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Microbiota oral I Introdução → Microbiota residente ou indígena é considerada a comunidade microbiana que habita o homem. • É uma relação estrutural e funcional entre o corpo humano e sua microbiota. • Houve uma evolução em milhares de anos com o hospedeiro e com os outros membros. → A cavidade oral é um dos sítios mais densamente colonizados do nosso organismo. • A grande diversidade ambiental resulta em comunidades microbianas distintas em cada sítio. → A microbiota oral normal é sinônimo de uma microbiota residente ou um microbioma. → Os domínios da vida na microbiota oral humana são as bactérias, fungos, Archaea, vírus e protozoários. → A microbiota oral residente possui estabilidade e flexibilidade. Consequências na relação da microbiota oral e a cavidade oral Relação entre a microbiota oral e o hospedeiro → Há um predomínio de relações simbióticas e de vantagens mútuas a nível estrutural, metabólico, nutricional e de proteção, favorecendo uma coexistência harmoniosa. Estabilidade e flexibilidade → Por meio de diversos estudos, é possível perceber que há uma grande diversidade na microbiota oral, até mesmo em um mesmo dente, porém em regiões diferentes, com uma comunidade microbiana diferente da outra parte. Benefícios da microbiota → Defesa local, prevenindo a invasão por patógenos; → Torna mais fácil o ganho de nutrientes e a obtenção de energia dos alimentos; → Produz vitaminas (B e K) e alguns fatores de crescimento; → Degrada compostos químicos e toxinas ingeridas; → Contribui para a maturação do sistema imune, mantendo a integridade do epitélio e educando as defesas imunes inatas. Prejuízos da microbiota → Causa doenças infecciosas endógenas, como cárie dental, doenças periodontais, doenças de polpa e periápice, candidíase e actinomicose. → Equilíbrio e estabilidade entre a microbiota e hospedeiro; → Estabelecimento de relações cooperativas e relações competitivas (nível celular e molecular); → Grande rede de comunicação entre os membros da microbiota oral. Adquirindo as comunidades microbianas orais → Em uma gravidez normal: A construção de uma microbiota oral em um bebê surge antes mesmo do nascimento (pré- nascimento), quando ele entra em contato com elementos como: • Placenta; • Sangue do cordão umbilical; • Fluido amniótico; • Mecônio → O microbioma da placenta é semelhante ao microbioma oral. → A principal via de transmissão é vertical, pelo contato íntimo entre mãe e bebê. • Também passa entre pai e pessoas ao redor, e há uma transmissão horizontal entre irmãos. • O tipo de parto e a alimentação também afetam a diversidade do microbioma oral. → A aquisição da comunidade microbiana oral se dá pelo estabelecimento de espécies pioneiras, como o Streptococcus salivarius. Importante: a espécie Streptococcus salivarius produz uma bacteriocina contra o Streptococcus pyogenes, responsável por diversas doenças, como faringite. → As condições anatômicas e ecológicas favorecem a microbiota anaeróbia facultativa e com mecanismos de adesão às mucosas orais (células epiteliais). → Ocorrem grandes alterações na anatomia da cavidade oral (erupção de dentes), na resposta imune e na dieta durante a infância e a vida. • Com o estabelecimento do microbioma, existem mecanismos de manutenção tanto derivados do hospedeiro como do próprio microbioma (resistência de colonização), conferindo estabilidade.