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LINA: o leite é ácido ou não é? 
EM 27/01/2023 
Quando o assunto é o conhecido Leite Instável Não Ácido (LINA), 
produtores e indústria ficam atentos. Isso por o tema conseguir gerar um grande 
impacto em toda a cadeia produtiva, afinal, estabilidade do leite é coisa séria. 
 
O que é o Leite Lina? 
LINA é a sigla para Leite Instável Não Ácido, aquele que coagula 
no teste do alizarol mesmo sem apresentar acidez de origem microbiológica, 
ou seja, a acidez do LINA fica entre 14.º e 18.º Dornic. Em outras palavras, o 
leite parece ser o que não é: ácido. 
Como o alizarol é o primeiro teste de qualidade realizado na coleta do leite 
cru, o LINA é rejeitado nesse momento, gerando transtornos para o produtor. Na 
outra ponta, a indústria também tem incertezas sobre a estabilidade térmica do 
LINA. Essa situação é bastante comum, uma vez que a sua frequência média é 
de 40%, ou seja, em uma linha de 100 produtores, 40 podem ter o leite rejeitado. 
 
Por que o leite coagula na presença de álcool sem estar ácido? 
Devido ao excesso de minerais com cargas elétricas positivas, os 
chamados cátions. Essa alta proporção de cátions, como exemplo o cálcio 
iônico, acaba neutralizando as cargas negativas que mantém as proteínas do 
leite afastadas umas das outras. Sem cargas negativas, as proteínas tendem a 
se aproximar e coagular. Resumindo, o desequilíbrio salino é um fator 
determinante na ocorrência do LINA. 
 
Possíveis causas do Leite Lina 
Sabe-se que os fatores determinantes na qualidade e composição do 
leite são diversos, sendo os principais os fatores intrínsecos de cada animal, 
como idade, metabolismo e a genética. A espécie, por exemplo, consegue definir 
a porcentagem das células mamárias que irão se diferenciar em células 
secretoras, bem como as proporções de lactose, gordura, proteína e sais 
minerais do leite, influenciando diretamente na estabilidade do produto. 
https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/leite-lina-226266/
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https://www.milkpoint.com.br/artigos/industria-de-laticinios/
https://www.milkpoint.com.br/colunas/ilctepamig/estabilidade-termica-do-leite-ao-tratamento-uht-231604/
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https://www.milkpoint.com.br/artigos/industria-de-laticinios/proteinas-do-soro-e-soroproteina-sao-a-mesma-coisa-231643/
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https://www.milkpoint.com.br/colunas/lipaufv/composicao-e-particularidades-dos-componentes-do-leite-225189/
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https://www.milkpoint.com.br/temas/reproducao-genetica/
https://www.milkpoint.com.br/colunas/thermaufv/cristalizacao-da-lactose-em-produtos-lacteos-225229/
Além destes fatores, o manejo incorreto da dieta dos animais, 
ocasionando déficit nutricional, tem sido um dos principais fatores 
responsáveis pela presença de LINA. Dietas desbalanceadas e longos 
períodos de restrição alimentar podem aumentar a apoptose das células 
epiteliais mamárias e modificar a composição e o pH do sangue, alterando os 
componentes do leite e sua estabilidade perante ao teste do álcool. 
O desiquilíbrio mineral causado por uma suplementação incorreta ou 
inexistente e a uma baixa concentração de alfa-lactoglobulina também pode 
alterar a proporção de cátions iônicos e promover a neutralização dos ânions, 
causando a precipitação de proteínas. Outra razão seria o desbalanceamento de 
íons que pode estar associado a longos períodos de jejum dos animais e à baixa 
glicemia. Considerando-se que esse açúcar é o precursor da lactose, esse fator 
também se relaciona à instabilidade do leite. 
Outra causa relevante é o estresse térmico dos animais. O desconforto 
causado por alterações bruscas na temperatura ambiente pode fazer com 
que o animal se alimente menos, gerando todo o desbalanceamento citado 
anteriormente. Além disso, esse estresse pode promover vasodilatação 
periférica e aumento na sua frequência cardíaca e respiratória, reduzindo a 
disponibilidade de nutrientes e alterando a composição do leite. 
A fase de lactação também influencia para o surgimento do LINA. 
Vacas no início ou no final do estágio lactante também poderão apresentar 
alterações nos equilíbrios salinos e nos componentes do leite, afetando sua 
estabilidade sem alterar sua acidez. 
A aquisição de animais geneticamente selecionados e o descarte de 
susceptíveis a produção de LINA, associado a mudanças simples de 
manejo, tem se mostrado imprescindível na redução do problema. 
 
Como evitar o Leite Lina? 
Algumas medidas podem ser eficientes para prevenção de LINA com 
consequente aumento da lucratividade da produção, tais como: 
• Oferecimento de dietas equilibradas e suplementação alimentar; 
• Fornecimento de sombra e água fresca aos animais nos dias mais 
quentes e abrigo nos dias mais frios; 
• Monitoramento preciso do período de lactação das vacas. 
https://www.milkpoint.com.br/temas/nutricao/
https://www.milkpoint.com.br/colunas/cowcooling/estresse-termico-em-vacas-consequencia-e-prejuizos-economicos-223335/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20estresse%20t%C3%A9rmico,regi%C3%B5es%20mais%20quentes%20do%20mundo.
https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/curvas-de-lactacao-em-vacas-leiteiras-61359n.aspx#:~:text=Sabe%2Dse%20que%20uma%20curva,at%C3%A9%20o%20final%20da%20lacta%C3%A7%C3%A3o.

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