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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES INSTITUTO DE APLICAÇÃO FERNANDO RODRIGUES DA SILVEIRA Disciplina: Literatura infantil e Juvenil Brasileira Professora: Angélica Castilho Estudante: Natália Ferreira da Costa TRABALHO 5 A autora explica detalhadamente a definição de cada conceito: literatura e educação, e cita os agentes culturais e os encontros culturais. Para falar sobre a literatura, a autora usa as seguintes palavras: “Literatura vem de litteram, ae, que significa letra em latim e dá origem à palavra litteratura, ciência relativa às letras, arte de ler e escrever.” (p.17) Ainda na página citada, a autora fala da relação entre a cultura letrada e a camada social que têm acesso à escrita e tudo o que ela proporciona. Pensando na educação brasileira devemos pensar sobre desigualdade social, herança cultural, acesso a determinados contextos e ambientes. Todos esses tópicos auxiliam a nós, professores no momento de planejar uma aula. Devemos sempre ter em mente que determinados assuntos fazem sentido para uma camada social, e para outras camadas soa quase como outro idioma. Isso não significa que não devemos apresentar aos alunos outros espaços, linguagens, contextos, mas, devemos ter o cuidado ao pronunciar certas palavras ou conceitos, e não normalizar ou pensarmos que todos já sabem o que estamos falando. Um bom exemplo é falar sobre violência dentro de uma comunidade e fora dela: uma palavra dita de forma equivocada pode ferir a realidade de quem escuta ou lê determinada obra. Ainda se referindo à definição de literatura, a autora cita: “A arte literária é o espaço da imaginação, do lúdico, da liberdade.” (p, 18), sendo assim, a literatura proporciona aos alunos/ leitores a saírem de seus “mundos” e terem um contato com outros, mesmo que esses sejam fissionais. O processo criativo deve sempre ser estimulado pelos mediadores da leitura, e claro, pela obra propriamente dita, pois, ao longo dos anos escolares, esse estímulo é de suma importância para a composição de um bom texto escrito e de uma fala estruturada, por exemplo. Estímulos artísticos levam crianças, adolescentes, adultos a desenvolverem mais suas ideias, argumentos, raciocínio lógico. A sensação de liberdade que a imaginação, o fantástico proporciona aos leitores e ouvintes talvez seja a melhor de todas as sensações que a literatura proporciona. Imagina só pensar em um mundo em que todos podem voar, ou que nossos cachorros pudessem falar conosco, ou ainda que não houvesse separação entre cor, gênero e classes sociais entre a população? Não somente para as crianças, mas para todas as faixas etárias esse “desvio” da realidade pode funcionar como um exercício quase terapêutico mesmo. Para definir educação, a autora escreve: “O termo educação é originário do latino educatio, onis, ação de criar e alimentar e, ainda, sem sentido figurado, ensinar.” (p.19) Ela escreve ainda que “educar significa levar para fora, fazer sair, tirar de, e por extensão, criar, instruir.” (p.19). Penso que, a partir dessa definição, podemos pensar na educação como algo que nos apresenta o novo, nos tira de nosso “conforto”, nos faz refletir sobre nós e o que, como e onde vivemos, pensando ainda para onde e como vamos. Infelizmente em nosso país executar de fato a educação ainda é algo longe de ser acessível a todos e todas, pensar educação ainda é pensar sobre classes dominantes – estudamos o idioma de quem nos colonizou, a literatura dos brancos (com pequenas exceções). Pensar educação deveria ser sinônimo de inclusão, para que assim todos e todas pudessem ter acesso a tudo o que a educação de fato proporciona como bons cargos, acesso à moradia e segurança, à saúde e cultura, além de representar todos os povos, não somente os brancos e ricos. Ainda pensando sobre literatura, a pensadora fala sobre como os textos literários são administrados em sala de aula, e cita algo muito comum que acontece em salas de aula: trabalhar o fragmento do texto, o que pode ocasionar em um afastamento do real sentido do texto. Logo, extrair um trecho de seu contexto, pode não aprofundar no assunto do texto e apenas passar algo superficial, mas também não aproveitar tudo o que o texto literário oferece. Portanto, o letramento literário é um processo que deve ser encarado como algo contínuo, trabalhado na rotina escolar e administrado com sensibilidade social, e tendo sempre em mente as definições de literatura e educação, e tentar executá-las no processo durante esse processo. Introduzir os alunos à linguagem literária exige pesquisa, paciência, dedicação e reflexões de como adaptar esse novo mundo ao mundo de quem lê/escuta.