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Oligodrâmnio e Polidrâmnio 1 Oligodrâmnio e Polidrâmnio Quais são as principais causas de oligodrâmnio e como elas afetam o feto? incluem insuficiência placentária, ruptura prematura das membranas ovulares RPMO, anomalias do trato urinário fetal, como agenesia renal, e condições maternas, como desidratação e uso de medicamentos (por exemplo, inibidores da ECA anti-inflamatório). qual a justificativa das causas de oligodrâmnio? insuficiência placentária, por exemplo, reduz o fluxo sanguíneo para o feto, afetando a perfusão renal e diminuindo a produção urinária, que é a principal fonte de líquido amniótico após o segundo trimestre. o que a redução do líquido pode fazer no cordão umbilical? pode causar compressão do cordão umbilical, sofrimento fetal e hipoplasia pulmonar, aumentando risco de mortalidade perinatal. Qual o papel da amnioinfusão no manejo do oligodrâmnio? indicada principalmente em casos de oligodrâmnio durante o trabalho de parto, especialmente quando há desacelerações cardíacas fetais ou alto risco de compressão do cordão umbilical. pode ser usada para melhorar as condições de visualização em ultrassonografias fetais. em quais situações ela é recomendada? sugerem que a amnioinfusão reduz as desacelerações variáveis, promovendo uma oxigenação melhorada ao aliviar a compressão do cordão umbilical. para facilitar a visualização de estruturas fetais em exames morfológicos, quando tem pouco líquido, aumentando temporariamente o volume de líquido. Quando se considera a interrupção da gestação em casos de oligodrâmnio? Oligodrâmnio e Polidrâmnio 2 a partir de 37 semanas, especialmente quando há sinais de sofrimento fetal ou quando o Índice de Líquido Amniótico ILA está abaixo de 3 cm. Em idades gestacionais menores, a decisão envolve o risco de prematuridade. pico de líquido amniótico 3236 semanas índice de líquido amniótico(ILA) normal 818cm, Sendo polidrâmnio 25cm e oligoâmnio 5, ou o maior bolsão o valor normal de 3 a 8 cm qual a justificativa da interrupção da gestação nas 37 semanas em casos de oligodrâmnio? gestações a termo, o baixo volume de líquido eleva o risco de compressão do cordão e sofrimento fetal agudo, justificando a interrupção. Em gestantes com idade inferior a 37 semanas, a decisão baseia-se na viabilidade fetal e na avaliação do bem-estar, pesando os riscos da prematuridade. Qual é a importância da ultrassonografia com Doppler na avaliação do bem-estar fetal? permite avaliar o fluxo sanguíneo fetal, identificando sinais de centralização hemodinâmica que indicam insuficiência placentária e risco de sofrimento fetal. qual a função da dopplervelocimetria? para monitorar a redistribuição de fluxo sanguíneo, que é um mecanismo compensatório diante da hipoxemia feta o que indica um risco do feto no caso de oligoâmnio? A presença de centralização (prioriza os órgãos nobres) indica um risco aumentado para o feto, ajudando na tomada de decisão quanto à necessidade de interrupção da gestação. principal causa de oligodrâmnio é rotura prematura de membranas. causas fetais de oligodrâmnio: cromossomopatias, gestação prolongada, rotura prematura de membranas, infecções. grumos finos no líquido amniótico → indicam sinal de maturidade do feto, menos chance de ter problema após o nascimento Oligodrâmnio e Polidrâmnio 3 conduta do oligodrâmnio: Expectante: malformações fetais sem possibilidade de intervenção que melhore o prognóstico Ex. Agenesia renal) Amnioinfusão: suspeita de malformações graves, para permitir avaliação morfológica fetal. Infusão de 200 ml se solução salina. Hiperhidratação materna: suspeita de oligodramnia secundária a doenças transitórias (infecções, diarreia, vômitos) 2 litros de água VO em 2 horas → aumenta 30% do ILA 37 sem: nascimento. 37 sem: Vitalidade fetal 2x/semana, hidratação 2,5l/d), repouso; Quais são as principais causas de polidrâmnio e suas complicações associadas? diabetes materno, malformações fetais (como atresia esofágica), infecções congênitas e síndrome da transfusão feto-fetal em gestações múltiplas. Em cerca de metade dos casos, a causa é idiopática. quais os riscos do polidrâmnio: aumenta o risco de parto prematuro, descolamento prematuro de placenta e prolapso do cordão umbilical. como o diabetes materno interfere no polidrâmnio? hiperglicemia fetal resulta em poliúria, que contribui para o excesso de líquido. controlar a glicemia da mãe diminui a diurese fetal e assim o volume de líquido, estabilizando. atresia esofágica e polidrâmnio: também podem gerar polidrâmnio, uma vez que o líquido não é reabsorvido pelo trato gastrointestinal. Como o controle da glicemia pode afetar o manejo do polidrâmnio? fundamental para reduzir o volume de líquido amniótico em gestantes com diabetes, minimizando o risco de polidrâmnio e suas complicações. Oligodrâmnio e Polidrâmnio 4 Em quais casos a amniodrenagem está indicada para pacientes com polidrâmnio? indicada em casos graves de polidrâmnio, especialmente quando a paciente apresenta desconforto respiratório ou dor abdominal severa, ou quando há risco iminente de parto prematuro. faz 500ml em 10 min, faz por US quais os riscos da amniodrenagem : corioamnionite e descolamento prematuro de placenta além de atonia → útero não cosegue contrair depois, e é considerado somente em situações de desconforto materno significativo ou risco para o feto. Qual a importância do acompanhamento com ultrassonografia e Doppler nesses casos? monitoramento do volume de líquido amniótico e da circulação fetal. gestações múltiplas, permite identificar anormalidades como a síndrome da transfusão feto-fetal. o que o acompanhamento com US e doppler nos permite na conduta do polidrâmnio? permite ajustar a conduta médica, observando variações no volume de líquido e sinais de sofrimento fetal. no polidrâmnio o doppler ajuda a avaliar a função cardíaca e circulatória, identificando complicações de forma precoce e intervindo de forma adequada. consulta pré natal nesses casos é importante como por exemplo medir a altura uterina. quais as causas do polidrâmnio? polidrâmnio → maioria idiopático, dos não idiopáticos malformações, diabetes pela facilidade de dx e protocolos estabelecidos, infecções intrauterinas, síndrome da transfusão feto-fetal polidrâmnio ILA >25 cm e o maior bolsão vertical acima de 8 polidrâmnio o que usamos para investigação? TOTG 75 g US morfológica fetal do 2 trimestre para malformações Oligodrâmnio e Polidrâmnio 5 ecocardiograma fetal sorologias pesquisa de aloimunização qual a conduta no polidrâmnio se grave? parto em centro terciário e a indução, se não houver contraindicações, está indicada com 37 semanas. qual a conduta no polidrâmnio: amniotomia cuidadosa - agulha fina, em mais de um lugar - saída lenta Auxiliar: estabilizar a apresentação fetal por via abdominal. O uso de prostaglandinas e ocitocina deve ser feito de forma cautelosa (embolia amniótica e hemorragia pós-parto). Se leve e moderado: pode-se esperar o parto espontâneo.