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Dicas, passo a passos e tutoriais GENIAIS 
de utilização do AutoCAD, instalação de 
equipamentos topográficos e OBTENÇÃO
 DE PRODUTIVIDADE!
Adenilson Giovanini
MANUAL DO 
TOPÓGRAFO
Aprenda a operar os diferentes equipamento topográficos, 
como proceder no Ambiente CAD e não cometa erros!
SUMÁRIO 
Parte 1 - OBTENDO E CUIDADOS NO LEVANTAMENTO DE DADOS .............................................. 6 
1.1 A reunião com o cliente ...................................................................................................... 6 
1.1.1 Se informando a respeito da propriedade ................................................................... 6 
1.1.2 Um jeito mais inteligente de se informar a respeito da propriedade .......................... 8 
1.2 Se preparando para a ida a campo ..................................................................................... 9 
1.2.1 Como proceder nos casos em que é necessário a anuência dos confrontantes ....... 10 
1.3 Pré ida a campo ................................................................................................................. 11 
1.3.1 Pré pré ida a campo ................................................................................................... 12 
1.3.2 Pré ida a campo .......................................................................................................... 13 
1.3.3 Faça uma reunião com seus colaboradores ............................................................... 14 
Destruindo a segunda maior de todas as fontes de erros .................................................. 16 
1.3.4 Destruindo a maior fonte de erros ............................................................................. 17 
1.4 Principais erros cometidos a campo e como evita-los ...................................................... 21 
1.5 Mapeamento de pontos críticos ....................................................................................... 25 
2 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO ESTAÇÕES TOTAIS................................ 28 
2.1 Disposição dos equipamentos e como evitar alguns erros comuns ................................. 28 
2.2 Instalação da estação total................................................................................................ 32 
2.3 Definição de obra, estação, ré e obtenção de dados ........................................................ 40 
2.3.1 Troca de estação ........................................................................................................ 46 
2.4 Focalização da Luneta e leitura ......................................................................................... 50 
3 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO NÍVEL ................................................... 54 
3.1 Equipamento e procedimento de instalação .................................................................... 54 
3.2 Nivelamento geométrico................................................................................................... 59 
3.2.1 nivelamento simples .................................................................................................. 60 
3.2.2 Nivelamento composto .............................................................................................. 61 
4 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO UTILIZANDO-SE TEODOLITO ..................................... 64 
4.1 Procedimento a campo ..................................................................................................... 65 
4.2 Nivelamento trigonométrico ............................................................................................. 69 
4.2.1 -Nivelamento trigonométrico com distância horizontal pelo método trigonométrico
 ............................................................................................................................................. 70 
4.3 Caminhamento perimétrico .............................................................................................. 72 
5 DESCARREGANDO DADOS DE ESTAÇÕES TOTAIS ............................................................... 73 
3 
 
5.1 Descarregamento dos dados da estação total com o posição .......................................... 73 
5.2 Descarregamento dos dados com o Topograph ............................................................... 76 
6 OBTENDO DADOS COM RECEPTORES GNSS ............................................................................ 80 
6.1 Obtenção de dados ..................................................................................................... 80 
6.2 Transformação dos dados ........................................................................................... 82 
7 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS NA EMPRESA ............................................................................... 84 
7.1 Utilização de Geodatabases .............................................................................................. 88 
8 OBTENDO E MOSAICANDO IMAGENS ................................................................................. 89 
8.1 Obtendo imagens do Google Earth ................................................................................... 89 
8.2 Mosaico imagens no Photoshop ....................................................................................... 90 
9 UTILIZAÇÃO DO AUTOCAD .................................................................................................. 92 
9.1 Configurando Unidades e Referências .............................................................................. 92 
9.2 salvando as configurações em arquivo próprio ................................................................ 94 
9.3 Inserindo e escalando imagens do Google Earth no AutoCAD ......................................... 95 
9.4 Escalando carta topográfica no AutoCAD ......................................................................... 96 
9.5. Inserindo grade de coordenadas no AutoCAD ................................................................. 98 
9.6 Configurando o Layout de acordo com as normas técnicas ........................................... 100 
9.6.1 Etapas da configuração do layout. ........................................................................... 100 
9.6 Preparando o desenho para a plotagem ......................................................................... 102 
9.7 Colocando o desenho em escala ..................................................................................... 105 
9.8 Criando planta de situação a partir de um mapa da região ............................................ 106 
9.9 Importando pontos para o AutoCAD a partir do arquivo nativo .............................. 108 
Levando dados da estação total para o AutoCAD ..................................................................... 109 
https://youtu.be/oaJltsb6MzY .................................................................................................. 109 
9.10 Inserindo mais de uma viewport no desenho ............................................................... 109 
9.11 Encontrando ponto mais ao norte e ajeitando o sentido de um polígono ................... 110 
9.12 Mudando propriedades do layer com o comando filter ............................................... 111 
9.12 Criando e salvando blocos no AutoCAD ........................................................................ 122 
9.13 Inserindo hachuras no AutoCAD ................................................................................... 124 
9.14 Configurando pontos..................................................................................................... 126 
9.15 Layers nos desenhos topográficos ................................................................................ 127 
9.16 Importando, movendo e rotacionando dados no AutoCAD ......................................... 128 
9.17 obtendo distâncias ........................................................................................................134 
9.18 Calculo de área e perímetro .......................................................................................... 134 
 
4 
 
9.19 Obtendo coordenadas ................................................................................................... 134 
9.19.1 De um ou poucos pontos ....................................................................................... 134 
9.19.2 De todos os pontos ................................................................................................ 135 
9.20 Inserindo coordenadas .................................................................................................. 135 
9.21 Lista de informações de um objeto ............................................................................... 135 
9.22 Mudando propriedades de um objeto .......................................................................... 136 
9.23 Tamanho ideal para letras ............................................................................................. 136 
9.24 principais comandos do AutoCAD ................................................................................. 136 
9.25 Comando osnap ............................................................................................................ 138 
REFERÊNCIAS BLIBIOGRAFICAS ................................................................................................. 139 
 
 
5 
 
O Autor 
 
Adenilson Giovanini é tecnólogo em Geoprocessamento formado pela 
Universidade federal de Santa Maria, ao longo dos últimos anos buscou se 
especializar em topografia Cadastral. 
É o criador de vários cursos, como por exemplo, os treinamentos ArcGIS 
Expert e o combo Topografia Cadastral na Prática e do Livro “Topografia 
Cadastral e Georreferenciamento de Imóveis Rurais na Prática” que é o livro 
mais vendido do Brasil em 2019 sobre o tema. 
 
5 
 
Agradecimentos 
 
Na minha caminhada encontrei pessoas que muito colaboraram para o 
meu conhecimento. 
Além disso, tive a sorte de ter os melhores irmãos do mundo. Digo isso, 
pois ainda não encontrei irmãos tão unidos quanto nós. 
Também tenho muito a agradecer aos meus pais Alceniro e Isa Rosane 
Streck Giovanini. 
Isso sem falar é claro dos amigos os quais tornam o meu dia a dia muito 
mais divertido.
 
6 
 
Parte 1 - OBTENDO E CUIDADOS NO 
LEVANTAMENTO DE DADOS 
 
1.1 A reunião com o cliente 
 
Você foi solicitado a dar um orçamento ou a se reunir com um cliente. 
E agora? 
Como proceder? 
O que deve perguntar? 
A reunião com o cliente é uma etapa importante, porém muitas 
empresas não dão a devida importância para este momento, o que faz com 
que tenham problemas nas etapas posteriores. 
É de suma importância que você esteja devidamente preparado para 
fazer uma reunião épica, pois este é o momento no qual você conseguirá o 
máximo possível de informações a respeito da gleba ou lote que irá levantar. 
 
1.1.1 Se informando a respeito da propriedade 
 
Uma vez que o cliente tenha lhe procurado, a primeira coisa necessária 
é entender bem o que o mesmo quer. 
A segunda etapa é pedir a matricula da gleba (exceto em casos de 
usucapião). 
Isso é necessário porque, por mais que o cliente lhe explique as 
características da propriedade, apenas com a análise da matricula é que você 
entenderá as minúcias, obtendo informações fidedignas da mesma. 
 
7 
 
Veja bem, exceto em casos de usucapião, o que lhe interessa é 
realidade jurídica e não a física. 
Ou seja, será a matricula que lhe informará uma série de informações 
importantes sobre a propriedade. 
Informações como, por exemplo, o histórico de compra e vendas da 
mesma e sua área. 
O seu cliente, por outro lado, tem como principal função informar para 
você a localização da propriedade, seu perímetro e as respectivas mudanças 
de ângulo. 
Com isso, sua função é utilizar seu conhecimento matemático para fazer 
o levantamento e posterior trabalhos necessários para a chegada ao objetivo 
final. 
Em um segundo momento, uma vez que você entendeu a necessidade 
do cliente e as características da área, é necessário obter uma série de 
informações e de dados cadastrais a respeito da mesma. 
Você deve recolher informações a respeito: 
 Do contratante (quando houver); 
 Do proprietário; 
 Do (a) conjugue; 
 E da propriedade. 
Aconselho que você inclusive tenha sempre acessível checklists com os 
documentos e informações necessárias. 
Você deve possuir no mínimo 2 checklists: um com informações gerais 
necessárias para os principais processos e outro com as diferentes 
informações necessárias para o georreferenciamento de imóveis rurais. 
Para a confecção do primeiro checklist, você pode se basear nos 
documentos exigidos para a confecção da ART. O anexo 1 apresenta a lista 
com os documentos necessários para a confecção desta. 
8 
 
Quanto ao segundo checklist, que deve conter as informações 
necessárias para o processo de Georreferenciamento de imóveis rurais, o 
anexo 2 traz um modelo que você pode adaptar ao seu dia a dia. 
 
1.1.2 Um jeito mais inteligente de se informar a respeito da 
propriedade 
 
Além das informações citadas acima também é de suma importância 
que você obtenha o máximo possível de informações que puder da área. 
Na realidade, atualmente poucos profissionais estão indo a campo 
conhecer a área, sendo que a maioria está utilizando o Google Earth para esta 
finalidade. 
Aconselho que você inclusive vetorize os limites da gleba junto com o 
cliente, destacando as mudanças de confrontante, pois poderá passar estas 
informações para um GPS de navegação, utilizando o mesmo para se orientar 
a campo. 
Para facilitar a obtenção de informações sobre a gleba, elaborei algumas 
perguntas que você poderá fazer para seu cliente. 
1 - Onde é o local? 
2 - Existe algum ponto de referência para localizar o imóvel? 
3 - Existe matrícula/transcrição do imóvel? 
4 - Qual o motivo do trabalho? 
5 - Tipo do trabalho (planimetria, altimetria, planialtimetria, batimetria, 
Georreferenciamento - INCRA, usucapião...) 
6 - Qual a declividade do terreno? É plano? 
7 - Como é o adensamento de vegetação? O local é limpo? 
8 - Tamanho aproximado da área? (É o que consta na matrícula?) 
9 - Há sangas, rios...? O limite é pelo álveo do rio? O limite é por alguma 
cerca que costeia o rio? Onde que é? 
10 - Use sua criatividade para obter o máximo possível de informações 
que conseguir sobre a propriedade.... 
9 
 
 
 
1.2 Se preparando para a ida a campo 
 
Uma vez que você tenha obtido o máximo possível de informações a 
respeito das características da área, está na hora de fazer o planejamento para 
a ida a campo. 
O mesmo começa no exato momento em que o cliente contratar seus 
serviços. 
Neste momento, você informará o possível dia da realização do 
levantamento, assim como passará para ele o checklist com informações que 
precisam ser levantadas junto aos lindeiros, pedindo para ele conversar com os 
mesmos. 
Também é de suma importância que você passe o seu contato para ele 
e que pegue o número do telefone dele, informando o mesmo que caso seja 
necessário alguma mudança no planejamento, você irá ligar para ele. 
Explique para o mesmo que existem fatores, como a chuva que podem 
fazer com que você tenha que mudar o dia da ida a campo, mas que caso isso 
aconteça, você irá ligar para o mesmo. 
Na realidade, se você tiver se programado para ir a campo dentro de 2 
ou 3 semanas, eu aconselho que mesmo que você não faça nenhuma 
mudança no planejamento, que ligue para o mesmo uns 2, 3 dias antes no 
intuito de reforçar que está tudo certo e que irá até a propriedade do mesmo no 
dia combinado. 
 P.S.: Durante este capítulo do livro eu vou utilizar o exemplo do 
levantamento do perímetro de uma propriedade rural. 
Porém, perceba que o que estou dizendo, com pequenas adaptações, 
se aplica a todo tipo de levantamento topográfico.10 
 
Conforme disse, é interessante você ligar para o cliente uns 2 ou 3 dias 
antes da ida a campo, pois desta maneira você “reaquecerá” o mesmo. 
 
 
1.2.1 Como proceder nos casos em que é necessário a anuência 
dos confrontantes 
 
Para os processos de desmembramento e Georreferenciamento de 
imóveis rurais, caso o profissional de registro ainda esteja se adaptando a nova 
legislação e exija as declarações dos confrontantes, é necessário que você 
adote o seguinte procedimento. 
Entregue um chacklist para o seu cliente e peça para o mesmo obter os 
dados necessários juntamente aos confrontantes. 
Neste momento é de suma importância que você se informe se: 
 Existe algum confrontante com o qual o seu cliente não se dá; 
 Existe algum confrontante que more em outro município ou 
estado. 
Digo isso porque estes são os casos nos quais os problemas costumam 
acontecer. 
Na realidade, eu gosto de dizer que um levantamento topográfico é 
como um míssil teleguiado e não como uma fecha lançada. 
Ou seja, você lança o mesmo, com um alvo como meta. Porém, durante 
o deslocamento uma série de forças interferem na trajetória, sendo necessário 
que você corrija a rota. 
Em um levantamento topográfico a ideia é a mesma. A partir do 
momento em que o cliente disser sim, você irá acertar todos os detalhes com o 
mesmo, “lançando o míssil”. Ou seja, obtendo todas as informações 
necessárias e definindo o dia da ida a campo. 
11 
 
Porém, a partir deste momento o que você irá fazer é conseguir o 
máximo possível de informações, mitigando qualquer “deslocamento de rota do 
míssil”. 
 
Ou seja, a partir deste momento o seu grande objetivo é identificar e 
destruir qualquer fonte que possa causar erros durante o processo. 
Tendo isso em mente, você irá se informar a respeito da situação 
jurídica da propriedade, solicitando todas as informações necessárias para o 
cliente e definindo o dia da ida a campo. 
Também irá seguir um protocolo rígido durante a pré ida a campo e 
durante a ida a campo. 
Vamos ao protocolo propriamente dito. 
 
 
1.3 Pré ida a campo 
 
Eu gosto de dividir a pré ida a campo em 3 fases. São elas: 
 Reunião com o cliente; 
 Pré pré ida a campo; 
 Pré ida a campo. 
No caso, perceba que a reunião com o cliente na realidade normalmente 
costuma se estender a duas ou mais reuniões. 
Além disso, reforço o que falei anteriormente, você não pode abandonar o seu 
cliente entre a reunião e o dia da ida a campo. 
Precisa fazer no mínimo 1 ligação para o mesmo, informando que está tudo 
certo para a ida a campo. 
12 
 
Neste momento, caso voce tenha entregado para o mesmo o chacklist 
solicitando dados dos confrontantes, também é necessário que você se se 
informe a respeito. 
Pergunte para o mesmo se ele conseguiu os dados de todos os confrontantes 
ou se algum confrontante está apresentando problemas. 
Com isso, você pode se programar para no dia da ida a campo visitar este 
confrontante juntamente com o seu cliente. 
 
1.3.1 Pré pré ida a campo 
A pré pré ida a campo, conforme o próprio nome define, é o período 
entre a reunião com o cliente e a pré ida a campo. 
Este período costuma ser negligenciado por muitos profissionais e isso 
acaba causando sérios problemas posteriores. 
Lembre-se que o trabalho topográfico é como um míssil teleguiado. Ou 
seja, este é o momento de identificar e de destruir qualquer chance de erro. 
Perceba que existem casos nos quais mesmo após ter obtido o máximo 
possível de informações junto ao cliente, você pode ter ficado com alguma 
dúvida. 
Com isso, você precisará ligar para o mesmo e constatar esta 
informação. 
Neste período, você também tomará toda uma série de cuidados, 
acompanhando a previsão do tempo e mandando produzir piquetes e marcos 
geodésicos caso sejam necessários. 
Eu digo isso porque a produção destes materiais normalmente é mais 
demorada. Ou seja, não tem como conseguir-se os mesmos de um dia para o 
outro. 
 
13 
 
1.3.2 Pré ida a campo 
 
 A pré ida a campo é o dia anterior a ida a campo, mais a manhã, antes 
da saída para a ida a campo. 
No dia anterior a ida a campo, você fará a preparação dos equipamentos 
e demais materiais necessários. 
Perceba que esta preparação deve iniciar no máximo na manhã anterior 
porque alguns materiais precisam ser comprados. Ou seja, você precisa 
conferir os mesmos enquanto o comércio ainda está aberto. 
Como exemplos temos: brita, areia e cimento. 
Perceba que conforme informei anteriormente, no caso dos piquetes e 
de marcos geodésicos, é necessário verificar até mesmo antes do que isso. 
Digo isso porque provavelmente você precisará ligar ou ir até uma 
madeireira ou marcenaria pedir a confecção dos piquetes. Com isso, você 
corre o risco de, se o profissional tiver bastante serviço, não conseguir 
confeccionar os piquetes na hora. 
Quanto aos marcos geodésicos, conforme informei anteriormente, o 
problema está no fato de que não é possível conseguir-se marcos de um dia 
para o outro, sendo necessário ficar atento para não se ter uma surpresa 
desagradável no momento da saída para a ida a campo. 
P.S.: Normalmente o local que produzirá os marcos para você é uma 
fábrica de pré-moldados. Se informe a respeito na sua região, pois algumas 
empresas que vendem material de construção também prestam este serviço. 
Lembrando que para a produção de marcos geodésicos é importante 
que você obedeça às especificações técnicas presentes na legislação vigente. 
 
 
14 
 
1.3.3 Faça uma reunião com seus colaboradores 
 
Durante a preparação para a ida a campo também é indispensável que 
você faça uma reunião rápida com a equipe de campo. 
A mesma não precisa ter mais do que 5 a 10 minutos de duração. 
Nesta reunião você irá mostrar a área para seus colaboradores e 
juntamente com os mesmos fazer a definição de alguns pontos importantes. 
Como exemplos de temas que você precisar conversar com seus 
colaboradores temos: 
 A apresentação da propriedade a ser levantada para os 
colaboradores; 
 A determinação da posição da base em levantamentos com 
receptores GNSS e; 
 A exportação do limite da propriedade para um GPS de 
navegação. 
Na realidade, o grande objetivo desta reunião é informar seus 
colaboradores, possibilitando que os mesmos ajudem você a identificar e a 
evitar algum possível erro. 
Eu mesmo já senti este problema na pele. 
Quando estava começando a atuar profissionalmente na área, 
trabalhava em uma empresa na qual no dia anterior, já na hora de ir embora, o 
chefe chegava e dizia algo do tipo: 
“Amanhã nos vamos fazer um trabalho a campo. Eu preciso que você 
chegue as 06 da manhã para me ajudar a colocar os equipamentos na 
caminhoneta. ” 
Com isso, íamos a campo sem que eu não soubesse nenhuma 
informação da área. 
Os problemas que isso causava é que: 
15 
 
Eu não tinha nenhuma noção do tamanho e das características da área 
que iriamos levantar; 
Eu não conseguia ajudar meu chefe em uma possível tomada de 
decisão. 
Isso sem falar que ficava desnorteado a campo, não conseguindo saber 
nem mesmo se faltava pouco ou bastante tempo para terminarmos o 
levantamento. 
Perceba que você precisa nesta reunião rápida abrir o Google Earth e 
mostrar a área para a equipe que irá com você a campo. 
Que com uma olhada de 30 segundos para a área no Google Earth, o 
colaborador terá mais informações do que se você passar 30 minutos tentando 
explicar para o mesmo como a área é. 
Mostre o local no qual você pretende instalar a base e qual o 
procedimento que pretende adotar a campo. 
Com isso você informará a equipe de campo e a mesma poderá ajudar 
você a identificar e evitar, ou no pior dos casos mitigar possíveis problemas. 
Outro sim, no momento em que os equipamentos forem colocados na 
caminhoneta, eu aconselho fortemente que você tenha um checklist com os 
equipamentos necessários. 
Isso é necessário porque normalmente a quantidade demateriais e 
equipamentos necessários é grande. Com isso, como que provavelmente será 
um colaborador ou estagiário que irá colocar os equipamentos na caminhoneta, 
um checklist irá guia-lo, garantindo que o mesmo faça tudo certo. 
Outro problema que alguns profissionais cometem é não deixar claro 
quem faz o que. Por exemplo, os mesmos um dia verificam pessoalmente se 
as baterias estão carregadas. 
No outro dia pedem para um colaborador verificar. 
16 
 
E vão agindo desta maneira, sem deixar claro quem é que faz o que. 
Com isso certo dia chegam a campo e as baterias estão descarregadas. 
Perceba que você precisa ter protocolos bem definidos, onde que cada 
colaborador tenha uma clara visão de quais que são suas responsabilidades. 
Somente este simples posicionamento já irá evitar que muitos erros 
sejam cometidos por você e sua equipe. 
Perceba que é uma mudança de mindset, na qual você adota esta visão 
do míssil teleguiado, buscando adiantar e evitar possíveis problemas. 
Desta maneira, você buscará eliminar o mais rápido possível toda e 
qualquer fonte de erro. 
 
