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Dicas, passo a passos e tutoriais GENIAIS
de utilização do AutoCAD, instalação de
equipamentos topográficos e OBTENÇÃO
DE PRODUTIVIDADE!
Adenilson Giovanini
MANUAL DO
TOPÓGRAFO
Aprenda a operar os diferentes equipamento topográficos,
como proceder no Ambiente CAD e não cometa erros!
SUMÁRIO
Parte 1 - OBTENDO E CUIDADOS NO LEVANTAMENTO DE DADOS .............................................. 6
1.1 A reunião com o cliente ...................................................................................................... 6
1.1.1 Se informando a respeito da propriedade ................................................................... 6
1.1.2 Um jeito mais inteligente de se informar a respeito da propriedade .......................... 8
1.2 Se preparando para a ida a campo ..................................................................................... 9
1.2.1 Como proceder nos casos em que é necessário a anuência dos confrontantes ....... 10
1.3 Pré ida a campo ................................................................................................................. 11
1.3.1 Pré pré ida a campo ................................................................................................... 12
1.3.2 Pré ida a campo .......................................................................................................... 13
1.3.3 Faça uma reunião com seus colaboradores ............................................................... 14
Destruindo a segunda maior de todas as fontes de erros .................................................. 16
1.3.4 Destruindo a maior fonte de erros ............................................................................. 17
1.4 Principais erros cometidos a campo e como evita-los ...................................................... 21
1.5 Mapeamento de pontos críticos ....................................................................................... 25
2 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO ESTAÇÕES TOTAIS................................ 28
2.1 Disposição dos equipamentos e como evitar alguns erros comuns ................................. 28
2.2 Instalação da estação total................................................................................................ 32
2.3 Definição de obra, estação, ré e obtenção de dados ........................................................ 40
2.3.1 Troca de estação ........................................................................................................ 46
2.4 Focalização da Luneta e leitura ......................................................................................... 50
3 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO NÍVEL ................................................... 54
3.1 Equipamento e procedimento de instalação .................................................................... 54
3.2 Nivelamento geométrico................................................................................................... 59
3.2.1 nivelamento simples .................................................................................................. 60
3.2.2 Nivelamento composto .............................................................................................. 61
4 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO-SE TEODOLITO ..................................... 64
4.1 Procedimento a campo ..................................................................................................... 65
4.2 Nivelamento trigonométrico ............................................................................................. 69
4.2.1 -Nivelamento trigonométrico com distância horizontal pelo método trigonométrico
............................................................................................................................................. 70
4.3 Caminhamento perimétrico .............................................................................................. 72
5 DESCARREGANDO DADOS DE ESTAÇÕES TOTAIS ............................................................... 73
3
5.1 Descarregamento dos dados da estação total com o posição .......................................... 73
5.2 Descarregamento dos dados com o Topograph ............................................................... 76
6 OBTENDO DADOS COM RECEPTORES GNSS ............................................................................ 80
6.1 Obtenção de dados ..................................................................................................... 80
6.2 Transformação dos dados ........................................................................................... 82
7 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS NA EMPRESA ............................................................................... 84
7.1 Utilização de Geodatabases .............................................................................................. 88
8 OBTENDO E MOSAICANDO IMAGENS ................................................................................. 89
8.1 Obtendo imagens do Google Earth ................................................................................... 89
8.2 Mosaico imagens no Photoshop ....................................................................................... 90
9 UTILIZAÇÃO DO AUTOCAD .................................................................................................. 92
9.1 Configurando Unidades e Referências .............................................................................. 92
9.2 salvando as configurações em arquivo próprio ................................................................ 94
9.3 Inserindo e escalando imagens do Google Earth no AutoCAD ......................................... 95
9.4 Escalando carta topográfica no AutoCAD ......................................................................... 96
9.5. Inserindo grade de coordenadas no AutoCAD ................................................................. 98
9.6 Configurando o Layout de acordo com as normas técnicas ........................................... 100
9.6.1 Etapas da configuração do layout. ........................................................................... 100
9.6 Preparando o desenho para a plotagem ......................................................................... 102
9.7 Colocando o desenho em escala ..................................................................................... 105
9.8 Criando planta de situação a partir de um mapa da região ............................................ 106
9.9 Importando pontos para o AutoCAD a partir do arquivo nativo .............................. 108
Levando dados da estação total para o AutoCAD ..................................................................... 109
https://youtu.be/oaJltsb6MzY .................................................................................................. 109
9.10 Inserindo mais de uma viewport no desenho ............................................................... 109
9.11 Encontrando ponto mais ao norte e ajeitando o sentido de um polígono ................... 110
9.12 Mudando propriedades do layer com o comando filter ............................................... 111
9.12 Criando e salvando blocos no AutoCAD ........................................................................ 122
9.13 Inserindo hachuras no AutoCAD ................................................................................... 124
9.14 Configurando pontos..................................................................................................... 126
9.15 Layers nos desenhos topográficos ................................................................................ 127
9.16 Importando, movendo e rotacionando dados no AutoCAD ......................................... 128
9.17 obtendo distâncias ........................................................................................................134
9.18 Calculo de área e perímetro .......................................................................................... 134
4
9.19 Obtendo coordenadas ................................................................................................... 134
9.19.1 De um ou poucos pontos ....................................................................................... 134
9.19.2 De todos os pontos ................................................................................................ 135
9.20 Inserindo coordenadas .................................................................................................. 135
9.21 Lista de informações de um objeto ............................................................................... 135
9.22 Mudando propriedades de um objeto .......................................................................... 136
9.23 Tamanho ideal para letras ............................................................................................. 136
9.24 principais comandos do AutoCAD ................................................................................. 136
9.25 Comando osnap ............................................................................................................ 138
REFERÊNCIAS BLIBIOGRAFICAS ................................................................................................. 139
5
O Autor
Adenilson Giovanini é tecnólogo em Geoprocessamento formado pela
Universidade federal de Santa Maria, ao longo dos últimos anos buscou se
especializar em topografia Cadastral.
É o criador de vários cursos, como por exemplo, os treinamentos ArcGIS
Expert e o combo Topografia Cadastral na Prática e do Livro “Topografia
Cadastral e Georreferenciamento de Imóveis Rurais na Prática” que é o livro
mais vendido do Brasil em 2019 sobre o tema.
5
Agradecimentos
Na minha caminhada encontrei pessoas que muito colaboraram para o
meu conhecimento.
Além disso, tive a sorte de ter os melhores irmãos do mundo. Digo isso,
pois ainda não encontrei irmãos tão unidos quanto nós.
Também tenho muito a agradecer aos meus pais Alceniro e Isa Rosane
Streck Giovanini.
Isso sem falar é claro dos amigos os quais tornam o meu dia a dia muito
mais divertido.
6
Parte 1 - OBTENDO E CUIDADOS NO
LEVANTAMENTO DE DADOS
1.1 A reunião com o cliente
Você foi solicitado a dar um orçamento ou a se reunir com um cliente.
E agora?
Como proceder?
O que deve perguntar?
A reunião com o cliente é uma etapa importante, porém muitas
empresas não dão a devida importância para este momento, o que faz com
que tenham problemas nas etapas posteriores.
É de suma importância que você esteja devidamente preparado para
fazer uma reunião épica, pois este é o momento no qual você conseguirá o
máximo possível de informações a respeito da gleba ou lote que irá levantar.
1.1.1 Se informando a respeito da propriedade
Uma vez que o cliente tenha lhe procurado, a primeira coisa necessária
é entender bem o que o mesmo quer.
A segunda etapa é pedir a matricula da gleba (exceto em casos de
usucapião).
Isso é necessário porque, por mais que o cliente lhe explique as
características da propriedade, apenas com a análise da matricula é que você
entenderá as minúcias, obtendo informações fidedignas da mesma.
7
Veja bem, exceto em casos de usucapião, o que lhe interessa é
realidade jurídica e não a física.
Ou seja, será a matricula que lhe informará uma série de informações
importantes sobre a propriedade.
Informações como, por exemplo, o histórico de compra e vendas da
mesma e sua área.
O seu cliente, por outro lado, tem como principal função informar para
você a localização da propriedade, seu perímetro e as respectivas mudanças
de ângulo.
Com isso, sua função é utilizar seu conhecimento matemático para fazer
o levantamento e posterior trabalhos necessários para a chegada ao objetivo
final.
Em um segundo momento, uma vez que você entendeu a necessidade
do cliente e as características da área, é necessário obter uma série de
informações e de dados cadastrais a respeito da mesma.
Você deve recolher informações a respeito:
Do contratante (quando houver);
Do proprietário;
Do (a) conjugue;
E da propriedade.
Aconselho que você inclusive tenha sempre acessível checklists com os
documentos e informações necessárias.
Você deve possuir no mínimo 2 checklists: um com informações gerais
necessárias para os principais processos e outro com as diferentes
informações necessárias para o georreferenciamento de imóveis rurais.
Para a confecção do primeiro checklist, você pode se basear nos
documentos exigidos para a confecção da ART. O anexo 1 apresenta a lista
com os documentos necessários para a confecção desta.
8
Quanto ao segundo checklist, que deve conter as informações
necessárias para o processo de Georreferenciamento de imóveis rurais, o
anexo 2 traz um modelo que você pode adaptar ao seu dia a dia.
1.1.2 Um jeito mais inteligente de se informar a respeito da
propriedade
Além das informações citadas acima também é de suma importância
que você obtenha o máximo possível de informações que puder da área.
Na realidade, atualmente poucos profissionais estão indo a campo
conhecer a área, sendo que a maioria está utilizando o Google Earth para esta
finalidade.
Aconselho que você inclusive vetorize os limites da gleba junto com o
cliente, destacando as mudanças de confrontante, pois poderá passar estas
informações para um GPS de navegação, utilizando o mesmo para se orientar
a campo.
Para facilitar a obtenção de informações sobre a gleba, elaborei algumas
perguntas que você poderá fazer para seu cliente.
1 - Onde é o local?
2 - Existe algum ponto de referência para localizar o imóvel?
3 - Existe matrícula/transcrição do imóvel?
4 - Qual o motivo do trabalho?
5 - Tipo do trabalho (planimetria, altimetria, planialtimetria, batimetria,
Georreferenciamento - INCRA, usucapião...)
6 - Qual a declividade do terreno? É plano?
7 - Como é o adensamento de vegetação? O local é limpo?
8 - Tamanho aproximado da área? (É o que consta na matrícula?)
9 - Há sangas, rios...? O limite é pelo álveo do rio? O limite é por alguma
cerca que costeia o rio? Onde que é?
10 - Use sua criatividade para obter o máximo possível de informações
que conseguir sobre a propriedade....
9
1.2 Se preparando para a ida a campo
Uma vez que você tenha obtido o máximo possível de informações a
respeito das características da área, está na hora de fazer o planejamento para
a ida a campo.
O mesmo começa no exato momento em que o cliente contratar seus
serviços.
Neste momento, você informará o possível dia da realização do
levantamento, assim como passará para ele o checklist com informações que
precisam ser levantadas junto aos lindeiros, pedindo para ele conversar com os
mesmos.
Também é de suma importância que você passe o seu contato para ele
e que pegue o número do telefone dele, informando o mesmo que caso seja
necessário alguma mudança no planejamento, você irá ligar para ele.
Explique para o mesmo que existem fatores, como a chuva que podem
fazer com que você tenha que mudar o dia da ida a campo, mas que caso isso
aconteça, você irá ligar para o mesmo.
Na realidade, se você tiver se programado para ir a campo dentro de 2
ou 3 semanas, eu aconselho que mesmo que você não faça nenhuma
mudança no planejamento, que ligue para o mesmo uns 2, 3 dias antes no
intuito de reforçar que está tudo certo e que irá até a propriedade do mesmo no
dia combinado.
P.S.: Durante este capítulo do livro eu vou utilizar o exemplo do
levantamento do perímetro de uma propriedade rural.
Porém, perceba que o que estou dizendo, com pequenas adaptações,
se aplica a todo tipo de levantamento topográfico.10
Conforme disse, é interessante você ligar para o cliente uns 2 ou 3 dias
antes da ida a campo, pois desta maneira você “reaquecerá” o mesmo.
1.2.1 Como proceder nos casos em que é necessário a anuência
dos confrontantes
Para os processos de desmembramento e Georreferenciamento de
imóveis rurais, caso o profissional de registro ainda esteja se adaptando a nova
legislação e exija as declarações dos confrontantes, é necessário que você
adote o seguinte procedimento.
Entregue um chacklist para o seu cliente e peça para o mesmo obter os
dados necessários juntamente aos confrontantes.
Neste momento é de suma importância que você se informe se:
Existe algum confrontante com o qual o seu cliente não se dá;
Existe algum confrontante que more em outro município ou
estado.
Digo isso porque estes são os casos nos quais os problemas costumam
acontecer.
Na realidade, eu gosto de dizer que um levantamento topográfico é
como um míssil teleguiado e não como uma fecha lançada.
Ou seja, você lança o mesmo, com um alvo como meta. Porém, durante
o deslocamento uma série de forças interferem na trajetória, sendo necessário
que você corrija a rota.
Em um levantamento topográfico a ideia é a mesma. A partir do
momento em que o cliente disser sim, você irá acertar todos os detalhes com o
mesmo, “lançando o míssil”. Ou seja, obtendo todas as informações
necessárias e definindo o dia da ida a campo.
11
Porém, a partir deste momento o que você irá fazer é conseguir o
máximo possível de informações, mitigando qualquer “deslocamento de rota do
míssil”.
Ou seja, a partir deste momento o seu grande objetivo é identificar e
destruir qualquer fonte que possa causar erros durante o processo.
Tendo isso em mente, você irá se informar a respeito da situação
jurídica da propriedade, solicitando todas as informações necessárias para o
cliente e definindo o dia da ida a campo.
Também irá seguir um protocolo rígido durante a pré ida a campo e
durante a ida a campo.
Vamos ao protocolo propriamente dito.
1.3 Pré ida a campo
Eu gosto de dividir a pré ida a campo em 3 fases. São elas:
Reunião com o cliente;
Pré pré ida a campo;
Pré ida a campo.
No caso, perceba que a reunião com o cliente na realidade normalmente
costuma se estender a duas ou mais reuniões.
Além disso, reforço o que falei anteriormente, você não pode abandonar o seu
cliente entre a reunião e o dia da ida a campo.
Precisa fazer no mínimo 1 ligação para o mesmo, informando que está tudo
certo para a ida a campo.
12
Neste momento, caso voce tenha entregado para o mesmo o chacklist
solicitando dados dos confrontantes, também é necessário que você se se
informe a respeito.
Pergunte para o mesmo se ele conseguiu os dados de todos os confrontantes
ou se algum confrontante está apresentando problemas.
Com isso, você pode se programar para no dia da ida a campo visitar este
confrontante juntamente com o seu cliente.
1.3.1 Pré pré ida a campo
A pré pré ida a campo, conforme o próprio nome define, é o período
entre a reunião com o cliente e a pré ida a campo.
Este período costuma ser negligenciado por muitos profissionais e isso
acaba causando sérios problemas posteriores.
Lembre-se que o trabalho topográfico é como um míssil teleguiado. Ou
seja, este é o momento de identificar e de destruir qualquer chance de erro.
Perceba que existem casos nos quais mesmo após ter obtido o máximo
possível de informações junto ao cliente, você pode ter ficado com alguma
dúvida.
Com isso, você precisará ligar para o mesmo e constatar esta
informação.
Neste período, você também tomará toda uma série de cuidados,
acompanhando a previsão do tempo e mandando produzir piquetes e marcos
geodésicos caso sejam necessários.
Eu digo isso porque a produção destes materiais normalmente é mais
demorada. Ou seja, não tem como conseguir-se os mesmos de um dia para o
outro.
13
1.3.2 Pré ida a campo
A pré ida a campo é o dia anterior a ida a campo, mais a manhã, antes
da saída para a ida a campo.
No dia anterior a ida a campo, você fará a preparação dos equipamentos
e demais materiais necessários.
Perceba que esta preparação deve iniciar no máximo na manhã anterior
porque alguns materiais precisam ser comprados. Ou seja, você precisa
conferir os mesmos enquanto o comércio ainda está aberto.
Como exemplos temos: brita, areia e cimento.
Perceba que conforme informei anteriormente, no caso dos piquetes e
de marcos geodésicos, é necessário verificar até mesmo antes do que isso.
Digo isso porque provavelmente você precisará ligar ou ir até uma
madeireira ou marcenaria pedir a confecção dos piquetes. Com isso, você
corre o risco de, se o profissional tiver bastante serviço, não conseguir
confeccionar os piquetes na hora.
Quanto aos marcos geodésicos, conforme informei anteriormente, o
problema está no fato de que não é possível conseguir-se marcos de um dia
para o outro, sendo necessário ficar atento para não se ter uma surpresa
desagradável no momento da saída para a ida a campo.
P.S.: Normalmente o local que produzirá os marcos para você é uma
fábrica de pré-moldados. Se informe a respeito na sua região, pois algumas
empresas que vendem material de construção também prestam este serviço.
Lembrando que para a produção de marcos geodésicos é importante
que você obedeça às especificações técnicas presentes na legislação vigente.
14
1.3.3 Faça uma reunião com seus colaboradores
Durante a preparação para a ida a campo também é indispensável que
você faça uma reunião rápida com a equipe de campo.
A mesma não precisa ter mais do que 5 a 10 minutos de duração.
Nesta reunião você irá mostrar a área para seus colaboradores e
juntamente com os mesmos fazer a definição de alguns pontos importantes.
Como exemplos de temas que você precisar conversar com seus
colaboradores temos:
A apresentação da propriedade a ser levantada para os
colaboradores;
A determinação da posição da base em levantamentos com
receptores GNSS e;
A exportação do limite da propriedade para um GPS de
navegação.
Na realidade, o grande objetivo desta reunião é informar seus
colaboradores, possibilitando que os mesmos ajudem você a identificar e a
evitar algum possível erro.
Eu mesmo já senti este problema na pele.
Quando estava começando a atuar profissionalmente na área,
trabalhava em uma empresa na qual no dia anterior, já na hora de ir embora, o
chefe chegava e dizia algo do tipo:
“Amanhã nos vamos fazer um trabalho a campo. Eu preciso que você
chegue as 06 da manhã para me ajudar a colocar os equipamentos na
caminhoneta. ”
Com isso, íamos a campo sem que eu não soubesse nenhuma
informação da área.
Os problemas que isso causava é que:
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Eu não tinha nenhuma noção do tamanho e das características da área
que iriamos levantar;
Eu não conseguia ajudar meu chefe em uma possível tomada de
decisão.
Isso sem falar que ficava desnorteado a campo, não conseguindo saber
nem mesmo se faltava pouco ou bastante tempo para terminarmos o
levantamento.
Perceba que você precisa nesta reunião rápida abrir o Google Earth e
mostrar a área para a equipe que irá com você a campo.
Que com uma olhada de 30 segundos para a área no Google Earth, o
colaborador terá mais informações do que se você passar 30 minutos tentando
explicar para o mesmo como a área é.
Mostre o local no qual você pretende instalar a base e qual o
procedimento que pretende adotar a campo.
