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FACULDADE M-EDUCAR - FAMED 
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
 
 
 
MARIANA DO NASCIMENTO RODRIGUES 
 
 
 
AS VERTENTES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CROATÁ-CE 
2023 
 
 
MARIANA DO NASCIMENTO RODRIGUES 
 
 
 
 
 
 
 
AS VERTENTES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
 
 
 
Monografia a ser apresentada ao curso de 
Licenciatura em Pedagogia da Faculdade M-Educar - 
FAMED como requisito parcial para obtenção do 
título de Pedagogo(a): Mariana do Nascimento 
Rodrigues 
 
Orientador (a): Idaiana Ribeiro Leite Laureano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CROATÁ-CE 
2023 
 
 
AS VERTENTES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
 
Monografia a ser apresentada ao curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade M-Educar 
- FAMED como requisito parcial para obtenção do título de Pedagogo(a). 
 
______________________________________ 
Mariana do Nascimento Rodrigues 
 
Monografia apresentada em: ___/___/___ 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 __________________________________________________ 
Idaiana Ribeiro Leite Laureano 
Faculdade M-Educar – FAMED 
Prof.(a) Orientador(a) 
 
 
 
 _________________________________________________ 
Nyrlly de Medeiros 
Faculdade M-Educar – FAMED 
Diretora Acadêmica 
 
 
 
________________________________________________ 
Francisco Melo Sobrinho 
Faculdade M-Educar – FAMED 
Diretor Geral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Nosso objetivo não é apenas fazer a 
criança compreender, e menos ainda 
forçá-la a memorizar, mas tocar sua 
imaginação de modo a entusiasmá-la até o 
fundo. 
 
 Maria Montessori 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho a cada pessoa que foi 
essencial no meu processo acadêmico, a 
todos que estiveram ao meu lado me 
apoiando e me dando forças para 
prosseguir. Obrigada meu Deus por me 
guiar a cada instante. 
 
 
 
 
AGRAECIMENTOS 
 
 
Agradecer a Deus, por mais essa conquista. Apesar de todos os obstáculos o Senhor me 
manteve firme para supera-los. 
A minha família por todo apoio, por sempre me incentivarem, a continuar nessa jornada. 
A minha filha que é minha motivação diária para buscar sempre o melhor caminho. 
A minha professora orientadora Idaiana Ribeiro, por toda dedicação e paciência nesse 
processo, pelas palavras positivas, você sempre será uma inspiração. 
Por fim, gratidão a todos que contribuíram mesmo que indiretamente dessa etapa da 
minha vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
. 
Esse trabalho tem como objeto de estudo, as dificuldades de aprendizagem no ensino infantil 
da Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental de Repartição II, objetivando analisar a 
relação da família com a escola, detectar as causas e fatores que contribuem para as dificuldades 
de aprendizagem. O estudo foi realizado com base em uma pesquisa bibliográfica que será 
apresentada na fundamentação teórica, enfocando as ideias de diversos autores da área, visando 
à compreensão de questões fundamentais sobre a aprendizagem e discutindo as possíveis causas 
do fracasso escolar e as variáveis que interferem negativamente no desenvolvimento do 
processo de ensino e aprendizagem. E também uma pesquisa de campo de caráter qualitativo, 
tendo como instrumento de coleta de dados um questionário que foi lançado aos pais, 
professores e gestores da referida escola, buscando informações acerca do tema em questão. 
Diversos temas foram abordados no decorrer da pesquisa como: o conceito de aprendizagem, a 
influência da família e da escola no processo de aprendizagem na Educação Infantil, o papel do 
educador na Educação Infantil, principais causas das dificuldades de aprendizagem, o professor 
como ativador, mediador, dentre outros. Com base nas respostas obtidas na entrevista, pode-se 
notar que na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental de Repartição II, há uma pequena 
participacão das famílias no âmbito escolar, as famílias só se fazem presentes quando 
solicitadas, embora a gestão escolar esteja sempre elaborando projetos que envolva as mesmas. 
 
 
Palavras - Chaves: Aprendizagem Dificuldade. Escola. Família. Gestão. Professores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
This work has as its object of study, learning difficulties in early childhood education at the 
Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental de Repartição II, aiming to analyze the 
relationship between the family and the school, detecting the causes and factors that contribute 
to learning difficulties. The study was carried out based on a bibliographical research that will 
be presented in the theoretical foundation, focusing on the ideas of several authors in the area, 
aiming to understand fundamental questions about learning and discussing the possible causes 
of school failure and the variables that negatively interfere in the development of the teaching 
and learning process. And also a qualitative field research, using a questionnaire as a data 
collection instrument that was launched to parents, teachers and managers of that school, 
seeking information about the topic in question. Several topics were covered during the 
research, such as: the concept of learning, the influence of family and school on the learning 
process in Early Childhood Education, the role of the educator in Early Childhood Education, 
the main causes of learning difficulties, the teacher as an activator, mediator, among others. 
Based on the answers obtained in the interview, it can be noted that at the School of Early 
Childhood Education and Elementary Education of Repartition II, there is little participation of 
families in the school environment, families are only present when requested, although school 
management is always developing projects that involve them. 
 
 
Keywords: Learning. Difficulty. School. Family. Management. Teachers. 
 
 
 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 13 
1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA ............................................................................................. 15 
1.2 PROBLEMA ...................................................................................................................... 04 
1.3 HIPÓTESES ....................................................................................................................... 05 
1.4 OBJETIVOS ...................................................................................................................... 15 
1.4.1 Objetivo Geral ........................................................................................................ 15 
1.4.2 Objetivos Específicos ............................................................................................. 15 
1.5 METODOLOGIA ............................................................................................................ 16 
1.5.1 Tipos de Pesquisa ................................................................................................... 16 
1.5.2 Técnicas de Pesquisa .............................................................................................. 17 
1.5.3 Instrumento e Técnica de Coleta de Dados ......................................................... 18 
1.5.4 Universo da Amostra ............................................................................................. 19 
2 REFERENCIAL TEÓRICO ..............................................................................................20 
2.1 CONCEITO DE APRENDIZAGE .................................................................................... 20 
2.2 A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NO PROCESSO DE ENSINO DA 
EDUCAÇÃO INFANTIL ....................................................................................................... 21 
2.3 O PAPEL DO EDUCADOR NO ENSINO INFANTIL ................................................... 27 
2.4 PRINCIPAIS CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ....................... 29 
3 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR E DE UMA ESTRUTURA 
INSTITUCIONAL NA EFETIVAÇÃO DE UM ENSINO DE QUALIDADE ............... 33 
3.1 GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA ......................................................................... 20 
3.2 COMO ATUA O GESTOR DEMOCRÁTICO ................................................................ 21 
3.3 NO QUE INTERFERE A ESTRUTURA FÍSICA INSTITUCIONAL ........................... 27 
3.4 PROFESSOR: MEDIADOR, FACILITADOR, ATIVADOR ......................................... 29 
4 CARACTERIZAÇÃO INSTITUIÇÃO PESQUISADA ................................................ 44 
4.1 LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................... 44 
4.2 ESTRUTURA DA INSTITUIÇÃO ................................................................................... 45 
5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ............................................................. 48 
CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 56 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICA ................................................................................... 58 
APÊDICE ............................................................................................................................... 38 
 
