Prévia do material em texto
RESPOSTA NEUROENDÓCRINA NO TRAUMA O aumento da demanda metabólica se inicia por fatores locais, na ferida ou na infecções. No entanto, é sustentado pela liberação sistêmica de hormônios relacionados ao estresse. -> a resposta inflamatória depende não só entre do grau e persistência do fator lesivo, mas também da capacidade individual do paciente de reagir às lesões. O estimulo hormonal leva a maior consumo de proteínas, provenientes de tecido muscular, como combustível energético. A fim de, a partir da gliconeogenese, gerar glicose. (Conversão no fígado AA➡ alanina➡glicose) A resposta ao trauma é mediada por componentes hormonais e inflamatórios. Hormonais: - catecolaminas - corticosteróides - glucagon Inflamatórios: - Liberação local de citocinas - ativação sistêmica de cascatas humorais envolvendo complemento, eicosanoides e fatores atiradores de plaquetas Esses mediadores promovem a cicatrização, pelo estímulo a angiogênese, migração de leucócitos e de fibroblastos. CIRURGIA ELETIVA: a resposta local acaba não tomando proporções sistêmica , pois os mediadores não chegam à circulação sistémica , diferente da LESÃO ACIDENTAL: devido a grande destruição tecidual ou hipotensão prolongada, levando a lesão celular, grande parte destes mediadores produzidos localmente atingem a circulação sistémica. Esse processo pode ativar as células de outros tecidos, como do fígado, as células de Kupffer. Essas reações podem gerar resposta sistêmica intensa, causando efeitos lesivos como hipotensão e disfunções orgânicas à distância. Logo após o trauma a ação hormonal é iniciado com glucagon, corticosteróides e adrenalina. O eixo simpaticoadrenal ajuda a manter a pressão arterial e fluxo sanguíneo adequados para funcionamento “normal” do sistema cardiovascular. O objetivo do nosso organismo sempre é a homeostase, inclusive em situações de trauma. CORTISOL: trauma -> aumento de ACTH -> aumento de cortisol (pico 4-12h). O cortisol mobiliza os aminoácidos do músculo esquelético, estimulando a gliconeogenese hepática, ao mesmo tempo que ele inibe a captação de aminoácidos e a síntese proteica. Lesões pequenas: níveis voltam rapidamente Lesões extensas, prolongas e com infecção: níveis sanguíneos e urinários de cortisol permanecem prolongados por semanas ou meses. Apresentar artigo 2: “This study found patients with admission SLC had higher rates of vasopressor requirements, required more units of blood, and had a higher mortality rate than both the RLC and NC groups” ⚠ O aumento sérico de cortisol não é observado em pacientes com uso prolongado de corticosteóides, o que é perigoso, tendo em vista que frequentemente eles apresentam problemas hemodinâmico, como hipotensão e choque. Por isso, a administração de cortisona nos períodos pré, trans e pós operatório é imprescindível. CATECOLAMINAS (adrenalina e noradrenaline): Aumento sérico significativo após trauma, permanecendo assim por 12-24h, dependendo do tamanho do trauma. Estimulam a glicólise hepática, a glicogenólise e a gliconeogenese e aumentam a produção de lactato a partir do músculo esquelético. Aumentam a atividade metabólica, estimulam a lipólise e a liberação de ácidos graxos, diminuem a secreção de insulina e estimulam a hipófise a secretar ACTH. Efeitos hemodinâmicos: vasoconstrição e estímulo cardíaco. GLUCAGON: tem atividade lipolítica, estimulando a liberação de Ácidos Graxos e glicerol pelo tecido adiposo. É liberado pelas células alfa pancreáticas, através de estímulo simpatico e hipoglicemicos, permanecendo elevado até o restabelecimento do paciente. Na fase hipermetabólica do trauma -> potente efeito na glicogenólise e gliconeogenese hepática, sinalizando os hepatócitos a produzirem glicose a partir de estoques de glicogenio e outros precursores (AA, lactato) INSULINA: secretada pelas células Beta pancreáticas, é o principal hormônio anabolizante do organismo humano, responsável pelo armazenamento de glicose, ácidos graxos e deposição de aminoácidos no tecido muscular. No pós trauma, é observada a HIPOINSULINEMIA (acredita-se que é inibida por catecolaminas), ao mesmo tempo que há ação das catecolaminas, glucagon e cortisol. Ou seja, gerando um aumento da glicemia, que não é acompanhado pela insulinemia. A hipoinsulinemia correlaciona-se com a gravidade e extensão do trauma. ⚠CUIDADO ESPECIAL com pacientes com diabetes prévia HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH): produzido pelo hipotálamo e secretado pela neurohipófise. Suas ações são osmorreguladoras, vasoativas e metabólicas, gerando a reabsorção de água livre (dos túmulos distais e coletores dos rins), vasoconstrição esplênica intensa em casos de hemorragia e hipovolemia súbitas e estimulação da gliconeogênese hepática. Em grandes traumas, os níveis de ADH aumentam em até 50 vezes, caindo rapidamente após o trauma e normalizando-se em, em média, 4 dias. HORMÔNIOS DO CRESCIMENTO (GH): é secretado pela adenohipófise, por estímulo hipotalâmico, relacionado à hipoglicemia do jejum pós-traumático, baixa de ácidos Graxos séricos, hipovolemia, aumento dos níveis de AAs e ACTH. O aumento permanece por 24 e retorna aos poucos. Ele possui efeito principalmente anabólico sobre as proteínas e catabólico sobre carboidratos e lipídios, gerando aumento da glicemia, da lipólise, de A.G circulantes, catecolaminas e acúmulo de Nitrogénio pela síntese proteica no tecido muscular e no fígado. HORMÔNIOS TIREOIDEANOS: T3 E T4 CITOCINAS: são produzidas por células endoteliais locais (lesão) e por células do sistema imune, em resposta à trauma, necrose tecidual, bacteremia e endotoxemia, e seus efeitos são importantes na resposta ao trauma, variando proporcionalmente à gravidade da lesão, podendo inclusive levar à reações adversas, como hipotensão e disfunção de órgãos. - TNF-alfa: fator de necrose tumoral é o mediador primário dos efeitos sistêmicos de endotoxinas, é produzido por macrófagos, linfócitos, células de Kupffer e outras. Lesões teciduais e necrose causa das pela alta % de TNF-alfa ocorrem por seu efeito na microcirculação ->intensa inflamação, isquemia e necrose hemorrágica. Os efeitos sistémicos são: anorexia, febre, taquipnéia, taquicardia e hipotensão. - IL-1: pequenas doses de IL-1 causam febre, neutrofilia, estímulo à síntese hepática de ptns, anorexia, liberação de ACTH, glicocorticoides e insulina. Altas doses induzem hipotensão, leucopenia, lesão tecidual e morte semelhante a choque séptico. (Que mais??? Quem produz) - IL-6: mediador primário da alteração de soante ptc pelo fígado. Níveis elevados são encontrados em situações de infecção, lesão traumática e câncer. - e os outros??? IL-2 IFN (ver em slides pato)