Com isso você informará a equipe de campo e a mesma poderá ajudar
você a identificar e evitar, ou no pior dos casos mitigar possíveis problemas.
Outro sim, no momento em que os equipamentos forem colocados na
caminhoneta, eu aconselho fortemente que você tenha um checklist com os
equipamentos necessários.
Isso é necessário porque normalmente a quantidade demateriais e
equipamentos necessários é grande. Com isso, como que provavelmente será
um colaborador ou estagiário que irá colocar os equipamentos na caminhoneta,
um checklist irá guia-lo, garantindo que o mesmo faça tudo certo.
Outro problema que alguns profissionais cometem é não deixar claro
quem faz o que. Por exemplo, os mesmos um dia verificam pessoalmente se
as baterias estão carregadas.
No outro dia pedem para um colaborador verificar.
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E vão agindo desta maneira, sem deixar claro quem é que faz o que.
Com isso certo dia chegam a campo e as baterias estão descarregadas.
Perceba que você precisa ter protocolos bem definidos, onde que cada
colaborador tenha uma clara visão de quais que são suas responsabilidades.
Somente este simples posicionamento já irá evitar que muitos erros
sejam cometidos por você e sua equipe.
Perceba que é uma mudança de mindset, na qual você adota esta visão
do míssil teleguiado, buscando adiantar e evitar possíveis problemas.
Desta maneira, você buscará eliminar o mais rápido possível toda e
qualquer fonte de erro.
Destruindo a segunda maior de todas as fontes de erros
Na realidade, as maiores fontes de erros estão no que você não
consegue controlar.
Ou seja, no que envolve o fator pessoas.
Perceba que a utilização de equipamentos normalmente não tem muitos
mistérios. Se você adotar um procedimento principal e um procedimento
secundário como medida de segurança, provavelmente não terá surpresas.
Por outro lado, sempre que houver pessoas envolvidas, o risco de erros
será maior.
Desta maneira, são pontos críticos:
Clientes;
Colaboradores;
Confrontantes.
Perceba que a maioria dos problemas envolve estes tipos de pessoas.
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Que se você tiver o máximo de cuidados com estes 3 pontos, tudo tende
a dar certo.
Desta maneira, busque cada vez evoluir mais e mais, fazendo reuniões
mais certeiras com seus clientes.
É a mesma história do míssil teleguiado. A cada nova reunião você
buscará identificar o que poderia ter saído melhor nas reuniões anteriores,
melhorando estes pontos.
Com colaboradores é a mesma coisa, o grande objetivo é melhor cada
vez mais a sinergia, construindo-se uma equipe épica.
Desta maneira, todos irão se ajudar e os projetos irão fluir da maneira
mais rápida e perfeita possível.
Quanto aos confrontantes, o protocolo ideal é já na reunião com o
cliente, conforme informei anteriormente, você se informar se:
Algum confrontante mora em outro município ou estado;
Exista algum confrontante com o qual o seu cliente não se dê.
Com isso, você mesmo irá procurar o confrontante com o qual o seu
cliente não se acerta e informar o mesmo.
Quanto a confrontantes que morem em outros municípios ou estados, o
ideal é ligar imediatamente para os mesmos, informando-se se eles possuem
plano de vir para a cidade.
Caso contrário, você terá que enviar os documentos via e-mail para que
eles imprimam e postem nos correios para você.
1.3.4 Destruindo a maior fonte de erros
Agora que você conheceu a segunda maior fonte de erros e aprendeu a
evita-la, chegou o grande momento de destruir a maior fonte de erros.
18
Você sabe qual é a mesma?
Bem simples, é a pessoa que vemos todos os dias no espelho.
Sim, eu sei que é duro admitirmos que somos os maiores causadores de erros.
Porém, deixe-me lhe explicar melhor que você irá concordar comigo.
Existe uma série de erros que cometemos sem nem mesmo percebermos.
Perceba que o grande problema é que eles são pontos cegos. Ou seja, estão
nos fazendo perder tempo e dinheiro todos os dias e nós não percebemos.
Mas não se preocupe querida pessoa, pois eu irei escancarar alguns destes
pontos cegos para você.
O primeiro dos pontos cegos é o fator pressuposição.
Ou seja, você pressupõe algo ao invés de constatar.
Desta maneira:
Você pressupõe que o cliente sabe o que quer, quando na realidade o
mesmo possui uma breve noção;
Você pressupõe que informou o cliente corretamente, quando na
realidade o mesmo não entendeu muita coisa;
Você pressupõe que o colaborador sabe como proceder, quando na
realidade o mesmo está confuso.
E como que você deve fazer para destruir de vez o fator pressuposição?
Simples, constatando.
Isso mesmo. Sempre que você desconfiar que está cometendo o erro da
pressuposição, constate.
19
Desta maneira, na reunião com o cliente, constate que o mesmo
entendeu exatamente como proceder, dizendo para ele explicar como vai
proceder com suas próprias palavras.
Constate que seus colaboradores sabem como proceder, dizendo para
os mesmos explicarem para você como irão proceder.
Constate que o colaborar sabe como irá proceder tendo protocolos
definidos.
Isso mesmo, tenha passos a passo de todas as atividades de sua
empresa, de certa maneira que o colaborador tenha apenas que seguir o passo
a passo estipulado para o que o mesmo irá fazer.
O segundo dos grandes erros dos quais costumamos sofrer é a falta de
especificidade.
Este erro não só detona com sua comunicação com clientes e
colaboradores, como também destrói sua vida pessoal e qualquer chance de
sucesso que você tenha.
Isso porque o primeiro impacto da falta de especificidade é sobre sua
vida financeira, pois a falta de especificidade causa a falta de foco, que por sua
vez faz com que você mude de objetivo a todo momento.
O segundo impacto da falta de especificidade é sobre seu
relacionamento pessoal. Isso porque você não consegue estabelecer uma
comunicação nítida com a pessoa amada e com os filhos e isso causa sérios
problemas de comunicação.
O terceiro grande impacto da falta de especificidade é no relacionamento
com clientes e colaboradores. Isso porque você não trata dos temas
necessários tão detalhadamente quanto deveria.
Desta maneira, na reunião com o cliente você se comunica de maneira
superficial, não conseguindo informar ele tão bem quanto deveria.
O mesmo acontece no relacionamento com colaboradores, você informa
mal os mesmos e acaba deixando lacunas que resultam em erros.
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Além disso, o problema da falta de especificidade é que mesmo sabendo
que corremos o risco de cometer este erro, acabamos cometendo o mesmo.
Por exemplo, algum tempo atrás eu precisava de uma fita adesiva e pedi
para um colaborador ir até uma loja aqui perto comprar uma.
Como na noite anterior, ao tomar banho eu sem querer dei uma
cotovelada na saboneteira e quebrei a mesma, pedi para o mesmo também
comprar uma saboneteira.
Resumindo a história, o mesmo chegou de volta alguns minutos depois
com a fita adesiva e uma saboneteira de plástico, destas que vão em cima da
pia.
Perceba que eu queria uma saboneteira de acrílico, destas que são
fixadas no box do banheiro. Porém, que ao conversar com o colaborador eu
acabei sendo superficial e não informei o mesmo tão bem quanto deveria.
Eu disse algo do tipo:
“Aproveite e também compre uma saboneteira, pois ontem à noite eu
quebrei a lá de casa. ”
Quando deveria ter dito:
“Aproveite e também compre uma saboneteira, destas de acrílico que
são presas na parede do box do banheiro, pois ontem a noite eu quebrei a lá
de casa.
Perceba que eu não fui tão especifico como deveria e isso causou uma
lacuna na comunicação que fez com que meu colaborador tomasse uma
decisão errada.
Como disse, devemos constantemente nos policiarmos, buscando ser o
mais especifico possível em nossa comunicação.
Isso porque se formos superficiais corremos o risco da existência de
uma falha na comunicação que resultará em erros que causarão perda de
tempo e de dinheiro.
21
1.4 Principais erros cometidos a campo e como evita-los
Durante a ida a campo é normal acontecerem alguns imprevistos, sendo
essencial ter-se um plano B para os principais problemas que podem
acontecer.
Os problemas mais comuns são:
O número de marcos ser insuficiente; O terreno possuir uma Topografia íngreme e o sinal de rádio
apresentar problemas;
A bateria de um dos receptores ou do rádio (nos casos de uso de
rádio externo) terminar;
O levantamento ir noite a dentro.
Estas situações exigem um plano B, sendo necessário que você esteja
preparado. Isso porque é inadmissível perder-se algumas horas, ou até mesmo
um dia de trabalho por causa de um problema que pode ser facilmente previsto
e solucionado.
As possíveis soluções para estes problemas são:
Levar a campo um número superior ao necessário de marcos.
Normalmente uns 3 marcos a mais já é o suficiente.
Na conversa com o cliente, se você perceber que o mesmo não soube
explicar bem os detalhes da área ou admitiu não conhecer muito bem parte da
mesma, você deverá pedir para o mesmo conferir quantas mudanças de
ângulos existem
Enfim, informe ao mesmo que você precisa saber exatamente quantas
mudanças de ângulos existem, pois precisará locar um marco geodésico em
cada mudança de ângulo.
22
Perceba que normalmente, no caso de propriedades pequenas o
proprietário costuma conhecer bem a área, sabendo exatamente quantos
marcos são necessários.
Por causa disso, problemas quanto ao número de marcos costumam ser
mais frequentes em propriedades maiores.
Outro sim, também é necessário tomar muito cuidado nos casos em que
o profissional que te procurar para a contratação do serviço não estiver
diretamente ligado a gleba. Podendo ser, por exemplo, um arrendatário ou o
técnico da área.
Digo isso porque este normalmente é um indicio de que o mesmo
provavelmente não percorreu os limites da mesma. Perceba que conhecer a
área útil da propriedade é bem diferente de conhecer o perímetro.
Este inclusive é um típico caso de situação que causa problemas. Eu
mesmo já passei por isto, o técnico não percorreu o perímetro da propriedade,
achou que a divisa era pelo córrego, mas a mesma era por uma cerca existente
próxima ao córrego.
Resumindo a história, existiam 5 mudanças de ângulo nesta cerca,
sendo que o número de marcos que nós levamos não foi o suficiente.
Outro típico caso de problema são propriedades com Topografia
íngreme.
Propriedades deste tipo exigem um estudo mais detalhado do lugar onde
a base será instalada, devendo a mesma ser colocada no lugar de maior
altitude da propriedade.
Perceba que é necessário estudar-se cuidadosamente o local no qual
você irá instalar a base porque do contrário corre o risco de ter que instalar
uma nova base para conseguir rastrear os dados de toda a propriedade,
perdendo horas de tempo neste processo e talvez até mesmo, tendo que voltar
outro dia até a propriedade somente para fazer isso.
23
Outra situação que exige muito cuidado é o levantamento de
propriedades com muitos trechos de córregos.
Isso porque o levantamento deste tipo de limite normalmente é
demorado. Com isso, você corre o risco de as baterias não terem carga
suficiente.
Perceba que conhecer bem o equipamento com o qual você está
trabalhando é essencial, pois você não quer perder tempo tendo que voltar
outro dia a campo para rastrear os dados de somente 2 ou 3 marcos.
Uma outra situação que pode acontecer é para conseguir levantar todos
os dados de uma propriedade em um único dia, você ter que ir noite a dentro
fazendo o levantamento.
Nestes casos, você deve tomar o cuidado de fazer o levantamento dos
dados dos locais mais complicados como córregos durante o dia.
Com isso você deixará as mudanças de ângulo mais acessíveis, para
serem levantadas durante a noite.
Perceba que é perda de tempo ter que voltar outro dia até uma
propriedade tendo-se carga nas baterias dos equipamentos, somente para
levantar-se nem meia dúzia de dados.
Durante o levantamento dos vértices existem alguns outros cuidados
essenciais como, por exemplo, a confecção do croqui.
Tome o cuidando para detalhar no mesmo:
Todas as mudanças de ângulos e os códigos de seus respectivos
marcos;
Mudanças de confrontante;
Situações atípicas que tenham ocorrido como, por exemplo, um
ponto cujo rastreamento foi mais complicado.
24
Também é essencial cuidar a existência de cercas, pois as mesmas
provavelmente indicam mudança de confrontante.
Caso exista alguma cerca em posição não informada pelo proprietário,
caracterizando uma possível mudança de confrontante, é importante que você
se informe sobre a mesma com o proprietário.
Isso é necessário, pois o mesmo pode ter se esquecido de uma
mudança de confrontante. Lembre-se, sempre que tiver alguma dúvida,
constate.
Este é inclusive uma regra que se você aplicar no seu dia a dia, evitará
que você cometa muitos erros.
Repito, sempre que estiver com alguma dúvida, constate a mesma.
Digo isso porque uma dúvida que das vezes parece boba, pode fazer
você perder muito tempo e dinheiro.
Além disso, lembre-se que é importante que você tenha procedimentos
definidos a campo.
Ou seja, entregue um passo a passo para seus colaboradores com o
protocolo que os mesmos devem seguir a campo.
Deixe que a ficha caia e perceba que o melhor jeito de se evitar erros é
tendo-se protocolos bem definidos.
Este procedimento é essencial principalmente quando se trabalha com
estagiários e novos ajudantes.
É normal o profissional, por exemplo, se distrair trabalhando, mudar a
altura do GPS ou do prisma e se esquecer de informar a nova altura na
coletora.
Perceba que confeccionar um passo a passo para a elaboração das
atividades não irá te tomar muito tempo e garantirá que o serviço seja feito de
forma correta.
25
Lembre-se sempre que nós somos seres humanos. Ou seja, somos
suscetíveis a erros.
Um possível roteiro de atividades a campo durante o levantamento ao
chegar-se a um ponto ou marco é:
Colocar o equipamento no ponto;
Ajustar a altura do receptor ou prisma e mudar a mesma na
coletora;
Verificar o nome do ponto;
Verificar o número de épocas que será utilizado para aquele tipo
de ponto;
Obter o ponto;
Desenhar no croqui, anotando o número do ponto, observando a
existência de cerca confrontante e anotando se existir;
Seguir para o próximo ponto, percorrendo o perímetro e
verificando se não existe mudanças de ângulo do mesmo.
Algo importante é que ao ter uma sequência de etapas definidas, você
treinará rapidamente seu estagiário ou ajudante e, com poucos levantamentos
poderá encarregar o mesmo do levantamento de dados, enquanto conversa
com o proprietário e com os confrontantes, ganhando tempo.
1.5 Mapeamento de pontos críticos
Outra dica importante é fazer-se o mapeamento de pontos críticos.
Por exemplo, perceba que no chacklist do tópico anterior, eu destaquei
em vermelho a frase “mudar a mesma na coletora”.
Fiz isso porque sei que este é um erro que costumamos cometer.
O cara se distrai conversando ou algo assim, muda a altura do
equipamento, não informa na coletora e manda a mesma armazenar os dados.
26
Perceba que ao você ter este erro mapeado, poderá definir como
procedimento padrão, sempre antes de mandar a coletora armazenar os
dados, conferir se a altura informada é a certa.
Aconselho que você inclusive faça reuniões com seus colaboradores
especificamente para o mapeamento de pontos críticos.
Na mesma você irá informar quais são os erros que os profissionais
costumam cometer.
Por exemplo:
Não percorrer o perímetro da propriedade e, por causa disso, esquecer-
se de fazer o rastreamento dos dados de algum marco geodésico.
Não se levar o manual do equipamento e os passos a passo do mesmo
junto na mochila e com isso, ao ter-se algum problema ou dúvida, ficar sem
nenhum material de consulta.
Não informar situações atípicas no croqui feito a campo.
Enfim, perceba que é burrice não informar um erro que você conhece ou
já cometeu para sua equipe.
Que se os mesmos cometerem estes erros será aempresa como um
todo (o time) que será prejudicada.
Que você precisa treinar o melhor possível sua equipe, munindo a
mesma do máximo de conhecimentos necessários para que façam o trabalho o
mais rápido e melhor possível.
É óbvio, novos problemas surgirão ao longo do processo, pois cada
pessoa possui sua própria bagagem de conhecimentos. Com isso, um erro que
nós nunca cometeríamos é um ponto cego de uma outra pessoa.
O importante é que você consiga criar a ambiência certa, construindo
uma equipe épica.
Converse com seus colaboradores inclusive sobre como proceder
quando os mesmos cometerem erros.
27
Digo isso porque confesso que já trabalhei em um escritório cuja
ambiência era horrível.
Por exemplo, se o cara cometesse um erro, saberia que precisaria de uma
semana (talvez até mais) para o xixi enxugar, tamanho seria a mijada que
levaria.
Perceba que é um clima horrível. Que você precisa falar sobre este
assunto com seus colaboradores, dizer para eles que somos humanos, que
todo mundo comete erro.
Que o problema não é este. E sim, esconder o erro ou não utilizar o
mesmo como uma fonte de aprendizado.
Enfim, busque ser um líder e não um chefe. Dê a seus colaboradores o
ambiente no qual você mesmo gostaria de trabalhar, incentive e ajude os
mesmos e você terá uma equipe e uma empresa da qual se orgulhará.
Mas Adenilson, eu se eu treinar o colaborador e o mesmo ir embora?
Simples, você tem 2 opções:
Treinar o colaborador e correr o risco de o mesmo ir embora ou não
treinar ele e correr o risco do mesmo continuar por anos e anos na empresa.
A escolha é sua.
Enfim, eu prefiro treinar o colaborador e buscar construir a equipe dos
sonhos do que ter um colaborador ruim trabalhando comigo anos e anos.
28
2 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO
UTILIZANDO ESTAÇÕES TOTAIS
A sequência de telas de um fabricante de estações totais para outro
varia um pouco.
Porém, é importante saber que os procedimentos são os mesmos,
pouco importa a marca do equipamento. Que ao saber o procedimento de
trabalho com a estação total de um fabricante, você conseguirá facilmente
trabalhar com equipamentos de outras marcas.
Os procedimentos de utilização de uma estação total podem ser
resumidos em:
Instalação do equipamento;
Definição da obra;
Definição da estação;
Definição da orientação;
Medições.
2.1 Disposição dos equipamentos e como evitar alguns
erros comuns
Evite deixar os equipamentos apoiados em pé, enquanto os mesmos
não estiverem sendo utilizados. Isso porque os mesmos podem cair e sofrer
alguma avaria.
O ideal é deixar os mesmos sempre “deitados” no chão (figura 1.1) e não
escorados (figura 1.2).
29
Figura 1 - Disposição dos equipamentos topográficos.
Infelizmente muitos profissionais cometem este erro, costumam deixar o
bastão com o prisma escorado em árvores ou paredes. O mesmo cai, o prisma
se quebra e lá se foram 300 reais.
Perceba que o problema é que o profissional pensa que isso nunca irá
acontecer com o mesmo. Daí certo dia, distraído conversando ou em um
momento de bobeira, o mesmo deixa o bastão com o prisma mal escorado e...
Lá se vão 300 reais.
Olhe novamente para a primeira imagem da figura 1. Perceba que os
equipamentos estão todos organizados e que a estação total está dentro da
caixa.