Destruindo a segunda maior de todas as fontes de erros 
Na realidade, as maiores fontes de erros estão no que você não 
consegue controlar. 
Ou seja, no que envolve o fator pessoas. 
Perceba que a utilização de equipamentos normalmente não tem muitos 
mistérios. Se você adotar um procedimento principal e um procedimento 
secundário como medida de segurança, provavelmente não terá surpresas. 
Por outro lado, sempre que houver pessoas envolvidas, o risco de erros 
será maior. 
Desta maneira, são pontos críticos: 
 Clientes; 
 Colaboradores; 
 Confrontantes. 
 
Perceba que a maioria dos problemas envolve estes tipos de pessoas. 
17 
 
Que se você tiver o máximo de cuidados com estes 3 pontos, tudo tende 
a dar certo. 
Desta maneira, busque cada vez evoluir mais e mais, fazendo reuniões 
mais certeiras com seus clientes. 
É a mesma história do míssil teleguiado. A cada nova reunião você 
buscará identificar o que poderia ter saído melhor nas reuniões anteriores, 
melhorando estes pontos. 
Com colaboradores é a mesma coisa, o grande objetivo é melhor cada 
vez mais a sinergia, construindo-se uma equipe épica. 
Desta maneira, todos irão se ajudar e os projetos irão fluir da maneira 
mais rápida e perfeita possível. 
Quanto aos confrontantes, o protocolo ideal é já na reunião com o 
cliente, conforme informei anteriormente, você se informar se: 
 Algum confrontante mora em outro município ou estado; 
 Exista algum confrontante com o qual o seu cliente não se dê. 
Com isso, você mesmo irá procurar o confrontante com o qual o seu 
cliente não se acerta e informar o mesmo. 
Quanto a confrontantes que morem em outros municípios ou estados, o 
ideal é ligar imediatamente para os mesmos, informando-se se eles possuem 
plano de vir para a cidade. 
Caso contrário, você terá que enviar os documentos via e-mail para que 
eles imprimam e postem nos correios para você. 
 
1.3.4 Destruindo a maior fonte de erros 
 
Agora que você conheceu a segunda maior fonte de erros e aprendeu a 
evita-la, chegou o grande momento de destruir a maior fonte de erros. 
18 
 
 
Você sabe qual é a mesma? 
 
Bem simples, é a pessoa que vemos todos os dias no espelho. 
Sim, eu sei que é duro admitirmos que somos os maiores causadores de erros. 
Porém, deixe-me lhe explicar melhor que você irá concordar comigo. 
Existe uma série de erros que cometemos sem nem mesmo percebermos. 
Perceba que o grande problema é que eles são pontos cegos. Ou seja, estão 
nos fazendo perder tempo e dinheiro todos os dias e nós não percebemos. 
Mas não se preocupe querida pessoa, pois eu irei escancarar alguns destes 
pontos cegos para você. 
O primeiro dos pontos cegos é o fator pressuposição. 
Ou seja, você pressupõe algo ao invés de constatar. 
Desta maneira: 
 Você pressupõe que o cliente sabe o que quer, quando na realidade o 
mesmo possui uma breve noção; 
 Você pressupõe que informou o cliente corretamente, quando na 
realidade o mesmo não entendeu muita coisa; 
 Você pressupõe que o colaborador sabe como proceder, quando na 
realidade o mesmo está confuso. 
E como que você deve fazer para destruir de vez o fator pressuposição? 
Simples, constatando. 
Isso mesmo. Sempre que você desconfiar que está cometendo o erro da 
pressuposição, constate. 
19 
 
Desta maneira, na reunião com o cliente, constate que o mesmo 
entendeu exatamente como proceder, dizendo para ele explicar como vai 
proceder com suas próprias palavras. 
Constate que seus colaboradores sabem como proceder, dizendo para 
os mesmos explicarem para você como irão proceder. 
Constate que o colaborar sabe como irá proceder tendo protocolos 
definidos. 
Isso mesmo, tenha passos a passo de todas as atividades de sua 
empresa, de certa maneira que o colaborador tenha apenas que seguir o passo 
a passo estipulado para o que o mesmo irá fazer. 
O segundo dos grandes erros dos quais costumamos sofrer é a falta de 
especificidade. 
Este erro não só detona com sua comunicação com clientes e 
colaboradores, como também destrói sua vida pessoal e qualquer chance de 
sucesso que você tenha. 
Isso porque o primeiro impacto da falta de especificidade é sobre sua 
vida financeira, pois a falta de especificidade causa a falta de foco, que por sua 
vez faz com que você mude de objetivo a todo momento. 
O segundo impacto da falta de especificidade é sobre seu 
relacionamento pessoal. Isso porque você não consegue estabelecer uma 
comunicação nítida com a pessoa amada e com os filhos e isso causa sérios 
problemas de comunicação. 
O terceiro grande impacto da falta de especificidade é no relacionamento 
com clientes e colaboradores. Isso porque você não trata dos temas 
necessários tão detalhadamente quanto deveria. 
Desta maneira, na reunião com o cliente você se comunica de maneira 
superficial, não conseguindo informar ele tão bem quanto deveria. 
O mesmo acontece no relacionamento com colaboradores, você informa 
mal os mesmos e acaba deixando lacunas que resultam em erros. 
20 
 
Além disso, o problema da falta de especificidade é que mesmo sabendo 
que corremos o risco de cometer este erro, acabamos cometendo o mesmo. 
Por exemplo, algum tempo atrás eu precisava de uma fita adesiva e pedi 
para um colaborador ir até uma loja aqui perto comprar uma. 
Como na noite anterior, ao tomar banho eu sem querer dei uma 
cotovelada na saboneteira e quebrei a mesma, pedi para o mesmo também 
comprar uma saboneteira. 
Resumindo a história, o mesmo chegou de volta alguns minutos depois 
com a fita adesiva e uma saboneteira de plástico, destas que vão em cima da 
pia. 
Perceba que eu queria uma saboneteira de acrílico, destas que são 
fixadas no box do banheiro. Porém, que ao conversar com o colaborador eu 
acabei sendo superficial e não informei o mesmo tão bem quanto deveria. 
Eu disse algo do tipo: 
“Aproveite e também compre uma saboneteira, pois ontem à noite eu 
quebrei a lá de casa. ” 
Quando deveria ter dito: 
“Aproveite e também compre uma saboneteira, destas de acrílico que 
são presas na parede do box do banheiro, pois ontem a noite eu quebrei a lá 
de casa. 
Perceba que eu não fui tão especifico como deveria e isso causou uma 
lacuna na comunicação que fez com que meu colaborador tomasse uma 
decisão errada. 
Como disse, devemos constantemente nos policiarmos, buscando ser o 
mais especifico possível em nossa comunicação. 
Isso porque se formos superficiais corremos o risco da existência de 
uma falha na comunicação que resultará em erros que causarão perda de 
tempo e de dinheiro. 
21 
 
 
1.4 Principais erros cometidos a campo e como evita-los 
 
Durante a ida a campo é normal acontecerem alguns imprevistos, sendo 
essencial ter-se um plano B para os principais problemas que podem 
acontecer. 
Os problemas mais comuns são: 
 O número de marcos ser insuficiente; O terreno possuir uma Topografia íngreme e o sinal de rádio 
apresentar problemas; 
 A bateria de um dos receptores ou do rádio (nos casos de uso de 
rádio externo) terminar; 
 O levantamento ir noite a dentro. 
Estas situações exigem um plano B, sendo necessário que você esteja 
preparado. Isso porque é inadmissível perder-se algumas horas, ou até mesmo 
um dia de trabalho por causa de um problema que pode ser facilmente previsto 
e solucionado. 
As possíveis soluções para estes problemas são: 
Levar a campo um número superior ao necessário de marcos. 
Normalmente uns 3 marcos a mais já é o suficiente. 
Na conversa com o cliente, se você perceber que o mesmo não soube 
explicar bem os detalhes da área ou admitiu não conhecer muito bem parte da 
mesma, você deverá pedir para o mesmo conferir quantas mudanças de 
ângulos existem 
Enfim, informe ao mesmo que você precisa saber exatamente quantas 
mudanças de ângulos existem, pois precisará locar um marco geodésico em 
cada mudança de ângulo. 
22 
 
Perceba que normalmente, no caso de propriedades pequenas o 
proprietário costuma conhecer bem a área, sabendo exatamente quantos 
marcos são necessários. 
Por causa disso, problemas quanto ao número de marcos costumam ser 
mais frequentes em propriedades maiores. 
Outro sim, também é necessário tomar muito cuidado nos casos em que 
o profissional que te procurar para a contratação do serviço não estiver 
diretamente ligado a gleba. Podendo ser, por exemplo, um arrendatário ou o 
técnico da área. 
Digo isso porque este normalmente é um indicio de que o mesmo 
provavelmente não percorreu os limites da mesma. Perceba que conhecer a 
área útil da propriedade é bem diferente de conhecer o perímetro. 
Este inclusive é um típico caso de situação que causa problemas. Eu 
mesmo já passei por isto, o técnico não percorreu o perímetro da propriedade, 
achou que a divisa era pelo córrego, mas a mesma era por uma cerca existente 
próxima ao córrego. 
Resumindo a história, existiam 5 mudanças de ângulo nesta cerca, 
sendo que o número de marcos que nós levamos não foi o suficiente. 
Outro típico caso de problema são propriedades com Topografia 
íngreme. 
Propriedades deste tipo exigem um estudo mais detalhado do lugar onde 
a base será instalada, devendo a mesma ser colocada no lugar de maior 
altitude da propriedade. 
Perceba que é necessário estudar-se cuidadosamente o local no qual 
você irá instalar a base porque do contrário corre o risco de ter que instalar 
uma nova base para conseguir rastrear os dados de toda a propriedade, 
perdendo horas de tempo neste processo e talvez até mesmo, tendo que voltar 
outro dia até a propriedade somente para fazer isso. 
23 
 
Outra situação que exige muito cuidado é o levantamento de 
propriedades com muitos trechos de córregos. 
Isso porque o levantamento deste tipo de limite normalmente é 
demorado. Com isso, você corre o risco de as baterias não terem carga 
suficiente. 
Perceba que conhecer bem o equipamento com o qual você está 
trabalhando é essencial, pois você não quer perder tempo tendo que voltar 
outro dia a campo para rastrear os dados de somente 2 ou 3 marcos. 
Uma outra situação que pode acontecer é para conseguir levantar todos 
os dados de uma propriedade em um único dia, você ter que ir noite a dentro 
fazendo o levantamento. 
Nestes casos, você deve tomar o cuidado de fazer o levantamento dos 
dados dos locais mais complicados como córregos durante o dia. 
Com isso você deixará as mudanças de ângulo mais acessíveis, para 
serem levantadas durante a noite. 
Perceba que é perda de tempo ter que voltar outro dia até uma 
propriedade tendo-se carga nas baterias dos equipamentos, somente para 
levantar-se nem meia dúzia de dados. 
Durante o levantamento dos vértices existem alguns outros cuidados 
essenciais como, por exemplo, a confecção do croqui. 
Tome o cuidando para detalhar no mesmo: 
 Todas as mudanças de ângulos e os códigos de seus respectivos 
marcos; 
 Mudanças de confrontante; 
 Situações atípicas que tenham ocorrido como, por exemplo, um 
ponto cujo rastreamento foi mais complicado. 
 
24 
 
Também é essencial cuidar a existência de cercas, pois as mesmas 
provavelmente indicam mudança de confrontante. 
Caso exista alguma cerca em posição não informada pelo proprietário, 
caracterizando uma possível mudança de confrontante, é importante que você 
se informe sobre a mesma com o proprietário. 
Isso é necessário, pois o mesmo pode ter se esquecido de uma 
mudança de confrontante. Lembre-se, sempre que tiver alguma dúvida, 
constate. 
Este é inclusive uma regra que se você aplicar no seu dia a dia, evitará 
que você cometa muitos erros. 
Repito, sempre que estiver com alguma dúvida, constate a mesma. 
Digo isso porque uma dúvida que das vezes parece boba, pode fazer 
você perder muito tempo e dinheiro. 
Além disso, lembre-se que é importante que você tenha procedimentos 
definidos a campo. 
Ou seja, entregue um passo a passo para seus colaboradores com o 
protocolo que os mesmos devem seguir a campo. 
Deixe que a ficha caia e perceba que o melhor jeito de se evitar erros é 
tendo-se protocolos bem definidos. 
Este procedimento é essencial principalmente quando se trabalha com 
estagiários e novos ajudantes. 
É normal o profissional, por exemplo, se distrair trabalhando, mudar a 
altura do GPS ou do prisma e se esquecer de informar a nova altura na 
coletora. 
Perceba que confeccionar um passo a passo para a elaboração das 
atividades não irá te tomar muito tempo e garantirá que o serviço seja feito de 
forma correta. 
25 
 
Lembre-se sempre que nós somos seres humanos. Ou seja, somos 
suscetíveis a erros. 
Um possível roteiro de atividades a campo durante o levantamento ao 
chegar-se a um ponto ou marco é: 
 Colocar o equipamento no ponto; 
 Ajustar a altura do receptor ou prisma e mudar a mesma na 
coletora; 
 Verificar o nome do ponto; 
 Verificar o número de épocas que será utilizado para aquele tipo 
de ponto; 
 Obter o ponto; 
 Desenhar no croqui, anotando o número do ponto, observando a 
existência de cerca confrontante e anotando se existir; 
 Seguir para o próximo ponto, percorrendo o perímetro e 
verificando se não existe mudanças de ângulo do mesmo. 
 
Algo importante é que ao ter uma sequência de etapas definidas, você 
treinará rapidamente seu estagiário ou ajudante e, com poucos levantamentos 
poderá encarregar o mesmo do levantamento de dados, enquanto conversa 
com o proprietário e com os confrontantes, ganhando tempo. 
 
1.5 Mapeamento de pontos críticos 
 
Outra dica importante é fazer-se o mapeamento de pontos críticos. 
Por exemplo, perceba que no chacklist do tópico anterior, eu destaquei 
em vermelho a frase “mudar a mesma na coletora”. 
Fiz isso porque sei que este é um erro que costumamos cometer. 
O cara se distrai conversando ou algo assim, muda a altura do 
equipamento, não informa na coletora e manda a mesma armazenar os dados. 
26 
 
Perceba que ao você ter este erro mapeado, poderá definir como 
procedimento padrão, sempre antes de mandar a coletora armazenar os 
dados, conferir se a altura informada é a certa. 
Aconselho que você inclusive faça reuniões com seus colaboradores 
especificamente para o mapeamento de pontos críticos. 
 Na mesma você irá informar quais são os erros que os profissionais 
costumam cometer. 
Por exemplo: 
Não percorrer o perímetro da propriedade e, por causa disso, esquecer-
se de fazer o rastreamento dos dados de algum marco geodésico. 
Não se levar o manual do equipamento e os passos a passo do mesmo 
junto na mochila e com isso, ao ter-se algum problema ou dúvida, ficar sem 
nenhum material de consulta. 
Não informar situações atípicas no croqui feito a campo. 
Enfim, perceba que é burrice não informar um erro que você conhece ou 
já cometeu para sua equipe. 
Que se os mesmos cometerem estes erros será aempresa como um 
todo (o time) que será prejudicada. 
Que você precisa treinar o melhor possível sua equipe, munindo a 
mesma do máximo de conhecimentos necessários para que façam o trabalho o 
mais rápido e melhor possível. 
É óbvio, novos problemas surgirão ao longo do processo, pois cada 
pessoa possui sua própria bagagem de conhecimentos. Com isso, um erro que 
nós nunca cometeríamos é um ponto cego de uma outra pessoa. 
O importante é que você consiga criar a ambiência certa, construindo 
uma equipe épica. 
Converse com seus colaboradores inclusive sobre como proceder 
quando os mesmos cometerem erros. 
27 
 
Digo isso porque confesso que já trabalhei em um escritório cuja 
ambiência era horrível. 
Por exemplo, se o cara cometesse um erro, saberia que precisaria de uma 
semana (talvez até mais) para o xixi enxugar, tamanho seria a mijada que 
levaria. 
Perceba que é um clima horrível. Que você precisa falar sobre este 
assunto com seus colaboradores, dizer para eles que somos humanos, que 
todo mundo comete erro. 
Que o problema não é este. E sim, esconder o erro ou não utilizar o 
mesmo como uma fonte de aprendizado. 
Enfim, busque ser um líder e não um chefe. Dê a seus colaboradores o 
ambiente no qual você mesmo gostaria de trabalhar, incentive e ajude os 
mesmos e você terá uma equipe e uma empresa da qual se orgulhará. 
Mas Adenilson, eu se eu treinar o colaborador e o mesmo ir embora? 
Simples, você tem 2 opções: 
Treinar o colaborador e correr o risco de o mesmo ir embora ou não 
treinar ele e correr o risco do mesmo continuar por anos e anos na empresa. 
A escolha é sua. 
Enfim, eu prefiro treinar o colaborador e buscar construir a equipe dos 
sonhos do que ter um colaborador ruim trabalhando comigo anos e anos. 
 
28 
 
2 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO 
UTILIZANDO ESTAÇÕES TOTAIS 
 
A sequência de telas de um fabricante de estações totais para outro 
varia um pouco. 
Porém, é importante saber que os procedimentos são os mesmos, 
pouco importa a marca do equipamento. Que ao saber o procedimento de 
trabalho com a estação total de um fabricante, você conseguirá facilmente 
trabalhar com equipamentos de outras marcas. 
Os procedimentos de utilização de uma estação total podem ser 
resumidos em: 
 Instalação do equipamento; 
 Definição da obra; 
 Definição da estação; 
 Definição da orientação; 
 Medições. 
 
2.1 Disposição dos equipamentos e como evitar alguns 
erros comuns 
 
Evite deixar os equipamentos apoiados em pé, enquanto os mesmos 
não estiverem sendo utilizados. Isso porque os mesmos podem cair e sofrer 
alguma avaria. 
O ideal é deixar os mesmos sempre “deitados” no chão (figura 1.1) e não 
escorados (figura 1.2). 
 
 
 
29 
 
 
Figura 1 - Disposição dos equipamentos topográficos. 
 