11 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
O presente trabalho tem por finalidade, apresentar a importância da educação infantil 
para o progresso e aprendizagem humana das crianças de 0 a 5 anos. A pesquisa envolve 
inquietações provenientes das convivências e participações junto à formação das crianças nos 
próprios centros de educação infantil, compreender as contribuições da educação infantil para 
o desenvolvimento holístico das crianças nos domínios físico, social, cognitivo, emocional e 
cultural. Assim, a pesquisa aborda a educação infantil e seus aspectos legais que validam a 
escola como uma etapa importante da vida humana. Portanto, é ressaltado a relevância da 
participação do docente no desenvolvimento da rotina educacional infantil, não descartando a 
relevância da família em todo o processo de educação. 
A família e a escola são duas instituições fundamentais na formação do sujeito social, 
tem um papel essencial no desenvolvimento histórico, cultural e formativo da criança que 
conduz ao exercício da cidadania. O objetivo desta monografia é discutir a cooperação entre a 
escola e a família no progresso dos educandos. Porém é necessário compreender que essa Boa 
relação é apenas um dos pontos necessários para se efetivar g boa educação, precisamos avaliar 
as condutas educacionais e as estruturas físicas que as instituições ofertam para seus alunos, 
analisar se elas atendem as necessidades do seu público alvo. 
Soares (2007 apud FREITAS; SOUSA, 2009, p. 135) discute fatores associados ao 
desempenho escolar, classificando-os da seguinte maneira: 
 
 
1. Fatores básicos: estão associados aos aspectos abaixo: 
a) Nível socioeconômico da família em função dos níveis de desigualdade de renda; 
b) Informações que possibilitem adequada caracterização da trajetória escolar do 
aluno; 
c) Sexo; 
d) Raça/ cor do aluno; 
2. Fatores pessoais: desempenho prévio, motivação e atitudes sobre a escola estão 
ligados aos resultados cognitivos dos estudantes; 
3. Fatores familiares: capital cultural familiar, como estruturas mentais e intelectuais, 
linguagem e cultura geral que, disponibilizados pela família do estudante, contribuem 
e refletem em seus bons resultados nas avaliações educacionais; 
4. Fatores escolares: engloba elementos variados: 
a) Gestão escolar: exige objetivos claramente definidos e ação coletiva para metas 
definidas no Projeto Pedagógico; 
b) Recursos: físicos, didáticos e os demais relacionados à organização do trabalho 
pedagógico, como o livro didático; 
c) Projeto Político Pedagógico: instrumento de gestão da escola; 
d) Ensino: gestores e docentes estarem atentos à gestão ampliada da classe; 
e) Comunidade escolar: envolve todos os atores e a cultura vivida e criada pela escola. 
12 
 
É crucial destacar que uma educação não ocorre apenas na escola, mas deve ocorrer na 
mesma, sendo efetivada e de qualidade. Uma das funções da escola é integrar todos os processos 
pedagógicos desenvolvidos para garantir um ambiente coerente e focado que garante que todos 
aprendam, proporcionando as mesmas vivências para todos inseridas no âmbito escolar. 
Chechia e Andrade (2002 apud FREITAS; SOUSA, 2009, p. 136) enfatizam que nas 
pesquisas sobre a relação escola – família é reconhecida a importância da participação dos pais 
na escola. A presença dos pais na vida acadêmica dos filhos constitui um fator fundamental na 
melhoria do desempenho escolar. 
É necessário envolver os profissionais da educação, os membros da comunidade local e 
recursos físicos, materiais e financiais para elevar o nível de conhecimento escolar, permitindo 
aprendizagens significativas em cada estágio do processo educacional. Segundo Heloísa Lück 
(2006), isso evidencia uma ótica negativa, orientada por problemas e não por desafios e pela 
justificativa de limitações e dificuldades e não pelo empreendedorismo na busca de superação. 
Neste contexto, o objetivo geral do trabalho é que seja compreendido que a 
aprendizagem não acontece somente no ambiente escolar, e que o professor não é único 
responsável para que esse processo aconteça de forma positiva. 
 O método e o tipo de pesquisa, focado na abordagem do estudo de caso, que consiste na 
análise de relatos para pessoas que estão inseridas no contexto do tema da pesquisa. O estudo 
se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica, pois proporcionou toda uma estratégia de 
revisão literária a partir das produções já publicadas referentes ao tema, considerando ainda sua 
importância, uma vez que toda base teórica da pesquisa deverá estar associada às publicações 
a serem analisadas. 
Conforme destaca Gil, (2002, p.45) 
 
 
Principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao 
investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela 
que poderia pesquisar diretamente. Essa vantagem torna-se particularmente 
importante quando o problema de pesquisa requer dados muito dispersos pelo espaço. 
 
 
Sendo assim, a pesquisa bibliográfica permite uma investigação mais ampla a respeito 
do tema, pelo fato de ser realizada com embasamento em outros estudos, possibilitando novas 
perspectivas acerca do tema. 
13 
 
Para melhor entendimento sobre a temática a pesquisa foi pautado nos estudiosos 
Macedo (1994); Lakatos e Marconi (2003), Vigotsky (2003); Piaget, Barros (2001); Szymanzki 
(2003); Silva (2006), dentre outros. 
 
 
1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA 
 
 
A educação é uma via de mão: ensino e aprendizado. O papel que as escolas 
desempenham com as crianças, a aprender é crucial. Além dos materiais fornecidos aos 
estudantes para o crescimento da capacidade intelectual, é o papel dos educadores instruir 
valores que são aplicáveis ao longo da vida. A família e a escola devem colaborar para criar 
cidadãos éticos e responsáveis que estejam preparados para enfrentar os desafios do mundo.com 
todo o apoio necessário, alguns alunos podem ficar presos no processo de aprendizageme 
socialização. Quando isso ocorre, é crucial que tenham atenção para que os envolvidos no 
desenvolvimento da criança entendam as dificuldades que estão impactando esse processo. 
 
 
1.2 PROBLEMA 
 
 
O processo de aprendizagem se inicia apenas em âmbito escolar, onde o professor é o 
único responsável para que esse processo aconteça de forma positiva? 
 
 
1.3 HIPÓTESES 
 
 
A família necessita está inclusa no ambiente escolar, como suporte no processo de 
ensino-aprendizagem para que possamos formar cidadãos aptos a conviver em sociedade. 
O educador precisa estar atento às dificuldades encontradas em sala de aula para que 
adeque suas metodologias e o processo de ensino seja igualitário para todos os educandos. 
A Educação Infantil é uma etapa indispensável no processo de aprendizagem, formação 
de identidade, desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas. 
14 
 
 
 
1.4 OBJETIVOS 
 
 
1.4.1 Objetivo Geral 
 
 
Compreender que o processo de aprendizagem não acontece somente no âmbito escolar, 
é necessário que diversos fatores aconteçam para que esse processo obtenha resultados 
positivos. 
 
