferença entre T1 e T2 (p=0,0150), e comparando-
se os grupos em cada momento, houve aumento no T2 (p=0,0288) do GAQ. Em relação 
a atividade da SOD, no GAQ houve diferença entre T2 em relação ao T0 e T1 (p=0,0181), 
na comparação entre grupos em mesmo momento, houve aumento apenas no T1 
(p=0,0287) do GNA. Na avaliação do TBARS, não houve diferença entre os momentos 
ou grupos avaliados. Conclui-se que a utilização do CO2 aquecido em comparação 
ao CO2 não aquecido não demonstra mudanças na histologia peritoneal no período 
avaliador. Entretanto, o gás aquecido ocasiona elevação em valores de marcadores de 
estresse oxidativo peritoneal (CAT e SOD) quando comparado ao CO2 não aquecido.
Palavras-chave: Peritônio, histologia, espécies reativas de oxigênio, videocirurgia.
Keywords: Peritoneum, histology, reactive oxygen, videosurgery.
Histological analysis and peritoneal oxidative stress in bitches submitted 
to laparoscopic-assisted ovaryhisterectomy under heated or unheated 
pneumoperitoneum
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ROLEMBERG, D. S.1; MARIANO, R. S. G1; CONCEIÇÃO, M. E. B. M. 1; PELÓGIA, M. E. S.2; coutinho, a. .r.2; ROCHA, F. D. 
L.1; DI NARDI, A. B.3; MORAES, P. C.3; CANOLA, J. C.3.
1 – Pós-graduação do programa de Cirurgia Veterinária – UNESP –Jaboticabal, e-mail: daniele.Rolemberg@gmail.com ;
 2 – Residente do serviço de Diagnóstico por Imagens do Hospital Veterinário – UNESP – Jaboticabal; 
3 – Docente do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária – UNESP – Jaboticabal. 
ASPECTOS ENDOSCÓPICOS E IMAGIOLÓGICOS 
DE CARCINOMA DE CÉLULAS DE SINETE EM CÃO– 
RELATO DE CASO 
RESUMO. 
O carcinoma é a neoformação gástrica maligna incomum em pacientes caninos, tendo 
prognóstico reservado e tempo de sobrevida de 6 meses, no qual o diagnóstico precoce 
por meio dos exames de imagem associados a histopatologia torna-se imperioso. Este 
trabalho objetiva relatar o caso de carcinoma de células de Sinete em estômago canino, 
correlacionar os achados endoscópicos, radiográficos e ultrassonográficos, e enfatizar 
a importância da endoscopia associada à histopatologia para o diagnóstico final. 
Um Poodle, macho, de 8 anos, apresentando hiporexia e êmese ha quatro meses, foi 
atendido no hospital veterinário. Ao exame radiográfico simples e gastrograma notou-
se irregularidade da parede gástrica com falha de contraste em porção antro pilórica, 
conferindo aspecto de “mação comida”, sugestiva de formação adenocarcinomatosa. 
Em adição aos achados, observou-se á ultrassonografia, perda parcial da estratificação 
parietal, evidência de camadas submucosa e muscular e acentuado espessamento 
parietal em porção pilórica. A gastroscopia foi então realizada, detectando difusa 
hiperemia e irregularidade da mucosa gástrica, acompanhada de elevações pálidas em 
parede e considerável formação ovalada em antro pilórico, sugestivas de neoformação 
gástrica de aspecto misto, porém generalizada, posteriormente diagnosticada 
histologicamente como formação carcinomatosa de células de Sinete. A gastrectomia 
total foi eleita como terapia mais adequada, sendo esta realizada, porém cursando 
com o óbito do paciente, em decorrência da acentuada debilidade do mesmo. 
Embora diagnosticado tardiamente, a gastroscopia caracterizou alterações não 
passíveis de caracterização pelas demais modalidades, corroborando a literatura. As 
técnicas diagnósticas, quando em comunhão e associadas ao exame histopatológico, 
forneceram relevantes informações, conduzindo a um diagnóstico definitivo.
Palavras-chave: tumor gástrico, cão, endoscopia, ultrassom, radiologia
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Lima, K1, Souza, FW2*, Guedes, RL3, Melo, EHM4, Silva, LAS1, Souza, CWS1, Neto, LF1, Lima, RS1
Kátia Lima1, Fernando Wiecheteck de Souza2*, Rogério Luizari Guedes3, Evelynne Hidegard Marques de Melo4, 
Leilia Andrea Santos da Silva1, Cícero Wilian César de Souza1, Luiz Fernandes Neto1, Rafaelly Silva Lima1
1 Discente de graduação, Universidade Federal de Alagoas, Viçosa/AL.
2 Docente da Universidade Federal de Alagoas. *Autor para correspondência: wiecheteck@hotmail.com, CEP 57038-690, Ma-
ceió/AL.
3 Docente da Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba/PR.
4 Discente de mestrado, Universidade Federal de Alagoas, Viçosa/AL.
BIÓPSIA HEPÁTICA LAPAROSCÓPICA SINGLEPORT 
EM CANINO: RELATO DE CASO
RESUMO. 
As doenças hepáticas em caninos necessitam da realização de biópsias para 
confirmação do diagnóstico definitivo, porém na grande maioria das vezes ela não é 
realizada, prejudicando o tratamento dos pacientes. O presente relato descreve o caso 
de um canino, macho, sharpei, com 6 anos de idade que apresentava anorexia há 3 
dias e aumento das enzimas fosfatase alcalina e alanina amino tranferase. Ao exame 
ultrassonográfico de abdômen evidenciou-se hepatomegalia e parênquima com perda 
da ecotextura e baixa ecogenicidade difusas. O paciente foi submetido à avaliação 
videolaparoscópica hepática onde foram verificadas áreas sugestivas de lesão hepática 
onde coletadas três amostras de biópsia através da utilização de pinça de biópsia saca-
bocado de 5mm. O acesso cirúrgico ocorreu utilizando um único acesso abdominal 
com a utilização de dois portais de laparoscopia, de 10mm e 5mm. O tempo cirúrgico 
foi de 25 minutos, sem a ocorrência de complicações transoperatórias e sem a evidência 
de sangramentos. No pós-operatório o animal apresentou anorexia por 2 dia, sendo 
instituída a alimentação pastosa forçada e após este período passou a ingerir a dieta 
normalmente. Os pontos foram retirados com 7 dias de pós-operatório sem evidências 
de complicações sistêmicas e da ferida cirúrgica. A abordagem videolaparoscópica do 
sistema hepático mostrou-se efetiva para a confirmação do diagnóstico de hepatite 
crônica canina, através de avaliação histopatológica, com a coleta de três fragmentos 
por meio da pinça laparoscópica de biópsia saca-bocado de 5mm.
 Palavras-chave: hepatite, colangite, cães.
Keyword: hepatites, colangitis, dogs.
Singleport laparoscopic hepatic biopsy in canine: case 
report
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MV. MSc. Daniele S. Rolemberg1, MV. Marina Emanoella S. Pelógia1, MV. MSc. Maria Eduarda B. A. M. Conceição1, 
MV. MSc. Renata S. G. Mariano1, MV. MSc. Cléber K. Ido1, MV. Acácia R. Coutinho1, Larissa G. Silva2, Vinícius C. 
Fração2, MV. Dr. MSc. Andrigo B. De Nardi3, MV. Dr. MSc. Paola C. Moraes3, MV. Dr. MSc. Julio Carlos Canola3
1 Pós-graduandos em Cirurgia de Pequenos Animais da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP - Câmpus Ja-
boticabal, São Paulo, Brasil.
2 Graduandos em Medicina Veterinária pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP - Câmpus Jaboticabal, São 
Paulo, Brasil. 
3 Professor do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP - 
Câmpus Jaboticabal, São Paulo, Brasil. 
IMPRESSÕES ENDOSCÓPICAS DE LINFOMA 
GÁSTRICO EM FELINO: RELATO DE CASO
RESUMO. 
 Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, CEP: 14884-900, Jaboticabal, SP. 
 E-mail daniele.rolemberg@gmail.com.Este trabalho objetiva relatar o caso de linfoma 
gástrico em felino, correlacionar os achados endoscópicos e ultrassonográficos, 
enfatizando a importância diagnóstica da endoscopia, quando associado à 
histopatologia. Um felino, macho, persa, de 10 anos, foi atendido no hospital veterinário 
apresentando hiporexia e perda de peso. Ao exame físico notou-se mucosas hipocoradas 
e uma massa de consistência firme, em topográfica de estômago, à palpação. Além de 
discreta anemia á contagem celular, demais parâmetros sanguíneos apresentavam-se 
dentro da normalidade, assim como dosagens dos perfis bioquímicos renal e hepático. 
Em sequência, a varredura ultrassonográfica abdominal foi realizada revelando um 
acentuado e difuso espessamento da parede gástrica, de caráter heterogêneo, porém 
predominantemente hipoecoico, com perda da estratificação parietal, vasculatura rica 
ao doppler colorido, e envolvimento de linfonodo gástrico. Face aos achados, a análise 
endoscópica do estômago foi realizada. Dificuldade de distensão gástrica, acentuada 
palidez da parede associada a áreas enegrecidas, depressões sugestivas de ulceração e 
elevações grosseiras e pálidas em mucosa foram observadas. Biópsias teciduais foram 
obtidas durante o procedimento e diagnosticadas histologicamente como linfoma 
gástrico de alto grau. Iniciou-se então a terapia quimioterápica com vincristina (0,65mg/
m2) e prednisona (10mg/gato), porém em decorrência do agravamento do estado do 
paciente, optou-se pela eutanásia. Em conclusão, tanto o exame ultrassonográfico, 
como o endoscópico forneceram informações relevantes no tocante às características 
das lesões e no diagnóstico presuntivo de referida doença, corroborando a literatura e, 
sendo de importante valia diagnóstica, quando associados à histopatologia, atestando 
a relevância destes exames de imagem no diagnóstico final de linfoma gástrico felino
.
Palavras-chave: estômago, gastroscopia, linfoma, tumor, ultrassom
Keywords: gastroscopy, lymphoma, stomach, tumor, ultrasound
Endoscopic imprints of gastric lymphoma in feline: Case 
report
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Thais Ruiz, Arleana B. P. F.Almeida e Alexandre P. Ribeiro Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, Hospital Veterinário, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade 
Federal de Mato Grosso 
*Av. Fernando Correia da Costa, nº 2367, 78060-900, Bairro Boa Esperança, Cuiabá, MT. E-mail: alexandre.aleribs@gmail.com
OFTALMOLOGIA
CONCENTRAÇÃO E CORRELAÇÃO ENTRE 
METALOPROTEINASE-2 E INTERLEUCINA-1 BETA NO 
HUMOR AQUOSO DE CÃES COM CATARATA MADURA 
E HIPERMADURA
RESUMO. 
A uveíte lente-induzida é uma alteração imunomediada que ocorre após a formação de 
catarata. Nesse contexto, as concentrações no humor aquoso da metaloproteinase-2 
(MMP-2) e da interleucina-1 beta (IL-1beta) nunca foram avaliadas. Objetivou-se 
determinar a concentração de MMP-2 e da IL-1beta no humor aquoso de cães com 
catarata madura e hipermadura. O humor aquoso foi colhido por paracentese da 
câmara anterior no momento da eletrorretinografia em 8 cães com catarata madura 
(M), 8 com catarata hipermadura (H) e de 8 cães saudáveis (S) submetidos à castração 
eletiva. Imunoensio enzimático foi utilizado para determinar as concentrações de 
MMP-2 e IL-1 beta. ANOVA de via única e teste Tukey foram utilizados para comparar a 
concentração das substâncias dosadas entre os grupos; teste de Person foi empregado 
para avaliar correlação entre a evolução da catarata a partir dos olhos saudáveis (p≤0,05). 
Concentração mínima-máxima e média de MMP-2 (ng/mL) foi respectivamente, 0,39-
3,92 e 1,67 (S); 1,23-6,01 e 2,28 (M); 1,47-3,08 e 2,44 (p=0,43). A concentração de IL-
1beta (pg/mL) foi significativamente maior em M (5,98-6,03 e 6,00) e H (6,02-6,04 
e 6,03) que em S (5,90-5-92 e 5,95) (pCom este relato concluímos que a ciclofotocoagulação é uma 
conduta terapêutica eficaz para o controle da síndrome glaucomatosa.
Palavras chaves: ciclofotocoagulação, controle do glaucoma, laser diodo.
Keywords: cyclophotocoagulation, glaucoma control, laser diode
Retrospective study of the use of laser cyclofotocoagulation 
for the control of glaucoma in dogs.
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MV. MSc. Alexandre Augusto Franchi de Barros Sobrinho1*, Biol. MSc. PhD. Marcela Aldrovani1, MV. MSc. PhD. 
Karina Kamachi Kobashigawa1, MV. MSc. PhD. Paloma do Espírito Santo Silva1, MV. MSc. Thaís Guimarães 
Morato Abreu1, MV. MSc. PhD. Roberta Martins Crivelaro1, MV. MSc. PhD. José Luiz Laus1
[1]Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Pau-
lista, Câmpus de Jaboticabal, SP, Brasil
* Via de Acesso Prof. Dr. Paulo Donato Castellane, s/n. CEP: 14884-900, Jaboticabal, SP. alexandre_sobrinho@hotmail.com
REFRACÃO E CURVATURA CORNEAL APÓS 
ENXERTIA CIRÚRGICA INTRA-ESTROMAL DE 
MEMBRANAS DE COLÁGENO. ESTUDO EM COELHOS
RESUMO. 
Biomaterias colagênicos estão sendo empregados como substitutos teciduais em 
cirurgias corneais. Objetivou-se, portanto, avaliar a refração, a curvatura/astigmatismo 
e a microestrutura de córneas de coelhos, após enxertia de membrana colagênica. 
A Comissão de Ética no Uso de Animais da FCAV/Unesp (N.6.330/16) autorizou o 
estudo. Somente olhos direitos foram usados. Dois grupos (n = 16 cada) compuseram 
a pesquisa: o grupo CM formado de córneas que tiveram membranas colagênicas 
(patente INPI BR1020180103237) implantadas dentro de um “bolso” (300 µm) 
criado na região paracentral; e o grupo SM, formado de córneas com “bolso”, sem 
implantação de membranas. Córneas foram avaliadas usando autorefrator (Potec-
PRK7000), imediatamente antes (pré.op) e por até 28 dias depois dos procedimentos 
(pós.op). Emetropia foi definida como o erro refrativo entre 0,5 e +0.5 dioptrias (D). 
No final do experimento, córneas foram colhidas para histopatologia. Diferenças com 
Psheep.
Histological evaluation in ovarian biopsy with bipolar 
eletrocoagulation in sheep
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dr. Tiago Luís Eilers Treichel1*, MV. Dr. Tales Dias do Prado1, MV. Ma. Anaíza Simão Zucatto do Amaral2, 
MV. Dr. Didier Quevedo Cagnini3, Lucas da Rocha Pinto4, Arthur Toledo Martins5, Marcella Teixeira Rosa5, 
Guilherme Toledo Martins5
1 Serviço de Cirurgia, Professor Adjunto da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Rio Verde/GO
2 Laboratório de Análises Clínicas, Professora da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Rio Verde/GO
3 Professor Efetivo do Curso de Ciências Biológicas, da Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí/GO
4 Bolsista Pibic/CNPq, graduando da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Rio Verde/GO
5 Graduandos da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Rio Verde/GO
* Rua Major Rocha, 543, CEP: 75.905-851, Rio Verde, GO. E-mail: tiago@unirv.edu.br
AVALIAÇÃO MACRO E MICROSCÓPICA DE LESÕES 
CUTÂNEAS EXPERIMENTAIS EM OVINOS TRATADAS 
COM NIM (AZADIRACHIA INDICA)
RESUMO. 
O processo de cicatrização de feridas trata-se de um mecanismo complexo. Com base 
nas dificuldades encontradas para tratamento, alternativas são buscadas. O objetivo 
deste trabalho foi avaliar a viabilidade clínica e a eficácia da terapia com o Nim. Para 
isto, foram utilizados 18 ovinos, divididos em 3 grupos. Na parede torácica direita, 
demarcou-se na pele a área a ser excisada (7 × 7 cm). Os animais do grupo controle, 
não receberam nenhum tratamento. Os animais do Grupo PC foram tratados com 
a pomada comercialmente disponível, enquanto do Grupo EA foram tratados com 
extrato de solução aquosa das folhas. Aos 7 e 30 dias, foram submetidos a coleta de 
sangue. Biópsias teciduais foram realizadas nos dias 7, 14, 21 e 28 e as feridas medidas 
diariamente. Os valores obtidos nos hemogramas foram submetidos aos testes de 
ANOVA e teste de T, ao nível de 5% de probabilidade, enquanto que para as variáveis 
observadas nas biópsias, utilizou-se o Teste de Kruskal-Wallis a 10% de probabilidade. 
No 30º dia, o uso do EA resultou em menor área de lesão comparado aos outros 
tratamentos, com diferença significativa (p 0,05), mostrando 
que o método de biopsia com a pinça Babcock foi considerado viável e eficiente para 
o procedimento hepático, nessas avaliações.
Palavras-chave: Laparoscopia, Fígado, Histologia hepática.
Keywords: Laparoscopy, Liver, Hepatic histology.
Comparison between laparoscopic biopsies with Babcock 
clamp and biopsy clamp: Evaluation in bovine cadaveric 
model.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Izabela Puerchi Ribeiro1, MV. MSc. Ilan Munhoz Ayer2,4*, MV. Dr. Ewaldo de Mattos Junior4, Lucas 
Quaresmin Varalonga4, MV. MSc. Luisa Pucci Bueno Borges5, MV. MSc. Vitor Foroni Casas4, MV. Dr. Felipe 
Faria Pereira da Câmara Barros4,6, MV. Dr. Pedro Paulo Maia Teixeira4,5, MV. Dra. Maricy Apariccio4.
[1]Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade de Franca (UNIFRAN). 
[2] Departamento de Medicina Veterinária da Faculdade UNA, Campus Pouso Alegre (UNA).
[3]Departamento de Análise Clínica da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
[4]Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade de Franca (UNIFRAN). 
[5]Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal da Amazônia, Campus Castanhal Universidade Federal do Pará (UFPA) 
[6]Departamento de Ciência Animal da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ) 
*Endereço do autor correspondente: Rua João Basílio, 420, CEP: 37550-000, Pouso Alegre – MG. E-mail: ilan.ayer@prof.una.br
COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS DE SÍNTESE E 
ESTUDO CICATRICIAL DO ACESSO VIDEOCIRÚRGICO 
EM OVINOS
RESUMO. 
O objetivo de estudo é estabelecer o melhor método e material utilizado para se fazer 
síntese nos acessos laparoscópicos, em relação a cicatrização e facilidade de execução 
da técnica. O experimento foi realizado com 10 ovinos adultos sadios, submetidos 
à laparoscopia. Três incisões cutâneas de 5 mm foram realizadas para a entrada dos 
portais, respeitando a triangulação e o pneumoperitônio, conforme técnica padrão de 
laparoscopia em ovinos. Após as laparoscopias exploratórias, as sínteses dos acessos 
foram definidas de acordo com o tratamento estabelecido: dermorrafia, sem síntese 
muscular com pontos tipo Wolff, utilizando fio cirúrgico não absorvível poliamida 
2-0 cirúrgico (SN); dermorrafia com pontos intradérmicos, utilizando fio cirúrgico 
absorvível monofilamentado (Poliglactina 910) (SA); dermorrafia com cola a base de 
2-etil-cianoacrilato (SC). Os animais foram fotografados todos os dias para observação 
macroscópica de qual o melhor resultado. Após 5 dias do procedimento, metade dos 
animais foi submetido a biópsia de pele do acesso laparoscópico, por meio de punch 
de pele de 5 mm, para avaliação histopatológica. Decorridos 7 dias do procedimento, 
foi realizada nova biópsia no restante dos pacientes. As amostras foram coradas com 
hematoxilina-eosina e Tricômio de Masson, para avaliação da proliferação vascular, 
células polimorfonucleares, células mononucleares, proliferação fibroblástica, fibras 
colágenas e reepitelização, tendo sido considerado os seguintesquesitos: ausente, 
discreta, moderada e acentuada. Concluiu que todos os meios de dermorrafia testados 
apresentaram resultados próximos e boa cicatrização. No entanto, a cola apresentou 
a vantagem de ter baixo custo além de sua aplicação ser rápida comparada com as 
suturas acima.
Palavras-chave: cicatrização videocirúrgica, cianoacrilato, poliamida, 
poliglecaprone, ovinos.
Keywords: endosurgery healing, cyanoacrylate, polyamide, polyglecaprone, 
sheep.
Comparison of synthesis methods and scar study 
endosurgery access in sheep
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Antonio Carlos Lopes CÂMARA1*, M.V. Dr. José Augusto Bastos Afonso 2, M.V. Dr. Nivaldo de Azevedo Costa2; 
MV. Dr. MSc. José Renato Junqueira Borges1, MV. Elissa Ribeiro1.
2Clínica de Bovinos, Campus Garanhuns, Universidade Federal Rural de Pernambuco. 
* Área Especial SRB, Galpão 4, Granja do Torto,CEP: 70297-400, Brasília, DF. E-mail: hvetaounb@gmail.com
EFICÁCIA DA LAPAROTOMIA PELO FLANCO 
ESQUERDO SEGUIDA DE RUMENOTOMIA NO 
TRATAMENTO CIRÚRGICO DA COMPACTAÇÃO 
PRIMÁRIA DO ABOMASO EM BOVINOS
RESUMO. 