Infelizmente muitos profissionais cometem este erro, costumam deixar o 
bastão com o prisma escorado em árvores ou paredes. O mesmo cai, o prisma 
se quebra e lá se foram 300 reais. 
Perceba que o problema é que o profissional pensa que isso nunca irá 
acontecer com o mesmo. Daí certo dia, distraído conversando ou em um 
momento de bobeira, o mesmo deixa o bastão com o prisma mal escorado e... 
Lá se vão 300 reais. 
Olhe novamente para a primeira imagem da figura 1. Perceba que os 
equipamentos estão todos organizados e que a estação total está dentro da 
caixa. 
Busque deixar os equipamentos sempre desta maneira, inclusive 
enquanto trabalha. Pegue todos os objetos pequenos (canetas extras, trena, 
etc.), coloque dentro da caixa da estação total e feche a mesma. 
Com isso você não correrá o risco de perder os mesmos. 
Também não correrá o risco de algum transeunte “pegar algo 
emprestado”. 
Outro cuidado que você precisa tomar é de não deixar nenhum 
equipamento perto demais da estação de trabalho. Das duas, uma, ou você 
deixa embaixo do tripé, ou no mínimo 1,5 metro longe. 
30 
 
Isso porque se você deixar perto do tripé, corre o risco de enquanto 
opera a estação total, pisar em algum equipamento e quebrar o mesmo. 
Ou ainda, de se desequilibrar, acabar se escorando no tripé para não 
cair e desnivelar o equipamento. 
Enquanto trabalho, eu gosto de deixar os equipamentos organizados 
conforme mostrei na figura 1. Todos pertos uns dos outros, com a caixa da 
estação total fechada, os objetos pequenos dentro da mesma e a uma 
distância de pelo menos 1,5 metros da estação de trabalho. 
Outro cuidado que você precisa ter é ao realizar topografias urbanas. 
Digo isso porque das vezes temos que trabalhar em locais perigosos. 
Com isso, corremos o risco de sermos assaltados. 
Uma prática simples para diminuir este risco, caso você não possua o 
porte de arma de fogo, é ter com você um facão. 
Isso mesmo, o simples fato de você ter um facão dependurado na cinta, 
bem à vista, pode evitar que alguém chegue com um canivete ou faca e lhe 
assalte. 
Então dependendo do local no qual você for trabalhar, adote esta 
prática. 
Além disso, não sei se você sabe, mas todos os profissionais que lidam 
com pessoas podem ter porte de arma de fogo. 
O simples fato de você possuir CREA já prova que você trabalha com 
pessoas. Ou seja, caso ache interessante, você pode ter porte de arma de 
fogo. 
A má notícia é que você vai ter que desembolsar dinheiro para isso. Isso 
porque você terá que fazer um curso especifico e, além disso, a arma terá que 
ter registro. 
Resumindo a história, você terá que desembolsar no mínimo R$ 
5.000,00 reais e ainda terá que comprar a arma propriamente dita. 
31 
 
Caso deseje se informar melhor sobre o assunto é só procurar a polícia 
civil. 
Outra dica importante é sempre que colocar a estação total na caixa, 
fechar imediatamente a mesma. 
Digo isso porque certa vez um amigo me contou que terminou o 
levantamento dos dados, organizou todos os equipamentos, guardou os 
mesmos e ficou conversando com o dono da propriedade. 
Conversa vai, conversa vem, ele se distraiu totalmente do que estava 
fazendo, deu adeus para o dono da propriedade, embarcou no carro, deu a 
partida e fez a volta com o mesmo para ir embora. 
Acontece que o mesmo costuma carregar a caixa com a estação total no 
espaço entre o banco da frente e o banco de trás do carro. O mesmo não havia 
guardado a mesma, saiu de carro e ao fazer a volta passou com o carro por 
cima da caixa com a estação total. 
A sorte do mesmo é que a caixa estava fechada. Com isso, a caixa teve 
sérias avarias. Porém a estação total ficou praticamente intacta. 
Perceba que se o mesmo tivesse deixado a caixa aberta, provavelmente 
teria destruído a estação total. 
Além disso, existe uma série de procedimentos que você pode adotar a 
campo, ao obter dados e que trazem mais segurança ao se operar estações 
totais. 
 Infelizmente os mesmos são um pouco complexos, sendo complicado 
de explica-los em um livro. 
Caso você deseje saber mais sobre o assunto, no treinamento estação 
total na prática eu mostro os mesmos. 
O treinamento estação total na prática pode ser comprado de maneira 
isolada ou no combo Topografia Cadastral na Prática. 
Seguem os links para você conhecer os referidos cursos. 
32 
 
Treinamento estação total na Prática: 
http://adenilsongiovanini.com.br/estacao-total/ 
 
Combo Topografia Cadastral na Prática: 
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/ 
 
 
2.2 Instalação da estação total 
A instalação da estação total consiste em nivelar e estacionar a mesma 
sobre um ponto topográfico. 
É comum a existência de várias formas de estacionar o equipamento 
entre os profissionais, porém existem algumas regras que se seguidas 
possibilitam um estacionamento rápido e preciso. 
 A seguir está a demonstração dos procedimentos para operar uma 
estação total TC 407L da Leica. 
- Instalação do tripé 
Para estacionar o equipamento sobre um determinado ponto topográfico, 
o primeiro passo é instalar o tripé sobre este. Um ponto topográfico pode sermaterializado de diversas maneiras, como por piquetes, pregos ou chapas 
metálicas, entre outros (Veiga, L. A. Koenig Et al., 2012). 
A figura 2 ilustra um exemplo de ponto materializado através de uma 
chapa metálica engastada em um marco de concreto de forma tronco de 
pirâmide. 
 
33 
 
 
Figura 2 – Marco Geodésico. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.108). 
No centro da chapa metálica será encontrada uma marca (figura 3), que 
representa o ponto topográfico. Uma vês que o equipamento esteja 
devidamente calado e centrado sobre o ponto, o prolongamento do eixo 
principal do mesmo passará por esta marcação sobre a chapa. 
 
 
 
Figura 3 - Chapa metálica com a indicação do ponto topográfico. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.109). 
 
O tripé possui parafusos ou travas que permitem o ajuste das alturas das 
pernas (figura 4). Os mesmos podem mudar de posição no equipamento o que 
acarreta na mudança da metodologia de instalação do mesmo. 
34 
 
 
Figura 4 - Movimento de extensão das pernas do tripé. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.109). 
 
Existem vários procedimentos de instalação do tripé, desde métodos, 
onde primeiro abre-se as pernas e fixa-se sobre o ponto (indicado quando a 
trava está presa a parte inferior da perna que se estende), até métodos em que 
primeiro se coloca o tripé aberto na posição desejada e depois estende-se as 
pernas (indicado quando a trava está presa a perna que fica calada no solo). 
O objetivo final é deixar o equipamento nivelado, sobre o ponto e em 
uma posição confortável de trabalho. Abaixo segue a descrição de um dos 
métodos de instalação do equipamento. 
 
3 - Abra as pernas do tripé e coloque-o sobre o ponto. Tome o cuidado 
de deixar aberto numa posição intermediaria, nem muito fechado, nem muito 
aberto (figura 5). 
 
 
Figura 5 – Abertura correta do tripé. 
 
35 
 
4 – Uma vês que o tripé esteja aberto, o mesmo deve ser colocado 
sobre o piquete e levantado até que fique com a mesa na altura do peito (figura 
6). 
É importante tomar o cuidado de deixar bem sobre o piquete e a mesa 
bem nivelada (figura 7), pois a velocidade e facilidade dos procedimentos 
seguintes dependem deste procedimento. 
 
 
Figura 6 – Altura ideal do tripé. 
 
 
Figura 7 – Tripé nivelado e sobre o ponto materializado. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110). 
 
5 – Coloca-se a estação total sobre o tripé e coloca-se a mesma sobre o 
ponto. Dê uma espiadinha a figura 8 (abaixo), volte aqui e continue a leitura 
que você entenderá melhor. 
No caso da TC 407L, a mesma possui prumo lazer, que facilita os 
trabalhos. 
36 
 
Para colocar sobre o piquete é necessário posicionar-se no lado oposto 
a uma das pernas e levantar o tripé pelas outras duas, pegando-se o mesmo 
em uma altura intermediaria nas pernas e movendo-se em direção a marca no 
centro do piquete, sentando o tripé quando o prumo lazer tiver sobre o ponto. 
Tome o cuidado para levantar e mover o tripé em um movimento 
sincronizado das mãos, não levantando mais uma que a outra, desta maneira 
você não corre o risco de deixar o equipamento muito desnivelado quando for 
sentar novamente o mesmo. 
Olhe novamente para a figura 8 (abaixo) e cuide atentamente os 
detalhes. Perceba, por exemplo, a posição na qual estou assegurando o tripé e 
a posição dos cotovelos. Que os mesmos estão pertos do corpo, de certa 
forma que os antebraços fiquem abertos. 
Como que ambas as mãos estão na mesma altura e que o movimento é 
sincronizado. 
Que eu parei entre 2 pernas do tripé, com a terceira perna na minha 
frente. Ao agir desta maneira, pegando o tripé em uma posição intermediária 
tenho total controle do mesmo. 
Com isso consigo levantar o equipamento por 2 pernas, deixando a da 
minha frente no chão, movimentar o equipamento em um movimento 
sincronizado de ambas as mãos, de certa maneira que o prumo lazer fique na 
marca do piquete. 
E uma vez feito isso, simplesmente sentar o tripé, de certa maneira que 
o equipamento fique sobre o ponto e praticamente nivelado. 
 
37 
 
Figura 8 – colocando o equipamento sobre o ponto materializado. 
 
6 – Cale bem as pernas do tripé no chão. Este procedimento vai tornar 
mais difícil um acidental desnivelamento da estação (figura 9). 
 
 
Figura 9 – Cravando as pernas do tripé. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110). 
 
7 - Faça o nivelamento grosseiro pelas pernas do tripé, pois este ainda 
está muito desnivelado. 
Perceba que não adianta mexer apenas nos parafusos calantes. Isso 
porque os mesmos são curtos. A ideia é deixar o equipamento praticamente 
nivelado (figura 10). 
 
 
38 
 
Figura 10 – Posição correta dos dedos no nivelamento grosseiro. 
 
Olhe novamente para a posição das mãos e dos dedos. Perceba que com a 
mão direita eu assegurei uma das partes de cima da perna do tripé. 
Com a outra mão, ambas as partes. 
Cuide a função de cada um dos dedos. Com o dedo mínimo eu destravo o 
tripé. Com o segundo, terceiro e quarto dedos asseguro a perna de fora do tripé. 
E com o quinto dedo a perna de baixo do tripé. 
Ao posicionar as mãos desta maneira possuo controle total da perna. Posso 
destravar a mesma com o dedo mínimo e travar com o pulso a hora que quiser. 
Também posso movimentar as seções da perna conforme quiser deixando a 
perna exatamente na altura que quero. 
 
8 – Uma vês que o nivelamento grosseiro tenha sido feito, você deve 
ligar a estação. A mesma em alguns segundos vai ir para a tela da figura 11 
(direita). Caso a estação não mude de tela, você deve clicar no botão FNC e 
em F1 nível/prumo lazer conforme mostro na figura 11 (esquerda). 
 
 
Figura 11 – Tela funções e tela nível interno. 
 
9 - Ao fazer o nivelamento grosseiro a estação foi retirada do ponto (no 
meio do piquete). Você deve soltar cerca de meia volta o parafuso que prende 
a mesma ao tripé e movimentar a estação até que o nível lazer esteja sobre o 
ponto. 
 Uma vês que a estação esteja sobre o ponto, realiza-se o nivelamento 
fino, pelos parafusos calantes. 
39 
 
Para este procedimento você deve tomar o cuidado de posicionar o visor 
alinhado com dois parafusos calantes, com o terceiro em um ângulo de 90 
graus. 
Gire primeiro, ao mesmo tempo os dois parafusos calantes que estão de 
acordo com a mesa, conforme mostro na figura 12. 
 
Figura 12 – Nivelamento fino dos parafusos calantes de acordo com a mesa. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.115). 
 
Quando a bolha de nível que aparece na figura 12 (anterior) estiver 
nivelada, deve-se mexer no parafuso calante que está na posição inversa 
(figura 13). Porém antes aconselho verificar se o prumo lazer está sobre o 
ponto no piquete, pois provavelmente se deslocou. 
Na realidade, estamos fazendo com que o equipamento tenda a ficar 
nivelado e sobre o ponto. O problema é que quando mexemos numa coisa, 
acabamos tirando a outra. Perceba a importância de a mesa ter sido 
inicialmente bem nivelada. Isso porque se a mesma estiver muito desnivelada, 
será necessário repetir várias vezes esse procedimento: nivelar, colocar no 
ponto, nivelar, até que a estação esteja nivelada e sobre o ponto. 
 
 
Figura 13 – Nivelamento fino do terceiro parafuso calante. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.116). 
40 
 
 
2.3 Definição de obra, estação, ré e obtenção de dados 
 
Uma vês que a parte mais difícil tenha sido realizada, é preciso fazer-se 
algumas definições antes de começar os trabalhos. 
A estação total adota como base o sistema euclidiano, mais conhecido 
como plano cartesiano. Sendo que a posição ocupada pela mesma 
normalmente é atribuída as coordenadas 0,0 para os eixos x e y e 10, 100 ou 
1000 para o eixo z. 
A adoção de 10, 100 ou 1000 para o eixo z possui como intuito evitar-se 
a obtenção de cotas negativas. 
 
A primeira das definições realizadas na memória interna da estação é a 
definição da obra.Para isso, deve-se seguir o seguinte procedimento: 
1 - Clicar na tecla menu: 
2 - Selecionar a opção prog (F1) (figura 14). 
 
 
Figura 14 – Tela menu. 
 
3 – Selecionar a opção topografia (F1) (figura 15) 
 
41 
 
 
Figura 15 – Tela programa. 
 
4 – Selecionar a opção definição de obra (F1) (figura 16) 
 
 
Figura 16 – Tela topografia. 
 
5 – Selecione a opção nova e digite o nome da obra. Caso a mesma já 
exista, busque-a na memória (figura 17). 
 
 
Figura 17– Definição da obra. 
42 
 
 
Uma vês que a obra tenha sido definida, o equipamento voltará para 
a tela topografia. Agora iremos definir a estação ocupada (figura 18). 
 
6 - Escolhe-se a opção def. estação, escolhendo-se a opção F2. 
 
Figura 18 – Tela menu. 
 
7- Digite o nome da estação e depois pressione a tecla f4, ENH (figura 
19). 
 
 
Figura 19 – Tela menu. 
 
8 – Digite as coordenadas do ponto ocupado e aperte a tecla “enter” 
(figura 20). 
 
 
43 
 
 
Figura 20 – Tela ENH. 
 
9 - Digite a atura do instrumento (figura 21). 
 
 
Figura 21 – Tela de definição da estação. 
 
Uma vês que a estação esteja definida é hora de definir-se a orientação. 
 
10 – Escolha a opção F3 def. orientação (figura 22). 
 
 
Figura 22 – Tela topografia. 
44 
 
 
11 – Existem duas formas de escolher-se a orientação, sendo que a “por 
azimute’ deve ser selecionada sempre que estamos iniciando uma nova obra. 
 A opção “por coordenadas” deve ser selecionada em trocas de 
estações. Isso porque nestes casos vamos buscar as coordenadas de um 
ponto na memória interna (figura 23). 
 
 
Figura 23 – Tela orientação. 
 
12 – Faz-se a pontaria no ponto de ré em posição direta da luneta. 
O valor do azimute deve ser fixado como zero, clicando-se em Hz=0. 
Deve-se indicar também a altura do prisma e finalmente clicar em “ALL” (figura 
24). 
 
 
Figura 24 – Tela tipo de orientação. 
 
Uma vês que esta etapa tenha terminada, deve-se clicar em “F4” para se 
iniciar o levantamento de dados. 
45 
 
 A obtenção dos dados, por sua vez, ocorre clicando-se na tecla “ALL” 
(figura 25). 
 
 
Figura 25 – Tela topografia. 
 
Durante o levantamento deve-se estar atento ao fato de que a baliza 
possibilita a mudança da altura do prisma, mas que toda vês que isso ocorrer a 
nova altura deve ser informada para a estação. 
No início das atividades, juntamente com a altura do prisma, você deve 
informar o nome do ponto. Normalmente define-se o primeiro ponto como o 
ponto “1”, isso porque a estação total está configurada para informar os demais 
pontos automaticamente. 
Com isso, a estação total automaticamente definirá o próximo ponto 
como o ponto 2. 
Lembrando que sempre que você for a campo, é aconselhável que leve 
uma prancheta, algumas cadernetas de campo e algumas folhas extras para 
anotações. 
No bônus “Planilhas topográficas” disponibilizado juntamente com este 
livro, você recebeu modelos de cadernetas de campo. Fique à vontade para 
adicionar a logo de sua empresa e customizá-las conforme você achar melhor. 
Outra característica interessante da estação total é que a mesma 
permite a informação de códigos. 
Ou seja, você pode ir informando o código certo de acordo com o tipo de 
ponto mapeado. 
Confesso que prefiro somente anotar o tipo de ponto na caderneta de 
campo e deixar para configurar e atribuir os tipos de pontos ao layer certo no 
escritório. 
46 
 
Isso porque o cara normalmente já está trabalhando em uma situação 
climática adversa, logo quanto mais rápido fizer o levantamento, melhor será. 
 Uma vês que todos os pontos visíveis tenham sido ocupados, é possível 
que a existência de obstáculos impossibilite a obtenção de outros pontos de 
interesse, sendo necessário fazer-se uma ou mais trocas de estação. 
 
 
2.3.1 Troca de estação 
 
Segue o passo a passa para a realização da troca de estação. 
 
1 – Materializa-se com piquetes e pega-se um ponto em local 
previamente estudado, de onde estejam visíveis todos ou o máximo possível 
de pontos que faltam ser obtidos para terminar o levantamento. 
Se o ponto estiver muito longe da estação, materializa-se e pega-se 
outro ponto perto do mesmo (a uns 10 metros), assim não será preciso se 
deslocar até o ponto em que a estação está instalada para fazer-se a 
orientação da próxima estação. 
Porém, tome o cuidado de não deixar um ângulo muito fechado entre 
este ponto, a estação e o outro ponto pego. 
Na figura 26 é possível visualizar-se tal situação. Na mesma: 
 O número 1 representa pontos de interesse que não podem ser 
visualizados da estação atual; 
 O ponto 2 representa o melhor lugar para se fazer uma troca de 
estação; 
 O ponto 3 representa um ponto materializado para a orientação 
da próxima estação e; 
 O ponto 4 representa a estação atual. 
47 
 
 
Figura 26 – Ângulo ideal 324 para troca de estação. 
 
Uma vez que os pontos tenham sido pegos, desliga-se a estação, fecha-
se o tripé e monta-se a mesma no ponto 2. 
Neste novo ponto não será necessário realizar-se o procedimento de 
definição de obra, pois a obra é a mesma. Será necessário apenas a definição 
de estação e a orientação do equipamento. 
Porém, na troca de estação estes procedimentos são levemente 
diferentes do que quando se inicia uma nova obra. 
 Segue o passo a passo mostrando como proceder-se no software da 
estação. 
 2 – Perceba que ao navegar para a tela topografia, a opção 1, definição 
da obra já aparece marcada. 
A opção 2, definição da estação, também aparece marcada, porém 
iremos acessar esta opção para informar a nova posição que a estação total 
deve assumir. Para isso, aperte o botão “F2” (figura 27). 
 
 
48 
 
Figura 27 – Tela topografia. 
 
3 - Clique na opção lista e busque do ponto 2 que é o ponto no qual você 
está instalando a estação total (o mesmo foi pego anteriormente e agora você 
está ocupando) (figura 28). 
 
 
Figura 28 – Tela definir estação. 
 
Perceba que na prática, o que você fez, foi informar para a estação total que a 
mesma está sobre este ponto. 
 
4 - Digite a atura do instrumento (figura 29). É a distância entre o ponto 
no piquete ou marco geodésico e o centro de fase da estação (marca existente 
na lateral do equipamento, na altura da luneta). Tal distância é obtida com o 
uso de uma trena. 
 
 
Figura 29 – Tela definir estação. 
 
49 
 
5 - Uma vês que a estação esteja definida é hora de definir-se a 
orientação. Para isso aperte o botão “F3”, “def. Orientação” e em “F2” por 
coordenadas (figura 30). 
 
Figura 30 – Tela orientação. 
Fonte: Zanetti, M. A. Z. e Veiga, L. A. K. (2008, P.6). 
 
6 – Faz-se a pontaria no ponto de ré em posição direta da 
luneta e clica-se em “ALL” para que o equipamento faça a leitura (figura 
31). 
 
 
Figura 31 – Tela tipo de orientação. 
 
 
Após o termino desta etapa, deve-se clicar em F4 para se iniciar o 
levantamento de campo. É só continuar com a obtenção de dados (figura 32). 
 
50 
 
 
Figura 32– Tela topografia. 
 