 
1.4.2 Objetivos Específicos 
 
 
• Compreender a importância da afetividade no processo educacional; 
• Entender que âmbito familiar em que a criança está inserida, pode contribuir no 
fracasso escolar; 
• Avaliar se o ambiente escolar está propício para as crianças explorarem e 
desenvolverem suas habilidades; 
• Analisar se as práticas pedagógicas realizadas em sala de aula são adequadas para a 
faixa etária; 
• Analisar o comportamento de cada criança durante as atividades propostas, levando 
em consideração o tempo de aprendizagem de cada uma, afim de notar alguma 
possível dificuldade ou distúrbios. 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
1.5 JUSTIFICATIVA 
 
 
A presente pesquisa busca enfatizar a importância da relação entre escola e família, 
visando que as duas tem suas participações primordiais no processo de ensino, levando em 
consideração que uma complementa a outra. Porém, o processo educacional depende de outros 
fatores como uma gestão democrática que seja aberta para ouvir é discutir melhorias para os 
educandos, necessita de professores mediadores que formem alunos críticos e prontos para 
viver em sociedade e de uma estrutura física que proporcione conforto e segurando tanto para 
os educadores, quanto para os educandos. Compreende- se que para se obter um processo 
educacional de qualidade é necessário a presença de diversos fatores que contribuem para que 
esse ensino se torne significativo. 
 
 
1.6 METODOLOGIA 
 
 
Para a realização deste trabalho, foram coletadas as informações literárias disponiveis, 
como: artigos, livros e em outras que tenham abordado sobre as vertentes no processo de ensino 
da educação infantil e coletar as informações levantados em campo. 
 
 
1.6.1 Tipos de Pesquisa 
 
 
Segundo Macedo (1994, p. 13), a pesquisa bibliográfica: “Trata-se do primeiro 
passo em qualquer tipo de pesquisa científica, com o fim de revisar a literatura existente e não 
redundar o tema de estudo ou experimentação”. Desta forma para Lakatos e Marconi (2003, p. 
183): “[...] a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo 
assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a 
conclusões inovadoras” 
De acordo com os autores citados acima, a pesquisa bibliográfica tem como base 
outros trabalhos desenvolvidos apartir de um respectivo tema, trazendo embasamento teórico 
16 
 
para novas pesquisas, afim de aprimorar as informações sobre o tema e alinhar com novas 
perspectivas, idealizando novas conclusões e pontos de vista. 
 
 
1.6.2 Técnicas de Pesquisa 
 
 
A pesquisa de campo é uma metodologia de investigação que é voltada para análise, 
interpretação dos resultados, coleta de dados e observação. Esses dados são extraídos do 
ambiente natural ou da realidade onde o evento acontece. 
 
 
1.6.3 Instrumento e Técnica de Coleta de Dados 
 
 
O fundamento do questionário especificamente é fornecer informações específicas ao 
pesquisador através de uma quantidade específica ou restrita de questões em texto. Aplicar o 
questionário favorece ao pesquisador um amplo conhecimento sobre o tema, pois analisa 
diversas realidades é apartir daí pode tirar suas conclusões a cerca do assunto. O questionário 
aplicado para realizar essa pesquisa é composta por seis questões abertas, para público alvo 
abordado no tema, levando em consideração as opiniões e vivências de todos. Através das 
respostas podemos ter um embasamento sobre realidade mais próxima. 
 
 
1.6.4 Universo da Amostra 
 
 
A pesquisa foi realizada na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental de 
Repartição II, o público alvo será pais, professores e gestores. Já que o tema aborda a relação 
família e escola no processo de aprendizagem, analisamos como é esta relação na respectiva 
instituição. 
17 
 
2 REFERÊNCIAL TEÓRICO 
 
 
2.1 CONCEITO DE APRENDIZAGEM 
 
 
A visão de Barros, Pereira e Goes (2008), a aprendizagem é um mecanismo de aquisição 
de conhecimentos que são incorporados aos esquemas e estruturas intelectuais que o indivíduo 
dispõe em um determinado momento. Trata se de um processo contínuo que começa pela 
convivência familiar, pelas culturas, tradições e vai aperfeiçoando-se no ambiente escolar e na 
vida social de um indivíduo, sendo assim um processo que valoriza as competências, 
habilidades, conhecimentos, comportamento e tem como objetivo a elevação da experiência, 
formação, raciocínio e observação. Essa ação pode ser analisada a partir de diferentes pontos 
de vista, de forma que há diferentes teorias de aprendizagem. 
Entende-se que o processo de aprendizagem se inicia desde as primeiras vivências no 
seio familiar e vão se aperfeiçoando no decorrer da vida escolar e social e ao longo do tempo 
tendem a se aprimorar cada vez mais. 
Ainda de acordo com Piaget (1974) “a aprendizagem ocorre pela ação da experiência 
do sujeito e do processo de equilibração”. Essa afirmação demonstra que a aprendizagem não 
parte do zero, mas sim, de experiências anteriores, o indivíduo vai desenvolvendo sua 
capacidade de assimilação através da organização do esquema cognitivo. 
A educação recebida, na escola, e na sociedade de um modo geral cumpre um papel 
primordial na constituição dos sujeitos, a atitude dos pais e suas práticas de criação e educação 
são aspectos que interferem no desenvolvimento individual e consequentemente o 
comportamento da criança na escola. Vygotsky (1984, p.87). 
O contexto metodológico engloba o que é ensinado nas escolas e sua relação com 
valores e significados, o fator decisivo nesse contexto é a unificação dos objetivos, conteúdos 
e os métodos, onde o professor precisa despertar no aluno o interesse em aprender e superar as 
dificuldades encontradas. 
 
 
 
 
18 
 
2.2 A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NO PROCESSO DE ENSINO DA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
Duas instituições extremamente importantes para a educação das crianças são a família 
e a escola, ambas com o único propósito de orientar a criança na direção certa para que cresça 
e se torne um adulto responsável e bem sucedido. Conforme consta na página 27 da LDB 
(2004), Art.2°. A educação, dever da família e do estado, inspirada nos princípios de liberdade 
e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, 
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
Segundo a LDB, a educação deve acontecer de ambas as partes assegurando que cada 
indivíduo possa adquirir e desenvolver as habilidades de acordo com cada etapa da sua vida 
estudantil, afim de que se tornem cidadãos aptos exercer seus direitos e deveres dentro da 
sociedade. 
A família é considerada a primeira base educacional que a criança conhece, e éonde 
aprendem pela primeira vez sobre moral, respeito pelos outros, crenças e costumes. Por outras 
palavras, as famílias são principais responsáveis pela forma de como os indivíduos se 
relacionam com a sociedade, a partir dos contextos sociais em que estão inseridos. 
Existem muitas maneiras de compreender o conceito de família, e as suas definições 
tradicionais baseiam-se numa variedade de critérios, incluindo, por exemplo, limitações legais 
e éticas, abordagens genealógicas, uma perspectiva sobre a laços sanguíneos. 
A função institucional da escola é a socialização sistematizada do conhecimento, ou, 
mais especificamente, do conhecimento desenvolvido e da cultura educada. Segundo Saviani 
(2005), as escolas estão relacionadas com a ciência e não no sentido geral e existem para 
facilitar a aquisição de ferramentas que proporcionem acesso ao conhecimento desenvolvido 
(ciência) e aos fundamentos (bases) desse conhecimento. O contributo da escola para o 
desenvolvimento da disciplina centra -se particularmente na aquisição de saberes culturais 
organizados e de diversas áreas do conhecimento. No que diz respeito à família, afirma -se que 
“uma das suas funções primordiais é a socialização da criança, o que implica a sua inclusão no 
mundo cultural através do ensino da língua materna, das convenções sociais e da educação 
geral”. 
Para Içami Tiba (2002) a educação escolar é diferente da família. Não há como uma 
substituir a outra, pois ambas são complementares. Não se pode delegar a escola parte da 
educação familiar, pois é única e exclusiva, voltada a formação do caráter e os padrões de 
19 
 