A compactação abomasal primária pode ser originada pela ingestão de grande 
quantidade de forragem de baixa qualidade associada ou não a restrição hídrica, 
sendo considerados os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da 
enfermidade. Este trabalho teve por objetivo avaliar a eficácia da laparotomia pelo 
flanco esquerdo seguida de rumenotomia (LFER) na resolução da compactação do 
abomaso em bovinos. As informações foram obtidas a partir das fichas clínicas de 
quatro bovinos adultos, onde foi avaliado o procedimento cirúrgico empregado com a 
resolução dos casos (alta ou óbito). Todos os animais foram submetidos à LFER seguida 
de transfaunação com conteúdo ruminal de animais sadios depois de retirada da ingesta 
de má qualidade, e posterior terapia antibiótica e antiinflamatória mais fluidoterapia 
oral e/ou endovenosa diariamente no pós-operatório. A compactação abomasal 
primária correspondeu a 100% da ocorrência, com presença de geossedimentos em 
um caso (25%). Dos quatro casos, dois (50%) tiveram alta clínica no 8º dia pós-operatório 
depois de retirada a dermorrafia, enquanto dois (50%) vieram a óbito durante o 
internamento pós-cirúrgico. A baixa taxa de sobrevivência encontrada neste estudo 
pode ser justificada pela demora na procura por atendimento clínico adequado em 
alguns casos, onde a evolução clínica foi de 1, 3, 3 e 12 dias. Assim, conclui-se que a 
LFER apresentou resultados razoáveis na resolução da compactação de abomaso em 
bovinos, entretanto o número de animais e a avançada evolução clínica observada em 
alguns casos devem ser levados em consideração na avaliação final do desempenho 
da técnica.
Palavras-chaves: compactação do abomaso, laparotomia, rumenotomia.
Key-words: abomasal impaction, laparotomy, rumenotomy.
Efficacy of left flank laparotomy followed by ruminotomy in 
the surgical treatment of the primary abomasal impaction in 
cattle
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Barbara C. Guilherme¹*, Gabriela M. A. Santos¹, MV. Hanna L. M. Morais¹, MV. Me. Adriana E. C. Barbosa¹, MV. 
Me. Daniella K. O. Bezerra¹, MV. Me. Luísa P. B. Borges¹, Dra. Chayanne S. Ferreira¹´², MV. Maria J. S. Cavalcante¹, 
MV. Luciana S. Siqueira¹, Bio. Me. Kayan C. Rossy¹, Heytor J. Gurgel¹, MV. Me. Rodrigo S. Albuquerque¹, 
Janayna B. Santos¹, Dr. Pedro P. M. Texeira¹ 
¹Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará, Br 316 Km 61, Castanhal, PA. 
²Universidade de Rio Verde.
*Campus Castanhal, UFPA – Campus II, Br 316, Km 61, CEP: 68743-970, Castanhal, PA. barbaraguilherme26@hotmail.com
ESTUDO VIDEOLAPAROSCÓPICO DAS ESTRUTURAS 
UMBILICAIS DE BEZERROS
RESUMO. 
Este trabalho objetivou estabelecer o melhor acesso laparoscópico para visualizar 
estruturas umbilicais em bezerros. Utilizou-se 5 peças anatômicas de bezerros 
submetidas à dois acessos videocirúrgicos: Acesso lateral as peças foram posicionadas 
em decúbito lateral direito, e os portais posicionados pelo flanco esquerdo e o Acesso 
ventral as peças foram posicionadas em decúbito dorsal, e os portais posicionados na 
região abdominal ventral. Os acessos foram trabalhados com três portais laparoscópicos 
e pneumoperitônio com CO2, com auxílio de laparoscópio de 10 mm e 0o e duas pinças 
de manipulação. Foram contabilizadas as possibilidades de acesso aos três grupos de 
estruturas umbilicais: veia umbilical, úraco e artéria umbilical. A comparação foi feita 
de forma descritiva, verificando se os acessos correspondiam ao objetivo de acesso 
visual e com as pinças. Em 100% dos casos observou-se que o melhor acesso foi o 
lateral, flanco esquerdo (AL), visto que pelo o ventral (AV) as estruturas umbilicais 
tornavam-se impossíveis de serem visualizadas pela proximidade e impossibilidade 
de transposição de estruturas umbilicais. Em todos os AL foi possível transpor as 
estruturas umbilicais mais próximas a parede abdominal, observar a veia umbilical 
até a inserção hepática, o úraco até a inserção na bexiga e artéria umbilical até sua 
inserção na aorta. Esse campo visual foi impossível para AV uma vez que as estruturas 
umbilicais ficaram próximas ao acesso. Desta forma verificou-se que laparoscopia pode 
auxiliar no método de diagnóstico e tratamento cirúrgico das onfalopatias, visto que a 
visualização e manuseio das estruturas umbilicais através dos acessos laparoscópicos 
foram possíveis.
Palavras-chave: Laparoscópico; úraco; artéria umbilical.
Keyword: Laparoscopic; urachus; umbilical artery.
Video-laparoscopic study of umbilical structures in calves 
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Clara Fernandes SHIRATORI1*, Walescka DINIZ2, MV. Samuel F. BASTOS3, Ana Luisa F. GUEDES1, Nathália 
RODRIGUES1, Jeferson L. MOURA1
1 Graduando(a) do Curso de Medicina Veterinária da União Pioneira de Integração Social (UPIS), Campus II, Planaltina – DF 
2 Graduanda do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade ICESP, Águas Claras – DF
3 Médico Veterinário Autônomo
* SQS 212 bl. A, ap. 506, Asa Sul, CEP: 70275-010, Brasília, DF. E-mail: clarashira@gmail.com 
FRENOTOMIA DE ANQUILOGLOSSIA CONGÊNITA EM 
BEZERRO NELORE
RESUMO. 
Anquiloglossia é uma anomalia congênita da cavidade oral caracterizada pela presença 
de um frênulo lingual curto, o que resulta na redução da mobilidade da língua, 
órgão fundamental para alimentação dos bovinos. O objetivo do presente trabalho é 
relatar o tratamento de anquiloglossia congênita em um bovino, fêmea, raça Nelore, 
5 meses, 210kg, criada em sistema extensivo. No aleitamento o animal mostrava 
desenvolvimento menor que os demais, mas durante o desmame foi observado baixo 
ganho de peso significativo, além de dificuldade de preensão do alimento e vocalização 
anormal. A paciente foi diagnosticada durante o exame físico, onde observou-se a 
ligação da língua ao assoalho bucal ao longo de todo seu comprimento, impedindo 
a movimentação da língua e correta deglutição. Para o tratamento foi realizada uma 
frenotomia com a bezerra posicionada em decúbito lateral, como anestesia local, 
foram instilados 10ml de Lidocaína 0,5% na região ventral da língua e, então, realizada 
uma incisão no frênulo, iniciando no ápice da língua e seguindo caudalmente, com 
cerca de 6cm de extensão. A movimentação da língua foi observada logo após a 
cirurgia. No pós operatório foram administrados Penicilina (20.000ui/Kg) e Flunexin 
meglumine (1,1mg/kg), ambos dose única por via intramuscular. No quinto dia após a 
cirurgia, a bezerra já conseguia apreender o capim sozinha e os reflexos de deglutição 
aparentavam estar normais. Nenhuma complicação foi observada durante um período 
de 4 meses. Conclui-se que a anquiloglossia pode ser facilmente diagnosticada e que, 
mesmo com tratamento tardio, é possível obter uma melhora na movimentação da 
língua.
Palavras-chave:Anquiloglossia, frenotomia, bovino
Keywords: Ankyloglossy, frenotomy, bovine
Frenotomy for congenital ankyloglossia in a Nelore calf
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Marilia Ferrari Marsiglia1*; Julio David Spagnolo1; Susiandra Kloster Munhoz2; Ana Flávia Sanchez1; Stefano 
Carlo Filippo Hagen3; Luis Cláudio Lopes Correia da Silva3
1.Pós-graduando. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP. (VCI), Av. 
Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo/SP, Brasil, CEP 05508 270. *marilia.marsiglia@usp.br
2.Residente do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
3.Docente. Departamento de Cirurgia Veterinária (VCI) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
HERNIORRAFIA INGUINAL VIDEOLAPAROSCÓPICA 
POR SUTURA FARPADA EM OVINO
RESUMO. 
As hérnias inguino-escrotais são comumente observadas nos animais de produção, e o 
tratamento geralmente é a orquiectomia, com ligadura da túnica vaginal e ou sutura do 
anel externo. Relata-se um ovino, Dorper, macho, de oito meses de idade, com aumento 
de volume testicular há 45 dias. No exame ultrassonográfico visualizou-se segmentos 
de intestino delgado. Por se tratar de animal de exposição, optou-se pela herniorrafia 
laparoscópica com preservação dos órgãos reprodutivos. O animal foi submetido a 
anestesia geral inalatória e em decúbito dorsal, em posição de Trendelenburg 30º. Três 
portais foram criados, o primeiro de 10 mm pré-umbilical na linha média, para passagem 
da óptica laparoscópica. Após instauração do pneumoperitônio com CO2 até atingir 
a pressão de 8mmHg, o segundo portal de 10mm foi criado no hemiabdomen direito 
e o terceiro de 5 mm no hemiabdomen esquerdo, para passagem do fio de sutura de 
polidioxanona nº1 e os instrumentais de trabalho. Após a avaliação da região inguinal 
iniciou-se a sutura em padrão simples contínuo da borda caudal do anel vaginal 
direito em direção cranial. O fio utilizado (STRATAFIX®), tem como características 
pequenas farpas em sua extensão, a qual suporta tensão e fixa cada ponto realizado, 
sem a necessidade de nós intracorpóreos. Os portais foram ocluídos com sutura de 
musculatura e pele. Exame clínico e ultrassonográfico realizado no sétimo dia de pós-
operatório demonstrou boa oclusão do anel. Concluiu-se que, o uso do fio de sutura 
farpado facilita o procedimento cirúrgico, promovendo boa tensão, rápida execução 
do procedimento cirúrgico e recuperação do animal.
Palavras-chave: sutura farpada; videocirurgia; hérnia; fio Stratafix
Key-words: barbed suture; videosurgery; hernia; Stratafix
Laparoscopic inguinal herniorrhaphy by barbed suture in 
ram
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Bruno M. Assis1*, Bruno G. C. Dias2, Ramiro A. M. Dreyer2, Sérgio A. Carvalho3, Lucas H. Lima3, MV. 
Dra. Caroline R. O. Lima4, MV. Dr. Luiz A. F. da Silva5, MV. Dr. Rogério E. Rabelo6. 
1 Universidade Federal de Goiás, Programa de Pós-graduação em Ciência Animal, Goiás, Brasil.
2 Universidade Federal de Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil.
3 Centro Universitário Una – Unidade Acadêmica Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil. 
4 Universidade Estadual de Goiás, Campus – Jataí, Goiás, Brasil.
5 Universidade Federal de Goiás, Escola de Veterinária e Zootecnia, Goiânia, Goiás, Brasil.
6 Universidade Federal de Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil.
*Endereço do autor correspondente: Rua Joaquim Caetano, 1171, Setor Oeste, CEP: 75804-079, Jataí-GO; E-mail: bruno.mo-
raes.assis@gmail.com 
MICROSCOPIA DE FORÇA ATÔMICA E 
BIOQUÍMICA POR ESPECTROSCOPIA DE RAIOS-X 
EM FLORESCÊNCIA NA CARACTERIZAÇÃO 
MICROESTRUTURAL DO ESTOJO CÓRNEO DO CASCO 
DE BOVINOS GIROLANDO E CURRALEIRO: Dados 
preliminares
RESUMO. 
Objetivou-se caracterizar em alcance atômico os elementos microestruturais, que 
conferem resistência ao estojo córneo do casco de bovinos da raça, Girolando 
pigmentados e despigmentados e da raça Curraleiro, por meio da microscopia de 
força atômica (AFM) e bioquímica por espectroscopia de raios-X em florescência (XRF). 
Foram utilizados 40 dígitos pigmentados e 40 despigmentados de vacas adultas da raça 
Girolando e 40 dígitos de vacas da raça Curraleiro. Esses, foram igualmente subdivididos 
em torácicos e pélvicos, mediais e laterais, colhidos em frigoríficos sob inspeção 
federal no centro-oeste goiano. Colheu-se em duplicata, fragmentos de 10 mm x 10 
mm da muralha dorsal, muralha abaxial e sola pré-bulbar que foram destinadas a AFM 
e XRF. Evidenciou-se na AFM, que as rugosidades, aritmética (Ra) e quadrática (Rms) 
no estojo córneo dos cascos dos animais girolando e curraleiros, não apresentaram 
diferença estatística significativa. Na XRF evidenciou-se, que o estojo córneo do casco 
dos animais da raça Curraleiro apresentaram maior percentagem do elemento enxofre 
(S). Porém, o estojo córneo do casco dos animais Girolando apresentaram maior 
quantidade de cálcio (Ca). O elemento fósforo (P) apresentou maior percentagem 
nos cascos dos animais girolando despigmentados. E ainda, observou no casco dos 
animais da raça Curraleiro maior percentagem dos elementos Zinco (Zn) e Cobre (Cu). 
Conclui-se, que a resistência dos cascos dos animais da raça Curraleiro, está relacionada 
a maior percentagem de minerais estruturais como o enxofre e maior percentagem 
de minerais que influenciam no metabolismo celular dos queratinócitos. Apesar dos 
resultados promissores evidenciados, estudos adicionais mostram-se necessários.
Palavras-chave: enxofre, queratina, rugosidade. 
Keyword: keratin, roughness, sulfur. 
Atomic force microscopy and biochemical by x-ray 
dispersion in florescence in the microstructure of Girolando 
and Curraleiro cattle’s hoof capsules: Preliminary data
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Bruno M. Assis1*, Bruno G. C. Dias2, Sérgio A. Carvalho3, Lucas H. Lima3 MV. Dr. Luiz A. F. da Silva4, 
MV. Dra. Caroline R. O. Lima5, MV. Dr. Rogério E. Rabelo6. 
1 Universidade Federal de Goiás, Programa de Pós-graduação em Ciência Animal, Goiás, Brasil.
2 Universidade Federal de Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil.
3 Centro Universitário Una – Unidade Acadêmica Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil. 
4 Universidade Federal de Goiás, Escola de Veterinária e Zootecnia, Goiânia, Goiás, Brasil.
5 Universidade Estadual de Goiás, Campus – Jataí, Goiás, Brasil.
6 Universidade Federal de Jataí, Medicina Veterinária, Goiás, Brasil.
*Endereço do autor correspondente: Rua Joaquim Caetano, 1171, Setor Oeste, CEP: 75804-079, Jataí-GO; E-mail: bruno.mo-
raes.assis@gmail.com 
MICROSCOPIA DE FORÇA ATÔMICA, 
MICROTOMOGRAFIA E BIOQUÍMICA POR 
DISPERSÃO DE RAIOS-X EM FLORESCÊNCIA 
NA CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL DO 
ESTOJO CÓRNEO DE BUBALINOS PIGMENTADOS E 
ALBINÓIDES: Dados preliminares
RESUMO. 
Objetivou-se caracterizar os elementos que conferem resistência a microestrutura 
do estojo córneo do casco de bubalinos pigmentados e albinóides, por meio da 
microscopia de força atômica (AFM), microtomografia bidimensional (MCT-2D) e 
bioquímica por dispersão de raios-X em florescência (XRF). Foram utilizados 72 dígitos 
pigmentados de búfalas adultas e 16 de búfalas albinóides, igualmente subdividos 
em torácicos e pélvicos, mediais e laterais, colhidos em frigoríficos sob inspeção 
federal no centro-oeste goiano. Colheu-se em duplicata, fragmentos de 10 mm x 10 
mm da muralha dorsal, muralha abaxial e sola pré-bulbar. Metade das amostras foram 
destinadas a AFM e MCT-2D. A outra metade, destinada a bioquímica pela técnica de 
XRF. Evidenciou-se na AFM, que as rugosidades, aritmética (Ra) e quadrática (Rms) no 
estojo córneo dos cascos dos animais pigmentados foram mais elevadas em relação 
ao estojo córneo dos cascos dos animais albinóides. Na MCT-2D, por meio de escala 
colorimétrica,revelou que a queratina extratubular é mais densa que a intratubular no 
estojo córneo dos cascos pigmentados. Porém nos albinóides, a queratina extratubular 
apresentou densidade menor que a intratubular. Na XRF, o estojo córneo do casco 
das búfalas pigmentadas apresentou maior quantidade de enxofre (S) em relação aos 
albinóides. Porém, foi evidenciado nesse estudo, que as búfalas albinóides possuem 
maior quantidade de elementos que atuam predominantemente no metabolismo 
celular, como cálcio (Ca), potássio (K) zinco (Zn) e cobre (Cu). Conclui-se, que os cascos 
dos animais pigmentados apresentaram características de maior resistência em relação 
aos albinóides. Apesar dos resultados promissores evidenciados, estudos adicionais 
mostram-se necessários.
Palavras-chave: enxofre, rugosidade, túbulos córneos. 
Keyword: horn tubules, roughness, súlfur. 
Atomic force microscopy, microtomography and 
biochemical by x-ray dispersion in florescence in the 
microstructure of pigmented and albinoid buffaloe’s hoof 
capsules: Preliminary data
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Teresa Souza Alves1, MV. Dr. MSc. Rita de Cássia Campebell2*, 
Mariana da Costa Gonzaga3, Letiana da Silva Rehbein3, Elissa Ribeiro3, MV. Dr. MSc. Antônio Carlos Lopes 
Câmara4, MV. Dr. MSc. José Renato Junqueira Borges2
1.Discente de Medicina Veterinária – UnB; 2. Professor na FAV (Faculdade de Agronomia e Veterinária) – Medicina Veteriná-
ria – UnB; 3. Médica Veterinária Residente no Hvet-UnB; 4. Médico Veterinário Hvet UnB 
* Hospital Escola de Grandes Animais, Universidade de Brasília, DF, Brasil. CEP:70.636-200. E-mail: campbellvetdr@gmail.
com
RESSECÇÃO DE CANAL AUDITIVO LATERAL EM 
OVINO – RELATO DE CASO
RESUMO. 
A otite em grandes animais compromete a saúde e bem-estar, levando a perdas 
econômicas, risco de infecção do rebanho e déficit no desempenho em animais de 
produção. Em ovinos, as otites geralmente são de origem bacteriana ou por ácaros. 
O tratamento cirúrgico é utilizado rotineiramente na medicina de pequenos animais, 
e também descrito na espécie equina, sendo a cirurgia corretiva adjuvante na 
terapia conservadora. Objetiva-se relatar o caso de um ovino que apresentou otite 
e otohematoma onde sucedeu-se tratamento cirúrgico, realizando-se a técnica de 
ressecção do canal auditivo lateral (procedimento de Zepp) adaptado da técnica de 
pequenos animais. Foi encaminhada para o Hvet-UnB uma ovelha, mestiça,4 anos,43 
kg. Ao exame físico constatou-se que a orelha direita estava edemaciada, com secreção 
purulenta, odor fétido, dor à manipulação, otohematoma no pavilhão auricular, 
rotação moderada da cabeça para o lado afetado, sem sinais de acometimento do 
aparelho vestibulococlear. Os parâmetros fisiológicos estavam normais para a espécie. 
Realizou-se tratamento conservador com curativos diários, com solução de PVPI a 
1% e pomada antibiótica. Após 9 dias realizou-se a cirurgia, com bom resultado, sem 
complicações no trans e pós-operatório, proporcionando melhora no quadro da otite 
e alta do animal 18 dias após a cirurgia. O procedimento cirúrgico é indicado em casos 
em que não há sucesso no tratamento clínico, permitindo a drenagem do canal auditivo 
e promovendo ventilação, sendo contraindicada em casos de hiperplasia irreversível 
na região. O tratamento cirúrgico não substitui o tratamento clínico, sendo ambos 
complementares.
Palavras-chave: otite, ovino, plastia
Keyword: otitis, sheep, plastic
Resection of lateral ear canal in sheep - case report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
116
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
Gabriela M. A. Santos¹*, MV. Hanna L. M. Morais¹, MV. Me. Daniella K. O. Bezerra¹, MV. Me. Adriana E. C. 
Barbosa¹, Barbara C. Guilherme¹, MV. Maria J. S. Cavalcante¹, MV. Me. Luisa P. B. Borges¹, Bio. Me. Kayan 
C. Rossy¹, MV. Luciana S. Siqueira¹, Janaina B. Santos¹, Priscila S. Ribas¹, MV. Me. Rodrigo S. Albuquerque¹, 
Heytor J. Gurgel¹, MV. Hugo H. Perdigão¹, MV. Carmen S. P. Pereira¹, Lais A. S. Souza¹, Dr. André G. M. Silva¹, 
Dra. Chayanne S. Ferreira¹,², Dr. Pedro P. M. Teixeira¹
¹ Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará, Br 316 Km 61, Castanhal, PA. 2Universidade de Rio Verde.
*Campus Castanhal, UFPA - Campus II, Br 316, Km 62, CEP: 68743-970, Castanhal, PA. gabrielameloas29@gmail.com
RUMENOSTOMIA GUIADA POR ENDOSCÓPIA ORO-
RUMENAL: ESTUDO EM MODELO EXPERIMENTAL
RESUMO. 
O trabalho objetiva descrever uma técnica minimamente invasiva de rumenostomia 
através do uso do endoscópio flexível. Realizou-se um estudo piloto em caráter 
de modelo experimental, em bezerros oriundos de frigoríficos da região, onde os 
mesmos foram posicionados em decúbito lateral direito para possibilitar o acesso 
ao rúmen. O endoscópio foi inserido pela cavidade oral do animal, e através de uma 
iluminação transabdominal e com insuflação, por palpação do flanco se conseguiu 
estabelecer o locar exato para inserção um mandril (Cateter 18G) para passagem do 
guia da sonda. Pelo mandril se passou o fio guia de nylon 0,60 mm, apreendido pela 
pinça, passada pelo canal de trabalho do endoscópio. O guia foi levado até a boca do 
modelo experimental e sua extremidade foi fixada a uma sonda uretral de número 
16. A mesma foi guiada até o local onde se encontrava o cateter e foi realizada uma 
pequena ampliação para a passagem da sonda. Em seguida, fixou-se a sonda. Conclui-
se que é possível a realização da rumenostomia minimamente invasiva utilizando o 
endoscópio flexível, e recomenda-se o seu uso, diminuindo assim os agravos a qual 
o paciente é submetido, prezando pelo seu bem estar, sendo importante também no 
tratamento e em estudos envolvendo o trato digestório de ruminantes.
Palavras-chave: rumenoscopia, endoscopia, sonda ruminal, videocirurgia, 
ruminantes.