2.4 Focalização da Luneta e leitura 
Esta etapa tem por objetivo fazer-se a coincidência do plano do retículo 
e do plano da imagem do objeto visado com o plano focal comum a objetiva e à 
ocular (ESPARTEL, 1987). 
O procedimento de focalização inicia-se pela focalização dos retículos e 
depois do objeto. Deve-se sempre checar se a luneta está perfeitamente 
focalizada, para evitar a existência de paralaxe de observação, que acarretará 
em visadas incorretas. 
Para verificar se está ocorrendo este fenômeno, deve-se mover a 
cabeça para cima e para baixo, para a direita e esquerda, sempre se 
observando pela ocular. 
Quando destes movimentos, verificando-se que os fios do retículo se 
movem em relação à imagem, então existe uma paralaxe de observação e, 
neste caso, a pontaria dependerá da posição do observador (Veiga, L. A. 
Koenig Et al., 2012). Para evitar esse problema deve ser adotada a seguintemetodologia: 
 
1 - Os retículos devem estar focalizados de forma que estejam sendo 
vistos com nitidez e bem definidos. Para facilitar este procedimento, pode-se 
observar uma superfície clara, como uma parede branca ou até mesmo o céu 
(figura 33), tomando o cuidado de não apontar para o sol, para evitar danos 
irreversíveis à visão. 
 
51 
 
 
Figura 33– Retículos. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.118). 
 
A focalização (1) e ajuste dos fios estadimétricos (2) é feita através dos 
parafusos (figura 34). 
 
 
Figura 34 – Focalização e ajuste dos fios estadimétricos. 
 
2 - Feita a focalização dos retículos, faz-se a pontaria ao objeto desejado 
e realiza-se a focalização do mesmo, testando-se para evitar paralaxe. Caso 
seja verificado a existência da mesma, deve-se realizar nova focalização do 
objeto. 
Durante a pontaria, os fios do retículo devem estar posicionados 
exatamente sobre o ponto onde se deseja realizar a pontaria (figura 35). 
1 
2 
52 
 
 
 
Figura 35– Paralaxe. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.119). 
 
Para efetuar a visada o operador deve inicialmente, utilizando o triangulo 
(número 1), posicionar este na posição ocupada pelo prismeiro. 
Isso é necessário porque se o operador quiser olhar diretamente pela 
luneta, terá dificuldades, perdendo bastante tempo para encontrar o prisma. 
Logo, o procedimento ideal, é utilizando-se o triangulo existente na parte 
superior da luneta, posicionar-se a luneta mais ou menos no prisma. 
Em seguida, o operador pode olhar através da luneta, direcionando a 
estação total para o centro do prisma e, utilizando os parafusos de ajuste fino 
horizontal (número 2) e vertical (número 3) fazer-se o ajuste fino (figura 36). 
Adotado este procedimento é só fazer-se a leitura dos dados 
pressionando-se o botão “ALL”. 
 
 
Figura 36 – Parafusos de ajuste fino horizontal e vertical. 
 
1 
3
2
53 
 
 
... 
 
Por mais que eu tenha me esforçado para ensinar os detalhes da operação de 
estações totais através deste capítulo do livro, infelizmente este é um processo um 
pouco oneroso haja vista a complexidade do assunto. 
Por causa disso, caso você deseje aprender mais sobre a utilização de 
estações totais, eu aconselho que você adquira o treinamento estação total na prática. 
Conforme informei anteriormente, o mesmo pode ser adquirido de maneira separada 
ou no combo Topografia Cadastral na Prática. 
 
Seguem novamente os links para você conhecer os referidos cursos. 
Treinamento estação total na Prática: 
http://adenilsongiovanini.com.br/estacao-total/ 
 
Combo Topografia Cadastral na Prática: 
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/ 
 
54 
 
3 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO 
UTILIZANDO NÍVEL 
 
Níveis são equipamentos que permitem definir com precisão um plano 
horizontal ortogonal à vertical definida pelo eixo principal do equipamento. 
 
3.1 Equipamento e procedimento de instalação 
 
As principais partes de um nível são: 
 Luneta; 
 Sistemas de compensação (para equipamentos automáticos); 
 Dispositivos de calagem; 
 Nível de bolha. 
Existem dois tipos de níveis: óticos e digitais. Nesta apostila nos 
deteremos no estudo de níveis óticos, os mesmos podem ser classificados em 
mecânicos e automáticos. 
No primeiro caso, o nivelamento "fino ou calagem" do equipamento é 
realizado com o auxílio de níveis de bolha bi-partida. 
Conforme Veiga, L. A. Koenig Et al (2012) são três os eixos principais de 
um nível: 
• ZZ’= eixo principal ou de rotação do nível 
• OO’= eixo óptico/ linha de visada/ eixo de colimação 
• HH’= eixo do nível tubular ou tangente central (figura 37). 
 
 
 
55 
 
Figura 37– Eixos em nível. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.211). 
 
Veiga, L. A. Koenig Et. al (2012) ainda afirmam que os eixos devem 
satisfazer as seguintes situações: 
 O eixo ZZ’ deve estar na vertical; 
 O eixo HH’ deve estar na horizontal e ortogonal ao eixo principal; 
 E o eixo OO’ deve ser paralelo ao eixo HH’. 
 
Caso isso não ocorra, os níveis devem ser retificados. 
Como o próprio nome já diz, todo nível tem por finalidade a realização de 
nivelamentos. 
Segue abaixo um passo a passo de instalação do equipamento. 
1 – Diferentemente da estação total e do teodolito, o nível não precisa 
ser instalado sobre uma superfície materializada. O ponto de saída do 
nivelamento é o primeiro ponto ocupado pela mira falante, este sim deve ser 
materializado. 
A primeira etapa de instalação do nível é a instalação do tripé. Esta 
etapa é muito parecida com o procedimento que ensinei ao mostrar como 
instalar uma estação total. 
Com intuito de possibilitar uma melhor fixação das etapas, irei mostrar 
novamente as mesmas, fazendo s devidas adaptações a utilização de níveis. 
Abertura do tripé, tomando-se o cuidado de deixar numa posição 
intermediária, não muito aberta, mas também não muito fechada (figura 38). 
 
 
56 
 
Figura 38 – Abertura do tripé. 
 
2 – Uma vês que o tripé esteja aberto, pode-se soltar as travas e 
levantar o mesmo até ficar na altura do queixo, colocando o equipamento sobre 
o mesmo e fixando-o pelo parafuso de fixação. 
A próxima etapa é o nivelamento grosseiro, realizado pelas pernas do 
tripé. Esta etapa é necessária pelo fato do tripé ainda estar muito desnivelado. 
Ou seja, não adianta mexer apenas nos parafusos calantes, pois os 
mesmos são curtos. 
Confesso que no ano de 2012, quando era monitor da disciplina de 
Topografia, certa vez um aluno conseguiu desrosquear um dos parafusos 
calantes até o fim da rosca. 
Ou seja, acabou desencaixando o parafuso calante e acabamos tendo 
que enviar o nível para a manutenção. Logo, sempre faça primeiramente o 
nivelamento fino e somente depois o nivelamento grosseiro. 
A ideia é deixar o equipamento praticamente nivelado. A figura 39 
mostra a posição em que as mãos devem estar, observe atentamente a 
posição dos dedos. 
 
 
Figura 39– Posição correta dos dedos. 
 
57 
 
3 – Uma vez que tenha feito o nivelamento grosseiro, você poderá 
realizar o nivelamento fino, pelos parafusos calantes que podem ser vistos 
com os números 1 e 2 na figura 40. 
 
 
Figura 40 – Nivelamento fino. 
 
4 – Com o equipamento devidamente instalado, podemos fazer as 
visadas e leituras da mira falante. 
Na figura 41: 
 O número 1 representa o parafuso utilizado para ajustar o foco; 
 O número 2 indica o parafuso utilizado para ajustar os fios do 
reticulo (estadimétricos, nivelador e colimador); 
 O número 3 indica o visor utilizado para colocar na posição 
ocupada pelo ajudante de campo; 
 O número 4 indica o parafuso de chamada que têm por objetivo 
fazer o ajuste fino, visando à mira falante e; 
 O número 5 indica a bolha de nível utilizada para nivelar o 
equipamento. 
 
1 2 
58 
 
 
Figura 41 – Partes importantes de um nível. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.211). 
 
5 - Existe no mercado diversos modelos de miras que podem ser 
dobráveis ou retrateis. 
Para efetuar a leitura da mira é necessário fazer-se a leitura de quatro 
algarismos que corresponderão aos valores do metro, decímetro, centímetro e 
milímetro, sendo que o milímetro é obtido por uma estimativa e os demais por 
leitura direta dos valores indicados na mira. 
A figura 42 apresenta um exemplo de leitura. Na mesma aparece a 
graduação em centímetros (traços claros e escuros). 
A leitura do valor do metro é obtida através dos algarismos em romano 
(I, II, III) e/ou da observação do símbolo acima dos números que indicam o 
decímetro. 
 
 
Figura 42– Mira falante. 
1 
2 
3
 
 1 
4 
5 
59 
 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.213). 
 
A figura 43 apresenta um exemplo de leitura na qual foi obtido o valor 
1,462 na mesma aparece a mira e os fios do reticulo. 
 
Figura 43– Fios do reticulo sobre mira falante. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.213). 
 
3.2 Nivelamentogeométrico 
 
O nivelamento geométrico pode ser simples ou composto. No 
nivelamento geométrico simples, a diferença de nível dos pontos de interesse é 
obtida com uma única instalação do equipamento. 
Já no nivelamento geométrico composto, são necessários vários lances 
para a determinação do desnível entre os pontos. 
A primeira leitura será chamada de leitura de ré e as demais de leituras 
de vante. 
Quanto ao desnível final, o mesmo será obtido pela soma dos desníveis 
de cada lance. As figuras 44 e 45 mostram o nivelamento simples e composto. 
 
60 
 
 
Figura 44– Nivelamento simples. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.217). 
 
 
Figura 45– Nivelamento composto. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.218). 
 
Após a instalação do equipamento em local apropriado, posiciona-se a 
mira nos pontos de interesse e faz-se a leitura de ré e as leituras de vante. 
Devem ser feitas leituras do fio nivelador também chamado de fio médio 
e dos fios estadimétricos (superior e inferior). A média das leituras dos fios 
superior e inferior deve ser igual à leitura do fio médio, com um desvio tolerável 
de 0,002 m. 
 
3.2.1 nivelamento simples 
No nivelamento simples a aplicação das formulas abaixo possibilitará a 
obtenção da diferença de nível (Milani, E. J.; 2010): 
 
AI=cota+vértice de ré Cota=AI+Vértice de vante 
 
61 
 
Durante os trabalhos, se obtém uma grande quantidade de dados, sendo 
indicado a utilização de uma planilha como a da figura 46 que já traz um 
exemplo de dados obtidos a campo. 
 
 
Figura 46– Planilha de dados obtidos no nivelamento simples. 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 47). 
 
3.2.2 Nivelamento composto 
Como são feitas várias mudanças na posição ocupada pelo nível, os 
diversos nivelamentos simples devem estar entrelaçados. Isso é feito através 
da estaca de amarração, ponto no qual é feito a última leitura de vante de uma 
posição e a leitura de ré da posição seguinte. 
No nivelamento composto, se obtém muito mais dados que no simples, 
sendo indicado usar uma planilha como a da figura 47 utilizada por Milani, E. 
(2010). 
 
62 
 
 
Figura 47– Planilha de dados obtidos no nivelamento composto. 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 48). 
 
Com o objetivo de fazer-se a verificação dos dados é realizado o 
contranivelamento. O mesmo normalmente é feito a cada 2 quilômetros, aonde 
que aplicando-se a formula abaixo sugerida por Milani, E. J. (2009), é possível 
fazer a verificação dos dados. 
 
Aonde: 
ET= Erro total 
EPmm= Erro por milímetro 
 
O erro encontrado deve estar dentro do erro admitido para tal classe de 
nivelamento. A associação Geodésica internacional adota a seguinte ordem: 
Nivelamento de alta precisão: ±1,5 𝑚𝑚/𝐾𝑚 
Nivelamento de 1ª ordem: ±2,5 𝑚𝑚/𝐾𝑚 
Nivelamento de 2ª ordem: ± 10 𝑚𝑚/𝐾𝑚 
Nivelamento de 3ª ordem:±30 𝑚𝑚/𝐾𝑚 
Nivelamento de 4ª ordem: ±100 𝑚𝑚/𝐾𝑚 
63 
 
Se o erro estiver dentro do permitido pode ser compensado, 
redistribuindo-se o mesmo entre todas as estações ocupadas. Para este 
procedimento, você pode utilizar a planilha proposta por Milani, E. J. (2009) 
conforme figura 48, tomando-se o cuidado de utilizar o sinal contrário ao erro 
encontrado. 
 
 
 
Figura 48– Planilha de verificação dos dados. 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 50). 
 
64 
 
 
4 PROCEDIMENTO DE MEDIDA A CAMPO 
UTILIZANDO-SE TEODOLITO 
 
A diferença básica entre teodolitos e níveis é que o teodolito, além do 
eixo horizontal, possibilita movimentos no eixo vertical. 
O teodolito pode ser utilizado tanto para nivelamento trigonométrico, 
como para cálculos de área. 
O mesmo possibilita a obtenção de azimutes e ângulos verticais como 
pode ser verificado na figura 49. Na mesma verifica-se a presença do visor e 
de diversos botões, sendo que o botão verde é utilizado para ligar o 
equipamento. 
O botão VI% é utilizado para ligar a vertical e o botão 0SET é utilizado 
para zerar o azimute com um duplo clique. Quando ligada a vertical, aparece a 
mensagem 0 set, sendo que para aparecer o ângulo deve-se girar a luneta 
meia volta. 
 
 
Figura 49– Principais botões do teodolito. 
 
Na figura 49 o Hr significa ângulo horizontal e o V significa ângulo 
vertical, que no caso é zenital. 
 
65 
 
Isso mesmo, existem 2 tipos de equipamentos, os zenitais e os nadirais. 
Os equipamentos zenitais possuem o zero (ângulo inicial) na parte 
superior (diretamente acima do observador) do eixo vertical que passa pelo 
centro do equipamento. 
Os equipamentos nadirais, por outro lado, possuem o zero na parte 
inferior do eixo que passa pelo centro do equipamento. 
 
 
4.1 Procedimento a campo 
 
Os passos para instalação de teodolitos e de estações totais são muito 
semelhantes, sendo que a principal diferença está no fato de algumas estações 
totais possuírem prumo lazer e os teodolitos possuírem prumo ótico. Segue 
abaixo o passo a passo para instalação do teodolito. 
1 - Colocar o tripé sobre ponto materializado, tomando cuidado 
quanto a abertura para que o mesmo não fique nem muito aberto nem 
muito fechado (figura 50). 
 
Figura 50 – Abertura correta do tripé. 
 
2 - Solte as travas e abra até a altura do peito, tomando o cuidado 
de deixar o mesmo bem sobre o ponto materializado e com a mesa bem 
nivelada, pois a velocidade e facilidade de instalação do mesmo estão 
diretamente relacionadas a esse procedimento (figura 51). 
 
66 
 
 
Figura 51 – Altura correta do tripé. 
 
3 – Coloque o equipamento sobre o tripé e sobre o ponto. 
No caso do teodolito, o mesmo possui prumo ótico. Para colocar 
sobre o piquete é necessário posicionar-se no lado oposto a uma das 
pernas e levantar o tripé pelas outras duas, pegando-se em uma altura 
intermediaria nas pernas. 
Também é necessário posicionar-se um dos pés junto ao piquete 
para facilitar o encontro do mesmo e, olhando-se pelo prumo ótico, levantar 
duas das 3 pernas do tripé, conforme aparece na figura 52. 
O próximo passo consiste em mover o equipamento em direção a 
marca no centro do piquete, sentando o tripé quando o prumo ótico estiver 
sobre o ponto. 
Tome o cuidado para levantar e mover o tripé em um movimento 
sincronizado das mãos, não levantando mais uma das pernas do que a 
outra, objetivando não deixar muito desnivelado quando for sentar 
novamente o equipamento. 
 
67 
 
 
Figura 52– Colocando o equipamento sobre ponto materializado. 
 
 4 - Cravar bem as pernas do tripé no chão e fazer o nivelamento 
grosseiro. 
Este procedimento deve ser feito pelas pernas do tripé, não adianta 
querer mexer direto nos parafusos calantes. Isso porque se o conjunto 
estiver muito desnivelado, os mesmos não possibilitarão o nivelamento 
(figura 53). 
 
 
68 
 
Figura 53– Fazendo o nivelamento grosseiro, perceba a posição dos dedos e 
mãos. 
 
5 – Verifique se o equipamento está sobre o ponto pelo prumo ótico. 
Se não estiver, solte meia volta o parafuso que prende o equipamento ao 
tripé e coloque o equipamento bem sobre o ponto. 
Se não for possível colocar o equipamento bem sobre o ponto, você 
terá que refazer as etapas 3 e 4. 
A próxima etapa consiste em fazer-se o nivelamento fino pelos 
parafusos calantes, conforme é mostrado nas figuras 54 e 55. 
O procedimento consiste em: 
A – Posicionar-se o visor de acordo com dois parafusos calantes e 
fazer nivelamento dessa posição; 
B – Girar-se o equipamento 90 graus e fazer-se o nivelamento da 
segunda posição. 
Ao final verifique se o equipamento está bem sobre o ponto. Se não 
estiver, solte o parafuso que prende o equipamento na mesa do tripé e 
repita o nivelamento, repetindo estas etapas até que o equipamento esteja 
bem nivelado e sobre o ponto. 
 
Figura 54– Nivelamento fino pelos parafusos calantes posicionados de acordo 
com a mesa. 
Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.115). 
 
 
69 
 
 
Figura 55– Nivelamento fino pelo terceiro parafuso calante.Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.116). 
O próximo passo é realizar as visadas, obtendo-se os dados. 
 
 
4.2 Nivelamento trigonométrico 
 
O método trigonométrico depende da resolução de um triangulo para 
que se possa saber a diferença de nível entre o ponto em que o equipamento 
está instalado e o ponto que se está observando. Por isso este método é 
indireto (figura 56). 
 
 
Figura 56– Nivelamento trigonométrico. 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 53). 
 
A figura anterior mostrou um típico caso de leitura em aclive, note que 
para obtermos a resolução do triangulo devemos diminuir a altura do 
70 
 
instrumento (AI) da leitura feita na régua, que no caso é o valor obtido a partir 
da leitura do fio médio. 
A formula resultante será a seguinte: 
 
DN=AI-L+ (D*tgẞ) 
 
Onde: 
DN= Diferença de nível 
AI= Altura do instrumento 
L= Leitura do fio médio 
D= Distância em metros 
 
Onde que a distância em metros é calculada através da fórmula abaixo: 
 
D= H*100*cos2 ẞ 
 
E o H, por sua vez é calculado por esta outra formula. 
 
H= fio estadimétrico superior – fio estadimétrico inferior 
 
Se a leitura for feita em declive o ẞ deve ser usado com valor negativo, 
lembrando que o ẞ é em relação a linha do horizonte, logo para obter o mesmo 
na utilização de equipamentos zenitais, deve-se diminuir 90 graus do ângulo 
vertical lido. 
O método trigonométrico deve ser usado apenas em casos em que a 
precisão não é um fator primordial, pois o mesmo depende de vários fatores, 
sendo os principais deles o ângulo ẞ e a distância horizontal (Milani, E. J.; 
2009). 
 
4.2.1 -Nivelamento trigonométrico com distância horizontal 
pelo método trigonométrico 
 
Aplica-se as formulas abaixo: 
71 
 
 
 
 
 
 
Como serão obtidos muitos dados a campo é aconselhável utilizar-se 
uma planilha para a anotação, como o exemplo resolvido utilizado por Milani, E. 
J. (2009). Na mesma é possível anotar-se os resultados dos cálculos (figura 
57). 
 
Figura 57 – planilha para nivelamento trigonométrico. 
72 
 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 58). 
 
 
 4.3 Caminhamento perimétrico 
 
Método que utiliza os ângulos internos, no qual percorre-se todo o 
perímetro da área, medindo-se a distância horizontal de cada alinhamento e os 
ângulos de cada vértice. 
 
Por uma questão de comodidade, anda-se no sentido anti-horário e lê-se 
os ângulos no sentido horário, obtendo-se os valores dos ângulos internos. 
Outro dado importante é o azimute, pois o mesmo possibilita a 
amarração espacial do levantamento. 
 
No caminhamento perimétrico utiliza-se uma planilha de anotações, 
como, por exemplo, o modelo da figura 58 elaborada por Milani, E. J. 
(2009). 
 