comportamento familiares. A escola nunca deve observar a educação familiar, pois seu objetivo 
e preparar profissionalmente seus alunos, cuidando, portanto, da convivência grupal e social. 
Segundo estes autores, entende - se que os ambientes cy são importantes para as 
crianças, mas o Tiba enfatiza que cada ambiente tem o seu estilo de educação e, que a educação 
familiar não substitui a educação escolar , mas sim a completa, a escola deve realizar seu 
trabalho considerando o desenvolvimento intelectual, profissional e físico de seus alunos, a 
família é responsável pela socialização das crianças , pois tem a o papel de instruir e educar 
através da socialização, embora este seja um assunto bem conhecido é ainda considerado uma 
incógnita do desenvolvimento da pessoa humana, uma vez que tem a responsabilidade de 
instruir e educar através dos valores, de maneira significativa em relação à sociedade como o 
primeiro grupo social com o qual uma criança interage , pois é onde se estabelecem as primeiras 
vias de interação humana. 
Portanto, Szymanzki (2003, p.98) ressalta o objetivo da família e da escola mencionando 
que: o que ambas as instituições têm em comum é o fato de prepararem os membros jovens 
para sua inserção futura na sociedade e para o desempenho de funções que possibilitem a 
continuidade da vida social. Ambas possuem um papel importante na formação do individuo e 
do futuro cidadão. 
Sendo a família assim é a primeira educadora da criança, responsável pelos primeiros 
passos dado por ela, segundo Szymanzki (2003 p.22) “é na família que a criança encontra os 
primeiros “outros” e, por meio deles, aprende os modos de existir – seu mundo adquire 
significado e ela começa a constituir-se como sujeito”. Isso não quer dizer que a escola não 
possa ensinar valores morais e sociais, mas a escola além desses ensinamentos possui outras 
especificidades como salienta Szymanzki (2003 p. 99); 
Os autores enfatizam a importância da parceria entre família e escola, que já é uma fala 
bem clichê, porém na prática ainda não existe verdadeiramente essa parceira, a verdade é que 
essas duas instituições tão importantes no processo educacional, ficam em busca de achar o 
culpado quando acontece o fracasso escolar. A partir da fala dos autores percebemos o quanto 
a educação avançaria se realmente acontecesse essa parceira. 
 
 
 
 
 
 
20 
 
2.3 O PAPEL DO EDUCADOR NO ENSINO INFANTIL 
 
 
O ensino infantil é crucial para desenvolver uma pessoa crítica, respeitosa e reflexiva 
desde os primeiros anos de vida. Uma criança se define como ser humano durante essa etapa 
através das interações que se formam com outras pessoas. A interação, a exploração do espaço 
e o contato com objetos físicos ou intangíveis aumentarão as chances de educação e 
desenvolvimento holístico de uma pessoa. Nesse cenário, o professor que atua na educação 
infantil tem um papel muito importante: preparar esses pequenos humanos por meio de 
experiências linguísticas e sensoriais. Na antiguidade, as creches eram vistas como um espaço 
onde os pais deixavam seus filhos para conseguirem trabalhar, mas, atualmente podemos 
compreender que essa é uma etapa onde ocorreram transformações significativas, onde a 
criança passa a conhecer o mundo onde está inserido e compreender suas emoções. Diversos 
estudiosos vêm nos apresentar como esse processo acontece. 
Segundo Vygotsky (2003), o papel do professor é extremamente importante porque é 
responsabilidade do professor proporcionar as experiências necessárias, com base na forma 
como a sala de aula, o currículo e o conteúdo estão organizados, para possibilitar o 
desenvolvimento do conhecimento dos alunos. Isso cria uma relação dialética entre o que já foi 
aprendido e assimilado e as novas oportunidades de aprendizagem oferecidas pela escola. 
Assim, Vygotsky afirma que é crucial considerar a experiência do estudante em todos 
os pontos do processo de ensino e aprendizagem, uma vez que é através deles que a criança 
consegue codificar e reelaborar o conhecimento proposto na circunstância de aprendizagem. 
pelo desejo do professor de transmitir certos conhecimentos e experiências, significa tratar a 
criança como uma tábula rasa, ou uma criança que só pode ser respondida pela disposição do 
professor em incutir conhecimentos específicos. 
Além de desconsiderar o processo psicológico de interação entre os conhecimentos 
prévios, que o autor expressa como "atividades pessoais do aluno", e as situações propostas 
pela escola, essa perspectiva também começa a desconsiderar a heterogeneidade presente em 
qualquer grupo de crianças, pois possuem diferentes experiências e, portanto, interação de 
maneira diferente com as situações de aprendizagem suas propostas. 
O escritor também afirma que uma educação não termina com essa mesma interação 
entre o estudante e o ambiente, pois essa não pode ser restrita a uma adaptação sólida. Na 
atualidade, a superação desse meio social é o que é fornecido como objetivo da educação, isto 
é, o momento em que uma criança consegue compreender o ambiente e se posicionar frente a 
21 
 
ele. A abordagem alinha-se muito bem com a pesquisa de Paulo Freire, que previa uma 
abordagem à educação baseada na autonomia da criança através da linguagem e assumindo um 
papel ativo na compreensão de si mesma e do mundo. 
De acordo com Vygotsky (2003), essa ideia do papel educacional empodera, bem 
superior à tradição do professor como único guardião do conhecimento, que o deposita saberes 
em seus educandos. Por fim, o desenvolvimento da criança e o processo de ensino e 
aprendizagem acontecem em um ambiente altamente dinâmico, onde avanços e retrocessos são 
perfeitamente naturais. 
Cada processo possui heterogeneidade e complexidade de relações entre professor, 
aluno e ambiente, sobretudo de múltiplas formas. Indicando o docente no papel privilegiado de 
organizador dessa situação, a psicologia colabora com a pedagogia para mapear essa profunda 
dialética. 
As teorias do desenvolvimento infantil estão em consonância com a escola, que não é 
um espaço de vida infantil, mas sim um ambiente institucional onde não existem momentos 
lúdicos, prazerosos e inovadores, bem como oportunidades de interação e colaboração das 
crianças em grupos com relativaautonomia. A escola que não leva em consideração as teorias 
construtivistas, que ressaltam a importância da interação para a construção cognitiva da criança, 
é exemplos destacados pela disposição dos arquivos de berços ou carteiras para evitar os 
contatos visuais, a exigência do silêncio e da "disciplina" a todo momento, sem nenhum espaço 
ou atividades organizadas com jogos e brincadeiras, que envolvem crianças das mais variadas 
idades. 
 