Busque deixar os equipamentos sempre desta maneira, inclusive
enquanto trabalha. Pegue todos os objetos pequenos (canetas extras, trena,
etc.), coloque dentro da caixa da estação total e feche a mesma.
Com isso você não correrá o risco de perder os mesmos.
Também não correrá o risco de algum transeunte “pegar algo
emprestado”.
Outro cuidado que você precisa tomar é de não deixar nenhum
equipamento perto demais da estação de trabalho. Das duas, uma, ou você
deixa embaixo do tripé, ou no mínimo 1,5 metro longe.
30
Isso porque se você deixar perto do tripé, corre o risco de enquanto
opera a estação total, pisar em algum equipamento e quebrar o mesmo.
Ou ainda, de se desequilibrar, acabar se escorando no tripé para não
cair e desnivelar o equipamento.
Enquanto trabalho, eu gosto de deixar os equipamentos organizados
conforme mostrei na figura 1. Todos pertos uns dos outros, com a caixa da
estação total fechada, os objetos pequenos dentro da mesma e a uma
distância de pelo menos 1,5 metros da estação de trabalho.
Outro cuidado que você precisa ter é ao realizar topografias urbanas.
Digo isso porque das vezes temos que trabalhar em locais perigosos.
Com isso, corremos o risco de sermos assaltados.
Uma prática simples para diminuir este risco, caso você não possua o
porte de arma de fogo, é ter com você um facão.
Isso mesmo, o simples fato de você ter um facão dependurado na cinta,
bem à vista, pode evitar que alguém chegue com um canivete ou faca e lhe
assalte.
Então dependendo do local no qual você for trabalhar, adote esta
prática.
Além disso, não sei se você sabe, mas todos os profissionais que lidam
com pessoas podem ter porte de arma de fogo.
O simples fato de você possuir CREA já prova que você trabalha com
pessoas. Ou seja, caso ache interessante, você pode ter porte de arma de
fogo.
A má notícia é que você vai ter que desembolsar dinheiro para isso. Isso
porque você terá que fazer um curso especifico e, além disso, a arma terá que
ter registro.
Resumindo a história, você terá que desembolsar no mínimo R$
5.000,00 reais e ainda terá que comprar a arma propriamente dita.
31
Caso deseje se informar melhor sobre o assunto é só procurar a polícia
civil.
Outra dica importante é sempre que colocar a estação total na caixa,
fechar imediatamente a mesma.
Digo isso porque certa vez um amigo me contou que terminou o
levantamento dos dados, organizou todos os equipamentos, guardou os
mesmos e ficou conversando com o dono da propriedade.
Conversa vai, conversa vem, ele se distraiu totalmente do que estava
fazendo, deu adeus para o dono da propriedade, embarcou no carro, deu a
partida e fez a volta com o mesmo para ir embora.
Acontece que o mesmo costuma carregar a caixa com a estação total no
espaço entre o banco da frente e o banco de trás do carro. O mesmo não havia
guardado a mesma, saiu de carro e ao fazer a volta passou com o carro por
cima da caixa com a estação total.
A sorte do mesmo é que a caixa estava fechada. Com isso, a caixa teve
sérias avarias. Porém a estação total ficou praticamente intacta.
Perceba que se o mesmo tivesse deixado a caixa aberta, provavelmente
teria destruído a estação total.
Além disso, existe uma série de procedimentos que você pode adotar a
campo, ao obter dados e que trazem mais segurança ao se operar estações
totais.
Infelizmente os mesmos são um pouco complexos, sendo complicado
de explica-los em um livro.
Caso você deseje saber mais sobre o assunto, no treinamento estação
total na prática eu mostro os mesmos.
O treinamento estação total na prática pode ser comprado de maneira
isolada ou no combo Topografia Cadastral na Prática.
Seguem os links para você conhecer os referidos cursos.
32
Treinamento estação total na Prática:
http://adenilsongiovanini.com.br/estacao-total/
Combo Topografia Cadastral na Prática:
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/
2.2 Instalação da estação total
A instalação da estação total consiste em nivelar e estacionar a mesma
sobre um ponto topográfico.
É comum a existência de várias formas de estacionar o equipamento
entre os profissionais, porém existem algumas regras que se seguidas
possibilitam um estacionamento rápido e preciso.
A seguir está a demonstração dos procedimentos para operar uma
estação total TC 407L da Leica.
- Instalação do tripé
Para estacionar o equipamento sobre um determinado ponto topográfico,
o primeiro passo é instalar o tripé sobre este. Um ponto topográfico pode sermaterializado de diversas maneiras, como por piquetes, pregos ou chapas
metálicas, entre outros (Veiga, L. A. Koenig Et al., 2012).
A figura 2 ilustra um exemplo de ponto materializado através de uma
chapa metálica engastada em um marco de concreto de forma tronco de
pirâmide.
33
Figura 2 – Marco Geodésico.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.108).
No centro da chapa metálica será encontrada uma marca (figura 3), que
representa o ponto topográfico. Uma vês que o equipamento esteja
devidamente calado e centrado sobre o ponto, o prolongamento do eixo
principal do mesmo passará por esta marcação sobre a chapa.
Figura 3 - Chapa metálica com a indicação do ponto topográfico.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.109).
O tripé possui parafusos ou travas que permitem o ajuste das alturas das
pernas (figura 4). Os mesmos podem mudar de posição no equipamento o que
acarreta na mudança da metodologia de instalação do mesmo.
34
Figura 4 - Movimento de extensão das pernas do tripé.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.109).
Existem vários procedimentos de instalação do tripé, desde métodos,
onde primeiro abre-se as pernas e fixa-se sobre o ponto (indicado quando a
trava está presa a parte inferior da perna que se estende), até métodos em que
primeiro se coloca o tripé aberto na posição desejada e depois estende-se as
pernas (indicado quando a trava está presa a perna que fica calada no solo).
O objetivo final é deixar o equipamento nivelado, sobre o ponto e em
uma posição confortável de trabalho. Abaixo segue a descrição de um dos
métodos de instalação do equipamento.
3 - Abra as pernas do tripé e coloque-o sobre o ponto. Tome o cuidado
de deixar aberto numa posição intermediaria, nem muito fechado, nem muito
aberto (figura 5).
Figura 5 – Abertura correta do tripé.
35
4 – Uma vês que o tripé esteja aberto, o mesmo deve ser colocado
sobre o piquete e levantado até que fique com a mesa na altura do peito (figura
6).
É importante tomar o cuidado de deixar bem sobre o piquete e a mesa
bem nivelada (figura 7), pois a velocidade e facilidade dos procedimentos
seguintes dependem deste procedimento.
Figura 6 – Altura ideal do tripé.
Figura 7 – Tripé nivelado e sobre o ponto materializado.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110).
5 – Coloca-se a estação total sobre o tripé e coloca-se a mesma sobre o
ponto. Dê uma espiadinha a figura 8 (abaixo), volte aqui e continue a leitura
que você entenderá melhor.
No caso da TC 407L, a mesma possui prumo lazer, que facilita os
trabalhos.
36
Para colocar sobre o piquete é necessário posicionar-se no lado oposto
a uma das pernas e levantar o tripé pelas outras duas, pegando-se o mesmo
em uma altura intermediaria nas pernas e movendo-se em direção a marca no
centro do piquete, sentando o tripé quando o prumo lazer tiver sobre o ponto.
Tome o cuidado para levantar e mover o tripé em um movimento
sincronizado das mãos, não levantando mais uma que a outra, desta maneira
você não corre o risco de deixar o equipamento muito desnivelado quando for
sentar novamente o mesmo.
Olhe novamente para a figura 8 (abaixo) e cuide atentamente os
detalhes. Perceba, por exemplo, a posição na qual estou assegurando o tripé e
a posição dos cotovelos. Que os mesmos estão pertos do corpo, de certa
forma que os antebraços fiquem abertos.
Como que ambas as mãos estão na mesma altura e que o movimento é
sincronizado.
Que eu parei entre 2 pernas do tripé, com a terceira perna na minha
frente. Ao agir desta maneira, pegando o tripé em uma posição intermediária
tenho total controle do mesmo.
Com isso consigo levantar o equipamento por 2 pernas, deixando a da
minha frente no chão, movimentar o equipamento em um movimento
sincronizado de ambas as mãos, de certa maneira que o prumo lazer fique na
marca do piquete.
E uma vez feito isso, simplesmente sentar o tripé, de certa maneira que
o equipamento fique sobre o ponto e praticamente nivelado.
37
Figura 8 – colocando o equipamento sobre o ponto materializado.
6 – Cale bem as pernas do tripé no chão. Este procedimento vai tornar
mais difícil um acidental desnivelamento da estação (figura 9).
Figura 9 – Cravando as pernas do tripé.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110).
7 - Faça o nivelamento grosseiro pelas pernas do tripé, pois este ainda
está muito desnivelado.
Perceba que não adianta mexer apenas nos parafusos calantes. Isso
porque os mesmos são curtos. A ideia é deixar o equipamento praticamente
nivelado (figura 10).
38
Figura 10 – Posição correta dos dedos no nivelamento grosseiro.
Olhe novamente para a posição das mãos e dos dedos. Perceba que com a
mão direita eu assegurei uma das partes de cima da perna do tripé.
Com a outra mão, ambas as partes.
Cuide a função de cada um dos dedos. Com o dedo mínimo eu destravo o
tripé. Com o segundo, terceiro e quarto dedos asseguro a perna de fora do tripé.
E com o quinto dedo a perna de baixo do tripé.
Ao posicionar as mãos desta maneira possuo controle total da perna. Posso
destravar a mesma com o dedo mínimo e travar com o pulso a hora que quiser.
Também posso movimentar as seções da perna conforme quiser deixando a
perna exatamente na altura que quero.
8 – Uma vês que o nivelamento grosseiro tenha sido feito, você deve
ligar a estação. A mesma em alguns segundos vai ir para a tela da figura 11
(direita). Caso a estação não mude de tela, você deve clicar no botão FNC e
em F1 nível/prumo lazer conforme mostro na figura 11 (esquerda).
Figura 11 – Tela funções e tela nível interno.
9 - Ao fazer o nivelamento grosseiro a estação foi retirada do ponto (no
meio do piquete). Você deve soltar cerca de meia volta o parafuso que prende
a mesma ao tripé e movimentar a estação até que o nível lazer esteja sobre o
ponto.
Uma vês que a estação esteja sobre o ponto, realiza-se o nivelamento
fino, pelos parafusos calantes.
39
Para este procedimento você deve tomar o cuidado de posicionar o visor
alinhado com dois parafusos calantes, com o terceiro em um ângulo de 90
graus.
Gire primeiro, ao mesmo tempo os dois parafusos calantes que estão de
acordo com a mesa, conforme mostro na figura 12.
Figura 12 – Nivelamento fino dos parafusos calantes de acordo com a mesa.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.115).
Quando a bolha de nível que aparece na figura 12 (anterior) estiver
nivelada, deve-se mexer no parafuso calante que está na posição inversa
(figura 13). Porém antes aconselho verificar se o prumo lazer está sobre o
ponto no piquete, pois provavelmente se deslocou.
Na realidade, estamos fazendo com que o equipamento tenda a ficar
nivelado e sobre o ponto. O problema é que quando mexemos numa coisa,
acabamos tirando a outra. Perceba a importância de a mesa ter sido
inicialmente bem nivelada. Isso porque se a mesma estiver muito desnivelada,
será necessário repetir várias vezes esse procedimento: nivelar, colocar no
ponto, nivelar, até que a estação esteja nivelada e sobre o ponto.
Figura 13 – Nivelamento fino do terceiro parafuso calante.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.116).
40
2.3 Definição de obra, estação, ré e obtenção de dados
Uma vês que a parte mais difícil tenha sido realizada, é preciso fazer-se
algumas definições antes de começar os trabalhos.
A estação total adota como base o sistema euclidiano, mais conhecido
como plano cartesiano. Sendo que a posição ocupada pela mesma
normalmente é atribuída as coordenadas 0,0 para os eixos x e y e 10, 100 ou
1000 para o eixo z.
A adoção de 10, 100 ou 1000 para o eixo z possui como intuito evitar-se
a obtenção de cotas negativas.
A primeira das definições realizadas na memória interna da estação é a
definição da obra.Para isso, deve-se seguir o seguinte procedimento:
1 - Clicar na tecla menu:
2 - Selecionar a opção prog (F1) (figura 14).
Figura 14 – Tela menu.
3 – Selecionar a opção topografia (F1) (figura 15)
41
Figura 15 – Tela programa.
4 – Selecionar a opção definição de obra (F1) (figura 16)
Figura 16 – Tela topografia.
5 – Selecione a opção nova e digite o nome da obra. Caso a mesma já
exista, busque-a na memória (figura 17).
Figura 17– Definição da obra.
42
Uma vês que a obra tenha sido definida, o equipamento voltará para
a tela topografia. Agora iremos definir a estação ocupada (figura 18).
6 - Escolhe-se a opção def. estação, escolhendo-se a opção F2.
Figura 18 – Tela menu.
7- Digite o nome da estação e depois pressione a tecla f4, ENH (figura
19).
Figura 19 – Tela menu.
8 – Digite as coordenadas do ponto ocupado e aperte a tecla “enter”
(figura 20).
43
Figura 20 – Tela ENH.
9 - Digite a atura do instrumento (figura 21).
Figura 21 – Tela de definição da estação.
Uma vês que a estação esteja definida é hora de definir-se a orientação.
10 – Escolha a opção F3 def. orientação (figura 22).
Figura 22 – Tela topografia.
44
11 – Existem duas formas de escolher-se a orientação, sendo que a “por
azimute’ deve ser selecionada sempre que estamos iniciando uma nova obra.
A opção “por coordenadas” deve ser selecionada em trocas de
estações. Isso porque nestes casos vamos buscar as coordenadas de um
ponto na memória interna (figura 23).
Figura 23 – Tela orientação.
12 – Faz-se a pontaria no ponto de ré em posição direta da luneta.
O valor do azimute deve ser fixado como zero, clicando-se em Hz=0.
Deve-se indicar também a altura do prisma e finalmente clicar em “ALL” (figura
24).
Figura 24 – Tela tipo de orientação.
Uma vês que esta etapa tenha terminada, deve-se clicar em “F4” para se
iniciar o levantamento de dados.
45
A obtenção dos dados, por sua vez, ocorre clicando-se na tecla “ALL”
(figura 25).
Figura 25 – Tela topografia.
Durante o levantamento deve-se estar atento ao fato de que a baliza
possibilita a mudança da altura do prisma, mas que toda vês que isso ocorrer a
nova altura deve ser informada para a estação.
No início das atividades, juntamente com a altura do prisma, você deve
informar o nome do ponto. Normalmente define-se o primeiro ponto como o
ponto “1”, isso porque a estação total está configurada para informar os demais
pontos automaticamente.
Com isso, a estação total automaticamente definirá o próximo ponto
como o ponto 2.
Lembrando que sempre que você for a campo, é aconselhável que leve
uma prancheta, algumas cadernetas de campo e algumas folhas extras para
anotações.
No bônus “Planilhas topográficas” disponibilizado juntamente com este
livro, você recebeu modelos de cadernetas de campo. Fique à vontade para
adicionar a logo de sua empresa e customizá-las conforme você achar melhor.
Outra característica interessante da estação total é que a mesma
permite a informação de códigos.
Ou seja, você pode ir informando o código certo de acordo com o tipo de
ponto mapeado.
Confesso que prefiro somente anotar o tipo de ponto na caderneta de
campo e deixar para configurar e atribuir os tipos de pontos ao layer certo no
escritório.
46
Isso porque o cara normalmente já está trabalhando em uma situação
climática adversa, logo quanto mais rápido fizer o levantamento, melhor será.
Uma vês que todos os pontos visíveis tenham sido ocupados, é possível
que a existência de obstáculos impossibilite a obtenção de outros pontos de
interesse, sendo necessário fazer-se uma ou mais trocas de estação.
2.3.1 Troca de estação
Segue o passo a passa para a realização da troca de estação.
1 – Materializa-se com piquetes e pega-se um ponto em local
previamente estudado, de onde estejam visíveis todos ou o máximo possível
de pontos que faltam ser obtidos para terminar o levantamento.
Se o ponto estiver muito longe da estação, materializa-se e pega-se
outro ponto perto do mesmo (a uns 10 metros), assim não será preciso se
deslocar até o ponto em que a estação está instalada para fazer-se a
orientação da próxima estação.
Porém, tome o cuidado de não deixar um ângulo muito fechado entre
este ponto, a estação e o outro ponto pego.
Na figura 26 é possível visualizar-se tal situação. Na mesma:
O número 1 representa pontos de interesse que não podem ser
visualizados da estação atual;
O ponto 2 representa o melhor lugar para se fazer uma troca de
estação;
O ponto 3 representa um ponto materializado para a orientação
da próxima estação e;
O ponto 4 representa a estação atual.
47
Figura 26 – Ângulo ideal 324 para troca de estação.
Uma vez que os pontos tenham sido pegos, desliga-se a estação, fecha-
se o tripé e monta-se a mesma no ponto 2.
Neste novo ponto não será necessário realizar-se o procedimento de
definição de obra, pois a obra é a mesma. Será necessário apenas a definição
de estação e a orientação do equipamento.
Porém, na troca de estação estes procedimentos são levemente
diferentes do que quando se inicia uma nova obra.
Segue o passo a passo mostrando como proceder-se no software da
estação.
2 – Perceba que ao navegar para a tela topografia, a opção 1, definição
da obra já aparece marcada.
A opção 2, definição da estação, também aparece marcada, porém
iremos acessar esta opção para informar a nova posição que a estação total
deve assumir. Para isso, aperte o botão “F2” (figura 27).
48
Figura 27 – Tela topografia.
3 - Clique na opção lista e busque do ponto 2 que é o ponto no qual você
está instalando a estação total (o mesmo foi pego anteriormente e agora você
está ocupando) (figura 28).
Figura 28 – Tela definir estação.
Perceba que na prática, o que você fez, foi informar para a estação total que a
mesma está sobre este ponto.
4 - Digite a atura do instrumento (figura 29). É a distância entre o ponto
no piquete ou marco geodésico e o centro de fase da estação (marca existente
na lateral do equipamento, na altura da luneta). Tal distância é obtida com o
uso de uma trena.
Figura 29 – Tela definir estação.
49
5 - Uma vês que a estação esteja definida é hora de definir-se a
orientação. Para isso aperte o botão “F3”, “def. Orientação” e em “F2” por
coordenadas (figura 30).
Figura 30 – Tela orientação.
Fonte: Zanetti, M. A. Z. e Veiga, L. A. K. (2008, P.6).
6 – Faz-se a pontaria no ponto de ré em posição direta da
luneta e clica-se em “ALL” para que o equipamento faça a leitura (figura
31).
Figura 31 – Tela tipo de orientação.
Após o termino desta etapa, deve-se clicar em F4 para se iniciar o
levantamento de campo. É só continuar com a obtenção de dados (figura 32).
50
Figura 32– Tela topografia.