 
 
Figura 58 – Planilha para anotação e cálculo dos dados. 
Fonte: Milani, E. J. (2009, p. 27). 
73 
 
5 DESCARREGANDO DADOS DE ESTAÇÕES TOTAIS 
 
Existem vários softwares com essa finalidade no mercado, sendo que os 
mesmos podem ser classificados em 2 grupos: 
Nativos: são os softwares que vêm junto com o equipamento e 
descarregam os dados exclusivamente do mesmo. 
Gerais: utilizados para descarregar dados de estações totais de 
diferentes modelos e marcas. Como exemplos de softwares desta família 
temos o Posição e o Topograph. 
Diante da grande variedade de softwares existentes no mercado, torna-
se complicado mostrar todos, sendo que neste livro irei ensinar você a 
descarregar os dados da estação total através da utilização do posição e do 
Topograph. 
 
5.1 Descarregamento dos dados da estação total com o 
posição 
 
1 - Conecte o cabo na estação e no computador, coloque a chave do 
posição em uma entrada USB, abra o mesmo e vá em comunicação (figura 
59). 
 
 
74 
 
Figura 59 – Comunicação. 
 
2 – A janela abaixo será aberta, selecione a estação da qual serão 
baixados os dados. 
No caso, selecionaremos a estação total LEICA TPS 300 (número 
1), selecione o modelo (número 2), verifique a porta a qual o cabo está 
conectado (número 3), a taxa de transmissão que para as estações da 
LEICA deve ser 19200 (número 4) e clique em receber dados da estação 
(figura 60). 
 
Figura 60 – Recebendo dados. 
 
3 – A janela da figura abaixo (61) se abrirá. Na mesma será iniciada 
a comunicação, se os dados tiverem sido configurados corretamente, o 
software começara a comunicação com a estação, se for informada uma 
mensagem de erro, volte a tela comunicação e mude a porta de 
comunicação. 
Uma vez que a comunicação seja feita, as obras que foram criadas 
na estação total serão mostradas (número 1). Selecione a obra que você 
quer baixar. 
1 
2 
3 4 
75 
 
Em “escolha o formato de saída”, escolha o formato nativo da Leica 
e coloque o arquivo em uma nova pasta. Uma vez que a obra tenha sido 
baixada, volte para o menu comunicação (figura 61). 
 
Figura 61 – Comunicação entre software e estação total. 
 
4 - Selecione a opção converter coordenadas, faça a conversão e volte 
para o menu comunicação (figura 62). 
 
Figura 62 – Converter coordenadas. 
 
5 – Selecione “montar caderneta”, escolha o arquivo nativo que no caso 
da Leica é o .tcl e clique em ok. A tela abaixo será mostrada (figura 63). 
1 
76 
 
 
Figura 63 – Mensagem informando que arquivo não possui erros. 
 
Os dados estão prontos para serem trabalhados. Podendo ser tanto no 
próprio posição, que possui ambiente CAD ou em outros ambientes CAD, 
como, por exemplo, o AutoCAD. 
 
5.2 Descarregamento dos dados com o Topograph 
 
Abra o Topograph, vá em projeto, configuração, equipamentos conforme 
é mostrado na figura 64. 
Neste menu é possível configurar para que o equipamento receba dados 
de diferentes estações totais. 
77 
 
 
Figura 64 – Configurações do Topograph 
 
Um menu flutuante idêntico ao da figura 65 se abrirá. 
 
Figura 65 – Menu flutuante mostrando equipamentos cadastrados. 
 
78 
 
Conforme você pode perceber, aparecem todos os equipamentos 
cadastrados, sendo que se você clicar em “novo”, poderá cadastrar um novo 
equipamento. Para isto dê uma espiada na figura 66. 
 
Figura 66 – Definindo novo equipamento. 
 
Se abrirá um novo menu flutuante, conforme mostrado na figura 66 
(anterior) no qual você deve inserir os parâmetros do equipamento. 
Uma vês que você tenha configurado o seu equipamento, poderá ir na 
guia coletor, selecionar o equipamento e clicar em receber (Figura 67). 
 
Figura 67 – Coletores configurados. 
 
Um novo menu flutuante idêntico ao da figura 68 irá se abrir. No mesmo 
você poderá escolher a opção de importação de dados, bastando clicar em 
receber para que os dados sejam descarregados. 
79 
 
 
Figura 68 – Baixando dados.
80 
 
6 OBTENDO DADOS COM RECEPTORES GNSS 
 
O advento da tecnologia GNSS está revolucionando a obtenção de 
dados, porém muitos profissionais encontram dificuldades na realização de 
trabalhos com este tipo de tecnologia. 
Este material, sendo um livro prático, irá direto ao ponto, explicando 
como instalar e obter dados com receptores GNSS. 
 
6.1 Obtenção de dados 
 
A instalação de receptores GNSS se assemelha muito a de estações 
totais. A partir do momento que se entende o princípio, torna-se fácil trabalhar 
com estes equipamentos. 
As primeiras etapas são idênticas. Isso porque com ambos os 
equipamentos você terá que nivelar e centralizar o tripé sobre o ponto. 
A próxima etapa que é realizada no software do equipamento varia de 
receptor para receptor. 
Como exemplo, temos o Hiper lite plus e o Leica Viva, enquanto no hiper 
a utilização da coletora é necessária apenas quando se utiliza o método RTK, 
no Leica Viva utiliza-se a coletora para a configuração do método de 
posicionamento. 
Em uma estação total as etapas posteriores são a definição da obra, a 
orientação e finalmente, o trabalho em si. 
Quanto aos receptores GNSS, nos mesmos também é necessário criar-
se uma obra e configurar-se a base. Porém ao invés deorientar-se, o que se 
faz é configurar o rover e finalmente obter-se os dados. 
Resumidamente as etapas de obtenção de dados de um receptor GNSS 
podem ser expressas pelo fluxograma da figura 69. 
 
81 
 
 
Figura 69 – Etapas de obtenção de dados com receptores GNSS 
As etapas variam de receptor para receptor, mas para a configuração do 
modo RTK, todos exigem a realização destas etapas, podendo mudar a ordem 
de configuração. 
O maior problema da utilização de receptores GNSS aparece na hora de 
obter dados. Isso porque é normal os profissionais não saberem que método 
utilizar ou ficarem em dúvida se estão utilizando o método certo. 
Na realidade, aproximadamente 90% dos trabalhos topográficos podem 
serem realizados com a utilização do modo RTK, sendo que os demais 
trabalhos exigem o método estático ou estático rápido. 
Na prática, são estes 3 métodos, que combinados possibilitam um maior 
ganho de produtividade. 
Porém, conforme informei agora a pouco, o método RTK pode ser 
utilizado na grande maioria dos casos, podendo ser utilizado, por exemplo, 
para a: 
 Obtenção de pontos; 
 Cálculo de área; 
 Remembramento; 
 Divisão de área e; 
 Locação de pontos. 
 
82 
 
Para o Georreferenciamento de imóveis rurais, pode-se utilizar o método 
RTK, porém é necessário que a base tenha sido ajustada. 
O que se faz normalmente é realizar-se o processo de 
Georreferenciamento em dois dias. 
No primeiro dia a base é rastreada com a utilização do método absoluto 
estático. O rastreamento deve durar por pelo menos quatro horas e, no 
segundo dia, com a base já ajustada, se obtém os dados dos pontos de 
interesse no método RTK. 
Para a usucapião, a legislação vigente exige o Georreferenciamento do 
imóvel rural, sendo necessário fazê-lo pouco importa o tamanho da área. 
 
6.2 Transformação dos dados 
 
O maior problema encontrado pelos profissionais está na transformação 
dos dados, momento no qual se faz necessária a utilização de rotações e 
translações para transformação das coordenadas geográficas em locais. 
Na realidade, a operação de receptores GNSS é bem complexa. Isso 
porque 95% da operação de um receptor GNSS é teoria. 
Ou seja, você só conseguirá operar um receptor GNSS com segurança 
se entender a teoria inerente ao assunto. 
Caso você deseje aprender mais sobre a utilização de receptores GNSS, 
eu aconselho que você adquira o “Curso de Operador de Receptores GNSS. 
Isso porque no mesmo eu ensino de maneira prática a se operar receptores 
GNSS. 
Primeiramente mostro toda a teoria necessária, mostrando como o 
GNSS funciona e como posicionar-se pelo GNSS. 
Em um segundo momento pego um receptor GNSS, vou a campo e 
ensino de maneira prática a operar o mesmo. 
83 
 
Finalmente, ensino passo a passo a fazer o descarregamento, o 
processamento e o ajustamento dos dados. 
O Curso de Operador de Receptores GNSS pode ser obtido de maneira 
separada ou no Combo Topografia Cadastral Na Prática. 
Para conhecer melhor o Curso de Operador de Receptores GNSS e o 
Combo Topografia Cadastral na Prática, é só acessar os links abaixo: 
 
Curso de Operador de receptores GNSS: 
 http://adenilsongiovanini.com.br/operador-receptor-gnss/ 
 
Combo Topografia Cadastral na Prática: 
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/ 
 
 
84 
 
7 ORGANIZAÇÃO DOS DADOS NA EMPRESA 
 
Uma empresa de Topografia adquire uma grande quantidade de dados, porém 
segundo a legislação vigente os mesmos são de total responsabilidade da empresa, 
sendo que a mesma deve manter estes dados armazenados. 
Por causa disso, é essencial que as empresas de Topografia tenham 100% de 
certeza que não perderão estes dados. 
Ou seja, é essencial que o servidor da empresa esteja organizado em uma 
estrutura lógica de pastas e subpastas. 
Estrutura esta que possibilite consultas sem que haja dados repetidos ou que 
não se saiba aonde que determinado dado está armazenado. 
O ideal é que a empresa esteja trabalhando a partir de um servidor central, 
sendo que os demais computadores estejam ligados a este. Que os colaboradores 
trabalhem em cópias dos dados na área de trabalho local, mantendo os dados 
originais na hierarquia de pastas no servidor da empresa. 
Também é necessário que haja backup destes dados na nuvem, ficando como 
uma segunda opção, o backup local em HD externo. 
Porém, mesmo que haja o backup em hd externo, este não substitui o backup 
na nuvem que é muito mais seguro. 
A pergunta que fica é: 
Como deve ser a organização desta estrutura de pastas, uma vez que 
qualquer profissional deve rapidamente encontrar o dado que precisa na 
mesma? 
Isso sem falar que para você organizar seus dados, deve levar em 
consideração os serviços que sua empresa presta. 
Ou seja, é impossível a existência de uma estrutura global que sirva para todas 
as empresas da área. 
Desta maneira, neste material irei expor um modelo de organização de dados 
próprio para uma empresa de Topografia Cadastral. 
 
85 
 
O grande objetivo do mesmo é que você consiga ter uma nítida noção de como 
deve estar organizada a estrutura de pastas de sua empresa. 
Com isso, mesmo que sua área de atuação seja bem diferente, as ideias 
globais que eu irei apresentar aqui servirão para você. 
Devemos partir do pensamento que a empresa possui clientes e realiza 
diferentes serviços para os mesmos. Serviços que por sua vez possuem 
características diferentes, logo devem estar em pastas diferentes, conforme a natureza 
e acurácia dos dados obtidos. 
No servidor de uma empresa que presta serviços de: 
 Topografia Cadastral; 
 Licenciamento Ambiental; 
 Projetos de crédito rural e; 
 Assistência técnica. 
As pastas essenciais seriam semelhantes às da figura 70. 
 
Figura 70 – Organização das pastas 
 
É obvio que estas pastas são apenas as pastas de entrada para uma série de 
pastas organizadas de maneira lógica. Desta maneira, dentro de cada uma destas 
pastas existirão outras pastas cuidadosamente pensadas e estruturadas. 
Por exemplo, a pasta topografia terá em seu teor uma estrutura de pastas 
muito próximas à organização da figura 71. 
86 
 
 
Figura 71 – Pasta Topografia 
 A pasta levantamentos a campo, por sua vez teria uma organização parecida 
com a da figura 72. 
 
Figura 72 – Pasta levantamentos a campo 
Na pasta correspondente a cada um dos anos estão os trabalhos realizados, 
organizados de forma cronológica (figura 73). 
 
Figura 73 – Trabalhos realizados 
 
As pastas crédito rural, licenciamento ambiental e assistência técnica teriam 
uma estrutura semelhante. Já a pasta clientes contém todos os dados e trabalhos 
realizados para os diferentes clientes. 
Sempre que um novo serviço for prestado, uma cópia do mesmo deve ser 
colocado nesta pasta, que servira como um banco de dados do cliente. A mesma teria 
uma estrutura semelhante à da figura 74. 
87 
 
 
Figura 74 – Estrutura da pasta Cliente. 
A pasta “backup GPS navegação”, por sua vez conteria os backups periódicos 
dos GPS código C/A. 
Na pasta Topografia, a pasta dados brutos GNSS teria um backup dos dados 
obtidos com receptores GNSS. Também é interessante a existência de uma pasta 
para o backup dos projetos de pós processamento dos dados GNSS. 
Toda a estrutura, exceto a pasta clientes estaria organizada de forma lógica. 
Primeiramente teria-se pastas para os diferentes anos, em uma segunda camada, 
uma pasta para cada mês do ano e na terceira camada, em ordem crescente os dados 
dos trabalhos prestados. 
Essa é uma estrutura básica, somente com algumas pastas e que não possui 
nenhum banco de dados vinculado, que serve para mostrar a importância da 
existência de uma estrutura lógica que facilite os trabalhos e evite redundância de 
dados. 
Essa estrutura acrescida de backup semanal ou mensal garante que os dados 
não sejam perdidos e que possam ser facilmente recuperados caso alguma pasta seja 
acidentalmente apagada.Inclusive, você precisa informar a seus colaboradores sobre a existência deste 
backup, instruindo os mesmos a terem o maior cuidado possível para não excluírem 
nenhuma pasta ou arquivo do servidor. 
Porém, que caos isso aconteça, que avisem você imediatamente para que 
você possa puxar os dados excluídos do arquivo de backup. 
Perceba que este é um assunto série e que a responsabilidade é grande. Logo, 
tenha backup na nuvem, e se for o caso em HD externo também, não correndo riscos 
desnecessários. 
88 
 
Eu mesmo possuo uma assinatura de 200 GB do Google Drive, pela qual pago 
9,90 por mês. Perceba que este é um valor barato haja vista toda a segurança que 
proporciona. 
 
7.1 Utilização de Geodatabases 
 
As empresas voltadas para análise espacial conseguem um grande avanço 
com a utilização de Geodatabases. 
Este arquivo exige conhecimentos um pouco mais avançados do que a 
utilização de shapefiles e arquivos do CAD. Porém, possibilita um grande aumento de 
produtividade para empresas nas quais vários colaboradores trabalham no mesmo 
projeto concomitantemente. 
 
89 
 
8 OBTENDO E MOSAICANDO IMAGENS 
 
8.1 Obtendo imagens do Google Earth 
 
É necessário fazer-se alguns ajustes antes de obter-se as imagens. São 
eles, desmarcar a opção terreno para que a imagem não fique distorcida, 
conforme mostro na figura 75. 
 
Figura 75 – desmarcando a opção terreno. 
Também é indicado desmarcar a barra de status e demais elementos 
que possam ficar atrapalhando na visualização. 
Para desligar a barra de status vá em “visualizar” conforme é mostrado 
na figura 76. 
 
Figura 76 – desmarcando barra de status. 
 
Já a legenda de escala deve ser ligada, a mesma também fica na guia 
visualizar. A figura 77 ressalta este procedimento. 
90 
 
 
Figura 77 – marcando a opção legenda. 
Outro cuidado que devemos ter é deixar a imagem orientada 
corretamente, pois senão ao salvarmos as distorções serão salvas junto com a 
imagem. 
Para salvar a imagem vá na guia arquivo, salvar, salvar imagem, 
conforme é mostrado na figura 78. 
 
Figura 78 – salvando imagem. 
 
 
 
 
 
8.2 Mosaico imagens no Photoshop 
 
91 
 
Após ter salvado as imagens da região de interesse, abra o photoshop, 
vá em “arquivo”, “automatizar”, “photomerge”, conforme é mostrado na figura 
79. 
 
 
Figura 79 – Photomerge 
 
No menu flutuante que se abre, vá em “procurar”, selecione duas 
imagens e clique em “ok” e “ok” novamente. 
É só aguardar as imagens serem mosaicadas. Faça o mesmo processo 
de duas em duas imagens, até que você tenha unido todas as imagens. 
 
 
92 
 
9 UTILIZAÇÃO DO AUTOCAD 
 
O avanço da informática facilitou muito a elaboração de plantas 
topográficas. 
O software adotado pela grande maioria dos profissionais para a 
confecção de tais plantas é o AutoCAD, sendo que esta seção é dedicada a 
mostrar os principais procedimentos de utilização deste software com a 
finalidade de produção de plantas com altíssima qualidade e de acordo com as 
normas técnicas. 
No caso, eu não chegarei a mostrar o passo a passo da produção de 
uma planta, e sim uma série de dicas que ajudarão você a produzir as 
diferentes plantas necessárias com uma velocidade muito maior. 
No Combo Topografia Cadastral na Prática eu ensino de maneira prática 
a produzir as diferentes plantas utilizadas em escritórios de Topografia 
Cadastral. 
Outro sim, eu irei mostrar os procedimentos no AutoCAD 2008, pois o 
mesmo é queridinho do pessoal que trabalha com Topografia Cadastral. 
Pode ser que existam pequenas diferenças entre esta e outras versões 
do AutoCAD. 
 
 
9.1 Configurando Unidades e Referências 
 
Selecione a opção “format” na barra de menus e nesta, a opção “units”. 
Defina como unidade linear ("length") o tipo (“type”) decimal e precisão 
(“precision”) de 4 casas decimais, pois esta precisão identificará também as 
coordenadas. 
 
93 
 
Defina como unidade angular (“angle”) o tipo (“type”) “deg/min/sec” para 
graus, minutos e segundos de arco sexagesimal e precisão (“precision”) de 
segundos (“0d00’00”). 
Clique em “clockwise”. Para sentido horário do acréscimo angular e em 
seguida clique em “direction” para abrir uma janela denominada de “direction 
control” (figura 80). 
 
 
Figura 80 – configurando unidades e referências. 
 
Em “base angle”, selecione a opção “north” para orientar a origem 
angular do sistema topográfico local (sistema cartesiano) para o eixo “y” 
positivo, também conhecido por norte (figura 81). 
 
 
Figura 81 – orientação da origem angular do sistema topográfico. 
 
94 
 
9.2 salvando as configurações em arquivo próprio 
 
O AutoCAD está pronto para ser utilizado para topografia, porém cada 
vês que iniciar um desenho, você terá que configurar o mesmo novamente. 
Essa configuração rotineira pode ser evitada com a criação de um 
template. Desta forma, toda vês que iniciar um projeto novo, você pode solicitar 
este template que contém as alterações feitas. 
Adote o seguinte procedimento: 
Clique em “file”, “save as”, “save drawing as”, selecione “salvar como 
tipo: ” selecione “AutoCAD drawing template file (*.dwt) ”. Em seguida clique na 
caixa “nome do arquivo” e digite o nome do arquivo que você quer criar (ex.: 
topografia. dwt). Finalize clicando em “salvar”. 
Ao salvar, se abrirá uma caixa de diálogo chamada “template 
description”, onde em “description”, é necessário escrever uma descrição 
resumida do arquivo “template” que está sendo criado. 
Na opção “measurement”, selecione a opção “metric” e clique em “ok” 
(figura 82). 
 
 
Figura 82 – criando e salvando configurações em arquivo próprio. 
 
95 
 
9.3 Inserindo e escalando imagens do Google Earth no 
AutoCAD 
 
No caso, eu mostrarei o procedimento com imagens do Google, porém 
você precisa saber que o mesmo serve para qualquer imagem que você deseje 
inserir no desenho. 
Uma vês que tenha salvado a imagem, abra o AutoCAD, crie um layer 
para a imagem e vá na guia “insert”, “raster image reference” conforme 
mostrado na figura 83. 
 
Figura 83 – inserindo imagem no AutoCAD. 
Se abrirá uma janela suspensa, encontre a imagem e insira a mesma no 
projeto. 
Uma vez que a imagem tenha sido inserida, a mesma deve ser 
escalada, para que os objetos fiquem nos tamanhos reais. 
Para isso utilizaremos a legenda de escala da imagem. digite “scale”, 
“enter”, selecione a imagem, “enter”, clique em um ponto qualquer que será 
utilizado como referência. 
Irá aparecer para escolher o que deseja realizar, copiar ou referenciar, 
você deve escolher “reference”. Para isso digite r, dê “enter”, você deverá 
informar a distância na imagem, para isso clique em um canto (ponto a) da 
escala e clique no outro canto (ponto b), conforme é mostrado na figura 84, e 
digite a distância entre os pontos, no caso 39 metros. 
 A B 
96 
 
Figura 84 – escalando imagem no AutoCAD. 
Dica: utilize o zoom na hora de selecionar os pontos que o resultado 
será melhor. 
Cuidado: o procedimento ensinado neste tutorial serve para inserir e 
escalar imagens AutoCAD. Ou seja, a imagem não foi corrigida, nem retificada, 
servindo apenas para facilitação do processo de vetorização. 
Não utilize a mesma para outros procedimentos, pois você terá sérios 
problemas. 
 