Endoscopic rumenostomy: study in an eperimental model
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
117
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc Sergio S. Rocha Junior1; Dr. Leopoldo A. Paolucci2; Dr. Estevam B. Las Casa2; MV. MSc. Marcos P. A. 
de Lima1; Isabelle M. C. Fonseca1; Lucas A. Dias1; Camilla F. R. e Silva1; MV. Mayara G. Correa1; MV. Dr. Rafael 
R. Faleiros.
1Departamento de Cirurgia Clínica e Veterinária. Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901 
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
2Engenharia de Estruturas, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901 Belo Horizonte, Minas 
Gerais, Brasil
Simulação computacional por elementos finitos 
e teste in vivo de uma nova haste intramedular 
polimérica para osteossíntese de fraturas femorais 
em bovinos
RESUMO. 
O objetivo foi testar um compósito à base de resina de poliéster e fibra de vidro na 
forma de haste intramedular para ostessíntese de fraturas femorais em bezerros. 
Inicialmente, utilizou-se modelo de elementos finitos de fêmur de bovino jovem para 
simular uma fratura diafiseal oblíqua estabilizada pela haste proposta, bloqueada 
com 4 parafusos de aço inox, dois aplicados proximais e dois distais à fratura. O fêmur 
virtual foi submetido às forças calculadas com base na massa corpórea do bovino 
jovem em condições estática e dinâmica. Foram testadas diferentes configurações da 
haste quando à espessura dos parafusos, seu posicionamento e o distanciamento em 
relação ao foco da fratura. Uma vez determinada a melhor configuração, realizaram-
se os testes in vivo em seis bezerros. Desses, cinco obtiveram consolidação completa 
da fratura após 60 dias. No sexto animal foi submetido a nova osteossíntese devido a 
falha no implante após 22 dias, que foi resultante de rachadura longitudinal da haste. 
Apesar dessa falha, que demonstra que o processo de confecção das hastes precisa de 
ajustes, considerou-se que o compósito foi satisfatório. A utilização prévia da análise 
de elementos finitos foi fundamental para prever a tolerância do material em relação 
às cargas geradas no pós-operatório. Em conclusão,Federal de Campina Grande. Residente de Clíni-
ca Médica de Pequenos Animais.
5Departamento de Clínica Cirúrgica de Pequenos animais, Universidade Federal de Campina Grande. Professor de Clí-
nica Cirúrgica de Pequenos Animais.
* Hospital Veterinário, Avenida Universitária, CEP: 58700-970, Patos, PB. .
ARTRODESE PANCARPAL UTILIZANDO TÉCNICA DE 
DOUBLE PLATING EM DOGUE ALEMÃO 
PANCARPAL ARTHRODESIS USING DOUBLE PLATING TECHNIQUE IN GERMAN 
DOGUE
RESUMO
A artrodese é a união cirúrgica de articulações, sendo necessária fixação rígida, enquanto 
ocorra a sua fusão. O presente trabalho objetivou, relatar técnica de double plating para 
artrodese pancarpal em canino. Foi atendido canino, macho, da raça Dogue Alemão, com 
um ano de idade, pesando 51 quilos. O tutor relatou que o animal machucou a pata após 
cair durante uma caminhada. Ao exame clínico-ortopédico, o animal apresentou dor à 
palpação da articulação rádio-carpo-ulnar e aumento de volume na região articular. O 
animal foi então encaminhado para realização de exame radiográfico, o qual revelou uma 
subluxação do carpo, resultante de comprometimento do ligamento colateral, bem como 
fratura de ulna distal. O animal foi encaminhado para o setor de cirurgia para realização 
de artrodese pancarpal. Após o preparo asséptico do membro, foi realizada abordagem 
cranial da articulação cárpica esquerda, seguida de exposição de cartilagem articular, esta 
foi desgastada até o surgimento de osso subcondral. Para estabilizar foram aplicadas duas 
placas LC-LCP 3.5 milimetros, uma na face cranial contendo 11 furos e uma na face lateral, 
contendo 14 furos. Foram aplicados 10 parafusos no rádio, um parafuso no carpo e seis 
parafusos nos metatarsos, todos bloqueados. Após a estabilização, foi enxertada medula 
óssea autóloga. A síntese foi realizada de forma rotineira. Foram prescritos 4,4 mg/kg 
de carprofeno, uma vez ao dia durante 14 dias e 4 mg/kg de tramadol, três vezes ao dia, 
durante cinco dias. O animal foi acompanhado durante dez meses, apresentando retorno 
a função do membro, sem nenhuma complicação. 
Palavras-chave: Articulação; Canino; Fusão articular.
Keyword: Joint; Dog; Join fusion.
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV MVM PhD Ivan F.C. Santos1*, MV MVM Letícia R. Inamassu2
MV MVM PhD Sheila C. Rahal1, MV MVM PhD Maria J. Mamprim2, Zoot. Bárbara S. Ferro3
MV Marina P. Branco1, MV Bruna M. Silva1, MV David J.C. Martins1
MV Gustavo M. Ferreira1, MV. José I.S. Silva Júnior1, MV Lais Nagai1, MV Gabriella C. Salewski1
1Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botu-
catu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP.
2Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia 
(FMVZ, Botucatu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
3Programa de Pós-Graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botuca-
tu), Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP.
*Endereço do autor correspondente, CEP: 18618-681, Botucatu, SP. E-mail ivansantos7@hotmail.com
ÍNDICE DE RESISTIVIDADE DA ARTÉRIA FEMORAL 
EM CÃES COMO MODELO DE AVALIAÇÃO DA 
REABILITAÇÃO PÓS-CIRÚRGICA ORTOPÉDICA
Femoral arterial resistivity index in dogs as model of evaluation of orthopedic 
postsurgical rehabilitation
RESUMO
O índice de resistividade (IR) é um valor adimensional que determina a resistência da 
parede vascular arterial, podendo fornecer informação sobre o fluxo sanguíneo, sendo que 
o IR inversamente proporcional ao fluxo sanguíneo. O IR da artéria femoral é um fator 
importante a ser mensurado durante a reabilitação pós-cirúrgica ortopédica da região 
coxofemoral e joelho devido à elevada porcentagem de atrofia muscular pós-cirúrgica. 
O aumento do fluxo sanguíneo na região dos músculos quadríceps resulta numa maior 
oxigenação celular e consequentemente hipertrofia muscular. O objetivo do presente 
trabalho foi determinar o IR da artéria femoral de cães hígidos da raça Beagle, como 
modelo de avaliação da reabilitação pós-cirúrgica ortopédica. Foram utilizados 10 cães 
adultos hígidos da raça Beagle, cinco machos e cinco fêmeas, com peso corpóreo entre 
10,1 e 17,9 kg (14,3 ± 2,7 kg). Todos os cães foram submetidos à dopplerfluxometria 
da artéria femoral esquerda para a determinação do IR. O teste de Friedmann foi usado 
para identificação das diferenças dos valores IR da artéria femoral. As diferenças foram 
consideradas significativas com Pa haste intramedular à base de 
resina de poliéster e fibra de vidro (materiais de baixo custo e fácil aquisição) foi capaz 
de resistir às cargas mecânicas tanto na simulação quanto no teste in vivo, permitindo 
a consolidação óssea de fraturas femorais de bovinos jovens. 
Palavras-chave: Ortopedia, Poliéster, Fibra de vidro, Bezerro.
Keywords: Orthopedics, Polyester, Fiberglass, Calf.
Finite element simulation and in vivo test of a new 
polymeric interlocking nail for osteosynthesis of bovine 
femoral fractures
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Luís P. S. Cunha1, MV. Filipe L. S. Costa2, Anderson S. Coelho1, Andra N. Ferreira1, Andréia T. Autran1, Brunna V. 
G. Lima1, Brenda V. L. Carvalho1, Elisa S. O. Nascimento1, Leonardo A. Costa1, Raysa B. M. Maia1, Walderson J. 
F. S. Junior1, Prof. Dr. Bruno M. Monteiro3, Profa. Dra. Luciara C. S. Daher1, Prof. Dr. Pedro P. M. Teixeira4, Prof. 
Dr. Rinaldo B. Viana1*
1Instituto da Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
2Programa de Pós-graduação em Ciência Animal, Universidade Federal do Pará
3Campus de Paragominas, Universidade Federal Rural da Amazônia
4Instituto de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Pará
*Endereço do autor correspondente, CEP: 66.077-830, Belém, PA. E-mail: rinaldovianna@hotmail.com 
UTILIZAÇÃO DE LIDOCAÍNA 2% ISOLADA POR VIA 
ESPINHAL EPIDURAL EM BÚFALAS PARA ANESTESIA 
LOCORREGIONAL
RESUMO. 
O cloridrato de lidocaína 2% é comumente usado em diversos protocolos anestésicos, 
todavia ainda se tem lacunas quanto a descrição do seu uso em búfalos. Portanto, 
objetivou-se avaliar o efeito da lidocaína 2% na anestesia epidural em 10 búfalas 
mestiças, com idade média de 4,5 anos, e pesos médios de 469,6Kg provenientes 
do Biotério Unidade de Bubalinocultura Leiteira Eva Daher Abufaiad/Ufra. Foram 
administrados por via epidural 0,2 mg Kg-1 de cloridrato lidocaína 2% por meio 
de cateter epidural portex 16. O período de latência foi determinado por estímulo 
doloroso com pinçamento nas regiões caudal, perineal, anal, vulvar e membros pélvicos 
e flancos. Foram avaliados o escore de bloqueio motor (paresia ausente (0), paresia 
leve (1) a moderada e paresia grave (2)), bloqueio sensitivo (ausência de bloqueio (0), 
bloqueio superficial (1), bloqueio moderado (2) e bloqueio profundo (3), além das 
funções vitais (frequência cardíaca, respiratória e temperatura retal). A latência do 
cloridrato de lidocaína 2% ocorreu em 4,6 ± 0,8 minutos, enquanto que o período 
médio de bloqueio sensitivo durou em média 86 ± 21,3 minutos. O efeito anestésico 
da lidocaína 2% foi efetivo, pela observação clínica do bloqueio, em 90% (9/10) das 
búfalas. O bloqueio anestésico da cauda, períneo, ânus, vulva, membros pélvicos e 
flancos foi variável, com duração média de 86 ± 21,3 minutos. A utilização de lidocaína 
2% isolada por via espinhal epidural em búfalas para anestesia locorregional promove 
bloqueio sensitivo de graus variados nas áreas do corpo avaliadas e não promove 
alteração das funções vitais.
Palavras-chave: búfalo, cirurgia, bloqueio anestésico
Keywords: buffalo, surgery, anesthetic block
Use of lidocaine 2% isolated by epidural spinal trail in 
buffaloes for locorregional anesthesia
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Raysa B. M. Maia1, MV. Avelyn M. Oliveira2, Profa MSc. Laura J. A. Paredes3, Prof. Dr. Bruno M. Monteiro1, 
Luís P. S. Cunha1, Brunna G. V. de Lima1, Elisa S. O. Nascimento1, Walderson J. F. da Silva Junior1, Anderson 
S. Coelho1, Leonardo A. Costa1, Andréia T. A. Mendonça1, Raquel A. e Silva1 , Profa Dra. Luciara C. C. Daher1, 
Prof. Dr. Washington L. A. Pereira1, Prof. Dr. José D. Ribeiro Filho4, Profa. Dra. Diana C. S. N. Pinheiro5, Prof. Dr. 
Rinaldo B. Viana1*
1Instituto da Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
2Médico Veterinário autônomo
3Universidade da Amazônia
4Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Viçosa
5Faculdade de Veterinária, Universidade Estadual do Ceará
*Endereço do autor correspondente, CEP: 66.077-830, Belém, PA. E-mail: rinaldovianna@hotmail.com 
UTILIZAÇÃO DE MEL NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS 
INDUZIDAS EM BÚFALOS
RESUMO. 
Objetivou-se avaliar efeitos do mel sobre cicatrização cutânea de feridas induzidas em 
10 búfalas mestiças com idade média de quatro anos. Após tricotomia, antissepsia, 
tranquilização e anestesia local infiltrativa subcutânea em L invertido (cloridrato de 
lidocaína 2%, 0,3 mg kg-1), realizou-se incisão de 4cm2 em ambos os flancos. O mel 
foi aplicado diariamente, até completa cicatrização da ferida, por via tópica na dose 
de 1mL; outra incisão, sem tratamento, com igual área, foi usada como controle no 
mesmo animal. Realizou-se paquimetria das feridas, colheita dos fragmentos (punch 
8mm) e histopatologia aos 0, 7, 14, 21 e 28 dias. As amostras foram individualmente 
fixadas, corados por hematoxilina-eosina, processadas por técnicas histológicas 
convencionais e lidas em microscopia óptica (100x e 1000x). Na análise macroscópica, 
apenas 40% (4/10) dos animais obteve retração cicatricial adequada, quando 
comparado ao controle. Na análise histopatológica, 100% (10/10) dos animais, no dia 
7 apresentaram tecido de granulação com reação inflamatória, infiltrado neutrofílico 
e crosta plasmopiogênica. No dia 14 observou-se áreas cicatriciais em estágio de 
granulação e inflamação, com infiltrado neutrofílico. A cicatrização mostrou-se instável 
devido a inflamação, e em apenas 10% (1/10) dos animais pôde-se observar evolução 
na cicatrização. No dia 21, evidenciou-se epitelização, tecido cicatricial e vascular, em 
modelação com fibroblastos volumosos e vasos ainda imaturos, e vasculite crônica; 
apenas 20% (2/10) dos animais não apresentaram reação inflamatória. No dia 28, a 
área cicatricial mostrou-se epitelizada com tecido conjuntivo vascular, em estágio 
intermediário de remodelação sem inflamação. O mel oferece boa cicatrização, 
entretanto esta ocorre mais tardiamente.
Palavras-chave: Búfalo, Propriedades fitoterápicas, reparação tecidual, Lesões
Keyword: Buffalo, Phytotherapeutic properties, Tissue repair, lesion
Use of honey in the healing of induced wounds in the water 
buffaloes
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Leonardo A. Costa¹*, MV. Avelyn M. Oliveira2, Profa MSc. Laura J. A. Paredes3, Prof. Dr. Bruno M. Monteiro3, 
Camilla G. P. Vieira1, Luís P. S. Cunha¹, Brenda V. L. Carvalho1, Brenda S. P. Cardoso1, Nathalya C. L. Oliveira1, 
Thaís H. A. Lima1, Fernanda T. Reis1, Walderson J. F. S. Junior1, Raquel A. Silva1, Profa Dra. Luciara C. C. Daher1, 
Prof. Dr. Washington L. A. Pereira1, Prof. Dr. José D. Ribeiro Filho5, Profa. Dra. Diana C. S. N. Pinheiro6, Prof. Dr. 
Rinaldo B. Viana1.
1Instituto da Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
2Médico Veterinário autônomo
3Universidade da Amazônia
4Campus de Paragominas, Universidade Federal Rural da Amazônia
5Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Viçosa
5Faculdade de Veterinária, Universidade Estadual do Ceará
*Travessa Juvenal Cordeiro, CEP: 66070300, Belém, PA. E-mail: leonardocostamv@hotmail.com 
UTILIZAÇÃO DE ÓLEO DE COPAÍBA NA 
CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS INDUZIDAS EM BÚFALOS
RESUMO. 
O óleo de copaíba é comumente utilizado no tratamento de traumas e feridas por sua 
ação anti-inflamatória e cicatrizante. Assim, objetivou-se analisar sua ação cicatricial 
em feridas induzidas em bubalinos. Utilizaram-se 10 búfalas, mestiças, com idade 
media de 4 anos do Biotério Unidade de Bubalinocultura Leiteira Eva Daher Abufaiad/
Ufra. As búfalas foram submetidas à tricotomia, administração de pré-anestésico 
(Maleato de Acepromazina 1%, IM), anestesia local infiltrativa em “L invertido” com 
Cloridrato de Lidocaína 2%. Após a analgesia, se fez duas incisões (2x2cm) na pele 
até expor a fáscia muscular,uma para o controle (sem tratamento, apenas limpeza 
com solução fisiológica) e a outra tratada com óleo de copaíba; o composto de uso 
tópico foi aplicado diariamente, na dose de 1mL. Obtiveram-se fragmentos, com 
o auxílio de um punch (8mm) fixados em formol tamponado a 10% e processados 
histologicamente. Na macroscopia observou-se o desempenho cicatricial da copaíba 
comparada ao controle: 80% (7d), 90% (14d), 80% (21d) e em apenas um animal, as 
duas feridas ainda estavam abertas (28d). Na microscopia, as feridas com tratamento 
apresentaram: tecido cicatricial em 30% dos animais (7d), presença discreta de 
polimorfonucleares, com células fibroblásticas (14d), tecido conjuntivo em estágio de 
remodelação intermediária e presença de vasculite crônica (21d) e remodelação em 
estágio intermediário associado e uma leve vasculite (28d). O uso do óleo de copaíba 
se mostrou eficaz à cicatrização, porém possui uma ação de reparação no tecido um 
pouco lenta.
Palavras-chave: búfalo, copaíba, cicatrização, lidocaína, acepromazina
Keywords: buffalo, copaiba, cicatrization.
Use of copaiba oil on induced wounds healing in watter 
buffaloes
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Andra N. Ferreira1, MV. Avelyn M. Oliveira2, Profa MSc. Laura J. A. Paredes3, Prof. Dr. Bruno M. Monteiro4, Luís 
P. S. Cunha1, Brunna G. V. de Lima1, Elisa S. O. Nascimento1, Walderson J. F. da Silva Junior1, Raysa B. M. Maia1, 
Anderson S. Coelho1, Leonardo A. Costa1, Andréia T. A. Mendonça1, Raquel A. e Silva1, Profa Dra. Luciara C. C. 
Daher1, Prof. Dr. Washington L. A. Pereira1, Prof. Dr. José D. Ribeiro Filho5, Profa. Dra. Diana C. S. N. Pinheiro6, 
Prof. Dr. Rinaldo B. Viana1*
1Instituto da Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
2Médico Veterinário autônomo
3Universidade da Amazônia
4Campus de Paragominas, Universidade Federal Rural da Amazônia
5Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Viçosa
6Faculdade de Veterinária, Universidade Estadual do Ceará
*Endereço do autor correspondente, CEP: 66.077-830, Belém, PA. E-mail: rinaldovianna@hotmail.com 
UTILIZAÇÃO DE PROPÓLIS NA CICATRIZAÇÃO DE 
FERIDAS INDUZIDAS EM BÚFALOS
RESUMO. 
Alguns compostos naturais são comumente usados no tratamento da inflamação e 
cicatrização de feridas. Assim objetivou-se avaliar os efeitos do própolis no processo 
cicatricial de feridas cutâneas induzidas em 10 búfalas com idade média de quatro 
anos, do Biotério Unidade de Bubalinocultura Leiteira Eva Daher Abufaiad/Ufra. Os 
bubalinos foram submetidos à tricotomia, tranquilização (Maleato de Acepromazina 
1%, IM) e anestesia local infiltrativa subcutânea em L invertido (Cloridrato de Lidocaína 
2%). Após analgesia, realizou-se duas incisões cutâneas (2 x 2 cm) na fossa paralombar 
esquerda e direita, envolvendo epiderme, derme, subcutâneo e fáscia muscular. 
Aplicou-se 1mL de própolis por via tópica, uma vez ao dia, até a completa cicatrização 
da ferida. A outra incisão não recebeu nenhum tratamento, apenas limpeza da ferida 
com solução fisiológica. Foram obtidos fragmentos cutâneos (punch 8mm) aos 0, 7, 14, 
21 e 28 dias, fixados em formol 10% para análise histológica com corante hematoxilina-
eosina no microscópio óptico (100x e 1000x). Macroscopicamente, observou-se que 
90% dos animais tratados com própolis já apresentavam melhor cicatrização aos 7 
dias frente ao grupo não-tratado. No 14ª dia, 60% dos animais apresentou adequada 
retração cicatricial. Apenas um animal submetido ao tratamento não estava com a ferida 
completamente cicatrizada aos 28 dias. Na microscopia das feridas tratadas, observou-
se processo evolutivo cicatricial com fibroblastos e angiogênese (7d); tecido cicatricial 
de granulação e reação inflamatória (14d); epitelização intermediária de tecido 
conjuntivo e vasculite (21d); e remodelação recente com infiltrados polimorfonucleares 
(28d). Desta forma, o própolis oferece boa cicatrização em feridas induzidas de búfalas.
Palavras-chave: Búfalo, cicatrização, anti-inflamatório 
Keywords: Buffalo, cicatrization, anti-inflammatory
Use of propolis in the healing of induced wounds in the 
water buffaloes
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investigação, 17(4): 1-168 2018
SILVA, L.A.F.¹, RABELO, R.E.¹, PEDROSO, A.C.B.R¹, MENDES, L.H.¹, BENTO, M.F.¹, COELHO, P.A¹, NORONHA FILHO, 
A.D.F¹, QUEIROZ, P.J.B¹
¹Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, BR.
prof_ufg.dmv@hotmail.com
DESENVOLVIMENTO ESTRUTURAL DE SUPORTE 
ERGONÔMICO PARA FIXAR PEÇAS ANATÔMICAS E 
MELHORAR A POSTURA DOS CIRURGIÕES DURANTE 
AULAS PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE CIRURGIA DE 
GRANDES ANIMAIS: RESULTADOS PARCIAIS
RESUMO. 
O principal objetivo da Ergonomia para o cirurgião é otimizar o trabalho e minimizar 
os riscos inerentes a posturas e movimentos inadequados durante suas atividades. A 
ambiência, de modo geral deve ser observada, uma vez que dores no pescoço, costas, 
ombros e punhos, por exemplo, são decorrentes de tensões mecânicas nos músculos 
e articulações, ocasionadas principalmente pela não adequação do ambiente para 
a prática cirúrgica. A conscientização sobre a necessidade de promover ajustes na 
postura dos futuros cirurgiões deve-se iniciar durante as aulas. Esse estudo objetivou 
desenvolver uma estrutura metálica de suporte ergonômico para fixar peças anatômicas 
e melhorar a postura dos cirurgiões durante aulas práticas alternativas de cirurgia em 
grandes animais. Procedimentos como telotomia, amputação de falange distal em 
bovinos, neurectomia em equinos, descorna plástica, enucleação e exenteração do 
globo ocular, entrópio e ectrópio e glossoplastia, exigem força, movimentos e certo 
desconforto por parte do cirurgião. Mas quando realizados em peças anatômicas 
dispostas de maneira ergonômica resulta-se em maior conforto e segurança para a 
equipe cirúrgica. O suporte aqui desenvolvido possui regulagem de altura dos suportes 
acessórios para facilitar o acesso de alunos de diferentes estaturas. Detalhes como 
a inclinação dos dispositivos usados para fixar as extremidades distais dos membros 
locomotores e as cabeças, são um diferencial na apresentação das peças. Ressalte-
se os compartimentos para abrigar glândula mamária e útero gravídico. A estrutura 
idealizada reduz o tempo de cirurgia, facilita a movimentação cervical e lombar dos 
cirurgiões, proporciona melhor apoio do cirurgião, prevenindo, consequentemente, 
doenças osteomusculares. 