2.4 Focalização da Luneta e leitura
Esta etapa tem por objetivo fazer-se a coincidência do plano do retículo
e do plano da imagem do objeto visado com o plano focal comum a objetiva e à
ocular (ESPARTEL, 1987).
O procedimento de focalização inicia-se pela focalização dos retículos e
depois do objeto. Deve-se sempre checar se a luneta está perfeitamente
focalizada, para evitar a existência de paralaxe de observação, que acarretará
em visadas incorretas.
Para verificar se está ocorrendo este fenômeno, deve-se mover a
cabeça para cima e para baixo, para a direita e esquerda, sempre se
observando pela ocular.
Quando destes movimentos, verificando-se que os fios do retículo se
movem em relação à imagem, então existe uma paralaxe de observação e,
neste caso, a pontaria dependerá da posição do observador (Veiga, L. A.
Koenig Et al., 2012). Para evitar esse problema deve ser adotada a seguintemetodologia:
1 - Os retículos devem estar focalizados de forma que estejam sendo
vistos com nitidez e bem definidos. Para facilitar este procedimento, pode-se
observar uma superfície clara, como uma parede branca ou até mesmo o céu
(figura 33), tomando o cuidado de não apontar para o sol, para evitar danos
irreversíveis à visão.
51
Figura 33– Retículos.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.118).
A focalização (1) e ajuste dos fios estadimétricos (2) é feita através dos
parafusos (figura 34).
Figura 34 – Focalização e ajuste dos fios estadimétricos.
2 - Feita a focalização dos retículos, faz-se a pontaria ao objeto desejado
e realiza-se a focalização do mesmo, testando-se para evitar paralaxe. Caso
seja verificado a existência da mesma, deve-se realizar nova focalização do
objeto.
Durante a pontaria, os fios do retículo devem estar posicionados
exatamente sobre o ponto onde se deseja realizar a pontaria (figura 35).
1
2
52
Figura 35– Paralaxe.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.119).
Para efetuar a visada o operador deve inicialmente, utilizando o triangulo
(número 1), posicionar este na posição ocupada pelo prismeiro.
Isso é necessário porque se o operador quiser olhar diretamente pela
luneta, terá dificuldades, perdendo bastante tempo para encontrar o prisma.
Logo, o procedimento ideal, é utilizando-se o triangulo existente na parte
superior da luneta, posicionar-se a luneta mais ou menos no prisma.
Em seguida, o operador pode olhar através da luneta, direcionando a
estação total para o centro do prisma e, utilizando os parafusos de ajuste fino
horizontal (número 2) e vertical (número 3) fazer-se o ajuste fino (figura 36).
Adotado este procedimento é só fazer-se a leitura dos dados
pressionando-se o botão “ALL”.
Figura 36 – Parafusos de ajuste fino horizontal e vertical.
1
3
2
53
...
Por mais que eu tenha me esforçado para ensinar os detalhes da operação de
estações totais através deste capítulo do livro, infelizmente este é um processo um
pouco oneroso haja vista a complexidade do assunto.
Por causa disso, caso você deseje aprender mais sobre a utilização de
estações totais, eu aconselho que você adquira o treinamento estação total na prática.
Conforme informei anteriormente, o mesmo pode ser adquirido de maneira separada
ou no combo Topografia Cadastral na Prática.
Seguem novamente os links para você conhecer os referidos cursos.
Treinamento estação total na Prática:
http://adenilsongiovanini.com.br/estacao-total/
Combo Topografia Cadastral na Prática:
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/
54
3 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO
UTILIZANDO NÍVEL
Níveis são equipamentos que permitem definir com precisão um plano
horizontal ortogonal à vertical definida pelo eixo principal do equipamento.
3.1 Equipamento e procedimento de instalação
As principais partes de um nível são:
Luneta;
Sistemas de compensação (para equipamentos automáticos);
Dispositivos de calagem;
Nível de bolha.
Existem dois tipos de níveis: óticos e digitais. Nesta apostila nos
deteremos no estudo de níveis óticos, os mesmos podem ser classificados em
mecânicos e automáticos.
No primeiro caso, o nivelamento "fino ou calagem" do equipamento é
realizado com o auxílio de níveis de bolha bi-partida.
Conforme Veiga, L. A. Koenig Et al (2012) são três os eixos principais de
um nível:
• ZZ’= eixo principal ou de rotação do nível
• OO’= eixo óptico/ linha de visada/ eixo de colimação
• HH’= eixo do nível tubular ou tangente central (figura 37).
55
Figura 37– Eixos em nível.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.211).
Veiga, L. A. Koenig Et. al (2012) ainda afirmam que os eixos devem
satisfazer as seguintes situações:
O eixo ZZ’ deve estar na vertical;
O eixo HH’ deve estar na horizontal e ortogonal ao eixo principal;
E o eixo OO’ deve ser paralelo ao eixo HH’.
Caso isso não ocorra, os níveis devem ser retificados.
Como o próprio nome já diz, todo nível tem por finalidade a realização de
nivelamentos.
Segue abaixo um passo a passo de instalação do equipamento.
1 – Diferentemente da estação total e do teodolito, o nível não precisa
ser instalado sobre uma superfície materializada. O ponto de saída do
nivelamento é o primeiro ponto ocupado pela mira falante, este sim deve ser
materializado.
A primeira etapa de instalação do nível é a instalação do tripé. Esta
etapa é muito parecida com o procedimento que ensinei ao mostrar como
instalar uma estação total.
Com intuito de possibilitar uma melhor fixação das etapas, irei mostrar
novamente as mesmas, fazendo s devidas adaptações a utilização de níveis.
Abertura do tripé, tomando-se o cuidado de deixar numa posição
intermediária, não muito aberta, mas também não muito fechada (figura 38).
56
Figura 38 – Abertura do tripé.
2 – Uma vês que o tripé esteja aberto, pode-se soltar as travas e
levantar o mesmo até ficar na altura do queixo, colocando o equipamento sobre
o mesmo e fixando-o pelo parafuso de fixação.
A próxima etapa é o nivelamento grosseiro, realizado pelas pernas do
tripé. Esta etapa é necessária pelo fato do tripé ainda estar muito desnivelado.
Ou seja, não adianta mexer apenas nos parafusos calantes, pois os
mesmos são curtos.
Confesso que no ano de 2012, quando era monitor da disciplina de
Topografia, certa vez um aluno conseguiu desrosquear um dos parafusos
calantes até o fim da rosca.
Ou seja, acabou desencaixando o parafuso calante e acabamos tendo
que enviar o nível para a manutenção. Logo, sempre faça primeiramente o
nivelamento fino e somente depois o nivelamento grosseiro.
A ideia é deixar o equipamento praticamente nivelado. A figura 39
mostra a posição em que as mãos devem estar, observe atentamente a
posição dos dedos.
Figura 39– Posição correta dos dedos.
57
3 – Uma vez que tenha feito o nivelamento grosseiro, você poderá
realizar o nivelamento fino, pelos parafusos calantes que podem ser vistos
com os números 1 e 2 na figura 40.
Figura 40 – Nivelamento fino.
4 – Com o equipamento devidamente instalado, podemos fazer as
visadas e leituras da mira falante.
Na figura 41:
O número 1 representa o parafuso utilizado para ajustar o foco;
O número 2 indica o parafuso utilizado para ajustar os fios do
reticulo (estadimétricos, nivelador e colimador);
O número 3 indica o visor utilizado para colocar na posição
ocupada pelo ajudante de campo;
O número 4 indica o parafuso de chamada que têm por objetivo
fazer o ajuste fino, visando à mira falante e;
O número 5 indica a bolha de nível utilizada para nivelar o
equipamento.
1 2
58
Figura 41 – Partes importantes de um nível.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.211).
5 - Existe no mercado diversos modelos de miras que podem ser
dobráveis ou retrateis.
Para efetuar a leitura da mira é necessário fazer-se a leitura de quatro
algarismos que corresponderão aos valores do metro, decímetro, centímetro e
milímetro, sendo que o milímetro é obtido por uma estimativa e os demais por
leitura direta dos valores indicados na mira.
A figura 42 apresenta um exemplo de leitura. Na mesma aparece a
graduação em centímetros (traços claros e escuros).
A leitura do valor do metro é obtida através dos algarismos em romano
(I, II, III) e/ou da observação do símbolo acima dos números que indicam o
decímetro.
Figura 42– Mira falante.
1
2
3
1
4
5
59
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.213).
A figura 43 apresenta um exemplo de leitura na qual foi obtido o valor
1,462 na mesma aparece a mira e os fios do reticulo.
Figura 43– Fios do reticulo sobre mira falante.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.213).
3.2 Nivelamentogeométrico
O nivelamento geométrico pode ser simples ou composto. No
nivelamento geométrico simples, a diferença de nível dos pontos de interesse é
obtida com uma única instalação do equipamento.
Já no nivelamento geométrico composto, são necessários vários lances
para a determinação do desnível entre os pontos.
A primeira leitura será chamada de leitura de ré e as demais de leituras
de vante.
Quanto ao desnível final, o mesmo será obtido pela soma dos desníveis
de cada lance. As figuras 44 e 45 mostram o nivelamento simples e composto.
60
Figura 44– Nivelamento simples.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.217).
Figura 45– Nivelamento composto.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.218).
Após a instalação do equipamento em local apropriado, posiciona-se a
mira nos pontos de interesse e faz-se a leitura de ré e as leituras de vante.
Devem ser feitas leituras do fio nivelador também chamado de fio médio
e dos fios estadimétricos (superior e inferior). A média das leituras dos fios
superior e inferior deve ser igual à leitura do fio médio, com um desvio tolerável
de 0,002 m.
3.2.1 nivelamento simples
No nivelamento simples a aplicação das formulas abaixo possibilitará a
obtenção da diferença de nível (Milani, E. J.; 2010):
AI=cota+vértice de ré Cota=AI+Vértice de vante
61
Durante os trabalhos, se obtém uma grande quantidade de dados, sendo
indicado a utilização de uma planilha como a da figura 46 que já traz um
exemplo de dados obtidos a campo.
Figura 46– Planilha de dados obtidos no nivelamento simples.
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 47).
3.2.2 Nivelamento composto
Como são feitas várias mudanças na posição ocupada pelo nível, os
diversos nivelamentos simples devem estar entrelaçados. Isso é feito através
da estaca de amarração, ponto no qual é feito a última leitura de vante de uma
posição e a leitura de ré da posição seguinte.
No nivelamento composto, se obtém muito mais dados que no simples,
sendo indicado usar uma planilha como a da figura 47 utilizada por Milani, E.
(2010).
62
Figura 47– Planilha de dados obtidos no nivelamento composto.
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 48).
Com o objetivo de fazer-se a verificação dos dados é realizado o
contranivelamento. O mesmo normalmente é feito a cada 2 quilômetros, aonde
que aplicando-se a formula abaixo sugerida por Milani, E. J. (2009), é possível
fazer a verificação dos dados.
Aonde:
ET= Erro total
EPmm= Erro por milímetro
O erro encontrado deve estar dentro do erro admitido para tal classe de
nivelamento. A associação Geodésica internacional adota a seguinte ordem:
Nivelamento de alta precisão: ±1,5 𝑚𝑚/𝐾𝑚
Nivelamento de 1ª ordem: ±2,5 𝑚𝑚/𝐾𝑚
Nivelamento de 2ª ordem: ± 10 𝑚𝑚/𝐾𝑚
Nivelamento de 3ª ordem:±30 𝑚𝑚/𝐾𝑚
Nivelamento de 4ª ordem: ±100 𝑚𝑚/𝐾𝑚
63
Se o erro estiver dentro do permitido pode ser compensado,
redistribuindo-se o mesmo entre todas as estações ocupadas. Para este
procedimento, você pode utilizar a planilha proposta por Milani, E. J. (2009)
conforme figura 48, tomando-se o cuidado de utilizar o sinal contrário ao erro
encontrado.
Figura 48– Planilha de verificação dos dados.
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 50).
64
4 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO
UTILIZANDO-SE TEODOLITO
A diferença básica entre teodolitos e níveis é que o teodolito, além do
eixo horizontal, possibilita movimentos no eixo vertical.
O teodolito pode ser utilizado tanto para nivelamento trigonométrico,
como para cálculos de área.
O mesmo possibilita a obtenção de azimutes e ângulos verticais como
pode ser verificado na figura 49. Na mesma verifica-se a presença do visor e
de diversos botões, sendo que o botão verde é utilizado para ligar o
equipamento.
O botão VI% é utilizado para ligar a vertical e o botão 0SET é utilizado
para zerar o azimute com um duplo clique. Quando ligada a vertical, aparece a
mensagem 0 set, sendo que para aparecer o ângulo deve-se girar a luneta
meia volta.
Figura 49– Principais botões do teodolito.
Na figura 49 o Hr significa ângulo horizontal e o V significa ângulo
vertical, que no caso é zenital.
65
Isso mesmo, existem 2 tipos de equipamentos, os zenitais e os nadirais.
Os equipamentos zenitais possuem o zero (ângulo inicial) na parte
superior (diretamente acima do observador) do eixo vertical que passa pelo
centro do equipamento.
Os equipamentos nadirais, por outro lado, possuem o zero na parte
inferior do eixo que passa pelo centro do equipamento.
4.1 Procedimento a campo
Os passos para instalação de teodolitos e de estações totais são muito
semelhantes, sendo que a principal diferença está no fato de algumas estações
totais possuírem prumo lazer e os teodolitos possuírem prumo ótico. Segue
abaixo o passo a passo para instalação do teodolito.
1 - Colocar o tripé sobre ponto materializado, tomando cuidado
quanto a abertura para que o mesmo não fique nem muito aberto nem
muito fechado (figura 50).
Figura 50 – Abertura correta do tripé.
2 - Solte as travas e abra até a altura do peito, tomando o cuidado
de deixar o mesmo bem sobre o ponto materializado e com a mesa bem
nivelada, pois a velocidade e facilidade de instalação do mesmo estão
diretamente relacionadas a esse procedimento (figura 51).
66
Figura 51 – Altura correta do tripé.
3 – Coloque o equipamento sobre o tripé e sobre o ponto.
No caso do teodolito, o mesmo possui prumo ótico. Para colocar
sobre o piquete é necessário posicionar-se no lado oposto a uma das
pernas e levantar o tripé pelas outras duas, pegando-se em uma altura
intermediaria nas pernas.
Também é necessário posicionar-se um dos pés junto ao piquete
para facilitar o encontro do mesmo e, olhando-se pelo prumo ótico, levantar
duas das 3 pernas do tripé, conforme aparece na figura 52.
O próximo passo consiste em mover o equipamento em direção a
marca no centro do piquete, sentando o tripé quando o prumo ótico estiver
sobre o ponto.
Tome o cuidado para levantar e mover o tripé em um movimento
sincronizado das mãos, não levantando mais uma das pernas do que a
outra, objetivando não deixar muito desnivelado quando for sentar
novamente o equipamento.
67
Figura 52– Colocando o equipamento sobre ponto materializado.
4 - Cravar bem as pernas do tripé no chão e fazer o nivelamento
grosseiro.
Este procedimento deve ser feito pelas pernas do tripé, não adianta
querer mexer direto nos parafusos calantes. Isso porque se o conjunto
estiver muito desnivelado, os mesmos não possibilitarão o nivelamento
(figura 53).
68
Figura 53– Fazendo o nivelamento grosseiro, perceba a posição dos dedos e
mãos.
5 – Verifique se o equipamento está sobre o ponto pelo prumo ótico.
Se não estiver, solte meia volta o parafuso que prende o equipamento ao
tripé e coloque o equipamento bem sobre o ponto.
Se não for possível colocar o equipamento bem sobre o ponto, você
terá que refazer as etapas 3 e 4.
A próxima etapa consiste em fazer-se o nivelamento fino pelos
parafusos calantes, conforme é mostrado nas figuras 54 e 55.
O procedimento consiste em:
A – Posicionar-se o visor de acordo com dois parafusos calantes e
fazer nivelamento dessa posição;
B – Girar-se o equipamento 90 graus e fazer-se o nivelamento da
segunda posição.
Ao final verifique se o equipamento está bem sobre o ponto. Se não
estiver, solte o parafuso que prende o equipamento na mesa do tripé e
repita o nivelamento, repetindo estas etapas até que o equipamento esteja
bem nivelado e sobre o ponto.
Figura 54– Nivelamento fino pelos parafusos calantes posicionados de acordo
com a mesa.
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.115).
69
Figura 55– Nivelamento fino pelo terceiro parafuso calante.Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.116).
O próximo passo é realizar as visadas, obtendo-se os dados.
4.2 Nivelamento trigonométrico
O método trigonométrico depende da resolução de um triangulo para
que se possa saber a diferença de nível entre o ponto em que o equipamento
está instalado e o ponto que se está observando. Por isso este método é
indireto (figura 56).
Figura 56– Nivelamento trigonométrico.
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 53).
A figura anterior mostrou um típico caso de leitura em aclive, note que
para obtermos a resolução do triangulo devemos diminuir a altura do
70
instrumento (AI) da leitura feita na régua, que no caso é o valor obtido a partir
da leitura do fio médio.
A formula resultante será a seguinte:
DN=AI-L+ (D*tgẞ)
Onde:
DN= Diferença de nível
AI= Altura do instrumento
L= Leitura do fio médio
D= Distância em metros
Onde que a distância em metros é calculada através da fórmula abaixo:
D= H*100*cos2 ẞ
E o H, por sua vez é calculado por esta outra formula.
H= fio estadimétrico superior – fio estadimétrico inferior
Se a leitura for feita em declive o ẞ deve ser usado com valor negativo,
lembrando que o ẞ é em relação a linha do horizonte, logo para obter o mesmo
na utilização de equipamentos zenitais, deve-se diminuir 90 graus do ângulo
vertical lido.
O método trigonométrico deve ser usado apenas em casos em que a
precisão não é um fator primordial, pois o mesmo depende de vários fatores,
sendo os principais deles o ângulo ẞ e a distância horizontal (Milani, E. J.;
2009).
4.2.1 -Nivelamento trigonométrico com distância horizontal
pelo método trigonométrico
Aplica-se as formulas abaixo:
71
Como serão obtidos muitos dados a campo é aconselhável utilizar-se
uma planilha para a anotação, como o exemplo resolvido utilizado por Milani, E.
J. (2009). Na mesma é possível anotar-se os resultados dos cálculos (figura
57).
Figura 57 – planilha para nivelamento trigonométrico.
72
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 58).
4.3 Caminhamento perimétrico
Método que utiliza os ângulos internos, no qual percorre-se todo o
perímetro da área, medindo-se a distância horizontal de cada alinhamento e os
ângulos de cada vértice.
Por uma questão de comodidade, anda-se no sentido anti-horário e lê-se
os ângulos no sentido horário, obtendo-se os valores dos ângulos internos.
Outro dado importante é o azimute, pois o mesmo possibilita a
amarração espacial do levantamento.
No caminhamento perimétrico utiliza-se uma planilha de anotações,
como, por exemplo, o modelo da figura 58 elaborada por Milani, E. J.
(2009).
Figura 58 – Planilha para anotação e cálculo dos dados.
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 27).