9.4 Escalando carta topográfica no AutoCAD 
 
Insira a carta, vá na guia “insert”, em “raster image reference”, conforme 
a figura 85. 
 
Figura 85 – Inserindo imagem 
 Leve-a para coordenadas próximas as reais da mesma, utilizando o 
comando “move”. 
Se a carta topográfica ficou longe de sua posição real, você pode criar 
uma linha unindo o ponto para onde deve ir e o atual ponto da carta, se 
guiando pela mesma para levar a carta para a posição certa. Veja a figura 86. 
97 
 
 
Figura 86 – Levando a imagem para a posição certa. 
 Desenhe uma linha entre coordenadas conhecidas na carta conforme a 
figura 87. 
 Figura 87 – Linhacom coordenadas certas. 
Mova a carta para o primeiro ponto, e rotacione para o segundo 
utilizando o comando rotate. 
Para isso digite “rotate”, de “enter”, selecione a base, digite “R” ou 
“reference”, clique na base, clique no ponto que deseja rotacionar e leve-o para 
a posição certa. A carta estará georreferenciada. 
 
98 
 
9.5. Inserindo grade de coordenadas no AutoCAD 
 
Este tutorial irá lhe ensinar a inserir uma malha com coordenadas no 
AutoCAD. 
Primeiramente abra esse link 
(http://otopografo.blogspot.com.br/p/autolisps_21.html), a primeira rotina do 
blog é justamente a que utilizaremos neste tutorial. No início da página rotinas 
lisps, têm um link para o tutorial que ensina a carregar rotinas lisps no 
AutoCAD, que o ajudará neste procedimento. 
Após inserir a rotina e fazer o desenho do polígono digite “m4” na linha 
de comandos que você acessará a rotina que faz a inserção da malha 
retangular (figura 88). 
 
Figura 88 – m4, atalho para acessar a rotina de inserção da malha 
regular. 
Na linha de comandos do AutoCAD, aparecerá a frase “ingrese El tipo”. 
Digite “0,0”. 
Dê 2 enters, pedirá o intervalo da malha, previamente usei o comando 
“dist” para ver o tamanho do desenho, que têm 184 mm para y e 299 mm para 
x, a partir destas medidas, percebi que com um espaçamento de 60 mm será 
desenhada uma malha de proporções ideais. Logo digitaremos “60” e daremos 
“enter”. 
Pedirá a altura do texto, digite “12”. 
99 
 
Pedirá os vértices da área, clicaremos em quatro posições estratégicas 
(figura 89), nem muito perto do desenho, para que não desenhe uma malha 
muito pequena, nem muito longe para que não desenhe uma malha muito 
grande. 
 
Figura 89 – Pontos vermelhos indicando posições ideais para delimitar a 
malha. 
Pedirá o ângulo do texto para x e para y, digite “90” e “1”. 
A malha será desenhada (figura 90). 
 
Figura 90 – Malha e polígono. 
Usaremos a ferramenta extrim para ajeitar o desenho, tirando a malha 
da área do polígono. O desenho deve ficar como na figura 91. 
 
100 
 
Figura 91 – Malha retirada do espaço do desenho. 
Também podemos excluir as linhas extras, encurtar as outras usando a 
ferramenta trim e deixar as coordenadas apenas nos lados inferior e direito do 
desenho, entre outras mudanças que ficarão a seu critério. 
 
9.6 Configurando o Layout de acordo com as normas técnicas 
 
Os procedimentos para elaboração de um layout conforme as 
normas estabelecidas pela NBR 10.582/1988 (apresentação de folha para 
desenho técnico) e pela NBR 10.068/1987 da abnt (folha de desenho para 
desenho técnico – leiaute e dimensões) são um pouco onerosos. 
Porém, apresentam como vantagem o fato de que uma vês 
construído, determinado padrão de folha poderá ser utilizado para todos os 
projetos de mesma amplitude. 
 
 
9.6.1 Etapas da configuração do layout. 
 
1 – Fixar unidades de medidas. 
Format, units, drawing units for design center blocks, meters, ok. 
2 – Clique em “layoult1” localizada abaixo da área de desenho. 
3 – Aparecerá a janela page setup. 
4 - Em plolter configuration, nome (selecione a impressora adobe pdf), 
ok. 
5 - No menu file, plot, plot setings, paper size, a4, marque a janela mm, 
na janela drawing orientation, marque landscape. 
6 – Em plot scale deixar 1:1 (custom 1mm = 1 drawing units). Ok (o 
que significa que 1 m no terreno corresponderá a 1000 mm no desenho). 
Cancele a janela de impressão que aparece logo após o ok, pois não 
pretendemos imprimir, somente ajeitar a configuração da folha. 
7 – No layout 1 passe a configurar a folha a4 (paisagem) conforme 
as normas técnicas. As principais medidas são: 
101 
 
Esquerda= 25mm 
Superior= 7mm 
Inferior= 7mm 
Direita = 7mm 
Legenda= 178mm (a partir da margem esquerda do papel). 
8 - O procedimento para dimensionar a folha é o seguinte: 
Risque sobre o tracejado de todas as bordas da folha com a 
ferramenta line. (O tracejado significa as bordas da folha). 
Utilize a ferramenta offset para passar os traços esquerdo, superior, 
inferior e direito e a legenda da folha de desenho, utilizando as medidas 
citadas para acima. 
Apare os excessos das linhas que delimitam as bordas da folha de 
desenho utilizando a ferramenta trim. 
9 - Uma vês que tenha sido feita a demarcação das medidas, pode-
se apagar os riscos feitos sobre as margens do papel. 
 10 – Enquadre o desenho dentro da área a ele destinada, usando o 
seguinte procedimento: 
 Arraste os cantos do desenho até os limites das áreas 
destinadas a ele; 
 Dê um clique duplo sobre a área interna do desenho (bordas 
ficarão em negrito); 
 Na linha de comando digite” z”, dê enter, digite “e”, dê enter; 
 Clique duplo fora do desenho para desmarcá-lo. 
11 – Definição da escala: 
Descobrir a maior medida do desenho, através da visualização do 
mesmo: 
Menu superior, guia dimension, aligned; 
Clique sobre uma extremidade do desenho e depois sobre a outra; 
Anote o valor que está em milímetros; 
Usando o dimension, aligned, meça a área da folha destinada para o 
desenho; 
Anote o valor que está em metros; 
Através da formula: 
102 
 
𝒅
𝑫
=
𝟏
𝑴
 
Onde: 
D= medida feita sobre o desenho 
D=medida da área da folha destinada ao desenho 
M= medida escalar a ser achada. 
12 – Selecione o desenho novamente com um duplo clique sobre a 
área do mesmo. 
Digite na linha de comando z, enter, s, enter; 
Digite 1000/xp (onde x é o valor que foi encontrado pela formula 
citada anteriormente), enter. 
13 - Configure a legenda, não deixe de colocar os seguintes dados 
para que respeite a legislação vigente: designação da firma, projetista, 
desenhista, local, data, assinatura, nome e localização do projeto, conteúdo 
do desenho, escala, número do desenho, designação da revisão, método 
de projeção, unidade utilizada. 
 
9.6 Preparando o desenho para a plotagem 
 
Uma vês que você esteja com o desenho terminado, poderá elaborar a 
planta definitiva, porém alguns cuidados são necessários nessa hora. 
Utilizaremos um layout previamente criado que está de acordo com as 
normas técnicas. Para isso, clique em “layout1”, se não abrir um menu 
suspenso, clique novamente com o auxiliar sobre a guia “layout1” e vá em 
“Page setup manager”, conforme mostrado na figura 92. 
 
Figura 92 – Acessando as configurações de layout. 
Vá em “modify”, conforme mostrado na figura 93. 
103 
 
 
Figura 93 – Acessando o modify. 
Se guie pela figura 94 para selecionar a impressora pdf (número 1), o 
formato de papel (número 2), em what to plot selecionar “window” e selecionar 
os limites da área útil (número 3), em plot scale marque “fit to paper” (número 
4), em drawing orientation marque portrait (número 5). 
 
Figura 94 – Configurando impressora. 
Pressione “OK” e “close”. Você já pode apagar a janela que ficou no 
desenho. 
Vamos inserir o layout configurado de acordo com as normas de 
desenho técnico. Vá em “insert”, “block”, conforme mostrado na figura 95, 
selecione o layout e insira clicando na tela. 
1 
2 
3 
4 
5 
104 
 
 
Figura 95 – Inserindo layout previamente criado. 
Selecione o bloco e exploda, clique com o auxiliar sobre o dizer “layout 
1”, vá em “Page setup manager” conforme a figura 96. 
 
Figura 96 – Redefinindo área útil. 
Vá em “modify”, selecione “window”, conforme mostrado na figura 97 e 
clique nos extremos do layout que você inseriu. Selecione “OK” e “close”. 
 
Figura 97 – Selecionando a opção window. 
Agora vamos inserir uma nova “wilport”. Digite “mv”, dê “enter” e clique 
nos cantos extremos da área útil do desenho. 
105 
 
Agora é necessário escalar o desenho, para isso leia a seção 9.7. 
 
9.7 Colocando o desenho em escala 
No layout desejado, enquadre o desenho deixando-o aproximadamente 
na posição desejada. 
Não se preocupe em deixar perfeito, sem se preocupar muito em deixar 
perfeito. A ideia é que fique em uma posição aproximada. 
Na figura 98 enquadreiuma fábrica, faça parecido. 
 
Figura 98– Enquadrando o desenho. 
Agora escalaremos o desenho, para isso vá na guia “dimension” e 
selecione “alighth”, meça a distância no mapa clicando nos pontos extremos do 
desenho (a janela não deve estar ativa). 
Abra o MS Excel e anote a distância obtida. A distância que você obteve 
é em milímetros e precisa ser transformada em metros para isso jogue a virgula 
3 casas para trás, por exemplo se você obteve 138, ficará 0,138. 
Agora calcularemos o fator de escala. Para isso dê 2 cliques na janela, 
vá na guia “dimension” e selecione “alighth”, meça a distância real obtida e 
anote abaixo da obtida sobre o mapa. Deverá ficar como na figura 99. 
106 
 
 
Figura 99 – Calculando o fator de escala. 
Agora pela formula da distância, calcularemos a escala. É só dividir a 
distância real pela distância no mapa, conforme mostrado na figura 98. 
A escala do mapa é 1/7.028. Se dividirmos 1000/7.028, iremos obter o 
valor 0.14. 
Para escalar a imagem utilizaremos este valor, volte no AutoCAD e 
digite na linha de comandos “z”, “s”, “dê enter” e digite 0.14xp. O desenho irá 
se ajustar a folha, posicione-o de maneira centralizada e a planta estará pronta 
para a impressão. 
 
9.8 Criando planta de situação a partir de um mapa da 
região 
 
Para a criação da planta de situação, o desenho deve estar em 
coordenadas UTM. Além disso, você deve ter um mapa da região, pois o 
mesmo servirá de base, fornecendo os dados para a planta de situação. 
O primeiro passo é copiar o polígono ou desenho que você fez e está 
preparando para plotagem. 
Colaremos este polígono ou desenho na posição original, no draw do 
mapa da região. Para isso utilizaremos o comando “paste to original 
coodinates”. 
Após copiar o polígono, no draw do mapa da região, vá na guia “Edit”, e 
selecione “paste to original coodinates”, conforme a figura 100. 
107 
 
 
Figura 100 – Utilizando o comando paste to original coordinates. 
 
Se você não sabe onde o desenho foi parar, digite “find” e procure por 
algum dado existente em sua planta, como o nome do proprietário, por 
exemplo. 
Volte para sua planta (draw do polígono) e faça um retângulo no local 
que ficará a planta de situação, esse retângulo servirá para você escalar o 
recorte que deve ser feito do desenho geral (faremos uma cópia da região de 
interesse e iremos redimensionar, fazendo caber na planta de situação), copie-
o, vá para o mapa da região e cole-o em uma posição próxima ao mapa da 
região. 
Faça outro retângulo ao redor da área onde está o seu projeto, no 
mesmo devem estar todos os dados que você quer que estejam na planta de 
situação, como municípios ou estados, tudo dependerá da escala do seu 
projeto (serão os dados que irão aparecer na planta de situação). 
Agora iremos escalar para que o desenho da planta de situação fique do 
tamanho que deve estar no seu projeto. 
Para isso, usaremos como referência o retângulo que você trouxe com o 
tamanho da área destinada a planta de situação. 
Meça a distância de um dos lados do retângulo que contém os dados do 
seu projeto e a correspondente no retângulo representativo da área destinada a 
planta de situação. 
108 
 
Divida a distância do lado do projeto pela distância no retângulo 
representativo da área destinada a planta de situação para obter o fator de 
escala. 
Digamos que a proporção encontrada foi de 13.2, digite “SC” ou “scale” 
na linha de comando, selecione o retângulo da área destinada a planta de 
situação, digite “enter”. 
Agora você pode apagar o retângulo com os dados do projeto, mova o 
outro até que fique na posição adequada e utilizando o comando “extrim” 
remova as linhas exteriores ao retângulo. 
Para levar para o desenho é só dar um fator de escala ao contrário, 
digite “SC”, selecione o desenho e digite 1/13.2. É só copiar, colar no seu 
projeto e mover. 
Caso esteja com dificuldades, acesse o vídeo produzido por Joenildo 
Santos, no mesmo ele explica como fazer a planta de situação. 
Link: 
https://www.youtube.com/watch?v=-y9go-bGFt0 
 
9.9 Importando pontos para o AutoCAD a partir do arquivo 
nativo 
 
Esse procedimento que envolve a tabulação de dados com a utilização 
do MS bloco de notas e do MS Excel. 
O mesmo pode ser utilizado apenas para dados obtidos com estação 
total, uma vês que os dados obtidos com receptores GNSS são obtidos de 
forma indireta, necessitando de pós processamento. 
Para facilitar o aprendizado produzi um vídeo que está no YouTube. 
Clique no link abaixo para assistir o mesmo. 
 
109 
 
Levando dados da estação total para o AutoCAD 
 
https://youtu.be/oaJltsb6MzY 
 
 
9.10 Inserindo mais de uma viewport no desenho 
 
Primeiramente crie um novo layer, vá na guia “view, “viewports” e 
selecione a área aonde deseja inserir a “viewport”, conforme mostro na figura 
101. 
 
 
Figura 101 – Inserindo wiewport 
 
Irá aparecer todo o desenho existente, dê 2 cliques para que vá para o 
model. 
Iremos ajustar a escala. Digite “z’, “enter”, “s”, “enter”, digite o fator de 
escala desejado como por exemplo 1:45xp, a “viewport” irá se adequar ao 
desenho. 
Se não der certo de primeira, faça mais alguns testes até que se adeque 
ao desenho, se não desejar que as linhas correspondentes a mesma apareçam 
é só desligar o respectivo layer.
110 
 
9.11 Encontrando ponto mais ao norte e ajeitando o 
sentido de um polígono 
 
Para descobrir o ponto mais ao norte da poligonal, utilizaremos o 
comando ortho, com o mesmo acionado, pegaremos uma polyline e clicaremos 
no ponto que achamos que está mais ao norte. 
Se ao movermos a polyline no sentido horizontal, a mesma não 
ultrapassar os limites do polígono significa que encontramos o ponto mais ao 
norte. Tal operação pode ser visualizada na figura 102. 
 
Figura 102 – Encontrando ponto mais ao norte com comando ortho. 
Uma vês que você tenha encontrado o ponto pode marcar o mesmo, 
clicando em outro local ao norte do mesmo, conforme mostro na figura 103. 
 
Figura 103 – Marcando ponto mais ao norte. 
Após encontrar o ponto mais ao norte, iremos utilizar o comando break 
para ajeitar o sentido do polígono. Para isso com o comando break ativado, 
clique um pouco antes do ponto e clique no ponto. Ficará como na figura 104. 
 
111 
 
Figura 104 – Polyline quebrada com o comando break. 
Agora simplesmente juntaremos o estremo da linha ao ponto mais ao 
norte. 
Após juntar, utilizaremos o comando pedit para ver o sentido da linha. 
Digite “pedit”, selecione o polígono, digite “e”, ao dar “enter” surgirá um X no 
ponto mais ao norte e conforme dermos mais enters o X começara a correr os 
vértices no sentido horário, conforme mostrado na figura 105. 
 
Figura 105 – Sentido da polyline a partir do ponto mais ao norte. 
 
9.12 Mudando propriedades do layer com o comando filter 
 
O comando filter tem por objetivo facilitar os trabalhos no AutoCAD. O 
mesmo automatiza os trabalhos de mudança de atributos de um layer com 
poucos cliques. Desta maneira, não precisaremos mudar os atributos 
manualmente em cada um dos elementos plotados. 
Ex.: Você tem um trabalho e deseja mudar algum atributo de 
determinado layer, como por exemplo, a cor, o próprio layer ao qual pertence, 
nome ou a espessura. 
112 
 
Um exemplo prático seria mudar a cor de todos os pontos do layer 
pontos de campo, da figura 106. 
 
 
Figura 106 – Layers 
 
 
Procedimento 
Digite “filter” e dê “enter” (Figura 107). 
 
113 
 
 
Figura 107 – Acionando o comando filter. 
 
Aparecerá um menu flutuante (figura 108). 
 
 
Figura 108 – Menu flutuante. 
 
Clique em “Add selected object” (figura 108), o objeto será selecionado e 
aparecerá novamente o menu object selection filters. Porém, perceba que na 
parte branca, aparecerá a descrição dos atributos do layer. 
114 
 
 
Figura 109 – Acionando o comando filter. 
Você deixará dentro desta caixa apenas osatributos que deseja mudar, 
no caso a cor. Os demais itens você simplesmente apagará. 
Vá selecionando os atributos e deletando, deverá ficar como na figura 
110. 
 
Figura 110 – Somente atributo color ficou na caixa. 
 
Clique em “apply” para aplicar, a caixa sumira e o cursor mudará, digite 
“ALL” para aplicar a todos, dê “enter”, selecionou todos os elementos do layer 
pontos de campo (figura 111). 
115 
 
 
Figura 111 – pontos de campo selecionados. 
 
É só ir na guia de propriedades do layer e mudar a cor, no caso mudei 
para amarelo (figura 112). 
 
 
Figura 112 – propriedades do layer modificadas. 
 
Inserindo rotina lisp no AutoCAD 
 
116 
 
O autolisp facilita muito os trabalhos com o AutoCAD ao possibilitar a 
criação de rotinas que acrescentam novas funcionalidades e ferramentas. 
Lisps são carregados no AutoCAD como comandos. 
Para inserir um lisp de maneira fácil digite “appload” na linha de 
comandos, que se abrirá uma janela suspensa como a da figura 113. 
 