 
2.4 PRINCIPAIS CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 
 
 
Está pesquisa focalizou os principais aspectos dos problemas de aprendizagem como: o 
fator social, emocional, relação professor aluno e a rotina escolar, que podem interferir no 
aprendizado e a importância de verificar as possíveis causas das dificuldades vivenciadas pelos 
alunos, para que estas sejam tratadas da maneira correta. 
É importante tentar identificar possíveis problemas na aprendizagem dos alunos para 
auxiliar o trabalho do professor que busca resultado positivo. Para tanto, é necessário que o 
educador tente diagnosticar a possível origem do problema, encaminhando o educando ao 
especialista para que seja tratado, a fim de evitar que este se prolongue no decorrer da vida 
22 
 
escolar. Deve, ainda, adequar suas aulas, de maneira que facilite o entendimento e a 
aprendizagem de todos, motivando e auxiliando o discente a obter bons resultados a partir das 
práticas pedagógicas. 
Para detectar dificuldades na assimilação de informação em crianças nos primeiros anos 
do ensino fundamental, torna-se necessário observar um conjunto de ações no comportamento 
do indivíduo, entre eles o desenvolvimento cognitivo, não podendo afirmar que este não seja 
inteligente o suficiente para obter a aprendizagem. (BARROS, 2001). 
Ainda segundo Barros, nem sempre as dificuldades no processo de aprendizagem estão 
ligadas à ausência de inteligência do educando, mas podem estar ligadas à fatores cognitivos, 
emocionais e sociais de cada indivíduo, tendo em vista que são fatores essências para uma boa 
aprendizagem. 
De acordo com Piletti (2002), existem vários fatores que podem contribuir para o retardo 
ou dificuldade na aprendizagem, dentre os quais a participação da família, se esta acompanha a 
jornada escolar dos seus membros, se vai à escola, se busca saber como é o comportamento e 
interesse pelos estudos, as notas e se estimula a criança a estudar de maneira sadia. Destaca 
também a interferência do estado emocional, se a criança tem um convívio tranquilo com seus 
pais, irmãos e demais pessoas que possam habitar em seu lar. Outro aspecto importante a 
observar é o fator econômico, se a criança é bem alimentada, se tem o material necessário para 
utilizar na escola, se tem suas necessidades básicas saciadas. 
Além disso, é preciso verificar o relacionamento social, se é bem tratada por professores, 
colegas e demais funcionários da escola, já que é comum o preconceito e exclusão quando a 
criança é gorda ou muito magra, se é muito alto ou baixo, ou quando apresenta deficiência 
física, visual, auditiva entre outras. 
Essas crianças podem criar um complexo com o corpo e com a inteligência, o que 
interfere no comportamento e acabam se isolando dos demais adquirindo dificuldades em 
relação aprendizagem devido à gozação dos colegas. Tais fatores podem levar o aluno ao 
fracasso escolar, acarretando desmotivação e desatenção; as quais por sua vez prejudicam a 
assimilação de conhecimentos. Crianças e pré-adolescentes, que apresentavam déficit de 
atenção e hiperatividade podem desenvolver dificuldade na leitura e escrita, retardo no 
raciocínio lógico e matemático, falta de entrosamento e agressividade excessiva com os colegas 
de classe, visivelmente podem-se perceber alguns alunos sem interesse, sem atenção e 
desatentos nas aulas, gerando fracasso na aprendizagem. 
É importante verificar a relação entre professor e aluno, já que quando o professor é 
exigente, isso causa nos alunos antipatia à disciplina ministrada por ele, principalmente quando 
23 
 
o método de ensino utilizado não contribuir para atrair o interesse. É necessário que o educador 
conheça seus alunos, criando vínculos através de atividades, e que saiba identificar possíveis 
problemas de aprendizagem, adequando e se possível adequar as aulas para que fiquem 
próximas do entendimento de todos, conscientizando a todos de sua capacidade individual, a 
fim de cumprir a função social de seu trabalho enquanto sujeito responsável pela educação e 
consequentemente pela transformação da sociedade. (SILVA, 2006). 
A relação professor e aluno é extremamente importante no processo de aprendizagem, 
visando que quando essa relação não é positiva automaticamente o aluno perde o interesse no 
que o professor tem para repassar, dificultando assim as análises do educador sobre o 
conhecimento dos alunos a respeito da disciplina. O professor deve sempre manter o papel de 
mediador do conhecimento gerando segurança para seus educandos. 
 
 
 
24 
 
3 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR E DE UMA ESTRUTURA 
INSTITUCIONAL NA EFETIVAÇÃO DE UM ENSINO DE QUALIDADE 
 
 
Para que se entenda a importância do gestor na escola, é necessário compreender o 
conceito de gestão educacional, que é um processo de articulação entre a dinâmica do ensino e 
as atuações práticas que acontecem instituição escolar. Tal conceito é pautado nas diretrizes e 
políticas públicas educacionais (Lück, 2015). É importante ressaltar que a gestão abrange todo 
o processo pedagógico, e o gestor deve ter uma compreensão deste processo, estando a nível de 
todas as tarefas realizadas na escola, não para controlar as decisões, mas para articular os 
aspectos que envolvem tal processo e agir como ele entre os apresentadores do setor 
educacional. 
Sendo assim, a gestão como processo precisa ter legitimidade, levando em conta o 
sujeito como ser histórico, com particularidades, e deve propiciar os esforços necessários para 
que o aluno se eduque, pois ele aprende sendo sujeito (Paro, 2013). 
A legitimidade da gestão educacional é um dos desafios que o gestor enfrenta na 
instituição de ensino, tendo como referência as ideias de Paro (2013). muitos desafios, e novos 
surgem todos os dias. Esses desafios exigem atitudes diferenciadas e a tomada de decisões 
baseadas nos seus diversos aspectos, mais sempre com o intuito de evoluir para ofertar um 
ensino de qualidade. 
É possível observar que a obtenção da escola popular de boa qualidade não é uma 
questão técnica, mas predominantemente política. Paro (2000) atribui a responsabilidade do 
fracasso da escola pública à ineficiência do Estado. Outra questão abordada e verificada pelo 
autor é a falta de autonomia dos executivos escolares em promover a gestão e a falta de 
participação da comunidade nas decisões. 
Paro (2000) relata problemas como espaço físico precário; falta de funcionários; falta 
de autonomia, pois os diretores, professores, alunos e pais não conseguem ser ouvidos; 
pensamento divergente entre os funcionários acerca de assuntos importantes; órgãos de 
assistência às escolas ineficientes, que se preocupam mais com os trâmites burocráticos do que 
com o objetivo principal, que é o pedagógico; reclamação da diretoria do colégio, porque não 
consegue mudar a realidade educacional sozinha; falta de participação da comunidade na 
gestão. Seabra e Seabra (2012, p. 77) citam um ponto interessante: “as transformações e a 
modernização, por meio da globalização”, que trouxeram consigo a doutrina neoliberalista, que 
com isso impactam de forma direta no funcionamento e na estrutura da escola. 
25 
 
Segundo os autores, a reforma educacional brasileira começou com um amplo plano de 
ações, mas sem aumento de recursos, essenciais para uma educação de qualidade. As ações 
governamentais frequentemente deixam uma escola em segundo plano, o que resulta em uma 
educação, onde todas as áreas, principalmente econômicas,tiveram uma desestruturação 
relativa desenvolvimento, mas a educação continua é restrita ou menos progressiva em 
comparação com outras áreas. A respeito de organização da escola, os autores afirmam que os 
objetivos pretendidos pelo só serão alcançados se tiverem os recursos necessários à sua 
disposição. Por isso, as escolas brasileiras ainda possuem uma infraestrutura que não atende as 
necessidades dos educandos. 
 