73
5 DESCARREGANDO DADOS DE ESTAÇÕES TOTAIS
Existem vários softwares com essa finalidade no mercado, sendo que os
mesmos podem ser classificados em 2 grupos:
Nativos: são os softwares que vêm junto com o equipamento e
descarregam os dados exclusivamente do mesmo.
Gerais: utilizados para descarregar dados de estações totais de
diferentes modelos e marcas. Como exemplos de softwares desta família
temos o Posição e o Topograph.
Diante da grande variedade de softwares existentes no mercado, torna-
se complicado mostrar todos, sendo que neste livro irei ensinar você a
descarregar os dados da estação total através da utilização do posição e do
Topograph.
5.1 Descarregamento dos dados da estação total com o
posição
1 - Conecte o cabo na estação e no computador, coloque a chave do
posição em uma entrada USB, abra o mesmo e vá em comunicação (figura
59).
74
Figura 59 – Comunicação.
2 – A janela abaixo será aberta, selecione a estação da qual serão
baixados os dados.
No caso, selecionaremos a estação total LEICA TPS 300 (número
1), selecione o modelo (número 2), verifique a porta a qual o cabo está
conectado (número 3), a taxa de transmissão que para as estações da
LEICA deve ser 19200 (número 4) e clique em receber dados da estação
(figura 60).
Figura 60 – Recebendo dados.
3 – A janela da figura abaixo (61) se abrirá. Na mesma será iniciada
a comunicação, se os dados tiverem sido configurados corretamente, o
software começara a comunicação com a estação, se for informada uma
mensagem de erro, volte a tela comunicação e mude a porta de
comunicação.
Uma vez que a comunicação seja feita, as obras que foram criadas
na estação total serão mostradas (número 1). Selecione a obra que você
quer baixar.
1
2
3 4
75
Em “escolha o formato de saída”, escolha o formato nativo da Leica
e coloque o arquivo em uma nova pasta. Uma vez que a obra tenha sido
baixada, volte para o menu comunicação (figura 61).
Figura 61 – Comunicação entre software e estação total.
4 - Selecione a opção converter coordenadas, faça a conversão e volte
para o menu comunicação (figura 62).
Figura 62 – Converter coordenadas.
5 – Selecione “montar caderneta”, escolha o arquivo nativo que no caso
da Leica é o .tcl e clique em ok. A tela abaixo será mostrada (figura 63).
1
76
Figura 63 – Mensagem informando que arquivo não possui erros.
Os dados estão prontos para serem trabalhados. Podendo ser tanto no
próprio posição, que possui ambiente CAD ou em outros ambientes CAD,
como, por exemplo, o AutoCAD.
5.2 Descarregamento dos dados com o Topograph
Abra o Topograph, vá em projeto, configuração, equipamentos conforme
é mostrado na figura 64.
Neste menu é possível configurar para que o equipamento receba dados
de diferentes estações totais.
77
Figura 64 – Configurações do Topograph
Um menu flutuante idêntico ao da figura 65 se abrirá.
Figura 65 – Menu flutuante mostrando equipamentos cadastrados.
78
Conforme você pode perceber, aparecem todos os equipamentos
cadastrados, sendo que se você clicar em “novo”, poderá cadastrar um novo
equipamento. Para isto dê uma espiada na figura 66.
Figura 66 – Definindo novo equipamento.
Se abrirá um novo menu flutuante, conforme mostrado na figura 66
(anterior) no qual você deve inserir os parâmetros do equipamento.
Uma vês que você tenha configurado o seu equipamento, poderá ir na
guia coletor, selecionar o equipamento e clicar em receber (Figura 67).
Figura 67 – Coletores configurados.
Um novo menu flutuante idêntico ao da figura 68 irá se abrir. No mesmo
você poderá escolher a opção de importação de dados, bastando clicar em
receber para que os dados sejam descarregados.
79
Figura 68 – Baixando dados.
80
6 OBTENDO DADOS COM RECEPTORES GNSS
O advento da tecnologia GNSS está revolucionando a obtenção de
dados, porém muitos profissionais encontram dificuldades na realização de
trabalhos com este tipo de tecnologia.
Este material, sendo um livro prático, irá direto ao ponto, explicando
como instalar e obter dados com receptores GNSS.
6.1 Obtenção de dados
A instalação de receptores GNSS se assemelha muito a de estações
totais. A partir do momento que se entende o princípio, torna-se fácil trabalhar
com estes equipamentos.
As primeiras etapas são idênticas. Isso porque com ambos os
equipamentos você terá que nivelar e centralizar o tripé sobre o ponto.
A próxima etapa que é realizada no software do equipamento varia de
receptor para receptor.
Como exemplo, temos o Hiper lite plus e o Leica Viva, enquanto no hiper
a utilização da coletora é necessária apenas quando se utiliza o método RTK,
no Leica Viva utiliza-se a coletora para a configuração do método de
posicionamento.
Em uma estação total as etapas posteriores são a definição da obra, a
orientação e finalmente, o trabalho em si.
Quanto aos receptores GNSS, nos mesmos também é necessário criar-
se uma obra e configurar-se a base. Porém ao invés deorientar-se, o que se
faz é configurar o rover e finalmente obter-se os dados.
Resumidamente as etapas de obtenção de dados de um receptor GNSS
podem ser expressas pelo fluxograma da figura 69.
81
Figura 69 – Etapas de obtenção de dados com receptores GNSS
As etapas variam de receptor para receptor, mas para a configuração do
modo RTK, todos exigem a realização destas etapas, podendo mudar a ordem
de configuração.
O maior problema da utilização de receptores GNSS aparece na hora de
obter dados. Isso porque é normal os profissionais não saberem que método
utilizar ou ficarem em dúvida se estão utilizando o método certo.
Na realidade, aproximadamente 90% dos trabalhos topográficos podem
serem realizados com a utilização do modo RTK, sendo que os demais
trabalhos exigem o método estático ou estático rápido.
Na prática, são estes 3 métodos, que combinados possibilitam um maior
ganho de produtividade.
Porém, conforme informei agora a pouco, o método RTK pode ser
utilizado na grande maioria dos casos, podendo ser utilizado, por exemplo,
para a:
Obtenção de pontos;
Cálculo de área;
Remembramento;
Divisão de área e;
Locação de pontos.
82
Para o Georreferenciamento de imóveis rurais, pode-se utilizar o método
RTK, porém é necessário que a base tenha sido ajustada.
O que se faz normalmente é realizar-se o processo de
Georreferenciamento em dois dias.
No primeiro dia a base é rastreada com a utilização do método absoluto
estático. O rastreamento deve durar por pelo menos quatro horas e, no
segundo dia, com a base já ajustada, se obtém os dados dos pontos de
interesse no método RTK.
Para a usucapião, a legislação vigente exige o Georreferenciamento do
imóvel rural, sendo necessário fazê-lo pouco importa o tamanho da área.
6.2 Transformação dos dados
O maior problema encontrado pelos profissionais está na transformação
dos dados, momento no qual se faz necessária a utilização de rotações e
translações para transformação das coordenadas geográficas em locais.
Na realidade, a operação de receptores GNSS é bem complexa. Isso
porque 95% da operação de um receptor GNSS é teoria.
Ou seja, você só conseguirá operar um receptor GNSS com segurança
se entender a teoria inerente ao assunto.
Caso você deseje aprender mais sobre a utilização de receptores GNSS,
eu aconselho que você adquira o “Curso de Operador de Receptores GNSS.
Isso porque no mesmo eu ensino de maneira prática a se operar receptores
GNSS.
Primeiramente mostro toda a teoria necessária, mostrando como o
GNSS funciona e como posicionar-se pelo GNSS.
Em um segundo momento pego um receptor GNSS, vou a campo e
ensino de maneira prática a operar o mesmo.
83
Finalmente, ensino passo a passo a fazer o descarregamento, o
processamento e o ajustamento dos dados.
O Curso de Operador de Receptores GNSS pode ser obtido de maneira
separada ou no Combo Topografia Cadastral Na Prática.
Para conhecer melhor o Curso de Operador de Receptores GNSS e o
Combo Topografia Cadastral na Prática, é só acessar os links abaixo:
Curso de Operador de receptores GNSS:
http://adenilsongiovanini.com.br/operador-receptor-gnss/
Combo Topografia Cadastral na Prática:
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/
84
7 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS NA EMPRESA
Uma empresa de Topografia adquire uma grande quantidade de dados, porém
segundo a legislação vigente os mesmos são de total responsabilidade da empresa,
sendo que a mesma deve manter estes dados armazenados.
Por causa disso, é essencial que as empresas de Topografia tenham 100% de
certeza que não perderão estes dados.
Ou seja, é essencial que o servidor da empresa esteja organizado em uma
estrutura lógica de pastas e subpastas.
Estrutura esta que possibilite consultas sem que haja dados repetidos ou que
não se saiba aonde que determinado dado está armazenado.
O ideal é que a empresa esteja trabalhando a partir de um servidor central,
sendo que os demais computadores estejam ligados a este. Que os colaboradores
trabalhem em cópias dos dados na área de trabalho local, mantendo os dados
originais na hierarquia de pastas no servidor da empresa.
Também é necessário que haja backup destes dados na nuvem, ficando como
uma segunda opção, o backup local em HD externo.
Porém, mesmo que haja o backup em hd externo, este não substitui o backup
na nuvem que é muito mais seguro.
A pergunta que fica é:
Como deve ser a organização desta estrutura de pastas, uma vez que
qualquer profissional deve rapidamente encontrar o dado que precisa na
mesma?
Isso sem falar que para você organizar seus dados, deve levar em
consideração os serviços que sua empresa presta.
Ou seja, é impossível a existência de uma estrutura global que sirva para todas
as empresas da área.
Desta maneira, neste material irei expor um modelo de organização de dados
próprio para uma empresa de Topografia Cadastral.
85
O grande objetivo do mesmo é que você consiga ter uma nítida noção de como
deve estar organizada a estrutura de pastas de sua empresa.
Com isso, mesmo que sua área de atuação seja bem diferente, as ideias
globais que eu irei apresentar aqui servirão para você.
Devemos partir do pensamento que a empresa possui clientes e realiza
diferentes serviços para os mesmos. Serviços que por sua vez possuem
características diferentes, logo devem estar em pastas diferentes, conforme a natureza
e acurácia dos dados obtidos.
No servidor de uma empresa que presta serviços de:
Topografia Cadastral;
Licenciamento Ambiental;
Projetos de crédito rural e;
Assistência técnica.
As pastas essenciais seriam semelhantes às da figura 70.
Figura 70 – Organização das pastas
É obvio que estas pastas são apenas as pastas de entrada para uma série de
pastas organizadas de maneira lógica. Desta maneira, dentro de cada uma destas
pastas existirão outras pastas cuidadosamente pensadas e estruturadas.
Por exemplo, a pasta topografia terá em seu teor uma estrutura de pastas
muito próximas à organização da figura 71.
86
Figura 71 – Pasta Topografia
A pasta levantamentos a campo, por sua vez teria uma organização parecida
com a da figura 72.
Figura 72 – Pasta levantamentos a campo
Na pasta correspondente a cada um dos anos estão os trabalhos realizados,
organizados de forma cronológica (figura 73).
Figura 73 – Trabalhos realizados
As pastas crédito rural, licenciamento ambiental e assistência técnica teriam
uma estrutura semelhante. Já a pasta clientes contém todos os dados e trabalhos
realizados para os diferentes clientes.
Sempre que um novo serviço for prestado, uma cópia do mesmo deve ser
colocado nesta pasta, que servira como um banco de dados do cliente. A mesma teria
uma estrutura semelhante à da figura 74.
87
Figura 74 – Estrutura da pasta Cliente.
A pasta “backup GPS navegação”, por sua vez conteria os backups periódicos
dos GPS código C/A.
Na pasta Topografia, a pasta dados brutos GNSS teria um backup dos dados
obtidos com receptores GNSS. Também é interessante a existência de uma pasta
para o backup dos projetos de pós processamento dos dados GNSS.
Toda a estrutura, exceto a pasta clientes estaria organizada de forma lógica.
Primeiramente teria-se pastas para os diferentes anos, em uma segunda camada,
uma pasta para cada mês do ano e na terceira camada, em ordem crescente os dados
dos trabalhos prestados.
Essa é uma estrutura básica, somente com algumas pastas e que não possui
nenhum banco de dados vinculado, que serve para mostrar a importância da
existência de uma estrutura lógica que facilite os trabalhos e evite redundância de
dados.
Essa estrutura acrescida de backup semanal ou mensal garante que os dados
não sejam perdidos e que possam ser facilmente recuperados caso alguma pasta seja
acidentalmente apagada.Inclusive, você precisa informar a seus colaboradores sobre a existência deste
backup, instruindo os mesmos a terem o maior cuidado possível para não excluírem
nenhuma pasta ou arquivo do servidor.
Porém, que caos isso aconteça, que avisem você imediatamente para que
você possa puxar os dados excluídos do arquivo de backup.
Perceba que este é um assunto série e que a responsabilidade é grande. Logo,
tenha backup na nuvem, e se for o caso em HD externo também, não correndo riscos
desnecessários.
88
Eu mesmo possuo uma assinatura de 200 GB do Google Drive, pela qual pago
9,90 por mês. Perceba que este é um valor barato haja vista toda a segurança que
proporciona.
7.1 Utilização de Geodatabases
As empresas voltadas para análise espacial conseguem um grande avanço
com a utilização de Geodatabases.
Este arquivo exige conhecimentos um pouco mais avançados do que a
utilização de shapefiles e arquivos do CAD. Porém, possibilita um grande aumento de
produtividade para empresas nas quais vários colaboradores trabalham no mesmo
projeto concomitantemente.
89
8 OBTENDO E MOSAICANDO IMAGENS
8.1 Obtendo imagens do Google Earth
É necessário fazer-se alguns ajustes antes de obter-se as imagens. São
eles, desmarcar a opção terreno para que a imagem não fique distorcida,
conforme mostro na figura 75.
Figura 75 – desmarcando a opção terreno.
Também é indicado desmarcar a barra de status e demais elementos
que possam ficar atrapalhando na visualização.
Para desligar a barra de status vá em “visualizar” conforme é mostrado
na figura 76.
Figura 76 – desmarcando barra de status.
Já a legenda de escala deve ser ligada, a mesma também fica na guia
visualizar. A figura 77 ressalta este procedimento.
90
Figura 77 – marcando a opção legenda.
Outro cuidado que devemos ter é deixar a imagem orientada
corretamente, pois senão ao salvarmos as distorções serão salvas junto com a
imagem.
Para salvar a imagem vá na guia arquivo, salvar, salvar imagem,
conforme é mostrado na figura 78.
Figura 78 – salvando imagem.
8.2 Mosaico imagens no Photoshop
91
Após ter salvado as imagens da região de interesse, abra o photoshop,
vá em “arquivo”, “automatizar”, “photomerge”, conforme é mostrado na figura
79.
Figura 79 – Photomerge
No menu flutuante que se abre, vá em “procurar”, selecione duas
imagens e clique em “ok” e “ok” novamente.
É só aguardar as imagens serem mosaicadas. Faça o mesmo processo
de duas em duas imagens, até que você tenha unido todas as imagens.
92
9 UTILIZAÇÃO DO AUTOCAD
O avanço da informática facilitou muito a elaboração de plantas
topográficas.
O software adotado pela grande maioria dos profissionais para a
confecção de tais plantas é o AutoCAD, sendo que esta seção é dedicada a
mostrar os principais procedimentos de utilização deste software com a
finalidade de produção de plantas com altíssima qualidade e de acordo com as
normas técnicas.
No caso, eu não chegarei a mostrar o passo a passo da produção de
uma planta, e sim uma série de dicas que ajudarão você a produzir as
diferentes plantas necessárias com uma velocidade muito maior.
No Combo Topografia Cadastral na Prática eu ensino de maneira prática
a produzir as diferentes plantas utilizadas em escritórios de Topografia
Cadastral.
Outro sim, eu irei mostrar os procedimentos no AutoCAD 2008, pois o
mesmo é queridinho do pessoal que trabalha com Topografia Cadastral.
Pode ser que existam pequenas diferenças entre esta e outras versões
do AutoCAD.
9.1 Configurando Unidades e Referências
Selecione a opção “format” na barra de menus e nesta, a opção “units”.
Defina como unidade linear ("length") o tipo (“type”) decimal e precisão
(“precision”) de 4 casas decimais, pois esta precisão identificará também as
coordenadas.
93
Defina como unidade angular (“angle”) o tipo (“type”) “deg/min/sec” para
graus, minutos e segundos de arco sexagesimal e precisão (“precision”) de
segundos (“0d00’00”).
Clique em “clockwise”. Para sentido horário do acréscimo angular e em
seguida clique em “direction” para abrir uma janela denominada de “direction
control” (figura 80).
Figura 80 – configurando unidades e referências.
Em “base angle”, selecione a opção “north” para orientar a origem
angular do sistema topográfico local (sistema cartesiano) para o eixo “y”
positivo, também conhecido por norte (figura 81).
Figura 81 – orientação da origem angular do sistema topográfico.
94
9.2 salvando as configurações em arquivo próprio
O AutoCAD está pronto para ser utilizado para topografia, porém cada
vês que iniciar um desenho, você terá que configurar o mesmo novamente.
Essa configuração rotineira pode ser evitada com a criação de um
template. Desta forma, toda vês que iniciar um projeto novo, você pode solicitar
este template que contém as alterações feitas.
Adote o seguinte procedimento:
Clique em “file”, “save as”, “save drawing as”, selecione “salvar como
tipo: ” selecione “AutoCAD drawing template file (*.dwt) ”. Em seguida clique na
caixa “nome do arquivo” e digite o nome do arquivo que você quer criar (ex.:
topografia. dwt). Finalize clicando em “salvar”.
Ao salvar, se abrirá uma caixa de diálogo chamada “template
description”, onde em “description”, é necessário escrever uma descrição
resumida do arquivo “template” que está sendo criado.
Na opção “measurement”, selecione a opção “metric” e clique em “ok”
(figura 82).
Figura 82 – criando e salvando configurações em arquivo próprio.
95
9.3 Inserindo e escalando imagens do Google Earth no
AutoCAD
No caso, eu mostrarei o procedimento com imagens do Google, porém
você precisa saber que o mesmo serve para qualquer imagem que você deseje
inserir no desenho.
Uma vês que tenha salvado a imagem, abra o AutoCAD, crie um layer
para a imagem e vá na guia “insert”, “raster image reference” conforme
mostrado na figura 83.
Figura 83 – inserindo imagem no AutoCAD.
Se abrirá uma janela suspensa, encontre a imagem e insira a mesma no
projeto.
Uma vez que a imagem tenha sido inserida, a mesma deve ser
escalada, para que os objetos fiquem nos tamanhos reais.
Para isso utilizaremos a legenda de escala da imagem. digite “scale”,
“enter”, selecione a imagem, “enter”, clique em um ponto qualquer que será
utilizado como referência.
