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A relação entre a escola da diferença e a educação física perante a educação inclusiva
No artigo: A educação Física perante a Educação Inclusiva: Reflexões conceptuais e metodológicas o autor discuti sobre a criação da escola pública que foi pensada para ter um caráter universal com objetivo homogeneizar o acesso ao conhecimento através de uma base comum de instrumentos de cultura com a expectativa de que a educação fosse um direito de todos os cidadãos, independentemente de suas características físicas, étnicas e social. Ela surgiu como uma resposta às necessidades de uma sociedade mais igualitária porém essa mesma instituição no decorrer da história se mostrou ineficiente para os objetivos na qual foi pensada. A partir das suas falhas no currículo escolar, problemas com evasão, indisciplina dentre outros que ao invés de propiciar um educação igualitária e democrática ela acentuou ainda mais as desigualdades e segregação (Rodrigues, 2001).
A escola pública, como a conhecemos hoje, surge de uma série de fatores interligados, principalmente ligados à democratização do ensino, à industrialização e à necessidade de formar uma população capaz de atender às novas demandas sociais, políticas e econômicas. Nesse sentido a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais tornou-se uma necessidade para atender o caráter democrático social da escola. 
A parir das convenções, leis e decretos esse direito foi assegurado para todas as pessoas independente de suas características e contextos sociais. A Declaração de Salamanca, adotada em 1994 na cidade de Salamanca, na Espanha, durante a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, é um dos documentos mais importantes no campo da educação inclusiva. Ela tem como objetivo promover uma educação para todos, assegurando que alunos com necessidades educacionais especiais sejam incluídos no sistema regular de ensino, em vez de serem segregados. A perspectiva inclusiva nas aulas de Educação Física também é atualizada por políticas educacionais voltadas para a educação inclusiva no Brasil. A Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, garante o acesso de pessoas com deficiência à educação em todos os níveis, incluindo a educação física. Esses são exemplos de marcos jurídicos que reforçam a necessidade de pensar a escola como uma instituição cada vez mais inclusiva.
A educação inclusiva é um processo contínuo de transformação das escolas e sistemas educacionais para responder à diversidade dos alunos. Isso envolve a remoção de barreiras à aprendizagem e à participação, a promoção de práticas pedagógicas inclusivas e a criação de ambientes acolhedores e respeitosos. De acordo com Mantoan (2019), a inclusão escolar deve garantir a todos os estudantes, independentemente de suas condições, o direito de aprender e se desenvolver em um ambiente que respeite suas diferenças
A Educação Física tem um papel fundamental no processo de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais por ser uma disciplina que possibilita aos mesmos manifestarem elementos da sua cultura através da gestualidade, ritmos e expressões corporais. É a área do conhecimento que tem um diferencial diante as demais disciplinas escolares, ela permite ao estudante o acesso a vivencias, experiências e possibilidades do conhecimento sobre seu próprio corpo, sua relação com os demais “corpos” e com meio.

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