Palavras-chave: Acessórios, bovino, equino, ergonomia, procedimentos cirúrgicos
Keyword: Accessories, bovine, equine, ergonomics, surgical procedures
Structural development of ergonomic support to fix 
anatomical pieces and improve the posture of surgeons 
during alternative practical classes of surgery of large 
animals: Partial results
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV MSc Julio D. Spagnolo1, MV MSc Sérgio Grandisoli Garcia Filho, Profa. Dra. Raquel Y. A. Baccarim2, Prof. 
Dr. Stefano C. F. Hagen1, Profa. Dr. Aline Magalhães Ambrósio1, Prof. Dr. Luis C.L.C. da Silva1 
1-Departamento de Cirurgia – FMVZ/USP; 
2-Departamento de Clínica Médica – FMVZ/USP
Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo-SP, cep:05508-270. E-mail: jdspagnolo@usp.br
EQUÍDEOS
ABLAÇÃO DO ESPAÇO NEFROESPLÊNICO EM 
EQUINOS ATRAVÉS DE FIXAÇÃO DE IMPLANTE DE 
PERICÁRDIO HOMÓLOGO POR LAPAROSCOPIA
RESUMO. 
Com o intuito de desenvolver técnica minimamente invasiva eficaz e de fácil execução, 
que previna a recorrência do encarceramento nefroesplênico em equinos, avaliou-
se por exames físico, laboratorial e laparoscópico de controle, durante 60 dias, seis 
equinos submetidos a ablação laparoscópica do espaço nefroesplênico, utilizando 
implante de pericárdio homólogo conservado em glicerina a 98%, fixado com grampo 
de poligalactina*, recobrindo o espaço. Os procedimentos foram realizados em posiçãoquadrupedal, sob sedação, criando-se três portais no flanco esquerdo. Não houve 
dificuldade para execução da técnica, sendo em média necessários 49,83 minutos 
(±10,19). Na avaliação do período pós-operatório, observou-se elevação significativa 
(ppelas alterações intestinais serem 
incompatíveis com a vida. Realizou-se necropsia, que confirmou a presença de um 
abscesso isolado, com exsudato purulento, ventral ao abdômen próximo ao anel 
inguinal, com cerca de 25 cm, associado à aderência de flexura pélvica e ampola 
retal com compressão de segmentos intestinais de cólon menor. Não se obteve 
sucesso ao tratamento cirúrgico pela gravidade das complicações, que, se tornavam 
incompatíveis com a vida. A realização da orquiectomia por uma pessoa sem os devidos 
conhecimentos e a administração errônea de medicações antibióticas foram positivas 
para as complicações presentes que levaram o animal a óbito. 
Palavras chaves: abdômen agudo, abscesso, laparotomia exploratória.
Keyword: acute abdomen, abscess, exploratory laparotomy.
Adherence of greater colon after orchiectomy performed by 
practice
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Mariana da Costa Gonzaga1* , Teresa Souza Alves2, MV. Dr. MSc. Rita de Cassia Campebell1 MV. Letiana 
da Silva Rehbein1, MV. Elissa Ribeiro1, MV. Dr. MSc. Antônio Carlos Lopes Câmara1 
[1] Hospital Escola de Grandes Animais, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília. [2] Gra-
duanda do curso de Medicina Veterinária Universidade de Brasília.
*Área Especial SRB, Galpão 4, Granja do Torto, CEP: 70.636-200,Brasília, DF. E-mail: hvetaounb@gmail.com
AFECÇÕES DE COLÓN MENOR EM EQUÍDEOS, ENTRE 
O PERÍODO DE JANEIRO DE 2016 A MAIO DE 2018, 
NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UnB.
RESUMO. 
As afecções de colón menor, possuem baixa incidência na clínica de equinos, 
representando 4,2% das cirurgias de cólica realizadas, entretanto, quando presentes 
podem causar desconforto abdominal grave, sendo as intervenções cirúrgicas 
necessárias. Sinais clínicos muitas vezes não são evidentes, o que ocasiona 
encaminhamento veterinário tardio, sendo a palpação retal e abdominocentese 
importantes para o diagnóstico e possível indicação cirúrgica. Podem ser classificadas 
em congênitas, obstruções simples, lesões vasculares e estrangulativas. As obstruções 
intraluminais podem ser por diversos materiais, sendo enterólitos, fecalomas e 
fitobezoários os mais comuns. Dada importância dessa afecção, objetiva-se avaliar 
a frequência e dados epidemiológicos das afecções de colón menor dos equinos, 
atendidos no Hvet-UnB, entre 01 de janeiro de 2016 a 31 de maio de 2018. De 105 casos 
de abdômen agudo, 18 (17,4%) corresponderam a afecções de colón menor, onde 12 
(66,7%) eram fêmeas. Quanto a raça 15 (83,3%) animais eram SRD; dois Mangalarga 
Marchador (11,1%) e um Quarto de Milha (5,6%). Do total, 15 (83,3%) animais foram 
encaminhados para laparotomia exploratória e três (16,7%) tiveram melhora apenas 
clinicamente. Foram contabilizados 6 (33,3%) óbitos e 12 (66,7%) altas médicas. Dos 
pacientes submetidos a laparotomia exploratória, 9 (60%) receberam alta médica e 6 
(40%) vieram a óbito. Os fecalomas corresponderam a 38,9% dos casos; compactação a 
27,8%; fitobezoário e corpo estranho 33,3%. Devido ao grande número de atendimento 
de cavalos de carroceiros e animais apreendidos em via pública, a afecções do colon 
menor em cavalos SRD, acometidos por fecaloma e corpo estranho, corresponderam a 
maior casuística observada.
Palavras Chave: Cólon Menor, equino, abdômen agudo
Keywords: Small colon, equine, acute abdome. 
Small colon disorders in equines, between January 2016 
and May 2018 at veterinary Hospital UnB.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Ana Lúcia Miluzzi Yamada1; Marília Ferrari Marsiglia2; Cynthia do Prado Vendruscolo3; Eric Danilo Pauls 
Sotelo3; Sarah Raphaela Torquato Seidel3; Fernanda Rodrigues Agreste4; Raquel Yvonne Arantes Baccarin5; 
Luís Cláudio Lopes Correia da Silva6.
4. Pós-Doutoranda. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP 
(VCI), Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo/SP, Brasil, CEP 05508 270. anamyamada@
usp.br
5. Pós-graduando. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
6. Pós-graduando. Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
7. Médico veterinário autônomo. 
8. Docente. Departamento de Clínica Médica (VCM) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
9. Docente. Departamento de Cirurgia Veterinária (VCI) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
AVALIAÇÃO CLÍNICA E ULTRASSONOGRÁFICA 
DA OSTEOARTRITE METACARPOFALANGEANA 
EXPERIMENTALMENTE INDUZIDA EM EQUINOS: 
RESULTADOS PRELIMINARES
RESUMO. 
A grande incidência da osteoartrite em equinos justifica a realização de diversas 
pesquisas envolvendo a terapêutica de doenças articulares. Sendo assim, há a 
necessidade do desenvolvimento de modelos experimentais que mimetizem 
a osteoartrite espontânea. Portanto, esse estudo teve como objetivo avaliar a 
progressão de um modelo experimental de osteoartrite, através de exames físicos 
e ultrassonográficos. Para isso, as articulações metacarpofalangeanas do membro 
esquerdo de oito éguas da raça Puro Sangue Lusitano, com idade entre seis e nove 
anos, foram submetidas à artroscopia para a realização de lesões condrais arranjadas 
em linhas perpendiculares, em ambos os côndilos. Os exames físico e ultrassonográfico 
foram realizados imediatamente antes da artroscopia (M0) e a cada 30 dias em um 
total de três meses (M3). O exame físico foi composto de avaliação da claudicação 
auxiliada pelo Sistema Lameness Locator, ângulo de flexão e perimetria articular. O 
exame ultrassonográfico foi baseado na pontuação de parâmetros pré-definidos. Foi 
observada diferença no ângulo de flexão articular entre M0 e M3. O Lameness Locator 
demonstrou claudicação evidente logo após a artroscopia, em M1, que variou de dois 
a três graus em cinco, persistindo até M3. O exame ultrassonográfico demonstrou 
alterações evidentes, principalmente após M2, como por exemplo: espessamento da 
sinóvia e plica sinovial, intensa atividade vascular, presença de osteófitos, irregularidade 
condral e subcondral. Os exames físico e ultrassonográfico da osteoartrite induzida 
cirurgicamente demonstraram haver semelhança com os achados descritos da 
osteoartrite de ocorrência natural em um breve período de tempo, podendo esse 
modelo ser utilizado experimentalmente.
Palavras-chave: artroscopia; claudicação; equino; osteoartrite experimental
Keywords: arthroscopy; equine; lameness; experimental osteoarthritis
Clinical and ultrasonographic evaluation of experimentally 
induced osteoarthritis of metacarpophalangeal joint in 
horses: preliminary results
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dr. MSc. Leonardo Rodrigues de Lima1, MV. Dr. MSc. Daniel Guimarães Ubiali 2, Rodrigo Zamith Cunha3, 
M.V. Thaiza A.G.Martins4 , M.V. Mariana C. T. M. Barbosa4, Yasmin Daoualibi5 
1-Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária – Cirurgia de Equinos UFRRJ
2-Departamento de epidemiologia e saúde pública – Setor de Anatomia Patológica – UFRRJ
3-Discente de medicina veterinária – UFRRJ
4-Autônoma – Hospital Veterinário Estrada Real – Juiz de Fora – MG.
5-Residente no Setor de Anatomia Patologica - UFRRJ
* Rua Alencar Tristão 287, Santa Terezinha, Juiz de Fora, MG, CEP 36046010, email: leoveterinariojf@gmail.com
BURSITE E TENOSSINOVITE VILONODULAR 
PIGMENTADA EM DOIS EQUINOS
RESUMO. 
O objetivo desse trabalho é relatar 2 casos de sinovite vilonodular pigmentada em 
equinos da raça Mangalarga Marchador. Caso 1- femêa, 24 meses, com claudicação 
(grau 2) e aumento de volume sobre o aspecto dorso-medial do boleto esquerdo com 
dor à palpação e consistência flutuante, com evolução de 4 meses. Caso 2 – fêmea, 
48 meses, com claudicação (grau 2) e aumento de volume sobre o aspecto caudo-
medial ao carpo esquerdo com dor àpalpação e consistência flutuante, com evolução 
de 24 meses. O exame radiográfico não demonstrou nenhuma anormalidade nas 
estruturas ósseas no caso 1, mas apresentou diversas áreas de calcificação no caso 
2. O exame ultrassonográfico revelou uma formação fibrosa heterogênea policística 
hipoecóica adjacente e intimamente conectada às fibras da borda medial do tendão 
extensor digital comum no caso 1 e do tendão carpo radial no caso 2. Os animais 
foram submetidos à excisão cirúrgica de uma massa subcutânea firme, irregular, 
policística e amarronzada. A pele foi suturada sobre drenos de Penrose com nylon 
2-0 em padrão de Wolfi. Uma bandagem estéril oclusiva foi colocada e trocada a cada 
48 horas até a remoção dos pontos em 14 dias. Os drenos foram removidos no 5o 
dia. Microscopicamente observou-se tecido conjuntivo colagenoso denso e infiltrado 
inflamatório com macrófagos, sobretudo siderófagos. Havia moderada quantidade de 
linfócitos e neutrófilos, fibrina, coágulos, tecido de granulação e áreas multifocais de 
necrose. Embora a sinovite vilonodular pigmentada não tem sido relatada em cavalos, 
certamente merece atenção quanto ao diagnóstico clínico-patológico.
Palavras-chave: sinovite, vilonodular, equino, bursite, claudicação
Keyword: synovitis, vilonodular, equine, bursitis, lameness
Bursitis and Pigmented Vilonodular Tenosynovitis in Two 
Horses
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dra. Paula A. Di Filippo1*, MV. Dr. Aureo E. Santana2, MV. Gabriela B. Lemos3 1 [1, 3] Laboratório de Clínicas e Cirurgia Animal, LCCA, Universidade Estadual do Norte Fluminense “Darcy Ribeiro”, Uenf.
[2] Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, FCAV, Jaboticabal, SP.
*Av. Alberto Lamego, 2000 - Parque Califórnia, CEP: 28013-602 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: pdf@uenf.br
CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE GLICOSE 
EM EQUINOS COM LESÕES INTESTINAIS 
ESTRANGULANTES E NÃO ESTRANGULANTES
RESUMO. 
Na cólica, perturbações na barreira mucosa intestinal facilitam a passagem de 
endotoxinas do lúmen intestinal para a corrente circulatória, ativando numerosos 
mecanismos de defesa do hospedeiro. O objetivo deste estudo foi determinar se a 
concentração de glicose no plasma de equinos com cólica pode ser utilizada como 
indicador de isquemia intestinal e de gravidade. Vinte cavalos hígidos (GH) e 40 com 
cólica, incluindo 20 animais com lesões intestinais não-estrangulantes (GNE) e que 
sobreviveram e 20 cavalos com lesões estrangulantes (GES) e que não sobreviveram 
após laparotomia, foram avaliados. Amostras de sangue foram obtidas após o 
diagnóstico da cólica (T0) e 6, 12, 24, 48 e 72 horas após laparotomia. No T0, os animais do 
GNE e GES apresentaram hiperglicemia. Nos demais momentos, houve hiperglicemia 
apenas nos animais do GES. Nos quadros iniciais da cólica, a elevação na concentração 
de glicose deve-se ao aumento da glicogenólise estimulada pelo aumento das 
catecolaminas circulantes. Uma vez esgotado os estoques de glicogênio, os níveis 
plasmáticos de glicose retornam a valores normais ou subnormais, como observado 
no GNE. Uma hiperglicemia persistente resulta do aumento de corticosteróides, 
epinefrina e glucagon e, de possível lesão pancreática. À injúria pancreática interfere 
na produção e na liberação da insulina, além de liberar tripsina, a qual por ativar a 
cascata inflamatória, pode ter contribuído para os óbitos do GES. A mensuração da 
glicose plasmática pode auxiliar no diagnóstico precoce, na instituição mais rápida 
do tratamento definitivo e, na consequente redução da mortalidade em equinos que 
apresentem lesões intestinais estrangulantes. 
Palavras-chave: Cavalos; endotoxemia; abdômen agudo; inflamação.
Keyword: Horses; endotoxemia; acute abdomen; inflammation.
Glucose concentration in horses with non-strangulating 
lesions and horses with strangulating lesions
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Veronica Vieira¹, MV. Gabriela B. Lemos², Laura Bravo Defanti Venâncio Petrucci³, Dra. Paula A. Di Filippo4* [1] Mestranda em Ciência Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF. 
2 Residente em Clinica e Cirurgia de Animais de Grande Porte, UENF. 
3 Aluna do Curso de Medicina Veterinária, UENF
4* Laboratório de Clínicas e Cirurgia Animal, LCCA, UENF.
*Av. Alberto Lamego, 2000 - Parque Califórnia, CEP: 28013-602 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: pdf@uenf.br
Cultura do líquido peritoneal utilizada como 
indicador de prognóstico em equinos com obstrução 
estrangulativa do intestino delgado
RESUMO. 
A cólica é uma emergência e as lesões estrangulativas do intestino delgado (LEID) 
constituem-se em umas das causas mais graves de cólica, necessitando de intervenção 
cirúrgica imediata. Nestes casos, complicações como a peritonite são comuns e podem 
culminar com o aumento no tempo de hospitalização e dos custos e, diminuição da 
sobrevida. O objetivo foi determinar se cavalos com LEID apresentam contaminação 
bacteriana abdominal no pré-operatório e, se presente, se há associação com o 
desenvolvimento de complicações pós-operatórias. O líquido peritoneal (LP), obtido 
por abdominocentese, de 15 cavalos com cólica que cursaram com a laparotomia 
exploratória, foi avaliado. Os animais apresentavam encarceramento nefro-esplênico 
(n=3), obstrução de cólon menor (n=4), compactação de intestino delgado (n=2), 
hérnia inguino-escrotal (íleo, n=3), duodeno jejunite proximal (n=1) e deslocamento 
de cólon maior (n=2). Apenas a cultura bacteriana do LP dos três cavalos portadores 
de hérnia inguino-escrotal revelou a presença de Escherichia Coli. Estes três animais 
vieram a óbito no pós-operatório com 7, 15 e 45 dias de progressão. O diagnóstico 
post-mortem foi de peritonite séptica. Nestes mesmos animais, a média de proteína 
total no LP foi de 3,8g/dL. O LP apresentava-se turvo e com coloração avermelhada. 
Nos demais animais, a média de proteína no LP foi de 3,2g/dL, aspecto também turvo, 
porém com coloração amarelo ouro. E. coli é uma bactéria presente na flora intestinal 
normal de equinos e é responsável por quadros severos de peritonite. Em animais 
com lesões intestinais estrangulantes a presença de E. Coli no LP no pré-operatório 
relaciona-se negativamente com o prognóstico.
Palavras-chave: E. coli; peritonite; cólica.
Keyword: E. coli; peritonitis; colic.
Peritoneal fluid culture as prognostic indicators in horses 
with strangulating small intestinal lesions
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Luciana M. Mello1, MV. MSc.FrancielliP. Gobbi2,Luiza M.F. Ribeiro3, Larissa C. Silva4, MV. Gabriel C. 
Santos5, Dra. Paula A. Di Filippo6*
[1-6] Laboratório de Clínicas e Cirurgia Animal, LCCA, Universidade Estadual do Norte Fluminense “Darcy Ribeiro”, Uenf, 
Campos dos Goytacazes, RJ.
*Av. Alberto Lamego, 2000 - Parque Califórnia, CEP: 28013-602 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: pdf@uenf.br
EFEITO SEDATIVO E CARDIORRESPIRATÓRIO 
DA INFUSÃO CONTÍNUA DE XILAZINA 10% 
ASSOCIADO OU NÃO AO BUTORFANOL EM EQUINOS 
SUBMETIDOS À ORQUIECTOMIA
RESUMO. 
A neuroleptoanalgesia é um estado de tranquilização com intensa analgesia, sem 
perda da consciência e narcose, diferenciando-a, assim, da anestesia geral.Avaliou-se 
os efeitos sedativos e cardiorrespiratórios da infusão contínua (IC) de xilazina isolada 
ou associada ao butorfanolem cavalos submetidos à orquiectomia em posição 
quadrupedal. Cavalos não castrados foram distribuídos em dois grupos experimentais, 
com oito animais cada, grupo XB: sedação com xilazina (0,5mg/kg/IV) e butorfanol 
(0,036mg/kg/IV) administrados em bólus, seguido da infusão contínua (IC) de xilazina 
(0,35 mg/kg/hora/IV); grupo X: xilazina (0,5mg/kg/IV) na forma de bólus, seguido da IC 
do mesmo fármaco (0,35 mg/kg/hora/IV). Anestesia local intratesticular foi realizada 
com lidocaína 2%.Nos períodos pré, trans e pós-operatório avaliou-se frequência 
cardíaca (FC) e respiratória (ƒ), pressão arterial não invasiva (PANI), pressão arterial 
invasiva (PAI), sedação, ataxia e motilidade intestinal. Houve diminuição da ƒ em 
relação aos valores basais nos grupos XB e X após a administração de xilazinaa qual, 
manteve-se durante o procedimento deorquiectomia (30´). Houve redução na FC 
imediatamente (5´) após a administração do bólus de xilazina nosXB e X.Os valores 
médios da PAI diferiram entre tratamentos durante 20 minutos de IC, sendo mais 
baixa no grupo XB.Nenhum tratamento alterou a motilidade intestinal e o protocolo 
XB apresentou melhor sedação, porém com ataxia mais pronunciada. Conclui-se que a 
IC de xilazina reduz de forma discreta a ƒ, FC e PAI de equinos submetidos à castração 
e, que a associação desta com o butorfanolalém, de não intensificar as alterações 
cardiorrespiratórias, melhora a sedação.
Palavras-chave: α2agonista; castração; cavalo; neuroleptoanalgesia; opióide
Keywords: α2agonist; castration, horse; neuroleptanalgesia; opioid
Sedative and cardiorrespiratory effect of continuous 
infusion of xilazine 10% associated or not to butorphanol in 
horses submitted to orchiectomy
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Ana Lúcia Miluzzi Yamada1; Marcelo Pinheiro2; Stefano Carlo Filippo Hagen3; Geissiane Moraes Marcondes4; 
Nicole Fidalgo Paretsis4; Marília Ferrari Marsiglia4; Luís Cláudio Lopes Correia da Silva3.
10. Pós-Doutoranda. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP 
(VCI), Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo/SP, Brasil, CEP 05508 270. anamyamada@
usp.br
11. Médico veterinário autônomo - marcelo.pinheiro2@uol.com.br
12. Docente. Departamento de Cirurgia Veterinária (VCI) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP
13. Pós-graduando. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP
ESTUDO DA PRÉ-OSTEOARTRITE E ADAPTAÇÃO 
AO EXERCÍCIO NAS ARTICULAÇÕES 
METACARPOFALANGEANAS EM CAVALOS DE SALTO: 
RESULTADOS PRELIMINARES
RESUMO. 
A pré-osteoartrite é marcada pelo início do processo inflamatório e degradação condral, 
não havendo ainda claudicação e observação de alterações estruturais significativas. 