Irá aparecer para escolher o que deseja realizar, copiar ou referenciar,
você deve escolher “reference”. Para isso digite r, dê “enter”, você deverá
informar a distância na imagem, para isso clique em um canto (ponto a) da
escala e clique no outro canto (ponto b), conforme é mostrado na figura 84, e
digite a distância entre os pontos, no caso 39 metros.
A B
96
Figura 84 – escalando imagem no AutoCAD.
Dica: utilize o zoom na hora de selecionar os pontos que o resultado
será melhor.
Cuidado: o procedimento ensinado neste tutorial serve para inserir e
escalar imagens AutoCAD. Ou seja, a imagem não foi corrigida, nem retificada,
servindo apenas para facilitação do processo de vetorização.
Não utilize a mesma para outros procedimentos, pois você terá sérios
problemas.
9.4 Escalando carta topográfica no AutoCAD
Insira a carta, vá na guia “insert”, em “raster image reference”, conforme
a figura 85.
Figura 85 – Inserindo imagem
Leve-a para coordenadas próximas as reais da mesma, utilizando o
comando “move”.
Se a carta topográfica ficou longe de sua posição real, você pode criar
uma linha unindo o ponto para onde deve ir e o atual ponto da carta, se
guiando pela mesma para levar a carta para a posição certa. Veja a figura 86.
97
Figura 86 – Levando a imagem para a posição certa.
Desenhe uma linha entre coordenadas conhecidas na carta conforme a
figura 87.
Figura 87 – Linhacom coordenadas certas.
Mova a carta para o primeiro ponto, e rotacione para o segundo
utilizando o comando rotate.
Para isso digite “rotate”, de “enter”, selecione a base, digite “R” ou
“reference”, clique na base, clique no ponto que deseja rotacionar e leve-o para
a posição certa. A carta estará georreferenciada.
98
9.5. Inserindo grade de coordenadas no AutoCAD
Este tutorial irá lhe ensinar a inserir uma malha com coordenadas no
AutoCAD.
Primeiramente abra esse link
(http://otopografo.blogspot.com.br/p/autolisps_21.html), a primeira rotina do
blog é justamente a que utilizaremos neste tutorial. No início da página rotinas
lisps, têm um link para o tutorial que ensina a carregar rotinas lisps no
AutoCAD, que o ajudará neste procedimento.
Após inserir a rotina e fazer o desenho do polígono digite “m4” na linha
de comandos que você acessará a rotina que faz a inserção da malha
retangular (figura 88).
Figura 88 – m4, atalho para acessar a rotina de inserção da malha
regular.
Na linha de comandos do AutoCAD, aparecerá a frase “ingrese El tipo”.
Digite “0,0”.
Dê 2 enters, pedirá o intervalo da malha, previamente usei o comando
“dist” para ver o tamanho do desenho, que têm 184 mm para y e 299 mm para
x, a partir destas medidas, percebi que com um espaçamento de 60 mm será
desenhada uma malha de proporções ideais. Logo digitaremos “60” e daremos
“enter”.
Pedirá a altura do texto, digite “12”.
99
Pedirá os vértices da área, clicaremos em quatro posições estratégicas
(figura 89), nem muito perto do desenho, para que não desenhe uma malha
muito pequena, nem muito longe para que não desenhe uma malha muito
grande.
Figura 89 – Pontos vermelhos indicando posições ideais para delimitar a
malha.
Pedirá o ângulo do texto para x e para y, digite “90” e “1”.
A malha será desenhada (figura 90).
Figura 90 – Malha e polígono.
Usaremos a ferramenta extrim para ajeitar o desenho, tirando a malha
da área do polígono. O desenho deve ficar como na figura 91.
100
Figura 91 – Malha retirada do espaço do desenho.
Também podemos excluir as linhas extras, encurtar as outras usando a
ferramenta trim e deixar as coordenadas apenas nos lados inferior e direito do
desenho, entre outras mudanças que ficarão a seu critério.
9.6 Configurando o Layout de acordo com as normas técnicas
Os procedimentos para elaboração de um layout conforme as
normas estabelecidas pela NBR 10.582/1988 (apresentação de folha para
desenho técnico) e pela NBR 10.068/1987 da abnt (folha de desenho para
desenho técnico – leiaute e dimensões) são um pouco onerosos.
Porém, apresentam como vantagem o fato de que uma vês
construído, determinado padrão de folha poderá ser utilizado para todos os
projetos de mesma amplitude.
9.6.1 Etapas da configuração do layout.
1 – Fixar unidades de medidas.
Format, units, drawing units for design center blocks, meters, ok.
2 – Clique em “layoult1” localizada abaixo da área de desenho.
3 – Aparecerá a janela page setup.
4 - Em plolter configuration, nome (selecione a impressora adobe pdf),
ok.
5 - No menu file, plot, plot setings, paper size, a4, marque a janela mm,
na janela drawing orientation, marque landscape.
6 – Em plot scale deixar 1:1 (custom 1mm = 1 drawing units). Ok (o
que significa que 1 m no terreno corresponderá a 1000 mm no desenho).
Cancele a janela de impressão que aparece logo após o ok, pois não
pretendemos imprimir, somente ajeitar a configuração da folha.
7 – No layout 1 passe a configurar a folha a4 (paisagem) conforme
as normas técnicas. As principais medidas são:
101
Esquerda= 25mm
Superior= 7mm
Inferior= 7mm
Direita = 7mm
Legenda= 178mm (a partir da margem esquerda do papel).
8 - O procedimento para dimensionar a folha é o seguinte:
Risque sobre o tracejado de todas as bordas da folha com a
ferramenta line. (O tracejado significa as bordas da folha).
Utilize a ferramenta offset para passar os traços esquerdo, superior,
inferior e direito e a legenda da folha de desenho, utilizando as medidas
citadas para acima.
Apare os excessos das linhas que delimitam as bordas da folha de
desenho utilizando a ferramenta trim.
9 - Uma vês que tenha sido feita a demarcação das medidas, pode-
se apagar os riscos feitos sobre as margens do papel.
10 – Enquadre o desenho dentro da área a ele destinada, usando o
seguinte procedimento:
Arraste os cantos do desenho até os limites das áreas
destinadas a ele;
Dê um clique duplo sobre a área interna do desenho (bordas
ficarão em negrito);
Na linha de comando digite” z”, dê enter, digite “e”, dê enter;
Clique duplo fora do desenho para desmarcá-lo.
11 – Definição da escala:
Descobrir a maior medida do desenho, através da visualização do
mesmo:
Menu superior, guia dimension, aligned;
Clique sobre uma extremidade do desenho e depois sobre a outra;
Anote o valor que está em milímetros;
Usando o dimension, aligned, meça a área da folha destinada para o
desenho;
Anote o valor que está em metros;
Através da formula:
102
𝒅
𝑫
=
𝟏
𝑴
Onde:
D= medida feita sobre o desenho
D=medida da área da folha destinada ao desenho
M= medida escalar a ser achada.
12 – Selecione o desenho novamente com um duplo clique sobre a
área do mesmo.
Digite na linha de comando z, enter, s, enter;
Digite 1000/xp (onde x é o valor que foi encontrado pela formula
citada anteriormente), enter.
13 - Configure a legenda, não deixe de colocar os seguintes dados
para que respeite a legislação vigente: designação da firma, projetista,
desenhista, local, data, assinatura, nome e localização do projeto, conteúdo
do desenho, escala, número do desenho, designação da revisão, método
de projeção, unidade utilizada.
9.6 Preparando o desenho para a plotagem
Uma vês que você esteja com o desenho terminado, poderá elaborar a
planta definitiva, porém alguns cuidados são necessários nessa hora.
Utilizaremos um layout previamente criado que está de acordo com as
normas técnicas. Para isso, clique em “layout1”, se não abrir um menu
suspenso, clique novamente com o auxiliar sobre a guia “layout1” e vá em
“Page setup manager”, conforme mostrado na figura 92.
Figura 92 – Acessando as configurações de layout.
Vá em “modify”, conforme mostrado na figura 93.
103
Figura 93 – Acessando o modify.
Se guie pela figura 94 para selecionar a impressora pdf (número 1), o
formato de papel (número 2), em what to plot selecionar “window” e selecionar
os limites da área útil (número 3), em plot scale marque “fit to paper” (número
4), em drawing orientation marque portrait (número 5).
Figura 94 – Configurando impressora.
Pressione “OK” e “close”. Você já pode apagar a janela que ficou no
desenho.
Vamos inserir o layout configurado de acordo com as normas de
desenho técnico. Vá em “insert”, “block”, conforme mostrado na figura 95,
selecione o layout e insira clicando na tela.
1
2
3
4
5
104
Figura 95 – Inserindo layout previamente criado.
Selecione o bloco e exploda, clique com o auxiliar sobre o dizer “layout
1”, vá em “Page setup manager” conforme a figura 96.
Figura 96 – Redefinindo área útil.
Vá em “modify”, selecione “window”, conforme mostrado na figura 97 e
clique nos extremos do layout que você inseriu. Selecione “OK” e “close”.
Figura 97 – Selecionando a opção window.
Agora vamos inserir uma nova “wilport”. Digite “mv”, dê “enter” e clique
nos cantos extremos da área útil do desenho.
105
Agora é necessário escalar o desenho, para isso leia a seção 9.7.
9.7 Colocando o desenho em escala
No layout desejado, enquadre o desenho deixando-o aproximadamente
na posição desejada.
Não se preocupe em deixar perfeito, sem se preocupar muito em deixar
perfeito. A ideia é que fique em uma posição aproximada.
Na figura 98 enquadreiuma fábrica, faça parecido.
Figura 98– Enquadrando o desenho.
Agora escalaremos o desenho, para isso vá na guia “dimension” e
selecione “alighth”, meça a distância no mapa clicando nos pontos extremos do
desenho (a janela não deve estar ativa).
Abra o MS Excel e anote a distância obtida. A distância que você obteve
é em milímetros e precisa ser transformada em metros para isso jogue a virgula
3 casas para trás, por exemplo se você obteve 138, ficará 0,138.
Agora calcularemos o fator de escala. Para isso dê 2 cliques na janela,
vá na guia “dimension” e selecione “alighth”, meça a distância real obtida e
anote abaixo da obtida sobre o mapa. Deverá ficar como na figura 99.
106
Figura 99 – Calculando o fator de escala.
Agora pela formula da distância, calcularemos a escala. É só dividir a
distância real pela distância no mapa, conforme mostrado na figura 98.
A escala do mapa é 1/7.028. Se dividirmos 1000/7.028, iremos obter o
valor 0.14.
Para escalar a imagem utilizaremos este valor, volte no AutoCAD e
digite na linha de comandos “z”, “s”, “dê enter” e digite 0.14xp. O desenho irá
se ajustar a folha, posicione-o de maneira centralizada e a planta estará pronta
para a impressão.
9.8 Criando planta de situação a partir de um mapa da
região
Para a criação da planta de situação, o desenho deve estar em
coordenadas UTM. Além disso, você deve ter um mapa da região, pois o
mesmo servirá de base, fornecendo os dados para a planta de situação.
O primeiro passo é copiar o polígono ou desenho que você fez e está
preparando para plotagem.
Colaremos este polígono ou desenho na posição original, no draw do
mapa da região. Para isso utilizaremos o comando “paste to original
coodinates”.
Após copiar o polígono, no draw do mapa da região, vá na guia “Edit”, e
selecione “paste to original coodinates”, conforme a figura 100.
107
Figura 100 – Utilizando o comando paste to original coordinates.
Se você não sabe onde o desenho foi parar, digite “find” e procure por
algum dado existente em sua planta, como o nome do proprietário, por
exemplo.
Volte para sua planta (draw do polígono) e faça um retângulo no local
que ficará a planta de situação, esse retângulo servirá para você escalar o
recorte que deve ser feito do desenho geral (faremos uma cópia da região de
interesse e iremos redimensionar, fazendo caber na planta de situação), copie-
o, vá para o mapa da região e cole-o em uma posição próxima ao mapa da
região.
Faça outro retângulo ao redor da área onde está o seu projeto, no
mesmo devem estar todos os dados que você quer que estejam na planta de
situação, como municípios ou estados, tudo dependerá da escala do seu
projeto (serão os dados que irão aparecer na planta de situação).
Agora iremos escalar para que o desenho da planta de situação fique do
tamanho que deve estar no seu projeto.
Para isso, usaremos como referência o retângulo que você trouxe com o
tamanho da área destinada a planta de situação.
Meça a distância de um dos lados do retângulo que contém os dados do
seu projeto e a correspondente no retângulo representativo da área destinada a
planta de situação.
108
Divida a distância do lado do projeto pela distância no retângulo
representativo da área destinada a planta de situação para obter o fator de
escala.
Digamos que a proporção encontrada foi de 13.2, digite “SC” ou “scale”
na linha de comando, selecione o retângulo da área destinada a planta de
situação, digite “enter”.
Agora você pode apagar o retângulo com os dados do projeto, mova o
outro até que fique na posição adequada e utilizando o comando “extrim”
remova as linhas exteriores ao retângulo.
Para levar para o desenho é só dar um fator de escala ao contrário,
digite “SC”, selecione o desenho e digite 1/13.2. É só copiar, colar no seu
projeto e mover.
Caso esteja com dificuldades, acesse o vídeo produzido por Joenildo
Santos, no mesmo ele explica como fazer a planta de situação.
Link:
https://www.youtube.com/watch?v=-y9go-bGFt0
9.9 Importando pontos para o AutoCAD a partir do arquivo
nativo
Esse procedimento que envolve a tabulação de dados com a utilização
do MS bloco de notas e do MS Excel.
O mesmo pode ser utilizado apenas para dados obtidos com estação
total, uma vês que os dados obtidos com receptores GNSS são obtidos de
forma indireta, necessitando de pós processamento.
Para facilitar o aprendizado produzi um vídeo que está no YouTube.
Clique no link abaixo para assistir o mesmo.
109
Levando dados da estação total para o AutoCAD
https://youtu.be/oaJltsb6MzY
9.10 Inserindo mais de uma viewport no desenho
Primeiramente crie um novo layer, vá na guia “view, “viewports” e
selecione a área aonde deseja inserir a “viewport”, conforme mostro na figura
101.
Figura 101 – Inserindo wiewport
Irá aparecer todo o desenho existente, dê 2 cliques para que vá para o
model.
Iremos ajustar a escala. Digite “z’, “enter”, “s”, “enter”, digite o fator de
escala desejado como por exemplo 1:45xp, a “viewport” irá se adequar ao
desenho.
Se não der certo de primeira, faça mais alguns testes até que se adeque
ao desenho, se não desejar que as linhas correspondentes a mesma apareçam
é só desligar o respectivo layer.
110
9.11 Encontrando ponto mais ao norte e ajeitando o
sentido de um polígono
Para descobrir o ponto mais ao norte da poligonal, utilizaremos o
comando ortho, com o mesmo acionado, pegaremos uma polyline e clicaremos
no ponto que achamos que está mais ao norte.
Se ao movermos a polyline no sentido horizontal, a mesma não
ultrapassar os limites do polígono significa que encontramos o ponto mais ao
norte. Tal operação pode ser visualizada na figura 102.
Figura 102 – Encontrando ponto mais ao norte com comando ortho.
Uma vês que você tenha encontrado o ponto pode marcar o mesmo,
clicando em outro local ao norte do mesmo, conforme mostro na figura 103.
Figura 103 – Marcando ponto mais ao norte.
Após encontrar o ponto mais ao norte, iremos utilizar o comando break
para ajeitar o sentido do polígono. Para isso com o comando break ativado,
clique um pouco antes do ponto e clique no ponto. Ficará como na figura 104.
111
Figura 104 – Polyline quebrada com o comando break.
Agora simplesmente juntaremos o estremo da linha ao ponto mais ao
norte.
Após juntar, utilizaremos o comando pedit para ver o sentido da linha.
Digite “pedit”, selecione o polígono, digite “e”, ao dar “enter” surgirá um X no
ponto mais ao norte e conforme dermos mais enters o X começara a correr os
vértices no sentido horário, conforme mostrado na figura 105.
Figura 105 – Sentido da polyline a partir do ponto mais ao norte.
9.12 Mudando propriedades do layer com o comando filter
O comando filter tem por objetivo facilitar os trabalhos no AutoCAD. O
mesmo automatiza os trabalhos de mudança de atributos de um layer com
poucos cliques. Desta maneira, não precisaremos mudar os atributos
manualmente em cada um dos elementos plotados.
Ex.: Você tem um trabalho e deseja mudar algum atributo de
determinado layer, como por exemplo, a cor, o próprio layer ao qual pertence,
nome ou a espessura.
112
Um exemplo prático seria mudar a cor de todos os pontos do layer
pontos de campo, da figura 106.
Figura 106 – Layers
Procedimento
Digite “filter” e dê “enter” (Figura 107).
113
Figura 107 – Acionando o comando filter.
Aparecerá um menu flutuante (figura 108).
Figura 108 – Menu flutuante.
Clique em “Add selected object” (figura 108), o objeto será selecionado e
aparecerá novamente o menu object selection filters. Porém, perceba que na
parte branca, aparecerá a descrição dos atributos do layer.
114
Figura 109 – Acionando o comando filter.
Você deixará dentro desta caixa apenas osatributos que deseja mudar,
no caso a cor. Os demais itens você simplesmente apagará.
Vá selecionando os atributos e deletando, deverá ficar como na figura
110.
Figura 110 – Somente atributo color ficou na caixa.
Clique em “apply” para aplicar, a caixa sumira e o cursor mudará, digite
“ALL” para aplicar a todos, dê “enter”, selecionou todos os elementos do layer
pontos de campo (figura 111).
115
Figura 111 – pontos de campo selecionados.
É só ir na guia de propriedades do layer e mudar a cor, no caso mudei
para amarelo (figura 112).
Figura 112 – propriedades do layer modificadas.
Inserindo rotina lisp no AutoCAD
116
O autolisp facilita muito os trabalhos com o AutoCAD ao possibilitar a
criação de rotinas que acrescentam novas funcionalidades e ferramentas.
Lisps são carregados no AutoCAD como comandos.
Para inserir um lisp de maneira fácil digite “appload” na linha de
comandos, que se abrirá uma janela suspensa como a da figura 113.
Figura 113 – Janela load/unload applications
No nosso caso, vamos inserir o seguinte lisp, que é uma rotina livre:
(PRINC
"\nChamada de Coordenadas - Por: Pedro Maia dos Santos Filho "
)
(PRINC "\nDigite NE e tecle para começar...")