 
3.1 GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA 
 
 
A gestão escolar é uma prática administrativa e pedagógica constituída com mais 
evidência no interior da escola, instigando a interação da comunidade que a circunda. Confirma 
Libâneo (1997, p. 45), “a gestão escolar tem uma dimensão transformadora fantástica, pois é a 
partir das decisões tomadas que obrigatoriamente devem ter princípios democráticos e 
participativos que acontecem o envolvimento da equipe de professores, alunos, pais e 
comunidade”. Nessa dimensão parte basicamente dos projetos de cunho pedagógico ou 
institucional distribuído a todos que fazem parte do ambiente educativo. 
No entanto, o teórico sustenta que o papel do gestor como guia no processo de ensino e 
aprendizagem é essencial. Neste sentido, espera - se que a prática transformadora seja um 
esforço contínuo para garantir que os fundamentos – administrativos e pedagógicos – sejam 
cumpridos e que as ideias da instituição não sejam perdidas. 
Libâneo (1997, p. 88), diz ainda: 
 
 
A transformação das práticas de uma escola tem como base o próprio trabalho dos 
profissionais que nela atua e da participação direta dos envolvidos (alunos e pais). 
Além dessa condição, a transformação é resultado da responsabilidade e do 
compromisso de cada um na execução das atividades. 
 
 
26 
 
No tocante, o autor expõe a importância do pensar na prática da gestão no chão da 
escola, tanto a participativa, quanto à democrática, delegando a cada membro envolvido a 
importância da participação, e que os resultados obtidos durante o processo é reflexo da 
contribuição dos envolvidos. 
Na análise da literatura e legislação variadas foram buscadas a importância da 
contribuição da gestão democrática do contexto educacional, incluindo: Bases da Educação 
Nacional, Lei de Diretrizes e Constituição Federal (1988) (LDB nº 9.394/96) e outros que 
ampliam o debate. É importante ressaltar que esses documentos promovem a modernização das 
práticas de gestão, expandindo as estatísticas essenciais para o ensino aprendizagem de 
competências e habilidades a serem desenvolvidas notação formal. Lei de Diretrizes e Bases 
(Lei nº 9.394/1996). A atribuição de regulamentos regulamentares parte dos dispositivos 
constitucionais é tomada para si. reafirmar o conceito fundamental da gestão democrática e 
confiável em sistemas educacionais. Nacional, estadual e municipal, há três esferas onde a 
definição das formas de exercite- o. 
 Além disso, no art.3°, VIII, salienta “gestão democrática do ensino público, na forma 
desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Já no (art. 14º p. 15) específica que os sistemas 
de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de 
acordo com as suas peculiaridades. 
Diante do exposto, é a responsabilidade do gestor garantir a participação democrática 
com o objetivo de estruturar uma instituição de ensino para o desenvolvimento do 
conhecimento para a vida em sociedade. 
 
 
3.2 COMO ATUA O GESTOR DEMOCRÁTICO 
 
 
No âmbito educacional, a gestão se refere à habilidade de gerenciar recursos e de 
maneira eficiente o processo de absorção de conhecimento, fundamentando a formação final da 
pessoa encarregada, enfatizando as necessidades sociais e o caráter formativo do mesmo. 
Dessa forma, descobriu-se que a gestão de uma instituição educacional exige uma 
organização técnica, administrativa, pedagógica e humana. É necessária capacitação para sua 
efetivação, sendo que é então que o diretor, que é o gestor escolar, e sua equipe gestora, que 
inclui docentes, técnicos educacionais, coordenador pedagógico e outros. 
27 
 
De acordo com o minidicionário Aurélio da língua Portuguesa, (2000, p. 238) a palavra 
diretor significa aquele que dirige ou toma parte na direção de instituição, projeto, empresa ou 
departamento. Contudo, nasce uma nova nomenclatura, “gestor escolar”, sendo mais adequada 
para tal designação. 
O gestor escolar não deve considerar somente o aspecto administrativo da escola, visto 
que o mais importante do processo são os indivíduos que nela se encontram segundo afirma 
Vasconcelos (2006, p.61): 
 
 
A direção tem por função ser o grande elo integrador, articulador dos vários segmentos 
– internos e externos – da escola, cuidando da gestão das atividades, para que venham 
a acontecer e a contento (o que dizer, de acordo com o projeto). Um grande perigo é 
o diretor se prender à tarefa de “fazer a escola funcionar”, deixando de lado seu sentido 
mais profundo. Se não falta professor, se tem merenda, se não há muito problema de 
disciplina, está tudo bem... é claro que a escola tem de funcionar, mas sua existência 
só tem sentido se ocorrer dentro de determinadas diretrizes, de uma intencionalidade. 
(...). Assim, não se trata de um papel puramente burocrático-administrativo, mas de 
uma tarefa de articulação. De coordenação, de intencionalização, que, embora 
suponha o administrativo, o vincula radicalmente ao pedagógico. 
 
 
A compreensão exige posturas e conhecimentos diferenciados do gestor educacional 
dentro e fora das relações humanas, é necessário que ele compreenda a dinâmica do mercado 
de trabalho, especificamente no que diz respeito ao meio ambiente, papel da educação e sua 
manutenção é gerir com qualidade a organização e todos os envolvidos neste processo. Nessa 
perspectiva, Lück (2005, p. 20) destaca algumas ações especiais para 
que esse processo se realize de maneira eficaz; 
 
 
- Criar uma visão de conjunto associada a uma ação de cooperação; 
- Promover um clima de confiança; 
- Valorizar as capacidades e aptidões dos participantes; 
- Associar esforços, quebrar arestas, eliminar divisões e integrar 
esforços; 
- Estabelecer demanda de trabalho centrado nas ideias e não em 
pessoas; 
- Desenvolver a prática de assumir responsabilidades em conjunto. 
 
 
O objetivo desses indicativos é aprimorar uma instituição escolar, sendo ela o foco de 
formação. É um espaço especialmente concebido para o ensino do pensamento, proporcionando 
28 
 
ao aluno a oportunidade de desenvolver uma consciência autónoma em relação a si mesmo, aos 
outros e ao mundo em que vive. 
 
 
3.3 NO QUE INTERFERE A ESTRUTURA FÍSICA INSTITUCIONAL 
 
 
A construção do conhecimento, vai além do aprendizado na sala de aula. Por isso, é 
importante que o espaço físico da escola seja visto como um elemento da proposta pedagógica 
e do processo de aprendizagem dos estudantes. O desenvolvimento do aprendizado dos alunos 
é impactado por todos os elementos, desde a estrutura do prédio e o tipo de mobiliário utilizado, 
até as salas de aula e outros ambientes compartilhados. 
Quando a instituição possui uma estrutura física que atende as necessidades dos 
educandos, os mesmos se tornarem mais independentes e têm maior autonomia sobre o 
aprendizado próprio ao incluir o espaço físico na proposta pedagógica e considerara-lo parte da 
formação dos alunos. 
Percebe-se que nenhum colégio é igual ao outro em sua estrutura física, a não ser que 
tenha seguido algum modelo de outra instituição. Sendo assim, o que professores e funcionários 
podem fazer é adequar o espaço para as aulas, conforme as necessidades ou atividades a serem 
realizadas. 
 
 
Toda escola é diferente em sua estrutura física, o qual, naturalmente, não foi decisão 
dos professores: as medidas, os espaços e as determinadas distribuições são fixos. O 
que é possível é adaptar os espaços às necessidades educativas da escola(ALMEIDA; 
BRITO; ALMEIDA; 2008, p. 04). 
 