Figura 113 – Janela load/unload applications 
No nosso caso, vamos inserir o seguinte lisp, que é uma rotina livre: 
 (PRINC 
"\nChamada de Coordenadas - Por: Pedro Maia dos Santos Filho " 
) 
(PRINC "\nDigite NE e tecle para começar...") 
(princ) 
(DEFUN c:ne (/ var-r5 coratu osmatu pto pto1 ptx stx pty sty p2 p3 p4 
;;;tamx tamy tam 
) (SETVAR "CMDECHO" 0) 
(IF (= (GETVAR "USERR5") 0.0) 
(PROGN (INITGET 7) 
(SETQ var-r5 (GETREAL "\n-> Entre com o valor de VAR-R5 : ")) 
117 
 
(SETVAR "USERR5" var-r5) 
) 
(SETQ var-r5 (GETVAR "USERR5")) 
) 
(SETQ coratu (GETVAR "CECOLOR") 
osmatu (GETVAR "OSMODE") 
) 
(WHILE (SETQ pto (GETPOINT "\n-> Selecione o ponto a cotar : ")) 
(IF (SETQ pto1 (GETPOINT pto "\n-> Selecione o ponto de chamada : ")) 
(PROGN (SETQ ptx (CAR pto) 
stx (RTOS ptx 2 4) 
pty (CADR pto) 
sty (RTOS pty 2 4) 
) 
(IF (<= (CAR pto) (CAR pto1)) 
(SETQ p2 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 28.0 var-r5)) 
(CADR pto1) 
(CADDR pto1) 
) 
p3 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 1.0 var-r5)) 
(+ (CADR pto1) (/ 1.0 var-r5)) 
(CADDR pto1) 
) 
118 
 
p4 (LIST (+ (CAR pto1) (/ 1.0 var-r5)) 
(- (CADR pto1) (/ 3.0 var-r5)) 
(CADDR pto1) 
) 
) 
(SETQ p2 (LIST (- (CAR pto1) (/ 28.0 var-r5)) 
(CADR pto1) 
(CADDR pto1) 
) 
p3 (LIST (+ (CAR p2) (/ 1.0 var-r5)) 
(+ (CADR p2) (/ 1.0 var-r5)) 
(CADDR p2) 
) 
p4 (LIST (+ (CAR p2) (/ 1.0 var-r5)) 
(- (CADR p2) (/ 3.0 var-r5)) 
(CADDR p2) 
) 
) 
) 
;;; (SETQ tamx (STRLEN stx) 
;;; tamy (STRLEN sty) 
;;; ) 
;;; (IF (< tamx tamy) 
119 
 
;;; (SETQ tam tamy) 
;;; (SETQ tam tamx) 
;;; ) 
(SETQ tex (STRCAT "N=" sty) 
;; (STR sty tam)) 
tey (STRCAT "E=" stx) 
;; (STR stx tam)) 
) 
(SETVAR "CECOLOR" "2") 
(SETVAR "OSMODE" 0) 
;;(COMMAND "TEXT" p3 (/ 2.03 var-r5) "90" tex) 
(ENTMAKE (LIST (CONS 0 "TEXT") 
(CONS 1 tex) 
(CONS 10 p3) 
(CONS 40 (/ 2.03 var-r5)) 
(CONS 50 0.0) 
) 
) 
;;(COMMAND "TEXT" p4 (/ 2.03 var-r5) "90" tey) 
(ENTMAKE (LIST (CONS 0 "TEXT") 
(CONS 1 tey) 
(CONS 10 p4) 
(CONS 40 (/ 2.03 var-r5)) 
120 
 
(CONS 50 0.0) 
) 
) 
(COMMAND "_.PLINE" pto pto1 p2 "") 
(SETVAR "CECOLOR" coratu) 
(SETVAR "OSMODE" osmatu) 
) 
nil 
) 
nil 
) 
(PRINC "\n-> Encerrado...") 
(PRINC) 
) 
Se desejar utilizar está rotina, copie-a e cole no bloco de notas, salvando 
com a terminação .lsp. 
Encontre e selecione o lisp, deixe marcada a opção “add to history” para 
adicionar ao histórico. Veja como proceder na figura 114, clique em “load” e em 
“close”. 
A rotina foi inserida e está pronta para uso. 
O chato das rotinas Lisp é que as mesmas só podem ser acessadas 
pela linha de comandos. Ou seja, você terá que memorizar o comando de 
utilização da rotina. 
121 
 
 
Figura 114 – Inserindo rotina 
 
No caso da rotina que inserimos, a mesma foi criada por Pedro Maia dos 
Santos Filho e é utilizada para colocar as coordenadas nos pontos desejados. 
Na maioria das vezes, o comando para acessar a rotina é o nome da 
mesma. Porém, muitas vezes as rotinas têm um comando diferente. 
Se você abrir o arquivo da rotina com o bloco de notas, poderá descobrir 
o comando de acesso a rotina. 
O mesmo fica após o texto “DEFUN c: ”, no início do arquivo. 
Vamos verificar se a rotina foi inserida com sucesso. Isso só é possível 
utilizando-a. 
No caso da rotina inserida, a mesma utiliza o seguinte comando: 
NE 
Após digitar o comando NE na linha de comandos é só seguir os 
procedimentos listados na mesma e o resultado será o da figura 115. 
 
Figura 115 – Resultado da utilização da rotina 
 
122 
 
 
 
9.12 Criando e salvando blocos no AutoCAD 
 
Durante os trabalhos em ambiente CAD, existe uma série de figuras 
geométricas que são utilizadas no dia a dia. 
As mesmas normalmente são criadas a cada projeto, o que provoca uma 
grande perda de tempo com trabalhos repetitivos. 
No AutoCAD, é possível criar blocos a partir dos diferentes desenhos 
existentes no projeto. 
Segue tutorial passo a passo mostrando como criar blocos no AutoCAD. 
Primeiramente, imaginemos que você realiza muitos trabalhos de 
projetos de estacionamento e que nos mesmos precisa demarcar as vagas 
destinadas a portadores de necessidades especiais. Para isso utiliza figuras 
como a da imagem 116. 
 
Figura 116 – Desenho, portador de necessidades especiais. 
 
Uma vês que você tenha criado uma figura conforme a do desenho 
acima, poderá salvá-la como um bloco. Para isso, digite “block” na linha de 
comandos (figura 117). 
123 
 
 
Figura 117 – comando create block. 
Dê “enter” e se abrirá um menu flutuante (figura 118). 
 
Figura 118 – Menu flutuante. 
A primeira coisa que deve ser feita é a escolha de um ponto base, para 
isso selecione “pick point” (figura 119). 
 
Figura 119 – Escolhendo ponto base. 
Selecione o ponto que será utilizado para a inserção do bloco no 
desenho. Após clicar o menu flutuante reaparecerá na tela com as 
coordenadas que foram selecionadas nos campos x, y e z. 
124 
 
Agora iremos selecionar os objetos que desejamos que sejam inseridos 
no bloco. Para isso clique em “select object” (figura 120). 
 
Figura 120 – selecionando o objeto. 
Após selecionar todos os objetos, pressione enter. 
Agora precisaremos salvar o objeto clicando em “ok”. As versões 
avançadas do AutoCAD permitem escolher a pasta aonde o objeto será salvo. 
 
9.13 Inserindo hachuras no AutoCAD 
 
Por padrão, o AutoCAD guarda as hachuras nos arquivos acadiso.pat e 
acad.pat. 
Quando o AutoCAD é configurado para utilizar o sistema métrico, o 
mesmo utiliza o arquivo acadiso.pat. 
No caso do arquivo acad.pat, o mesmo é utilizado quando o programa é 
configurado para trabalhar com o sistema imperial que é o sistema métrico 
americano. 
Primeiramente, é recomendável fazer uma cópia de segurança dos 
arquivos acad.pat e acadiso.pat. 
Os mesmos se encontram no caminho C:\Program Files\AutoCAD Map 
2000i\Support\acadiso.pat para o AutoCAD 2000i ou no caminho C:\Program 
Files\AutoCAD 2008\UserDataCache\Support no AutoCAD 2008. 
125 
 
Dependendo da versão do AutoCAD a localização da pasta suport, que 
contém os arquivos acadiso.pat e acad.pat pode mudar, você poderá passar 
um pouco de trabalho para encontrá-la, porém a mesma existe em todas as 
versões do AutoCAD. 
Pode acontecer de haver mais de uma versão dos arquivos acad e 
acadiso, porém não estarão com a terminação .pat, nem com as letras PAT no 
ícone. 
Você precisará pesquisar na internet padrões de hachura que suprirão a 
sua necessidade. Existem vários sites e blogs que trazem uma infinidade de 
hachuras. 
Abra o arquivo que possui as hachuras que você deseja carregar com o 
bloco de notas. Caso o arquivo esteja compactado, é necessário primeiramente 
descompactar o mesmo. 
Copie todo o conteúdo do arquivo. Para isso utilize o comando 
“control+A” para selecionar todos os dados e o comando “control+C” para 
copiar os dados. 
Abra o arquivo acadiso.pat e copie no final do mesmoos padrões de 
hachura que você copiou. 
Você deve deixar uma linha em branco no final do arquivo, pois a 
mesma serve como separador entre os padrões de hachura. 
Ao você deixar este espaço, ao fazer o processamento dos dados, o 
computador entenderá que chegou no final do padrão de hachura e que em 
seguida existe um novo padrão de hachura. 
Caso você não deixe este espaço, o computador poderá apresentar uma 
mensagem de erro e não carregar os padrões de hachura. 
Repita o procedimento para o arquivo acad.pat. 
Um outro procedimento interessante é fazer com que os padrões de 
hachura que você utiliza mais frequentemente apareçam no início da lista. 
126 
 
Para que isso aconteça, basta copiar o padrão desejado e colar no início 
do arquivo. 
Uma vez que você tenha testado os novos padrões de hachura e os 
mesmos tenham funcionado perfeitamente, você poderá deletar a cópia de 
segurança que criou dos arquivos acad.pat e acadiso.pat. 
Caso o AutoCAD apresente alguma mensagem de erro ao você tentar 
inserir hachuras, é só substituir o arquivo pela cópia de segurança e tentar 
inserir as hachuras novamente. 
Apenas uma dica importante é que antes de deletar os arquivos, você 
verifique se foi deixado um espaço em branco entre os pontos. 
 
9.14 Configurando pontos 
 
A configuração do estilo de ponto ajuda a identificar mais facilmente os 
pontos de detalhe topográfico. 
Para configurar o estilo de ponto, acesse o seguinte caminho: 
“file”, “point style”, 
No menu flutuante que se abrir, escolha a opção de símbolo que mais 
lhe agrada. 
Você também precisa especificar o tamanho do ponto, na opção “point 
size” e escolher entre as opções "set size in absolute units" e "set size Relative 
to screen". 
Ou seja, se quer em coordenadas absolutas ou em coordenadas 
relativas a tela do pc. 
 
Uma vez que você tenha feito estas configurações, é só clicar em "ok" para 
confirmar (figura 121). 
 
127 
 
 
Figura 121 – Configurando pontos. 
 
9.15 Layers nos desenhos topográficos 
 
A importância da utilização dos layers se dá pelo fato de normalmente 
utilizarmos uma grande quantidade de pontos em nossos projetos. 
Estes por sua vez, representam diferentes objetos, de certa forma que o 
desenho começa a se tornar demasiadamente poluído, tornando-se de difícil 
interpretação. 
Outra característica importante dos layers é que possibilitam que os 
objetos que não interessam no momento sejam desativados ou congelados. 
Para cada layer é dado um nome e uma cor, sendo que o AutoCAD 
trabalha com 255 cores definidas com os números de 1 a 255. 
A NBR 13133/1994 da abnt estabelece que deve haver uma 
padronização na organização dos layers, sendo que frança et. Al (2008) 
adotam as cores e espessuras de linha da tabela presente na figura 122. 
128 
 
 
Figura 122 – configurando pontos. 
Fonte: frança, r. Marcos et al. (2008, p.25). 
 
9.16 Importando, movendo e rotacionando dados no AutoCAD 
 
O procedimento que será mostrado abaixo é um dos mais 
complicados envolvendo a topografia. 
O mesmo consiste em colocar-se uma base de dados obtidos a 
campo sobre uma base de marcos geodésicos já existentes. 
Também é frequentemente utilizado para unir-se dados obtidos entre 
duas obras diferentes de uma mesma área. Para isso ambos os projetos 
devem possuir no mínimo dois pontos em comum. 
Na realidade, é aconselhável que se tenha 3 pontos em comum, pois 
desta maneira o terceiro ponto servirá como ponto de verificação, 
garantindo que não existam erros entre os projetos. 
129 
 
Nos casos em que desejasse trabalhar com dados locais, como para 
cálculo e/ou divisão de áreas, basta abrir-se o arquivo xyz no AutoCAD. 
Baixe o arquivo que utilizaremos para a prática. Link: 
https://drive.google.com/file/d/14D4rEjmjP0MG8TWojNoNJiuJYKNp1j
GX/view?usp=sharing 
 
O mesmo está no formato ZIP. Extraia os dados e abra o arquivo 
com o AutoCAD. 
Você perceberá que existem vários layers que foram definidos para o 
projeto SIG – UFSM. 
 
Vamos criar um novo layer denominada “universidade”. Para isso 
clique em “layer properties manager” (número 1 na figura 123). 
 
 
Figura 123 – criando novo layer. 
Será aberta uma tela como a da figura 124. 
 
1 
130 
 
 
Figura 124 – tela com novo layer. 
Clique em “new layer”, número 1 na figura abaixo, será criado um 
novo layer, como o com o número 2, renomeie ele como universidade e 
mude a cor para verde limão (figura 125), clicando na caixa que na figura 
abaixo aparece em rosa. Clique em “apply” e em “ok”. 
 
 
Figura 125 – escolhendo cor. 
Selecione o layer universidade na janela de layers, para que o 
arquivo que abriremos fique nele. 
Baixe e extraia este outro arquivo: 
https://drive.google.com/file/d/15Rji6rAI_BcHFKQalDzU4tBqoOH
Q18Wt/view?usp=sharing 
 
Clique em insert, block (figura 126). 
1 
2
131 
 
 
Figura 126 – inserindo bloco. 
Na janela que se abriu (figura 127), clique em “browse”..., selecione o 
arquivo e clique em “open” e em “ok”. 
 
 
Figura 127 – escolhendo arquivo. 
 
O cursor do mouse mudou de formato para duas linhas que se 
cruzam e quando é movido aparecem os pontos sendo arrastados. No lugar 
no qual dermos um clique, os dados serão colados como um bloco. 
Para facilitar os serviços clique próximo ao marco M031. Ficará como 
mostro na figura 128. 
 
132 
 
 
Figura 128 – bloco de dados inserido no AutoCAD. 
 
Uma vês que o bloco esteja inserido, iremos movê-lo para cima de 
um dos marcos geodésicos. Na linha de comandos, digite “move” e de um 
“enter”, clique sobre o ponto amarelo do bloco, M031, e de “enter”, clique 
novamente sobre o ponto M031 do bloco, ligue o osnap e mova para cima 
do ponto M031 do arquivo (o vermelho). Ficará como na figura 129. 
 
 
Figura 129 – comando move. 
O bloco de pontos foi movido para cima do marco geodésico. Agora 
precisamos rotacioná-lo para que fique orientado da forma certa. 
133 
 
Digite “rotate” na linha de comandos e dê “enter”, selecione o bloco 
de pontos e dê “enter, ” especifique o ponto base, digite “r” na linha de 
comandos. Clique sobre a base (Ponto M031), clique sobre o ponto que 
será rotacionado (Ponto 1 – que é verde) e clique sobre o ponto para o qual 
o mesmo será rotacionado (M037). 
Os dados deverão ficar como na figura 130. 
 
 
Figura 130 – comando rotate. 
Agora você pode explodir o bloco e os dados estarão rotacionados 
da maneira certa e prontos para serem trabalhados. 
Perceba que conforme informei anteriormente, você pode utilizar este 
procedimento para unir dados levantados com estações totais e receptores 
GNSS e também dados de diferentes obras da estação total. 
Eu tinha um amigo que inclusive, nunca fazia troca de estação, o 
mesmo dizia que era muito perigoso. 
Ele preferia criar obras distintas, levantando pontos em comum entre 
as obras e posteriormente unir as mesmas no AutoCAD. Isso porque com 
este procedimento ele tinha certeza absoluta que não cometeria erros. 
134 
 
 
9.17 obtendo distâncias 
 
Na linha de comandos digite “di”, clique sobre o primeiro ponto e clique 
sobre o segundo ponto, aparecerá a distância na linha de comandos. 
Pela caixa de comandos inquiry (figura 132), selecione “distance” 
(número 1). 
 
Figura 132 – caixa de comandos inquiry. 
 
9.18 Calculo de área e perímetro 
 
Digite “área” na linha de comandos e dê enter. Clique consecutivamente 
em todos os pontos com o osnap ligado e ao final pressione enter. 
Na linha de comandos aparecerá a área e o perímetro. 
Caso não visualize a área, clique com o botão direito do mouse e clique 
em copiar histórico, abra um documento do word e cole, você verá na última 
linha a área e o perímetro. 
Pela caixa de ferramentas inquiry, selecione . 
 
9.19 Obtendo coordenadas 
 
9.19.1 De um ou poucos pontos 
Pela linha de comandos, digite “id”, clique no ponto desejado, aparecerá 
as coordenadas x, y e z na linha de comandos.Pela caixa de ferramentas inquiry, selecione . 
1
135 
 
 
9.19.2 De todos os pontos 
 Pela linha de comandos, digite “list”, que aparecerá a lista com a 
descrição completa dos pontos, inclusive as coordenadas, que poderão ser 
copiadas e levadas para outro programa, como o MS Excel, por exemplo, para 
serem trabalhadas. 
É importante fazer a divisão dos pontos por layers, pois desta maneira 
poderemos desligar os pontos que não nos interessam, obtendo as 
coordenadas somente dos pontos de interesse. 
 
9.20 Inserindo coordenadas 
 
Pela linha de comandos, digite o valor das coordenadas x e y ou x, y 
e z, tendo como separador decimal o ponto e separador entre as 
coordenadas x,y e z a virgula. 
Caso você precise levar uma grande quantidade de coordenadas 
para o AutoCAD, o melhor jeito é utilizar o MS Excel para fazer o tratamento 
e dos dados e o bloco de notas para ajeitar a configuração, deixando como 
separador decimal o ponto e separador entre as coordenadas x,y e z a 
virgula. 
Uma vez feito isso, é só copiar e com o comando point ou polyline 
ativado, clicar na linha de comandos no AutoCAD e dar “enter”. 
 
9.21 Lista de informações de um objeto 
 
Pela caixa de ferramentas inquiry, clique sobre o comando list . 
Pela linha de comando digite “list”, selecione o objeto e dê “enter”, 
aparecerá na tela a imagem da figura 132. 
 
136 
 
 
Figura 132 – Lista de informações. 
 
 9.22 Mudando propriedades de um objeto 
 
Pela linha de comandos digite “_properties” e dê “enter”. 
Você poderá alterar, por exemplo, o layer a qual o objeto pertence, 
suas coordenadas e textos. Quando mais de um objeto for selecionado, 
somente será possível a alteração de propriedades comum entre eles. 
 
9.23 Tamanho ideal para letras 
 
A maneira mais fácil de descobrir qual o tamanho ideal para os textos 
existentes na planta é através de uma simples regra de 3. 
Desta maneira, a partir do momento que sabemos que o tamanho ideal 
de texto para uma escala 1:10.000 é 20, com uma regra de 3 descobriremos o 
tamanho ideal de texto do nosso desenho. 
Por exemplo, para uma escala 1: 5.000, o tamanho ideal é 10, para uma 
escala de 1:2.000, o tamanho ideal é 2 e assim por diante. 
 
9.24 principais comandos do AutoCAD 
 
137 
 
A utilização de comandos possibilita a obtenção de grande 
produtividade, desta maneira na lista abaixo aparecem os principais comandos 
utilizados para a obtenção de produtividade em escritórios de Topografia. 
I – insert (insere bloco); 
Mv – Inserir wilport; 
Control +r – altera entre wilports; 
MA - Copiando propriedades de um objeto e colando em outro: Digite 
MA, selecione a referência, selecione os que irão mudar; 
Reverse - Invertendo polilinhas: Digite o comando “reverse” e selecione 
a polilinha; 
Merge – Une layers. Digite “merge”, selecione um objeto de cada layer 
que serão mudados, dê “enter”, selecione o “layer” de destino; 
New layer state – usado após desligar layers, para criar uma classe de 
configuração de status de layer. Muito bom para projetos com várias plantas, 
pois criará um status para cada planta. 
Click select - Selecionando objetos usando filtros: Antes de selecionar 
qualquer comando, dê um clique no botão direito do mouse e selecione “click 
select”, se abrirá um menu flutuante través do qual você poderá escolher o que 
irá filtrar. 
Descelecionar objeto – Pressione a tecla Shift e selecione o (s) objeto 
(s); 
Sketck- – Um dos comandos menos conhecido pelos cadistas. O mesmo 
possibilita o desenho a mão livre, permitindo que você desenhe linhas, 
polilinhas e a partir do AutoCAD 2010, splines. 
Image clip – Permite recortar imagens de diferentes formas. 
Extrim – Utilizado para recortar todas as linhas ou polilinhas que tocam 
determinado objeto. 
 