Em animais atletas, é importante identificar as mudanças adaptativas ao exercício, 
sabendo diferenciá-las das manifestações da pré-osteoartrite. Objetivou-se um estudo 
de coorte comparativo da ocorrência da pré-osteoartrite e sua progressão em cavalos 
de salto, distinguindo-a dos processos adaptativos. Foram avaliadas as articulações 
metacarpofalangeanas de 37 equinos desde um momento zero (M0) e a cada três 
meses, totalizando nove meses (M3). Foram realizados, em cada momento, exames 
físicos, radiográficos e ultrassonográficos. Os equinos foram divididos em dois grupos: 
GD - animais em doma, sem enfermidade prévia nas articulações. GT - animais em 
treinamento para provas de salto com histórico de lesões osteocondrais, claudicação 
ou artroscopia prévia. O M0 foi marcado pelo início das atividades esportivas em GD 
ou queixa de claudicação/artroscopia em GT. No GD, foram observadas diferenças 
significativas entres os momentos, principalmente para ângulo de flexão articular 
e pontuação do exame ultrassonográfico. Nas imagens ultrassonográficas foram 
observadas discretas irregularidades em superfície articular, heterogeneidade 
de cápsula, espessamento e vascularização sinovial. O GB demonstrou alterações 
ultrassonográficas e claudicação mais evidente que GA, como por exemplo, severas 
erosões condrais, irregularidade subcondral e acentuada sinovite. O acompanhamento 
de animais jovens atletas ou com fatores predisponentes (claudicação/artroscopia) 
pelo exame físico e ultrassonográfico demonstrou ser indispensável, evidenciando 
que algumas articulações passam por um período de pré-osteoartrite resultante 
da adaptação à sobrecarga, porém outras tendem a progredir para a enfermidade 
manifesta. 
Palavras-chave: articulação; artroscopia; equino; exame ultrassonográfico; pré-
osteoartrite.
Keywords: arthroscopy, equine; joint; pre-osteoarthritis; ultrasonographic 
evaluation
Study of pre-osteoarthritis and exercise adaptation of the 
metacarpophalangeal joint in jumping horses: preliminary 
results
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Jackson Schade1, MV. Thaís Coelho Valente2, MV. Daiane Sturmer de Souza2, Rubens Perez Mendes3, 
Eduardo Lux3, Marina Soethe3, MV. MSc. Ronise Tocheto4, MV. Dr. MSc. Thiago Rinaldi Müller5, MV. Dr. MSc. 
Renata Assis Casagrande5, MV. Dr. MSc. Fabiano Zanini Salbego5, MV. Dr. MSc. Aury Nunes de Moraes5, MV. 
Dr. MSc. Joandes Henrique Fonteque5*, MV. Andressa Duarte Lorga6
1 Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias – Universidade Federal do Paraná.
2 Residente – Hospital de Clínica Veterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina.
3 Discente de Medicina Veterinária – Universidade do Estado de Santa Catariana.
4 Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal – Universidade do Estado de Santa Catarina.
5 Departamento de Medicina Veterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina.
6 Residente – Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná.
* Av. Luiz de Camões 2090, Bairro Conta Dinheiro, CEP: 88520-000, Lages, SC. joandes.fonteque@udesc.br 
MIOSITE FIBROSANTE CRÔNICA EM MÚSCULO 
MASTIGATÓRIO EQUINO: RELATO DE CASO
RESUMO. 
O objetivo do trabalho é descrever um caso de miosite fibrosante crônica em músculo 
mastigatório de um equino, fêmea, da raça Quarto de Milha que apresentou aumento 
de volume na face e emagrecimento progressivo com evolução de 30 dias. Aumento de 
volume (10,0cm x 5,0cm) de consistência firme, sem dor ou aumento de temperatura 
foi evidenciado à palpação na região massetérica direita. Havia restrição na abertura 
da boca e dificuldade discreta de apreensão e mastigação dos alimentos. O exame 
radiográfico descartou envolvimento dentário e a ultrassonografia revelou alterações 
compatíveis com fibrose no músculo masseter. Optou-se pela ressecção cirúrgica, a 
qual foi realizada a campo sob anestesia intravenosa total (“Triple Drip”). Após incisão 
da pele o nervo facial e seus ramos foram rebatidos para incisar a fáscia, seguido a 
ressecção da porção fibrótica do músculo masseter, a qual foi enviada para diagnóstico 
histopatológico. Foi realizada implantação de um dreno tubular ativo, seguido pela 
síntese da fáscia e da pele. No período pós-operatório foram administrados anti-
inflamatório (flunixin meglumine) por oito dias e antibióticos (penicilinas e gentamicina) 
por 12 dias. Houve infecção da ferida cirúrgica, a qual foi controlada com sucesso por 
meio da drenagem e lavagem com soluções antissépticas. Utilizou-se fisioterapia com 
laser e ultrassom terapêutico com o objetivo de acelerar e orientar a cicatrização, sendo 
obtido aumento da amplitude de abertura da boca, apreensão e mastigação normais 
e resultado cosmético satisfatório. Trata-se do primeiro relato de miosite fibrosante 
crônica em músculo mastigatório na espécie equina, tratado cirurgicamente com 
sucesso. 
Palavras-chave: cavalo, cirurgia, masseter, miopatia fibrótica.
Keyword: horse, surgery, masseter, fibrotic myopathy
Chronic fibrous myositis in equine masticatory muscle: 
case report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dra. Érika F.V. Garcia1*, MV. Dra. Fernanda C.C. Santos1 1 Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, Roraima, Brasil. 
*Universidade Federal de Roraima (UFRR), rua: BR 174 – Km 12 Distrito de Monte Cristo, Boa Vista/RR, CEP 69301-970, 
Campus Cauamé. E-mail: erika.garcia@ufrr.br
MIOTENECTOMIA DO EXTENSOR DIGITAL LATERAL 
EM EQUINO COM HARPEJAMENTO – RELATO DE 
CASO
RESUMO. 
O harpejamentoé caracterizado clinicamente pela flexão exacerbada e involuntária de 
membros posteriores em equinos. A forma convencional é associada a dano irreversível 
em inervação, sem recuperação espontânea. O objetivo deste trabalho é relatar o 
tratamento de um equino com harpejamento. Um equino, macho, SRD, com 12 anos, 
foi atendido com queixa de andar alterado. Durante exame clínico foi constatado 
hiperflexão bilateral dos membros posteriores, sendo o animal diagnosticado com 
harpejamento e encaminhado para cirurgia pela técnica de miotenectomia do músculo 
e tendão extensor digital lateral, em ambos membros posteriores. O equino foi sedado 
com detomidina 20mcg/kg IV e, para anestesia local, foi administrado lidocaína e 
bupivacaina sobre o músculo extensor digital lateral, nervo fibular profundo e nervo 
fibular superficial. A pele foi incidida sobre porção proximal do músculo extensor 
digital lateral e a sobre porção distal do tendão do extensor digital lateral. O tendão 
foi seccionado e o músculo foi tracionado até a primeira incisão, para secção. Foi 
removido um segmento de aproximadamente 15cm de tendão e músculo. A fáscia 
muscular e o subcutâneo foram suturados com sutura contínua com poliglactina 910 e 
a pele com sutura isolada simples com nylon 0. Foi administrado fenilbutazona 4,4mg/
kg IV e penicilina 10.000UI/kg IM SID por 5 dias e o curativo trocado diariamente. Os 
pontos foram removidos após 10 dias e o equino reavaliado, apresentando um grau 
de hiperflexão menos acentuado. Conclui-se que a cirurgia foi eficiente na redução do 
grau de hiperflexão, melhorando a qualidade de vida do equino.
Palavras-chave: intoxicação, miectomia, neuropatia, tenotomia, 
Keyword: intoxication, myectomy, neuropathy, tenotomy
Miotecnetomy of the lateral digital extensor in an equine 
with stringhalt – Case Report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Jackson Schade1, MV. Thaís Coelho Valente2, MV. Daiane Sturmer de Souza2, Rubens Perez Mendes3, 
Eduardo Lux3, Marina Soethe3, MV. MSc. Ronise Tocheto4, MV. Dr. MSc. Thiago Rinaldi Müller5, MV. Dr. MSc. 
Renata Assis Casagrande5, MV. Dr. MSc. Fabiano Zanini Salbego5, MV. Dr. MSc. Aury Nunes de Moraes5, MV. 
Dr. MSc. Joandes Henrique Fonteque5
1 Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias – Universidade Federal do Paraná.
2 Residente – Hospital de Clínica Veterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina.
3 Discente de Medicina Veterinária – Universidade do Estado de Santa Catariana.
4 Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal – Universidade do Estado de Santa Catarina.
5 Departamento de Medicina Veterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina.
6 Residente – Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná.
* Av. Luiz de Camões 2090, Bairro Conta Dinheiro, CEP: 88520-000, Lages, SC. joandes.fonteque@udesc.br 
MIOSITE FIBROSANTE CRÔNICA EM MÚSCULO 
MASTIGATÓRIO EQUINO: RELATO DE CASO
RESUMO. 
O objetivo do trabalho é descrever um caso de miosite fibrosante crônica em músculo 
mastigatório de um equino, fêmea, da raça Quarto de Milha que apresentou aumento 
de volume na face e emagrecimento progressivo com evolução de 30 dias. Aumento de 
volume (10,0cm x 5,0cm) de consistência firme, sem dor ou aumento de temperatura 
foi evidenciado à palpação na região massetérica direita. Havia restrição na abertura 
da boca e dificuldade discreta de apreensão e mastigação dos alimentos. O exame 
radiográfico descartou envolvimento dentário e a ultrassonografia revelou alterações 
compatíveis com fibrose no músculo masseter. Optou-se pela ressecção cirúrgica, a 
qual foi realizada a campo sob anestesia intravenosa total (“Triple Drip”). Após incisão 
da pele o nervo facial e seus ramos foram rebatidos para incisar a fáscia, seguido a 
ressecção da porção fibrótica do músculo masseter, a qual foi enviada para diagnóstico 
histopatológico. Foi realizada implantação de um dreno tubular ativo, seguido pela 
síntese da fáscia e da pele. No período pós-operatório foram administrados anti-
inflamatório (flunixin meglumine) por oito dias e antibióticos (penicilinas e gentamicina) 
por 12 dias. Houve infecção da ferida cirúrgica, a qual foi controlada com sucesso por 
meio da drenagem e lavagem com soluções antissépticas. Utilizou-se fisioterapia com 
laser e ultrassom terapêutico com o objetivo de acelerar e orientar a cicatrização, sendo 
obtido aumento da amplitude de abertura da boca, apreensão e mastigação normais 
e resultado cosmético satisfatório. Trata-se do primeiro relato de miosite fibrosante 
crônica em músculo mastigatório na espécie equina, tratado cirurgicamente com 
sucesso. 
Palavras-chave: cavalo, cirurgia, masseter, miopatia fibrótica.
Keyword: horse, surgery, masseter, fibrotic myopathy
Chronic fibrous myositis in equine masticatory muscle: 
case report
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Luiza Ferreira de Almeida Gomes2*, M.V. Mariana da Costa Gonzaga1, M.V. Dr. Antônio Carlos Lopes Câmara1, 
M.V. Dr. Rita de Cássia Campebell1, M.V. Dr. Antônio Raphael Teixeira Neto1
[1] Universidade de Brasília, Hospital Escola de Grandes Animais, Brasília, DF, Brasil.
[2] Discente em Medicina Veterinária na Universidade de Brasília, DF, Brasil
* Área Especial SRB, Galpão 4, Granja do Torto, CEP: 70636200, Brasília, DF. E-mail: hvetão.unb@gmail.com.
PREVALÊNCIA DE FUNICULITE EM GRANDES 
ANIMAIS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA 
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (JANEIRO DE 2015 A 
MAIOR DE 2018)
RESUMO. 
Funiculite é considerada a complicação mais comuns do pós-cirúrgico de orquiectomias 
em animais de produção e equídeos, sendo caracterizada por infecção séptica dos 
funículos espermáticos. Objetiva-se relatar a prevalência de funiculites em grandes 
animais atendidos no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (HVET-UNB), no 
período de janeiro de 2015 a maio de 2018. No período supracitado, foram realizadas 
orquiectomias eletivas em 75 suínos (45,18%), 40 ovinos (24,09%), 24 bovinos (14,45%), 
22 equinos (13,25%), e cinco caprinos (3,01%); totalizando 166 procedimentos no 
HVET-UNB. Destas orquiectomias, quatro (2,4%) animais (dois ovinos, um bovino e 
um equino) apresentaram funiculite no internamento hospitalar. Além destes, outros 
quatro animais (dois equinos, um muar e um carneiro) orquiectomizados por leigos 
ou veterinários a campo, foram encaminhados devido a sinais clínicos de funiculite 
(aumento de volume, hipertermia, drenagem de pus e/ou sensibilidade na região 
escrotal). Destes oito animais com funiculite, sete (87,5%) foram submetidos a exérese 
cirúrgica e apenas um equino (12,5%) respondeu ao tratamento clínico. O índice de 
sobrevivência atingiu 87,5% (7/8), pois um equino (12,5%) foi eutanasiado devido a 
presença de botriomicose funicular e pulmonar. Estes dados revelam baixa prevalência 
de funiculites no serviço de cirurgia do HVET-UNB; sendo metade da casuísta desta 
afecção decorrente de encaminhamentos de orquiectomias a campo. A castração a 
campo realizada por leigos continua sendo prática comum e representa um risco para 
o bem-estar animal. A fim de minimizar essas complicações, é essencial ao veterinário, 
o conhecimento da anatomia reprodutiva, preparo cirúrgico adequado, tratamento 
antimicrobiano perioperatório e boa técnica cirúrgica.
Palavra-chave: animais de produção, equídeo, funiculite, orquiectomia.
Keyword: equidae, funiculitis, livestock, orchiectomy.
Funiculitis prevalence in large animals at the Veterinary 
Hospital of Brasília University (January 2015 to May 2018)
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Dra. Paula A. Di Filippo1*, Luiza M. Feitosa Ribeiro2, MV. MSc. Marcos A. Dias Meireles3, MV. Gabriela B. 
Lemos4, MV. Dra. Andressa F. da Silva Nogueira5
[1, 2, 3, 4] Laboratório de Clínicas e Cirurgia Animal, LCCA, Universidade Estadual do Norte Fluminense “Darcy Ribeiro”, 
Uenf.
[5] UniversidadeFederal do Tocantins, UFT, Campus Araguaína, Tocantins, TO.
*Av. Alberto Lamego, 2000 - Parque Califórnia, CEP: 28013-602 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: pdf@uenf.br
PROTEÍNAS DE FASE AGUDA DO LAVADO 
BRONCOALVEOLAR DE EQUINOS HÍGIDOS
RESUMO. 
A doença inflamatória das vias aéreas é uma das mais importantes disordens pulmonares 
em cavalos atléticos. A inflamação é um processo complexo e seu diagnóstico precoce 
é essencial para elaborar e implementar um plano de tratamento eficaz. Na medicina 
equina, o uso de marcadores inflamatórios de aplicabilidade clinica como as proteínas 
de fase aguda (PFA), vêem sendo amplamente utilizados. O fígado é o principal local 
de produção das PFA, mas a produção extra-hepática, principalmente de órgãos que 
se comunicam com o meio externo, já foi demonstrada em equinos. A produção extra-
hepática de PFA serve como uma defesa local e imediata contra a lesão tecidual de 
desafios inflamatórios até que uma resposta sistêmica/hepática seja deflagrada. O 
proteinograma do lavado broncoalveolar (LBA) de equino é inexistente. O objetivo 
deste estudo foi estabelecer o padrão de concentração de PFA no LBA de dez equinos 
saudáveis por meio da eletroforese em gel de poliacrilamida. O LBA foi obtido por 
meio de um cateter especial (BIVONA®). Três bolus de 250 ml de solução fisiológica 
0,9% (37 0C) estéril foram sequencialmente instilados e imediatamente aspirados. 
Vinte e cinco proteínas com pesos moleculares entre 21 e 230 kDa foram identificadas 
no LBA, dez nominalmente: imunoglobulina A, ceruloplasmina, transferrina, albumina, 
α1-antitripsina, imunoglobulina G cadeia leve e pesada, haptoglobina, glicoproteína 
ácida e P23. Conclui-se que as PFA também podem ser mensuradas no lavado 
broncoalveolar de equinos, permitindo à detecção precoce de processos inflamatórios 
pulmonares. As PFA também poderão ser úteis no monitoramento da progressão da 
doença respiratória em cavalos.
Palavras-chave: Proteínas de fase aguda; biomarcadores, pulmões, inflamação.
Keyword: Acute phase protein; biomarker; lung; inflammation.
Acute phase proteins concentration in bronchoalveolar 
lavage fluid from healthy horses
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Larissa K. Belz¹, Gabriel A. S. Júnior¹, Luciana P. Araujo¹, MV. Dr. MSC. Clairton M. Pereira², MV. Diogo A. 
Rondon², MV. Paula R. Fereguetti³
¹Discente de Medicina Veterinária, UNESC-ES, larissabelz@hotmail.com 
²Docente do UNESC-ES
³Médico Veterinário do HV-UNESC
REMOÇÃO DE NEOPLASIA PERIOCULAR DE UM 
EQUINO PELA TÉCNICA DE EXENTERAÇÃO – RELATO 
DE CASO
RESUMO. 
As doenças oftalmológicas têm diversas etiologias comprometendo em diferentes 
proporções a visão dos equinos. A cirurgia oftálmica é um dos métodos de escolha para 
o tratamento dos animais com tumores oftalmológicos. A exenteração é a remoção 
de todo o conteúdo do interior da órbita sendo indicado em casos de neoplasia e 
trauma grave. O objetivo do presente trabalho é relatar a utilização da exenteração 
para remoção de um tumor periocular. Equino, macho, 15 anos, foi encaminhado ao 
Hospital Veterinário UNESC, Colatina – ES, apresentando uma massa desfigurante, de 
formato irregular em cavidade ocular e secreção purulenta. Devido a inviabilidade de 
manter o globo ocular, foi realizada exenteração utilizando anestesia local infiltrativa 
com lidocaína 2%, tarsorrafia para facilitar o manejo do campo cirúrgico e feita uma 
incisão transpalpebral ao redor da órbita. Fez-se dissecção, isolamento e incisão dos 
músculos, tecido adiposo, glândula lacrimal e globo ocular, ligadura do pedículo óptico 
e o seu suprimento sanguíneo utilizando fio inabsorvível monofilamentar. Empregou-
se padrão de sutura simples separado para fechamento da pele usando fio inabsorvível 
monofilamentar, além de revestir o espaço morto com compressa estéril retirada 
24 horas depois, deixando um ponto para drenagem de conteúdo. O diagnóstico 
resultado de histopatológico foi de adenocarcinoma periocular, sugerindo a realização 
de imuno-histoquímica para definir da origem do tumor. A exenteração para retirada 
de tumores oculares e perioculares é uma das técnicas mais indicadas, pois apresenta 
rápida recuperação do paciente e permite a retirada de todas as estruturas presentes 
na cavidade ocular que podem estar acometidos por neoplasma.
Palavras chave: exenteração, equino, neoplasma, cirurgia
Keyword: exenteration, horse, neoplasm, surgery
Removal of a periocular neoplasm in a horse by the 
exenteration technique - case report
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Alexandre S. Corrêa1*, Daniela C. A. Amâncio2, Jemerson A. C. Carvalho2, Douglas M. Freitas2, MV. Erika M. 
Silva3, MV. Nathalia B. Clemente3, MV. Wallace P. N. Silva3, MV. Msc. Cláudia P. R. Rabêlo1, MV. MSc. Heriberto F. 
Figueiredo4, MV. Dr. MSc. Djacy B. Ribeiro4, MV. Dr. Ruth. H. F. P. Moraes4, MV. Dr. MSc. Hamilton S. P. Junior4.
1 Clínica Médico Veterinária, Polícia Militar do Estado do Pará
2 Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural da Amazônia
3 Residência Multiprofissional, Universidade Federal Rural da Amazônia
4 Instituto de Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
*Rua Domingos Marreiros 907, apto. 1602, bairro Umarizal, CEP 66055-215, Belém, PA, alexandreparavet@yahoo.com.br.
TRATAMENTO CIRURGICO DE BURSITE DE 
OLECRANO EM EQUINO DA POLÍCIA MILITAR 
MONTADA DO ESTADO DO PARÁ
RESUMO. 
A bursite ou higroma de olécrano consiste em uma cavidade repleta de líquido 
circuncidada por tecido conjuntivo fibroso, a qual se localiza na região da tuberosidade 
do olecrano, sendo resultante de uma resposta inflamatória à traumas recorrentes no 
local em questão. Temos por objetivo relatar como procedeu-se a cirurgia de remoção 
de higroma em um equino, SRD, 12 anos de idade, pesando 498 kg, utilizado para 
trabalho de patrulha e policiamento ostensivo em ambientes urbanos pela Polícia 
Militar do estado do Pará, Brasil. O animal foi encaminhado ao Projeto Carroceiro/
UFRA com jejum alimentar e hídrico de 8 horas. Previamente a cirurgia, foi realizada 
tricotomia e antissepsia do local, utilizando-se solução iodada a 2,5%. A sedação 
foi feita com Maleato de Acepromazina (0,03 mg/kg/IV) e bloqueio local utilizando 
Cloridato de Lidocaína 2%. A cirurgia, realizada com o animal em estação, consistiu 
de uma incisão elíptica na região lateral do membro anterior esquerdo, a altura da 
articulação úmero-rádio-ulnar. O líquido acumulado no local foi drenado através 
da incisão. A bursa foi divulsionada na região e excisada completamente, devido a 
natureza crônica da lesão, sem danos aos vasos e tecidos adjacentes. A pele excedente 
foi removida e o espaço morto reduzido com fio poliglactina 910 nº 01. A demorrafia 
foi realizada com fio de nylon 01 e um dreno penrose foi deixado no local por cinco 
dias. O animal não apresentou complicações durante a cirurgia, tampouco no pós-
cirúrgico. Sendo assim o tratamento cirúrgico se mostrou eficiente, promovendo bem-
estar e saúde ao animal. 
Palavras-chave: higroma, cirurgia, policiamento.
Keyword: hygrome, surgery, policing.