 
As diversas necessidades (...) como jogar, brincar, aprender, dormir, comer, 
chegar, brincar ao ar livre, lavar-se e fazer suas necessidades fisiológicas, precisam ser 
resolvidas na sala, no dormitório ou no pátio. (...) os professores e os outros profissionais 
necessitam de um lugar onde possam conversar e trabalhar em equipe, para guardar seu material 
e realizar as tarefas administrativas. Nesses diferentes espaços da escola, realizam as diferentes 
tarefas que lhes compete (ALMEIDA; BRITO; ALMEIDA, 2008, p. 04). 
29 
 
Portanto, o autor mostra a relevância da estruturação do ambiente escolar e seus 
aprimoramentos para o ensino de qualidade. Esta é uma questão crucial que tem um impacto 
direto na dinâmica das aulas. Confirma-se que os ambientes escolares não satisfazem as 
demandas do corpo discente, e as aulas tendem a se tornar desmotivadores, sendo assim 
influencia no processo de aprendizagem dos educandos. 
 
 
3.4. PROFESSOR: MEDIADOR, FACILITADOR, ATIVADOR 
 
 
A educação tem um papel essencial na formação humana, visto que sua essencialidade 
é formadora e, por isso, ética, sendo uma prática especificamente humana (Freire, 2015). Nesse 
sentido, ensinar o conhecimento, de natureza primordialmente ética, é uma prática cujo 
componente fundamental é uma humanidade dos participantes num processo de interação 
dinâmica e complicada. Tal abordagem apoia uma ideia de interdependência entre os saberes 
médicos e educacionais magistralmente humano descrito por Freire (2015, p. 29): 
 
 
Percebe-se, assim, a importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza 
de que faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a 
pensar certo. Daí a impossibilidade de vir a tornar-se um professor crítico se, mecanicamente 
memorizador, é muito mais um repetidor de frases e de ideias inertes do que um desafiador. 
 
 
Dessa forma, ensinar o educando a pensar significa não passar informações ou ideias a 
quem as recebe passivamente, mas sim estimular, desafiar ou mesmo promover as condições 
necessárias para criar, refletir, compreender e transformar, mantendo o respeito pela autonomia 
e dignidade daquela outra pessoa. Esta postura do professor, que é a de uma abordagem focada 
e utilizando um método ativo. 
Para potencializar a discussão acerca do papel do professor nessa perspectiva, convém 
mencionar os ideais de Moran (2015), segundo o qual o professor que utiliza-se do método 
ativo tem o papel de curador e de orientador: 
 
 
Curador, que escolhe o que é relevante entre tanta informação disponível e ajuda a 
que os alunos encontrem sentido no mosaico de materiais e atividades disponíveis. 
Curador, no sentido também de cuidador: ele cuida de cada um, dá apoio, acolhe, 
30 
 
estimula, valoriza, orienta e inspira. Orienta a classe, os grupos e a cada aluno. Ele 
tem que ser competente intelectualmente, afetivamente e gerencialmente (gestor de 
aprendizagens múltiplas e complexas). Isso exige profissionais melhor preparados, 
remunerados, valorizados. Infelizmente não é o que acontece na maioria das 
instituições educacionais (Moran, 2015, p. 24) 
 
 
Ao empregar metodologias ativas, o educador deve adoptar uma postura investigativa 
em relação à prática para identificar questões e oferecer soluções, antes de abordar quaisquer 
outras características. 
 
 
Ele não conhece de antemão a solução dos problemas que surgirão em sua prática; 
deve construí-la constantemente ao vivo, às vezes, com grande estresse, sem dispor 
de todos os dados de uma decisão mais clara. Isso não pode acontecer sem saberes 
abrangentes, saberes acadêmicos, saberes especializados e saberes oriundos da 
experiência (PERRENOUD, 2002, p. 11). 
 
 
Schön (1995) afirma que, na mesma perspectiva, um educador reflexivo precisa ter um 
olhar atento para seu aluno. Além disso, porém, é preciso permitir que seu aluno se expresse e 
planeje sua aula com base no conhecimento alvo expresso pelo aluno sua lição com base no 
conhecimento alvo expresso pelo aluno. prática pedagógica norteada pela reflexão-na-ação do 
professor que dá razão ao aluno é segmentada em vários momentos: ao começo, o professor 
permitirá surpreender-se pelo aluno; na sequência, reflete sobre esse fato e procura 
compreender as implicações em relação ao aluno abordado; a partir de distância, terá condições 
de reformular o problema; e, finalmente, coloca uma nova proposta em prática. 
A fim de enriquecer essa discussão, são necessárias as contribuições de Berbel (2011, 
p.25) ao afirmar que, “Na escola, o professor é o grande intermediador desse trabalho, e ele 
tanto pode contribuir para a promoção de autonomia dos alunos como para a manutenção de 
comportamentos de controle sobre os mesmos”. Levando em consideração, a necessidade da 
constante expressão verbal do aluno diante dos colegas, cabe ao professor reconhecer de que 
forma e o momento certo de intervir, de estimular uma reflexão do aluno, ou de provocar um 
olhar sobre uma outra perspectiva. Essa intervenção será “determinante do clima de 
acolhimento essencial em processos coletivos de construção de conhecimentos” (Souza; 
Iglesias; Pazin-Filho, 2014, p. 289). 
No entanto, é importante ressaltar que a transformação da prática educacional não deve 
ocorrer de maneira impositiva para os educandos, nem para os educadores. Borges e Alencar 
31 
 
(2014) fazem essa significativa ressalva, levando em conta que do educador deve se apresentar 
empático para seus alunos, afim de seja visto como mediador do conhecimento e obtenha 
confiança de seus alunos. 
 
 
Conceber o ato de ensinar como ato de facilitar o aprendizado dos estudantes faz com 
que o professor os veja como seres ativos e responsáveis pela construção de seus 
conhecimentos, enquanto ele passa a ser visto pelos alunos como facilitador dessa 
construção, como mediador do processo de aprendizagem, e não como aquele que 
detém os conhecimentos a serem distribuídos (Oliveira, 2010, p. 29). 
 
 
Segundo o Oliveira, o professor mediador repassa os conhecimentos com mais 
facilidade, porque ele deixa com que o aluno se expresse e faz apenas os intermédios 
necessários à para que ele compreenda os assuntos abordado em sala de aula, tornando assim 
alunos críticos e aptos a conviver em sociedade. 
32 
 
4 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO PESQUISADA 
 
 
Nome Fantasia: Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental de Repartição 
Endereço: Rua: Maria dos Prazeres, s/n - Distrito de Repartição 
Cidade: Croatá - CE 
 
 
4.1 LOCALIZAÇÃO 
 
 
 A Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental de Repartição II, localizada no 
Distrito Repartição S/n -CEP 62.390.000, Croatá-CE. A instituição está inscrita no INEP pelo 
código 23240539, é um estabelecimento de ensino da rede pública. Recebe recursos pela 
Unidade Executora cujo CNPJ 05.113.068/0001-09 
 
 
4.2 ESTRUTURA DA INSTITUIÇÃO 
 
 
A Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental II, dispõe de 04 (quatro), turmas 
sendo distribuída nos turnos matutino e vespertino atendendo as crianças do (Infantil III, IV, V 
e 1º ano) do Ensino Fundamental I, as salas são amplas e ventiladas, iluminadas com espaço 
propicio para o acolhimento das crianças e profissionais. 
A referida escola apresenta em sua estrutura física: duas salas de aula, uma secretaria, 
uma cantina, três banheiros, um masculino um feminino e outro para os funcionários um pátio 
e um deposito. 
A referida escola atende as crianças nos seguintes turnos e horários no ano de 2023, 
período da manhã: Infantil V e 1º ano e tarde Infantil II, III e IV. 
 