(princ)
(DEFUN c:ne (/ var-r5 coratu osmatu pto pto1 ptx stx pty sty p2 p3 p4
;;;tamx tamy tam
) (SETVAR "CMDECHO" 0)
(IF (= (GETVAR "USERR5") 0.0)
(PROGN (INITGET 7)
(SETQ var-r5 (GETREAL "\n-> Entre com o valor de VAR-R5 : "))
117
(SETVAR "USERR5" var-r5)
)
(SETQ var-r5 (GETVAR "USERR5"))
)
(SETQ coratu (GETVAR "CECOLOR")
osmatu (GETVAR "OSMODE")
)
(WHILE (SETQ pto (GETPOINT "\n-> Selecione o ponto a cotar : "))
(IF (SETQ pto1 (GETPOINT pto "\n-> Selecione o ponto de chamada : "))
(PROGN (SETQ ptx (CAR pto)
stx (RTOS ptx 2 4)
pty (CADR pto)
sty (RTOS pty 2 4)
)
(IF (<= (CAR pto) (CAR pto1))
(SETQ p2 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 28.0 var-r5))
(CADR pto1)
(CADDR pto1)
)
p3 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 1.0 var-r5))
(+ (CADR pto1) (/ 1.0 var-r5))
(CADDR pto1)
)
118
p4 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 1.0 var-r5))
(- (CADR pto1) (/ 3.0 var-r5))
(CADDR pto1)
)
)
(SETQ p2 (LIST (- (CAR pto1) (/ 28.0 var-r5))
(CADR pto1)
(CADDR pto1)
)
p3 (LIST (+ (CAR p2) (/ 1.0 var-r5))
(+ (CADR p2) (/ 1.0 var-r5))
(CADDR p2)
)
p4 (LIST (+ (CAR p2) (/ 1.0 var-r5))
(- (CADR p2) (/ 3.0 var-r5))
(CADDR p2)
)
)
)
;;; (SETQ tamx (STRLEN stx)
;;; tamy (STRLEN sty)
;;; )
;;; (IF (< tamx tamy)
119
;;; (SETQ tam tamy)
;;; (SETQ tam tamx)
;;; )
(SETQ tex (STRCAT "N=" sty)
;; (STR sty tam))
tey (STRCAT "E=" stx)
;; (STR stx tam))
)
(SETVAR "CECOLOR" "2")
(SETVAR "OSMODE" 0)
;;(COMMAND "TEXT" p3 (/ 2.03 var-r5) "90" tex)
(ENTMAKE (LIST (CONS 0 "TEXT")
(CONS 1 tex)
(CONS 10 p3)
(CONS 40 (/ 2.03 var-r5))
(CONS 50 0.0)
)
)
;;(COMMAND "TEXT" p4 (/ 2.03 var-r5) "90" tey)
(ENTMAKE (LIST (CONS 0 "TEXT")
(CONS 1 tey)
(CONS 10 p4)
(CONS 40 (/ 2.03 var-r5))
120
(CONS 50 0.0)
)
)
(COMMAND "_.PLINE" pto pto1 p2 "")
(SETVAR "CECOLOR" coratu)
(SETVAR "OSMODE" osmatu)
)
nil
)
nil
)
(PRINC "\n-> Encerrado...")
(PRINC)
)
Se desejar utilizar está rotina, copie-a e cole no bloco de notas, salvando
com a terminação .lsp.
Encontre e selecione o lisp, deixe marcada a opção “add to history” para
adicionar ao histórico. Veja como proceder na figura 114, clique em “load” e em
“close”.
A rotina foi inserida e está pronta para uso.
O chato das rotinas Lisp é que as mesmas só podem ser acessadas
pela linha de comandos. Ou seja, você terá que memorizar o comando de
utilização da rotina.
121
Figura 114 – Inserindo rotina
No caso da rotina que inserimos, a mesma foi criada por Pedro Maia dos
Santos Filho e é utilizada para colocar as coordenadas nos pontos desejados.
Na maioria das vezes, o comando para acessar a rotina é o nome da
mesma. Porém, muitas vezes as rotinas têm um comando diferente.
Se você abrir o arquivo da rotina com o bloco de notas, poderá descobrir
o comando de acesso a rotina.
O mesmo fica após o texto “DEFUN c: ”, no início do arquivo.
Vamos verificar se a rotina foi inserida com sucesso. Isso só é possível
utilizando-a.
No caso da rotina inserida, a mesma utiliza o seguinte comando:
NE
Após digitar o comando NE na linha de comandos é só seguir os
procedimentos listados na mesma e o resultado será o da figura 115.
Figura 115 – Resultado da utilização da rotina
122
9.12 Criando e salvando blocos no AutoCAD
Durante os trabalhos em ambiente CAD, existe uma série de figuras
geométricas que são utilizadas no dia a dia.
As mesmas normalmente são criadas a cada projeto, o que provoca uma
grande perda de tempo com trabalhos repetitivos.
No AutoCAD, é possível criar blocos a partir dos diferentes desenhos
existentes no projeto.
Segue tutorial passo a passo mostrando como criar blocos no AutoCAD.
Primeiramente, imaginemos que você realiza muitos trabalhos de
projetos de estacionamento e que nos mesmos precisa demarcar as vagas
destinadas a portadores de necessidades especiais. Para isso utiliza figuras
como a da imagem 116.
Figura 116 – Desenho, portador de necessidades especiais.
Uma vês que você tenha criado uma figura conforme a do desenho
acima, poderá salvá-la como um bloco. Para isso, digite “block” na linha de
comandos (figura 117).
123
Figura 117 – comando create block.
Dê “enter” e se abrirá um menu flutuante (figura 118).
Figura 118 – Menu flutuante.
A primeira coisa que deve ser feita é a escolha de um ponto base, para
isso selecione “pick point” (figura 119).
Figura 119 – Escolhendo ponto base.
Selecione o ponto que será utilizado para a inserção do bloco no
desenho. Após clicar o menu flutuante reaparecerá na tela com as
coordenadas que foram selecionadas nos campos x, y e z.
124
Agora iremos selecionar os objetos que desejamos que sejam inseridos
no bloco. Para isso clique em “select object” (figura 120).
Figura 120 – selecionando o objeto.
Após selecionar todos os objetos, pressione enter.
Agora precisaremos salvar o objeto clicando em “ok”. As versões
avançadas do AutoCAD permitem escolher a pasta aonde o objeto será salvo.
9.13 Inserindo hachuras no AutoCAD
Por padrão, o AutoCAD guarda as hachuras nos arquivos acadiso.pat e
acad.pat.
Quando o AutoCAD é configurado para utilizar o sistema métrico, o
mesmo utiliza o arquivo acadiso.pat.
No caso do arquivo acad.pat, o mesmo é utilizado quando o programa é
configurado para trabalhar com o sistema imperial que é o sistema métrico
americano.
Primeiramente, é recomendável fazer uma cópia de segurança dos
arquivos acad.pat e acadiso.pat.
Os mesmos se encontram no caminho C:\Program Files\AutoCAD Map
2000i\Support\acadiso.pat para o AutoCAD 2000i ou no caminho C:\Program
Files\AutoCAD 2008\UserDataCache\Support no AutoCAD 2008.
125
Dependendo da versão do AutoCAD a localização da pasta suport, que
contém os arquivos acadiso.pat e acad.pat pode mudar, você poderá passar
um pouco de trabalho para encontrá-la, porém a mesma existe em todas as
versões do AutoCAD.
Pode acontecer de haver mais de uma versão dos arquivos acad e
acadiso, porém não estarão com a terminação .pat, nem com as letras PAT no
ícone.
Você precisará pesquisar na internet padrões de hachura que suprirão a
sua necessidade. Existem vários sites e blogs que trazem uma infinidade de
hachuras.
Abra o arquivo que possui as hachuras que você deseja carregar com o
bloco de notas. Caso o arquivo esteja compactado, é necessário primeiramente
descompactar o mesmo.
Copie todo o conteúdo do arquivo. Para isso utilize o comando
“control+A” para selecionar todos os dados e o comando “control+C” para
copiar os dados.
Abra o arquivo acadiso.pat e copie no final do mesmoos padrões de
hachura que você copiou.
Você deve deixar uma linha em branco no final do arquivo, pois a
mesma serve como separador entre os padrões de hachura.
Ao você deixar este espaço, ao fazer o processamento dos dados, o
computador entenderá que chegou no final do padrão de hachura e que em
seguida existe um novo padrão de hachura.
Caso você não deixe este espaço, o computador poderá apresentar uma
mensagem de erro e não carregar os padrões de hachura.
Repita o procedimento para o arquivo acad.pat.
Um outro procedimento interessante é fazer com que os padrões de
hachura que você utiliza mais frequentemente apareçam no início da lista.
126
Para que isso aconteça, basta copiar o padrão desejado e colar no início
do arquivo.
Uma vez que você tenha testado os novos padrões de hachura e os
mesmos tenham funcionado perfeitamente, você poderá deletar a cópia de
segurança que criou dos arquivos acad.pat e acadiso.pat.
Caso o AutoCAD apresente alguma mensagem de erro ao você tentar
inserir hachuras, é só substituir o arquivo pela cópia de segurança e tentar
inserir as hachuras novamente.
Apenas uma dica importante é que antes de deletar os arquivos, você
verifique se foi deixado um espaço em branco entre os pontos.
9.14 Configurando pontos
A configuração do estilo de ponto ajuda a identificar mais facilmente os
pontos de detalhe topográfico.
Para configurar o estilo de ponto, acesse o seguinte caminho:
“file”, “point style”,
No menu flutuante que se abrir, escolha a opção de símbolo que mais
lhe agrada.
Você também precisa especificar o tamanho do ponto, na opção “point
size” e escolher entre as opções "set size in absolute units" e "set size Relative
to screen".
Ou seja, se quer em coordenadas absolutas ou em coordenadas
relativas a tela do pc.
Uma vez que você tenha feito estas configurações, é só clicar em "ok" para
confirmar (figura 121).
127
Figura 121 – Configurando pontos.
9.15 Layers nos desenhos topográficos
A importância da utilização dos layers se dá pelo fato de normalmente
utilizarmos uma grande quantidade de pontos em nossos projetos.
Estes por sua vez, representam diferentes objetos, de certa forma que o
desenho começa a se tornar demasiadamente poluído, tornando-se de difícil
interpretação.
Outra característica importante dos layers é que possibilitam que os
objetos que não interessam no momento sejam desativados ou congelados.
Para cada layer é dado um nome e uma cor, sendo que o AutoCAD
trabalha com 255 cores definidas com os números de 1 a 255.
A NBR 13133/1994 da abnt estabelece que deve haver uma
padronização na organização dos layers, sendo que frança et. Al (2008)
adotam as cores e espessuras de linha da tabela presente na figura 122.
128
Figura 122 – configurando pontos.
Fonte: frança, r. Marcos et al. (2008, p.25).
9.16 Importando, movendo e rotacionando dados no AutoCAD
O procedimento que será mostrado abaixo é um dos mais
complicados envolvendo a topografia.
O mesmo consiste em colocar-se uma base de dados obtidos a
campo sobre uma base de marcos geodésicos já existentes.
Também é frequentemente utilizado para unir-se dados obtidos entre
duas obras diferentes de uma mesma área. Para isso ambos os projetos
devem possuir no mínimo dois pontos em comum.
Na realidade, é aconselhável que se tenha 3 pontos em comum, pois
desta maneira o terceiro ponto servirá como ponto de verificação,
garantindo que não existam erros entre os projetos.
129
Nos casos em que desejasse trabalhar com dados locais, como para
cálculo e/ou divisão de áreas, basta abrir-se o arquivo xyz no AutoCAD.
Baixe o arquivo que utilizaremos para a prática. Link:
https://drive.google.com/file/d/14D4rEjmjP0MG8TWojNoNJiuJYKNp1j
GX/view?usp=sharing
O mesmo está no formato ZIP. Extraia os dados e abra o arquivo
com o AutoCAD.
Você perceberá que existem vários layers que foram definidos para o
projeto SIG – UFSM.
Vamos criar um novo layer denominada “universidade”. Para isso
clique em “layer properties manager” (número 1 na figura 123).
Figura 123 – criando novo layer.
Será aberta uma tela como a da figura 124.
1
130
Figura 124 – tela com novo layer.
Clique em “new layer”, número 1 na figura abaixo, será criado um
novo layer, como o com o número 2, renomeie ele como universidade e
mude a cor para verde limão (figura 125), clicando na caixa que na figura
abaixo aparece em rosa. Clique em “apply” e em “ok”.
Figura 125 – escolhendo cor.
Selecione o layer universidade na janela de layers, para que o
arquivo que abriremos fique nele.
Baixe e extraia este outro arquivo:
https://drive.google.com/file/d/15Rji6rAI_BcHFKQalDzU4tBqoOH
Q18Wt/view?usp=sharing
Clique em insert, block (figura 126).
1
2
131
Figura 126 – inserindo bloco.
Na janela que se abriu (figura 127), clique em “browse”..., selecione o
arquivo e clique em “open” e em “ok”.
Figura 127 – escolhendo arquivo.
O cursor do mouse mudou de formato para duas linhas que se
cruzam e quando é movido aparecem os pontos sendo arrastados. No lugar
no qual dermos um clique, os dados serão colados como um bloco.
Para facilitar os serviços clique próximo ao marco M031. Ficará como
mostro na figura 128.
132
Figura 128 – bloco de dados inserido no AutoCAD.
Uma vês que o bloco esteja inserido, iremos movê-lo para cima de
um dos marcos geodésicos. Na linha de comandos, digite “move” e de um
“enter”, clique sobre o ponto amarelo do bloco, M031, e de “enter”, clique
novamente sobre o ponto M031 do bloco, ligue o osnap e mova para cima
do ponto M031 do arquivo (o vermelho). Ficará como na figura 129.
Figura 129 – comando move.
O bloco de pontos foi movido para cima do marco geodésico. Agora
precisamos rotacioná-lo para que fique orientado da forma certa.
133
Digite “rotate” na linha de comandos e dê “enter”, selecione o bloco
de pontos e dê “enter, ” especifique o ponto base, digite “r” na linha de
comandos. Clique sobre a base (Ponto M031), clique sobre o ponto que
será rotacionado (Ponto 1 – que é verde) e clique sobre o ponto para o qual
o mesmo será rotacionado (M037).
Os dados deverão ficar como na figura 130.
Figura 130 – comando rotate.
Agora você pode explodir o bloco e os dados estarão rotacionados
da maneira certa e prontos para serem trabalhados.
Perceba que conforme informei anteriormente, você pode utilizar este
procedimento para unir dados levantados com estações totais e receptores
GNSS e também dados de diferentes obras da estação total.
Eu tinha um amigo que inclusive, nunca fazia troca de estação, o
mesmo dizia que era muito perigoso.
Ele preferia criar obras distintas, levantando pontos em comum entre
as obras e posteriormente unir as mesmas no AutoCAD. Isso porque com
este procedimento ele tinha certeza absoluta que não cometeria erros.
134
9.17 obtendo distâncias
Na linha de comandos digite “di”, clique sobre o primeiro ponto e clique
sobre o segundo ponto, aparecerá a distância na linha de comandos.
Pela caixa de comandos inquiry (figura 132), selecione “distance”
(número 1).
Figura 132 – caixa de comandos inquiry.
9.18 Calculo de área e perímetro
Digite “área” na linha de comandos e dê enter. Clique consecutivamente
em todos os pontos com o osnap ligado e ao final pressione enter.
Na linha de comandos aparecerá a área e o perímetro.
Caso não visualize a área, clique com o botão direito do mouse e clique
em copiar histórico, abra um documento do word e cole, você verá na última
linha a área e o perímetro.
Pela caixa de ferramentas inquiry, selecione .
9.19 Obtendo coordenadas
9.19.1 De um ou poucos pontos
Pela linha de comandos, digite “id”, clique no ponto desejado, aparecerá
as coordenadas x, y e z na linha de comandos.Pela caixa de ferramentas inquiry, selecione .
1
135
9.19.2 De todos os pontos
Pela linha de comandos, digite “list”, que aparecerá a lista com a
descrição completa dos pontos, inclusive as coordenadas, que poderão ser
copiadas e levadas para outro programa, como o MS Excel, por exemplo, para
serem trabalhadas.
É importante fazer a divisão dos pontos por layers, pois desta maneira
poderemos desligar os pontos que não nos interessam, obtendo as
coordenadas somente dos pontos de interesse.
9.20 Inserindo coordenadas
Pela linha de comandos, digite o valor das coordenadas x e y ou x, y
e z, tendo como separador decimal o ponto e separador entre as
coordenadas x,y e z a virgula.
Caso você precise levar uma grande quantidade de coordenadas
para o AutoCAD, o melhor jeito é utilizar o MS Excel para fazer o tratamento
e dos dados e o bloco de notas para ajeitar a configuração, deixando como
separador decimal o ponto e separador entre as coordenadas x,y e z a
virgula.
Uma vez feito isso, é só copiar e com o comando point ou polyline
ativado, clicar na linha de comandos no AutoCAD e dar “enter”.
9.21 Lista de informações de um objeto
Pela caixa de ferramentas inquiry, clique sobre o comando list .
Pela linha de comando digite “list”, selecione o objeto e dê “enter”,
aparecerá na tela a imagem da figura 132.
136
Figura 132 – Lista de informações.
9.22 Mudando propriedades de um objeto
Pela linha de comandos digite “_properties” e dê “enter”.
Você poderá alterar, por exemplo, o layer a qual o objeto pertence,
suas coordenadas e textos. Quando mais de um objeto for selecionado,
somente será possível a alteração de propriedades comum entre eles.
9.23 Tamanho ideal para letras
A maneira mais fácil de descobrir qual o tamanho ideal para os textos
existentes na planta é através de uma simples regra de 3.
Desta maneira, a partir do momento que sabemos que o tamanho ideal
de texto para uma escala 1:10.000 é 20, com uma regra de 3 descobriremos o
tamanho ideal de texto do nosso desenho.
Por exemplo, para uma escala 1: 5.000, o tamanho ideal é 10, para uma
escala de 1:2.000, o tamanho ideal é 2 e assim por diante.
9.24 principais comandos do AutoCAD
137
A utilização de comandos possibilita a obtenção de grande
produtividade, desta maneira na lista abaixo aparecem os principais comandos
utilizados para a obtenção de produtividade em escritórios de Topografia.
I – insert (insere bloco);
Mv – Inserir wilport;
Control +r – altera entre wilports;
MA - Copiando propriedades de um objeto e colando em outro: Digite
MA, selecione a referência, selecione os que irão mudar;
Reverse - Invertendo polilinhas: Digite o comando “reverse” e selecione
a polilinha;
Merge – Une layers. Digite “merge”, selecione um objeto de cada layer
que serão mudados, dê “enter”, selecione o “layer” de destino;
New layer state – usado após desligar layers, para criar uma classe de
configuração de status de layer. Muito bom para projetos com várias plantas,
pois criará um status para cada planta.
Click select - Selecionando objetos usando filtros: Antes de selecionar
qualquer comando, dê um clique no botão direito do mouse e selecione “click
select”, se abrirá um menu flutuante través do qual você poderá escolher o que
irá filtrar.
Descelecionar objeto – Pressione a tecla Shift e selecione o (s) objeto
(s);
Sketck- – Um dos comandos menos conhecido pelos cadistas. O mesmo
possibilita o desenho a mão livre, permitindo que você desenhe linhas,
polilinhas e a partir do AutoCAD 2010, splines.
Image clip – Permite recortar imagens de diferentes formas.
Extrim – Utilizado para recortar todas as linhas ou polilinhas que tocam
determinado objeto.
138
9.25 Comando osnap
O comando osnap possibilita que os objetos sejam confeccionados com
precisão. Sem o mesmo, seria muito difícil confeccionar-se desenhos de
qualidade.