Surgical management of olecranon bursistis in equine of 
mounted military police of Pará state
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Marcus F. Rinco²* ; Jade P. Kannenberg² ; Nathália R. Pereira²; MV. Lorena G. Araújo¹ ; MV. Jara Romano¹ ; MSc. 
Mv. Cleyber J. T. Fátima¹ ; MSc. MV. Carolina M. Carvalho¹
¹Departamento de Clínica Cirúrgica de Grandes Animais – Hospital Veterinário UPIS
²Acadêmico de Medicina Veterinária UPIS
*Condom. RK, Conj. Centauros, Quadra S, Casa 27. CEP 73252200, Sobradinho/DF Email: mfeliperinco2@gmail.com
TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO DE NÓDULO 
PALPEBRAL SUGESTIVO DE SARCÓIDE EM POTRA 
QUARTO DE MILHA
RESUMO. 
O sarcóide equino é um tumor fibroblástico não maligno agressivo da pele. Possui 
maiorocorrência em locais predispostos a traumas, e em áreas que entram em contato 
com sarcóides existentes. Não se sabe se a etiologia é devido a um agente infeccioso e/
ou célula transformada. Foi atendido no Hospital Veterinário UPIS um equino, fêmea, 
quarto de milha, pesando 420kg, idade de um ano e quatro meses apresentando dois 
nódulos palpebrais presentes na pálpebra superior do olho direito. Os nódulos tinham 
coloração cinza escura e aspecto verrucoso, haviam aparecido no animal há 6 meses 
e vinham aumentando gradativamente de tamanho. Devido à principal suspeita 
clinica ter sido de sarcóide, evitou-se a realização de biópsia e iniciou-se tratamento 
quimioterápico. Este, consistiu em 4 aplicações intranodulares de cisplatina na dose 
de 1mg/cm3 a cada 15 dias, e aplicação de imiquimode® pomada sobre o nódulo 
por 8 dias, sendo 4 dias consecutivos, 4 dias sem utilizar e retomando-se mais 4 dias. 
A aplicação tópica de imiquimode® gerou queimadura e blefaroedema ao redor 
do nódulo, e tal lesão foi tratada com sucesso com o uso de pomada oftalmológica 
antibiótica (Regencel®). Na primeira aplicação de cisplatina os nódulos apresentavam 
1,3cm e 1,2cm de diâmetro, na segunda 1,1cm e 0,9cm, na terceira 0,85cm e 0,8cm, 
e na quarta aplicação não havia mais presença macroscópica de nódulo. O animal foi 
acompanhado por mais 3 meses após o término do tratamento sem ocorrência de 
recidivas. Acredita-se que a terapia quimioterápica precoce contribuiu para o sucesso 
do tratamento.
Palavras-chave: equino, tumoração cutânea, cisplatina.
Keyword: equine, skin tumor, cisplatin.
Chemotherapeutic treatment of palpebral nodule suggestive 
of sarcoid in a quarter horse foal
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Fracielli P. Gobbi1*, MV. Gabriela B. Lemos2, MV. MSc. Luciana M. Mello3, MV. MSc Marcos A. Dias 
Meireles4, MV. Gabriel C. Santos5, MV. Dra. Paula A. Di Filippo6, MV. Dra. Carla B. Martins7
[1-6] Laboratório de Clínicas e Cirurgia Animal, LCCA, Universidade Estadual do Norte Fluminense “Darcy Ribeiro”, Uenf, 
Campos dos Goytacazes, RJ.
[7] Laboratório de Reprodução Animal, Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, Alegre, ES.
*Av. Alberto Lamego, 2000 - Parque Califórnia, CEP: 28013-602 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: pdf@uenf.br
USO DAS PROTEÍNAS DE FASE AGUDA NO 
MONITORAMENTO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA 
APÓS CASTRAÇÃO EM EQUINOS TRATADOS COM 
FLUNIXIN MEGLUMINE, FIROCOXIB OU MELOXICAM
RESUMO. 
O reconhecimento precoce da inflamação excessiva e complicações infecciosas após 
cirurgias permitem à instituição imediata da terapia, reduz o desconforto pós-operatório 
e facilita a recuperação dos animais. As proteínas de fase aguda (PFA) atuam como 
marcadores sensíveis de inflamação e podem auxiliar no reconhecimento clínico da 
inflamação pós-operatória em equinos. O objetivo deste estudo foi investigar possíveis 
alterações nas concentrações das PFA após castração e correlaciona-las com a gravidade 
clínica da inflamação desencadeada pelo ato operatório, associada à administração de 
diferentes fármacos antiinflamatórios. Dezoito cavalos foram submetidos à castração 
aberta em posição quadrupedal e em função do antiinflamatório utilizado no pós-
operatório foram divididos em grupos com seis animais: flunixin meglumine - GFM 
(Banamine®, 1.1mg.kg¹, IM , SID, 5 dias), firocoxib - GF (Equioxx®; 0,1 mg.kg¹, VO, SID, 
5 dias) e meloxicam 2% - GM (Maxicam 2%®; 0,6 mg.kg¹, IM , SID, 5 dias). Amostras de 
sangue total e de líquido peritoneal coletadas no pré e pós-operatório foram submetidas 
ao proteinograma em gel de poliacrilamida. Após as castrações houve aumento de 
ceruloplasmina, haptoglobina, transferrina, albumina e α1-glicoproteína ácida nos 
animais dos três grupos. Tais resultados foram associados à resposta inflamatória 
desencadeada pelo trauma cirúrgico. Na comparação entre grupos, os valores de 
ceruloplasmina e de transferrina no sangue e no LP dos animais do GM foram superiores 
aos GFM e GF. Conclui-se que o meloxicam é menos efetivo no controle da inflamação 
em equinos e que as PFA auxiliam no reconhecimento precoce, no monitoramento e, 
consequentemente, no tratamento de intercorrências após castração. 
Palavras-chave: cavalo, inflamação, cirurgia
Keywords: horse; inflamation; surgery
Use of acute phase protein to monitor the inflammatory 
response after castration in horses treated with flunixin 
meglumine, firocoxib or meloxicam
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investigação, 17(4): 1-168 2018
Marilia Ferrari Marsiglia1*; Julio David Spagnolo1; Ana Lúcia Miluzzi Yamada2; Eugênio Nardin Neto3; Ana 
Flávia Sanchez1; Raquel Yvonne Arantes Baccarin4; Luis Cláudio Lopes Correia da Silva5
14. Pós-graduando. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP. 
(VCI), Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo/SP, Brasil, CEP 05508 270. *marilia.marsi-
glia@usp.br
15. Pós-Doutoranda. Departamento de Cirurgia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
16. Residente do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
17. Docente. Departamento de Clínica Médica (VCM) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
18. Docente. Departamento de Cirurgia Veterinária (VCI) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia USP, SP.
USO DE SISTEMA HAND-ASSISTED NA ADESIÓLISE 
DE EQUINO: RELATO DE CASO
RESUMO. 
Procedimentos laparoscópicos manualmente assistidos hand-assisted tem aumentado 
na rotina clinico-cirúrgica de equinos. A incidência de aderências pós-laparotomia é 
alta e está entre as principais indicações de relaparotomia. Foi admitido um equino 
macho, SRD, 9 anos, com histórico de funiculite, disúria e hematúria após exercício. No 
exame clínico foi diagnosticado urolitíase vesical. A remoção do cálculo ocorreu por 
laparotomia pelo acesso pré-púbico. Após quatro dias o animal apresentou desconforto 
abdominal, sendo submetido a laparotomia exploratória onde foi observado aderência 
de dois segmentos de jejuno à celiorrafia. Após a adesiólise, no segmento inestinal 
aderido foi suturada membrana de pericárdio homólogo conservada em glicerina a 
98%. Após sete dias, o animal demonstrou outro episódio de desconforto abdominal, 
sendo submetido à laparoscopia em posição quadrupedal criando o acesso pelo flanco 
direito. Observou-se discreta inflamação peritoneal, além de aderência entre jejuno e 
a região da celiorrafia. Com o auxílio de pinça laparoscópica não foi possível desfazer 
completamente as aderências, dessa forma, ampliou-se o portal do instrumental e 
posicionou-se dispositivo hand-assisted, permitindo manipulação e a visualização 
através da ótica laparoscópica. Através dessa técnica foi possível exteriorizar a porção 
intestinal acometida para avaliação visual, remoção de fibrina e debris. Conclui-se que 
a cirurgia laparoscópica com o uso do hand-assited permite bom acesso e manipulação 
da região pélvica, permitindo segurança na manobra de adesiólise devido ao apoio 
visual proporcionado pela ótica laparoscópica e pela manutenção do pneumoperitônio. 
Palavras-chave: laparoscopia; aderência; equino; HALS; pericárdio homólogo
Key-words: laparoscopic; adherence; equine; HALS; pericardium homologous
Adhesiolysis using Hand-assisted technique in a horse: 
case report
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Ana Paula F. Souto1*, MV. Luíza C. Barcellos1, MV. Mariana Cocco1, MV. Flávia P. A. Amaro1, MV. Bruna 
L. Zielinski1, MV. MSc. Eduarda M. Busato1, MV. Dr. Romildo R. Weiss1, MV. Dr. Peterson T. Dornbusch1
[1] Departamento de Medina Veterinária, Universidade Federal do Paraná, Curitiba/PR.
* Avenida Visconde de Guarapuava, 3945, Batel, CEP 80250-220, Curitiba, PR. Email: anapaula_fadelsouto@hotmail.com
UTEROPEXIA POR VIDEOCIRURGIA COM APLICAÇÃODE “TOGGLE” EM MINI HORSE COM ENDOMETRITE 
PERSISTENTE: RELATO DE CASO
RESUMO. 
A uteropexia pode ser realizada por laparoscopia com os animais em estação e visa 
reposicionar o útero pendular para horizontal, facilitando limpeza uterina e prevenindo 
endometrite persistente. O objetivo desse trabalho é relatar caso de uma égua com 
útero pendular e endometrite, submetida à uteropexia. Foi atendida uma égua Mini 
Horse, 14 anos, 117kg, com histórico de distocia e retenção de placenta, apresentando 
endometrite purulenta secundária. O tratamento foi realizado com prostaglandina, 
ocitocina, antibioticoterapia sistêmica e lavagens uterinas. Na histeroscopia observou-
se acúmulo de pus nos cornos, que se movimentava conforme respiração do animal, 
decorrente do útero pendular. Após 21 dias de tratamento não houve melhora clínica, 
optando-se pela uteropexia por laparoscopia. Sob anestesia geral, foi posicionada em 
decúbito ventral devido à baixa estatura. Foram colocados três portais para realizar 
bloqueio anestésico do ligamento largo do útero e introduzir o aplicador de “toggle”, 
fabricado para essa cirurgia. Um fio de poliamida de 0,6mm de diâmetro foi passado 
pelo interior do “toggle” para realização da plicatura entre a parte superior e inferior do 
ligamento. Utilizou-se fórceps babcock para erguer o útero ventralmente, auxiliando 
tração do fio. Ao final da plicatura, um último “toggle” foi aplicado e fixado com clip de 
titânio. As complicações pós-operatórias foram hemorragia e enfisema subcutâneo. 
Após 30 dias repetiu-se laparoscopia, observando-se cicatrização e posicionamento 
horizontal do útero, e histeroscopia, revelando útero limpo. Animal recebeu alta dez 
dias após a segunda laparoscopia. Conclui-se que uteropexia por videocirurgia com 
“toggle” promove elevação uterina, facilitando limpeza em casos de endometrite 
persistente. 
Palavras-chave: Endometrite, laparoscopia, reprodução, uteropexia, 
videocirurgia.
Keywords: Endometritis, laparoscopy, reproduction, uteropexy, videosurgery.
Uteropexy by videosurgery using “toggle” application in 
mini horse with persistent endometritis: case report
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Loise A. de Sousa1. Kesley F. Coelho1, Susan O. Pinto1, MV. Hugo F.R.Melo1, MV. Moisés M. Lima1, MV. Ronnald E; 
B. Tavares1; MV. Hugo H. Perdigão1, MV. Victor A. N. Silva, MV. Me. Luisa P. B. Borges1, Dra. Tatiane T. Albernaz1, 
Dr. José Alcides S. da Silveira1, Dr. Marcos D. Duarte1, Prof. Dr. Pedro Paulo M. Teixeira1 
1Hospital Veterinário do Instituto de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pará (HV/IMV/UFPA)
UTILIZAÇÃO DO RECURSO VIDEOASSISTIDO NO 
TRATAMENTO DE OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA POR 
CORPO ESTRANHO EM UMA MULA
RESUMO. 
O objetivo deste trabalho é relatar o caso de uma mula com histórico de engasgamento 
há 3 dias e ao exame clínico apresentou mucosas hiperêmicas e com halo toxêmico, 
linfonodos parotídeos aumentados, temperatura 37,9ºC, FC 52bpm, FR 36rpm e 
presença de estridor à auscultação. A endoscopia revelou o CE em esôfago cervical, 
de impossível remoção pela forte adesão. Sob anestesia geral, tenteou-se exteriorizar 
o CE com massagem na região cervical e em introdução manual por via oral, levando 
o endoscópio em mão, também sem sucesso. Optou-se pelo acesso na região 
cervical, localizou-se a porção esofágica onde o CE estava, mas optou-se em não fazer 
esofagotomia. Pelo acesso, tentou-se empurrar o CE no sentido oral, com auxílio de 
tração manual e ainda de forma videoassistida por via oral, ainda sem êxito. Utilizou-
se uma argola alongada acoplada à sonda oral, e assim o CE teve um deslocamento, 
sendo possível leva-lo à região de faringe, pela manipulação pelo acesso cirúrgico, 
que ao final foi revertido. O CE tratava-se de um caroço de manga. Mesmo com o 
uso imediato de antibioticoterapia e tratamento com AINES, a paciente desenvolveu 
pneumonia com secreção nasal mucopurulenta bilateral e laminite, além do enfisema 
subcutâneo e edema nas regiões ventrais craniais e febre intermitente. Usou-se 
outras bases de antibióticos, somadas à expectorante, broncodilatador e tratamento 
homeopático (Arsenicum álbum). O gelo foi utilizado por alguns dias para amenizar a 
dor nos cascos causada pela laminite. A paciente reagiu bem em aproximadamente 40 
dias. 
Palavras-chave: Muar, CE, esôfago, endoscopia, pós-operatório.
Keyword: Muar, CE, esophagus, endoscopy, postoperative. 
Use of resources videoassised in treatment by esofagic 
obstruction by mule foreign body
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MV. Fernanda Campos Hertel1*, MV. Aline Silvestrini da Silva1, MV. MSc. Amanda Pereira dos Anjos1, MV. MSc. 
Dayana A. C. Ferreira Ermita1,MV. Dr. MSc. Emily Correna Carlo Reis1, MV. Dr. MSc. Fabricio Luciani Valente1, 
MV. Dr. MSc. Andréa Pacheco Batista Borges1
1Departamento de Veterinária, Universidade Federal de Viçosa
*Avenida Peter Henry Rolfs, s/n - Campus Universitário, CEP: 36570-000, Viçosa, MG. E-mail: fernandachertel@gmail.com
NOVAS TECNOLOGIAS
ANÁLISE IN VITRO DA FIBRINA POBRE EM 
PLAQUETAS (FPP) ASSOCIADA À FIBROBASTOS
RESUMO. 
Este trabalho descreve a análise in vitro da FPP e o comportamento das células nesta 
matriz, objetivando sua utilização futura na reparação de feridas de pele. Foram 
coletados 10 ml de sangue em tubos contendo citrato de sódio e preparado de acordo 
com Hatakeyama et al (2014). O FPP foi colocado em placas de 6 poços associado ou 
não a fibroblastos (8x104 em 0,3 ml de meio de cultivo) e divididos em quatro grupos: 
G1 (FPP e fibroblastos concomitantemente); G2 (fibroblastos, posteriormente FPP); G3 
(FPP, posteriormente fibroblastos); e G4 (FPP). Depois de formado o gel, foi adicionado 
0,3 ml de meio nos grupos com células e cultivado por 48h. Na análise histológica 
observou-se maior quantidade de células em G3 na superfície e migração para o interior 
do gel. Em G1 e G2 uma menor quantidade de células permaneceu no fundo e no o 
interior do gel. Em G4 notou-se uma maior densidade do gel, provavelmente devido 
a ausência de meio de cultivo. A análise da topografia de superfície por microscopia 
eletrônica de varredura demonstrou uma rede de fibrina vasta e organizada, com 
células em sua superfície aderidas à essa matriz em G3. Com este estudo conclui-se 
que as células interagiram com a matriz da FPP, e que a localização das células na 
matriz é dependente da sequência de aplicação com a FPP. Assim, a rede de fibrina 
tem potencial de servir como matriz provisória e suporte celular para aplicação in vivo 
na reparação de feridas de pele. Agradecimentos: CAPES, FAPEMIG.
Palavras-chave: matriz autóloga, rede de fibrina, scaffold.
Keywords: autologous matrix, fibrin network, scaffold
In vitro analysis of platelet poor-fibrin associated to 
fibroblasts
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Ana Paula L. Perdigão¹, MV. Aline S. Silva1, MV. Fernanda C. Hertel1, MV. MSc. Dayana A.C. Ferreira 
Ermita1, MV. MSc. Fabiana R. Araújo1, MV. MSc. Cristiane C. Vital Cintra1, MV. DSc. Rodrigo V. Sepúlveda2, MV. 
DSc. Fabrício L. Valente1, MV. DSc. Emily C. Carlo Reis1, MV. DSc. Andréa P. B. Borges1
[1] Departamento de Veterinária, Universidade Federal de Viçosa. 
*Endereço do autor correspondente, CEP: 36570-000, Viçosa, MG. E-mail: aline.silvestrini1804@gmail.com.
[2] Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais.
CARACTERIZAÇÃO E BIOCOMPATIBILIDADE NA 
ANÁLISE IN VIVO DO COMPOSTO CONSISTENTE 
DE HIDROXIAPATITA, FIBROÍNA DE SEDA E ÁCIDO 
HIALURÔNICO.
RESUMO. 
A engenharia tecidual busca criar e aprimorar novas terapias e desenvolver novos 
biomateriais que restaurem, melhorem ou impeçam o agravamento da função tecidual 
comprometida. Para comprovar a eficácia destes biomateriais, análises e testes in 
vivo podem ser realizados como uma forma adequada de se avaliar a característicachaves: desvio angular, luxação de patela, felinos. 
Keywords: angular deviation, dislocation of patella, cats
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Lívia de Paula Coelho*2[1]; MV. MSC. Guilherme G. Franco 2[1]; MV. Dr. Fernando Y. K. Kawamoto1; MV. 
MSc. Caroline R. Andrade2[1]; MV. MSc. Rafael M. Dreibi2[1]; MV. Felipe R. Santos3[1]; MV. Pedro P. Rossignolli3[1]; 
MV. MSc. Lúcia M. I. Diogo2[1]; MV. Camila P. Borsaro4[1]; MV. Lismara C. Nascimento5; M.V. Gabriel J. U. 
Carra6[1]; MV. Dra. Lizandra Amoroso 7; Dr. Luis Gustavo Gosuen Gonçalves Dias7[1]; MV. Dr. Bruno Watanabe 
Minto7[1]
1 Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, (FCAV/UNESP), Jaboticabal, SP.
2 Doutoranda do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
3 Mestrando do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
4 Médica Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
5 Mestranda do Programa de Medicina Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
6 Aprimorando do Programa de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
7 Docente da FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
*Endereço do autor correspondente: Alameda Augusto César Valli, 51, apto 203, Jardim Nova Aparecida, CEP: 14883-
350, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: coelholivia@hotmail.com.
ESTUDO DA BIOCOMPATIBILIDADE DO GEL DE 
QUITOSANA ASSOCIADA AO GLICEROL FOSFATO 
PARA REPARAÇÃO DE DEFEITOS ÓSSEOS INDUZIDOS 
EXPERIMENTALMENTE NO RÁDIO DE COELHOS 
(ORYCTOLAGUS CUNICULUS) 
Study of biocompatibility of chitosan gel associated with glycerol 
phosphate to repair bone defects induced experimentally in radio of rabbits 
(Oryctolaguscuniculus)
RESUMO.
 Dentre as diversas afecções que afetam a estrutura óssea, as fraturas com perda de 
massa óssea têm sido amplamente estudadas. A engenharia de tecidos é uma ciência 
interdisciplinar que vem desenvolvendo biomateriais para a regeneração do tecido ósseo 
na medicina e na veterinária. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a regeneração óssea 
obtida com a aplicação do hidrogel de quitosana associada ao glicerol fosfato em falha 
óssea experimentalmente induzida no rádio de coelhos. Foram utilizados 15 coelhos 
adultos distribuídos aleatoriamente em dois grupos experimentais, representados por 
cada um dos rádios de cada animal, sendo um grupo tratado com o hidrogel de quitosana 
associada ao glicerol fosfato (Grupo biomaterial - GB) e um grupo que não recebeu 
tratamento com o biomaterial (Grupo controle - GC). Os animais foram avaliados quanto 
à avaliação clínica pós-operatória, exames radiográficos, densitometria óptica e análise 
histológica da interface osso-implante, nos períodos 30, 60 e 90 dias pós-operatórios. 
Baseado nos resultados de todas as avaliações realizadas foi verificado a superioridade do 
reparo ósseo no grupo tratado com o biomaterial, se comparado com o grupo controle. 
Com os resultados obtidos, é possível afirmar que a quitosana associada ao glicerol fosfato 
constitui um biomaterial de características desejadas, promovendo um reparo ósseo mais 
rápido e de qualidade superior.
Palavras-chave: biomaterial, coelho, quitosana, regeneração óssea.
Keyword: biomaterial, rabbit, chitosan, bone regeneration.
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ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Mirela G. Paim¹*; MV. Dra. Maria L. A. Mistieri²; MV. Dra. Ingrid R.L. Machado²;
MV. Etiele M. Gomes³; MV. Igor C. K. Cruz³
Departamento de clínica médica, clínica cirúrgica de pequenos animais e diagnóstico por imagem do Hospital Univer-
sitário Veterinário da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana - RS.