 
 
33 
 
5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS 
 
 
1. Na sua opinião, quais as maiores dificuldades (na família e escola) para a existência 
de um trabalho conjunto? 
Mãe: A correria do dia a dia rouba muito nosso tempo, muitas vezesnão temos tempo para 
acompanhar nossos filhos na escola, geralmente participo das reuniões e datas 
comemorativas na escola, quando condiz com meu tempo. 
Professora: Durante o ano letivo têm pais que nunca foram na escola, nem mesmo quando 
tem reuniões ou culminância dos projetos realizados, o que de certo modo acaba gerando 
desmotivação dos alunos, que não tem o apoio familiar no processo educacional. Essa falta 
de comunicação é muito prejudicial por nós sentimos desamparados, o processo de 
aprendizagem necessita dessa parceria para acontecer da melhor forma. 
Coordenadora: Algumas famílias são bem presentes no ambiente escolar, outras já são 
totalmente o contrário, ofertamos reuniões, culminâncias de projetos e deixamos bem claro 
que a escola está sempre de portas abertas para receber essas famílias, porém eles só 
aparecem quando tem algo de interesse próprio. 
 
2 De acordo com sua realidade, percebe que esta relação está a caminhar para maior 
proximidade, ou por outro lado ambos os protagonistas têm-se vindo a afastar? 
 
Mãe: A gente faz o possível para estar presente na vida estudantil dos nossos filhos, embora 
nem sempre aconteça como é pra ser, mais a intenção é que se aproxime cada vez mais. 
Professora: Nosso desejo é que essas famílias sejam mais presentes para que nos ajude no 
processo de aprendizagem das crianças, estaremos sempre buscando estratégias que 
possam aproximar cada vez mais esses pais. 
Coordenadora: Estamos diariamente buscando estratégias que possa aproximar as 
famílias, nossos projetos sempre envolvem a família para que eles tenham consciência da 
importância que eles têm no processo de aprendizagem dos filhos. 
 
3 Qual o aspeto fundamental na relação “Escola-Família” 
Mãe: A comunicação é fundamental, se não existir comunicação não tem como essa 
relação fluir. 
34 
 
Professora: Aproximação dos pais e totalmente necessária, acredito que esse seja o fator 
mais importante, não adianta apenas vir pra escola e não ter esse acompanhamento em casa 
Coordenadora: Diálogo, acredito que as famílias ainda não compreenderam o papel 
importante que elas exercem na educação dos filhos. 
 
4 As práticas pedagógicas realizadas em sala de aula estão surtindo o efeito desejado? 
Mãe: Sim, percebo a evolução dos meus filhos durante o ano. 
Professora: Sempre planejo minhas aulas pensando na dificuldade de cada aluno, 
respeitando sempre o tempo de cada um. 
Coordenadora: Acompanhamos de perto o planejamento de nossos professores, e damos 
nossa contribuição no que é necessário para ofertar um ensino de qualidade. 
 
5 As escolas da rede municipal possuem associações de pais em atividade? 
Mãe: Não tenho conhecimento 
Professora: Não 
Coordenadora: Não 
 
6 A estrutura física da instituição supre as necessidades dos educandos? 
Mãe: Acredito que sim 
Professora: Ainda deixa a desejar 
Coordenadora: Sim 
 
 
Durante a coleta de dados para a pesquisa, foi possível perceber que é fundamental para 
o progresso da educação que a relação escola-família seja desenvolvida de forma responsável 
e comprometida com o avanço da sociedade, quando se fala em escola, se faz referência a todos 
os membros envolvidos direta e indiretamente nesse processo. 
Atualmente, a escola reclama da ausência da família no acompanhamento do 
desempenho acadêmico da criança, da falta de disciplina dos pais em estabelecer limites para 
os filhos e da dificuldade que muitos deles têm em transmitir valores princípios morais que são 
cruciais para a interação social. 
Por outro lado, a família queixa- se das exigências excessivas da escola, que considera 
que deveria atribuir menos responsabilidade aos pais pela educação dos seus filhos, da falta de 
35 
 
um currículo centrado no ensino de valores e na preparação dos alunos para desafios não 
académicos na sociedade e o local de trabalho. 
De acordo com as conclusões da pesquisa, compreende -se que pais e professores são 
importantes porque ensinam e educam, mas cada um tem o seu papel e juntos formam um todo 
onde as responsabilidades são partilhadas e as soluções se multiplicam. Este pode funcionar 
como um recurso para a educação das crianças. 
 
 
 
 
 
36 
 
CONCLUSÃO 
 
 
Através dessa pesquisa é possível perceber o grande número de alunos que apresentam 
dificuldades no processo de ensino e aprendizagem, tais como: dificuldades na escrita, na 
leitura, na interpretação, no raciocínio, problemas comportamentais, problemas estruturais 
como a falta de acompanhamento da família na vida escolar dos filhos, a falta de incentivo 
cultural, alunos não veem a importância da escola para o seu futuro, problemas como o 
desinteresse em aprender os conteúdos ensinados pelo professor, realidade socioeconômica, 
entre outros problemas 
Fazer da escola um ambiente acolhedor, com experiências únicas e significativas é o 
objetivo compartilhado por todos os envolvidos no processo educativo. A prioridade consiste 
em alcançar um nível de conhecimento adequado à idade da criança ou jovem, além de manter 
a incentivo de educadores, pais, alunos e profissionais continuem crescendo. Profissionais para 
continuar fazer sonhar e ter uma visão futura para estar no ponto de preparação com a 
consciência para reconhecer que a educação é primordial para criar cidadãos aptos a conviver 
em sociedade. 
Examinando os resultados, é possível constatar que as dificuldades de aprendizagem 
não são somente de fatores externos, mas também de fatores internos, tais como os métodos de 
ensino, a falta de materiais didáticos apropriados, as condições psicológicas do aluno e outros 
fatores. 
A escola precisa examinar técnicas para modificar suas aulas e atividades, levando em 
consideração cada aluno, garantindo que eles possam evoluir na aprendizagem e na obtenção 
de conhecimentos. É essencial que a família e a escola se apropriem, o aluno e que os 
professores estejam bem preparados para lidar com essas dificuldades, buscando melhorias na 
parte psicológica de seus alunos. 
Para uma maior e melhor estruturação da educação brasileira e evitar desigualdades, é 
importante que os órgãos governamentais contribuam significativamente. É importante 
promover o acesso à educação de forma democrática e igualitária para todos os setores da 
sociedade. 
 
37 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
 
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APÊNDICES 
 
 
2. Na sua opinião, quais as maiores dificuldades (na família e escola) para a existência 
de um trabalho conjunto? 
 
7 De acordo com sua realidade, percebe que esta relação está a caminhar para maior 
proximidade, ou por outro lado ambos os protagonistas têm-se vindo a afastar? 
 
8 Qual o aspeto fundamental na relação “Escola-Família” 
 
9 As práticas pedagógicas realizadas em sala de aula estão surtindo o efeito desejado? 
 
10 As escolas da rede municipal possuem associações de pais em atividade? 
 
 
11 A estrutura física da instituição supre as necessidades dos educandos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
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