138 
 
9.25 Comando osnap 
 
O comando osnap possibilita que os objetos sejam confeccionados com 
precisão. Sem o mesmo, seria muito difícil confeccionar-se desenhos de 
qualidade. 
As principais opções de configuração do osnap são: 
Aparent intersection - Pega o ponto que seria o cruzamento entre 2 
pontos; 
Extension – Entende a direção para a qual um comando se estende; 
Tangente – faz a linha tangenciando um círculo ou arco; 
Perpendicular – Clico em um ponto e digo que quero uma linha 
perpendicular a determinada linha; 
Paralelo – clique em um ponto passe em cima da linha que deseja que 
seja paralela e clique no outro ponto. 
 
 
 
 
139 
 
REFERÊNCIAS BLIBIOGRAFICAS 
 
ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10068: 
Folha de desenho – leiaute e dimensões. Informação e documentação: Padronização. 
Rio de Janeiro, 1987. 
____. NBR 10582: Apresentação da folha para desenho técnico. Informação e 
documentação: Procedimento. Rio de Janeiro, 1988. 
França, R. M., Hasenack, M. Martins, M. R.2008. AutoCAD 2007 para 
topografia – módulo básico. < http://pt.scribd.com/doc/215108579/AutoCAD2007-
topografia-pdf>, acesso em 18/05/2013. 
Junior, R. M. C. 1998 topografia aplicada ao curso de engenharia civil. < 
http://www.ufrgs.br/igeo/departamentos/geodesia/trabalhosdidaticos/Topografia_Aplica
da_A_Engenharia_Civil/Apostila/TopoAplicada_2012.pdf>, acesso em 16/05/2013. 
Milani, E. J., 2009. Apostila de topografia. < 
http://www.politecnico.ufsm.br/cursos/tecnicos/images/downloads/apostila_topografia_
2009.pdf>, acesso em 13/05/2013. 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO (Brasil), Lei n. 10267, de 28 
de agosto de 2001. Estabelece normas para o Georreferenciamento de imóveis rurais. 
Diário Oficial [da] república federativa do Brasil, poder executivo, Brasília, DF, 29 
ag. 2001. Seção 1, P.1. 
Silva, A. S. e Junior, J. G. NC FUNDAMENTOS DE GEODÉSIA. < 
http://www.ltc.ufes.br/geomaticsce/Modulo%20Geodesia.pdf >, acesso em 10/05/2013. 
Veiga, L. A. K., Zanetti, M. A. Z., Faggion, P. L. 2012. Fundamentos de 
topografia.< http://www.cartografica.ufpr.br/docs/topo2/apos_topo.pdf >, acesso em 
13/05/2013. 
Zanetti, M. A. Z Veiga, L. A. K., 2008. Operação Básica da Estação TC 407 
Leica.<http://www.cartografica.ufpr.br/home/wp-
content/uploads/2012/10/Esta%C3%A7%C3%A3o-Total-Tc407-Uso-
b%C3%A1sico.pdf>. acesso em 15/05/2013. 
 
140 
 
POSSO ME ENVOLVER NO SEU 
NEGÓCIO? 
Profissionais de todo o país me perguntam sobre meus treinamentos e 
como participar dos mesmos. 
Se o seu objetivo é plugar novos serviços no seu escritório ou tirar o 
sonho de ter seu próprio escritório da área do papel, fique atento às 
informações abaixo e se envolva o mais rápido possível. 
 
TOPOGRAFIA CADASTRAL NA PRÁTICA 
O Topografia cadastral na Prática é um combo formado por 5 
treinamentos. O mesmo possui simplesmente todos os conhecimentos que 
você precisa para tirar do papel seu sonho de colocar um escritório de 
Topografia Cadastral setado para o sucesso. 
Isso porque eu cubro simplesmente todas as etapas, da reunião com o 
cliente a entrega das plantas e demais peças técnicas no registro de imóveis. 
Você vai aprender: 
 Como fazer uma reunião de sucesso e fazer o cliente dizer sim 
para a sua oferta; 
 Como proceder na pré ida a campo, identificando e eliminando 
qualquer risco de erro; 
 A obter dados a campo com estações totais e receptores GNSS; 
 A fazer o processamento e o ajustamento dos dados, aprendendo 
a levar os mesmos para o AutoCAD; 
 A utilizar o AutoCAD profissionalmente, aprendendo a produzir as 
diferentes plantas confeccionadas nos escritórios de Topografia 
Cadastral; 
141 
 
 Dominará a legislação cadastral, aprendendo a produzir as 
diferentes peças técnicas e como proceder junto ao registro de 
imóveis. 
Como disse, o mesmo é um treinamento cirúrgico, com o qual você 
conseguirá tirar do papel o seu sonho de ter um escritório de Topografia setado 
para o sucesso. 
O Combo Topografia Cadastral na Prática normalmente é adquirido por 
profissionais que: 
 Possuem um escritório e que querem passar a prestar serviços de 
TopografiaCadastral no mesmo; 
 Se identificam com a área de Topografia e tem o sonho de ter um 
escritório da área; 
 Querem turbinar suas rendas, passando a prestar serviços de 
topografia em suas horas vagas. 
 
Para conhecer melhor o combo Topografia cadastral na Prática, é só 
acessar o link abaixo: 
http://adenilsongiovanini.com.br/top-cadastral/ 
 
 
ARCGIS EXPERT 
O ArcGIS Expert é simplesmente o mais completo curso de ArcGIS do 
brasil. O mesmo é um método prático com o qual você irá aprender a produzir: 
 Shapefiles diversos; 
 Mapas de Uso do solo; 
 Mapas temáticos; 
 Plantas para Topografia Cadastral; 
 A fazer análises espaciais e a produzir SIGs. 
142 
 
E muito mais, você vai tomar um susto com quantidade de conhecimentos que 
irá obter. 
Para conhecer melhor o treinamento ArcGIS Expert, é só acessar o Link: 
http://adenilsongiovanini.com.br/arcgis-expert-desafio/ 
 
 
MÉTODO GEORREFERENCIAMENTO SEM MISTÉRIOS 
Neste treinamento eu mostro na prática como prestar serviços de 
Georreferenciamento. 
O mesmo foi brindado com a ajuda de mais de 137 alunos que 
participaram das 6 primeiras edições do treinamento. Estes profissionais foram 
a campo, tiveram dúvidas e entraram em contato comigo. 
Daí eu gravei uma nova aula para cada dúvida diferente que os 
profissionais tinham, disponibilizando a mesma no final do respectivo módulo. 
O resultado? 
Nenhum treinamento existente no pais sobre o assunto é tão brutal 
como o Georreferenciamento Sem Mistérios. Você ficará de queixo caido com 
a estrutura deste treinamento. 
 
 
LIVRO TOPOGRAFIA CADASTRAL E 
GEORREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS NA 
O mesmo é simplesmente o livro mais vendido do Brasil sobre o assunto 
em 2019. 
Isso porque ele reúne 307 exemplos práticos e estudos de caso 
mostrando como proceder. 
143 
 
De certa forma que é só você copiar e colar estes exemplos no seu dia a 
dia e passar diretamente para a prática, prestando serviços e ganhando 
dinheiro! 
Para conhecer melhor o livro Topografia Cadastral e 
Georreferenciamento de Imóveis Rurais na Prática e adquirir sua cópia é só 
acessar o Link: 
http://adenilsongiovanini.com.br/georreferenciamento-de-imoveis-rurais-
na-pratica-4-4/ 
 
Para visitar o meu site, conhecer todos os treinamentos que possuo e 
baixar 10 E-books gratuitos, é só acessar o link: 
http://adenilsongiovanini.com.br/
144 
 
DEPOIMENTOS 
“Olá Adenilson. Gostaria de lhe agradecer. O curso foi fantástico. O mesmo foi 
fundamental na minha especialização em Georreferenciamento, com ele 
consegui dominar com facilidade todas as etapas do Geo. 
Nele realmente são tratadas todos os pontos de um levantamento, desde o 
básico até o avançado. Confesso que no início senti um pouco de medo de 
fazer, porém o investimento valeu muito a pena. Indico a todos que se 
interessarem em trabalhar com Georreferenciamento”. 
Junior César Zanella – Aluno do Método Georreferenciamento Sem 
Mistérios 
 
“Fazia tempo que eu estava tentando aprender a produzir mapas por conta 
própria, porém sem hesito. Hoje, após participar do treinamento, eu finalmente 
consigo produzir mapas de altíssima qualidade técnica”. 
Ana Oliveira – Aluna do treinamento ArcGIS Expert 
 
“O curso realmente é bem prático, estou muito empolgado com o uso das 
ferramentas e com os mapas incríveis que estou aprendendo a produzir”! 
Francisco Salatiel Fernandes – Aluno do treinamento ArcGIS Expert 
 
“Sou aluno da primeira turma do Método Georreferenciamento Sem Mistérios. 
Graças ao mesmo hoje consigo prestar serviços com segurança”. 
Marcelo Paim – Engenheiro Civil 
 
“O Adenilson em seus treinamentos consegue passar o conhecimento 
necessário com o uso de uma linguagem simples e objetiva. 
145 
 
Eu trabalho com SIGs e Georreferenciamento de Imóveis Rurais e participar do 
ArcGIS Expert foi essencial para mim, hoje eu produzo mapas com um aspecto 
visual muito melhor”. 
Moisés Santiago Ribeiro 
 
“No começo senti muito receio em fazer, pois já tinha feito outros cursos da 
área que não foram muito aproveitoso. Porém me surpreendi, foi além de 
minhas expectativas”. 
Francéllwika de Azevedo – Aluna do treinamento ArcGIS Expert 
 
“Após fazer o curso estou conseguindo elaborar mapas com um aspecto visual 
muito melhor”. 
Marco José Strehl – Aluno do treinamento ArcGIS Expert 
 
“Desde de que me formei trabalhei somente realizando trabalho de campo sem 
contato nenhum com desenho e confecção de plantas. Sempre tinha pessoas 
responsáveis por essa parte, então eu não me preocupava com isto. 
Porém devido a crise econômica que nosso país se encontra acabei ficando 
desempregado e me deparei com um mercado de trabalho que exige um 
profissional completo, que faça o levantamento e entregue pronto. Tive muitas 
propostas de emprego, só que acabei perdendo todas por não saber desenhar 
e confeccionar plantas. 
Foi então que depois de muita procura na internet e graças a Deus encontrei 
uma pessoa com uma inteligência abençoada por Deus e uma humildade fora 
do comum para ensinar, esta pessoa é Adenilson Giovanini. Estou aprendendo 
muito com o mesmo e hoje me sinto muito confiante em assumir a 
responsabilidade que envolva desenhos no AutoCAD. 
146 
 
 Isso sem falar do suporte que ele oferece que é nota 10 e fica também minha 
indicação principalmente para pessoas com dificuldade em desenho”. 
Marcelo de Araújo – Aluno do treinamento Topografia Cadastral na 
Prática 
 
“Durante o mestrado em geografia eu precisei produzir uma série de mapas e 
simplesmente não sabia como proceder. Certo dia vi um anúncio do 
treinamento ArcGIS Expert no Facebook. Acabei por adquirir o mesmo e valeu 
a pena. Graças a este treinamento eu consegui aprender a produzir os mapas 
que precisava”. 
Cassiano Martins Neumann 
 
“Participei do Curso Topografia Cadastral na Prática e o mesmo é 
simplesmente fantástico. Com ele eu obtive os conhecimentos que precisava, 
sendo que hoje consigo prestar serviços com segurança. Vale muito a pena”! 
Bruno Romário Lopes De Oliveira 
 
“O mesmo é muito bom. Hoje eu tenho muito mais segurança na obtenção de 
dados a campo”. 
Fabiano Jr. 
 
“Me ajudou muito o curso que comprei do Adenilson, o de Confecção de Mapas 
para Licenciamento Ambiental. Com ele eu finalmente aprendi a produzir os 
diferentes mapas necessários e não preciso mais depender de outros 
profissionais”. 
Adenir dos Santos 
 
147 
 
“Sou funcionário público e os treinamentos do Adenilson possibilitaram que eu 
obtivesse a segurança necessária para passar a prestar serviços em minhas 
horas vagas”. 
josé cavalcante ramos 
 
“Fiz 3 cursos com o Adenilson, o de confecção de plantas para Topografia 
Cadastral, O de Operador de Receptores GNSS, o de ArcGIS e comprei o 
Manual do Topógrafo dele. Todos os materiais são ótimos, me ajudaram 
muito”. 
Muryllo Cesar 
 
“Fiz uma especialização em Georreferenciamento de imóveis Rurais, porém ao 
final da mesma me sentia muito inseguro. Faltava o conhecimento prático. 
Devido a isso decidi participar do treinamento Georreferenciamento Sem 
Mistérios. Aprendi pelo menos 3 vezes mais no mesmo do que havia aprendido 
na especialização. O curso é fantástico”. 
Adriano Lopes Pereira 
 
“Fiz o curso de Confecção de plantas para topografia Cadastral com o 
Adenilson Giovanini e os conhecimentos que adquiri no mesmo estão sendo 
muito úteis no meu dia a dia”. 
Franz De Sousa Ladeira 
 
“O Adenilson realmente vai a fundo mostrando cada etapa de um processo de 
Georreferenciamento. O curso é muito completo”. 
Patrick Franco 
 
148 
 
“Sou professor de uma escola agrotécnica da Universidade Federal de 
Roraima. Esse curso está sendo muito útil para mim, pois através dele, estou 
melhorando a qualidade de minhas aulas”. 
Pedro Antônio dos Santos 
 
“Sou formado em agrimensura pela Elecvav de Jundiaí e participar do 
Georreferenciamento Sem Mistérios mudou a minha vida. Não temcomo 
mensurar o tamanho de minha gratidão para com o Adenilson. Hoje o Geo é a 
minha especialidade”. 
Alessandro Francisco Carderalli 
 
“Adenilson, estou fazendo o seu curso, realmente é muito bom. Não estou 
trabalhando ainda com Georreferenciamento, mas com toda certeza o curso vai 
me dar o norte por onde começar”. 
Gleidson Molin 
 
“Achei que o curso é bem completo, bem explicado e as aulas do bônus sobre 
utilização de GPS completaram muito bem a matéria”. 
Carlos Auberto Serrano – Aluno do treinamento Estação total na Prática 
 
“Comprei o curso e finalmente estou conseguindo realizar as operações de 
geoprocessamento e produzir os mapas que precisava. Muito bom, eu 
recomendo”. 
Eldimar Paes – Aluno do Treinamento ArcGIS Expert 
 
“O Adenilson é uma pessoa muito honesta, integra e responsável. Gostei muito 
do curso”. 
Antonio Nilton Dinalli 
 
149 
 
“Eu ainda não tinha visto um curso com tanto conteúdo e informações 
técnicas”. 
Aparecido Sérgio Bonfim - Aluno do Método Georreferenciamento Sem 
Mistérios 
 
“O Adenilson explica bem o passo a passo de como proceder e fornece um 
ótimo suporte tira dúvidas aos alunos”. 
Jorge Lúcio Degrandi – Aluno do treinamento Georreferenciamento Sem 
Mistérios 
 
“Comprei o Curso de Confecção de Mapas para Licenciamento Ambiental e o 
mesmo está me ajudando muito”. 
Adenir dos Santos 
 
“Participei do treinamento Georreferenciamento Sem Mistérios e aprendi muita 
coisa que tava precisando. Eu indico o mesmo para todos os profissionais que 
queiram aprender mais sobre o assunto. O Adenilson é uma pessoa honesta e 
comprometida com seus alunos”. 
Carlay José Fagundes Júnior 
 
 
 
 
 
 
 
 
150 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS
151 
 
ANEXO 1 - INFORMAÇÕES A SEREM SOLICITADAS 
 
Do contratante: 
1. Nome completo do contratante 
2. CPF/CNPJ 
3. Email * 
4. CEP 
5. Logradouro 
6. Número do logradouro * 
7. Bairro ** 
8. Cidade 
9. Telefone 
* Informações que podem ser omitidas. 
** Informação que pode ser substituída por distrito/localidade. 
 
Da Obra/Serviço: 
1. Nome completo do Proprietário da obra 
2. CPF/CNPJ 
3. Email 
4. CEP 
5. Logradouro 
6. Número do logradouro 
7. Bairro 
8. Cidade 
9. Telefone 
10. Dimensão da área (m²) 
11. Custo da obra (R$) 
12. Valor Contrato(R$) 
13. Honorários(R$) 
14. Data Início e Previsão de fim da obra
152 
 
Anexo 2 
NOTIFICAÇÃO DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL AO 
VIZINHO/LINDEIRO 
COMUNICANDO A INTENÇÃO DE LOCALIZAR O IMÓVEL 
 
Município, 11 de Agosto de 2014. 
 
AO 
Sr. CARVALHO 
Endereço, Rua Borges de Medeiros, n°, Bairro Centro, cidade de 
/RS. 
 
Prezada Senhora, 
Na condição de proprietário de uma fração de 
campos, situado 
no 1° distrito do município de São Francisco de Assis, lugar denominado 
‘’Taquari’’, melhor descrita e caracterizada nas matrículas n° , livro 2 – 
Registro Geral do registro de imóveis da comarca se São Francisco de 
Assis/RS, venho através desta notificar-lhe acerca da minha intenção de 
localizá-la por meio de escrituras públicas declaratórias que serão lavradas no 
tabelionato de São Francisco de Assis, situado na Avenida Farroupilha, n° 
1727, Bairro Centro, cidade São Francisco de Assis/RS, conforme mapas e 
memoriais descritivos em anexo, ocasião em que será necessário a anuência 
de todos os confrontantes , lindeiros, por estar, dita área, registrada dentro da 
área maior, ou seja, em condomínio e, ainda, lindeira a fração de terras de sua 
propriedade. Sendo assim, com fundamento na Lei de Registros Públicos e no 
Provimento 07/2005 da Corregedora Geral de Justiça, venho através desta 
153 
 
notificar-lhe para que no prazo de 15 dias, se manifestar em relação a sua 
localização, sendo que decorrido tal prazo, sem oposição, será lavrada a 
escritura pública supra referida. 
Diante do exposto, tendo dado cumprimento ao que 
determina a lei, 
Fico no aguardo de vossa manifestação e firmo-me, 
 
 
Atenciosamente, 
 
 
_______________________________________ 
Proprietário\Possuidor (arrendador)
154 
 
Anexo 3 - DADOS PARA O GEORREFERENCIAMENTO 
 
 
DADOS DO PROPRIETÁRIO 
 
PROPRIETÁRIO: 
CPF: RG: 
ORGÃO EMISOR/UF: 
ESTADO CIVIL : 
ENDREÇO: 
CIDADE: UF: 
CEP: TELEFONE: 
 
DADOS DO CÔNJUGUE 
nome: 
CPF: RG: 
ORGÃO EMISOR/UF: 
 
DADOS DO IMÓVEL 
NOME DO IMÓVEL: 
MUNICIPIO: 
COMARCA: 
CARTÓRIO: 
CODIGO SNCR: 
NIRF: 
 
DADOS DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL CONFRONTANTE 
 
PROPRIETÁRIO: 
CPF: RG: 
ORGÃO EMISOR/UF: 
155 
 
ESTADO CIVIL : 
 
DADOS DO CÔNJUGUE 
nome: 
CPF: RG: 
ORGÃO EMISOR/UF: 
IMÓVEL 
NOME DO IMÓVEL: 
MATRICULAS: 
COMARCA: 
INFORMAÇÕES PARA CONFRONTAÇÃO POR ESTRADAS OU 
RECURSOS NATURAIS 
NOME: 
TRECHO: 
FAIXA DE DOMINEO: 
 
 
 
DADOS DO PROCESSO 
TIPO DE PROCESSO: 
( )GEORREFERENCIAMENTO 
( )UNIFICAÇÃO DE MATRÍCOLA 
( )DESMENBRAMENTO 
 
N° DO PROCESSO: SECRETARIA 
REGIONAL DO INCRA: 
N° A.R.T : 
 
DADOS DO PROFISSIONAL 
NOME: 
CPF: RG: 
156 
 
ORGÃO EMISSOR/UF: 
ENDEREÇO: 
CIDADE: UF: 
CEP: TELEFONE: 
PROFISSÃO: 
CREA: 
CÓDIGO DE CREDENCIAMENTO AO INCRA: 
 
DADOS DE LEVANTAMENTO 
PERÍODO DE RECONHECIMENTO DA ÁREA 
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___ 
PERÍODO DE DETERMINAÇÃO DOS VÉRTICES DE APOIO 
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___ 
PERÍODO DO LEVANTAMENTO DO PERÍMETRO 
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___ 
PERÍODO DO LEVANTAMENTO CARTORIAL 
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___ 
PERÍODO DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS EM ESCRITÓRIO 
INICIO: ___/___/___ FIM: ___/___/___

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