As principais opções de configuração do osnap são:
Aparent intersection - Pega o ponto que seria o cruzamento entre 2
pontos;
Extension – Entende a direção para a qual um comando se estende;
Tangente – faz a linha tangenciando um círculo ou arco;
Perpendicular – Clico em um ponto e digo que quero uma linha
perpendicular a determinada linha;
Paralelo – clique em um ponto passe em cima da linha que deseja que
seja paralela e clique no outro ponto.
139
REFERÊNCIAS BLIBIOGRAFICAS
ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10068:
Folha de desenho – leiaute e dimensões. Informação e documentação: Padronização.
Rio de Janeiro, 1987.
____. NBR 10582: Apresentação da folha para desenho técnico. Informação e
documentação: Procedimento. Rio de Janeiro, 1988.
França, R. M., Hasenack, M. Martins, M. R.2008. AutoCAD 2007 para
topografia – módulo básico. < http://pt.scribd.com/doc/215108579/AutoCAD2007-
topografia-pdf>, acesso em 18/05/2013.
Junior, R. M. C. 1998 topografia aplicada ao curso de engenharia civil. <
http://www.ufrgs.br/igeo/departamentos/geodesia/trabalhosdidaticos/Topografia_Aplica
da_A_Engenharia_Civil/Apostila/TopoAplicada_2012.pdf>, acesso em 16/05/2013.
Milani, E. J., 2009. Apostila de topografia. <
http://www.politecnico.ufsm.br/cursos/tecnicos/images/downloads/apostila_topografia_
2009.pdf>, acesso em 13/05/2013.
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO (Brasil), Lei n. 10267, de 28
de agosto de 2001. Estabelece normas para o Georreferenciamento de imóveis rurais.
Diário Oficial [da] república federativa do Brasil, poder executivo, Brasília, DF, 29
ag. 2001. Seção 1, P.1.
Silva, A. S. e Junior, J. G. NC FUNDAMENTOS DE GEODÉSIA. <
http://www.ltc.ufes.br/geomaticsce/Modulo%20Geodesia.pdf >, acesso em 10/05/2013.
Veiga, L. A. K., Zanetti, M. A. Z., Faggion, P. L. 2012. Fundamentos de
topografia.< http://www.cartografica.ufpr.br/docs/topo2/apos_topo.pdf >, acesso em
13/05/2013.
Zanetti, M. A. Z Veiga, L. A. K., 2008. Operação Básica da Estação TC 407
Leica.<http://www.cartografica.ufpr.br/home/wp-
content/uploads/2012/10/Esta%C3%A7%C3%A3o-Total-Tc407-Uso-
b%C3%A1sico.pdf>. acesso em 15/05/2013.
140
POSSO ME ENVOLVER NO SEU
NEGÓCIO?
Profissionais de todo o país me perguntam sobre meus treinamentos e
como participar dos mesmos.
Se o seu objetivo é plugar novos serviços no seu escritório ou tirar o
sonho de ter seu próprio escritório da área do papel, fique atento às
informações abaixo e se envolva o mais rápido possível.
TOPOGRAFIA CADASTRAL NA PRÁTICA
O Topografia cadastral na Prática é um combo formado por 5
treinamentos. O mesmo possui simplesmente todos os conhecimentos que
você precisa para tirar do papel seu sonho de colocar um escritório de
Topografia Cadastral setado para o sucesso.
Isso porque eu cubro simplesmente todas as etapas, da reunião com o
cliente a entrega das plantas e demais peças técnicas no registro de imóveis.
Você vai aprender:
Como fazer uma reunião de sucesso e fazer o cliente dizer sim
para a sua oferta;
Como proceder na pré ida a campo, identificando e eliminando
qualquer risco de erro;
A obter dados a campo com estações totais e receptores GNSS;
A fazer o processamento e o ajustamento dos dados, aprendendo
a levar os mesmos para o AutoCAD;
A utilizar o AutoCAD profissionalmente, aprendendo a produzir as
diferentes plantas confeccionadas nos escritórios de Topografia
Cadastral;
141
Dominará a legislação cadastral, aprendendo a produzir as
diferentes peças técnicas e como proceder junto ao registro de
imóveis.
Como disse, o mesmo é um treinamento cirúrgico, com o qual você
conseguirá tirar do papel o seu sonho de ter um escritório de Topografia setado
para o sucesso.
O Combo Topografia Cadastral na Prática normalmente é adquirido por
profissionais que:
Possuem um escritório e que querem passar a prestar serviços de
TopografiaCadastral no mesmo;
Se identificam com a área de Topografia e tem o sonho de ter um
escritório da área;
Querem turbinar suas rendas, passando a prestar serviços de
topografia em suas horas vagas.
Para conhecer melhor o combo Topografia cadastral na Prática, é só
acessar o link abaixo:
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/
ARCGIS EXPERT
O ArcGIS Expert é simplesmente o mais completo curso de ArcGIS do
brasil. O mesmo é um método prático com o qual você irá aprender a produzir:
Shapefiles diversos;
Mapas de Uso do solo;
Mapas temáticos;
Plantas para Topografia Cadastral;
A fazer análises espaciais e a produzir SIGs.
142
E muito mais, você vai tomar um susto com quantidade de conhecimentos que
irá obter.
Para conhecer melhor o treinamento ArcGIS Expert, é só acessar o Link:
http://adenilsongiovanini.com.br/arcgis-expert-desafio/
MÉTODO GEORREFERENCIAMENTO SEM MISTÉRIOS
Neste treinamento eu mostro na prática como prestar serviços de
Georreferenciamento.
O mesmo foi brindado com a ajuda de mais de 137 alunos que
participaram das 6 primeiras edições do treinamento. Estes profissionais foram
a campo, tiveram dúvidas e entraram em contato comigo.
Daí eu gravei uma nova aula para cada dúvida diferente que os
profissionais tinham, disponibilizando a mesma no final do respectivo módulo.
O resultado?
Nenhum treinamento existente no pais sobre o assunto é tão brutal
como o Georreferenciamento Sem Mistérios. Você ficará de queixo caido com
a estrutura deste treinamento.
LIVRO TOPOGRAFIA CADASTRAL E
GEORREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS NA
O mesmo é simplesmente o livro mais vendido do Brasil sobre o assunto
em 2019.
Isso porque ele reúne 307 exemplos práticos e estudos de caso
mostrando como proceder.
143
De certa forma que é só você copiar e colar estes exemplos no seu dia a
dia e passar diretamente para a prática, prestando serviços e ganhando
dinheiro!
Para conhecer melhor o livro Topografia Cadastral e
Georreferenciamento de Imóveis Rurais na Prática e adquirir sua cópia é só
acessar o Link:
http://adenilsongiovanini.com.br/georreferenciamento-de-imoveis-rurais-
na-pratica-4-4/
Para visitar o meu site, conhecer todos os treinamentos que possuo e
baixar 10 E-books gratuitos, é só acessar o link:
http://adenilsongiovanini.com.br/
144
DEPOIMENTOS
“Olá Adenilson. Gostaria de lhe agradecer. O curso foi fantástico. O mesmo foi
fundamental na minha especialização em Georreferenciamento, com ele
consegui dominar com facilidade todas as etapas do Geo.
Nele realmente são tratadas todos os pontos de um levantamento, desde o
básico até o avançado. Confesso que no início senti um pouco de medo de
fazer, porém o investimento valeu muito a pena. Indico a todos que se
interessarem em trabalhar com Georreferenciamento”.
Junior César Zanella – Aluno do Método Georreferenciamento Sem
Mistérios
“Fazia tempo que eu estava tentando aprender a produzir mapas por conta
própria, porém sem hesito. Hoje, após participar do treinamento, eu finalmente
consigo produzir mapas de altíssima qualidade técnica”.
Ana Oliveira – Aluna do treinamento ArcGIS Expert
“O curso realmente é bem prático, estou muito empolgado com o uso das
ferramentas e com os mapas incríveis que estou aprendendo a produzir”!
Francisco Salatiel Fernandes – Aluno do treinamento ArcGIS Expert
“Sou aluno da primeira turma do Método Georreferenciamento Sem Mistérios.
Graças ao mesmo hoje consigo prestar serviços com segurança”.
Marcelo Paim – Engenheiro Civil
“O Adenilson em seus treinamentos consegue passar o conhecimento
necessário com o uso de uma linguagem simples e objetiva.
145
Eu trabalho com SIGs e Georreferenciamento de Imóveis Rurais e participar do
ArcGIS Expert foi essencial para mim, hoje eu produzo mapas com um aspecto
visual muito melhor”.
Moisés Santiago Ribeiro
“No começo senti muito receio em fazer, pois já tinha feito outros cursos da
área que não foram muito aproveitoso. Porém me surpreendi, foi além de
minhas expectativas”.
Francéllwika de Azevedo – Aluna do treinamento ArcGIS Expert
“Após fazer o curso estou conseguindo elaborar mapas com um aspecto visual
muito melhor”.
Marco José Strehl – Aluno do treinamento ArcGIS Expert
“Desde de que me formei trabalhei somente realizando trabalho de campo sem
contato nenhum com desenho e confecção de plantas. Sempre tinha pessoas
responsáveis por essa parte, então eu não me preocupava com isto.
Porém devido a crise econômica que nosso país se encontra acabei ficando
desempregado e me deparei com um mercado de trabalho que exige um
profissional completo, que faça o levantamento e entregue pronto. Tive muitas
propostas de emprego, só que acabei perdendo todas por não saber desenhar
e confeccionar plantas.
Foi então que depois de muita procura na internet e graças a Deus encontrei
uma pessoa com uma inteligência abençoada por Deus e uma humildade fora
do comum para ensinar, esta pessoa é Adenilson Giovanini. Estou aprendendo
muito com o mesmo e hoje me sinto muito confiante em assumir a
responsabilidade que envolva desenhos no AutoCAD.
146
Isso sem falar do suporte que ele oferece que é nota 10 e fica também minha
indicação principalmente para pessoas com dificuldade em desenho”.
Marcelo de Araújo – Aluno do treinamento Topografia Cadastral na
Prática
“Durante o mestrado em geografia eu precisei produzir uma série de mapas e
simplesmente não sabia como proceder. Certo dia vi um anúncio do
treinamento ArcGIS Expert no Facebook. Acabei por adquirir o mesmo e valeu
a pena. Graças a este treinamento eu consegui aprender a produzir os mapas
que precisava”.
Cassiano Martins Neumann
“Participei do Curso Topografia Cadastral na Prática e o mesmo é
simplesmente fantástico. Com ele eu obtive os conhecimentos que precisava,
sendo que hoje consigo prestar serviços com segurança. Vale muito a pena”!
Bruno Romário Lopes De Oliveira
“O mesmo é muito bom. Hoje eu tenho muito mais segurança na obtenção de
dados a campo”.
Fabiano Jr.
“Me ajudou muito o curso que comprei do Adenilson, o de Confecção de Mapas
para Licenciamento Ambiental. Com ele eu finalmente aprendi a produzir os
diferentes mapas necessários e não preciso mais depender de outros
profissionais”.
Adenir dos Santos
147
“Sou funcionário público e os treinamentos do Adenilson possibilitaram que eu
obtivesse a segurança necessária para passar a prestar serviços em minhas
horas vagas”.
josé cavalcante ramos
“Fiz 3 cursos com o Adenilson, o de confecção de plantas para Topografia
Cadastral, O de Operador de Receptores GNSS, o de ArcGIS e comprei o
Manual do Topógrafo dele. Todos os materiais são ótimos, me ajudaram
muito”.
Muryllo Cesar
“Fiz uma especialização em Georreferenciamento de imóveis Rurais, porém ao
final da mesma me sentia muito inseguro. Faltava o conhecimento prático.
Devido a isso decidi participar do treinamento Georreferenciamento Sem
Mistérios. Aprendi pelo menos 3 vezes mais no mesmo do que havia aprendido
na especialização. O curso é fantástico”.
Adriano Lopes Pereira
“Fiz o curso de Confecção de plantas para topografia Cadastral com o
Adenilson Giovanini e os conhecimentos que adquiri no mesmo estão sendo
muito úteis no meu dia a dia”.
Franz De Sousa Ladeira
“O Adenilson realmente vai a fundo mostrando cada etapa de um processo de
Georreferenciamento. O curso é muito completo”.
Patrick Franco
148
“Sou professor de uma escola agrotécnica da Universidade Federal de
Roraima. Esse curso está sendo muito útil para mim, pois através dele, estou
melhorando a qualidade de minhas aulas”.
Pedro Antônio dos Santos
“Sou formado em agrimensura pela Elecvav de Jundiaí e participar do
Georreferenciamento Sem Mistérios mudou a minha vida. Não temcomo
mensurar o tamanho de minha gratidão para com o Adenilson. Hoje o Geo é a
minha especialidade”.
Alessandro Francisco Carderalli
“Adenilson, estou fazendo o seu curso, realmente é muito bom. Não estou
trabalhando ainda com Georreferenciamento, mas com toda certeza o curso vai
me dar o norte por onde começar”.
Gleidson Molin
“Achei que o curso é bem completo, bem explicado e as aulas do bônus sobre
utilização de GPS completaram muito bem a matéria”.
Carlos Auberto Serrano – Aluno do treinamento Estação total na Prática
“Comprei o curso e finalmente estou conseguindo realizar as operações de
geoprocessamento e produzir os mapas que precisava. Muito bom, eu
recomendo”.
Eldimar Paes – Aluno do Treinamento ArcGIS Expert
“O Adenilson é uma pessoa muito honesta, integra e responsável. Gostei muito
do curso”.
Antonio Nilton Dinalli
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“Eu ainda não tinha visto um curso com tanto conteúdo e informações
técnicas”.
Aparecido Sérgio Bonfim - Aluno do Método Georreferenciamento Sem
Mistérios
“O Adenilson explica bem o passo a passo de como proceder e fornece um
ótimo suporte tira dúvidas aos alunos”.
Jorge Lúcio Degrandi – Aluno do treinamento Georreferenciamento Sem
Mistérios
“Comprei o Curso de Confecção de Mapas para Licenciamento Ambiental e o
mesmo está me ajudando muito”.
Adenir dos Santos
“Participei do treinamento Georreferenciamento Sem Mistérios e aprendi muita
coisa que tava precisando. Eu indico o mesmo para todos os profissionais que
queiram aprender mais sobre o assunto. O Adenilson é uma pessoa honesta e
comprometida com seus alunos”.
Carlay José Fagundes Júnior
150
ANEXOS
151
ANEXO 1 - INFORMAÇÕES A SEREM SOLICITADAS
Do contratante:
1. Nome completo do contratante
2. CPF/CNPJ
3. Email *
4. CEP
5. Logradouro
6. Número do logradouro *
7. Bairro **
8. Cidade
9. Telefone
* Informações que podem ser omitidas.
** Informação que pode ser substituída por distrito/localidade.
Da Obra/Serviço:
1. Nome completo do Proprietário da obra
2. CPF/CNPJ
3. Email
4. CEP
5. Logradouro
6. Número do logradouro
7. Bairro
8. Cidade
9. Telefone
10. Dimensão da área (m²)
11. Custo da obra (R$)
12. Valor Contrato(R$)
13. Honorários(R$)
14. Data Início e Previsão de fim da obra
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Anexo 2
NOTIFICAÇÃO DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL AO
VIZINHO/LINDEIRO
COMUNICANDO A INTENÇÃO DE LOCALIZAR O IMÓVEL
Município, 11 de Agosto de 2014.
AO
Sr. CARVALHO
Endereço, Rua Borges de Medeiros, n°, Bairro Centro, cidade de
/RS.
Prezada Senhora,
Na condição de proprietário de uma fração de
campos, situado
no 1° distrito do município de São Francisco de Assis, lugar denominado
‘’Taquari’’, melhor descrita e caracterizada nas matrículas n° , livro 2 –
Registro Geral do registro de imóveis da comarca se São Francisco de
Assis/RS, venho através desta notificar-lhe acerca da minha intenção de
localizá-la por meio de escrituras públicas declaratórias que serão lavradas no
tabelionato de São Francisco de Assis, situado na Avenida Farroupilha, n°
1727, Bairro Centro, cidade São Francisco de Assis/RS, conforme mapas e
memoriais descritivos em anexo, ocasião em que será necessário a anuência
de todos os confrontantes , lindeiros, por estar, dita área, registrada dentro da
área maior, ou seja, em condomínio e, ainda, lindeira a fração de terras de sua
propriedade. Sendo assim, com fundamento na Lei de Registros Públicos e no
Provimento 07/2005 da Corregedora Geral de Justiça, venho através desta
153
notificar-lhe para que no prazo de 15 dias, se manifestar em relação a sua
localização, sendo que decorrido tal prazo, sem oposição, será lavrada a
escritura pública supra referida.
Diante do exposto, tendo dado cumprimento ao que
determina a lei,
Fico no aguardo de vossa manifestação e firmo-me,
Atenciosamente,
_______________________________________
Proprietário\Possuidor (arrendador)
154
Anexo 3 - DADOS PARA O GEORREFERENCIAMENTO
DADOS DO PROPRIETÁRIO
PROPRIETÁRIO:
CPF: RG:
ORGÃO EMISOR/UF:
ESTADO CIVIL :
ENDREÇO:
CIDADE: UF:
CEP: TELEFONE:
DADOS DO CÔNJUGUE
nome:
CPF: RG:
ORGÃO EMISOR/UF:
DADOS DO IMÓVEL
NOME DO IMÓVEL:
MUNICIPIO:
COMARCA:
CARTÓRIO:
CODIGO SNCR:
NIRF:
DADOS DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL CONFRONTANTE
PROPRIETÁRIO:
CPF: RG:
ORGÃO EMISOR/UF:
155
ESTADO CIVIL :
DADOS DO CÔNJUGUE
nome:
CPF: RG:
ORGÃO EMISOR/UF:
IMÓVEL
NOME DO IMÓVEL:
MATRICULAS:
COMARCA:
INFORMAÇÕES PARA CONFRONTAÇÃO POR ESTRADAS OU
RECURSOS NATURAIS
NOME:
TRECHO:
FAIXA DE DOMINEO:
DADOS DO PROCESSO
TIPO DE PROCESSO:
( )GEORREFERENCIAMENTO
( )UNIFICAÇÃO DE MATRÍCOLA
( )DESMENBRAMENTO
N° DO PROCESSO: SECRETARIA
REGIONAL DO INCRA:
N° A.R.T :
DADOS DO PROFISSIONAL
NOME:
CPF: RG:
156
ORGÃO EMISSOR/UF:
ENDEREÇO:
CIDADE: UF:
CEP: TELEFONE:
PROFISSÃO:
CREA:
CÓDIGO DE CREDENCIAMENTO AO INCRA:
DADOS DE LEVANTAMENTO
PERÍODO DE RECONHECIMENTO DA ÁREA
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___
PERÍODO DE DETERMINAÇÃO DOS VÉRTICES DE APOIO
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___
PERÍODO DO LEVANTAMENTO DO PERÍMETRO
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___
PERÍODO DO LEVANTAMENTO CARTORIAL
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___
PERÍODO DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS EM ESCRITÓRIO
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___