¹ Médica veterinária residente de clínica médica de pequenos animais do programa de residência multiprofissional em 
medicina veterinária
² Docente do curso de graduação em medicina veterinária e pós-graduação de ciência animal 
³ Discente do programa de pós-graduação de ciência animal
 *Rua Domingos de Almeida, 3411, CEP: 97502711, Uruguaiana, RS, mirela.paim@gmail.com
LESÃO MENISCAL EM CÃO TRATADO PARA RUPTURA 
DE LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL: ACHADOS 
ULTRASSONOGRÁFICOS 
 (Meniscal injury in dog treated for cranial cruciate ligament rupture: ultrasound 
findings)
RESUMO
Lesões meniscais primárias são raras em cães, entretanto comuns quando secundárias 
à ruptura de ligamento cruzado cranial. O diagnóstico é baseado nos achados clínicos e 
alterações nos exames de imagem. A ressonância magnética é o exame de escolha, porém 
apresenta elevado custo financeiro. O objetivo do estudo é relatar um caso de lesão de 
menisco medial e lateral em cão tratado previamente para ruptura de ligamento cruzado 
cranial através de sutura extracapsular, no qual não houve exploração da articulação. Foi 
atendido um cão da raça Beagle, macho, com dez anos de idade e histórico de claudicação 
persistente após correção de ruptura de ligamento cruzado cranial esquerdo há 60 dias. 
Durante a avaliação física, observou-se acentuada atrofia muscular de coxa e glúteos, 
claudicação grau III/V e dor à manipulação do joelho. Foram realizados testes de gaveta e 
compressão tibial, obtendo-se resultados negativos. Foi solicitado estudo radiográfico do 
joelho, no qual foram visibilizados focos de maior radiopacidade em espaço articular na 
região de côndilo lateral do fêmur e tíbia. No exame ultrassonográfico, o menisco lateral 
esquerdo apresentou-se hipoecogênico, heterogêneo e irregular, sugerindo degeneração 
generalizada. Ainda, a área central do menisco medial esquerdo também apresentou 
diminuição de ecogenicidade, compatível com degeneração focal. Sendo assim, o relato 
demonstra a importância da avaliação meniscal em pacientes com lesões ligamentares em 
joelho, de forma a inferir tratamento correto e evitar futuras complicações. Mesmo que a 
ressonância magnética seja o método de escolha, a ultrassonografia mostrou-se eficaz no 
diagnóstico de lesão meniscal no caso relatado. 
Palavras chave: diagnóstico, menisco, ultrassonografia
Keyword: diagnosis, meniscus, ultrasonography
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Daniella K. Bezerra²*, MV. Carlos C. Oliveira², MV. MSc. Bruno R. Martins ², Sabine C. Hilbert², MV. 
Gessiane P. Silva², MV. Ana E. Carvalho², MV. Adriana E. Barbosa², MV. Savilly S. Coutinho², MV. Allan R. 
Rosário², MV. Maria J. Cavalcante³, MV. Dra. Fabrícia G. Filgueira¹
¹Hospital Veterinário, Universidade Federal do Pará.
²Autônomo
³Hospital Veterinário, Universidade Federal Rural da Amazônia
*Conjunto Geraldo Palmeira, cep 67040-340, Ananindeua-Pará, E-mail: danikaisa.dk@gmail.com
USO DA TELA DE POLIPROPILENO PARA CORREÇÃO 
DE FRATURA COMINUTIVA EM OSSOS FRONTAIS 
ASSOCIADA A RETALHO DE AVANÇO EM FELINO - 
RELATO DE CASO
Use of polypropylene screen for correction of cominutive fractura in border bones 
associated with feline advanced retail - Case report
RESUMO
Craniotomia é uma prática na clínica cirúrgica de pequenos animais associadas a retiradas 
tumorais, traumas ou anomalias congênitas. A pele da região do crânio apresenta pouca 
elasticidade, sendo necessário a utilização de retalhos para fechamento de feridas. O 
objetivo do trabalho foi de relatar o uso de tela de polipropileno para correção de fratura 
cominutiva em ossos frontais associada ao retalho de avanço para fechamento de defeito 
no crânio de felino. Foi atendido um felino, macho, sem raça definida, com histórico de 
ter sofrido trauma na região do crânio há um dia. Ao exame físico apresentava epistaxe, 
hifema bilateral e com enfisema subcutâneo. Exames de hemograma e radiográficos 
da cabeça foram solicitados. A radiografia demonstrou fratura cominutiva do osso 
frontal externo e parte dos nasais, também foi observado enfisema subcutâneo. Após 
estabilização do paciente com três dias, o animal foi encaminhado a cirurgia. Foi realizada 
incisão retangular sobre o seio frontal para retirar a pele necrosada.de topografia de superfície, cristalinidade e a análise de biocompatibilidade, antes 
de sua aplicação. Nesse contexto objetivou-se analisar três compósitos formados 
por hidroxiapatita (HAP), fibroína da seda (FS) e diferentes concentrações de ácido 
hialurônico (AH), sendo o compósito formado por HAP+FS, o compósito 2 formado 
por HAP+FS+1%AH e o compósito 3 formado por HAP+FS+3%AH. Foi avaliado o 
grau de cristalinidade de cada compósito através da difração de raios-X, bem como 
suas características de superfície através da microscopia eletrônica de varredura 
(MEV). Além dessas análises, realizou-se também o teste de biocompatibilidade, 
através da avaliação histopatológica dos tecidos coletados após 15, 30, 60 e 90 dias 
de implantação no tecido subcutâneo de coelhos. Os três compósitos apresentaram 
alto grau de cristalinidade. A MEV revelou superfícies complexas dos compósitos. 
Cristais de hidroxiapatita foram visualizados, bem como filamentos de fibroína da 
seda e ácido hialurônico, o aumentando assim a complexidade da topografia de 
superfície do compósito, e facilitando a adesão celular. O teste de biocompatibilidade 
revelou uma interação tecidual em resposta à presença do compósito, por meio de 
uma formação de tecido fibroso ao redor do biomaterial ao último dia de avaliação. 
Os três compósitos mostraram-se biocompatíveis, incitando respostas toleráveis ao 
organismo. Agradecimentos: CAPES, CNPq e FAPEMIG.
Palavras-chave: topografia de superfície, engenharia de tecidos, biomaterial
Keywords: surface topography, tissue engineering, biomaterial
Characterization and biocompatibility in vivo analysis of 
the composite consisting of hydroxyapatite, silk fibroin and 
hyaluronic acid.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
M.V. Marina A. Rangel de Sá1*, Monique F. Oliveira Rocha2, M.V. Dioclécyo C. de Aragão Lima3, M.V. Edclécia 
de J. Santos3, M.V. Priscilla S. Farias4, Prof. Dr. Gabriel I. Lee Tuñón5, Prof. Dr. Eduardo A. Tudury6, Prof. Msc. 
Leandro B. Rocha5
[1] Residente em Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal 
Rural de Pernambuco
[2] Acadêmica do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Sergipe 
[3] Médico Veterinário Autônomo
[4] Residente em Clínica Médica de Pequenos Animais do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade de São Paulo 
[5] Professor do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Sergipe
[6] Professor do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco
* Endereço: Rua Dom Manuel de Medeiros, s/n - Dois Irmãos, Recife - PE, CEP: 52171-900, Recife, PE. E-mail: andrademarina.
vet@hotmail.com
COMPARAÇÃO DA EFICÁCIA DE DIFERENTES 
MÉTODOS DE ANTISSEPSIA PRÉ-OPERATÓRIA DAS 
MÃOS
RESUMO. 
A antissepsia pré-cirúrgica dos cirurgiões abrange as mãos, punhos e antebraços 
e tem como objetivo reduzir a carga microbiana, a partir de agentes químicos que 
não são tóxicos ou irritantes para os tecidos. O propósito do trabalho foi comparar a 
carga microbiana antes e após a antissepsia das mãos utilizando diferentes técnicas 
tradicionais utilizadas no Brasil e as novas técnicas da OMS. Foram testados os seguintes 
grupos: I - clorexidine (CHX) a 2% degermante com escovação, usando escova plástica 
reutilizável esterilizada em autoclave; Grupo II - CHX a 2% degermante usando escova 
plástica descartável de uso médico; III - CHX a 2% degermante sem a escovação; IV 
- aplicação de álcool 70% líquido; V - iodo povidine degermante sem escovação; VI - 
CHX a 2% degermante sem escovação, com repetição da operação; VII - fórmula 1 da 
OMS preparada artesanalmente: Álcool etílico (Etanol 80%, glicerol 1,45%, peróxido 
de hidrogênio 0,125%); VIII - fórmula 2 da OMS preparo artesanal: Álcool isopropílico 
(álcool isopropílico 75%, glicerol 1,45%, peróxido de hidrogênio 0,125%); e IX - álcool 
gel 70%. Sendo assim, em ordem decrescente, a capacidade em reduzir as unidades 
formadora de colônia seguiu a colocação: VII (99.95%), VIII (99,93%), IX (99,57%), VI 
(99,47%), III (99,15%), II (98,99%), I (96,39%), V (90,62%), IV (42,69%). Com exceção do 
álcool 70% líquido, as demais soluções são adequadas para antissepsia, com melhor 
eficácia a fórmula 1 da OMS contendo peróxido de hidrogênio, álcool etílico e glicerol, 
com a técnica de fricção, massagem das mãos e sem enxágue. 
Palavras-chave: antissepsia, contaminação, cirurgia.
Keyword: antisepsis, contamination, surgery.
Comparison of the efficacy of different methods of pre-
operative antisepsis of hands
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
149
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
Grad. Diana M.A.D. Maciel1, MV MVM PhD Ivan F.C. Santos2*, MV MVM PhD Alessandra Melchert3, MV MVM 
PhD Sheila C. Rahal2, Grad. Frederico M. D. Góis1, Bruna M. Silva2, MV David J.C. Martins2 Zoot. Bárbara S. 
Ferro4, MV. José I.S. Silva Júnior2, MV Gustavo M. Ferreira2
1Curso de Medicina Veterinária. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universidade Estadual 
Paulista (UNESP), SP.
2Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), 
Universidade Estadual Paulista (UNESP), SP
3Departamento de Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Universidade Es-
tadual Paulista (UNESP), SP
4Programa de Pós-Graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ, Botucatu), Uni-
versidade Estadual Paulista (UNESP), SP.
*Endereço do autor correspondente, CEP: 18618-681, Botucatu, SP. E-mail ivansantos7@hotmail.com
AVALIAÇÃO DA AÇÃO CICATRIZANTE DA MISTURA 
DE MEL IN NATURA E SOLUÇÃO HIDROALCOÓLICA 
DE PRÓPOLIS A 5% EM FERIDAS CUTÂNEAS EM 
RATOS
RESUMO. 
Novos estudos na Medicina Humana e Veterinária com matérias primas disponíveis 
na natureza tende a aumentar devido a sua eficiência e efeitos colaterais mínimos. O 
presente trabalho teve o objetivo de avaliar da ação cicatrizante da mistura de mel 
in natura e solução hidroalcoólica de própolis a 5% em feridas cutâneas induzidas 
cirurgicamente em ratos Wistar. Para tal, foram utilizados 54 ratos hígidos da espécie 
Rattus novergicus da linhagem Wistar heterogenéticos, machos inteiros, com idade 
média de 12 semanas, e massa corpórea média de 350 gramas. Os ratos foram divididos, 
aleatoriamente, em três grupos de 18 animais: Grupo 1 – feridas tratadas com solução 
salina (0,9%); Grupo 2 - feridas tratadas com pomada cicatrizante Alantol®; Grupo 3 – 
feridas tratadas com a mistura de mel in natura e solução hidroalcoólica de própolis a 
5%. O “punch” metálico foi utilizado para induzir feridas cutâneas de 2 cm de diâmetro 
em todos os ratos. Os tratamentos foram realizados a cada 24 horas durante 21 dias. 
A mensuração da área da ferida e porcentagem de contração da ferida foi realizada 
a cada 72 horas. O menor valor de área de ferida e maior grau de contração foram: 
Grupo 1 - 0,92 cm e 85,4%; Grupo 2 - 0,76 cm e 80,01%, e Grupo 3 - 0,24 cm e 94,05%. 
A mistura de mel in natura e solução hidroalcoólica de própolis a 5% possuem maior 
ação cicatrizante em relação à pomada cicatrizante Alantol®. A mistura pode ser uma 
alternativa como agente cicatrizante em feridas limpas.
Palavras-chave: Pele, cicatrização, ferida, mel, própolis.
Keyword: Skin, healing, wound, honey, propolis.
Evaluation of the healing action of mixture of honey 
in natura and hydroalcool solution (5%) of propolis in 
cutaneous wounds in rats
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. Gabriel Luiz Montanhim1*, MV. MSc. Matheus Teixeira Seixas e Silva², MV. MSc. Maria Eduarda Bastos 
Andrade Moutinho da Conceição³, MV. MSc. Thiago André Salvitti de Sá Rocha4, MV. Laíse Michi Yamashiro¹, 
MV. Dr. MSc. Alessandre Hataka5, MV. Dr. MSc. Bruno Watanabe Minto6, MV. Dr. MSc. Luís Gustavo Gosüen 
Gonçalves Dias6,O seio frontal foi 
inspecionado e os fragmentos ósseos das fraturas foram removidos e substituídos por tela 
de polipropileno, a qual foi colocada sobre a falha óssea e suturada aos ossos remanescentes 
através de furos previamente feitos com uma agulha 25/7. Para fechamento do defeito da 
pele, foi realizada um retalho de avanço de padrão subdérmico da região cervical dorsal 
em direção ao crânio. A tela de polipropileno se mostrou viável para o fechamento de 
defeitos ósseos em seio frontal, assim como o retalho de avanço para recobrir o defeito 
sobre a tela.
Palavras-chave: tela de polipropileno, flape subdérmico, crânio, felino.
Keywords: polypropylene mesh, subdermal flap, skull, feline
Investigação, 17(4):1-168, 2018
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17
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
Discente Paulo Cesar Gontijo Zanatta1, Discente Luciana Campos da Silva1, Profa. MSc. Mildre Loraine Pinto1, 
Profa. Dra. Denise Granato Chung1*, Prof. Dr. Luiz Henrique da Silva2. 
[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra) – Campus 
de Palmas, Tocantins.
 [2] Departamento de Clínica Cirurgia Veterinária, Universidade Anhanguera – Anápolis, Goiás.
* Avenida Teotônio Segurado, 1501 Sul, CEP 77.019-900 Caixa Postal nº 85, Palmas/TO. E-mail: denise.granato@ceulp.
edu.br
COLOCEFALECTOMIA EM TAMANDUÁ-BANDEIRA 
(MYRMECOPHAGA TRIDACTYLA)
Colecefalectomy in Giant Anteater (Myrmecophaga tridactyla)
RESUMO
O tamanduá–bandeira é um mamífero encontrado em praticamente todo território 
brasileiro, porém a caça ilegal e a perda de seu habitat natural o tem colocado na lista das 
espécies ameaçadas de extinção. Acidentes automotores, totalizam 15,5% das causas de lesões 
encontradas nesta espécie, resultando em disfunção locomotora. O objetivo deste resumo 
foi relatar a viabilidade da realização de colocefalectomia em um exemplar desta espécie. 
Um tamanduá-bandeira, macho, adulto, de 30 kg, foi encontrado após atropelamento na 
rodovia transbrasiliana (BR-153) no estado de Goiás. O mesmo apresentava déficits motores 
no membro pélvico esquerdo, aumento de volume na região da articulação coxofemoral, 
correspondente à luxação da cabeça do fêmur esquerda, confirmada ao exame radiográfico. 
Dentre as técnicas cirúrgicas descritas para essa alteração, optou-se pela colocefalectomia. 
A cirurgia foi realizada pelo acesso craniolateral, com rebatimento da musculatura local, 
não sendo necessária a incisão da cápsula articular e do ligamento redondo os quais já 
estavam rompidos. Com auxílio de um osteótomo e martelo, a cabeça e colo femorais 
foram excecionados de modo a não deixar irregularidades ósseas na extremidade femoral. 
Após a remoção, a musculatura adjacente foi firmemente suturada entre si. Vinte e quatro 
horas após o procedimento, o paciente já apoiava o membro acometido. O processo de 
recuperação foi lento e progressivo, assim como é relatado em cães. Dessa maneira, a 
colocefalectomia se mostrou viável em tamanduá-bandeira, mesmo tendo esse animal 
uma camada muscular muito desenvolvida, proporcionando ao paciente, melhora clínica 
e retorno da função locomotora.
Palavras-chave: luxação coxofemoral, animais silvestres, ortopedia. 
Keyword: coxofemoral dislocation, wild animals, orthopedics.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
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investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Lívia de Paula Coelho*2[1]; MV. MSC. Guilherme G. Franco 2[1]; MV. Dr. Fernando Y. K. Kawamoto1; MV. 
MSc. Caroline R. Andrade2[1]; MV. MSc. Rafael M. Dreibi2[1]; MV. Felipe R. Santos3[1]; MV. Pedro P. Rossignolli3[1]; 
MV. MSc. Lúcia M. I. Diogo2[1]; MV. Camila P. Borsaro4[1]; MV. Lismara C. Nascimento5; M.V. Gabriel J. U. Carra6[1]; 
MV. Dra. Lizandra Amoroso 7; Dr. Luis Gustavo Gosuen Gonçalves Dias7[1]; MV. Dr. Bruno Watanabe Minto7[1].
1 Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, (FCAV/UNESP), Jaboticabal, SP.
2 Doutoranda do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
3 Mestrando do Programa de Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
4 Médica Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
5 Mestranda do Programa de Medicina Veterinária, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
6 Aprimorando do Programa de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP
7 Docente da FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP.
*Endereço do autor correspondente: Alameda Augusto César Valli, 51, apto 203, Jardim Nova Aparecida, CEP: 14883-
350, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: coelholivia@hotmail.com.
ESTUDO DA BIOCOMPATIBILIDADE DO GEL DE 
QUITOSANA ASSOCIADA AO GLICEROL FOSFATO 
PARA REPARAÇÃO DE DEFEITOS ÓSSEOS INDUZIDOS 
EXPERIMENTALMENTE NO RÁDIO DE COELHOS 
(ORYCTOLAGUS CUNICULUS)
 Study of biocompatibility of chitosan gel associated with glycerol phosphate 
to repair bone defects induced experimentally in radio of rabbits (Oryctolagus 
cuniculus)
RESUMO. 
Dentre as diversas afecções que afetam a estrutura óssea, as fraturas com perda de 
massa óssea têm sido amplamente estudadas. A engenharia de tecidos é uma ciência 
interdisciplinar que vem desenvolvendo biomateriais para a regeneração do tecido ósseo 
na medicina e na veterinária. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a regeneração óssea 
obtida com a aplicação do hidrogel de quitosana associada ao glicerol fosfato em falha 
óssea experimentalmente induzida no rádio de coelhos. Foram utilizados 15 coelhos 
adultos distribuídos aleatoriamente em dois grupos experimentais, representados por 
cada um dos rádios de cada animal, sendo um grupo tratado com o hidrogel de quitosana 
associada ao glicerol fosfato (Grupo biomaterial - GB) e um grupo que não recebeu 
tratamento com o biomaterial (Grupo controle - GC). Os animais foram avaliados quanto 
à avaliação clínica pós-operatória, exames radiográficos, densitometria óptica e análise 
histológica da interface osso-implante, nos períodos 30, 60 e 90 dias pós-operatórios. 
Baseado nos resultados de todas as avaliações realizadas foi verificado a superioridade do 
reparo ósseo no grupo tratado com o biomaterial, se comparado com o grupo controle. 
Com os resultados obtidos, é possível afirmar que a quitosana associada ao glicerol fosfato 
constitui um biomaterial de características desejadas, promovendo um reparo ósseo mais 
rápido e de qualidade superior.
Palavras-chave: biomaterial, coelho, quitosana, regeneração óssea.
Keyword: biomaterial, rabbit, chitosan, bone regeneration.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
19
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
MVZ. MSc. Fredy Esteban Osorio Carmona1*, MV. Santiago Jaramillo Colorado1, MV. Adriano de Abreu 
Corteze1, Eng. PhD. MSc. Juan Carlos Campos Rubio2, MV. PhD. MSc. Cleuza Maria de Faria Rezende1.
1 Departamento de clínica e cirurgias veterinárias, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG.
2 Laboratório de engenharia de processos avançados de manufatura, Universidade Federal de Minas Gerais.
*Praça Engenheiro Jorge Mansul #64 apto 301, CEP: 31.310-410, Belo Horizonte, Minas Gerais. freosorio105@gmail.
com
 DESENVOLVIMENTO DE DISPOSITIVOS 
ORTOPÉDICOS POR MANUFATURA ADITIVA PARA 
ANIMAIS DE COMPANHIA COM DEFICIÊNCIAS NA 
LOCOMOÇÃO
 Study of biocompatibility of chitosan gel associated with glycerol phosphate 
to repair bone defects induced experimentally in radio of rabbits (Oryctolagus 
cuniculus)
RESUMO. 
Nos últimos anos tem sido desenvolvidas novas modalidades terapêuticas na área da 
ortopedia e traumatologia veterinária, principalmente no campo da reabilitação física e 
da fisioterapia. Com o avanço tecnológico, o surgimento de impressoras 3D e a maior 
disponibilidade de materiais para a fabricação de dispositivos de suporte, tem sido possível 
oferecer novas opções de tratamento para os pacientes veterinários acometidos por lesões 
ortopédicas irrecuperáveis por tratamento convencional. O objetivo deste trabalho foi 
desenvolver dispositivos ortopédicos, por meio da manufatura aditiva, que auxiliam no 
tratamento de patologiasque acometem o sistema locomotor dos animais. Foram tratados 
8 pacientes com diferentes necessidades: 4 membros anteriores e 5 posteriores. Foram 
usadas placas termoplásticas revestidas com neoprene e moldes fabricados com impressão 
3D. Os animais foram submetidos a avaliação ortopédica seguida da confecção do molde 
em gesso para obtenção das medidas exatas dos membros. Posteriormente, usando um 
software específico para desenhar os modelos que seriam utilizados para as impressões, as 
órteses e as próteses foram impressas com polímeros biocompatíveis como ABS e PLA por 
meio da manufatura aditiva e termoplástico. Os animais tratados com esses dispositivos, 
foram submetidos a um período de adaptação que variou de um dia a semanas, mostrando 
posteriormente uma deambulação satisfatória e aumento significativo da qualidade de 
vida. Os dispositivos ortopédicos mostraram ser eficientes como opções terapêuticas para 
favorecer a deambulação de animais com diferentes deficiências locomotoras.
Palavras-chave: Biomecânica, osteoartrose, bioengenharia, órteses, próteses.
Keyword: Biomecanic, osteoarthritis, bioengineering, orthotics, prosthetics.
Investigação, 17(4):1-168, 2018
ISSN 21774780
20
 
investigação, 17(4): 1-168 2018
MV. MSc. Fernando Dedding Martins1, MV. MSc. Marcelo Carrijo da Costa1, MV. MSc. Aline Medeiros Nakamura2, 
MV. Resid. Lucas Braga Pimenta1, MV. Dr. Geison Morel Nogueira1, MV. Dra. Aracelle Elisane Alves1, MV. Dr. 
Francisco Cláudio Dantas Mota1* 
1 Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia 
2 Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho. 
̽* Faculdade de Medicina Veterinária. Universidade de Uberlândia (UFU). Rua Ceará s/nº Bloco 2T – Campus Umua-
rama - 38400-902 - Uberlândia – MG. francisco.mota@ufu.br 
ENXERTO CORTICO ESPONJOSO AUTÓLOGO 
ASSOCIADO A SINVASTATINA SISTEMICA NO 
REPARO DE FALHA ÓSSEA DIAFISARIA DA TÍBIA DE 
CÃO. RELATO DE CASO 
 Autologus cortical boné graft associated with systemic simvastatin in the 
repairo of tibia diaphseal bone failure. Case report 
RESUMO. 
As fraturas de tíbia em pets correspondem a 21% das lesões ósseas. Sua baixa cobertura 
tecidual favorece a complicações como a não união óssea. Nos últimos anos, as estatinas 
vêm sendo utilizadas como coadjuvante na consolidação óssea, por atuarem no aumento 
da expressão do BMP-2 nos osteoblastos. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de 
correção de não união com falha óssea no terço média da diáfise tibial em um cão, com 
uso de enxerto ósseo autólogo associado à sinvastatina sistêmica. Foi atendido um cão, 
macho, Sptiz Alemão, um ano de idade e 2,6 kg. O animal já havia sido submetido a duas 
osteosinteses para correção de fratura na tíbia, sendo a ultima há três meses. No exame 
ortopédico, observou impotência funcional do membro, atrofia muscular, hiperextensão 
fêmoro-tíbio-patelar dor à palpação e crepitação óssea. No exame radiográfico identificou-
se a migração dos parafusos, além de reabsorção óssea no foco de fratura, com uma 
área radiolucente de aproximadamente 1 cm. Como tratamento optou-se por uma 
nova intervenção cirúrgica, onde se removeu os implantes antigos e soltos. Uma nova 
osteosintese foi promovida por um pino intramedular e placa em ponte. A falha óssea 
foi coberta com enxerto autólogo da asa do ílio. Foi prescrito sinvastatina 6 mg/kg, SID, 
por 120 dias. No final deste período observou consolidação da falha e apoio funcional do 
membro. O enxerto ósseo associado à Sinvastatina promoveu formação de tecido ósseo 
adequado e retorno a função do membro. 
Palavras chaves: fraturas; tíbia; cão, não união óssea 
Keywords: fractures; tibia; dog, nonunion
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Gabriella Taner1*, Jean Gonçalves Lopes1, Crystian Callegaro da Silva1, MV. Blanche Dreher Rodrigues2, MV. 
Icaro Branco3, MV. Ana Carolina Andrade4, Thabata Laccort Bortolato1, MV. MSc. Dr. Rogério Luizari Guedes5
[1] – Discente de Medicina veterinária na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP – PR)
2 – Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias – Universidade Federal do Paraná; Santa Mônica Hospital 
Veterinário (Curitiba-PR)
3 – Hospital Veterinário Santa Mônica e Hospital Veterinário Batel (Curitiba-PR)
4 – Aprimoranda em clinica cirúrgica de pequenos animais na Universidade Tuiuti do Paraná 
5 – Docente em Medicina Veterinária – UTP-PR; Laparovet – Videolaparoscopia e Cirurgia Veterinária (Curitiba-PR)
Rua Quintinuo Bocaiuva, 265, CEP 83501-210, Campo Largo – PR, gabriellataner.gt@gmail.com 
OBSTETRÍCIA E REPRODUÇÃO
PERSISTÊNCIA DO DUCTOS DE MÜLLER ASSOCIADO 
A PIOMETRA EM CÃO
 
 Persistent Müllerian duct syndrome associated with pyometra in a male dog 
RESUMO. 
A falha de regressão dos ductos de Müller é devido à ausência da substância inibidora 
mulleriana, fazendo que cães com essa síndrome apresentem cariótipo e fenótipo masculino 
normal, porém presença de porção cranial da vagina, corpo e cornos uterinos, tuba 
uterina e cérvix, sendo frequentemente criptorquidas. Um cão, Schnauzer, macho, não-
castrado e com 11 anos foi atendido por apresentar apatia e hiporexia. Durante avaliação 
física não foram identificados testículos em bolsa e foi notado desconforto abdominal 
durante palpação. Exames séricos indicaram apenas leucocitose, sem alterações de 
função hepática ou renal. O exame ultrassonográfico identificou duas estruturas ovalares, 
parenquimatosas, compatíveis com testículos em região abdominal média. Caudal a 
essas estruturas, massas com conteúdo anecóico de alta celularidade e organização 
tubular se apresentavam migrando até região de vesícula urinária, com cerca de 6cm de 
diâmetro. O paciente foi encaminhado para celiotomia exploratória, identificando ambos 
os testículos com aumento de volume, aderidos a um útero edemaciado. Foi realizada a 
criptorquidectomia seguida de dissecação de ligamentos largos e identificação do corpo 
do útero, cuja abertura se encontrava caudal ao trígono vesical. A citologia do conteúdo 
uterino se caracterizava por coleção de leucócitos e a cultura promoveu o crescimento de 
Streptococcus sp., caracterizando uma piometra. Estudos relatam que a persistência do 
ducto de Müller apresenta predisposição racial em Schnauzers. A presença de piometra 
associada a essa alteração é descrita, porém subdiagnosticada na rotina. A investigação em 
animais predispostos e a remoção destas estruturas precocemente deve ser realizada para 
evitar alterações como as descritas anteriormente. 
Palavras-chave: útero, testículo criptorquida, ducto mulleriano.
Keywords: uterus, cryptorchid testicle, mullerian duct.
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Bruna. C. Silveira*; Letícia D. Lourenço, Fernanda S. Pereira; Helena M. P. Castro, Vitor H. T. C. Padilha; Pedro 
B. Néspoli, Alexandre P. Ribeiro*
Programa de Residência Uniprofissisonal em Medicina Veterinária, Hospital Veterinário, Faculdade de Medicina Vete-
rinária, Universidade Federal de Mato Grosso *Av. Fernando Correia da Costa, nº 2367, 78060-900, Bairro Boa Espe-
rança, Cuiabá, MT. E-mail: alexandre.aleribs@gmail.com
OSTEOMIELITE DO OSSO PENIANO EM CÃO: 
PRIMEIRO RELATO DE CASO 
 Chronic osteomyelitis of the penile bone in a dog: first case report
RESUMO. 
Um cão inteiro, sem raça definida, com 10 anos, pesando 19,7 Kg apresentava polaciúria há 
1 semana, além de anorexia e letargia. O histórico do paciente revelou episódios crônicos 
de cistite e três cistotomias prévias para remoção de cálculos. Ao exame, apresentou 
mucosas normocoradas, escore corporal 2 (numa escala de 5), frequência cardíaca de 
128 batimentos por minuto, pulso forte, frequência respiratória de 60 movimentos por 
minuto e temperatura 38,7°C. Exames laboratoriais revelaram leucocitose com desvio a 
esquerda, anemia normocítica e normocrômica, elevação da alanina aminotransferase evalores normais de uréia e creatinina. A ultrassonografia evidenciou estrutura hiperecóica 
dorsal na altura do terço médio do osso peniano (0,34cm), bexiga com paredes finas 
e regulares e partículas suspensas e hiperecóicas em seu lume. Na radiografia, apenas 
reação óssea em terço médio caudal do osso peniano. Tomografia computadorizada 
contrastada demonstrou proliferação óssea invadindo o lume uretral em duas localidades. 
Diante a suspeita de neoplasia optou-se pela penectomia total associada à orquiectomia 
e uretrostomia escrotal. Urocultura revelou Enterobacter spp. sensível para amicacina, 
imipenem e meropenem. A histopatologia do pênis revelou estenose de uretra por 
acentuada uretrite supurativa, com atividade de reabsorção óssea e hiperostose sugestiva 
de osteomielite. O paciente recuperou-se após a cirurgia e o tratamento. Conclui-se que o 
quadro de osteomielite crônica deva ser instituído no diagnóstico diferencial de obstrução 
uretral originada por alterações no osso peniano de cães.
Palavras-chave: cistite, obstrução uretral, Enterobacter spp., cão
Keyword: cystitis, urethral obstruction, Enterobacter spp., dog
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S.L. Oliveira¹*, M.P.C. Silva¹, B.B. Oliveira², B.S. Gusmão², L.P. Custódio², I.S.V. Ribeiro², S.L.S. Bordolini³, MV. 
Dr. C.J.X. Abimussi4, MV. Me. N.P. Reis Filho4
[¹] Médica Veterinária Residente no serviço de Cirurgia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO 
[²] Discente do curso de Medicina Veterinária – Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO
[³] Médica Veterinária no serviço de Cirurgia Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO 
[4] Docente de Medicina Veterinária – Hospital Veterinário Roque Quagliato - FIO
*Rodovia BR 153, Km 338+420m, Bairro Água do Cateto, CEP 19909-100, Ourinhos-SP. E-mail: suelemlavorato.med-
vet@gmail.com
FASCIÍTE NECROSANTE EM CADELA APÓS 
OVARIOHISTERECTOMIA (OHE) ELETIVA – RELATO 
DE CASO
 NECROTIZING FASCIITIS IN DOG AFTER OVARIOHISTERECTOMIA (OHE) 
ELECTIVE - CASE REPORT
RESUMO. 
Fasciíte necrosante é uma infecção bacteriana de início súbito e rápida progressão, 
causando destruição do tecido subcutâneo e fáscia superficial, com índices elevados de 
morbimortalidade. O objetivo do presente trabalho é relatar um caso de fasciíte necrosante 
em cadela após procedimento eletivo de ovariohisterectomia. Foi encaminhado ao Hospital 
Veterinário “Roque Quagliato”, canino, fêmea, SRD, 5 anos, com histórico de deiscência de 
sutura e necrose na ferida cirúrgica. O paciente foi anestesiado para avaliação da ferida e 
encaminhado ao centro cirúrgico para debridamento e laparotomia exploratória. Durante 
o procedimento pode-se notar baço necrótico, abcessos nos pedículos ovarianos os quais 
apresentavam-se aderidos ao intestino, e aderência do coto uterino à bexiga. Realizou-se 
esplenectomia, ressecção dos abcessos e remoção das aderências. Em amostras coletadas 
para cultura e antibiograma, houve crescimento de Klebsiella pneumoniae, sensível apenas 
à imipenem e cloranfenicol. Coletou-se fragmento da pele, para análise histopatológica 
apresentando como resultado dermatite necro ulcerativa associado a vasculite aguda/
neutrofílica multifocal. Mesmo após o procedimento o paciente mostrou novamente 
sinais de deiscência de suturas cirúrgicas e o tutor optou pela eutanásia. A associação do 
padrão clínico, a histologia e o cultivo indica a manifestação de fasciíte necrosante. Sendo 
assim, conclui-se que a profilaxia cirúrgica é de grande valia em qualquer procedimento, 
necessário a realização da antissepsia prévia e definitiva, bem como os cuidados pós-
operatórios de responsabilidade do proprietário, para evitar complicações que podem 
levar um paciente ao óbito, mesmo após a realização de procedimentos eletivos. 
Palavras-chave: cirurgia; infecção; histopatologia;
Keywords: surgery; infection; histopathology;
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Giovanna Pinheiro Oliveira1; Bruno Corrêa Lago1; MV. Margareth Silva Pinheiro2; MV. Msc. Loreno da Costa 
Francez3
1 - Universidade da Amazônia (UNAMA), discente;
2 – Médica Veterinária Clínica Baby Pet;
3 - Universidade da Amazônia (UNAMA), docente
Giovannavet98@gmail.com 
ESTUDO RETROSPECTIVO DE COMPLICAÇÕES 
REPRODUTIVAS EM CADELAS QUE FIZERAM USO DE 
ANTICONCEPCIONAIS ATENDIDAS NA CLINICA BABY 
PET NO MUNICÍPIO DE BELÉM/PA
 Occurrence of reproductive complications in female dogs which made use of 
contraceptives at the baby pet clinic in the municipality of belém/pa in the years of 
2014 to 2017
RESUMO. 
Realizou-se um estudo retrospectivo dos casos de complicações reprodutivas em 
cadelas que fizeram uso de anticoncepcionais em algum momento. Foram analisados 
1003 prontuários de cadelas na Clínica Veterinária Baby Pet, entre janeiro de 2014 a 
dezembro de 2017, levando em consideração o uso de anticoncepcional e complicações 
reprodutivas. Constatou-se que dos 1003 prontuários de cadelas analisadas 3% fizeram 
uso de anticoncepcional, apresentando alguma complicação. Dentre as anormalidades 
reprodutivas observou-se piometra (81,82%), neoplasias (15,15%) e mortes fetais (3,03%). 
As raças mais acometidas foram Poodle (12,12%), Fila Brasileiro e Pit Bull (6,06%) e 
sem raça definida – SRD (51,51%). Foi possível observar uma variação na ocorrência de 
complicações reprodutivas em relação à idade, de seis meses a três ano (15,15%), de 4 
anos a 9 anos (60,61%) e com mais de 9 anos (24,24%). O uso de anticoncepcional foi o 
fator relevante para o delineamento desses quadros.
Palavras-chave: Neoplasias; Piometra; Morte fetal; Contraceptivos.
Keyword: Neoplasias; Piometra; Fetal death; Contraceptives.
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MV. Aline A. Farias¹, M.V. Mário J. C. Carneiro¹, M.V. Caio V. C. de Carvalho¹; M.V. Camilla T. G. N. da Silva¹; M.V. 
Ene O. M. Aires¹; M.V. Msc. Maridelzira B. M. David¹; M.V. Juliana dos S. Batista²; M.V. Thayanne C. do Couto²; 
M.V. Juliana V. Portela³. M.V. Ana C. A. da Silva¹.
[1] Departamento de Clínica Cirúrgica de Animais de Companhia, Universidade Federal Rural da Amazônia. 
²[1] Departamento de Anestesiologia, Universidade Federal Rural da Amazônia. 
³1] Departamento de Diagnostico por Imagem, Universidade Federal Rural da Amazônia. 
Av. dos planetas, 450. Condomínio júpiter bl5, apt 302. CEP 66640002, Belém-PA. E-mail: aline-vet@hotmail.com
CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ATRESIA ANAL 
ASSOCIADO À FÍSTULA RETOVAGINAL EM CÃO: 
RELATO DE CASO
 Surgical correction of anal atresia associate with rectovaginal fistula in dog: a 
case report
RESUMO. 
Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia, um 
canino fêmea, sem raça definida, 45 dias de idade, com quadro de tenesmo e fezes liquidas 
eliminadas pela vagina. Na avaliação física foi verificado que o animal apresentava como 
alteração, mucosas hipocoradas, turgor cutâneo de 8%, leve distensão abdominal, eritema 
perivulvar e ausência de abertura anal. Para avaliar o seu estado geral, foi solicitado 
hemograma, sendo constatado uma anemia normocítica normocrômica e leucocitose com 
desvio a direita. Radiografia da região pélvica foi realizada visando identificar a porção 
terminal do reto. O animal foi diagnostico com atresia anal do tipo IV, onde o reto termina 
como bolsa cega no interior do canal pélvico, e comunicação entre o reto e a vagina, 
formando a fistula retovaginal. O animal foi encaminhado para correção cirúrgica. Após 
15 dias foi reavaliado, onde verificou que o mesmo ainda defecava pela região vaginal, 
sendo submetido a outro procedimento cirúrgico. Após 10 dias verificou ausência de 
edema perivulvar, e fezes sendo eliminadas normalmente pela região anal. Apesar de 
sua ocorrência, a atresia anal é considerada uma anomalia congênita de rara incidência 
em cães e gatos. Pode ser classificada em quatro tipos,de acordo com a localização 
da deformidade da abertura anal e reto terminal. O diagnóstico torna-se clínico pela 
visualização da afecção, e com a imagem radiográfica abdominal é possível diagnosticar o 
tipo de atresia. O tratamento é a intervenção cirúrgica. Apesar da alta incidência de óbito 
durante o procedimento cirúrgico/anestésico, o presente relato obteve sucesso.
Palavras-chave: canino, fêmea, distensão abdominal, eritema perivulvar, 
congênita.
Keyword: canine, female, abdominal distension, erythema perivulvar, congenital.
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MV. MSc. Claudio D. O. Guimarães1*, Yvana C. R. Hadad2, Gilvandro Silva2; Luís P. S. da Cunha2, Ricardo L. S. 
Santana2, MV. MSc. Daniella K. O. Bezerra4, MV. Vinicius A. E. David4, MV. Marina M. S. Bastos4, MV. MSc. Elton 
B. Everton4, MV. MSc. André R. Pantoja4, MV. MSc. Maridelzira B. M. David3, MV. MSc. Luiz F. M. Moreira3
[1] Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia, Universidade Federal 
Rural da Amazônia, UFRA, Belém, PA
2 Graduando em Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia
3 Técnico (a) do Hospital Veterinário – HOVET, Universidade Federal Rural da Amazônia 
4 Médico (a) Veterinário (a) Autônomo
*Vila Fé em Deus, nº 67, CEP: 66075-450, Belém, PA. E-mail cdoguimaraes@gmail.com
PERCEPÇÃO DOS TUTORES DE CÃES E GATOS 
ATENDIDOS NO SETOR DE CIRURGIA DO HOVET-
UFRA SOBRE CONTROLE POPULACIONAL DE 
ANIMAIS
 Perception of tutors of dogs and cats served in the in the Hovet-Ufra surgery 
sector on animal population control
RESUMO. 
A superpopulação de animais é considerada atualmente como um problema de saúde 
pública. Este trabalho objetivou identificar a percepção dos tutores de cães e gatos que 
utilizam o serviço de clínica cirúrgica do Hospital Veterinário da Universidade Federal 
Rural da Amazônia, sobre o controle populacional de animais domésticos. Para isso, entre 
outubro e dezembro de 2017 foram aplicados questionários semiestruturados a 50 tutores 
que levaram seu animal para algum procedimento cirúrgico no setor. Foi observado que 
quase um terço (n=15, 30%) dos entrevistados já usou inibidor de cio como método de 
controle reprodutivo em seu animal pelo menos uma vez na vida. A maioria dos tutores 
(n=45; 90%) acha que a castração é melhor que o uso de anticoncepcional, mesmo entre 
os tutores que já utilizaram este método em seu animal. Observou-se, ainda, que todos 
os animais submetidos ao procedimento de mastectomia (n=3; 6%), também fizeram 
uso de anticoncepcional, fato que pode estar relacionado ao uso de inibidores de cio. 
Muitos tutores (n=47, 94%) acham que a castração pode trazer benefícios para os animais, 
no entanto, apenas pouco mais da metade (n=27; 54%) possui algum animal castrado. 
Mais da metade dos entrevistados (n=36; 72%) acredita que a castração contribui para 
diminuir a transmissão de doenças entre os animais, porém, apenas 23 (46%) acredita 
que a castração diminui a transmissão de zoonoses. Este trabalho mostrou que, mesmo 
tutores com ensino superior completo, carecem de esclarecimentos quanto aos benefícios 
da castração para a saúde pública. 
Palavras-chave: Cirurgia, Saúde pública, Castração
Keyword: Surgery, Public health, Castration.
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Camila Monteiro Alves1*; Silvia Elaine de Sá Rodolfo Lorena2; Victor Netto Maia2; Karen Barros1; Leonardo 
Soares e Silva3; Airton de Siqueira Rodrigues1
1*Graduanda em Medicina Veterinária da Unidade Acadêmica de Garanhuns da Universidade Federal Rural de Per-
nambuco (UAG/UFRPE). camilamonteiro-a@hotmail.com
2 Docente - Professor Adjunto da Medicina Veterinária UAG/UFRPE
3 Docente do Instituto Federal de Pernambuco
ANALGESIA PREEMPTIVA COM CIMICOXIB OU 
TRAMADOL PARA ORQUIECTOMIA EM CÃES
 Preemptive analgesia with cimicoxib or tramadol for orchyectomy in dogs
RESUMO. 
A analgesia preemptiva tem sido positiva na redução da intensidade e duração da dor pós-
operatória. Este estudo teve como objetivo comparar e avaliar, clinicamente, a eficácia 
analgésica e os efeitos adversos da administração pré-operatória de uma única dose de 
cimicoxib ou tramadol em cães submetidos à orquiectomia. Foram avaliados 13 animais, 
considerados clinicamente saudáveis, após avaliação física e laboratorial. Os animais foram 
divididos aleatoriamente em dois grupos distintos sendo, Gc (2 mg/kg de cimicoxib) e Gt 
(2 mg/kg de cloridrato de tramadol) ambos pela via oral. Após a medicação pré-anestésica 
com acepromazina 0,2% (0,05mg.kg-1, IM), eles foram induzidos com propofol (4mg kg-
1, IV) e mantidos com isofluorano. Durante o procedimento as variáveis fisiológicas foram 
monitoradas. A escala de dor de Melbourne foi utilizada para mensurar o escore de dor 
e os filamentos de Von Frey para avaliar hiperalgesia pós-operatória dos animais por um 
período de 4 horas, com registros de hora em hora. Para verificar a diferença estatística 
entre os escores de dor dos tratamentos, por cada período de tempo, foi utilizado o teste 
comparativo de médias T de Student. Não foram identificadas diferenças estatisticamente 
significantes (p-value